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Chineses ficarão 200 dias debaixo da terra para simular vida em outro planeta

Eles terão que reciclar a própria urina e economizar até mesmo o oxigênio para chegar ao final do teste

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O que você acha da ideia de ficar confinado num lugar com outros três desconhecidos por até 200 dias enquanto outras pessoas te observam e avaliam seu comportamento?

Pensou no Big Brother ou coisa parecida? Pois não é nada disso. Apesar de estar sendo monitorado 24 horas por dia durante os 200 dias, não há nenhuma recompensa milionária no final do período e muito menos a mordomia que nós estamos acostumados a ver na "casa mais vigiada do Brasil".

Pode ir tirando isso da cabeça.

Trata-se de um projeto do governo chinês que colocou quatro universitários chineses confinados num bunker subterrâneo com recursos limitados para testar as possibilidades de enviar astronautas para longos períodos de estadia na Lua até 2036, e futuramente em outros planetas.

A intenção do presidente Xi Jinping é tornar a China uma potência global na exploração espacial e para isso, enquanto se prepara para enviar uma sonda para o lado escuro da lua ainda em 2018, vai realizando testes em terra para tentar criar um bunker que provenha tudo que os humanos precisam para sobreviver longos períodos em outros planetas.

Depois de fazer testes de até 60 dias, agora a Lunar Palace-1, bunker projetado por uma equipe de arquitetos liderados pela professora da Universidade de Aeronáutica e Astronáutica de Pequim, Liu Hong, será casa de quatro alunos da mesma faculdade por um período significativamente mais longo.

Mas os alunos não terão vida fácil. Além de ter de cumprir uma cartilha rígida de atividades todos os dias, eles terão que reciclar absolutamente tudo que utilizarem e aproveitarem ao máximo tudo que produzirem: desde alimentos, plantas, embalagens até a própria urina; para que cheguem com êxito ao final do experimento. Os recursos serão tão limitados que até a quantidade de oxigênio disponível foi calculada.

A casa mais viajada da China atende pelo nome de Lunar Palace-1.

Além de testar a autossuficiência dos recursos, os chineses também querer avaliar a capacidade psicológica dos alunos diante de um confinamento tão grande, em condições adversas, sobretudo, sem ver a luz do sol durante tanto tempo. Já se sabe que isso têm um impacto significativo no humor e na própria saúde mental das pessoas, mas o experimento promete testar esses limites.

Para garantir que nada dê errado, os cientistas que acompanharão o processo do lado de fora revelam que já fizeram testes com animais para checar as possibilidades e afirmam que agora chegou a vez de ver como as cobaias humanas se saem.

Já do lado de dentro, os jovens que toparam o confinamento afirmam que a experiência pode ser muito enriquecedora, principalmente se ajudar eles a realizar o sonho de se tornarem astronautas.

De qualquer forma, a ideia um pouco assustadora de se arriscar em condições tão adversas vem servindo para provar duas coisas: 1. quando os chineses querem alguma coisa, estão dispostos a ir até a lua para conseguir; e 2. parece que na China, tem mesmo louco pra tudo.


publicado em 13 de Julho de 2017, 11:30
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Redação PdH

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