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em 27/12/2009 às 6:01 | Ciência, Crônicas e contos
Segundo uma profecia maia, o mundo vai acabar daqui a 3 anos, dia 21 de dezembro de 2012.
Ufólogos, místicos e palestrantes new age se aproveitam disso de inúmeras maneiras, mas aqui no PapodeHomem chamamos um engenheiro amante da Ciência para pensar o que aconteceria se você sobrevivesse ao apolicapse.
– Sabia que caju é uma fruta?
– Sim! Toda amêndoa é fruta!
– Não, não é da castanha que estou falando. Ela vem junto com uma fruta suculenta, que pode ser tanto amarela quanto vermelha.
– Sério?
– Deixe-me achar uma foto aqui para mostrar… Isso é a fruta do caju. O que vocês comem é essa parte aqui, a castanha.
– Que coisa estranha! Que gosto tem?
Se esse diálogo parece estranho, é porque aconteceu do outro lado do mundo, quando eu morava na Austrália.
Amêndoas em geral são bastante apreciadas por lá e a castanha de caju (conhecidas apenas por cashew) é uma das mais populares, facilmente encontrada em qualquer mercado ou loja de conveniência, geralmente em duas versões: crua, que obviamente não é crua mesmo (apenas levemente tostada e branca) e assada, que é tostada até ficar dourada. Sempre já descascadas e separadas em duas partes.

Elas nascem assim, já quase prontas, você não sabia?
Os australianos não sabem que não estão comendo castanhas cruas e também desconhecem que uma iguaria dentre as suas favoritas é apenas parte de um conjunto. A parte macia, doce e suculenta é na verdade um pseudofruto, mas era mais fácil chamar de fruta.
“Tá. E daí?”
E daí, caro leitor, que eles não sabem o que estão comendo. Não sabem o que aquilo é, não sabem como é preparado, não sabem de onde vem, nunca viram um in natura nem sabem que gosto tem um caju. Só sabem que a castanha é gostosa e vai bem com cerveja.
Um órgão regulador do comércio de um país de primeiro mundo deixa que um produto seja abertamente vendido com “raw” (“cru”) escrito na embalagem, mesmo ele sendo assado (não recomendo que façam, mas um experimento interessante é morder uma castanha natural e ver o que acontece quando o ácido anacárdico que ela contém começar a escorrer pelos seus lábios), então eu imagino quantos outros embustes eles não estariam levando de coisas bem mais sofisticadas.
Não estou criticando práticas comerciais internacionais. O que eu disse aí em cima vai fazer sentido num minuto.
Boa parte dos australianos pensa que pode achar no meio do mato um arbusto que dá cashews, como amendoim, e que é só colher e comer, igual amora.
Não sabem que, para chegar ao produto embalado, elas precisam primeiro ser colhidas, separadas do caju, assadas sobre fogo intenso (a fumaça resultante é terrível e só sai das roupas quando você compra novas), descascadas (parte mais difícil do processo) e separadas.

Seu Pascoal, o herói fictício de nossa história
Pascoal, um morador da vila de pescadores de Genipabu, sabe o que envolve comer castanhas. E por isso só o faz uma ou duas vezes ao ano.
Não vou supor que ele plantou um cajueiro porque não precisa; a máxima de Caminha “em se plantando, tudo dá” é 100% adequada à Genipabu (desde que “tudo” seja um eufemismo para “cajueiro”), mas eu sei que ele tem uma lata de leite especial, onde foi pregada uma ripa de madeira para servir de cabo, e que serve de assadeira de castanhas.
O fogareiro eu não sei se ainda existe pois ele precisou dos tijolos para um reparo na parede do quarto mês passado, mas imagino que não seja difícil montar outro rapidamente.
O mesmo pé de caju pode fornecer a lenha, enquanto sua mulher e filhas fornecem o trabalho manual de descascar dezenas de castanhas ainda quentes porque “é mais fácil enquanto ainda tá pegando fogo”, segundo me garantiu a esposa Zefinha, mulher de belas unhas – que cria galinhas no quintal de casa alimentando-as com o milho que ela mesma planta.
Ah, Pascoal também sabe manobrar uma jangada sobre correnteza de maré em completa escuridão, “ler” suas imediações para saber não só onde está mas onde os peixes estão, arremessar tarrafas que foram tecidas (e posteriormente remendadas) por ele, tratar um peixe em alto-mar usando um facão de doze polegadas (sob a luz das estrelas) e retornar são e salvo para terra firme no quebrar da barra.
Só não sabe vender (ele é meio careiro), mas cada um com sua especialidade…
O que me possibilita fazer uma transição perfeitamente suave e perguntar: qual a sua especialidade?

Viver bem após o fim do mundo. Isso é lenda… ;-)
O que você sabe fazer? Não tenho dúvida de que você é um membro ativo e importante da sociedade e uma peça fundamental na engrenagem social contemporânea, mas o que você sabe fazer?
Vamos supor que falte energia em toda a cidade agora. O que você pode fazer na sua casa ou trabalho, das coisas que você faz costumeiramente, sem eletricidade? Melhor ainda, tente lembrar do apagão do dia 11/11 que estatisticamente afetou a sua vizinhança. O que exatamente você fez enquanto a energia não voltou?
A única coisa em que eu consigo pensar é tomar banho – já que eu sempre tomo banho frio (a resistência do meu chuveiro queimou em 2007 e eu nunca lembro de comprar outra) – e lavar a louça.
Na minha terceira visita à geladeira, seu estoque já começará a esquentar, derreter, apodrecer, criar crostas lodais, juntar água, reviver, talhar.
Meu tocador portátil de MP3 não durará muito pois eu sempre esqueço de deixar carregando tempo suficiente e meu laptop seria inútil sem Internet pois jogar Soldat sozinho não tem graça e eu já zerei Lego Star Wars duas vezes. Eu não possuo um televisor, então não sentiria falta de uma caixa mágica piscante, mas entendo que isso constitua um problema para alguns.
Também não posso ir caminhar, pois o elevador não está funcionando e eu não sou louco de descer pela escada porque corro o risco de ter que subir por ela na volta. Uma coisa é me exercitar, outra bem diferente é ser otário.
Ou seja, meu dia sem eletricidade se resumiria a eu sentado numa cadeira defronte à pia, vendo água escorrer pela torneira, numa fútil tentativa de me confortar em saber que pelo menos algum aspecto da minha vida moderna ainda funciona.
E como eu tenho quase certeza de que todos os outros moradores da cidade estariam fazendo exatamente a mesma coisa, a água acumulada acabaria rapidamente, pois sem eletricidade não há como bombear água cano acima até as caixas d’água.

Sem abrir a janela e ser salvo pela Lua, isso é o que você consegue enxergar dentro de casa (ah, sim, as velas acabaram e poucos sabem produzi-las do zero)
Agora, num mundo sem energia elétrica (computadores) e sem água corrente (descarga), volto a perguntar: o quê você sabe fazer? Isto é, fora ligar e pedir uma pizza pois os telefones e fornos a lenha ainda funcionam, pelo menos temporariamente, enquanto o gerador da companhia telefônica e o forno da pizzaria tiverem o que queimar.
Dependendo da época do ano e do nível de poluição em sua cidade, o sol desaparece bem rápido e as noites são muito longas e escuras.
O que você faria com apenas doze horas de luz? Lembre-se: não há energia em lugar algum, então todas as cervejas estão quentes (o que tira a razão de ser dos alimentos fritos e dos churrasquinhos de rua), logo todos os bares estão fechados. Se você mora num lugar quente, não pode contar com ventiladores. Se mora num lugar frio, não pode ligar o aquecedor.
Em breve, o gás também acabará, levando junto a feijoada (feita com produtos salgados que não precisam de refrigeração), que nesse ponto nada mais é que forro para a cachaça, única bebida conhecida que pode ser tomada em temperatura ambiente.
Continua…
Amanhã vamos ver se num mundo pós-apocalíptico você saberia encontrar frutas e água potável, ou se conseguiria construir um carro ou um computador do zero.
Igor Santos é apaixonado por Ciências, cético, engenheiro, músico e natalense. Mantém o blog "42.", do ScienceBlogs Brasil, enquanto tenta narrar o fim dos tempos no "Agora o mundo acaba!".
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em 27/12/2009 as 9:05 |
Eu usaria os conhecimentos que recebi na faculdade de engenharia pra tentar solucionar muita coisa.
em 27/12/2009 as 9:16 |
Incrível como eu leio isso, re-leio, e não entendo o que isso tudo tem a ver com o mundo pós-apocalíptico.
Mas, irei reler com mais paciência (coisa que não é uma virtude minha), e tentar compreender a fundo essa postagem.
Entretanto, não é motivo de não deixar os parabéns.
Parabéns Igor Santos.
Até a parte 2.
em 27/12/2009 as 10:23 |
Muito legal, hein!
em 27/12/2009 as 10:51 |
post show d bola! confesso q me daria mal depois do fim do mundo
em 27/12/2009 as 11:19 |
Isso me lembra algumas coisas:
De cara o filme Ensaio sobre a cegueira (me lembrou, sei que há diferenças óbvias, mas mesmo assim);
A crônica do Luís F. Veríssimo Evolução (que tenho no livro O nariz e outras histórias da coleção Pra gostar de ler antiiiiigo) que, resumindo, diz que só quem já vive nessas ausências é que sabe como viver sem elas. Quem tem gerador em casa com diesel, quem já anda sem carro ou come sem botijão de gás. A questão é ir pra perto das fontes de alimento. Voltar ao básico. Também, né, enquanto o isqueiro funcionar, tudo certo. :)
Por último uma frase que ouvi uma vez que a sociedade está a um jantar e um dia de distância do colapso. Ou algo parecido.
em 27/12/2009 as 11:43 |
Com um Dìnamo é facil produzir energia suficiente pra, digamos, ligar uma lampada ou lanterna. Isso um pequeno, em maiores proporções, dá pra fazer um freezer ou uma geladeira funcionar facilmente.
em 27/12/2009 as 12:16 |
legal o artigo. Realmente, sem energia, a maioria das pessoas hoje estaria totalmente sem rumo. Espero a continuação em breve.
em 27/12/2009 as 12:54 |
Meedo :O
acho q teria que aprender a caçar com meu cachorro, e fazer fogo com varetas de papagaio(pipa)
em 27/12/2009 as 12:54 |
Rá, dp de ver a droga de 2012, acho que eu morreria bem tranqüila….num foi um brasileiro naquela bagaça.
em 27/12/2009 as 12:57 |
Texto bem bacana!!
Já tinha pensado nessa idéia(não gosto da nova gramática), e acredito que eu não duraria muito… infelizmente faço parte do grupo de pessoas que pensam “funcionando, pouco me interessa saber como”…
esperando a parte 2 pra aumentar minhas chances de sobrevivencia…auhauhauha
em 27/12/2009 as 13:53 |
Primeiro, olhem esse link e vejam o quanto eu sou esperto! \o
Oww.. isso me cheira a sobrevivencia na selva ou coisa parecida..
so monstrando como com o passar do tempo nos tornamos pacatos e mimados com as tecnologias, não somos os homems de antigamente e faziam fogo com pedras e madeira..
em 27/12/2009 as 14:27 |
Genial o texto, me lembrou agora um livro que li recentemente chamado Emergency. É a história de um jornalista que resolve querer aprender coisas úteis para caso “o mundo acabe”.
Bem legal, o cara rala pra aprender desde a fazer uma faca, até a caçar, construir abrigo, sobreviver na cidade sem nada, etc, etc.
Quanto a cerveja quente, me lembra na hora: Dharma Beer. HAHAHA :P
em 27/12/2009 as 14:35 |
@11 Thiago Ribeiro
Thiago, editei seu comentário por conta do “primeiro”.
O motivo? Leia a nossa política de moderação de comentários para entender que: se vc fizer comentários assim, a equipe vai te zuar, fica esperto, hehehe. ;)
http://papodehomem.com.br/comentarios/
E voltamos a programação normal :D
em 27/12/2009 as 14:35 |
Texto muito bom…
Sem eletricidade eu só saberia fazer eletricidade…
Meu curso de mecatrônica se tornaria praticamente inútil… exceto por saber fazer um pouco de eletricidade, suficiente pra quase nada.
Fuuuuu-
em 27/12/2009 as 14:37 |
Muito interessante o texto Igor. Também já refleti sobre isso…
Meu prof. de Elementos de Máquinas(engenharia) nos perguntou uma vez…..”se acabassem os computadores, e o prato de comida da casa de vcs caísse no chão e se quebrasse, vocês saberiam fabricar um novo???…..onde está esse conhecimento hoje em dia???”
A possibilidade do apocalipse é remota, mas se acontecer, tá quase todo mundo fud**o. Só vão sobreviver os pobres(de dinheiro) e os pequenos agricultores, que ainda fazem tudo “no braço”, TODO O RESTO MORRE……….
ah, faltou dizer que os engenheiros e técnicos talvez sobrevivessem tbm…. afinal, faz parte da nossa natureza descobrir como tudo funciona…desde o reino animal, vegetal e mineral…até o metal……=P
aguardo a parte 2….
em 27/12/2009 as 15:27 |
Obrigado pelos elogios (até agora).
Se eu só puder dar uma dica, que seja “aprenda a atirar”.
Até amanhã!
Igor “Dr. Doom” Santos
em 27/12/2009 as 15:53 |
Realmente, somos inúteis. Engana-se quem pensa que é independente, viver em uma cidade significa depender dos outros!
Espero a segunda parte. Cara, fiquei curioso, como se faz uma vela?
em 27/12/2009 as 16:31 |
tem um programa da PBS que largaram um monte de cientistas numa ilha, e eles tem a tarefa de construirem aquecedores solares pra cozinhar alimentos e fazer mais um monte de coisas.. eh velhinho mas as leis da fisica não mudaram desde então. Eu tentaria me lembrar de tudo, ateh meu nivel basico de codigo morse dos tempos de exercito.
em 27/12/2009 as 16:53 |
cara, eu ia precisar urgente do Locke (de Lost).
Mesmo achando que o mundo não vai acabar em 2012, há um tempo eu venho me preparando psicologicamente pra o fim do mundo, que, creio eu, será em breve.
Curioso como as pessoas comentam do apocalipse mas nunca se dão ao trabalho de ler o livro mais famoso sobre o tal: Apocalipse, aquele da Bíblia mesmo.
Pra quem nunca leu, leia. É impressionante.
Sério.
em 27/12/2009 as 17:30 |
o mundo pos apocaliptico se resume ao seu pascal, que provavelmente vai sobreviver porque sabe pegar caju? porque ele sabe um oficio (que não utiliza energia eletrica)?
em 27/12/2009 as 19:21 |
Acho que diversas profissões se dariam bem num mundo pós-apocalíptico:
Engenharia – praticamente todas as 230 sub-áreas ( civil, eletrica, mecânica, quimica, etc)
Medicina, Química, Farmácia, Enfermagem e outros da área de saúde.
Mecânicos, pedreiros, marceneiros, carpinteiros também se dariam bem.
Agricultores, pecuaristas e peões idem.
Acho que só Advogados se dariam mal, por algum tempo, pelo menos.
Bem, estou chegando a conclusão que um mundo pós-apocalíptico não seriam muito diferente do que era a vida a 200-300 anos atrás.
em 27/12/2009 as 20:34 |
Sempre imaginei isso! Fora que todo o conhecimento está sendo passado aos computadores, sempre se confia que estará lá.
Não precisa muito pro fim do mundo, é só acabar a luz.
É uma coisa que me intriga mesmo: se acabasse a luz, o que eu conseguiria fazer. Num fim do mundo da vida aí, eu não gostaria mesmo de estar numa cidade grande. Quanto mais gente, mais disputa e mais terror, menos comida e por aí vai.
Ainda é ‘coisa de ficção científica’, mas me perturba os pensamentos…
em 27/12/2009 as 21:21 |
Besteira, após o apocalipse não restará mundo, mas… embarcando nessa brincadeira de viver num mundo sem nada, o que eu faria para sobreviver seria o mesmo que homens antigos, um porrete, faca, mulher pra passar o tempo e garantir a sobrevivencia da espécie.
Criaria uma vila onde eu seria o lider, criando uma polícia e um exército pra garantir a segurança dos alimentos contra furtos. Imaginem quantos ladrões de galinha, água e até de frutas não existiriam num mundo desses. Cobraria imposto dos habitantes e mão de obra para cuidar da agricultura, alem de organizar equipes de caçadores. E se alguem perguntar como eu conseguiria isso, ja digo a resposta: sendo impiedoso como nossos antepassados: matando quem atrapalha, roubando de quem tem, queimando aldeias, vilas e cidades inteiras que sejam de inimigos e violentando suas mulheres so por diversão.
em 27/12/2009 as 22:38 |
O texto é mesmo bom, mas por enquanto não tem muito a ver com o fim do mundo mesmo (porque se acabar, não sobraria nem a sociedade moderna)..
Mas o texto em si é muito bom e pode ser reduzido em duas palavras: estaríamos fudidos!
em 27/12/2009 as 23:40 |
muito bom o texto rs… como um bom leitor, acho que eu ia me fuder no começo mas tenho essa capacidade de ler as coisas e assimilar rapidamente… com alguém que saiba fazer alguma coisa por perto eu acabaria me virando bem…
agora mais legal que um mundo pós apocalíptico, seria um mundo infestado por zumbis!!!
em 27/12/2009 as 23:45 |
Usar o apocalipse como desculpa para mostrar que somos extremamente dependentes de outras pessoas e de frágeis redes de serviços foi bem interessante. Entretanto, algumas pessoas não conseguiram fazer a ligação entre não conhecer a origem das castanhas, ter o conhecimento e a habilidade para obtê-las e a sua habilidade ou não de sobreviver a um colapso da sociedade.
Realmente, minha faculdade não me seria muito útil, no máximo como engenheiro ajudaria na reconstrução a longo prazo, isso é claro se eu durasse até lá, o que é bem improvável. Deveria ter entrado no exercito e aprendido a atirar. Bem mais pratico caso o fim do mundo venha mesmo.
em 27/12/2009 as 23:50 |
Só achei complicada a frase:
“Segundo uma profecia maia, o mundo vai acabar daqui a 3 anos, dia 21 de dezembro de 2012.”
Não existe NENHUMA profecia Maia que diz isso. O que existem são alguns calendários que, de tempos em tempos, chegam ao fim e são “reiniciados”. Assim como reiniciamos a contagem dos dias do ano a cada 365 dias, dos dias do mês a cada 30 (ou 31) dias, etc…
Não existe nada de mistico nisso. Apenas um sistema mal interpretado.
em 28/12/2009 as 2:01 |
Queria ver se vivesses em Portugal, neste momento, início de Inverno.
Aí é que te lembravas que bem que precisarias de uma resistência nova, já que o teu conceito de “água fria” iria ser redefinido.
E não, eu pouco ou nada saberia fazer. Mas por isso que também estudo física, permite-me aprender como são os engenhos de raiz.
em 28/12/2009 as 8:00 |
“(não recomendo que façam, mas um experimento interessante é morder uma castanha natural e ver o que acontece quando o ácido anacárdico que ela contém começar a escorrer pelos seus lábios)”
fiquei com marcas no peito e no canto da boca por MESES por fazer uma proeza assim, recomendo tal sensação de conforto para todos aqueles que não simpatizo
em 28/12/2009 as 9:01 |
Vlw Gus, na proxima n dou essa mancada :p
em 28/12/2009 as 10:50 |
@28 Pedro, eu concordo com você. Aquela frase não é minha, foi uma decisão editorial para chamar mais atenção.
em 28/12/2009 as 12:38 |
Caraca, não consigo imaginar passar dias, semanas ou mais, sem energia elétrica. No apagão do dia 11/11 eu fiquei vendo televisão no celular, que por sorte eu tinha carregado a bateria completamente … cara, seria terrivel. Acho que de imediato não sei fazer nada direito sem energia elétrica. Só na situação mesmo que a gente vai ter que se virar!
; [
em 28/12/2009 as 13:46 |
Fiquei com medo agora. Vou ali correndo ler a segunda parte. Beijo.
em 28/12/2009 as 15:58 |
SOCOOOOOOROOOOOOOOOO!!!!!!!!!
em 28/12/2009 as 17:23 |
Leiuam “A Estrada” de Cormac Mccarthy. Além de um belo livro, fala de um mundo devastado, envolto em uma eterna névoa, com cidades em ruinas, sem praticamente nada vivo.
Os poucos humanos que restaram matam outros humanos para sobreviver através do canibalismo.
O fim do mundo não será tão fácil como foi para Will Smith.
A propósito, o livro “Eu sou a lenda” é infinitamente melhor que o filme.
em 28/12/2009 as 17:26 |
O que é mais engraçado em um mundo sem energia seria o fato de centenas de pessoas saqueariam lojas para roubar, pasmem, produtos eletrônicos como tvs, dvds, computadores portáteis e afins…
Cambada de idiotas.
em 28/12/2009 as 20:14 |
Post muito bom! Parabéns.
Bom, eu sei fazer fogo, e árvores onde eu moro tem de monte, isso me livraria do frio e da escuridão.
Para criar animais e cultivar plantas não preciso de energia elétrica, portanto não me preocuparia com comida.
Entretenimento tem de sobra: Caça, futebol…etc.
Se tiver zumbis, bora correr para o quartel de engenharia e combate aqui pertinho. Como me dou muito bem com armas, também não precisaria me preocupar com zumbis querendo o meu coro.
Agora, se não sobrevivesse nenhuma fêmea humana, ai eu estaria fudido. E não tem caju que salve uma situação dessas.
em 29/12/2009 as 15:22 |
Bem, sinto que os leitores estão para o ‘Seu Pascoal’ e Genipabu assim como os Australianos estão para as castanhas de caju.
Afinal, essa foto não é de Pascoal, e sequer de Genipabu.
Pô, tudo bem que é herói fictício, mas aí já é ficção demais.
aeuaheuhaeuhauehauehauheuaheu
E pra sobreviver nesse mundo pós-apocalíptico, eu iria me alimentar daqueles peixes gigantes que vivem no espelho d’água no prédio da reitoria da UFRN.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Você que é natalense deve saber que dá pra sobreviver um bom tempo, graças ao tamanho deles.
(Droga, agora sinto que vai rolar competição naquela região, se algo der errado em 2012)
em 29/12/2009 as 16:04 |
#40 Carlos
Pascoal existe sim e é consideravelmente mais negro que o sujeito da foto (infelizmente outro detalhe que fugiu do meu controle).
E eu não teria coragem de encostar naquela água. Prefiro antes recorrer ao canibalismo.
em 29/12/2009 as 23:31 |
Lembro-me do dia que fui acampar, esquecemos a comida e tivemos que nos alimentar de amoras silvestres no meio da mata atlantica.
Uma porrada de tempo procurando, caindo de fome pra não comer quase nada o dia todo. Foi foda.
Acho que eu como Engenheiro Ambiental correria atrás do mais básico, comida. Muito proavelmente dos escombros dê para realizar abrigos, da chuva, conseguir agua, mas semesntes e mudas levariam um bom tempo pra conseguir (aqueles envelopes de sementes que alguns mercados tem seria talvez a única opção para um monte de pessoas aqui. Lojas de hortifrutigranjeiros também.
Em mercados procuraria por alimentos, especialmente batatas que são de grande valor nutritivo, dão rápido e são muito fáceis de plantar(alguns já viram como até mesmo no cesto de frutas ela já começa a criar raízes).
Vale lembrar que para vender frutas no mercado muitas delas são submetidas a banhos químicos para que durem mais, em contrapartida todo o processo de desenvolvimento da planta é “esterilizado”, tornado sementes, mudas e etc, inúteis.
ps: Esqueçam a idéia de caçar, até com armas NÃO é uma tarefa trivial, imagine num lugar sem animais e sem elas. Nenhum homem é um super-homem.
em 31/12/2009 as 7:13 |
Num mundo pós-apocalíptico, muita coisa mudaria… Muito conhecimento e avanços científicos poderiam cair no mar do esquecimento (principalmente se fosse depender do que eu sei lol) G-zius!… E ainda teve gente que não compreendeu o que tem a ver a falta de eletricidade com mundo pós-apocalíptico u.u (dããã!!!)
Viver bem após o fim do mundo? Isso é uma lenda! XD
Noitardear
em 31/12/2009 as 19:36 |
Em Fallout 3 eu sobrevivi e ainda me tornei o cara mais f@da da Terra. Rsss ! Ótimo post !
em 1/01/2010 as 22:44 |
Eu abriria uma boate “beatbox”, o ingresso seria um quilo de alimento não perecível, lenha ou fosfóros.
Morando em Genipabu, aprenderia a extrair sal da água, afinal, teria que fazer algo produtivo durante o dia.
em 5/01/2010 as 8:29 |
Pra falar a verdade não sei o que eu poderia fazer… ;x
primeira pessoa que conheço que joga soldat tbm ;]