O lutador turco Yasin virá da Alemanha para conduzir mais um encontro em nossa jornada nas Artes Marciais. INSCRIÇÕES ABERTAS →
​​​​​

Você não torce pro seu time, você torce pra cores. Só.

Fabio Bracht

por
em às | Esportes, PdH Shots


Você sabe que cada ocasião merece um som e um drink especial.

E pra comemorar 230 anos, um visual novo também.
Schweppes Music & Drinks. Escolha um evento e um clima, que nós damos o drink e a música perfeita pra você. Clique aqui.

No exato momento em que começo a escrever esse texto estou em uma padoca na Vila Madalena. É sábado. São Paulo acaba de marcar seu segundo gol em cima do Bragantino, para absoluto delírio de meia dúzia de pessoas assistindo ao jogo em suas mesas.

A moça que anota e traz os pedidos – uma moreninha feinha com a tintura loira do cabelo desesperadamente precisando de um retoque – está encostada no balcão dos salgados e comemora com gosto “VAI, SÃO PAULO!!” .

Como todo esse circo acontece, como essas pessoas pensam, o que as move?

Loucura

Imagine um grupo de pessoas numa varanda de um prédio assistindo a um bando de pombas brigando por uma migalha particularmente grande.

Do nada, metade do grupo começa a “torcer” especificamente por alguma das pombas. Quando ela acaba ficando com a migalha, esse grupo de pessoas começa a gritar “chupa!” pro outro grupo de pessoas, que torce pra outra pomba.

Eles começam a tentar se comunicar com as pombas. “Corre! Voa pra lá! Ô, pomba burra, assim nunca vai conseguir a migalha!”

Rola uma chance. “Vai, vai, vai, vai, VAI!” Subitamente, a segunda pomba consegue roubar a migalha. O segundo grupo de pessoas comemora, se abraça. Compra camisetas. Canta hinos e gritos de guerra na varanda do prédio.

O primeiro grupo racionaliza: “O importante é que tivemos a posse da migalha por mais tempo. Além do mais, vocês tiveram sorte. Se o vento não tivesse mudado…”.

"Haaaaaaja coração!"

Inexplicável

Vamos inventar um brasileiro normal. Ele torce para o Flamengo.

A única coisa que faz dele um flamenguista é que o avô e o pai disseram para ele, desde criança, que ele é flamenguista. O “amor à camisa” vem bem depois, como justificativa. “Já que eu sou flamenguista, quero ser mais flamenguista que os outros.”

O pior é que o Flamengo nem existe, cara.

O que o avô dele chamava de Flamengo era outra coisa. Era um grupo de jogadores completamente diferente, comandado por um técnico diferente, jogando um futebol diferente. Além do nome e das cores, nada mais é igual.

Quando o jogador tira sua camiseta colorida - ou é demitido -, quem torce pra ele?

E sabe quem mais enxerga como eu? Jerry Fucking Seinfeld, um dos maiores gênios da comédia americana:


YouTube

“Ser leal a qualquer time esportivo é algo bem difícil de explicar. Os jogadores estão sempre mudando, o time pode mudar para outra cidade, e por isso você está na verdade torcendo para as roupas, no fim das contas. Você está de pé, torcendo e gritando para as suas roupas vencerem as roupas da outra cidade.

Os fãs adoram um jogador, mas se ele vai para outro time, eles vaiam o cara. É o mesmo ser humano, com uma camiseta diferente, e agora eles o odeiam. Uuu! Camiseta diferente!!! Uuuuu!”

Entendeu como vejo os fanáticos por futebol? Basicamente como malucos torcendo para um time de pombas usando roupas coloridas. Se isso não é caso de hospício, não sei de mais nada.

Fabio Bracht

Toca guitarra e bateria, respira música, já mochilou pela Europa, conhece todos os memes, idolatra Jack White. Segue sendo um aprendiz de cara legal. [Facebook | Twitter]


Outros artigos escritos por

Somos entusiastas do embate saudável

O texto acima não representa a opinião do PapodeHomem. Somos um espaço plural, aberto a visões contraditórias. Conheça nossa visão e a essência do que fazemos. Você pode comentar abaixo ou ainda nos enviar um artigo para publicação.


EXPLODA SEU EMAIL

Enviamos um único email por dia, com nossos textos. Cuidado, ele é radioativo.


TEXTOS RELACIONADOS

Queremos uma discussão de alto nível, sem frescuras e bem humorada. Portanto, leia nossa porra de Política de Comentários.


  • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

    É por isso que ao invés de idolatrar pessoas, camisetas, símbolos, nações ou o raio que o parta, idolatro somente atributos individuais com resultados notáveis.

    “Fulano faz isso de tal forma, ele não é foda, mas o que ele faz é”, manja?

    • Igor Freire

      Bom, então o Dinheiro não existe, hoje o dinheiro que 90% das pessoas recebe são apenas dados de computador. Ou seja, você está VENDENDO COISAS não por dinheiro, mas apenas para dados, comandos binários ou sei lá o que. Aliás, esse blog não existe, nem esse texto… são apenas pixels reproduzindo códigos binários. Se você olhar de perto, mas bem de perto mesmo, vai ver que estamos olhando apenas para isso: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/4d/Pixel_geometry_01_Pengo.jpg/200px-Pixel_geometry_01_Pengo.jpg

      Ou seja, sua constatação não é nova e rasa como um pires.

      • Rogerio

        “O PÃO E O CIRCO”. Quem sabe o significado disso sabe que o futebol é o CIRCO da atualidade. Por isso as pessoas precisam ter QI necessário para apreciá-lo com moderação. Ver pessoas se aborrecendo, discutindo e se exaltando por causa de futebol chega a dar pena.

      • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

        E quando foi que falei que dinheiro não existe ou que informações dispostas em ambiente virtuais são irreais ou qualquer coisa do tipo?

    • http://www.facebook.com/arthur.s.mendonca Arthur Silva Mendonça

      por esse viés, eu idolatraria o Adriano Gabiru 

  • http://shotsarge.blogspot.com Marcio Sarge

    Essa foi a visão mais pobre e, tal qual a garçonete, feia e necessitando de retoques urgentes.

    Um time, seja de futebol, rugby, volley, ou seja de que for é bem mais que camisetas e cores, ele pode se elevar a condição de uma bandeira politica e se travesti com a cara de um povo como é o caso do Barcelona onde aquelas camisetas levam mais que somente cores.
    Ainda que não tenha esse peso todo, um time pode muito bem representar uma cultura regional e o orgulho de se fazer parte daquele meio. 

    “A única coisa que faz dele um flamenguista é que o avô e o pai disseram para ele, desde criança, que ele é flamenguista.”

    E nem sempre a hereditariedade conta pra definir por qual time a cria vai torcer. Chico Lang, um comentarista de futebol muito conhecido por sua paixão quase doentia pelo Curintia, pasme, tem um filho sãopaulino. Exemplos são infinitos.

    “Quando o jogador tira sua camiseta colorida – ou é demitido -, quem torce pra ele? ”

    Fazendo uma analogia rasa um time de futebol pode ser comparado a uma nação, não é porque mudou o presidente que você deixa de ser brasileiro, nem mesmo deixa torce por sua prosperidade.

    ““Ser leal a qualquer time esportivo é algo bem difícil de explicar.”

    Ser leal a qualquer coisa, ate mesmo as nossas convicções, é difícil de explicar, mas a  paixão não, essa é condição humana básica, somos passionais e estamos sempre envoltos a algum objeto de adoração seja isso um filhote de labrador ou um time de futebol. tentar racionalizar isso que é o mais difícil de tudo.

    E falando nisso hoje o meu Santos joga, estou muito ansioso pra sentar na frente da tv e sentir aquela angustia tão gostosa que resumimos em uma palavra: Torcer.

    • Eduardo2008

      Essa foi a visão mais pobre e, tal qual a garçonete, feia e necessitando de retoques urgentes. [2] Foi foda.

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      1. “um time pode muito bem representar uma cultura regional e o orgulho de se fazer parte daquele meio”

      Patriotismo, bairrismo, é outra coisa que eu não entendo. Qual o motivo do orgulho de ter nascido nesse pedaço de terra e não naquele outro?

      2. “E nem sempre a hereditariedade conta pra definir por qual time a cria vai torcer”

      Ao meu ver, conta sim. É influência cultural, antes de qualquer outra coisa. O filho do Chico pode não ter herdado a preferência por um time específico, mas herdou a noção de que precisava torcer para algum.

      3. “Fazendo uma analogia rasa um time de futebol pode ser comparado a uma nação, não é porque mudou o presidente que você deixa de ser brasileiro”

      Ser brasileiro não é uma escolha. Ser torcedor de um time, é. 

      4. “Ser leal a qualquer coisa, ate mesmo as nossas convicções, é difícil de explicar, mas a  paixão não, essa é condição humana básica, somos passionais e estamos sempre envoltos a algum objeto de adoração seja isso um filhote de labrador ou um time de futebol. tentar racionalizar isso que é o mais difícil de tudo.”

      É difícil de explicar, exatamente. Em outras palavras: ou você sente, ou não sente. Eu não sinto. E achei que escrever um texto sobre como é não sentir isso (uma coisa que tanta gente sente) seria interessante.

      • Rodrigo Cambiaghi

        Complementando:
        2. “E nem sempre a hereditariedade conta pra definir por qual time a cria vai torcer”
        De qualquer maneira, o time que você começou a torcer com seila, 3 anos de idade não é o mesmo  de hoje e nem será o mesmo de quando você for velho. 
        O argumento do Fábio é válido nesse sentido sim!

      • Daniel Felipe

        “ou você sente, ou não sente. Eu não sinto.”
        Aí tu chegou na questão principal. Você não sente. Então voce erra ao tentar racionalizar algo que não é racional. Tenta achar motivos pra alguem gostar daquilo. Mas não existem motivos…Existe o “ou você sente, ou não sente”.

      • Roberson-rob

         Acho que não é uma coisa tão irracional assim. Vejo como apenas uma brincadeira, algo divertido que muitos tem em comum. Não é uma paixão, é simplesmente uma coisa que as pessoas escolhem para se divertir, tirar sarro, etc. 

         Quando cria-se essa tal “paixão”, passa realmente a ser um pouco irracional, é apenas uma coisa moral hereditária (ok, eu sei que é redundante). Mas assim como outros aspectos morais, quando adquire-se ética em relação a isso, toda essa paixão se quebra, e você percebe que não era bem uma paixão.

      • luciano

        1- Orgulho das crenças, da política, dos costumes, dos valores, não apenas ORGULHO POR TER NASCIDO NESTE PEDAÇO GEOGRÁFICO! 

        2- Pois bem, se a hereditariedade traz muitos aspectos da geração anterior, é provável que mesmo que   os pais não imponham qualquer razão para torcer pro mesmo time, a semelhança entre os dois vai fazê-lo ser mais adepto a o mesmo time, e não apenas porque os dois gostam de roxo, mas por diversos fatores emocionais, culturais, história, até os cantos…

        3- A analogia e comparação feita foi bem óbvia, não precisa casar igual, mas entendemos. 

        4- Você escreveu seu texto errado, porque eu posso muito bem não sentir atração pelo PapodeHomem, mas não posso vir aqui e falar que gostam do blog apenas porque ele é preto e verde, e o concorrente é azul, posso dizer minha opinião e o porque eu não gosto.

        Você fez uma generalização muito pobre, minha sincera crítica. 

      • luciano

        Eu por exemplo , nasci neste pedaço de terra. Mas não tenho orgulho do país, nem sou patriota. 
        É uma escolha, admiro outras nações pelo que elas são. 

        Por exemplo , quando você escolhe torcer pra um time Europeu, você analisa seu modo de jogo, sua história, seus jogadores, sua base, sua forma de formar ou comprar jogadores, seu técnico. 

        Claro que tem os modismo, que apenas torcem pelos campeões, é bom ganhar. 

        Faz parte do futebol vaiar o jogador que vai pro outro time. Afinal, você pode gostar dele, mas quando vai pro rival, ele é RIVAL, a paixão pelo seu Clube é maior. 

        Torcemos pra um CLUBE, PRA UM TIME , não para cores.

        Você dizer isso para quem gosta de futebol é tão simples como dizer que escolhemos nossos qualquer outra coisa por cor. 

      • M Pelissari

        Quando estiver com falta de assunto, dava pra esperar até aparecer um assunto legal, e ae escrever um texto bacana..
        Lamentavel!!
        Epic: “Essa foi a visão mais pobre e, tal qual a garçonete, feia e necessitando de retoques urgentes. [2] Foi foda. ”

      • pedro

        DURKHEIM explica isso muito bem! recomendo a vcs darem uma lida !

      • Alooin

        Fabio, não seja um escravo do pós-modernismo. Um pouco de senso crítico te levaria mais longe.

        Veja, se você levar esse seu raciocínio ao extremo, chegará ao niilismo, à noção de que nada na vida tem sentido, nem seu amor pela sua mãe.
        De fato, nada tem sentido em termos absolutos. Quem cria sentido somos nós, humanos, cuja principal capacidade é contar histórias, criar narrativas. Nossos rituais são as coisas que dão sentido a nossas vidas.Tendo em vista o exposto, torcer para um time faz sim tanto sentido para o torcedor quanto o seu amor por sua mãe faz para você – ela já te alimentou e não paga mais suas contas, porque amá-la afinal já que ela não pode te dar nada de novo em termos práticos? Porque amar qualquer coisa, aliás?Nós criamos sentido e por isso o futebol é importante.

      • Alooin

        Falei de pós-modernismo e queria falar de ser moderninho – desse comportamento blasé hipster que infesta nossa sociedade. Estava comentando em outro texto e escrevi errado. Nada mais pós-moderno que falar de narrativa e construção de sentido.

        Só para completar, juntando aspectos absolutos de nossa natureza como aqueles relacionados a pertencer a um grupo com esse processo de construção de sentido nas coisas, você entende porque o futebol faz todo o sentido, assim como seu amor por sua mãe.

      • http://www.facebook.com/toadgeek Matheus Gonçalves

        2. “E nem sempre a hereditariedade conta pra definir por qual time a cria vai torcer”
        Meu pai não gosta de futebol. Nem time ele tem. Eu gosto. Meus conceitos de futebol foram aprendidos com o tempo, não com meu pai. Então, “nem sempre a hereditariedade conta pra definir por qual time a cria vai torcer”… É comum ser assim, claro que é, mas NEM SEMPRE.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      A todos que DETESTARAM esse artigo. Já viram e comentaram a capa de hoje, pelo Fred Fagundes?

      http://papodehomem.com.br/eric-cantona-homens-que-voce-deveria-conhecer-30/

      Isso é o PdH. 
      Mosaico.

      • Carvalho

        Guilherme, mosaico tem algum padrão. Sempre. O PDH perdeu o seu faz tempo, na verdade se orgulha de não ter padrão. Portanto não é um mosaico,

        A crítica do Alooin tem fundamento, criticar por criticar é fácil, essa postura de meter o pau “Em tudo que está aí” é na verdade bem antiga…

        Qualquer assunto deveria ser sujeito à crítica e se for diferente é censura. Digo deveria porque mesmo aqui no PDH há hoje em dia assuntos que não se pode criticar. Exemplos como ser contra homossexualismo, defesa do meio ambiente, feminismo, cotas raciais…

        O perigo do “Vale Tudo” que às vezes rola na seleção de textos aqui no PDH é que a qualidade oscila muito. Sua própria defesa é mostrar outro texto…ou seja, esse aqui ficou difícil de defender…

        Sem edição, até o melhor veículo vira uma colagem de textos sem critério. Qualidade não é ideologia. Pense nisso. Abraço

    • Rodrigo

      41 irracionais curtiram isto.

      Você usou um dos poucos exemplos bons do futebol (Barcelona) para justificar a paixão que muitos tem pelos restante dos times. Isto se chama “falácia”.

      O exemplo da hereditariedade é apenas um exemplo de como as pessoas escolhem times de futebol. Provavelmente o mais comum.

      Discutir este assunto de forma irracional com quem se assume irracional ao futebol é perda de tempo. Um dia que um time de futebol começar a pagar as minhas contas e resolver meus problemas, eu posso pensar em torcer por ele. Não consigo arrumar uma explicação boa em gastar minha energia defendendo o “meu time” ou atacando o time “rival”.

      • Rodrigo

        Errata: 
        Discutir este assunto de forma racional [...]

      • http://shotsarge.blogspot.com Marcio Sarge

        Devo presumir que não tem nada na sua vida que te desperte alguma paixão, nada que vá além da relação “pagar minhas contas”.

      • Alooin

        Devo assumir que porque sua mãe não paga suas contas e já não resolve mais os seus problemas você não se importa mais com ela, certo?

    • http://www.facebook.com/arthur.s.mendonca Arthur Silva Mendonça

      se essa visão apresentada pelo autor fizesse sentido, nós não seríamos humanos

    • Ricardo Azevedo

       Matou a pau.

    • http://www.cafecomamigos.com.br Cristiano Vieira

       Acho até que deveríamos apagar o post original e deixar seu comentário como post.

    • Jonathan Fabris

      Marcio, para chegar à presidencia, no caso do Brasil a pessoa precisa ser brasileira. E isso é regra e muitos outros países também.

      Agora me diga quantos jogadores do Bracelona são catalões?

  • Marcos Augusto Nunes

    Quando se torce por um time se torce por inúmeros fatores ideológicos. Desde a identidade bairrista até associação de si mesmo com um grupo vencedor, passando por outros fatores, como as origens do clube, como o Juventus, da Mooca, fruto de relações entre patrões e empregados em um bairro de maioria de imigrantes italianos, ou ao fato dele (o clube) ser um centro de lazer e cultura na sua cidade, região, bairro, rua…

    Torcedores do Flamengo, em sua maioria, o são por pressão social derivada do culto darwinista social do êxito e da aptidão pessoal ou de grupo social.

    Torcedores do Olaria simplesmente porque frequentam a sede social do clube, vivem pelo bairro e, no resto do ano, para fazer parte de uma turba socuializável, torce para o Vasco, Fluminense, Botafogo ou Flamengo.

    Existem razões sociológicas para a torcida, ou identificação com um clube ou agremiação social.

    Existem razões inclusive de caráter artístico e de filiação estética para ir a estádios de futebol e, eventualmente, preferir a vitória de um time ou outro.

    Torcer pelas cores ou pela camisa? Seinfeld? Conta outra.

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Acho que praticamente qualquer coisa pode ser “explicada” usando razões sociológicas, artísticas ou estéticas. Tudo faz parte da construção da identidade do indivíduo na sociedade.

      • Rodrigo

        O interessante é questionar o quão “fraco” ou “ilógico” é a paixão que uma torcida tem para entrar em discussões (por menores que sejam) e até agressão física. Não vejo problemas em simpatizar com uma torcida ou outra. O problema é a dimensão que isto alcança e quão ridículo isto deveria significar se formos olhar de maneira lógica e racional para quem torce de forma apaixonada para times de futebol.

      • Alooin

        Tudo faz parte da construção de identidade do indivíduo na sociedade e mesmo assim você acha irracional. Sua visão não faz sentido. O indivíduo não precisa construir sua identidade? Então como ele se torna indivíduo sem identidade?

        Sinto uma premissa subjacente ao seu raciocínio, a ideia de que algo “natural” é superior a algo criado pelos seres humanos, “artificial”. Isso não é verdade e por isso esse papinho manjado de hipster de colegial que acha os meninos da sala uns idiotas por gostarem de uma atividade que não faz nenhum sentido é uma bobagem.

    • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

       Pergunta pro cara que dá com a marreta na cabeça do outro se ele sabe o significado de “imigrante italiano”.

  • http://www.facebook.com/people/Caio-Ricardo/1708545925 Caio Ricardo

    http://www.youtube.com/watch?v=ILh-3HZCU50
    Nunca viu esse comercial da brahma?!
    não se explica a pixão é implantada como você disse Fábio, quando criança na maioria das vezes, beleza a paixão foi gerada, está lá, dali pra diante essa paixão vai gerar emoções tão fortes na vida q passa a ser  inexplicável pra quem está de fora de tudo isso.

    você deve gostar de música certo?! agora imagine que seja um fã de AC/DC, te pergunto, continua a mesma formação foda daquela época?! não, as bandas também mudam os integrantes e a paixão “inexplicável” continua depois de tudo assim como no futebol, agora imagine um cara fã de… sei lá, Leandro e Leonardo, vocês podem passar horas discutindo sem chegar a uma conclusão por parte dos dois de qual banda é a melhor, e se elas duelassem? vou te dizer continuaria a discução, Mas imagina o cara que no fundo sabe que Leandro e Leonardo não se compara ao que o AC/DC fez no meio musical, mesmo assim, ele vence, é com certeza “inexplicável” a emoção da vitória aos 47 do segunto tempo com um pênalti “roubado” a o “poder” que ele vai ter de esfregar na tua cara, te sacanear por semanas até que possam novamente se enfrentar e talvez seja a sua vez. Queria que você pudesse me entender, futebol não se explica, é um amor totalmente altruísta do qual vai te decepcionar, mas esse amor só vai aumentar, e essa é a melhor forma de amar, e o nível de serotonina nas veias de todos os torcedores dias de quarta a noite e domingo a tarde é imensa, e a única coisa que o ser humano quer nessa vida é serotonina, como diz a propaganda: “Louco é quem me diz, que não é feliz! Eu sou feliz.”

    PS: Adoro teus textos, leio o blog faz tempo, mas não sou de comentar. Valeu.

    • André

      Tudo bem, mas acho a analogia bem fraca, sim é verdade que a música tem esse seu lado “fanático” assim como o futebol, mas sem esse lado fanático a música ainda existiria. A diferença está no seguinte ponto: o que seria do futebol sem o fanatismo? A música não traz o fanatismo como um dos seus pontos principais, você não ve um concerto de bandas duelando para descobrirem qual é a melhor. Essa paixão que existe no futebol(e que na minha opinião é a única coisa que sustenta o futebol “capitalista” atualmente) é uma coisa natural no ser humano(e por isso mesmo existe na música tbm) mas nem por isso quer dizer que não tenha explicação, e do ponto de vista lógico a paixão por futebol é algo extremamente vazio, enquanto a paixão por música esta ligada intimamente a como seu cérebro responde a certo tipo de melodia, ritmo, o que não existe ao escolher um time de futebol. Acho que o que o artigo expôs uma grande verdade, vocês estão querendo atribuir uma profundidade que não existe no futebol, essa paixão é estúpida mesmo e deveria ser trocada por outras paixões que tragam maior desenvolvimento.

      • Arthur Franco Ferreira

        Futebol sem o fanatismo vai continuar a existir. Há algumas décadas atrás, antes do fanatismo, ele existia. Você diz que bandas não competem para saber qual é a melhor, mas concordo em parte. Não são todas, mas há sim aquelas que lutam para saber qual é a melhor ou a mais famosa. Há aquelas que tocam o som da maneira como querem ou gostam e acaba que esse fanatismo vem naturalmente por parte daqueles que admiram a música.

        Com o futebol é a mesma coisa, se você parar pra pensar.

      • André

        Não foi o que eu quis dizer(talvez fui infeliz na minha colocação). Vou colocar de outra maneira: eu não consigo ver futebol trazendo qualquer tipo de desenvolvimento pessoal a comunidade de torcedores, nesse sentido ele é vazio, a música(apesar de tudo) me parece trazer mais conteúdo do que o futebol.
        Deixando a música de lado, esse futebol que passa na televisão só existe porque a cultura permite, é uma maneira de passar o tempo com algo intelectualmente pouco desafiante, não acho que isso seja necessariamente ruim, mas acho que a paixão exacerbada ao redor desse esporte mundial é a causa de existirem jogadores ganhando mais que o presidente da república(o que, na minha opinião, é simplesmente ridículo) e isso sim acho ruim. Outro ponto negativo é que o futebol também pode ser visto como um “pão e circo”, não que ele tenha
        sido criado para isso e nem acho que exista uma conspiração que o faça
        se manter assim, mas ainda assim é essa a função que ele exerce(principalmente em relação as massas).
        Desenvolvendo um pouco mais tudo que disse, acho que uma sociedade intelectualmente mais desenvolvida não daria tamanha importância a esse esporte, não é dizer que parariamos de assistir futebol, mas é dizer que não aceitariamos preços abusivos em produtos ligados a times, não aceitariamos pagar ingressos muito caros, não aceitariamos todo esse marketing, que é basicamente o que sustenta o futebol da atualidade. Isso para mim é o que define o “fanatismo ilógico”(não só a paixão), e isso sim é muito mais generalizado do que isolado.
        Talvez essa mudança de mentalidade cultural poderia ocorrer com o
        tempo(seria como um amadurecimento do fanatismo por esportes), mas ela
        não vai partir de pessoas abandonando a sua paixão e sim da sociedade
        aprendendo a dar valor ao que merece ser valorizado(o que valorizar é bastante discutível, mas acho que todos concordariamos que o futebol recebe mais valor do que merece), ou seja, é
        preciso criar um padrão de educação que ensine a priorizar coisas
        que tragam “real valor” a sociedade, logo a partir do produto dessa educação poderia
        surgir uma sociedade menos afetada pelo fanatismo.
        Provavelmente toda essa idealização seja extremamente utópica. Eu mesmo tenho uma camiseta do meu time(e não só do meu time, também uma do real madrid), sim sou um grande hipócrita, a realidade é que é muito difícil simplesmente negar a cultura com que convivo. Também é verdade que, muitas vezes, ideais aplicados a realidade tendem a trazer grandes efeitos colaterais. Apesar de tudo isso ainda acho o que disse idéias que merecem ser discutidas no contexto atual.

        Ps.: Esqueci de dar um título ao meu texto =X.

      • Daniel Felipe

        Futebol sem fanatismo vai ser o que é o volei aqui no Brasil.
        Um esporte legalzinho de assistir as finais.
        Futebol vive sem fanatismo como qualquer outro esporte esporte.

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Nunca tinha visto esse comercial. Ele é a expressão da loucura que eu falei no texto. 

      O cara casando com a camiseta do time! Rezando na frente da TV! Chorando na beira do gramado! E depois ainda vem dizer que é feliz? 

      Meu pau de óculos! É feliz só quando ganha! Quando perde, fica triste. Fica puto. Fica de mau humor. Dá patada em quem vem comprimentar. 

      E o pior: toda essa felicidade e toda essa tristeza em decorrência de algo no qual o torcedor não tem A MÍNIMA participação. Nenhuma. Seu time ganhou? Você não tem nenhum mérito nisso, mesmo assim se sente feliz e realizado. Seu time perdeu? Você não tem nenhuma culpa nisso, mesmo assim se sente triste e acha que precisa justificar.

      NUTS!

      * * *

      Esse papo me deu uma ideia. Qual seria a viabilidade de um time de futebol efetivamente comandado pelos torcedores? 

      Imaginem assim: o time tem um site onde os torcedores votam na escalação, no esquema tático e outras coisas antes dos jogos. Democracia total. O que a maioria dos torcedores decidir, vale.

      Durante o jogo, todo mundo fica com o site (ou algum aplicativo no celular) aberto e pode pedir substituições ou mudanças assim em tempo real. Se uma porcentagem X dos torcedores concordar com uma substituição, ela é feita. Precisa bater uma falta importante ou um pênalti? Todo mundo tem X segundos para votar em quem acha que deveria cobrar. 

      Haveria um técnico de carne e osso, claro, mas ele se comprometeria a acatar as ordens da massa de torcedores. 

      Isso seria possível? Seria bom? Se o esquema fosse esse, eu provavelmente seria um torcedor.

      • Daniel Felipe

        Isso se chama Football Manager, pra PC. Hauhauhauhauhau

      • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

         A realidade é que a paixão pelo futebol é bemmm fraquinhaa. Não chega nem perto das paixões políticas, religiosas ou por mulheres.

        Quando essa relação com o futebol vira paixão mesmo, dá merda; vamos justificar nossas ações por paixão. Olha a quantidade de crimes passionais, guerras civis e religiosas que encaramos sempre historicamente.

        Fatos isolados ao longo da historia poderiam justificar o fanatismo no futebol (ex: escócia que tem viés religioso, e vários exemplos da antiga União Soviética que geraram verdadeiras guerras campais por motivos politicos.)

        Agora  Corinthianos e Palmeierenses  em que um é vizinho do outro tem os mesmos empregos, frequentam os mesmos lugares, mesma origem etc… enfim tem tudo em comum para viverem em paz se apoiando na paixão pelo futebol pra se matar…Concordo 100% com o texto e com o Fábio. É doença mental.

        Minha toricida pelo Todo Poderoso Timão entra e sai de campo junto com o time, eu grito, meu coração acelera e fico nervoso um pouquinho depois. Mas não afeta miha relação com a sociedade ou com o próximo. talvez eu não seja muito apaixonado ou simplesmente; tenho mais com que me preocupar e muito mais coisas para amar.

      • http://www.facebook.com/people/Gustavo-de-Santana/1784635557 Gustavo de Santana

        Fabio, tem um time mais ou menos parecido com isso que você propôs, o Murciélagos FC: 
        http://www.murcielagosfc.com/site/murcielagos (é sério isso.)

        Sobre futebol, gosto mas acho besta sim. Torcer pra qualquer coisa é besta em última instância. Mas  em última instância qualquer coisa é besta, até gostar de rock ou preferir lasanha ao molho branco em vez da bolonhesa. Gostar e não gostar por si só é besta, se for fragmentar a psiqué humana às menores partículas possíveis até o nível quântico subatômico.

  • http://www.facebook.com/people/Caio-Ricardo/1708545925 Caio Ricardo

    http://www.youtube.com/watch?v=ILh-3HZCU50

    Nunca viu esse comercial da brahma?!

    não se explica a pixão é implantada como você disse Fábio, quando
    criança na maioria das vezes, beleza a paixão foi gerada, está lá, dali
    pra diante essa paixão vai gerar emoções tão fortes na vida q passa a
    ser  inexplicável pra quem está de fora de tudo isso.

    você deve gostar de música certo?! agora imagine que seja um fã de
    AC/DC, te pergunto, continua a mesma formação foda daquela época?! não,
    as bandas também mudam os integrantes e a paixão “inexplicável” continua
    depois de tudo assim como no futebol, agora imagine um cara fã de…
    sei lá, Leandro e Leonardo, vocês podem passar horas discutindo sem
    chegar a uma conclusão por parte dos dois de qual banda é a melhor, e se
    elas duelassem? vou te dizer continuaria a discução, Mas imagina o cara
    que no fundo sabe que Leandro e Leonardo não se compara ao que o AC/DC
    fez no meio musical, mesmo assim, ele vence, é com certeza
    “inexplicável” a emoção da vitória aos 47 do segunto tempo com um
    pênalti “roubado” a o “poder” que ele vai ter de esfregar na tua cara,
    te sacanear por semanas até que possam novamente se enfrentar e talvez
    seja a sua vez. Queria que você pudesse me entender, futebol não se
    explica, é um amor totalmente altruísta do qual vai te decepcionar, mas
    esse amor só vai aumentar, e essa é a melhor forma de amar, e o nível de
    serotonina nas veias de todos os torcedores dias de quarta a noite e
    domingo a tarde é imensa, e a única coisa que o ser humano quer nessa
    vida é serotonina, como diz a propaganda: “Louco é quem me diz, que não é
    feliz! Eu sou feliz.”

    PS: Adoro teus textos, leio o blog faz tempo, mas não sou de comentar. Valeu.

    • http://twitter.com/luizagcn Luiza

      Se uma banda troca muito o estilo musical ou se a troca de músicos deixa a música ruim, sim, eu deixo de gostar. Guns N’ Roses, quem curtiu depois das 100 trocas de membros? Quantas e quantas bandas não decaíram depois da saída de um membro?

      A questão não é você se apaixonar pelo time, a questão é que hoje em dia os times são nada mais que marcas. O técnico de um vira técnico de outro time, jogador mesma coisa e por aí vai. Nem as camisas são as mesmas (pra vender mais, claro).

  • ftencaten

    Rapaz… você não entende de futebol.

  • http://www.facebook.com/people/Marcello-Dundi/1585766068 Marcello Dundi

    Na boa o pdh já teve melhores dias. Uns caras escrevem cada artigo que até dá vergonha. Cara na boa, se quer ser polêmico reveja seus conceitos.

    • Alexis

      Por isso ultimamente ando garimpando uns artigos antigos pra reler, pq o pdh hj é uma sombra do que era

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        então se preparem, Marcello e Alexis, estamos preparando coisas boas pra vocês e todos os nossos leitores…

      • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

        Só num fala que o Dr. Love vai voltar hein… é legal aquela história de viuvinhas do Dr. Love…

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001864864946 Vitor Augusto Rodrigues Fávero

        desde o primeiro dia que comecei a ler o pdh tem quem diga que “já foi melhor”, isso é conversa de vô..

    • http://profiles.google.com/dimarm Marcos Rodrigues

      Na verdade é necessário que ele escreva um texto apresentável, não é o caso. Já vi melhores, muitos.

    • Vítor Moreira Barreto

      Oi Marcello, nem acho que seja o caso não. Não acha que o PdH esteja mais eclético? Isso pode realmente ser ruim para algumas pessoas, mas eu, por exemplo, não me ligo muito em Dr. Love e futebol, mas gosto dos textos mais teóricos (como os de Medicina, Escola, etc.).

      Será que falta um meio-termo para o site? Do que você sente falta?

      • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

        “Não acha que o PdH esteja mais eclético?” 

        Justamente. 

        Nem todos perceberam, mas o texto de capa de hoje é uma verdadeira carta de amor ao futebol. Publicado pouquíssimas horas depois desse meu.

    • http://twitter.com/luizagcn Luiza

      Eu acho muito vago, pra não dizer feio, criticar um texto com um simples “é ruim” sem explicar o por que dele ser ruim. Ou será que só é ruim porque tem um ponto de vista diferente do seu? Críticas quando não são construtivas geralmente são descartáveis. Não é polêmico pra mim. Por que é pra você?

      • Rictvb

        Ele é ruim por ser simplista, não por ter um ponto de vista diferente.

      • Rodrigo

        Exato Luiza. Como disse em outra mensagem, o problema do texto é que atinge diretamente alguns leitores que, de certa forma, vêem o quanto sua paixão por time é irracional e, até certo ponto, uma besteira. Quanto mais merda fez pelo time (brigas, discussões, etc), maior é a revolta.

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Mexi na sua paixão, né? Foi mal. 

      É que eu realmente não compartilho dela, só isso. 

      Você acha que eu não deveria ter escrito esse texto? Por quê?

    • Rodrigo

      Apaixonado por futebol detected. O ponto do texto é muito bom, mas dá um soco na cara da maior parte dos leitores. E eles não sabem muito bem como explicar o que sentem e ficam “bravinhos”.

  • Eduardo C.

    Fábio, futebol é igual religião e não diferente de gosto, cada indivíduo tem um específico e dificilmente se chega em comum acordo, salvo exceções onde os gostos se assemelham. E a graça está ai, o futebol (esporte em geral) não segue padrão, ele te emociona e proporciona emoções inimagináveis.
    E me desculpe, respeito seu ponto de vista, mas tenho que discordar, futebol nunca foi e nunca será pombas encamisadas coloridamente.
    Anota ai, NUNCA!

  • Liordino Neto

    Bom, sou baiano nascido em Salvador e torço pro Palmeiras desde bem pequeno (sem que houvesse nenhum palmeirense antes de mim na família, e não me pergunte por que eu torço pelo Palmeiras, eu simplesmente sou palmeirense e pronto, nasci assim), e enfim, vou tentar explicar isso que cê num entendeu com uma frase que nega a explicação, de Joelmir Beting: ”Explicar a emoção de ser palmeirense, a um palmeirense, é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense… É simplesmente impossível!”. Fico com orgulho de uma frase desse quilate ter vindo de outro palmeirense, mas acho que da pra trocar o adjetivo (?) pra qualquer time.

    O Palmeiras de hoje pode não ser o Palmeiras das academias lá dos dos anos 70, nem de longe, mas continua representando o mesmo Palmeiras, entende? Não é a toa que diz-se que o time está acima de todos os seus membros, que jogadores, técnicos, comissões e presidentes vem e vão, mas o time fica. Os torcedores de um time, junto com o próprio time, formam uma nação também, com suas características, qualidades, defeitos, ideais, etc tal qual a nação de um país mesmo. Pode chamar de absurdo, mas é assim mesmo que agente se sente!

    Há, eu também não tenho descendência italiana nenhuma, mas meus pais passaram lua de mel na Itália, de repente isso explica tudo né? E realmente, eu torço por qualquer coisa verde também, ahuehaeuae. xD

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      “não me pergunte por que eu torço pelo Palmeiras, eu simplesmente sou palmeirense e pronto, nasci assim”
      Hahah, mesmo? Nasceu palmeirense? Isso tá no teu DNA? Tem como isolar em laboratório o gene que determina que tu é palmeirense, assim com o gene que determina a cor dos teus olhos? 

      Desculpa, cara, não é maldade (eu adorei o que tu escreveu e o jeito que tu escreveu), mas eu realmente estou rindo do teu comentário. Ninguém nasce torcedor de time algum! Não tem como! Tá vendo o que eu chamo de loucura? :P

      • Liordino Neto

        Rapaz, leve ao pé da letra tudo que cê le não, hehe. De repente pelo modo que eu escrevi não ficou claro isso, mas é óbvio que não ta no meu DNA, com certeza tem alguma explicação lógica, racional, etc e tal, de repente puxando um pouco a memória eu até consiga explicar isso com certa facilidade (como vou fazer já já), mas o que eu quis dizer, e não fui lá muito feliz, é que não é algo que esteja lá muito preocupado em estabelecer o início exato, entende? E independente do motivo que me levou a começar a torcer pro Palmeiras (provavelmente fiquei maravilhado com aqueles times vitoriosos do meio dos anos 90 e tal, mas se fosse só por isso o São Paulo tava ganhando mundiais enquanto o Palmeiras ganhava brasileiros, e nem por isso sou são paulino… de verdade, saber exatamente por que começou eu não sei, por isso que digo que “nasci assim e pronto”), o importante são os motivos que levam agente a seguir torcendo pra um time, a ficar felizão com a vitória e cabisbaixo na derrota, sabe? É uma experiência que realmente não da pra descrever, e imagino que você também deve sentir isso, mas com outras coisas. Já chorei de tristeza e de alegria com esse time, e te digo com toda certeza que aprendi muita coisa boa com todos os Palmeiras que vi durante minha vida, por que você tem razão quando fala que o time de hoje não é o mesmo de ontem, mas penso que isso é bom na verdade. Não to te dizendo também que isso é algo racional, que não tem um pouco de loucura. Acho que tem mesmo. E além de tudo ainda é divertido conversar sobre o jogo depois! Acho também que tem quem leve o futebol a sério além da conta, quando é só um esporte e realmente não da pra levar a sério demais (a menos que você ganhe a vida com isso). Também concordo com os vários comentários que dizem que se você gosta de X vai se doer quando falarem “mal” de X. Mas discordo que “futebol, religião e política são coisas que não se discute”, pelo contrário! Eu acho que essas coisas mesmo é que são boas de discutir!
        Mas enfim, voltando, eu também gosto um bocado de seus textos, aqui e em outros lugares (também sou gamer, hehe), etc e tal, e apesar de não compartilhar do ponto de vista, entendo e gostei inclusive desse texto, e acho que ce toca em muitos pontos bem interessantes mesmo (gostei pra caralho do vídeo do Seinfeld também, e acho que o ponto que ele toca cabe até em outra discussão, mas isso são outros quinhentos…), e acho do caralho quando algo assim, que é praticamente assunto intocável pra muita gente, é questionado. Só não compartilho em tudo na opinião (tem coisa que concordo até viu), e achei as comparações meio superficiais.

      • Alexandre

        De tudo que o cara falou, só aproveitou isso? Eu não sou fan de time em específico, gosto do esporte, da superação, de ver apresentações bonitas e talentosas, assim como gosto em outros esportes. O que o amigo disse faz muito sentido, o time além de ser só “clothes”, é também uma história. Todo time tem uma história, o que outros jogadores e outros técnicos fizeram no passado, eles fizeram carregando o nome de um clube, eles fizeram representando esse clube!

        Eu não gostei do texto, e não porque “mexeu com minha paixão, né?”. Não gosto do texto porque achei superficial e parcial. Você não compartilha de uma visão que outros compartilham, tudo bem, mas ignorou argumentos destes para seguirem avidamente um time. O time representa as gerações passadas, presentes e futuras, sejam os jogadores quais forem, sejam os técnicos quais forem, sejam os torcedores quais forem. Então, além de torcer pras cores e pro brasão (esqueceu dele, ein!), as pessoas torcem pela história e pelo que o clube representa.

        Achei o texto carregado de arrogância, como se você se julgasse superior aqueles que gostam de futebol. Te digo, gostar ou não gostar de futebol não faz de ninguém melhor do que o outro. Humildade, no entanto, é um aspecto importante nesse sentido ;)

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001781035344 Gabriel Aquino

    Me considero fanático por futebol, principalmente pelo Santos. Porém não concordo que torço pras cores, pois vejo jogos de todos os times, e vejo pois tenho admiração pelo esporte. 

  • Eduardo Reche

    pior texto já escrito para o papodehomem, acho que vc deveria escrever para a capricho.

    • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

      +1 para a coleção dos piores textos já escritos. Será que já dá pra fazer um concurso pra eleger o the best of the best (ou talvez o the worst of the worst….)?

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Mexi na sua paixão, né? Foi mal. 
      É que eu realmente não compartilho dela, só isso. 
      Você acha que eu não deveria ter escrito esse texto? Por quê?

      • Rodrigo

        Muito bom, Fabio. Seu texto é exatamente o que penso. Ao mexer com o time das pessoas e fazerem elas verem o quão infundada é sua paixão, acaba criando estes comentários negativos vazios.

        Pessoal, critiquem o texto de forma argumentativa.

      • Eduardo Reche

        Simples Fábio, paixão não se explica. 

        Tem várias coisas as quais eu não curto, inclusive há alguns esportes, mas aí o que faço é me isentar de comentários a respeito.

        Talvez eu não curta aquilo justamente por não entender muito bem, nesse caso é melhor não dizer nada e permitir que aquelas pessoas que curtem (o esporte, a religião, a música ou sei lá mais o que) se divertirem.

        Abraços.

      • Jonathan Fabris

        Eduardo, em que momento o Fabio impediu que você se divertisse com o seu futebol? A única coisa que ele fez foi mostrar que o que as pessoas fazem não tem sentido. Tem gente que até mata por isso.

        Errado é você dizendo que ele não deve escrever a respeito. Cada um gasta seu tempo com o que acha mais interessante.

  • http://www.facebook.com/oborges Daniel de Oliveira

    TORÇO PRAS CORES MESMO, FODA-SE!!!! 

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      HIGH FIVES!!!!

  • http://profiles.google.com/dimarm Marcos Rodrigues

    O pior texto que já lia aqui no Papo de homem.

    Torce-se pela instituição e pelos seus membros naquele espaço de tempo.

    Na sua visão simplista e deturpada todos os torcedores seriam fanáticos, mas esses são uma minoria. Você está generalizando algo complexo e esquecendo a necessidade natural do ser humano de fazer parte de um grupo e admirar algo bem feito.

    Ou você acha que um jogo com chance para os dois lados, muitos gols, mudanças de placar, resultado imprevisível é feito por cores?

    Só existe o indivíduo, não existe o grupo?

    Levando sua visão para o esporte individual, é possível ver uma partida de tênis com a do Djokovic x Nadal na final do Australian Open e não torcer para um deles, mesmo sem entender muito de tênis? Ou os duelos entre Federer e Nadal? Ou não vibrar com jogos como Uruguai e Gana na copa do mundo de 2010?

    Eu reconheço o a dedicação e a qualidade, os aspectos técnico, tático físico e psicológico e físico do esporte. Eu torço, e vou continuar torcendo, melhor um mundo de cores que um vazio monocromático pseudointelectual. Não vejo demérito em reconhecer quem tem talento ou aplicação. E viva o futebol.

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      O pior texto ou o que texto com o qual tu menos concordou?

      No mais, o teu comentário foi um dos melhores que eu li nesse post. A coisa da apreciação pelo trabalho bem feito e a da necessidade do ser humano de fazer parte de grupos… isso é o que chega mais perto de explicar o ato de torcer para um time. 

      • http://profiles.google.com/dimarm Marcos Rodrigues

        Não gostei do texto em si.

    • Rodrigo

      Você deu exemplos de torcida de forma MUITO diferente do que ocorre no futebol tradicional.

      “Djokovic x Nadal”

      Você está torcendo por PESSOAS. Sem mais.

      “Uruguai e Gana”

      Garra e determinação de uma equipe que é a MESMA durante todo o campeonato. Você está torcendo neste momento para o time do Uruguai, da mesma forma que foi naquele jogo? Não. Sem mais.

      É muito difícil justificar a paixão por futebol. Algumas pessoas se identificam com o clube por experiências muito específicas, mas a maioria vai ler este texto e se confrontar com o papelão que faz ao torcer por um time (mesmo que negue para si mesmo isto)

      • http://profiles.google.com/dimarm Marcos Rodrigues

        Um time de futebol não é formado por PESSOAS, devem ser extraterrestres no campo. 

        Escolhas situacionais também não existem, descobri que tudo que aprendi hoje está errado. devo tomar sempre a mesma decisão em todos os momentos, mesmo que o ambiente seja totalmente diferente.

        Eu nunca ouvi uma flamenguista dizer: Eu não sou fluminense, mas hoje eu torci para o fluminense do mesmo jeito que torço para o flamengo. Jamais. Isso é impossível, todos os torcedores de futebol são fanáticos e odeiam os outros times. 

        Eu, que torço para o grêmio nunca comprei uma camisa do Inter e saí de casa com ela. A camisa do Inter que tinha deve ser uma miragem. Nunca fiquei meses e meses sem ver um jogo do meu time ou mesmo saber dos resultados.

        O que eu quero dizer é: Afirmar que todos os torcedores são fanáticos irracionais é besteira, essa é uma ínfima minoria. A maioria dos torcedores é como eu, vê o futebol como uma diversão e não como o propulsor de sua vida. 

        Existem torcedor fanático? Existe. Assim como existe religioso fanático, ateu fanático, linuxista fanático, applemaníaco fanático, regionalista fanático, mas em todos os casos esse fanatismo é uma minoria. A generalização é a coisa mais insana que se pode fazer.

  • Eduardo

    Esse cara fala de futebol como um virgem fala de sexo.

    • Guifochi

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, melhor comparação, se pá é cabação o autor, rs

  • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

    Vá para a Irlanda e assista Celtic x Ranges… volte e escreva outro texto!

    • http://www.facebook.com/leonardofratini Leonardo Fratini

      celtic e rangers é na escócia uhahuahua

      • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

        na trave! huauhauhahuahua!!!
        (eu já devia tá retardado de sono na hora do comentário, mas errei feio do mesmo jeito! haha)

  • Rodrigo

    To achando que os comentários foram trocados de texto, porque parece que eu não li o mesmo texto que a maioria dos comentadores. Talvez não tenha sido o melhor texto do PdH, mas o pior? Nem ruim o texto é, e toca num ponto interessante.

    Só que esse ponto, infelizmente (ou não), é um ponto que atinge muita gente. Me lembrei de um comentario do Gitti em um texto meio antigo em que ele diz algo como: “quando o cara faz X e alguém fala mal de X, algo entorta dentro”.

    Claro que todos nos identificamos com certos grupos. Mas isso não quer dizer que essa identificação não deva ser pensada e questionada. E me parece ser esse o ponto. Quantos já se perguntaram realmente o que os leva a torcer por um time específico, além da auto-referente identificação como seu torcedor?

    “Torço pelo São Paulo.” “Por quê?” “Porque sou São Paulino.”

    E não estamos falando de gostar do esporte futebol, mas sim a identificação com um dos lados. Dizer que há motivos históricos/ideológicos/artísticos é um começo, mas não resolve. Claro que há motivos que levaram alguém a torcer por um time, mas isso não quer dizer que esses motivos não devam ser questionados.

    Dói porque qualquer coisa que pareça com um ataque ao grupo se torna um ataque à identidade do indivíduo. E dói mais ainda porque questionar nossa identificação com um grupo leva a questionar as com outros grupos (como alguém comentou). E ninguém gosta do corolário.

    • Sparky

      Concordo com o Rodrigo, a maioria fica melindrada quando tocam em um ponto que atinge as pessoas. Adorei o (mini) texto do autor, e putz, o cara usa o Jerry Seinfield como embasamento, no mínimo o pessoal deveria parar de se levar tão a sério por causa de algumas pombas de camisas coloridas… Haha.

      E sério, mesmo que fosse para ficar mordido e tomar as dores por causa do texto, nem de longe esse seria o pior texto do PdH. A lista de texto ruins é imensa, tem pelo menos algumas dezenas de posts antes desse para figurar como vergonha alheia do blog.

      • Eduardo

        Ta falando do texto do pixador?

    • Daniel Felipe

      Porque voce ama sua mulher?
      Ninguem racionaliza isso, voce simplesmente acorda um dia sabendo que ama alguem.
      Não tem nem motivo pra se tentar racionalizar.

      Porque alguem faria isso com um time de futebol? É a mesma coisa, paixão não se explica.

      • Rodrigo

        Isso me lembra uma piada:

        —-
        O cara chega no antiquário e vê uma machadinha linda, com a lâmina brilhando e o cabo perfeito. Aí pergunta para o vendedor:

        “De quando é aquela machadinha?”

        O vendedor responde: “Do século 13.”

        O cara se espanta: “Nossa, mas ela está perfeita, como é possível que esteja tão bem conservada tendo 800 anos?”

        E o vendedor diz: “É que eu já troquei o cabo umas 3 vezes e a lâmina 4.”
        —-

        Se o time trocar de nome, você continua torcendo pra ele? E se trocar as cores? E quando você troca os jogadores, os dirigentes, os donos e a sede, o que sobra? História? Ideologia? Quais dessas coisas torna o time que você torce ele mesmo?

        Dizer que “paixão não se explica” é só mais um jeito de dizer “gosto disto e não quero ninguém me questionando”. Você tem o direito de se apegar ao que quiser, mas isso não faz com que os questionamentos deixem de ter validade.

      • Daniel Felipe

        Dizer que ”paixão não se explica” não quer dizer que não quero ser questionado.
        Quer dizer que fórmula racional alguma vai conseguir um dia explicar o amor de um torcedor por seu time.

      • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

        Cara, me dá outro abraço.

      • http://twitter.com/luizagcn Luiza

        Daniel, você acordou um dia e descobriu que era sei lá “São Paulino” (ou seja lá qual seu time)? Não foi bem assim, né? Isso é influência de alguém, digo isso porque nenhum dos meus irmãos é fã de futebol porque meu pai não gosta de futebol.

        Comparar algo que é delineado por questões biológicas e evolutivas como a paixão por alguém com algo cultural é meio forçado. A paixão por futebol pode não ter racionalidade, mas motivo tem!

      • Daniel Felipe

        O empurrão inicial até acontece: Eu sou Vasco, meu pai tambem.
        Minha mãe era Flamenguista doente, integrante de Torcida Organizada e tudo mais.
        Acabei ficando Vascaíno.

        Mas a paixão pelo time não tem como ser explicada…O pontapé inicial de torcer pra um time pode ser explicado, voce se apaixonar por esse time, não.

        Tem gente que simplesmente não gosta de futebol. Até tem um time, pq no Brasil voce tem que torcer pra alguem…Mas não curte, não sente a emoção. 
        Não tem o que eu chamo de paixão.

      • Eduardo

        Não acho que o ato de se apaixonar seja algo biologico e evolutivo. Assim como o futebol aquilo que te atrai e aquilo que você se apaixona e profundamente carregado de motivos culturais. Esse monte de menininhas que ficam se esperneando por um Biber da vida não me parece nada com evolução da especie humana.

      • Marcelo

        Daniel, a paixão não se explica, será? Acho que consigo encontrar algumas explicações razoáveis, principalmente na paixão por um time.
        Só acontece o empurrão inicial? Esse empurrão inicial tem uma
        influência tão grande que a maioria das pessoas que moram em um certo estado se apaixonam pelos times existentes ali, isso sozinho já mostra uma certa lógica na paixão pelo futebol, e só isso na minha opinião já seria o suficiente para mostrar que a paixão tem uma explicação, um pouco difícil de achar, mas bastante lógica.
        Porém vou tentar ir um pouco mais longe. Partindo do princípio anterior o que mais influencia na escolha de um time é a posição geográfica do torcedor(e isso está intimamente ligado a necessidade do ser humano em fazer parte de um grupo). Mas e porque alguém, depois de adulto, quando muda de estado raramente muda de time? Bom isso tem a ver com o valor que a sociedade dá a lealdade em um torcedor e tambémuma ao fato de que quando uma pessoa se envolve muito tempo com um time ela acaba criando um laço com esse time, é como se esse time fosse um ser vivo que participou da história dessa pessoa.
        Portanto, a paixão pelo futebol poderia ser baseada em lealdade e posição geográfica, acredito que só isso já cria uma explicação razoável para a paixão por um certo time de futebol, mas existem mais pontos a serem mencionados. Todavia o que quis mostrar é que a paixão pode ser explicada, é complexo de o fazer, mas existem vários indícios(como mostrei) de que essa explicação seja bastante racional.
        Ps.: Lembrei de uma citação que encaixa também na analogia da paixão pela sua mulher:
        “O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o
        que faz a gente se sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer
        que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria
        mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece. Mesmo assim o amor é só
        resultado de um encontro casual. A maioria das pessoas explora isso
        demais. Nessa base, uma boa foda não é de se desprezar
        inteiramente.” Charles Bukowski.

      • http://twitter.com/luizagcn Luiza

        Vou responder ao Eduardo pra mim, porque não tem como responder diretamente.

        Paixão é evolutivo e biológico porque envolve perpetuação da espécie, feromônios, afinidade genética entre outras milhares de coisas. É algo natural e que todo indivíduo irá sentir. Já paixão por esporte, não! Você pode não ACHAR do seu ponto de vista que é, mas não é o que a ciência diz. O que as meninas sentem pelo Bieber é admiração, não paixão de fato. É algo cultural assim como o futebol. Estávamos falando de pessoas que se conhecem e de paixão de verdade, não de fãs. 

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        “Por que você ama sua mulher?”

        A pergunta é individual. Pessoas se apaixonam pois se identificam com aquilo ou com aquela pessoa. O amor é construído a partir daquela paixão. A gente vê um monte de mulher bonita, se apaixona. Pois aquilo, ao ver, nos gera prazer, excitação, vontade.

        O amor é construído com o tempo. Você se apaixonou, ela te retribuiu a atenção e se apaixonou por você também. Viveram um tempo juntos. Descobriam virtudes e defeitos. Ambos viram que daria certo e se juntaram. Virou amor. 

        Há uma diferença entre amor e paixão. Ambos podem estar inclusos um dentro do outro. Paixão é vontade de estar do lado. Amor é companheirismo.

        Mas se apaixonar por times de futebol é meio que você se apaixonar por 22 homens correndo atrás de uma bola. E é isso que quer? Um poliamor? =B Apaixonar-se por coisas ou idéias muitas vezes não é a melhor coisa. Como colocado, este amor pode virar fanatismo mais facilmente.

      • LuizZamboni

        Ninguém racionaliza isso ? Eu racionalizo sim , aliás, não é que eu racionalize, eu tenho razões de fato para amar as pessoas que amo. tem gente que evita racionalizar para não chegar a idéias pertubadoras sobre o porque realmente gosta.

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Me dá um abraço, cara. 

    • http://www.facebook.com/people/Felipe-Giannella/100001329622375 Felipe Giannella

      Eu particularmente consigo, sim, ver o sentido de torcer para times, eu torço pro São Paulo. Consigo entender a torcida pelo time ou pelo que ele representa. Mas na boa, o foda mesmo é ver pessoas se matando por causa disso. Aí sim, eu não vejo sentido nenhum.

      E na boa, pra mim o Rodrigo matou a pau aqui:”Dói porque qualquer coisa que pareça com um ataque ao grupo se torna um ataque à identidade do indivíduo. E dói mais ainda porque questionar nossa identificação com um grupo leva a questionar as com outros grupos (como alguém comentou). E ninguém gosta do corolário.”Incrível ver como as pessoas ficam PUTAS quando alguém fala que não vê sentido em algo que elas vêm todo o sentido do mundo.

      Foda é que o Bracht tá abrindo um puta questionamento legal aqui, e a galera nem tenta pensar no porquê se importa tanto com o time. Simplesmente, fala um monte pro autor do texto. Não sei se tentando convencê-lo ou a si mesmo de que, enfim, faz sentido se preocupar tanto com o futebol.

    • http://www.cafecomamigos.com.br Cristiano Vieira

       Assim como dói quando alguém nos critica de forma torpe apenas por não compactuar com nossas atitudes, principalmente quando estas atitudes não são ilegais ou imorais. Vide: “Entendeu como vejo os fanáticos por futebol? Basicamente como malucos
      torcendo para um time de pombas usando roupas coloridas. Se isso não é
      caso de hospício, não sei de mais nada.”

  • Padu Villa

    Bom, da pra ver que você não entende muito, digo, NADA de futebol ou qualquer outro esporte que envolva times!

  • http://www.facebook.com/lordtormenta Bruno A Alves

    Você não torce apenas por torcer, é como tomar partido em uma guerra, analisa os pontos e decide de que lado esta seja pela historia seja pela fama seja pela sua familia., O time que você torce diz muito sobre você. É claro que existem todo tipo de torcedor mais o meu tipo é aquele que esta ali não só querendo a vitoria em si, esta ali porque acredita que o time faz parte de algo que você se indentifica e quer fazer parte. Podemos pensar em um cantor/ator que admiramos, quando esse “cara” é premiado vibramos e sentimos que a vitoria também é nossa mesmo que ele tenha ganho um premio por uma musica/papel que não curtimos, mesmo com letras/rostos diferentes ele ainda será nosso ídolo, e se um dia esse “cara” perder aquela essência que nos atraiu de inicio, trocaremos de ídolo. 

    Entendo sua frustração e seu ponto de vista mais acredite, tem time que ainda não é vendido e que você vê a vontade estampada na cara do jogador,e tem gente que torce de uma maneira legal.

    Mais também tem os times que não são times, são apenas mais uma marca.

    OBS “Só achamos que as outras pessoas têm bom senso quando são da nossa opinião.” Se pode mudar de opinião e de time também.

  • http://www.facebook.com/leonardofratini Leonardo Fratini

    Bom, eu sou fanático pelo Grêmio, mas devo dizer que, ao contrário de muitos leitores, não achei o texto ruim. Normalmente, sou bem crítico quanto aos textos do PdH, porém este não me parece ruim.

    Nota-se que o autor não é muito ligado ao esporte, entretanto seus questionamentos são extremamente válidos.
    Eu mesmo, se for analisar, não sei por quê sou gremista, amo esse time, mas o que despertou isso é algo que foge do meu entendimento.Entendo a reação da maioria, visto que é normal armar-se quando vimos o que acreditamos ser atacado.

  • marcelomartins

    A questão é: E DAI?

    E dai que é são apenas cores, ou apenas uma camisa. Se torcer para o Inter é torcer apenas para uma camisa vermelha e um nome, QUE SEJA! Eu amo aquela camisa vermelha e tudo que eu quero é que quem estiver usando ela, não importa quem, vença. VENÇA SEMPRE. E que os que estão de camisas azuis percam, e que vão o fundo do poço, de novo.

    Se alguém me provar que isso é um problema posso pensar no “e dai”, mas vai ser dificil.

  • Arthur Franco Ferreira

    Não achei o texto ruim. Na verdade retrata bem a visão de que não gosta de futebol. Como o Rodrigo falou aí em cima, o problema desse assunto é que envolve opiniões. Assim como qualquer coisa nessa vida há dois tipos de pessoas no que diz respeito a futebol: aqueles que gostam e aqueles que não gostam.

    Aos que gostam, cada um possui seu motivo e sua razão (ou até mesmo o simplório “gosto porque gosto e só”) onde estes quando conversam se entendem muito bem. Aos que não gostam, alguns podem até entender como que funciona essa sensação comparada a outro gosto, mas outros não vão entender de jeito nenhum, porque simplesmente não gostam. E ainda há aqueles que não gostam do esporte e não gostam das pessoas que gostam do esporte, generalizando.

    O autor terminou o texto da seguinte forma:

    “Entendeu como vejo os fanáticos por futebol? Basicamente como malucos torcendo para um time de pombas usando roupas coloridas. Se isso não é caso de hospício, não sei de mais nada.”

    Então, meu caro autor, na opinião dos que entendem de futebol, você não sabe de mais nada. Porém, um louco se acha uma pessoa normal e as pessoas normais é que são loucas para ele. Ou seja, assim como na sua perspectiva você acha que somos malucos torcendo para um time de pombas usando roupas coloridas, para nós, você é um maluco por achar isso.

  • Thiago84

    Compreender a mente humana é como tentar descobrir o que vem depois da morte. Não há racionalidade nenhuma que alcance essas respostas. Como dizem: É que nem cú, cada um tem o seu.

  • Pedrinho Antonelli

    Infeliz esse texto, hein…Então acaba-se com novelas, livros, pq afinal de contas…tbém não existem, né?
    E quem não gosta de música? Tá certo em achar quem se veste de metaleiro e balança a cabeça ao som de guitarra um louco? Concordemos que futebol há muito tempo deixou de ser assunto de opiniões em textos. É uma verdade, é paixão e sim, nos guia!

  • TCA

    Eu achei a analogia que é feita no texto extremamente ruim. Não se torce por cores, tampouco por indivíduos, e sim por instituições. O autor poderia ser mais direto e dizer simplesmente que não gosta de futebol e pronto, ficaria mais honesto (talvez não goste de nenhum esporte coletivo).

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      O mais maluco é que eu não tenho nada contra futebol. Se eu disser “eu odeio futebol”, eu tô mentindo. Eu só não entendo o fanatismo todo, a paixão, o choro, os buzinaços na paulista quando o corinthians ganha (ou quando perde).

      • Mentend

        Você não entende porque não é Corinthiano e não compartilha
        dos sentimentos comuns deles.

        É questão de repertório. Eu gosto de futebol, não torço para Chelsea ou
        Barcelona, mas o último jogo desses dois times foi uma aula de sociologia e
        psicologia, para mim (individuo). Muito mais que pombos correndo atrás de
        migalhas.

        Não acho seu texto ruim e respeito seu ponto de vista sobre o futebol. Mas é
        muito leviano comparar pombos a seres humanos e generalizar torcedores a
        malucos.

  • Pedrinho Antonelli

    papodehomem! Não deixaremos mais quem não entende de futebol, comentar sobre futebol, ok?

  • TZinmi

    “Preciso escrever um polêmico, que gere muitos comentários, mesmo que discordando totalmente da minha opinião. Já sei, vou escrever um sobre como eu não entendo porra nenhuma sobre esporte, comunidade, ideal comum, história, política, amizade, rivalidade, vou escrever sobre futebol! E ainda posso ofender a atendente daquela padaria mequetrefe que eu frequento”

    Ponto, resumo do pensamento do autor dessa pérola do PdH.

    Parabéns, Fábio!

  • Gustavo Esquive

    Achei que o texto dá uma abordagem muito pobre ao que representa o futebol, “a mais importante dentre as coisas menos importantes da vida”. Agora, o que mais me incomoda são alguns comentários criticando o autor do texto; não é porque o cara tem uma opinião diferente da maioria que deve ser atacado. Ataquem o texto, rebatam suas colocações com argumentos que se mostrem mais efetivos do que os dele, mas não fiquem dizendo que o PdH já teve tempos melhores só por não concordarem com a opinião do autor.

  • Vítor Moreira Barreto
    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Que, aliás, foi postado poucas horas depois do meu.

  • Danilo

    Haha, boa comparaçao com as pombas.. penso exatamebte igual

  • TCA

    Boa, TZinmi. Concordo com você. E digo mais: quando é que as pessoas vão se conscientizar de que há três temas sobre os quais não adianta tentar polemizar, sempre será inútil e vão: política, religião e futebol. A sabedoria popular sempre preconizou que essas coisas não se discutem!

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Mesmo? http://papodehomem.com.br/futebol-religiao-politica-e-outros-assuntos-que-a-gente-nao-discute-mas-deveria/ (Texto escrito por um flamenguista.)

      • TCA

        Mesmo, Fabio… já conhecia esse texto. Leio o PdH há muitos anos… Mas, não muda nada. Volto a dizer… tudo o que se discuta sobre esses três temas será SEMPRE inútil e vão… nunca vi ninguém mudar de religião, de time ou de partido (ou dos três rs) por causa de opiniões divergentes em discussões, seja ao vivo, seja pela internet, seja como ou onde for… perda de tempo… vai por mim… palavras ao vento… gosto é gosto, cada um tem o seu e discutir não leva a nada… mas, entendo que esse texto possa ter sido uma estratégia para alavancar “audiência” e gerar comentários…

  • http://www.facebook.com/people/Tiago-Jorge-Machado/100000836066232 Tiago Jorge Machado

    Pois o seu erro (autor do texto) é achar que somos robôs, e tudo em nós deve seguir uma lógica perfeita (pelo menos é a ideia que ficou para mim do texto). Somos movidos a sentimentos, e estes muitas vezes não tem lógica alguma. O esporte é um ótimo exemplo, e se continuar por esse caminho concluirá que quase tudo na vida não é um simples 2+2=4.
    A propósito, texto fraquíssimo.

  • http://www.facebook.com/carlosdill Carlos ‘Dill’ Veloso

    Apesar de entender, discordo do teu ponto de vista, Fabio Bracht.

    Não é só a camisa e as cores. Se pesquisares mais a fundo o motivo das pessoas criarem clubes, verás que ali também estarão presentes ideologias, motivações ou simplesmente uma representação do lugar onde moram.

    Talvez tu tenhas generalizado por causa do fenômeno que aconteceu aqui no Brasil de existirem os times ‘de televisão’.
    Pesquise sobre os seguintes clubes: Celtic e Rangers (ambos escoceses), Athletic Club (também conhecido como Athletic Bilbao, da Espanha), Barcelona (Espanha), Bayern de Munique (Alemanha), e verás que não se trata apenas de cores ou de futebol.

  • Daniel Felipe

    Eu sinto uma certa pena de quem não consegue “curtir” o futebol.

    A emoção de um gol de virada aos 46 do 2º tempo não tem como medir…
    Ver seu time tomar 3 gols no primeiro tempo de uma final e voltar pra uma virada milagrosa, não tem preço.

    Paixão por um time é uma coisa inexplicável. Se você tenta racionalizar, você tá fazendo errado.

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Eu sinto uma certa pena de quem consegue ouvir “Blue Veins”, do Raconteurs, sem se arrepiar e sentir vontade de largar tudo pra ficar praticando guitarra o dia inteiro. 

      http://www.youtube.com/watch?v=3ATQFFwU0_k

      • Dado Teles

        Rapaz, me dei ao trabalho de ouvir “blue veins” para conhecer o tal do Raconteurs…

        Não sinta uma certa pena de mim… sinta muita pena! É perigoso eu sentir vontade de largar tudo mesmo, inclusive de tocar guitarra. Fui pesquisar e vi que o tal do Jack White faz parte do projeto… então tá explicado.

      • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

        Cara, meio que não entendi. Tu gostou MUITO ou não gostou NADA? :P

      • Dado Teles

        Absolutamente nada…

    • http://www.facebook.com/people/Diogo-Cordeiro-da-Silva/100001288867438 Diogo Cordeiro da Silva

      Para quem ama música como parece ser o caso do autor desse texto, algo imaterial e totalmente sentimental, é até estranho fazer uma critica dessa a quem ama um time, seja de qual esporte for. 

  • http://www.facebook.com/nvieirafelipe Felipe Nunes Vieira

    “Ao torcedor, parece não interessar, no fundo, ganhar ou perder. O que conta é o sofrimento. Não se trata de um homem a serviço de um sonho, ideal ou missão. É um homem a serviço da paixão. Um prisioneiro.”
    João Antônio

    • http://www.facebook.com/caducbraga Carlos Eduardo Correa Braga

      Perfeito.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001516544153 Rafael Ribeiro Rocha

    Bom texto, Seinfeld gênio, mas fica o detalhe de que nos Estados Unidos os times realmente podem mudar de cidade, aqui seria um absurdo imaginar o Flamengo mudando para São Paulo, por exemplo. “Das coisas menos importantes da vida, o futebol é a mais importante delas”. Não lembro quem foi o autor dessa frase, mas ela resume tudo.

    • TZinmi

      A frase é do Nelson Rodrigues, fanático torcedor do Fluminense e um dos escritores mais fodas.

      Quanto a um time mudar de cidade, realmente lá nos EUA isso é bem comum, hoje em dia cada vez menos, os Los Angeles Lakers era de Minneapolis, mas ninguém lembra mais disso. No Brasil o Grêmio Barueri mudou-se para Presidente Prudente, e agora voltou pra Barueri. Business, meu caro, business… 

      • Liordino Neto

        Eu já ia falar do “Grêmio Itinerante” também, hehe.
        E é verdade, essa frase do Nelson Rodrigues da uma resumida em tudo mermo.

  • Bob LTC

    Puts…
    Você falou muita besteira meu brother
    Olha vocês daqui se acham os maiorais que sabem de tudo mas alguns não sabem de nada
    Sinceramente você defecou pelo teclado

  • Jack Holland

    Achei o texto excelente e concordo totalmente com o autor.
    Aliás, não tem coisa mais ridícula do que um bando de caras brigando e discutindo por causa de time, defendendo com unhas e dentes jogadores que ganham milhões, vão pro time que paga mais, e estão pouco se fodendo pro torcedor.
    Quando ouço falar de um cara fanático por futebol (tirando aqueles que estão ligados ao esporte profissionalmente), já me vem na cabeça, via de regra, aquele brasileirinho típico, sem objetivo nenhum na vida, sem nenhum destaque, acomodado, geralmente pançudo, frustrado, com a vida tão sem graça e sem sentido, que só lhe resta juntar suas últimas energias pra torcer pra que um bando de caras vença algumas coisas por ele; assim, ele pode se sentir vitorioso por alguma coisa também, sentir que conquistou algo também e se sentir superior e especial por alguns momentos.
    O dia em que meu humor se alterar por causa de time, mandando os outros chuparem por que o meu ganhou ou ficando putinho porque perdeu, podem me jogar numa vala porque minha vida já acabou.
    Não é à toa que os caras mais bem sucedidos que conheço, mais inteligentes, que mais admiro, estão tão ocupados curtindo a vida e usufruindo de suas próprias conquistas, que nem tem tempo pra se preocupar ou ficar se projetando em cima das conquistas dos outros (no caso, jogadores).
    Gosta de futebol? Então largue o chopp, os salgadinhos, tire a pança gorda do sofá, junte seus amigos e vá você mesmo jogar!

    • TZinmi

      Não devia, mas vou responder: quanto preconceito no seu coração!

      Com raras exceções – você por exemplo – todo mundo torce por um time, seja ele de futebol, de basquete, hóquei, futebol americano, críquete, pólo, beisebol, etc, e sabe por que? Porque faz bem, une as pessoas, distrai, ensina.

      Claro que tem os torcedores chatos, daqueles que brigam, matam e parecem não ter vida fora da torcida, mas esses são a minoria, mas também tem o chato que é de determinado partido político, o chato de determinada religião, o chato que não come isso ou aquilo, o chato que torce por uma marca de celular e xinga a outra, mas são todos minorias, pois  o restante da população mundial é normal e não é chata.

      O Lula é um torcedor fanático, gosta de uma birita, de comer churrasco, tem uma pança gorda e mesmo assim foi presidente do país com a maior economia da América Latina e do Hemisfério Sul e do sexto PIB mundial, então, tome cuidado em falar mal dos gordinhos cachaceiros, um deles pode ser seu chefe e você pode não ter opção quanto a isso. Em tempo, não sou petista, nem votei na Dilma.

      • Jack Holland

        TZinmi, eu até tenho um time “do coração”. Mas te confesso que não acompanho e nem sei nem o nome de um jogador sequer.
        Quando eu penso no tanto de tempo que eu vou ter que ficar sentado assistindo jogos, surge tanta coisa que é mais prioridade pra mim que sequer sobra tempo pra isso. Enquanto passa um jogo de futebol, posso: ir puxar um ferro, ir andar de bike, assistir a um bom filme, estudar alguma matéria da faculdade, dar uma lavada no meu carro, jogar videogame, sair pra tomar uma ou comer uma carne com os amigos (em um bar SEM televisão), buscar a namorada pra um sexo selvagem, etc, etc…
        O tempo é igual pra todos, se pra eu acompanhar campeonatos de futebol eu preciso realmente não ter absolutamente nada pra fazer, eu também posso concluir que quem acompanha de fato não tem nada melhor pra fazer.
        Quanto ao Lula, este infame exemplo, levanto algumas questões: será que ele é realmente tão fanático assim pelo time como dizem? Será que ele realmente o defendia com unhas e dentes, entrando em discussões calorosas? Será que ele realmente ficava puto ou chorava quando o time perdia? Alguém viveu junto com ele e fez um documentário pra comprovar tudo isso? Ou será que todo esse “fanatismo” não passa de uma imagem propagada por ele e pela mídia para se aproximar e se identificar com o povo brasileiro? Será que se, ao invés disso, ele passasse uma imagem de cara sério e culto, teria essa simpatia toda? Pensem nisso…

      • Daniel Felipe

        Olha aí o seu erro.
        VOCÊ acha perda de tempo. 
        Quem gosta não acha perda de tempo.

        VOCÊ ta falando do SEU gosto como verdade absoluta. O que VOCÊ gosta deveria ser a coisa mais legal pra todo mundo.
        Mas não é assim que o mundo funciona. Eu assisto futebol e jogo meu videogame ao mesmo tempo.
        Talvez pra voce seja uma dupla perda de tempo. Mas eu não acho.
        Você diz fazer uma coisa que eu acho perda de tempo: Lavar carro.

        Quem tá certo? Ninguem, é gosto pessoal…

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Se era pra concordar assim, cara, melhor que não concordasse. 

      Pronto pra resposta do TZinmi. Não precisa ser preconceituoso assim pra questionar o fanatismo por futebol. Nem todo torcedor é isso que tu descreveu.

      Aliás, o próprio Fred Fagundes, de quem eu tenho a honra de trabalhar na mesma mesa, é um torcedor fanático, com direito a ritual antes dos jogos, e nem por isso deixa de ser um cara que eu admiro pra caralho. 

      Por outros motivos, claro. Mas admiro. :P

      • Jack Holland

        Daniel Felipe

        Vale lembrar que minha opinião se dirigia ao perfil de torcedor muito bem descrito pelo TZinmi (chatos, daqueles que brigam, matam e parecem não ter vida fora da torcida). Contenha-se para não confundir as coisas e acabar contestando o que eu não disse.

        Se vc estiver dentro deste perfil e acha que isto vai te agregar alguma coisa, te levar a algum lugar, etc. beleza, está no seu direito. Não ajudando a espancar algum parente meu por aí que torça por uma “cor” diferente da sua, estamos acertados.

        Quanto a lavar o carro, além de terapêutico, penso que higiene é sempre bom, ainda mais em um local no qual passamos boa parte das nossas vidas =). Abraço.

      • Jack Holland

        Fabio Bracht

        “Não precisa ser preconceituoso assim pra questionar o fanatismo por futebol. Nem todo torcedor é isso que tu descreveu.”

        Apesar de, reconheço, ter parecido, não foi minha intenção generalizar. Sei que existem exceções. Que confirmam a regra, aliás =D

        Abraço.

    • http://shotsarge.blogspot.com Marcio Sarge

      Gosta de um determinada roupa? Vá você mesmo fazer. Filme? Vá você mesmo fazer. Perfume, relógio, celular? Vá você mesmo fazer? Gostar de um bom ator em uma peça? Pra que, faça você mesmo.

      Seu preconceito beira a misantropia.

      • Jack Holland

        Que comparações mais sem noção cara. Ok, uma roupa me protege do frio e me impede de ser preso por atentado ao pudor; um filme me traz conhecimento e cultura; um perfume me deixa mais apresentável e ganho pontos na sedução; um relógio me dá as horas e complementa o visual. Agora, o meu time ganhar ou perder agrega o que na minha vida? Se eu ficar acompanhando meu time e assistindo todos os jogos, vou evoluir como pessoa? Que benefício eu tive?

        Não é questão de preconceito; trata-se apenas de um ranking pessoal meu da importância de atividades conforme o benefício que me trazem. Mesmo com a mente mais aberta possível, ninguém me provou qual é o benefício que fanatismo por futebol (ou qualquer outro esporte) traz; consequentemente essa atividade/comportamento está em último lugar na minha lista, o que me leva a conclusão lógica de que os indivíduos que dedicam seu precioso tempo a isso não são lá muito valorosos e dignos de ser levados a sério. Embora isso facilmente seja observado na prática, enquanto não há um estudo comprovando isso, é apenas minha opinião. Por favor, não se sinta ofendido. Abraços.

    • Liordino Neto

      Mas os jogadores que tão la hoje nos times vieram de algum lugar né? De repente resolveram eles mesmos fazerem, mas o amor que alguém tem pelo futebol num é necessariamente reciproco sempre né? Se é que me entende, hehe.

  • C.H.

    Olha… Esse post deveria ter sido pensado 10x antes de ter sido publicado… Textos desse tipo afasta até potênciais mecenas… Fica a dica.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      C.H., não publicar textos por conta de receio de afastar Mecenas seria afastar o próprio PdH de sua essência.

  • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

    Muito bom o texto e engraçado! Mas se meu CORINTHIANS ganhar a Libertadores será o fim de toda e qualquer discussão que existe no mundo sobre futebol.

    Recomendo:

    http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?isbn=8571108390

    • Rodrigo Cambiaghi

      Não torço pro Corinthians mas torço pra ele ganhar a Libertadores, piadas envolvendo Corinthians e Libertadores estão mais manjadas que os imitadores de Silvio Santos tentando ser engraçados.

    • Rodrigo Cambiaghi

      Não torço pro Corinthians mas torço pra ele ganhar a Libertadores, piadas envolvendo Corinthians e Libertadores estão mais manjadas que os imitadores de Silvio Santos tentando ser engraçados.

  • http://tenholaminhasduvidas.blogspot.com/ Marcelle Gália

    Putz, Fabio! Mandou muito mal desde o comentário sobre a atendente. Falar sobre a guria não contribuiu com nada no texto. Se não fosse assinado por vc, se confundiria facilmente com uma publicação do Leão Lobo. Papo de maricota. 

    Eu torço pro Corinthians há uns 6 anos, e nunca escolhi o Corinthians. Um belo dia me peguei sem conseguir sair da frente da TV, admirando jogadas e dando esporro, do sofá de casa, em jogadores que jamais me ouviriam; mesmo que o meu time às vezes fique mal das pernas rs, não vou atrás de outro. É como um namorado: há uma infinidade de “pessoas certas” por aí, mas eu quero investir em apenas uma.
    Se o jogador troca de time a todo instante, são apenas negócios. Caso de amor não se explica. 

    ps: não faz muito tempo que você mesmo escreveu um texto falando sobre sentir com uma música a mesma sensação que sente com uma garota. Cada louco com a sua mania.

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      “ps: não faz muito tempo que você mesmo escreveu um texto falando sobre sentir com uma música a mesma sensação que sente com uma garota. Cada louco com a sua mania.”

      EXATO! :)

      Foi o que comentei em resposta ao Daniel Felipe há poucos minutos. 

      Adoraria ler um texto chamado “Não entendo quem se emociona ouvindo música”.

      • http://tenholaminhasduvidas.blogspot.com/ Marcelle Gália

        Mas eu entendo rs
        Esse trecho foi uma observação. Jamais uma crítica. Loucuras são colecionáveis e vêm em vários tamanhos. Beijos!

      • http://www.facebook.com/people/Ailton-Junior/100001596649421 Ailton Junior

        Até poderia escrever um texto chamado “Não entendo quem se emociona ouvindo música”, mas ele não faria nenhum sentido pra mim, da mesma forma que esse seu também não faz.

        Não questiono o fato de você não gostar de futebol, só acho que tem mais do que simplesmente “torcer pra um bando de pomba brigando por uma migalha”. Já comentaram aí alguns exemplos de times que tem causas políticas e históricas. Espero que você de uma pesquisada sobre eles, principalmente o St. Pauli, da Alemanha. Não espero que mude radicalmente sua opinião, mas talvez você entenda o que nós estamos querendo dizer. Isso se aplica a qualquer esporte, não só ao futebol.

        O “Miracle on Ice”, como ficou conhecido, onde o time de Hockey amador dos EUA bateu a favorita URSS em plena Guerra Fria, nas olimpíadas de inverno de 1980 e o caso dos atletas negros americanos que, após ganharem as medalhas de ouro e bronze numa disputa, nas olimpíadas de 1968, fizeram a saudação dos Panteras Negras, em protesto à segregação racial, são alguns exemplos de que um evento esportivo pode transcender a barreira do esporte e conter causas muito maiores.Divaguei um pouco, afinal, o tema do texto é o futebol. E, em se tratando de futebol, talvez seja somente meu fanatismo falando. Da mesma forma que eu fico puto quando alguém me fala que Pink Floyd é um lixo, que é música pra dormir, ou como posso mudar de opinião sobre certa pessoa, somente pelo fato de ela gostar ou não de um certo filme. Loucura? Talvez.A propósito, The Raconteurs é do caralho!

  • Spy vc Spy

    Não vejo muito por esse lado Fábio, como disse nosso caríssimo TZinmi: todo mundo torce por um time, seja ele de futebol, de basquete, hóquei,
    futebol americano, críquete, pólo, beisebol, etc, e sabe por que? Porque
    faz bem, une as pessoas, distrai, ensina.
    Qual o seu time nesse caso? Deve ser o time da música. Ou de alguma banda e nesse caso, seriam as ‘cores do seu time’.
    Como vc fica quando vê restart tocando, banda cine entre outras. Visto que seu gosto por música parece ser bem crítico.
    É questão de gosto, ponto de vista e essas coisas. Não que faça diferença na sua vida (e nem deve fazer mesmo) mas já inverteu os lados? Já parou pra pensar que as pessoas podem te ver como um maluco, fanático por determinado estilo de música, banda ou instrumento?
    Pra mim vc é o mesmo torcedor de futebol só que por música ou bandas sei lá. Com certeza vc é fanático por alguma coisa (acho q todos somos), então, se enquadra no que vc mesmo disse.
    E sim, vc fala de futebol como um virgem fala de sexo. N entende nada hahahaha.

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Hhahahh, se eu entendesse, talvez eu não conseguiria escrever esse texto. Talvez eu fosse um torcedor. :P

      Mas, cara, sobre a comparação entre as paixões do futebol e da música, eu não sei… entendo o raciocínio, a analogia proposta, mas questiono a validade. Acho que são coisas muito diferentes para serem comparadas. Música é a mais universal das artes. Futebol é um esporte que mal é conhecido em alguns lugares do mundo.

  • Katz

    Título polêmico, questionamento válido, desenvolvimento frouxo, analogia com os pombos patética, conclusão pueril.

  • Vinicius Lima Santos

    Só acho que antes de se fazer um texto falando de determinada coisa é preciso ter alguma noção do que se esta falando. O problema do texto foi generalizar tudo e definir todo mundo como ” Louco ” sem analisar que existem coisas que vão alem de ” camisetas coloridas “, apenas por que você não se sente assim não quer dizer que você não possa se aprofundar um pouco mais no assunto e entender quem sente.

  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    Um pouco mais de abertura pra todos, por favor.

    Sou torcedor *ferrenho* do Cruzeiro, mas consigo entender o ponto de vista do Fabio – apesar de não compartilhar da visão.

    Para os fanáticos que falam que futebol não é escolha e não se explica, pego um trecho do comentário do Tzini:”esporte, comunidade, ideal comum, história, política, amizade, rivalidade”

    Futebol se explica sim, pelos fatores acima e tantos outros. Sociologia, antropologia, psicologia, neurociência. Tudo isso perpassa o amor – seja por músicas, mulheres ou esportes.

    • Dado Teles

      Pensei em comentar algo, mas depois que li o seu post, desisti. Falou tudo, GNV.

    • http://tenholaminhasduvidas.blogspot.com/ Marcelle Gália

      Guilherme, não é um exagero chamar o comentarista de fanático só por que ele considera a paixão pelo futebol algo sem explicação? Pode ser que haja uma, como você mesmo citou, mas talvez o anseio maior dos leitores seja por rebater a ridicularização do torcedor criada pelo autor do texto. 
      A crítica instiga a defesa (que, dizem, em sua melhor forma é o ataque), não a racionalizar a situação.Talvez, se fosse melhor argumentada, resultasse em um feedback mais construtivo.

    • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

      ganhou um curtir por ter citado o CRUZEIRÃO!

  • Rodrigo Cambiaghi

    Eu não gosto de Futebol e nunca gostei.
    Não faz sentido pra mim ficar feliz ou triste pelo resultado do time, se na prática a minha vida não muda em nada.
    Meu time ganhou o campeonato? O Brasil foi campeão?

    Foda-se, meus problemas não vão se resolver, o trânsito vai continuar, meu saldo bancário não vai aumentar e no final do mês vou ter que pagar aquela maldita parcela no banco. 

    Mas entendo sim, que paixão pelo time é de fato uma paixão como outra qualquer: incondicional, irracional e não há diabo que consiga fazer você mudar de idéia.

    Convencer um torcedor de que futebol é burrice, é a mesma coisa que convencer um católico de que religião não serve pra nada. 

    A reação dos caras ao serem criticados por gostarem de futebol, é semelhante a daquele cara que fica puto quando dizem que a mulher que ele está apaixonado é uma vagabunda. 

    Ele fica puto, as vezes ele nem tem razão, mas com certeza ele tem paixão.

  • Marcelo Caetano

    Bom o texto,mas discordo quando se fala em loucura. Não é loucura,é amor INCONDICIONAL,são coisas diferentes. A mulher que você amava te trai com seu melhor amigo e,no divórcio,leva metade de seus bens. Você passa a nutrir um ódio mortal pela fulana. Time não. Mesmo que seja rebaixado,perca pros times mais insignificantes,seja goleado pelo maior rival,você nunca deixa de amar. É aquela coisa: “ame seu time quando ele menos merecer,pois é aí que ele mais precisa de você”.

    Nasci em Salvador,numa família totalmente rubro-negra. Aqui em casa,todo mundo torce ou pelo menos tem simpatia pelo Vitória. Ninguém questionou se eu queria ser rubro-negro,simplesmente me empurraram uma roubinha de bebê do Leão antes mesmo que eu me entendesse como gente. E me ensinaram também que tão bom quanto ver o Vitória ganhar,é ver o Bahia perder. Quando eu passava na frente da sede de praia do Bahia,fechava os olhos. Minha mãe dizia que eu ficaria cego se olhasse para aquele escudo horroroso (palavras dela). E futebol é isso,é paixão sem razão,é rivalidade (não inimizade,por favor),é amar seu independente da situação em que ele se encontre.

  • http://twitter.com/luizagcn Luiza

    A quantidade de raivosos demonstra o fanatismo. Se você gosta de futebol problema é seu, ninguém que fazer você parar de ver futebol. O que o texto propõe é uma reflexão sobre o que de fato você ama. Se não são os jogadores, o técnico o que é? Todo ritual do futebol é muito irracional, nem por isso deve ser abandonado. 

    Agora, tá um saco ler os comentários dos coxinhas nos textos do PdH. Se o texto mostra fotos de mulheres que não são padrão de beleza “credo, pior texto”, se fala sobre pelos corporais “credo, mostra pedofilia também”, se o texto fala mal de futebol “pior texto”. Sério, vocês ainda não entenderam que a proposta do PdH é justamente tentar propor questionamentos e visões diferentes do que é comum? Imagina um texto falando bem de futebol num site masculino… ia ser legal mas sem graça. Se você não gosta de se questionar, se não gosta de mudar de ideias, se não gosta de ter sua opinião contrariada fique apenas com os seus semelhantes e procure outro site. Criticar opinião alheia com “que bosta” me lembra coisa de menininho mimado.

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Luiza, me dá um abraço.

    • http://shotsarge.blogspot.com Marcio Sarge

      Falo por mim. Adoro contra pontos, simplesmente porque isso é uma ótima forma de aprender, no contra ponto posso perceber que estou errado ou que tenho uma visão parcial de alguma coisa e melhorar.

      Mas esse negocio de melhorar no contra ponto só funciona com uma boa argumentação, com um alto nivel na discussão, mas do jeito que foi escrito mais parece choradeira de quem não gosta, não tem profundidade, nenhum argumento forte que te leve a pensar sobre a paixão futebol.

      Se for pra ser assim é válido usar sua frase no contrário: ” Se você não gosta de futebol problema é seu, ninguém que fazer você começar a ver futebol”. Mas ai perdemos todos.

      • http://twitter.com/luizagcn Luiza

        Não parece coisa de quem não gosta, é coisa de quem não gosta e nem por isso deixa de ter profundidade. Nenhum argumento forte? Poxa, as pessoas brigam por causa de um bando de homens que correm atrás de uma bola. Futebol é muito simples e não precisa de um questionamento aprofundado. Vocês que são fãs do jogo que gostam de mistificar e achar que é algo surreal “que se nasce assim”. As pessoas falam sério quando acham que nasceram torcendo por um time. Acho que não precisa ir muito longe pra rebater um argumento de ‘nascer torcendo’.

        Não usei a frase no sentido de encerrar a discussão, usei no sentido de que a questão não é fazer você deixar de gostar de futebol, mas sim discutir o porque.

        Afinal, alguém que gosta de futebol faria esse questionamento? Não! São tão cegos que sequer iriam pensar nisso. Porque pra quem ama futebol, ele é algo quase sobrenatural.

        Estou vendo as pessoas reclamarem do texto, mas até agora ninguém apontou algo e disse “não é isso, é desse jeito”, só dizem vagamente “não está bom, é fraco”. Mas o que? Parece pura discordância e falta de flexibilidade na hora de questionar.

        A verdade é que a ‘paixão’ por futebol é algo irracional. E quando disse ‘problema é seu’, não foi ‘foda-se’ foi tipo ‘se te faz bem, vai em frente’, mas isso não impede ninguém de se questionar. Os argumentos dele são muito válidos sim para todos que não gostam de futebol, é uma visão de longe e talvez mais ampla do que de quem gosta. Coloca um papel grudado na sua cara e tenta ler algo. Você não vai conseguir, na vida é assim, às vezes a gente tem que se afastar pra ver o que de fato acontece.

        Volto a dizer, concordo com o texto nem por isso acho que ninguém deva deixar de gostar de futebol. Se te faz bem, se joga! 

      • Liordino Neto

        Eu acho que quem chega ao ponto de brigar, matar e morrer por causa disso tá realmente indo muito além da conta. E enfim, falando por mim, digo que quando agente fala que “nasceu assim”, como eu falei em outro comentário, agente não quer dizer que veio no nosso sangue MESMO… é tudo força de expressão, entende? Igual a quando você falou “problema é seu” e quis dizer “se te faz bem, vai em frente” ao invés de “foda-se” (e perdoe-me se interpretei errado, mas eu admito que é muito mais fácil interpretar como um “foda-se” mesmo, e eu interpretaria assim se tivesse lido o seu outro comentário antes… penso que essa questão de interpretação é responsabilidade tanto do emissor quanto do receptor, mas enfim, isso é outro assunto).

        Também acho que que o questionamento é altamente válido, e apesar de ser doente pelo Palmeiras (meu sangue é verde! auheuhahe) gostei do texto e concordo com boa parte dos questionamentos, apesar de ter achado a comparação superficial.

        Quanto a história do papel na cara, eu acho que as vezes da sim pra ter uma visão mais ampla se o papel estiver mais longe que isso, mas não da pra assumir isso sempre. Creio que as visões de quem ta de dentro e de quem ta de fora são complementares na verdade, talvez a de quem ta de fora sendo mais ampla e mais racional, mas cabe também entender a visão de quem ta de dentro, afinal ninguém ta sentindo o que sente a toa. Claro, tudo dentro do respeito e de bons argumentos né.

        No fim das contas essa parada toda evoca em quem gosta de verdade sensações que, sei lá, de repente uma música ou um espetáculo do Cirque du Soleil evocaria em você, só que como cada um é diferente, cada um reage diferente a todo tipo de coisa. Eu mesmo me arrepio quando um vejo um jogador dando tudo de si em campo pelo time que eu torço, assim como me arrepio quando um vocalista ou guitarrista faz a mesma coisa num palco com uma música que gosto, seja ele o suprassumo da técnica ou não. E diferente do que já comentaram ai, da sim pra aprender, e muito, com o futebol, as lições que tirei de cada Palmeiras que vi jogar não foram poucas, e além de tudo ainda tem jogadores em quem eu me espelho de verdade, não só como atleta, mas como pessoa (pelo menos como a pessoa que enxergo). E enfim, nada disso muda o fato de que é só um jogo, e é mesmo o circo do “pão e circo”, mas diversão num faz mal não né? hehe

      • http://twitter.com/luizagcn Luiza

        Liordino, concordo que o autor também tem que se fazer entender e creio que tenha deixado claro que não era um foda-se quando disse no mesmo trecho “ninguém quer fazer você parar de ver futebol. O que o texto propõe é uma reflexão sobre o que de fato você ama. Se não são os jogadores, o técnico o que é? Todo ritual do futebol é muito irracional,  nem por isso deve ser abandonado”

        Enfim, essa é outra discussão.

        Quanto ao nasce do jeito, sei que tem gente que fala como apenas no sentido figurativo, mas tem cara que realmente leva a sério. Pode ver que teve um cara que comentou “nasci assim e ponto”, como se esse fosse o argumento final.

        Quanto ao papel e distanciamento, creio que caiba nesse contexto. Ora, uma pomba brigando por uma migalha é uma correlação com o futebol. Aliás tem caras que ganham muito dinheiro com brigas de galo, o que se parece ainda mais com a situação hipotética e retrata o mesmo tipo de coisa, uma torcido fervorosa.

        Eu sou contra fanatismo de todo tipo. Nunca colecionei fotos do ‘gato da novela’ porque achava idiota me acabar de gostar de um cara que nem sabia que eu existia, assim como acho idiota gente sofrer por um time. Nem por isso proibiria minha filha (futura, pois não tenho) de ser muito fã de alguém e nem abro a boca pra falar “ah” quando meu namorado quer ver futebol. Eu tenho meus lazeres e ele tem o direito de ter os dele.

        Não acho errado gostar de futebol, é cultural, une pessoas, diverte. É pão e circo? Depende. Se cara for um idiota pode ser, mas a origem do problema é a ignorância não o futebol em si. O que eu estou criticando é a galera falar mal do texto só porque não é o que eles concordam. Porque viram um retrato de si torcendo… mas pelo que mesmo? Você se emociona vendo um jogador? Eu quando vejo um jogador só imagino ele ali por dinheiro, nada mais. Jogador que torce pra um time e joga em outro. Teve um tempo que o jogador era do time, era eternizado pela torcida, tinha paixão pelo jogo, pela camisa. Agora futebol virou só um meio de ganhar dinheiro.

        O texto era só pra ser engraçado. Acho muito válido um comentário do tipo “pode crer, somos meio assim mesmo. Mas futebol é algo que só quem gosta entende”. Não preciso entender sua paixão, a única proposta do texto é mostrar uma outra visão. Só! Sem querer mudar o mundo

        Vou deixar uma imagem que retrata bem o porque da minha aversão ao futebol. Não são nem os torcedores, é o ‘futebol’ em si.

      • Liordino Neto

        Ha, perdoe-me, como não li o texto todo acabei interpretando errado mesmo a questão do “foda-se”, Luiza. Falha minha. =P

        Agora ce falou um bocado de coisa que eu concordo. Também acho que tem gente que é doida e leva essas coisas ao extremo, e também acho que fanatismo demais em qualquer coisa não é legal. A comparação com brigas de galo acho que se perde um pouco no sentido de que normalmente quando se está ali torcendo numa briga de galo você está apostando dinheiro também, o que na maioria esmagadora dos casos não é o caso no futebol (ainda que exista bastante), mas realmente tem o lado da torcida eufórica.

        E concordo plenamente também que a origem do problema é a ignorância e não o futebol em si. E bom, eu me emociono sim, não nego que as vezes me emociono só pra desiludir depois, mas também me emociono sem que haja qualquer desilusão. Mas realmente tem a grana correndo solta ali, até por que não deixa de ser um business né, agora dizer que todos os jogadores de futebol estão ali só por isso acho exagero (apesar de concordar que é difícil tirar da cabeça a idéia de que a maioria ta ali muito mais por isso mesmo). E no fim das contas o jogador de futebol, apesar da paixão do torcedor, é um profissional, e deve procurar o melhor pra ele dentro de uma carreira tão curta, né. E te digo mais, esses jogadores que ganham rios de dinheiro (comparando com o que nós, “simples mortais”, ganhamos) são uma minoria, pois pra cada time dito grande que vemos por ai tem uma cacetada de time pequeno pagando salário mínimo pra jogador (que não raro cobre o resto do que tem que pagar com outro emprego), mas esses ficam “escondidos” nas séries Cs da vida.

        E a imagem realmente é bem verdade em um bocado de casos. =/

  • http://www.facebook.com/people/Ailton-Junior/100001596649421 Ailton Junior

    Falaram sobre Celtics x Rangers aí em cima. Pesquise também também sobre o St. Pauli, da Alemanha.
    Em tempo, sacanagem o que fizeram com o meu Santos ontem. Tá certo que o time é semi-profissional e o Santos deveria ter jogado pra ganhar, mas jogar a 4 mil metros do nível do mar e ainda ficar tomando pedrada ou seja lá o que for da torcida adversária é foda. Todo ano a mesma coisa e a Conmebol não faz nada. 

    Mas na Vila a gente ganha com sobra. Rumo ao TETRA!

    • Daniel Felipe

      Libertadores é Libertadores, e vice-versa.

      • http://www.facebook.com/people/Ailton-Junior/100001596649421 Ailton Junior

        Concordo. Apesar de sempre ficar puto, reclamar, xingar, acho que a Libertadores perderia um pouco da magia sem esses componentes.

      • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

        velho, teve um jogo que quebraram a perna do Adilson Batista (na época, no Cruzeirão). tinha menos de um minuto que ele tava em campo. não foi falta!

    • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

      Bem observado Ailton, ótimo comentário, tem vários exemplos de religião e política agindo sobre a paixão no futebol. Não vou curtir seu comentário porque você torce pro “Santos” (olha o nome do seu time), assim como poderia torcer pro “São Paulo”…heheh.

      Se existisse um time chamado “Santo Antônio” seria a maior torcida feminina!

      • http://www.facebook.com/people/Ailton-Junior/100001596649421 Ailton Junior

        Mas o Santos se chama Santos por causa da cidade. O porquê de a cidade ter esse nome eu realmente não sei. Mas diferente de outros times, como o São Paulo que tem como mascote um velho de vestido e a relação do corinthians com São Jorge, nós não temos ligação com nenhum santo, “graças a Deus.” Haha.

  • thiagones80

    Olha só… eu odeio fanatismo ignorante, violento. A ponto de pessoas resolverem sair na mão por causa de qualquer coisa… Mas isso não é algo só relacionado a futebol. Um ignorante fanático vai fazer por qualquer coisa… religião, futebol, politica, sexo. Enfim.

    Mas seu texto não está abordando esse tipo… está abordando alguém que gosta de um time de futebol. E é impossivel discutir o que é futebol com você, porque você está fazendo uma analogia sobre pombas correndo atrás de uma migalha.

    Ao fazer isso, você simplesmente ignora tática, técnica, raça, paixão, vontade. Ciência. SIM, ciência.
    E ai o texto perde sentido… perde a essência, porque se não há entendimento sobre o assunto, obviamente não há explicação que vá lhe convencer.

    Não é porque um gênio da comédia concorda, que isso está certo. 

    Quanto a moçinha que ficou feliz pelo gol do São Paulo…. você conhece a vida dela? Sabe de onde ela vem, sabe se por acaso aquele momento que o São Paulo fez o gol pode ter sido um dos únicos momentos que ela pode ficar feliz no dia?

    Futebol, como uma seleção ganhar a copa do mundo, me gerou belas imagens de duas familias que SEQUER se conheciam se abraçar no MEIO da rua…. e uma delas estava num SUV importado.. a outra familia estava num velho monza. isso é lindo… e isso que importa… viver para gostar de algo… se apaixonar por algo que faz a gente feliz… só isso…….assim como música.

  • http://www.baixinhoinvocado.blogspot.com Wagner Villa Verde

    Pooooo levei um tempão para ler todos os comentários. EHHHHHH … o Fábio mexeu mesmo com a paixão nacional !! Mas olha só … o próprio nome diz tudo !! PAIXÃO !!
    NO dicionário : sf (lat passione) 1 Sentimento forte, como o amor, o ódio etc. 2 Movimento impetuoso da alma para o bem ou para o mal. 3 Mais comumente paixão designa amor, atração de um sexo pelo outro. 4 Gosto muito vivo, acentuada predileção por alguma coisa. 5 A coisa, o objeto dessa predileção. 6 Parcialidade, prevenção pró ou contra alguma coisa. 7 Desgosto, mágoa, sofrimento prolongado.Como podem perceber … a paixão é uma predileção, uma parcialidade e como todo sentimento FORTE, não necessita de muitas explicações. A Fábio não foi atingido por essa paixão … ponto. Eu lamento, pois adoro o futebol, tenho paixão pelo meu time. Mas o texto é pertinente … nossa paixão não precisa ser racional … e eu até prefiro que não seja … assim fica muito mais fácil torcer !!!Só tem uma coisa que quero ressaltar … não é pq vc não compartilha da mesma paixão, que pode se achar no direito de criticar !! O texto poderia ter sido mais questionador e menos crítico !!

  • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

    Acho o texto válido, mas é pobre de experiência.

    Não gosto de futebol. Tenho um time só para ter amigos e leio as noticias sobre ele só para poder conversar com os outros, caráter social mesmo. Não acompanho e estou pouco ligando para quem ganha ou quem perde. 

    Acredito que podemos criticar absolutamente qualquer experiência, e ainda dar opiniões com muito sentido que favoreçam nossa visão. Mas tudo isso tira a paixão, aquilo que não podemos medir nem racionalizar. Seria como eu escrever aquele texto sobre o transito sem nunca ter dirigido. 

    Quer falar com propriedade sobre isso?

    Escolha um time.
    Comece a ver os jogos e torcer por ele. Vá aos estádios com outros torcedores do mesmo time e participe de festas da torcida. Leia e pesquise sobre a história do time e sobre o que ele representa para o local que o time está ligado.

    Entre em discussões, leia tudo sobre o time. Decore o nome dos jogadores, as posições o passado de cada um e a função que cada um exerce. Descubra quem são os rivais e leia sobre os pontos negativos e a postura da torcida deles. 

    Por pelo menos um campeonato inteiro viva essa realidade, e depois escreva outro post. Você pode até continuar não gostando daquilo, mas vai achar muito menos louco.

    • thiagones80

      entenda que existe técnica e tática.

      Vá a um estádio de futebol e veja como o time pode ter defeitos criar furos no campo, ou jogar compactado, ou atacar em bloco. Grite (sem ser ouvido) para um jogador inverter o campo porque o outro lateral está completamente livre de marcação.
      Veja o técnico fazer burrada e desestabilizar o time com uma substituição infeliz. Ou deixar o time muito melhor….. 

      Veja um Telê Santana trocando um volante por um atacante quando o time adversário tem um zagueiro expulso…. Ou mesmo quando um bom técnico sabe explorar os pontos fracos do adversário….

      Só taticamente, você já tem um ótimo prato em mãos……. analogia com pombas e uma migalha não serve nem pra casados e solteiros.

  • http://www.facebook.com/people/Engels-Marx/1583211093 Engels Marx

    Não acho que dá pra analisar de forma lógica algo que envolva paixão, como por exemplo torcer para um time. Você não está escolhendo aquele conjunto de jogadores, naquele país e daquela cidade porque tudo isso pode mudar (até mesmo os uniformes que você citou não vão ser iguais por muito tempo). Quando você escolhe um time você escolhe uma identidade. Por exemplo, quando você se apaixona não é pela mulher mais linda, mais legal ou a mais simpática e sim por aquela com quem você teve uma ligação que muitas vezes nem sabe explicar. E o que acontece quando você se casa com essa mulher? Depois de muito tempo casado ela não será a mesma, pois vai melhorar ou piorar um pouco, mas a essência da mulher que você se apaixonou ainda vai estar lá, como nos times.Ainda usando o mesmo tipo de analogia, imagina que você está em casa com sua namorada e tem alguns amigos que ainda não a conhecem. Ela pode estar sem maquiagem, descabelada e com a pior roupa possível, mas mesmo assim você quer mostrar pra todos que aquela com você é a melhor pessoa do mundo. Com futebol é quase isso pra quem é apaixonado pelo time (única diferença é que mulheres>futebol).Fábio, como você gosta de música vai aqui meu último argumento: Imagina que você tenha aquela música que por qualquer razão é a sua favorita e tem um amigo seu que discorda pois acha que outra é melhor. Imagine que vocês possam colocar essas duas canções em uma arena para se enfrentarem, cada um vai torcer que a sua música vença pra provar ao outro que estava certo. É o que acontece no futebol, porém esse esporte é um dos mais injustos e por um gol mal anulado ou uma chute do meio de campo que entra com a falha do goleiro o resultado final acaba não provando nada e a discussão se estende pra sempre mantendo a rivalidade.Logicamente nem todos amam o time da mesma maneira. Eu, por exemplo, não grito loucamente por aí quando assisto o meu Palmeiras jogar, mas torço para viradas impossíveis de acontecer e fico triste quando ele perde. Outros chegam a brigar pelo time (o que é um problema), mas no fundo a maioria age pelo mesmo impulso sem lógica. Esse fanatismo não acontece só com o futebol. Você não se lembra da “guerra” Nintendo x Sega? Eu aposto que tem quem torça até por Curling, mas futebol sempre aparece por ser o mais popular do mundo. Bem, vou terminar aqui porque é mais fácil o Corinthians ganhar a libertadores do que explicar pra alguém que não goste como é essa sensação.

  • Rafa

    Futebol de pombos = melhor ideia EVAH

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Futebol de pombos + esporas nos pombos + octagon + lasers + cerveja + errr… = WINNNING!

  • Rafa

    Na real, existe alguma lógica, sim, para uma pessoa gostar de assistir futebol.

    Uma partida é uma história. Uma narrativa com moldes mais ou menos pré estabelecidos, que todo mundo sabe como vai começar e acabar. Dois times se preparam, chegam no estádio, marcam gols e uma das equipes ganha. É como assistir novela ou alguma peça no estilo Romeu e Julieta: você já vai assistir sabendo o spoiler.

    Só que nem tudo é fechadinho. Tem as histórias dentro das história, que deixam a coisa mais dinamica. Por exemplo, o atacante que é marrento e não se entende com o técnico. Este, por sua vez, está na corda bamba e periga ser demitido. Tem o zagueiro que se machucou e sofre pra se recuperar, o meio de campo que nao gosta do juiz que vai arbitrar o próximo jogo, etc. Guardadas as devidas proporções, a imprensa esportiva não difere em nada da imprensa televisiva, pois fala basicamente de dramas, tragédias e vitórias épicas.E, embora a gente saiba como a narrativa termina (vitória + derrota ou empate), a forma como ela acontece varia muito. É por isso que o futebol é uma caixinha de surpresas, e é por isso que ele contagia tanta gente. Cada uma dessas mini-histórias se misturam com o ritual de todo o jogo, e viram o elo que permite que pessoas comuns possam criar relações com esse universo. Talvez seja por isso que o torcedor médio consiga ver beleza e sentido em qualquer outra coisa que não seja a marcação de um gol. Uma cobrança de lateral mal feita com a bola saindo pela linha de fundo vira o drama do sujeito que nao consegue se superar e marcar. Isso explica, em parte, porque uma derrota épica gera muito mais comoção do que uma vitória morna.
    O torcedor quer ver é história, e se possível gols. Só que nem todo mundo sabe disso.

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Que foda, Rafa. Era exatamente esse tipo de comentário que eu queria ver por aqui. Tu me fez querer virar torcedor, cara.

      (Não vou virar. Mas pelo senti a vontade nesse instante, diante desse teu belo argumento.)

  • Arthur Franco Ferreira

    Como sempre tem uns que não conseguem trocar uma idéia numa boa. Tanto alguns que defendem o fanatismo ao futebol, quanto alguns que criticam ou não entendem.

    Eu sou Flamenguista e tenho um certo nível de fanatismo por futebol. Procuro assistir a todos os jogos, assino RSS do Flamengo nos principais blogs e sites, faço parte de comunidades, compro camisa e pretendo um dia fazer parte do quadro de sócio-proprietário da Gávea. Por isso que eu disse que eu tenho um certo nível de fanatismo, porque tem gente muito pior. Vai ao nível de se vestir dos pés à cabeça, colocar tatuagens enormes, ficar puto e brigar por causa disso, etc.

    Eu ser esse tipo de torcedor não me faz mal. Gasto uma certa quantidade de dinheiro com isso? Gasto. Compro uma camisa do time. Ora, todo mundo não compra uma camisa que gosta? Por que não comprar uma camisa do meu time? Gasto para ir ao estádio ver meia-dúzia de caras chutando uma bola pra lá e pra cá. Ué, tem gente que gasta 5x mais para ficar em pé debaixo de chuva para assistir um grupo de gringos que se atrasou 5 horas de palhaçada. Essas críticas não ficam somente no futebol.

    Fanatismo exagerado não é bom e é até incompreensível para qualquer pessoa (exceto os próprios fanáticos). E isso não é restrito ao futebol. Seja música, filmes, outro esporte ou jogos.

    Não há uma resposta certa ou errada para a dúvida do autor. Eu sou flamenguista porque eu quis ser flamenguista. Meu pai era flamenguista como eu sou hoje, não cheguei a conhecê-lo (faleceu quando eu tinha 6 anos), mas confesso que comecei sendo flamenguista pelo fato dele ser. Desde sempre eu gosto de futebol (assim como vários outros esportes) e sempre joguei na escola, mas nunca fui de acompanhar ou saber sobre futebol. Só quando fiquei mais velho fui acompanhando mais e me aproximando mais e a torcida pelo Flamengo firmou.

    Alguns disseram aqui prefere aproveitar melhor o tempo fazendo outra coisa que não seja futebol. Ora, eu paro na frente da TV por 2h para assistir à uma partida ou então, quando posso, jogo uma partida com amigos (a famosa pelada). E isso é um lazer, uma distração, além de poder praticar um exercício físico, afinal de contas, é um esporte. Eu continuo estudando, aprendendo coisas novas, melhorando meu curriculum, fazendo cursos, tendo uma esposa e uma filha.

    Retificando: não tem nenhum problema não entender, isso é normal, assim como eu não entendo como que alguém gosta de bala de tamarindo, mas não é porque eu não entendo ou não gosto que vou achar que quem goste (seja fanático ou não) seja maluco.

  • Claudio Castro

    você só falou merda nessa matéria. Tire ela do ar por favor, pois pessoas que entram pela primeira vez no blog vão achar que esse é o tipo de artigo que aqui se encontra.

    “os anos passam, e passam jogadores mas fica tu Flamengo e eu não paro de cantar”
    Sou flamenguista e esse é um trecho de uma das músicas que cantamos nos estádios.

  • Veloso

    Você descreveu de maneira fabulosa a forma como eu vejo o futebol.

  • http://profile.yahoo.com/EXUYDU7ENQQT77CMCD5BV7VWSM Rafael

    Sou absolutamente maluco por futebol. Já gosto bastante de futebol em si, independentemente de torcida. Às vezes penso, aliás, que não torcer por um clube seria o ideal. Acho o jogo fascinante de todas as formas; além de visualmente envolvente, aquilo que o futebol te traz, as emoções e os ensinamentos que passa, as amizades que te permite fazer jogando uma pelada, os momentos de diversão que te traz jogando uma linha-de-passe no portão da vizinha…

    Agora, uma das coisas que define o que sou e meu lugar no mundo é o Fluminense, meu camarada. 
    É sensação de pertencimento, de saber que esse é o meu povo, é minha gente, é como eu me sinto. É identificação, a emoção mais pura, simples e desinteressada que pode existir. Se tem a ver com influência familiar? No meu caso, sim. Mas não há necessariedade, muito menos dá pra reduzir a isso. É o tipo de coisa que não se explica, não adianta tentar racionalizar.
    E lembre-se sempre: futebol não é questão de vida ou morte, é muito mais do que isso.
    Apesar das diferentes visões, parabéns pelo texto e pela abordagem provocadora. Acompanho o site usualmente, mas este foi o primeiro que me fez querer comentar. 

  • http://twitter.com/JeanMarcel22 Jean Marcel

    Este é um dos motivos pelos quais eu não gosto de futebol.
    Gosto de música.

    Seria como ser fã do Legião Urbana, e o vocalista fosse comprado pelos Engenheiros do Hawaii, e com isso o novo vocalista da Lgeião fosse , sei lá, o Dinho Ouro Preto.

    Não faz sentido!

    • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

      Ei, mas existe isso na música! Não exatamente um compra o outro, mas sim troca de banda ou sai de uma e cria uma nova banda. E isso acontece mais em começo de carreira ou depois do auge. Existe sim um certo sentido.

  • http://www.facebook.com/caducbraga Carlos Eduardo Correa Braga

    Meu pai é flamenguista e eu também sou flamenguista.

    E nunca vou me esquecer de quando ele me levou para o Maracanã pela primeira vez, do forte abraço depois do apito final na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2009 e das várias cervejas divididas com ele durante os jogos. É isso. E ainda há quem diga que prefere fazer “coisas mais importantes”. :-)

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100002575356740 Luis Guilherme

    @fabiobracht:disqus  , não sei se já te perguntaram isso aqui nos comentários, pois nao consegui ler tantos, mas já que você pensa isso sobre o futebol, o que você pensa sobre ficar em frente um video-game,  olhando para uma tela e jogando um jogo? (Não interprete meu comentário como maldoso, mas é que a mesma opinião que você tem sobre o futebol eu tenho sobre video-games e sei que você gosta bastante de games)

    Acho que seu texto acabou tendo uma visão muito fechada sobre o tema, apesar de eu achar que algumas das criticas que você recebeu foram apenas porque criticou algo que muitos idolatram.

    Porém também acho besteira perder tempo brigando por futebol (seja briga de tapa ou discussão), porém adoro esse esporte.

  • Hugo

    Mas alguma vez alguém disse que não era isso?

    As pessoas torcem pelo nome, pela história…
    Não pelos jogadores e sim pelas camisas!
    Pra mim isso nunca foi posto em xeque.

  • Michel Colombo

    Realmente interessante que praticamente todos que criticaram tenham nas suas fotos alguma referencia ao futebol. Atestando as suposições do texto. 

    Futebol já foi o futebol que os “apaixonados” defendem. Hoje é um comercio capitalista que se mantém na ignorancia da população brasileira. Triste demais, pois a lavagem cerebral é tão profunda que se ousar falar um “a” sobre o Santo Circo, você é escrachado, mal dito e sempre titulado como: “Não entendedor de futebol”

    Ouso dizer que aquele que entendeu o futebol, instantaneamente deixou de gostar. Não pelo esporte, fisicamente falando. Esporte é esporte, é sempre ótimo! O que temos hoje é uma ferramenta politica transformando todos em um rebanho indo direto para o abate.

    Maluquice investir tempo, dinheiro, pressão arterial e as vezes até porrada? Não!! Pra mim é cegueira mental.

  • Michel Colombo

    Fábio, parabéns pelo texto, cara. Essa tal de paixão não passa de uma lavagem cerebral.

     Nunca gostei de futebol e até então nunca o critiquei. Sabe o que ganhei com isso? Vários apelidos e até minha sexualidade era posta a prova. Fanáticos? Entre o rebanho tinha sim, mas não era a maioria não. 

    Tem que ter coragem de escrever sobre o assunto, assinar, defender sua posição do lado da sua foto e responder educadamente a comentários dignos de se ignorar.  

  • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

    Sou mais um do time do Bracht =B.

    De fato, a minha visão é similar ao do Fábio, mas não só no futebol, como nas rivalidades como um todo.

    Acho que o ponto em questão é as rivalidades e divisões, rinhas e brigas. Não existe isso só no futebol, mas na grande maioria dos esportes. 

    De fato, como já mencionado por alguns, o que é bacana no futebol é a disputa em si, a competição, a técnica, a estratégia. O problema começa no fanatismo, no “amor a camisa”. Hoje jogadores jogam por dinheiro, por curtirem o esporte ou se desafiarem, não porque gostam de time X ou Y (há exceções). Da mesma forma que alguns disputam olimpíadas ou outros tipos de esporte. Não fazem só porque amam aquele país e o querem representar (coitado de quem luta pelo Brasil muitas vezes), mas sim porque se desafiam, querem chegar no seu limite máximo. Correndo, lutando.

    Quando você “ama uma camisa”, “abraça um lado”, você começa a criar uma rivalidade. E muitas destas rivalidades acabam em piadinhas bestas (que admito que rio, mesmo não curtindo futebol), ou em violência, como os hooligans ou as torcidas (des)organizadas.

    Acho que a discussão neste caso, sobre torcer apenas para cores, vai no além, vai nas divisões sociais (coisa que já não entendo tanto). E aí caí também nas discussões sobre religião e política, que da mesma forma que futebol, também criam divisões e rivalidades. Um pensa diferente que o outro, então cada um luta por “sua causa”.

    Daí o tabu “não se discute futebol, religião e política”, pois todos no final odiariam perder sua “zona de conforto”.

  • http://twitter.com/Duardo7x Eduardo de Almeida

    Tem, sim, como torcer pra um time, independente de jogador (que muda de clube num oferecer de salário) ou camisa. A identificação com a torcida e com a história é o que me leva a torcer pro Ceará, por exemplo, e não pro Flamengo, como torcem todos da minha família. Realmente, não é questão de gene, mas daí dizer que esse sentimento não é verdadeiro? 

    Enfim, gostei do texto, o posicionamento foi legal e me fez pensar sobre essa questão xD

  • Leandro Lawall

    Muito fraco o texto.
    Vamos combinar que quem não entende de futebol não deveria escrever sobre futebol.

  • http://www.facebook.com/marcelorraposo Marcelo Raposo

    Sinceramente, não que minha opinião valha alguma coisa para os outros mas, eu gosto de futebol. Sou Palmeirense, conheço a escalação do meu time, acompanho jogos, discuto com corinthianos, reclamo da Diretoria, e… CONCORDO COM O TEXTO. Pode até ser uma visão simplista sobre o futebol, mas acredito que é realmente isso, ele simplificou o futebol. Talvez por isso muitos lunáticos pelo esporte não gostaram, por futebol é algo complexo na mente deles. 

    Mas também acho que se a disputa por migalhas fosse algo com periodicidade relevante, eu também torceria. Apenas pra extravasar as tensões da vida de advogado, simplesmente por isso.
    Já que não posso gritar com o Juiz de Direito, porque não um esporte onde eu possa xingar até a mãe dele? rsrs

  • Renato

    Sorry man. O texto é bom, mas você levou pra um contexto filosófico – e até da loucura – um sentimento que um cara tem por torcer para uma agremiação a qual ele tem raízes, histórias e paixões. Quem torce por cor de camisa, em geral, são as pessoas que não acompanham o esporte, mas que têm afinidade com time X ou jogador Y. Se for pra pensar assim, levaríamos o conceito pro mundo corporativo, músicas e interesses. É aplicável, mas não faz sentido. Acho que você precisa chamar um amigo que goste de futebol – e odeie pombas – pra beber e ouvir um pouco sobre como começou a paixão dele pelo esporte e pelo time. Você, assim como eu em relação ao teu texto, pode até discordar. Mas vai entender e provavelmente colocar sua questão em stand-by.

  • Angelo

    Explicar o futebol é que nem explicar o amor:todo mundo tenta,mas ninguém consegue.

    Futebol é crença,futebol é religião.Só faz sentido pra quem tá dentro do jogo…

  • Michel Colombo

    Li outros comentários e tive uma ideia mais profunda do que os que criticam o texto estão usando como argumento.

    Argumentam, tal como, essa gana por assistir todos os jogos, por ser torcedor ferrenho e de pressão alta durante os pênaltis é a tal da paixão incondicional, que só quem tem time sabe o que é.

    Temo um problema aí: Paixão demais pode ser perigoso. Na verdade , excesso de paixão é fanatismo. Mesmo que vc não saia matando gente por causa disso. Alguém já namorou uma pessoa assim? 

    Esse papo de paixão nacional não veio de berço, desculpe. Alias, qualquer tipo de tendencia à escolha, gosto e manias são absorvidas durante sua educação infantil e seu ambiente de vida. Ninguém nasce amando cerveja, que é outra pseudo paixão nacional. Nascemos odiando cerveja, pois é amarga, muito gelada e tem álcool (criança não gosta disso).

    Portando amigão, não afirme que vc é surrealmente apaixonado por essa tal religião mistica chamada futebol, por que vc não é. Você foi ensinado e moldado, mesmo que indiretamente.

    E por ser tão forte, vc ensina seus filhos que essa é a verdade absoluta e quem não gosta nem deveria estar falando disso, passível de ser encaminhado à fogueira. ” Seu bruxo mágico homossexual e parceiro de Lúcifer.”

    • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

      Cença que adorei um trecho seu e vou corta-lo:

      “Temo um problema aí: Paixão demais pode ser perigoso. Na verdade , excesso de paixão é fanatismo. Mesmo que vc não saia matando gente por causa disso. “BINGO!!!O problema está aí. Mas não é só fanatismo por paixão em si. Como eu tinha colocado em alguns comentários atrás do seu, é a rivalidade que gera estes atritos. Rivalidade + fanatismo = guerras. Futebol é uma competição, tal como basquete, rugby, natação, basebol, volei, automobilismo e motociclismo, etc… Torcer, achar bacana, apreciar movimentos e estratégias, isso tudo é legal. A partir do momento que você adota um time, uma equipe, uma pessoa, para endeusa-la, aí começa os problemas. Porque ao fanático, o time dele é único e todos os outros são uma…

      • Michel Colombo

        EXATO. Curtir o esporte!!! Vc entendeu exatamente o que tentei dizer. Esporte por esporte é sensacional, qualquer um deles. 

        Como vc disse “o time dele é único e todos os outros são uma…” se estende também a escolha do esporte “principal” e os outros que sobram.

        Pode falar o que quiser de basquete, volei, F1, truco e palitinho. Mas não me exponha os problemas do MEU esporte, pois futebol é Religião! É Nação! É Paixão Nacional! 

        Serio, esses comentários minimalistas e os imensos também (!), onde não se responde com uma retratação e sim como uma “lição de paixão” destinada aos ignorantes  que pensam diferente do rebanho futebolista estão me deixando revoltado cara. Nem vou mais ler. 

        Adoro esse site, principalmente pelos comentários que sempre  completam o texto, mas esse aqui, olha, dá vergonha de nascer nesse pais e medo do que vai virar. É muita manipulação, e o pior, hoje afeta cabeças que NÃO são vazias. Tem muita gente inteligente e bem sucedida. Assustador, no mínimo.

        Só um adendo em OFF do meu comentário: Anota aí. Na copa de 2014 enquanto o rebanho curte sua Paixão Santa, Brasilia estará votando seu próprio aumento de salário.

        Abraços

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Valeu! 

        Acho que vale para tudo na vida. Quando se apaixonamos por algo, acabamos meio que cegos, e aquilo é o “Santo Graal”, algo que sempre perseguiremos e valorizaremos, não importa nada.

        O cara pode amar videogames, amar filmes, amar músicas, amar futebol. Mas o bom é entender e curtir. E saber que tem outras opções ali para curtir. Apaixonar-se é você vê aquilo como único e principal meio de sua plena satisfação.

        Quanto a Brasília, bem, não é exatamente Brasília, mas os políticos em si :p

  • http://www.facebook.com/Raaafzz Rafael Silveira

    Não concordo com o texto e principalmente com a parte onde diz ser algo difundido pela família do cidadão.
    Uso como exemplo minha família, que é completamente eclética nesse quesito. Meu pai é corinthiano, tenho tios santistas, palmeirenses, são-paulinos e ponte pretanos e meu avó era santista. 
    Conheço pessoas que torciam pra um time, influenciados pela família, mas que com o tempo mudaram de time simplesmente por se identificar mais com o que ele representa.

    Os times tem características próprias. Cada um foi fundado de uma maneira, por um grupo de indivíduos com ideologias diferentes e atraíram diferentes tipos de pessoas pras suas torcidas.
    Como paulista, é mais óbvio que eu conheça a história dos times daqui, e é escancarado a diferença entre os principais times da capital (vale aqui uma pesquisa do autor do texto).

    Não se torce para os jogares que la estão vestindo as cores do seu time, se torce pra instituição que tem la suas cores representadas. É como disseram, a representação do amor incondicional. Você não recebe nada concreto em troca, mas por pior que o seu time vá, por mais que ele faça você sofrer, você continua la, apoiando, cantando, gritando, torcendo. 

    Futebol é também algo mais do que paixão. É uma válvula de escape.
    Sua vida pode estar ferrada, atolado de problemas, endividado e todo aquele inferno todo. Por algumas horas você deixa seus problemas de lado, senta pra assistir e partida do seu time e torce pra que algo que você gosta dê certo. A conquista daquele bando de caras atrás de uma bola se torna a sua. Algo que você quis que desse certo, que torceu pra acabar bem, realmente acabou da forma como você queria. Ti da esperança. Ti faz acordar cedo no dia seguinte com um motivo (ou um a mais) pra sorrir. Ou também serve pra ti lembrar, quando perde, que nem tudo vai dar certo sempre.

    • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu


      Futebol é também algo mais do que paixão. É uma válvula de escape.

      Sua vida pode estar ferrada, atolado de problemas, endividado e todo aquele inferno todo. Por algumas horas você deixa seus problemas de lado, senta pra assistir e partida do seu time e torce pra que algo que você gosta dê certo.”Só que as vezes não dá certo, e o cara vai usar que válvula de escape agora?

  • http://www.facebook.com/people/Diogo-Cordeiro-da-Silva/100001288867438 Diogo Cordeiro da Silva

    Se a ideia do texto foi provocar? Conseguiu provocar, muitos comentários e o autor deve ter ficado feliz. Sou suspeito para falar, pois amo demais os Esportes para torcer somente para algum time. Mas entendo quem torce para um time especifico. E não vejo nada demais nisso… E outra, se as pessoas torcem para as roupas? Lógico que sim, seu time são as roupas, elas são o símbolo que representa tudo e todos que juntos formaram aquela equipe desde sua origem. Por isso usa-se um determinado padrão sempre e não se muda de roupa a cada novo jogo, ou a cada novo elenco que se monta. Se os jogadores hoje não tem amor as equipes e vivem mudando de time por dinheiro? Aí não é problema da torcida meu caro autor do texto, mas dos próprios jogadores. O amor da torcida pelo clube não diminui quando ele vai embora do time, acredite. 
    Torcer é um sentimento que alguns, infelizmente, não sabem administrar. Mas querer explicar com palavras o que se sente quando seu time marca um gol nos últimos minutos de jogo e você está em um estádio com mais 40 mil pessoas vibrando ao seu lado?? Desculpe Fabio Bracht, mas nem que você Shakespeare conseguiria e ambos sabemos que você está MUITO, mas MUITO distante disso. 

    Da próxima vez tenta falar de Religião, aposto que terão muitos comentários também. ;)

    • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu


      querer explicar com palavras o que se sente quando seu time marca um gol nos últimos minutos de jogo e você está em um estádio com mais 40 mil pessoas vibrando ao seu lado” - Orgasmo coletivo?

      Peraí, e o time contrário? Você pensa em entender o lado dele ou vai ficar xingando o outro, falando que o outro perdeu e não merecia estar no futebol?

  • Gustavo_teles

     Você confunde o time com o clube. O time é formado pelos jogadores em campo, o clube é a instituição, que inclui patrimônio, história, títulos, tradição, cores, símbolos, região, torcida, povo, estádio e o próprio time.

    • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

      Clubes em si também tem outros esportes. E até competem em carnavais… ainda assim, são “cores” disputando para ver quem são os melhores.

  • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

    Vejo muitos argumentos falhos. Argumentos de pessoas mais “apaixonadas”, que amam cegamente algo. Me pergunto: no dia que o seu time do coração te trair e perder todas. No dia que o futebol abrir “a caixa de pandora” (e olha que boa parte desta caixa já está aberta hoje) e mostrar toda a sujeira dentro dela. Será que muitos continuarão com o mesmo discurso?

    É compreensível que futebol em si tem histórias, tem tradições. É um esporte, e muitos esportes já percorreram séculos com pessoas campeãs, histórias interessantes, enfim.Creio que o texto em si não ataca o futebol, mas sim pergunta aos torcedores fanáticos: “por que essa briga toda por causa de “migalhas”, de uma bola”? Aqueles que brigam para bater o peito e falar “meu time é o melhor”, “esse jogo é foda”…Troque futebol por “corrida de cavalos”, “Fórmula 1″, “rinha de galos” (daria um outro comparativo no lugar dos pombos). Estamos sempre torcendo para vencer, seja nós, seja alguém. “Ninguém” torce para perder, para deixar o jogo.

  • Raphael

    Tem pessoas que torcem para personagens de novela, filmes e tudo que você imaginar

    é normal termos um alienamento, faz até bem de certa forma para um ser humano, quando você lê alguma história fictícia fica de olho em algo que não existe se quer, mas acaba acompanhando e torcendo em si para o “mocinho” ou “mocinha”

    cada um faz o que quiser na vida, se tem pessoas que votam em candidatos do BBB ? por que eu não posso assistir jogos do meu time ?

  • Márcio Lima

    Muito fraco! Não vi nada que agregasse algo para nós nesse texto. Foi parecendo um bebê emburrado que quis falar mal. O título também não gostei. Quantos rubro-negros existem? Nem por isso as mesmas pessoas gostam dos mesmos times…

    Diminuiu demais o futebol. Não é assim que as coisas funcionam não. Vá lá, pesquise mais e traga bagagem para falar mal da paixão nacional.

  • Vish

    na boa isso nem é um texto de verdade o “autor” só compartilhou o video do ídolo dele,  Fabio posta material seu e não fica repassando coisa velha do Seinfeld. tudo q vc disse foi o video repetido de um jeito mais prolixo. 

  • Mauricio

    Você está absolutamente certo. 

    Não quis ler todos comentários (li apenas aqueles aos quais você respondeu), muita gente ofendida por ser fã de futebol e não ter como escrever uma resposta sensata. 

    O texto foi curto mas certeiro. Parabéns.

  • Favarao

    a melhor parte do texto são os comentários de quem gosta de futebol se sentindo ofendido.

    ri demais com os pombos, é exatamente assim que parece

  • http://twitter.com/polisensoo          polisenso.

    Puta que pariu, esse blog só tem matéria de bosta. Os caras escrevem cada merda. Deveria se chamar papo de bicha.

  • Adriano Brainer

    Ó cara é criado pela avò e a leite de pêra e quer polemizar. Triste o artigo…

  • Thiago D

    vou resumir meu comentário apenas com uma imagem: http://knowyourmeme.com/photos/210763-wololo

    • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

      A propaganda da TIM atual tem essa meme huahuhauhuahuahua. =D

  • http://www.facebook.com/people/Mariana-Springer-Almeida/100000457724871 Mariana Springer Almeida

    De fato, como o Jerry disse, torcemos, sim, para o uniforme, que é uma (das muitas) representação simbólica de um time.

    Não tem explicação lógica não. Muito provavelmente, eu torça pelo meu time por questões de infância, da mesma forma que torço por aquela escola de samba porque ia lá quando criança, mesmo não indo mais agora. Mas isto ainda não é argumento.

    Acho que gostamos de tomar partidos, de competitividade, de sentir que “ganhamos” ou “perdemos” algo (muito mais ganhar do que perder, provavelmente). Mesmo quando não é o meu time que joga, eu escolho algum para torcer.

    Para mim, difícil é entender quem não gosta da emoção de torcer, da mesma forma que é difícil entender quem passa mal torcendo. Nunca entendi meu pai que não gosta de futebol e nunca entendi minha mãe que fica triste quando nosso time perde.

  • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

    Nossa, Deus me livre de alguém questionar a importância do futebol, né? Daqui a pouco vai aparecer quem defenda a liberdade de opiniões.

    Belo texto, conhecia já a piada do Seinfeld, é ótima.

    PS: Preparando pro ad hominem, sou fanático por futebol, atleticano desde a concepção e bem puto com a eliminação para o goiás.

  • Ralf

    Esse cara ñ é que escreve no blog continue? #nerd.

    Imagino a infância solitária e triste por ñ ser escolhido para jogar a peladinha com os amigos na educação física ou no sábado ensolarado.
    Mas invés disso, ficou preso em um quarto criando espinhas nos rosto e jogando jogos onde personagens de fantasia tem que conquistar o mundo e não teve tempo para sonhar em ser um jogador de futebol.

  • http://www.cafecomamigos.com.br Cristiano Vieira

     Sei que torcer pra um time é algo insano, ler muitas coisas é insana, comentar aqui é algo desnecessário e não vai pagar minhas contas, nem a da internet.
    Mas eu lá quero viver só do que paga minhas contas? Se for assim vou ficar só no trabalho, não vou viajar com minha esposa, não vou brincar com os gatos da minha mãe, não vou dar risada quando minha cachorrinha ficar feliz por eu ter chegado.
    Não posso passar a vida buscando coisas sanas, tenho que viver na insanidade. Se gosto de uma religião, se me faz bem, deixe eu ser feliz ali.
    Se gosto do meu time e me faz bem e se eu sei o limite de torcer, zoar com amigos, fazer piadinhas, qual o problema?
    Não torço pelas cores de meu time, afinal ele tem várias cores de camisa.
    Não me importa se o jogador é mercenário. Vou xingá-lo se ele não jogar bem, vou falar mal dele aos quatro ventos e não vou querê-lo em meu time. Mas vou continuar torcendo por meu time.
    Torcer é divertir, é dar-se a chance de não levar a vida tão a sério. Não estou aqui só pra ter contas pagas ou pra ter um carrão e mostrar pros outros que sou fodão.
    Nasci e quero viver a vida, seja de forma boba ou não. Mas por favor, não me critiquem por isso.

    E pra finalizar, cito Raul Seixas (ah, deixa o cara em paz, ele já morreu): Tente me ensinar das suas coisas, que a vida é séria e a guerra é dura, mas se não puder cale essa boca e deixe eu viver minha loucura.

  • João Pedro

    O vídeo do Seinfeld foi a prova que o autor do texto não entende nem um pouco sobre esportes. Poderia se informar antes, que os “times” das principais ligas americanas, NBA, NFL, MLB e NHL, são franquias onde se você tiver dinheiro necessário, você compra e leva para a cidade onde quiser, isso não existe no futebol (a não ser nos EUA). Aqui não tem isso de comprar um clube e mudar o mesmo de cidade, a maioria dos clubes foram formados por um grupo de pessoas de um bairro ou região com o mesmo interesse e foram ganhando adeptos ao longo dos anos.
    Futebol é mais que torcer por 11 homens dentro de campo, nós torcemos pelo clube, isso envolve muito mais coisa, não tem como racionalizar algo tão passional.

  • http://www.facebook.com/henriquemgarcia Henrique Martins
  • Lucas capuano

    o pior é que o blog chama papo de homem!!! nem a mulher mais burra escreveria um texto desse ,esse cara só pode ser viado.vá praticar algum esporte de prefereria coletivo e ai voce vai entender do que se tratatem coisas que só o esporte trás,sobretudo o futebol.eu amo quase todos esportes e mesmo assim não torço para determinados clubes,no máximo tenho preferências por alguns mas e fácil compreender o amor de certas pessoas por certos clubes.
    e sim,existem SIM muito mais coisas que se mantem em um clube alem do uniforme

  • Alessandro

    Cara, você é muito fútil. Não torcemos para um uniforme, torcemos pela entidade, pela instituição, pela história de nossas vidas. O escudo do clube faz parte de nossas vidas assim como nossa cidade, nossas famílias, nossos amigos, nossa formação. Você tem razão, os jogadores e dirigentes passam, mas nossa história de vida também está relacionada à paixão pelo clube. Meu avô ia ao estádio, meu pai vai ao estádio, meus filhos, se quiserem, irão ao estádio, e isso não tem nada ver com loucura, e sim com relacionamento afetivo. Eu tenho lembranças de 30 anos atrás, com meu pai e irmão, no estádio ou a caminho, e não me parecia loucura.

  • Pingback: Os melhores games para jogar de galera | PapodeHomem

  • Pingback: O primeiro último desejo do menino Otávio | PapodeHomem

  • Pingback: O primeiro último desejo do menino Otávio | Mugango

  • Felipe Cardoso

    Para aqueles que não ouvem(sentem) a música, dançar é (apenas) loucura…

    Acabei de chegar aqui pelo (belíssimo) texto do Fred (
    http://papodehomem.com.br/o-primeiro-ultimo-desejo-do-menino-otavio/), e admito, meu coração é surdo para o futebol, provavelmente por hereditariedade mesmo! É cultural isto! Mas eu aprendi a respeitar e admirar a paixão dos outros, seja pelo que for!

  • Pingback: Madron FC, o pior time do mundo, e a verdadeira loucura do futebol | PapodeHomem

  • Daniel Lopes

    Esse foi o pior post do Papo de Homem até hoje, sério, que rídiculo, brasileiro com pensamento de nerd que nao gosta de futebol, se mate meu amigo, se mate.

  • Pingback: Ultimate, o melhor esporte de Frisbee que você nunca ouviu falar | PapodeHomem

  • http://www.facebook.com/anderson.braz.1232 Anderson Braz

    E a competição que tanto agrada ao ser humano? Por isso que se criou os esportes e todo tipo de jogo. Pela competição. Mas para competir, você precisa escolher um lado. Como você nunca sabe que lado vai ganhar, você prefere escolher somente um e fica torcendo pra que ele vença sempre.

    Caso de hospício é alguém que não considera a competição.

  • Pingback: Dicas para os doentes com futebol - Diário do Rio de Janeiro

Papo de homem recomenda

Assine o Papo de homem

Curta o PdH no Facebook
  • 4340 artigos
  • 589498 comentários
  • leitores online

Lifestyle Magazine