Como ir além do "tudo bem" num bate papo? Como falar sobre emoções com seus amigos sem parecer estranho? Ensinamos nessa animação de 2 minutos, vem ver. ;-)

5 discos brasileiros pra ouvir antes de 2019 acabar

Sons, swings e rimas de artistas proeminentes que valem a pena conhecer

Todo fim de ano é a mesma coisa: têm as retrospectivas das notícias, dos acontecimentos importantes, do que se foram ao longo do ano... Na vida, costumamos avaliar as promessas feitas no começo do ano e pensar o que rendeu e o que não gerou os resultados que a gente queria.

No meio desses pensamentos todos, temos as músicas que bombaram no carnaval e que a gente nem lembra mais em dezembro, os principais artistas e as listas dos discos lançados ao longo do ano. Enfim, são muitas emoções. 

Neste clima, pensei em cinco trabalhos que fizeram bem para mim no decorrer dos meses de 2019. Na real, eu tenho muito mais coisas a falar, a escrever, mas, para não me alongar, fui prático e selecionei trabalhos que eu indicaria a quem me perguntasse “O que eu não posso deixar de ouvir em 2019?”. A resposta está aqui embaixo. 

1. Liturgia Sambasoul | Aláfia

Eu conheci a Aláfia em 2014, depois de muitas indicações de um educador em um projeto social que eu fazia parte. “Quintal” foi a primeira e depois desta, as músicas todas se tornaram trilha sonora da minha vida. 

Em setembro deste ano, eles fizeram o lançamento do disco Liturgia Sambasoul, o quarto da banda. A ideia do trabalho foi investigar a linguagem do samba-soul, através de homenagens a ícones que construíram a história deste gênero musical. Falando assim, parece conceitual demais, uma coisa longe, distante… Mas não. Aláfia vai direto no coração. 

Tem que ouvir para sentir. A banda tem ótimas letras sobre as temáticas da cultura afro-brasileira, o funk e o hip-hop, e trazendo à tona reflexões políticas e sociais atuais.

Se for ouvir só duas músicas, escuta essas: "1800 Noites" e "Ogun Lakaye".

2. Espelho | Drik Barbosa

Luedji Luna, Karol Conká, R.A.E., ÀTTØØXXÁ e Emicida são alguns dos nomes que se juntaram no mais recente trabalho da cantora Drik Barbosa, no disco que também leva seu nome. 

Em abril do ano passado, depois de lançar o EP Espelho, ela disse à Ponte que a forma dela contribuir com um sociedade melhor era através da música. Passaram meses, e ela segue fazendo isso. É ouvir e perceber.

Se for ouvir só duas músicas, escuta essas: "Liberdade" e "Até o Amanhecer".

3. ÀTÚNWA | Bia Doxum

Alguns amigos já tinham falado sobre ela, mas foi em dezembro passado que parei para ouvir Bia Doxum. A cantora e compositora lançou ÀTÚNWA, em novembro, e traz como uma de suas referências o grupo ‘Os Tincoãs’ - vale conhecer o trabalho deles também.

Bia fala dos orixás, do universo da magia afro-brasileira, de mulheres como a cangaceira Maria Bonita e a líder quilombola Teresa de Benguela. 

Se for ouvir só duas músicas, escuta essas: "Maria Bonita" e "Balaio de Amor".

4. Morte e Vida: Galo Doido | Gustrago

Eu lembro do dia que encontrei o Gustrago num bar no centro de São Paulo. A gente falou da vida e quando ele contou das novidades, adiantou que o disco ia ter uma faixa de cada estilo. Ia ter samba, jazz, rap. Aí, em outubro, ele lançou o Morte e Vida: Galo Doido. Uma mistura de muitas referências, como Chico Buarque e Criolo, do músico que surgiu nas batalhas de rap, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Neste ano, Gustrago também lançou a Miojo.Mixtape, com três músicas feitas em parceria com dois amigos. Vale ouvir também.

Se for ouvir só duas músicas, escuta essas: "Galopop" e "Terceiro Samba da Capital".

5. Abaixo de Zero: Hello Hell | Black Alien

“Você se toca quando ouve minha voz assim no fone / Quando você passa, eles deixam o carro morrer / Você me vê passar, me beija, deixa esses cara morrer”. 

Esses foram os versos que me pegaram quando ouvi Abaixo de Zero: Hello Hell, do Black Alien. Depois de uma década sem inéditas. esse foi o primeiro trabalho do rapper carioca. Amy Winehouse, Kurt Cobain e Nina Simone são alguns dos nomes citados no trabalho. Acredito que a partir deles, dá para sacar a viagem de Black neste disco, afinal de contas, ele fala muito de si próprio. 

Se for ouvir só duas músicas, escuta essas: "Que nem o meu cachorro" e "Carta pra Amy".

 

Ficam aqui as minhas indicações e, só pra lembrar, este texto é uma conversa e estou aberto à receber outras indicações também! Escreva para a gente no nosso Instagram ou mande um e-mail mais posts@papodehomem.com. 

Até 2020!


publicado em 27 de Dezembro de 2019, 07:00
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Lucas Veloso

Com formação em Jornalismo, é repórter no portal Alma Preta. Também é co-fundador da Agência Mural, veículo que cobre as periferias da Grande São Paulo.


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