Curso intensivo de apreciação de jazz

  • Nossos atuais Mecenas:
  • Advertisement
    130x250 1 jpg

Jazz.

O tipo de música que muitos homens dizem gostar, mas sobre o qual não sabem nada.

O que é uma pena, por diversos motivos.

Para começar, o jazz teve enorme influência sobre a maioria dos gêneros de música popular do século 20 – rock, hip-hop, música latina... a lista vai longe. Ter um entendimento sobre jazz dá ao conhecedor de música uma apreciação mais profunda de qualquer que seja o seu gênero favorito.

Em segundo lugar, o jazz encapsula perfeitamente o ideal americano de colaboração misturado com individualismo, e a sua história é de fato a própria história do país. Nascido da música dos escravos de origem africana, se ele se emaranha com tantas facetas diferentes da vida moderna americana – filmes, dança, arte, literatura e, claro, raça. Assim sendo, o entendimento do jazz dá ao estudante uma fascinante janela através da qual enxergar a América do século 20.

1923:  Joe 'King' Oliver's Creole Jazz Band, (L-R), Louis Armstrong (1900 - 1971), slide trumpet; King Oliver, coronet; Baby Dodds, drums; Honore Dutrey, trombone; Bill Johnson, banjo; Johnny Dodds, clarinet and Lil Hardin on piano,Chicago, Illinois.  (Foto da Frank Driggs Collection/Getty Images)

Terceiro, eu acredito que a maioria do pessoal não percebe isso, mas há definitivamente um ethos masculino sublinhando o jazz. A sua ênfase no solo e na improvisação exige que o músico abrace o risco, além de adicionar à música um elemento palatável de bravado. E mais: apesar do jazz certamente ser colaborativo, ele também é imbuído de um espírito competitivo. Os músicos de jazz do passado frequentemente tentavam superar uns aos outros em termos virtuosismo e da capacidade de levar a música a novas direções criativas. Os pianistas de Nova York na década de 20 frequentemente se enfrentavam em "batalhas", onde cada um mandava ver no seu melhor material durante sessões no cair da madrugada. Esse tipo de competição de maestria musical continua nos dias de hoje, mesmo se apropriando da forma popular do "piano bar", que voltou a ficar tão em evidência nos últimos anos.

Por último, jazz é simplesmente música boa. Há um gênero de jazz para cada homem aí fora. Ao menos eu acredito nisso.

Se você sempre quis começar a gostar de jazz mas não sabia por onde começar, escrevemos abaixo um introdução para iniciantes aos diferentes gêneros de jazz, assim como alguns artistas e músicas representando cada um, todos ótimos pontos de partida para que o neófito comece a molhar os pés nessas águas.

Nossa esperança é que este post sirva de trampolim para que você se aprofunde nesse estilo musical tão unicamente americano, para que da próxima vez que alguém perguntar se você curte jazz, possa fazer mais do que um sinal afirmativo com a cabeça.

Blues (fim do século 19-presente)

Leadbelly
Lead belly

Como o jazz, o blues também tem suas origens nas plantações do século 19 no sul dos EUA, onde os escravos cantavam músicas de trabalho enquanto se matavam de trabalhar sob o sol quente. Quando os afroamericanos aprenderam a tocar instrumentos europeus, o violão se tornou um acompanhamento popular para a cantoria cheia de sentimentos e levou ao desenvolvimento do estilo do blues.

O blues é caracterizado por uma progressão específica de acordes – geralmente a progressão twelve-bar –, assim como pelas blue notes [N.T.: às vezes chamada em português de "nota fora", embora o termo em inglês seja bem mais utilizado]. Uma blue note é uma nota cantada ou tocada com um timbre ligeiramente mais baixo do que o da escala maior, o que faz com que a nota tenha um som distintivamente triste e melancólico. [N.T.: A própria palavra "blues", em inglês, é sinônimo de melancolia.]

Apesar do blues ter se desenvolvido lado a lado com o jazz no fim do século 19 e início do século 20, os artistas de jazz acabariam incorporando muitos elementos blueseiros no jazz – especialmente a progressão blues twelve-bar. Diz-se que quando o jazz fica muito abstrato, ele sempre retorna ao blues.

Artistas que você precisa conhecer

W.C. Handy. Considerado o Pai do Blues, ele foi a grande força responsável pela popularização do gênero.

Huddie "Lead Belly" Leadbetter. Compôs dezenas de canções blues que renderam incontáveis covers. Diz a lenda que ele levou um tirou de espingarda na barriga e sobreviveu, por isso o apelido "Lead Belly" – que significa "Barriga de Chumbo".

Bessie Smith. Seu estilo de cantar acabaria causando um profundo impacto em vocalistas de jazz posteriores.

Músicas para conferir

Ragtime (1885–1918)

Scott Joplin
Scott Joplin

Junto com o blues, o ragtime foi um importante precursor do jazz. Ele pode ser tocado com outros instrumentos, mas é um estilo musical primariamente voltado ao piano. O recurso definidor do ragtime é um sincopado – acentuando as notas que geralmente não são acentuadas, o que dá à música uma sensação de anormalidade. As técnicas usadas pelos pianistas de ragtime influenciariam os pianistas posteriores no jazz.

Artistas que você precisa conhecer

Scott Joplin. "O Rei do Ragtime" compôs duas das mais famosas peças de ragtime (ver abaixo).

Músicas para conferir

Jazz de New Orleans (1900–1920)

Jelly Roll Morton’s Red Hot Peppers
Jelly Roll Morton’s Red Hot Peppers

O Jazz de New Orleans surgiu das bandas marciais com instrumentos de sopro da cidade de New Orleans. Consequentemente, instrumentos como a corneta (que é bem similar a um trompete) se tornariam presença constante no jazz. Enquanto o ragtime varria os EUA, essas bandas de New Orleans começaram a compor e tocar mais peças sincopadas. Além do ragtime, os músicos das bandas misturaram as notas e acordes específicos do blues.

A invenção da batida Big Four, pelo músico Buddy Bolden, abriu espaço para improvisações dos outros artistas e foi o que tornou possível o jazz que conhecemos hoje.

As bandas de jazz de New Orleans costumavam ser pequenas e formadas por uma "linha de frente", que seria um clarinete, um trombone e uma corneta ou trompete, e depois uma "seção de ritmo", que tinha ao menos dois dos instrumentos a seguir: banjo, contrabaixo, bateria, piano. Esse grupo de instrumentos era o veículo primário do New Orleans Jazz. A improvisação era coletiva, sendo ouvida quando um instrumento de liderança se engajava em contrapontos espontâneos a outro instrumento. O solista de jazz ainda não havia ganhado destaque.

Graças à invenção do fonógrafo (precursor do toca-discos), o jazz de New Orleans teve uma rápida proliferação pelos EUA. Muitos músicos saíram da cidade durante a Grande Migração e se estabeleceram em Chicago e Nova York.

Artistas que você precisa conhecer

Buddy Bolden. Às vezes chamado de Pai do Jazz, ele descobriu ou inventou a batida Big Four, que tornou o jazz possível.

Joe "King" Oliver. Corneteiro e líder de banda, foi pioneiro no uso de abafamento (colocar algo como um chapéu na boca do trompete para bloquear um pouco do som). Mentor e professor de Louis Armstrong.

Jelly Roll Morton. Começou como compositor de ragtime. Foi o primeiro compositor de jazz. Deu uma soltada no ritmo sincopado do ragtime, para que houvesse mais "balanço" na música.

The Original Dixieland Jass Band. Não eram realmente os originais; só se chamavam assim por questões de marketing. A banda só tinha membros brancos. Fizeram o primeiro disco de jazz da história. Ajudaram a popularizar o jazz entre os americanos brancos.

Músicas para conferir

Chicago (década de 1920)

armstrong
Louis Armstrong

As bandas de jazz em Chicago eram diferentes das de New Orleans de diversas maneiras, como trocar o banjo por um violão, adicionar um saxofone à seção de sopro e substituir a batida 4/4 por 2/4. Mas a mudança mais importante vinda de Chicago foi a ascendência do solo individual.

E o cara que foi pioneiro e mestre na arte do solo de jazz? Louis Armstrong.

Artistas que você precisa conhecer

Louis Armstrong. Trompetista. Pioneiro do solo de jazz. Tinha talento para improvisação melódica e uma voz inimitável. Armstrong é geralmente associado ao Jazz de New Orleans, mas foi em Chicago que ele fez seu nome.

Álbuns para conferir


  • "The Hot 5s" – Primeiro álbum de Armstrong com a banda que liderou sob o seu próprio nome. Confira "Two Deuces".

  • "The Hot 7s" – Segundo álbum da mesma banda.

Nova York (década de 1920)

Duke Ellington
Duke Ellington

De Chicago, o jazz viajou até Nova York, onde ainda mais inovações aconteceram – sendo a mais importante delas o desenvolvimento do stride piano, um estilo que teria papel de destaque no jazz dali em diante. Bandas maiores começaram a se formar na cidade de Nova York, pavimentando a Era das Big Bands no final dos anos 1930.

Artistas que você precisa conhecer

James P. Johnson. Considerado o pai do stride piano. Escreveu "The Charleston".

Duke Ellington. Se mudou de Washington D.C. para NYC na década de 20. Considerado um dos maiores compositores de jazz de todos os tempos, muitas das suas canções se tornaram standards americanos. Ellington e sua orquestra formavam a banda residente do famoso Cotton Club em 1927.

Músicas para conferir

Swing e a Era das Big Bands (1930-1945)

Benny Goodman and His Orchestra
Benny Goodman and His Orchestra

Até os anos 30, o jazz era apreciado principalmente por uma subcultura específica da população dos EUA. Suas associações com o lado escuso da vida e com a cultura afroamericana o tornavam impalatável para a maior parte da América Branca Padrão. Isso mudou com a Big Band Era nos anos 30. A Grande Depressão havia tirado de circulação muitas bandas regionais, e por isso havia jazzistas baratos em abundância. Consequentemente, alguns líderes de banda conseguiram montar grandes orquestras.

Em vez do estilo mais sincopado e "quente" do jazz anterior, as Big Bands tocavam um estilo mais solto e fluído, chamado Swing. O Swing é feito para dançar, e diversos novos estilos de dança foram inspirados pelo estilo, incluindo o Lindy Hop e o Jitterbug. Além do jazz, as Big Bands também tocavam standards americanos, muitas vezes emprestando a eles um jeito mais jazzístico no processo.

Depois da Segunda Guerra Mundial, quando a economia dos EUA voltou aos eixos, arranjar uma grande orquestra se tornou muito mais caro. O swing e as Big Bands morreram.

Artistas que você precisa conhecer

Fletcher Henderson. Creditado pelo estabelecimento da fórmula do swing. Formou uma das primeiras Big Bands. Junto com Duke Ellington, é considerado um dos maiores arranjadores de jazz de todos os tempos.

Benny Goodman. Chamado de "Rei do Swing". Um dos melhores clarinetistas da história. Primeiro jazzista a tocar no Carnegie Hall. Por ser branco, ajudou a popularizar o jazz entre os americanos brancos. Um dos primeiros líderes de banda a liderar uma orquestra integrada.

Count Basie. Pianista e líder de banda. Tinha um estilo bem mais esparso que o de Ellington.

Duke Ellington. Continuou sendo uma voz influente durante toda a Big Band Era.

Cab Calloway. Líder de banda e vocalista. Previu o jive talk e os "hi di hi di hos". Calloway e sua orquestra foram uma das big bands mais populares durante a era do swing.

Músicas para conferir

O Jazz depois da era das Big Bands

Desde seu início, o jazz sempre foi voltado a um público popular. Era música para dançar, ou pelo menos para bater o pé. Mas por volta dos anos 40, uma mudança começou a acontecer entre os jazzistas. Em vez de compor músicas para o grande público, eles começaram a compor músicas para si próprios. Como me disse Marc Cary, um jazzista nomeado ao Grammy, "o jazz começou a ficar cabeção depois da Era das Big Bands".

Ele começou a ficar cada vez mais abstrato. Apesar de sempre ter envolvido muita improvisação, os músicos sempre improvisavam dentro de um limite. Depois da era das big bands, os músicos começaram a testar e expandir os limites do que era o jazz, ou mesmo a música. Esse desejo por libertação completa dos confinamentos tradicionais da música foi simples reflexo das atitudes e ideias em movimento dos EUA pós-guerra.

Tendo isso em mente enquanto exploramos o jazz dos anos 1950 em diante, perceba que se torna cada vez mais difícil de categorizar artistas e canções. Muitos músicos passeavam por vários estilos diferentes de jazz de uma vez só, e a mistura de gêneros era comum.

Bebop (1939–1950)

Dizzy Gillespie
Dizzy Gillespie

As origens do bebop remetem aos anos 40, quando músicos jovens que tocavam em big bands mais tradicionais se encontravam depois dos shows para jam sessions que duravam a noite toda e onde a experimentação era incentivada. Segundo o historiador de jazz Ted Gioia, o bebop era uma rebelião contra "as armadilhas populistas do swing". Os artistas de bebop preferiam riffs mais assimétricos em vez dos simples. A improvisão no solo assumiu papel de destaque, e o andamento ficou mais rápido. Quando você ouve um bebop, ele soa corrido, apressado. Nada parecido com o som dançante feliz das big bands da década anterior.

Artistas que você precisa conhecer

Coleman Hawkins. Saxofonista tenor. Ergueu a fundação para o bebop em 1939, numa gravação de "Body and Soul". Liderou um combo que incluía Thelonius Monk, Miles Davis e Max Roach. Gravou a primeira sessão de bebop em 1944.

Charlie Parker. Saxofonista. Junto com o trompetista Dizzy Gillespie, tornou-se figura de liderança na era do bebop.

Dizzy Gillespie. Virtuoso do trompete. Fez uma infusão de música afro-latina no jazz.

Thelonius Monk. Pianista considerado um dos grandes compositores de jazz. Seu estilo era bem indicativo do bebop – angular e abrupto. Compôs diversas canções que hoje são standards ("Round Midnight" e "Straight, No Chaser", por exemplo).

Bud Powell. Virtuoso do piano. Às vezes chamado de "o Charlie Parker do piano". Junto com Charlie Parker e Dizzy Gillespie, é creditado pelo desenvolvimento e amadurecimento do bebop.

Max Roach. Baterista que ajudou a desenvolver o estilo de bateria do bebop. Tocou com Coleman Hawkins, Dizzy Gilespie e Charlie Parker, entre outros.

Músicas para conferir

Cool (1949–1955)

Males Davis
Miles Davis

O cool jazz foi uma resposta direta ao bebop. O bebop era rápido, apressado e frenético, e o cool era relaxado. Os músicos tiraram o pé do acelerador no que se relaciona ao ritmo, deram mais foco à melodia e experimentaram misturar elementos da música clássica, como a escala de tons inteiros. Bandas de cool também incluiriam instrumentos de música clássica em suas formações. O cool jazz às vezes também leva o nome de "West Coast Jazz", embora os verdadeiros conhecedores do gênero gostem de argumentar que há diferenças entre os dois.

Artistas que você precisa conhecer

Miles Davis. Trompetista. Um dos músicos mais influentes do século 20. Não apenas liderou o desenvolvimento do cool, como também teve papel integral no desenvolvimento do hard bop, modal, free e fusion. Seu álbum Birth of the Cool define o que é cool jazz.

Dave Brubeck. Considerado um dos grandes pianistas de jazz. Líder do Dave Brubeck Quintet.

Gerry Mulligan. Saxofonista (apesar de tocar também outros instrumentos). Tocou com Miles Davis em Birth of the Cool e colaborou com Chet Baker.

Chet Baker. Foi trompetista na banda de Gerry Mulligan. Se tornou uma das figuras definidoras do cool jazz.

Músicas e álbuns para conferir

Hard Bop (1951–1958)

Art Blakey
Art Blakey

Muitos jazzistas acharam que o cool era muito clássico e europeu. O hard bop foi um retorno ao jazz mais afrocentrado e baseado no blues. Os músicos de hard bop incorporaram influências de gospel e R&B ao jazz.

Artistas que você precisa conhecer

Miles Davis Quintet. Diversos jazzistas influentes tocaram nessa banda durante a era do hard bop.

Art Blakey. Baterista que ajudou a desenvolver a bateria do hard bop. Seu estilo continua sendo influente.

John Coltrane. Saxofonista e membro da Miles Davis Quintet.

Sonny Rollins. Saxofonista tenor.

Horace Silver. Pianista que ajudou a desenvolver o hard bop.

Músicas para conferir

Modal (fim dos anos 50)

Miles Davis, Kind of Blue
Miles Davis, Kind of Blue

As composições do bebop e do cool jazz geralmente eram baseadas em progressões de acordes prederminadas. Em contraste a isso, as músicas do jazz modal eral baseadas em um determinado modo ou escala. No bebop e no cool, as mudanças e alterações nas músicas aconteciam rapidamente; já no modal, essas mudanças de modos aconteciam muito lentamente. Como os músicos do modal só precisavam pensar em como misturar as sete notas de um modo, eles podiam pensar mais em improvisações criativas.

Artistas que você precisa conhecer

Miles Davis

John Coltrane

Músicas e álbuns para conferir

Free Jazz (1959–1970)

Ornette Coleman
Ornette Coleman

Como vimos, desde a época das big bands os jazzistas se esforçaram para derrubar barreiras e limitações musicais. O free jazz foi basicamente a eliminação de toda e qualquer limitação. Em vez de composições baseadas em séries de acordes ou mesmo em modos musicais, o free jazz era apenas baseado em sons. Os músicos frequentemente faziam barulhos esquisitos por soprar demais em seus instrumentos. Improvisações extremas e criatividade livre eram encorajadas.

Além de eliminar os acordes prederminados, os músicos do free jazz frequentemente eliminaram métricas predeterminadas. O free jazz retornou à improvisação coletiva do jazz de New Orleans – com os integrantes constantemente reagindo uns aos outros. O que era velho ficou novo. O free jazz capturou o afrouxamento das normas sociais dos EUA nos anos 60.

Artistas que você precisa conhecer

Ornette Coleman. Tocou diversos instrumentos, mas é mais conhecido pelo seu trabalho com o saxophone. Considerado o pai do free jazz por muitos.

Cecil Taylor. Pianista conhecido pelos seus improvisos altamente complexos e energéticos. Seu estilo de piano é bem percussivo.

Charles Mingus. Um baixista que desafia categorizações, embora seja mais associado com o free jazz por preferir improvisações ao estilo New Orleans.

Músicas para conferir

Fusion (1969–1990)

Herbie Hancock
Herbie Hancock

Depois de quase três décadas explorando os limites do avant-garde, os jazzistas dos anos 70 começaram a trazer o jazz de volta ao mainstream com o jazz fusion. Segundo Cary, "o fusion foi a última cartada do jazz para se fazer popular de novo".

Como indica o nome, o jazz fusion é a fusão do jazz com outros gêneros musicais populares, particularmente o rock e o funk. Ele combinou a energia, o ritmo e a simplicidade do rock 'n roll com a sofisticada improvisação do jazz. A amplificação eletrônica e os outros dispositivos musicais do rock e do funk deram ao jazz um som diferente. Alguns críticos e jazzistas tradicionais não consideram que o fusion seja realmente jazz, mas ele realmente apresentou o jazz a um público totalmente novo.

Artistas que você precisa conhecer

Miles Davis. Sim. Ele ajudou a formar praticamente todos os gêneros de jazz.

Weather Report. Um dos primeiros e mais influentes grupos de jazz fusion.

Herbie Hancock. Pianista integrante do Miles Davis Quintet. Pioneiro no uso de instrumentos eletrônicos no jazz. Seu tipo de fusion geralmente combina o jazz com o funk. Um dos mais influentes jazzistas vivos hoje.

Chick Corea. Tecladista, pioneiro do jazz elétrico. Trouxe elementos do jazz latino ao seu jazz fusion.

Freddie Hubbard. Trompetista. Jazz com funk.

Músicas e álbuns para conferir

Conclusão

Espero que você tenha aproveitado esta introdução ao jazz, e que ela tenha inspirado você a ir mais fundo no gênero.

Quero agradecer ao pianista e compositor Marc Cary pela sua ajuda neste texto. Seus insights sobre o jazz pós-Era das Big Banda foram extremamente úteis. Confira o álbum novo dele no iTunes ou no Amazon.com. Também gostaria de agradecer ao amigo, colega e empresário do jazz Charles Brack, pelas suas sugestões de quais artistas eu deveria incluir. Graças a ele, "Mr. Clean" não sai mais das minhas playlists.

Se você quiser mergulhar mais a fundo na história do jazz, recomendo muito os dois livros abaixo (que eu usei para a pesquisa deste texto):

The History of Jazz, de Ted Giola Notes

Tones, de Arthur Taylor

Outros recursos:

Jazz in America

Página de Jazz do NPR


publicado em 18 de Abril de 2014, 10:24
File

Brett McKay

Brett McKay, e sua esposa Kate, são os fundadores do site Art of Manliness (Arte da Masculinidade), de onde traduzimos esse texto. Ambos vivem em Tulsa, no Oklahoma. A foto registra um breve e fracassado experimento com bigodes. No Twitter, pode ser encontrado em @brettmckay.


Puxe uma cadeira e comente, a casa é sua. Cultivamos diálogos não-violentos, significativos e bem humorados há mais de dez anos. Para saber como fazemos, leianossa política de comentários.

Nossos atuais Mecenas: