Um dia ela se tocou

Natacha Orestes

por
em às | Ladies Room, Sexo


Tinha, tinha que descobrir. Nunca havia sido suficientemente corajosa para passar de certos pontos.

Alguém poderia ficar sabendo, afinal. E se a mãe soubesse, e depois contasse ao pai? Como explicar suas curiosidades mais encardidas aos pais? E depois, se isso realmente acontecesse, quem ela seria? Quem seria ela depois que eles descobrissem que o anjinho da família, orgulho do papai, tinha lá sua outra face escondida? Eles nunca mais a amariam.

A mãe esconderia em cada palavra e cada gesto o desprezo por uma filha putinha. O pai pegaria a cinta e deixaria suas perninhas finas com vergões que durariam dias. E depois calaria para sempre, num silêncio decepcionado e fatal.


É assim que eles queriam que eu fosse | Link

Por que tudo o que enojava os pais tinha que ser tão sedutor? Não se lembrava onde aquelas coisas haviam começado, mas desde quando se deu conta de suas curiosidades e dúvidas, teve a consciência de que não suportaria correr delas para sempre. Um dia sucumbiria, e isso seria fatal.

Não que ela não brincasse. Brincava, ô se brincava. Sozinha, com algumas amigas, até mesmo com um primo já havia se permitido brincar. Obviamente se arrependeu, meninos não sabem guardar segredos. Mas ele não poderia ir muito longe, pois os laços de sangue que os uniam cobravam dele mesmo uma postura mais discreta. Pelo menos mais discreta do que o normal para meninos daquela idade.

Ela só não passava de certos pontos. Uma vez, no banho, pegou um frasco bem pequeno e se perguntou: “por que não colocar, só um pouquinho? Mas e se sangrar? E se um dia minha mãe resolver me levar num desses médicos horrorosos e ele contar sobre quem eu sou quando ela não está me olhando?” Desistiu, obviamente desistiu.

Mas isso porque ela nunca havia sentido de fato aquela coisa de adultos. Era mesmo uma curiosidade muito infantil. A de se tocar por fora e por dentro. Vez ou outra sentia uma coisa diferente ao andar de bicicleta. Mas de onde vinha, para onde ia, isso não respondia. Nem poderia, porque para responder a isso, deve-se passar de certos pontos. Aqueles pontos que queria tanto passar.

Um dia uma das amigas íntimas foi dormir com ela. Essa amiga era do tipo: você é muito melhor do que eu, mas eu vou te humilhar tanto que isso vai fazer com que eu me sinta melhor e mais forte do que você. O que ela secretamente sabia e perdoava, porque achava que valia a pena. Quando foram dormir, a amiga pegou um frasco pequeno de perfume, com formato cilíndrico, e a disse para fazer o mesmo. Como havia outro frasco igual, a menina obedeceu. Era para cada uma enfiar lá.

Achou-se tão estúpida. O que será que a amiga sentia com o vidro de perfume ali dentro? O que ela tinha que fazer com o frasco? Qual era a graça daquilo?

Mas não perguntou nada e foi, devagarzinho, colocando o frasco. Comemorou solitariamente uma vitória quando o perfume estava quase que engolido. Enfim, havia passado daquele ponto que tanto queria passar. E agora, faço o quê? Fez movimentos inexperientes. Tocou-se bruscamente, desconhecendo seu próprio instrumento e sua afinação. E depois de uns vinte minutos, a outra disse: “terminei, e você?”


Ela sabia como e onde fazer | Foto

Terminou? Como é que se sabe quando se termina? “Não, não terminei”. “Nossa, como você demora. Deixa eu ir aí ver um negócio.” A amiga enfiou a mão dentro da calcinha da menina. De repente ela estava sentindo aquela coisa, aquela coisa que a bicicleta a fazia sentir. Era tão suave. Queria se entregar à amiga. Sentiu vontade de que aquilo durasse para sempre. “Viu só?” É assim. A amiga cortou o barato e voltou para a outra cama. Ela bem que tentou continuar se tocando, mas ficou exausta. Não sabia por que o toque da amiga era tão mais gostoso do que o dela.

Mas agora? Agora tinha. Tinha que descobrir. E seria à sua maneira. E não teria mais medo de ninguém. Se fosse pra ser puta, seria. Seria uma putinha. Estava decidida. Bolou o plano. Ela só precisaria de um chuveiro e de algum tempo. O pai estava em casa mas ela enfrentaria. Enquanto não terminasse – por que a amiga sabia e ela não? -, significasse isso o que significasse, ela não pararia.

Entrou no banheiro e fechou a porta atrás de si, como se fosse a última vez. Como se da próxima vez em que cruzasse aquela porta, o fizesse como quem deixa uma infância inteira para trás. Tirou toda a roupa. Sentou-se debaixo do chuveiro, com a mangueirinha na mão direita.

Abriu as pernas e mirou o jato bem naquela saliência cuja potencialidade ainda era pressentida, mas desconhecida. Incomodou-se demais, as pernas começaram a tremular involuntariamente. A dar espasmos. Pressionou mais o jato de água. Suava. De repente o incômodo foi dando lugar àquela sensação da bicicleta, só que muito mais intensa e contínua. À sensação do toque suave e molhado da amiga.

Quanto mais aquela sensação se concentrava naquele ponto, mais ela queria que a sensação se concentrasse. Fez caretas que nunca havia feito. Fechou os olhos. O que era aquilo, afinal? Como acabaria? Foi ficando ofegante, ofegante. A mão trêmula já não conseguia mais mirar o jato num só lugar: o jatinho variava, pois que as mãos tremiam.

Ela viu que isso era bom. Era ótimo. Era maravilhoso. Era incrível. Era, ai meu deus, o que, o que, o que era aquilo? De repente aquela parte intacta de seu corpo ganhou vida: até mover-se por conta própria, se movia. Uns espasmos – que isso?. Uma sensação meio doida – oh, que iss… que isso?. Uma sensação arrebatadora e curta. O que foi isso?


Apesar de sozinha, a amiga parecia presente.. | Foto

Mas logo o “o que foi isso?” se transfigurou num sorriso e ela pensou: então é isso! Terminar então, isso era terminar. Sentiu-se como nunca dona de seu próprio corpo.

Tomou-o das garras do falso moralismo materno e do ciúmes paterno e sentiu que estava livre. Que ela era dona de sua liberdade, de sua íntima liberdade. E não teve mais medo, porque possuir-se a si mesma era um sentimento imensamente mais forte do que o temor aos pais. Queria mais, era bom. Era muito bom, queria sempre. E podia fazer secretamente, sem meninos, sem amigas. Levantou-se esplêndida como a palavra independência, desligou o chuveiro.

Sentiu-se disposta, de um jeito sem precedentes. Pegou a toalha da Bela e a Fera. E sentiu que agora secava o corpo completo e majestoso de uma mulher.

Natacha Orestes

E-music serious business, filósofa de boteco, interneteira, poeta [quando quer], e blogueira. Encontre-a no Avante7 ou no twitter mesmo.


Outros artigos escritos por

Conheça nosso projeto editorial

O texto acima não representa a opinião do PapodeHomem. Somos um espaço plural, aberto a visões contraditórias e entusiasta do embate saudável. Conheça nossa orientação editorial e a essência do que fazemos. Você pode comentar abaixo ou ainda nos enviar um artigo para publicação.


RECEBA PDH POR EMAIL

Enviamos apenas um email por dia com todos os textos e shots que selecionamos a dedo para os leitores não perderem tempo.


LEIA TAMBÉM...

107 comentários

Dê vida ao PapodeHomem, para sua imagem aparecer ao lado de seu nome nos comentários, cadastre-se no Gravatar usando o mesmo e-mail com o qual comentou. Leva 2 minutos.

Queremos uma discussão de alto nível, sem frescuras e bem humorada. Portanto, leia nossa porra de Política de Comentários.


  • http://twitter.com/BrunoFeySouza Bruno Fey Souza

    caralho! hahaha

  • http://twitter.com/Cardadeiro Roberto Cardadeiro

    “E não teve mais medo, porque possuir-se a si mesma era um sentimento imensamente mais forte do que o temor aos pais.”

    Bom, muito bom!

    E como seria o gosto dela em compartilhar corpos? Será que ficaria anestesiada pela sensualidade das amigas ou se entregaria ao abraço apertado de um homem?

    Imaginação é foda!

  • http://twitter.com/igorgama Igor Gama

    Que diabos de texto foi esse? O que ele está fazendo no Papo de Homem?

  • Curioso

    sensação de bicicleta

    Sempre me perguntei se andar de bicicleta tinha esse efeito erógeno nas meninas. Agora sei por que a Márcia passava as tardes subindo e descendo a rua, subindo e descendo na cela daquela Caloi.

    No mais, esse texto me lembrou da minha própria experiencia na descoberta da sexualidade.

  • Ivan

    Adorei. Me senti dentro da cabeça da menina, descobrindo as sensações do seu corpo, a sexualidade. Tive uma idéia de como esse falso moralismo reprime uma parte tão natural e saudável da mulher, mas ao mesmo tempo ela precisa ser censurada para nao correr os riscos de uma vida sexual irresponsável. A menininha ainda vai passar a vida aprendendo quando deve segurar o impulso, e como soltar quando quiser.

  • paulo fernandes

    Hehe,

    isso lembra o quando ainda o mundo é desigual para ambos os sexos

  • Thiago Ribeiro

    A grande Odisseia da descoberta do corpo feminino. A Proxima seja a da Primeira vez :p

  • Anônimo

    Seguinte, o texto está bem escrito. Ocorre que fica a impressão de estar lendo um texto de um livro velho, da década de 80 ou 70… Pois, a personagem, nos dias atuais, para não saber essas coisas, tem que ser muito, mais muito criança… Porque hj em dia toda menina já sabe e muito cedo sobre sexo e seu corpo, sobretudo por conta da internet.

    Isso que tenho a dizer, mas o texto em si está bem escrito.

  • joão

    se vc for de jundiaí, esse mundo é MUITO pequeno

  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    É do Ladies Room, Igor. ;D

  • http://twitter.com/harielribeiro Hariel Ribeiro

    Mostra, e muito bem, como é uma garota descobrindo os primeiros prazeres da vida. Parabéns pela escrita.

  • thiagozuk

    “Ela tá de saia, de bicicletinha, uma mão ta no guidon e a outra tampando a calcinha…”

    Tá, parei.

  • Lady Madonna

    Pessoas, ok. O texto tá bonitinho. Mas frasco de perfume? Que ideia cretina, hein! Espero que não motive alguma desavisada a fazer o mesmo. a mulher pode realmente se machucar.
    Usa o(s) dedo(s) mesmo, não há risco do negócio se perder ou quebrar lá dentro.
    Dr. Health, dê uma ajuda aqui! Please!

  • Rafael

    um texto bom desses sempre é bem vindo aqui no PdH!

  • http://www.facebook.com/people/Andreas-Werner-Hahmann-Figge/621264388 Andreas Werner Hahmann Figge

    É sempre muito bom ler sobre aquilo que todas elas fazem, todos eles sabem que elas fazem e todas elas não falam que elas fazem.

  • http://blog.icarlos.net/ Ivan Carlos

    Nossa, sem palavras, texto perfeito

  • Eduardo

    Fico dias sem visitar o site por conta de artigos inúteis como esse.

    Lembrei duma indagação que li aqui mesmo, na papodehomem: “Que tipo de mente cultivamos enquanto estamos online?”.

  • http://www.rafael-olah.info/ Rafael Olah

    Fazia tempo que não se via um conto aqui no PDH, e com certeza esse foi melhor do que o cara que levou uma surra no final do conto.

  • MATEUS RODRIGUES

    Ótimo artigo! A mulher também deve 'se' descobrir para ter uma boa relação sexual quando se sentir preparada. Não é só o homem que aprende a se tocar.

  • http://www.facebook.com/jifilis Jhonny Ilis

    WOW…

  • Natacha

    Sorry pela ideia cretina do “vidrinho de perfume”, mas é que meus textos nunca foram nem nunca serão limpinhos. Faz parte!

    Deixo o higienicamente correto com o dr. Health mesmo. ;)

    Beijos!

    • Guest

      Gostei. Comentários e criticas fazem parte.
      Pessoas iguais a você faz a diferença.

  • Natacha

    Sim, eu sou de jundiaí. E se o mundo já era pequeno, a internet o diminuiu mais ainda. João de onde? Heheh

    Bjs

  • Mauricio

    Parabéns, muito bom o seu texto.
    Apesar de toda a informação disponível nos dias de hoje, a grande maioria das mulheres ainda são educadas para dizer “não” para a própria sexualidade. Depois reclamam de mulheres frigidas e desinteressadas pelos prazeres do sexo. O conhecimento da própria sexualidade e a liberdade para ousar sem se preocupar com o que os outros irão pensar, apenas cuidando-se para não se tornar vulgar ou promíscua demais, é o que diferencia as mulheres das meninas.

  • http://queropegartodas.com/ El Guerrero

    Sensacional. Sutil e caliente.

    agora entendi melhor a música.. “Ela tá de saia, de bicicletinha, uma mão ta no guidon e a outra tampando a calcinha…”

    “tampando a calcinha” é mero pretexto pra tornar a brincadeira mais gostosa

  • Natacha

    Vou morrer ali um pouquinho e já volto pra mandar um texto, digamos, mais útil? ;)

    Aliás… qual a “utilidade prática” da poesia, da literatura, dos contos, crônicas e romances? Pra se pensar.

    Bjs

  • heloisafr

    Ah meu querido.. em nenhum momento a autora revela a idade da personagem…
    Ninguem nasce sabendo, seja com 8, 10, 15 ou 20 anos, seja cedo ou tarde.. sempre existe a primeira vez.

  • http://www.facebook.com/oasisnow Vinicius Sena

    E nesse momento a mocinha me aguarda pra mais intensas sensações

  • Eduardo

    Há poesias, literaturas, contos, crônicas e romances que agragam valor a quem quer que seja, porém há outras poesias, literaturas, contos, crônicas e romances que só alimentam o lixo mental desse nosso “HD” que mal utilizamos, e quando resolvemos utilizar somos pegos com inutilidade. A única coisa interessante é o título, pois tem dois significados e só.

    Paz e graça.

  • http://www.facebook.com/rodrigo.cambiaghi Rodrigo DAvola Cambiaghi

    Também fiquei com aflição do frasco de vidro de perfume, mas foi isso que fez toda a diferença, deu um tom diferente. São esses detahes que deixaram essa crônica muito foda.

    Se fosse com os dedos não teria a mesma graça…

    Ta animal do jeito que está! Não tem que mudar nada.

  • linconsantos

    Aff que defesa tosca.

  • linconsantos

    Defensora do texto contra os críticos negativos dele. Cegamente a meu ver. Se opõe cegamente a quem critica o texto. Estão errados todos que o criticam. Coisa de mulher mesmo.

  • Natacha

    Se a delicadeza da descoberta da sexualidade de uma menina faz parte daquilo que você chama de lixo mental… é um direito seu.

    Cada um coloca a própria lixeira onde bem entender, não é mesmo? E joga lá dentro o lixo que quiser. Somos livres para isso. Você é. E eu levanto muito a bandeira da liberdade. Impossível agradar a todos.

    Kiss

  • Natacha

    É verdade, essa “inocência” está meio perdida, né? Eu sou da década de 80, trago um pouco dessa ingenuidade velha, essa coisa do proibidinho faz parte da minha bagagem [e me influenciou sim para criar este texto], e também acho que isso tem acabado – embora ainda não tenha totalmente, assim como você mencionou no comentário.

  • Natacha

    Exato, não importa a idade, cada um de nós tem a sua primeira experiência. Com ou sem acesso à informação.

  • Natacha

    Certo, errado? Que coisa mais antiga essa coisa de achismos binários! Acho que você confundiu as coisas, linconsantos, não me opus a ninguém, muito menos cegamente, só convidei aquele que me criticou a uma reflexão, a que ele rebateu e creio que tudo isso seja muito saudável. Todas as críticas são bem-vindas. E elas também estão sujeitas a outras críticas, não? Uma coisa puxa a outra! Assim eu acho, e espero que seja.

    Beijo

  • desavisada

    EEEEEEEI VO FAZER ISSO *-*

  • joão

    uma pista: Largo de São Francisco.
    provavelmente a gnt se fale essa semana.

    bjao e adorei o texto.

  • Mario de Souza

    Esse conto foi uma versão feminina de “Guts”, de Chuck Palahniuk, só que com um final feliz.

  • http://atavernadomoe.blogspot.com/ Barney Gumble

    Muito bom o texto, mas me deixou preocupado. Fiquei excitado.

  • Eduardo

    Entendo, Natacha, todos somos livres mesmo, e obrigado por responder os meus comentários.

    É a sua estréia na papodehomem né? ^^ Fico no aguarde de mais artigos.

    Paz e graça em nome dEle.

  • http://twitter.com/pcoringa Paola

    Meninas se toquem!!

  • Mariela

    Texto muito bom! É sempre bom relembrar e comentar esse assunto, repressão feminina. O Gustavo Gitti bem que poderia falar desse assunto. Apesar do que já foi dito aqui nos comentários, que as mulheres hoje são muito mais moderninhas do que antes e já sabem muita coisa desde cedo, ainda vejo muito preconceito e tabu das próprias mulheres quando se fala de masturbação feminina. Pelo menos no Brasil ainda é um assunto desconfortável mesmo para as meninas jovens. Muitos anos de repressão em diferentes culturas e países oprimindo o que é natural do ser humano, o que é natural na mulher, e deixando as mulheres cheias de culpa e grilos até hoje. Adoro esse site, parabéns! Bjos!

  • marcosrogrio

    Ótimo esse texto Natacha, realmente isso é o que ocorre com muita menina e menino em suas descobertas na puberdade, desculpe a pergunta meio que inconveniente: contigo foi assim? estou curioso…

  • Natacha

    Marcos, respondendo à sua pergunta: o texto não é autobiográfico, algumas impressões são, mas os fatos, não. Não achei a pergunta inconveniente, tenho certeza de que é a dúvida de muitos. E dos meus amigos próximos, que leram e preferiram não perguntar. HAHAHA

  • Natacha

    É minha estreia, sim. Vou ficar feliz se por acaso ver você nos comentários nos que estão por vir. Espero que você ache alguma coisa útil naquilo que eu vier a escrever. :P

    Beijo!

  • Natacha

    Adorei o comentário e concordo com CADA palavra. Só com uma que discordo: censurada. Eu ainda prefiro o termo “educada”. O que você me diz?

  • Natacha

    É verdade, Mariela. Por mais que exista a modernice nossa de cada dia, ainda tem o residual da repressão em nossas atitudes, culpas e dúvidas. É feio falar sobre masturbação, né? Feio? Eu acho LINDO. Acho lindo todo e qualquer tabu sendo transgredido. Esse em especial.

    Bjs

  • fabiobrasileiro

    linconsantos: A informação nem sempre vem junto com a experiência, a exemplo disso: a maioria das pessoas já ouviu falar da Teoria da Relatividade mas não faz idéia do que ela representa ou sua importãncia, uma pessoa que vê um cara tomar uma dose de heroína não faz idéia da sensação que o outro sente. Seja como for, esse tipo de experiência é algo pessoal e instransferível.

  • filipe_sn

    Muito interessante…
    E pensar que existem pessoas que ainda se prendem ao medo de entregar-se aos misterios do prazer! É valido lembrar tambem, que ainda convivemos com mentes hipocritas e vazias que naum conseguem mentir a si propria ao dizer que “prazer eh coisa do inimigo”.

  • Ivan

    é, você tá certa. censurada é uma palavra muito forte, educada encaixa melhor na minha idéia.

    me faz pensar no lado dos pais, que são responsáveis por estabelecer um equilíbrio delicado nesse aspecto da vida de suas filhas. é difícil pra cacete lidar com isso, com tudo que é muito íntimo. só estando muito bem resolvido com todas essas questões pra tratar do assunto abertamente com as crianças que colocamos nesse mundo.

    bom, se deixar eu me empolgo… tudo isso é muito interessante e importante. me gusta! haha

  • hernando_noronha

    Gostei. Comentários e criticas fazem parte.
    Pessoas iguais a você faz a diferença.

  • Marcos Rogério

    Filipe, concordo com você nesse ponto, na verdade é realmente um erro pensar que prazer é coisa do “inimigo”, prazer nada mais é que um sentimento físico e hormonal que a pessoa sente ao ser tocado, beijado, acariciado e principalmente amado, as pessoas que acham errado sentir prazer, não conhecem a si mesmo e conseqüentemente nunca iram conseguir dar prazer pra outras pessoas, sou totalmente a favor da pessoa se auto conhecer, pois só assim ela sabe qual são seus limites no mundo do prazer e o que ela pode proporcionar a outra pessoa.

  • LEONARDO

    Ainda é cedo, amor
    Mal começaste a conhecer a vida
    Já anuncias a hora de partida
    Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

    Preste atenção, querida
    Embora eu saiba que estás resolvida
    em cada esquina cai um pouco tua vida
    Em pouco tempo não serás mais o que és

    Ouça-me bem, amor
    Preste atenção o mundo é um moinho
    Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
    Vai reduzir as ilusões a pó

    Preste atenção, querida
    De cada amor tu herdarás só o cinismo
    Quando notares estás à beira do abismo
    Abismo que cavaste com os teus pés

    CARTOLA

  • CaveiraVermelha

    Nada extraordinário, mas ainda assim, muito bom.

    Lendo isso, relembrei de tempos idos, lá pelos meus 15 anos, enquanto lia “O diário secreto de Laura Palmer”. Até a escrita, em si, é bem parecida. Só que a Laura pegava mais pesado heheeh

    E não vi nada de errado com o frasco, em oposição a quem se sentiu aflito com isso. Já deveria ser de conhecimento comum que mulheres costumam experimentar com objetos um tanto quanto….estranhos. A sexualidade da mulher não é tão preto no branco quanto dos homens.

    Eu, como homem, tenho uma dificuldade natural em entender os prazeres femininos, mas tento não deixar isto ir longe demais. Sou super a favor de que as mulheres percam algum tempo da sua vida conhecendo o próprio corpo. Gostaria que todas as mulheres fizessem isso, pois significaria mais mulheres e menos brastemp's e eletrolux's neste mundinho tão pequeno.

    Por outro lado, um sujeito láááá em cima tocou um outro ponto muito interessante: A censura. Também sou a favor de uma censura moderada. Que não seja geladeira, mas que também não vire forno de pizzaria. As vezes, quando se passa do limite, o que deveria ser prazeroso acaba se tornando repugnante. E convenhamos, toda receita fica mais gostosa quando é bem dosada, ceeeeerto?

  • Joaquim

    Aqui virou site de CONTO ERÓTICO?
    hasuhaushasu
    Muito bom o texto

  • Joaquim

    Aqui virou site de CONTO ERÓTICO?
    hasuhaushasu
    Muito bom o texto

  • Eduardo

    Gostei dos detalhes do texto.Muito explicado os sentimentos dela.Mas pra quem tá sentido uma sensação dessa, tá precisando de outra coisa.

  • Flavia

    Natacha Orestes é redatora, acha que é poeta, contista, cronista e etcétera. É minha amiga linda que dividiu comigo 2 anos suas historias e imaginação e se alguem aqui acha que esse é picante é porque não sabe dos dotes literários desta doce, linda e educada menina de Jundiaí.

    Aplaudido com muito orgulho pela sua bruxinha, minha peixinha

  • Tuca Mello

    Muito bom, Nat.
    Parabéns pelo degrau. Espero que continue subindo mais e mais a cada dia.
    Bjs

  • rodrigoky

    Sensacional. Texto muito… “esclarecedor” hehe. Na verdade não esclarecedor, mas não to achando a palavra ideal. Tipo, sempre tive muitas imaginações, ideias e etc a respeito da reação feminina em relação a descoberta dessas transformações (cortesia dos hormônios). Essas ideias postadas por uma mulher realmente me … me… sei lá, me “orientam” melhor nas ideias que tinha a respeito deste assunto.
    Sempre achei que acontecesse “alguma coisa” em certa idade quando andavam de bicicleta, mas nunca tive oportunidade de perguntar. Pô, não era possível que não “desse nenhum efeito”, afinal “a coisa” tava ali… bem ali embaixo… e aquele movimento de pernas… hehe
    Outra coisa, essa fruto do machismo da sociedade, é o fato da menina ser educada como “Não, tocar/olhar ali é ERRADO. Você ou outra pessoa não podem, só a mamãe ou o médico!”. Acho que esse sempre foi um grande erro passado de geração pra geração, mas fazer o que…
    Essa descoberta pras meninas também é beeeem diferente do que é pros meninos. A menina é, normalmente, mais discreta e só vai “tocar ali” quando estiver sozinha e talz, já os meninos (idade +- 9~11) são descarados… quando começa a “acontecer”, não podem ver uma calça justa, uma calcinha aparecendo no cofrinho, um decote… que já ficam “ligados” e não tem muito como disfarçar (sendo que muitos nem fazem questão) e já tão com a mão “lá”. Depois que “descobrem como funciona” então… já era… toda e qualquer hora vaga do dia será convertida “naquilo-manual”.
    Não sei bem como funciona o “lado de lá” (feminino), mas imagino que tenha mais diálogo, principalmente com a mãe.

  • Dr Health

    Se é o que eu estou pensando, procurem um video na internet chamado One man, one cup.

    Bizarro. Muito cuidado.

  • Diego

    só vi comentários de punheteiros de plantão

  • http://www.facebook.com/people/Braulio-Langer-Fernandes/100000136371663 Braulio Langer Fernandes

    po**a, teve muito a manha!

  • luizazevedo

    Quem não ficou levemente (ao menos) excitado, tá mentindo! Rs…

  • JOnes

    texto antiquado e sem fundamento
    fik dik!

  • alanjefferson

    Excelente texto!
    Realmente, citar um frasco de perfume como um objeto a ser ultilizado
    na “masturbação feminina” (ainda mais no período em que ela está se “descobrindo”) tornou o texto ainda mais interessante, curioso, e juntando com outros fatores deixou-me um tanto excitado; (concordando com nosso colega luizazevedo). hahaha.

    Parabéns, ótima estréia Natacha.

    Abraço.

  • Túlio

    Faço minhas as palavras da Natacha quando pergunto: “censura? Não poderia ser Educação?”

    Censura sempre esconde, proíbe. Educação mostra o que é, como é, quão bom – e ainda te dá um caminho pra vc não “cavar um abismo com os próprios pés”. Não é só dizer que isso é arte do coisa-ruim. Tem de mostrar a parte boa também.

    Acho que, especialmente já que estamos tratando de uma menina ( 8 anos? 15 anos? ) a censura só faz piorar, já que criança/adolescente é transgressor por natureza.

  • L.A.C

    Gostei muito. Tbm tive uma amiga que me apresentou um vibradorzinho de bolinha da mãe dela que pegou escondida – e o pai nos pegou no pulo qdo começávamos a testar. Que vergonha! Mas ele foi tão natural naquele momento… Pediu para sairmos de trás da cama, que devolvêssemos o aparelho, explicou que era um objeto particular e adulto, perguntou se queríamos jantar e se foi, fechando a porta do quarto. Mas me lembro exatamente do que senti qdo experimentei. Tínhamos meros 8 anos.
    Depois, ensinei uma amiga sobre o chuveirinho… ah esse chuveirinho deixa as pernas bambas mesmo, por conta do estímulo brusco ao clitóris, acho…

  • João Henrique Araujo

    Gostei do “Pegou a toalha da Bela e a Fera”. rs…

  • vaninha25

    Como mulher, posso lhe dizer que me lembrei muito de mim mesma, das minhas próprias descobertas…só quem é mulher mesmo pra entender…Parabéns Natacha, seu texto é Magnífico! Bjos.

  • del11

    Interessante o texto. Mas, tadinha da mina, parece que levou um tempão pra se auto descobrir.
    Para mim que comecei aos 7 aninhos lá no fundo da sala de aula simplesmente cruzando as pernocas, fiquei com dozinha dela. Mas antes tarde do que nunca!

  • olavo

    meus pais eram ateus e me batiam quando me pegavam batendo uma quando moleque auhahuahuaa acho que não tem muita diferença entre meninos e meninas hoje em dia

    só que toma cuidado com o onanismo não tomar conta da vida como a gente vê muito por ai

  • cecilia

    pena que eu nunca consiguir sentir isso… esse momento maravilhoso… explendido… nunca consigui deixar o falso moralismo pra trás…

  • Carmem Lina

    Pois é, quando comecei a ler me fez lembrar da minha história, desde muito nova o estímulo era apenas externo Aos 14 ou 15 anos, trancada no banheiro e com um espelho resolvi descobrir o q tinha além! Muito medo! E dps do dedo foi um frasco de perfume, mas de plástico hehehe! Passei a fazer sempre e é importantissimo pra mulher conhecer seu corpo. Só veio a acontecer sexo a dois com 24 anos e nunca senti nada tao intenso com ele do jeito q sinto sozinha, uma pena.

  • Carmen Lina

    ahuauhahuahu moderadora, só dps q li q passar por avaliação o comentario… Acabei reescrevendo por achar q deu falha no envio. Entao escolhe um dos dois caso vá postar o meu! Parabens pelo texto, so achei q começou falando como se fosse o meio de uma conversa, meio sem inicio mas isso é nada perto do q ficou legal!

  • JLC

    Muito bom o texto.
    Exctar um pouquinho nada.
    Excitou foi bastante.
    Essas coisas meio “encobertas” são mais excitantes do que as “às claras”.
    Delícia!!!

  • http://twitter.com/paulorrjunior Paulo Roberto

    Muito,muito bom esse texto.
    Adorei a crônica. O papo de homem me surpreende mais a cada dia.

    Abraço

  • danielamigo

    Achei maior palha.

  • http://tempestadeemmim.blogspot.com/ André

    Pultz! Texto lindo, moça. Tá de parabéns!
    Achei magnífica a delicadeza de suas palavras… a sutileza das pretensões e das ações.

    Recomenda-lo-ei para muitos amigos e amigas. Muito obrigado.

  • Binha

    Por que não deveria estar no Papo de Homem?por acaso a sexualidade feminina não te atrai Igor? Como você pode oferecer prazer a uma mulher se vc não tem interesse de como ele começa e acontece?

  • lucasbarbosa

    Se fosse pra chutar, diria que a mangueirinha e a toalha de “A Bela e a Fera” são algumas das suas “impressões” hahahaha. A sensação de verossimilhança foi grande.
    Ótimo texto. Inacreditável ver pessoas o classificando como inútil. Se ainda fossem mulheres comentando que já estão cansadas desse papo, ok. Mas homem? Quando que falam abertamente sobre isso conosco?
    Bj!

  • http://umpoucodetudokc.blogspot.com/ Katy

    Muito bom, gostei!
    Lembrei das minhas primeiras descobertas….de quando nossa mente está na transição, infância/adolescência e ainda não entendemos muito bem porque temos essas sensações… são momentos belos….

  • Rafael Martins

    Incrivel O_O

  • http://incautosdoontem.opsblog.org/ Ulisses Adirt

    Fabuloso. Isso deveria ir para sala de aula.

  • ronigomes

    Muito bom mesmo! Achei muito legal a forma com que ela lidou com as questões!

  • http://twitter.com/tatyhemp Tatiane Penha

    Lindo texto!!! :)

  • PaulaG3

    Eu pude encontrar algo de muito positivo nesse texto. Pude ver que existem homens diferentes do padrão que estou acostumada a ver nas ruas do Rio de Janeiro. Nem todo texto é bom por si só, mas também pelo efeito estendido que produzem. Eu acho louvável um texto que propicia uma discussão saudável e esclarecedora e que faz homens (futuros pais) escreverem:

    “Me senti dentro da cabeça da menina (…) Tive uma idéia de como esse falso moralismo reprime (…), mas ao mesmo tempo ela precisa ser educada para não correr os riscos de uma vida sexual irresponsável. A menininha ainda vai passar a vida aprendendo quando deve segurar o impulso, e como soltar quando quiser.”

    Sabe, infelizmente ouvir isso pra mim não é normal. Esse Ivan pode ser um puta canalha, mas só de ele “perder tempo” lendo o texto e escrevendo o comentário já me faz achar que o mundo pode não ser tão ruim assim como meus pais me ensinaram (e como eu mesma constatei). Taí uma faísca de esperança de encontrar um cara legal, taí uma esperança de que a educação sexual pode melhorar nos próximos anos.

    Essa libertinagem de hoje não tem ajudado muito. O extremismo de ou eu proíbo tudo ou eu libero geral é uma dura realidade hoje em dia que faz muitas meninas tornarem-se mulheres inseguras ou vadias. Muitas pessoas, inclusive essas próprias mulheres, não fazem idéia de que esse comportamento nada equilibrado não vem apenas de simples escolhas, mas sim do meio que viveram, da educação que tiveram e da quantidade absurda de pessoas desinformadas que ignoram o nascer da sexualidade da mulher. Já percebeu que a mulher passa de um dia pro outro de menininha inocente pra puta sedutora? A família vê a menininha do papai, enquanto os caras vêem a mulher com MUITAS curvas e altamente sedutora que é o sonho para se levar pra cama. É óbvio que existe muito mais coisa envolvida, mas essa rápida transição não muito comentada é um dos motivos que leva frequentemente mulheres a loucuras que deixam os homens estressados ou achando que mulheres são irracionais. Essa questão tratada de forma tão simples no texto traz à tona o motivo de muitas mulheres fazerem terapia achando-se objetos sexuais quando às vezes nem o são.

    Sexo e sexualidade são coisas diferentes. O sexo pode até ter deixado de ser tabu, podemos ter muitas gerações experts no assunto, mas com certeza sexualidade ainda é algo difícil pra nossa geração.

    Parabéns pelo texto. Talvez você não o tenha escrito pensando nessas vertentes, mas esse é o legal da literatura e da arte em geral, é gerar discussões que ajudam à sociedade a SE entender e se organizar.

    E só mais uma coisa. O fato de esse texto não ter chegado a todos como chegou a mim é retrato da vida. As pessoas são diferentes e precisam de estímulos diferentes. Por mais besta ou fantástico que pareça algo, devemos lembrar que sempre poderá ser usado de forma positiva ou negativa, e a forma como é usada é que faz da arte o que ela é. O real significado do autor sempre se perde nas experiências da vida de quem lê/ouve/assiste.

  • Amerry Chakú

    Lindo texto! Fico esperando o dia em que farás um texto sobre a menina descobrindo o seu “cuzinho”!

  • Ezequiel

    Um texto dessa qualidade não merece um comentário como esse.

    Totalmente FAIL

  • http://twitter.com/thiago_zuk Thiago Zucarini

    É, tem gente que não sabe brincar, definitivamente.

  • http://profiles.yahoo.com/u/N4V25H6ARHT7EQRGIW2VCKR3SU Kajima

    verdade helo,
    gostei tb desta coisa meio inocente da personagem, o texto é muito bom. e nem precisou ser vulgar .
    Parabéns a autora.

  • http://profiles.yahoo.com/u/N4V25H6ARHT7EQRGIW2VCKR3SU Kajima

    verdade helo,
    gostei tb desta coisa meio inocente da personagem, o texto é muito bom. e nem precisou ser vulgar .
    Parabéns a autora.

  • Drica Flores

    Natacha!
    Adorei o texto, traduz bem as primeiras experiências. Só não concordo com uma coisa!
    Um vidro de perfume??? Vidro, liso e gelado??? Pudera não ter “terminado”, né?
    Certamente, o chuveirinho é melhor opção!!!
    E a amiga? Não é por nada não, cada uma sabe de si, mas acho que ela fingiu! ;D

    beijos!

  • http://twitter.com/edusantorini Eduardo Santorini

    Interessante o texto!

  • http://twitter.com/edusantorini Eduardo Santorini

    Interessante o texto!

  • Viviane_alv

    Nada melhor que a masturbação…kkkkkkkkkkkkkkkk

  • Viviane_alv

    Nada melhor que a masturbação…kkkkkkkkkkkkkkkk

  • Nuno

    O melhor texto de cariz sexual que li até hoje… Não há nada mais bonito que a masturbação feminina!

  • Nuno

    O melhor texto de cariz sexual que li até hoje… Não há nada mais bonito que a masturbação feminina!

  • Anita

    que música é essa? não conheço :S
    escreve mais uma parte ae, please rsrsrs
    Bom, quero dizer, se for pronunciável :P hehe

    Anita, bah… tri gaúcha.

  • Anita

    ahh agora sim, chegaste no ponto certo. Não sei o número certo, mas é bem verdade que tem muita mulher por aí que nem sabe o que é orgasmo. E o pior… talvez nunca venha a saber.

    O texto foi ótimo, mas mehor ainda são os comentários.
    Bjss da gáucha aqui.

  • Anita

    rsrrs verdade
    tenho um amigo que acredita que uma amiga dele é gay porque não experimentou direito. Mais ou menos assim:

    – vc gosta de mulher porque nenhum homem ainda te pegou de jeito!
    rrsrsrsrsrs tolinho

  • Anitagaucha

    rsrsrsrs
    mas que música é essa afinal, que eu nunca ouvi?

  • http://twitter.com/renreis Rêe Reis

    Me identifiquei! rs

  • Paulonascimento68

    Natasha parabéns…Além de bem escrito, excitante.

  • Jefferson

    CARALHO!
    Meu pau ganhou vida!!
    Parabéns esse texto foi FODA, achei interessante o fato da bicicleta (já tive essa duvida =]~).
    E, ah… essas amigas…

    Mais uma vez parabéns a imaginação foi longe.

Papo de homem recomenda

Assine o Papo de homem

Curta o PdH no Facebook
  • 3472 artigos
  • 515927 comentários
  • 41976 Leitores no Feed RSS
  • leitores online

Lifestyle Magazine