Twist and (if you can avoid, don’t) shout

João Baldi Jr.

por
em às | Atitude, Crônicas e contos


Eu sou de uma família de pessoas que não gritam. Meu pai não grita, minha mãe não grita (tanto assim) e nenhum dos meus avôs ou avós gritam ou gritavam.

Claro que cada um por seu tipo de razão. Meu avô paterno não gritava por ser aquele típico malandro carioca de fala mansa, o que ele passou pro meu pai, que não grita por ser um daqueles vendedores que te convencem a comprar até blu-ray duplo de Cinderela Baiana, enquanto meu avô materno não grita por ser aquele típico homem do campo que acha que comunicação verbal é coisa de veado, o que fez com que minha mãe fosse o tipo de mãe que não grita e sim joga coisas. Várias vezes pesadas e quase sempre pelas costas, mas sobre isso conversarei com meu terapeuta algum dia. O que importa é que eu sou de uma família de pessoas que não gritam, como eu disse.

"Ei, moça, gritando você não ouvir nada da banda que tanto ama!"

Por isso, e pelo fato de que eu fui criado dentro do conceito de que se você levanta a voz você automaticamente perde a razão e a discussão (mais ou menos como entrar num ringue de boxe com uma tesoura de jardim), eu sempre achei que gritar é uma das coisas mais ofensivas que você pode fazer em relação a outra pessoa. Xingar é compreensível, praguejar é tolerável, ironizar é totalmente normal, até mesmo atirar uma batata porque a pessoa fez uma piada sobre você ser baixinho (desculpa, mãe) é compreensível, mas fora agressão física, pra mim gritar é realmente o pior que você pode fazer.

Daí a minha surpresa ao notar que no mundo real as pessoas… bem… elas gritam pra caralho.

As pessoas gritam no trânsito, as pessoas gritam dentro de ônibus, as pessoas discutem e trocam palavrões nas calçadas, elas batem boca em elevadores, elas dão esporros em voz alta no meio de reuniões, elas discutem o relacionamento de forma bem audível dentro do metrô e elas se digladiam verbalmente em altos brados na frente de lojas no shopping, como se não houvesse amanhã, o mundo fosse todo delas e o centro auditivo telex não estivesse aí pra ajudar quem ouve mas não compreende bem as palavras.

Ainda que a gente tenha a tendência a achar isso normal, existe algo de inerentemente errado nessa necessidade de falar alto, gritar e berrar, seja em público ou na vida privada.

Não que o grito não tenha sua função como catarse, como forma de expressão. Claro que tem. Gritar alivia tensão, gritar relaxa e existem situações em que possivelmente apenas um grito descreve exatamente o que você está pensando (coisas como “Ana, te amo!”, “Eu me demito!” ou “Val Baiano, seu peladeiro filho de uma puta!”), mas isso faz parte de um número bem específico de situações e de uma gama particular de estados de espírito, que nem sempre se apresentam nas situações que eu vejo.


Link YouTube | Se conseguir parar a cidade para gritar com você um hino como esse, ok, pode berrar à vontade.

Porque o que eu vejo é basicamente o grito como intimidação. Não por conta de uma catarse, não por conta de um estado de espírito, mas como uma admissão aberta de que se não conseguimos convencer pela razão (ou talvez até se não temos razão nenhuma), vamos tentar conseguir algo competindo pra ver quem grita mais alto.

Mais do que uma ofensa aos ouvidos de quem está ao seu redor, mais do que uma exposição exagerada dos seus próprios problemas (afinal, nem todo mundo no elevador precisa saber que você está chateado com o chaveiro que furou hoje), o grito revela uma derrota da razão, um fracasso da inteligência, um W.O contra a argumentação lógica. Sempre que você grita Descartes toma um peteleco na orelha, Espinosa dá uma topada de joelho na mesa e Francis Bacon precisa ouvir mais 4 trocadilhos ruins sobre o nome dele.

Se todos pensam que um mundo mais lento seria um mundo melhor, acho que um mundo mais silencioso também seria uma grande aquisição pra todos nós.

Não que devamos ser menos emotivos ou coisa parecida, não que as pessoas devam abdicar de gritar quando for necessário (não quero que ninguém perca um ônibus, deixe de orientar a defesa do seu time ou pare com o sexo selvagem só por excesso de educação), mas aprender a ouvir e argumentar ao invés de gritar e intimidar sempre vai ser uma grande lição pra todos nós. E com certeza não só a orelha do Descartes e o joelho do Espinosa como também o mundo em que nós vivemos vai agradecer.

João Baldi Jr.

João Baldi Jr. é jornalista, roteirista, escritor e um lateral-direito que apoia muito pouco o ataque e cruza com dificuldade. Tem um blog (www.justwrapped.interbarney.com), um Twitter (@joaoluisjr) e planeja comprar um cachorro em breve.


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47 comentários

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  • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

    :-) Adorei, João. Concordo plenamente. Quem grita numa discussão está tentado ganhar na “força bruta”… quem grita na mesa de bar se torna um bêbado chato… quem grita numa DR torna público o que deveria ser íntimo. Sempre detestável.

    Beijos,
    Deb.

  • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

    :-) Adorei, João. Concordo plenamente. Quem grita numa discussão está tentado ganhar na “força bruta”… quem grita na mesa de bar se torna um bêbado chato… quem grita numa DR torna público o que deveria ser íntimo. Sempre detestável.

    Beijos,
    Deb.

  • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

    :-) Adorei, João. Concordo plenamente. Quem grita numa discussão está tentado ganhar na “força bruta”… quem grita na mesa de bar se torna um bêbado chato… quem grita numa DR torna público o que deveria ser íntimo. Sempre detestável.

    Beijos,
    Deb.

  • http://twitter.com/danielenatalia Daniele

    Gosto muito dos teus textos, mas esse me deixou meio sem gracinha.Ao contrário de vc eu sou de uma família que grita!!! E por conta disso,eu tb grito.Grito sem perceber …Não fiquei chateada com texto, nem deixei de gostar de vc ou dos seus textos … mas tudo isso que vc escreveu me fez pensar emumas coisas …

  • http://twitter.com/danielenatalia Daniele

    Gosto muito dos teus textos, mas esse me deixou meio sem gracinha.Ao contrário de vc eu sou de uma família que grita!!! E por conta disso,eu tb grito.Grito sem perceber …Não fiquei chateada com texto, nem deixei de gostar de vc ou dos seus textos … mas tudo isso que vc escreveu me fez pensar emumas coisas …

  • http://twitter.com/danielenatalia Daniele

    Gosto muito dos teus textos, mas esse me deixou meio sem gracinha.Ao contrário de vc eu sou de uma família que grita!!! E por conta disso,eu tb grito.Grito sem perceber …Não fiquei chateada com texto, nem deixei de gostar de vc ou dos seus textos … mas tudo isso que vc escreveu me fez pensar emumas coisas …

  • Georges Stavracas

    Esperei angustiosos meses para ler isso. O PdH perdeu minha admiração e ganhou meu respeito; o autor também.
    Digo isso à todos no meu círculo social. No lugar onde estudo, as salas parecem campos de guerra, não se ouve a própria mente. Idem minha casa. Idem as ruas. Idem os lugares públicos movimentados. São Paulo vive uma guerra estática e decibélica, que dira outros lugares.

  • Georges Stavracas

    Esperei angustiosos meses para ler isso. O PdH perdeu minha admiração e ganhou meu respeito; o autor também.
    Digo isso à todos no meu círculo social. No lugar onde estudo, as salas parecem campos de guerra, não se ouve a própria mente. Idem minha casa. Idem as ruas. Idem os lugares públicos movimentados. São Paulo vive uma guerra estática e decibélica, que dira outros lugares.

  • Georges Stavracas

    Esperei angustiosos meses para ler isso. O PdH perdeu minha admiração e ganhou meu respeito; o autor também.
    Digo isso à todos no meu círculo social. No lugar onde estudo, as salas parecem campos de guerra, não se ouve a própria mente. Idem minha casa. Idem as ruas. Idem os lugares públicos movimentados. São Paulo vive uma guerra estática e decibélica, que dira outros lugares.

  • http://twitter.com/danielenatalia Daniele

    Ao contrário de vc eu vim de uma família que grita.E por esse motivo eu tb grito !!! Não grito pra ofender, humilhar,menosprezar e muito menos quando perco a razão – é sempre nessa situação onde eu calo minha boca e o grito fica intalado na minha garganta – Mesmo assim fiquei pensando em tudo que vc escreveu.Não vou ficar me “policiando” para não gritar por aí … Isso eu já faço !! Mas de uma maneira esse seu texto me deixou com a pulga atrás da orelha. Adoro seus textos e não vai ser por isso que eu vou deixar de lê-los … hahahaha

  • http://twitter.com/danielenatalia Daniele

    Ao contrário de vc eu vim de uma família que grita.E por esse motivo eu tb grito !!! Não grito pra ofender, humilhar,menosprezar e muito menos quando perco a razão – é sempre nessa situação onde eu calo minha boca e o grito fica intalado na minha garganta – Mesmo assim fiquei pensando em tudo que vc escreveu.Não vou ficar me “policiando” para não gritar por aí … Isso eu já faço !! Mas de uma maneira esse seu texto me deixou com a pulga atrás da orelha. Adoro seus textos e não vai ser por isso que eu vou deixar de lê-los … hahahaha

  • http://twitter.com/danielenatalia Daniele

    Ao contrário de vc eu vim de uma família que grita.E por esse motivo eu tb grito !!! Não grito pra ofender, humilhar,menosprezar e muito menos quando perco a razão – é sempre nessa situação onde eu calo minha boca e o grito fica intalado na minha garganta – Mesmo assim fiquei pensando em tudo que vc escreveu.Não vou ficar me “policiando” para não gritar por aí … Isso eu já faço !! Mas de uma maneira esse seu texto me deixou com a pulga atrás da orelha. Adoro seus textos e não vai ser por isso que eu vou deixar de lê-los … hahahaha

  • Humberto F. Marcelo

    Ótimo artigo. Parabéns! ^^

  • Humberto F. Marcelo

    Ótimo artigo. Parabéns! ^^

  • Humberto F. Marcelo

    Ótimo artigo. Parabéns! ^^

  • Felipe Toledo

    João,

    Bem escrito e fundamentado, principalmente “o grito revela uma derrota da razão”. De sua autoria?

    No mais, só consigo categorizar como um ponto de vista. Sim, é algo pouco ortodoxo desprezar tanto a elevação de voz. No meu universo, muitas outras coisas incomodam bem mais. O grito estaria, digamos, no irrisório penúltimo lugar.

    Cuidado para não se apegar a coisas com pouco significado, acaba virando distúrbio social. Saco roxo não se incomoda com muita coisa, dorme até no mato (e sorrindo). Viver é, principalmente, saber se adequar. Quando alguma característica própria começa a ficar destoante do comportamento geral, devemos nos policiar para que não nos tornemos pessoas peculiares. Quando li sua incomodação, me lembrei do filme “O Aviador” e a mania do “caboclo” (esqueci o nome) por limpeza. Imaginemos alguém dissertando sobre limpeza ao invés do grito e teremos a mesma sensação.

    Espero que entenda e raciocine comigo.

    Abraços,
    Felipe.

    • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

      “Saco roxo não se incomoda com muita coisa, dorme até no mato”…

      “Quando alguma característica própria começa a ficar destoante do comportamento geral, devemos nos policiar para que não nos tornemos pessoas peculiares”…

      Sabe… sinto dizer, mas há um tom meio fascista no seu discurso… Cuidado, moço, muito cuidado com esse tipo de ideias.

      De minha parte, acho que as peculiaridades são muito bem-vindas, sempre. Dão tempero ao mundo. E concordo demais com a velha frase… “Toda unanimidade é burra”.

      Beijos,
      Deb.

      • Felipe Toledo

        Deb,

        “… a ficar destoante do *comportamento geral*…”

        Acho que me expressei de forma errada. Não quis dizer que devemos ser todos iguais, mas sim que devemos ser menos sensíveis a coisas como essa. Isso nos torna mais resistentes e adaptáveis, vivendo bem em qualquer situação.

        Não se apegue a pequenas parcelas do todo… minha crítica relaciona-se a darmos atenção exarcebada a coisas bobas.

        De fato, toda unanimidade é burra. Mas viver desconfortável com coisas pequenas não trará muita alegria para a pessoa. Acaba se tornando uma Fernanda Young com seu programinha falando de coisas irritantes.

      • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

        Desculpe, Felipe, mas não acho que isso seja uma coisa boba… e muito menos pequena. Acho que o João levantou uma questão importante. Não é simplesmente o gritar, mas o que está por trás desses gritos. Ignorância, uso de intimidação, descortesia, falta de respeito ou educação, arrogância, machismo, violência… (Isso sem falar em fanatismos religiosos…)

        Acho muito importante discutir assuntos como esse. O mundo anda precisando demais de menos gritos e mais conversas.

        Beijo,
        Deb.

  • Felipe Toledo

    João,

    Bem escrito e fundamentado, principalmente “o grito revela uma derrota da razão”. De sua autoria?

    No mais, só consigo categorizar como um ponto de vista. Sim, é algo pouco ortodoxo desprezar tanto a elevação de voz. No meu universo, muitas outras coisas incomodam bem mais. O grito estaria, digamos, no irrisório penúltimo lugar.

    Cuidado para não se apegar a coisas com pouco significado, acaba virando distúrbio social. Saco roxo não se incomoda com muita coisa, dorme até no mato (e sorrindo). Viver é, principalmente, saber se adequar. Quando alguma característica própria começa a ficar destoante do comportamento geral, devemos nos policiar para que não nos tornemos pessoas peculiares. Quando li sua incomodação, me lembrei do filme “O Aviador” e a mania do “caboclo” (esqueci o nome) por limpeza. Imaginemos alguém dissertando sobre limpeza ao invés do grito e teremos a mesma sensação.

    Espero que entenda e raciocine comigo.

    Abraços,
    Felipe.

  • Felipe Toledo

    João,

    Bem escrito e fundamentado, principalmente “o grito revela uma derrota da razão”. De sua autoria?

    No mais, só consigo categorizar como um ponto de vista. Sim, é algo pouco ortodoxo desprezar tanto a elevação de voz. No meu universo, muitas outras coisas incomodam bem mais. O grito estaria, digamos, no irrisório penúltimo lugar.

    Cuidado para não se apegar a coisas com pouco significado, acaba virando distúrbio social. Saco roxo não se incomoda com muita coisa, dorme até no mato (e sorrindo). Viver é, principalmente, saber se adequar. Quando alguma característica própria começa a ficar destoante do comportamento geral, devemos nos policiar para que não nos tornemos pessoas peculiares. Quando li sua incomodação, me lembrei do filme “O Aviador” e a mania do “caboclo” (esqueci o nome) por limpeza. Imaginemos alguém dissertando sobre limpeza ao invés do grito e teremos a mesma sensação.

    Espero que entenda e raciocine comigo.

    Abraços,
    Felipe.

  • Osbournes Swordfish Filewarez

    muito bom…

  • Osbournes Swordfish Filewarez

    muito bom…

  • Osbournes Swordfish Filewarez

    muito bom…

  • Juliano

    clap clap clap

  • http://www.facebook.com/raffael.silvado Raffael Silvado

    Concordo que o grito as vezes soa como a perda da razão, mas o costume de gritar (ou não) vem muito da criação (ou não pois deve-se levar em consideração que algumas pessoas gritam só porquê gostam de gritar, minha ex-namorada por exemplo).

    Nosso instinto as vezes nos diz para gritar, para marcar o território, pra mostrar poder, até mesmo quando acuados nos RUGIMOS.

  • Victor Cavalcanti

    Eu concordo com vc, mas venhamos e convenhamos certas horas em algumas discussões so um belo grito resolve. Concordo, porém, que as pessoas precisam ser mais racionais.

  • Selvagem

    Muito bom João Baldi Jr. Ganhar discussão nos decibéis é foda. Nunca ouvi uma frase intelegente gritada por alguém se esgoelando. O mesmo serve pra música. Já reparou que quando o vizinho bota o som no talo a música é sempre uma merda?

  • Pedro

    Muito bom o post. Só não gostei dessa novidade de abrir esse comercial da nissa toda vez que se entra no site ou em um post.

  • Pedro

    Muito bom o post. Só não gostei dessa novidade de abrir esse comercial da nissa toda vez que se entra no site ou em um post.

  • Pedro

    Muito bom o post. Só não gostei dessa novidade de abrir esse comercial da nissa toda vez que se entra no site ou em um post.

  • Marco Antônio

    Gostei do texto, tenho essa mesma aversão por gritaria que logo me remete a baixaria e por ai vai.

  • francisco_neto

    Concordo em gênero, número e degrau. O tipo de coisa que toda pessoa mal educadao TEM que ler.

    • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

      O problema é que essas pessoas em geral não leem artigos como este… Acham que é besteira, frescura ou algo do gênero… Uma pena.

  • Anônimo

    tbm adorei joao … concerteza concordo com vc,,, pra mim (por exemplo na familia de esquentadinhos em que facilmente perdem a paciencia sempre foi legal ver q meus pais perdiam a paciencia mas nunca (nunca mesmo) vi eles gritando) a não ser qndo pediam pra abaixar o som né hahaa, bom acredito que o grito é a pior forma (ou a melhor) de se acabar com uma discussão num sentido de que se você grita ou levanta a sua voz pra mim perdeu a razão , Estou acostumada na minha profissao ver profissionais tentando ganhar no grito e o que aprendi em alguns anos com isso… (não ganham é nda).. os melhores argumentos e provas que tem mais valia portanto.. vamos manter a voz num ton respeitável e melhorar o nível de nossas conversas… bjaum (parabens pelo artigo)

  • Cesar Nic

    Parabéns por abordar esse tema. É uma pena que as pessoas ainda vejam o ser humano e seus comportamentos como uma coisa banal, taxam de “coisas bobas”, quando são essenciais para entendermos a nos mesmos, o próximo e consequentemente a nossa comunicação e nos tornar uma sociedade realmente civilizada.

  • Air_bernardes21

    Duas coisas que não devem ter numa discusão: grito e adjetivo.

  • http://twitter.com/danielenatalia Daniele

    Gente que polêmica por causa de “grito” !!!!!!!!!!!!!! Deus vontade de gritar agoraaaa … Bah, deixemos disso ……

  • Interessante..

    Vou mandar esse link pra minha sogra..

  • Anônimo

    concordo! tb sou de uma familia que não grita e achei otimo voce ter começado o texto falando isso, pq gritar realmente é coisa q se aprende em casa..
    eu só grito no estádio… como vc disse, os jogadores precisam ser orientados HAHAHA (nem se fala do juiz)

    parabens! adorei o texto! muito bem escrito, além de ser sobre um tema interessante.

  • Anônimo

    João,

    Tente não levar isso pro lado pessoal ou entender como ofensa mas…até pouco antes do último parágrafo, achei que uma mulher tinha escrito o artigo.

    Não, não há nada de desinteressante ou extremamente feminino no que foi escrito. Há, porém, uma reclamação que normalmente só ouço (indevidamente) das mulheres.

    “Não grita comigo, PORQUE EU NAO TO GRITANDO COM VOCÊ, mimimi, blablabla, PORRA!!!”

    Não é preciso ser um gênio para perceber que ela estava, sim, gritando.

    Sério…é esquisito à enésima potência ler um artigo onde um homem reclama do hábito, tão banal (mas não menos incômodo) de levantar a voz sem motivo aparente.

    Assim como você, sou a favor da argumentação sem exaltações, sem agressões, sem…gritos? Sim, sem gritos.

    Por outro lado, acho que as vezes o grito espontâneo no meio de uma conversa pode desempenhar papel oposto ao dissertado em seu artigo. As vezes, uma voz alta e firme (e quem sabe um tapa ou soco), são as formas mais eficazes de fazer com que seu ouvinte perceba a razão em seu posicionamento.

    Não, eu não saio por ai gritando e socando pessoas para que me ouçam. As vezes dá vontade, mas eu não faço isso. Ainda assim, volta e meia consigo resolver uma situação ou outra simplesmente levantando a voz, da mesma forma que pessoa já me tiraram de pensamentos desesperadores com um berro bem dado.

    Pois é, na minha família as pessoas gritam. Nem sempre com razão, mas gritam. Ainda assim, consigo ver algo de bom no grito, vai entender.

  • Hã!?

    Bom, por outro lado tente comentar isso numa família de italianos… Ma que Catzo!

  • Dininhamaral

    Putz…eu grito sempre! hahahah
    quando tenho razão, quando não tenho….é minha natureza né, ficar segurando coisas dá câncer (vide psicossomática). Mas é sempre bom saber saber com quem se pode gritar, há os que vão entender (provavelmente pq te conhecessem) e os que vão te processar. Fora isso, acho o grito saudável.

  • Flamengo Hexa

    sem ofensa, mas acho que principalmente os gaúchos deveriam ler o seu artigo, porque sem ofensa nenhuma mas são as pessoas que mais gritam ao invés de simplesmente falar, e digo isso porque moro no Sul, sou carioca vizinho de uma casa com 6 gaúchos, e sou sofredor. no mais, muito bem escrito o artigo, abraços

  • charlesmmm

    tbm odeio pessoas q gritam ou falam mto alto

  • http://incelencamalditadopavor.blogspot.com/ Thiago Bastos Zucarini

    Eu grito pra caralho, principalmente no ônibus. Sempre sou repreendido a falar baixo, sempre sempre sempre. E pra piorar sou gago. Meu amigo diz que é porque não consigo me escutar, mas meu médico disse que minha audição tá 100%. Não sei se é porque me expresso de força explosiva.

    Enfim, o jeito é treinar…

  • Leandrodvd

    PAUSE [|| ||]

    Cara, vcs perceberam no video do twist and shout entre 1min14s e 1min21s os caras fazem um passinho do Triller do Michael Jackson na escadaria ??

    Sensacional, nunca tinha visto essa cena com calma hahaha… Obrigado por isso PdH.

    PLAY [ ||> ]

    Gostei do texto =)

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