Zé Cláudio, palestrante do TEDx Amazônia, é assassinado

Guilherme Nascimento Valadares

por
em às | PdH Shots


Zé Cláudio acha que matar árvores é assassinato.Em novembro do ano passado, Gitti, Isabella, Veronica, Felipe e eu estivemos no TEDx Amazônia – evento oficialmente apoiado pelo PdH – e assistimos à sua apresentação. Sujeito simples, com mais coragem do que jamais sonhei ter. Falou pouco menos de 10 minutos.

Ele e sua mulher lideravam a associação de camponeses no Projeto de Assentamento Agroextrativista Praialtapiranheira, em Nova Ipixuna, sudeste do Pará. O casal cutucava um vespeiro perigoso. Denunciavam as madeireiras ilegais e estavam sendo ameaçados de morte. Pediram proteção da polícia, nunca recebida.


Link YouTube | Vejam até o fim.

Fiquei admirado e, ao mesmo tempo, envergonhado. Minha “revolução” é segura, movida a bits e bytes, porra. No intervalo das palestras, fui entrevistá-lo. Ora estava sem a câmera, ora entretido em algum papo enrolando. No final das contas, o cumprimentei e falei “Te admiro por sua coragem, é um exemplo pra nós”. Não gravei nada.

Hoje fico sabendo que, como ele mesmo previu, foi assassinado junto com sua mulher. Não consegui rever sua palestra até o final, tenho certeza que vou chorar como um idiota.

E agora, José? / A festa acabou / a luz apagou / o povo sumiu / a noite esfriou/ e agora, José?

Apoiar é suficiente? Ou seria o caminho indolor pra se envolver e ganhar o status bacana de engajado sem se comprometer? E agora, José?

Guilherme Nascimento Valadares

Criador do PdH. Valoriza os bons amigos, boas cervejas e o trabalho. Baixa tolerância a papo furado e idiotas.


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43 comentários

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  • http://flavors.me/veronicagunther Veronica Gunther

    Estou pensando o mesmo. O que fazer? No momento que soube postei no meu mural do Facebook porque quero que as pessoas saibam. Na sequência fui invadida pelas perguntas: “é isso que eu vou fazer? O que eu posso fazer de verdade?”

    Fato é que eu não vou “largar” minha vida em SP para ir lutar na Amazônia. Me questiono pra saber o que de fato eu posso fazer, com as ferramentas que tenho aqui, sem romanticismos.

    • http://flavors.me/veronicagunther Veronica Gunther

      “Morte no campo chega a Dilma” pela Veja - http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/brasil/morte-no-campo-chega-a-dilma/

      HOJE rola a votação sobre as mudanças no Código Florestal que, obviamente, não são favoráveis ao meio ambiente. Inclusive dá anistia aos desmatadores. A Avaaz se mobilzou e já conseguiu adiar a votação uma vez, agora eles estão convocando todos de novo para mostrar ao governo que o povo é contra essa mudança. O passo incial é enviar a mensagem ao governo por aqui http://www.avaaz.org/po/codigo_florestal_urgente/97.php?cl_tta_sign=400585012b3eeca037a9c0611b50f339

      É um esforço mínimo perante o problema, eu sei, mas isso não o invalida.

      • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

        Mensagem enviada. Que bom que você colocou o link aqui. Vai ajudar bem.

    • Lucas Carvalho

      Não dá pra fazer quase nada além de tentar causar barulho para que haja uma investigação bastante aprofundada a respeito do homicídio. Mas lá íntimo a gente sabe que barulho pela internet nunca dá em nada e que, além de tudo, uma causa dessas não tem potencial pra comover um batalhão de pessoas.

      Lidar com a impotência diante de uma situação revoltante deve ser um dos piores sentimentos do mundo.

      • Lilla

        “barulho pela internet nunca dá em nada”.  Antes de afirmar isso você já deu uma olhada na extensa lista de mudanças que o ativismo da Avaaz foi capaz de espalhar pelo mundo? Inclua-se aí o fato da não execução da Sakineh pelo Irã. Sem contar que os movimentos pró-democracia no Egito, Líbia, Iêmen têm como ferramenta principal a Internet. Essa é uma vitória da globalização digital que levou informação e conteúdo diferenciado aos países das burcas e sobretudo, tem sido uma ferramenta eficiente para não deixar os poderes ditatoriais corromperem a informação que sai de suas respectivas pátrias. É certo que no Brasil não se tem muito o que comemorar, afinal o brasileiro é via de regra, acomodado e seria certamente um devaneio acreditar num “fora Sarney”. Entretanto seria interessante considerar uma vitória o alcance que determinadas atitudes como a da professora Amanda tem conseguido no aspecto de movimentar a discussão sobre o problema da classe e porque não, a partir daí implementar mudanças.

  • Czrabelo

    Enquanto isso aqui em Brasília o Congresso Nacional tenta aprovar, no grito, um novo código florestal permissivo, irresponsável para privillegiar grupos correlatos ao que ordenou o assassinato deste líder. 

  • Dr Health

    O Pará é uma terra sem lei. Infelizmente. O Estado não chega nessas localidades mais remotas.
    Foda

    • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

      O Pará e o Amazonas, especificamente, são estados grandes demais. Por conta disso, a “lei” mesmo só chega nas capitais (Belém e Manaus), enquanto que cidades menores, espalhadas e isoladas pela extensão territorial absurda de seus estados, acabam sendo dominadas pela “lei da selva” mesmo.

      Como alguém que cresceu em Manaus e visitou cidades interioranas do Amazonas e do Pará algumas vezes, pude ver isso. De um lado, uma grande metrópole que faz frente a cidades como São Paulo ou Rio de Janeiro. De todos os outros lados de um estado como este, desnecessariamente grande, inúmeras cidadezinhas de 30.000 habitantes ou menos, a maioria com apenas uma ou nenhuma delegacia. Em algumas delas o “coronelismo” ainda existe.

      Acho que o maior problema destes dois estados é justamente a distância entre as cidades. Quem mora aqui em SP, por exemplo, é incapaz de compreender esse tipo de problema, pois aqui todas as cidades são muito próximas umas das outras. No Amazonas e no Pará, por outro lado, é comum passar por um “vacuo” de 700km até a próxima cidade. Vacuo mesmo, sem NADA entre uma cidade e outra. Só mato.

      Aliás, para quem acha que o Pará está na merda, eu digo que sempre pode piorar. Rondônia e Roraima, particularmente, são dois estados dos quais tenho MEDO. Muito medo. Boa Vista, por exemplo, simplesmente não se parece com uma capital. Parece aquelas cidades semi-abandonadas de filmes de bang bang. Passei de carro lá duas vezes e, nas duas, fiquei imaginando que a qualquer momento dois cowboys bêbados sairiam do saloon para um duelo ao por do sol.

      • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

        Bom relato.

        É um perigo “fascinante”.

        Contudo de certa forma é algo bem vergonhoso e triste para o Brasil, não conseguir fazer com que a ordem chegue a todo o seu território.

      • Grosseirão

        Que me desculpem os paraenses mas esse estado é buraco. Eu nunca mais voltarei aí. É preciso uma intervenção nesse antro de corrupções de todos os tipos. É um caso anômalo, esse Pará.

    • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

      O Pará e o Amazonas, especificamente, são estados grandes demais. Por conta disso, a “lei” mesmo só chega nas capitais (Belém e Manaus), enquanto que cidades menores, espalhadas e isoladas pela extensão territorial absurda de seus estados, acabam sendo dominadas pela “lei da selva” mesmo.

      Como alguém que cresceu em Manaus e visitou cidades interioranas do Amazonas e do Pará algumas vezes, pude ver isso. De um lado, uma grande metrópole que faz frente a cidades como São Paulo ou Rio de Janeiro. De todos os outros lados de um estado como este, desnecessariamente grande, inúmeras cidadezinhas de 30.000 habitantes ou menos, a maioria com apenas uma ou nenhuma delegacia. Em algumas delas o “coronelismo” ainda existe.

      Acho que o maior problema destes dois estados é justamente a distância entre as cidades. Quem mora aqui em SP, por exemplo, é incapaz de compreender esse tipo de problema, pois aqui todas as cidades são muito próximas umas das outras. No Amazonas e no Pará, por outro lado, é comum passar por um “vacuo” de 700km até a próxima cidade. Vacuo mesmo, sem NADA entre uma cidade e outra. Só mato.

      Aliás, para quem acha que o Pará está na merda, eu digo que sempre pode piorar. Rondônia e Roraima, particularmente, são dois estados dos quais tenho MEDO. Muito medo. Boa Vista, por exemplo, simplesmente não se parece com uma capital. Parece aquelas cidades semi-abandonadas de filmes de bang bang. Passei de carro lá duas vezes e, nas duas, fiquei imaginando que a qualquer momento dois cowboys bêbados sairiam do saloon para um duelo ao por do sol.

    • http://www.facebook.com/cristianosvieira Cristiano Vieira

      O Brasil é uma terra sem lei. Infelizmente. O Estado não chega nessas localidades mais remotas.
      Foda

    • http://www.facebook.com/cristianosvieira Cristiano Vieira

      O Brasil é uma terra sem lei. Infelizmente. O Estado não chega nessas localidades mais remotas.
      Foda

    • http://www.facebook.com/cristianosvieira Cristiano Vieira

      O Brasil é uma terra sem lei. Infelizmente. O Estado não chega nessas localidades mais remotas.
      Foda

  • Fagner

    “they come, they fight, they destroy, they corrupt. it always ends the same” – man in black

  • Rogerio

    Pra ter resultado a rede globo tem que fazer uma reportagem sobre o assunto. É assim que se consegue a atenção do governo e cia.

  • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

    Não, moço… isso é do lost…rss

    • Guilherme Meira

      Man in black = Homem fumaça preta do Lost.

      Fail Deb.

  • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

    Não, moço… isso é do lost…rss

  • http://tecnalta.net Pedro Valentini

    Os homens que tentam fazer o mundo pior não param de trabalhar …

    E o que vemos sobre os homens que tentam fazer ele melhor? No máximo um post como esse quando eles morrem!

    Essa injustiça é revoltante. 

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    Triste. Pior que tais coisas ocorrem frequentemente por lá.

    Se eu não estiver enganado, aquele politico entrevistado por aqui “Pedro Taques”(não lembro o nome), ganhou certa notoriedade por enfrentar poderosos da região Norte. Não é dificil entender que quem meche por ali ou é louco ou é corajoso.

  • Aldo

    Se a impunidade no Brasil persiste. Não vai demorar muito para outras pessoas morrerem. Infelizmente.

  • http://www.facebook.com/people/Marília-Taboada/100000165385555 Marília Taboada

    Pois é, parece que a história é sempre a mesma, é só a gente lembrar do Chico Mendes. Isso pq o Chico é um caso famoso. Tem também os que nem temos conhecimento…

  • hugo

    É uma vergonha pra minha nação paraense… como morador de Belém e paraense da gema sinto-me envergonhado com tal notícia, mais uma das inúmeras derrotas que este estado acumula. Esse é o Pará, é assim que somos conhecidos no resto do país e do mundo, floresta amazônica e terra sem leis. e não é por conta do tamanho da nossa região, mas por culpa de políticas públicas eficazes para estas questões e na minha opinião por nossa culpa que deixa atrocidades como esta se repetirem. 

  • Deyvid

    Eu admito que sou bem ignorante em política, mas ao meu ver, o único jeito aparentemente eficaz de salvar a Amazônia é com intervenção internacional, claro, não deixando eles monopolizarem como se fosse uma “empresa” multi-nacional, tipo, bolando um acordo foderoso que por exemplo, pudesse mandar ajuda militar para patrulhar as principais áreas de desmatamento e afins.

    Até que algo bem radical não aconteça, ainda haverão mais mortes de pessoas inocentes que tem uma puta coragem pra se meter com o “coronelismo” do norte e nordeste…

    Camponeses fazendo trabalho de exército; triste.

  • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

    Vi essa notícia hoje e pensei “porra, morreram por ter a coragem que ninguém tem”. É um exemplo pra todos nós, tanto no incentivo às mobilizações quanto da importância de ser cauteloso. Não dá pra sair dando de louco agora querendo salvar o mundo, ainda mais cutucando vespeiros tão desgraçados quanto esses (a não ser que esteja disposto a morrer por isso, e dificilmente estamos), mas dá sim para fazer algo, principalmente aproveitando a internet.

    Na certa o casal sabia há tempos que a hora deles chegaria, e mesmo assim eles lutaram pelo que acharam certo. Acho que viraram heróis para muitos, principalmente para pessoas que tiveram contato com eles, como você… contanto que a morte e a luta deles não passe batida, acho que eles se contentarão

  • http://www.facebook.com/people/Hiro-Miyakawa/100002163257780 Hiro Miyakawa

    Como não ficar revoltado com uma historia dessa?

  • Rosebud

    “quando você ‘derriba’, você só tem uma x, agora, quando você deixa ela em pé, você tem pra sempre”
    Descansem em paz. 

  • Rosebud

    “quando você ‘derriba’, você só tem uma x, agora, quando você deixa ela em pé, você tem pra sempre”
    Descansem em paz. 

  • Isabella Ianelli

    Que triste, Guilherme. 

    Cumprimentamos ele junto com você. Sabia dos perigos que ele corria, como tantos outros correram e morreram, mas não podia imaginar que ainda temos essa terra sem lei. 

    E agora? Quem paga por esse absurdo? E quem defende a mata?

  • http://www.facebook.com/people/Humberto-Gomes-Alagia-Jr/100000504722442 Humberto Gomes Alagia Jr.

    Há algo que existe em algumas pessoas que “simplesmente” as torna capazes de acreditar em uma causa a ponto de morrer por ela. Longe de romantismos, de fato, porém é para mim é uma questão de identificação com tal (apesar de acreditar utopicamente que todos podem encontrar essa causa).

    Sim, ficamos comovidos e/ou indignados e parece que dar dois cliques no mouse parece pouco, mas existem pessoas que nem ao menos perdem 10 minutos de seu “precioso” tempo na internet para ler esse post, quanto mais promovê-lo. Ficar sentado não ajuda, mas divulgar parte dessa história já é um pequeno avanço nesse mal da comodidade que assola a todos.Fico envergonhado de ter conhecido há poucos minutos uma ínfima parte de uma história de vida tão grande como a de Zé Cláudio, mas morando aqui no RS, posso ajudar a espalhar do outro lado do país, literalmente, a mensagem de que as pessoas ainda são capazes de fazer diferença sem se importar se suas vidas correm perigo.

  • Anônimo

    A comoção casuada é efeito colateral dessa nossa época de revoluções de sofá..

  • Lidia Fontes

     
    Bem, tudo aquilo que envolve latifundiários, grilagem de terra, poder, reforma agrária, preservação ambiental, direitos humanos e o norte do país é cercado de muita violência, impunidade e medo.
     
    Um documentário muito interessante foi lançado agora em maio dentro dessa temática.
     
    Trata-se de documentário investigativo, do diretor Emilio Gallo, cujo nome é bem sugestivo – “Esse homem vai morrer: um faroeste caboclo”. O filme nasceu de discussões dentro da ONG Humanos Direitos da qual o diretor faz parte. Lá um grupo de atores, intelectuais e jornalistas estão se mobilizando para garantir vez e voz a ” paz e direitos humanos”.
    Foi nesse espaço de reflexões que o jornalista Emilio Gallo conheceu o Padre Ricardo Rezende e sua história de vida. O padre Ricardo morou entre 1988 e 1996 na diocese de Rio Maria – Pará. Assim como ele, diversos religiosos, sindicalistas, advogados, juízes, ambientalistas e trabalhadores fazem parte de listas públicas de morte anunciada.
     
    “O filme retrata como conflitos de interesses, no sudeste do Pará, levaram a uma lista de 14 pessoas ameaçadas de morte: líderes que defendem os direitos humanos, a reforma agrária e combatem a injustiça social. O documentário também mostra que as ameaças de morte demonstram a impunidade, pois várias pessoas já foram assassinadas na região por causa da luta pelos direitos à vida, terra, educação, entre outros e não há previsão de julgamento dos culpados. 
    O filme tem duração de 75 minutos e conta com a participação da atriz paraense Dira Paes. Dentre os nomes de pessoas ameação estão, a freira Marie Henriqueta Ferreira Cavalcante, coordenadora da Comissão Justiça e Paz da Regional Norte 2 (CNBB), o bispo da prelazia do Marajó, Dom José Luiz Azcona,  a presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Rondon do Pará, Maria Joel e o Juiz titular da 2ª Vara Federal do Trabalho de Marabá, Jônatas Andrade.”  Notícia publicada no site do Sindicato Nnacional dos Auditores Fiscais do Trabalho em 02/05/2011.

  • MArcelo Arruda

    Olha, é bem pior. Não abram se ainda quiserem ter esperança na especie humana…
     http://www.cartacapital.com.br/politica/%E2%80%9Cfoi-grotesco%E2%80%9D-diz-deputado-vaiado-ao-citar-na-camara-o-assassinato-de-ambientalistas

  • Arildo Dias

    Parabéns pela matéria Guilherme e pela auto-crítica. Essa é uma crítica para todos nós também, que muitas vezes nem sequer cheguamos a fazer essa revolução através de bits e bytes ou seja lá por que meio for.
    O pior de tudo é ver a história se repetir, foi exatamente a mesma coisa que fizeram com Chico Mendes no Acre e tantos outros que nem sequer chegaram a sair na mídia, e a justiça não fazer nada de efetivo. Ou seja, os lugares sem lei continuam sem lei.
    Mais um fato lamentável foi a aprovação desse novo código florestal. Um bando de caras decidindo sacrificar o meio ambiente para garantir o lucro e o interesse de uma minoria, a dos latifundiários, a mesma minoria que  está envolvida com esse tipo de crime aí.
    Infelizmente só discutir entre nós não ajuda a coisa a mudar muito porque as ideias ficam restritas no nosso mundo. Isso não significa que todo mundo tem que parar seu trabalho e ir pra Brasília fazer um panelaço, se isso for possível seria a melhor coisa. Mas é possível ser realista e ver que cada um pode fazer um pouco que seja onde mora. Se isso se estender, significa que a coisa faz sentido pra mais gente e aí invevitavelmente essa reivindicação chega até as esferas mais altas. É preciso mostrar para os políticos que as pessoas não querem mais esse tipo de coisa, que a justiça tem que funcionar, que os vários outros direitos do cidadão tem que ser respeitados.
    Abraço

  • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

    Man in black = Homens de preto, com Will Smith.
    “Homem fumaça preta” = black smoke, Lost.

    Mas realmente não acho que essa seja a discussão mais importante aqui…

  • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

    Man in black = Homens de preto, com Will Smith.
    “Homem fumaça preta” = black smoke, Lost.

    Mas realmente não acho que essa seja a discussão mais importante aqui…

  • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

    Man in black = Homens de preto, com Will Smith.
    “Homem fumaça preta” = black smoke, Lost.

    Mas realmente não acho que essa seja a discussão mais importante aqui…

  • http://www.facebook.com/people/Adriana-Garcia/100000471047646 Adriana Garcia
  • http://www.facebook.com/people/Michel-Braga/1823298170 Michel Braga

    Pq não protegemos nossos heróis??

  • http://www.facebook.com/cristianosvieira Cristiano Vieira

    Talvez o melhor que fazemos pra ajudar contra o desmatamento na floresta amazônica é acessar via orkut o aplicativo da globo onde clicamos em áreas de desmatamentos. Nem sei se existe ainda…

  • http://twitter.com/nilsonmorais Nilson

    Vi alguns falando que Pará e Amazonas não tem lei, acho que eu vou mais além, pra mim não existe lei no Brasil: http://bit.ly/mj4w4O

  • Paula Góes

    Oi, Guilherme!

    Obrigada pelo desabafo. Citamos seu post no Global Voices:

    http://pt.globalvoicesonline.org/2011/05/27/brasil-morte-de-casal-defensor-da-floresta-e-vergonha-para-o-pais/

    Abraços
    Paula

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