Um experimento de percepção para explodir sua cabeça

Gustavo Gitti

por
em às | Artigos e ensaios, Atitude, Cabana no PdH


Compartilho com você uma visão para ampliar nossa experiência além de eu e outro, tempo e espaço, dentro e fora. Para funcionar, é preciso que dedique 10 minutos e conduza sua percepção tomando os 22 itens abaixo como guia.

Estou fazendo isso junto com você, em primeira pessoa, mas escrevo em segunda pessoa para facilitar o entendimento, já que se eu descrevesse meu percurso mental em primeira pessoa você teria uma tendência a me observar de longe em vez de guiar sua própria mente para ver o que estou apontando.

É como se eu estivesse apontando com o dedo para uma rachadura na parede e você virasse a cabeça para ver a rachadura em vez de ficar olhando e analisando o meu dedo. Minha fala servirá como guia, não tanto como objeto de percepção em si mesmo. Ou seja, a partir de agora, você não mais estará lendo um texto, mas contemplando sua própria experiência pelos 5 sentidos e pela mente.

O processo é bem simples e pé no chão, não tem nada a ver com estados alterados da consciência, mas apenas observar o que já acontece naturalmente e fazer uso da imaginação para abrir mais os olhos.

Talvez sua cabeça não exploda, mas é bem possível que após o último item o ambiente em que você está agora (seja ele qual for) se revele um vasto e assombroso espaço não definido, como um sonho sem vigília anterior ou um filme sem cinema. Não porque nossa experiência de mundo é uma ilusão ou porque vamos alucinar outra coisa, mas justamente porque vamos continuar vendo o que já estamos vendo, sem esforço, sem criar, sem alterar nada.

Parando o mundo e olhando ao redor

1. Imagine como seria sua vida se você tivesse outras visões de mundo, outros padrões de comportamento, energias de hábito, pensamentos, emoções, outro corpo, outra vida, enfim. Você poderia ter nascido como o seu amigo que trabalha ao lado ou, se estiver sozinho, como o desconhecido que está passando na sua rua agora. Nesse sentido, todos os outros seres são você mesmo em outros mundos.

2. Agora olhe diretamente para um outro ser. Se estiver sozinho, imagine eu mesmo escrevendo esse texto ou uma aranha no canto da parede. Perceba que esse outro ser está tendo uma experiência sensorial 100% completa ao redor assim como é a sua, mas a partir de outra perspectiva. Se existirem 790 pessoas no seu prédio, existem 790 prédios nesse exato momento, pois o prédio nada mais é do que a experiência que algum ser tem do prédio – fora disso, não dá nem mesmo pra chamá-lo de prédio.

3. Ao sustentar na mente essas 790 perspectivas, atente para o fato de que a sua é apenas uma. Ou seja, você viveu a vida toda apenas com uma perspectiva, como se o centro do universo inteiro fosse a sua cabeça. Não é fantástico? Dá até medo ou vontade de gargalhar. O mundo é um grande filme 3D: sempre parece que aquela abelha vem direto no nosso nariz, não no nariz dos outros.

4. Sinta a textura do seu mouse. O que você pensa ser a verdadeira textura do mouse é apenas o que você experimenta com a sua pele. Se você tivesse um outro tipo de pele, você teria outra experiência da superfície das coisas. Não são os outros que são frios ou quentes, mas nossa experiência deles de acordo com a temperatura do nosso corpo.

5. Bata com a mão na mesa. Depois use uma caneta para bater na mesa. E depois um papel. Qual é o verdadeiro som da mesa? Qual é o verdadeiro “som” das pessoas, qual é a essência do outro, suas características mais definidas? E das situações?

6. Olhe para a sua realidade 100% abrangente como se fosse apenas um só tecido luminoso. Contemple como todas as características que parecem existir lá fora são inseparáveis de nossos sentidos. As coisas e seres são vazias de características intrínsecas. São livres, transparentes, abertas. Nada tem um som definido, pois depende de como se dá a experiência, de como surgimos juntos. Acreditar que alguém, um lugar ou uma situação é isso ou aquilo, bem, isso é tão inteligente quanto dizer que um belo chocolate é horrível depois de encher nossa boca com leite condensado estragado, com nossas papilas gustativas totalmente alteradas.

7. Olhe a parede e atente para sua cor. Agora lembre que átomos não tem cor e que não há nenhuma informação definida de cor chegando pela luz, entrando nos olhos e sendo processada no cérebro. Se houvesse, uma abelha veria a mesma cor. Mas ela não vê e não temos a prepotência de achar que a abelha está processando errado, entendendo errado, alucinando. Se ela está alucinando, nós também estamos. Melhor então achar que são duas experiências de realidade em vez de achar que a realidade é de um jeito e a abelha está maluca.

8. Do mesmo modo, contemple a experiência de um deficiente visual ou auditivo e veja como ela é uma experiência 100% completa. Nada falta ao “portador de deficiência”. A deficiência só existe quando comparamos as experiências de realidade. Nesse sentido, todos nós somos deficientes se comparado com um ser que tem 12 sentidos ou com um morcego que se relaciona com coisas inacessíveis aos humanos.

9. Agora atente para a continuidade do mundo: não existe pausa nem intervalo, as experiências continuam surgindo como num filme sem frames. Mesmo quando vamos dormir, as experiências seguem em forma de sonho ou no vazio do sono sem sonhos. O mundo não cessa. Olhe para tudo agora e lembre de como as coisas estavam há 10 minutos. Onde está aquele presente agora? Se o passado é lembrado como um sonho ou um filme, isso significa que o presente já é esse sonho, com a diferença de estarmos vivendo-o agora, com essa experiência de realidade.

10. Depois de dissolver a ilusão de solidez e nosso “olhocentrismo” (pois o heliocentrismo é apenas uma teoria que lembramos de tempos em tempos), veja que não existe “o mundo”, mas mundos experimentados como sonhos vividos em primeira pessoa por incontáveis seres. Para cada mundo, um corpo, um sentido de vida, um leque de experiências possíveis, alguns impulsos naturais, algumas filosofias ou instintos, uma corrida para sensações positivas e um afastamento de condições dolorosas.

Olhando para dentro

11. Foque nas sensações do seu corpo. O frio nos dedos, a língua tocando o céu da boca, o olho piscando, os pés no chão, alguma tensão nas costas, a bunda na cadeira. Se você consegue observar tudo isso, então você é outra coisa além dessas sensações.

12. Atente para as emoções e pensamentos. Suas opiniões sobre esse post, suas ideias sobre a realidade, alguma ansiedade ou impaciência, impulsos, desejos, listas de afazeres, planejamentos, lembranças da noite passada… Você consegue testemunhar tudo isso, você é o espaço no qual todas as imagens surgem. Você é livre para direcionar tais pensamentos e emoções, para surfar no que surge ou deixar aquilo ficar até cair por conta própria.

13. Note que você pode ouvir o que acontece atrás das paredes, em outras salas ou na rua, fora de seu alcance de visão. Onde está esse som? Lá fora ou aí dentro?

14. Feche os olhos após ler esse item e observe como você continua experimentando objetos externos (a uma certa distância) mesmo quando olha para dentro. Ou seja, é impossível olhar para dentro. Olhando para o exterior ou para o interior, tudo é visto lá fora, externamente, mesmo imagens mentais e sensações corporais. Nesse sentido, todos os objetos surgem em um espaço que não tem dentro e não tem fora. Sons e pensamentos, fenômenos externos e internos são da mesma natureza.

15. Respire e repouse nessa abertura pela qual o mundo se desenrola. Há um grande espaço no qual você surge junto com as coisas. Você é um outro para si mesmo. Você pode se ver como uma outra pessoa, assim como vê sua imagem no espelho e se esforça para lembrar que aquele é você.

16. Enquanto olha para si mesmo como um outro qualquer, você nota que essa espacialidade é livre de todas as coisas com as quais você vai se identificar no minuto seguinte. E então você sorri para tudo o que você acha que você é, todas as identidades que surgiram em suas diversas relações, todos os seus dramas, emoções, achismos, filosofias, medos, orgulhos, vitórias, derrotas. Qualidades negativas e positivas, nada disso é seu, por mais que você seja capaz de incorporá-las e vivê-las. Tudo dança nesse espaço imóvel sem dono.

17. Olhe para o olho que está observando tudo isso até aqui. Esse olho é tímido, chato, ciumento, ansioso, alegre, triste, depressivo, cansado, desorganizado, carente, orgulhoso? Ele fica dentro ou fora de você? Houve algum momento na sua vida em que ele não estava presente?

Olhando para tudo e “voltando” ao mundo

18. Olhe novamente para os outros seres ao seu redor (ou imagine-os). Veja como eles são idênticos a você. Vivem em mundos de significação, tomam fatos como naturais, tem metas e desejos, prioridades, impulsos, certezas. Observe como cada um deles não é uma pessoa, mas uma bolha, um mundo inteiro.

19. Observe como eles chegam para trabalhar sem perceber o assombro que é nascer e não saber de onde, morrer e não entender por quê. Contemple como eles rodopiam a partir de seus próprios referenciais, deixando comentários em blogs, fofocando, sorrindo, chorando, falando alto, se debatendo, reclamando, se empolgando, se frustrando, construindo histórias, nascendo e morrendo sob um mesmo imperturbável céu.

20. Sabendo que cada um está agarrado a um joystick com seu próprio videogame, imersos em vários tipos de jogos, filmes, universos, sonhos, imagine como seria divertido ir além do próprio jogo e ajudar as pessoas a fazer o mesmo. Porém, já que é impossível acordar de um sonho sem cair em outro, então visualize como seria jogar um jogo sabendo que é jogo, atuar sabendo que é um filme, acordar dentro e tornar o sonho lúcido.

21. Esconda o sorriso malicioso que surgiu agora e volte ao mundo com essa loucura de pano de fundo, lembrando que todos os outros também tem esse mesmo sorriso por trás de suas seriedades.

22. De vez em quando, experimente não se restringir a se relacionar com as identidades dos outros dentro desses jogos. Pare de focar a tela e dê um toque no ombro do cara ao lado no sofá, pegue na perna de sua mulher e olhe diretamente nos olhos de jogador, de ator, de sonhador das pessoas.

* Roteiro inspirado em alguns ensinamentos do Lama Padma Samten e por outros experimentos de percepção de Alan Watts, Ken Wilber, Otto Scharmer, Douglas Harding, Carlos Castaneda e Richard Linklater. Credito os benefícios a eles e assumo responsabilidade por qualquer confusão adicional que esse texto possa criar.

Este post é resultado de nossas práticas, diálogos e treinamentos na Cabana PdH. Quer entrar no Dojo?
Gustavo Gitti

Quase professor de TaKeTiNa, baterista sem bateria, meditante que não medita, ex-bolsista de dança de salão, ex-estudante de filosofia e ex-solteiro. É editor do PapodeHomem, autor do Não2Não1, colunista da revista Vida Simples e caseiro da Cabana PdH. No Twitter: @gustavogitti.


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109 comentários

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  • http://desfoque.wordpress.com/ Lucas

    Não sei se eu sou muito superficial, egoísta e egocêntrico, muito apegado às coisas absolutamente práticas ou simplesmente raso nas minhas percepções, mas esse texto (e, na verdade, qualquer tipo de coisa do gênero) nunca me provoca nenhuma percepção ou sensação diferente das que eu já vivo todos os dias. As coisas aí até parecem óbvias, mas eu não consigo realmente vivenciá-las, imaginar experiências sensoriais do outro.

    Não é uma crítica ao texto, é uma auto-crítica. Eu me interesso muito por essas coisas de meditação e novos níveis de percepção (que eu não conheço nada, por sinal), mas tenho a grande impressão de que tudo isso não funciona comigo.
    Talvez porque eu já passe uns 25% do tempo desacreditando que é tudo real e me sentindo dentro de um sonho – o que eu confesso associar ao fato de ter astigmatismo e miopia e nunca usar óculos nem lente, o que me faz ter aquela visão embaçada-esbranquiçada de sonhos na TV haha

  • Daniel Guichard

    Somos o espaço onde circulam experiências. Criamos referenciais. Tentamos definir e dar solidez ao que está ao redor. O “olhocentrismo” não é errado, é apenas uma ilusão. E assim, (acreditamos que) nos movemos. Escapamos de ser ou não ser, pois a vida é como uma dança no escuro, onde não há distinção entre o dançarino, a música e o movimento. São todos um ser só.

  • Rafael

    Massa! Já tinha idéias parecidas de alguns itens, mas alguns serviram como complementação e o texto organizou as idéias – agora sei onde encontrar escrito! ;D
    Meditante que não medita? Sei… Hahahahaha.
    Abraço!

  • Marcos

    Sem duvidas a passagem que mais mexeu comigo foi a imagem de uma sala lotada de pessoas agarradas a joystick. Ao mesmo tempo que você se sente sozinho por ser o único em pé o primeiro instinto é chamar alguém.
    É nosso principio básico dividir com os outros aquilo que conseguimos assim como esse post é.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Somos todos egocêntricos, não se preocupe. ;-)

    O engraçado é que o que você descreveu no comentário é exatamente o que propus observarmos todos no post. Ou seja, você mesmo fez esse processo ao descrever a si mesmo. ;-)

    O fato de vivermos em sonhos só seria problemático se houvesse uma realidade em comparação, mas o sonho, nesse sentido que estou usando, é uma experiência de realidade, ou seja, a própria realidade. Assim, não faz sentido falar em realidade x ilusão, percepção x alucinação, mas em experiência de realidade, cujas percepções podem ser partilhadas (vivemos em vários mundos em comum) ou não (no caso de psicoses).

    Abração.

    • http://www.facebook.com/people/Ciro-Medeiros-Mendes/100000147536232 Ciro Medeiros Mendes

      Concordo, só o fato de  você estar refletindo sobre você já cria esse distanciamento necessário para que você perceba que no fim das contas, não há distanciamento, porque tudo é uma coisa só. mas isso é outra estória..rs. A grande sacada, Lucas, é que essas coisas não podem ser experimentadas somente como conceitos lógicos, ou seja, não basta que você compreenda, entenda, concorde com estas informações. Você precisa buscar maneiras de permitir que tudo isso faça parte da sua vida. Não basta mudar o que você pensa sobre o mundo, você precisa mudar o processo de pensar sobre o mundo. Se você já pratica meditação, lê a respeito, está no caminho. não se apresse.

      Gustavo, parabéns pela sistematização e pelo texto, que é muito didático. Apesar de que, tendo escrito essas coisas você provavelmente sabe que nada disso pode ser ensinado ou aprendido, precisa ser percebido, vivenciado, etc. O fato é que há muitos ensinamentos misteriosos em forma de parábolas e metáforas, que podem funcionar muito bem em determinadas circunstâncias, mas acredito que a linguagem simples e direta do seu texto sirva muito bem para despertar o interesse para outros tipos de consciência nesse nosso tempo cheio de informações e possibilidades.

      um abraço

  • http://www.flickr.com/guimoreno morenO

    Pra variar…um belo texto!
    eu ja tinha esse pensamento de que cada um está no seu próprio mundo…com suas próprias experiencias…que cada um tem um unico universo…

    Seu texto me fez pensar….pq não tentar entender um pouco do mundo dos outros e não trazer para o meu? Arriscar sensações…experiencias que os outros oferecem….vejo as pessoas como extensões do nosso mundo…ligações para outros lugares…eles ampliam meu mundo fazendo uma mistura com o deles…e quanto mais vasto meu mundo se torna…mais divertido ele é….e percebo também que podemos dividir essas experiencias não só com pessoas….mas com qualquer fenomeno que acontece….

    Bom…não sei se deu pra me entender ahuahua…mas vlws pelo texto!
    Parabéns man…

    Abraços o/

  • http://twitter.com/Babi_int Bárbara

    Isso que vc escreveu também é conhecido como a parte filosófica do Espiritismo (composto pela tríade: Filosofia/Ciência/Religião)… Estranhei que a visão de vida que toda criança criada dentro dos ensinamentos espíritas fosse colocada assim como uma coisa tão surreal e inédita, mas aí me dei conta de que essa também é uma visão a ser trabalhada. E achei o exercício interessante porque, mesmo tento crescido com essa visão, também agi como quem não a tem. Isso é fantástico! Consciência corporal, espiritual, sensorial, física e intelectual trabalhadas de uma maneira extremamente próxima à que conehcemos nos estudos espíritas. Muito bom!

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Sim, você leu como sendo Espiritismo porque é espírita.

    Se tiver curiosidade, olha só: eu não sou espírita e sou BEM crítico a toda a doutrina espírita. Vejo mil problemas filosóficos e acho a prática bem limitada, tanto é que já acompanhei muito espíritas bem engajados abandonarem esse caminho por não ver avanços para além de um ponto.

    Fora isso, acho um caminho válido, claro.

    Interessante isso, né? Como eu, tendo aversão ao Espiritismo, poderia ser capaz de produzir um texto espírita? ;-)

    Beijo, Bárbara.

  • http://www.computeiros.org Pedro Reis

    Eu me senti como o Neo, sendo “acordado” para o mundo real, deixando a Matrix.

  • Alessandro Zamboti

    Gitti, como sempre um excelente texto. Na verdade o texto não é seu, é meu e de todos que por ventura venham a ler. Temos muita dificuldade em enxergar o mundo com os olhos dos outros, mas quando conseguimnos fazer isso, a experiência é fantástica.

  • http://twitter.com/suaneborgonha Suane

    muito interessante esse texto. Mas soa melhor para quem é extremamente egoísta e possui uma visão muuuito restrita do mundo. Essa pessoa conversa CONVERSA com outros seres? já teve um bicho de estimação e tentou compreender o que ele tenta “falar” pra vc? tem algum conhecido daltonico e tentou estabelecer paralelos entre as cores que a luz reflete em nossas retinas? olhou de fato para um quadro do Picasso tentando enxergar como um gênio já havia criado 3D antes de qualquer cinema moderno?
    eu tenho uma palavra bem simples e que já existe há um bom tempo: empatia.
    mas do que se colocar no lugar de outra pessoa é COMPREENDER o que/como outro ser se sente, pensa e aceitá-lo sem julgamento.
    Talvez o melhor exemplo seja experimentar outra pessoa (outras pessoas) e sentir como as energias fluem de formas tão diferentes.
    Muitas pessoas precisam de bebidas, drogas, remédios ou qualquer coisa que abra minimamente sua percepção.
    Pra mim deixar que outro ser se expresse verdadeiramente já é o suficiente.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Exato, empatia.

    Suane, escrevi sobre isso aqui também (e linkei outros escritos sobre empatia do Alex Castro): nao2nao1.com.br/experimento-para-se-sentir-vivo-2-vestindo-o-corpo-dos-outros/

    O site está fora agora, mas deve voltar daqui a pouco.

    Abraço.

  • http://twitter.com/SethGi Giselle Dantas

    Gustavo,
    Show! Parabéns!
    Trabalho com essa nova(?Antigaaa!!rsrsr)) concepção de realidade e quando conseguimos ampliar nossos sentidos e mergulhar no todo… Ahhh é maravilhosa a experiencia!
    Please, continue colocando experiencias assim aos seus leitores. Ajuda a todos a despertar de verdade para uma realidade mais ampla e ilimitada de possibilidades.
    Um mundo desperto, é um mundo melhor… É o que chamamos de 5D: A dimensão da consciencia!
    obrigada,
    sinta-se carinhosamente abraçado,
    Giselle Dantas

  • Guest

    Ótimo texto, eu ando pensando em coisas do tipo, cada pessoa é um mundo diferente do outro, ou seja, pessoas são diferentes. O Mais interessante disso tudo é que esse mundo que criamos para nós é constituído de experiência e aprendizado que vivemos com outros mundos (outras pessoas). Quem nunca reclamou por não conseguir ser mais calmo, ou ter o bom senso que o vizinho tem, etc…que outras pessoa?
    Por isso temos que nos relacionar diariamente com outros seres; e tentar o máximo que pudermos aprender com o que cada mundo (pessoas) tem a nos oferecer.

  • http://poucoapouco.tumblr.com/ Hatus Codeiro

    Ótimo texto, eu ando pensando em coisas do tipo, cada pessoa é um mundo diferente do outro, ou seja, pessoas são diferentes. O Mais interessante disso tudo é que esse mundo que criamos para nós é constituído de experiência e aprendizado que vivemos com outros mundos (outras pessoas). Quem nunca reclamou por não conseguir ser mais calmo, ou ter o bom senso que o vizinho tem, etc…que outras pessoa?
    Por isso temos que nos relacionar diariamente com outros seres; e tentar o máximo que pudermos aprender com o que cada mundo (pessoas) tem a nos oferecer.

    http://poucoapouco.tumblr.com/

  • Willian

    Gostei da linguagem e do fluxo do texto.
    Todos devem ter o hábito de viajar um pouco. Pois acredito que só assim nos conheceremos mais e mais. Tirar conclusões as vezes idiotas sobre você ou conclusões que mudem o mundo. Apenas a partir destas “loucuras” que teremos respostas das coisas.
    Sou católico de verdade (não daqueles que só dizem que são), e não vi nenhuma religião sendo difundida no texto. Espiritimos prega auto-conhecimento como todas as outras, momento de reflexão e com seu interior também podemos dizer que é praticamente igual mas com outro nome, concordam?!
    Creio que devemos ser detalhistas, para com tudo.
    Por exemplo Um garanhão de plantão, um técnico, um gestor, uma discussão de namorados, um político. Algo em comum entre eles? É estarem sempre atentos aos detalhes e a tudo, devem ter sempre uma opinião, pois todos exigem nem que seja involuntariamente uma postura.
    Nos atermos a detlhes creio que é melhor a todos, pois nada irá passar despercebido.

  • LucindaMateus

    mind blowing ….. não sei… talvez por estar na externa procura da comunicação com meu eu… eu senti uma sensação de vazio, deslumbramento… excitação, não sei como descrever…parece que submergi em um submundo, ou em um plano diferente desse, a reflexão interna que esse texto me causou, e que está me causando até agora está , me impedindo de ser mais clara, não sei como comentar, não sei que palavras usar, a vitalidade que podemos encontrar nas coisas, que eu trabalho todos os dias, minhas impressões rotineiras e bitoladas muitas vezes, estão literalmente “caindo por terra”, sei que gostei, o texto foi extremamente sensorial, conseguiu atingir exatamente nos pontos que acho que preciso repensar. Preciso deixar minha 5 d ser mais explorada… bom de qualquer jeito parabéns… bjoo

  • http://twitter.com/abneralmeida Abner Almeida

    Por falta de “tempo” (outra coisa tão relativa quanto a própria existência) eu não pude ler os comentários acima, sendo assim, se estiver sendo repetitivo, me desculpem.

    Que eu não seja entendido como egocêntrico, mas o seu texto, Gitti, não é (em grande parte) nenhuma novidade pra mim. Destacando os tópicos 9, 14 e 15, afirmo que já tive várias vezes esse tipo de experiência. Sem instrução alguma, sem nunca ter lido algo a respeito.

    Vou tentar descrever. Às vezes já tive a sensação de que eu estou aqui, agora, vivendo nosse corpo, mas não sou “exatamente eu”, que estaria sendo um intruso nessa carcaça. E então mil perguntas eram levantadas: “Mas se esse não sou eu, por que estou aqui? Quem na verdade eu sou? Por que estou dando disso só agora? E pior: o que eu vou fazer agora?” E por aí vai.

    Já me imaginei várias vezes, do outro lado, fora dos meus olhos, olhando pra mim, só pra saber como eu, com todas as experiências que tive, me vejo. Resumindo: o que eu acho de mim.

    E na cama então, naquelas noites que o sono não vem!? Você (ou qualquer outro que ler esse comentário) já tentou “enxergar o escuro”? Quando acaba a luz, você tem aquela súbita sensação que está perdido. A gente “percebe” que está tudo preto, por assim dizer. Mas e com os olhos fechados, com o maior silêncio possível em volta, você consegue ter essa mesma percepção de escuro?? Realmente intrigante, bem abstruso… Como é viver, cada segundo.

    Não sei se fui claro, entretanto, não é fácil ser claro com um tema assim.

    Excelente post, mais uma vez.

  • Thiago Freitas

    Belo texto meu caro!

    É necessario tempo para digerir, para refletir com cautela as implicações de ter essa visão cosmológica da realidade.
    Como todo conhecimento, experiencia, nos transforma, após a experiencia de ler o texto sinto dificuldade de proferir julgamentos. Nossa moral é reflexo de uma época e de um povo. Se fizermos a imaginação de viver a 300 anos atrás, aceitariamos a escravidão e a desigualdade entre o homens com completa naturalidade. Não é por que somos fruto de um tempo que devemos aceitar a realidade como está. Podemos construir uma realidade diferente da atual. Devemos nos guiar pela empatia, pelo bem coletivo.

  • http://www.facebook.com/leonora.ling Leonora Berrini

    Qndo vc diz “esconda o sorriso malicioso”, cheguei a ter medo, pq estava sorrindo na hora. Ñ sei dizer o q senti lendo o texto e buscando realizar os experimentos… É como comentaram aqui, o Neo descobrindo a Matrix. É como se minha mente se alargasse, e entrasse um bando de coisas novas nela… Realmente mind blowing, ótimo experimento p/ fazer ñ somente sentado em frente ao computador, mas em qualquer momento da vida :). Parabéns.

  • Carol Souza

    É por esse caminho que estou tentando ir… Muitas vezes vc cai no seu próprio mundo novamente e se pega julgando a atitude ou a escolha do outro… E é difícil equilibrar até a sua própria vida em relação ao que são os valores que norteiam sua vida, os seus limites e o que é só falta de percepção da sua parte. Ou seja, quando vc já viu o “cenário”, já saiu da caixa e decidiu que aquilo é o que vc quer (ou não quer) e quando é só um pré-conceito baseado naquilo que vc já viveu.

    É estranho, porque é difícil e extremamente libertador ao mesmo tempo.

    Uma coisa legal que me aconteceu depois da minha “epifania” foi em relação aos fóruns mesmo. Eu adoro cachorro, “estudo” o assunto desde meus nove anos de idade e queria ajudar de toda forma. Quando começou a tal da bolha da internet comecei a ajudar pessoas em um fórum específico, de graça, como forma de disseminar aquilo que eu sei. Só que foi tomando uma forma tão grande, dando um suposto poder e te contaminando de tal forma, que vc começa a querer enfiar o que vc sabe goela abaixo dos outros. Começa a achar um absurdo que algumas pessoas não entendam ou não sigam o que vc diz. Se estressa pra krl quando alguém sugere algo diferente ou começa qualquer tipo de trollagem. Enfim, vira um inferno ao ponto de eu não dormir para responder ou discutir com quem estava por ali. Não admitia que as pessoas não se preocupassem com algumas coisas que eu julgava importante. E curiosamente tem vários “seguidores” meus que eu “formei” com o mesmo pensamento. Tem também um outro punhado que é ainda mais radical nas “técnicas” e “teorias”, o que torna o comportamento de imposição de valores mais “ridículo” a frente de olhos um pouco críticos.

    O fórum de super-legal e cheio de amigos, passou a ser impositivo, arrogante e destruidor da minha própria auto-estima, já que o que vc prega com tanta veemência, não é o que vc faz (porque sua teoria é um “modelo de perfeição”). Ou seja, vc acha que sabe o que é “certo”, defende isso como o único caminho a ser seguido e sabe que vc mesmo não é assim. O fórum foi se desgastando e ficamos só nós, os “senhores-da-verdade”. O objetivo primeiro que era ajudar estava de lado.

    Depois que eu cai “fora de mim”, percebi algumas coisas… Percebi que não existe uma verdade única. Percebi que meu caminho pode ser bom para uns e não para outros. Que a realidade de uns é completamente diferente da realidade de outros. Que não convencemos NINGUÉM, é a pessoa que aceita ou não sua opinião. Que não estamos ajudando alguém que não quer ser ajudado, e que por isso não mudamos o mundo, podemos só conviver melhor com ele. Ou seja, alguém pode ser feliz namorando um presidiário e, contanto que isso não influencie na minha vida, problema é dela.

    Resultados práticos: parei de discutir. Se o cara não entende/ faz que não entende/ não quer entender ou ponderar o que eu digo e vem com 3 paus e 2 pedras na mão, problema dele. Não vou perder tempo com quem não vale a pena. Porque EU não durmo, EU fico com gastrite e por mais argumentos que eu apresentasse, não iria mudar o que a pessoa pensa, não iria convencê-lo nem mudar minha própria opinião. Ou seja, discussão VAZIA. E isso melhorou muito minha qualidade de vida.

    Também aumentou meu tempo livre para ajudar quem realmente levanta a mão e pede ajuda. E consigo ser ais flexível e adaptar minha “verdade” para a realidade do outro. E isso é legal. Não ficar tão estressada, tão indignada e com o estômago tão revirado quando vc vê certas atitudes é um mega ganho.

    É legal poder olhar para certas atitudes e não julgar. Não preciso gostar, mas posso não julgar.

    Um exemplo simples e que tb mudou depois disso? O trânsito. Já ouvi centenas de vezes coisas do tipo “tá com pressa problema dele”, “passa por cima”, “EU estou no limite de velocidade, não vou sair”, “tá apressado? agora vai ficar aí, não vou deixar passar”. Olhando pelos olhos dos outros, quem me garante que no carro “apressado” não tem alguém doente? Em trabalho de parto? Com dor de barriga?

    Continuo exigindo meu espaço no metrô e reclamando quando estão invadindo meu espaço. Mas consigo não ficar com raiva da menina do atendimento que ganha mal e atende na mesma medida. Tento não fixar na pessoa, mas na situação.

    Consigo isso sempre? Não, esse estado de “zen” eu não atingi rssss. Mas que melhorou MUITO meu sono, ah isso é verdade.

    Abrs,

    Carol

  • http://twitter.com/vitzao_martins Vitor Martins

    uma visao legal de como esta o mundo,
    é por textos e ideias diferente de ver a vida
    que gosto do papo de homem, espero que continue assim

  • Wawel

    Muito bom o texto Gustavo!
    Primeira vez no papo de homem e já coloquei nos favoritos!
    Lendo o post lembrei achei uma mistura de filosofias que dou muito crédito na minha vida pessoal.
    Recomendo a quem quiser gastar mais um tempo com o assunto: da uma googada em idealismo imaterial e filosofia tolteca (dissolução do eu)
    Continue o fluxo de idéias como esta!
    Abraço

  • Wawel

    Espiritismo??? esse pessoal religioso vê Deus (e espíritos) até em borra de café…

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Abner, acho muito bom você falar disso e não tenha medo de ser visto como orgulhoso. É muito engraçado a galera apoiar o discurso auto-depreciativo e sempre considerar negativo alguém falar bem de si mesmo. Nem sempre é orgulho (no meu caso é 99%, mas enfim, dou créditos aos outros hahaha)

    Pra mim esse texto é uma novidade porque sempre quis ler algo bem direto trabalhando com a experiência presente e com certas imaginações, não vinculado a nenhuma religião ou crença, sem pré-requisitos ou conceitos complicados. Encontrei pouca coisa, mas talvez não tenha procurado direito. ;-)

    Abraço.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Pois é, Leonora, pra mim surge um sorriso sempre que me posiciono desse modo mais impessoal, abrindo a percepção e tirando o foco da minha vida. Até fica tranquilo pensar na própria morte sem medo, pena que isso não dura.

    Não é por acaso que existem prática para cultivar e estabilizar essa visão mais ampla sem que isso fique sendo algo “surreal” ou “mind blowing”, mas cotidiano.

    Abraço.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Pois é, Leonora, pra mim surge um sorriso sempre que me posiciono desse modo mais impessoal, abrindo a percepção e tirando o foco da minha vida. Até fica tranquilo pensar na própria morte sem medo, pena que isso não dura.

    Não é por acaso que existem prática para cultivar e estabilizar essa visão mais ampla sem que isso fique sendo algo “surreal” ou “mind blowing”, mas cotidiano.

    Abraço.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Ah, outra coisa, Abner. A “novidade” prometida no post é apenas para “vendê-lo” em tempos de entretenimento.

    Se fosse por mim, eu publicaria em texto puro, sem negritos, sem imagens e sem o “para explodir sua cabeça”. Apenas “Um experimento de percepção”. ;-)

  • http://twitter.com/abneralmeida Abner Almeida

    “É muito engraçado a galera apoiar o discurso auto-depreciativo e sempre considerar negativo alguém falar bem de si mesmo.” Questão de ótica. Geralmente é o medo: ou de “se enxergar” errado ou do que os outros vão pensar por você realmente valorizar suas qualidades. Aí vem o risco de cairmos na falsa humildade. Um pé no saco essas coisas.

    Mas enfim…

    Eu não tiro a razão da forma com que você vendeu seu peixe. A propaganda é tudo. Outro exemplo foi o tweet do PdH sobre o post: “Não recomendo a leitura.” Aí pronto, bateu na curiosidade. Mas realmente tem um altíssimo valor.

    Abç

  • victor

    Acho que o texto abaixo se aplica aos 10 minutos do texto acima:

    Sherlock Holmes e Dr. Watson vão acampar. Montam a barraca e, depois de uma boa refeição e uma garrafa de vinho deitam-se para dormir.

    Algumas horas depois, Holmes acorda e cutuca seu fiel amigo:

    - Meu caro Watson, olhe para cima e diga-me o que vê.

    Watson responde: – Vejo milhares e milhares de estrelas..

    Holmes então pergunta: – E o que isso significa?

    Watson pondera por um minuto, depois enumera:

    1) Astronomicamente, significa que há milhares e milhares de galáxias e, potencialmente, bilhões de planetas.
    2) Astrologicamente, observo que Saturno está em Leão e teremos um dia de sorte.
    3) Temporalmente, deduzo que são aproximadamente 03h15min pela altura em que se encontra a Estrela Polar.
    4) Teologicamente, posso ver que Deus é todo poderoso e somos pequenos e insignificantes.
    5) Meteorologicamente, suspeito que teremos um lindo dia amanhã. – Correto?

    Holmes fica um minuto em silêncio, então responde:

    - Nããão, Watson!!!!

    Significa apenas e tão somente que alguém… ROUBOU A NOSSA BARRACA!!!!!

    Conclusão: A VIDA É SIMPLES. NÓS É QUE TEMOS A MANIA DE COMPLICAR.

    =)

  • Mdarevel

    É por isso que esse é o único Blog que eu tenho saco de ler!!!

  • Victor Camilo

    Curioso. Sempre me considerei extremamente imaginativo. Constantemente me pego em 'off', viajando, pensando em coisas alheias ao meu dia-a-dia, mas estou tendo dificuldade extrema para passar do primeiro passo.

  • http://twitter.com/ComeuTudinho O Garçom

    A primeira coisa que me veio à mente quando terminei de ler foi: Como um cara que escreve um texto desses tem 3 mil e uns quebrados seguidores no twitter (não que seja o termômetro mais importante, mas serve de guia), enquanto imbecilóides criadores de vlogs e blogs de um só formato são endeusados como únicos seres pensantes presentes na internet?”.

    Além disso, a despeito de concordar com a “visão espírita” do texto, eu o enxerguei com a maior simplicidade da ciência pura e experimental (ainda que eu também tenha uma religião muito bem definida e presente): a imaginação ampla, o “enxergar de fora pra dentro” ou, como dizem os estadounidenses, “enxergar a floresta [no lugar de ver apenas uma árvore]“. Sair do próprio umbigo, ver que lá fora existe um mundo diferente, tanto pra mim quanto pra cada uma das pessoas que faz parte do meu mundo e de todos os “outros mundos” de cada um.

    De início achei meio chato, mas acho que foi o período que levei pra esfriar a cabeça e frear os pensamentos pra degustar algo novo.
    10/10

  • Jefferson

    Muito legal a ideia de esquecer que seu corpo é corpo e simplesmente imaginar pontos de vistas diferentes, se desprender do mundo material na sua imaginação… Já fazia esse tipo exercício tempos atrás.

  • Daniel

    Realmente, tentar ver como outras pessoas vêem as coisas é um mistério, consegue-se prever algumas ações e ver superficialmente o que acontece mas o que passa na cabeça de outros não acho que seja possível entender, do mesmo jeito que não espero que outros me entendam. Por mais que as pessoas falem a verdade o jeito como vemos as coisas nunca é real.

  • Marcos Lucas

    Dizer que o texto é excelente é pouco, ele é simplesmente magnífico. Nunca havia pensado dessa forma, e a verdade é que você tem razão em muitas coisas. Simplesmente amei o texto.

  • http://www.facebook.com/people/Claudio-Pedroso/1799344240 Cláudio Pedroso

    Intenso!
    Não lembro de quem é ou aonde eu li isso (nem se é bem assim), mas a frase é: “Quando alguém morre, um universo deixa de existir”.

    Ótimo texto.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Maturana diz isso. Eu já citei isso aqui no PdH também.

  • http://www.facebook.com/people/Daniel-Augusto/100000559571953 Daniel Augusto

    Particularmente, achei um texto bom, porém, difícil. O tema é muito interessante, mas cheio de armadilhas.

    Não sei se notaram, mas não há (ainda) nenhum comentário negativo. Até aí, tudo bem. Entretanto, sou levado a pensar que muitos leitores (e me incluo nesse grupo) não entendem muito bem quando se fala em perceber a realidade além da experiência sensorial. Desta forma, somos levados a exaltar aqueles que têm essa sensibilidade.

    Outra coisa: todos temos que tomar (muito) cuidado com a prepotência. Normalmente quem começa a estudar sobre os assuntos que foram tratados no texto tem a sensação de que sabe algo além do resto do mundo, e começam a querer doutrinar… Isso acontece com bastante frequência com quem entra para uma nova religião. A intenção é boa, porém, não podemos achar que a nossa visão de mundo é mais certa que as demais.

    Por fim, deixo a lição do mais sábio de todos os homens: “Só sei que nada sei”.

    Um abraço e parabéns ao autor e ao site pelo texto.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Daniel,

    “A intenção é boa, porém, não podemos achar que a nossa visão de mundo é mais certa que as demais.”

    Se você notar, o texto inteiro critica essa visão de que há uma visão superior a outra. Mas também não propõe um relativismo burro. E também não propõe visão de mundo alguma. É mesmo um experimento de percepção para evidenciar a insubstancialidade do mundo, o que torna possível existirem tantas visões diferentes, ou seja, tantos mundos para se viver.

  • Theus Ocosta

    O interessante é o quanto a gente vem perdendo empatia na correria do dia a dia. Percebi isso ontem, ao notar minha estagiária meio triste, e saber dela que por arrogância minha ela estava desse jeito. Aquilo me levou a refletir no que venho me transformando devido ao stress diário. Acredito que o que a Suane escreveu é o que esteja faltando em muitos, inclusive a mim, empatia. Textos bons são aqueles que te levam a reflexão, e esse é um dos bons textos que já li aqui no PdH.

  • Carlo

    Gitti,

    A razão é um sentido?

  • Fernando MQ

    Eu achei simplesmente foderoso. Acredito que esse seja o termo mais apropriado, sem zoar.

    Enfim, gostei bastante , só não sei definir exatamente do que. Acho que nessa altura do campeonato, ninguém deve mais elogiar a forma de escrever do Gitti, mas ele escreve bem pra caralho. Então, gostei da forma como esse ‘guia’ foi escrito. Gostei também do que ele tentou passar, apesar de eu não ter certeza se realmente absorvi. Gostei de ter investido meu tempo pra ler isso. Ultimamente eu tenho decidido se leio ou não algo, pelos comentários. Algo me diz que isso é relativamente errado.

    Mas foda-se. (:

    Parabéns, cara. Mandou mega bem.

    Abraço

  • Rafael Rendeiro

    Gitti, pra mim esse texto foi como um resumo. Um resumo das coisas que venho experimentando. Sabe, já vai fazer 1 ano que eu medito quase todos os dias e depois de um tempo meditando eu comecei a perceber essas coisas. Porém, eu não sabia se eu estava me equivocando.

    Muito obrigado por escrever este texto. Só aumentou ainda mais minha vontade de praticar e fazer um retiro com o Lama! Abração.

  • Marcelowgomes

    Isto me fez lembrar da época em que tomava chá de cogumelo, nos anos 90, lá na praia da Guarda do Embaú em Santa Catarina…..aquilo sim era uma experência extra-sensorial, rssss…..muito além da vida e da morte, do espaço e do tempo…..uma experiência filosófica e memorável.

  • http://www.facebook.com/people/Daniel-Augusto/100000559571953 Daniel Augusto

    Prezado Gustavo, quando coloquei a frase ressaltada por você no meu comentário estava me referindo às pessoas que começam a estudar sobre os temas presentes no seu texto, e não a você. Inclusive, gosto da sua proposta de observarmos aspectos da realidade que muitas vezes passam despercebidas.

    O que motivou meu comentário foi o fato de, às vezes, algumas pessoas ficarem deslumbradas e acharem que encontraram todas as respostas.

    Entretanto, gostei do texto, principamente da parte onde você questiona qual é a textura das coisas. Realmente posso achar que uma parede é áspera sendo que, para um jacaré, é bastante lisa.

    Um abraço. Daniel.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Marcelo, jå fui na Guarda, bem foda, mas o que proponho no texto passa longe de um estado alterado, manja?

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Porra, concordo 100%. Acho muito engraçado quando as pessoas leem textos assim e ficam empolgadas. Coisa da nova era…

    Isso me dá muito mais medo e assombro do que empolgação. :-)

  • manelj

    É caso para dizer: know, you take the blue pill or the red pill? ;-)
    Ta muito bom o texto gustavo, muito expressivo e orientador. Tem uma visão que não é fácil ter todos os dias a toda hora, mas é bom ter quem a lembre.
    Um abraço continua o bom trabalho

  • nobody

    “Nao posso lhe oferecer nada que não exista em voce mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo a não ser aquele que há em sua própria alma. Nada posso lhe dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visivel o seu próprio mundo”. Herman Hesse

  • Marcão, macho-alpha++

    O mesmo de sempre… igual todos os artigo do Gitti….
    Meditação barata, questionando o sexo dos anjos, correndo atrás do rabo.

    Att

    Marcão, macho-alpha++

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Fala Marcão!

    De todos os comentários, o seu foi o que mais comprovou algumas visões apontadas no texto.

    Estamos de acordo.

    Abraço.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Fernando, eu não entendo o parabéns. Eu apenas propus um experimento. Se vc fez, muito me interessa o que viu, assim como descrevi o que eu vi.

  • Dark_gabriel_sneeP

    Quando eu tinha 10 anos ( hj tenho 15 ) ficava imaginando como seria ser outras pessoas… é algo realmente estranho…

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Carlo, esse tema é espinhoso. Dá pra detalhar sua pergunta?

  • Carlo

    Se se admitir que a razão seja um sentido é de se admitir tbm que qualquer mudança na razão vc muda a forma como vc percebe os sinais que vc capta do mundo. Logo o mundo muda pra vc.

    Uma pessoa com astigmatismo forte ve o mundo turvo.
    Uma pessoa com uma alteração na razão ve o mundo de uma forma diferente.

    Portanto, os mesmos sinais para nos dois, gera uma intro-visão diversificada do mundo.
    Assim valeria a pena tratar de modificar a forma como percebemos o mundo atraves da mudança da razão.
    Seria uma fuga do pensamento cartesiano de que as “razões” são iguais mas difere a forma de usá-la.
    Eu acho que é meio essa proposta do seu texto, vc se mudar e mudar como vc enxerga o mundo
    e por conseguite o mundo muda pra vc.

  • http://profiles.yahoo.com/u/OEI5EEWMDQYYGCAG2SDNV4RYRA Ana Helena

    Comecei a ler o texto e falei esse texto só pode ser do Gitti, rsrsrs
    Engraçado pq eu sempre me considerei estranha por fazer essas “viagens” desde mto pequenina, qndo ainda não sabia nada do mundo…hj ainda faço esse exercício, mas confesso q com menos afinco do que gostaria, apesar de ser mais do que a grande maioria, imagino. Esse texto é realmente perigoso…rsrs

  • Marcão, macho-alpha++

    Não saberia dizer… cansei no 2º ponto…

    Att

    Marcão, macho-alpha++

  • Pablo Fernandes

    E não tentou ler de novo?

  • http://www.facebook.com/people/Luan-Young/1260041442 Luan Young

    Pirei na parte de imaginar o que as 790 pessoas do meu prédio estão experimentando, e sim, como eu sou uma pessoa fortemente dependente dos estímulos visuais! comecei a montar uma maquete 3D de tudo o que poderia estar acontecendo nos outros apês, como se o edifício todo fosse transparente, e comecei a viajar em como a gente tem uma percepção 100% do que nos cerca, mas há um mundo infinitamente maior se desenrolando, desenvolvendo, inter-relacionando, e a partir do momento em que trocamos experiências com os seres que vivenciaram diferentes aspectos desse emaranhado, transferimos para dentro da gente essas impressões, nos apropriamos e as transformamos, estendendo o nosso mundo, e quanto mais nos inter-conectamos, maior fica a nossa visão, assim como no edifício 3D com 790 apês que tinha acabado de inventar… fantástico!

  • http://profiles.yahoo.com/u/T32ACTQRNJRGJO73D2VJ3S43PA felipe augusto

    Ótimo texto! Admiro o seu trabalho, tanto aqui como no Não2nao1.

    Que é benéfica essa prática eu não tenho dúvida, pois expande nossa visão e nos faz sair do próprio “mundinho”.

    Mas, será que é útil manter esse estado de unicidade e contemplar a inconstância das coisas o tempo todo?

    Percebo que quando estou nesse estado perco um pouco do foco, da objetividade. Não posso praticar isso quando tenho que fazer um cálculo ou quando estou jogando bola, por exemplo.

    Imagine um advogado falando para o seu cliente que a outra parte do processo tem outra visão de mundo e por isso é melhor deixar pra lá?

    Tenho pensado muito nisso, principalmente no relacionamento com as mulheres. Percebo que quando deixo de ser autocentrado e passo a ser mais compreensivo, maleável, menos objetivo, perco muito essa atratividade.

  • Camila L.

    Leio um pouco sobre auto-conhecimento e vi todos os ensinamentos sobre isso no seu texto.
    É uma coisa que eu tento praticar… mas é difícil pra mim..
    Chamou muito minha atençao vc comparar a vida com um jogo, e dizer que as vezes devemos largar o joystick e tocar na perna de quem está ao nosso lado. O que vc quer dizer com isso é ampliar essa capacidade de percepção Tipo, ultrapassar o q ta ali e ir atras de outras coisas? E como vc acha q a gente pode fazer isso? Digo, exemplos de atitudes que podemos assumir em busca dessa percepção “aguçada”?
    Quando eu sinto que to muito “mergulhada” no meu eu, nas minhas percepções, nos meus medos, eu tento fugir. E uma coisa que funciona pra mim é tipo agir como eu nunca geralmente ajo. Ter uma atitude diferente do meu tipo de personalidade, que eu nunca teria normalmente. Eu pergunto “o que eu farai agora?” E faço totalmente diferente. Sei la, geralmente funciona.

    Adorei o texto!
    Camila

  • Lara

    Eu adoro ler os comentários e quase sempre desisto de deixar o meu porquê acho que não vale a pena ou porquê não tenho certeza de nada mesmo, mudo de idéia, me arrependo, leio e acho uma merda, essas coisas..rs Mas desta vez não li os comentários.
    Me boicotei no inicio da proposta e imaginei que não ia “rolar nada” pq tenho certa dificuldade em relaxar, e meditar pra mim é muuuito difícil. Mas não é que eu consegui sair da cadeira pelo menos..?
    Cara… me vi em terceira pessoa como um ser tão sem sal sabe? rs bem menos interessante do que me acho! que horror!! Mas tbm senti que por isso mesmo tenho muitas escolhas, uma sensação, um anúncio de “faça suas apostas!!!” Tipo um sinal que dá pra ser mais leve, e interagir e se relacionar de formas mais legais.. eu ando chata demais, demais..

    O telefone tocou e era uma amiga da minha mãe, dizendo que “não, não estava muito bem pq fez uma cirurgia no rosto e o remédio deu reação e a pele do rosto está horrível” e eu pude vê-la aqui do lado e quase rachei de rir no telefone, mas só disse: a pele se reconstrói e vai nascer de novo, vai ficar normal e perfeita de novo! E ela, aparentemente aborrecida, encerrou o assunto e desligou.
    Mas o mais curioso e que me fez rir MUITO foi pq pedi pra minha mãe comprar um antisséptico pra eu passar num corte de cirurgia que está inflamado e minha mãe,pela enésima vez, disse: “Lave com sabão Ypê que desinfeta, é ótimo!' E eu, ranzinza: “Mãe, de novo com essa receita das cavernas?” Eis que surge ela toda toda porque o farmacêutico recomendou nada mais, nada menos que??? Sabão Ypê na hora do banho e nada mais. Nenhuma pomadinha, sprayzinho, nada, nada pra alimentar minha neurinha pós cirugica…kkk Tá.. só eu devo estar rindo…rsrs pra quem lê pode não ter a menor graça, mas pra mim isso fez parte do jogo..rsrs
    That´s it!
    Vou imprimir esse experimento.
    Valeu gitti!

  • Bryan

    Hum..
    Gabriel , oque o texto proproem são pontos e maneiras de você se “olhar” e dar uma atenção a cada coisinha dos seus dias-a-dias. É uma forma de reflexão que ajuda melhorar a sua personalidade e modo de ser.
    Abraço..
    Bryan.

  • Marcelowgomes

    sim, claro, eu entendo…..o que voce propõe é bem mais leve, hehehe…..rsssss

  • Eugene Says…

    Real nome do post:

    - Os Efeitos do Ácido Lisérgico.

    Kkkkk k k.

  • Guest

    Opa. Cara, eu acredito que experimentos vagos tem resultados vagos. Uma coisa é você apresentar uma série de figuras textuais específicas e deixar cada um pensar no final e todos pensarem no mesmo resultado. Aí haveria algo. Mas se cada um interpreta de um jeito, quem entra em campo é a imaginação e o texto vira conto, novela, representação da realidade, e não a realidade. E a imaginação é pessoal, tem a ver com o histórico de vida da pessoas, medo, segredos, angústias etc. Um texto dificilmente irá propor mudanças significativas em alguém, porque é só um texto. Eu acredito que uma sequência de anos vivenciando uma boa família, recebendo educação de qualidade pelos pais, assistindo bons filmes, fazendo coisas comuns e edificantes representam mais do que um texto. Em parte, porque mais do que condicionamento, vai moladando, contruindo e descontruindos coisas o tempo todo. Uma pessoa irá ler seu texto, entender, mas apenas irá lê-lo, pois suas convicções já estão formadas. Outros irão ler e apenas passarão por caracteres. Em quaisquer casos, será apenas um texto. Um espírita viu cabelo em sapo e achou seu texto espírita. Um budista, irá achar budista. Quem achar que não acedita em religião, mas num ser, numa força, numa inteligência universal que governa as coisas (percebo que esta teoria abstrata tem sido a mais comum e a acho boa, poruqe já mestá bem mais próxima do ateísmo, do que o Deus humano de 1,90 e que transou com Maria defendido pela igreja dos mórmons) irá ver uma “percepção” da realidade.

    No fim das contas, achei a ideia do texto boa, mas a execução dele é pura imaginação e como experimento de imaginação achei muito válido. Como experimento de alguma teoria de interligação de seres, de algo extra-corpóreo, de super-percepção, de quaisquer termos bonitinhos e vagos de rosacrucianos, adventistas ou o que seja, eu, humildemente, discordo. A imaginação pura e simples, como nas crianças, é algo bem mais válido, mais criativo e mais evoluído.

  • Marcão, macho-alpha++

    Vou responder ao Pablo na minha resposta, pq o discus é uma merda que só permite 2 ou 3 níveis de respostas….
    @PabloFernandes
    Deveria?

  • Pablo Fernandes

    Vendo que o seu comentário foi diferente de muita gente e até mesmo do que eu pensei do texto, porque não dar um crédito e ler de novo?

    É só uma sugestão, respeito a sua ideia e se quiser pode manter o que pensa e não ler de novo. Tem todo o direito. ;)

  • Marcão, macho-alpha++

    Prezado,

    você escreveu o que eu escreveria se eu me importasse. É também minha resposta pro @pablo.
    O que faltou você dizer é que o texto só recebeu elogios porque 90% dos frequentadores não tiveram sequer o básico de instrução emocional/psicológica/espiritual. Talvez tenham até instrução formal no lixo chamado escola, faculdade ou whatever, mas não serve pra muita coisa… Acho que 90% dos colaboradores também não receberam.

    Att

    Marcão, macho-alpha++

  • Ronaldo

    Eu quero os 10 minutos da minha vida de volta…

  • Júlio

    Tenho uma teoria que explica tudo isso ai e mais um bocado..
    não precisei fazer faculdade pra isso. apenas busquei conhecimento interno, consegui relatar o funcionamento da energia fundamental.. desenvolvimento do tempo, e.. o surgimento de galáxias e afins.. usando poucos conhecimentos sobre física quântica, e nosso cérebro, se vai longe..

  • http://fromvictorwithlove.com/diario Victor Lee

    Gitti, tou lendo o Linchpin do Seth Godin e vi o seguinte trecho que acho que vc vai gostar:

    Seeing, Discernment, and Prajna

    You can't make a map unless you can see the world as it is. You have to know where you are and know where you're going before you can figure out how to go about getting there.

    No one has a transparent view of the world. In fact, we all carry around a personal worldview–the biases and experiences and expectations that color the way we perceive the world.

    The venture capitalist has a worldview shaped by his experience in funding dozens of companies over the years. He remembers the last bubble and the bubble before that, and he has the scars to prove it. So when you show him your business plan, he doesn't see only your plan. He also sees the echoes of past plans. He remembers other people, other days, other ventures. And those memories color his perception.

    The loyal employee has a worldview as well. She wants a stable place to work, and she believes in you. So when you show her your plan, her worldview changes her feelings and her analysis of your plan.

    And the lawyer and the competitor and the skeptic and the mother-in-law each have their own worldviews, their own biases and expectations. None of us knows the absolute truth, of course, but the goal is to approach a situation with the least possible bias.

    So the manager and the investor seek out an employee with discernment, the ability to see things as they truly are. A Buddhist might call this prajna. A life without attachment and stress can give you the freedom to see things as they are and call them as you see them. If you had this skill, what an asset you would be to any organization.

    Of course, no one does this all the time. When we apply to college, we're attached to the outcome, so we're blinded to the reality of the process. When our company does layoffs, we're attached to the outcome, so we're blinded by the truth of the situation. Over and over, in the moments when we need to see our options the most clearly, we get stuck.

  • Mateus

    Caro Gustavo

    Seu texto expõe (ao meu ver) um claro argumento de como nosso cérebro pode ser poderoso.
    Primeiramente pedindo perdão mas gostaria de fazer uma paradoxo ao seu discurso, tudo bem?
    Os estudos feitos sobre a capacidade sobre nosso cérebro são incríveis, o a forma exclusiva
    como ele tem de poder realmente mudar a “realidade”. Nossos sentidos são nada menos que nosso viver. Vivemos pelo que sentimos (pela boca ou nariz), tocamos, vemos e ouvimos. E se cada um
    fizer como descreve o texto, poderíamos realmente experimentar mundos alternativos, ou seja, outras formas de visão sobre o que fazemos e pensamos, portanto, mudar o que vivemos.
    Um exemplo seria tentar “doutrinar” seu cérebro a gostar de algum alimento que talvez não lhe
    agrade. Fazendo com que esse alimento adquira um gosto que possa ser agradável. O exercíco faz
    com que seu cérebro pense que é bom, e assim isso lhe tornaria algo agradável.

    A viagem entre mundos paralelos e universos alternativos por seus movimentos sesoriais é algo
    incrível que toda pessoa deveria tentar, para aprender que existe resposta pra tudo.

    Muito bom texto Gustavo, parabéns!
    Um abraço e perdão se não o compreendi perfeitamente.

  • Catraca

    “Às vezes já tive a sensação de que eu estou aqui, agora, vivendo nosse corpo, mas não sou “exatamente eu”, que estaria sendo um intruso nessa carcaça. E então mil perguntas eram levantadas: “Mas se esse não sou eu, por que estou aqui? Quem na verdade eu sou? Por que estou dando disso só agora? E pior: o que eu vou fazer agora?” E por aí vai.”

    Tive essa experiência VÁRIAS vezes também. Foi aí que abandonei a religião.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Eu fico impressionado como um olhar mais preciso e direto pra realidade é sempre tomado como “viagem”, “piração”, “alucinação”, “estado alterado da consciência”, efeito de psicodélico e coisas afins.

    • http://twitter.com/devoidhere R

      Exatamente, a “realidade” é muito mais alucinante que qualquer outra coisa.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    O texto é um experimento de percepção, não uma teoria sobre “interligação de seres, de algo extra-corpóreo, de super-percepção”. Sendo assim, concordo contigo nesse ponto e também na inutilidade dos textos. Mas, enfim, estamos num site, não é mesmo?

  • http://tenteinventar.blogspot.com Leomarconi1988

    caraca, quase surtei lendo o texto, mas e maravilhoso, me deu uma visão diferente sobre as coisas, parabéns

  • Fred

    Excelente o texto!
    É engraçado, mas, já me peguei observando outras pessoas (e até mesmo animais) tentando ser elas, isto é, imaginando o que estavam vivenciando naquele exato momento, seu ponto de vista, como se pudéssemos 'trocar de corpo ou instrumento de percepção' para ter exatamente aquelas experiências… Devaneios? Quem sabe?
    Cada ser tem suas próprias percepções do ambiente, seja ele 'dentro ou fora'. O que é real ou não é relativo… Alguns veem o que outros não enxergam e nem por isso aquilo passa a ser irreal ou surreal.
    Na verdade vemos o mundo como somos e não como ele é.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    “Na verdade vemos o mundo como somos e não como ele é.”

    Exato, Fred.

    Aliás, se quiser conhecer alguém, não peça que a pessoa descreva a si mesmo. Peça apenas que ela descreva o mundo em que vive.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    “Na verdade vemos o mundo como somos e não como ele é.”

    Exato, Fred.

    Aliás, se quiser conhecer alguém, não peça que a pessoa descreva a si mesmo. Peça apenas que ela descreva o mundo em que vive.

  • Lilla

    Qual é o ponto que separa a “representação da realidade” da realidade? Onde está esta tênue linha que define que a percepção (imaginação) como “acervo histórico, pessoal, cultural, subjetiva” se diferencia do modus operandi do indivíduo? Eu, sinceramente, não tenho uma resposta. Mas essa pergunta me instiga, me motiva, me conduz a experimentar e experienciar. Quando nos abrimos a esse experimento, deixando de lado a postura inflexível de termos uma resposta pré-estabelecida, temos uma noção do que é liberdade. E liberdade tem sabor, cor e texturas indiscritíveis.

  • Lilla

    Qual é o ponto que separa a “representação da realidade” da realidade? Onde está esta tênue linha que define que a percepção (imaginação) como “acervo histórico, pessoal, cultural, subjetiva” se diferencia do modus operandi do indivíduo? Eu, sinceramente, não tenho uma resposta. Mas essa pergunta me instiga, me motiva, me conduz a experimentar e experienciar. Quando nos abrimos a esse experimento, deixando de lado a postura inflexível de termos uma resposta pré-estabelecida, temos uma noção do que é liberdade. E liberdade tem sabor, cor e texturas indiscritíveis.

  • Bruno

    Muito bacana o texto.

    Acho sempre válido parar e analisar o mundo em que vivemos e não só passar correndo por ele.

    Porém todo o exercício me parece um paradoxo. Por exemplo. Tente se colocar no lugar do outro, ou “ver de fora”. Mesmo conseguindo fazer isso, ainda é você. Senão você deixa de ser você e passa a ser o outro, e como saber se o que você está vendo não é o que o outro quer ver? Posso me colocar no corpo de um cachorro, desde que leve comigo minha consciencia, sentidos e dons facultativos, senão sou apenas um cachorro, e quando volto pro meu corpo, não tenho como averiguar os dados pois o processamento do cachorro não permite tal tarefa. Não sei se fui claro, mas é assim que vejo.

    O que acho possível, e necessário na verdade, é conectar-se com outro. Concordo que temos que compreender o “big picture”, ver o todo. Uma coisa que claramente as pessoas buscam cada vez mais é uma resposta, pra tudo. O que pode ser perigoso, pois começam a enxergar rostos em bolachas e qualquer luz no céu é ovni.

    E pela primeira vez na história, podemos fazer algo que jamais foi possivel. A troca de informação em tempo real. O acesso a um mar de conteúdo. Mas qual o certo? Quem sabe a verdade?

    Como citado em outro comentário, só sei que nada sei.

  • Bruno

    Muito bacana o texto.

    Acho sempre válido parar e analisar o mundo em que vivemos e não só passar correndo por ele.

    Porém todo o exercício me parece um paradoxo. Por exemplo. Tente se colocar no lugar do outro, ou “ver de fora”. Mesmo conseguindo fazer isso, ainda é você. Senão você deixa de ser você e passa a ser o outro, e como saber se o que você está vendo não é o que o outro quer ver? Posso me colocar no corpo de um cachorro, desde que leve comigo minha consciencia, sentidos e dons facultativos, senão sou apenas um cachorro, e quando volto pro meu corpo, não tenho como averiguar os dados pois o processamento do cachorro não permite tal tarefa. Não sei se fui claro, mas é assim que vejo.

    O que acho possível, e necessário na verdade, é conectar-se com outro. Concordo que temos que compreender o “big picture”, ver o todo. Uma coisa que claramente as pessoas buscam cada vez mais é uma resposta, pra tudo. O que pode ser perigoso, pois começam a enxergar rostos em bolachas e qualquer luz no céu é ovni.

    E pela primeira vez na história, podemos fazer algo que jamais foi possivel. A troca de informação em tempo real. O acesso a um mar de conteúdo. Mas qual o certo? Quem sabe a verdade?

    Como citado em outro comentário, só sei que nada sei.

  • http://interpretanteimediato.wordpress.com/ Tereza Jardim

    Não vou conseguir representar aqui, por escrito, a entonação certa, mas imagine uma pausa de 1.5 segundos entre as duas palavras: MUITO BOM.

    Vou linkar lá no meu blog, que fala sobre semiótica, tá?

  • http://interpretanteimediato.wordpress.com/ Tereza Jardim

    Não vou conseguir representar aqui, por escrito, a entonação certa, mas imagine uma pausa de 1.5 segundos entre as duas palavras: MUITO BOM.

    Vou linkar lá no meu blog, que fala sobre semiótica, tá?

  • Deborah

    Ótimo texto… na verdade eu ja penso assim… sempre pensei… e eu sempre me pergunto pq q as pessoas nunca param pra ver as coisas mais simples, e q são realmente importantes q estão bem na nossa frente, e nao conseguimos ver… está tudo tão claro, nós q complicamos tudo … :*

  • http://twitter.com/deniac Daniel Quirino

    Uma possibilidade lúcida de expansão mental e sensorial. Válido!

  • http://twitter.com/deniac Daniel Quirino

    Uma possibilidade lúcida de expansão mental e sensorial. Válido!

  • Arthur

    Essa experiencia foi como assistir ao filme Matrix (por isso as imagens do agente Smith).
    Meu professor de filosofia ja havia me mostrado isso quando ensinou um pouco sobre a corrente filosófica do Existencialismo. As ideias nao fogem muito disso: nao existe uma verdade absoluta, mas um mundo e uma percepção pra cada ser humano. E nós nunca saberemos como as coisas, objetos, pessoas e até nós mesmos realmente somos, pois como foi dito no topico 14, nao existe lado interior ou exterior.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Pois é, mas inicialmente não busquei por Matrix. Eu queria fotos de cabeças explodindo. Acho legal essa ideia não pelo impacto, mas porque achamos que nossa mente fica dentro da cabeça e esse parece ser o centro de nosso eu.

    Aí achei essa cena na qual o agente Smith se desintegra e resolvi trabalhar assim, sem legendas, só com ele. Tive de tirar screenshots do filme em HD no YouTube. Deu trabalho, mas curti o resultado final.

    Pra mim, o existencialismo é quase budista, mas falta visão de vacuidade pra eles.

    Abraço.

  • Oliveiraluiz20

    “Qualidades negativas e positivas, nada disso é seu” Uma mensagem subliminar que faz a defesa do relativismo e repudia a responsabilidade pessoal. Ó raios, se o sujeito tem um forte instinto assassino, não se domina, e se transforma em um seriel killer, a responsabilidade é de quem tem então? Da Matrix? É a Matrix que ordenou o sujeito a assassinar os outros? É o típico sujeito pós-moderno: olha, a Matrix tomou o meu cérebro e não tive como me controlar. Fui lá e fiz o que me foi ordenado. Sou ruim assim por causa da Matrix.
    Antes a culpa de tudo quanto era ruim era do diabo, do capitalismo, das sociedades secretas,etc. Agora tudo é culpa da Matrix.
    Assim não dá…

  • Diego Matias

    Eu já havia pensado nisso umas vezes. Principalmente sobre o fato de que durante toda sua vida, você nunca vai ver ou saber sequer o menor pensamento que se passa na cabeça de outra pessoa.

    Isso é muito legal.

  • Ronald Vix

    E se estivéssemos sendo observados atraves de um Big Brother de outra dimensão? O que voce teria para esconder?

  • Anônimo

    “Tudo é interligado”
    (Alexander von Humboldt)

  • Itoportugal

    Cara! Loucura total!
    Li seu texto hoje.
    Eu brinco com as pessoas (falo sério, mas levo na brincadeira, senão complica o entendimento) da seguinte forma:
    Você já teve um sonho tão real que você, ao acordar, sentiu como se fosse real? Você desperta com o coração aos pulos, ainda vivendo aquele momento. Raiva, tesão, amor, agonia, terror, medo… Você “sente” o sonho como se estivesse vivo nele.
    Você pensa que é real… mas foi um sonho.
    Se a resposta for sim – e geralmente é -, pergunto: você já parou pra pensar que a sua vida pode ser um desses sonhos? Que, ao morrer, você apenas despertou de um desses sonhos e que a realidade era outra?
    Cara! Viajei com o texto. Percebi que não sou louco; ou que não sou o único louco…

  • http://www.facebook.com/paolinha.ayala Paola Ayala

    Gitti, sensacional. Sou fã dos seus textos, mas esse está especialmente… (…) Não dá, impossível definir.

    Diariamente, sinto que perco a sensação de tempo e espaço, justamente por compreender esse mundo em que vivemos, esse mundo que cada um de nós é. E me sentia perdida porque ia tão além nesse tipo de pensamento, que não conseguia voltar. A verdade é que, depois de vermos as coisas, o mundo, com essa ótica, depois de compreendermos a essência de tudo, nunca mais somos os mesmos. Assim que eu terminar esse comentário, inclusive, já não serei mais a mesma e olha como é bela e rica essa nossa experiência no que podemos chamar de vida.

    Li esse texto com a mão na bochecha e a cada tópico, a sensação da pele, da cadeira, enfim, de todo o ambiente se amplificaram até eu chegar num ponto anestésico. Não dá pra explicar, de tão único. Certamente, era o que estava me faltando, e farei muitas vezes mais esse exercício!

    Grande beijo a todos!

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    É sempre um prazer participar de algum modo desses processos, Paola. ;-)

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    É sempre um prazer participar de algum modo desses processos, Paola. ;-)

  • http://www.facebook.com/andrea.bonfim Andrea Bonfim

    Veja que não existe “o mundo”, mas mundos experimentados”.
    “Tudo dança nesse espaço imóvel sem dono”.

    Mente explodindo e, com isso, brilhando. Bom experimento de percepção esse. Vivenciamos experiências o tempo inteiro, mas nem sempre estamos perceptivos, atentos, lúcidos. Quanto mais vivo, mais descubro o quanto preciso aprender com tudo isso.
    Esta tem sido uma experiência que estou me proponho a vivenciar. Aguçar a percepção, aprender com a viciação das antigas roupagens mentais que carrego comigo. Mente livre, sem esse “olhocentrismo”. Aprender a desaprender e mergulhar nesse “espaço sem dono” de “mundos experimentados”. Exercício…

    Valeu, Gitti, por nos ajudar a refletir, tanto quanto os que o inspiraram na escrita deste post.

  • http://www.facebook.com/people/Vanilda-Silva/100000105073371 Vanilda Silva

    Gustavo,

    O texto me levou a uma antiga prática bem simples: sentar-se e se imaginar fora do corpo, um pouco acima, e, olhando para esse corpo o que vc vê, sente e percebe? o legal é sentir a percepção alterada na hora, sem esforço, apenas com uma vontade simples de enxergar as coisas por um outro ponto de vista…

    Gostei muito do texto. Abraço!

  • Marcoex

    qual o seu telefone?

  • Alberis

    Neon Genesis Evangelion rs

  • Vitor

    Acho que vale apena upar!

  • http://www.facebook.com/people/Giovana-Camargo/1469800599 Giovana Camargo

    O que é real, nossa percepção sobre o mundo não é real. Acredito que nossas percepções são ilusórias, e que ela se molda através do estado em que a mente se encontra. E tudo muda a partir do olhar que você põe sobre as coisas. O que você propõe é que tenhamos um olhar súbito de lucidez e perceber que nada das coisas que enxergamos têm significado, nada disso sequer existe, não somos o que vemos, nem o que achamos do que vemos. Nada irreal existe, nada real pode ser ameaçado. Nesse intermédio é a nossa paz.

  • Rafael Dorcel de Souza

    Esse texto já tinha sido postado, porém este aqui esta numa versão mais “acessível” até porque o outro tinha esses passos e mais umas explanações bem interessantes.

    —————————————————————————————————–
    Estou editando o comentários para acrescentar isso:

    Para o pessoal que achou isso uma completa viagem, saiba que o objetivo desses passos não tem nada a ver com isso, o texto serve somente para nos ajudar a perceber que existem infinitas formas de ver o mundo e que nos criamos o nosso universo. Quando estamos diante de uma situação que consideramos ruim, podemos tentar vê-la de uma outra forma (criando um “novo universo”) que vai nos trazer uma nova experiência e provavelmente uma nova opinião.

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