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	<title>Papo de Homem - Lifestyle Magazine &#187; Entrevistas e perfis</title>
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		<title>Roger Corman &#124; Homens que você deveria conhecer #25</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jan 2012 11:09:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Caraça</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas e perfis]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Uma das gratas surpresas da última Mostra Internacional de Cinema de São Paulo foi o documentário O Mundo de Corman: Aventuras de um Rebelde de Hollywood de Alex Stapleton, o qual narra a trajetória de Roger Corman. Chamado de rei dos filmes de baixo orçamento, produziu quase 400 obras (até o momento em que você [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das gratas surpresas da última <a href="http://35.mostra.org/" target="_blank">Mostra Internacional de Cinema de São Paulo</a> foi o documentário <em><a href="http://35.mostra.org/filme/cormans-world-exploits-of-a-hollywood-rebel/" target="_blank">O Mundo de Corman</a>:</em> <em>Aventuras de um Rebelde de Hollywood</em> de Alex Stapleton, o qual narra a trajetória de Roger Corman. Chamado de rei dos filmes de baixo orçamento, produziu quase 400 obras (até o momento em que você lê esta matéria), tendo dirigido mais de 50 delas. Além disso, foi trabalhando para ele que nomes mais tarde importantes tiveram a sua primeira chance na indústria de cinema.</p>
<p><span id="more-50749"></span></p>
<div id="attachment_50766" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/roger-corman-homens-que-voce-deveria-conhecer-25/roger_corman/" rel="attachment wp-att-50766"><img class="size-large wp-image-50766" title="Roger Corman" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Roger_Corman-620x521.jpg?95884c" alt="" width="620" height="521" /></a><p class="wp-caption-text">Esse aqui é o Roger Corman, o homem por trás de muitas coisas boas de Hollywood</p></div>
<p>Roger William Corman nasceu em 1929 na cidade americana de Michigan e se formou em engenharia industrial na Universidade de Stanford. Mesmo com o diploma, ele começou a trabalhar como mensageiro na 20th Century-Fox e logo foi promovido a analista de roteiros. Decepcionado com o pouco crédito recebido, resolveu abandonar o emprego para estudar literatura na Universidade de Oxford. Voltou para Los Angeles em 1953 e deu início a sua longa carreira como roteirista, diretor e produtor.</p>
<h3>Os primeiros trabalhos</h3>
<p>Roger conseguiu vender seu primeiro <em>script</em> para a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Allied_Artists_Pictures_Corporation" target="_blank">Allied Artists</a>, uma empresa responsável por filmes baratos. O resultado foi o policial noir <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Highway_Dragnet" target="_blank">Highway Dragnet</a></em>, lançado em 1954 e com direção de Nathan Juran (de <em>Simbad e a Princesa</em>, 1958). Corman ficou muito insatisfeito com o produto final e, a partir daí, decidiu ele mesmo financiar os seus roteiros.</p>
<p>Produzido com apenas 12 mil dólares, <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Monster_from_the_Ocean_Floor" target="_blank">Monster from the Ocean Floor</a></em> (Wyott Ordung, 1954), terror sobre uma ameba gigante que aterroriza banhistas incautos em um vilarejo mexicano, foi vendido para os distribuidores por 100 mil dólares e, graças ao enorme sucesso nas bilheterias (rendeu dez vezes o que custou), estabeleceu o nome de Corman na indústria. Com <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Fast_and_the_Furious_(1955_film)" target="_blank">The Fast and the Furious</a> </em>(John Ireland e Edward Sampson, 1954), teve início um acordo de distribuição com a American Releasing, que depois mudaria seu nome para <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/American_International_Pictures" target="_blank">American International Pictures</a>. A parceria entre Roger Corman e a AIP se tornaria uma das mais celebradas na história do cinema fantástico.</p>
<p>Corman estreou como diretor com <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Swamp_Women" target="_blank">Mulheres do Pântano</a></em>, seguido pelos faroestes <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Five_Guns_West" target="_blank">Cinco Revólveres Mercenários</a></em> e <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Apache_Woman" target="_blank">Pistoleiro Solitário</a></em> (todos de 1955) e até o final daquela década manteria uma média de seis obras lançadas por ano, experimentando com diversos gêneros (faroestes, policiais, dramas de prisão, ficção científica, terror, etc). Apesar de produzidos com pouco dinheiro, esses filmes se distinguiam dos concorrentes, fosse por causa do roteiro bem acabado ou da criatividade de Corman na realização dessas histórias.</p>
<p>Sua capacidade de filmar rapidamente, enxugando custos e ainda assim conseguir produzir uma obra de qualidade se tornaria lendária ao longo dos anos. Não se deve generalizar, confundindo cinema barato com o cinema ruim, de pouco ou nenhum valor. Mesmo com o acabamento precário de alguns filmes, Corman nunca permitiu que isso anulasse as chances de entreter o público.</p>
<div id="attachment_50770" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/roger-corman-homens-que-voce-deveria-conhecer-25/swamp_women_poster_03/" rel="attachment wp-att-50770"><img class="size-large wp-image-50770" title="Roger Corman" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/swamp_women_poster_03-620x484.jpg?95884c" alt="" width="620" height="484" /></a><p class="wp-caption-text">Os cartazes dos filmes de Corman também são sempre ótimos. Esse aqui é o do &quot;Mulheres do Pântano&quot;</p></div>
<p>Décadas mais tarde, Corman lançaria a sua autobiografia chamada <em><a href="http://www.amazon.com/Made-Hundred-Movies-Hollywood-Never/dp/0306808749" target="_blank">How I Made A Hundred Movies In Hollywood And Never Lost A Dime</a> </em>(algo como &#8220;como eu fiz centenas de filmes em Hollywood e nunca perdi um centavo&#8221;). Pura enganação do título. Ele perdeu grana com <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Intruder_(1962_film)" target="_blank">The Intruder</a></em> (1962), que tinha William Shatner no papel de um personagem odioso, um agitador que incitava o ódio racial em uma pequena cidade sulista norte-americana. Com uma trama ao mesmo tempo complexa e corajosa para seu tempo, o filme não foi capaz de recuperar os 80 mil dólares investidos. Ainda assim, é a obra que Corman diz ter mais orgulho dentre todas de sua longa filmografia.</p>
<p>Ainda na década de 1950, o diretor realizaria uma série de filmes de ficção científica cultuados, como <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/It_Conquered_the_World" target="_blank">It Conquered the World</a></em> (1956) e <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Not_of_This_Earth_(1957_film)" target="_blank">Emissário de Outro Mundo</a></em> (1957). No primeiro, um alienígena vindo de Vênus tenta conquistar a Terra com a ajuda de um cientista terrestre. O roteiro de Corman é bem feito, mas o que ficou marcado mesmo foi o visual do invasor venusiano, semelhante a um vegetal. A atriz do filme, Beverly Garland, teve muita dificuldade em expressar medo durante as filmagens, uma vez que se encontrava ameaçada por uma grande alcachofra de borracha cheia de dentes.</p>
<p>Já o <em>Emissário de Outro Mundo</em> traz outra ameaça alienígena, dessa vez um habitante do planeta Davanna. Disfarçado como um terrestre, ele precisa verificar se o sangue dos seres humanos é compatível com o da sua espécie. Usando um par de óculos escuros para esconder seus olhos brancos, o nosso invasor usa a visão para matar, queimando os órgãos internos e o cérebro das vítimas. Ganhou uma refilmagem em 1988, estrelada pela ex-atriz pornô <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Traci_Lords" target="_blank">Traci Lords</a> e com produção executiva de Corman.</p>
<h3>Rápido no gatilho (com as câmeras)</h3>
<p>A rapidez de Roger Corman para filmar chegaria ao ponto máximo em <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/A_Bucket_of_Blood" target="_blank">Um Balde de Sangue</a></em> (1959), que foi filmado em seis dias e conta a história de um artista maluco que passa a usar o sangue das vítimas para pintar quadros. Já em <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Little_Shop_of_Horrors" target="_blank">A Loja dos Horrores</a></em> (1960), cujas filmagens demoraram apenas dois (!) dias, uma planta carnívora cresce sem parar e devora os clientes de uma floricultura para o desespero do pobre ajudante da loja.</p>
<p>Destaque para a presença de um jovem Jack Nicholson como um paciente masoquista que vai ao consultório dentário. Esta obra inspirou uma versão teatral musical em 1982, que por sua vez, se transformou em filme estrelado por Rick Moranis, Steve Martin e Bill Murray em 1986.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/RAli9a8bbys?rel=0" frameborder="0" width="620" height="450"></iframe><br />
<em><a href="http://youtu.be/RAli9a8bbys" target="_blank">Link YouTube</a> | Aqui está o jovem Jack Nicholson, com apenas 23 aninhos e uma cara de Jim Carrey. Apredejamentos em 3&#8230; 2&#8230;</em></p>
<p>A maioria dos filmes dirigidos por Corman fazem por merecer especial atenção, mas foi com as adaptações de obras escritas por Edgar Allan Poe que ele costuma ser mais lembrado. O ciclo é composto por oito filmes: <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/House_of_Usher_(film)" target="_blank">O Solar Maldito</a></em> (1960), <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Pit_and_the_Pendulum" target="_blank">A Mansão do Terror</a></em> (1961), <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Premature_Burial_(film)" target="_blank">Obsessão Macabra</a></em> (1962), <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Muralhas_do_Pavor" target="_blank">Muralhas do Pavor</a></em> (1962), <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Raven_(1963_film)" target="_blank">O Corvo</a></em> (1963), <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Haunted_Palace" target="_blank">O Castelo Assombrado</a></em> (1963), <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Masque_of_the_Red_Death" target="_blank">A Orgia da Morte</a></em> (1964) e <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Tomb_of_Ligeia" target="_blank">O Túmulo Sinistro</a></em> (1964).</p>
<p>O magistral Vincent Price aparece como protagonista em todos eles, com exceção de <em>Obsessão Macabra</em>, enquanto que <em>O Castelo Assombrado</em> vende gato por lebre, já que é, na verdade, inspirado no livro <em>O Caso de Charles Dexter Ward</em> de H.P. Lovecraft. Com mais altos do que baixos, o ciclo costuma ser citado por críticos como a hora de avaliar o cinema de Roger Corman.</p>
<p>Tudo bem que se tratam de filmes famosos, mas os escribas deviam ter uma visão mais ampla da coisa e apreciar outras obras geniais como <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Machine-Gun_Kelly_(film)" target="_blank">Dominados Pelo Ódio</a></em> (1958) – com Charles Bronson como o gangster Machine Gun Kelly &#8211; e <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/X_(1963_film)" target="_blank">O Homem dos Olhos de Raio X</a></em> (1963), em que Ray Milland interpreta um trágico cientista que, ao fazer experimentos para ampliar a percepção da visão humana, acaba evoluindo tanto esse sentido que termina o filme contemplando no centro do universo o “olho que vê a todos nós”. Nos anos 90, circulou em Hollywood um projeto para uma nova versão do filme, que chegou a interessar Tim Burton.</p>
<h3>As crias de Corman</h3>
<p>Roger Corman gostava de agregar em sua equipe jovens dispostos a trabalhar muito e, geralmente, em diversas funções. Esses entusiastas até podiam não ganhar muito dinheiro, mas o valor era convertido em experiência. Um dos primeiros foi <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Francis_Ford_Coppola" target="_blank">Francis Ford Coppola</a>, responsável no futuro pela trilogia <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Godfather" target="_blank">O Poderoso Chefão</a></em> e <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Conversation" target="_blank">A Conversação</a></em>, entre outras obras-primas.</p>
<p>Coppola já havia dirigido um filme softcore em 1962 (<em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tonight_for_Sure" target="_blank">Tonight for Sure</a></em>) e agora, contratado como assistente de Corman, tinha como tarefa dublar e reeditar uma produção soviética de ficção científica chamada <em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0053103/" target="_blank">Nebo Zovyot</a></em> (Mikhail Karzhukov e Aleksandr Kozyr, 1962), que seria distribuída nos EUA por intermédio de Corman. Lançado como <em>Battle Beyond the Sun</em>, a versão remontada possuía o acréscimo de novas cenas dirigidas por Coppola, como aquelas que mostram dois monstros espaciais, que por meio de uma sugestão de Roger Corman, deveriam lembrar uma genitália masculina e uma feminina.</p>
<p>Os trabalhos seguintes de Coppola para Corman seriam <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dementia_13" target="_blank">Dementia 13</a></em> (1963) – um dos muitos filmes de suspense que surgiram na onda de <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Psycho" target="_blank">Psicose</a></em> (Alfred Hitchcock, 1960) – e <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Terror_(1963_film)" target="_blank">Sombras do Terror</a></em> (1963), que foi, na verdade, um trabalho em conjunto de Roger Corman e vários de seus colaboradores. Decidido a reaproveitar os cenários de produções como <em>O Castelo Assombrado</em>, que ainda não haviam sido desmontados, ele filmou algumas cenas com Boris Karloff e outros atores andando pelos sets, sem ter propriamente um roteiro pronto.</p>
<p>O material foi depois entregue a Francis Coppola, Monte Hellman, Jack Hill, com cada um deles escrevendo novas linhas do roteiro e filmando mais cenas. Até Jack Nicholson, o protagonista da história, contribuiu com a tarefa tentando criar alguma coerência naquilo tudo.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/DlpZRQap6FQ?rel=0" frameborder="0" width="620" height="450"></iframe><br />
<em><a href="http://youtu.be/DlpZRQap6FQ" target="_blank">Link YouTube</a> | Vincent Price atuando uma obra de Edgar Allan Poe e uma trilha sonora inocente e brilhante. Precisa de mais?</em></p>
<h3>Importando filmes</h3>
<p>Novamente usando da tática de reedição de uma ficção produzida na URSS, Corman mandou Peter Bognadovich transformar <em>Planet Bur</em> (Pavel Klushantsev, 1962) em <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Voyage_to_the_Planet_of_Prehistoric_Women" target="_blank">Voyage to the Planet of Prehistoric Women</a></em>, lançado em 1968. No mesmo ano, Bognadovich dirigiria <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Targets" target="_blank">Na Mira da Morte</a></em> para Corman que, na ocasião, ainda tinha Boris Karloff sob contrato por mais dois dias e precisava que alguém conseguisse criar um filme com o velho ator e não estourasse o orçamento. Pouco tempo depois, já distante do mentor, Bognadovich ganharia reconhecimento mundial com sucessos como <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Last_Picture_Show" target="_blank">A Última Sessão de Cinema</a> </em>(1971) e <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/What's_Up,_Doc%3F" target="_blank">Essa Pequena É Uma Parada</a></em> (1972).</p>
<p>Após pegar uma carona na onda de filmes de motoqueiros (<em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Wild_Angels" target="_blank">Anjos Selvagens</a></em>, 1966) e psicodélicos (<em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0062395/" target="_blank">Viagem ao Mundo da Alucinação</a></em>, 1967, que tem o roteiro assinado por Jack Nicholson), ambos estrelados por Peter Fonda, foi então que Roger realizou seu sonho de dirigir um filme sobre aviões, pois ele havia servido a Força Aérea Americana durante a 2ª Guerra Mundial. <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Von_Richthofen_and_Brown" target="_blank">Águias em Duelo</a></em> (1971) seria um ponto de transição na carreira de Corman, e ele não dirigiria mais nada até 1990, quando fez <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Frankenstein_Unbound" target="_blank">Frankenstein, O Monstro das Trevas</a></em>, uma mirabolante versão do clássico de Mary Shelley, com um cientista do futuro e viajante do tempo (John Hurt) encontrando-se com o Barão Frankenstein (Raul Julia).</p>
<p>Ao descobrir que <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ingmar_Bergman" target="_blank">Ingmar Bergman</a> estava com dificuldades em arrumar distribuição para <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Viskningar_och_rop" target="_blank">Gritos e Sussurros</a></em> (1972) nos EUA, Corman correu para ajudá-lo – admirador do cineasta sueco, ele havia homenageado <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_S%C3%A9timo_Selo_(filme)" target="_blank">O Sétimo Selo</a></em> (1957) em <em>A Orgia da Morte</em>. Corman resolveu a situação lançando <em>Gritos e Sussurros</em> junto de outro filme, em um programa duplo destinado aos cinemas drive-in. O mesmo esquema foi feito para <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Amarcord" target="_blank">Amarcord</a></em> (1973) de Federico Fellini e outras produções europeias assinadas por diretores de renome e que Corman adquirira os direitos de exibição.</p>
<h3>Parando de dirigir, mas não de fazer filmes</h3>
<p>Mesmo abandonando a cadeira de diretor, Roger Corman continuou produzindo filmes através da sua empresa <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/New_World_Pictures" target="_blank">New World Pictures</a>, ajudando a deslanchar a carreira de nomes até então nada conhecidos. Martin Scorsese dirigiu <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Boxcar_Bertha" target="_blank">Sexy e Marginal</a> </em>(1972) e Jonathan Demme assinou <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Caged_Heat" target="_blank">Celas em Chamas</a></em> (1974), um legítimo exemplar do subgênero WIP (Woman in Prison). Curtis Hanson, ganhador do Oscar de melhor roteiro adaptado por <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L.A._Confidential" target="_blank">Los Angeles – Cidade Proibida</a></em> (1997) fez  <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sweet_Kill" target="_blank">Sweet Kill</a></em> (1973), enquanto que Ron Howard, de <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Uma_Mente_Brilhante_(filme)" target="_blank">Uma Mente Brilhante</a></em> (2001) e <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_C%C3%B3digo_Da_Vinci_(filme)" target="_blank">O Código Da Vinci</a></em> (2006), estreou como diretor em 1977 com o longa <em>Grand Theft Auto</em>, que teve Roger Corman como produtor executivo<em>.</em></p>
<p>Entre outras produções de Corman nos anos 70, posso destacar ainda o divertido <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Death_Race_2000" target="_blank">Corrida da Morte – Ano 2000</a></em> (1975) de Paul Bartel. Aqui temos David Carradine e Sylvester Stallone (antes de Rocky Balboa) como dois corredores participantes de uma competição onde se pontua atropelando inocentes pedestres, algo como uma fusão do desenho <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Wacky_Races" target="_blank">Corrida Maluca</a> com o game <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Carmageddon" target="_blank">Carmageddon</a>. Refeito recentemente como <em><a href="http://www.adorocinema.com/filmes/corrida-mortal/" target="_blank">Corrida Mortal</a></em> em 2008, a nova versão não teve culhões para manter todo aspecto subversivo e politicamente incorreto do original.</p>
<div id="attachment_50780" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/roger-corman-homens-que-voce-deveria-conhecer-25/death-race-2000/" rel="attachment wp-att-50780"><img class="size-large wp-image-50780" title="Roger Corman" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Death-Race-2000-620x471.jpg?95884c" alt="" width="620" height="471" /></a><p class="wp-caption-text">O nome disso aqui é culhão. Só quem tem faz um filme assim.</p></div>
<p>Roger Corman continuou se inspirando em sucessos alheios e criando obras como <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Piranha_(1978_film)" target="_blank">Piranha</a></em> (Joe Dante, 1978), sátira de <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tubar%C3%A3o_(filme)" target="_blank">Tubarão</a></em> (Steven Spielberg, 1975) levada a sério e escrita por John Sayles (<em>Lone Star – A Estrela Solitária,</em> 1996), ou <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Battle_Beyond_the_Stars" target="_blank">Mercenários da Galáxia</a></em> (Jimmy T. Murakami,1980), engenhosa ficção científica que copia <em>Guerra nas Estrelas</em> (George Lucas, 1977) e acrescenta elementos de <em>Os Sete Samurais</em> (Akira Kurosawa, 1954). A direção de arte e alguns dos efeitos visuais ficaram a cargo de James Cameron, futuro diretor de <em>Titanic</em> (1997) e <em>Avatar</em> (2009).</p>
<p>A inteligência de Corman o ajudou a perceber que as regras do jogo mudavam. Os pequenos cinemas e os drive-in estavam com os dias contados. Os mesmos tipos de filmes que ele produzia há mais de vinte anos com orçamento pequeno agora eram feitos por grandes estúdios que gastavam milhões de dólares. Roger Corman enxergou um futuro com blockbusters barulhentos e majors que controlavam redes de distribuição de cinema. Não que ele fosse contra, mas era claro que não pertencia a este mundo.</p>
<p>Vendeu a New World Pictures em 1983 para montar uma nova empresa, a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/New_Concorde" target="_blank">Concorde &#8211; New Horizons</a>, que se mantém na ativa até os dias de hoje, lançando principalmente filmes <em>direct-to-video </em>(filmes que não passam pelo cinema, saindo direto em DVD, no iTunes e etc). Comparadas ao período áureo de Corman, poucas foram suas produções nas últimas duas décadas que merecem algum destaque. Uma delas seria <em><a href="http://filmow.com/carnossauro-t17287/" target="_blank">Carnossauro</a></em> (Adam Simon e Darren Moloney, 1993), insana chupinhação de <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jurassic_Park" target="_blank">Parque dos Dinossauros</a></em> (Steven Spielberg, 1993) que apresenta um vírus mutante que faz com que mulheres botem ovos de dinossauro!</p>
<h3>Ainda na ativa!</h3>
<p>Roger Corman continua trabalhando normalmente no alto de seus 85 anos de vida. Em 2006, quase dirigiu um episódio da série <em>Mestres do Horror</em>, mas se viu obrigado a desistir por causa de problemas de saúde. Por sorte, ele continua cheio de vitalidade, aproveitando todo o sucesso acumulado ao longo de décadas. Pode ainda viver para testemunhar seus pupilos e antigos associados se transformarem em astros e diretores famosos em Hollywood.</p>
<p>Reverências e homenagens a sua pessoa nunca param e de vez em quando, ele próprio costuma aparecer como ator em filmes, como em <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Looney_Tunes:_Back_in_Action" target="_blank">Looney Tunes &#8211; De Volta à Ação</a></em> (Joe Dante, 2003), onde é visto interpretando a si mesmo nos estúdios da Warner Bros, dirigindo um filme do Batman.</p>
<div id="attachment_51548" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/roger-corman-homens-que-voce-deveria-conhecer-25/2009-governors-awards/" rel="attachment wp-att-51548"><img class="size-large wp-image-51548" title="Roger Corman" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/01/roger-corman-620x411.jpg?95884c" alt="" width="620" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Roger Corman, tiozão, sem dente, mas ainda correndo atrás de seus filmes</p></div>
<p>Tendo em vista como essas últimas aventuras do Homem-Morcego padecem de uma seriedade forçada, imagino se o velho Corman não seria de fato uma opção bem melhor.</p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Abílio Couto &#124; Homens que você deveria conhecer #24</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Dec 2011 10:08:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Bauch</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas e perfis]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Qualquer pessoa que tenha acompanhado um pouco dos Jogos Pan-Americanos viu as conquistas emocionantes da natação brasileira em Guadalajara. Mas muito tempo antes das conquistas memoráveis de Cesar Cielo e companhia, o Brasil já tinha um herói no hall da fama da natação, mais precisamente no Hall da Fama Internacional de Maratonas Aquáticas. Abílio Couto [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Qualquer pessoa que tenha acompanhado um pouco dos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jogos_Pan-Americanos" target="_blank">Jogos Pan-Americanos</a> viu as conquistas emocionantes da natação brasileira em Guadalajara.</p>
<p>Mas muito tempo antes das conquistas memoráveis de Cesar Cielo e companhia, o Brasil já tinha um herói no hall da fama da natação, mais precisamente no Hall da Fama Internacional de <a href="http://www.maratonaaquatica.com.br/" target="_blank">Maratonas Aquáticas</a>.<span id="more-50461"></span></p>
<div id="attachment_50469" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/abilio-couto-homens-que-voce-deveria-conhecer-24/canal1/" rel="attachment wp-att-50469"><img class="size-full wp-image-50469" title="Abílio Couto" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/canal1.jpg?95884c" alt="" width="620" height="443" /></a><p class="wp-caption-text">Esse simpático sorridente encheu o nosso Brasil de orgulhos</p></div>
<p>Abílio Couto nasceu em Ribeirão Preto, na véspera de natal de 1924, e foi um dos maiores maratonistas aquáticos do Brasil, e foi homenageado como ‘pai’ das águas abertas pelos cronistas esportivos da época.</p>
<p>Começou a nadar com oito anos de idade e, sempre que podia, cabulava as aulas da escola para nadar na piscina da <a href="http://www.recra.com.br/" target="_blank">Sociedade Recreativa de Ribeirão Preto</a>. Aos 18 anos, ganhou seu primeiro titulo de campeão de nado costas e livre, dos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jogos_Abertos_do_Interior" target="_blank">Jogos Abertos do Interior</a>, feito que repetiu mais cinco vezes em 1943,1944,1945,1946 e 1952.</p>
<p>Reza a lenda que depois de um acidente com uma aeronave na década de 1950, Abílio decidiu nadar longas distâncias e se dedicar às maratonas aquáticas. Isso numa época em que não existiam os suplementos alimentares, as roupas de borracha e os óculos de natação eram feitos de couro, à mão.</p>
<h3>Águas abertas</h3>
<p>Em 1955 ele foi participar da sua primeira prova de travessia, a Travessia Guarujá-São Vicente, com uma distância de 30km e chegou em quarto lugar. Não se conformou, entrou nessa mesma prova em 1956 levou o primeiro lugar e o bicampeonato no ano seguinte.</p>
<p>Animado pelos resultados em terras tupiniquins, vendeu seu carro e com a ajuda de João Havelange, que na época era o presidente da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Confedera%C3%A7%C3%A3o_Brasileira_de_Desportos" target="_blank">Confederação Brasileira de Desportos</a>, foi participar de algumas provas na Europa. Competiu em 6 provas, com distancias entre 10 e 60 quilômetros, ficando em terceiro lugar em 3 dessas. E já que estava na Europa, tentou também, atravessar o Canal da Mancha quatro vezes, mas não conseguiu em nenhuma delas. Mas não desistiu.</p>
<p>Enquanto o Brasil ganhava o seu primeiro título mundial no futebol, Couto voltou à França e, no dia 10 de Agosto de 1958, completou a travessia de 32km, no sentido França – Inglaterra em 12 horas e 45 minutos.</p>
<p>Essa façanha fez dele o primeiro brasileiro e o primeiro sul-americano a completar essa travessia, que é considerada uma das mais tradicionais e mais difíceis do mundo.</p>
<p>Por causa disso, Abílio foi eleito o terceiro melhor atleta do país, pela imprensa brasileira, atrás apenas de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pel%C3%A9" target="_blank">Pelé</a> e da tenista <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Esther_Bueno" target="_blank">Maria Esther Bueno</a>, e à frente de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Garrincha" target="_blank">Garricha</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bellini_(futebolista)" target="_blank">Bellini</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Valdir_Pereira" target="_blank">Didi</a> e do campeão de boxe,<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89der_Jofre" target="_blank"> Éder Jofre</a>.</p>
<div id="attachment_50472" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/abilio-couto-homens-que-voce-deveria-conhecer-24/eder_jofre/" rel="attachment wp-att-50472"><img class="size-full wp-image-50472" title="Abílio Couto" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/eder_jofre.jpg?95884c" alt="" width="620" height="439" /></a><p class="wp-caption-text">Nem o melhor boxeador brasileiro de todos os tempos foi páreo para o nadador Abílio Couto</p></div>
<p>Voltando pro Brasil, Abílio resolveu desbravar a travessia Ilha-Bela – Caraguatatuba, que na época era uma travessia envolta em lendas e, portanto, tida como impossível. Mas ele não só conseguiu chegar em Caraguatatuba como organizou, em 1959, juntamente com a antiga FPN (Federação Paulista de Natação) um torneio nesse percurso para acabar de vez com as lendas.</p>
<p>Mas ainda não estava satisfeito. Ainda nesse ano, ele voltou à Inglaterra e no dia 11 de setembro nadou de Donver ate Wissant, na França, completando sua segunda travessia do Canal da Mancha com um tempo de 12 horas e 39 minutos, quebrando o recorde mundial da prova. O recorde demorou um ano para ser batido.</p>
<p>Apenas 14 dias depois de quebrar o recorde mundial, ele voltou para as águas geladas do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Estreito_de_Dover" target="_blank">Estreito de Dover</a> e, mesmo sofrendo de uma tendinite na mão direita, participou do Campeonato Mundial de Natação em Águas Abertas, e com isso fez a travessia pela terceira vez.</p>
<p>Nessa época, Abílio não era profissional e participou da prova como amador. Acontece que ele acabou chegando na frente de todos, inclusive dos profissionais e assim foi premiado como Campeão Mundial Profissional e Amador de Águas Abertas. Com isso, num só mês, ele se tornou recordista e Campeão Mundial do Canal da Mancha.</p>
<p>Depois disso ainda participou de outras 7 etapas do Campeonato Mundial em Águas Abertas (1961, 1963, 1965. 1967, 1969, 1971 e 1975), tornando-se tetracampeão na categoria profissional e octacampeão amador. Percebam que ele tinha 51 anos quando participou da ultima etapa e chegou em 3º lugar entre os profissionais.</p>
<p>Abílio ainda recebeu o titulo de Barão de Sorano em 1961 pelo príncipe Deolz, da família real inglesa, a Cruz do Mérito Desportivo das mãos do Presidente Castelo Branco e seu nome foi eternizado no Hall da Fama em 2002.</p>
<p>Aos 66 anos, Abílio foi nomeado técnico da seleção brasileira de natação pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) e treinava para tentar sua quarta travessia do Canal da Mancha, para se tornar o homem mais velho a cruzar o Estreito de Dover.</p>
<div id="attachment_50477" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/abilio-couto-homens-que-voce-deveria-conhecer-24/1490-1/" rel="attachment wp-att-50477"><img class="size-full wp-image-50477" title="Abílio Couto" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/1490-1.jpg?95884c" alt="" width="620" height="774" /></a><p class="wp-caption-text">É diferente o sorriso de um homem obstinado que correu atrás de seus objetivos e teve uma vida de conquistas pessoais</p></div>
<p>Infelizmente, Abílio Couto faleceu aos 73 anos, vitima de um câncer de próstata, sem conseguir completar essa sua última façanha.</p>
<p>Mas dentre tantas outras, jamais considerarei essa, uma derrota.</p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Conheça Julia Johansen</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Dec 2011 10:08:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Brandão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas e perfis]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Muitos de vocês estão sentados no sofá insatisfeitos com a forma com que vivem, com seu corpo e sua saúde. Provavelmente adiando, dia após dia, aquela tão prometida dieta. “Próxima segunda-feira eu começo”, é o que você diz todos os dias, inclusive nas segundas-feiras. Certamente possuem um grande conhecimento em entretenimento e cultura popular. Conhece [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muitos de vocês estão sentados no sofá insatisfeitos com a forma com que vivem, com seu corpo e sua saúde. Provavelmente adiando, dia após dia, aquela tão prometida dieta. <strong>“Próxima segunda-feira eu começo”</strong>, é o que você diz todos os dias, inclusive nas segundas-feiras. Certamente possuem um grande conhecimento em entretenimento e cultura popular. Conhece todos os seriados, já viu todos os memes que saíram na internet e se refere a ele em conversas casuais com seus amigos. Você sonha em ter uma vida mais agitada e diferente, você sabe exatamente o que precisa fazer, mas nunca faz.<span id="more-50041"></span></p>
<div id="attachment_50042" class="wp-caption alignnone" style="width: 619px"><a href="http://papodehomem.com.br/conheca-julia-johansen/photostream/" rel="attachment wp-att-50042"><img class="size-full wp-image-50042" title="Conheça Julia Johansen" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/photostream.jpg?95884c" alt="" width="609" height="640" /></a><p class="wp-caption-text">Isso aqui, amigão, é trabalho recompensado</p></div>
<p>Julia era assim, exatamente como você: viciada em séries de televisão e bem acima do peso que gostaria de estar. Tinha um amigo de escritório que treinava Judô e acabou combinando de experimentar uma aula. Morando na Coréia, seu amigo não queria que ela fosse sem ele. O professor não falava inglês e ele estava frequentemente adiando a visita dela por problemas pessoais. Foi então que ele recomendou uma escola onde tinham vários estrangeiros, mas era para ela treinar Jiu-Jitsu.</p>
<p>Naquele momento, ela tinha muito preconceito e vergonha. A única coisa que ela sabia sobre jiu-jitsu era que <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Royce_Gracie" target="_blank">Royce Gracie</a> ganhou o UFC em 1993. Imaginava aquela academia cheia de testosterona, um lugar agressivo e sem garotas. E falando de UFC, não é isso que vem à sua cabeça?</p>
<p>Mas correu tudo bem. Ela conheceu algumas garotas nas aulas, os caras eram engraçados e gentis. Ela resolveu continuar. Havia dado o primeiro passo para mudança.</p>
<h3>Não foi simples</h3>
<p>O caminho não foi fácil. Inicialmente o único objetivo dela era perder peso. Tirar a bunda do sofá e fazer alguma coisa. Nesse ponto, absolutamente qualquer coisa que acontecesse era uma melhora, ela estava satisfeita com qualquer pequena mudança. Mas ela acabou melhorando muito mais do que poderia imaginar.</p>
<p>Quando começou, mal conseguia fazer todo o aquecimento porque não conseguia mexer o próprio corpo direito. Então ela começou a curtir as pequenas vitórias, usando-as de motivação. E qualquer dia ruim que ela tivesse, ela mudaria o foco para o objetivo principal. “Hoje foi um sucesso, eu levantei do sofá e movimentei meu corpo”, dessa forma, <strong>cada vez que ela treinava era uma vitória.</strong></p>
<p>Uma das coisas interessantes é ver como ela virou seu lado nerd para os treinos. Como todo bom jogador de RPG, seu objetivo era simplesmente subir de nível. Impressionante o formato usado para se motivar. Como ela mesma coloca:</p>
<blockquote><p>“Assim como nos jogos, você tem X pontos por nível. Estou atualmente no nível 8, com 815 pontos de experiência, dos 1750 necessários para alcançar o nível 9. Ganhei 489 pontos por fazer 500 agachamentos. Subir 3 lances de escadas, e fazer meus exercícios de fisioterapia. Ah! Mencionei que fiz 500 agachamentos? Há! Boo-Yah!” <strong></strong></p></blockquote>
<h3>Um Ano depois</h3>
<div id="attachment_50047" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/conheca-julia-johansen/weight-loss-pics/" rel="attachment wp-att-50047"><img class="size-full wp-image-50047" title="Conheça Julia Johansen" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/weight-loss-pics.jpg?95884c" alt="" width="620" height="452" /></a><p class="wp-caption-text">Antes e agora: 2009/2011</p></div>
<p>Agora, pouco mais de um ano depois que começou a treinar, ela é uma pessoa completamente diferente. Ela nunca se imaginou fazendo exercícios em casa, por conta própria. Agora fazia flexões para aumentar sua força nos treinos. Perder peso virou secundário perto de fazer algo que realmente gosta. Os resultados agora eram consequência de uma paixão.</p>
<p>Hoje em dia não parece mais aquela pessoa tímida no tatame, envergonhada com a sexualidade das posições do jiu-jitsu. Agora fala da academia como sua segunda casa. Recentemente viajou para os Estados Unidos e visitou as mais famosas academias de jiu-jitsu que existem por lá.  Uma paixão que cresce e vira um estilo de vida. Tudo muito distante da realidade que ficou perdida no espaço de um ano.</p>
<p><strong>Nesse intervalo ela perdeu 22 kg</strong>. Usou o jiu-jitsu brasileiro como principal atividade física e refez sua conduta alimentar. Basicamente diminuindo a quantidade de carboidratos, e parando de comer toda a comida. Deixou de assistir tanta televisão e passou a ter uma vida muito mais ativa. Julia está longe de ser a melhor faixa azul (agora) de jiu-jitsu que existe, mas ela não está nem aí pra isso. Ela aprendeu o valor da dedicação, da motivação, e de se juntar com outras que entendem o seu objetivo. Hoje ela é parte de uma enorme comunidade de lutadores de Jiu-Jitsu, aonde você nunca imaginou que encontraria uma gordinha tímida e nerd.</p>
<h3>A mudança inspira</h3>
<p>Há pouco mais de um ano, enquanto eu passeava buscando informações sobre artes marciais, mais especificamente jiu-jitsu, <a href="juliajohansen.wordpress.com" target="_blank">encontrei um blog simples</a>, mas com muita informação diferente sobre a prática da arte marcial. A dona do blog não estava apenas dizendo que treinava e como eram os treinos, mas fazendo análises sobre o processo de aprendizado e fazendo relação com seu emprego, professora de inglês como segunda língua (<a href="http://www.eslpod.com/website/index_new.html" target="_blank">ESL</a>) na Coréia do Sul. Julia estava fazendo análises sobre sua nova vida dentro dos tatames e aprendendo uma nova linguagem corporal, o<em> Brazilian Jiu-Jitsu</em>.</p>
<p>Li imediatamente todos os posts que existiam no blog, alguns mais engraçados, outros apenas desabafos de suas dificuldades. Tudo isso vindo de uma faixa-branca com poucos meses de jiu-jitsu. Eu, com quase cinco anos treinando, estava admirado com toda aquela informação. Começamos a conversar sobre tudo. A página de comentários do blog virou um verdadeiro fórum de discussão. Eu aprendia e era motivado a cada dia.</p>
<div id="attachment_50052" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/conheca-julia-johansen/tom-rust-evolution-mario-bros/" rel="attachment wp-att-50052"><img class="size-full wp-image-50052" title="Conheça Julia Johansen" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Tom-Rust-Evolution-Mario-Bros.jpg?95884c" alt="" width="620" height="310" /></a><p class="wp-caption-text">Mudança e evolução: Acho que a Julia iria gostar desse comparativo</p></div>
<p>Julia representa, para o mundo, a mudança. A coragem que a maioria das pessoas não tem. <strong>Ela me mostra todos os dias que qualquer pessoa pode encontrar uma atividade que gosta, e mudar sua vida</strong>. Mostra que qualquer coisa que não seja se mexer, é uma grande desculpa para se manter na zona de conforto. Julia mostra pra todos os marmanjos ai fora, que fez o que vocês não fizeram. Tomou uma atitude.</p>
<p>Mudanças como essas acontecem todos os dias com pessoas a nossa volta, nos inspiramos, mas deixamos o sentimento passar. Como insisto em dizer, devemos procurar algo que traga paixão, que dê um motivo extra para levantar e se mexer, e isso é importantíssimo em todo processo radical de mudança física.  Se envolver com o objetivo é importante, mas seu comprometimento deve ser com caminho, curtindo as mudanças e vivendo sua nova realidade.<strong></strong></p>
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		<title>Bruce Lee &#124; Homens que você deveria conhecer #23</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 09:08:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Brandão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas e perfis]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>O nascimento do dragão. Vinha ao mundo, no dia 27 de Novembro de 1940, entre as 6h e 8h, no ano e na hora do dragão. O que, pela tradição chinesa, representaria uma vida prospera e de poder. Lee Jun Fan, como foi batizado, e ainda na maternidade, apelidado de Bruce por sua enfermeira, mas [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O nascimento do dragão.</p>
<p>Vinha ao mundo, no dia 27 de Novembro de 1940, entre as 6h e 8h, no ano e na hora do dragão. O que, pela tradição chinesa, representaria uma vida prospera e de poder. Lee Jun Fan, como foi batizado, e ainda na maternidade, apelidado de Bruce por sua enfermeira, mas que só passou a adotar o nome mais tarde, quando entrou para escola.<span id="more-50018"></span></p>
<p>Esse aí foi para a Hong Kong ainda criança. Como era filho de um famoso cantor de opera, rapidamente começou a fazer trabalhos no cinema. Em 1946, aos seis anos, Lee fez seu primeiro filme chamado<em> The beginning of a boy</em>. No mesmo ano, Lee participou de mais dois filmes. Ao assistir seus trabalhos mais antigos, podemos identificar os traços que o fariam famoso no futuro, como ator, e artista marcial. Bruce participou de apenas um filme em que não tinha cena de luta, chamado <em>O Órfão</em>.</p>
<div id="attachment_50019" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/bruce-lee-homens-que-voce-deveria-conhecer-23/ip-man-with-bruce-lee-002/" rel="attachment wp-att-50019"><img class="size-full wp-image-50019" title="Bruce Lee" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Ip-Man-with-Bruce-Lee-002.jpg?95884c" alt="" width="620" height="372" /></a><p class="wp-caption-text">Bruce e o Mestre Yip</p></div>
<p>Como praticamente todas as crianças que começam a praticar alguma arte marcial, Bruce Lee foi incentivado por uma briga de rua quando tinha apenas 13 anos. Lee caiu na provocação tomou uma grande surra. Essa seria a primeira e última vez que perderia uma luta. Começou então a treinar um estilo de Kung Fu chamado <em><a href="[http://pt.wikipedia.org/wiki/Wing_chun" target="_blank">Wing Chun</a></em> instruído pelo lendário mestre <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Yip_Man" target="_blank">Yip Man</a>, que tem <a href="[http://www.youtube.com/watch?v=yF6Jyxc16vU" target="_blank">alguns filmes</a> inspirados em sua trajetória. Bruce Lee treinou com Yip Man até os 18 anos.</p>
<h3>Um grande lutador</h3>
<p>Quando falamos em Bruce Lee, logo pensamos em seus <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000045/" target="_blank">vários filmes</a>. Não é raro encontrar pessoas que acreditam que Lee foi apenas um ator, desconhecendo completamente seus feitos e influencia para o mundo das artes marciais. Talvez nenhum homem tenha mudado tanto o mundo da luta como Bruce Lee fez.</p>
<p>Nunca se limitando ao universo do Kung Fu, demonstrava grande interesse em várias outras artes. Aos 18 anos entrou para um torneio de Boxe, derrotando o campeão que estava invicto por três anos. Bruce Lee foi o primeiro a agregar várias artes marciais, utilizando apenas o que era eficiente em cada uma, transformando-se em um lutador mais eficiente.</p>
<p>Lee desenvolveu o <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jeet_kune_do" target="_blank">Jeet Kune Do</a></em>, um conceito de arte marcial, inicialmente sendo um ponto de partida filosófico para explicar o modo com que mesclava as artes marciais e catalogava os pontos mais eficientes de cada uma delas, mas longe de ser um sistema de combate engessado. O objetivo era mostrar que cada lutador é livre para mudar e se adaptar a novas técnicas sempre que necessário.</p>
<p>Pra ele, o <em>JKD</em> era simplificar, desprender-se de qualquer estilo e se moldar as necessidades. “A arte deve se moldar ao lutador e não o lutador a arte”. Defendia não se prender, nem mesmo ao próprio <em>Jeet Kune Do</em>. Não apenas sendo um lutador, Bruce se preocupava constantemente sobre o que estava praticando e como alcançar a maestria. Antes de organizar seu método, Bruce treinou pelo menos dez outros estilos, desde a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Esgrima" target="_blank">esgrima</a>, até o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Wrestling" target="_blank">wrestling</a> e <a href=" http://pt.wikipedia.org/wiki/Jiu-jitsu" target="_blank">jiu-jitsu</a> (tradicional).</p>
<h3>O Físico do Dragão</h3>
<p>Vários são os relatos sobre o físico de Bruce Lee. Alguns deles são assustadores de serem lidos atualmente, quando não temos como comprovar a veracidade, mas trazem um pouco do que podíamos esperar dele.</p>
<div id="attachment_50023" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/bruce-lee-homens-que-voce-deveria-conhecer-23/bruceetdlegraisebig/" rel="attachment wp-att-50023"><img class="size-large wp-image-50023" title="Bruce Lee" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/bruceetdlegraisebig-620x466.jpg?95884c" alt="" width="620" height="466" /></a><p class="wp-caption-text">“Bruce tirou a camiseta, e eu fiquei admirado de novo, como sempre acontecia quando via o físico dele; tinha músculos sobre músculos.” – Chuck Norris</p></div>
<p>Após um desafio em que ganhou do adversário em 3 minutos, Bruce se sentiu frustrado, achou que ficou muito cansado, e atribuiu seu cansaço a falta de condicionamento físico. Ele ficou sem folego após a luta.  Bruce resolveu então ampliar seus horizontes e pesquisar sobre as mais variadas formas de se exercitar. Como não havia muita informação sobre treinamento físico disponível, ele assinou todas as revistas de fisiculturismo que existiam. A fonte de informação mais comum naquela época. Lee também comprou dezenas de livros e cursos de fisiculturismo e musculação, testando tudo que lia no próprio corpo.</p>
<p>Bruce Lee não aceitava limitações. Um aluno conta que, enquanto corria uma distância que não estava acostumado, ele disse para Bruce: “acho que vou morrer, temos que parar”. Bruce calmamente respondeu “Então morra”. Isso o deixou tão nervoso que conseguiu concluir a corrida. Logo em seguida, foi perguntar sobre essa atitude. Bruce respondeu:</p>
<blockquote><p>“Porque é melhor mesmo que você morra. É sério, se sempre impuser limites ao que faz, fisicamente ou de qualquer outra maneira, isso vai se disseminar por todos os outros setores da sua vida. Vai atingir seu trabalho, sua moralidade, todo o seu ser. Não há limites. Há patamares, mas não podemos parar neles, precisamos ir além. Se morrer; Morreu. Todo homem precisa se exceder constantemente”</p></blockquote>
<h3>O Filósofo</h3>
<p>Bruce Lee entrou na universidade de Washington em 1961, aos 21 anos. A filosofia exerceu um impacto enorme em tudo que faria desde então. Seus livros são famosos por não abordarem o combate de uma forma direta, mas por tratar as artes marciais em pontos de vista filosóficos.</p>
<p>O próprio Bruce Lee afirmou que a luta servia apenas como uma metáfora para os seus ensinamentos. Frequentemente influenciado pelo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Budismo" target="_blank">Budismo</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Taoismo" target="_blank">Taoísmo</a>, e pelo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jiddu_Krishnamurti" target="_blank">Krishnamurti</a>. Mesmo assim, Bruce Lee afirmava que não acreditava em Deus e nem possuía uma religião.</p>
<p>Não se limitando a qualquer linha especifica de filosofia, Bruce Lee leu centenas de livros, reunindo aspectos ocidentais, orientais, modernos e antigos em princípios que contribuíram para seu próprio crescimento espiritual. Nesse processo de aprendizado que se tornaria sua filosofia pessoal, focado na libertação do espírito por um autoconhecimento maior. As artes marciais foram apenas uma ferramenta para expandir seu potencial e compartilhar seu ideal com os outros.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/pqx9YIAITQo?rel=0" frameborder="0" width="620" height="450"></iframe><br />
<em><a href="http://youtu.be/pqx9YIAITQo" target="_blank">Link YouTube</a> | A entrevista perdida de Bruce Lee. Agora, claro, encontrada</em></p>
<p>Sua filosofia inspirou inúmeros praticantes de artes marciais a seguirem esse caminho, a refletirem mais sobre o que fazem, e a melhorar como seres humanos.</p>
<blockquote><p>“Ele era único, e foi um ídolo para muitos. O melhor em alguém como Bruce é que ele inspira milhões e milhões de jovens que querem seguir seus passos, tornarem-se lutadores, trabalhar no cinema. E passam horas e horas por dia praticando. Alguém como Bruce Lee proporciona uma tremenda inspiração, o que ajuda jovens do mundo inteiro. Ele deixou uma marca profunda em todo o planeta, e acho que, por isso, será admirado por muito tempo”. &#8211; Arnold Schwarzenegger</p></blockquote>
<h3>Morte de Bruce Lee</h3>
<p>Durante as filmagens de o <em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0077594/" target="_blank">Jogo da Morte</a></em>, Bruce começou a dar sinais de que não estava bem. Chegou a ficar pálido e desmaiar em uma das salas de edição do filme. Levado ao hospital e se recuperou. Chegou a emagrecer 6 quilos nesse período. Para segurar o estresse das mais de 12 horas de gravação diária, e os treinos que insistia em manter, consumia haxixe e abusava de analgésicos.</p>
<p>Depois que decidiu encerrar seus trabalhos, Bruce recebeu permissão médica para fazer uma viagem mais longa, e foi procurar um neurologista em Los Angeles. O médico informou que estava com a saúde em dia, mas havia um acumulo de fluidos no cérebro, devido a uma convulsão que teve antes de entrar em coma. O médico receitou um medicamento para <a href="http://www.drugs.com/dilantin.html">epilepsia</a>.</p>
<p>Pouco tempo depois em Hong Kong, para finalmente concluir as filmagens de <em>Jogo da Morte</em>, Bruce estava no apartamento da Taiwan Betty Ting Pei, com quem diziam que Bruce tinha um caso. Segundo ela, Bruce Lee pediu um analgésico para as fortes dores de cabeça. Betty tentou acordá-lo algumas horas depois, mas sem sucesso. Bruce Lee foi levado ao hospital Rainha Elizabeth, mas morreu no caminho. Segundo os médicos, a causa da morte foi um edema cerebral, provocado por uma reação alérgica a um componente químico do remédio.</p>
<p>Sua morte reuniu várias especulações. Desde que ele teria morrido de overdose de remédios misturados com outras drogas como cocaína. Teoria de que ele teria forjado a própria morte para finalmente viver em paz. E a principal, de que teria sido assassinado pela máfia chinesa por ter se recusado a fazer parte dela.</p>
<p>Essa última, reforçada quando Brandon Lee, filho de Bruce e Linda Lee, morreu acidentalmente nas filmagens de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0109506/" target="_blank">O Corvo</a>. Brandon foi baleado acidentalmente pelo ator Michael Massee, que utilizava uma pistola calibre 44. As balas de festim foram substituídas por balas de verdade. O incidente ajudou a sustentar a teoria de que a máfia chinesa estava por trás da maldição da família Lee.</p>
<div id="attachment_50037" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/bruce-lee-homens-que-voce-deveria-conhecer-23/wallpaper-311480/" rel="attachment wp-att-50037"><img class="size-large wp-image-50037" title="Bruce Lee" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/wallpaper-311480-620x469.jpg?95884c" alt="" width="620" height="469" /></a><p class="wp-caption-text">Uma vida mesclada de momentos de iluminação e momentos bem obscuros</p></div>
<p>Mais de 50 mil pessoas estavam no funeral de um dos maiores lutadores de todos os tempos. Bruce Lee teve uma vida intensa. Treinou muito, foi dos melhores em tudo o que fez. Deixou filmes fantásticos, uma arte marcial poderosa, exemplos e mais exemplos de treinos e muita filosofia para expandir a mente e extrapolar todos os limites do corpo e dos pensamentos. Bruce Lee deixou muita coisa boa em uma vida rápida e maleável, como a água. &#8220;<a href="http://youtu.be/BJi7DNFMOfY" target="_blank">Seja a água, meu amigo</a>&#8220;.</p>
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		<title>Floyd Patterson &#124; Homens que você deveria conhecer #22</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Oct 2011 11:08:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Dubard</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas e perfis]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>O árbitro levantou o braço de Ali e o campeão mantinha o cinturão. Do outro lado do ringue estava Floyd Patterson, campeão olímpico, duas vezes campeão mundial, um cavalheiro. A derrota para Ali encerrou a história nos ringues de um dos melhores pesos pesados do boxe de todos os tempos. Patterson foi um campeão que [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O árbitro levantou o braço de Ali e o campeão mantinha o cinturão. Do outro lado do ringue estava Floyd Patterson, campeão olímpico, duas vezes campeão mundial, um cavalheiro. A derrota para Ali encerrou a história nos ringues de um dos melhores pesos pesados do boxe de todos os tempos.<span id="more-46507"></span></p>
<div id="attachment_46511" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/floyd-patterson-homens-que-voce-deveria-conhecer-22/floyd_patterson_boxing_wallpaper_1024/" rel="attachment wp-att-46511"><img class="size-large wp-image-46511" title="Floyd Patterson | Homens que você deveria conhecer #22" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/10/floyd_patterson_boxing_wallpaper_1024-620x465.jpg?95884c" alt="" width="620" height="465" /></a><p class="wp-caption-text">O jovem Floyd, sempre cavalheiro</p></div>
<p>Patterson foi um campeão que oscilou entre vitórias contundentes e derrotas memoráveis, passando longe do ordinário. Negro, nascido em uma família de 11 irmãos, Floyd cresceu na pobreza. Garoto problemático, arrumava confusão na escola e cometia furtos. Os pequenos delitos fizeram Patterson ser internado na Wiltwyck School for Boys, onde passou dois anos e foi apresentado ao boxe.</p>
<h3>Das ruas para o pódio olímpico</h3>
<p>Patterson venceu as três lutas que disputou na escola até que voltou para casa. Tímido e reservado, encontrou no esporte uma forma de subir na vida. Floyd voltou à Nova Iorque e passou a treinar com <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cus_D'Amato" target="_blank">Cuz D’Amato</a>, que mais tarde treinou Mike Tyson, e passou a aperfeiçoar o boxe que aprendeu em Wiltwyck. Sua primeira luta sob a tutela de D‘Amato, e a primeira derrota, foi sparring contra seu irmão, Frank. Floyd foi massacrado, mas não desistiu da luta, característica que marcaria a trajetória do pugilista.</p>
<p>Poucos meses depois, Floyd estreou no boxe amador com vitória e já desejava, aos 16 anos, tornar-se profissional, D’Amato não permitiu, tinha planos para Patterson.</p>
<p>Após 2 anos competindo amadoramente, Patterson largou a escola para se juntar a equipe olímpica dos Estados Unidos que participou das Olimpiadas de Helsinque em 1952. O boxe americano conquistou  5 ouros  naqueles Jogos Olímpicos, entre eles o de Floyd, campeão dos pesos médios com apenas 17 anos. Quando retornou de Helsinque, Floyd conquistou o Campeonato Nacional Amador e o torneio Luva de Ouro de Nova Iorque. Patterson se profissionalizou em 1952, aos 17 anos e venceu suas 13 primeiras lutas.</p>
<h3>O caminho para o cinturão</h3>
<p>Sua primeira grande luta profissional foi uma derrota por decisão dos árbitros para ex-campeão dos meio-pesados, Joey Maxim, em 1954. A derrota devastou o jovem Floyd, que reconheceu a vitória da experiência do ex-campeão, Floyd declarou, tempos depois, que Maxim venceu porque lutou de forma mais inteligente.</p>
<div id="attachment_46514" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/floyd-patterson-homens-que-voce-deveria-conhecer-22/68d232e3b7b50ad5_large/" rel="attachment wp-att-46514"><img class="size-large wp-image-46514" title="Floyd Patterson | Homens que você deveria conhecer #22" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/10/68d232e3b7b50ad5_large-620x412.jpg?95884c" alt="" width="620" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Cuz D’Amato depositava todos seus anseios no iniciante pugilista</p></div>
<p>Cuz D’Amato, entretanto, ainda tinha planos maiores para Floyd. Quando <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rocky_Marciano" target="_blank">Rocky Marciano</a> se aposentou, invicto, e abandonou o cinturão dos peso pesados, Floyd surgiu como um dos postulantes ao cinturão vago.</p>
<p>Em 30 de novembro de 1956, Floyd Patterson subiu no ringue para nocautear o então campeão dos pesos meio-pesados Archie Moore, se tornando o mais jovem campeão mundial peso pesado de boxe, com 21 anos e 10 meses, só foi superado Mike Tyson , e o primeiro campeão olímpico a ostentar um cinturão de campeão mundial profissional de boxe. Patterson defendeu o cinturão 4 vezes.</p>
<h3>As sete quedas</h3>
<p>As três lutas entre Floyd Patterson e Ingemar Johansson estão entre as mais significativas do boxe. Em 1959, quando se enfrentaram pela primeira vez, Floyd era uma grande estrela dos pesos pesados com 31 vitórias e apenas uma derrota e Johansson, um azarão que pagava 5 para 1, vinha invicto, com 21 vitórias na carreira. Os dois primeiros rounds da luta forma mornos, com os lutadores marcando distância e estudando o adversário. O terceiro round é histórico, Johansson derrubou o campeão 7 vezes até o árbitro declarar nocaute técnico.</p>
<p>Alguns dias depois da luta, ao ser questionado sobre ser o campeão mundial peso que mais vezes sofreu knock downs, Patterson respondeu: &#8220;eles dizem que eu fui o lutador que mais foi derrubado, mas eu também fui o que mais se levantou&#8221;.</p>
<h3>A revanche</h3>
<p>Um ano depois, Johansson e Patterson se enfrentaram novamente, no Egito, pelo título mundial. Durante esse ano, Patterson sofreu com insônia e depressão, empenhou todas as suas energias em conseguir uma revanche com Johansson. No combate, Floyd derrubou o adversário no quinto assalto, Johansson precisou de cinco minutos para se levantar. A conquista do título transformou Patterson no primeiro lutador a ganhar duas vezes o título de campeão mundial de boxe.</p>
<div id="attachment_46517" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/floyd-patterson-homens-que-voce-deveria-conhecer-22/ingemar-johansson-and-floyd-pattersson-11/" rel="attachment wp-att-46517"><img class="size-large wp-image-46517" title="Floyd Patterson | Homens que você deveria conhecer #22" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Ingemar-Johansson-and-Floyd-Pattersson-11-620x559.jpg?95884c" alt="" width="620" height="559" /></a><p class="wp-caption-text">Floyd Patterson cai diante de Johansson na primeira luta,. As outras duas não seriam fáceis assim não</p></div>
<p>A motivação para a revanche, entretanto, não foi algo que Patterson se orgulhou, ódio. Em entrevista, a revista Sports Illustrated, Patterson disse: “eu estava cheio de ódio, e eu não gostaria de sentir isso novamente”.</p>
<p>Johansson e Patterson se enfrentaram mais uma vez, em 1961, com nova vitória de Patterson, por nocaute no sexto round. Essas derrotas foram as únicas da carreira de Johansson.</p>
<p>Patterson era um lutador mirrado na categoria peso pesado, com 1,83 de altura e por volta de 84 quilos, Floyd era pequeno perto da nova geração de pesos pesados.  Patterson perdeu novamente o título mundial, com uma derrota por nocaute para Sonny Liston. Liston, 10 quilos mais pesado, foi o primeiro lutador nocautear o campeão dos pesos pesados no primeiro assalto. Patterson pediu a revanche e novamente foi derrotado.</p>
<blockquote><p><em>Boxe é como estar apaixonado por uma mulher. Ela pode ser infiel, ela pode ser má, ela pode ser crual, mas isso não importa. Se você a  ama, você a quer, mesmo que ela posse te trazer todas as formas de sofrimento. É a mesma com o boxe. Ele pode me trazer todo tipo de sofrimento, mas eu o amo.</em></p></blockquote>
<h3>Disputas de cinturão</h3>
<p>Após as duas derrotas para Liston, muitos decretaram o fim da carreira de Patterson. Ser criticado e ter a competência posta a prova, e mostrar que estão todos errados parecia ser uma constante na vida do lutador.  Floyd venceu mais cinco lutas pelo direito de desafiar o jovem <a href="http://papodehomem.com.br/muhammad-ali-homens-que-voce-deveria-conhecer-16/" target="_blank">Muhammad Ali</a> em 65. Ali venceu por nocaute técnico no 12º assalto de 15 previstos.</p>
<p>Floyd foi derrotado em outras duas disputas de cinturão, para Jimmy Ellis, em 68, e novamente para Ali, última luta da carreira de Floyd Patterson, em 1972.</p>
<p>A carreira do pugilista foi marcada por vitórias e derrotas impressionates. O boxeador se aposentou com um cartel de 55 vitórias, sendo 40 por nocaute, 8 derrotas &#8211; seis deles em disputas de títulos mundiais e uma luta terminou empatada.</p>
<div id="attachment_46522" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/floyd-patterson-homens-que-voce-deveria-conhecer-22/voc_sport_box_1_pic_65_clay/" rel="attachment wp-att-46522"><img class="size-large wp-image-46522" title="Floyd Patterson | Homens que você deveria conhecer #22" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/10/voc_sport_box_1_pic_65_clay-620x374.jpg?95884c" alt="" width="620" height="374" /></a><p class="wp-caption-text">Floyd vs Ali: pela cara do Muhammad, não foi lá das lutas mais simples</p></div>
<blockquote><p><em>&#8220;É fácil fazer qualquer coisa na vitória, é na derrota que o homem se revela&#8221;.</em></p></blockquote>
<h3>Campeão, estrela e negro</h3>
<p>Uma das mais violentas lutas que Floyd Patterson travou fora do ringue.</p>
<p>O lutador acreditava estar no controle do seu destino no mundo do boxe. Entretanto, os Estados Unidos ainda vivia sobre forte influência do racismo e Patterson se deparou com várias dessas situações enquanto competia no circuito. Floyd, como outros negros, eram impedidos de comer nos restaurantes de Baltimore e Kansas City.</p>
<p>De saco cheio do racismo que o cercava, Patterson jurou que nunca mais lutaria para uma platéia segregada. Floyd insistia que os promotores impedissem a segregação de lugares nas suas lutas e não o colocassem em trens com lugares separados para negros e brancos. Patterson se tornou inimigo da separação por raças e lutou por seus direitos dentro e fora dos ringues.</p>
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		<title>Dr. Alberto D&#8217;Auria, mulheres grávidas e homens aflitos no PdH Entrevista</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Oct 2011 15:04:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas e perfis]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>&#8220;Vocês tem de entrevistar esse cara!&#8221; Ian Black e Renmero estavam trabalhando para a maternidade Pro Matre Paulista e conseguiram uma entrevista preciosa, talvez a melhor que já fizemos. Dr. Alberto D&#8217;Auria é um dos maiores médicos obstetras do Brasil. Fez o parto de várias meninas que hoje chegam como mulheres grávidas em seu consultório. [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Vocês tem de entrevistar esse cara!&#8221;</p></blockquote>
<p><span id="more-46378"></span></p>
<p><a href="http://newvegas.com.br" target="_blank">Ian Black</a> e <a href="http://renme.ro/" target="_blank">Renmero</a> estavam trabalhando para a maternidade <a href="http://www.promatresp.com.br/" target="_blank">Pro Matre Paulista</a> e conseguiram uma entrevista preciosa, talvez a melhor que já fizemos.</p>
<p>Dr. Alberto D&#8217;Auria é um dos maiores médicos obstetras do Brasil. Fez o parto de várias meninas que hoje chegam como mulheres grávidas em seu consultório. Viveu em uma comunidade indígena e aprendeu a detectar mulheres em período ovulatório pelo cheiro. Acompanhou diversas dinâmicas no relacionamentos de casais durante o pré-natal e na primeira infância.</p>
<p>Mais do que muitos de nós, viu o mistério todo de perto, dia a dia, nascendo do nada e começando a viver.</p>
<p>Chegamos, Guilherme e eu, ao escritório do Dr. D&#8217;Auria, e já começamos a gravar. O doutor disparou verdades bastante incômodas sobre o comportamento de mulheres e homens, descreveu a posição do homem hoje ao longo da gravidez e no parto, e quase chorou ao fim quando falou sobre sua missão.</p>
<p>Leitores e leitoras PdH, não deixem essa entrevista passar.</p>
<h3>Nojo do marido, espermograma, cheiros, impotência sexual</h3>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/23006629" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<a href="http://vimeo.com/23006629" target="_blank"><em>Link Vimeo</em></a></p>
<blockquote><p>&#8220;A convivência com o macho depois de fecundado o ovo, ela é necessária mas não é instintivamente natural.&#8221;</p>
<p>&#8220;A mulher cria nojo do marido, mas por uma questão social e de sobrevivência, ela mascara isso.&#8221;</p>
<p>&#8220;Tudo o que acontecerá na vida dela, ele será o culpado. Mas que ele não se sinta ofendido.&#8221;</p>
<p>&#8220;Às vezes um espermograma é quase um atestado de óbito.&#8221;</p>
<p>&#8220;O homem moderno está terceirizando tudo. Você terceiriza o cara que vem fazer as coisas no seu prédio [...] E você terceiriza alguém que vai fazer a reprodução.&#8221;</p>
<p>&#8220;<strong>O homem moderno foi desaprendendo a sentir cheiros.</strong> [...] Pouco munido de inalação de feromônios, de todas as substâncias que permeiam as secreções das mulheres, o suor, a saliva, o homem moderno precisa de meios químicos, precisa tomar Viagra, precisa de espelho no teto para olhar a bunda da mulher, precisa aumentar tanto o número de estímulos em volta, que os estímulo básicos, que era o cheiro e os olhos fechados, são insuficientes hoje para transar.&#8221;</p></blockquote>
<h3>Orgasmo com o bebê, guerra dos sexos, linha do tempo dos relacionamentos, ritual do homem grávido</h3>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/23012152" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<a href="http://vimeo.com/23012152" target="_blank"><em>Link Vimeo</em></a></p>
<p>Nessa parte, Dr. D&#8217;Auria percorre o desenvolvimento do homem e da mulher, dos primeiros anos até a velhice, com foco na inveja, nas disputas sutis das relações, até o ponto de um homem vomitar, engordar e agir como se estivesse grávido para chamar atenção.</p>
<blockquote><p>&#8220;O homem e a mulher nunca vão se entender. Porque no âmago do relacionamento a inveja é sempre o sentimento maior. E onde tem inveja você não consegue se unir.&#8221;</p>
<p>&#8220;Quando for a vez da mulher ficar por baixo, ela vai usar ferramentas que são altamente destrutivas e maquiavélicas. Se prepara porque você vai ter dificuldades.&#8221;</p>
<p>&#8220;As mulheres tem relações sexuais com o bebê. E <strong>muitas têm orgasmo amamentando</strong>.&#8221;</p>
<p>&#8220;Dos 30 aos 50: os homens só avançam, só ganham, horizonte promissor; as mulheres perdendo por minuto.&#8221;</p>
<p>&#8220;O executivo é esse homem que trabalha enlouquecidamente, sem pausa para o lazer. O lazer dele é programado numa planilha de Excel.&#8221;</p></blockquote>
<h3>Resiliência, a posição do homem num parto, família e legado</h3>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/23019135" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<a href="http://vimeo.com/23019135" target="_blank"><em>Link Vimeo</em> </a></p>
<blockquote><p>&#8220;O obstreta nunca é esquecido. A mãe fala o seu nome a vida inteira.&#8221;</p>
<p>&#8220;As famílias se enxugaram em núcleos pequenos. Não há tempo para o avô, para um tio mais distante que poderia passar ensinamentos.&#8221;</p>
<p><strong>&#8220;O maior patrimônio que você dá para um filho é o seu exemplo.&#8221;</strong></p>
<p>&#8220;Meu legado é a missão com o ser humano.&#8221;</p></blockquote>
<p>Obrigado, Dr. D&#8217;Auria. Obrigado.</p>
<h2 class="page_title froxo">LEIA TAMBÉM...</h2>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Biajoni, autor de Sexo Anal, Buceta e Boquete, lança livro sobre amor entre uma lésbica e um travesti</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/biajoni-autor-de-sexo-anal-buceta-e-boquete-lanca-livro-sobre-amor-entre-uma-lesbica-e-um-travesti/</link>
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		<pubDate>Sun, 02 Oct 2011 13:37:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alex Castro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas e perfis]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Para apresentar Luiz Biajoni, basta citar os títulos de alguns de seus livros: Sexo anal e Buceta. Pois é. Um dos últimos escritores verdadeiramente marginais e independentes, recusado por dezenas de editoras medrosas, ele agora finalmente virou mainstream. Acabou de lançar, pela editora Língua Geral, a adaptação literária do filme Elvis &#38; Madona. Ou seja, [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para apresentar Luiz Biajoni, basta citar os títulos de alguns de seus livros: <em>Sexo anal</em> e <em>Buceta</em>. Pois é.<span id="more-46013"></span></p>
<p>Um dos últimos escritores verdadeiramente marginais e independentes, recusado por dezenas de editoras medrosas, ele agora finalmente virou <em>mainstream</em>. Acabou de lançar, pela editora Língua Geral, a adaptação literária do filme <em>Elvis &amp; Madona</em>. Ou seja,<em> mainstream ma non troppo</em>: nada poderia ser mais biajônico do que contar a história do tórrido e insólito caso de amor entre uma lésbica e um travesti.</p>
<p>Luiz Biajoni, 40 anos, paulista de Americana, jornalista autodidata, já lançou os romances <em>Sexo anal</em>, <em>Virgínia Berlim</em> e <em>Buceta</em>, todos (auto)-publicados pela lendária mezzo-editora mezzo-ONG <a title="Os Viralata" href="http://osviralata.com.br/wp/" target="_blank">Os Vira-lata</a>, do editor-de-guerrilha Albano Martins. Está na terceira esposa (a linda Karen Bassetti, que tirou a foto abaixo) e no terceiro filho. Além disso, comanda um programa de entrevistas na TV Jornal de Limeira, todo dia às 11:30h, ao vivo. Ou seja, estou entrevistando um entrevistador profissional. Medo. Muito medo.</p>
<p>Mais importante que tudo isso, o Biajoni é um das pessoas mais generosas e boas e lindas e grandes e surpreendentes que já encontrei na vida. Um mais-que-amigo que tenho orgulho de chamar de irmão.</p>
<p>Abaixo, um papo improvisado para apresentar os leitores do PapodeHomem a uma das maiores figuras da literatura brasileira.</p>
<div id="attachment_46018" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-46018" title="Biajoni, em cena doméstica. Foto por Karen Bassetti, exclusiva para o PapodeHomem" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/09/bia-papo-de-homem-ioio-620x399.png?95884c" alt="Biajoni, em cena doméstica. Foto por Karen Bassetti, exclusiva para o PapodeHomem" width="620" height="399" /><p class="wp-caption-text">Biajoni, em cena doméstica. Foto por Karen Bassetti, exclusiva para o PapodeHomem</p></div>
<h3>O que há em um <em>Sexo anal</em>, ou uma teoria dos títulos</h3>
<p><em><strong>Alex Castro</strong></em><br />
<em> A primeira pergunta é: por que escrever livros com títulos que ninguém publica?</em></p>
<p><strong>Luiz Biajoni</strong><br />
Boa pergunta. Eu sempre respondo propondo um desafio: se você ler meus livros e encontrar títulos melhores, eu mudo. Os livros têm esses títulos pelo simples fato de serem os melhores para as tramas. Não é abuso, ou marketing. Eu mesmo fico constrangido quando tenho que falar deles. Pessoas acham que são livros pornôs, mas não são. Se eu escrevesse um livro eminentemente pornô o chamaria de <em>Democracia</em>, ou coisa parecida.</p>
<p><em><strong>Alex Castro</strong></em><br />
<em> Hmmm, se você colocaria </em>Democracia<em> como nome de livro eminentemente pornô e chama </em>Sexo anal<em> um livro que não é pornô mas tem sexo anal como elemento importante no enredo, isso levanta uma questão interessante: qual é a sua teoria de títulos? Ou seja, para que serve um título de livro, filme, de obra narrativa? Qual é a função?</em></p>
<p><strong>Luiz Biajoni</strong><br />
Pô, o título é importantíssimo. Na verdade, o título de <em>Sexo anal</em> é <em>Sexo anal – Uma novela marrom</em>. A questão &#8220;anal&#8221; permeia e costura a trama, mas não é o mais importante. Mais importante é a violência, as relações entre os personagens, e a corrupção da imprensa&#8230; <em>Novela marrom</em> é porque o livro é uma tentativa de transpor para o romance os princípios do que se chama de jornalismo marrom. Imprensa marrom. Neste caso, fazendo alusão ao sexo anal, claro, a cu e merda, essa coisa toda. É por isso que eu acho o título, desculpe a falta de modéstia, genial. Mas troco se alguém que ler me sugerir um melhor.</p>
<p>Agora veja que legal um livro pornô chamado <em>Democracia</em>. Imagine uma trama e que quatro ou seis casais decidam fazer uma orgia mas desde que todos façam tudo o que todos votarem, num processo democrático. Pode ser tenso e dramático, vai dizer? Taí pra quem quiser escrever. Eu escrevo livros policiais.</p>
<p><em><strong>Alex Castro</strong></em><br />
<em> Mas então um título tem que resumir o livro? aludir ao livro? comentar o livro? ironizar o livro? complementar o livro?</em></p>
<p><strong>Luiz Biajoni</strong><br />
Se der para ser tudo isso, pode ser perfeito. Não acha?</p>
<p><em><strong>Alex Castro</strong></em><br />
<em>A perfeição é inimiga não só da pressa mas de todo mundo.</em></p>
<p><strong>Luiz Biajoni</strong><br />
Gosto dos títulos do Philip Roth, geralmente são perfeitos. O melhor título de livro brasileiro, para mim, é do Mirisola, <em>Fátima fez os pés para mostrar na choperia</em>. Veja que título maravilhoso.</p>
<div id="attachment_46036" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-46036" title="Sexo anal e Buceta, dois livros que ______ (insira aqui o trocadilho de sua preferência)." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/09/sexo_anal_biajoni-620x425.jpg?95884c" alt="Sexo anal e Buceta, dois livros que ______ (insira aqui o trocadilho de sua preferência)." width="620" height="425" /><p class="wp-caption-text">Sexo anal e Buceta, dois livros que ______ (insira aqui o trocadilho de sua preferência).</p></div>
<p><em><strong>Alex Castro</strong></em><br />
<em> Quais foram os constrangimentos mais lindos que esses títulos já causaram?</em></p>
<p><strong>Luiz Biajoni</strong><br />
Vários. Mas quando participei do <em>For Rainbow</em>, festival de filmes gays, em Pernambuco, acompanhando <em>Elvis &amp; Madona</em>, a apresentadora me chamou ao palco e falou diversas vezes os títulos de meus livros e eu fui ficando roxo – e a platéia rindo. A apresentadora estava curtindo me constranger.</p>
<p>Tem vários constrangimentos que leitores me contam&#8230; De pais e mães que descobrem os livros e tal&#8230; Semana passada o prefeito daqui, de Limeira, onde moro, veio me dizer que comprou o <em>Elvis &amp; Madona</em>, mas quando viu os títulos dos meus outros livros na orelha do <em>E&amp;M</em>, botou na gaveta.</p>
<p>Teve um constrangimento interessante de uma amiga que, por displicência, expôs a capa de <em>Sexo anal</em> enquanto andava num elevador e havia cinco homens dentro e todos começaram a se olhar ameaçadoramente. Hahahahaha! Ela disse que nunca se sentiu tanto na iminência de um estupro. Mas acho exagero.</p>
<p><em><strong>Alex Castro</strong></em><br />
<em> Awwww, coitadinho do escritor que fica constrangido de ouvir os títulos dos próprios livros!!! Que dó!</em></p>
<p><strong>Luiz Biajoni</strong><br />
Ei, eu fico mesmo constrangido, especialmente se estiver são, sem ter bebido nada&#8230; No fundo, sou pudico.</p>
<p><object width="620" height="345" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/KQ84O4uKDkY?version=3&amp;hl=en_US&amp;rel=0&amp;hd=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="620" height="345" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/KQ84O4uKDkY?version=3&amp;hl=en_US&amp;rel=0&amp;hd=1" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object><br />
<em><a href="http://youtu.be/KQ84O4uKDkY" target="_blank">Link YouTube</a> | Trailer oficial do filme </em>Elvis &amp; Madona<em>, de Marcelo Laffitte, com Igor Cotrim e Simone Spoladore. Em cartaz em cinemas por todo Brasil.</em></p>
<h3><em>Elvis &amp; Madona</em>, o livro: a vingança da literatura contra o cinema</h3>
<p><em><strong>Alex Castro</strong></em><br />
<em> Bem, agora, vamos ao evento principal. </em>Elvis &amp; Madona<em>. Como surgiu esse projeto aí nessa sua vida bandida? E porque o seu livro é &#8220;a vingança da literatura contra o cinema&#8221;, como você disse?</em></p>
<p><strong>Luiz Biajoni</strong><br />
Pois é&#8230; Estava travado com <em>Boquete</em>, o final da minha trilogia suja. Já tinha recebido o e-mail do cineasta Marcelo Laffitte dizendo que tinha gostado do meu livro, o <em>Sexo anal</em>. Uma tarde, toca o telefone e é o Marcelo, perguntando se eu não achava que a história de <em>Elvis e Madona</em>, que ele estava acabando de filmar, não dava um romance&#8230; Disse que ia pensar na idéia – e pensei. E achei que, de várias maneiras, aquela trama cabia no meu universo&#8230; Aceitei e comecei a trabalhar. Foram vários começos e desistências&#8230; Só quando tive a idéia de ampliar a trama policial e contar a gênese dos personagens e mudar o final, retorcer a história afinal, é que o livro andou. O cenário do filme era bem diferente do cenário dos meus outros livros, mas, para isso, contei com a ajuda de alguns amigos. E o Marcelo deu carta branca para que eu escrevesse como quisesse.</p>
<p><em><strong>Alex Castro</strong></em><br />
<em> Eu confesso que acho interessante essa coisa da diferença. Os livros baseados em filmes são sempre muito bem comportados. Seguem o roteiro a risca. E você mudou tudo. Tem alguma mudança que você possa falar sem </em>spoilar<em> muito o filme e o livro? Você me disse uma vez no MSN: &#8220;vinguei todos os autores que reclamam que os diretores mudam os livros!&#8221; Me fala dessa sua &#8220;vingança&#8221;.</em></p>
<p><strong>Luiz Biajoni</strong><br />
Na verdade, roteiros costumam mudar filmes, especialmente os finais. Um exemplo: tem uma cena em <em>Animal agonizante</em> do Roth, que o protagonista lambe o sangue da menstruação da sua aluninha. No filme, com Penelope Cruz e o Ben Kingsley, não tem essa cena&#8230; Eu entendo: é uma cena que funciona bem no livro, mas no filme ia ficar estranha, repulsiva&#8230; Bom, cinema, livro, quadrinhos&#8230; são suportes diferentes, cada um tem sua característica. Quando a gente olha no filme o Igor Cotrim e a Simone Spoladore fazendo os personagens, a gente já imagina a história da vida pregressa deles. O jeito que a Simone olha o Igor (ou Elvis olha Madona) diz muito e, no livro, fica difícil contar isso, esse &#8220;jeito&#8221; – porque é um trabalho de ator. Então, para dar mais veracidade para os personagens, eu decidi criar uma vida para eles &#8220;antes do filme começar&#8221;&#8230; Infância, adolescência, juventude&#8230; Tudo eu que criei&#8230; &#8220;Arrumei uma cama&#8221; para os personagens, antes de iniciar a trama que o Marcelo desenhou.</p>
<div id="attachment_46048" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-46048" title="Elvis &amp; Madona, no cinema, é comédia romântica. No livro, é thriller." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/09/elvisemadona-400x587.jpg?95884c" alt="Elvis &amp; Madona, no cinema, é comédia romântica. No livro, é thriller." width="400" height="587" /><p class="wp-caption-text">Elvis &amp; Madona, no cinema, é comédia romântica. No livro, é thriller.</p></div>
<p><em><strong>Alex Castro</strong></em><br />
<em> Bem, nao vamos presumir que os leitores saibam do que estamos falando. Conta aí em linhas gerais a historia do filme.</em></p>
<p><strong>Luiz Biajoni</strong><br />
Elvis é, na verdade, Elvira, que quer ser fotógrafa mas entrega pizzas em Copacabana. Ela é mineira e gay, a família a mandou para o Rio quando descobriu a orientação sexual da filha. Madona é Adailton, travesti vindo de Marechal Hermes, que sonha em montar um show de Teatro de Revista. Já fez programas, já fez pornô, trabalha num salão de beleza e guarda dinheiro obsessivamente. Até que é roubado pelo ex-cafetão, João Tripé, um funcionário do mundo do crime. Elvis vai entregar uma pizza e conhece Madona. Ficam amigas e vivem uma história de amor improvável. Basicamente, isso. O filme de Marcelo é uma comédia romântica que subverte o gênero, conforme alguém escreveu. O meu livro tem mais sangue e morte, está mais para o policial, embora exista o amor ali.</p>
<p><strong><em>Alex Castro</em></strong><br />
<em> Você disse há pouco que a trama do </em>Elvis &amp; Madona<em> &#8220;cabia no seu universo&#8221; e esse é um ponto interessante: o que é o seu universo? O que define um livro, uma trama biajônica? Já existe esse estilo, essa assinatura?</em></p>
<p><strong>Luiz Biajoni</strong><br />
<em>Elvis &amp; Madona</em> cabia no meu &#8220;universo até agora&#8221;. Meus livros anteriores têm crime, sexo, perversões, homossexuais, travestis. Em <em>Buceta</em>, meu terceiro livro, o herói – ou heroína – é um travesti (acho que o primeiro senão o único da literatura brasileira). Então a trama tinha uma vibração que tinha a ver com meus outros livros. Estou escrevendo <em>Boquete</em>, que ainda vai por esse caminho. Mas não sei se será sempre o <em>mesmo</em> caminho – &#8220;meu universo&#8221; está em mutação.</p>
<p><em><strong>Alex Castro</strong></em><br />
<em> Gracas a deus! Se fosse um universo petrificado, calcificado, cabaçado, seria tudo muito chato! Ó, tem uma pergunta no twitter, olha só como somos mudernos. Do Darlon Silva (<a title="Darlon Silva" href="http://twitter.com/#!/candydarlon" target="_blank">@candydarlon</a>): &#8220;Por que o filme </em>Elvis &amp; Madona<em> demorou tanto a entrar em cartaz comercialmente?&#8221;</em></p>
<p><strong>Luiz Biajoni</strong><br />
O cinema tem esse problema, da distribuição. Tem que ter várias cópias, o exibidor tem que querer passar o seu filme, é tudo complicado&#8230; O dono do cinema vai querer passar um blockbuster americano ou um filme de amor entre um travesti e uma lésbica? Então o filme fez uma carreira de festivais para preparar o terreno. Ganhou vários prêmios, muita gente viu nos festivais do Brasil, criou um boca-a-boca que proporciou uma boa entrada do filme agora. Parece que está indo bem nas salas. Alex, todo mundo tá falando relativamente bem do filme. O Marcelo não quis fazer uma obra de arte, quis fazer um filme que dialoga com o público, um filme com bilheteria e tal&#8230;</p>
<div id="attachment_46035" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-46035" title="Igor Cotrim e Marcelo Lafitte, rodando o mundo para zoar e promover Elvis &amp; Madona." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/09/igor-e-marcelo-620.jpg?95884c" alt="Igor Cotrim e Marcelo Lafitte, rodando o mundo para zoar e promover Elvis &amp; Madona." width="620" height="465" /><p class="wp-caption-text">Igor Cotrim e Marcelo Laffitte, rodando o mundo para zoar e promover Elvis &amp; Madona.</p></div>
<h3><em>&#8220;As esquinas da Barra da Tijuca&#8221;</em>: Uma nota pessoal do Alex Castro</h3>
<p>Como o Biajoni é um caipira do interior de São Paulo e a história se passa em Copacabana, ajudei o homem a <em>cariocar</em> um pouco o enredo.</p>
<p>Um dia, se o mundo for um lugar justo, assim como publicaram recentemente os manuscritos originais do <em>On the road</em>, também publicarão o primeiro rascunho do romance <em>Elvis &amp; Madona</em> escrito em um hilário paulistês e minhas anotações sacaneando o Bia e trocando coxinhas por joelhos, sucarias por casas de suco, periferias por baixadas, minas por gatas (<em>&#8220;no rio, dá pena de morte falar mina sem ser no contexto estrito de mineração&#8221;</em>), um motel no Leblon por outro em Botafogo e, mais importante, eliminando uma hilária menção às <em>&#8220;esquinas da Barra da Tijuca&#8221;</em>.</p>
<p>Devíamos publicar uma edição limitada pela <a title="Os Viralata" href="http://osviralata.com.br/wp/" target="_blank">Os Vira-lata</a> e vender por uma fortuna. Valeria a pena.</p>
<p>De volta à entrevista.</p>
<h3><em>Boquete</em>, a próxima obra-prima do pudico Biajoni</h3>
<p><em><strong>Alex Castro</strong></em><br />
<em> Entao fala mais sobre o </em>Boquete<em>. O que pode contar? Se te conheço bem, deve ser a história de um homem sem pau.</em></p>
<p><strong>Luiz Biajoni</strong><br />
Não, não. <em>Boquete</em> é mais pretensioso que <em>Sexo anal</em> e <em>Buceta</em>. A trama de <em>Sexo anal</em> se desenvolve por três meses e tem 22 personagens. O Tiago Casagrande, do extinto Verbeats, tinha escrito que eu havia reinventando a prosa rápida – achei interessante isso, aí cortei o número de personagens pela metade e botei a trama de <em>Buceta</em> em 3 únicos dias. A trama de <em>Boquete</em>, porém, vai abranger 30 anos na vida de meia dúzia de pessoas, os relacionamentos delas&#8230; <em></em><em></em>É difícil escrever algo assim, você sabe&#8230;</p>
<p><em><strong>Alex Castro</strong></em><br />
<em>Pode ter até subtitulo: </em>Boquete, a história de uma família<em>! </em>Boquete, a trajetória de uma geração<em>!</em></p>
<p><strong>Luiz Biajoni</strong><br />
<em>Boquete &#8211; Uma novela vermelha. </em>Vermelha por conta do sangue e de um dos protagonistas, que é ruivo&#8230; Mas&#8230; basicamente, vai tratar de um pastor evangélico gay que precisa se casar com uma virgem e escolhe a garota&#8230; Mas ela não é mais virgem e tem que fazer uma reconstituição de hímen&#8230; E ele diz que só vai transar com ela depois de casados, antes disso NADA&#8230; E ela vira a rainha do boquete na cidade. Bem, essas são as três primeiras páginas, a coisa é bem mais complexa. Tou me esforçando. e me divertindo pra caralho.</p>
<div id="attachment_46034" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-46034" title="Luiz Biajoni, Alex Castro e Gustavo Brigatti, em histórico encontro no Rio de Janeiro em março de 2005." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/09/14042644_9dc674fc9a_o.jpg?95884c" alt="Luiz Biajoni, Alex Castro e Gustavo Brigatti, em histórico encontro no Rio de Janeiro em março de 2005." width="500" height="302" /><p class="wp-caption-text">Luiz Biajoni, Alex Castro e Gustavo Brigatti, em histórico encontro no Rio de Janeiro em março de 2005.</p></div>
<h3>Luiz Biajoni, fale agora ou cale-se para sempre</h3>
<p><em><strong>Alex Castro</strong></em><br />
<em> Entao vamos encerrando&#8230; O que você diria pra alguém que ainda está em duvida se vai ler ou nao seus livros?</em></p>
<p><strong>Luiz Biajoni</strong><br />
Diria que meus livros são para pessoas que não são hipócritas. Se você é adulto, vacinado, sabe que existe sexo e crime e sangue e corrupção e perversão e tudo o mais, pode se divertir com meus livros. Sim, acho que os livros são divertidos mas também acho que podem fazer pensar sobre algumas coisas. E, porra, porque perder tempo lendo <em>A cabana</em>? Hein? Me diz?</p>
<div id="attachment_46037" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-46037" title="Madona (Igor Cotrim) e Elvis (Simone Spolatore) chegando pro beijo." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/09/ELVISMADONA_1-620x413.jpg?95884c" alt="Madona (Igor Cotrim) e Elvis (Simone Spolatore) chegando pro beijo." width="620" height="413" /><p class="wp-caption-text">Madona (Igor Cotrim) e Elvis (Simone Spoladore) chegando pro beijo.</p></div>
<h3><em>Elvis &amp; Madona</em>, de Luiz Biajoni: o day after da primeira transa</h3>
<p><em>Elvis &amp; Madona</em>, o filme, está em cartaz em cinemas por todo o Brasil. <em>Elvis &amp; Madona</em>, o livro, por Luiz Biajoni, com um começo e um final totalmente diferentes, está à venda em livrarias idem.</p>
<p>Com vocês, meu trecho preferido, sobre o <em>day after</em> da primeira transa. Começa com o travesti Madona:</p>
<blockquote><p>Madona acordou com uma sensação de nunca. Respirou fundo primeiro, quase antes de abrir os olhos. Invocou alguns santos, vasculhou a mente atrás de alguma reza braba, fez figa cerebral para que tudo aquilo que estava ali bem vívido na memória não passasse de sonho. Sim, em breve tudo se desvaneceria, aquele sonho que lhe fizera o terror e o deleite durante a madrugada. Sonho ou pesadelo? Deleite ou delírio cruel? Abriu os olhos, temor fugidio, segundo suspiro, era real! Ela estava no sofá, sem roupas e com o pau melado. O pau! Ela pensou assim mesmo: “estou com o pau melado”. Teve um susto arrepiante quando usou a palavra “pau” para tratar de seu próprio membro – há trinta anos só o chamava de “pirulitinho”!</p></blockquote>
<p>E, agora, a lésbica Elvis:</p>
<blockquote><p>Enquanto trotava; a câmera pendurada no pescoço, balançando; o sol batendo já na cara; os olhos ainda meio remelentos; a boca seca, sem café ou escova; os cabelos desgrenhados; os pensamentos indesejados brotando rápido, era aquilo que tinha na mente, aquilo tudo que tinha acontecido.</p>
<p>Ela tinha transado. Com. Um. Homem. Quer dizer, não era exatamente um homem, mas&#8230; era! Tecnicamente, era. Ela gostava de mulheres, sempre gostou, desde os doze anos quando beijou um menino e vomitou. Desde o dia quando deu carona para a Julinha, a menina mais bonita do colégio, elas tinham catorze ou quinze anos e bastou o contato dos peitos da menina nas suas costas, as pernas abertas raspando o sexo na calcinha, enquanto a mobilete trepidava pelas ruas de paralelepípedos de Poços, para que ela gozasse e quase levasse as duas para o asfalto.</p>
<p>E, agora, resolvida e trintona, ela tinha tido uma relação sexual com um homem. Ela tinha sido penetrada por um pau de verdade! Não era um consolo, não era um vibrador manipulado por uma gata peituda e gostosa: era um pau com um saco e um cara junto.</p></blockquote>
<h3>Para ler na casa da sua avózinha</h3>
<p>Alguns dos livros mais clássicos e transgressores do Biajoni, como <a title="Sexo anal - Uma novela marron" href="http://ebooksgratis.com.br/livros-ebooks-gratis/literatura-nacional/romance-sexo-anal-uma-novela-marrom-luiz-biajoni/" target="_blank">Sexo anal</a> e <a title="Buceta - Uma novela cor-de-rosa" href="http://ebooksgratis.com.br/livros-ebooks-gratis/literatura-nacional/romance-buceta-uma-novela-cor-de-rosa-luiz-biajoni/" target="_blank">Buceta</a>, já podem ser encontrados gratuitamente pelas interwebs da vida. O homem é tão desprendido que não quer nem ganhar dinheiro. Mas não deixem de conferir <em>Elvis &amp; Madona</em> nas livrarias e nos cinemas.</p>
<p>Falando no filme, <a title="Igor Cotrim" href="http://igorcotrim.blogspot.com/" target="_blank">Igor Cotrim</a>, intérprete da Madona, um cara gente boa toda vida, também tem um blog e escreve livros.</p>
<p>Pra terminar, o Biajoni também tem <a title="Site do Biajoni" href="http://www.biajoni.com.br" target="_blank">site</a>, <a title="Biajoni" href="http://biajoni.opsblog.org/" target="_blank">blog</a> e <a title="@biajoni" href="http://twitter.com/#!/biajoni" target="_blank">twitter</a>, onde os mais afoitos (&#8220;quem tem pressa chupa cru&#8221;, já dizia minha avó) podem acompanhar o desenrolar, em tempo real, do <em>Boquete</em>.</p>
<p>Leia as obras-primas do Biajoni, de graça, agora: <a title="Sexo anal - Uma novela marron" href="http://ebooksgratis.com.br/livros-ebooks-gratis/literatura-nacional/romance-sexo-anal-uma-novela-marrom-luiz-biajoni/" target="_blank">Sexo anal</a> e <a title="Buceta - Uma novela cor-de-rosa" href="http://ebooksgratis.com.br/livros-ebooks-gratis/literatura-nacional/romance-buceta-uma-novela-cor-de-rosa-luiz-biajoni/" target="_blank">Buceta</a>.</p>
<div id="attachment_46078" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Luiz-Biajoni-001-400x559.jpg?95884c" alt="&quot;Alex, não inclui aquilo que eu gosto de chupar pau, tá?&quot; &quot;Claro que não, Bia. Sou teu irmão!&quot; &quot;Sei lá, né, pode queimar meu filme...&quot; &quot;Relaxa, Bia!&quot;" title="&quot;Alex, não inclui aquilo que eu gosto de chupar pau, tá?&quot; &quot;Claro que não, Bia. Sou teu irmão!&quot; &quot;Sei lá, né, pode queimar meu filme...&quot; &quot;Relaxa, Bia!&quot;" width="400" height="559" class="size-medium wp-image-46078" /><p class="wp-caption-text">&quot;Alex, não inclui aquilo que eu gosto de chupar pau, tá?&quot; &quot;Claro que não, Bia. Sou teu irmão!&quot; &quot;Sei lá, né, pode queimar meu filme...&quot; &quot;Relaxa, Bia!&quot;</p></div>
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		<title>Daniel Daibem fala de jazz no PdH entrevista</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Sep 2011 10:20:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jader Pires</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas e perfis]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Esta publicação começa com uma egotrip. Falarei, primeiramente, de mim mesmo. Comecei a gostar de jazz tardiamente, já pra depois de 23 anos. Persegui, provavelmente, o mesmo caminho de muitos. Conheci o rock&#8217;n roll, me apresentaram o blues, entendi porque meus pais gostavam tanto daquele samba que nada tinha a ver com o pagode que [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta publicação começa com uma <em>egotrip</em>. Falarei, primeiramente, de mim mesmo.</p>
<p>Comecei a gostar de jazz tardiamente, já pra depois de 23 anos. Persegui, provavelmente, o mesmo caminho de muitos. Conheci o rock&#8217;n roll, me apresentaram o blues, entendi porque meus pais gostavam tanto daquele samba que nada tinha a ver com o pagode que exibiam todo final de semana nos programas de auditório. O jazz veio por consequência dessa abertura musical que adquiri com o tempo.<span id="more-45856"></span></p>
<p>Com ouvidos cuidadosos, comecei a admirar aqueles trompetes cheios de notas tortas, as baterias dando vida ao swing, baixos gigantescos emitindo sons quentes, elegantes. Fui atrás das clássicas big bands, dos trios intimistas, dos instrumentistas que estavam por trás de improvisos cool. Me apaixonei por toda a aura do jazz. As fotos em preto e branco, as poses cheias de estilo do Miles Davis, do John Coltrane, do Chet Baker.</p>
<p>E daí, <strong>com esse apreço pelo jazz, me caiu nas mãos a oportunidade de entrevistar o Daniel Daibem</strong>, um cara que apresentou, por quase 10 anos, o programa Sala dos Professores na rádio Eldorado, um puta bate-papo via ondas que falava sobre os grandes mestres do jazz e tudo o que eles tinham pra ensinar. Além de ótimo comunicador, o Daibem também é músico, guitarrista do trio Hammond Grooves, uma formação de jazz com pitadas de música brasileira e cheia de balanço. Foi uma ótima conversa sobre música e sobre jeitos de ver a música.</p>
<p>Falar mais o que? Agora é ver os vídeos abaixo.</p>
<h3>As origens</h3>
<blockquote><p>[em 85] não eram muito definidas as tribos. Tipo, os hippies andavam com os punks que andavam com os “metal”. Porque [a cidade de Bauru] era tão pequena, que se você brigava, você não tinha amigos [...] era todo mundo brother!</p></blockquote>
<p>Tudo vem de algum lugar. Nessa primeira parte, o Daniel conta pra gente da sua juventude em Bauru, interior de São Paulo, o começo de sua vida na capital, faculdade, trabalho em rádio, e conta também sobre o início da vida musical, começando pelo bom e velho rock&#8217;n roll e conduzido ao jazz.</p>
<p><object width="620" height="345" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/vuazQz7daAs?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="620" height="345" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/vuazQz7daAs?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object><br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=vuazQz7daAs" target="_blank">Link YouTube |</a></em></p>
<blockquote><p>Você só vai tocar o que você consegue tocar de boca. (Levi Miranda, citado pelo Daibem sobre a musicalidade verbal de alguns músicos)</p></blockquote>
<h3>O Jazz</h3>
<blockquote><p>Os negros americanos descobriram uma forma de tocar essa música. Você conta uma história, mas nunca vai contá-la do mesmo jeito. O tema [de jazz] é o mesmo, mas você vai sempre brincar com ele.</p></blockquote>
<p>Já com o apego pelo jazz, a segunda parte foi traçada pelas emoções que esse estilo trás. Daibem fala de jazz, de improviso, dos mestres que ele inseriu no seu antigo programa de rádio, o <em>Sala dos Professores</em>, e comenta também sobre os caminhos do jazz e a importância da música como ferramenta de emoção.</p>
<blockquote><p>O jazz, esse barato que você sente quando ouve jazz, isso só acontece porque existem regras. O improviso se dá sob-regras.</p></blockquote>
<p><object width="620" height="345" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/6zXId2QQix0?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="620" height="345" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/6zXId2QQix0?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object><br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=6zXId2QQix0" target="_blank">Link YouTube |</a></em></p>
<blockquote><p>Pergunta pro Dominguinhos &#8220;o que você ouve?&#8221; Eu perguntei pra ele isso pra ele [e ele disse]: &#8220;basicamente, a negrada americana&#8221;.  Então é o que ele gosta. É o que tem balanço.</p></blockquote>
<h3>Os Hammond Grooves e o lar doce lar</h3>
<p>No final da conversa, falamos do trio em que o Daniel Daibem toca guitarra, os Hammond Grooves. Para isso, a gente quis saber como funciona essa organização de trio de jazz calcado no órgão Hammond e qual a função da guitarra dele nessa formação. Como funciona o improviso da guitarra nessa banda? Qual a levada que ela tem?</p>
<blockquote><p>O Miles [Davis] era um cara cabreiro com a vida. Teve uma época que ele tocava de costas pros brancos no palco, aquele som&#8230; E o Dizzy Gillespie? O E o Dizzy Gillespie era o ‘Bozo’ do trompete, tirava sarro, parecia um apresentador, um &#8220;entertainer&#8221;.</p></blockquote>
<p>Fechando o papo, o Daniel comenta o que ouve em casa, como funciona essa rotina de audições musicais e o que ele guarda no peito como músicas do coração.</p>
<p><object width="620" height="345" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/zTwyepGbYfw?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="620" height="345" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/zTwyepGbYfw?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object><br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=zTwyepGbYfw" target="_blank">Link YouTube |</a></em></p>
<blockquote><p>AC/DC. Eu sempre volto no AC/DC , não tem jeito. Aquilo, pra mim, é defesa de tese sobre &#8220;o que que é uma banda de rock séria&#8221;.</p></blockquote>
<h3>Agradecimentos</h3>
<ul>
<li>Ao <a href="http://vh1brasil.uol.com.br/programas/entre-sem-bater/#showSummary" target="_blank">Daniel Daibem</a>, pela simpatia e disponibilidade;</li>
<li>Aos <a href="http://www.hammond.com.br/hammondgrooves.htm" target="_blank">Hammond Grooves</a>, pela pausa na passagem de som pra gente poder fazer a entrevista;</li>
<li>Ao <a href="http://www.madeleine.com.br/" target="_blank">Madeleine Jazz Bar</a>, que gentilmente nos cedeu o local para a entrevista;</li>
<li>Ao <a href="http://papodehomem.com.br/author/fred-fagundes/" target="_blank">Fred Fagundes</a>, nosso editor gaúcho que fez a gravação e editou esses vídeos fodas aí em cima.</li>
</ul>
<div>Aos interessados em ouvir todo o áudio da conversa, <a href="http://pdh.co/danieldaibemmp3" target="_blank">eis a versão em MP3</a> para download.</div>
<blockquote><p>Eu pensei que vocês vinham pra falar de putaria, &#8220;Papo de Homem&#8221;. Me falaram que um dia no site tinha um texto sobre &#8220;como se termina com a namorada&#8221; [...] Tá gravando?</p></blockquote>
<p><em>Adendo: O<em> Daniel Daibem toca com os Hammond Grooves toda quinta, a partir das 21h45, no <a href="http://www.madeleine.com.br/" target="_blank">Madeleine</a>, na Vila Madalena (São Paulo). </em></em></p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>George Best &#124; Homens que você deveria conhecer #21</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/george-best-homens-que-voce-deveria-conhecer/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Sep 2011 10:44:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fred Fagundes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atitude]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas e perfis]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Homens que você deveria conhecer]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Há um ditado bastante popular na Irlanda do Norte que diz o seguinte: “Maradona good. Pelé better. George Best”. Exagero? Não. Licença poética. Existem atletas que driblam e espantam mesmo parados. Esse rótulo de excepcional é aplicado apenas para quem pratica a arte que, sabe-se lá quando, lhe foi determinada. Trata-se da linha divisória e [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há um ditado bastante popular na Irlanda do Norte que diz o seguinte: “Maradona good. Pelé better. George Best”.</p>
<p>Exagero? Não. Licença poética.</p>
<p><span id="more-45647"></span></p>
<p>Existem atletas que driblam e espantam mesmo parados. Esse rótulo de excepcional é aplicado apenas para quem pratica a arte que, sabe-se lá quando, lhe foi determinada. Trata-se da linha divisória e definitiva do bom jogador para o craque. Não basta bater recorde de jogos, gols e assistências se você não tem o acréscimo visível e identificável de craque. <strong>Aquele tal diferenciado</strong>.</p>
<p>Para olhos bem treinados e céticos, basta um passe, domínio ou chute para entender que você está diante de um fora de série. Eles simplesmente falam com os pés. Peito aberto, cabeça erguida e passadas largas. Assim surgem e consagram-se os grandes jogadores. Ganham títulos, fama e dinheiro. Alguns, descartáveis. Outros, eternos. Quem? Os que possuem personalidade.</p>
<p>E ninguém na história do futebol uniu personalidade, capacidade e carisma como George Best.</p>
<div id="attachment_45648" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-45648  " title="George Best | Homens que você deveria conhecer" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/09/PdH-George-Best-1963.jpg?95884c" alt="" width="620" height="335" /><p class="wp-caption-text">George Best, em 1963, dando seus primeiros chutes com a camisa do Manchester</p></div>
<h3>Os diabos vermelhos</h3>
<p>George Best era irlandês. Natural de Belfast, a maior cidade da Irlanda do Norte. Sempre apresentou-se como fã do Manchester United. Por sorte, foi o próprio Manchester que o descobriu em 1961, quando Bob Bishop, lendário olheiro do time inglês, acompanhou uma partida de amadores em Belfast. “Encontrei um gênio pra você”, dizia o telegrama de Bob enviado para o técnico Matt Busby logo após o jogo.</p>
<p>O contrato do jovem Best era de apenas duas semanas de testes em Old Trafford. Ele ficou dois dias. A saudade bateu mais forte e o instinto de adolescente o fez voltar para casa. Mas Busby já havia visto o suficiente e partiu para a Irlanda com a missão de buscar a promessa. Conseguiu. E construiu um trio de ataque que imortalizou os diabos vermelhos: <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bobby_Charlton" target="_blank">Bobby Charlton</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Denis_Law" target="_blank">Denis Law</a> e George Best.</strong></p>
<p><object width="620" height="450" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/B-miJBBb5eA?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="620" height="450" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/B-miJBBb5eA?version=3&amp;hl=pt_BR" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object><br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=B-miJBBb5eA" target="_blank">Link YouTube</a> | Em 1968 George Best foi Campeão Europeu marcando gol em todas as rodadas</em></p>
<p>A consagração com a camisa do Manchester veio cedo. Já em 1963 foi campeão da Copa da Inglaterra. O ponto de partida para Best surgir como o queridinho da imprensa. Seu estilo falastrão era muito popular entre os torcedores. Irônico, jamais comprometeu dentro de campo após os discursos exagerados e frases de impacto. Habilidoso, rápido, decisivo, líder e muito disciplinado, Best alcançou um nível de exibição que tolerava todas as extravagâncias extra-campo. Foi, durante a década de 60, o Pelé politicamente incorreto da Europa.</p>
<p><strong>Era fácil ser George Best.</strong></p>
<p>Afinal, ele era rico, famoso e bonito. A vida era dividida em festas, corridas com carros esportivos e muitas, muitas mulheres. Ele mesclava a marra de um Renato Gaúcho com o poder de mídia de um David Beckham. E todos amavam. As mulheres o queriam e os homens queriam ser ele. Mas é claro que há um limite. E Best chegou até ele, especialmente quando os exageros geraram conflitos com a carreira de jogador.</p>
<p>Era claro que o dom de Best vinha acompanhado de uma tendência destrutiva. Do mesmo modo que ele queria superar a todos dentro de campo, fazia o necessário para ser o melhor quando saia a noite. Os limites foram ficando cada vez mais escassos. De tão pop-star e polêmico, o ponta-direita que havia sido o primeiro jogador de futebol inglês a sair dos cadernos de esporte para ser capa de jornal ganhava um nome apelido: <strong>o quinto beatle</strong>.</p>
<div id="attachment_45649" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-45649 " title="George Best | Homens que você deveria conhecer" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/09/PdH-George-Best-Lojas-e-Carros.jpg?95884c" alt="" width="620" height="462" /><p class="wp-caption-text">O primeiro jogador de futebol a ter uma grife com seu nome</p></div>
<h3>O início da destruição</h3>
<p>O futebol começou a encher o saco de Best.</p>
<p>Ele despertou um lado empresário e abriu diversas sociedades na Inglaterra. Investiu em casas noturnas, lojas de grife e até uma pequena empresa de aviões. Administrando de longe seus patrimônios e ainda jogando pelo Manchester, começou a exagerar nas noitadas e ausência de treinos. Ganhou fama de bebedor, mulherengo e apostador.</p>
<p>Apesar de Bobby Charlton manifestar publicamente diversas vezes que era contra as atitudes de Best, o irlandês tinha a proteção de Matt Busby — então diretor técnico do Manchester — e da própria torcida. Os poucos momentos que Best apresentava-se em campo compensavam os jogos perdidos. O brilhantismo do atleta era considerado <strong>um patrimônio público da cidade de Manchester</strong>.</p>
<p>Contudo, essas regalias acabaram com a chegada do novo treinador Tommy Docherty. A atitude da direção rendeu um pedido de dispensa de Best. Ele até ameaçou uma volta no ano seguinte, mas, com 27 anos, novamente se desentendeu com Docherty e anunciou o encerramento da carreira. Ou pelo menos o primeiro deles. A partir de 1975, Best teve passagens rápidas por times da Irlanda, África do Sul, Estados Unidos, Austrália e novamente na Inglaterra.</p>
<p>Seguiu jogando sem o mesmo brilho até 1984, quando fez seu último jogo oficial com a camisa do Tobermore United.</p>
<div id="attachment_45651" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-45651 " title="George Best | Homens que você deveria conhecer" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/09/PdH-George-Best-e-mulheres.jpg?95884c" alt="" width="620" height="335" /><p class="wp-caption-text">Sempre rodeado de mulheres, Best foi um mestre do marketing pessoal</p></div>
<h3>Abre aspas</h3>
<p>Mesmo fora de campo, Best continuou sendo o maior símbolo do futebol da Irlanda do Norte. Uma campanha foi executada para que o técnico Billy Bingham levasse o veterano à Copa do Mundo de 1982. Sem sucesso. O ponta defendeu a Irlanda em 37 jogos, mas nunca teve a oportunidade de jogar uma Copa do Mundo.</p>
<p>Uma pena para a Copa.</p>
<p>Pois a Copa perdeu mais do que um nome. Perdeu um símbolo de mudança no perfil de jogador de futebol. <strong>Best transformou o grande jogador em craque</strong>. Elevou o patamar de esportista em celebridade. Sem referências, sem ídolos, sem imitações. Apenas fazendo o que fazia de melhor e falando o que achava mais propício.</p>
<p><strong>Falar era uma especialidade de Best</strong>. Assim, imortalizou frases e comentários. Alguns recentes, como essa durante a Copa de 1998:</p>
<blockquote><p>O David Beckham não sabe rematar com o pé esquerdo, não sabe cabecear, não sabe fazer faltas e não marca muitos gols. Fora isso, é um bom jogador.</p></blockquote>
<p>Outros clássicos, até hoje relembrados por beberrões e playboys convictos :</p>
<blockquote><p>Dizem que tentei dormir com sete Misses Mundo. Não é verdade. Foram apenas quatro. As outras três é que vieram atrás de mim.</p>
<p>Gastei muito dinheiro com bebidas, mulheres e carros rápidos. O resto, esbanjei.</p></blockquote>
<div id="attachment_45653" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-45653 " title="George Best | Homens que você deveria conhecer" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/09/PdH-George-Best-e-Pele.jpg?95884c" alt="" width="620" height="445" /><p class="wp-caption-text">&quot;Se eu tivesse nascido feio, vocês nunca teriam ouvido falar de Pelé&quot; (George Best)</p></div>
<h3>Simply the best</h3>
<p>Em 2002, destruído pela cirrose, Best teve que receber um transplante de fígado. A cirurgia foi um sucesso, mas o ex-jogador voltou a beber poucos meses depois. Em outubro de 2005 foi internado no hospital Cromwell, em Londres, com sérios problemas nos rins. O estado grave foi noticiado pela imprensa e logo jogadores de todo o mundo foram ao hospital se despedir do ídolo.</p>
<p>Inclusive Pelé.</p>
<p>O maior de todos esteve no início de novembro em Londres. Conversou com Best, relembrou das temporadas nos Estados Unidos, desejou-lhe força e deixou uma carta. Pediu que o envelope fosse aberto somente após a despedida.</p>
<p>Com Pelé já fora do hospital, Denis Law, amigo de Best, abriu o envelope. A carta continha uma mensagem de apoio com desejos de melhoras. E a seguinte assinatura:</p>
<blockquote><p><strong>Do segundo melhor jogador de todos os tempos, Pelé.</strong></p></blockquote>
<p>Best sorriu, olhou para o teto do hospital e ponderou:</p>
<blockquote><p><strong>Esse foi o último brinde da minha vida.</strong></p></blockquote>
<p>O ex-jogador morreu em 25 de novembro de 2005. Homenageado por multidões e políticos como grande estrela, foi enterrado com 59 anos ao lado da mãe na sua Belfast natal. Cindo dias antes, um gesto marcante. Deixou-se fotografar pela imprensa em seu estado lamentável e disse uma única frase. A frase da legenda.</p>
<div id="attachment_45654" class="wp-caption alignnone" style="width: 430px"><img class="size-full wp-image-45654 " title="George Best | Homens que você deveria conhecer" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/09/PdH-Best-ultimos-dias.jpg?95884c" alt="" width="420" height="529" /><p class="wp-caption-text">&quot;Não fiquem como eu”</p></div>
<p>Não fiquem como Best.</p>
<p>Mas aprendam com o que ele fez.</p>
<p>E inspirem-se no melhor.</p>
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		<title>Conheça aqui um velho fodão: Ademar Berois</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Sep 2011 11:08:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jader Pires</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas e contos]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas e perfis]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Eu tenho um conhecido que teve uma vida engraçada. Nasceu no interior de São Paulo, veio ainda moleque pra capital com os pais, trabalhou desde cedo ajudando aqui e acolá, no começo da fase adulta, arranjou emprego em uma das metalúrgicas do ABC, empresa que trabalhou até se aposentar. Hoje, vive de televisão, remédios e [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu tenho um conhecido que teve uma vida engraçada. Nasceu no interior de São Paulo, veio ainda moleque pra capital com os pais, trabalhou desde cedo ajudando aqui e acolá, no começo da fase adulta, arranjou emprego em uma das metalúrgicas do ABC, empresa que trabalhou até se aposentar. Hoje, vive de televisão, remédios e lamentos.</p>
<p>A vida pode ser bandida (e de fato é), mas não consigo tirar da cabeça que foi a vida que ele escolheu.<span id="more-45224"></span></p>
<p>O fato é que temos duas opções em jogo: servir ao tempo ou servir à vida. O primeiro diz respeito ao cotidiano arrastado, daquele costume de falar sempre &#8220;mais tarde&#8221; e, quando se está de cara com esse, troca por um &#8220;depois&#8221;, até que o dia se acaba naquele alívio de tirar das costas o fardo de viver. Tem gente que prefere assim (e quem sou eu pra ir lá julgar).</p>
<div id="attachment_45298" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/roubando-oficio-ou-a-vida-dedicada-a-vida/img_0707/" rel="attachment wp-att-45298"><img class="size-large wp-image-45298" title="Ademar Berois" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/09/IMG_0707-620x225.jpg?95884c" alt="" width="620" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">A oficina de alguém que escolheu a segunda opção. Diversas vezes</p></div>
<p>Do outro lado da moeda, temos o &#8220;servir à vida&#8221;, que nada mais trata que dar à vida o que ela pede. E nem estou falando de grandes feitos e de brilhantes atos que ficam para a posteridade. Isso tudo diz respeito a fazer as coisas das quais se tem vontade, coisas que borbulham pela cabeça no caminho que te faz tomar outros caminhos. Como bem diz a frase do <a href="http://papodehomem.com.br/downloads/viagem_1920x1080.jpgc?95884c" target="_blank">último wallpaper</a> do PdH, &#8220;nenhum homem deveria nascer e morrer no mesmo lugar&#8221;. Tomei isso como meta de uns poucos tempos pra cá.</p>
<p>Conheci outra figura há pouco tempo. Seu nome é Ademar Berois, um uruguaio de mais de 70 anos que, no percurso de sua vida, teve diversas oportunidades de servir ao tempo, sentar e sossegar até que viesse mais tempo, até que esse se acabasse. Mas, só de tinhoso e turrão, Berois foi acatando os pedidos de sua vida, os anseios de seu coração jovem, até as súplicas de um idoso órgão responsável por guardar as delicias e amarguras da vida.</p>
<p>Danado de tudo, Ademar Berois fugiu da guarda do Estado quando criança e foi morar com parentes. Dormiu embaixo de uma mesinha que tinha, ao lado, um bau. Curioso, ele abriu a tal arca e encontrou uma série de livros do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/J%C3%BAlio_Verne" target="_blank">Júlio verne</a>, e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre_Dumas,_pai" target="_blank">Alexandre Dumas</a>. Foi assim que ele aprendeu a ler e a desenvolver a fala tão poética que possui hoje.</p>
<p>Berois foi atleta de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Luta_greco-romana" target="_blank">luta greco-romana</a>. Chegou a ganhar de um lutador duas categorias acima da sua, num golpe magistral que até saiu nos jornais da época. Berois também  foi levantador de peso, competindo em diversas modalidades. Berois era um galã, parrudo e galanteador. E claro que sofreu por amor.</p>
<p>Com todas as qualidades esportivas, Berois se apaixonou pela música folclórica do sul. Aprendeu a tocar <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Milonga" target="_blank">milonga</a> e sempre que está com um instrumento na mão, o acaricia como se acaricia uma dama carnuda das mais belas curvas. Da força à delicadeza, Ademar Berois começou a aprender a esculpir quando jovem, aprendendo com um velho artífice. Roubou-lhe o ofício ao virar também artista plástico.</p>
<p>Hoje, ele divide seu tempo entre esculturas e a bicicleta, outra de suas paixões. O velhote uruguaio adora competições sobre duas rodas e, sempre que conversa com sua &#8220;magrela&#8221;, pede desculpas por não lhe dedicar o tempo que queria.</p>
<p>Ademar Berois, um homem cuja a vida agora vira documento. <em><a href="http://www.facebook.com/event.php?eid=257017300998558&amp;ref=notif&amp;notif_t=event_invite" target="_blank">Roubando Vidas &#8211; Ademar Berois</a></em> é um filme em forma de documentário que tenta resumir todos os pequenos feitos pessoais de uma pessoa que tem, em sua essência, a vontade deliberada de servir a vida e fazer o que lhe der na telha. Um homem que mudou, e mudou e, sempre que achou válido, mudou.</p>
<p>Não, essa não é uma publicação patrocinada, meu amigo. É uma crônica singela sobre um exemplo de que fazer o que quer é completamente possível. Segue o trailer do doc:</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/qbjshdeDWXU?rel=0" frameborder="0" width="620" height="345"></iframe><br />
<em><a href="http://youtu.be/qbjshdeDWXU" target="_blank">Link YouTube</a> | Feliz aquele que tem uma vida cheia de choros e sorrisos</em></p>
<p>Em tempo, por falta de espaço no texto, coloco aqui algumas imagens de fotos que consegui no dia que conversei com a figura que é o Ademar Berois. Situações que citei acima, de recortes da vida do velho uruguaio e, também, algumas das obras dele que conseguimos registrar. São belas imagens de uma vida bela.</p>
<div id="attachment_45301" class="wp-caption alignnone" style="width: 523px"><a href="http://papodehomem.com.br/roubando-oficio-ou-a-vida-dedicada-a-vida/img_0712/" rel="attachment wp-att-45301"><img class="size-large wp-image-45301" title="Ademar Berois" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/09/IMG_0712-513x800.jpg?95884c" alt="" width="513" height="800" /></a><p class="wp-caption-text">O jovem Berois, em sua época atlética</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45302" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/roubando-oficio-ou-a-vida-dedicada-a-vida/img_0721/" rel="attachment wp-att-45302"><img class="size-full wp-image-45302" title="Ademar Berois" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/09/IMG_0721.jpg?95884c" alt="" width="620" height="476" /></a><p class="wp-caption-text">Vencedor de mais uma disputa de luta-greco romana, num golpe magistral</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45303" class="wp-caption alignnone" style="width: 610px"><a href="http://papodehomem.com.br/roubando-oficio-ou-a-vida-dedicada-a-vida/img_0717/" rel="attachment wp-att-45303"><img class="size-large wp-image-45303" title="Ademar Berois" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/09/IMG_0717-600x800.jpg?95884c" alt="" width="600" height="800" /></a><p class="wp-caption-text">Dos treinamentos atléticos do uruguaio</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45304" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/roubando-oficio-ou-a-vida-dedicada-a-vida/img_0723/" rel="attachment wp-att-45304"><img class="size-full wp-image-45304" title="Ademar Berois" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/09/IMG_0723.jpg?95884c" alt="" width="620" height="431" /></a><p class="wp-caption-text">Berois em uma competição de levantamento de peso</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45306" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/roubando-oficio-ou-a-vida-dedicada-a-vida/img_0758/" rel="attachment wp-att-45306"><img class="size-full wp-image-45306" title="Ademar berois" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/09/IMG_0758.jpg?95884c" alt="" width="620" height="474" /></a><p class="wp-caption-text">A multidão de Berois, nome inventado por mim em livre interpretação</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45308" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/roubando-oficio-ou-a-vida-dedicada-a-vida/img_0757/" rel="attachment wp-att-45308"><img class="size-full wp-image-45308" title="Ademar Berois" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/09/IMG_0757.jpg?95884c" alt="" width="620" height="745" /></a><p class="wp-caption-text">Um dos muitos touros de Berois</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_45309" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/roubando-oficio-ou-a-vida-dedicada-a-vida/img_0756/" rel="attachment wp-att-45309"><img class="size-full wp-image-45309" title="Ademar Berois" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/09/IMG_0756.jpg?95884c" alt="" width="620" height="799" /></a><p class="wp-caption-text">Roubou um ofício e cunhou em seu estilo, a força em equilíbrio com a delicadeza</p></div>
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