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SWU sob 4 rodas: sustentabilidade também significa acessibilidade?

Danilo Freire

por
em às | Aventuras e celebrações, Relatos


Não, não é mais um post na interwebs falando sobre a sustentabilidade do festival SWU. Tampouco, por supuesto, da visão de dentro de carro, van ou ônibus. Este artigo fala do festival sob um ponto de vista bastante particular: em cima de uma cadeira de rodas.

A tentativa, aqui, é a de transmitir a vocês um pouco do que vi e vivi naquele lugar durante os três dias. Chamar a atenção para uma questão que está, aos poucos, ganhando espaço e se difundindo: a acessibilidade.

Quem tem acompanhado o PapodeHomem neste segundo semestre deve saber que sou cadeirante (meu nome é Danilo, satisfação). Até aí, grandiscoisas, afinal, tem um cadeirante em cada esquina. No entanto, calhou de o PdH ser um dos insiders, o que acabou fazendo surgir a ideia de uma cobertura “especial”, alguém para falar sobre acessibilidade.

A ideia foi aceita e me arranjaram uma credencial de imprensa. Agora divido com vocês, não sem um certo atraso, como foi ser cadeirante no SWU.

Em busca do caminho perfeito

Fiquei hospedado num hotel em Itu, um capítulo a parte da aventura em termos de acessibilidade. Cheguei na sexta, dia 9, mais ou menos pela hora do almoço, comi e finalmente peguei a estrada rumo ao local do festival, a fazenda Maeda. Meus amigos, foi uma verdadeira saga. É verdade que este é um aspecto que potencialmente atinge a todos, mas está no pacote, então vamoquevamo.

A sinalização na estrada poderia ter sido muito melhor e mais eficaz. Saímos de Itu por volta de 14 horas e só chegamos ao local às 17h. Nesse intervalo peguei incontáveis retornos e passei por um pedágio – e não fui o único a cair ali. Entradas eu até achei, mas quando chegava lá e perguntava para alguém do staff se ela levava até o estacionamento premium, diziam que não e explicavam outro caminho.

Literalmente na entrada correta, um policial militar indicou um caminho totalmente nonsense. Gostaria muito de saber se ele fez de propósito.

Pois bem, depois de conhecer os arredores de Itu, finalmente encontramos o bendito caminho e lá fomos nós. Pensei então cá com meus botões: “Agora vai, Brasil!”. Ledo engano. A certa altura havia uma bifurcação. Um caminho levava ao estacionamento premium e outro ao comum. Perguntei para o pessoal do staff e adivinhem quem foi parar no comum?

Voltei à bifurcação e tomei o caminho certo. Pelo menos uma coisa boa: ninguém me barrava em lugar algum, as portas que a palavra “imprensa” não abria, “cadeirante” fazia as honras. Encontrei o lugar onde fazia o credenciamento e parei lá para lidar com a burocracia.

Apesar dos pesares a vista desse lugar era impecável!

Fui descendo e perguntando como chegar até o estacionamento. E minhanossa!, ficava cada vez mais longe da entrada! O local onde a organização me indicou era, em termos relativos, distante, difícil e à beira de um abismo (tá, ok, era só um vale). Rodável, mas longe, bem longe de ser acessível.

Em contrapartida, ninguém me cobrou absolutamente nada. Fui passando e nada de me cobrarem. Compensação, será?

Reconhecimento do campo de batalha

Uma vez dentro, o primeiro item que me chamou a atenção foi o terreno, que se dividia basicamente em três zonas: gramado, áreas cobertas com brita e caminhos de terra batida. Os dois primeiros impraticáveis sem o auxilio de alguém para empurrar a cadeira; o último, razoável, desde que não chovesse.

Não houve nenhum inconveniente maior, exceto pela hora em que uma das rodas se prendeu num buraco invisível no gramado. Cheguei a descolar da cadeira, mas aí senti uma mão no meu peito (ui!) evitando que eu caísse. E felizmente não choveu. Chuva tende a gerar incompatibilidade com cadeiras de rodas – se for no barro então, danou-se.

Sim, antes que argumentem, eu sei que se trata de um megaevento e que seria impossível fazer algo assim num esquema indoor. No entanto, acredito ser possível e praticável a construção de caminhos estratégicos, como uma passarela que conduza às instalações do evento, ou pelo menos àquelas consideradas principais. Com que material eu não sei, deixo pesquisa e implementação aos responsáveis técnicos.

Uma dessas é o que eu chamaria de mão na roda!

Instalações e infraestrutura

Dezenas de tendas se espalhavam por todo o espaço. Algumas vazias ou com pufes para o pessoal descansar ou ficar fazendo nada mesmo. Outras tinham alguma atração e, por fim, as restantes eram as “praças de alimentação”. Todas, sem exceção, eram acessíveis: tinham rampas com inclinação boa e raramente estavam lotadas, salvo as de alimentação que simplesmente lotavam durante a noite.

O espaço onde aconteceram os fóruns além de amplo era igualmente acessível, com rampa e lugar reservado para estacionar a cadeira (e eu fui o único a utilizar, diga-se de passagem).

Chegamos então ao item principal: banheiro. Considero tão importante que há um tempo costumava brincar, sobre qualquer lugar, que “o importante é ter banheiro adaptado, no resto dá-se um jeito”. Eu não cheguei a ir em todos os (conjuntos de) banheiros, mas tenho certeza de que nem todos tinham cabines para cadeirantes, pois na sexta, logo na primeira vez em que precisei usar, não as encontrei. Somente no sábado achei algumas cabines, duas delas na área reservada à imprensa.

Convenhamos, banheiro químico é um atentado violento à higiene.

Mas, realmente, não sei se existe alguma alternativa viável a esse tipo de banheiro. Esses eventos concentram uma grande quantidade de pessoas por um período de tempo muito curto, é preciso algo que seja desmontável. Por outro lado, algum de vocês (não vale quem tem algum tipo de contato) sabe como é que uma parcela significativa dos cadeirantes se vira no banheiro?

Parece-me justificada a necessidade de se pensar em alguma alternativa, digamos, mais restrita e asséptica.

Não bastasse isso, encontrei na área comum uma situação curiosa. Por lá havia uma plataforma, um tablado restrito às pessoas com deficiência, e logo ao lado da rampa havia dois banheiros cujas portas davam direto para a plateia. Quer dizer, dependendo do horário era abrir a porta e dar de cara com a multidão.

"Pessoal, acabei. Alguém aí tá a fim de me suceder? Limpei tudo, podem confiar."

Privilégio ou necessidade?

Para os shows nos palcos principais, “Ar” e “Água”, a passagem de cadeirantes para a área premium estava liberada independentemente do tipo de ingresso ou credencial. Porém, tratou-se de medida ligeiramente paliativa: a área premium era um espaço de uns 20-30 metros de comprimento entre o palco e a área comum, ou seja, era mais perto do palco, mas o problema de lotação continuava.

Aqui eu preciso abrir um parêntese: sempre tive certo receio de falar sobre condições para cadeirantes. Não é exatamente medo, é uma espécie de mal estar, preocupação de empregar as palavras erradas ou mesmo passar a ideia de que me aproveito (ou, falando por todos, que nos aproveitamos) da situação para conseguir algumas mordomias. Já ouvi isso e mais de uma vez.

São incontáveis as vezes em que tive de fazer malabarismos corporais para subir escadas, ir a banheiros, atravessar um lugar etc, só para não ter de reclamar e ficar – e isso é frequente – com aquela pecha de “Folgado, só porque é aleijado”. A esses dedico o argumento mais simples que existe: senta numa cadeira de rodas por um dia inteiro, campeão.

Costumo chamar o que eu reivindico de “mínimo lógico”, o mínimo necessário para que eu e outros possamos curtir as coisas do modo mais normal possível. Se o jeito é criar medidas que pareçam mordomias, isso foge ao meu controle. Paciência, dotô.

Retomando, o problema da superlotação persistia na área premium. Ser cadeirante e estar no meio da multidão pode ser uma experiência desesperadora.

Imagine o que é bater na cintura da pessoas, não tendo a mínima visão de qualquer coisa, imagine estar sufocado porque o seu ambiente está praticamente fechado, imagine gente esbarrando em você e caindo no seu colo a todo instante e imagine que você tem tantos espasmos que suas pernas parecem ganhar vida própria e saem chutando a galera. Por fim, imagine essa multidão pulando alucinadamente e te prensando contra um anteparo qualquer. É isso.

A saída? Deram a ideia de nos colocar no chiqueirinho, o espaço entre o palco e a área premium. Acabou rolando e foi dali que assisti a quase todos os shows que me interessavam.

Chiqueirinho: fazer papel de porco aí até que é interessante.

Experiência de quase-morte

Mas nem tudo são flores, meus amigos. Houve dois momentos de pura tensão.

O primeiro aconteceu logo no começo do show mais esperado da sexta-feira e o meu mais esperado: Rage Against the Machine. Acho que a organização do SWU não estava suficientemente familiarizada com a energia que o público costuma liberar no show dos caras. Resultado: de tanto pularem e forçarem, a barreira da área premium começou a ceder.

Todo mundo deve ter visto na TV ou na Internet a cena em que o show é paralisado e eles pedem para todos darem “três passos para trás”. Pois é, eu estava literalmente do lado “do foco da dengue”!

Link YouTube

Foi uma correria. De repente um monte de gente chegando com tubos de aço e outras peças para reforçar a barreira, um outro tanto de homens segurando-a com as próprias mãos. E toda a galera gritando: “Tira eles daqui”. Ouvi até um “Get them the fuck out of here!”. Este “eles” éramos eu, um paraplégico do Paraguai (ele ficava em pé) e o Marcelo Yuka, que não sei que fim levou, pois não o vi mais aquele dia.

E saíram nos empurrando para longe da zona de risco.

O segundo foi durante o show do Cavalera Conspiracy, na segunda-feira à tarde. Estávamos (uma galera aqui do PdH estava comigo) lá na área comum curtindo o som quando do nada começa subir aquele poeirão. Olho para o lado e os caras tinham formado uma roda pra bater cabeça. Misericórdia, gente. Faz isso comigo não… Se não tivesse um pessoal comigo provavelmente eu teria sido pisoteado!

Felizmente nada grave aconteceu e eu sobrevivi pra contar e aumentar os causos.

Medo.

Balanço final

Algo que eu não disse ao longo do texto é que cerca de dois meses antes de entrar para a equipe do PdH (mais ou menos em maio), entrei, sistemática e insistentemente, em contato não apenas com a organização do SWU, mas com absolutamente todos os patrocinadores e parceiros, indagando sobre como a questão da acessibilidade estava sendo tratada.

Recebi de todos a mesma resposta: tudo está sendo devidamente providenciado. O próprio Fischer chegou a me responder alguma coisa por DM no Twitter, embora sempre me orientasse a contatar a organização. Esta, por sua vez, me pediu um email especificando todos os problemas que costumo enfrentar. E eu mandei.

Não satisfeito, falei com dois amigos, ambos cadeirantes e de alguma forma mais engajados do que eu, a Tabata, atriz, e o Jairo, blogueiro e colunista da Folha. A resposta que conseguiram foi basicamente a mesma.

Acabei deixando pra lá porque desisti de ir devido a alguns problemas pessoais. Só fui voltar a pensar nisso uma ou duas semanas antes do festival, que foi quando surgiu a oportunidade de ir.

A avaliação que faço, e adianto que falo como leigo, pois meu conhecimento e opinião baseiam-se exclusivamente na minha experiência (embora acredite que boa parte dela possa ser de algum modo generalizada), é que dava para ter feito mais.

Não estou dizendo que foi ruim ou que deixou a desejar. Tomaram as medidas comuns que qualquer pessoa com alguma sensibilidade tomaria. Creio que perderam, contudo, uma excelente oportunidade de inovar, de ir além, de pensar nas minúcias.

O evento em si, como festival de música, achei foda! Eu me diverti e curti demais. Foi uma experiência pessoal realmente fantástica (por uma série de outras razões que não se ligam ao SWU propriamente dito). Não apenas isso, estive também na companhia das melhores pessoas.

Entretanto, no quesito acessibilidade, algo que tinha potencial para ser excelente, que poderia se tornar referência, foi apenas bom, “satisfatório”.

Espero, mesmo, que para a próxima edição, os organizadores ousem superar o mais do mesmo também neste aspecto.

Danilo Freire

Advogado com a síndrome do grave problema com prazos e horários. Estudante de Filosofia com um sério problema de déficit de atenção. Cadeirante, era ruim em matemática, calculou mal um mergulho e desde então é tetraplégico. Além daqui também escreve na Crítica da Razão Impura, blog pessoal. No Twitter, responde por @danilotetra.


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  • http://www.facebook.com/people/Fabio-Jose-Pandim/1357068508 Fabio José Pandim

    Post fantástico, Danilo. Fodástico eu diria… Não sou cadeirante, mas tenho vários amigos que são. Parabéns pelo seu relato excelente. Abraços.

    • http://www.facebook.com/daniloof Danilo Freire

      Valeu o apoio, Fabio! ;)

    • http://www.facebook.com/daniloof Danilo Freire

      Valeu o apoio, Fabio! ;)

  • http://www.facebook.com/people/Matheus-Saldanha-Duarte/100001826778049 Matheus Saldanha Duarte

    Tudo muito bem colocado, Pingado. Bom, nos resta realmente esperar, e só.

  • @iarita

    Fui ao festival Natura Nós, em São paulo e fiquei feliz em ver a preocupação com a acessibilidade. Havia um tablado em frente ao palco principal, para que os cadeirantes pudessem assistir os show no mesmo nível que as demais pessoas.
    Fica a sugestão aí pros próximos festivais :)

  • http://twitter.com/Babi_int Bárbara

    Muito bom saber que vocês estão abrangendo a acessibilidade… Não pude ler tudo, mas guardo o link para ler direitinho com mais calma.

    Trabalho com acessibilidade desde quando o termo era somente “voluntário que trabalha com deficiente”. Este ano coordenei a área de acessibilidade do Brasília Outros 50, evento alternativo ao aniversário de Brasília que acabou ficando maior que a festa oficial. Lá pudemos ver o quanto ainda falta de conscientização da área artística quanto à acessibilidade. Desde produtor que não queria intérprete no palco a gente querendo invadir a área exclusiva de cadeirantes que nós montamos. Mas isso é história para mais de um barril de chopp. O que eu quero mesmo é parabenizá-lo pela conquista do espaço na PdH e pedir permissão para ter mais contato contigo e saber mais sobre a sua visão a respeito de acessibilidade à cultura.
    Abraço.

    • http://www.facebook.com/daniloof Danilo Freire

      Opa, claro, Bárbara!

      Lá na página da equipe você acha todos os meus contatos. ;)

      Abs.

    • http://www.facebook.com/daniloof Danilo Freire

      Opa, claro, Bárbara!

      Lá na página da equipe você acha todos os meus contatos. ;)

      Abs.

  • http://twitter.com/Babi_int Bárbara

    Muito bom saber que vocês estão abrangendo a acessibilidade… Não pude ler tudo, mas guardo o link para ler direitinho com mais calma.

    Trabalho com acessibilidade desde quando o termo era somente “voluntário que trabalha com deficiente”. Este ano coordenei a área de acessibilidade do Brasília Outros 50, evento alternativo ao aniversário de Brasília que acabou ficando maior que a festa oficial. Lá pudemos ver o quanto ainda falta de conscientização da área artística quanto à acessibilidade. Desde produtor que não queria intérprete no palco a gente querendo invadir a área exclusiva de cadeirantes que nós montamos. Mas isso é história para mais de um barril de chopp. O que eu quero mesmo é parabenizá-lo pela conquista do espaço na PdH e pedir permissão para ter mais contato contigo e saber mais sobre a sua visão a respeito de acessibilidade à cultura.
    Abraço.

  • http://twitter.com/Babi_int Bárbara

    Muito bom saber que vocês estão abrangendo a acessibilidade… Não pude ler tudo, mas guardo o link para ler direitinho com mais calma.

    Trabalho com acessibilidade desde quando o termo era somente “voluntário que trabalha com deficiente”. Este ano coordenei a área de acessibilidade do Brasília Outros 50, evento alternativo ao aniversário de Brasília que acabou ficando maior que a festa oficial. Lá pudemos ver o quanto ainda falta de conscientização da área artística quanto à acessibilidade. Desde produtor que não queria intérprete no palco a gente querendo invadir a área exclusiva de cadeirantes que nós montamos. Mas isso é história para mais de um barril de chopp. O que eu quero mesmo é parabenizá-lo pela conquista do espaço na PdH e pedir permissão para ter mais contato contigo e saber mais sobre a sua visão a respeito de acessibilidade à cultura.
    Abraço.

  • http://twitter.com/Babi_int Bárbara

    Muito bom saber que vocês estão abrangendo a acessibilidade… Não pude ler tudo, mas guardo o link para ler direitinho com mais calma.

    Trabalho com acessibilidade desde quando o termo era somente “voluntário que trabalha com deficiente”. Este ano coordenei a área de acessibilidade do Brasília Outros 50, evento alternativo ao aniversário de Brasília que acabou ficando maior que a festa oficial. Lá pudemos ver o quanto ainda falta de conscientização da área artística quanto à acessibilidade. Desde produtor que não queria intérprete no palco a gente querendo invadir a área exclusiva de cadeirantes que nós montamos. Mas isso é história para mais de um barril de chopp. O que eu quero mesmo é parabenizá-lo pela conquista do espaço na PdH e pedir permissão para ter mais contato contigo e saber mais sobre a sua visão a respeito de acessibilidade à cultura.
    Abraço.

  • Anônimo

    “Não é exatamente medo, é uma espécie de mal estar, preocupação de empregar as palavras erradas ou mesmo passar a ideia de que me aproveito (ou, falando por todos, que nos aproveitamos) da situação para conseguir algumas mordomias”
    Se eu for contar as várias confusões e brigas que já vi por causa disso, vai demorar.
    ___

    Cadeirante é muito foda mesmo, mas tambem tem os deficientes mentais, auditivos (Como eu) e visuais que sofrem pra caralho nas mãos da sociedade preconceituosa.
    Eu ja disse e repito antes, deviam fazer um texto falando sobre preconceito em geral, porque este parece que somente os cadeirantes sofrem.

    Nada contra o texto, ficou muito bacana tudo, mas se for falar sobre acessibilidade e preconceito por aqui, que fale no modo geral, incluindo todos os deficientes.

    Abraços

    • Anônimo

      Opa, tô de acordo, Daniel!

      Por outro lado, deixo explícito no texto que é uma análise (leiga) da acessibilidade baseada inteiramente na minha experiência, de cadeirante especificamente no SWU.

      Mas, de novo, concordo contigo e verei o que posso fazer a respeito num futuro próximo. ;)

      Abs!

    • http://www.facebook.com/daniloof Danilo Freire

      Opa, tô de acordo, Daniel!

      Por outro lado, deixo explícito no texto que é uma análise (leiga) da acessibilidade baseada inteiramente na minha experiência, de cadeirante especificamente no SWU.

      Mas, de novo, concordo contigo e verei o que posso fazer a respeito num futuro próximo. ;)

      Abs!

  • http://twitter.com/lemenna Leandro Menna

    Fantástico o post! Também uso cadeira de rodas e vou em diversos show, baladas e etc.. e os problemas sao frequentes. Na minha opinião o principal sao os banheiros destinados p/ cadeirantes, que é algo nojento e muitas vezes inutilizáveis.
    Parabéns pela iniciativa de levar as suas críticas a publico. Dessa forma creio que possamos conscientizar a população e os produtores desses eventos.

    Abraços

    • http://www.facebook.com/daniloof Danilo Freire

      Banheiro é a pedra no sapato, amigo, sempre. hahaha

      Abs

    • http://www.facebook.com/daniloof Danilo Freire

      Banheiro é a pedra no sapato, amigo, sempre. hahaha

      Abs

  • http://www.facebook.com/people/Lucas-Barbalho/100000256329537 Lucas Barbalho

    Ótimo texto.

    Infelizmente, a questão da acessibilidade no Brasil é uma discussão muito recente, longe de ter a devida atenção.

    Na minha cidade (interior de SP), vejo a dificuldade que é para os cadeirantes sairem na rua sem a ajuda de alguém. Falta consciência tanto governamental, quanto das pessoas em si, que ao invés de fazer algo para mudar, preferem achar que os cadeirantes se beneficiam da sua situação.

  • http://www.facebook.com/people/Lucas-Barbalho/100000256329537 Lucas Barbalho

    Ótimo texto.

    Infelizmente, a questão da acessibilidade no Brasil é uma discussão muito recente, longe de ter a devida atenção.

    Na minha cidade (interior de SP), vejo a dificuldade que é para os cadeirantes sairem na rua sem a ajuda de alguém. Falta consciência tanto governamental, quanto das pessoas em si, que ao invés de fazer algo para mudar, preferem achar que os cadeirantes se beneficiam da sua situação.

  • http://twitter.com/MennaGustavo Gustavo Menna

    FANTÁSTICO o texto!!! Nunca ví ninguém retratar tão bem todos os percalços que um cadeirante e quem os acompanham sofrem!

    Eu não sou cadeirante, mas o meu irmão é e não deixo de ir a lugar nenhum com ele pelo fato de usar cadeira de rodas, já fomos em inúmeras baladas, festivais de música eletrônica e que o Danilo falou é a mais pura verdade “o importante é ter banheiro adaptado, no resto dá-se um jeito”. O meu irmão adora beber, se divertir e até passar um pouco do limite às vezes…hehehe, mas dependendo do lugar, ele nem água toma para não dar vontade de ir no banheiro, tamanha é falta de condições. Foi o que aconteceu, por exemplo no Ultra Music Festival. Cacete!!! Custa colocar um banheiro para cadeirantes separado dos outros banheiros?

    Uma outra coisa que me espanta aqui no Brasil é o conceito de prioridade, o cadeirante só pode passar na frente com mais uma pessoa. Se nós estamos com mais pessoas, o resto tem que esperar na fila…que sentido faz isso? Nos parques de diversão da Disney, eu passava na frente com o meu irmão e com quem estivesse comigo.

    Eu poderia escrever um post contando tudo que a gente já passou, mas isso é outra história.

    Espero que organizadores de festas, donos de restaurantes, baladas e faculdades leiam esse post!

    Parabéns Danilo!

  • Edegar

    Parabéns por tratar o assunto diretamente e sem rodeios.
    Segue apenas uma dica: a não ser que sua cadeira seja diferente de todas as outras que vi, o correto é escrever ‘sobre’ rodas. ‘Sob’ rodas só se o seu medo tivesse virado realidade e o ‘bate cabeça’ do show tivesse virado teu mundo de ‘cabeça pra baixo’. Do Houaiss: ‘sob: 1- em plano vertical, inferior a outro (no espaço); embaixo de Ex.: ; 2- abaixo de (esp. de uma superfície); por baixo de Ex.: ‘
    Abraço!

    • http://www.facebook.com/daniloof Danilo Freire

      Então, Edegar, num e-mail interno também fizeram essa objeção.

      Quando dei o título pensei que isso fosse acontecer. Explico por que motivo o título está correto:

      É sob porque é ‘sob’ o meu ponto de vista, sob o ponto de vista da cadeira, das 4 rodas, como se o SWU fosse o chão, sacou?

      E valeu pelo apoio. abs

    • http://www.facebook.com/daniloof Danilo Freire

      Então, Edegar, num e-mail interno também fizeram essa objeção.

      Quando dei o título pensei que isso fosse acontecer. Explico por que motivo o título está correto:

      É sob porque é ‘sob’ o meu ponto de vista, sob o ponto de vista da cadeira, das 4 rodas, como se o SWU fosse o chão, sacou?

      E valeu pelo apoio. abs

  • http://twitter.com/luciano_ribeiro Luciano Ribeiro

    Texto foda, cara.

    Essa discussão é muito pertinente, principalmente dentro do design.

    Muito foda.

    Parabéns!

    • http://www.facebook.com/daniloof Danilo Freire

      Valeu, Luciano, meu querido. =]

  • Anônimo

    Em comparação com outros eventos que vejo por ai o SWU foi bem a cima da curva falando em acessibilidade . Porém como você disse , perdeu a chance de se tornar referência.

    Show do RATM foi um pandemônio . Eu tive que literalmente lutar pela minha sobrevivência para poder ficar perto da grade da pista comum.

  • Nando

    Pow que post é esse!! Muito bom!
    Além da questão maior muito bem discutida, ri demais com o senso de humor ao contar os causos!
    Hehehe gosto disso, ameniza a leitura!

    Talvez a organização tenha pecado nos detalhes por, justamente, não terem conhecimento dos problemas enfrentados. Melhor, a organização deveria ter uma comissão especial, feita por cadeirantes e outros deficientes, para lidar, apontar e sugerir maneiras de inovar no acesso ao evento.

    Bom, mas o que esperar de um evento que nem mesmo sinalização nas estradas tem?!

    Tenho ou tinha um colega cadeirante. Tem 45 anos e fez faculdade comigo.
    Formou-se comigo. Mas não nos dávamos muito bem. Ele se utilizava da condição de ser cadeirante para se afastar dos trabalhos e dobrar os professores, que acabavam dando nota sem avaliação mesmo. Ficava indignado com isso, pois nada tem a ver o fato de ser cadeirante com a capacidade de estudo e raciocínio do cara, certo?! Mas, não tiro o mérito dele, pois entrar numa faculdade com 41 anos, em meio a estudantes recém-formados no ensino médio e que estão com o conhecimento ativo e, ainda, conseguir se formar com boas notas não é para qualquer um.

    Abç!

  • http://www.facebook.com/daniloof Danilo Freire

    Valeu, Gustavo!

    Esse negócio de não beber nada pra não precisar ir ao banheiro, tática de guerrilha padrão, conheço muito. hahahahaha :(

    Volte sempre. ;)

  • http://www.facebook.com/daniloof Danilo Freire

    Muito obrigado, Nando!

    Gente folgada e aproveitadora tem em todo lugar e de todas as maneiras. Deficientes não são exceções, não. rs

    Abs.

  • http://www.facebook.com/daniloof Danilo Freire

    Muito obrigado, Nando!

    Gente folgada e aproveitadora tem em todo lugar e de todas as maneiras. Deficientes não são exceções, não. rs

    Abs.

  • http://www.facebook.com/daniloof Danilo Freire

    Muito obrigado, Nando!

    Gente folgada e aproveitadora tem em todo lugar e de todas as maneiras. Deficientes não são exceções, não. rs

    Abs.

  • http://www.facebook.com/daniloof Danilo Freire

    Muito obrigado, Nando!

    Gente folgada e aproveitadora tem em todo lugar e de todas as maneiras. Deficientes não são exceções, não. rs

    Abs.

  • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

    Danilo, que ótimo ler seu texto!

    Estava esperando por seu relato há muito tempo, muito bom saber do seu lado…

    Acredite, como não vivemos isso, nem temos alguém de perto, nos esquecemos de muitas destas coisas…

    Dia desses estava pensando. No lugar em que faço pós-graduação (um espaço que abriga o teatro da USP e um lugar com várias exposições, na rua Maria Antônia), dia desses percebi que na entrada, tem uma rampa de acesso à deficientes físicos. No entanto, como prédio é MUITO antigo, o elevador é bem pequeno e daqueles com grade ainda, sabe? Duvido que um cadeirante consiga entrar no elevador (lembrando que é nos andares de cima que as exposições acontecem!). Fora que o elevador não é sincronizado e sempre fica um degrau para entrar ou sair.

    Resumindo, alguém de boa fé deve ter tentado partir para a acessibilidade e não se ligou que só a rampinha da rua para o térreo de nada adianta! Pura falta de vivência…

    Muito bom seu post, tomara que role, outros…

    • http://www.facebook.com/daniloof Danilo Freire

      Conheço o lugar, Isabella, toda a minha família e inclusive uma ex moram naquelas redondezas. E realmente não rola.

      Mas veja a repercussão desse post comparado com outros temas mais “atraentes”, de minha própria autoria, por assim dizer. Isso é sintomático. A verdade é que ninguém tá nem aí pra coisa, e olha, vou dizer, eu, antes do acidente também não me ligava nisso. Então…

      Mas aos poucos vai acontecendo.

      Um beijo.

  • Valquíria

    Parabéns Danilo, pelo artigo!

    Também sou deficiente, mas auditiva, e tenho outros amigos deficientes de vários tipos, exceto cadeirante, que não conheço nenhum. Mesmo assim, sempre observo a acessibilidade no geral, para todos, pois não adianta lutar só por aquilo que conhecemos, não é?

    E é muito real o que falaste: “Não é exatamente medo, é uma espécie de mal estar, preocupação de empregar as palavras erradas ou mesmo passar a ideia de que me aproveito (ou, falando por todos, que nos aproveitamos) da situação para conseguir algumas mordomias” .

    Seguido na faculdade eu causava altas polêmicas por causa dessas e outras coisas que a universidade deixa de oferecer. E SEMPRE tem um que te olha ou como vítima, ou como aproveitador. Não tem erro.

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    um paraplégico do Paraguai (ele ficava em pé)
    hahaha e eu achando que já tinha visto de tudo na vida =)

  • http://www.facebook.com/daniloof Danilo Freire

    Pois é normalíssimo, Shâmtia, muito mesmo!Esses dias ainda alertei o Lucas do Treta, mas ele me ignorou sumariamente, como quase todo o resto que tem mais de 1000 seguidores no tuíter. Enfim…É muito comum cadeirantes (sejam para-, hemi- ou tetraplégicos) ficarem em pé e até mesmo andarem. Pasme: é muito mais comum um tetra voltar a andar do que um para. Eu, por exemplo, sou classificado como tetraplégico no CID-10, mas mexo todos os quatro membros, fico em pé e ainda dou uns passos nas barras paralelas – a galera amiga me chama tb de tetra falso.O que acontece é que na grande maioria das vezes nada disso é funcional (demoro, p. ex., uns 10 minutos pra andar 5m, e arrebento com os ligamentos das mãos e punhos de tanto esforço, tanto que os médicos me proibiram de treinar mesmo a título de exercício), noutras é contraindicado porque fode as articulações e ligamentos/tendões.Fica a dica aí: se vir alguém numa cadeira de rodas levantar, não se precipite, há boas chances de não ser um fdp fingindo.Abs.

  • Anônimo

    E eu jurando que ia encontrar um texto sobre carros. Muito bom.

  • Anônimo

    E eu jurando que ia encontrar um texto sobre carros. Muito bom.

  • Pingback: 2010 experiências para se repetir em 2011 (parte 2) | Papo de Homem – Lifestyle Magazine

  • Danilo Freire

    Caramba, de repente eu te vi por lá, Luiz!

    Lembro-me de ter visto um camarada de cadeira motorizada, e já que não éramos tantos no evento, eventualmente era você mesmo! Fico feliz por saber que a sua experiência teve menos incidentes do que a minha (que também foi boa pra caramba!), se bem que eu fui pra testar o limite mesmo. haha

    E esse ano, pretende ir a algum dos vários eventos musicais que teremos? Se eu puder e meu dinheiro der (a parte crítica, né), vou em quantos forem possíveis. :D

    Abç!

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