Somos todos viciados na droga da felicidade.

Guilherme Nascimento Valadares

por
em às | Artigos e ensaios, Cabana no PdH, Mundo


Pergunta rápida, internauta. Você sabia que o seu organismo é capaz de produzir uma droga muito mais forte do que a heroína?

Essa droga é natural, não tem quaisquer efeitos colaterais.

As pessoas pagam caro pra caralho, sonhando alcançar os mesmos estados físico-psíquicos que a endorfina nos proporciona. As endorfinas nada mais são do que poderosos analgésicos bioquímicos produzidos pelo cérebro – um dos descobrimentos científicos mais relevantes do homem. A massagem, os esportes, a música e, principalmente, fazer o que temos vontade são os principais geradores de endorfinas.

Endorfina nos faz sentir bem. A droga da felicidade é, em suma, fazer o que temos vontade. Somos viciados nisso.

E se…

Fossemos treinados para ter vontade de não fazer porra nenhuma. Vontade de nos dedicar somente à rotina e ao ócio, sem provocar grandes tumultos em nossa pacata e satisfatória vida cotidiana.

Compartilho com vocês o maravilhoso HQ abaixo, mote inspirador do artigo de hoje. Ele faz um embate entre as obras Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, e 1984, de George Orwell. Leituras indispensáveis.

Ao que parece, o velho Huxley sabia das coisas – alguns já notavam em 2001. Para digerir com atenção.

Aldous Huxley vs George Orwell

HQ com texto do livro “Amusing Ourselves to Death”, de Neil Postman.  | Crédito: Blog Accelerating Future

Então, o que as abas do seu navegador contam sobre sua “independência”, meu caro?

Este post é resultado de nossas práticas, diálogos e treinamentos na Cabana PdH. Quer entrar no Dojo?
Guilherme Nascimento Valadares

Criador do PdH. Valoriza os bons amigos, boas cervejas e o trabalho. Baixa tolerância a papo furado e idiotas.


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100 comentários

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  • http://motosserrav8.com.br Titio Pentelho

    Caralho, que estalo!
    Pior que realmente parece ser verdade…

    • John

      nossa que irado

    • http://pulse.yahoo.com/_X426DX6JXX5BV6I3RTTC4PDXZU LeonardoA

      Foi bem didático mostrar a comparação para entender o processo dos meios de comunicação de massa nos dias de hoje. Neste sentido a HQ da comparação cumpre um papel.
      Vale, todavia, questionar a crítica ao trabalho de Orwell. Ele parecia mais preocupado com regimes ditatoriais como o Stalinismo, enquanto Huxley estava preocupado com a possibilidade de, em sociedades ditas livres, termos apenas a liberdade de sermos o que querem que sejamos (ou o que outros nos levam a ser, sem sabermos).
      Duas visões fantásticas sobre processos sociais que realmente aconteceram (e ainda acontecem).

  • Anônimo

    WALL-E, já diz muito!

  • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

    Puta merda, é um tapa na cara! Vou precisar refletir um pouco antes de dizer alguma coisa.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Quando vi a tirinha, fiquei fascinado. Não por estar “fora” da matrix, mas justamente por me reconhecer nela.

      • Guili S

        Tá foda entender/descobrir como funciona o tal sistema – sempre vejo todos ao meu redor seguindo a tal matrix, e acabo me sentindo solitário (mesmo cheio de amigos).

        Trabalho, curso, ou lugar que for, todos tomando refrigerantes e comendo lixo – poucos nao sentem-se envergonhados por levar bananas/maçãs….frutas para a faculdade, ao contrario de chegar e tomar uma coca cola.

        Então Guilherme, pare de postar esses assuntos, você está contribuindo na explosão da minha mente (risos). Próximo livro: `Admiravel mundo novo`.

  • Paola

    http://devaneiodepaola.blogspot.com/2010/08/em-defesa-da-preguica.html Me lembrou o que escrevi sobre a preguiça. Adoraria viver uma vida de preguiça e ócio, pois quando vivo essa possibilidade, são meus momentos mais felizes.

  • Paola

    http://devaneiodepaola.blogspot.com/2010/08/em-defesa-da-preguica.html Me lembrou o que escrevi sobre a preguiça. Adoraria viver uma vida de preguiça e ócio, pois quando vivo essa possibilidade, são meus momentos mais felizes.

    • Pablo Fernandes

      Acho que foi baseado nessa ideia, ou em parte dela, que surgiu o livro “Ócio Criativo” de Domenico De Masi.

      http://pt.wikipedia.org/wiki/O_%C3%93cio_Criativo

      Nossos melhores momentos, mais relaxados e prazerosos são, normalmente, nas horas de ócio.

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        Na verdade é um bocado diferente, e mais fundo, o buraco do “Ócio Criativo”, Pablo. Já leu? Puta livro, apesar de ser bem denso.

  • http://www.facebook.com/barreto.diogo Diogo Barreto

    Guilherme,

    Que belo post, cara. O Pdh mostra que faz diferença com informações claras e interessantes.

    Parabéns!

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Chacoalhar as ideias de vocês me faz dormir satisfeito. É para isso que criamos o PapodeHomem, Barreto.

  • http://twitter.com/TabaCruzFilho Tabaquara Cruz Filho

    Me resumo a falar: Puta merda! Que post do caralho!
    Sem mais.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Elogio de mão cheia. uhauhahuahuahu

  • http://www.paulovsk.com/ Paulo Roberto

    Eu li o livro de Huxley recentemente.
    É assustador como a essência do que ele falou está acontecendo.

    Mas vejam, realmente faz muito mais sentido que a humanidade “seja dominada” pelo prazer. Se fosse pela medo, sempre haveria a revolta.Lutar contra a opressão faz parte do ser humano e a história provou isso.Por mais tirano que fosse o sistema, ele caiu porque havia pessoas para lutar contra ele.

    Já quando o ser humano está acomodado… não há motivos para lutar e terminamos na passividade.

    No caso do livro do Huxley, o que ocasionou a pequena mudança no personagem principal foi o questionamento. Foi ele perguntar-se: por quê?
    Mas isso só aconteceu porque ele foi uma aberração congênita, tendo ocorrido um erro na hora de seu desenvolvimento.

    Mas enfim, excelente texto e quadrinho.
    É em busca desse tipo de coisa que abro o Papo de Homem todo dia aqui no meu cantinho :D

    Parabéns!

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Leu 1984 tb, Paulo?

      • http://www.paulovsk.com/ Paulo Roberto

        Não, cara, mas entrou para minha lista de leituras.
        Deu para sacar a respeito do que é o livro pelo quadrinho e reportagem.

  • Anônimo

    Então, o que as abas do seu navegador contam sobre sua “independência”, meu caro?
    Será que precisa de mais alguma coisa?
    a última frase do post deixa uma pergunta que nos faz pensar… (é eu ainda tô pensando…)

    mas sem dúvida Huxley está certo!

  • Anônimo

    Não teria tanta certeza em afirmar que Huxley estaria mais certo do que Orwell, pois depende muito do contexto ao qual estamos querendo discutir. Por exemplo, talvez em nossa sociedade possamos dar mais valor à distrações e ao prazer próprio, mas vejo também a questão da opressão de Orwell em lugares como o território palestino; na Indonésia – onde o diretor da Playboy foi preso por divulgar fotos “comprometedoras” de mulheres (http://is.gd/f9aai) -, China, Coreia do Norte… Enfim, sabemos que um está mais certo do que outro.

    Vejo que ambos acertaram ao discutir a questão da liberdade e tudo mais, mas temos que lembrar também que ambos fizeram “distopias”, ou seja, história muito negativas que nunca vão se concretizar de fato e que servem para analisar nossa condição e que não devem ser levadas ao pé da letra. Então, apesar de bem criativa, não vejo o computador e televisão, por exemplo, como instrumentos diretos de alienação e distração, como se Huxley estivesse falando “é isso isso e isso”. É que nem dizer que a “Alegoria da Caverna” de Platão significa pessoas alienadas na frente de uma tevê. Acho a questão muito mais profunda que isso, e nisso Orwell e Huxley também se encontram. Posso está errado, mas percebo isso.

    • Anônimo

      Então Thiago , concordo contigo , ambos acertaram em discutir a liberdade , questão não é tão unilateral como cada autor coloca , mas , é um bombardeamento de alienação vindo de todas as direções a com inúmeros recursos para persuadir o cidadão padrão a virar um vegetal . Ele tem sua função de produção e tem o cérebro castrado . Apenas reage aos estímulos , não somente aos naturais , mas também os inseridos em sua mente .

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      TVs e PCs não são instrumentos malévolos, por essência. No entanto, a partir do momento que veiculam conteúdo de alienação, despropositado, e a audiência cultiva o hábito de consumir esses programas, ela se rende a um pensamento vazio. Não que seja errado/proibido consumir entretenimento.

      Mas fazer somente isso é limitante por demais. Te faz uma pessoa menos apta a enfrentar o mundo.

      E lá fora é uma selva.

      • http://incelencamalditadopavor.blogspot.com/ Thiago Bastos Zucarini

        A selva não é LÁ fora. Já estamos nela.

        Como diria Dr. Love: “Não espere garantias na vida.”

      • http://incelencamalditadopavor.blogspot.com/ Thiago Bastos Zucarini

        A selva não é LÁ fora. Já estamos nela.

        Como diria Dr. Love: “Não espere garantias na vida.”

  • Daniel Pires

    Pra quem já leu os dois, é notório que Orwell descreveu perfeitamente sociedades tirânicas e centralizadas, onde o estado controla a informação, o presente, o passado e o futuro. Onde nada existia antes do Estado querer que existisse, nunca antes na história desse país comer-se-ia tanto, e a culpa de tudo que dá errado, é das elites e das oposições, nunca de quem está no poder. Se algo dá certo, a culpa é do grande irmão. Se algo dá errado, a culpa ora é da Lestásia,ora da Eurásia. Mas logo depois a Eurásia é nossa amiga. Nada nem ninguém pode contrariar o grande irmão, pois ele é o pai dos pobres. Quem o contraria, contraria o camarada, é inimigo do povo, é inimigo do grande país, e logo tal país, que nunca antes na história teve um líder tão bom quanto o grande irmão…

    Já Huxley descreveu um mundo onde a infantilização, a hedonização e a estereotipação de comportamentos cria imbecis. Imbecis que acham que têm controle sobre suas vidas, sobre suas escolhas, sobre suas idéias, quando na verdade toda a idéia que eles têm de certo e errado foi criada por meia dúzia de publicitários, políticos e religiosos. Um mundo no qual o “viva tudo ao mesmo tempo agora” encontra sua pior forma. Onde conceitos como pai e mãe são hediondos, onde o prazer vem com uma pilulazinha mágica. Pensar, crime hediondo. Não comprar o que todos compram, que crime hediondo. A sociedade chegando ao denominador comum sendo nivelada pelo que tem de mais baixo, não de mais nobre. A reificação das pessoas. Use pessoas, ame coisas.

    Infelizmente, ambos estão certos.

    • Briza

      Concordo totalmente com você, mas prefiro descrição de Huxley.
      Existem muitas pessoas com seus pcs cheios de abas, mas com sua independência limitada.

  • http://twitter.com/MCF_SA MCF S/A

    Acho que os quadrinhos simplificaram muito a mensagem de ambos, que está visceralmente correta. Vale lembrar que 1984 é uma resposta a Admirável Mundo Novo, por isso também é mais verossímil. Não há o scifi de Huxley.

    Mas o medo controla sim. Quem aqui não checa 2 vezes a porta de casa? Ou não tem seguro do carro? Ou votou no plebiscito do desarmamento pensando nos ladrões e não nos mocinhos?

    • Pablo Fernandes

      Concordo.

      No mundo que vivemos, em certos momentos vamos considerar Orwel como correto e em outros momentos vamos considerar Huxley.

    • Pablo Fernandes

      Concordo.

      No mundo que vivemos, em certos momentos vamos considerar Orwel como correto e em outros momentos vamos considerar Huxley.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Não há como discordar, Bender. Os quadrinho reduzem dois puta livros a algumas poucas janelas. Valem como provocação, para puxar o questionamento. Não à toa foram retirados de uma obra própria.

      E não nego o poder de controle do medo. Não à toa as potências nucleares estão em outro patamar de negociação na arena mundial.

      Ninguém é machão de frente pra um .38.

      O que me surpreende – e digo pq me incluo nesse pelotão – é como o excesso de informação/entretenimento é igualmente uma forma tácita de controle. Não pela imposição de “faça A ou faça B!”, mas sim por perpretrar a inércia. E a inércia beneficia quem já está no alto.

      Não sei ainda quais conclusões tirar disso tudo. Abomino aqueles papos de teorias da conspiração de x, y ou z.

  • Déé

    Um dos melhores posts que eu já vi. Parabéns!

    Já dizia Tyler “As coisas que possuímos, acabam nos possuindo.”

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Ótima lembrança de um ótimo filme.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Ótima lembrança de um ótimo filme.

  • Artur

    Muito bom o post, parabéns.

  • http://www.facebook.com/rodrigo.cambiaghi Rodrigo DAvola Cambiaghi

    Do caralho man!!
    Quando terminar o admirável mundo novo vou reler esse post.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Não deixa de pegar o 1984 tb, do caralho. E depois, caindo pra science fiction, recomendo os contos do Isaac Asimov.

      • http://www.facebook.com/people/Lucas-Gustavo/100000100906492 Lucas Gustavo

        Asimov é genial!! PQP… Lembrou bem.

  • http://twitter.com/felipefacci Felipe Facci

    Às vezes me ocorre, qual seria o problema de viver em um mundo de ócio e felicidade, onde eu me preocupo com futilidades e não com o avanço moral e científico da humanidade.

    Afinal, o objetivo da vida não é ser feliz? E o sucesso normalmente não é só um modo de alcançar a felicidade?

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Então, Felipe, já me peguei nesse pensamento.

      Mas se todos estivessem livres, despreocupados, dedicados ao ócio e a felicidade, certamente alguns de nós iriam se dedicar a direcionar o resto. E, de alguma forma, estabelecer relações de poder e representação(política).

  • http://twitter.com/felipefacci Felipe Facci

    Às vezes me ocorre, qual seria o problema de viver em um mundo de ócio e felicidade, onde eu me preocupo com futilidades e não com o avanço moral e científico da humanidade.

    Afinal, o objetivo da vida não é ser feliz? E o sucesso normalmente não é só um modo de alcançar a felicidade?

  • Anônimo

    “huxley temia que a verdade fosse perdida em um mar de irrelevância”. putz. parece que o cara descreveu o brasil de hoje. uma discussão pra lá de polêmica, mas toda discussão é, porém o tema e bastante atrativo. pdh sempre mostrando os lados da moeda e pondo na mesa o tema pro debate. beleza.

  • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

    Guilherme, eu acho que na verdade a gente tem os dois pesadelos se passando em lugares diferentes no mundo. Sem sombra de dúvidas ainda existem governos e lideranças que intimidam e cortam o acesso das pessoas a informação de acordo com as idéias de Orwell, ditaduras baseadas no medo e no controle informação ainda existem aos montes.

    No entanto, eu acho que em países democráticos predominam as idéias do Huxley, quanto ao controle. Apesar de que algumas vezes aqui no Brasil o medo tem tirado o sossego das pessoas e até reduzido bastante a vida noturna nas grandes cidades.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Então, na real não acredito que haja uma sala de controle maligno, onde os anciões maquiavélicos se reúnem para tramar contra nós.

      Acredito em coisas mais simples. Status quo, inércia do sistema, vantagens acumuladas ao longo do tempo… por aí vai – não sou expert em sociologia, apesar de fã do tema.

  • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

    Isso me faz lembrar daquela velha política do pão e circo. Quer ver o povo satisfeito e não mais se meter nas questões políticas? Dê pão a ele, que representa a satisfação das necessidades mais cruciais, e circo, o próprio entretenimento em si. O texto e as imagens do post já dizem todo o resto.

    Doeu a consciência agora o tempo que eu perdi nos games aqui em casa. Pelo menos exercito a socialização: jogamos em rede na república, um zuando o outro o tempo todo. Mas enfim, ainda é um entetenimento que “não me permite” fazer coisas mais importantes.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Tem de tb não se martirizar. Muito fácil cair numa nóia de que todo o entretenimento é ruim/distração/maléfico. Prazeres leves são parte essencial de nossas vidas, acredito.

      • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

        Concordo… mas às vezes fico pensando se eu não poderia estar em outro tipo de entretenimento… que me edifique mais… sei lá… reflexões sobre estilo de vida.

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        Então, Danilo, me policio justamente pra não virar um cult-chato, aquele tipo de cara que só curte coisas de “alto nível”. Busco transitar em várias praias.

  • Geraaaldo

    Excelente poder refletir sobre esse tipo de coisa utilizando um meio que sintetiza bem a idéia de aprisionamento de Huxley: a internet. E engraçado como certas coisas fazem mais sentido depois de alguns anos vividos.

    Fui obrigado a ler o “Admirável” na escola, no 2º ano do Ensino Médio, e confesso que não entendi bulhufas do livro, e ainda achei chato pacas! Ignorância é foda!

  • Anônimo

    Os dois autores acertaram de mão cheia, como já comentaram detalhadamente aqui no post. Agora resta esperar a natureza desdobrar tudo isso para um futuro qualquer.

    A PdH tá FODA, Guilherme, parabéns pra tu, pro Gus Fune e equipe. Estou acompanhando e sempre sendo surpreendido. Continuem com o ótimo trabalho.

  • Anônimo

    Os dois autores acertaram de mão cheia, como já comentaram detalhadamente aqui no post. Agora resta esperar a natureza desdobrar tudo isso para um futuro qualquer.

    A PdH tá FODA, Guilherme, parabéns pra tu, pro Gus Fune e equipe. Estou acompanhando e sempre sendo surpreendido. Continuem com o ótimo trabalho.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      *Do caralho* ler isso, Slonik. Ainda mais sabendo que nos acompanha desde os tempos em que estávamos apenas engatinhando.

      Abração, meu caro!

  • http://twitter.com/AlviMiranda Alvi Miranda

    Muito bom…
    Vou procurar por ambos os livros, devem ser incríveis.

    E grata por nos oferecer esse tipo de conteúdo de ótimo gosto…

    “Coletar dados é o primeiro passo para a sabedoria, mas compartilhar dados é o primeiro passo para a comunidade”

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      De fato são, Alvi. Literatura do mais alto nível, com doses de ficção cientiífica.

  • http://twitter.com/AlviMiranda Alvi Miranda

    Muito bom…
    Vou procurar por ambos os livros, devem ser incríveis.

    E grata por nos oferecer esse tipo de conteúdo de ótimo gosto…

    “Coletar dados é o primeiro passo para a sabedoria, mas compartilhar dados é o primeiro passo para a comunidade”

  • felipe augusto

    “E a inércia beneficia quem já está no alto”. Descreveu de modo simples o que tentava colocar em palavras. Excelente!

    São dois extremos, vivemos entre o medo e o prazer. Procuro estar em algum lugar entre a liberdade e a disciplina.

  • felipe augusto

    “E a inércia beneficia quem já está no alto”. Descreveu de modo simples o que tentava colocar em palavras. Excelente!

    São dois extremos, vivemos entre o medo e o prazer. Procuro estar em algum lugar entre a liberdade e a disciplina.

  • http://twitter.com/osmarcatelan Osmar Luis Catelan

    Já tô indo comprar os livros do Huxley e do Orwell.

    Acho que ambos são lados de uma mesma moeda, o controle ora pelo prazer e ora pelo medo, afinal, imagina só a situação de ameaçar a massa de perder todo o prazer que ela já é viciada, fazendo ela ter medo, e depois fazer com que se sinta dona da situação, sendo ela mesma a fonte de suas doses cavalares de entretenimento e diversão.
    Não seria esse o sonho perfeito de qualquer um que queira o controle de todos? Fazer com que todos sejam serem pensantes limitados a um tipo de pensamento específico?

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Ótimo investimento, Osmar!

  • http://twitter.com/osmarcatelan Osmar Luis Catelan

    Já tô indo comprar os livros do Huxley e do Orwell.

    Acho que ambos são lados de uma mesma moeda, o controle ora pelo prazer e ora pelo medo, afinal, imagina só a situação de ameaçar a massa de perder todo o prazer que ela já é viciada, fazendo ela ter medo, e depois fazer com que se sinta dona da situação, sendo ela mesma a fonte de suas doses cavalares de entretenimento e diversão.
    Não seria esse o sonho perfeito de qualquer um que queira o controle de todos? Fazer com que todos sejam serem pensantes limitados a um tipo de pensamento específico?

  • http://fromvictorwithlove.com/diario Victor Lee

    Que sensacional GNV. Eu gosto muito desse formato de post, pois facilita muito a mensagem. Parabéns!

    Recomendo a leitura de qualquer coisa do Neil Postman, incluindo The End of Education e Technopoly. O cara manda super bem.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Conheci ele justamente quando vi esse post.

      Pq não me surpreendo quando você já sabe mais do que eu sobre um cara foda? Fucker! uhauhauhauha

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Conheci ele justamente quando vi esse post.

      Pq não me surpreendo quando você já sabe mais do que eu sobre um cara foda? Fucker! uhauhauhauha

  • http://www.facebook.com/pdcgomes Pedro De Carvalho Gomes

    Post muito foda.

    Mas dele só posso concluir dele que o PdH é somente mais um dos mecanismos que nos levará ao excesso de informação e completa alienação.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      O hábito de manter a bunda colada na cadeira leva até a completa alienação. Você deixa de ver o mundo lá fora, esquece que a realidade abarca muito mais do que o tripé twitter-orkut-facebook.

      Se o PdH tomar parte na construção desse hábito – o estar parado – certamente concordo contigo, Pedro. Vamos ser parte do excesso e da alienação.

      Por isso, sempre que possível, provocamos. Cutucamos a onça com a vara curta. Queremos causar ação, movimento, resultado prático na vida de cada um que passa por aqui. Quando estivermos passando longe disso, nos avise! Algo estará muito errado Pasárgada…

      Grande abraço.

  • http://twitter.com/chloepinheiro Chloé Pinheiro

    Puta que o pariu. Um tapa na cara logo de manhã!

    Estou vivendo essa peleja contra a alienação na faculdade, onde tá todo mundo preferindo ganhar breja de graça do que questionar um DCE e reitoria corruptos. Aí vc faz essa pergunta das abas e eu ponho meus pés no chão… somos todos em parte alienados.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Faculdade cultiva dois péssimos hábitos:

      1. tudo se resolve com breja
      2. procrastinação

      Na vida adulta, isso se transforma em um ser:

      - movido a happy hours pra engolir a frustração de sua própria incompetência, visto que é um procrastinador nato, que tem dificuldades em tirar prazer do trabalho.

      • Briza

        Parabéns pelo post, já te critiquei em outros lá no começo, mas estou vendo que se continuares assim, desta forma madura como respondeu aos leitores pdh, terei que retornar para elogiar.
        Existe uma musica que diz o seguinte: Levanta sacode a poeira e da a volta por cima…
        Chama-se a isto movimento, produção e, criação por isto as pessoas não podem simplesmente
        se deixar levar por várias Abas, como tu salientou.

      • GCalza

        Sensacional o artigo, Guilherme, parabéns. Mais sensacional ainda foi o seu comentário sobre a vida na faculdade. Pura verdade. Renderia um bom artigo por aqui.

        Grande abraço.

  • http://www.justwrappedupinbooks.wordpress.com/ João Luis Baldi Jr.

    Um daqueles textos que te faz se sentir seguidamente estapeado com um coelho morto (com o perdão da referência ao Monthy Python). Uma grande questão, grandes referências e quadrinhos que jogaram a questão mais na cara ainda.

    (E putaquepariu, Guilherme, esse seu comentário sobre as consequências dos hábitos da faculdade na vida adulta doeu aqui em mim…e sei que vou provavelmente procrastinar a longa reflexão que eu preciso ter sobre isso…)

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Vou compartilhar um segredo, João. A descrição redonda da merda que vira um pós-formando só foi tão precisa pq eu me tornei exatamente esse tipo de profissional durante certo tempo – mais longo do que me gostaria, óbvio.

      Gastei uns bons anos para desaprender os maus hábitos adquiridos na faculdade, local que tem como premissa nos *preparar* para o mercado.

      • http://www.justwrappedupinbooks.wordpress.com/ João Luis Baldi Jr.

        Definitivamente agora eu tenho no que pensar nas férias. Pra um cara que formou em 2007 eu admitidamente ainda tenho muitas questões a resolver quanto a felicidade, satisfação e fazer do trabalho uma fonte de realização e não de razões pra beber na sexta-feira.

  • Anônimo

    Valeu ,Guilherme, é bom de tempos em tempos um post assim, vou publicar a tirinha no meu tumblr (http://brunomais.tumblr.com/ )
    [ ]‘s

  • Maicon

    Ótimo comparativo. O Huxley era f***. Li os dois livros “1984″ é mais interessante, mas “Adminirável Mundo Novo” é mais haver com nossa atualizada.

  • joao

    Orwell temia a repressao dos governantes sobre o povo, pois as pessoas nao tinha acesso as insformacoes e eram impelidas a aceitar tudo o que lhes era imposto, para que nao pudessem se rebelar. Huxley mostra uma sociedade “livre”, mas que fica o tempo todo vivendo em prol dos prazeres, e querendo se enquadrar num padrao de personalidade e estado em que a midia impoe, tornando as pessoas alienadas e desligadas da realidade, se preocupando excessivamente com coisas suplerfuas, tornando-se pessoas egoistas e inteiresseiras.Para reafirmar isso apenas assista as novelas com grande audiencia da globo e observe a mensagem que elas tem passado para os telespectadores, posso dizer dizer que a midia lanca veneno em nossas mentes.Nao digo que a midia so transmite coisa ruim, mas qual programa de tevisao tem mais audiencia? Uma novela das oito ou um telejornal?
    Ai fica a pergunta no ar: somos livres??

  • Daniel Guichard

    O soft power de Huxley funciona muito melhor. É só observar os hábitos contemporâneos para compreender.

    Somos viciados em endorfina. Viva a inquestionável arquitetura biológica. O caso aqui é acerca de certo controle das massas que propaga suas idéias ou interesses (como a venda de um produto) por meio do que nos agrada. Acho que sempre há uma política pão e circo adequada à sua época.

    Sugiro consciência e bom senso. Mais não se pode fazer.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Claro que se pode!

      Essa consciência e esse bom senso precisam se manifestar em ações. Na prática… ler, se informar, questionar, procurar novos caminhos, agir.

      Acredito que a maior forma de se deixar controlar é ficar parado, o famoso “deixa rolar”.

  • Victor

    Caralho, que post!!!

    Li o livro do Aldous Huxley quando era adolescente e até hoje me lembro de muita coisa dele. Um livro fanstástico, que previu com enorme precisão a cultura atual. Apesar de não ter lido 1984 (está num longa fila de livros pra ler) sei que cor e salteado como é a estória. Eu diria que os dois conceitos estão em voga, vejo o governo do Bush como o exemplo mais fiel do grande irmão e o mais louco é que esta visão de mundo foi criada na época do Marcartismo, época de caça às bruxas e de relativização de liberdades individuais e de direitos. Pra mim a era Bush foi um perfeito exemplo do livro, quem não se lembra do terror que se criou com o antraz? As redes americanas não paravam de falar no assunto, com a clara intensão que criar pânico. Para se ter uma idéia, até as pequenas cidades tinham um “relógio” que media a probabilidade de ataque terrorista!!! O cara pegava o carro, ia pro trabalho e passava por vários reloginhos destes, pra trabalhar desesperado, ligar pra mulher e pros filhos umas dez vezes por dia, etc.

    A cultura do hedonismo vem bem a calhar com este desespero, acho que o mecanismo é mais ou menos o seguinte: não tenho liberdade pra sair quando quero, confiar nos meus vizinhos, ser diferente, ser quem sou, mas tenho liberdade pra comprar um monte de coisas, olha só que legal! Posso comprar duas tv’s (uma de lcd, super antiga e feiosa, que fica escondida em casa e outra, de led, novinha na sala), posso comprar um carro novo a cada dois anos, etc… Já sair pra acampar com minha namorada eu não posso, perigoso demais!!! Vocês não lembram do casal que foi acampar e foi assassinado? Não, acampar nem de longe!!! Muito mais seguro assitir um cineminha no shopping, e depois jantar por lá…

    Uma música do Rappa tem um refrão assim “faltou luz mas era dia” e volta e meia me lembro de alguns dias da minha adolescência quando isso ocorria e eu era obrigado a sair de casa, desligar o video-game ou a tv… Eu ia pra rua e revia amigos que tb saiam de casa, gente que morava do meu lado e eu ficava dias sem ver!!! Ou seja, uma porrada de informação, ocupações solitárias, algum tipo de prazer imediato, mas sem interação!!! A gente tem que se convencer que o ser humano é sim a medida de todas as coisas e a convivência é putamente importante e a gente negligencia isso demais hoje em dia…

  • Anelise

    Pra mim fica a questão: Existe a necessidade de sermos controlados, independente da forma, pessoa e/ou instrumentos utilizados para tal???

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Essa questão não procede, a meu ver.

      Não existe a “necessidade”. A sociedade naturalmente se organiza em termos de poder e estruturas políticas. O controle direto/indireto, por assim dizer, se torna uma consequência do nosso modo organizacional. E nem sempre é maléfico, grupos precisam de estrutura ou se tornam o caos.

      • Anelise

        Então a necessidade existe…o ser humano precisa de controle por ser “naturalmente caótico”…
        “grupos precisam de estrutura ou se tornam o caos.”

  • Anelise

    Pra mim fica a questão: Existe a necessidade de sermos controlados, independente da forma, pessoa e/ou instrumentos utilizados para tal???

  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    Essa questão não procede, a meu ver.

    Não existe a “necessidade”. A sociedade naturalmente se organiza em termos de poder e estruturas políticas. O controle direto/indireto, por assim dizer, se torna uma consequência do nosso modo organizacional. E nem sempre é maléfico, grupos precisam de estrutura ou se tornam o caos.

  • http://twitter.com/felipejcruz Felipe Cruz

    opa..

    Felicidade não é uma droga.. é um estado de espirito.. fazer “apenas o que se quer”, é busca de prazer que é uma forma que nos foi ensinada de ser feliz..

    felicidade é ausencia de sofrimento e não busca pelo prazer..

  • http://twitter.com/felipejcruz Felipe Cruz

    Felicidade é um estado de espirito.. voce ta confundindo felicidade com prazer.. endorfina = sensação de prazer..

    “fazer apenas oq se tem vontade” é buscar prazer e não ser feliz..

    felicidade é ausencia de sofrimento e nao busca pelo prazer..

    http://asociedadeparalela.org/post/1025716417/por-que-criancas-sao-mais-felizes

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Entendo a distinção, Felipe. Usei “droga da felicidade” como um figura de linguagem pra ter mais impacto e facilitar o entendimento.

      • Anônimo

        figura de linguagem para representar oq? prazer ou felicidade?

        uma coisa é busca pelo prazer, satisfação e outra é felicidade..ainda existe a alegria que é diferente das outras..

        voce esta afirmando que as pessoas sao viciadas na busca pelo prazer..o que já é um equivoco..

        essa busca toda pelo prazer existe justamente porque as pessoas não fazem ideia do que é felicidade..

  • Marco Antônio

    Desconhecia o que foi abordado neste post,mas fiquei impressionado com a forma que isto está em nossas vidas sem que tenhamos a verdadeira dimensão desta corrente.

  • Ursula – Ezcuzê Propaganda

    Interessantíssimo este post!

    Visito muitos blogs, mas é raro eu deixar minha opinião em algum deles, mas este mereceu.

    Conteúdo de primeira, parabéns!

  • Cesar Nic

    De novo Pdh surpreendendo.Conheço o livro de Huxley, realmente o tema está muito atual na sociedade contemporânea-vulgo democracia, capitalismo, liberdade-, encaixa-se como uma luva suas criticas, principalmente ao alienamento da sociedade e da massificação(padronização) do pensamento estimulado através do hedonismo e individualismo.
    Já o Livro de Orwell, não deixa de ser verdade, nem de ser atual, mas é mais restringido.Pois países autoritários e guiado através do medo existem, mas são poucos quando comparado aos que pregam a liberdade e a democracia.Porém muito interessante e altamente recomendado, visto a ascensão da China e da permanência de Cuba, na sua posição de lobo solitario.
    Só enfatizando, hedonismo para alcançar a felicidade é um assunto extremamente atual.Quem nunca ouviu alguém pregando a ideologia do carpe diem ou “viva cada dia como se fosse o último”.Sem contar os temas consumismo, influencia da midia, que estão no mesmo âmbito.Xi.. isso da pano pra manga!

  • http://incautosdoontem.opsblog.org/ Ulisses Adirt

    Vale lembrar que o Orwell falava de outra sociedade: a dos governos totalitários, como o do Stalin. Mas, mesmo assim, os quadrinhos não deixam de ser interessantes para refletirmos sobre a nossa sociedade atual.

  • Luka

    Muitas pessoas têm medo de serem responsáveis pela própria felicidade. Então elas procuram fórmulas, métodos tipo “happyness-for-dummies”. Procuram por isso em igrejas, em livros de auto-ajuda, na aprovação dos demais. Ou direcionam suas expectativas de felicidade em um objetivo, uma pessoa…

    Afinal é muita responsa não? E se você não for feliz? A culpa vai ser só sua.

    Por isso a maioria delas mantém seus limites muito próximos. Não questionam o que vêem, preferem comentar de seus pares a discutir sobre qualquer coisa construtiva. Gostam de novela, que hoje em dia além de ser pronta esta sujeita a opinião do público. Não há surpresa.

    Por isso, ao meu ver, muita informação ou nenhuma, qualquer que seja a realidade do mundo, as pessoas se alienam porque não querem ser responsáveis por elas mesmas. Reclamam da sociedade mas não tomam a atitude de mudar – elas não precisam mudar o mundo, basta mudar a sí.

    Somos conduzidos porque queremos ser. Não importa qual seja a situação.

    ^_^ Sabe, quando estamos nos primeiros anos de escola, logo depois dos primeiros 4 anos de curso, começamos a aprender física. Quando seu professor lhe ensinou que duas forças iguais se repelem e em seguida ensinou que há apenas nêutrons(carga neutra) e prótons (carga positiva), quem nunca pensou que isso era impossível? Ou simplesmente acataram o que o professor disse? Como um núcleo atômico se mantém?

  • http://www.facebook.com/juniorcv Junior Vidotti

    Tirinha fantástica. Li ambos os livros e todos tem suas razões de ser e não se contradizem. Mas acredito que o mundo de Huxley é a sofisticação do que é proposto por Orwell.

    Aliás, hoje estamos vivendo exatamente o mundo de Huxley. Quem detem o poder econômico e de mídia se impõem sobre o restante das pessoas não pela espada, mas sim pela cruz.

    Quem já ouviu leu “A Verdadeira História do Clube Bilderberg” sabe que estamos presenciando o mundo de Huxley se concretizar.

  • Patrick Simões

    Genial Gui, esses dois livros tão nos meus top 10 de preferidos…

  • Nekomimi_2121

    A definição mais apropriada para a endorfina seria “droga do prazer” e não “droga da felicidade”, já que a endorfina está mais associada ao prazer. Já a felicidade é um estado mental que é bem diferente do prazer.
    Os mundos que Huxley e Orwell descreveram são representações de sociedades dominadas pelo desejo ou pelo medo. O que remete ao conceito de Eros (ou Kama) e Thanatos (ou Mara).
    Eros/Kama = desejo, sexo
    Thanatos/Mara = medo, violência/destruição.
    Eros era o deus grego do sexo e Kama é o deus hindu do sexo/desejo (ou demônio interior do desejo, segundo o Budismo).
    Thanatos era o deus grego da morte. Mara é a deusa hindu da morte (ou demônio interior do medo, segundo o Budismo).
    Segundo o Budismo, tanto o desejo quanto o medo (e seus sinônimos equivalentes) são as causas dos problemas sociais acima descritos (imbecilização, passividade, controle ou manipulação da sociedade, por exemplo). E quando o ser humano repele o prazer, atrai o seu oposto, o medo.
    A única forma de se libertar dos dois é através da indiferença, tanto ao desejo quanto ao medo. O que significa não ceder a nenhum deles, não desejar (ou se apegar) e não temer (ou ceder a impulsos de hostilidade ou violência). Se a pessoa conseguir ser indiferente ao desejo e ao medo, ela alcançará um estado mental (ou espiritual) conhecido como Nirvana, um estado de imensa (e verdadeira) felicidade interior. Essa é a verdadeira felicidade, sem drogas externas ou internas.
    Porém, no mundo atual, é muito difícil se libertar tanto de um quanto de outro, já que a sociedade atual está inundada de estímulos externos (sem falar das drogas, que são estímulos internos) que nos faz ceder ao desejo ou ao medo. Some-se à isso o interesse dos que querem manter o controle sobre a sociedade através de um ou de outro ( ou de ambos os dois, como acontece frequentemente).
    No dia em que as pessoas não mais cederem ao desejo e ao medo, o mundo mudará significativamente, pois os seres humanos se tornarão, de fato, animais verdadeiramente racionais e livres. Até esse dia chegar, a humanidade ainda continuará sofrendo, por conta do desejo e do medo.

  • http://twitter.com/romulosousa_ Romulo Sousa

    Sei bem como é isso.. Agora devia estar terminando projeto para entregar amanhã, mas estou aqui lendo esse post..

  • http://twitter.com/monikornellas Monik Ornellas

    Muito show a analogia! Penso que o grande lance disso tudo é a liberdade de escolha que muita gente não percebe que tem, ou não assume.
    Mas de qualquer forma, todas as duas fases foram e são necessárias. A primeira por que viabilizou o que vivemos hoje, e a de hoje nos proporciona alienação suficiente para aprendermos o que é estar submersos na distração, na tensão ou no tesão, e claro, essa carreia o próximo passo… e qual será?

    Abraço!
    Monik Ornellas

  • http://twitter.com/JackCostaD JackCostaD

    Eita, taí uma verdadeira pedrada na testa.

    Mas, é bem como diz o poeta: “A virtude esta no meio-termo.”

    Abração, Gui!

  • http://www.facebook.com/people/Valquisio-Oliveira/100001318991720 Valquisio Oliveira

    E depois de ler isso,se olhe no espelho e diga: Estou livre,livre mesmo?

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Belo post, Guilherme.

    Semana passada estava conversando justamente sobre isso com um grupo de americanos. Também acho que Huxley estava mais certo que Orwell (apesar de nunca ter lido 1984). É impressionante como a propaganda americana e a mentalidade consumista é mais sem noção e mais impregnada que a brasileira.

    Pra mim, o grande problema é um processo interno que nos faz depender de elementos externos para gerar satisfação. Se tivéssemos uma mente naturalmente estável e satisfeita, se tivéssemos prazer apenas em estar vivo, presentes, atentos, pulsantes, nada disso teria o poder de nos controlar.

    De um certo modo, estamos cada vez mais distraídos, exigentes e mimados. Estamos caindo escravos de nossa própria sensação de livre-arbítrio: “Eu faço o que tenho vontade”. E com o tempo corremos o risco de deixarmos de fazer o que precisa ser feito, inclusive para a nossa própria satisfação, ou melhor, autêntica satisfação.

    Abração.

  • http://twitter.com/chikletinho Paulo Santana

    Pow.. Adorei o texto e os comentários.. Mas se a liberdade estiver relacionada com o não praticar daquelas coisas.. Eu sou o Super livre.. [e Não sou Hippie] rsrs

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