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Você continuaria no seu emprego se ganhasse na loteria?

Didier Marlier

por
em às | Trabalho e negócios


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“Você continuaria neste emprego se ganhasse na loteria?” Essa é uma pergunta que eu comecei a fazer aos jovens e promissores talentos da Enablers Network.

Me ocorreu de começar a fazer isso depois de ler um artigo no jornal O Globo: todos os funcionários do restaurante Cervantes, localizado em um luxuoso bairro do Rio de Janeiro, simplesmente não vieram trabalhar um dia e anunciaram que estavam se demitindo. O motivo? Cada um deles ganhou R$ 635.000 em uma aposta coletiva na loteria.

O que eu faria no lugar deles? O que meus sócios fariam, o que nossos parceiros mais jovens fariam, o que você faria se um tesouro inesperado como esse caísse no seu colo num belo dia? Será que eles, você ou eu continuaríamos no nosso trabalho ou sairíamos correndo?

Seu passaporte para não trabalhar mais?

Há não muito tempo, eu comentava sobre isso com um participante brasileiro de um workshop de marketing estratégico que conduzíamos com nossos parceiros da StratX. Ele me relembrou a poderosa metáfora das escolas de samba:

  • Milhares de pessoas trabalhando durante o ano inteiro, a grande maioria sem receber nada, apenas pelo orgulho de participar do desfile de Carnaval sob as cores da sua escola.
  • De 4 a 6 mil pessoas dando o melhor de si enquanto se apresentam em conjunto pela primeira vez durante o desfile (as escolas de samba são tão grandes que não conseguem achar um lugar onde as 6.000 pessoas possam ensaiar juntas).
  • A avaliação é sem dó: todas as escolas começam com uma pontuação máxima (270, pelo que me lembro), e apenas perdem pontos a cada pequena imperfeição. Os olhos dos juízes estão julgando cada um dos 6.000 participantes na esperança de achar motivos para baixar a pontuação. Há alguns anos, uma escola perdeu o título simplesmente porque um dos seus 4.000 esqueceu de tirar o seu relógio de pulso em um carro alegórico baseado na Roma antiga…
  • Para piorar as coisas, não são apenas as pessoas que ensaiaram o ano todo que precisam estar perfeitas no desfile: elas ainda precisam integrar estrangeiros ricos, alguns deles totalmente alheios ao espírito da escola de samba, ou mesmo bêbados (mas eles pagam um preço alto para estar ali, e esse dinheiro ajuda com os gastos da escola).


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Será que os 20 garçons que abandonaram seus empregos sem aviso prévio fazem parte daqueles que dedicam todo o seu tempo livre sem nenhuma compensação financeira à sua paixão e orgulho de fazer parte do carnaval? Se não são, poderiam ser – afinal, moram no mesmo Rio de Janeiro. O que podemos aprender aqui, como líderes?

  • Dar um emprego não é o suficiente. Nós precisamos inspirar nas pessoas um senso de propósito superior. Do nada, uma colega brasileira chamada Carmen Migueles quase começou a chorar de emoção há alguns meses, quando estávamos trabalhando para uma empresa da área química. Depois de alguma discussão ela havia entendido que aquelas pessoas estavam, mais do que simplesmente “em um emprego ligado à área química”, potencialmente resolvendo o problema da fome no Brasil, e quem sabe no mundo inteiro. Isso é liderar pelo Pathos.
  • “A clareza cria sua própria energia”, como gosta de dizer nosso parceiro Michael Newman. Os “bons tempos” nos quais as pessoas esperavam que alguém lhes dissesse exatamente o que fazer, e que depois elas pudessem fazer e ir embora, se foram. Hoje os líderes precisam criar clareza, significado e um senso de propriedade e autoria em conjunto se eles esperam engajar as sua equipe. Isso é liderar pelo Logos.
  • Como será que os garçons do Cervantes eram tratados para saírem assim de súbito? Os líderes criam ou destroem valores através do seus comportamentos. Isso é liderar pelo Ethos.

Um jovem parceiro nosso, a quem fiz a pergunta que inicia esse texto, acabou de me mandar a imagem abaixo como resposta. Eu achei comovente e desafiadora. Vou imprimir e deixar na minha mesa para lembrar que os meus colaboradores só ficarão por perto enquanto o nosso trabalho os preencher e os ajudar a alcançar os objetivos internos.

"Respeite-se o bastante para se afastar de qualquer coisa que não mais te serve, te faz crescer ou te traz felicidade"

Nota do editor: A Enablers é uma rede de consultoria em liderança cuja visão se alinha com a nossa. Este texto, originalmente publicado aqui, é uma tradução – e primeiro fruto de uma parceria que esperamos que se estenda.

Didier Marlier

Sócio-fundador da Enablers Network, professor, escritor e se autodenomina um belga-suíço anárquico. Atualmente, vive entre as pistas de esqui suíças e as praias ensolaradas da Bahia. É o sortudo marido da Cris e o pai orgulhoso do Betinho e Thaïs.


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  • Luciana_Marques

    Lembro que me fiz essa pergunta há 12 anos no momento antes de preencher o curso na inscrição do vestibular… De lá para cá a labuta tem sido grande, mas é recompensador continuar com a mesma resposta. Sim! Certamente sim!

    • http://www.facebook.com/gabyjardim Gabriela Jardim

      É bom sonhar, muito! Mas transformá-los em realidade e ser um vencedor não é!! Para ter sucesso, é preciso de muuuuuito suor!! tô com você nessa!!

  • Nélio Oliveira

    Como tudo o que é importante nessa vida, a resposta é: DEPENDE. Depende do valor auferido, depende do emprego que eu tenho.

    Pessoalmente, entendo que quem tem emprego é necessariamente um empregado, logo, tem um patrão. E se ganha uma quantia razoável de repente e sequer cogita empreender pra passar a ser seu próprio patrão, então essa pessoa pensa pequeno, nasceu pra ser subordinada, e deve mesmo ficar onde está, nos (parcos) limites da sua capacidade e ambição.

    • Olaf Q

      Pode me explicar um pouco mais sobre isso? Quero entender como não querer empreender é não ter ambição e ter uma capacidade limitada.

      • Nélio Oliveira

        Claro que posso. A questão não está em “não querer empreender”, mas sim em se conformar em permanecer na condição de empregado depois de ter auferido vultosa soma. Mais alguma dúvida?

      • Rodrigo

        E desde quando ser empregado é necessariamente ruim? Pergunte a um executivo se ele tem uma capacidade limitada em não querer expor o seu patrimônio para ser um patrão.

      • Nélio Oliveira

        Bom, NA MINHA OPINIÃO é sim necessariamente ruim optar por permanecer como um empregado
        depois de ter auferido vultosa soma.

      • Thiago Rodrigues

        Desculpe Nélio, mas descordo totalmente de você. A condição de empregado para muitas pessoas é ótima e isso não quer dizer que ela está conformada ou que é um retardado.
        Eu sou advogado em um escritório aqui em São Paulo e sou muito bem pago pelo meu serviço. Não tenho a mínima vontade de abrir o meu escritório. Gerir equipes, cuidar da administração, contratar e demitir pessoas, me preocupar com folha de pagamento e despesas, isso não é para mim.
        No meu caso, mesmo que eu ganhe na loteria, nunca abriria um escritório. Faria investimentos na bolsa, imóveis e etc, e provavelmente continuaria trabalhando no mesmo escritório.

      • Nélio Oliveira

        OK, cada um com a sua opinião. Mas eu não qualifiquei ninguém de “retardado” por fazer escolhas…

  • http://marciosarge.blogspot.com.br/ Marcio Sarge

    Eu o largaria… seu não encontrasse nele satisfação.
    Mas o que é satisfação no campo de trabalho?
    A resposta vai muito além das cifras envolvidas no salário, passa pelo ambiente, metas que ser quer galgar e as chances que tem de fazer isso no trabalho e acima de tudo a relação com a chefia.
    Há lideres que não possuem a habilidade de tirar o melhor da sua equipe, incentivando os, ao invés disso preferem pressioná-los, não se dedicam a garimpar talentos ao invés disso preferem se gabar de seus dotes mostrando como sempre estão certo e por isso não deixam a equipe assumir riscos.
    Possuem uma visão estreita e egocentrica de liderança, matando a equipe e por mais que o salário os segure no emprego estarão sempre com um pé fora, olhando ávidos ao redor por um ponto de fuga. Nunca serão leias a filosofia da empresa, mas ao dinheiro.
    Isso sufoca e com sufoco, pouca perspectiva e muito dinheiro ganho da noite para o dia, sim eu daria no pé.

    • http://www.facebook.com/gabyjardim Gabriela Jardim

      Eu acredito naqueles líderes capazes de saírem do pedestal do poder e engajar seus funcionários em um sonho comum. Afinal, há uma grande diferença em atingir metas e resultados através de cobrança e distância do poder versus através de engajamento e sentimento de propriedade daquele resultado. Total de acordo com você Marcio!

  • paulovasco

    Bem difícil a pergunta…
    Da forma como a crise está implantada no meu país e com o estado caótico da educação, vontade não faltaria. Contudo, penso que para um outro país teria que emigrar.

  • Valmor

    Vamos falar então da posição profissional do empregado, se bem conceituado na sua empresa, se sua profissão lhe traz felicidade. Primeiro se sua felicidade é simplesmente auferir grandes somas por mês, não haverá dinheiro que satisfaça sua gula nos primeiros meses gastaria os quinhentos e poucos, e logo voltaria a antiga profissão.
    Segundo, se sua busca por felicidade for fazer o que gosta, gastaria uma parte da grana neste sonho de profissão, outra parte gastaria sem ver… .
    Todos nós somos grandes potenciais para m coisas, vale termos sonhos concretos, estarmos fiéis a nós mesmos. Tudo será bem vindo se somos bem resolvidos.

  • Frederico Mattos

    Já me fiz essa pergunta muitas vezes e cheguei na mesma resposta, faria o que eu faço. Com mais recursos, empreendendo com mais velocidade, criando modos mais diversificados de trabalho, ou seja, coisas que farei nos meus próximos anos, milionário ou não. Questão de tempo.
    Sou muito feliz com o que eu faço, não suportaria ficar num trabalho que não fosse apaixonado. Mas isso é pra tudo, amor, amizade e roupa.

    • http://papodehomem.com.br/author/rodolfoviana/ Rodolfo Viana

      se isso acontecer, me contrata?

  • Genilson Zunino

    Acredito que quando você ama o que faz, se sente preenchido quando vê o resultado do seu trabalho e se sente como um construtor ao termino de uma obra, por que no fundo o resultado do nosso trabalho é a construção de algo, de uma ideia, de um objeto, um texto, etc. o dinheiro apenas seria algo a lhe proporcionar o conforto, já que poderia executar o trabalho por pura satisfação pessoal não se importando com o valor do contracheque ao final do mês. Nesse caso dos garçons esta claro que uns com certeza não se sentiam preenchidos, talvez outros saíram por impulso e alguns poucos apenas por fazer parte da equipe e querer se sentir inseridos nesta.
    E respondendo a pergunta inicial do texto, a resposta é sim, pois, eu amo meu trabalho, mas, o local já não me completa totalmente.

  • Cacau

    Não, jamais…kkkkkkkkkkkk

  • http://www.facebook.com/este.campos Estefânia Campos

    Depende !!

    Se for um valor mto mto mto alto talvez largaria sim, do contrário, continuaria no emprego.
    Também penso que investiria em estudos, isso nunca é demais.
    Até porque ficar sem ocupação é muito entediante.

  • http://www.facebook.com/marcus.telles.9 Marcus Telles

    Sou historiador e professor. Eu continuaria fazendo pesquisas, mas me permitiria ser mais interdisciplinar, quase mudando de área, na verdade. E continuaria dando aulas, mas acho que sairia de escolas e abriria um curso numa área carente.

    É muito bom se questionar isso, e particularmente fico feliz de ver que não mudaria de emprego.

  • Jaque

    Se eu não estivesse satisfeita com o meu emprego, com certeza investiria numa carreira que me agradasse mais, mas não ficaria parada, só gastando, pois uma hora, a grana ia acabar. Porém eu daria um jeito de tirar mais férias.

  • Angelo

    As pessoas que responderam “não” à pergunta devem repensar seus objetivos e procurar outra profissão,acho que dinheiro nenhum no mundo substitui fazer algo que ama,acho que isso é o mais importante.E ganhar um fortuna pode ser uma oportunidade pra achar tal vocação.

  • http://www.facebook.com/people/Ulisses-Moreno/535539150 Ulisses Moreno

    Emprego ou profissão? Não largaria minha profissão, adoro lecionar, mas não sei se continuaria dando aulas na mesma escola.

  • Amanda

    Conheço MUITA gente que diz que largaria estudos, emprego, tudo, com $1.000.000.
    Eu jamais o faria.
    Se trabalho com alguma coisa que não gosto, usaria o dinheiro pra começar algo que me encanta. Agora, se eu amo o que faço, não faço só por dinheiro, então jamais largaria.

  • Caio Marques

    Motava um negocio meu e colocaria minha familia pra trabalhar e passaria a maioria do tempo conhecendo lugares em cima de uma boa moto ou de um bom carro touring e uma bela mulher que eu ame!

  • Pingback: Você continuaria no seu emprego se ganhasse na loteria? | Blog do Marcone

  • Miguel Solano

    Eu investiria em algo próprio. Até continuaria no emprego, mas com algumas ressalvas. Acho que não conseguiria não trabalhar. Parece que o dinheiro acaba mais rápido (principalmente nos dias de hoje).

    http://www.abrindoamochila.com

  • http://www.facebook.com/felipe.barbieri Felipe Brito Barbieri

    Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.
    (Confúcio)

    • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

      “Encontre um trabalho que gostes, e terás que aturar o pessoal que quer que trabalhe de graça”

      (Eu mesmo :p )

      • Mel Tupinambá

        Hahahaha… boa, muito boa! hahahahaha

  • Estêvão Sena

    Com certeza diminuiria meu ritmo, sou médico e trabalho pela manhã no consultório, à tarde em ambulatório do Estado, terças à noite PS de hospital de convênio, quartas e quintas(24h) em PS da Prefeitura, portanto me dedicaria ao ambulatório de especialidade do Estado e à minha família e saúde. Um abraço.

  • Polygall

    O lider deve vender sonhos e não cargo. Com certeza todos esses garçons não encontraram um proposito na sua função.
    Qto a pergunta, é muito relativo. Explico: Por 635 mil eu não sairia do meu emprego, mas se ganhasse sozinha provavelmente construísse meu desligamento caso a minha energia focasse em um projeto só meu.

  • http://www.facebook.com/marcelo.delphi Marcelo R. R.

    Qualquer 1 com um pouquinho de QI a mais, sabe que dinheiro pode perder valor rapidamente. Imaginem um cara saindo do emprego por que ganhou 1 milhão em plenas eras Sarney-Collor.

    • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

      Mas na época Sarney / Collor, o problema foi o gigantesco número de moedas em circulação, o que causou a inflação. Não tinha um lastro financeiro, e ainda saíamos de uma situação de ditadura (ou quase…).

      Hoje, a pessoa que ganhar o dinheiro, provavelmente já investiria logo de cara em algo que rendesse, seja poupança, imóveis, etc…

  • http://twitter.com/IndicAuto IndicAuto

    “a vida é viver, e se eu pudesse viver todas as possibilidades sem precisar trabalhar o faria, só vivemos uma vez” …

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000133928267 Didier Marlier

    Obrigado para seus comentarios e seu interesse gente. Acho que de fato, como “Polygall” suggere, os garçons e provavelmente a liderança do restaurante nõ conseguiram inspirar um “Proposito Superior” (Deep Intent) neste trabalho, motivo pelo qual eles foram. As escolas de samba, pelo contrario, mobilisam porque fazem sonhar. Obrigado para seus comentarios que me encorajam a continuar. Abraços a todos

    • Nélio Oliveira

      E qual seria o “propósito superior” em ser garçom?

      • Allancaster

        Acredito que se você gosta daquilo que faz e se sente realizado naquela função, o propósito surge de uma forma natural.
        Para o garçom, pode ser simplesmente a satisfação de ver o clientes apreciarem a comida daquele restaurante, por que não?? Ele pode ter prazer em fazer parte deste momento junto aos clientes.

      • Nélio Oliveira

        Então você discorda do Didier, porque ele diz que acha que o problema foi que A LIDERANÇA não conseguiu inspirar o tal “propósito superior”. Mas ele não surge “de uma forma natural”?

        Pra mim, o problema não foi de “propósito superior” (aliás, falar em “propósito superior” de ser garçom pra mim é simplesmente ridículo), foi de “trabalho inferior”. Eles simplesmente não ganhavam o suficiente pra fazer com que permanecessem no emprego com 600K no bolso. Simples assim. Sem filosofia barata.

      • http://www.facebook.com/gabyjardim Gabriela Jardim

        Eu concordo com o Allancaster que o propósito superior seja algo natural. Mas também concordo que, por mais que ele seja natural, não é algo que nascemos conscientes dele. O papel da liderança neste ponto, é fazer com que os liderados encontrem e se conectem com esse propósito superior.

        O que, para mim, é muito o propósito deste post. Nós, seres humanos, vamos vivendo a vida, sem ter muito tempo para nos perguntar certos porquês. Acredito que um post como este tem esse papel: de parar a correria do dia-a-dia e perguntar: what the hell am I doing here, in this world, with my life?

        E, ao contrário do que o Nélio afirma, sim, um garçom tem um propósito superior. Todos nós temos sonhos e acredito que o propósito superior esteja diretamente relacionado a essa conexão entre a vida e os nossos sonhos. O problema é que nós raramente nos conectamos com ele e por isso parece tão utópico pensar em um propósito superior para pessoas que ganham pouco. E outra, como muitos outros comentários disseram aqui, o post não está relacionado a dinheiro, mas sim de satisfação pessoal/profissional. A pergunta é: você continuaria a trabalhar se tivesse ganhado uma bolada de grana? Ou seja, você continuaria ganhando seus 600 reais por mês, mas com uma grana gorda no bolso.

      • Nélio Oliveira

        Como as pessoas têm dificuldade em entender corretamente o que um simples texto diz. Eu não afirmei que garçons não têm “propósito superior”. Eu afirmei que não há “propósito superior” EM SER garçom. Tá lá escrito, e o que você afirmou que eu escrevi distorce COMPLETAMENTE o sentido.

        A propósito, TOTALMENTE #classemediasofre o “what the hell am I doing here, in this world, with my life?”. Vai ver seu “propósito superior” é escrever em inglês num site em português, quem sabe?

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000133928267 Didier Marlier

        Fair point Nelio… Acho que é um “two way street”… E nossa responsabilidade de alinhar nosso Proposito Superior com o que fazemos. mas tambem os grandes lideres ajudam seus liderados com isso…

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000133928267 Didier Marlier

        Concordo…

      • Allancaster

        Concordo completamente que o objetivo do texto é fazer a gente pensar se realmente está satisfeito com o que faz… Acho que pra ficar mais fácil de entender, não precisa ser tão extremo, falando da loteria. É só pensar se você mudaria de emprego simplesmente para ter um aumento de salário, em uma área diferente da que você está trabalhando hoje em dia. Se você não está satisfeito com o trabalho, claro que mudará, por que o que importa é o quanto tá ganhando, o trabalho você acaba aturando.
        E essa questão do líder inspirar os subordinados, com certeza foi fundamental pra saída dos garçons, não há dúvida, mas não acho que essa questão do “Propósito superior” seja uma simples filosofia barata. Tudo bem que essa questão que eu mencionei pode parecer uma história que você conta pro garçom pra ele se sentir importante, mas é só um exemplo, poderia ser outras n coisas, sempre vai existir um propósito naquilo que você faz.

  • Rodrigo Paoli

    A maioria do pessoal comentou sobre fazer o trabalho dos sonhos e etc.. Mas, alguns empregos não são sonhados. Ninguém sonha em ser office boy, encarregado da folha de pontos no rh, responsável pelo recapeamento das ruas… Eu fui office boy 2 anos, a unica coisa que queria era sair daquilo. essa era minha motivação. Também fui garçom e atendente em restaurante e entendo os caras do Cervantes. Talvez pela minha condição de classe média, que não precisava sustentar casa, pude decidir me dedicar aos estudos nas ciências sociais, na história e na luthieria, trabalhando, depois de vários sub-empregos, no que me satisfazia pessoalmente. Porém, o “emprego dos sonhos” é para poucos e motivação empresarial, normalmente, se resume a trabalhar como condenado, porém, sorrindo.

    • http://www.facebook.com/gabyjardim Gabriela Jardim

      Rodrigo, concordo que alguns empregos não são sonhados. Já passei por alguns deles. Mas certamente eles fazem parte do caminho que você tem que percorrer para alcançar o “emprego dos sonhos”. Mas acho que o ponto principal aqui é, primeiro, identificar o nosso sonho e, em seguida, lutar por ele. Sei que é irreal desconectar a necessidade financeira (é preciso se sustentar), mas o que senti de mais importante aqui neste post é o despertar para esse sonho e “correr atrás” para que ele se realize.

      E outra: se eu não posso ter o emprego dos sonhos, o que fazer para tornar este menos ruim? Eu pensava muito assim quanto trabalhei como vendedora de loja, por exemplo.

      Acho que é mais essa a linha que o post quer elucidar!

    • Filipe Cifali

      Depende, trabalhar aspirando trabalhar com outra coisa é complicado. Trabalhar construindo tua carreira para chegar aonde tu desejas é diferente.

      Ser um office boy realmente deve ser complicado, mas e se o cara aspira ser gerente da frota da empresa que contrata os office boys? Por algum caminho ele tem que seguir.

      Ao meu ver, mesmo um trabalho que não seja o que tu quer pode ser ótimo com as pessoas que trabalham junto contigo, o que faz do trabalho um ambiente legal de se trabalhar normalmente são as pessoas a volta e não a tarefa em si.

  • Israel

    Não largaria minha profissão nem se ficasse aleijado, com um lado do corpo imovel nem se ganhasse todo dineheiro do mundo
    Ps: sou professor de escola publica (ensino médio e fundamental – e não estou sendo ironico).

  • Diogo

    Com todo respeito, mas não leu a reportagem inteira ou foi mais uma vitima do jornalismo da Globo. Mas os garçons só não cumpriram o aviso prévio, por causa do assedio da impressa e dos curiosos, se sentiram inseguros e pararam de trabalhar.

    E eu pararia de trabalhar no dia seguinte.

  • http://www.facebook.com/people/Júlivan-Arantes-da-Silva/100001032282778 Júlivan Arantes da Silva

    Que visão mais amadora de mundo…

    • Vítor Moreira Barreto

      Júlivan, por que amadora?

  • Junior

    O principal motivo que fez os garçons largarem o emprego.. foi simples e óbvio ou seja o medo de serem sequestrados ou roubados. Quem em sã consciência ficaria tranquilo no seu emprego, quando a mídia fornece o endereço de seu trabalho e divulga que você é um sortudo que recebeu R$ 635.000? O dono do restaurante tentou um acordo para que eles trabalhassem até o final de semana, por causa do baque que o restaurante sofreria com déficit de funcionários, mas ninguém aceitou.

    • Vítor Moreira Barreto

      Junior, pode ser, mas isso não invalida o ponto central do texto, que é o motivo porque trabalhamos.

  • marcos nunes

    Como tenho o problema de não jogar na loteria e não poder contar com qualquer herança familiar de uma turma de duros, só me resta trabalhar no que não gosto, uma vez que qualquer outra coisa que tenha minha simpatia não dá dinheiro, e eu gosto de jogá-lo fora com prazeres básicos, bem, considerando isso, a esperança zero, a pergunta é hipótese descabida.

    Refletindo no vazio, porém, diria que, sim, largaria o trabalho para fazer, em contrapartida, qualquer outra coisa de que gosto e não dá dinheiro algum. Infelizmente, na minha idade, não dá mais para investir na carreira de jogador de futebol. E, dependendo do dinheiro ganho, não daria para ser cineasta. Seria possível fazer investimentos sociais em escolas, creches, equipamentos para deficientes físicos, investir em empresas dedicadas a cultivos orgânicos, financiar ações políticas para encher o saco dos mandatários de sempre.

    Pensando bem, nenhum dinheiro do mundo daria para fazer as coisas que gosto mas não faço por falta de dinheiro. Talvez porque não falte, na verdade, dinheiro, só duas coisas: disposição amadora e gente a fim de tocar coisas equivalentes do meu lado.

  • http://www.facebook.com/gabyjardim Gabriela Jardim

    Essa imagem no final do post tem sido meu lema desde quando me ingressei no mercado de trabalho. E achar o meu propósito superior foi fundamental para alinhar essas necessidades citadas na foto. Fantástico post!! Um lembrete de que precisamos estar sempre cientes do caminho que a nossa vida está tomando e não apenas, deixar a vida nos levar!

    • Nélio Oliveira

      É sério que você precisa ser lembrada vez por outra de que precisa estar sempre ciente do caminho que a sua vida está tomando e não apenas deixar a vida te levar? Do contrário acontece o quê?

      Eu acho isso uma completa BOBAGEM, porque todos que vivem com alguma responsabilidade automaticamente estão cientes disso…

  • Marco Antonio de Oliveira

    Estes funcionário deveriam ganhar em média, já que haviam vários cargos no tal bolão que fizeram. Eles ganharam de uma só vez o salário de 635 meses. Provavelmente nunca virão tanto dinheiro junto e creio que não exista nenhum motivo diferente deste para eles largarem o emprego. Como também acredito que em pouco tempo voltarão ao mesmo patamar de antes de receber o prêmio, por absoluto despreparo em fazer esta quantia crescer, seja qual seja o caminho que eles possam escolher para tal, salvo se houver algum empreendedor nato.

  • Laiew Felipe Lucena

    Larguei a faculdade de Direito no 5 semestre, o que eu tinha na cabeça? eu sempre pensei o seguinte, “nao to nem ai para o dinheiro, eu quero acordar todos os dias cedo e pensar no quao bom é trabalhar em X lugar” e foi isso que eu fiz, comecei a cursar publicidade, e me formei ano passado, agora trabalho num lugar super foda, no qual e sempre sonhei, estou estudando parar se diretor de criação, nao vou parar ate conseguir, nao pelo dinheiro, mas pq eu gosto msm, e se eu ganhar na loteria? ahhhh to nem ai… meu emprego é minha felicidade, e pra voce que trabalha pelo dinheiro, meu pesames, trabalho por diversao.

    • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000133928267 Didier Marlier

      Concordo plenamente Laiew… Precisa coragem para fazer o que vc fez…

    • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000104077969 Guilherme Casimiro

      Pode ser que mais pra frente eu me foda por fazer diferente. Mas a minha grande vontade de vida é fazer o que você fez.

      Parabéns pela sua coragem, cara. O resultado disso é a mais que merecida felicidade no seu trabalho.

      Abraço!

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000133928267 Didier Marlier

    @NelioOliveira:disqus : Obrigado para seu desafio. Com certeza voce ja deve ter ouvido duas historias: A primeira foi a sorpresa do então Presidente Kennedy ao visitar o que se chamava “Cape Canaveral” (que ficou a ser chamado depois do assassinato de “Cape Kennedy”) quando ele pergunto informalmente a um limpador de banheiro o que era a tarefa dele. O cara, com os solhos cheios de brilho respondeu: “Sr Presidente EU estou mandando um homem na lua”… Ele demostrou que fazia parte de um sonho, um proposito maior do que limpar toilette. Quando estudava na IMD (faz tempo;) o então Dean tinha conseguido a fazer que cada um, dos mais famosos professores aos niveis mais humildes, se sentissem “donos do negocio”. O ambiente então era dos melhores. A outra historia symbolica que se compartilhava muito nos anos 80, contava a historia deste nobre cavaleiro frances na idade media, qui passou e parou para falar com pedreiros. O 1ero grupo nao estava animado e ao perguntar “O que é que vcs estao fazendo?” a resposta foi: “O Senhor nao esta vendo? Estamos lapidando pedras”… Ele continuou e chegou a um grupo um pouco mais animado. La a resposta foi: “Estamos ergeuendo um muro”… O terceiro grupo estava cheio de energia e paixão. La a resposta foi: Estamos construindo uma cathedral”… E isso que esta o proposito superior a sim não temos e si nosso lideres estão incapazes de o fazer emerger, então acontece o que aconteceu neste restaurante…. Desculpe meu pessimo Portugues. Espero que deu para entender… Sou “Gringo” ;)

  • Felipe

    A proposta do texto ao meu ver é bem simples. Você largaria o emprego que já tem ou não. No momento Não tenho emprego, mas estudo comunicação social e sou apaixonado por basquete e fotografia. Se ganhasse 600.000 na loteria, eu faria investimentos mas não iria largar os estudos. Agora se eu ganhasse dez milhões. Bom, eu sou apaixonado por fotografia, gosto de escrever e adoro jogar basquete. Me formaria por capricho e depois efetuaria bons investimentos para aumentar minha fortuna e viver da forma que gosto.
    Agora se eu já estivesse trabalhando no ramo fotográfico, provavelmente não largaria, mas conseguiria mais tempo livre para aproveitar o dinheiro, afinal, dinheiro é pra gastar, ainda mais quando se tem muito dinheiro.
    Em relação a opinião alheia não posso dizer se é ou não hipocrisia, pois não conheço cada um aqui de forma a dar palpites na conduta que cada um expressa nos comentários.
    Emprego dos sonhos é relativo. O propósito maior é relativo e até o valor ganho na loteria é relativo.
    O exemplo foi um tanto ruim, pois acho que ser garçom não é algo louvável, pelo menos não para o garçom. Ele ganha o seu dinheiro de forma honesta, mas não existe um bem maior dentro da profissão. (é o que eu penso)

    • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

      Um garçom pode se tornar no futuro um maitre, um cozinheiro, um chef… e de fato um garçom bom pode ser um exemplo e fazer uma empresa ser a que melhor atende. Isso é um bem maior também. E um exemplo. :)

      • Didier Marlier

        Correto!

    • Didier Marlier

      Eu fui garçon na minha vida “inicial” Felipe. E ate fiz trabalhos “piores” ainda. Mas sempre meus patrões conseguiram nos inspirar um orgulho do que faziamos… Isso esta o “truque”. Abs

  • http://www.facebook.com/people/Edson-Maruyama-Diniz/100000197168023 Edson Maruyama Diniz

    Didier, parabéns pelo artigo. Respondendo à sua pergunta, não, eu não largaria meu emprego. Talvez até saísse do lugar onde estou, mas iria continuar fazendo o que faço de outra maneira. E em um ritmo menos intenso.
    Só queria comentar que muita gente fala disso de seguir o coração, fazer aquilo que sonha e blá blá blá. O ponto é que só é interessante naqueles casos de sucesso. Aos fracassados, apenas temos um respeito velado, que não se sustenta por mais de 5 minutos. E depois cada um volta pra sua torre de marfim.

    • Didier Marlier

      Obrigado Edson, na minha modesta experiença (que não vale mais que a sua obviamente) sempre acabei seguindo o conselho dado na ultima foto. Acho fundamental puder trabalhar numa coisa alinhada com nosso Deep Intent… Abs

  • Rafael Peron

    Começo minha reflexão do ponto inicial em que, se alguém apostou na loteria, é porque esse dinheiro tem relevância para sua vida. Assim, já excluo de cara, no contexto da pergunta, o caso de dinheiro não ser importante para a decisão da pessoa.

    Levo em conta também que aplicar o dinheiro ganho de forma simples seria suficiente para a pessoa sustentar uma vida confortável, e iniciar um projeto profissional idealizado.

    Partindo da pergunta proposta (e de forma não-exaustiva), vejo dois caminhos distintos possíveis:

    Sim, eu continuaria.
    Isso pode mostrar que, apesar de um suposto alívio financeiro, sua vida atual parece estar alinhada com seus objetivos. Ou seja, ainda que não ganhe esse dinheiro extra, você deve estar satisfeito com a vida que leva. Ótimo.

    Não, eu sairia.
    Esta resposta tende a mostrar uma situação de uma vida profissional que incomoda.
    Hoje temos diversos exemplos de pessoas que dizem ser possível trabalhar em algo que seja sentido como relevante por nós mesmos.
    Assim, apesar desse dinheiro extra agir como uma alavanca, ele não deveria ser a única forma de uma pessoa atingir essa ruptura.

    Lembro de uma palestra de um tal de Gary Vaynerchuk (na Web Expo 2.0), onde ele diz “Se você trabalha das 09h às 17h, ao chegar em casa ainda pode jantar e passar um tempo com a família. Das 22h às 03h é tempo suficiente para se dedicar a algo em paralelo e fazer um belo estrago.” Mas isso depende da sua disposição para mudar.

    O que vemos hoje são pessoas acostumadas a desejar o fácil, reclamar do difícil e, como diz o grande Carro Velho de Quixeramobim, continuar aí “fazendo porra nenhuma”.

    “A little less conversation, e little more action”, Rafael.
    - Elvis Presley

  • Rhubia

    nunca!!!

  • Bruna Ribas

    Penso que a cultura do brasileiro comum é ter dinheiro para ser vagabundo, ficar curtindo como se diz. Infelizmente, ainda não se chegou a esse patamar de entendimento de um propósito na vida, da “obra” das pessoas.

  • Caremn Gripp

    Largaria sim. Sou professora da rede pública estadual em MG e estou exasta….

  • http://www.facebook.com/rafael.allegretti Rafael Allegretti

    Se eu ganhasse na loteria eu teria uma ideia parecida, eu empreenderia e tal, mas sairia da minha área atual, mas não sem nenhuma consideração pelo cara que acreditou em mim quando me deu a vaga. Mas iria me tornar um empresário de um ramo que gosto, e trabalharia por diversão e não por lucro, o que significa que eu me daria bem e teria muito lucro, hahaha!

    P.S: Largar o trabalho por causa de míseros 600 cruzeiros como se isso fosse o suficiente para não se trabalhar mais é um pensamento muito pequeno!

  • Rafael

    Alguem aqui ja trabalhou de garcom ?
    Para voces que tiveram oportunidade de estudar em boas faculdades, usar o carro da mae e ainda ter uma graninha para viajar nas ferias e sair de balada no fds é muito facil falar.
    Trabalho em comercio ah um bom tempo e me desculpem, a maiorias das pessoas nao tem a instrução básica, quantos de voces nao ja passaram em uma situação de dar uma nota de 20 para uma compra de 12 e a pessoa usar uma calculadora para te dar o troco ?

    Sou barman e trabalho em um excelente restaurante em São Paulo, faço isso porque amo meu trabalho, sou formado em Economia, ja Viajei pela Oceania, asia e europa mas faço um trabalho serviçal porque gosto, minha ajudante de bar parou de estudar na 8ª serie, tem 4 filhos isso com 25 anos, os proprietarios ja tentaram pagar varios cursos, eu ja tentei milhões de vez ensinar ela varias coisas e não rola, tem um outro garçom que se existe um inimigo no rest com ele é o Palm, o cliente pede as coisas e ele leva 5min para encontrar os produtos…

    Resumindo…. acredito também que nem tudo depende da liderança e sim da vontade da pessoa, ja vimos inúmeras historia de pessoas que eram lixeiros, garis etc.. e entraram em universidades publicas ou conseguiram um lugar a sol
    Tenho uma Ex-namorada que teve de tudo, foi trabalhar quando terminou a 2ª pós, em sua turma de amigos tinha uma amiga que nao teve pai,(alcoólatra) teve que começar a trabalhar cedo e hoje é gerente de treinamento de um grande banco.

    Hoje se eu ganhar na loteria no caso dos 600k eu tentaria montar um negocio investiria seila, agora vcs realmente acham que uma pessoa que ganha uma salario minimo(645 eu acho) se ganhar 1000x isso , um valor que ele demoraria 80 anos para ganhar sem gastar nada, vai pensar em continuar sendo funcionario dos outros, servir os outros ? pensem como voces tratam os funcionarios dos lugares que voce frequentam, deixar R$1 de caixinha alimenta o nossos egos achando que o cara precisa disso e que estamos ajudando ele.

    acho muito difícil alguém ganhar na loteria e não deixar de fazer o que faz… uma pq se o cara já é bem-sucedido e gosta do que faz, não deve nem jogar… outra que se o cara gosta do que faz mas não ganha tanto e joga, se ganhar, vai abrir uma empresa sua nesse ramo que ele gosta, sei lá…mas dificilmente vai continuar sendo empregado… duvido que todos esses garçons pararam de trabalhar… eles só largaram aquele salário merreca, mas alguns devem ter aberto um negócio deles e tal… lógico que alguns devem ter torrado tudo, mas acho que não todos.

    Aproveitando o final da trilogia do batman vai duas coisas que ele disse nos filmes…

    Você não é o que é por dentro, e sim o que voce faz

    Treinamento não é nada, vontade é tudo

    Muitos querem ser RYCO’s mas quantos realmente tem garra para chegar la?

    Me desculpe mas esse papo todo so me parece coisa de SOciologo/psicologo etc…..

  • Leo

    Pode ser que talvez eles não tinham o prazer em servir. Somente isso. E talvez pouco mais de 600 mil foi um valor que resolvesse todos os problemas deles.

  • http://www.facebook.com/thales.fagundes Thales Fagundes

    Falando em prêmios de loteria, antigamente eu largaria tudo por 20 milhões. Após a faculdade e os primeiros empregos passei a considerar chutar o balde por 5 milhões.
    Fiz alguns concursos, quebrei a cara, passei em outros e tolero meu trabalho atual de suporte técnico há 7 anos. Já considero um prêmio lotérico de singelos 1 milhão de reais, adequadamente investidos, para que me sustente enquanto dedico estudos até conseguir um emprego, aí sim, que eu ame. :-)
    Mas por 3 míseros milhões, eu NUNCA MAIS trabalho na vida! Vou curtir um stress lá em Bora-bora….

  • vg

    Acho isso pura demagogia, niguém quer passar o resto da vida servido mesa, pegando bronca de gente rica e esnobe e trabalhando feito um codenado para no fianl do mês receber uma mixaria acordem isso aqui é o Brasil não o Canada ou Suecia onde um garçom e sua familia tem tudo que precisa fala serio!

    • vg

      “final”

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