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Breve ruminação hiperbólica de alguns clichês teleológicos | WTF #29

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Tudo tem um plano? As coisas acontecem por que precisam acontecer? Nada é por acaso? E se o sentido da vida for mesmo 42?

Você não tinha nenhuma chance senão ler esse texto.

E, veja só, ele foi aparecer para você justo nesse momento da sua vida, agorinha mesmo! Isso tem que querer dizer alguma coisa, afinal de contas, tudo é aprendizado...

O universo conspirou com os genes egoístas e todo o vale de lágrimas, toda a competição, morte e sofrimento de todos os antepassados culminaram nestes olhos focando estas letras.

Bom proveito!

Breve ruminação hiperbólica de alguns clichês teleológicos

capa

A explicação superficial do que é teleologia é simples: o estudo dos fins e, em particular, o estudo das finalidades da própria natureza, de tudo que existe -- implicando aí que esse sentido mais absoluto de “finalidade” faça sentido e seja pelo menos razoável.

Porém, dentro dessa explicação, há um mundo de premissas ocultas e consequências imprevisíveis.

Alguns desses desenvolvimentos acabam sendo de foro privado, psicológico, e possivelmente mesmo impactando o que poderíamos chamar de “qualidade de vida”.

É possível que a ousadia da troca de foco efetuada no parágrafo anterior não seja percebida por alguns, e que o ler como “escandaloso” até pareça contraintuitivo. Ora, nos tempos idos da informação rarefeita, no deserto de memes em que até as mais educadas pessoas viviam antes da invenção da imprensa, a busca pela verdade e pelo sentido, enfim, o conhecimento, era naturalmente vista como mais importante do que a “boa vida” (porque também se esperava que esse conhecimento a produzisse como consequência óbvia). Não havia separação entre a prioridade de conhecer e a de viver bem.

Hoje, temos dois problemas: primeiro as prioridades de vida espiritual, vida de conhecimento e boa vida se fragmentaram num retalho aleatório de pertencimentos por estilo e modismo, incessantes memes ideológicos cujo único objetivo real é nos levar a comprar algo e, além desses, algumas fórmulas triviais e clichês culturais não ameaçadores ao status quo ou a um exame mais criterioso de nossa própria vida.

Depois, nossa incoerente e vacilante ruminação interna tenta digerir, com o escasso tempo que resta da sobrecarga conceitual e sensorial, que é a vida moderna na cidade e na tela, toda essa vasta carga intelectual e emocional, de forma a, rogamos, vir a produzir nem que seja um peido de sentido. Ou qualquer coisa que permita uma trégua, um bálsamo de integração do que quer que estejamos fazendo ou que esteja acontecendo com um fiapo de propósito.

ilustração de Karl Nicholason
ilustração de Karl Nicholason

Isto é, as ideias com que lidamos são, no geral, de baixa qualidade, ou, pelo menos, surgem aos borbotões (em nossa mente e no discurso ao nosso redor), sem muito critério, e depois são processadas na base do jeitinho –-- sem nenhum critério efetivo. Tudo acontecendo entre o incessante deslumbre cognitivo das epifanias baratas e o nauseante torpor errático da conversa fiada interna e externa, e do vasto e barato entretenimento de baixa qualidade que qualquer um de nós está pronto a confessar consumir às lufadas.

Carl Jung é um exemplo dessa tendência enquanto cultura à psicose, que naturalmente e compreensivelmente brota desse caldeirão de ausência de sentido. Sua psicose do “numinoso”, isto é, do tão comum hoje “espiritual sem necessariamente ser religioso”, isto é, do que faça ou tenha ou produza sentido no meio do caos da cultura em geral e da vida privada de cada um de nós, foi nele tanto sintoma quanto objeto de estudo.

Não estou aqui para julgar o ilustre teórico -- no comentário acima tentei ser suficientemente neutro, revelando algo interessante, não necessariamente positivo ou negativo.

É óbvio que Jung é um pensador original e brilhante; mas, ao mesmo tempo, é alguém que tem sua obra medida quase que exclusivamente pelo viés emocional, tanto por quem apoia quanto por quem critica. Muito já foi dito sobre o próprio Jung como tanto sofredor quanto relator desse fenômeno -- sobre a conexão do numinoso com a doença mental. Mas, aqui, quero me ater ao “micronuminoso” e a uma perturbação que não necessariamente possa ser considerada patológica, mas muito mais comum.

E, da mesma forma, um sentido ou espiritualidade de boteco, coisas tão grandiloquentes servidas por ideias toscas do lugar-comum.

Ora, o pensamento mágico tem muitos graus e muitas faces. E “sincronicidade”, desde minha adolescência, é mais puro papo de boteco. Ora, e se você estava considerando o valor do conceito exatamente antes de ler esse texto, não é esse mais um sinal para não levá-la a sério?

Sonho de Jung retratado pelo próprio no “Livro Vermelho”
Sonho de Jung retratado pelo próprio no “Livro Vermelho”

Não precisamos adentrar no exagero de lógica supersticiosa de um obsessivo compulsivo, que, por exemplo, acha que coisas ruins acontecerão se ele não alinhar os quadros ou bater na madeira ou, ainda, usar uma determinada cor de roupa. Não precisamos falar sobre o delírio de um outdoor aparecer no campo de visão de alguém com a frase “apenas faça” no exato momento em que ruminava assassinar os pais (e isso ser, de alguma forma, para aquela pessoa, naquela circunstância, suficiente).

Também não precisamos ir tão longe e supor uma situação em que, a cada revés natural da vida, a visão do mundo e de si próprio de alguém seja negativamente reforçada, reificada como sendo naturalmente errada, perdida, desesperadora.

E onde cada pequena vitória que porventura exista seja suspeitamente ignorada ou, claro para todos menos para o maior interessado, deliberadamente interpretada como irrelevante.

Esses são os níveis patológicos das muitas bobagens pequenas e pensamentos incompletos a que cada um de nós, todo dia, por um motivo ou outro, se filia.

Aqui, os extremos são igualmente arbitrários, isto é, pace alguém que tenha um sistemão bizantino intelectual em plena operação na caixola (o que pode, óbvio, também ter seus pequenos problemas particulares, e também suas patologias, haja vista o próprio Jung), a maioria de nós não tem bons motivos para acreditar, seja em uma versão justificada, planejada, bonita, ordenada, benévola, compreensível, sensata -- da vida, do cosmos -- ou no oposto: caos, arbitrariedade, sofrimento sem possibilidade de mitigação e angústia de ausência de sentido, absurdo.

Essa própria incerteza pode parecer desesperadora, ou refrescante. Sempre nos deparamos com loops estranhos ao considerar a teleologia, ou qualquer tema absoluto, em palavras que não podem deixar de ser convencionais. Mas aqui, o fato é que a construção de ser e sentido existencialista tem algo a dizer.

Muito embora tenha geralmente caído no extremo mais negativo (de “copo meio vazio”), porque isso, enfim, sempre foi mais cool do que ser poliana, a neutralidade serve melhor a construção contínua do agente livre que aparentemente a filosofia visa, no que ela tem de melhor.

Em todo caso, o certo é que, senão por uma entrega frívola a uma ou outra arbitrariedade sobre qual é o tom disso tudo (disso tudo) ninguém tem, nos seus miolos frutos de seleção adaptativa, qualquer noção fundamentada sobre teleologia.

Está em construção, e, até onde podemos dar nosso melhor chute, possivelmente estará em construção para sempre.

Nem tudo necessariamente é aprendizado. Não temos efetivamente a menor ideia se há ou não algum “plano” misterioso operando por trás dos panos cósmicos – ou quantos níveis de planos e planejadores, teorias da conspiração, lagartos, olhos-que-tudo-veem, anonymous, publicitários, agentes da NSA, anjos cabalísticos, mafiosos, demiurgos e ratinhos proventura nos ajudam ou nos escravizam.

Na criatividade do paranoico, o céu não é o limite.

Guia dos Mochileiros, Banksy, Cosmópolis. E eles ainda vão se vingar de serem tão usados como cobaias
Guia dos Mochileiros, Banksy, Cosmópolis. E eles ainda vão se vingar de serem tão usados como cobaias

Aqui entram todos os sonhos utópicos e concepções de melhoria de mundo que conhecemos bem e deram tão errado -- os regimes totalitários do séc. XX, toda a engenharia social guiada por interpretações tacanhas do darwinismo e filosofias de consciência histórica, eugenia, a projeção adivinhatória e manipulação efetiva de complexas coreografias de luta entre classes, ordem e progresso, construção de países, democracia empurrada goela abaixo com bombas, a liberdade de escolher entre mil marcas de dentifrício.

E coisas que soam melhor -- mas que igualmente podem ter farpas e dentes afiados, ou ser meramente abusadas e tiradas de contexto -- como liberdade, igualdade e fraternidade, e assim por diante.

Nossos objetivos, seja enquanto pessoa, do sonho americano ao nirvana, ou como consciência coletiva, da sociedade iluminada à sociedade alternativa, todos eles passam por uma série de memes muitas vezes pouco examinados.

Mas, veja só, isso não necessariamente quer dizer que as ideias todas sejam necessariamente contraproducentes. No mais das vezes, sem exame, uma espécie de fundamentalismo brota, uma falta de flexibilidade e capacidade básica de reconhecer e lidar com informações novas, com a mudança em seus vários sentidos. Essa fixação ou reificação das formas de pensar cria mundos cognitivos muito divorciados da realidade, e esse descompasso cria sofrimento, e, dependendo da ideia, de sua força e escopo, ele pode ir do mais banal ao mais grotesco.

Ora, “tudo é aprendizado” ou algo como “faz tudo parte do plano de Deus” pode ser fatalismo ingênuo, até derrotismo, ou efetiva abertura, totalmente engajada, sem resquício de passividade. Resta examinar nossa atitude.

Precisamos pensar dessa ou daquela forma, ou cuidadosamente evitar todos os clichês? O elemento crucial é um engajamento flexível com os conceitos, em particular com nossas premissas ocultas mais arraigadas.

O melhor parece ser revelar, completamente e para nós mesmos, no “palco de nossa consciência”, a partir de que ideias e com que grau de fixação normalmente operamos. O melhor possivelmente seja expor de onde vem a perspectiva básica de nossa ruminação, e quais as estratégias comuns, pouco examinadas, a que nos entregamos nos momentos tensos, limítrofes, perplexos.

Por exemplo, qual é o tom usual e “sob pressão” de nosso narrador interno? Ele tem senso de humor? Ele dá uma trégua? Ou ele domina totalmente nossas expectativas como um fanático, um tirano no pódio, vociferando sua ritalina dogmática até o fim no bunker do suicídio? Oscilamos do Stuart Smalley a um Mussolini interno? Somos lenientes ou duros demais com nós mesmos, e, por outro lado, totalmente arbitrários com relação aos princípios e ideias sob os quais operamos quase inconscientemente?

Normalmente tal nível de reflexão, em meio ao fluxo cotidiano, não é perseguido. Mas, facilmente, podemos começar a desafiar aqueles slogans e concepções, muitas vezes tão pobremente justificados que no fim se tornam mais um “esse cinismo me cai bem”, uma arbitrariedade com gosto de “sei lá por que, mas é assim que quero surgir no mundo, é isso que eu admiro”.

The Dude toma white russians e não está nem aí para nada, então eu também vou por aí?

Ninguém pode se sentir totalmente isento de um maria-vai-com-as-outras-ismo sutil.

Ilustração de Karl Nicholason
Ilustração de Karl Nicholason

Esse cara, essa ideia que fazemos de nós mesmos e com que nos relacionamos, não é o mais importante. Mas se queremos um amigo invisível desse tipo, que projetemos então um deus benevolente qualquer, devidamente separado de nós, simultaneamente entendido como reflexo inseparável do sentido pleno que também nos compreende. Mantendo, claro, sempre tudo bem temperado com uma generosa dose de Aposta de Pascal, não importa que estratégia específica, que meme específico, decidamos cultivar.

Claro, não precisamos tratar de todas as questões teleológicas específicas em termos de um “outro mundo”, onde então saberíamos que, de todo modo, fizemos a aposta mais segura. Na dúvida, em qualquer imponderável, em questões indecidíveis, apostamos no que melhora nossa vida.

Em outras palavras, confiando na sabedoria antiga que o conhecimento se coaduna com boa vida, apostamos de acordo também com o oposto.

Aquilo que funciona melhor, naturalmente tem mais chance de se mostrar verdadeiro, e se mostrar cheio de propósito e significativo. De resto, tudo é experimento de pensamento: se assim consideramos, tais consequências decorrem. E não só derivadas das consequências lógicas do experimento, mas das condições empíricas (e psicológicas) vivenciadas enquanto operamos de acordo com aquele viés particular.

E, a partir disso, a estética.

Quando reconhecemos o clichê, esse é o nascimento do esteta. Se a banalidade do mal é terrível precisamente porque é banal, o que dizer então do clichê? Somos cada vez mais inexoravelmente soterrados pela repetição estrondosa da mídia de massa e, hoje, também pela micromídia, e entender que nos tornamos replicadores não reflexivos de uma pletora de lugares comuns não é trivial.

Mas é cada vez mais necessário.

É também bom reconhecer que, no âmbito tradicional, não podemos falar de clichê. O clichê é a repetição sem cânone. Porém o tradicional é indesejável para a maioria, pasmem, exatamente porque soa clichê!

Enfim, não dá para enfrentar o clichê só na base do pensamento positivo (sim, você viu o que eu fiz aqui.)

Ademais, não queremos velharias. Somos neófilos, cada vez mais ansiamos a constante renovação. Ora, até o vintage é, no fim, uma reconstrução nostálgica do passado -- e a reconstrução irônica também tem se tornado cada vez mais comum.

Achamos que temos boas justificações para pensarmos como pensamos: mas, olhando de perto, nossa mente não passa de um imenso desfile de moda -- quando não é um baile funk. Mas isso não precisa ser assim.

Que tal, por exemplo, a ciência? Onde ela fica nesse contexto todo?

Parece ser a estrela dos olhos, a substituta mor da religião em nossas ânsias teleológicas. Mas no fundo esta é uma relação conturbada: a ciência, desde Francis Bacon, explicitamente foge da teleologia (antes disso, ora, ciência era uma “ioga” de conhecer a mente de Deus por meio do desenho de sua criação... não só era teleológica, era teológica também!).

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Porém, hoje, se há uma coisa que a ciência não pretende explicar, são finalidades últimas.

É por isso que a explicação funcional “última” (não é bem última, mas é sempre bem quase lá) da física, por exemplo, é tão, no fundo, insatisfatória. Big Bang, Bóson de Higgs, matéria escura: que divertido é mudar certos paradigmas, gerar tantos outros problemas que merecem financiamento gordo, e, no fundo, não explicar nada.

Bom, não é bem assim. A ciência explica funcionalmente (embora algumas vezes nem bem isso, apenas fale das coisas em termos de outras, num jogo infinito de substituição), nunca teleologicamente -- embora a expectativa do fanboy da ciência muitas vezes seja, às vezes nem tão secretamente, puramente teleológica!

Muita gente, cientistas inclusive, ainda trata a ciência como fonte de sentido. E parte do vocabulário científico ainda não consegue fugir de forte ranço teleológico (a saber, boa parte da seleção adaptativa das espécies: a própria palavra “evolução”, que hoje se evita -- mas outras áreas também).

Frequentemente usamos a explicação científica da natureza para construir prerrogativas morais: historicamente usamos, e pessoalmente também, inadvertidamente em várias pequenas circunstâncias restritas. Quando comparamos e justificamos nosso comportamento como semelhante a de um animal qualquer, por exemplo.

Aqui, novamente damos um salto que diz respeito a aceitar, sem grandes justificativas, certas prerrogativas filosóficas de entender a natureza como indissociável de nós mesmos; ou, quase quando “nos apetece”, o oposto, isto é, que nossa natureza humana é absolutamente outra coisa.

Fazemos essas distinções, grosso modo, de acordo com nossas contingências. Se sinceramente examinamos, todos nós caímos nesse tipo de discurso, perante nosso próprio delírio interno, mas também em conversa com os outros, demasiado frequentemente.

E a ciência facilmente se torna outro clichê, quando não é examinada. Por natureza, não é canônica – porque também é, ela própria, uma seleção darwinista de ideias que competem por “recursos experimentais” – e essa expressão que escolhi é cínica em mais de um sentido: dinheiro para pesquisa, mas, também, meramente o que responde aos mecanismos de elaboração dos modelos de pesquisa, e que frutifica com “resultados”.

Reparemos, por exemplo, no impacto de uma noção como: “seu problema não é tanto sua responsabilidade, mas uma circunstância fortuita.” (E quem não se depara com isso numa base diária, nos dias de hoje?) Por um lado, tremenda liberação, por outro, o exato oposto.

E nada disso é efetivamente confirmado; por uma ciência que, estritamente, não é, pela própria descrição que faz de si mesma, teleológica!

A máquina determinista do reducionismo e da causalidade unilateral
A máquina determinista do reducionismo e da causalidade unilateral

Em certo sentido, todas as ideias são perigos e deleites. Como costumeiramente se diz dos objetos da tecnologia (em outro clichê não examinado) eles são livres de moral.

Somos nós que lhes damos propósitos, que os usamos positiva ou negativamente, e que temos responsabilidade de examinar direito, particularmente quando são slogans ou clichês tão óbvios que passam sem exame.

Quando reconhecemos que também todas essas ideias são assim flexíveis em certo sentido, aquele sentido que é propriamente teleológico, podemos seguir no equilíbrio sempre instável do ir além dos extremos de aceitação e rejeição. Em outras palavras, mais atentos a montanha russa multidimensional das implicações coemergentes e de causação complexa entre ideias e mundo, podemos usufruir uma isenção epistêmica que não é necessariamente cética, ou mesmo “em cima do muro”.

É a confluência da própria inteligência com a liberdade, infinitamente fascinante, reverberando o propósito não condicionado, que ninguém pode tomar para si, mas que está sempre disponível.


publicado em 06 de Novembro de 2013, 22:00
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Eduardo Pinheiro

Diletante extraordinário, ganha a vida como tradutor e professor de inglês. É, quando possível, músico, programador e praticante budista. Amante do debate, se interessa especialmente por linguística, filosofia da mente, teoria do humor, economia da atenção, linguagem indireta, ficção científica e cripto-anarquia. Parte de sua produção pode ser encontrada em tzal.org.


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