Assistam na íntegra a live que fizemos no Facebook com o Dr. Tiago Pádua (Oncologista) e o Dr. Lucas Ventura (médico de família) falando sobre o tema: "Por que os homens vivem 7 anos a menos que as mulheres". Vamo lá!

30 destinos latinoamericanos fora da rota tradicional

Daqueles que deixam boas lições e nos fazem querer retribuir o que recebemos

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"Você tem que conhecer esse lugar" me diziam alguns amigos durante meu último mochilão pela América do Sul. Quando os perguntava por quê, a resposta era sempre algo como "porque é famoso/ponto turístico/o lugar que todo mundo vai".

Mas eu viajei só por 117 dias e decidi fazer totalmente o oposto – se me diziam que o lugar era turístico, partia para outro destino. Assim pude viver experiências incríveis, conhecer mais profundamente uma nova cultura e evitar lugares caros, lotados e repletos de pessoas em busca do selfie perfeito.

Acredito que viajar não se trata de destinos, mas sim de propósitos, e é baseada nessa filosofia que escolho para onde vou.

Compartilho aqui 30 lugares que fogem do senso comum e da rota tradicional na América Latina. Alguns eu já conheço e outros estão na lista como próximos destinos.

1. Tigre  Província de Buenos Aires, Argentina

Cansou-se da loucura de Buenos Aires? Então Tigre é uma opção. Bem próxima da capital da Argentina, a província oferece tranquilidade e muitas opções de esportes ao ar livre, assim como esportes aquáticos no Rio Tigre. Não tão turística há opções de museus e bons restaurantes.

2. Rosário, Argentina

Rosário é uma cidade universitária e é mais frequentada por turistas que estão de passagem. Tem um pouco de tudo, parques belíssimos como o Parque España e o Parque Independência, ambos para prática de esportes e ponto de encontro para o tradicional mate argentino. Restaurantes e bares temáticos, como o Beatmemo, inspirado nos Beatles, o Rock and Feller’s e o Jhonny B Good, com estilo inspirado nos ícones do rock americano. A vida noturna aqui também é bem agitada com opções GLS, como a Casita de Cristal ou temática como a boate Madame Underground.

3. Templo Zen Shobogenji – Capilla del Monte, Argentina

Este foi definitivamente um dos meus lugares preferidos da viagem, um povoado bem pequeno, rodeado de montanhas e com um clima muito exotérico.

Me hospedei por mais de 10 dias no Templo Zen Shobogenji, um templo budista ainda mais afastado e localizado a 8 km do povoado. Trabalhei, meditei e pratiquei o SAMU, trabalho voltado para o bem do próximo, juntamente com os jovens monges do templo.

Para quem quiser ter uma experiência como essa, basta entrar em contato através da página no Facebook do templo e agendar sua visita. Lembrando que é cobrada uma pequena taxa para hospedagem, alimentação e prática da meditação.

4. Los Gigantes – Córdoba, Argentina

Ao redor da cidade de Córdoba existem muitas opções para esporte de aventura e Los Gigantes é uma delas. Um complexo de montanhas cujo pico mais alto tem 2.375 metros. Para chegar até lá há somente um ônibus saindo da antiga rodoviária da cidade logo pela manhã. Lembre-se de ir preparado para trilhas de um ou dois dias e também pegue informações com o Clube Andino da região, já que as trilhas não são tão demarcadas.

5. San Rafael, Argentina

Não é só em Mendoza que se encontram bons vinhos. Em San Rafael, a três horas de Mendoza, podemos encontrar vinícolas incríveis, bem menos turísticas e com degustações gratuitas. Alugue uma bicicleta e percorra a região sozinho, sem necessidade de tour ou guia. Há também uma fábrica de chocolate artesanal entre as bodegas que vale a visita, assim como o principal ponto turístico, o Canon del Atuel.

6. Bariloche, Argentina

Tá, essa é bem turística mesmo, mas me encantou e acredito que vale a visita. Não só pelos chocolates, sorvetes e cervejas incríveis, e nem pelos fascinantes e caros hotéis.

Bariloche me pegou pela liberdade, pois existem inúmeras possibilidades de trilhas e montanhas que se pode conhecer sozinho e de forma segura, sem necessidade de guia ou tour.

Exemplos? Refúgio Frey, Jacob, Lopez e Laguna Negra, Cerro Llao Llao e Cerro Bella Vista são só alguns exemplos de tirar o fôlego na caminhada e na beleza. É possível economizar se hospedando em hostels, como o Penthouse, ou alugar um dos inúmeros apartamentos oferecidos pelo site AirBnb.

7. Pucón, Chile

Púcon é conhecida por ter um dos vulcões mais ativos na América do Sul e é, sim, uma cidade bem turística. Mas que tal aproveitar isso e ao invés de fazer uma visita de passagem, trabalhar por um tempo em um hostel?

Foi isso que fiz durante uma semana na cidade. Pratiquei meu espanhol e inglês, já que a grande maioria dos turistas são europeus e americanos, aprendi mais sobre a cultura local, pude conhecer com mais calma os pontos turísticos e acordar todo dia com a vista para o vulcão Villarica, não sabendo se sentia medo ou fascinação.

8. Valdivia, Chile

Uma das cidades mais afetadas pelo Grande Terremoto do Chile em 1960, o maior já registrado em todos os tempos, com 9.5 pontos na escala Richter.

Localizada entre três rios, o Valdivia, Calle-Calle e Cau-Cau. É possível caminhar por suas margens e se deparar com grandes peixes bois, assim como pegar um ônibus circular e ir até os Parques Nacionais da região.

9. Região dos Sete Lagos, Chile

Essa região além dos lagos é formada por vários pequenos povoados tranquilos, hospitaleiros e com a melhor comida caseira chilena. Destaco alguns como Entre lagos, Osorno, Puerto Varas, Puerto Montt, Purranque e Frutillar. Por aqui pude acampar na casa de pessoas desconhecidas, vivenciar de perto a cultura do local, mergulhar em águas termais, fazer trekkings perto de vulcões, sentar em frente a diferentes lagos com vista para vulcões e apreciar tomando um sorvete gourmet ou comendo uma torta doce caseira ou tomando um bom cappuccino.  

10. Praderas del Sur – Corte Alto, Chile

Que tal fazer algo que você nunca faria se não estivesse viajando pelo mundo em busca de novas experiências? Bom, trabalhar com 150 cabras em uma fazenda orgânica no sul do Chile pode ser uma opção.

Em troca de alimentação e hospedagem trabalhei por 21 dias alimentando e cuidando de cabras, cavalo, galinhas, gansos, patos e galinhas em uma fazenda bem chilena, a qual encontrei pelo site WWOOF.

Umas das experiências mais profundas da minha viagem, na qual aprendi sobre a vida, a natureza e a importância de um trabalho bem feito. Sem contar que o pôr do sol é um dos mais bonitos e coloridos que já vi na vida.  

11. Arica, Chile

Localizada no litoral do Oceano Pacífico, Arica é a ultima cidade entre Chile e Peru. Um lugar que carrega nos monumentos, na cultura e no povo a história de guerra e conflitos entre esses dois países. Vale a visita para conhecer a riqueza da vida marítima no porto, assistir ao pôr do sol em uma das inúmeras praias, comer a empanada chilena e conhecer a riqueza cultural da dança tradicional de lá.

12. Ruta del Che, Bolívia

Uma rota localizada na região da Quebrada del Yuro, e que tem como objetivo percorrer os últimos passos de Che Guevara. A cidade de Vallegrande, localizada a seis horas de Santa Cruz de La Sierra, é a porta de entrada da “Rota do Che”. É de lá que se contrata o passeio, que tem duração de dois dias e é realizado com acompanhamento de um guia turístico.

13. Escalar a montanha Huayna Potosi – La Paz, Bolívia

Que tal vivenciar uma atividade de alta montanha? Essa é uma montanha de 6.088 metros de altitude indicada para iniciantes. É possível comprar o tour diretamente em La Paz, não se esquecendo de negociar o valor, checar equipamentos e profissionalismo do guia da expedição. Foi uma das experiências mais difíceis da minha vida, mas o visual vale a pena e o esforço físico também.

14. Arequipa, Peru

Arequipa está localizada em um vale de montanhas desérticas dos Andes, um destino certo para aventureiros e mochileiros.

15. Nazca , Peru

Mais ou menos como assistir o filme Sinais, com Mel Gibson, Nazca é famosa por suas linhas, geóglifos compostos por linhas, formas geométricas e desenhos distintos. Como foram feitas é ainda um mistério e vale a passagem pela cidade para conhecer esse ‘patrimônio cultural da humanidade’ declarado pela UNESCO. Mas é necessário estar disposto a pagar por um sobrevoo, já que essas formas são vistas somente de cima.

16. Huaraz, Peru

Cidade queridinha dos amantes do trekking de longa distância e pouco conhecida por brasileiros.

Existem inúmeras opções de trekking de alta montanha, como a Laguna 69 e Santa Cruz Trek, e os preços são bem acessíveis. Foi aqui que fiz o mais lindo de toda minha vida, o Huayhuash Trek – uma volta de oito dias de duração ao redor da Cordilheira Huayhuash.

É bem desafiador fazê-lo sem uma expedição ou guias, pois as trilhas não são demarcadas e é necessário levar todo equipamento e comida, já que não existe nada no caminho. O mais difícil foi encontrar um grupo que saísse nos dias que eu estava na cidade, pois como a expedição é longa, não há saídas sempre.

Dica: encontre um grupo, vá a várias agências e pesquise muito. Fiz com a agência Enjoy Huayhuash e amei o serviço e os guias, porém modificamos muitas coisas do pacote inicialmente oferecido e com isso o valor final foi um pouco mais alto. Mas valeu pela segurança e a gota a mais de conforto durante a caminhada.  

17. Amazônia Peruana – Tambopata, Peru

Se hospedar em um resort cinco estrelas no meio da selva peruana que oferece atividades de aventura, SPA e serviços personalizados. O InkaTerra definitivamente está na minha lista de lugares a serem visitados.

18. Galápagos

Muitos viajantes que conheci no caminho passaram pelas Ilhas de Galápagos e os relatos me encantaram. Uma das regiões mais preservadas do planeta e com uma biodiversidade incrível. É possível ver baleias, répteis imensos e animais que te levam a imagens de um mundo primitivo. O preço é um pouco salgado, mas a experiência deve valer cada centavo.

19. Baños, Equador

Já ouviu falar do balanço do fim do mundo? Pois é, fica em Baños, cidade com um turismo mais voltado para aventura.

Situada entre os Andes e a Amazônia, este pequeno local de 50 mil habitantes me chamou atenção pela riqueza da vegetação, das atividades esportivas e dos baixos preços. Mas não minto, quero ir mesmo é para me balançar em um precipício com vista para um vulcão ativo.

20. Capurganá e Sapzurro – Colômbia

Dizem que são duas das praias mais bonitas do país e não tão conhecidas pelos turistas brasileiros.

Localizada na fronteira com o Panamá, do lado do mar do Caribe, são de difícil acesso e proporcionam tranquilidade para quem foge da civilização. Não há internet e as principais atividades por lá são descansar, curtir a praia, apreciar a natureza e fazer aulas de mergulho.

21. Monte Roraima – Venezuela

Gosto muito de trekking, caminhar pela natureza, testar meus limites. Ver paisagens incríveis sempre me encantou e serviu de ferramenta para autoconhecimento. Assim, o Monte Roraima não poderia estar de fora da minha lista de próximos destinos.

Com uma fauna e flora riquíssimas, essa gigantesca montanha atrai viajantes aventureiros e, por mais que seja fora da rota tradicional, recebe suficientes turistas para começar a gerar mudanças no meio ambiente – e, claro, já ouvi falar não são mudanças positivas. Para conhecer antes que acabe!

22. Angels Falls – Venezuela

Nunca tinha ouvido falar da Angles Falls, até conhecer um garoto de Kurdish durante meu mochilão, que está viajando o mundo há pouco mais de dois anos. Perguntei a ele qual foi o lugar mais incrível que tinha ido e sua resposta foi Angels Falls. Disse que apesar da Venezuela estar um pouco perigosa e em crise, foi uma experiência sensacional. Desde então, não tirei isso da cabeça. Quem sabe...

23. Finca Bellavista – Costa Rica

Uma comunidade residencial construída em casas de árvores no meio da floresta, em uma área preservada e distante da civilização.

Recebem turistas, mas antecipadamente já avisam que não são um SPA, hotel chique ou um tour de canopy. Possuem a filosofia de estar em real contato com a natureza, desenvolver o senso de comunidade e preservação do meio ambiente.

E possuem oportunidade para voluntários!

24. Chirripo Parque Nacional – Costa Rica

Parque Nacional onde se encontra o Cerro Chirripó, montanha mais alta da Costa Rica, com seus 3.821 metros de altitude. Com uma fauna e flora privilegiadas, esse parque com certeza é um destino certo para aventureiros.

25. Volcano Santiaguito– Guatemala

Um vulcão ativo que de hora em hora expele lava, pedras e muita fumaça. É um convite para os aventureiros de plantão. Existem agências que fazem passeios com acampamento perto do vulcão pra quem for louco suficiente e quiser juntar os amigos pra se arriscar nesse tour guiado.

26. Ibitipoca – Minas Gerais, Brasil

Localizado no município de Lima Duarte, o Parque Nacional Ibitipoca tem atrações como grutas, montanhas e cachoeiras.

Janela do Céu é o ponto turístico que mais me chamou atenção desse lugar, além do fato de ser permitido o camping dentro do parque, que possui três tipos de circuitos diferentes e trilhas a serem percorridos a pé.

27. Pico da Bandeira – Espírito Santo, Brasil

O pico mais alto do sudeste brasileiro está localizado no Parque Nacional do Caparaó, com seus 2.890 metros de altitude.

A primeira vez que ouvi falar desse lugar foi através de uma amiga que fez a ascensão noturna e viu o nascer do sol no topo da montanha. Nascer do sol e montanha em uma mesma frase já é motivo suficiente para uma visita, certo?

28. Jalapão – Tocantins, Brasil

Com cachoeiras de águas transparentes e muitas dunas, o Parque Estadual do Jalapão é um destino dentro do Brasil muito pouco conhecido pelos brasileiros.

Com uma área de 34 mil m² e localizado no leste de Tocantins, fazendo fronteira com a Bahia, Piauí e Maranhão, o parque possui muito solo arenoso e a maneira mais fácil de percorrê-lo é com um veículo com tração 4x4.

Dizem que é uma viagem com pouco conforto, mas muita exuberância da mãe natureza.

29. Caminho da Fé – Brasil

O caminho da Fé é a versão brasileira do Caminho de Santiago de Compostela. São 400 km a serem percorridos a pé pelos peregrinos com destino a Aparecida do Norte. Mas nem só o pagamento de promessas leva pessoas a realizarem este trajeto, como eu e minha mãe que o fizemos em 19 dias com o objetivo de desfrutar, conhecer pessoas e nos conhecer melhor.

O trajeto não é fácil e necessita preparo físico, é possível fazer a pé e de bicicleta e assim, indo de cidade em cidade, o peregrino carimba sua credencial e se hospeda na casa de moradores credenciados.

30. Chapada Diamantina – Bahia, Brasil

Considerado um dos trekkings mais bonitos do Brasil, a Travessia do Vale do Pati é realizada em oito dias e percorre 120 km, passando por cachoeiras cristalinas, montanhas e canyons de tirar o fôlego.

Os turistas se hospedam na casa de moradores, vivenciam um intenso contato com a natureza e se isolam da civilização, longa da energia elétrica, internet e sinal telefônico.

Ajude a retribuir as coisas boas que o mundo oferece

O mundo é imenso e acredito que precisaria de muitas vidas para conhecê-lo, por isso antes de seguir essas dicas ou outras tantas, pense antecipadamente no seu propósito de viajar e assim decida o destino.

Foi dessa forma que meu mochilão se tornou inesquecível, o meu porquê sempre me guiava. E qual era ele? Constatar que as pessoas são boas.

Não preciso escrever aqui qual foi o resultado, já que quando voltei criei um projeto que tem como objetivo passar adiante todo o amor que recebi.

Através de uma campanha de financiamento coletivo, vamos criar um e-book e uma exposição fotográfica, e tudo que for arrecadado com esse material será destinado à doação para o projeto Social Tio João, na cidade de Ribeirão Preto.

Se você quiser participar, entre aqui. Afinal, viajar é aprender através do outro que sempre podemos ser melhores.  


publicado em 23 de Janeiro de 2016, 00:05
Perfil autora

Carina Costa

Formada em Dança pela UNICAMP, já trabalhou como bailarina profissional, professora de dança e com eventos de formatura na B2 Agência. Hoje se diz viajante e escritora, compartilhando seus textos e aventuras através do blog Natrilhas.Natrilhas. Pode ser encontrada no Facebook.


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