Tiririca é o de menos

Flaco Marques

por
em às | Artigos e ensaios, Mundo


Antes de começar a descascar as eleições gerais de 2010, gostaria de deixar claro duas coisas. A primeira é que eu acredito no voto como instrumento de transformação política e social,  que instituições políticas sólidas fazem um país melhor e  também acredito no brasileiro, em todo potencial do nosso país. A segunda coisa é que, como já dissemos, o Tiririca é um coitado e o buraco é mais embaixo.

África do Sul, 1993: Se você acha chato sair para votar, experimente ficar 40 anos sem fazer isso

Pesquisa eleitoral pra que mesmo?

Até domingo de manhã, a ciência estatística dos institutos de pesquisa era taxativa: Dilma bateria Serra no primeiro turno. Mesmo com as margens de erro, o candidato tucano não faria cócegas na preferida de Lula. Nessa mesma toada, a dupla do Senado paulista já estava decidida: Marta e Netinho.

Ao final da tarde, quando às pressas entreguei a urna para os assistentes da escola em que trabalhei, tive uma certeza: vai ter segundo turno. Na seção em que fui presidente, Dilma bateu Serra pela contagem de apenas cinco votos, em um universo de 298 votantes. O Boletim de Urna também acusava outra surpresa: para o Senado, Aloysio Nunes teve o mesmo número de votos que Marta e Netinho. Somados!

A primeira grande lição que o pleito desse ano nos deixa é que os institutos de pesquisa andam descalibrados. Espero que seja somente um problema de método e amostra, que é perfeitamente perdoável e compreensível. Não quero crer que as pesquisas, ditas imparciais e científicas, estejam impregnadas de desvios amostrais tendenciosos, pelos quais os recortes favoreçam determinado candidato. Afinal, numa cidade como São Paulo, podemos ter resultados diferentes dentro de um mesmo bairro.

Síndrome de Mr. Magoo: Vox Populli, Ibope e Datafolha erraram a mira.

Tiririca… Quem ri de quem?

Ao chegar em casa, liguei a tevê para acompanhar a apuração. Meio entendiado pelo bololô dos analistas políticos, sintonizei em um jogo de futebol americano. Entre um tackle e outro, o narrador anunciava a plenos pulmões: “Tiririca já ultrapassou os 500 mil votos, minha gente!”. Aos risos, o jovem comentarista do jogo soltou: “Um minuto de silêncio pela morte de tudo que é bom, belo e justo!”.

A eleição do palhaço Tiririca foi a coqueluche dessas Eleições. Com jargões grudentos (“Vote no Tiririca, pior que está não fica”) e encenações-pastelão que envolveram até seus pais, o cearense Francisco Everardo Oliveira Silva conquistou 1.353.820 votos, se elegendo para o cargo de Deputado Federal por São Paulo pelo Partido da República.

Na verdade, nessa história toda, Tiririca é um coitado. O Partido da República (PR), outrora Partido Liberal (PL), se aproveitou da popularidade do artista para recuperar fôlego na Câmara. A eleição de Tiririca arrastou mais quatro parlamentares do partido para Brasília. Parlamentares esses que se o PR jogasse limpo, não conseguiria eleger (veja aqui a lista completa de quem puxou quem).

Se ao menos Tiririca tivesse passado por essa escolinha...

Tiririca é um coitado pois foi um títere da canalhice partidária e vítima da fragilidade do sistema eleitoral. Um artista analfabeto que experimentou o fel das desigualdades sociais, preconceitos e injustiças de nosso país, se entregou ao oportunismo do coronelismo de nossos partidos. Ao invés de recuperar sua dignidade como indivíduo, a vendeu sob um fino verniz de protesto. Com sua popularidade, o humorista poderia levantar a bandeira da cultura ou propor melhorias na educação infantil. No entanto, preferiu trocar uma oportunidade de ouro por um troféu de barro.

“O brasileiro tem o que merece”… E você é o quê? Americano?

O lamento quanto a eleição de Tiririca ecoa pelos salões da sociedade decente do nosso país. Jovens bem nascidos e “educados”, como o nosso jovem comentarista de futebol americano, parecem ter decorado os mesmos jargões: “O Brasileiro tem o que merece”, “Brasileiro não sabe votar”, entre outros disparos mais preconceituosos e muito mais ignorantes. Nesse sentido, Maria Rita Kehl foi genial em seu texto para o Estadão: “Dois pesos…”.

Comentários desse tipo são a mais pura expressão de que no Brasil não existe cidadania. Estamos tão enclausurados em nossos confortos, que a culpa pelo país estar “Isso que tá aí” é do governo, dos analfabetos, dos partidos, do funcionalismo público e até do futebol. A culpa é de todo mundo, menos nossa.

Número do Candidato + Confirma: um bom começo para mudar essa paisagem.

Mas será que nós votamos bem? Será que não repetimos o comportamento daquele eleitor do Tiririca, só que com uma roupagem diplomada e bem vestida?

Quantos de nós, que votamos em candidatos “sérios”, sabemos de fato quais suas propostas? Quantos de nós, envolvidos em um falseamento ideológico, não condicionamos nosso voto por circunstâncias virtuais e irrelevantes (tenho faculdade, não voto nesse partido)? Quantos de nós não votamos em um conhecido, numa ilusão de auferir vantagens futuras quaisquer?

Não, nós não somos assim. Somos conscientes, sabemos o que fazemos. Assim como os tantos eleitores que, mesmo com a nojeira corrupta do marido comprovada, levaram Weslian Roriz para o segundo turno no Distrito Federal.  Assim como todos aqueles que, ignorantes da saudável separação do Estado e da Religião, elegeram pastores, padres, bispos e renovadores carismáticos pelo país afora. Sem contar os pseudo-famosos e as caricaturas que habitarão o parlamento a partir de 2011.

Para todos nós, que somos cheios de consciência e certeza, fica a sugestão de um mantra vindo de Gandhi: “Temos que ser a mudança que queremos para o mundo”. De novo, “Temos que ser a mudança que queremos para o mundo”. Não adianta querer limpeza se sujamos nossas ruas. Não adianta querer respeito se não respeitamos. Não adianta querer cidadania, se não somos cidadãos.

O segundo turno está aí. Ainda temos uma chance. E depois das eleições nossa ação deve continuar. Por isso, seja a mudança que você quer. Para o seu mundo. Para o nosso país. Para sua comunidade. Para o cara que trabalha aí do seu lado. Para você mesmo.


Link YouTube | Quando é que vamos parar de cantar essa música?

Flaco Marques

Rapaz do interior de SP que vive suas desventuras na cidade grande. Poliglota valente, busca equilibrar o jeito cosmopolita de ser com a simplicidade caipira de viver.


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64 comentários

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  • http://www.facebook.com/people/Guilherme-Siega-M/1364461238 Guilherme Siega M

    Querido, muito bom, mas o Brasil (e o povo, que está “chamando de que merece merda”)

    é apenas o país que mais mostra a roubalheira/putaria/sacanagem/comédia (como quiser chamar) na política…

    entretanto um exemplo são é o EUA, governo que transforma o povo em consumidores
    obesos e doentes, indústrias dessa potência, que mandam no governo,

    simplesmente fazem a política de lá a mesma merda que a brasileira, só que se mostram sérios
    (sim, eles sabem como ser sérios, nós, bem, NÃO)….sabem ganhar o pão e dale marketing

    o povo (pelo menos o brasileiro) não merece isso,
    os governantes sabem passar a perna usando todo tipo de psicologia…
    e o povo, sem conhecimento, apenas caiu(e continua caindo nas armadilhas).

    povo é burro? sim, tem como mudar? sim, quem pode? só alguém que aceita morrer pelo povão.
    [fugi do contexto pra defender o povo, rs]
    Todo homem deveria saber disso.

  • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

    Fantástico Flaco, excelente texto!

  • http://www.facebook.com/people/Andre-Azevedo/100001391689003 Andre Azevedo

    Simplesmente fantastíco!
    em suma!
    “…é mais fácil condenar quem já cumpre pena de vida.”

  • http://www.facebook.com/people/Guilherme-Siega-M/1364461238 Guilherme Siega M

    O vídeo que você postou é muito bom, mandei para todos meus contatos de email.
    (o video e o post enviei)

    Vou aproveitar e mandar tomar no cu todos que criticaram essa verdade. :(

  • Anônimo

    Quem realmente tem poder sobre as eleições são as famílias carentes das periferias de todas as grandes capitais, das cidades litorâneas e interioranas onde pessoas vivem com menos que o mínimo para uma vida digna, das favelas e das pequenas comunidades. Junta tudo isso, e o que se consegue é uma massa de manobra que supera os números das classes mais altas em proporção de 5 para 1.

    Não sou contra bolsa-família, bolsa-desemprego, bolsa-ticotico-no-fubá, etc…mas sou MUITO contra o voto compulsório. Esta é a ferramenta que viabiliza o populismo maldito que assola nosso país. Ao colocar o poder nas mãos dos menos instruidos, se tem a garantia de que nossos governantes estarão sempre em zona de conforto. Dá uma coxinha e ganha um voto.

    Entre ausência de voto e voto compulsório, não muda muita coisa. Os poderosos tem que rebolar um pouco mais, porém a obrigação do voto garante que o povão VAI votar no candidato que distribuir mais quentinhas na periferia. Não precisa ser um sujeito bem educado, refinado, nada disso. Não precisa nem ter boa oratória…basta dizer que está do lado do “povo” e distribuir os salgadinhos no bairro.

    Só terei esperança no Brasil quando o voto for FACULTATIVO e exigir ao menos ensino fundamental completo para o cadastro de eleitor.

    Para mim, a forma idela de política é aquela que dispensa cartazes, panfletos, outdoors, musiquinhas, comerciais elaborados e quentinha. No dia que um candidato chegar ao segundo turno das eleições para presidente sem precisar fazer uma campanha milionária, terá meu voto.

    Até lá, o poder está na mão dos analfabetos e mortos de fome, que apostam suas cartas em um bingo que alguns chamam de democracia.

    • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

      Vai sonhando que, com o voto facultativo, quem vai deixar de votar são as pessoas menos instruídas… quem tem dinheiro nesse país só vai votar se interesses pessoais estiverem em jogo, caso contrário, estarão muito ocupados para isso… (generalizando).

      • Anônimo

        Acho o contrário.

        É necessário ter um mínimo de conhecimento sobre alguma coisa, para que a mesma se torne interessante. Isso vale principalmente para a política.

        A maior parte do povo de classe C e D não faz idéia do que é política e não tem o menor interesse em saber. Votam porque são obrigados.

        O povo de classe A e B, por outro lado, está inevitavelmente mais próximo da política, por conta disso, é improvável que deixasse de votar.

        Claro, isso tem um potencial enorme de agravar a segregação social, mas acho que dá para fazer direito e planejar em cima deste risco -para que não venha a acontecer.

      • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

        Acho essa visão extremamente preconceituosa. Só porque o pessoal da classe C e D não tem muita instrução não quer dizer que eles não tenham opinião política. Sem querer defender partido nesse momento, mas só dando um exemplo: com as políticas sociais do governo Lula, a situação do mais pobre melhorou muito no Brasil. Você acha que as classes C e D, mais favorecidas pelas políticas de inclusão social, não tem condição de escolher candidato? Claro que tem…

    • http://www.facebook.com/people/Guilherme-Siega-M/1364461238 Guilherme Siega M

      Caveiravermelha.

      é tão simples um morto de fome negar 50 reais pelo seu voto??….

      para comida ou a merda que seja

      Tu negaria 50 mil reais por um voto e conseguir outros?…e se fosse um milhão para abrir uma empresa??
      OS PRINCÌPIOS SÃO OS MESMOS.[sobrevivência]

      • Anônimo

        Na pele do morto de fome eu não negaria os 50 reais. Não negaria nem mesmo uma coxinha que fosse. Você está certo, eu agiria igual, sem tirar nem por.

        Mas eu não sou um deles, tenho acesso a uma visão mais ampla e, mesmo que eu não vá me engajar na “boa luta” para mudar o que está acontecendo, acho que isto pode ser usado para, pelo o menos, partilhar meu pensamento da situação. As vezes é o suficiente.

        Eu não julgo pessoas de classe C, D ou qualquer coisa abaixo como culpados pela nossa situação. São apenas vítimas que, por conta de todo o cenário que se formou, são manipulados a perpetuarem o poder de algumas dezenas de pessoas que poderiam salvá-los, mas não o estão fazendo. Sério, cadê a porra do investimento em educação pública de qualidade?

        Acho que seria interessante, além do voto facultativo, que se tornasse realidade aquela brincadeira de obrigar filho de político a estudar em escola pública, viu.

        Justamente por isso que defendo o fim do populismo e uma política mais séria, que realmente se volte para os problemas da sociedade como um todo -e não somente mascare sua incompetência e amadorismo com bolsa-esmola e bolsa-compra-voto.

        É uma ganha-ganha. Pobre ganha, rico ganha. O único problema é que o ganho se dá em longo prazo…e de nososs políticos atuais, 90% só quer saber do que vai rolar durante sua passagem pelo poder e olhe lá.

      • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

        Você acredita mesmo que existe “ganha-ganha” no capitalismo? Precisa estudar um pouco mais…

      • Anônimo

        Danilo, e você sugere o que? Comunismo?

      • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

        Não sugiro comunismo. Só sugiro que a gente não se iluda com essa história de “ganha-ganha”.

  • http://twitter.com/FelipeBazza Felipe Bazzanella

    Parabéns. Sem nada a adicionar, pois ficou perfeito. Principalmente porque penso da mesma forma, não adianta querermos mudar o universo se não mudamos a nós mesmos,inicialmente. Forte abraço.

  • http://twitter.com/johnnyschulte João Vitor Schulte

    Ótimo texto Flaco ! A musica no fim retrata bem a vida da maioria dos Brasileiros,
    “Temos que ser a mudança que queremos para o mundo”
    Essa frase também foi uma excelente escolha… é uma verdade absoluta! muitos de nós fazemos exatamente isso oque você disse reclamamos mas na hora de fazer nossa parte passa tudo despercebido!! precisamos começar mudando nossos costumes ! como dizem por ai “olhar pro próprio rabo primeiro”.

  • Anônimo

    Um comentário…

    Gostoso (mesmo, de dar gosto) foi ver duas amigas que odeiam a Dilma e dizem que só tem ladrão do lado dela votarem no CHALITA pra deputado, criticarem muito quem votou no Tiririca e dizerem que o candidato delas vai fazer alguma coisa, é honesto e não um palhaço.

    No dia seguinte ele anuncia apoio à Dilma e frustra não só as duas mas milhares de eleitores. A alegria delas não durou 24 horas. Pelo menos roubar o Tiririca (ainda) não sabe.

  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    Flaco, discordo totalmente quando diz que o Tiririca é um coitado.

    Pode não ser letrado, nem intelectual, mas não é burro.

    Está sendo pago – e MUITO bem pago, pode apostar – pra entrar nessa. Só na campanha dele foi mais de R$1 milhão, segundo matéria na Folha.

    • Anônimo

      Vai ser bem pago com:

      R$ 12,8 mil – Salário
      R$ 50,8 mil – Verba de Gabinete
      R$ 15 mil – verbas indenizatórias (para hospedagem, combustível, etc)
      R$ 3 mil – auxílio moradia
      R$ 4,2 mil – verba para despesas com telefone e postagem de cartas
      R$ 6 mil a R$ 16,5 mil – cota para passagens aéreas (o valor depende do Estado)

      No total, em média R$ 100 mil mensais.

    • Armando

      É verdade, Guilherme …

      O que eu penso sobre esse episódio “Tiririca”:

      - Independente de classe social, grau de instrução, etc., qualquer cidadão, a princípio, tem o direito de se candidatar. Sinto, às vêzes, um viés de preconceito contra candidatos populares, principalmente quando são bem sucedidos. Que o Tiririca se candidatasse (dentro de parâmetros legais e éticos) e se elegesse, tudo bem. Mas que se tornasse esse fenômeno eleitoral, é patético e lamentável. Diz algo sobre a sociedade brasileira hoje que merece uma profunda reflexão …

      - Esse direito, óbviamente, está condicionado pelo cumprimento da Lei, que os partidos (e as coligações) têm que respeitar, e cabe a Justiça Eleitoral fiscalizar. O eleitor das camadas de baixa renda, que não teve acesso à educação, não pode ser penalizado duas vêzes: ao ser excluído, e sendo culpabilizado pelas opções que faz, fruto dessa exclusão.

      - Ressalvando os que votaram como protesto mesmo, de boa fé (uma minoria), muito pior são aqueles pretensamente bem informados que votaram nele. Sendo bem informados, sabem muito bem a quem serve. Basta ver a coligação a que pertence, e quem se beneficiou da sua votação estratosférica. Sendo analfabeto, servirá à perfeição como um marionete desses interesses.

      - Penso que a Justiça Eleitoral tem que atuar com rigor. Tiririca disse abertamente que não declarou seus bens, que estão em nome de laranjas. É analfabeto, o que a Lei não permite, no exercício do mandato. São duas infrações, no mínimo, que já justificariam a impugnação dos votos e a sua não-diplomação como parlamentar.

      P. S. – Não estou recebendo, por email, o aviso de novos comentários nos posts. Estaria havendo algum problema … ?

    • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

      Guilherme, eu concordo com o seu pensamento. Eu acho que o Tiririca pode até não ser um intelectual, mas com certeza ele optou fazer parte desse esquema bolado para passar a perna no eleitor desavisado.

  • Anônimo

    Quanto à crítica aos institutos de pesquisa.. Eles não calculam a abstenção. O Norte/Nordeste onde a Dilma ganhou com larga vantagem teve uma abstenção muito maior que no Sul onde o Serra equilibrou ou ganhou.

    A Dilma precisaria de 4milhões de votos a mais para se eleger. Só na Bahia a abstenção foi de 2 milhões. A média de abstenção do Sul/Sudeste (respeitando as proporções) foi de 15,5% e no Nordeste 21%.

    Tivesse o Nordeste a mesma abstenção que o Sul/Sudeste a Dilma já teria sido eleita no primeiro turno com folga, sem precisar da diferença que ela fez no Norte e Centro-oeste. O IBOPE/DATAFOLHA/VOXPOPULI/ETC não calculam a abstenção, isso é incalculável. Daí o erro.

    Quanto a Senador em São Paulo o Aloysio conseguiu uma virada histórica (com ou sem abstenção). A pesquisa boca de urna apontou o resultado correto. Não acompanhei as outras. Ainda sim não se pode condenar os institutos que acertam em 95% das vezes (o resto é exatamente a margem de erro).

    No caso da Dilma/Serra o erro foi esse aí.

    Quanto ao Tiririca, a ordem é: -eles nos fazem de palhaços, vamos tirar a vaga de um deles e colocar um palhaço lá no meio também.

    Mais ou menos isso. Não votei nele mas acho válido. Ladrão por ladrão, que fique um palhaço lá. E dia 1 de janeiro assistirei com gosto ao discurso de posse dele, com certeza será muito bom.

    O melhor texto que li sobre eleições em blogs não políticos foi justamente uma crítica do Morroida, segue o link:

    http://www.morroida.com.br/tenho-medo-da-dilma

  • Marco Antônio

    O Subtitulo “Pesquisa eleitoral pra que mesmo?” ficou totalemnte solto dentro do seu texto.
    Você quis acrescentar este ponto, mas abordou sem nenhuma ligação com o Tiririca,
    ou com a tal mudança que devemos ser.

    • Carvalho

      O que o autor fez foi uma colagem mal feita de informações com um fundo de preconceito contra a classe média. O vídeo é um absurdo.

      O Papo de Homem poderia declarar seu voto então, como fez o Estadão…ficava menos feio…

  • Marco Antônio

    E tambem discordo que o Tiririca seja um coitado, se aproveitou da situação, assim como o Maguila que, numa entrevista ao G1 disse: “Me procuraram, me pagaram e eu fui”

    http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/10/celebridades-explicam-derrota-nas-urnas.html

    A nossa ingenuidade limita a visão dos fatos, a coisa não pode ser assim.

  • http://twitter.com/winistonfacuri Winiston Facuri

    Sou leitor assíduo do PDH e posso afirmar, sem dúvidas, que esse é um dos melhores posts que já li!
    Parabéns pelas análises feitas…
    P.s.: Vídeo simplesmente sensacional!

  • http://www.facebook.com/people/Vinicius-Jose/100000466556243 Vinícius José

    “Temos que ser a mudança que queremos para o mundo” http://bit.ly/bYtJS9 (via @papodehomem)

  • Leon

    “Tiririca é um coitado pois foi um títere da canalhice partidária e vítima da fragilidade do sistema eleitoral.” Parei de ler o texto depois dessa frase. Sério que você acredita de verdade que ele não sabia o efeito da sua campanha? Sério MESMO?

  • Anônimo

    EXCELENTE post. E o texto da Kehl merecia virar post aqui no PdH, alô Guilherme!!!

    É isso aí, e que vá à merda essa classe mérdia Caco Antibes q odeia pobre.

    • http://www.facebook.com/people/Guilherme-Siega-M/1364461238 Guilherme Siega M

      acho que 90% dos leitores do PdH é de classe média baixa

      ou seja 90% É/foi mimado da mamãe….se achou o fodão pela familia ganhar 5..8 mil….(pra mim eh quase um milhão de felicidade rs)….por fim

      somos os bobos da corte desta vez amigos….os pobres que não trabalham[nem querem]
      ganham tudo que eh bolsa do governo.

      os milionários nem se fala….

      quem sobra na mesa para pagar a cerveja??

      • Gabriel

        Visão esteriotipada a sua.

        Entenda uma coisa, o bolsa-familia é um dos programas sociais mais espetaculares do planeta! Tanto que é copiado até pela Italia. Em 8 anos tivemos uma mudança radical na situação do País. Sempre se falou sobre distribuição de renda, mas nunca ninguem quis ir a fundo nisso. Hoje isso ocorre e é visto como bolsa-esmola.

        Concordo que é pão e circo, mas é extremamente necessario. Hoje você pode achar um absurdo ficar de mãos atadas sobre as eleições, mas pense no futuro. Milhões e milhões de crianças sairam da linha da pobreza, tem comida em casa, e o pai trabalha.

        Não estão muito interessados hoje, mas daqui ha uns 20 anos, teremos uma base da sociedade que será completamente engajada politicamente. Pois eles sabem que sua vida só mudou por votar em determinado politico.

      • Conamo

        Concordo contigo que o trabalho realizado nestes 8 anos foi válido. Afinal, realmente houve um trabalho de distribuição de renda.

        O porém disto tudo é como isto foi feito. Gerando pessoas desinteressadas em buscar formas de melhorar na vida..”Ah o governo vai dar bolsa familia se eu estiver neste patamar…”

        Ou até algo bizarro como:”Vou é arrumar mais filhos pra ganhar mais beneficio do governo”. O trabalhar mesmo naada.

        Tem de haver uma corrente, pra fortalescer o crescimento das micro/pequenas empresas encadeando mais empregos para os que querem mesmo trabalhar!!

  • Felipe

    Ja tinha escutado certa vez a seguinte colocação: “Quem paga a banda escolhe a música. E quem paga a banda?” Ja aprendi a ficar com o pé atrás para a maioria das coisas a muito tempo e para a política não poderia ser diferente. Logo, não teria tanto receio assim em afirmar que as pesquisas eleitorais podem e são utilizadas como instrumentos de campanha para persuadir eleitores menos decididos a votarem no candidato “da moda”. Conversando outro dia com um amigo, chegamos a cogitar a possibilidade de proibição das pesquisas eleitorais, pois nos parecia que os exemplos de erros grotescos (leia-se intencionais) eram cada vez mais evidentes, podemos tomar como exemplo a eleição para senador do RS onde as pesquisas do sábado apontavam a eleição, em primeiro lugar, com uma boa vantagem de votos, da candidata ligada ao pricipal grupo televisivo do RS, o qual encomendava tais pesquisas. Tal eleição em primeiro lugar com larga vantagem de votos acabou não se mostrando verdadeira na hora das apurações.

    Outro ponto que gostaria de destacar é sobre a contabilização dos votos e a distribuição por partidos e tudo o mais que leva ao fenômeno de “puxar candidatos” e exclusão de outros candidatos bem votados. Alguém poderia me explicar qual a lógica desse sistema? Sinceramente não vejo um bom argumento para que tal sistema de eleição ainda seja utilizado. Gostaria que alguém realmente explicasse para que isso talvez tenha algum sentido…

    • Anônimo

      Esse sistema pressupõe que cada partido defende uma ideologia. Sendo assim, se você vota em alguém do Partido Comunista você apoia a ideologia esquerdista do partido e por isso ajuda no coeficiente para eleger outros comunistas que seguem a mesma ideologia.

      Mas os partidos hoje em dia são todos centristas, com leves inclinações e por isso o sistema perdeu um pouco a efetividade (50 anos atrás isso parecia muito mais lógico).

      No entanto ainda faz sentido pois se eu voto no fulano do PSDB para deputado, entende-se que sou de oposição (como o PSDB). Então meu voto ajuda a gerar um coeficiente para que eleja outros deputados da mesma coligação, que vão fazer oposição ao governo que é do PT.

      Aí os mais antenados podem dizer “mas se eu quisesse isso, votava na legenda”. Mas muitas vezes queremos eleger o candidato X. Se ele já fez o coeficiente necessário, elegemos outro da mesma coligação pois teoricamente se votamos no sr. X é porque apoiamos e coibimos com as propostas e ideologias do seu partido.

      Essa é a lógica. Alguém sugere outro sistema?

      • Anônimo

        Como você mesmo disse, fazia sentido 50 anos atrás. Acho que hoje o modelo não funciona mais e se tornou recurso de manobra política. Viu quantas subcelebridades foram “convocadas” a se candidatarem esse ano?

        Até os moleques do KLB, porra! Os moleques do KLB não, mew…porra!

        Acho que seria mais “honesto” voltar pro sistema de eleger os mais votados mesmo e que se foda o partido. Sério, partido no Brasil não tem ideologia nenhuma, virou empresa. E como tal deveriam ser tratados. (O mesmo eu poderia dizer das ongs tbm, maaaaaaas, fica pra próxima)

  • Cazzobrasilia

    Não vi o vídeo pq aqui no trab o youtube é bloueado..
    Enfim.. acho que alguém comentou o que vou dizer com outras palvras… mas nao achei a elição do Tiririca essa palhaçada toda não.. adfinal… quantos letrados, doutores, pilíticos profissionais não conseguem se eleger somente pra meter a mão no que puderem carregar para si???
    Aqui em brasília o ex-Governador corrupto é nada mais nada menos que um engenheiro dos mais gabaritados… sem falar no ex-reitor que usva dinheiro público da educação para comprar lixeira de mais de mil reais e decorar o apt funcional com requinte e muito luxo.
    na verdade o povo quer eleger pessoas honestas… na atual circunstância melhor um honesto que nem cheira e nem fede do que um letrado, intelectual, profissional que só roube e seja corrupto…

  • Anônimo

    Parabéns pelo texto, foi um dos melhores que eu já li.

    “Toda tragédia só importa quando bate a minha porta”. É assim que pensa a sociedade brasileira. Indo nesse mesmo caminho, o brasileiro está preocupado somente com si próprio, só quer tirar vantagem de suas atitudes e das atitudes alheias. Mesmo que essas vantagens sejam mínimas. O que eu recebo quando faço um pergunta do tipo: – Pra quem você vai votar? A resposta sempre se reduz a algo que a pessoa vai receber individualmente, como: uma cirurgia, tijolos, emprego ou qualquer outra coisa momentânea e provisório.

    O que eu quero dizer é que a própria sociedade não está interessada no interesse público. Os eleitores não votam de forma impessoal e objetivo, mas pelo contrário, votam naquele que mais poderá lhe beneficiar. Isso já está consolidado na cultura brasileira, está arraigado nos juízos das pessoas e para mudar uma cultura comportamental de uma sociedade só com tratamento de choque (tratamento este que eu desconheço, talvez uma educação melhor?).

    Agora com relação ao cargo de Governador aqui em Brasília, não tenho palavras para tamanha putaria. Acho que não preciso comentar o quão “burro” é os eleitores de nossa capital. O candidato teve que largar a candidatura por causa de tanta sujeira em sua ficha e o pessoal ainda deixa sua mulher (marionete também) ir para 2° turno, além de elegerem suas duas filhas (que também não são confiáveis, filho de peixe….).
    Eu, sinceramente, não sei o que acontece. Não sei se mídia está por trás disso, fazendo com que as pessoas se distraiam com novelas e reality shows ao invés de ler e se informar. Não sei se o culpado é o sistema eleitoral falho. Ou a Constituição Federal que não está acessível para a maioria dos “cidadãos” (acessível eu quis dizer no seu entendimento, já que muitas pessoas reclamam de sua escrita complicada).

    “As ideias e estratégias são importantes, mas o verdadeiro desafio é a
    sua execução”. (Percy Barnevick)

  • Armando

    Realmente, essa história de pesquisa eleitoral tá virando um tremenda sacanagem …

    O IBOPE terceiriza suas pesquisas, em regiões mais periféricas — o que leva a crer que outros grandes institutos também o façam —, para empresas de fundo de quintal, que chantagiam candidatos pedindo propina. Vi um senador, num tom quase choroso, reclamar em discurso no plenário que recebeu propsota do tipo, mas que não tinha condições de pagar … Foi aparteado por outro, que também tinha sido vítima do golpe, e foi garfeado numa eleição … (risos) … Se senadores tem essa postura, o que sobra para o cidadão comum … ?

    Para as próximas eleições, acho que tem que ser uma bandeira da cidadania reinvindicar uma medida que regule e fiscalize mais rigorosamente os métodos empregados nas pesquisas. E limite sua divulgação a uma por mês, talvez, nos três meses oficiais de campanha eleitoral. Quem conhece um pouco de Estatísca sabe que pesquisas podem sim, facilmente, ser dirigidas.

  • Lucas

    O problema dos pobres e necessitados é que eles não enxergam o mundo como ele é, aliás, não só eles, assim como quase todos os seres humanos, mas eles são ainda mais afetados por essa visão do próprio “mundinho”, eu posso afirmar isso, pois minha familia seria classificada entre a classe D e C, e eu compreendo a visão que eles tem do mundo, no fim do ano eu viajei para a casa dos meus avós, no interior da Bahia, e eu tive a experiência de ver pessoas que tem uma visão minúscula sobre o mundo, e que votam em um vereador apenas por ele levá-las ao hospital na cidade, isso é medíocre, mas é o que eles tem, eu defendo o bolsa familia, mas ele só é necessário para um pais desigual, sem empregos e pessoas inteligentes e criativas, um pais realmente desenvolvido não necessitaria de um programa desses, mas esse não é o caso do Brasil, enfim, a situação verdadeira do pais é triste, mas de nada adianta reclamar e não tomar nenhuma atitude para mudar essa baderna. Sou jovem e meu sonho é algum dia ser um presidente, mas que priorize o lado humano do país, a felicidades dos habitantes, e não somente seja um obcecado por estatísticas vazias.

    • Freelancer

      o foda cara, e como você mesmo disse “é do ser humano” os ricos e letrados também ficam presos a seu mundinho. Os inocente do leblon como disse o poeta, so porque vão a disney não são menos culpados que os degredados…

  • http://twitter.com/rfvarruda Arruda

    Criticar a eleição do Tiririca é fácil. Mas, será que não temos algo mais a extrair dessa questão?
    Falar que brasileiro não sabe votar é argumento padrão. Por que não saímos do óbvio e nos questionamos SE o brasileiro quer votar?
    E se quer, será que ele não está se identificando com o candidato? Suspeito que muitos não saibam realmente pra que cada político serve, o que cada um faz, como diz a propaganda. Não podemos negar que ela foi MUITO bem feita, inclusive realçando argumentos que ouvimos costumeiramente como: “Pior que tá não fica”.
    Enfim, podemos ir além das críticas dos jornais e revistas?

  • Mentor do DW

    Muito bom o texto Fernando!

    Mas tenho certeza que daqui a 2 anos as mesmas discussoes vao surgir novamente! A resposta talvez seja educacao e o pensamento do bem coletivo. O Brasil infelizmente esta longe desses dois pontos.

    Mas desistir jamais, a esperanca de um amanha melhor eh o q nos faz acordar todos os dias!

    Enquanto ao Tirirca, eu espero q ele tenha corpo fechado, pq para quem nao se lembra em 2002 Eneas foi o mais votado por SP e bateu as botas, 4 anos depois Clodovil foi eleiro por SP e foi se encontrar com Sao Pedro, agora o Tirica tem q ficar esperto! rs

    Abs Fernando

    • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

      hahahahaha bem notado, isso daria uma matéria particular “será tiririca vitima da maldição da eleição paulista?”.

  • Marcio Diniz

    Eu não li os comentários. Li somente o texto e admito, vergonhosamente, que sou um cara não tão consciente apesar de estar cursando um programa de mestrado numa boa universidade pública brasileira.
    A fala usual das pessoas do meu instituto na universidade é: “Nós somos matemáticos/estatísticos/matemáticos aplicados e não temos opinião política. Opinião política está no instituto ao lado (Ciências Sociais, História e Filosofia). Eu já disse isso há umas semanas atrás. Infelizmente, é esta a realidade.
    Mesmo em debates políticos internos como a escolha do diretor do instituto, a presença dos alunos é mínima. Hoje em dia, eu faço parte da associação de pós-graduandos do meu instituto, todavia, por muito tempo, eu fugi de qualquer participação política. Havia três eleições que eu justificava, nesta, eu decidi votar, mas não foi um voto tão consciente com exceção de presidente e governador.
    Ainda falta muito para mim. Espero não esquecer da lição e fazer um pouco diferente no sgeundo turno.
    E eu sou estatístico e gostaria de esclarecer que os institutos brasileiros não utilizam métodos corretos para pesquisa eleitoral. Este não é o assunto em questão, eu sei, mas gostaria de esclarecer: Grande parte dos institutos utilizam um sistema de amostragem por cotas (o país tem 20% de classe A, então, na nossa pesquisa vamos perguntar para 20% de pessoas da classe A) e por fim, utilizam programas que fazem as contas para amostra aleatória simples (todo mundo tem chance igual de ser escolhido para responder em quem vai votar). Não há uma base científica para o método, dá certo na maioria dos casos, é mais barato e por isso, ele é utilizado.

  • Geraldo

    “pesquisa era taxativa: Dilma bateria Serra no primeiro turno.”

    Hein???

    http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/10/02/datafolha-ibope-nao-cravam-1o-ou-2o-turno-para-presidente-922687606.asp

    É bom se informar antes de publicar qlqr coisa, já basta vermos isso aos montes na mídia tradicional, o PdH não precisa baixar o nível para confirmar seus argumentos.

    Desculpe se pareci ignorante, mas mentira me irrita. Tô até pensando seriamente em, no segundo turno, trocar de Serra pra nulo por causa de tantos e-mails com notícias sobre Dilma que depois q vou tentar confirmar e descubro q são falsos ou tem apenas um fundo de verdade. Nela não voto, mas talvez nem vote mais nele. É sério, me irrito muito com mentiras.

  • Breno Spadotto

    Fala Marques.

    Primeiro preciso dizer algo – mesmo que já clichê quando se trata de PdH -, o seu texto está espetacular. Naveguei por ele. Espetacular e polêmico.

    As minhas opiniões sobre tudo isso são simples, they go a little like this:

    - Sim, o povo pode mudar isso aqui. E inclua em povo, eu, você, e todos nós.

    - Essa mudança não acontece de uma hora pra outra, como tudo na vida. Pelo contrário, é muito mais uma mudança de pensamento geral do que uma eleição.

    - Porém, é altamente fora do normal – pra mim, Breno – ouvir alguém falando que vai votar no Netinho porque o programa dele “era muito legal”. Ou que vai votar no Tiririca porque está protestando.

    - Falta informação? Acho que nem tanto.

    - Já ouvi criticas por isso que vou dizer agora, já recebi apoio: o voto não precisa ser obrigatório. Minha opinião. E o motivo pelo qual eu defendo isso é simples: sejamos então democráticos na hora de uma pessoa poder avaliar se ela está apta para votar ou simplesmente, se ela quer.

    Tenho a forte crença de que as pessoas que estão pra “festa da coisa toda”, que não votariam se não precisassem, são as que votam em Tiririca, por exemplo.

    Essas são as minhas opiniões.

    Forte abraço!

  • Anônimo

    Assim como na diz a musica eu acredito na “imparcialidade” do seu texto!!!

  • Nahra

    Pra mim, o pior não é Tiririca ser eleito, e sim figurões que todos estão cansados de saber o passado.

    O grande povo mineiro elegeu para deputado federal Newton Cardoso!!!!!! Acho que prefiriria o Tiririca….rs

    O voto não é obrigatório, vc pode anular ou votar em branco…. a obrigatoriedade é simplesmente de comparecer à seção eleitoral.

  • http://www.facebook.com/people/Marlon-Goncalves/639658899 Marlon Gonçalves

    TIREM A CARA DO TIRIRICA DA CAPA DO PDH! PELO AMOR DE ALGUM SANTO DEUS!!!

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      hahaha

      Pronto, já não está mais no destacão da home, Marlon.

  • Bruno Cavalcanti

    Sinto-lhe informar que coitado somos nós, que trabalhamos quatro meses do ano para pagar impostos cujo destino – acredito eu – todos nós já sabemos…

  • http://twitter.com/renanferreira_ Renan Ferreira

    Gostei muito do texto, apesar de não concordar lá muito com ele, pois estimula fortemente a reflexão.

    Minha opinião sobre o caso do Tiririca é que a partir do momento que ele usa sua popularidade e imagem para ser engolido numa coisa dessa, não é nenhum coitado. Claro que não deve ter ainda a dimensão disso tudo, mas ele não é inocente.

    Falando em popularidade, o Netinho só não foi eleito por ser vítima da própria popularidade. A mesma que o fez estar bem nas pesquisas. Não votei nele, nem votaria se fosse outra oportunidade. O que foi perceptível que o discurso das falhas dele como ser humano sobrepôs a proposta que queria(?) talvez passar. E isso acarretou a eleição do Aloysio (em minha opinião, uma opção tão ruim – se não mais – quanto).

    Acho que falta para o brasileiro pensar como parte de um todo, como uma Nação. A avaliação para escolher os representantes do povo sempre foi demais superficial ou para manter as aparências para os outros. Também sou e fui vítima disso, confesso; embora recentemente tenha feito uma reflexão profunda sobre. Parecemos que em boa parte fingimos gostar de caviar, sem sequer termos provado.
    É duro ver um presidente que não tem nem metade de seu estudo te representando, mas creio que eu hoje não teria o mesmo zelo que ele teve para a população mais carente.

    Grandes líderes não necessariamente são intelectuais, da mesma forma que grandes intelectuais podem ser líderes medíocres. Exemplos no Brasil afora não nos faltam.

  • Carvalho

    Esse comentário vai pro Guilherme.

    Acompanhava sempre o PDH, dei uma afastada mas sempre dou uma passada de olhos…

    Esse texto é um absurdo. É uma colagem mal feita de argumentos, coloca o Tiririca de coitado? Faça me o favor….O vídeo metendo o pau na classe média, a qual provavelmente a maioria dos autores pertence é rídículo, de uma generalização absurda, criando uma pretensa luta de classes e estigmatizando a classe média como um bando de alienados.

    O texto que ele cita como referência da Maria Rita Kehl é um absurdo, uma análise preconceituosa baseada em e-mails que ela supostamente recebe e que criticariam efeitos nefastos do bolsa-família. A psicanalista foi contratada para escrever no Caderno 2 e foi demitida pois não era seu papel escrever sobre política, ainda mais que escreve muito mal sobre o assunto. E agora a corrente terrorista do PT na Internet está fazendo um estardalhaço porque o Estadão, que é uma empresa privada, demitiu alguém…esta patrulhamento bom esse…

    Se não for levar em conta o que sai na TV ou em revistas de grande circulação vai confiar em que? Nos blogs financiados pelo governo/PT ?

    Guilherme, vou falar de novo, esse blog tá crescendo muito, e tem que selecionar os colaboradores e seus textos. Do contrário você será engolido pela corja que tenta dominar toda a comunicação no Brasil já há algum tempo.

    Ou você está no mesmo barco e esperando uma publicidade do governo…amigo, vc vai ter que assumir um lado, e não estou falando de direita/esquerda ou rico/pobre…é foda se expor como vocês fazem, tem que estar atento o tempo todo…

  • Victor

    Galera, informação muito, mas muito importante mesmo!!!

    “Nesse sentido, Maria Rita Kehl foi genial em seu texto para o Estadão: ‘Dois pesos…’.”

    Esta Maria Rita Kehl foi DEMITIDA do Estadão, porque eles ficaram PUTOS DA VIDA COM O TEXTO CITADO!!! A demissão ocorreu ontem, cinco dias após a publicação do texto.

    É isso ai senhores, pimenta no cú alheio é refresco, estes putos do PSDB falam pra caralho que os petistas estão coibindo a livre imprensa e quando uma mulher escreve, no meio deles (o jornal Estadão) um texto elogioso ao governo atual, eles mandam a mulher embora!!! Pra estes desgraçados a imprensa só pode ter liberdade pra falar bem deles, caso fale mau tem que ser combatida. Triste, triste, triste…

    Não tenho que ficar me justificando não, mas acho que cabe um comentário sobre as eleições atuais… A Dilma, na minha opinião, nem de longe será capaz de governar o país de forma coerente, um monte de petistas já declararam que a eleição dela será, finalmente, a chegada do PT ao poder. Claro que isso vai dar merda, a Dilma não será capaz de conter a sanha pelo poder de petistas e pmdebistas, tá na cara! O foda é que votar no Serra é votar por um governo que só enxerga os problemas da elite, os caras só sabem o que é pobre porque procuram no dicionário! Os desgraçados estiveram dez anos à frente da política econômica do país (se contarmos os anos de FHC como ministro da fazenda no governo Itamar e o tempo como presidente) e se limitaram a acabar com a inflação!!! Concordo que isso foi revolucionário, mas se limitaram a isso, não fizeram absolutamente mais nada de realmente relevante pro país! Pra mim o caso atual é o seguinte: se ficar o bicho come, se correr, o bicho pega… Estamos fodidos senhores, fodidos…

  • Freelancer

    O melhor do seu texto está na reflexão cara.
    Não posso acreditar que Tiririca foi um coitado,
    porque consumo esse tipo de informação há muito tempo pela convivência.
    E também porque estou próximo da publicidade, então… nesse meio só tem lobos…
    parabéns pelo texto

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    Eu é que digo que o buraco é mais embaixo.

    Esse post tem muito psicologismo com relação aos brasileiros e passa longe da essência do problema.

    A paupérrima cultura brasileira, sofre de um fenômeno chamado de paralelismo, que é quando um cultura inferior sobrevive ao lado de uma cultura superior(no caso a Norte-Americana) enquanto não é engolida de vez.

    A essência do problema do Brasil, tanto político como cultura é a ausência de uma tradição civilizacional.

    A Revolução Norte Americana, foi muito mais que uma simples guerra de indepedência(que de simples não teve nada, pois eles peitaram nada mais nada menos que a Inglaterra), foi a vitória dos valores de liberdade individual sobre uma tiraniam.

    Ali nasceu uma nova cultura civilizacional e um ideal tão forte que foi capaz de se sobrepor até mesmo ao apelo sedutor do flagelo comunista. Aliás não só sobrepôs ideologicamente, mas venceu o comunismo intelectualmente, fisicamente, espiritualmente e moralmente.

    A diferença é gritante, a maioria dos intelectuais da indepedência americana são debatidos até hoje como sendo atuais, ao passo que no Brasil temos apenas um esquecido José Bonifácio.

    Isso é o que não existe no Brasil, o máximo que ser brasileiro representa é gostar de futebol, cachaça e televisão aberta.

    Os Estados Unidos são o imperium final da humanidade, o RESTO está para eles como aqueles barbaros do Norte da África e Ásia estão para os romanos.

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    Para ser mais claro, na ausência de uma cultura civilizacional, só sobra o argumento do número: quem rouba mais, quem rouba menos, que gasta mais, quem gasta menos e quem mantem a economia nos trilhos.

    Por isso, para um morto de fome, arquetipo esse que é a alma do brasileiro, tanto faz um Tiririca ou um PHD em Fisica Nuclear, desde que ele saiba mecher em dinheiro. Já numa cultura civilizacional como a Americana a coisa é bem diferente, tal tipo dificilmente seria eleito por representar uma quebra de valores. A exceção é estados como a California que é um caso particular.

    Aqui no Brasil todas as discussões como solucionar os nossos problemas, terminam sempre em dinheiro: falta de educação, saúde, higiene, feiura e burrice.

    Não temos músicos bons? é por que faltou dinheiro.

    Não temos industria de cinema? é por que faltou dinheiro.

    Não temos saúde? é por que algum politico roubou o dinheiro.

    Como eternos mortos de fome e pedintes, também olhamos para outras civilizações somente sob o aspecto econômico, a Europa é lembrada como o continente das pessoas que não tem problemas financeiros e onde o Estado dá as coisas de graça, os EUA idem. Não nos damos conta que indepedente da Europa ser rica ou não, pesa ali 2000 anos de herança greco-romana-judaico-cristã, chegando ingenuamente crer que a cultura de um povo pode brotar apenas tendo muito dinheiro.

    • Victor

      “mecher”… Se você usou isto para exemplificar a nossa cultura paupérrima, parabéns, gostei da sua sacada…

      De onde você tirou que o Brasil tem uma cultura paupérrima? Não se use como parâmetro pra julgar uma nação inteira…

      Estes pseudo-intelectuais são foda! Vivem falando nos States… Estamos paupérrimos é de seres pensantes. Parte dos nossos intelectuais vêem os Estados Unidos como o bicho papão e os responsabilizam pela pobreza do Brasil, pela alta da carne e pela perda do hexa na Áfria do Sul. Outros neo-pseudo-intelectuais começam a usar os States como parâmetro pra própria humanidade! São de uma obtusidade sem limites! Como que se matar centenas de milhares de civis iraquianos fosse admissível, desde que você tire bastante proveito disso!

      Meu caro, evolua, faça um esforço… Pense por iniciativa própria, não siga a risca o que um monte de intelectuais de merda pregam (como Olavo de Carvalho). Tenho certeza absoluta (olha a minha ingenuidade) que você é perfeitamente capaz de nos ofercer comentários muito melhores do que as merdas que você tem nos jogado na cara…

      • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

        Olá caro Victor,

        O parâmetro que uso é justamente aquilo que a cultura tem para oferecer a humanidade.

        O brasileiro tem que procurar oferecer algo ao mundo além do simples “ser brasileiro”, em outras palavras ninguém lê Isaac Newton para aprender culinárias e danças tipicas inglesas, e ninguém lê Aristoteles para aprender rituais gregos.

        Aqui temos um paradoxo(ou nem tanto) interessante: O valor e grandeza de uma cultura existem justamente nas coisas que ela cria, não se preocupando em valorizar a si mesma, mas naquilo que ela cria para ser util a humanidade como um todo.

        Esse mesmo paradoxo, cria um entrave ao desenvolvimento cultural brasileiro, por que nós passamos maior parte do tempo preocupando-se em “ser brasileiros”, retirando certa universalidade daquilo que tentamos produzir.

        Esse problema nasce logo mesmo na constituição, a definição dela de cultura, estabelece em termos práticos que qualquer coisa produzida aqui é cultura brasileira, seja as maravilhas de Santos Dumont ou os programas de Gugu Liberato.

        Fui rigido na minha comparação, mas não é dificil de entender: a indepedencia(revolução) americana criou novos valores civilizacionais que permanecem até hoje(e são pauta de discussões), mas nós brasileiros, que coisas ou valores deixamos ao mundo?

        Grande abraço.

  • Breno Spadotto

    Nahra, não concordo contigo.

    Primeiro porque branco e nulo são diferentes. E segundo, porque quando você não obriga, não existe nenhum sentimento de “revolta”, por exemplo, que faça alguém votar em Tiririca como protesto. Não é obrigatório, não é e ponto, vota quem não está afim de fazer protesto.

    Nahra, você discorda de algumas das palavras acima ?

  • Canaleletro

    Belo texto. O vídeo nem preciso comentar né?!

    http://www.canaleletro.com.br

  • 1bertorc

    Para mim o Brasileiro terá o que merece sim, mas isso será construído aos poucos. Estamos muito atrasados, mas vamos avançando aos trancos e barrancos. A lentidão tem dois motivos:
    1) No Brasil inconscientemente todo mundo acha que tem um crédito a receber… os ditos indios sua terra de volta, os ditos negros (não gosto do termo afrodescendente pq no mínimo é confuso já que afrodescendentes todos somos) reparação pela escravidão e os ditos europeus a promessa de riqueza fácil que trouxe seus ancestraia para cá… O problema é que a conta não fecha, já que a conta somos nós mesmos que vamos pagar.
    2) Como muita gente ainda tem o calo da necessidade imediata o voto ainda carrega vários tipos de imediatismo, como imaginar que algum governo vai fazer a mágica de transformar a sociedade (quando o que pode acontecer é o contrário).
    Apesar da demora e dos retrocessos eu acho que nos últimos 16 anos no geral houve avanços e espero que assim continuemos.

  • Jota Jota

    Brasileiro já não anda discernindo reality show com política na hora de votar.

  • http://www.rafael-olah.info/ Rafael Olah

    É impressionante vi uma mulher debochando no trem que votou no tiririca pior não fica, lembrei quando li o posto do PDH que dizia o real motivo do maldito voto de protesto colocar picaretas no poder.
    Como meu amigo disse todo mundo deveria entender de matemática, mulher e política.

  • Anônimo

    Tudo foi dito. Se eu escrevesse melhor, teria escrito este texto.
    Gozei. Tenho uma camisa com a frase do Ghandi e não sabia que era dele. Comprei pela frase mesmo.
    Beijos

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