Uma mente distraída é uma mente infeliz

Gustavo Gitti

por
em às | Atitude, Cabana no PdH, PdH Shots


Já que ignoramos professores budistas e ainda não somos cientistas da própria mente, pelo menos ouçamos os psicólogos.

Matthew Killingsworth e Daniel Gilbert, doutorandos em Harvard, publicaram o artigo “A wandering mind is an unhappy mind”, na Science, no qual descrevem uma pesquisa boba, mas significativa para aqueles que precisam de pesquisas para perceber a importância de métodos que transformam a mente.

Os caras criaram um aplicativo de iPhone que pergunta, de tempos em tempos, o que a pessoa está fazendo, pensando, sentindo. Foram registrados 250.000 apontamentos vindos de 2.250 voluntários, de 18 a 88 anos, 74% americanos. Resultado: durante 47% do tempo, eles viveram divagando, distraídos, dispersos. E tal distração coincidia com momentos de desânimo, aflição, insatisfação, ansiedade… sofrimento.

Outra conclusão interessante: nossa felicidade ou sofrimento não tem quase nada a ver com o que estamos fazendo, mas como está nossa mente. Como já escrevi aqui, a qualidade de nossa experiência não é definida pelo que acontece, mas por como nosso corpo e nossa mente agem sobre o que nos acontece.

Ora, é sensacional a capacidade de se descolar da realidade imediata e projetar a mente para o passado ou para o futuro; o problema é o processo compulsivo pelo qual a mente sabota a si mesma, a ponto de perdermos o direcionamento de nossos pensamentos e emoções.


Link YouTube | A mente sem doenças mentais é mesmo saudável? Entenda o que Alan Wallace chama de distúrbio obsessivo, compulsivo e delusivo (a partir de 3:06 | parte 2). Se não entende inglês, clique aqui.

Dá para planejar, lembrar, imaginar e pensar sem se dispersar, com atenção plena e presença, sem perder contato com a respiração, com o corpo, assim como acontece de estarmos concentrados em algo presente e completamente dispersos, adormecidos, sendo levados por abas e abas que sugam nossa concentração e capturam a mente para longe de si mesma.

Na música, isso fica evidente: os grandes instrumentistas não são os mais concentrados na própria ação, mas aqueles que conseguem deixar a mente livre enquanto tocam, completamente presentes e até capazes de imaginar outra coisa ou focar os olhos no público durante um solo.

Ao contrário do senso comum, além de devaneio para passado ou futuro, dispersão pode significar mergulho cego no presente do mesmo modo que lucidez não significa parar os pensamentos (noção equivocada que muita gente atribui às práticas meditativas). A questão da liberdade se resume ao quanto somos comandados por elementos internos ou externos e ao quanto somos capazes de parar e seguir com autonomia. Ouvir “Viva o aqui e o agora” de um empolgado new age não ajuda.

Para praticar tal liberdade, nada menos que a própria felicidade, os quase doutores de Harvard têm muito a aprender com as tradições contemplativas, coisa que a Emory University já sacou:


Link YouTube | Se não entende inglês, clique aqui.

Fontes: Folha de São Paulo, BBC e CBC.

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Gustavo Gitti

Quase professor de TaKeTiNa, baterista sem bateria, meditante que não medita, ex-bolsista de dança de salão, ex-estudante de filosofia e ex-solteiro. É editor do PapodeHomem, autor do Não2Não1, colunista da revista Vida Simples e caseiro da Cabana PdH. No Twitter: @gustavogitti.


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28 comentários

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  • Convidado

    gitti, que trauma de new age é esse, que fizeram contigo, rapaz?

    abra seu coração para nós

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      É tanto desserviço, cara, já encontrei tanto lixo (“What the bleep do we know” e afins), que sempre dou uma cutucada, desde a época em que conduzia debates assim na lista Transconhecimento.

      • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

        Eu acho um barato a descrição do podcast do Tripp Lanier: beyond the macho jerk and the new age wimp
        http://personallifemedia.com/podcasts/238-the-new-man

        Sobre os desserviços que existem no mercado, concordo que material de baixa qualidade e tendencioso é realmente de doer.

        Sobre o lance da concentração e o exemplo dos músicos, gostei das referências e acrescentaria também o Mihaly Csikszentmihaly, com o ótimo conceito de flow e alta performance (que é também adotado pelo Tony Schwartz e Jim Loehr, e vários outros coaches profissionais)

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        Fala Seiiti,

        Eu tinha visto esse site quando o Buddhist Geeks mudou. Já me indicaram esse podcast, vou ouvir.

        Esse Mihaly eu não conheço. Vou pesquisar.

        Valeu!

      • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

        Tem de tudo lá. Noutro dia, era um cara que perdeu absolutamente tudo, foi pra cadeia, faliu, a mulher o abandonou etc… e ele foi pro Tripp contar a história, como exemplo de desapego feliz.

        Mas tem de tempos em tempos uns caras estranhos, lembro que um cara meio hermafrodita com uma dieta de superfood bizarra, que aconselhava ir pra praia com ímã coletar fragmento de meteoro…, umas figuras meio toscas… puas ocasionais, que vc não vai gostar. Enfim, é uma fauna de convidados.

        Mas o Tripp manda bem, e faz um ótimo trabalho de sintetizar o que realmente interessa no final.

      • http://openid-provider.appspot.com/yutsuo Yutsuo

        Cara, “What the bleep do we know” é tosco bagarai.

        Mas se eu não tivesse assistido, eu seria um pouco mais ignorante hoje, porque eu não iria questionar e ir atrás pra pesquisar mais a fundo a respeito.

        Eu acho que o lixo vem de todos os lugares. Há psicólogos vendendo lixo, médicos, padres, professores, filósofos, mestres budistas. E é um mal necessário.

        O mais importante é ser crítico, cético, nunca se acomodar com uma resposta, ter sempre o “por que?” dentro da nossa cabeça.

  • Anônimo

    Interessante o artigo, mas deixo uma observação:

    Quando li o título, entendi imediatamente que “mente distraída” significa uma mente que busca distrações, uma mente “folgada”, por assim dizer. E conheço muita gente que segue esse perfil -eu mesmo, em alguns casos.

    O texto, apesar de interessantíssimo, não se refere a isto. Se refere, principalmente, à mente que se perde em devaneios.

    Enfim, não é bem uma crítica, só achei uma boa observar que o título pode causar essa pequena confusão em algumas pessoas que buscam uma leitura e encontram outra.

    Aliás, Gitti, o que devo entender quando você fala de “presença” em seus textos?

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      CaveiraVermelha,

      Na minha visão, essa mente que esvoaça é a mesma mente que busca distrações, que leva uma vida de entretenimento. Como eu disse no texto, voar ao passado ou ao futuro é igualzinho se prender ao presente. Ambos são fruto da operação compulsiva da mente, bem descrita pelo Alan Wallace no vídeo.

      “Presença” significa muitas coisas. Tem professores que até usam essa palavra para falar de um tipo de meditação. Mas eu uso no sentido mais corriqueiro mesmo, nada profundo.

      Se você está presente, você está com os pés no chão, está sentindo a própria respiração, está vendo que está vendo, está vendo que está digitando, está disponível, aberto, vivo. Você pode fazer sexo presente, pode escrever, pode falar, pode andar. Normalmente, esse tipo de presença acontece quando a atenção volta a si mesma, e você diz: “Olha, eu estou aqui”. Fazemos isso poucas vezes no dia. Em geral, respiramos fundo e relaxando quando isso acontece.

      Se você não está presente, é possível que passe uns minutos olhando pro chão, enquanto pensa em algo, ou que se demore no banho simplesmente porque ficou fazendo mil planejamentos, ou que ejacule sem nem entender o que se passou, ou que veja um filme falando alto no cinema, sem perceber a realidade ao redor, e assim por diante. É nosso funcionamento em 99% do tempo.

      Ou, pelo menos, é o meu funcionamento em 99% do tempo.

      Abração.

  • Murilo

    zzzZZZzzzZZzzzzZZzz

  • Anti

    Diferenciar “wander” de “distract” é importante, ne?
    Concordo com o caveira vermelha.

    O Freud tem um texto magnífico sobre o Devaneio Criativo, pois através dele nos conectamos à infância, ao prazer da brincadeira (neste caso, mental). Definitivamente, a neurologização de tudo não é suficiente. Falar de saúde para gênios como um Kafka, um Nietzsche, ou um Einsten… it is useless…

    Viva o devaneio!

  • http://www.paulovsk.com/ Paulo Roberto

    Gostei do texto, tem um direcionamento que tenho buscado ( em parte por influência do você mesmo, Gitti ).

    Por “Ouvir “Viva o aqui e o agora” de um empolgado new age não ajuda.” , eu devo pressupor que você se refira ao Eckhart Tolle, em O poder do agora?

    Eu queria que você dissesse o que não achou legal nesse livro, se possível.

    Abraço

  • Derek Sa

    Gostei muito, parabéns.
    Descobri seu site não por este texto, mas era no fundo o que eu procurava e precisava ler.

    Li um pouco sobre o TDA (transtorno do défict de atenção) que parece ser um distúrbio no qual os psicólogos definem que desvios de pensamentos, de atenção e foco estão relacionados a um aspecto fisiológico, portanto não mental. Dizem que através de medicamentos o paciente apresenta grande melhora.
    Não procurei nenhuma ajuda médica, mas sei o quanto isso prejudica minha vida. Me identifiquei com tudo que ALAN disse no vídeo, como ser um prisioneiro e não ser capaz de escolher meus pensamentos, sem que eles interfiram nas minhas atividades corriqueiras. Além de sempre considerá-los reais (também citado…rs)

    Simpatizo e acredito muito com no budismo. Consigo ver como seria bom atingir este estado mental.
    Só estou confuso sobre qual caminho seguir, rs….pois mesmo sendo novo, já perdi e estou perdendo muitas oportunidades.

    Parabéns! Continue com os posts!

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Eu não vejo problema nesse livro do Eckhart (tem equívocos ali, mas ok, é bem intencionado). O problema é todo o tipo de interpretação que criamos a partir desses caras. Com isso nos estagnamos dentro de uma visão que achamos elevada mas que é só um carpete grande que serve para esconder as complicações.

    Já conheci algumas pessoas completamente confusas e se achando iluminadas com essa abordagem “Não preciso de mestre, todos são mestres, eu sigo meu caminho, mantenho pensamentos positivos, construo minha realidade, evito energias negativas, vivo o aqui e o agora”.

    Um livro excelente sobre isso é ALÉM DO MATERIALISMO ESPIRITUAL, do Chogyam Trungpa. São transcrições várias conferências dadas para hippies americanos, no centro do movimento new age.

    Abração.

  • http://twitter.com/_jbernardes Jair Bernardes Jr.

    Gitti, lá vem tu de novo com tema que tenho debatido ultimamente. O mundo atual (principalmente na web) nos dá infinitas possibilidades de ações, mas as pessoas se perden entre uma e outra, e acabam não realizando nada. O pessoal Y diz que é assim mesmo, que completar tarefas é coisa de X, mas acho que o buraco é mais em baixo.
    Eu mesmo, mês passado, tirei férias pra me dedicar a um concurso, e minha meta era estudar 10 horas por dia. Mal consegui 5 horas, pois sempre tinha coisas importantíssimas pra fazer. Agora que o concurso passou, muitas das coisas importantíssimas ainda estão lá, mas já não as considero tão importantes assim. Percebi que na verdade eu estava me “sabotando”, minha mente estava distraída com coisas que na realidade eu não dou a mínima.
    Nossa mente é um cavalo selvagem, que tem que ser domado para te levar aonde tu queres. Se mal domado, te derruba.
    Abraço

  • Anônimo

    o título diz tudo, mas o que é uma mente distraída. acredito que, de forma consciente, ou não, encontre, ou crie, obstáculos que o afastem do objetivo principal. como o jair b. falou a própria mente pode sabotar as intenções quando o foco é necessário mas não é atrativo, então, buscamos boicotes que nos abstraiam e distraiam. no entanto após passado o processo, notamos que muitas das coisas que nos atrapalharam foram formas que encontramos para adiar o engajamento no foco principal e passamos a nos culpar por te-lo perdido. complicado, principalmente quando nos damos conta de que hoje é, e sempre será, o único dia de nossas vidas.

  • Carlos Bernardo

    “A mente sem doenças mentais é mesmo saudável?”
    É esse o brilhantismo desse post!

  • Mario de Souza

    Saiu um ótimo post no AoM sobre essa pesquisa também, bem recomendado:

    http://artofmanliness.com/2010/11/22/being-fully-present-as-a-man/

  • Arthur Mendonça

    Gitti, essa mente distraída de que trata o texto tem a ver com déficit de atenção?

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      TDAH é apenas um caso mais exagerado de uma operação patológica que existe em todas as mentes consideradas normais, saudáveis. Somos todos vítimas disso e podemos fazer algo. Isso não é uma condição imutável.

      Tenho um amigo diagnosticado com TDAH que medita e faz mais coisas para desenvolver uma mente saudável do que a maioria das pessoas que conheço. O resultado é que a mente dele, mesmo com TDAH, é mais saudável do que muita mente saudável por aí. E isso se reflete na vida e nas relações, claro.

      Abração.

  • http://www.facebook.com/karinadenari Karina Denari Mattos

    Muito legal você abordar estes temas aqui… Até essa questão do TDAH me fez lembrar uma entrevista que teve no Globo News, que informava que o Brasil é o segundo consumidor mundial de ritalina, a tal da “droga da obediência” (http://globonews.globo.com/videos/v/brasil-e-segundo-maior-consumidor-mundial-de-ritalina/1373771/). Acredito que seja um sério indicador que o brasileiro, mesmo sem o diagnóstico da doença de déficit de atenção, tem muita dificuldade com a “presença” que você menciona.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Pois é, Karina, fico muito triste. Tenho alguns amigos que tomam ritalina TODO DIA, acredita? Acho um absurdo. Eles acham que precisam, os médicos recomendam, mas o correto seria procurar treinar a mente para não mais precisar disso.

      Concordo com o que ouvi do Alan Wallace em uma palestra em São Paulo: se a pessoa realmente está com algum distúrbio grave, o medicamento é importante na fase inicial do tratamente, mas ele deve ser consumido com a perspectiva de abandoná-lo, não de se tornar um dependente químico daquilo.

      Pena que isso raramente acontece.

      Abração.

  • http://www.facebook.com/karinadenari Karina Denari Mattos

    E o pior disso tudo são os pais de crianças “desligadas”, que acabam dando ritalina pros filhos, justificando a necessidade pelas notas na escola, ou pela ausência em cursos extras, só com o fim das crianças ficarem mais atentas em aula, obedientes e concentradas.
    E o que choca, é que tais crianças no futuro, (e segundo a reportagem) acabam fazendo parte de um grupo no qual o índice de drogadição é muito mais alto.
    Segundo a pesquisadora, aos 18, 19 anos, quando eles param de tomar a ritalina, eles buscam outros tipos de drogas para suplantar a necessidade do medicamento… Acho que isso precisaria ser mais debatido, e os pais mais bem informados. Por ser uma droga recente, ninguém ainda tem noção dos efeitos a longo prazo..

  • http://www.facebook.com/leonnardocr Leonnardo Chagas Rabello

    Eu já fui diagnosticado com TDAH, mas nunca consegui me dar bem com a ritalina, ela me deixa muito ansioso!

    Concordo com o Gitti quando ele diz que temos que iniciar um tratamento medicamentoso e depois nos livrarmos dele, aprender a conviver sem ele.
    Mas tem um problema nisso, pois se nossa mente é distraída, por mais que você passe dicas, conselhos ou seja lá o que for, para que nossa mente tome um rumo melhor, em um primeiro momento, por questão de distração, aquela idéia de melhora vai se esvair, vai se perdendo.
    Pelo menos isso acontece muito comigo e com isso vem uma aflição tremenda, porque parece que você já tentou de tudo.

    A medicação, pra alguns, é uma solução imediata!
    Não que eu esteja defendo o uso, mas pra pessoas que vivem nesse ritmo frenético de pensamento (minha mente parece que está sempre a 1000km/h, como eu queria me livrar disso!), é a melhor solução, pois resolve o problema na hora.
    O problema é a longo prazo..

  • http://www.facebook.com/leonnardocr Leonnardo Chagas Rabello

    Eu já fui diagnosticado com TDAH, mas nunca consegui me dar bem com a ritalina, ela me deixa muito ansioso!

    Concordo com o Gitti quando ele diz que temos que iniciar um tratamento medicamentoso e depois nos livrarmos dele, aprender a conviver sem ele.
    Mas tem um problema nisso, pois se nossa mente é distraída, por mais que você passe dicas, conselhos ou seja lá o que for, para que nossa mente tome um rumo melhor, em um primeiro momento, por questão de distração, aquela idéia de melhora vai se esvair, vai se perdendo.
    Pelo menos isso acontece muito comigo e com isso vem uma aflição tremenda, porque parece que você já tentou de tudo.

    A medicação, pra alguns, é uma solução imediata!
    Não que eu esteja defendo o uso, mas pra pessoas que vivem nesse ritmo frenético de pensamento (minha mente parece que está sempre a 1000km/h, como eu queria me livrar disso!), é a melhor solução, pois resolve o problema na hora.
    O problema é a longo prazo..

  • http://www.facebook.com/leonnardocr Leonnardo Chagas Rabello

    Eu já fui diagnosticado com TDAH, mas nunca consegui me dar bem com a ritalina, ela me deixa muito ansioso!

    Concordo com o Gitti quando ele diz que temos que iniciar um tratamento medicamentoso e depois nos livrarmos dele, aprender a conviver sem ele.
    Mas tem um problema nisso, pois se nossa mente é distraída, por mais que você passe dicas, conselhos ou seja lá o que for, para que nossa mente tome um rumo melhor, em um primeiro momento, por questão de distração, aquela idéia de melhora vai se esvair, vai se perdendo.
    Pelo menos isso acontece muito comigo e com isso vem uma aflição tremenda, porque parece que você já tentou de tudo.

    A medicação, pra alguns, é uma solução imediata!
    Não que eu esteja defendo o uso, mas pra pessoas que vivem nesse ritmo frenético de pensamento (minha mente parece que está sempre a 1000km/h, como eu queria me livrar disso!), é a melhor solução, pois resolve o problema na hora.
    O problema é a longo prazo..

  • http://www.facebook.com/leonnardocr Leonnardo Chagas Rabello

    Eu já fui diagnosticado com TDAH, mas nunca consegui me dar bem com a ritalina, ela me deixa muito ansioso!

    Concordo com o Gitti quando ele diz que temos que iniciar um tratamento medicamentoso e depois nos livrarmos dele, aprender a conviver sem ele.
    Mas tem um problema nisso, pois se nossa mente é distraída, por mais que você passe dicas, conselhos ou seja lá o que for, para que nossa mente tome um rumo melhor, em um primeiro momento, por questão de distração, aquela idéia de melhora vai se esvair, vai se perdendo.
    Pelo menos isso acontece muito comigo e com isso vem uma aflição tremenda, porque parece que você já tentou de tudo.

    A medicação, pra alguns, é uma solução imediata!
    Não que eu esteja defendo o uso, mas pra pessoas que vivem nesse ritmo frenético de pensamento (minha mente parece que está sempre a 1000km/h, como eu queria me livrar disso!), é a melhor solução, pois resolve o problema na hora.
    O problema é a longo prazo..

  • http://www.facebook.com/rodrigo.furlan Rodrigo Furlan

    Post foda.

  • André Tamura

    Muito bom! 
    “Já conheci algumas pessoas completamente confusas e se achando iluminadas com essa abordagem “Não preciso de mestre, todos são mestres, eu sigo meu caminho, mantenho pensamentos positivos, construo minha realidade, evito energias negativas, vivo o aqui e o agora”. 

    Comumente observado em “celebridades” e frequentadores assíduos de festas/baladas etc…

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