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“Só ladrão mesmo pra ficar rico no Brasil”

Guilherme Nascimento Valadares

por
em às | PdH Shots, Trabalho e negócios


O Brasil foi o país com maior aumento percentual de milionários em 2011, segundo estudo divulgado pela Folha. Nossa população de magnatas saltou de 155 mil para 165 mil. No mundo, existem hoje cerca de 11.000.000 de pessoas cuja fortuna está na casa dos milhões.

Até aí, nada demais. A porta dos absurdos se abre ao ler alguns dos setenta e nova comentários recebidos pela matéria. Quase todos em tom acusatório, xingando nosso país por permitir a presença de tantos [corruptos/ladrões/sacanas/safados/etc etc].

Sério?

Me revira o estômago ver pensamentos limítrofes e rasos como esses em tantas pessoas. Como papagaios, seguem reclamando daquilo ou desse outro, mais privilegiado ou mais desonesto, ad infinitum. Reclamar, por si só, é um péssimo hábito. Dessa maneira besta, pior. Ora, se a realidade está ruim, aja para mudá-la.

Nessa sentido, tenho prazer em recomendar o programa A Classe Alta, desenvolvido pelo meu amigo de longa data, Seiiti Arata. Os mais fieis já o conhecem, é autor antigo. Roda o mundo, advogado, consultor da ONU, fundador da Arata Academy e empreendedor web serial. Em um de seus últimos projetos, ele me compartilhou o faturamento de R$30k vinte e quatro horas após seu lançamento.

Nas palavras do samurai:

O curso A Classe Alta aborda os truques de marketing e psicologia que aprisionam a classe média… e o que fazer para enriquecer. É uma sequência de vários vídeos (acesso ilimitado, sem prazo de duração e sem pagamentos adicionais) e de materiais bonus diversos voltados para os grandes pilares de construção de riqueza:

  • investimentos inteligentes
  • psicologia do consumo e otimização de economias
  • empreendedorismo
  • carreira pública e privada
  • qualidade de vida

Os quatro cavaleiros da pobreza

Aos interessados no programa do Seiiti, cliquem aqui para conhecer mais. As portas se fecham às 23 horas de amanhã (sábado). Depois disso, ninguém mais entra.

Recomendo forte.

disclaimer: o PdH recebe comissão nas vendas feitas por vocês usando os links acima. No entanto, nunca recomendamos algo desconhecido. Política de boa convivência da casa.

Guilherme Nascimento Valadares

Focado em comunidades digitais, conteúdo e desenvolvimento humano desde 2006. Na interseção desses três pilares, surgiram o PdH, o Escribas e O LUGAR (ex-Cabana). Formado em Comunicação, atuei bom tempo como estrategista digital.


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  • Luciana_Marques

    Poxa Guilherme, já tá ficando chato eu ficar te elogiando… Mas bora lá…

    Muito me preocupa a visão popularizada de que rico é ladrão e pobre é honesto. Fico muitíssimo feliz com a abordagem dada pelo texto.

    Particularmente, eu tenho combinado a satisfação pessoal com o planejamento para administrar minhas finanças… Acho que vai dar certo. ;)

  • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

    Como o Seitti escreveu no e-mail: corruptos/ladrões/sacanas/safados/etc não apareceriam em dados oficiais.

    “Ao invés de
    demonstrar entusiasmo com as possibilidades inúmeras de enriquecer (que
    exigem mudança de atitude e mentalidade), eles preferem criticar,
    dizendo que só é possível ficar rico roubando. A racionalização
    justifica permanecer na zona de conforto, sem fazer nada a não ser
    criticar.” – Seitti Arata

    A economia brasileira e o sistema financeiro nacional já estão sendo vistos como exemplo para outros países. Os nossos problemas estruturais de séculos (ex: corrupção, “jeitinho brasileiro”), estão sendo substituidos por regras claras e por uma Classe que tem força de vontade para provocar mudanças, com objetivos definidos e claro, querendo enriquecer sem prejudicar ninguem.

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Oi Tamura! Essas coisas de percepção são bem interessantes. Quem quer ver todo o progresso que você listou com certeza terá todo o embasamento para acreditar nas possibilidades. Assim como quem deseja acreditar no oposto, que estamos cavando o buraco cada vez mais fundo, também certamente encontrará todos os indicadores para comprovar a teoria. Abs!

  • Glendon

    O pior é que esse sentimento “O que ele faz pra ter todo esse dinheiro?”, infelizmente se deve ao nosso histórico (e ainda presente) forte de corrupção presente em todas as camadas de poder e classes sociais. O que ainda faz muita gente simplesmente esperar pela sua oportunidade de “tirar o seu”.

    Apesar de tudo, as coisas vem mudado num ritmo bom, muito jovens estão trabalhando forte com idéiais novas (com produtos e não maracutaias) e vontade de ser tornarem novos milionários de forma lícita. Particulamente cito o campo das starts-ups, tanto empresas de internet (mais famosas) como com outros produtos fisicos, tem muita gente trabalhando forte e se dando bem.

    Vejo isso como um ciclo interessante, com mais exemplos bons, outros copiam os exemplos bons e aos poucos vamos abafando os exemplos ruins – que geram mais exemplos ruim.

  • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

    Eu acho que que damos o valor errado para o dinheiro. Tem lugar no mundo que uma nota vale “um milhão de dinheiros” (que eu me lembre, é um país africano). Afinal de contas, o que é o dinheiro? Um papel que vale algo? Ou algo igual a ouro, prata, mercadorias que antigos mercadores trocavam em suas viagens?

    E eu não acho o comentário do cara tão raso quanto parece. Afinal, a economia é um jogo e só ganha quem joga nele. Quem não joga (Como muitos que criticam a “riqueza exarcebada” e é criticado), se dá mal. Como muitas vezes o jogo é ditado por quem está no poder…

    PS: que eu me lembre, foi um certo partido que está no poder hoje que antigamente criticava non-stop o jogo da economia e vinha com estes dizeres de “quem é rico é ladrão”. E a população pegou. Hoje, eles (o do certo partido) são os ricos…

    • http://www.facebook.com/frech0 Fernando Rech

      Assim o dinheiro não é uma coisa simples de se explicar, vale até um bom artigo aqui no papodehomem, mas sugiro a você esse vídeo do Zeitgeist explica bem,mas é um pouco conspiratório
      http://www.youtube.com/watch?v=NT-2fenmLnc

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=1705812045 Thiago Atanazio

    “É mais fácil um camelo passar em um buraco do alfinete do que o rico entrar no reino dos céus”Acho que é o tipo de pensamento que vem enraizado na gente desde a criação, é cultural é religioso, associar a imagem de homem rico a má pessoa, não fomos criados com a ideia de que o trabalho dignifica o homem, não é nossa cultura, por isso sempre que tem um novo rico se pensa em formas ilícitas, e não que o cara ralou para conquistar o que tem

    • Leo

      É buraco de agulha! ;)

  • Carlos Chagas

    Ótimo artigo mas não muda o fato que o comentário esta correto, o não quer dizer que seja bacana de aceitar, mas ignorar que grande parte desses “novos milionários” muito provavelmente esta ligado a politica ou a empresas que tem relações com algum tipo de orgão governamental seja por meio de “parcerias” ou licitações é não querer ver o óbvio.

    • Leandro

      Há dois problemas nesse tipo de afirmação:

      1) Não é óbvio. Nem o estudo em questão e nem algum outro (confiável) divulgam uma lista com cada um desses novos milionários e o ramo em que atuam. Posso afirmar que parte considerável desses novos milionários é formada por jogadores de futebol que mantêm suas contas no Brasil, que será um chute vazio do mesmo jeito.

      2) Há certa ilusão a respeito do fornecimento para órgãos públicos; empresa que fornece para instituições governamentais só ganha licitação com favorecimento. Isso é exceção, não regra. Há empresas que treinam pessoas e criam setores próprios para enfrentar a Via Crucis da lei 8.666/93 (chata, chata, insuportável), e elas se tornam “especialistas” em concorrências públicas. Quem conhece melhor as regras do jogo possui mais chances de ganhar. Não há absolutamente nada errado nisso. Mais imoral, ao meu ver, está o comprador de empresas privadas que aceita benesses de vendedores para aprovar um produto de qualidade inferior. Esse aí também tem chances de estar dentre os novos milionários.

      • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

        Gostei bastante do comentário, Leandro! Não conheço a metodologia exata usada no estudo, mas provavelmente eles usaram dados “oficiais”, que são baseados em valores declarados. Nenhum bandido declara (a não ser em casos sofisticados de lavagem de dinheiro) e, portanto, o meu chute é que os números indicados são de trabalhadores que suaram para conseguir chegar ao primeiro milhão.

        Sobre o segundo ponto, pelo pouco que sei do assunto, realmente a licitação é complexa e são poucos os que conseguem a maturidade suficiente pra entender as regras do jogo e terem uma oportunidade real. Mas assim é o mercado.

      • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

        Bem importante esse comentário, uma grande empresa aqui de Florianópolis, pulou de 15 para 1000 funcionários em 12 anos. Os donos estão milionários. Fornecem basicamene para o setor público e tem um time de especialistas na 8.666.
        Favorecimentos a parte, eu notei, entre meu circulo de amigos e colegas muitos deles ganhando bastante dinheiro, a maioria na verdade, aumentando os bens materiais, trabalhando em grandes empresas. E quanto aos jogadores de futebol, muitos deles estão optando por ficar aqui, agora o Brasil pode pagar os salarios também.
        Eu mesmo melhorei minhas condições!
        E tem uma coisa que me chama atenção, a quantidade de pessoas que prestam concursos públicos ou trabalham no setor público e ficam criticando os milionários!! hahaha
        Arrico dizer que a maioria dos servidores públicos e concurseiros está só querendo mamar na teta do Governo e não faz nada pra mudar também.

      • rgm melo

        Arrisco dizer dizer que você está bastante equivocado. Os servidores públicos que eu conheço não querem mamar na teta do governo, de certo, há um certo comodismo quando se entra no funcionalismo público: a garantia do salario no final do mês. Mas isso vai de pessoa pra pessoa. Eu tenho um amigo que ser servidor público pelo simples fato de ser servidor, de realmente servir ao público e ele acredita nisso.”Mamar na teta” é uma falácia, e que somente percebi quando entrei pro serviço público. E não entrei pra mamar, entrei poque foi a primeira oportunidade real que tive pra poder chegar onde quero. Hoje trabalho nas duas esferas, pública(sou Engenheiro do estado) e privada(professor Universitário). Sei as vantagens e desvantagens de cada uma. São perfis bem diferente e nem todo mundo se adapta a uma ou a outra.

      • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

        Muitos que EU conheço também querem servir. Mas, tente não reduzir o significado das coisas pela sua percepção. Eu presto serviços de consultoria para empresas públicas e observo o oposto do que você descreveu ai. Uma puta má vontade de trabalhar e fazer as coisas acontecerem, bem diferente de empresas privadas, que atuo tmabém…afinal, o salário vai chegar no fim do mês de qualquer jeito. E (arriscando novamente) você, como engenheiro do estado, provavelmente se envolve em projetos em que a participação de empesas privadas é alta. Mas de qualquer forma, parabéns pelo tabalho de professor e engenheiro. Acho que você está nessa lista ai hein!?

      • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

        @google-ce9dbf53948712e382dd15de59bed091:disqus e @Andre_Tamura:disqus é verdade o que foi dito: tem um amigão meu que saiu do setor privado e foi trabalhar em uma agência regulatória do governo. Ele está trabalhando MUITO mais do que na época em que trabalhava em empresa. O trabalho é estimulante, criativo e além de tudo contribui demais para a qualidade de vida de todos os consumidores brasileiros. É algo realmente muito louvável. Assim como foi dito aí no outro post sobre a Geração X e Y, a gente tem que aceitar as diversidades que enriquecem muito nossa percepção e convivência

      • Leonardo

        Como engenheiro do Estado você sempre consegue implementar a melhor solução existente, ou acaba ficando com a melhor solução permitida/aprovada?

      • http://profiles.google.com/1bertorc Humberto Ramos Costa

        Não é um chute no vazio é fácil saber o setor que atua e quais as relações com o governo. Eike Batista mesmo coloca menos de 1% do seu dinheiro nos investimentos, quase tudo é do BNDES, subsidiado claro.
        Com 40% de imposto não há como fazer dinheiro sem uma BOA ajuda do governo.
        Fornecer para o governo não é privilégio é só uma venda para um cliente grande e se a operação for ‘limpa’ não tem nada de errado. Privilégios são os setores altamente controlados pelo governo que fazem tantos milionários e os financiamentos escandalosamente subsidiados que o BNDES faz.

      • http://profiles.google.com/1bertorc Humberto Ramos Costa

        Para não ficar sem exemplos: Petróleo, Comunicações, Infra-estrutura, Financeiro. Agora cruze essa lista com os investimentos dos tais milionários…

  • http://guitarrismos.wordpress.com/ Rafa

    Puxa, uma pena ficar sabendo desse curso so agora. O mes esta acabando e eu to segurando os poucos dinheiros que restam na minha conta. Classe media sofre :P

  • http://www.facebook.com/gregorio.manoel.9 Gregório Manoel

    há muito tempo eu deixei de me chocar com os comentários do leitores da FSP. É impressionante a mente estreita e cheia de preconceitos de grande parte deles. Acho que o anonimato da internet permite às pessoas soltar o lado mais negro das pessoas.

    • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

      Em tempos de comentários com nomes, acho que o fator “anonimato” se quebra. Hoje está mais para o fator “impunidade”. Enquanto existir o termo “liberdade de expressão”, vai existir pessoas falando o que a gente não quer ouvir..

  • Gustavo Augusto R. Abreu

    Excelente texto!!!
    Não sou milionário nem mesmo rico, mas estou lutando e estudando pra um dia chegar lá, e me surpreendo com o pensamento limitrofé e recalcado da maioria dos Brasileiros que acha que pelo fato de alguém ter “vencido” na vida, significa que ele roubou ou tem aliança com o governo.
    Infelizmente o Brasil não tem um cultura da valorização pessoal, da busca do individuo pelo seus anseios, e desejos.
    Aquela pessoa que é capaz de superar seus limites e com isso atinger altos niveis de realização pessoal.
    Isso chega a tal ponto, que ás vezes isso é visto como algo pernicioso na nossa sociedade, enquanto em países desenvolvidos esse é o topo de realização e superação que um individuo pode conquistar na vida.
    A um pensamento coletivo (em parte de fato válido, haja visto a nossa trágica historia desde a colonização até o séc XX, acerca das espoliações, corrupção e dos abusos de poder por parte de pesoas que estão em cargos altos no país) mas infeizmente esse tipo de pensamento de que apenas o pobre é honesto, não só serve como muleta espiritual, tentando colocar a grande maioria das pessoas numa zona de conforto (haja visto que o unica coisa que essas pessoas podem ser orgulhar e de serem pobres), como está bem longe de ser verdade que os pobres são honesto apenas por pertencerem a sua faixa economica.
    A realidade sempre mostra o contrário apesar de sempre temos caso de corrupção envolvendo milionários na midia, tendo pensar a sociedade através de um ponto de vista bem sociológico, a pobreza tende a gerar mais crimes exatamente por terem mais carência de coisas basicas.
    Pobreza não é motivo de orgulho em nada, pois ela pode ser tanto material, quanto espiritual e cultural.
    Quase na maioria das vezes

  • http://profiles.google.com/1bertorc Humberto Ramos Costa

    O curioso é que por contraditório que seja tanto o título (que tenta ser irônico) quanto o texto estão corretos sob um certo ponto de vista.
    Deixando claro: Para ser rico no Brasil (ou em qualquer outro país socialista) só sendo ‘amigo do rei’. Como muitos consideram ser ‘amigo do rei’ roubo então o título está correto.
    Em alguns outros países a coisa era menos ruim, mas vem piorando (EUA inclusive). Cada vez mais o Estado assume o papel que sempre teve de tirar dos pobres e dar para os ricos e consegue vender isso como se fosse uma boa idéia.
    De qualquer maneira o texto também está correto já que cruzar os braços é bem pior. O ponto é achar o equilíbrio entre seu estômago, favores estatais, empreendedorismo e seu bem estar financeiro e mental.

  • http://www.facebook.com/people/Aubert-Alves/100001239110187 Aubert Alves

    Cara, tive a oportunidade de ser da primeiríssima turma do A Classe Alta. Só tenho positividade a relatar. Apesar de não ter me tornado empreendedor no sentido mais “Fácil” da palavra, hoje meu comportamento financeiro, por exemplo é outro. Antes de entrar nesta turma eu jamais imaginaria que hoje eu teria uma variedade de investimentos que tenho hoje (modestos, mas estimulantes), a segurança financeira, a vontade de ser e conseguir mais: o sangue nos olhos!!!
    Além dos ensinamentos ninja do Seiiti, o relacionamento entre os participantes vale seu tempo investido. Tenho certeza que de lá sairão futuros “ladrões” pra figurar nesta lista, sem exageros de minha parte.

  • Leonardo

    Guilherme, faltou tocar numa questão chave: por que o povo pensa assim? Frequentemente eu assumo o papel de advogado do diabo quando discuto o preço de carros no Brasil, e o povo sempre vem com o bordão “lucro abusivo”, como se o lucro fosse feio e as pessoas fossem obrigadas a comprar um carro zero.

    E aí vem a luta de classes que a gente vive no Brasil desde sempre: pobres vs. ricos. Pobre é bonzinho, rico é malvado. Como isso começou? Por que isso continua?

    Eu não me espanto ao ver que a maioria dos comentários fala em ser desonesto (ou no mínimo pouco ortodoxo) pra ficar milionário, pois temos exemplos famosos. A questão não é nem “ser ladrão”, mas sim as práticas pouco éticas adotadas por muita gente para tal. Por exemplo, o corretor de imóveis que oferece 10% do valor do imóvel para um ingênuo casal de velhinhos. É ilegal? Não. Mas não é honesto nem moral. E acho que é isso que as pessoas criticam, especialmente no Brasil, onde a ética e a moral andam meio desvalorizadas e quem ainda as preserva não recebe muito em troca além da consciência limpa, que não enche a barriga nem paga as contas.

    Não acho que seja realmente difícil acumular milhões, mas dependendo da área de atuação o caminho do pote de ouro começa no chiqueiro e termina atrás de uma cortina.

    • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

      o lucro e os impostos no Brasil são SIM abusivos. Ou o que mais justifica um carro de fabricação nacional custar, muitas vezes, 2/3 do preço praticado no Brasil no exterior? (e considere que quando vendido no exterior já tá implicito o lucro de transporte, da montadora, dos intermediadores e todos os impostos cabíveis até então já foram recolhidos).

      • Leo

        Você é funcionário ou autônomo?

      • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

        autônomo!

      • Leo

        Por que você não passa a cobrar metade do preço a partir de hoje?

      • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

        não cobro metade do preço a partir de hoje porque tenho piso salarial assegurado por lei e tenho que sustentar uma porrada de come-e-dorme que elejo!

      • Leonardo

        Você é autônomo, pode cobrar quanto quiser. Não é obrigado a se submeter a piso “salarial”, já que autônomos têm apenas uma tabela de referência estipulada pelo sindicato, a qual você não é obrigado a seguir.

      • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

        não cobro metade do preço a partir de hoje porque tenho piso salarial assegurado por lei e tenho que sustentar uma porrada de come-e-dorme que elejo! =)

      • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

        por exemplo: explique como o MESMO modelo, de fabricação nacional (FIAT 500 Sport Air 1.4) custa R$47.580,00 – pelado – aqui no Brasil e $8.990.000 (em pesos chilenos) ou R$36.859,00 – também pelado – no Chile?
        Isso de acordo com o site da FIAT Brasil e FIAT Chile.

      • Leo

        O Fiat 500 é feito no México e chega à concessionária em sua versão mais barata com nota de fábrica no valor de 39.000 reais.
        O concessionário vai vender o carro por 42 mil reais e dos 3.000 reais de “lucro”, precisa tirar os impostos que paga (inclusive indiretos como o IR, ICMS da conta de luz, água e telefone), bancar a infraestrutura, pagar comissão e salário de vendedor, anúncios em jornal, e até o cafezinho que eles servem às pessoas que só entram na loja pra conhecer o carro.

      • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

        certo então. partindo do princípio que o carro fabricado no México saia de lá com o mesmo preço para Brasil e Chile e que o frete tenha valores similares. O que justifica o mesmo modelo ser R$10721,00 mais caro no Brasil, visto que lá também tem que bancar infraestrutura, pagar salário e comissão para vendedor, anúncios, cafézinhos e impostos?

      • Leonardo

        Os impostos de lá são menores que os de cá. Só isso.

      • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

        certo então. partindo do princípio que o carro fabricado no México saia de lá com o mesmo preço para Brasil e Chile e que o frete tenha valores similares. O que justifica o mesmo modelo ser R$10721,00 mais caro no Brasil, visto que lá também tem que bancar infraestrutura, pagar salário e comissão para vendedor, anúncios, cafézinhos e impostos?

      • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

        certo então. partindo do princípio que o carro fabricado no México saia
        de lá com o mesmo preço para Brasil e Chile e que o frete tenha valores
        similares. O que justifica o mesmo modelo ser R$10721,00 mais caro no
        Brasil, visto que lá também tem que bancar infraestrutura, pagar salário
        e comissão para vendedor, anúncios, cafézinhos e impostos??

  • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

    se você aparece com uma Ferrari aqui no Brasil amanhã: “nossa, quem ele roubou?”
    se você aparece com uma Ferrari em outro país amanhã: “parabéns pela conquista”

  • Bandeira

    Para quem acha que o problema do Brasil está na Corrupção, basta dar uma olhada no quanto este Brasil arrecada com os Impostos e Tributos (R$ 1 Trilhão) e quantos minguados vai para a) Educação ; b) Saúde c) Segurança etc…
    Quantos milhões vão para os corruptos …. ??
    -E se eu te falar que ao invés da “goteira” da corrupção, existe um tubo de 200 mm que está consumindo sua “conta de água”, algo perto de 500 Bilhoes de Reais por ano ?? Para rolar ou enrolar uma dívida que não sabemos quem criou e para quem é pago ?? … aí entram Bancos, Fundos de Pensões, Investidores etc… Que aproveitam essa sede do Governo, que começam a se ver em apuros com a queda da Selic…. é muita grana mal gerenciada…

    http://www.portaldatransparencia.gov.br/ – Este site criado pelo Governo, onde podemos consultar nossos representantes políticos, recebimentos dos funcionários públicos, onde mostra as contas pagas…

  • http://profiles.google.com/1bertorc Humberto Ramos Costa

    Vale tudo para salvar os empregos que a indústria automobilística gera. Com a desculpa dos empregos governo e empresários tiram muito dinheiro do consumidor. Ao contrário de outros setores o consumidor de carro praticamente não tem alternativa por isso tanto o governo quanto os empresários pode colocar o preço que quiserem que o consumidor é obrigado a pagar. Enquanto o eleitor raciocinar no emprego com valor absoluto isso não vai mudar. Como diz um videzinho mencionando Hayek (não sei se a frase original é dele): “Empregos não são um fim por si mesmos… Se você colocar todo mundo no exército e na marinha, estaremos todos empregados e não teremos nada para comer”.

  • http://profiles.google.com/1bertorc Humberto Ramos Costa

    Sobre a questão das moedas há 3 pontos:
    1) Alguns povos tem uma cultura de unidades menores para troca… Como por exemplo o Japão, mas é claro que isso não é problema se sua casa custa 3 vezes mais dinheiros mas você ganha 10 vezes mais dinheiros tudo está bem melhor.
    2) Geralmente quando as pessoas mencionam ‘dinheiros sem valor’ estão falam de situações inflacionárias. Apesar da confusão de um monte de índices e termos a inflação REAL é a causada quando o governo emite muita moeda e ela acaba perdendo o valor ao longo do tempo, o que aconteceu recentemente No Zimbabue, no Brasil e na Alemanha na primeira metade do século.
    3) Para comparar moedas é preciso falar de paridade e para isso é preciso algum índice. Aproveitando o polêmico tema dos carros vou citar um artigo que escrevi há algum tempo para o Noticias autmotivas:
    http://www.noticiasautomotivas.com.br/o-indice-big-mac-e-a-comparacao-de-precos-de-carros/
    (Este é o posto original de minha autoria a coisa rendeu outros posts simlares depois de outros autores)
    Eu falei recentemente sobre empregos em outro post aqui do PdH também sobre imigração mas não consegui achar o post original para citar.

  • JeanPierreDeFreitas

    Sobre o tema que abre o texto nada declaro, mas, deixo meu comentario sobre o curso indicado.
    Estou fazendo, vale a pena.

  • JeanPierreDeFreitas

    Sobre o tema que abre o texto nada declaro, mas, deixo meu comentario sobre o curso indicado.
    Estou fazendo, vale a pena.

  • JeanPierreDeFreitas

    Sobre o tema que abre o texto nada declaro, mas, deixo meu comentario sobre o curso indicado.
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  • JeanPierreDeFreitas

    Sobre o tema que abre o texto nada declaro, mas, deixo meu comentario sobre o curso indicado.
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  • JeanPierreDeFreitas

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  • JeanPierreDeFreitas

    Sobre o tema que abre o texto nada declaro, mas, deixo meu comentario sobre o curso indicado.
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  • JeanPierreDeFreitas

    Sobre o tema que abre o texto nada declaro, mas, deixo meu comentario sobre o curso indicado.
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  • JeanPierreDeFreitas

    Sobre o tema que abre o texto nada declaro, mas, deixo meu comentario sobre o curso indicado.
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  • JeanPierreDeFreitas

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  • JeanPierreDeFreitas

    Sobre o tema que abre o texto nada declaro, mas, deixo meu comentario sobre o curso indicado.
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  • JeanPierreDeFreitas

    Sobre o tema que abre o texto nada declaro, mas, deixo meu comentario sobre o curso indicado.
    Estou fazendo, vale a pena.

  • JeanPierreDeFreitas

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  • JeanPierreDeFreitas

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  • JeanPierreDeFreitas

    Sobre o tema que abre o texto nada declaro, mas, deixo meu comentario sobre o curso indicado.
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  • JeanPierreDeFreitas

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  • JeanPierreDeFreitas

    Sobre o tema que abre o texto nada declaro, mas, deixo meu comentario sobre o curso indicado.
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  • JeanPierreDeFreitas

    Sobre o tema que abre o texto nada declaro, mas, deixo meu comentario sobre o curso indicado.
    Estou fazendo, vale a pena.

  • Valter Rodrigues

    Guilherme faço algumas observações:
    1) O texto existe em função do curso Classe alta.
    2) Poderia seguir uma proposta diferente indo direto para o assunto, inclusive mudando o título.
    3) Mas tudo bem. Captei vossa mensagem.

  • Lucas Carvalho

    só digo que, se fosse fazer um top 5 de coisas que mais me enojam na face da terra, colocaria os comentários dos sites da folha de são paulo e do uol em uma posição muito privilegiada. e olha, esse caso aí não é nada: experimenta ver notícias que citam uma pessoa, em específico. o tipo de coisa que é escrita ali dá uma impressão de que o mundo tem uma quantidade de gente sem nenhum senso de empatia e realmente cruel e maldosa muito maior do que a gente imagina.

    não é incomum você ver coisas do tipo “matem logo esse bandido” (o brasileiro condenado a morte por tráfico na tailândia), “menina vagabunda, chora agora!” (jade barbosa fora das olimpíadas), “sapata incompetente, suma do brasil” (sobre qualquer notícia com a dilma), “viado não presta” (notícias sobre homofobia). não dá nem pra rir, sabe? não é uns casinhos isolados, são mais de mil comentários diferentes com esse teor de ódio em algumas notícias.

    deveriam fechar aquela porcaria de caixa de comentários só pra poupar o universo de uma coisa tão nojenta, e democracia é o meu caralho.

  • Daniel Pereira

    Como dizia o Tom Jobim: No Brasil, sucesso é ofensa pessoal.

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