Nós brasileiros, mais que qualquer outro povo do planeta, temos o intrigante hábito de depreciarmos o nosso país.
Relativizamos nossas qualidades e exaltamos nossas mazelas. Vivendo sentado no sofá, na frente da televisão, curtindo a programação de domingo, é bem possível que você nunca tenha tido tempo para sair à rua e ver o melhor do Brasil.
Trabalho em uma empresa multinacional com ramificações em todos os continentes e incontáveis países. Viajamos para o exterior para encontrar clientes e receber treinamentos, mas também recebemos aqui colegas de todo o mundo. Em sua grande maioria eles vêm nos treinar ou contribuir com a implantação de algum projeto interno.
É engraçado traçar um comparativo entre as expectativas dos estrangeiros ao chegar, com suas conclusões ao partir. Existem casos mais caricatos como europeus que antes de vir pedem a seus médicos um coquetel de vacinas contra males da selva! Muitos têm medo de comerem nossa comida e beberem nossa água. Com respeito a todas as nacionalidades do mundo, arrisco-me a dizer que somos um dos povos mais bem informados em termos de geopolítica. Existe muito desconhecimento em relação ao que o Brasil realmente é.
Após alguns dias a maior parte dos estrangeiros se apaixona pela nossa variedade gastronômica. Os alemães descobrem que a culinária alemã é tão farta por aqui quanto em sua terra natal. Os irlandeses mais se preocupam com a nossa cerveja. Não gostam, mas bebem de tudo até cair. Os indianos são um caso a parte. Quando chegam não tocam em mulheres, não sorriem, comem em marmitas preparadas no hotel, não bebem e não confraternizam conosco.
Basta uma única festa para aprenderemos que pessoas são pessoas em qualquer lugar do mundo e, bem lá no fundo, almejam as mesmas coisas. Fizemos chineses e japoneses caírem de tanto beber caipirinha, muçulmanos dançarem em cima da mesa, franceses enlouquecerem com um samba frenético e europeus em geral apaixonarem-se por nossas belíssimas mulheres.
Ainda gostaria de destacar o capítulo do indiano.
Aquele foi o que mais deu trabalho. Precisamos de um chefe, gerente alemão, para beber uma champagne a fim de encorajar o indiano a fazer o mesmo. “Apenas para o brinde”, mentíamos para ele. O indiano de 31 anos, casado há 4 meses, virgem até os 30, proprietário de uma Harley-Davidson em Nova Déli, arriscou um gole. Não morreu!
Surpreso em descobrir que aquela não era uma bebida demoníaca, bebeu mais um pouco. E mais um pouco. Uma taça depois, seus olhos estavam pequenos e finalmente vimos aquele enorme sorrisão, ainda que um pouco escondido pelo bigode escuro. “Vou precisar rezar bastante pelos meus erros ao voltar” ele brincou. Trinta minutos depois, havíamos perdido o controle do colega hindú. Ele estava tentando dançar um pagode com nossas colegas brasileiras, maravilhosas e muito bem vestidas. Diante da aproximação (ele nunca havia tocado em uma mulher senão a esposa) começou a tentar abraçá-las e a passar a mão nas, agora assustadas, mulheres. “Two minutes, upstairs.” dizia ele. Dois minutinhos sozinho com elas era tudo o que precisava.
Na despedida muitos de nossos colegas choram.
“Vamos voltar”, prometem.
Todos levam recordações das belas paisagens, da inacreditável beleza feminina, dos porres descompromissados, da inexistência de preocupações com a opinião alheia, moral e bons costumes e, acima de tudo, da grande amizade que fazem com os brasileiros. Nós somos hospitaleiros como nenhum outro povo do mundo (embora os húngaros se assemelhem muito conosco).
Brasil? Tsc tsc, Budapeste. Na Hungria.
Essa experiência toda criou um problema para a empresa. Com 44.000 funcionários espalhados por todos os cantos do planeta podendo ir para onde desejarem, os gerentes estão tendo de lidar com a enxurrada de pedidos para viagens ao Brasil. Todos querem voltar. Os que não vieram querem nos conhecer após tantas referências. Mas nós brasileiros não gostamos daqui. Tenho certeza que muitos prefeririam trocar de lugar com nossos amigos europeus.
Então a empresa passou a de fato nos enviar para o lugar deles. Os destinos que mais receberam o pessoal do meu escritório foram Irlanda e Alemanha. Não posso negar que os primeiros dias não são excitantes. Descobrimos coisas novas, lugares novos, hábitos diferentes e gente que não se parece tanto conosco. É uma experiência rica, mas após alguns dias a novidade acaba.
Depois de termos visto “tudo” e estarmos incorporado ao cotidiano daquela região, passamos a nos focar em trabalho e a tentar viver como um nativo da cidade que nos recebe. Quase todos nós tivemos problemas para se adaptar aos hábitos alimentares estrangeiros. Os que conseguem enjoam da comida, pois poucos lugares do mundo se pode comer de tudo como no Brasil. Passamos a andar de ônibus, de trem, de táxi, a fazer compras no supermercado a ver como o povo desses lugares distantes vive.
No bairro mais nobre e rico da capital canadense sofri uma tentativa de assalto. Um homem sujo, mas bem vestido e com cheiro de álcool tentou pegar o troco que eu colocava no bolso. Uma amiga me explicou que a prefeitura cria condomínios para desabrigados no intuito de os tirarem da rua. Recebem ajuda de custo, roupas, alimentos e uma pequena quantia em dinheiro para sobreviverem. Sustentados pelo povo, gastam o subsidio em drogas, bebidas e por fim vão às ruas atormentar a população. População essa, que se odeia em grande parte.
Em um país diversificado que recebe pessoas de todos os lugares do mundo, se criou um enorme problema racial. Em Toronto, os terminais bancários exibem a tela inicial em cantonês! Se você não fala cantonês precisa tocar em uns ideogramas até exibir a opção de outros idiomas: Mandarim, Híndi, Francês e Inglês!
Existem lugares completamente compartimentados em relação à raça de seus habitantes. Há bairros onde vivem apenas indianos, bairros reservados aos latinos, comunidades italianas, etc. Em Ottawa, uma ponte divide a cidade em duas. De um lado fica a população que fala Inglês, de outro a parte que fala Francês. Esteja avisado antes de cruzar a ponte: no lado francês não há placas de informação em inglês.
Ottawa. Mulheres e homens são proibidos de se misturar…
Muitas vezes, moradores locais que falam inglês fluente recusam-se deliberadamente a lhe dar uma informação caso você não fale francês. A população original do país (isso ainda existe hoje em dia?) criou um enorme xenofobismo em relação a quem vem de fora. Eles acreditam que aos poucos a cultura local está desaparecendo. De fato, não existe mais culinária tipicamente canadense. Você encontra restaurantes tailandeses, indianos, japoneses…
Em um PUB, uma canadense perguntou se eu era gay. Indignado, perguntei por quê. Ela mencionou que só havia homens naquele bar o que tornava a situação meio estranha. Concordei, mas expliquei que não era dali e que lá de onde eu vinha nenhuma mesa com mulheres sozinhas duraria 20 minutos sem ser abordada por um homem.
Ficamos amigos das canadenses e acabamos conhecendo outras mulheres por lá. Elas reclamavam da falta de atitude dos homens e inclusive da dificuldade em encontrá-los na cidade. Comentaram que o programa predileto das canadenses é passar uma tarde no shopping comendo um petisco e depois seguir para o cinema.
Dias depois, colegas de trabalho homens reclamaram que naquela cidade não era fácil para conhecer mulheres. Diziam que além de praticamente não existirem mulheres por lá, os PUBs eram lotados de homens. O engraçado é quando aparece uma mulher no PUB eles não fazem nada e até estranham. Acham tão anormal que preferem nem tentar conhecê-las com medo de que sejam lésbicas malucas e assassinas de homens. No final das contas a realidade é que as mulheres vão para um lado, os homens para o outro e ninguém vai atrás de ninguém.
…
Na esquina do mundo, a Times Square em Nova Iorque, perdi uma camisa. Ao andar na calçada de um dos locais mais famosos do planeta, recebi uma baforada de vapor saindo de um duto do chão. Seja lá o que for aquilo, tisnou minha camisa branca de uma maneira que nunca mais consegui limpá-la. Aqueles dutos cuspindo vapor estão por toda a parte!
Em muitas esquinas podemos sentir o cheiro da urina dos mendigos. Esses também podem ser encontrados em todas as áreas da cidade. A glamurosa ilha de Manhattan parece como o centro das grandes metrópoles brasileiras. O movimento é frenético, o trânsito caótico, há poluição sonora e visual para todos os lados, vários arranha-céus e muita sujeira. Em minha opinião, dadas as proporções, Av. Rio Branco no Rio ou a Paulista em Sampa não deixam nada a desejar ao centro financeiro mais famoso do mundo.
Um mendigo NewYorker em mais um típico dia de trabalho
Certa noite acabei exagerando na bebida e inventei de voltar a pé até o hotel. Eram cerca de 6 quadras de distância, mas levei 3 horas perdido na madrugada de Manhattan até identificar o letreiro do qual pouco lembrava. No dia seguinte, relatando a proeza para amigos em um bar, fiquei surpreso ao ouvir uma série de sermões. Começaram a me contar suscessivos casos de assaltos, facadas e todo o tipo de violência nas ruas da da Big Apple.
Não me abati. Peguei o guia local e fui conhecer referências alcóolicas na cidade que nunca dorme. Nunca dorme, o caramba! 2 horas da manhã e estavam me expulsando dos botecos. Existem leis que agora proíbem o funcionamento pronlogados dos bares.
O jeito era ir pro hotel jogar sinuca e beber aquela horrenda Budweiser. Conheci o bar onde Frank Sinatra ficou famoso ao pedir Jack Daniels chamando por “NY Finnest”. Lotado de homens, sem mulheres e com bebida caríssima! Aliás, fumar charuto está proibido na cidade inteira. É incrível como os exportadores do câncer pulmonar não fumam mais. Tive de procurar uma tabacaria especializada.
Também fui no famoso e centenário P.J Clark’s onde encontrei Rudolph Giuliani em pessoa. É baixinho, mas tem aquela assustadora presença de quem enfrentou o 11/09 sem medo. Sentei em uma mesa onde me serviram um bife enorme com 320g e muito Ketchup Heinz. Após terminar meu prato a garçonete se aproximou trazendo a conta e solicitando que encerrassemos, pois havia muita gente no bar esperando por uma mesa!
Para quem tem curiosidade em conhecer essa porcaria, a primeira filial fora dos E.U.A. será inaugurada em São Paulo. Mais tarde, a empresa que estava me recebendo pagou a janta em um dos melhores restaurantes americanos e talvez do mundo. O Chef era o Antony Bourdain, famoso pelos seus shows gastronômicos no Discovery Channel. O Les Halles tinha todo o jeitão de restaurante francês, mas com posteres por todos os lados como bom estabelecimento americano. Os pratos não eram exageradamente caros. Pedi um fettuccine ao molho de queijos suíços embora todo mundo me recomendava o tal bife da casa. Eu tenho uma queda por culinária italiana. Enfim, o prato de massa do melhor restaurante americano era bom, mas só isso. Não chega aos pés dos incríveis raviollis do Terraço Itália em São Paulo.
No imponente Madson Square Garden ao assistir um jogo dos NY Knicks, um dia após os Giants terem faturado o Superbowl desse ano, fui obrigado a rir. O locutor berrava “Bem vindo ao Garden. A maior arena do planeta”. Luzes piscavam nas paredes e displays pediam “BARULHO, AGORA”. Um mar de torcedores batia uns cotonetes gigantes uns nos outros até o barulho tomar conta do ginásio. Tive que rir, pois aquela gente não deve ter dimensão do que é assistir um FlaFlu no maracanã ou um Grenal no Olímpico. Tudo o que sei é que após um tempo eu não agüentava mais mulheres feias, comida estranha e festas chatas.
Aliás, nem todas são feias.
De volta ao meu bar favorito (Le Rendez Vouz na 301 E 80th) conheci uma morena interessante, bargirl da casa. Diferente de tudo o que via por lá, ela possuía a pele bronzeada, cabelo com luzes, corpo impecável e uns 1.60 de altura. Conversando com ela eu estava realmente a achando diferente. Em determinado momento aquela beldade mignon me pergunta de onde venho, pois meu sotaque era familiar. Quando disse Brasil, ela pulou em mim, feliz da vida. Era de Goiânia, mas vive em NY desde os 6 anos de idade. Quis falar em português que, hoje em dia está enferrujado. Mas frustou as minhas esperanças de achar uma americana realmente linda por lá.
Por outro lado, isso tudo é uma opinião pessoal minha. Há muitos brasileiros vivendo no exterior que jamais retornariam ao Brasil…
Voltando para casa com um colega, vimos algo estranho: uma loirinha linda, calça de lycra apertada, botas até os joelhos, usando uma jaquetinha que delineava o corpo. Meu colega me olhou e já entendi o recado. Saímos caminhando em direção a ela e comentei sobre o transtorno que o atraso do avião estava causando. Notei o sotaque estranho dela e perguntei de onde era. Ao ouvir Curitiba, nem fiquei mais tanto surpreso. Já havia desistido de encontrar gringas realmente bonitas por lá.
Contudo, o que foi realmente interessante na nossa conversa foi o relato de alguém que vive em NY há 4 anos e estava voltando pro Brasil apenas para visitar a mãe. Ela reclamava que sentia falta das amizades brasileiras, do bom humor tupiniquim, do jeito safado com que os homens daqui tratam as mulheres. Os relacionamentos são diferentes por lá. Tudo é mais lento, menos divertido, menos autêntico. Ela sentia falta de feijão, de farofa e, principalmente de caipirinha na praia.
De volta ao Brasil, todos nós aqui da empresa, passamos a adotar hábitos que nunca tivemos. Agora eu como muito feijão, farofa e camarão. Não tomo mais caipirinha com Vodka, pois aprendi o valor que um Velho Barreiro possui. Fico feliz quando vejo um negro caminhando na rua de mãos dadas com uma loira albina, gosto de ver colegas árabes e judeus trabalhando juntos, restaurantes italianos administrados por coreanos, japoneses rappers e africanos sushi-men. A salada de fruta cultural em São Paulo nunca me encantou tanto.
Lembro que no primeiro dia após minha volta, ignorei meu horário biológico completamente desregulado. Cheguei às 10, tomei um café expresso brasileiríssimo de Minas, almocei em uma churrascaria e as 15 horas fui a um parque.
Um corredor sem camisa passou por uma morena linda, com calça corsário e barriga de fora. Ela corria em sentido contrário e ainda tinha um piercing que batia de um lado para o outro fazendo um pêndulo hipnotizante na barriga durinha. Ele tentou encará-la bem dentro dos olhos, mas ela manteve a postura de indiferente. Continuou correndo elegantemente e ao cruzar por ele o observou muito discretamente com o cantinho de olho. Ele virou para trás enquanto corria apreciando a bunda que ia embora. Ao perceber, ela abriu um leve e comportado sorriso e continuou sua corrida fingindo estar indiferente.
“Ó, como senti falta de nosso verde, nosso azul, nosso amarelo!” crédito
No final da tarde eu já estava em um bar observando a dinâmica do relacionamento entre homens e mulheres brasileiras. Quando você fica de expectador acaba se divertindo bastante. As mulheres deixam sinais sutis, mas evidentes, quando querem ser abordadas. Nós não nos fazemos de rogados. Na pior das hipóteses, faremos uma nova amizade com uma mulher linda que certamente terá muitas outras amigas mais bonitas ainda.
O Brasil têm muitos problemas graves sim. Problemas esses que temos de combater um a um. Entretanto, as regiões metropolitanas mais desenvolvidas do país já possuem todas as características de países de primeiro mundo. Existem periferias, fome e pobreza na Europa e América do Norte também. Considerando cidades como São Paulo, Rio, BH, Curitiba, Floripa, POA, dentre outros pólos de riqueza no país, temos exatamente os mesmos problemas dos países ditos civilizados.
Além do mais, apesar de todas as mazelas e a infindável batalha que travamos diariamente para melhorar esse país de natureza excepcional, ainda somos muito mais felizes do que lá fora. Aqui, no final do expediente os problemas ficam de lado por alguns instantes quando o brasileiro comum abre uma Skol e curte seu sambinha no boteco. Não sou um fã de pagode, mas sei admirar a forma com que as pessoas humildes simplificam as dificuldades do dia-a-dia cantando e dançando. São pessoas que amanhã estarão de pé cedo, pois se perderem tempo reclamando ao invés de trabalharem, deixarão faltar o sustento da família.
No Brasili, não nos suicidamos tanto, nos ajudamos mais, nos divertimos mais e fazemos mais amigos. O tráfico pode matar com suas balas perdidas, mas aqui os lunáticos não metralham seus colegas nas escolas nem enfiam uma espada em seus estômagos ao serem demitidos.
A Defesa Civil informou que as doações particulares para ajudar com as enchentes catarinenses passaram de R$2.000.000,00. Já li por toda a parte notícias de depósitos dos corpos de bombeiros lotados com doações de mantimentos. Caminhões partem para a região afetada de todas as partes do país. As Forças Armadas não medem esforços para ajudar. A Aeronáutica constrói postos de comunicação e controle aéreo, o exército improvisa pontes e hospitais, a marinha já contribuiu em grande parte dos resgates.
Há relatos por toda a parte de militares sem dormir resgatando pessoas há mais de 48 horas. Me emociono ao ler nos caminhões do exército a frase que ilustra o princípio que os guia: “Braço forte, mão amiga”. E você leitor, por favor não ouse dizer que aqueles bravos combatentes estão apenas cumprindo ordens. Possuo grandes amigos e familiares militares. O contingente nas missões de paz com participação brasileira é em grande parte voluntário! Muitos deles, segurando um Fuzil 7.62mm, não evitam as lágrimas ao ver a situação em que crianças vivem no Haiti, por exemplo.
Traíra, Itacaratu-PE. crédito
Devemos sim criticar os problemas de nossa pátria, mas com o objetivo de agirmos e tomarmos a iniciativa para mudar o que está ruim. De nada adianta reclamar de tudo e todos, sentado no sofá ou atrás de um teclado de computador.
Esse não é o país dos que saqueiam os supermercados em SC, que matam no RJ, que roubam em Brasília. Esse país é nosso, dos que fazem a diferença e trabalham dia após dias para construir uma nação melhor. É por causa dessas pessoas que bato no peito com orgulho de ser brasileiro e nego qualquer oferta de deixar esse país que tantas coisas boas já me proporcionou. Toda cesta tem sua maçã podre, mas no fim, não vamos permitir que as boas sejam contaminadas.
Engenheiro, apaixonado pela vida e por qualquer coisa com um motor potente, é um nostálgico entusiasta por muitas daquelas boas coisas que já não mais se fazem como antigamente.
Outros artigos escritos por Rodrigo Almeida







Boa!
Fora as suas belezas naturais e mulheres bonitas…não consigo ver mais nada de bom nesse país que me mata com a carga tributária fazendo com que a cada dia que eu vá abrir a minha empresa seja um dia perdido.
Just perfect!!
Muito bom o texto parabens.
Cara, perfeito o texto. Parabéns!
Realmente otimo texto Rodrigo, sou um brasileiro que mora em Londres ha 18 meses e sei exatamente o que vc sentiu !!
As pessoas so dao valor ao pais que tem quando vao embora e sentem falta!!
Vou ao Brasil na proxima sexta e to contando os dias ja faz tempo,
Brasil e o melhor e mais bonito pais do planeta!!
Muito bom o texto. Parabéns.
Concordo que a carga tributária doi, mas precisamos ser patriotas,
exaltar também o bom e não apenas o mal.
Fato que se a galera não votasse por conveniência a Política estaria bem melhor.
Não sou religioso, mas se respeitassem a única regra, amais o próximo como a si mesmo, já estava tudo bem melhor.
Abs,
Fantástico!!!
Apesar de não ter viajado como você, é exatamente assim que me sinto!!
Amo o meu país, acredito que podemos melhorar e faço a minha parte!!
Não há lugar no mundo que nos receberá tão bem como a nossa própria casa. Viajar enriquece a cultura, voltar para casa alivia o coração.
Eu sou brasileiro e me orgulho muito disso.
Parabéns pelo post.
MUITO bom!
Trabalho com música clássica (”erudita”), e me arrisco a dizer que, no meu meio, essa tendência de depreciar o Brasil é mais acentuada do que em qualquer outro ambiente. Claro que aqui no Brasil é tudo muito mais difícil pra nós: financiamento, infra-estrutura de trabalho, divulgação e inclusive público, devido à falta de incentivo dos órgãos culturais. O problema é que aqui as pessoas tendem a achar um músico/grupo bom SÓ porque é europeu ou americano. Pqp, isso me irrita!!! Já vi muitos concertos e já fiz muita aula com músicos de fora e não gostei nem um pouco! Também já fui a muitos concertos de músicos brasileiros EXCELENTES e encontrei o teatro quase vazio…
Pouco a pouco isso está mudando, já foi muito pior. Mas ainda persiste esse preconceito ridículo.
Excelente!
Belo texto cara. Realmente muito bom. Parabéns.
Belíssimo texto.
Bom texto, conseguiu ser bom mesmo sendo super longo.
Otimo Texto, valendo a pena lembrar que não é raro encontrar amigos ou parentes que se vangloriam por ter descendência Europeia e que se orgulham mais da descendência do que de sua própria pátria, uma pena!
Parabéns pelo desabafo.
Morar fora nos dá realmente outra visão do Brasil.
Rodrigo, gostei e não gostei do seu texto. Eu sou mais um dos brasileiros que estão vivendo no exterior e não tem muita vontade de voltar ao país natal. Sinceramente, o único motivo que me faria voltar é a distância da família.
Tenho absoluta certeza que nosso país tem inúmeras coisas boas, muitas delas citadas no seu texto, mas não consigo ver esse lugar tão maravilhoso que você descreve. Não consigo enxergar esse país onde todos se ajudam, são extremamente amigáveis e felizes. Vale o exemplo do que está acontecendo em SC. Você sabe que tem gente lá que está cobrando de 12 a 15 reais uma garrainha de água mineral? Você sabe que nós mesmo brasileiros estamos saqueando as casas de nossos irmãos que já perderam praticamente tudo o que tinham?
Estou morando na Irlanda e não conheço tanto assim o nosso planeta como você, mas já fui à muitas divertidíssimas festas e com lindas mulheres aqui neste país. Estou num dos países onde mais se bebe cerveja no mundo inteiro, mas praticamente não existe o risco de você ser assassinado por um motorista bêbado. Já conheci muitos italianos, coreanos, franceses, japoneses e poloneses extremamente amigáveis e acolhedores. Ando frequentemente pelas ruas do centro e de diversos bairros madrugadas a dentro e sinto-me extremamente seguro. Aqui neste país, que também tem muitos problemas é verdade, qualquer pessoa que trabalhe em qualquer tipo de emprego com salário mínimo por míseras 20 horas semanais consegue viver tranquilamente. Este é o meu caso. Não tenho o privilégio de jantar semanalmente em restaurantes, por exemplo. Mas trabalho muito pouco, moro em um ap com aquecimento, tv a cabo, internet, etc. e ainda consigo viajar para outros países da Europa com uma certa frequencia. Quanto à comida também não precisa se preocupar… aqui tem sim comida italiana, feijão, arroz, carne e encontro até mesmo o meu querido chimarrão.
Como já disse antes, nem tudo é maravilhoso, existem sim muitos problemas e desvantagens aqui. Mas só não concordo com algumas generalizações que fez no seu texto aumento todos os defeitos de outros lugares e todas as coisas boas de nosso Brasil.
Você não pode dizer que brasileiro é mais feliz que os outros. Isso me parece aquele história inventada pela rede Globo: “Sou brasileiro e não desisto nunca!”. Já parou pra pensar o que querem dizer com essa frase? Me parece algo do tipo: “Sou brasileiro, trabalho demais, não tenho tempo pra minha família nem meus amigos, não tenho tempo pra me divertir e muito menos dinheiro para tal… e mesmo assim sou feliz!”.
Obviamente isso depende de como cada pessoa encara a sua vida, de suas expectativas, oportunidades, etc. Acredito que um dia eu volte ao Brasil, só não sei quando ainda. Respeito a opinião de cada um mas eu pessoalmente não vejo grandes vantagens de estar aí nesse momento.
De qualquer forma é um assunto interessante e acho sim que devemos exaltar e dar mais valor às coisas boas de nosso país. Mas sem exagerar e tentar denegrir os outros.
Vlw!!!
Fala Rodrigo, blz ?
…”No imponente Madson Square Garden ao assistir um jogo dos NY Knicks” …
Que sortudo foi ver um jogo de basquete onde o esporte é respeitado, aqui no Brasa ainda estamos SÓ NO FUTEBOL.
Excelente texto, nosso Brasil é lindo. É pura falta de consciência do povo, quando crescermos como população teremos um País adequado às nossas necessidades cidadãs …
Muito bom artigo, esta de parabéns!
Budweiser não, não faça isso! Com tanta cerveja boa nos EUA, tem que tomar no mínimo Sam Adams!
Bom texto, fundamentando bem teu ponto de vista. Concordo que nosso povo seja diferente dos outros, mas já estou cansado de ter medo de entrar em casa de noite, enquanto espero o portão abrir.
A violência é algo que me faz seriamente pensar e sair do país.
muito bom o seu texto tive orgulho do meu pais
Texto fenomenal…
A coisa aqui só não tá diferente porque a gente, como bom brasileiro, vive de ‘jeitinhos’, e só toma alguma atitude de fato, e uma atitude COLETIVA quando o calo aperta…só olhar pra SC…e depois olhar pra New Orleans…New Orleans ainda TA NA MERDA…porque ninguem se interessa em olhar pra quem ta do lado…foda-se o povo do estado aqui do lado, n ta na minha casa mesmo..e OLHA PRA GENTE AQUI! Alguém aqui não teve no mínino um frio na barriga, ou até mesmo um nó na garganta de ver na televisão as cidades na merda…gente que perdeu familia…e ao ver a conta da defesa civil não teve um movimento quase que involuntário de botar a mão na carteira e ajudar da maneira que tiver ao alcance…aqui de Taubaté-SP tem DOIS BATALHÕES de soldados que tão lá ajudando…diz pra mim…se isso fosse nos EUA ou na Europa…ia acontecer assim? O país todo se comovendo e SE MOBILIZANDO pra ajudar um estado que sofreu uma catástrofe?
Pensa, galera…quem quer sair daqui…claro que a gente tem merda…mas quem não tem?
É idiotice ser brasileiro e não se orgulhar disso.
excelente!
Esse é o maior texto que já vi publicado no PdH, e juro que li cada linha e esqueci o mundo ao redor. Nem percebi a sala que estava lotada na hora que cheguei no trabalho estar agora vazia.
Muito foda o texto, muito foda mesmo!
E só um PS, mas eles fecham os bares 2 da manhã em NY, aqui em Brasília ta a mesma merda. 2h da manhã de quinta a sábado, nos outros dias, 1h da manhã os bares tem que fechar…
Texto incrivel.. até li até o fim .. apesar de ser bem grande.. e valeu a pena!!
Fernando,
você tá aonde, Dublin? Nós temos escritórios em Dublin e Galway. Dublin é o nosso escritório gêmeo, eles atendem os mesmos clientes então trabalhamos com os irlandeses no mesmo shift, como se estivessem sentados aqui do lado.
Por isso, é o lugar para onde mais é enviada gente daqui e de onde mais recebemos colegas. Entre uns 30, UM ÚNICO irlandes não se apaixonou pelo Brasil. Agente brincava que ele era meio terrorista e inclusive mencionou que acha as mulheres brasileiras feias!!!!!
O resto dos irlandeses passaram o rodo por aqui hahahaha
Quanto ao pessoal daqui, fica a piada. Em Dublin chove o tempo todo e quando não chove ainda existe algo no ar que nos molho sem nem termos como saber de onde vem hehehehe. No mais, a minha opinião pessoal, é que é um dos piores destinos para onde o pessoal daqui vai.
Ninguém gosta. Óbvio que pela novidade todo mundo se entope de Guinness e como consequência o pessoal acaba com diarréia. Sério. No mais, a cidade não oferece muitos atrativos e coisas para fazer. Os PUBs são fodas realmente e inspiração para qualquer pessoal que deseja abrir um negócio na noite em qualquer lugar do mundo. Aliás, abri no fórum esses dias um tópico perguntando qual é o melhor PUB do mundo. Na minha opinião é o The Church aí!
Catraca,
bem, ao menos eu não tenho o hábito de reclamar de algo que não mechi um dedo para mudar. Estou indo para SC nos próximos dias para contribuir como voluntário. Não me interessa se tem gente que cobra caro ou que invade supermercado. O que me importa é que tem gente que tá lá ajudando de verdade sem pedir nada em troca.
Foda. Adorei o texto..
*_*
Carai fiote quase chorei pqp QUE TEXTO !!!
Por isso que eu digo , AINDA SIM BRASIL .
Alias qual sua empresa? pode respondr pro omeu email?
DO CARALHO!!! Muito bom o texto. Também trabalho com alguns estrangeiros e a história do Indiano me lembrou de algumas que eu ja passei… Mas nem sempre é tão divertido pra mim quanto é pra vc.
Parabéns.
Muito bom seu texto, parabéns.
O Brasil tem a vantagem de ter um clima e natureza amigos (embora nem sempre…).
O que dá raiva aqui é a ladroeira descarada, a falta de planejamento e organização, a incompetência de quem tem o poder.
Por essas e outras muitos profissionais qualificados na primeira oportunidade se mandam para outras plagas.
Essa exaltação da sexualidade também não me parece muito verdadeira. A cultura sexual brasileira é muito falatório, moralismo e exposição do corpo. Não sei se é tudo isso que apregoam por aí não.
Não acho que a gente deve deixar de amar nosso país. Por isso mesmo não podemos deixar de ver os defeitos. Até pra que a gente se conscientize e faça alguma coisa.
Quando fui pra França, eu achei a população tão simpática quanto aqui.
Tentava falar em francês, pedindo informações, os franceses (obviamente) respondiam em francês, e quando eu não entendia, eles tentavam me explicar em inglês! Sem falar que não podemos comparar os ônibus de la com os daqui.
E sobre “conhecermos os outros paises/continentes”, discordo bastante! Até alguns poucos anos atrás, a grande maioria de brasileiros pensava que a Africa era apenas pobreza! Sem falar que dúvido que metade sabe diferenciar os costumes dos paises do Oriente Medio, India, etc… (saiu alguma reportagem de um estudo mundial, sobre o conhecimento dos jovens em relação aos países, MUITOS brasileiros não sabem nem onde fica o Brasil!
E sobre perigo a noite…isso iguala aqui! E sobre bairros, aqui não temos bairros por etnia, mas por classe social! Quero ver você conseguir entrar no miolo da Pedreira aqui em BH!
Porem, aqui realmente temos belezas naturais mais bonitas, alem de cultura diversificada.
PQP!
Fiquei como companheiro que comentou antes. Parado, lendo e refletindo sobre cada trecho do texto.
Conheci algumas dezenas de estrangeiros que faziam intercambio por aqui. Todos, sem exceção, iam embora dizendo que gostariam de voltar de vez. Inclusive um que foi assaltado mais de uma vez, mas que teve três menbros da familia mortos servindo o circo, digo, exercito americano.
Excelente texto!
Caro amigo,
Vai me desculpar mas falando apenas de bebidas, festas e “belas” mulheres, não haverá mesmo umpaís melhor que o Brasil na visão dos estrangeiros.
Mas só falastes disso?
E o resto?
Ah, esqueci…não tem resto.
Minha humilde opinião é a de que quase nada se salva neste país, a começar pelo povo aproveitador, folgado, passivo e mal-educado (em todos os sentidos).
O problema do brasileiro é colocar toda a culpa nos políticos, esquecendo-se que o povo é a base do que existe de ruim (e bom?) na política.
Desculpe-me a franqueza mas eu tenho muita, MAS MUITA, vergonha de ser brasileira.
…o bom e o mau do Brasil são os brasileiros. Basicamente não respeitamos uns aos outros e isso é bom e ruim…
por exemplo, se um amigo chega chateado no serviço logo é chamado de boiola.. e a gente chama pra beber..
eu concordo, plenamente, afinal, homens encaram bem as coisas… e boiolas ficam tristes..
até aí tudo bem.. a parte ruim é quando levam isso pro trânsito, por exemplo… mulheres não dão passagem para não se sentirem inferiores aos homens… ou pior, inferiores a outra mulher (isso é um pesadelo para mutias) e homens não dão passagem porque outro vai entender.. afinal todos somos “legais e bem humorados”, pow, estamos no Brasil.. (esse é lado ruim do desrespeito)
e isso fica pior quando levam o desrespeito para os call centers, bancos, pras urnas e etc… aí vira tudo uma merda! nada funciona bem! desde as escolas até os governantes!
Brasileiros estão confundindo a PESSOA com o CIDADÃO!
pessoa no sentido de algo pessoal e particular.. e cidadão no sentido de que deveríamos ter nossos direitos respeitados desde que vivemos numa sociedade igualitária
esse desrespeito que é bom e ruim é o que chamamos de “jeitinho brasileiro”.. “o Brasil que espere agora tenho que resolver meus problemas”… os que falam isso não percebem que são parte de um todo e que, se fizessem as mesmas coisas que fazem hoje, mas sempre pensando naqueles que serão afetados o mundo seria melhor
ps: adoro o Brasil ! não trocaria por nada… sou fã desde as dancinhas do Axé Moi (BA) até barzinhos de rock no Bexiga (SP)
Rodrigo Almeida, estou em Dublin sim. Concordo que o clima não é dos melhores mesmo e que Dublin não tem muito mais o que fazer além de pubs. E também já tive a experiência de recepcionar europeus em minha casa quando estava no Brasil e absolutamente todos se apaixonaram pelo nosso país. Acontece que visitar o Brasil com o bolso forrado de dinheiro é uma coisa, morar é totalmente diferente. Eu jamais ousaria discordar das inúmeras variedades de atrações e belezas de nosso país. Mas me diga qual o percentual da população brasileira que pode aproveitar umas férias em nossas lindas praias? Quem, no Brasil, pode aproveitar bons restaurantes? Quem se sente seguro no Brasil?
Ah, só para constar, você já deve ter reparado que aqui em Dublin apesar de existirem sim alguns problemas com violência e roubos os policiais sequer possuem armas de fogo.
Mago Cego, recentemente estive na França também e concordo perfeitamente com o que disseste sobre o povo. Fui muito bem tratado por todos. E quando estive na Bélgica então nem se fala. Um cara chegou a perder o seu próprio trem para nos explicar onde estávamos e o que deveríamos fazer na cidade.
Ah… só mais uma coisa. Aqui na Irlanda as pessoas também se ajudam. Não faz idéia de quantas campanhas vejo diariamente tanto nas ruas quanto na televisão pedindo ajuda principalmente à países da África. Inclusive tenho um amigo que viajará pra lá em breve afim de ajudá-los.
E pelo que to sabendo essa semana a União Européia já enviou muito dinheiro ao Brasil para ajudar o pessoal de Santa Catarina.
Também gostei e desgostei do seu texto. Acho que seu texto traz uma relação de amor (das coisas boas do Brasil) e de ódio (todas as mazelas que você não falou, mas que presenciamos todos os dias).
Já fiz algumas viagens e gosto muito do Brasil, mas sempre me dá um ódio mortal daqueles que são brasileiros porém, não são cidadãos. Todo dia, faço tudo correto, não jogo papel na rua, respeito as leis, respeito ao máximo o direito do outro e sempre vem um fdp “brasileiro” e não me respeita, nem respeita os outros, sempre tira uma casquinha daqui, dali.
Na verdade, o grande problema do Brasil, somos nós brasileiros. Houve uma pesquisa ai que mostrou que a maioria da população não acha errado fazer gato na TV a cabo, mas acha errado o político fazer gato no orçamento.
Com a maioria pensando desse jeito, continuaremos a ser o país lindo, de natureza exuberante, de povo hospitaleiro, de baladas homéricas, de mulheres lindas e sensuais. Mas, no final, seremos o povo que gosta de passar a perna no outro, de estacionar na vaga para portadores de necessidades especiais, de driblar a todo custo o bilhete único do metrô/ônibus.
Não que nos outros países ditos de 1º mundo não exista corrupção, jeitinhos e afins. Mas, tenho a impressão que por lá, o jeitinho vem em segundo plano, o bem coletivo vem em primeiro lugar.
Alguns podem dizer que isso tem a ver com dinheiro, educação, políticas de governo, etc. Até certo ponto concordo, mas acho que está mais ligado a educação de berço, educação coletiva. Se tudo estivesse relacionado a dinheiro a Índia e China seriam dois barris de pólvora.
De qualquer maneira, parabéns pelo texto.
…eu ainda não sou uma pessoa ”viajada” pelo mundo.
Por isso, qualquer comentário que eu faça aqui em relação ao estilo de vida dos Brasileiros ou de quem mora fora é bem relevante.
Cada lugar tem seus pontos positivos e negativos, o Brasil não fica fora disso.
(Y)
Excelente!
É muito raro encontrar um texto assim.
Esse orgulho consciente é o que está faltando aos brasileiros.
Quem é que aguenta abrir o jornal e ver aqueles editoriais sacanas só criticando e criticando?
Esse país tem tanta coisa boa.
É, talvez falte em nós esse pensamento globalizado da realidade que nos aflige. Temos problemas mas não somos os únicos.
Lembremos também que problemas sociais não só são as favelas e os mendigos, esses problemas culturais citados no Canadá também podem ser considerados problemas sociais.
Apesar de tudo amo meu Brasil!
Muito bom o texto, é mais um fôlego de vontade pra fazer esse país crescer, não pro mundo mas pra o nosso povo.
Muito bom o artigo! Mas infelizmente, tá com uma ótica “não-quero-mas-acabo-por-fim-ser-quase-ufanista”. Da mesma maneira que exemplificasse através do conhecimento próprio, amigos meus que viajaram pra fora tem uma visão muito diferente da sua, principalmente do Canadá.
Da mesma maneira que falas dos que vêm pra cá e se apaixonam, há o efeito reverso. Não se pode esquecer disto.
O mais legal do Brasil é que ele não tem uma cara. É o povo mais colorido do mundo.
- Os políticos? Eles representam exatamente o que o povo é. Nenhum deles é alienígena, não surgiram do nada e tomaram conta do Congresso ou Assémbléia e Camaras.
Tirando a política, o Brasil é o melhor lugar do mundo, sim!! Tanto que o brasileiro é bem recebido em qualquer país em que chega. Tirando os dentistas em Portugal. heheheheheh não resisti.
Show de bola, Rodrigo. Qualquer texto que tire a PdH do “efeito Capricho-foco-em-relacionamentos” e ao mesmo tempo entretenha é mais do que bem vindo.
Mas não vou resistir a fazer aquela minha piadinha que vc já sabe que é clássica. Quando perguntaram se vc era gay, foi por causa da sua cara de gaúcho, hahahahahahaha
(Amigo, amigo!!!)
Eu sempre fui da tribo que odiava esse país. Até servir o Exército e entender sua filosofia.
Não é pra tapar os olhos pra as mazelas. Mas não há lugar como esse aqui!!! Conheci um alemão que ficou um ano viajando pela América latina. Desse ano, passou mais da metade só aqui, de tanto que gostou. Foda!!!
PQP cara, que texto da porra!!!
Morei no Dallas por 6 meses, em Londres por 5 meses e 1 mes na Alemanha. Rodei a Europa quase toda e NUNCA conheci povo mais irmão do que o nosso. Confesso que tenho vontade de voltar ao exterior, mas povo igual ao nosso não existe! Parabéns pelo ótimo relato!
Execelente post!
Eu viajo a maior parte do ano também e para diversos paises, e tenho que acabar me acustumando com as culturas locais as vezes, e fazer alguma rotina no pais.
Estou nos EUA ultimamente, e concordo com o que vc falou, e falo mais.
Todo mundo tem, ou ja teve aquele sonho de conhecer e morar nos EUA, eu nunca vi a menor graça, e estando aqui vi que é verdade. É a mesma coisa com regras mais rígidas, baladas que acabam as 2 da manhã, alias, qualquer cidade por aqui 2 da manhã literalmente fecha! sobra alguns 7-eleven que nem bebidas vendem, um saco…
Sem contar que eles curtem um café que mais parece água suja de tão fraco, cervejar ruins(vide bud), e a comida é mais uma ração mesmo que qualquer outra coisa, bem daquelas pra boi engordar.
E o pior! não tem pão de queijo, o que eu mais sinto falta do Brasil.
Das mulheres também claro. Mas aqui eu vi de todos os tipo, das bonitas das feias. Nisso também são diferentes. Tão conservadores e a mulherada sai com saias minusculas em qualquer tipo de balada, e o povo dançando é quase igual a um funk carioca, se esfregando e tudo mais, mas pra beijar ae a conversa é outra…
Mas a saudade no Brasil é isso, nos amigos e naquela boa conversa fiada no boteco pra desestressar. E também acho que SP, RIO e afins não tem nada a perder por qualquer outro lugar. Mas talvez me mudaria dependendo da proposta =]
abs
Cara, simplesmente SHOW esse post, está de parabéns!
Deixei cair uma lágrima teimosa inclusive, algo que também acontece quando leio a Constituição
Concordo com vc, de fato muitos brasileiros não sabem valorizar nosso país, que apesar de ter tantas coisas erradas possui ainda mais coisas boas.
O Brasil é o paraíso, desde que vc seja rico.
[...] post na Papo de Homem, o autor narra sua experiência em terras estrangeiras e compara as diversas [...]
Caramba, que baita texto, e não me refiro apenas ao tamanho, e sim a qualidade em si.
Deu pra ver que o Rodrigo realmente se dedicou a esse texto, ele prende de verdade, comecei achando que seria mais um daqueles textos que se resumiria a dizer “não gosta do Brasil? Então saia”, mas foi muito mais muito além disso.
Um dos melhores (se não o melhor) que já vi por aqui, parabéns cara, e mais uma vez, que belo texto este o seu!
cara…legal o texto (até a parte que tive paciência de ler), mas bem que você poderia ter dividido em mais partes…
sei lá…
ficou longo de mais…
depois leio com calma..
ahh..
eu já morei no canadá (durante 1 ano) e te digo que somente em cidade “grandes” que se falam os dois idiomas…
quem é de cidade pequena em que francês é o idioma principal, só fala francês…
dificil vc achar alguém fluente em inglês..não é má vontade não..
abracos…
Rapaz, caiu até uma lágrima aqui… Seu patriotismo é invejável, é uma pena que poucos de nós dão o verdadeiro valor que esse País merece!
Há alguns anos atrás eu fui um desses voluntários dos quais vc mencionou, e a cada dia que passa eu tenho mais um motivo para servir e proteger nossas terras e nosso povo! Claro, temos os nossos problemas, e vão ser resolvidos no dia em que os “cabeças” tiverem o mesmo pensamento que o seu (e o meu também)…
Parabéns pelo texto, vou divulgar pra todos que conheço, e fazer essa mesma lágrima de orgulho pela Pátria cair dos olhos deles!
ótimo texto!!! adorei…
temos sim que gostar do nosso país e não apenas criticá-lo.
sem dúvida há muita coisa para muda, para melhorar…não podemos fechar os alhos para as mazelas e todos o problemas…mas tambem não podemos só ver o lado ruim das coisas tem muita coisa bonita nesse país, começando pelo povo.
problemas? todo lugar tem, e acredito que sempre vai ter, tanto aqui como em qualquer outro país
parabéns pelo texto….
Uau, as mulheres brasileiras não passam de objetos com buracos e peito para os estrangeiros..,.e para você também. Em outros países as mulheres se dão valor, não qurem ser um objeto a ser “comido”, como acontece com as digníssimas aqui.
Nem li….
Muito grande e pelo título sei não…
Mas prometo, depois de ver tantos comments de parabéns eu vou ler daqui a pouco tá!
Marcela Monetti,
se você acha que as mulheres de “lá de fora” se dão muito mais valor, a senhorita deveria conhecer as italianas residentes lá na minha querida bota. São interesseiras, futeis, e não possuem a menor vergonha em usarem os seus belos corpinhos para conquistar homens ricos.
Buraco qualquer mulher tem! O que as brasileiras tem de diferente com as outras é que são carinhosas e atenciosas com os seus parceiros, e isso balança qualquer homem que se preze.
Por isso, sempre digo: “mulher brasileira em primeiro lugar!”
Muito grande o texto. E muitos comentários.
Só acho o seguinte: nossa culinária e nossas mulheres são as melhores do mundo.
E paga-se muitos impostos para um bando de ladrões e obtém-se um péssimo retorno. Só de imposto de renda e de INSS me descontam quase mil reais todo mês. Sabe quando eu vou ver essa grana de volta?
Muito bom texto mesmo rodrigo.
Sobre os militares em missão de paz, a grande maioria é voluntária sim. E já ouvi muitos conhecidos que voltaram do haiti e sempre lamentam a situação toda daquele país, que eles passam deixando esperança.
Brasil é isso mesmo, a emoção aparece espontaneamente, não precisa de um “GRITE AGORA”, essa foi demais.
Não sou fã de soltar comentários em blogs, mas esse merece. Excelente texto, e retrata bem a realidade de todos que já saíram do país pelo menos uma vez (Paraguai não conta).
E citando Os Seminovos: “Porque brasileiro só tem muito orgulho e muito amor quando chega a copa, ou quando vai pra Europa”
Sou visitante assíduo do papo de homem e raramente comento. Mas dessa vez não consegui me conter. Já tive várias oportunidades de sair do país, ir estudar/trabalhar em países estrangeiros, mas nunca fui. Alguns amigos (uma principalmente que odeia nosso país) me criticam, não entendem porque eu não tiro meu pé daqui. E nesse texto você colocou todas as minhas respostas. Sempre conheço japoneses que vem fazer intercambio aqui no nosso país pois fazem faculdade de lingua poruguesa lá no japão, e é sempre a mesma historia, eles quemre de fato mudar pra cá.
Acredito que as pessoas tenham uma ideia errada de como é ir morar fora, muitas vezes achando que vão encontrar nossa hospitalidade e simpatia por lá, nisso elas se enganam. Pensam que como aqui a MAIORIA respeita seu próximo idependente da cor, raça, religião,e novamente se enganam.
E muitos que reclamam do nossa país inclusive nunca sequer levantaram um dedo pra fazer alguma coisa, sempre passaram suas tardes de domingo deitados no sofá assistindo um programa qualquer. Perdi as contas de quantas e quantas vezes respondi críticas feitas por colegas de turma na época do ensino médio com a simples pergunta “E o que você fez pra tentar ajudar a melhorar o Brasil? E não precisa se quer ser no fato que está criticando” sempre acontecia a mesma coisa, silêncio. Por que nunca ninguém havia feito nada. Reclamar é muito facil, mas apenas reclamar, querov er arregaçar as mangas e ajudar.
Você disse em um dos comentarios que esta indo para SC como voluntario para ajudar. Também gostaria de ir, se puder me passar qualquer informação de como fazer agradeço.
Abraço
isso é olhar apenas um lado da moeda,
se a vida fosse tão simples assim, o mundo estaria perdido.
as vezes temos que deixar o brasil idealizado de lado e viver o brasil real, com muita pobreza, altos impostos, baixa qualidade de vida, sistema de saude ineficiente, nem tudo na vida é festa.
Cara, vc escreveu o texto mais sensacional que li aqui no pdh. Não quero babar seu ovo, mas a verdade pode ser lida em todas as palavras.
Esse texto me faz acreditar que nem tudo por aqui é bobagem e futilidade.
Acredito que esse texto vai ser um divisor de aguas aqui. Com certeza me construiu muito.
Obrigado!
Parabens,amigo!Excelente texto.
Sou técnico de informática, mas tambm sou cronista de um jornal pqno aqui em São Leopoldo -Grande Porto Alegre, pq tenho formação humana (letras).Vivo lendo cronicas de f.d.ps falando mal da minha pátria, queria falar com estes pessoalmente…Está certo que no nosso país, a maracutaia rola frouxa, uma roubalheira desgraçada, empresas sugam a vida de seus trabalhadores.Mas temos mesmo é de ter orgulho de nossas belezas naturais, das lindas mulheres(principalmente as gaúchas, Deus o livre), um poivo animado e valentíssimo.
Me orgulho de ser negro andando com loirinhas por aí tranquilamente, de poder tomar um chimarrão com gente que eu nem conheço, de viver aqui.Sou brasileiro e gaúcho com muito orgulho, tchê!!!!!!!!!!!!!!!!!
Pior do que algumas afirmações do texto, são as afirmações nos comentários.
Principalmente aquelas que citam mulheres como meros objetos decorativos de nosso país.
Vergonhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
Meu……sensacional.
O melhor relato de um brasileiro, que conhece outros países, que li ultimamente. Com nossa mania de valorizar o que existe lá fora, sempre nos esquecemos de olhar para o que existe de bom em nosso País.
esta de parabens msm eih… otimo texto, valeu cada minuto que passei lendo.
Abraço!
Nossa, maravilhoso o seu texto! Você conseguiu descrever perfeitamente tudo o que me faz amar esse país! Parabéns!
Estou com todos esses executivos aí. Se eu pudesse, faria a mesma coisa, pra aproveitar esse país maravilhoso que é o brasil:
Moraria em qualquer outro lugar do mundo, e passaria todas as minhas _FÉRIAS_ aqui.
Texto perfeito mesmo, moro em Buenos Aires a dois meses e nossa… Saudade do feijão, da diversidade de comida, da farinha e do açaí que nunca gostei. Podemos estar com mil problemas, mas quando encontramos alguém que nos pergunta como estamos, esquecemos de tudo, deixamos os problemas de lado, dizemos que estamos bem e engatinhamos a melhor conversas. Por aqui, aconselho logo a nao perguntar como a pessoa passa, são minutos interruptos dizendo que está mal, que vai comer uma maça, quando a conversa não chega na antiga crise que passaram.
Eu amo mesmo o povo Brasileiro, as festas de fim de ano, a culinária etc etc etc.
Valeu o post
Para o pessoal que não esqueceu de mencionar os problemas brasileiros,
em nenhum momento deixo de reconhecer que o Brasil está cheio de defeitos que devem ser consertados. Entretanto eu acho que é fácil reclamar sem fazer nada. Na perspectiva do sofá tudo é mais confortável. Bem, eu faço a minha parte, todos os dias. Se eu escrevesse um texto mostrando o parte do ruim do Brasil, não seria novidade alguma. Todos nós vemos isso dia-a-dia nos noticiários, na rua, etc.
Kell,
não estou falando só de festas. Estou falando de trabalho também! Eu precisaria de um outro texto para explicar as diferenças entre um escritório europeu e um brasileiro. E os americanos então?! Para qualquer problema eles marcam um Conference Call, colocam lá toda a diretoria da empresa junto com os técnicos e discutem um problema simples por horas!!! Tenha santa paciência… Mais uma vez, nesse ponto em minha opinião, somente os húngaros/búlgaros trabalham tão bem como nós.
E digo mais, o Brasil também é um país de oportunidades. Elas estão por toda a parte. O problema é que muita gente não vê. Uma idéia original sai do papel mesmo sem dinheiro.
Vinícius,
desculpe pelo meu “ufanismo”. É culpa da minha ignorância cega que me impede de refletir à respeito de qualquer coisa que fuja do meu umbigo.
Maurício FDP.
Eu inclusive ensinei para as canadenses que a porção mais máscula do Brasil está no sul!!! A propósito, domingo tu vai ver quem vai sair campeâo! Dalhe Goiás!
Rogério,
hahah você percebeu a mesma coisa que eu. O famosíssimo Starbucks é um lixo para mim! O café é aguado e com muito pouca pressão. Não faz o creme na superfície que é uma das coisas que mais dá sabor. A propósito, não deixe de ler: http://papodehomem.com.br/muito-mais-que-um-cafzinho/
Marcela,
tenho pena de você. Eu admiro a beleza feminina, admiro tudo em mulheres. Sou um fã declarado da categoria então um dos principais parâmetros para mim considerar um quão legal é um lugar sempre vai ser o tipo de mulheres que há por lá. Desculpe, mas você é insegura, o tipo de mulher que deve ser altamente magoável por nós homens. Depois nos chamam de cafejestes, mas para mim mulher decente é aquela que estufa o peito e nos olha do igual para igual. Essa postura de coitadinha não cola comigo. Mulher gostosa sabe que é gostosa e se sente muito bem com isso. Tenho pena de quem não é. Como diz o Pedro, buraco qualquer uma tem, realmente.
Vinicius,
estou indo para Floripa e de lá para Joinville. De Joiville vamos para não sei aonde com um pelotão de infantaria blindada que está apoiando a defesa civil. A Defesa Civil está precisando de voluntários. Procure nossos artigos sobre a situação em SC para se informar melhor. Mas você vai ter que ficar em hotel e cuidar da sua própria alimentação. Tem que querer
Eduardo,
não moro em SL, mas trabalho lá. Viajo todos os dias para trabalhar. Daí você pensa na única multinacional da cidade e vai ficar fácil descobrir em que empresa trabalho
Ao pessoal que quer ir embora do Brasil, é fácil. Nem que seja para ir para trabalhar com serviços básicos, é fácil custear a moradia lá fora. Sintam-se à vontade!
Ao resto,
valeu pessoal!
Tendencioso, deveras tendencioso.
Simples assim: você critica que o brasileiro só consegue ver os problemas do Brasil e esquecer as qualidades, mas no seu enorme (e tendencioso) texto usa da mesma estratégia, mas a comparação se dá entre países, onde para o Brasil só se ve o que é bom (se bem que vc falou de pagode e samba e esses dois barulhos não são nada bons) e nos outros países só se mostra o que foi pouco agradável.
Parei de ler na parte do jogo do Knicks. Por favor, isso foi ridículo! Maior arena do mundo… DE BASQUETE, SUA MULA!!!
Maracanã! Pff!! Quantas vezes por década aquele coisa fica completamente lotada?
O Boston Red Sox vende todos (eu disse TODOS) os ingressos do seu estádio, Fenway Park, capacidade para 37.000, há mais de 400 (QUATROCENTOS!!!) jogos.
Isso sim me impressiona…
Valeu o esforço, mas o Brasil é sim uma bosta.
Rodrigo,
Acompanho o papo de homem há quase 2 anos, nunca havia comentado. Eu fazia parte do pessoal que so criticava o Brasil e dizia sempre : Na primeira chance vou embora e nao volto mais nunca !!!. Tenho uma empresa aqui no Nordeste. Sempre sofri com a falta de incientivo e os excessos na carga tributária e juros altos.
Tive a oportunidade de conhecer : China (várias cidades), Hong Kong, Austria, Alemanha e Suiça. Todos bellisimos lugares com atrações turisticas que encheriam essa pagina.
Viajei sozinho e tive a oportunidade de realmente conhecer o povo e sua cultura. Afirmo com toda a certeza : O Brasil é o melhor lugar do mundo. Tem defeitos ? Tem.
Somos um Pais jovem, com seu povo decendente das mais variadas etnias um dia iremos acertar, acredito que ja estamos no caminho certo.
Novamente parabenizo pelo Texto. Gostaria de saber se posso reproduzir esse post no forum que participo, sempre com os creditos e link para o Papo de Homem.
Outra coisa, passei o link para todos os funcionarios da empresa e imprimi uma copia, que no momento se encontra presa no painel de leitura.
Abs
Saullo
@pedro.ivo
Voce mora aqui no Brasil ? Ja morou fora ? Qual tua idade ?
Saullo,
fique a vontade.
A propósito em uma época que eu estava solteiro eu tive um experiência bem legal com uma chinesa. Ela era bem tímida no início e eu comecei a levar ela pra sair em tudo que é lugar. Toda travada, tinha vergonha de dançar, de cantar em chinês para mim, de tudo.
Nos últimos dias no Brasil ela chorava muito por ter de ir embora. Conseguimos extender a estadia aqui, mas não era mais a mesma coisa. Ela só pensava que iria ter que voltar para casa e chorava muito. ela explicava que na China ninuguém é 100% autêntico. As pessoas se preocupam muito com o que a família, amigos, círculo social pensam dela. Como existem convenções fortes de certo e errado por lá, ela nunca podia se soltar.
Aqui ela se sentia livre, sem preocupações alguma. Era uma pessoa em tanto! O engraçado é que ela era anti Dalai Lama e a favor do governo autoritário chinês hehehhe. Inclusive me dava 100.000 argumentos para me convencer que Dalai Lama era um terrorista hahahaha
Um dos melhores textos que já li no PDH. Vivo na Irlanda e vou me obrigar a fazer um post contando um pouco das minhas experiências pela Europa.
Well done.
O Boston Red Sox vende zilhões de ingressos, coloca 37.000 por jogo no estádio, sentados, comendo cachorro quente e precisando de um narrador pra avisar quando fazer barulho.
O Botafogo do Rio coloca 5.000 por jogo no Engenhão (Estádio mais moderno do Brasil), em pé cantando e empurrando o time, não tem como o torcedor não se contagiar.
Agora vc imagina um Fla x Vasco, 60.000 no Maracanã cantando e vibrando os noventa minutos de jogo.
Me desculpa, mas nessa comparação entra Beisebol e futebol você cagou pela boca.
Braço forte, mão amiga
SELVA!!!!
Rodrigo,
Na China tive a oportunidade de conviver com uma chinesa, que foi destacada para ser minha assistente lá. Os chineses que nunca sairam da china e que tiveram pouc contato com ocidentais, tem uma ingenuidade incrivel. Conversei muito com ela e pude aprender muita coisa nesse periodo. Como voce mesmo falou, a preocupação com a familia é muito grande. Inclusive a mesma abandonou um casamento arranjado e sofreu bastante com isso. Ela tem formação em comercio exterior e é fluente em ingles e domina um pouco de espanhol. Teve o maior prazer de me ensinar algumas expressoes em mandarim, mesmo nao sendo o trabalho dela.
Quando tive de retornar a mesma chorava bastante, lembrando que so tivemos relações profissionais.
Quando voce fala de geopolitica, estar coberto de razão, poucos no mundo tem tanta informção à respeito de outros paises e regioes quanto nós.
Tive a oportunidade de conversar com o Banqueiro Indiano e o mesmo ficou impressionado com o fato de eu saber qual o idoma na india, politica, localização e atrações turisticas. Veja que o senhor era Banqueiro e nao simples operario.
Inclusive aconteceu algo semalhante ao seu colega indiano. Ele solicitou alimentação vegetariana/hindu no voo (hong kong - beijing) mas nao providenciaram, entao o mesmo se interessou pela o croissant que havia no meu lanche. A aeromoça disse que ira impossivel arranjar um para ela , que so poderia arrumar o pao petro que acompanha a refeição dele (que nao era vegetariana). Ofereci o meu pao, o mesmo se assustou por ta oferecendo minha comida, mas afirmou que havia trazido um pao especial que eles comem no cafe da manha. Foi quando sua mulher pegou no compartimento de bagagem uma embalagem em papel aluminio e desenrrolou o pao. Ele insistiu que eu aceitasse um pedaço e compartilhassemos o cafe da manha.
Pode parecer piegas e cliche, mas aquele momento foi muito interessante. Um brasileiro e um casal indiano (ele devia ter uns 60 anos) em voo Hong Kong - Beijing , compartilhando um cafe da manha.
Pelo que ja vi aqui no Papo de Homem, tem muita gente que ja teve oportunidade de viajar e morar em diversas regioes.
Fica a dica para uma seção relativa a viagens. Existem muitas dicas e informações que so quem ja passou pela situação pode dar.
Abs
Saullo
Muito bom !
Esse seu artigo, lavou a nossa alma tupiniquim !
Nunca fui ao exterior , infelizmente.Mas , livremente observando aos filmes , em suas locações, informativos, noticiários, etc,etc, já há muito desconfiava , tal qual vc descreve, desses perfis comportamentais.
É ,de certa forma até evidente, que essas sociedades , carecem muitas delas, dessa alegria de viver do brasileiro .Sempre me intrigou , a maneira de ser do brasileiro , que as vezes vivendo na maior precariedade, consegue com uma facilidade surpreendente, abrir um sorriso e até rir, da própria desgraça ! É bom lembrar, gostando-se ou não dele, e de seu governo , que nosso presidente em várias oportunidades , evidenciou em seus diiscursos, essa tal peculiaridade verificada no Brasil , de seus cidadóes se auto-depreciarem e ao país. É preciso , que haja uma tomada de consciência coletiva. quanto a essas verdades sobre o Brasil e seu papel no contexto internacional !Evidenciando-se nossas benesses e a expontâneidade , calôr humano e alegria de viver de nossa gente. Nós os brasílicos, como disse Ziraldo em um artigo seu no finado Pasquim, enfim nós , brasileiros profissão esperança , somos o maior barato !
Como o Rodrigo citou o Anthony Bordain, tem uma episodio da do Sem Reservas ( No reservation, discovery travel and living, no brasil e channel 4 nos EUA) que o mesmo vai para Sao Paulo, la pode conhecer muita gente, mas ele fica impressionado com um alegria de um povo simples que é batalhador, enfrenta as mazelas e mesmo assim se considera feliz. Que abre as portas de casa e dar uma abraço como se ja conhecesse de longa data. Ele passa um dia em casa humilde comendo feijoda e apreciando alegria do povo.
PS: Rodrigo, ta minha lista de viagens uma visita ao Les Halles, gosto dos livros e do programa de Tv do Bordain.
Show de bola!!!!
Parabéns!
Trabalho em uma empresa que presta serviço de consultoria de imigração e vistos.
São gringos entrando e saindo do Brasil. Brasileiros indo e vindo de toda parte do mundo…e a opinião é 99.9% “unânime”:
o Brasil é o melhor país do mundo para se viver, trabalhar, abrir negócios, fazer amigos…enfim, ser feliz.
Grande abraço a todos daqui…e “de lá” !!!
Bom texto, mas eu queria comentar em dois pontos que não concordo muito.
“arrisco-me a dizer que somos um dos povos mais bem informados em termos de geopolítica”
Não acho que na média os brasileiros são bem informados em termos de geopolítica. Acho que a elite intelectual brasileira (a pequena porcentagem de classe média e classe alta) é na média extremamente bem informada. Mas é um percentual muito pequeno da população em geral. Na média, o brasileiro acha que NY é na Europa e não faz idéia de quem é a presidente da Argentina.
E isso é um pouco relacionado ao efeito periferia. Queria ou não queira, o Brasil está na periferia do mundo, então é normal que nós saibamos mais sobre geopolítica européia ou norte-americana do que eles saibam sobre o Brasil. Esse efeito pode ser visto em escala menor dentro do Brasil mesmo. Se você é de São Paulo capital, provavelmente não sabe nada sobre algumas partes do interior do Brasil. Mas quem mora nessas partes sabe muito sobre São Paulo ou Rio de Janeiro (se não por estudo, pelo menos por novela).
“Em Ottawa, uma ponte divide a cidade em duas. De um lado fica a população que fala Inglês, de outro a parte que fala Francês.”
Isso não é 100% verdade. Em Ottawa se fala inglês. Do outro lado da ponte não é Ottawa, é Gatineau, uma outra cidade. Na verdade, é uma outra província até (lembre-se que o Canadá é federalista de verdade, então as províncias tem suas leis, suas línguas, etc). E Quebec é uma província onde se fala na maioria Francês, e que nem quer muito ser parte do Canadá.
Imagine se na guerra do Paraguai o Brasil resolvesse anexar aquele pedaço de terra ao seu território. Foi mais ou menos isso que aconteceu no Canadá, quando os ingleses simplesmente anexaram a parte francesa. Se isso acontecesse, até hoje se estaria falando espanhol naquele “estado”, e teria uma ponte dividindo a parte em que se fala português da parte que se fala espanhol. Bem, provavelmente por essas línguas serem muito mais próximas do que inglês/francês talvez elas se misturassem mais, mas dá pra entender o ponto.
Alias, se você quiser informação em inglês na parte que fala francês, basta forcar um sotaque bem forte no seu inglês. Daí eles percebem que você é turista e te t