Ele já foi dublê de Pierce Brosnan e Timothy Dalton no papel de James Bond.

Já escreveu seu nome no Guinness Book e já voou sobre a Grande Muralha da China e sobre 19 ônibus em cima de uma moto, mas, no próximo domingo, Eddie Kidd enfrentará o maior desafio de sua vida: a maratona de Londres. Salto sobre a Grande Muralha da China

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Salto sobre 22 carros, com apenas 18 anos

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Uma corrida que costuma durar cerca de 3 horas para a maioria dos competidores deverá durar não menos do que 26 dias para que o cara, uma vez conhecido por controlar uma máquina em pleno ar a velocidades impressionantes, consiga terminá-la.

Já faz quase 15 anos desde que Eddie parou de pilotar. Em um moto rally em Warwickshire, no qual ele deveria saltar sobre um carro em movimento, Eddie sofreu o acidente que iria mudar sua vida. O salto foi bem sucedido, mas, no momento da aterrissagem, a suspensão de sua Honda CR500 falhou e ele quebrou o queixo ao bater no tanque da moto. Em seguida, depois de capotar pelos 10 metros seguintes, ele teve vértebras e ossos quebrados e o cérebro danificado. Quarenta dias depois, Eddie acordou de seu coma com paralisia parcial e dificuldades na fala.

Era o fim de uma carreira mitológica.

A vida de Eddie, entretanto, não terminou ali. Depois de aprender a viver com suas limitações, ele criou a Eddie Kidd Foundation, que apoia o tratamento e reabilitação de atletas, e, agora, ele se prepara para completar os 42 quilômetros mais longos de sua vida – uma missão aparentemente impossível para quem um dia já ouviu de médicos que nunca mais voltaria a andar.

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Na maratona, Eddie pretende andar uma milha (1,6 km) por dia, dormir em um trailer e, na manhã seguinte, começar de onde parou na noite anterior. Com a missão, ele pretende arrecadar £100 mil para doar a instituições de caridade.

Mesmo que ele não consiga levantar toda essa grana, a lição de superação, raça e coragem que ele vai deixar já vale todo o esforço.

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Ilustradora, engenheira civil e mestranda em sustentabilidade do ambiente construído, atualmente pesquisa a mudança de paradigma necessária na indústria da construção civil rumo à regeneração e é co-fundadora do Futuro possível.