Sociedade B: você faz parte dela?

Pedro Turambar

por
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Você sabia que existe uma ciência específica que estuda — e prova — que o fato de você não ser produtivo nas primeiras horas da manhã não tem absolutamente nada a ver com preguiça?

Você sabia que existe um negócio chamado “ritmo circardiano” (cada um tem o seu) e que é ele que basicamente determina se você é daqueles que acorda às seis da manhã correndo uma maratona, ou às 10 pedindo pelo amor de deus por mais cinco minutinhos?

Ritmo circadiano ou ciclo circadiano (do latim circa cerca de + diem dia) designa o período de aproximadamente 24 horas sobre o qual se baseia o ciclo biológico de quase todos os seres vivos, sendo influenciado principalmente pela variação de luz, temperatura, marés e ventos entre o dia e a noite.

O ritmo circadiano regula todos os ritmos materiais bem como muitos dos ritmos psicológicos do corpo humano, com influência sobre, por exemplo, a digestão ou o estado de vigília e sono, a renovação das células e o controle da temperatura do organismo.

(Wikipédia)

E mais, existe uma galera lutando num movimento no mundo todo para que pessoas que não conseguem se adequar ao esquema “de 8 às 18” possam enfim se encaixar.

B de “B-Society”


Link YouTube

Não é só o nome usado para designar as pessoas que funcionam melhor mais tarde, mas também o nome do movimento, da organização que espalha essa ideia pelo mundo afora. Foi criada na Dinamarca em dezembro de 2007 e, hoje, possui membros em mais de 50 países.

B de Biologia

Toda essa criação foi baseada na pesquisa de Till Roenneberg –  Pesquisador da Ludwig-Maximilians-Universität de Munique, na Alemanha –, sobre Cronobiologia.

Roenneberg mapeou os ritmos circadianos de mais de 125.000 pessoas e o resultado disso se transformou no livro Internal Time, cujo subtítulo diz absolutamente tudo:

Cronótipos, o jet lag social e porque você está tão cansado.

É bem simples. Nós, seres humanos, temos ritmos circadianos diferentes uns dos outros. E esse danadinho é que determina quando você prefere estar acordado ou prefere estar dormindo. E você aí achando que controla sua vida.

O tal ritmo é controlado pelo que podemos chamar de “genes tic-tac”. No caso, um deles é o Per3-gene, descoberto pelo pesquisador Simon N. Archer. O Per3-gene — assim como as coisas práticas do dia a dia — vem em dois tamanhos: tamanho BOM DIAAAA e tamanho FECHA A JANELA!

Genial, não? Ciência.

É uma informação que explica muita coisa. O ritmo circadiano muda durante sua vida, ou seja, você não era um adolescente nojento, insuportável, chato e preguiçoso. Você era apenas um adolescente nojento, insuportável e chato. Não era preguiça. É que, quando estamos nessa fase da vida, nosso ritmo é devagar mesmo. Em contrapartida, não existe aquela sabedoria de que velhos vão dormir cedo e acordam cedo? Então. Tudo genética. Tudo explicado.

A questão toda é que alguns de nós continuamos com o gene do tamanho “fecha a janela!” por toda a vida. E é muito difícil ser uma “pessoa-B” quando se vive em um mundo ditado pelo padrão ‘A’.

"Acorda, rapaz! E essa produtividade aê!?"

“Acorda, rapaz! E essa produtividade aê!?”

B de “Bom dia pra quem?”

Quando escuto as pessoas falando que acordam às 6:30 da manhã “ligadaças”, eu encaro a situação por dois segundos me questiono: quem chamou esse cara? e truco ladrão!”.

Uma pessoa assim é, para mim, tão estranha quanto um alienígena. Sou da filosofia de que antes das 10 da manhã não se deve dar bom dia a ninguém. O que não sabia é que isso não é uma filosofia, mas sim como eu sou, como meu corpo é.

Eu simplesmente não funciono antes das 10.

Tenho certeza absoluta que isso é muito comum. Tenho vários amigos que são como eu, mas que se matam para se manterem na sociedade oito-às-seis. Quando vim para BH, estudar e começar a trabalhar, nem meus pais, nem meus irmãos, nem ninguém, acreditava que eu conseguiria acordar a tempo de ir para o trabalho.

Em todos os empregos que tinham horários germânicos (são muito piores que os britânicos), eu estava sempre lá, no mesmo horário. Mas eu era apenas um pedaço um tanto quanto grande de carne sentado em uma cadeira. Sabe quando um dementador arranca a alma da pessoa e ela fica Don Lázaro para sempre?

Então, eu ficava assim até às 10.

Não foram poucas as vezes que me meti em encrenca por causa disso. Já apresentei marcas e campanhas às 8 da manhã. O que quer dizer que eu havia acordado pelo menos uma hora antes. As pessoas achavam que eu estava bêbado. E sim, sempre avisava que isso era horrível. Não era uma escolha, simplesmente era assim. No final das contas, virava motivo de piada e eu invariavelmente acabava pedindo demissão.

Até o momento no qual decidi que teria que trabalhar onde as pessoas são mais abertas com relação a isso. E eu tenho sorte de poder fazê-lo.

B de Flexível

Uma sociedade B vivendo em um padrão A.

E no nosso mundo, se você não se adequar a um padrão do status quo da sociedade (judaico-cristã-ocidental), você está fodido.

A mensagem é clara: espalhe a mensagem.

O site b-society.org está lotado de explicações detalhadas de como pessoas-B e pessoas-A podem conviver tranquilamente — ou melhor, produzir tranquilamente — em uma sociedade AB. São pesquisas mostrando que estudantes conseguem melhores notas quando aprendem na parte da tarde, que identificar uma pessoa-B no seu staff e utilizar isso em seu favor pode (e vai) aumentar a produtividade dela.

Tudo isso parece muito óbvio e existem várias empresas que trabalham dessa forma. Empresas criadas para a era que estamos vivendo agora, dirigidas por quem entende esse momento e as pessoas que fizerem ele acontecer.

Mas ainda não é o bastante.

Sim, essa agora é mais uma de nossas lutas diárias. Contra o machismo, contra o preconceito, contra bater em crianças e contra o “quadradismo” corporativo.

Tem empresa vivendo na era feudal, com sua ideias retrógradas e seus “Manuais de Colaboradores”. Se você gosta e é bom no que faz, não precisa se matar para se adequar às regras e filosofias com as quais não concorda. E nunca, jamais confie em alguém que chama seus funcionários de colaboradores.

A B-Society tem um manifesto que pode ser lido aqui.

E nele, há um grito para um levante, um uprising contra esse ‘quadradismo’. A ciência está provando que é bom para você, e bom para a empresa. Todo mundo sai ganhando. 

Pedro Turambar

Pedro tinha 25 anos e já foi publicitário. Ganha a vida fazendo layouts, sonha em poder continuar escrevendo e, quem sabe, ganhar algum dinheiro com isso. Fundou o blog O Crepúsculo e tem que aguentar as piadinhas até hoje. No Twitter, atende por @pedroturambar.


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  • Danilo

    Cara, estava pra fazer um post sobre isso. Andava pesquisando o assunto..rs
    http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u324626.shtml
    http://www.revistamelhor.com.br/textos/233/artigo222963-1.asp
    http://super.abril.com.br/saude/cronobiologia-ritmos-homem-438932.shtml
    Agora tenho mais uma referência.

    Pelo horário da postagem e tendo que trabalhar amanha na parte da manha, já dá pra perceber que tb faço parte da B-society!

  • Murillo Antonini

    Achava que eu era o único, isso realmente foi uma luz no fim do túnel.
    “Sabe quando um dementador arranca a alma da pessoa e ela fica Don Lázaro para sempre?” Sei, é exatamente isso.

    Parabéns, Pedro.

    • pedroturambar

      Num é horrível ficar Don Lázaro cara?? Ainda mais fazendo apresentações!! Obrigado cara. =D

  • Liberalino Maia

    Existe algum ponto do acordo ortográfico, que eu tenha deixado passar desapercebido, e que permita grafar substantivos próprios (Deus, por exemplo) com a inicial minúscula? Existem expressões apropriadas para causar um efeito de ênfase no texto, tão efetivas quanto “pelo amor de Deus”, as quais tanto dispensam o menosprezo pela fé alheia quanto propiciam o respeito às normas gramaticais.

    • Nélio Oliveira

      Deixa de ser chato. Ele é atleticano, e o deus ao qual ele se referia ou é o Reinaldo ou o Ronaldinho Gaúcho.

      • Tiago Xavier

        Não esqueça de São Vítor que hoje ultrapassa os deuses do olimpo.

      • Alexandre Nunes

        ~~~~~~São Vitor~~~

      • pedroturambar

        Santo Milagreiro

      • Nélio Oliveira

        Não, amigo, toda a banda mineira da minha família é cruzeirense, e eu espero que o Olimpia enfie a trolha tão fundo no rabo do GaLOL hoje que quem conseguir tirá-la de lá seja reconhecido como o novo Rei Arthur.

      • pedroturambar

        “GaLOL” identifica leitores bem humorados do Futirinhas ahahahaha.

        AHhahahahahaha achei sensacional a analogia com o Rei Arthur. Mas não irá acontecer cara.

      • JJDAMAN

        KKKK Só em um blog chamado papo de homem q um artigo com assunto tão interessante, vira discussão sobre ortografia, relião e acaba em futebol e baixaria. Tipo papo de bar. mto bom!

      • Tiago Xavier

        Galoooo

      • Nélio Oliveira

        sien más…

      • pedroturambar

        Isso é dor de cotovelo? ahahahahaha.

      • Tiago Xavier

        ahahahahahahahah

        Pedro, já escrevendo sobre ontem? Eu não me habilito, até agora não enetndi direito e olha que eu estava lá desde as duas da tarde.;

      • pedroturambar

        Estou tentando escrever… postarei no meu blog. =)

      • Nélio Oliveira

        Não, amigo, só não dá pra dispensar uma imagem genial dessas, um verdadeiro combo pra mim, que sou flamenguista por opção e cruzeirense no DNA.

        Mas o jogo de ontem foi DEMAIS, tenho que admitir. Acho que foi, junto com o Grêmio x Náutico que ficou conhecido como “batalha dos Aflitos”, o jogo mais emocionante que eu já vi que não fosse do Mengão ou da seleção.

      • pedroturambar

        Estar lá no Mineirão ontem foi de outro planeta. =)

      • Nélio Oliveira

        Cabe a você cavucar aí no PdH a oportunidade de ir pra lá de Marrakesh cobrir a derrota do Galo pro “mazembe” da vez (ou pro Bayern, o menos provável)… rs… Faço votos de que você consiga, sem sacanagem.

      • pedroturambar

        CARA ideia genial!

        Vou começar AGORA a fazer isso. E dedicarei a você caso aconteça. =D

      • pedroturambar

        Reinaldo. Sempre será Reinaldo.

        Ronaldinho tem que fazer muito mais pelo Galo para ser do tamanho de Reinaldo na nossa história.

      • Guest

        Só ganhar um brasileiro não?

      • pedroturambar

        Reinaldo não ganhou um brasileiro.

        Futebol é muito mais que títulos.

    • Alexandre Nunes

      concordo com você, à exceção de que “desapercebido” não se aplica ao contexto…

      • Liberalino Maia

        Obrigado pela dica. Realmente o adequado seria “despercebido”.

      • Alexandre Nunes

        ;-)

    • Guest

      A palavra deus (sim, minúsculo), é um substantivo comum, já que não se refere especificamente ao judaico-cristão, mas sim ao conceito de ser imortal, de poderes e forças e poderes sobre-humanos, que tinha poderes especiais sobre o homem e a natureza (ex. deus grego, cristão, romano, asteca, egípcio, etc.). A inicial maiúscula se aplica, como você diz, a nomes próprios, como Osíris, Alá, Posêidon, Jeová (o deus cristão, do hebreu יהוה, tradução ainda discutida), Tlaloc etc. Sim, ele pode escrever minúsculo e não, não há menosprezo algum contra a fé alheia.

      • Liberalino Maia

        Não é o que dizem os dicionários que eu consultei…

      • JRM

        Dicionário que consultei = bíblia.
        Menosprezo contra a fé alheia? Todo mundo é ateu com a religião ou não-religião dos outros.

    • pedroturambar

      Bom, eu ia dizer exatamente o que o ‘Guest’ disse para você. ;)

    • Samuel Santos

      Se eu não me engano o nome próprio mais aceito para o deus cristão é Javé.

      A palavra deus é um substantivo, não um nome próprio, portanto o errado é escreve-la com a inicial maiúscula. Mais errado ainda é achar que é um nome próprio.

      Mas, realmente… deixa de ser chato… heheheh

      • Liberalino Maia

        Não é o que dizem os dicionários que eu consultei…

      • taro

        Porra diga então o que os dicionários dizem

      • Liberalino Maia

        Não é o que os dicionários dizem (a propósito, eles dão a definição do vocábulo Deus), mas a forma como eles grafam a palavra, ou seja, com a inicial maiúscula. Exceto, por motivos de convenção, na chamada do verbete.

    • http://quartapessoa.blogspot.com Tarilonte

      O uso da palavra Deus, com d maiúsculo, é um caso de metonímia, mais especificamente a Antonomásia, que é a designação de algo ou alguém não pelo seu nome, mas pela qualidade ou circunstâncias que o tornaram famoso.

      Por exemplo: “Cidade Maravilhosa” refere-se especificamente ao Rio de Janeiro. E nesse caso é escrito com maiúsculas, pois é um substantivo próprio.

      • Liberalino Maia

        Legal. Isso eu não sabia.

    • Cristhyano

      Pelamor de dels, cara.

  • Nélio Oliveira

    Sou A total. 5h30 já estou de pé, e às 22h já estou dormindo pelos cantos.

    Uma sociedade “B” seria interessante, porque de cara melhoraria muito o problema do trânsito, né?

    Fora os “serviços de apoio”, que teriam que funcionar 24h por dia: os próprios motoristas de ônibus, cobradores, lanchonetes, polícia etc.

    (não precisa se preocupar em responder antes das 10h)

    • Kaio Bello

      A sociedade AB não necessita que os “serviços de apoio” funcionem 24h por dia. Na verdade a diferença aí está em umas 3 ou 4h.

      Uma pessoa da B-Society começa seu dia por exemplo as 10am e termina as 2am, vemos que em relação a você que afirmou ser um “A”, a diferença é de aproximadamente 4h.

      E pensando sobre o que você disse do problema do trânsito, realmente seria muito interessante se o padrão da sociedade se tornasse AB!

    • pedroturambar

      Nélio, são exatamente 11:04 agora respondendo seu comentário.

      Eu não tinha pensado nessa história do trânsito (talvez porque eu não dirija), mas mesmo o transporte público iria melhorar. Sim, mas as pessoas que trabalhariam nesses horários também teria que estar no ‘esquema’.

      =D

      • Wilson

        Se pararmos para refletir, grande parte da infra-estrutura urbana/funcional da sociedade sofre gargalo por conta do padrão 8-18. O parque energético do país é dimensionado não pelo consumo médio e sim pelo pico (geral chegando do trabalho às 19h, indo tomar banho, etc). A estrutura viária, mesma coisa. Mesmo a estrutura comercial (Estabelecimentos funcionam em sua maioria em apenas 1/3 do dia, deixando toda uma estrutura de produção ociosa no restante, devido ás restrições trabalhistas do padrão 8-18) tem potencial de ser melhor aproveitada. Libertar-se desse senso comum atual poderia ser bastante positivo para a sociedade em geral.

    • Carolina Oliveira

      Se eu responder agora, só vai ler amanhã as 5:30, já está dormindo… Rsrs… Mas concordo, seria uma espécie de rodizio de pessoas… Melhoraria muitas coisas…

  • Ismael

    E existe alguma explicação para o fato de que normalmente as pessoas “A” em sua maioria tem uma idade mais elevada?
    Por exemplo, não conheço ninguém com mais de 40 que seja “B”, e são raros casos de menos de 18 “A”.
    Isso também tem influência para crianças? Posso classificar a minha filha com 2 anos desde já?

    • pedroturambar

      Ismael, o ritmo circardiano, como diz a pesquisa, muda durante a vida..

      São sempre em “maiorias”. A maioria dos velhos é A, dos adolescentes é B.. e por aí vai. Mas tudo isso pode mudar. Eu por exemplo, até onde minha memória vai, SEMPRE fui B.

    • Guilherme Cruz

      O Jô Soares por exemplo é um cara profile B, mas existem muitas pessoas com esse perfil e mais de 40 anos, muitos ligados a arte.

      Chico Buarque já cantava “eu faço samba e amor até mais tarde, e tenho muito sono de manhã”.

      B aqui!

    • Gustavo

      Imagino que seja em grande parte porque há uns 20, 30 anos atrás, tudo parava à noite, até a mídia já ia fechando a programação lá pelas 23h, então ficou muito entranhado essa faixa de horário A.

      Hoje somos muito mais independentes em relação ao que fazer com o tempo, pode-se ver coisas na internet a qualquer hora e achar muita coisa funcionando 24h, o que vai criando uma nova faixa horária e não torna tão absurdo assim trabalhar de madrugada, por exemplo, tem amigos meus que rendem muito só depois das 00h

    • Mariana Missio Rocha

      Eu sou B e tenho a impressão de q meus pais (60 – 70 anos) tbm são. Não raro eu lembro de achar que era a única acordada em casa 2 da manhã e ver que minha mãe estava fumando e vendo tv enquanto meu pai estava fuçando na internet. Não sempre, até pq como a maioria das pessoas eles tem q acordar cedo e estão cansados no final do dia, mas é comum. A diferença q eu vejo é que com a idade é mais difícil aguentar dormir pouco só pra dormir na hora q prefere. Com 19 eu conseguia dormir bem mais tarde e acordar cedo relativamente disposta do q eu consigo agora com 29. Imagino q com eles seja parecido.

  • Tiago Xavier

    Entre aquele texto que critica a jornada de oito horas e este dá pra tirar um bom papo sobre reorganização social. Gosto muito de pensar em coisas assim.

    • pedroturambar

      Acho que é uma discussão muito boa. Pode ajudar muita gente. Imagina o tanto que o mau humor não ia diminuir.

      • damillamares

        me manda o sobre a jornada de oito horas pq não tou achando :/

  • James Moreira

    Eu sabia que alguma coisa estava errada!! Total a favor da sociedade B

  • Edson Boa Sorte

    Incrível as diferenças entre eu e minha esposa, sou A e ela B, eu entro as 8 da manhã no trabalho e ela as 11hs, portanto antes das 10hs ela não marca compromissos nunca, Ah pelo menos 32 anos… essa assunto vei acalhar e esclareceu alguns pontos que eu me questionava!! Muito interessante. Parabéns pela matéria!

    • pedroturambar

      Valeu Edson!

      Eu sou B e minha namorada é A. Já prevejo diversas situações por causa disso quando formos casados. =)

      • Reinaldo

        Um dos principais motivos da minha ex terminar comigo era porque eu sou do tipo B e ela do tipo A. Pena que na época eu não tinha uma matéria como essa pra esfregar na cara dela.. ;D

  • Guiller Ecar Lacerda

    Cara me identifiquei demais com o texto! Tem vezes que chega na hora do almoço e nem consigo lembrar direito o que fiz até as nove da manhã!

    Sempre achei que esse negócio de acordar cedo ainda era herança dos tempos que não tinha energia elétrica e todos eram obrigados a dormir cedo e acordar com os galos, mas parece que é muito mais profundo que isso! Minha genética é completamente da sociedade B!

  • Paulo Hoffmann

    É só ir trabalhar no shopping. O horário é das 14:00 as 22:00.

  • Marcus

    Não sei bem.. quando eu era mais novo era totalmente A, sempre acordava cedo sozinho, já começava a fazer afazeres e etc. Hoje em dia é muito difícil manter a rotina de acordar cedo e estar disposto pra tudo…

  • Silvia Dewes

    Adorei. Sou assim também e acho que as empresas deveriam considerar seriamente isso para sua maior produtividade.

  • Fabio Rossi

    Kara, não sei onde eu me encaixo nisso tudo. Eu odeio acordar cedo, mas acordo todos os dias 5:30 “ligado”, troco a fralda da minha filha, lhe dou “mamá” e levo para creche. Se ela chora 3hrs eu levanto e cuido dela. Se for 1h tbm. Não tenho mais horário fixo pra dormir. Durmo o quanto dá. E no fundo eu nem ligo muito. Só quando vou dormir bêbado que a coisa muda. Se ela chorar à noite meu corpo levanta, mas minha alma fica ali no quentinho….rs

  • Jaqueline

    Adorei os três últimos parágrafos!

  • http://lekkerding.com.br/ Lekkerding

    Acho que quem via Friends já desconfiava disso, mas ok.
    http://youtu.be/e7dtqd-vs-U
    Ótimo texto.

  • Sininho

    Sempre tive fuso horário próprio (mesmo criança, nunca ”funcionei” de manhã) e costumo dizer que qndo existirem Verde Mar 24h e salão de beleza de madrugada, minha vida vai ser perfeita. Graças a Deus consigo ganhar a vida trabalhando a noite -sou Dj- e não dependo tanto assim do lado ”A” da mundo, rs… Achei interessantíssima a observação referente ao trânsito, mas como você, eu também não dirijo. Sensacional essa matéria. Obrigada!

  • Marcelo

    Uma das coisas boa que já começam a se fazer pelo mundo a fora é o Home-Office. Pelo menos você não enfrenta o trânsito e ainda trabalha no conforto de sua casa. O ideal seria um Home-Office que o “controle de trabalho” seria dado através da produtividade do funcionário, que escolhe seu horário de trabalho, dependendo também é claro do cliente de seu serviço.

  • Paulo Mota

    “jamais confie em alguém que chama seus funcionários de colaborador.”

    Nunca li uma verdade tão absoluta. E sim sou uma Pessoa B, por isso vi essa matéria as 8h40 da manhã é só li agora.

  • Douglas Sousa

    B-Society já!

    Vivemos nesse padrão de rotina oito-às-seis mas não é todo mundo que se encaixa, acho até que muita gente não se encaixa, mas achei que nunca haveria um “plano de mudança”
    Privilegiados serão os que nessa vida conseguirem trabalhar numa empresa que futuramente adote os dois padrões, pois aparentemente essa mudança vai demorar séculos para se estabelecer.

  • Samuel Santos

    Cara… acredito totalmente na pesquisa, e acho que estou em algum ponto entre A e B…

    Mas não consigo deixar de pensar (sem nenhum preconceito ou julgamento, apenas tentando evoluir o diálogo) que é muito fácil culpar essa característica biológica por TODA a preguiça de um indivíduo.

    Afinal, como disse alguém aqui nos comentários, quando tenho que acordar de madrugada pra cuidar do meu filho com febre, meu “senso de prioridades” entende rapidamente a importância da situação, e vence QUALQUER sono ou preguiça ou estado de catatonia cientificamente justificável, e fica imediatamente alerta.

    Será que se essa apresentação da campanha que você fez as 8 da manhã fosse algo realmente importantíssimo pra vc, você estaria totalmente ligado e concentrado, mesmo que fosse as 5h ?

    Não estou discordando de nada, espero que entenda… sou totalmente a favor de uma sociedade onde cada um faz seus horários… trabalho com produção criativa e sofro com o “padrão A” todos os dias…

    • pedroturambar

      Samuel, concordo COMPLETAMENTE com seu comentário e com suas ponderações.

      Eu preferi deixar de fora essa ponderação. Eu podia estar apenas de corpo presente, mas eu estava lá e fazia o mínimo. Tudo que eu apresentei pela tarde, ou a noite, sempre me senti mais seguro e mais tranquilo.

      E eu sempre digo para meus amigos que me trucam quando acontecem situações especiais, como ter que acordar às 5 da manhã para viajar. Quando é uma situação especial, a gente acorda. A criança acaba crescendo e parando de acordar no meio da noite, fazendo voltar ao normal.

      Concordo também que isso não deve ser usado como desculpa. Mas é uma boa discussão. Quando a gente PRECISA mesmo a gente acorda, mas não está 100% nunca nessas situações.

  • Rafael 2M

    Fico contente com qualquer teoria que me ajude a racionalizar minha vagabundagem.

    • Paulo Jorge Ribeiro

      Ei, pera lá. Se você puser sua preguiça de vagabundo, no mesmo balaio da preguiça “metabólica” você corre o risco de usar seu metabolismo como muleta para se justifica seu desinteresse. Abre o olho!!

  • Marco Enrico Reis Alberto

    Caraca sensacional como sempre.

    Tenho o mesmo problema e nunca me perguntei se havia algum estudo sobre isso. Meu dia começa as 10hs e termina algo em torno das 2hs a.m.

    Numa sociedade (aqui digo por experiência nacional e não internacional) que sempre foi regrada a cultura industrial e corporativa das 8 às 18hs… fica muito difícil conviver de forma tranquila. Tudo foi feito pra que todos andem nas ruas nos mesmo horários. Trânsito, comércio, transporte. Minha teoria da conspiração é de que aqui em São Paulo, (e quiça no Brasil todo) todos fazem um esforço extra pra gerar essas rotinas e com isso gerar trânsito, fila, aglomerações.

    E isso está ligado exatamente ao artigo. Se nos tornássemos uma sociedade AB, tudo se encaixaria.. Haveriam turnos diferentes para pessoas diferentes, O trânsito se dividiria e fluiria melhor, ninguém ou quase ninguém trabalharia de mal-humor porque acordou cedo, e o comércio não perderia seus clientes, apenas dividiria melhor seu lucro durante o dia.

    Mas… nem tudo na vida é perfeito e ainda há muito no que se trabalhar pra que isso aconteça. Muitas empresas (em sua maioria são start-ups ou multinacionais com culturas diferentes) já prezam a qualidade de vida do funcionário e sabem que se tiver um horário flexível haverá aumento na produção, porém esquecem que ainda há uma gerência antiquada e inflexível que rege a vida dos seus subordinados.

    Enfim..

    Mais uma vez, belo artigo!

  • http://dicasios.blogspot.com/ Igor Oliveira

    Quero ver explicar isso pro seu chefe…

  • Renata

    sou B, sempre soube. Eu simplesmente odeio acordar cedo. Só que minha hora é 9h e vou até as 02h do outro dia. Nem que queira, consigo dormir antes disso. No trabalho äs 17 tenho as ideias mais brilhantes e fico toda espertinha …rs, começando a me ligar mesmo, depois do almoço (faço 7 horas corridas sem intervalo de almoço). Vida de médico, militar e professor, nem fufu!!

  • Emílio Norbert

    Eu sou um pouco diferente…

    Após o banho lá pelas 6:10 da manhã já estou 100% e meu rendimento fica muito bom até às 13:00…Depois almoço e volto de novo lá pelas 15:00…
    E quando chega às 19:00 meu rendimento cai novamente voltando ao normal às 21:00.
    Conclui-se que meu rendimento cai toda vez que faço uma refeição “pesada”, ou seja, o almoço e a janta antes da aula.

  • Leo

    Poxa, seria muito bom que essa ideia pudesse ser espalhada e vivenciada. Sou padrão B, ainda na faculdade e aula as 7:15 da manhã para mim é algo fora da realidade. Como você estou sempre lá, ao menos corporalmente, mas é mesmo um martírio se adequar a esse padrão madrugador.

  • Thais Martins Sousa

    Não é apenas uma questão de forçar milhões de pessoas a acordar mais cedo que o seu relógio biológico. A concepção de 8h às 18h está completamente ultrapassada. São as 8h às 18h que lotam o trânsito das “horas do rush” todos os dias, que fazem o funcionário ir para o trabalho só “bater ponto” e desperdiçar metade do tempo dele com inutilidades “porque ele tem que estar lá das 8h às 18h mesmo que não haja nada para ele fazer”. São as 8h às 18h que fazem todos dizerem “vem ni mim sexta-feira” e chorarem quando chega segunda. São às 8h às 18h que criam um imenso clima de linha de montagem na cidade, que morre após às 19 horas, e cria uma padronização não só do trabalho, mas do próprio lazer. A lógica de que todo mundo deve fazer as mesmas coisas do mesmo jeito. Trabalhar no domingo? Descansar na quarta-feira? Tirar 6 meses de férias? Dormir 2 horas da tarde?

    São as 8h às 18h que estão fazendo nós jovens terem um sentimento de uma vida desperdiçada, na qual gastamos o dia inteiro entre trajetos, bater ponto, almoços e etc para produzir 2 horas de trabalho, entramos em planos de carreira no qual as pessoas são recompensadas por tempo de serviço ao invés da competência ou pelo trabalho realizado e que o sonhamos com um emprego público, o ápice do desperdício, mas pelo menos o salário é maior para poder gastar nos finais de semana e sonhar com uma aposentadoria.

    Skinner foi genial ao dizer que ninguém precisaria trabalhar mais que 4 horas por dia, se realmente trabalhar 4 horas. Qualquer hora é hora de trabalhar, qualquer hora é hora de descansar. Work on demand.

    • bruno

      sensasional… falou tudo o que eu quis dizer e não consegui.

    • Tatiana Cunha

      Li uma vez (e concordo) que essa “vida desperdiçada” é o que sustenta a sociedade de consumo. Afinal, temos que nos compensar dessa vida miserável. Talvez por isso, mesmo com o advento da tecnologia, que permite a instalação de softwares que as empresas usam em casa e videoconferências, continuamos a cumprir as 8h, das quais a maior parte é inútil, todo santo dia, usando a maior parte do nosso salário simplesmente para sustentar nosso emprego (refeições, gasolina, estacionamentos ou transporte público, etc).

      • Felipe Cícero

        Eu estou desesperado pra conciliar minha área (faço Ciência da Computação) com essa visão de fuga da sociedade consumista, do proletariado padrão, tem sido uma missão quase impossível…

  • Adriano Garcez

    Está na hora do Papo de Homem colocar um botão Curtir pra aparecer na nossa timeline do Facebook.

  • Vinicius Epiplon

    Isso explicaria por que eu sinto falta de ar quando acordo apressado pela manhã ou muito cedo.

  • Iápeto

    Então o cafe é utilizado para pessoas B mudarem seus relógios biológicos temporariamente para A ? e sera que o cafe afeta o horário biológico do adolescente em formação ?

  • BrunoAlthoff

    Ótimo tema Pedro, ótima abordagem. Lembro que li algo a respeito disso em algum site de notícias e até brinquei com meus amigos sobre o ritmo deles, diferente do meu.

    Eu me considero uma pessoa A, com ritmo alongado, com uma jornada 8h de trabalho + estudos (menos agora que estou de férias). Acredito muito que a aplicabilidade dessa nova sociedade trará novos benefícios, dividindo a ‘hora do rush’.

    Tenho apenas um questionamento. Você coloca no final do texto assim:
    “Tem empresa vivendo na era feudal, com sua ideias retrógradas e seus “Manuais de Colaboradores”. Se você gosta e é bom no que faz, não precisa se matar para se adequar às regras e filosofias com as quais não concorda.”
    Eu tenho na minha cabeça muito a ideia de empresas como Google, Facebook, com horários flexíveis, e muito (mas muito) home-office, trabalhar descalços, paredes rabiscadas, salas inacabadas (ideia de constante mudança/crescimento), etc.

    Você acha que essas empresas não possuem um “Manual do Colaborador”, que impõe limites, tolerâncias, regras? E se não tiverem, como controlar?

    Parabéns pela abordagem!

    • pedroturambar

      Valeu Bruno!

      Bem, quando estava escrevendo o texto, eu comecei a me alongar muito nessa parte do “Manual do Colaborador”, acabei editando e deixando apenas isso aí que saiu.

      Não é que essas empresas que você citou não tenho um “Manual”, eles provavelmente tem um. Eu como designer gráfico já fiz e diagramei vários “manuais de colaboradores”… é pavoroso cara.

      O que as empresas basicamente exigem é uma escravidão com recompensa, e que você ainda tem que dar GRAÇAS a Deus por ter a chance de usar sua mão de obra naquela empresa perfeita e imaculada. É de dar nojo.

      Empresas como essas podem ter que ter um manual por causa do tamanho, e por serem mundiais. Mas quando você é aberto, objetivo e claro no que você quer para você e seus funcionários, os tratando como parte de VITAL do processo produtivo da empresa, você não precisa de um livro de regras.

      =)

      • BrunoAlthoff

        Fala Pedro.. Obrigado por ter respondido cara..

        Coincidentemente, acabei de fazer a revisão do Manual do Colaborador na indústria que trabalho. E, sinceramente, fiquei na dúvida se era realmente necessário o isso, mas, com crescimento, percebemos ser necessário. A maior parte das mais de 100 pessoas que trabalham lá não tem nem o ensino médio completo (infelizmente se formos exigir isso em nossa região, estamos bem fudidos), e o trabalho tem que ser bem diferenciado.

        Com isso, fizemos um trabalho que mostra os direitos e deveres, sempre citando leis, e ainda mostrando como valorizamos a presença deles em nossa pequena, mas crescente, organização. Acho isso importantíssimo, pois o sucesso depende sempre do engajamento de todos.

        Por outro lado, isso nos dá muita segurança no dia a dia, pois sabemos que todos tem o conhecimento das suas funções e competências. E também dá um suporte a eles mesmos, caso tenham alguma dúvida.

        Valeu Pedro!

      • pedroturambar

        Que isso, eu sempre respondo o máximo que posso. ;D

        Eu entendo a necessidade do Manual. Eu só não entendo o conteúdo, e o motivo dele ser sempre tão “quadrado”.

        Em nenhum manual que eu fiz eu confiei no que a empresa dizia. Em todos eles eu via do discurso do “Lobo” tentando convencer “Chapeuzinho Vermelho”. Talvez eu veja assim simplesmente por só ter visto um tipo.

        Nunca peguei um manual em que a empresa realmente a empresa era ~parceira do funcionário. E chamar de colaborador é o primeiro motivo que me faz ver o Lobo. Colaborador sou eu aqui para o Papo de Homem.

        Um editor por exemplo, que trabalha para o site, recebe salário e tudo mais, é um funcionário.

        De qualquer forma, eu não sou contra, eu só queria que as empresas fossem mais transparentes. Fossem objetivas e claras sem tentar parecer que é “amiga” ou “parceira” do seu colaborador.

        Você não precisa dizer pro seu amigo que você é amigo dele. Essa relação existe ou não independente do rótulo.

        Um abraço cara!

  • João Larousse

    Por experiência, eu acho que também não é bom confiar em alguém que pede para você “vestir a camisa da empresa”…

    • nara mello

      já passei por isso, ganhava 600 reais pra ser escrava, sob o nome de ‘estagiária de direito’ me mandavam fazer até faxina na sala e ainda vinham com essa conversa mole e absurda de vestir a camisa. PORRA, que falta de vergonha na cara viu!

  • Thiago Paulino

    Posso ser A e B ao mesmo tempo?

  • Lucas Silva

    Cara odeio acordar cedo. Costumo acordar completamente retardado e mal-humorado antes das 9, esqueço coisas nos lugares, tropeço… Mas o pior é que além disso tudo independente se como ou não tenho náuseas, e é assim desde que me conheço por gente.

    • Gustavo B. Becker

      Desculpa o pequeno atraso na resposta :), mas comigo é o mesmo, se eu como na mesma hora que acordo fico enjoado, tem q se passar pelo menos uma hora para que volte ao normal

  • Fabricio

    Artigo fino. Bom saber que eu não tô sozinho no mundo.

  • Ezegram

    Que texto maravilhoso de se ler! ^^

    O comércio nunca pararia, você teria mais um pouco da tal “liberdade” e não se submeter ao “sair de dia, dormir a noite”, enfim, seria muito bom, tomará que o mundo adote logo o padrão AB quero estar vivo quando acontecer.

  • rafa

    bando de preguiçoso da porra… procurando desculpinha científica pra justificar a preguiça… banda de fdp… tem é q acordar cedo pra trabalhar, porra.. eu levanto as 6 todo dia cambaleando de sono pedindo arrego… mas levando e não fico tentando me justificar na “pseudo ciência”

    • pedroturambar

      Parabéns cara. Boa sorte pra vc.

  • Marcos

    Cara eu já fui assim, mas já tive de mudar por ocasião de família e filhos. Porém até hoje não consigo me adaptar, meu horário é volátil e eu só levanto da cama quando estou me dirigindo ao trabalho, esse horário de 8 as 18 horas é pra matar um msm.
    Tem dias que até tô animado, me levanto bem disposto e vamos para o ralo, mas tem dias que realmente o horário se torna um fardo, visto que sou acostumado a dormir por volta da meia noite, qd durmo. Seria muito bom, visto que os dias de semana são para trabalho, os horários serem mais estendidos, com inicio mais longo, creio que realmente poderia ser mais aproveitável. Isso no número de empregos que seriam criados. Realmente vale a pena pensar nisso sim.

  • Igor Az

    INCRIVEL!
    Agora sim eu sei porque sofro tanto, quase não rendo na faculdade até as 10 da manhã, na verdade, fico pelos cantos tentando me manter acordado até as 10, quando chega as 10 o sono é tanto, que não consigo não dormir. Ai sim, quando acordo meio-dia, funciono MUITO melhor e vou trabalhar, não ligo de trabalhar até meia-noite se preciso, me faz bem, agora… acordar cedo, 5:30 da manhã, não dá MESMO!

  • nara mello

    eu me achava o pior ser do mundo por gostar de acordar ao meio dia e ir dormir as cinco da manhã :BBB
    lol
    passei por tantas coisas… não imaginava que meus problemas de socialização, atrasos e inúmeras dificuldades tinham uma explicação realmente humana.
    obrigada :3
    eu somente consigo ser eu mesma depois das 22h
    antes disso sou apenas um zumbi semi-consciente das coisas que faz
    e eu nunca fiz merda depois das 22h
    só faço merda quando sou obrigada pela vida a acordar no horário que ‘eles’ ditam
    LUZ NO FIM DO TÚNEL

  • nara mello

    porra eu faço os meus trabalhos só adentrando a madrugada, o silêncio é maravilhoso, a felicidade move meus pensamentos e minhas ideias fluem de maneira fenomenal.
    mas em compensação quando eu tenho que ir a um escritorio,comercio,ou qualquer
    merda dessas a depressão volta a bater na porta… eu amo trabalhar, eu não amo gente que me faz de escrava e dita as horas que eu devo fazer o meu trabalho,podre.

  • nara mello

    no meu caso,a manhã foi feita para eu dormir… meus melhores sonhos acontecem as 10h …

  • Ivan

    Conta mais sobre esse negócio de “colaboradores”. Recentemente comecei a trabalhar numa empresa que chama seus funcionários de colaboradores.

  • Beto D.

    Interessante essa idéia, e segundo esse conceito, me definiria como AB.

    A, porque gosto de acordar cedo, e pra mim é a hora que sou mais criativo, otimista e menos impulsivo.
    Durante a tarde (após o almoço), sinto que minha bateria fica meio baixa. Fico meio desanimado, levemente “preguiçoso” e isso se estende até as 18:00. Depois disso, fico pilhado novamente. Me programo diariamente pra dormir à meia noite, mas geralmente passo disso indo até 01:00 ou 02:00.
    Sempre fica um saldo de sono, que desconto em algum dia do final de semana dormindo de tarde ou dormindo até umas 10:00.

  • Sergio Peixoto Junior

    acho que a questão não é ter um horário exato… senão precisaríamos ter uma C-Society, D-Society e assim por diante, já que cada pessoa tem um ritmo próprio… a questão é cada um conhecer o seu ritmo e colocar ele pra trabalhar a seu favor… eu sou do tipo que funciona muito melhor de manhã (às vezes depois das 10h, às vezes bem antes) e também mais à noite… das 19h em diante, quando o telefone e os emails param ou pelo menos diminuem um pouco…. mas à tarde é meu ponto de baixa produtividade… é aí que entram algumas estratégias, quando é necessário terminar aquele projeto antes das 18h (afinal é o cliente que paga ele trabalha das 8h das 18h) ou aparece uma reunião… café, música alta nos fones, uma caminhada etc. Acho mais interessante que as empresas passem a valorizar a produtividade e a qualidade do que a afinidade com o relógio… entregar e entregar coisa boa e num prazo razoável deve valer mais do que só estar de corpo presente certo?
    Apesar de não serem maioria, muitas empresas já oferecem horários flexíveis…

  • Thomas Blum

    Fantástico! Já havia percebido isso em mim, mas não sabia que haviam estudos profundos do tema. Grande matéria! Gracias!

  • Pingback: A geração Millennials e a Sociedade B. | Blog - Solution Comunicação Estratégica

  • Taka

    E quem consegue ser produtivo a qualquer hora? Dependendo apenas da motivação , interesse , e aqui chegamos ao ponto , a maioria das coisas que as pessoas fazem não tem interesse/motivação , só querem saber da granhinha que vão ganhar no final.

  • T

    Esse debate vai longe!
    Sou “A” (forçada!). Sonho em ser “B”. Acredito que as mudanças sociais e
    governamentais serão grandes para que uma sociedade “B” realmente possa
    acontecer em massa. Um funcionário que trabalha no período de 22h às 06h custa mais que o mesmo funcionário trabalhando em horário comercial. Ainda
    não temos transporte público e tão pouco SEGURANÇA adaptada para essas jornadas flexíveis. Quando saímos da esfera do trabalho autônomo e pensamos em atividades realizadas em grupo, que somente podem ser feitas dentro da empresa e são atividades interdependentes de outras pessoas/empresas, a coisa começa a complicar. Dentro da minha atividade, só consigo resolver as coisas em “horário comercial”. Mas nada que não tenha solução, a partir de uma mudança radical em todo o sistema. Sou 100% favorável ao respeito aos horários
    individuais de cada um, mesmo porque, eu só “funciono em modo zumbi” antes das 10h da manhã!

    Infelizmente, algumas atividades não acontecem sob demanda programada/agendada. É necessário estar lá, no local, de plantão, muitas vezes à toa, esperando o cliente, o paciente, ou o problema que vai chegar e, precisa ser resolvida em pouco tempo. Mas também concordo plenamente, que existem muitas atividades que poderiam funcionar em “B” enquanto padecem em “A”.

  • Carolina Oliveira

    Tenho certeza que das 10 às 17h trabalho muito mais que das 8 às 18h…

  • Pingback: Não trabalhe 8 horas por dia | Rafa Heringer

  • Pingback: Sociedade B: preguiçosos ou incompreendidos? | Athos

  • Babi

    Matéria genial, mil vezes genial. Sou B total, não rendo nada antes das 10 e não durmo (nem por um decreto) antes das 2.

  • Pingback: Palavras do Rei #3 – Formas alternativas de trabalhar | AltDrop! Magazine

  • Rodrigo Paz

    Eu no momento estou digitando esse lamento, pois são 0:20 e eu gostaria mesmo era de continuar acordado, e aterrorizado por saber que acordarei às 6:30 pra trabalhar. Não consigo e nem gosto de dormir cedo!
    Infelizmente, sou daqueles que precisam de ao menos umas 8h de sono pra acordar bem, portanto já estou no prejuízo.
    Só em pensar no celular despertandor, e eu tendo que me arrastar pra fazer as coisas, olhando pra minha cama com um desejo enorme de voltar pra ela e sem poder, tedo que encarar aquela manhã chata, pálida e triste, passar por todo mundo com a cara amarrotada, a maioria insatisfeitos com toda a rotina que vem pela frente.
    Nada me agrada de manhã cedo, é terrível pra mim!!!
    :( :´( :Ó

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