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	<title>Papo de Homem - Lifestyle Magazine &#187; Dinheiro</title>
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		<title>O sonho de dois reais</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Dec 2011 12:30:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinícius Boechat</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas e contos]]></category>
		<category><![CDATA[Dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[PdH Shots]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Neto de meu avô, apostador ilustre de uma cidadezinha de Minas Gerais, levei comigo o costume dele. Quartas e sábados, independente da circunstância, do valor acumulado ou do tempo que faz lá fora, estou eu na fila da loteria. Quarta é um dia como outro qualquer: filas gigantescas de gente pagando conta, recebendo salário, recarregando os [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neto de meu avô, apostador ilustre de uma cidadezinha de Minas Gerais, levei comigo o costume dele. Quartas e sábados, independente da circunstância, do valor acumulado ou do tempo que faz lá fora, estou eu na fila da loteria.<span id="more-50815"></span></p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-50937" title="" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/06102011EF_4091-620x412.jpg?95884c" alt="" width="620" height="412" /></p>
<p>Quarta é um dia como outro qualquer: filas gigantescas de gente pagando conta, recebendo salário, recarregando os créditos do celular, apostadores menores e eu. No sábado é que a coisa fica séria. É o dia dos grandes apostadores: aposentados e viúvas.</p>
<p>A média de idade (comigo incluso, para jogá-la para baixo) é de 80 anos. Uma experiência e tanto. Senhores de cabelos brancos trovando as atendentes. Senhoras que falam ora com você, ora com o cachorro a tiracolo — às vezes, também mais velho que eu.</p>
<p>Esses apostadores levam a arte da aposta a outro nível. Blocos de apostas à conferir, outro bolo de jogos a serem feitos, bolões entre a família, surpresinhas e sequências imperdíveis de jogos que tem tudo pra ganhar.</p>
<p>E eu lá, logo atrás, com minha sequência garantida de vencer. Só dois reais. Poderia estar gastando com tanta besteira. Mas hoje é dia.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-50929" title="" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/lambo01-620x298.jpg?95884c" alt="" width="620" height="298" /></p>
<h3>Vale-Sonho</h3>
<p><strong></strong> Gosto daquele momento entre o pagar a aposta e esperar o resultado. G<span style="font-size: small;">osto da expectativa, de fazer os planos, de imaginar o que faria com tanto dinheiro — e tudo isso por dois reais. O sonho de dois reais.</span></p>
<p>E você vai pra casa com esses pensamentos, e depois esquece tudo por horas, faz o que a rotina te obriga, mas quando alguém comenta: “e a mega?”, aí a conversa é outra.</p>
<p>Todos já têm planos detalhados para o dinheiro. Vale até copiar as melhores ideias dos amigos, no melhor estilo Steve do filme <em>Uma saida de mestre</em>.  Ou, então, numa conversa mais racional, discutir com seu pai (outro grande apostador)  como administrar e investir toda aquela fortuna que já é quase real.</p>
<p><object width="620" height="450" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/vqcoAxdGtPU?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="620" height="450" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/vqcoAxdGtPU?version=3&amp;hl=pt_BR" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object><br />
<em><a href="http://youtu.be/vqcoAxdGtPU" target="_blank">Link YouTube</a> | A Zebrinha ficou no ar entre 1972 e 1986. Existe alguém nascido na década de setenta que não foi apaixonado por ela?</em></p>
<p>E tudo isso por dois reais. Dois reais que você ganhou de troco e que <strong>podem</strong> <strong>transformar</strong> você em um cara com milhões de motivos para sorrir.</p>
<p>Bem, na verdade,<strong> te transforma</strong> em um cara com milhões de motivos para sorrir, porque até a hora em que aparece a palavra <em>&#8220;Acumulou!&#8221;</em> (e que te dá ainda mais chances de sorrir) ou a frase <em>“Prêmio milionário sai para apostador local”</em> (que te faz chorar uma lágrima solitária e ter ainda mais certeza que sua hora vai chegar!) o seu investimento valeu a pena.</p>
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	</ol>
<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>O dinheiro, o homem e uma festa cheia de gente estranha</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/o-dinheiro-o-homem-e-uma-festa-cheia-de-gente-estranha/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 09:08:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Atitude]]></category>
		<category><![CDATA[Dinheiro]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Para quem acredita que ter razão é sinônimo de viver a verdade, as desculpas embaçam nossas reais dificuldades e criam a falsa de impressão de que &#8220;está tudo certo&#8221;, de que nosso potencial só não está sendo melhor aproveitado porque &#8220;o sistema não deixa&#8221;. Viver na zona de conforto é satisfatório. Mas o que isso [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para quem acredita que ter razão é sinônimo de viver a verdade, as desculpas embaçam nossas reais dificuldades e criam a falsa de impressão de que &#8220;está tudo certo&#8221;, de que nosso potencial só não está sendo melhor aproveitado porque &#8220;o sistema não deixa&#8221;.</p>
<p>Viver na zona de conforto é satisfatório. Mas o que isso tem a ver com você e as pessoas com quem você se relaciona? O que isso tem a ver com sua grana e a maneira com que ela serve a seus propósitos? A relação é direta, embora seja mal compreendida.<span id="more-50387"></span></p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/KcSTSsBiOlE?rel=0" frameborder="0" width="619" height="420"></iframe><br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=KcSTSsBiOlE" target="_blank">Link YouTube</a> | Vale lembrar: dinheiro na mão é vendaval</em></p>
<h3>Amar é&#8230; mais fácil quando a outra pessoa tem dinheiro</h3>
<p>O dinheiro é um meio de troca. Só isso. Trocamos nosso esforço por dinheiro, que é então usado para proporcionar conforto, consumo e satisfação pessoal. Alexandre Versignassi, no excelente livro <em>Crash</em>, diz algo mais ou menos assim:</p>
<blockquote><p>&#8220;O dinheiro permite que uma manicure consiga comprar pão sem ter que fazer as unhas do padeiro.&#8221;</p></blockquote>
<p>Acontece que, desde os primeiros dias de nossa vida laboral, associamos o dinheiro à chance de &#8220;subir na vida&#8221;. Assim, colocamos nas cifras expectativas que transcendem a real importância de trabalhar. Não fazemos isso porque somos egoístas, interesseiros ou &#8220;porcos chauvinistas&#8221;, mas porque o dinheiro compra muita coisa.</p>
<p>E <strong>comprar muitas coisas atrai os olhares das pessoas à nossa volta</strong>.</p>
<p>Somos frequentemente definidos por nossas posses e por aquilo que exteriorizamos em uma relação. Julgamos muito pela aparência porque é a maneira mais simples de formar opinião a respeito de alguém ou algum lugar. A engrenagem gira e logo somos impelidos a glorificar a diferenciação pelos bens, ainda que isso não seja necessariamente nossa definição de sucesso. Enquanto isso, as relações vão ficando tensas, complexas e delicadas. O convívio social, perceba, passa a ser, invisível e paradoxalmente, um reflexo do nosso relacionamento com o dinheiro.</p>
<p>Experimente o olhar mais questionador: adianta querer manter o status se não existir plateia? E quem define, cultiva e exercita a plateia? Nós mesmos. Trata-se de um ciclo óbvio.</p>
<h3>Talvez você seja um exibicionista</h3>
<p>O paradoxo do cotidiano se mostra na medida em que, muitas vezes, afirmamos aos mais queridos que &#8220;essa coisa de dinheiro é besteira&#8221;, sempre seguido de &#8220;o que importa é a família e os amigos e a importância que damos a eles&#8221;. Pego emprestado uma opinião do escritor Alain de Botton:</p>
<blockquote><p>&#8220;Perdemos o interesse pelos outros quando tudo que procuramos fazer é afirmar o quanto as coisas estão indo bem para nós, da mesma maneira que a amizade só tem chance de crescer quando ousamos compartilhar aquilo que tememos e lamentamos. O resto é puro exibicionismo.&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>E é isso que vivemos: um exibicionismo irritante e infantil.</strong> Somos incapazes de dar bom-dia<em> </em>ao porteiro ou de dar um abraço efusivo em um honrado trabalhador da construção civil. Mas passamos horas discutindo &#8220;planos de carreira&#8221;, &#8220;decisões pessoais difíceis&#8221; e outros tantos &#8220;assuntos importantes&#8221;.</p>
<div id="attachment_50407" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-50407" title="O dinheiro, o homem e uma festa cheia de gente estranha" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/money-in-hand.jpg?95884c" alt="" width="620" height="430" /><p class="wp-caption-text">&quot;Dinheiro não é tudo&quot;, disse meu melhor amigo, Benjamin Franklin</p></div>
<p>Convivemos com as mais variadas possibilidades de colocar em prática o discurso da consciência limpa, do “dinheiro não é tudo”, mas preferimos as satisfações imediatas do consumo e a reverência que só o status – o “ter coisas” – é capaz de trazer. Traduzindo: adoramos mesmo é ditar verdades e fazer tudo “da boca pra fora”. A verdade, no entanto, é mais cruel.</p>
<h3>Suas festas têm convidados importantes ou apenas quem valide seu modo de vida?</h3>
<p>Pense agora nas festas que você organiza ou das quais participa. Quem são os convidados à sua volta?</p>
<p>Vou reformular a questão: você convive com quem valida seu modelo de vida ou com quem o questiona com o propósito de fazê-lo sentir-se vivo?</p>
<p>Muito do que estou falando aqui tem nome: hipocrisia.</p>
<p>Confesso que tenho fortes tendências a recusar convites de casamento, festas e muitos outros compromissos semelhantes, simplesmente porque sei que os participantes não serão as pessoas com quem eu realmente gostaria de conversar sobre o que me é mais valioso: a qualidade de vida, o bem-estar familiar e o equilíbrio pessoal. O que normalmente encontro nestas ocasiões são fervorosos militantes, cada um buscando mais reconhecimento e oportunidades de destilar seu poder.</p>
<p>Não se assuste ao saber que, no meu casamento, estavam presentes desde o cabeleireiro da família (sim, existe isso!) até a manicure de minha esposa, passando pelo porteiro do edifício onde moramos, seus colegas de trabalho no condomínio e outras pessoas para quem um ombro amigo e um ouvido paciente valem mais que o salário. Acredite, muita &#8220;gente importante&#8221;, íntima, e que tem relação direta com minha vida e trabalho, ficou de fora.</p>
<p>Relacionamentos são entidades complexas, especialmente quando são nutridos por interesses genuinamente humanos. Essa observação leva a uma tentativa superficial de mudar a ordem das coisas: é melhor aproveitar as pessoas do que permitir que elas desenvolvam seu verdadeiro papel. <strong>Criamos amizades frágeis para homologar o caminho que escolhemos</strong>, quando o ideal talvez fosse cultivar amizades capazes de suportar quem realmente somos.</p>
<h3>O sistema quer que você vença, só isso!</h3>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/0WjnbtNgYNg?rel=0" frameborder="0" width="619" height="315"></iframe><br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=0WjnbtNgYNg" target="_blank">Link YouTube</a> | A ganância é boa&#8230;</em></p>
<p>Fazer questão de trabalhar mais do que a família pode suportar, com a justificativa de que &#8220;é tudo pela família&#8221;, é uma decisão muito cara: o que era para ser razão de alegria – ganhar mais, ter mais, poder fazer mais – cria a necessidade de plotar essa nova ordem familiar como sendo melhor que a &#8220;vida difícil&#8221; do servente de pedreiro. Você tem que ser o bom, não é assim?</p>
<p>Temo que a lógica da crença &#8220;trabalho-dinheiro-poder-status&#8221; gere abismos pessoais angustiantes. Ora, deve ser difícil para uma pessoa entrar no elevador e não olhar na sua cara. Ignorar o trabalho digno de uma faxineira quando você está de terno e ele de uniforme deve ser ainda mais difícil. Como segurar o desejo de sorrir para ela e dizer &#8220;olá&#8221;, sabendo que isso fará seu dia mais leve e melhor?</p>
<p>Afinal, por que é que ralamos tanto? Vale a pena comemorar mais sozinho e com a família as conquistas alcançadas ou é imperativo que elas sejam largamente divulgadas? O modelo hipócrita vigente prega que não adianta vencer; é preciso ter pinta de vencedor. Ironicamente, não há consenso sobre o que realmente seja sucesso. A vitória é pessoal, mas o sucesso precisa ser para os outros. Não é engraçado?</p>
<h3>Ser feliz fica para depois&#8230;</h3>
<p>O resumo da história você já conhece: gente irritada com o que dizem sobre ela, jovens querendo fazer do consumo sua receita de participação social e famílias despedaçadas, com brigas feias e muito sofrimento. Enquanto tudo isso estiver sendo feito com a justificativa de &#8220;sermos felizes&#8221;, toda e qualquer reflexão como essa será puro devaneio.</p>
<p>Adoraria saber o que dizer a você que concorda comigo e acha que, apesar de lunático, sou alguém que merece seu respeito. Infelizmente, não sei o que fazer ou dizer. Talvez seja melhor assim, porque pareceria muita ingenuidade querer mudar as coisas a partir de você. Deixo isso para os seus convidados.</p>
<p>Enquanto aprendo, tenho seguido uma regra simples para definir quem realmente merece meu tempo e minha atenção. Se a primeira pergunta que ouço em um encontro é &#8220;O que você faz?&#8221;, digo que sou um colecionador de fracassos. A reação é imediata: uma cara de espanto e uma desculpa – sempre ela! – para sair andando. As poucas pessoas que antes falam &#8220;oi&#8221; são minhas amigas.</p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Independência financeira aos 30: sonho, opção ou utopia?</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Nov 2011 10:33:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[HSBC Premier]]></category>
		<category><![CDATA[Listas e guias]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Recebi um convite muito especial dos amigos do Papo de Homem para falar um pouco sobre a minha história em torno do dinheiro, das decisões econômicas e da possibilidade de equilibrar a realização de sonhos com o simples consumo cotidiano. Conquistar a independência financeira antes que a idade te impeça de poder desfrutar dela plenamente, [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recebi um convite muito especial dos amigos do Papo de Homem para falar um pouco sobre a minha história em torno do dinheiro, das decisões econômicas e da possibilidade de equilibrar a realização de sonhos com o simples consumo cotidiano. Conquistar a independência financeira antes que a idade te impeça de poder desfrutar dela plenamente, afinal, é uma questão de opção, disciplina e foco, mas também de aprender com os erros – seus e dos outros.<span id="more-48602"></span></p>
<div id="attachment_48692" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/independencia-financeira-aos-30-sonho-opcao-ou-utopia/10k-main-event-world-championship-final-table/" rel="attachment wp-att-48692"><img class="size-large wp-image-48692" title="Independência financeira aos 30: sonho, opção ou utopia?" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/11/joe-cada-620x411.jpg?95884c" alt="" width="620" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Não, amigo, planejamento financeiro não é como uma estratégia de pôquer</p></div>
<p>Aceitei o desafio de misturar a minha história ao que aprendi sobre finanças pessoais. O resultado é o material que você lê a seguir. Importante salientar, no entanto, que o objetivo deste texto não é oferecer os “melhores investimentos” ou quaisquer “atitudes capazes de fazê-lo enriquecer rapidamente”. Nada disso. O artigo é um convite a uma reflexão mais simples, porém igualmente profunda, sobre o papel do dinheiro em nossas vidas.</p>
<h3>A polêmica faz parte</h3>
<p>O grande barato de falar sobre dinheiro é observar e questionar as reações dos interlocutores. Assim como futebol, política, sexo e religião, dinheiro é um daqueles temas que despertam nos outros as mais variadas sensações e trazem à tona verdades absolutas capazes de gerar debates bem intensos.</p>
<p>Eu, você, ele, ela, cada um acredita que cuida bem de sua vida e que dinheiro é um assunto pessoal demais para ser colocado em pauta. Mais: muitas vezes julgamos os outros mais pelas suas posses que pelos seus predicados pessoais/familiares; depreciamos os que parecem mais ricos e felizes e também aqueles que insistem em viver vidas financeiras simples, sem dívidas e muita ostentação.</p>
<p>É óbvio que viver endividado é perigoso e prejudicial; que ter o nome sujo e ser impossibilitado de comprar gera constrangimentos; que gastar mais do que ganhamos cria distorções capazes de fazer a família passar por sérios problemas. Não é preciso ser especialista para entender tudo isso. Por que, então, agimos assim? Porque sempre acreditamos que conosco “será diferente” e que as nossas justificativas são “de verdade”. O autoengano de cada dia fala muito alto.</p>
<h3>Mas, o que é o planejamento financeiro?</h3>
<p>A leitura especializada traz definições variadas, mas que giram em torno de um conceito único: conhecer seu padrão de vida e aprender a respeitá-lo possibilita que você faça melhor uso de seus recursos financeiros. A frase parece técnica, entediante e nos remete a uma vida de privações. <strong>Cuidado com as respostas fáceis demais.</strong></p>
<p><object id="wat_602258" width="620" height="350" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.wat.tv/swf2/727277nIc0K11602258" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed id="wat_602258" width="620" height="350" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.wat.tv/swf2/727277nIc0K11602258" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object><br />
<em><a href="http://www.wat.tv/video/mtv-cribs-shaquille-neal-by-cwpe_2g5gn_.html">Link Wat.tv</a> | Afinal, não é porque se fez o primeiro milhão que se vai levar uma vida de Shaquille O&#8217;neal</em></p>
<p>Interpretar o planejamento financeiro como uma atividade ligada somente ao mundo dos sovinas é mais uma das muitas desculpas esfarrapadas que circulam por ai. Entendo que planejar-se financeiramente seja apenas mais uma de nossas responsabilidades diárias para com nosso próprio bem estar e qualidade de vida. E que cada um pode fazê-lo como bem entender, mas que é importante ter em conta que alguns limites e frustrações sempre farão parte de nosso dia a dia.</p>
<h3>Como tudo começou para mim?</h3>
<p>Sou diagnosticado com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), e uma de minhas principais características é o hiperfoco. Quando quero muito alguma coisa, vou até o fim para aprender e realizar aquele objetivo. Mas, ao mesmo tempo, sou dispersivo para questões secundárias, ficando facilmente entediado depois de algumas horas dedicadas a algo que não me agrada.</p>
<p>Isso explica porque sempre aprendi muito mais com exemplos que com palavras e simples sermões. Felizmente, vivi a infância e a adolescência cercado de pessoas curiosas e dispostas a responder grande parte de minhas perguntas. Filho de pai professor universitário (servidor público) e mãe advogada (autônoma), aprendi desde cedo que era muito importante equilibrar desejos e consumo.</p>
<p>Se de um lado a família tinha a estabilidade e a tranquilidade oferecidas pelo trabalho de meu pai, por outro existia sempre a possibilidade de tomar decisões mais ousadas com parte do dinheiro extra proveniente do escritório de minha mãe. As extravagâncias não faziam parte do nosso estilo de vida; o diálogo franco e a preocupação com o futuro sim.</p>
<p>Trago desta época alguns valores e princípios:</p>
<ul>
<li>O <strong>trabalho</strong>, segredo da construção de qualquer ser humano e profissional, sempre esteve presente e, portanto, nunca me assustou. Nasci de cesariana e dois dias depois minha mãe estava trabalhando. Meu pai sempre deu aulas em períodos diversos, o que muitas vezes significava vê-lo apenas no almoço ou nem isso.</li>
<li>Valorizar o <strong>esforço pessoal</strong> se tornou uma marca registrada de minha personalidade. Entendi que somos reflexo de nossa forma de encarar os problemas e desafios, mas que todos merecem atenção independentemente dos resultados alcançados. Desde cedo fui envolvido nos ambientes de trabalho de meus pais e a diversidade presente em uma faculdade e no contato com clientes em um escritório de advocacia me fez perceber que <strong>são as pessoas os ativos mais valiosos que um sonho pode ter</strong>.</li>
<li>A <strong>frustração e os limites</strong> criaram situações difíceis em casa, mas nunca serviram como fator limitador. Vi, por muitas vezes, minha mãe chegar cabisbaixa em casa por uma reviravolta no trabalho. Ainda assim, ela era capaz de sentar por horas para me ajudar com os muitos trabalhos de história, sua outra paixão.</li>
</ul>
<h3>Os caminhos já existem, mas também podem ser criados</h3>
<div id="attachment_48706" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/independencia-financeira-aos-30-sonho-opcao-ou-utopia/wallpaper-1036751/" rel="attachment wp-att-48706"><img class="size-large wp-image-48706" title="Independência financeira aos 30: sonho, opção ou utopia?" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/11/wallpaper-1036751-620x387.jpg?95884c" alt="" width="620" height="387" /></a><p class="wp-caption-text">É. Fácil ninguém falou que seria</p></div>
<p>Você deve estar se perguntando: “Que relação tudo isso tem com dinheiro e independência financeira?” É simples: para que sejamos pessoas melhores, mais completas e informadas, temos que cultivar e desenvolver algumas características. O dinheiro não deve ser uma disciplina à parte, mas parte dos exemplos dados em casa e na escola.</p>
<p>Em outras palavras, não adianta querer ensinar ou aprender tudo sobre dinheiro; é mais importante (e fácil) lidar com ele de forma adulta, menos estigmatizada. Assim dei meus primeiros passos: encarando o trabalho e o dinheiro como parte de meu cotidiano, como mera consequência do que eu desejava me tornar.</p>
<p>E nessa de me conhecer, errei. Errei muito. Não por causa do dinheiro, mas <em>apesar</em> do dinheiro. Desperdicei três anos de bons salários na busca de algo que não sei o que era, vi duas empresas minhas falirem diante de meus olhos e tentei começar outros dois negócios sem sucesso.</p>
<h3>Você já se sentiu perdido?</h3>
<p>Eu já. É normal. Então resolvi que eu poderia fazer a diferença trabalhando em uma grande empresa, uma multinacional. E foi o que fiz, mas não me senti plenamente realizado. Eu trabalhava muito, algo que aprendi que é bom, mas de forma desordenada e perigosa: minha saúde e meu primeiro casamento ruíram.</p>
<p>Aos 25 anos, eu estava exatamente onde estava aos 18, mas divorciado, passando por problemas graves de saúde e fazendo terapia. Eu me escondia nas justificativas, achava que “o mundo era injusto comigo”. O autoengano (lembra do começo do texto?) era conveniente e confortante. Eu estava sozinho e insistia que a culpa era do sistema, dos outros.</p>
<p>Felizmente, os princípios que citei como parte de meu aprendizado familiar não me deixaram desistir: voltei a tentar, insisti com novos negócios e novos hábitos. Prosperei. Hoje sou um empresário e investidor de sucesso, tenho uma família maravilhosa e sou maratonista amador (já começando a treinar para me meter no triátlon). Tenho apenas 31 anos.</p>
<p>Arriscar, tentar e insistir são ações mais “românticas” aos olhos do leigo. É legal conhecer alguém “destemido”, “corajoso” e que “não liga para o tamanho dos desafios”. Vivo assim, é fato, mas com a mentalidade de quem acredita e tem no planejamento financeiro como um aliado para a liberdade.</p>
<div id="attachment_48709" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/independencia-financeira-aos-30-sonho-opcao-ou-utopia/spelunking-in-neversink-pit/" rel="attachment wp-att-48709"><img class="size-large wp-image-48709" title="Independência financeira aos 30: sonho, opção ou utopia?" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/11/wallpaper-1030510-620x465.jpg?95884c" alt="" width="620" height="465" /></a><p class="wp-caption-text">Encarar desafios é necessário sim. Mas todo desafio exige os equipamentos mínimos de segurança</p></div>
<h3>O planejamento que funcionou para mim</h3>
<p>Depois de alguns anos insistindo, tive uma conversa séria com meus pais. “Você pode e deve tentar, mas para isso precisa ter recursos e criar suas próprias oportunidades”. Minha ficha caiu depois de alguns dias: eu tinha que aprender a respeitar meu fluxo de caixa e criar as condições para usufruir da independência que tanto desejava. E fiz assim:</p>
<ul>
<li>Revi meus itens de consumo e minhas decisões financeiras até então. Eu vivia um padrão de vida completamente incompatível com o que recebia. Vendi meu carro, abri mão de alguns hobbies, vendi itens de coleção, desfiz uma sociedade e decidi que precisava começar a multiplicar meu dinheiro.</li>
<li>Passei a organizar meu cotidiano financeiro em torno de controles simples. Estipulei metas de gastos para minhas principais necessidades e passei a anotar minhas receitas e despesas em uma planilha.</li>
<li>Reavaliei e deixei de lado hábitos nada saudáveis. Sabe aquela besteira de homem que não guarda moedas porque não tem onde colocá-las e elas fazem barulho? Decidi também negociar muito bem minhas compras e larguei de vez o sedentarismo. (Eu era o chamado “falso magro”, conhece? Um perigo!)</li>
<li>Decidi aprender mais sobre investimentos e parti para a “luta”. Fiz cursos sobre bolsa de valores, li mais de 200 livros em cerca de três anos, fiz um MBA em finanças e passei a frequentar os ambientes onde circulavam os “caras” reconhecidamente bons em investir e multiplicar seu capital.</li>
<li>Criei metas de investimento claras, classificando as aplicações como despesas dentro de meu orçamento. Comer, vestir, morar e investir passaram a ser decisões com o mesmo peso a partir de então.</li>
<li>Passei a investir de forma mais agressiva, mas ao mesmo a compor uma reserva de emergência. Com alguns sócios, participei de muitos negócios diferentes, compra e venda de carros usados, imóveis, terrenos, sociedade em pequenas empresas etc. Com o tempo, convenci este grupo a focar em uma boa carteira de investimentos em ações e imóveis.</li>
<li>Valorizei o padrão de vida frugal, mas igualmente feliz e libertador. A imposição de algumas restrições de consumo me fez abrir os olhos para aspectos antes deixados de lado. Eu viajava muito, gastava de forma egoísta e depois dizia não ter condições de viajar para visitar minha família (moro fora desde os tempos de faculdade).</li>
</ul>
<div>
<p>Na prática, vejam aqui um exemplo do que deu muito errado:</p>
<p>Ainda na universidade eu decidi, com um colega, abrir uma empresa de criação e adaptação de softwares ERP (gestão). Meu conhecimento de administração e finanças era pífio, assim como o de meu colega. Investimos nossas economias no negócio, conseguimos alguns bons clientes, chegamos a chamar alguns estagiários, mas por razões óbvias o negócio não vingou.</p>
<p>Ficamos deslumbrados com as possibilidades daquele investimento na empresa e passamos a enxergar necessidades onde elas não existiam, comprometendo a rentabilidade do negócio e o seu fluxo de caixa. Queríamos montar um escritório melhor, comprar um carro para atender a micro-região em volta e aumentar a equipe. Tudo ao mesmo tempo, sem ter um cenário claro de demanda por trabalho à frente. E ainda precisávamos continuar na faculdade. Nossa incompetência e insistência no erro mataram o investimento.</p>
<p>Já houve também o que deu muito certo:</p>
<div id="attachment_48713" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/independencia-financeira-aos-30-sonho-opcao-ou-utopia/stock-exchange-images-5/" rel="attachment wp-att-48713"><img class="size-large wp-image-48713" title="Independência financeira aos 30: sonho, opção ou utopia?" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/11/stock-exchange-images-5-620x482.jpg?95884c" alt="" width="620" height="482" /></a><p class="wp-caption-text">É aqui que coisas interessantes podem acontecer</p></div>
<p>Ainda em meados de 2003 fui apresentado a algumas alternativas de investimento até então nada populares entre muitos brasileiros. Uma dessas alternativas era a bolsa de valores. Eu, leigo no assunto, decidi questionar um de meus amigos (que na época trabalhava em um grande banco). Eu tinha algum dinheiro, algo em torno de R$ 50 mil, e queria garantir que eu não mexeria nesse capital até completar 30 anos &#8211; eu estava em uma fase muito complicada e de muito trabalho e viagens em uma grande empresa.</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Se você não tem tempo e não tem interesse, escolha ou empresas sólidas, de boa liquidez e que paguem dividendos, ou um fundo de ações com esse perfil&#8221;</em>.</p></blockquote>
<p>Não esqueci essa frase porque até hoje eu a repito à exaustão para os muitos amigos que tenho. Pesquisei as alternativas, busquei detalhes e optei por um fundo de ações especializado, classificado como Dividendos. O dinheiro ficou lá e a partir de 2005 eu ainda passei a aportar cerca de R$ 1.000,00 todo mês. A bolsa realmente se mostrou muito interessante e em cerca de 7 anos o fundo rendeu mais de 850%. Apesar de algumas ações (e outros fundos) terem rendido ainda mais (em alguns casos bem mais), não tenho do que reclamar: a grana literalmente “deu cria”.</p>
</div>
<h3>Chega, você já me conheceu muito bem!</h3>
<p>A esta altura, você deve ter percebido que não sou nem um pouco diferente de você ou de qualquer outra pessoa. Se percebeu o contrário, reconsidere. Não somos diferentes no ser, no viver, no errar, no insistir, no fazer, chorar e persistir. Talvez sejamos distintos nos detalhes: frugalidade, lidar com a frustração, saber esperar, negociar, investir, poupar e construir patrimônio (renda passiva). Detalhes, sim, mas não novidades ou “coisa de especialista”.</p>
<p>Por fim, agradeço a você pela paciência e convido-o a conhecer melhor meu trabalho e minha trajetória. Sou um dos fundadores do <em><a href="http://dinheirama.com/" target="_blank">Dinheirama.com</a></em>, autor do livro <em><a href="http://novateceditora.com.br/livros/vamosfalardinheiro/" target="_blank">Vamos Falar de Dinheiro?</a></em> (Ed. Novatec) e co-autor do livro <em><a href="http://dinheirama.com/loja/index.php?route=product/product&amp;path=37&amp;product_id=52" target="_blank">Dinheirama</a></em> (Singular Ediouro). No Twitter, atendo por <a href="http://twitter.com/#!/navarro" target="_blank">@Navarro</a>.</p>
<p>Aguardo seus comentários para falarmos cada vez mais sobre sucesso e independência financeira. Valeu, e até a próxima!</p>
<h3>Mecenas: <a href="http://pdh.co/hsbcpremier2" target="_blank">HSBC Premier</a></h3>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/5nVuwkgRjF4" frameborder="0" width="620" height="450"></iframe><br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;v=5nVuwkgRjF4" target="_blank">Link YouTube</a></em></p>
<p><em>Na 6ª edição da FoR, maior pesquisa global sobre aposentadoria e envelhecimento, mais de 17 mil pessoas foram entrevistadas em 17 países. O resultado é um <a href="http://pdh.co/for6" target="_blank">relatório riquíssimo</a> que certamente servirá para elucidar sua visão sobre o que é essencial para um futuro mais estável e feliz.</em></p>
<p><em>Para obter consultoria e simular um dos planos de previdência, acesse o <a href="http://pdh.co/hsbcpremier2" target="_blank">site oficial do <em>HSBC Premier</em></a>.</em></p>
<h2 class="page_title froxo">LEIA TAMBÉM...</h2>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Trip Hacking 2: Viaje melhor ainda</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/trip-hacking-2-viaje-melhor-ainda/</link>
		<comments>http://papodehomem.com.br/trip-hacking-2-viaje-melhor-ainda/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 13 Nov 2011 10:13:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aventura]]></category>
		<category><![CDATA[Dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ainda lembro da primeira vez. As luzes não acendiam. Estava envolto em um desengonçado malabarismo por entre alças e rodinhas de malas enquanto passava espremido pelo pouco de porta que consegui abrir naquela saga complicada. Irritado, soltei tudo no chão e tateando no escuro o interruptor da luz decidi que não merecia ser subjugado por [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda lembro da primeira vez.</p>
<p>As luzes não acendiam. Estava envolto em um desengonçado malabarismo por entre alças e rodinhas de malas enquanto passava espremido pelo pouco de porta que consegui abrir naquela saga complicada. </p>
<p>Irritado, soltei tudo no chão e tateando no escuro o interruptor da luz decidi que não merecia ser subjugado por aquela falta de <em>know-how</em> básico para sobreviver em um hotel.<span id="more-48430"></span></p>
<p>“Senhor, basta inserir o cartão no <em>card holder</em> da parede”, ela disse com aquela cara de sonsa prestes a rir como se me chamasse de caipira com os olhos.</p>
<div id="attachment_48434" class="wp-caption alignnone" style="width: 610px"><img class="size-full wp-image-48434" title="Deixem seus colts com o xerife do aeroporto." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/11/welcome-to-whitmore-international-airport-da60da66da6064d0a362.jpg?95884c" alt="Deixem seus colts com o xerife do aeroporto." width="600" height="450" /><p class="wp-caption-text">Deixem seus colts com o xerife do aeroporto.</p></div>
<p>Acender as luzes, claro, não foi o único problema que encontrei nessa vida de andarilho dos céus. Perderam a minha bagagem. Duas vezes no Brasil, outra no México. Perdi vôos preso no trânsito, preso na cama ao lado de um despertador sem bateria, por conta de furacões, cinza de vulcões e atentados terroristas. Já tive meu <em>check-in</em> negado em um hotel devido à uma reserva registrada com um sobrenome mal pronunciado. Já fiquei em hotel sem ar condicionado em dia de calor de 40 graus e falta de leitos causada por um congresso qualquer. Fui revistado pela segurança do aeroporto até descobrir que havia metal no meu sapato. Fui revistado pela Polícia Federal. Fui revistado pelo cão da Polícia Federal que procurava resíduos de explosivos nos passageiros que voltavam de um país recém-atacado por terroristas narcotraficantes. Viajei para países arqui-inimigos em semanas consecutivas e, lógico, fui interrogado por autoridades locais e tratado como um espião.</p>
<p>Viajar de férias é legal. Viajar duas vezes por semana era um tormento. O meu amigo <a title="Gus Fune" href="http://papodehomem.com.br/author/gusfune/" target="_blank">Gustavo Fune</a> é famoso por desvendar os meandros do sistema e sair por cima em qualquer situação. O nosso hacker da vida nasceu de bigode no que diz respeito a converter desconfortos de viagens em oportunidades. Em <a title="Trip hacking" href="http://papodehomem.com.br/trip-hacking-viaje-mais-melhor-e-pague-menos/" target="_blank">Trip Hacking</a>, compartilhou algumas dessas dicas com vocês para viajar mais, melhor e gastando menos. Uma coisa ou outra aprendi. Seja você um viajante ocasional, seja um rato de avião, tornar a viagem uma experiência cotidiana requer muitas pequenas artimanhas.</p>
<p>Não prometo colaborar para que economizem dinheiro, mas com as dicas a seguir vocês certamente viajarão ainda melhor que o Gus.</p>
<div id="attachment_48435" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-48435" title="Tom Hanks obviamente nunca leu a série Trip Hacking do PapodeHomem." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/11/the-terminal-original-620x348.jpg?95884c" alt="Tom Hanks obviamente nunca leu a série Trip Hacking do PapodeHomem." width="620" height="348" /><p class="wp-caption-text">Tom Hanks obviamente nunca leu a série Trip Hacking do PapodeHomem.</p></div>
<h3>Em casa</h3>
<p>A viagem começa no momento em que decidimos viajar ou quando somos notificados que teremos de viajar querendo ou não.</p>
<p>Um erro comum de viajantes que sobem em um avião toda santa semana é justamente parar de encarar uma viagem como&#8230; bem, uma viagem. Quando saímos de férias procuramos pesquisar sobre nosso destino, opções de hotel, voos, custo, etc. Esse hábito deve ser cultivado mesmo se você for um viajante frequente. A preparação envolve identificar seu destino e buscar na hospedagem a melhor relação conforto/distância possível.</p>
<p>Após a definição de destino e hospedagem, já é possível estimar custos das diárias de hotel e deslocamento. Assegure-se que seu orçamento será suficiente para todas as despesas envolvidas. Esteja atento em viagens internacionais onde sacar dinheiro é mais complicado. Saiba de antemão como irá pagar essas despesas. Se possuir cartão de crédito, leve ao menos dois. Preferencialmente de bancos diferentes e bandeiras diferentes. Caso um falhe, o outro é o backup. Em viagens frequentes ao exterior falta tempo e paciência para realizar câmbio de moedas. Eu desço do avião, paro no primeiro caixa eletrônico que encontro e saco do cartão de crédito na moeda local. Não perca tempo a procura de dólares antes da viagem.</p>
<p>Falando em viagens internacionais, também é preciso fazer um seguro. A maioria das empresas fornece um documento que lhe segura contra acidentes pessoais e eventualidades diversas. Se não receber um desses vá atrás de quem faça, pois nunca sabemos se aquele ceviche estranho vai cair bem no estômago. Leve o seguro impresso, sempre.</p>
<p>Muitos países exigem determinadas vacinas. Nas unidades da Polícia Federal dos aeroportos é possível solicitar uma carteirinha de vacinação. Basta acessar o site da <a title="Anvisa" href="http://portal.anvisa.gov.br/wps/portal/anvisa/anvisa/home/!ut/p/c5/04_SB8K8xLLM9MSSzPy8xBz9CP0os3hnd0cPE3MfAwMDMydnA093Uz8z00B_AwN_Q_1wkA48Kowg8gY4gKOBvp9Hfm6qfkF2dpqjo6IiAJYj_8M!/dl3/d3/L2dBISEvZ0FBIS9nQSEh/" target="_blank">ANVISA</a>, verificar quais as restrições e exigências de cada país e procurar o posto de saúde mais próximo de sua casa.</p>
<p>Gerenciar bilhetes de vôo e dados de hospedagem pode ser tão <em>old school</em> quanto imprimir em uma folha de papel, dobrar e colocar no bolso. Se quiser adotar a via <em>high tech</em>, existem aplicativos <em>web </em>ou para <em>smartphones </em>que auxiliam no gerenciamento da viagem. Produtos como <a title="TripIt" href="http://www.tripit.com/" target="_blank">TripIt</a> e <a title="TripCase" href="http://www.tripcase.com/travelsmarter/" target="_blank">TripCase</a> permitem organizar reservas de vôo, hospedagem, aluguel de carro, restaurantes e muito mais através de um único email. Basta encaminhar suas reservas para o email do sistema e voilá: está disponível em seu iPhone, Android ou Blackberry.</p>
<p>Com cartões de crédito em mãos, passaporte e visto válidos, seguro de viagem contra imprevistos, carteirinha de vacinação carimbada e os dados do voo e hospedagem impressos, é hora de começar a preparar a mala.</p>
<div id="attachment_48433" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img class="size-full wp-image-48433" title="George Clooney dá uma aula de empacotamento de bagagem." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/11/cinema2.jpg?95884c" alt="George Clooney dá uma aula de empacotamento de bagagem." width="550" height="392" /><p class="wp-caption-text">George Clooney dá uma aula de empacotamento de bagagem.</p></div>
<h3>A mala</h3>
<p>Não despache a mala. Despachar a mala traz problemas como possibilidade de extravio, furto ou na melhor das hipóteses, dano causado por funcionários descuidados. Compre uma mala de bordo. São toleradas malas com até 45 polegadas, ou 114 centímetros, na soma de comprimento, largura e altura. Leve outra mala, sacola ou mochila que seja classificada como item pessoal. Essa precisa respeitar 36 polegadas de volume ou 91 centímetro na soma das medidas. A princípio você pensará que suas roupas não cabem ali. Acredite, cabem.</p>
<p>O segredo são os rolinhos. Rolinhos mágicos, como bem explicado por <a title="10 Days in a Carry-On" href="http://www.nytimes.com/slideshow/2010/05/06/business/businessspecial/20100506-pack-ss.html" target="_blank">essa comissária de bordo</a>.</p>
<p>Pessoalmente, verifico a previsão do tempo no destino e planejo roupa para sete dias. Caso a viagem se arraste por mais de uma semana, possuo roupa para os cinco primeiros dias da semana, roupa adicional para o dia em que envio a roupa suja para a lavanderia e uma muda de roupa coringa para o caso de a entrega da lavanderia atrasar. Estamos prontos para outra semana.</p>
<p>A última dica é comprar um cadeado internacional. Em alguns aeroportos o nível de alerta local pode determinar que sua bagagem seja inspecionada. Agentes aeroportuários possuem uma chave mestra para abrir cadeados internacionais. Caso o seu cadeado possua qualquer outro padrão, será cortado.</p>
<div id="attachment_48431" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-48431" title="&quot;Depois de ler seu pocket book, o guarda vomitará na sua mala.&quot;" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/11/full_queretaro-airport-customs-620x465.jpg?95884c" alt="&quot;Depois de ler seu pocket book, o guarda vomitará na sua mala.&quot;" width="620" height="465" /><p class="wp-caption-text">&quot;Depois de ler seu pocket book, o guarda vomitará na sua mala.&quot;</p></div>
<h3>No aeroporto</h3>
<p>Há diversas maneiras de realizar o <em>check-in</em>. Entrar na fila é a pior. Se não houve a possibilidade de realizar via <em>web</em>, se não possui um smartphone para autenticar o ticket sem ir à companhia aérea, vá direto para o <em>token</em>. Basta ter o código localizador ou o número do bilhete em mãos. Aproveite para atualizar seu número de fidelidade, escolher o assento e pronto. O cartão de embarque é impresso na hora. Basta seguir para a sala de embarque.</p>
<p>Uma vez lá, se organize para perder o mínimo de tempo na inspeção de segurança. Já coloque todas as moedas, relógio, telefones e metais diversos nos bolsos da jaqueta ou de uma mochila. A idéia é não ter que colocar coisas na bandeja e não ter que retirá-las posteriormente para então devolver uma por uma a seus devidos lugares. Retire a jaqueta com tudo dentro e a coloque na bandeja para agilizar o processo de inspeção por raio-x.</p>
<p>Não preciso dizer para evitar escolher filas com mulheres &#8211; que carregam inúmeras jóias e bijuterias &#8211; ou passageiros aparentando estar carregando muita carga.</p>
<div id="attachment_48437" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-48437" title="Lembre-se: não se pode mais chamá-las de &quot;aeromoças&quot;. Agora, são &quot;comissárias de bordo&quot;." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/11/90270-the-inside-view-of-emirates-airbus-a380-at-the-terminal-3-indira-620x465.jpg?95884c" alt="Lembre-se: não se pode mais chamá-las de &quot;aeromoças&quot;. Agora, são &quot;comissárias de bordo&quot;." width="620" height="465" /><p class="wp-caption-text">Lembre-se: não se pode mais chamá-las de &quot;aeromoças&quot;. Agora, são &quot;comissárias de bordo&quot;.</p></div>
<h3>No avião</h3>
<p>Vencida a etapa da inspeção, procure seu portão e lembre-se: somente banque o esperto aguardando sentado pelo embarque do último passageiro caso não esteja com uma bagagem de mão adicional. Se estiver, embarque logo e assegure espaço para sua mala nos compartimentos aéreos e para sua mochila debaixo do assento da frente. Nessas horas vale a pena possuir cartão fidelidade para cair naquela fila da direita que recebe o privilégio de embarcar antes de todo mundo. Óbvio que as poltronas centrais são as piores, mas evite também as janelas.</p>
<p>Além de ter de obrigar todos os vizinhos de poltrona a se levantarem quando quer ir no banheiro, terá de contar com a boa fé deles caso esteja de olho em um desembarque rápido. Para melhor posicionamento dentro da aeronave, sugiro reler as <a title="Trip hacking" href="http://papodehomem.com.br/trip-hacking-viaje-mais-melhor-e-pague-menos/" target="_blank">dicas de flight hacking</a> do Gustavo Fune.</p>
<h3>No destino</h3>
<p>Se desembarcou do avião seja no Brasil ou em qualquer outro país e não tem dinheiro no bolso, o procedimento é o mesmo. Procure por um caixa automático. Lá fora, eles possuem comunicação com as operadoras de cartões de crédito internacionais. Basta inserir seu cartão internacional e pedir para sacar direto do crédito. Caso esteja fora do país o dinheiro obviamente sairá na moeda local lhe poupando assim o trabalho de procurar uma casa de câmbio.</p>
<p>O próximo passo, fora beber um café ou fazer um lanche, é seguir para o hotel ou seu local de hospedagem. Muitos países da América Latina e, como bem sabemos, o Brasil sofrem problemas com a criminalidade. Taxis são um ótimo alvo para assaltar turistas desavisados. Somente pegue taxi nos quiosques conveniados aos aeroportos. Pague com cartão de crédito antes de se dirigir ao carro. Uma vez que o pagamento não é realizado com dinheiro, os taxis de aeroportos são menos visados.</p>
<div id="attachment_48432" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-48432" title="Orgulhosamente mantendo a tradição de hospitalidade de nosso fundador, Norman Bates." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/11/motel_1v2-620x418.jpg?95884c" alt="Orgulhosamente mantendo a tradição de hospitalidade de nosso fundador, Norman Bates." width="620" height="418" /><p class="wp-caption-text">Orgulhosamente mantendo a tradição de hospitalidade de nosso fundador, Norman Bates.</p></div>
<h3>No hotel</h3>
<p>Feito o <em>check-in</em> solicite cofre no seu hotel. Já ouvi relatos sobre o quão fácil é destravar essas caixas-fortes mas não acredito que a camareira do dia-a-dia tenha acesso. Mesmo que saia do quarto somente para fazer um lanche deixe os valores maiores trancafiados. Evite transitar por aí com muito dinheiro em espécie e com documentos originais como o passaporte. Brasileiros têm fisionomia genérica. Nosso passaporte vale ouro no mercado negro de alguns países.</p>
<p>A sexta-feira de manhã é o período mais tumultuado do lobby de um hotel. Não aguarde para fazer <em>check-out</em> na última hora caso tenha pressa no dia mais caótico da semana. Na quinta a noite solicite o <em>early check-out</em> e efetue o pagamento antes de dormir. No dia seguinte pela manhã bastará deixar a chave no balcão e solicitar o <em>transfer</em> para o aeroporto.</p>
<div id="attachment_48436" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-48436" title="Bem-vindo à Indonésia. Agora, vaza." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/11/immigration_stamp-620x575.jpg?95884c" alt="Bem-vindo à Indonésia. Agora, vaza." width="620" height="575" /><p class="wp-caption-text">Bem-vindo à Indonésia. Agora, vaza.</p></div>
<p>Solicite o <em>transfer</em>. A maioria dos hotéis dispõe de um serviço de taxi executivo, o <em>transfer</em>. Em sua grande maioria são carros pretos com películas escuras, bancos de couro, espaço de sobra e conforto VIP merecido para você se deslocar por aí. Esses <em>transfers </em>combinam o preço fixo por trajeto antes da partida sem uso de taxímetro. Raramente têm o preço muito superior ao de um taxi tradicional caracterizado.</p>
<p>Quando chegar no aeroporto recomece todo o processo segundo a dica do <em>check-in</em> eletrônico e&#8230; bem, você pode retornar ao início desse guia.</p>
<p>Boa viagem. Nos vemos em algum aeroporto por aí.</p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Entre planejamento e caos: gestão de dinheiro, tempo e elos de confiança</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/entre-planejamento-e-caos-gestao-de-dinheiro-tempo-e-elos-de-confianca/</link>
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		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 10:05:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Nascimento Valadares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[HSBC Premier]]></category>
		<category><![CDATA[Mecenas]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Cinco anos atrás eu estava em Belo Horizonte, com moradia provisória em um quarto na casa de minha avó, conta bancária vazia, dando aulas de inglês para ganhar uns trocados. Era isso e um bocado de aspirações quixotescas. Situação crítica, hão de concordar. O sonho era “criar uma publicação capaz de se tornar referência nacional [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cinco anos atrás eu estava em Belo Horizonte, com moradia provisória em um quarto na casa de minha avó, conta bancária vazia, dando aulas de inglês para ganhar uns trocados. Era isso e um bocado de aspirações quixotescas.<br />
<span id="more-47064"></span></p>
<p>Situação crítica, hão de concordar. O sonho era “criar uma publicação capaz de se tornar referência nacional para os homens e viver disso”.</p>
<p>De lá pra cá, segui um <strong>planejamento severo</strong> que me permitiu construir o negócio imaginado, viver integralmente dele, afetar positivamente milhares de pessoas e trabalhar com sujeitos foderosos, tendo absoluto prazer.</p>
<p>A construção de um portal como o PdH poderia consumir R$ 3,5 milhões, <a href="http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/noticias/2011/05/31/20110531AreaH-entra-no-ar-de-olho-no-homem-normal.html" target="_blank">como foi investido na criação do ÁreaH</a>, criado esse ano com a meta de alcançar 1.000.000 de visitantes únicos por mês até janeiro.</p>
<p>Teria eu, ilustre ex-universitário falido, sido capaz de poupar tal valor em cinco anos? Nem se tivesse vendido todos meus órgãos e colocado na mão dos melhores investidores de Wall Street.</p>
<p>Ainda hoje estou anos-luz distante da independência necessária para tirar férias ao sabor do vento e dourar o traseiro em Bora Bora, sendo abanado por uma nativa hospitaleira. Minha situação financeira é medíocre, com sérias deficiências resultantes de inúmeros maus hábitos e indisciplina nessa área.</p>
<h3>Qual foi a mágica então?</h3>
<div id="attachment_47087" class="wp-caption alignnone" style="width: 364px"><img class="size-full wp-image-47087" title="Como perder o controle de seu dinheiro" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/10/crazy_clooney.jpg?95884c" alt="" width="354" height="513" /><p class="wp-caption-text">Sabe onde ir mas não exatamente como chegar? Pisa fundo</p></div>
<p>Pela minha experiência, acredito no poder exponencial dos três principais recursos disponíveis para todo homem:</p>
<p><strong>1.</strong> Capital<br />
<strong>2.</strong> Tempo<br />
<strong>3.</strong> Elos de confiança</p>
<p>A <strong>gestão financeira</strong> foi e ainda é meu calcanhar de Aquiles. Inconstante, permeada por vícios, maus hábitos e uma certa dose de arrogância travestida em desleixo. As poucas reservas foram direcionadas para me mudar para São Paulo (passo crucial!) e despesas com servidores, cursos, viagens, contratações e o que mais surgisse pela frente. Comi um bocado de miojo com salsicha pra economizar. Minha orientação foi teimosamente binária: viver sem exagero e sem miséria; direcionar todo o resto para o PdH.</p>
<p>Como resultado, estive na bancarrota em quatro ocasiões distintas. <a href="http://papodehomem.com.br/2010-experiencias-para-se-repetir-em-2011-parte-1/" target="_blank">Cheguei a ser despejado, lembram</a>? Assumi riscos graves e minha renda até hoje não passa do necessário para arcar com meu padrão de vida – que melhorou de 2006 pra cá, óbvio – e ficar no zero a zero. Não cultivo reservas decentes nem investimentos. Muito a melhorar.</p>
<p>A <strong>gestão do tempo</strong> foi onde exerci disciplina samurai. Sacrifiquei incontáveis saídas, festas, viagens e tantos outras ocasiões para investir na construção do projeto. Estudei design, WordPress, web, negócios digitais, arquitetura da informação, pesquisei veículos ao redor do mundo, tracei estratégias e comparações, escrevi toneladas de conteúdo, conduzi a formação da comunidade&#8230; Tudo isso amarrado pelo fio narrativo maior do PdH. Como tinha pouca experiência, compensei com doses cavalares de dedicação. Errei mais para aprender rápido. Rotina que mantenho firme e forte.</p>
<p>A <strong>gestão dos elos de confiança</strong>. Traduzindo, falo em relações de real valor. Não de contatos. Irmandade. Quem são as pessoas com quem pode contar para mandar um e-mail e obter uma resposta que custaria algumas centenas ou milhares de reais? No nosso caso, o PdH surgiu após três anos de relacionamento conduzindo grupos de e-mails e fóruns cujo resultado – não inicialmente planejado, vale frisar – foi a formação de uma rede de apoio forte como aço.</p>
<p>Vejam, dentre os três pilares, tive um absurdamente capenga. <strong>Perdi completamente o controle de meu dinheiro</strong>, pelos parâmetros da diligência diária. Porém, nos outros dois pilares investi de forma agressiva e consistente com o plano, usando todas minhas energias possíveis.</p>
<p>O tratamento hábil dispensado à gestão do tempo e à construção de elos de confiança foi responsável pela construção de um chassi que explodiu as expectativas que qualquer tabela de Excel poderia ter projetado para esses 60 meses: o PapodeHomem como conhecem hoje.</p>
<p>E vocês, como lidam com gestão de dinheiro, tempo e elos de confiança? Planejam, não planejam, controlam bem ou mal? Que futuro visualizam?</p>
<h3>Mecenas: <a href="http://pdh.co/hsbcpremier2" target="_blank">HSBC Premier</a></h3>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/5nVuwkgRjF4" frameborder="0" width="620" height="450"></iframe><br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;v=5nVuwkgRjF4" target="_blank">Link YouTube</a></em></p>
<p><em>Na 6ª edição da FoR, maior pesquisa global sobre aposentadoria e envelhecimento, mais de 17 mil pessoas foram entrevistadas em 17 países. O resultado é um <a href="http://pdh.co/for6" target="_blank">relatório riquíssimo</a> que certamente servirá para elucidar sua visão sobre o que é essencial para um futuro mais estável e feliz.</em></p>
<p><em>Para obter consultoria e simular um dos planos de previdência, acesse o <a href="http://pdh.co/hsbcpremier2" target="_blank">site oficial do <em>HSBC Premier</em></a>.</em></p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Por que não comprar o mais caro</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/nao-compre-o-mais-caro/</link>
		<comments>http://papodehomem.com.br/nao-compre-o-mais-caro/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 22 Oct 2011 11:08:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Atila Iamarino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Dinheiro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=47165</guid>
		<description><![CDATA[<p>Seja um eletrônico ou uma comida, sempre há um produto mais caro. Uma versão parecida com as outras, mas que oferece funções melhores ou simplesmente é de um tamanho maior. Entenda por que quase nunca é um bom negócio comprá-las. A TV mais cara da loja Imagine que seu novo emprego depende de você ter [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Seja um eletrônico ou uma comida, sempre há um produto mais caro. Uma versão parecida com as outras, mas que oferece funções melhores ou simplesmente é de um tamanho maior. Entenda por que quase nunca é um bom negócio comprá-las.<span id="more-47165"></span></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-47201" title="Por que não comprar o mais caro" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/10/kids2.jpg?95884c" alt="" width="620" height="350" /></p>
<h3>A TV mais cara da loja</h3>
<p>Imagine que seu novo emprego depende de você ter em casa um picotador de papel automático, ou qualquer outro eletrônico que você nunca pensou em comprar, muito menos comparou preços. Pela primeira vez, você vai a um supermercado ou uma loja de eletrônicos (mesmo on-line) ver quais são os aparelhos disponíveis e, claro, comparar preços.</p>
<p>Agora imagine que você encontrou apenas uma loja nacional vendendo o picotador, que oferecesse dois modelos, o standart100, capaz de picotar 100 folhas por minuto, por R$ 300; e o smart250, capaz de picotar 250 folhas por minuto, custando R$ 500. Você não precisa picotar 250 folhas por minuto, logo o modelo standart100 é uma compra razoável. Muita gente sairia mais satisfeito com o aparelho de R$300 sabendo que o mais caro custa R$ 500. <strong>É justamente este o papel do produto mais caro.</strong></p>
<p>Por isso qualquer vitrine tem sempre um produto muito mais caro do que os outros da mesma categoria. Entre TVs de 40’’ por R$ 1200, uma de 46’’ por R$ 1500 e outra com 50’’ de R$ 2100, é muito mais provável que as pessoas só comprem a mais cara se virem uma quarta, de 60’’, por R$ 5000. Afinal, não estão levando a mais barata, mas ela ainda está longe de ser a mais cara. O papel da TV de R$ 5000 é convencer você de que as outras estão mais baratas, estabelecer o chamado preço âncora, um preço com o qual os outros produtos serão comparados.</p>
<p>Quando oferecidas para cobrar ou pagar um valor por um produto ou serviço, o primeiro impulso de quase todas as pessoas é tentar saber quanto outros cobram ou pagam por aquilo, e usar esta comparação como âncora para seu valor. <strong>Nós somos animais comparadores por natureza.</strong> Vivemos há milhões de anos em sociedades com vários indivíduos, onde estamos sempre comparando e olhando ao nosso redor para saber nossa posição em relação ao grupo. Um aumento de R$ 2000 para um funcionário seria uma ótima notícia, mas se tornaria um ultraje se ele descobrisse que todos outros receberam R$ 10000 de aumento.</p>
<p>Assim surgem os produtos mais caros em uma loja. A tendência é que sejam muito mais caros do que os outros, e não sejam muito vendidos. O papel deles não é esse. O papel deles é garantir que o segundo mais caro se torne uma opção mais procurada. Para aumentar o interesse por uma opção, basta oferecer outra parecida que não seja tão boa. Dan Ariely fala bastante sobre isso neste ótimo vídeo do TED aos 12 minutos (legendas em português em subtitles):</p>
<p><object width="526" height="374" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="bgColor" value="#ffffff" /><param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talk/stream/2008P/Blank/DanAriely_2008P-320k.mp4&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/DanAriely-2008P.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=512&amp;vh=288&amp;ap=0&amp;ti=548&amp;lang=&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=dan_ariely_asks_are_we_in_control_of_our_own_decisions;year=2008;theme=speaking_at_ted2009;theme=unconventional_explanations;event=EG+2008;tag=Culture;tag=Global+Issues;tag=Science;tag=economics;tag=psychology;tag=society;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" /><param name="src" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" /><param name="pluginspace" value="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed width="526" height="374" type="application/x-shockwave-flash" src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always" wmode="transparent" bgColor="#ffffff" flashvars="vu=http://video.ted.com/talk/stream/2008P/Blank/DanAriely_2008P-320k.mp4&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/DanAriely-2008P.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=512&amp;vh=288&amp;ap=0&amp;ti=548&amp;lang=&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=dan_ariely_asks_are_we_in_control_of_our_own_decisions;year=2008;theme=speaking_at_ted2009;theme=unconventional_explanations;event=EG+2008;tag=Culture;tag=Global+Issues;tag=Science;tag=economics;tag=psychology;tag=society;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" /></object><br />
<em><a href="http://www.ted.com/talks/dan_ariely_asks_are_we_in_control_of_our_own_decisions.html" target="_blank">Link TED</a> |</em></p>
<h3>A pipoca grande</h3>
<p>Já na lanchonete, ou mesmo no setor de comida do supermercado, raramente um produto mais caro é muito mais caro. Geralmente, quando se divide o preço pelo tamanho da porção, o preço é melhor. Um refrigerante de 300ml custa R$ 4,20, enquanto o de 500ml custa R$ 4,50, com quase o dobro do volume. Mas aqui a opção mais cara não serve de âncora. O papel dela é ser comprada, e o motivo para isso é tão arraigado em nossos instintos quanto a comparação. Obra do senhor David Wallerstein.</p>
<p>David Wallerstein foi contratado por uma cadeia de cinemas americana da década de 1950 para aumentar a renda deste comércio. Renda essa que vinha principalmente da venda de bebidas e pipocas. Wallerstein percebeu que, por mais que se esforçasse, não conseguiria fazer cada espectador comprar mais de um refrigerante e uma pipoca. As pessoas não saem no meio do filme para comprar outra pipoca, não só pelo filme, mas por se sentirem gulosas ao comprar mais uma porção. Daí surgiu a ideia de oferecer uma porção com o dobro do tamanho.</p>
<p>Com o tamanho grande e o extra-grande, as pessoas comem o mesmo que comeriam comprando duas unidades, mas não se dão conta disso. Este é outro instinto nosso, tendemos a comer tudo o que pegamos, sem repararmos no tamanho da porção. Um <a href="http://mindlesseating.org/lastsupper/pdf/bottomless_soup-OR_2005.pdf" target="_blank">experimento de 2005</a> mostrou isso ao oferecer para as pessoas sopa em <a href="http://scienceblogs.com/cognitivedaily/2009/06/self-refilling_bowls_an_idea_w.php" target="_blank">um recipiente que se enchia automaticamente</a> por baixo sem que elas percebessem. O autor acabou <a href="http://www.news.cornell.edu/stories/Oct07/WansinkIgNobel.sl.html" target="_blank">ganhando um IgNobel</a> por isso. Como resultado, quem tomou a sopa da tigela sem fundo <strong>consumiu em média 60% mais</strong> do que quem tinha uma tigela normal. Pelo mesmo motivo, restaurantes de comida por quilo usam pratos enormes: tendemos a enchê-los com mais comida do que pratos normais.</p>
<p>O próximo passo de David Wallerstein foi <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Supersize" target="_blank">oferecer seus serviços ao McDonald’s</a>, onde criou as porções maiores e os tamanhos gigantes que vemos hoje:</p>
<blockquote><p><strong>“Fritas grandes por mais 50 centavos, senhor?”</strong></p></blockquote>
<p>Em alguns estados americanos, ainda vendem refrigerantes do tamanho supersize, com mais de 1,2 litro. Será que alguém voltaria para comprar um copo de 300ml quatro vezes?</p>
<p>É este aumento do tamanho das porções em lanchonetes ou no mercado que tem contribuído para o aumento de peso da população mundial. Com uma garrafa de 2,5 ou 3 litros na mesa do almoço, ninguém vai ficar sem refrigerante mesmo enchendo o copo novamente. Michael Pollan trata de como o milho faz parte de tudo na dieta americana atualmente, e como a indústria alimentícia está mudando por conta disso, em outra ótima palestra do TED:</p>
<p><object width="526" height="374" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="bgColor" value="#ffffff" /><param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talk/stream/2007/Blank/MichaelPollan_2007-320k.mp4&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/MichaelPollan-2007.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=512&amp;vh=288&amp;ap=0&amp;ti=214&amp;lang=por_br&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=michael_pollan_gives_a_plant_s_eye_view;year=2007;theme=a_greener_future;theme=evolution_s_genius;theme=food_matters;theme=inspired_by_nature;event=TED2007;tag=Business;tag=Culture;tag=Global+Issues;tag=Science;tag=animals;tag=cooperation;tag=evolution;tag=food;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" /><param name="src" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" /><param name="pluginspace" value="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed width="526" height="374" type="application/x-shockwave-flash" src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always" wmode="transparent" bgColor="#ffffff" flashvars="vu=http://video.ted.com/talk/stream/2007/Blank/MichaelPollan_2007-320k.mp4&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/MichaelPollan-2007.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=512&amp;vh=288&amp;ap=0&amp;ti=214&amp;lang=por_br&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=michael_pollan_gives_a_plant_s_eye_view;year=2007;theme=a_greener_future;theme=evolution_s_genius;theme=food_matters;theme=inspired_by_nature;event=TED2007;tag=Business;tag=Culture;tag=Global+Issues;tag=Science;tag=animals;tag=cooperation;tag=evolution;tag=food;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" /></object><br />
<em><a href="http://blog.ted.com/2008/02/07/michael_pollan/" target="_blank">Link TED</a> |</em></p>
<p>Seja para proteger o seu bolso ou sua saúde, esqueça o tamanho grande. Você não precisa dele e não vai levar vantagem nenhuma em consumi-lo.</p>
<h3>Para saber mais</h3>
<p>Dan Ariely fala de uma série de comportamentos que não nos damos conta no <em><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21341901/previsivelmente+irracional" target="_blank">Previsivelmente Irracional</a></em>, onde explica em mais detalhes o conceito de preço âncora. Michael Pollan fala sobre a indústria alimentícia, como aumentam os tamanhos e processam cada vez mais a comida, e como isto tem prejudicado nossa saúde no <em><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1966526/dilema+do+onivoro,+o" target="_blank">Dilema do Onívoro</a></em>.</p>
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		<title>IPI: a arte de tapar o sol com a peneira</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2011 17:26:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Esquive</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carro]]></category>
		<category><![CDATA[Dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[PdH Shots]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Foi publicado no Diário Oficial da União o Decreto Presidencial 7.567 que aumenta o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) incidente sobre os carros importados de fora do Mercosul em 30%. E você com isso? A alegação para tal medida seria “fomentar a produção regional e aumentar o investimento em inovação e pesquisa de desenvolvimento tecnológico [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foi publicado no <a href="http://www.jusbrasil.com.br/diarios/navegue/2010/Setembro/16/DOU" target="_blank">Diário Oficial da União</a> o Decreto Presidencial 7.567 que aumenta o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) incidente sobre os carros importados de fora do Mercosul em 30%.</p>
<p>E você com isso?</p>
<p><span id="more-45710"></span></p>
<p>A alegação para tal medida seria “fomentar a produção regional e aumentar o investimento em inovação e pesquisa de desenvolvimento tecnológico no Brasil. Faz sentido, já que há alguns requisitos que devem ser cumprido pelas montadoras – como investir 0,5% da receita bruta total das vendas em pesquisas – para que não sejam atingidas pelo aumento.</p>
<p>Num primeiro momento a medida pode ser considerada benéfica. O IPI tem esta natureza extra-fiscal, pois serve também para controle e intervenção de setores da economia nacional. Basta recordarmos que há dois anos, em um momento de crise aguda, tivemos o IPI reduzido à zero para a linha branca e automóveis.</p>
<p>Ocorre que, ao passarmos para uma análise um pouco mais profunda da situação e principalmente compararmos esta medida com os nossos semelhantes China e índia, tudo isso cai por terra. Vejamos:</p>
<ul>
<li>Existem hoje no Brasil três montadoras de automóveis chinesas: a <a href="http://www.chanamotors.com.br/" target="_blank">Chana</a>, a <a href="http://www.jacmotorsbrasil.com.br" target="_blank">JAC</a> e a <a href="http://www.cherybrasil.com.br" target="_blank">Chery</a>;</li>
<li>A Índia produz e vende ao mundo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tata_Nano" target="_blank">o carro mais barato que existe</a> e <a href="http://www.forceindiaf1.com/" target="_blank">tem uma equipe na F-1</a>, o ápice do desenvolvimento e tecnologia automobilística.</li>
</ul>
<p>O que tudo isso significa? <strong>Significa que estes dois países estão muito a frente do Brasil quando o assunto é investimento, desenvolvimento e tecnologia.</strong></p>
<div id="attachment_45741" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/09/PdH-Escort-XR3-Conversivel.jpg?95884c"><img class="size-full wp-image-45741" title="" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/09/PdH-Escort-XR3-Conversivel.jpg?95884c" alt="" width="620" height="310" /></a><p class="wp-caption-text">Bons tempos do Escort XR3 Conversível: o maior carro de todos os tempos era brasileiro</p></div>
<p>Enquanto tentamos dificultar a entrada de carros produzidos fora de nosso país com aumento de impostos, eles montam suas próprias fábricas; enquanto vemos a guerra fiscal entre os estados correr solta, cada qual oferecendo mais benefícios para que montadoras se instalem em seus territórios, eles assistem de camarote aguardando o lugar mais benéfico para instalar suas montadoras.</p>
<p>A solução seria botar o dedo na ferida. Investirmos no estudo e formação de profissionais, garantirmos investimento e estrutura para que passemos a desenvolver nossa própria tecnologia, sem termos a necessidade de nos preocuparmos com o que vem ou não de fora.</p>
<p>Usando um expediente que era constantemente aplicado pelo nosso ex-presidente e fazendo uma metáfora com o futebol, é mais barato investirmos na base e criarmos e mantermos nossos talentos do que ficar se preocupando com os gigantes lá de fora.</p>
<p>Infelizmente, enquanto esta mentalidade arraigada no Brasil de vender matéria prima e importar tecnologia não mudar, não chegaremos ao tão sonhado “primeiro mundo”.</p>
<p>Não mesmo.</p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Por que o ruim custa tão caro?</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Sep 2011 11:17:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Morgenstern</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>O que poderíamos fazer pelos pobres no Brasil? Uma solução conveniente é criticarmos o individualismo, o egoísmo, o materialismo ou o consumismo. Uma outra solução, muito menos debatida em Universidades de Humanas no país, é diminuirmos o preço dos produtos. Solução um pouco mais complicada, mas nem por isso menos efetiva. Já escrevi sobre os problemas da crítica econômica rasteira. [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que poderíamos fazer pelos pobres no Brasil? Uma solução conveniente é criticarmos o individualismo, o egoísmo, o materialismo ou o consumismo. Uma outra solução, muito menos debatida em Universidades de Humanas no país, é diminuirmos o preço dos produtos.</p>
<p>Solução um pouco mais complicada, mas nem por isso menos efetiva.</p>
<p><span id="more-44718"></span></p>
<p>Já escrevi <a href="http://papodehomem.com.br/voce-tira-o-pais-da-merda-mas-nao-tira-a-merda-do-pais/" target="_blank">sobre os problemas da crítica econômica rasteira</a>. Entender flutuação de preço é algo que nem os maiores economistas do mundo conseguiram, com tantas variáveis juntas — que dirá a minha ignorância no assunto. Mas, se a ignorância me impedisse de comentar algum fato, faria um voto de silêncio que irritaria bastante o meu chefe.</p>
<p>Há quem afirme que o problema do Brasil é o <a title="O valor das coisas e das pessoas" href="http://papodehomem.com.br/o-valor-das-coisas-e-das-pessoas/" target="_blank">preço das pessoas ser muito baixo, e o das coisas, muito alto</a>. Há argumentos a favor: empregada doméstica é luxo de milionário no Primeiro Mundo. Lá, todo mundo lava as próprias cuecas, não tem essa de mandar alguém dos baixos estamentos pintar suas unhas e depilar suas partes.</p>
<p>Aliás, as empregadas lá vão trabalhar de Golf.</p>
<p><a href="http://opintinho.tumblr.com" target="_blank"><img class="size-full wp-image-45116 alignnone" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/09/PdH-Tirinha.jpg?95884c" alt="" width="620" height="442" /></a></p>
<p>É uma boa lembrança. Existe uma coisa básica em Economia chamada custo de oportunidade. Como uma coisa básica em Engenharia é grego para um pós-doutorado em História, é melhor não cutucar uma de Economia com pau pequeno, ainda mais porque ela lida com o órgão que mais dói no corpo humano: o bolso.</p>
<p>A dona Luiza pode: acordar, cozinhar, lavar roupa, buscar os filhos na escola e economizar R$600 com empregada, fazendo seu próprio serviço de casa e trabalhando menos fora por isso — ao custo de umas 10 horas diárias como dona de casa. Ou então, pode trabalhar como professora, advogada ou balconista que seja por 8 horas, ganhar R$620, pagar R$600 para a Valdicreide fazer o serviço doméstico para ela e ainda dar R$10 para cada filho.</p>
<p>Note-se que do mesmo modo que é lucrativo para a a dona Luiza pagar à Lucicreide até um preço X, para essa é vantagem sair de sua casa para trabalhar (com seu atual nível de instrução) a partir de um preço Y. Se Y for menor ou igual a X, isso é vantajoso para ambas.</p>
<p>É claro que há pessoas extremadas, mas é mesmo difícil encontrar alguém rico, ou de classe média alta, que não saiba fazer nenhum serviço doméstico simples. O que você acha que a dona Luiza deve fazer, se o custo de oportunidade para ter uma empregada é menor do que o de trabalhar fora, ao dar uma oportunidade de salário para alguém sem instrução e, com isso, movimentar ainda mais a economia? (adicione-se que muitas pessoas da classe média baixa, graças a isso, também têm empregadas).</p>
<p>Se quisermos que a empregada tenha uma vida melhor, o problema vai dizer respeito a dar mais instrução para os pobres. Mas esse discurso clichê esconde uma faceta de gosto bastante duvidoso: <strong>o que fazer com a atual geração, que já saiu da escola há muito e pra lá não vai querer voltar?</strong></p>
<p>A idéia, moralmente correta, acaba por relegar essa geração inteira a um limbo teórico — o que não faz senão manter os pobres na pobreza. É preciso com muito mais urgência melhorar o nível de vida dessa população pobre. E não há saída melhor do que fomentar o comércio e diminuir os preços dos produtos para que esta população tenha uma vida melhor.</p>
<div id="attachment_45103" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-45103 " src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/09/PdH-Corsa-Tunado.jpg?95884c" alt="" width="620" height="465" /><p class="wp-caption-text">Rebaixado, pintura estilizada e faróis xenon. Mas ainda um Corsa</p></div>
<p>Sempre que se ouve a palavra “investidor”, sobretudo “especulador”, treme-se de medo. Mas, curiosamente, ninguém quer ser investidor, e muito menos especulador. Porque, na verdade, são profissões arriscadíssimas. Abrir uma padaria ou banca de jornal é ser “investidor”. Dar seu dinheiro num empreendimento que pode te deixar pobre é a tal “especulação financeira”.</p>
<p>Quando se fala com temor em “especuladores”, num coletivo indefinido, fala-se justamente daqueles poucos que sobreviveram nessa selvagem profissão. Mas, se falarmos em criar oportunidades para que outros possam crescer na vida, quem criará será justamente quem investir e especular pra isso. E nada ajudou mais os pobres nos últimos anos do que o comércio.</p>
<p>Isso tanto por criação de trabalho quanto por melhorar a qualidade de vida com produtos mais baratos: os EUA tiveram investimentos inovadores como os das grandes redes de varejo que barateiam o preço final, e uma economia mais livre de intervenções estatais. Carros que chamamos “de luxo”, iPods e outras frescuras de guri de apartamento por lá são baratíssimos. Se o preço desses produtos é tão baixo, só significa que mais pessoas podem comprá-los. É tão simples quanto parece. Eu comemoraria se assim o fosse no Brasil.</p>
<p>Muita gente parece não gostar. Duvida?</p>
<p>Você diria que é para os pobres enriquecerem e terem carro e iPods ou pra continuarem como estão sem ter carro e iPods? Quando se critica o consumismo e o individualismo, o que se faz é justamente tentar impedir que qualquer pessoa tenha esses produtos — o que definitivamente é o contrário do que os seus produtores almejam.</p>
<p>Quantas vezes você já ouviu alguém <a title="Classe Média Sofre" href="http://classemediasofre.tumblr.com/" target="_blank">criticando a classe média</a>, ou “burguesia”? Não a criticam por ser “ridículo” que ela tenha mais dinheiro que a classe pobre e reclame de impostos sobre bens que não sejam de primeira necessidade? Mas, ora, como se pretender que os pobres ascendam à classe média, se acham correto que cada produto além do necessário para a sobrevivência seja taxado? Por que se quer punir alguém por deixar de ser pobre?</p>
<p>É estranho defender os pobres ridicularizando a reclamação sobre preços pagos pela classe média. Ficando no caso dos eletrônicos e importados, o preço dos produtos originalmente é barato. Eles ficam caros quando chegam ao Brasil.</p>
<p><object width="620" height="495" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/mBLQr7U_F90?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="620" height="495" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/mBLQr7U_F90?version=3&amp;hl=pt_BR" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object><br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=mBLQr7U_F90&amp;feature=related" target="_blank">Link YouTube</a> | This is Sparta!</em></p>
<p>A classe média paga caro por alguns produtos? Sim, mas paga. A classe pobre não pode pagar. <a href="http://www.implicante.org/artigos/e-justo-reclamar-do-precojusto/" target="_blank">Por isso, oras porras, ela é pobre!</a> Como se pretende que a classe pobre se torne classe média de fato desprezando o grito <a href="http://www.implicante.org/artigos/classe-media-que-odeia-a-classe-media-parte-ii/" target="_blank">pela diminuição dos preços</a>, eu de fato não sei.</p>
<p>Mas há um contra-argumento que sempre é colocado aqui: o lucro dos empresários. Mesmo que seja vantajoso para os pobres terem celular e internet, hoje, parece ainda “ruim”, por algum motivo, que alguém lucre tendo essas idéias que melhoram a vida dos pobres. Como já foi lembrado, <strong>a margem de lucro das montadoras no Brasil é três vezes maior do que no resto do mundo. Não seria, então, uma questão de impostos, como tanto reclama a classe média</strong>. Ou estaríamos olhando para o número errado?</p>
<p>Com a palavra, <a href="http://www.kanitz.com/veja/lucro.asp" target="_blank">Stephen Kanitz</a>:</p>
<blockquote><p>Qual é a porcentagem de lucro embutida em tudo o que você compra no Brasil? (Dica: entre 1% e 50%.) Se um produto custa, digamos, 100 reais, quantos reais correspondem ao lucro da empresa que produziu o que você queria e quanto é o custo efetivo do produto? Qual, em sua opinião, é o nível de &#8220;espoliação&#8221; capitalista, tão enfatizada pelos nossos intelectuais? (&#8230;)</p>
<p>Numa pesquisa que realizei anos atrás, 200 operários de fábrica e donas-de-casa achavam que o lucro do patrão era de 49%, quase a metade do preço do produto. (&#8230;)</p>
<p>A maioria de nossos jovens estudantes não lê os balanços das companhias publicados nos jornais, prefere acreditar no que os outros dizem. Se tivessem um pouco mais de senso crítico e de observação, descobririam que a realidade é bem diferente. O lucro médio das 500 maiores empresas do país nos últimos dez anos foi de 2,3% sobre as receitas, segundo a última edição de Melhores e Maiores, da revista Exame.</p></blockquote>
<p>A margem de lucro “três vezes maior” chega a exploradores 2,3%. Isso porque, afinal, as montadoras precisam aumentar a margem de lucro se quiserem competir com a carga tributária mais alta do mundo – e poder lucrar nos oferecendo os produtos que nós queremos – do contrário, não pagaríamos. Você acredita que, como dizem, “os carros brasileiros são tão mais caros não por causa dos impostos escorchantes, mas pelo lucro dos empresários”?</p>
<p>Só de passagem, vale lembrar que <strong>52% do preço do produto são&#8230; impostos</strong>. Mas a margem de lucro “três vezes maior do que no resto do mundo” de 2,3% é que é culpada. Kanitz de novo:</p>
<blockquote><p>Tirar 52% do consumidor como imposto para devolver muito pouco à sociedade é considerado justo, mas tirar 2,3% para oferecer o produto que você está comprando é um crime social a ser eliminado. Percebam a crise política que nos espera nos próximos anos, porque a maioria da população não sabe nada disso. (o artigo é de 2003)</p></blockquote>
<p>Por sinal, ignorando as proporções acachapantes, se 2,3% de lucro é “três vezes maior do que no resto do mundo”, 52% de impostos são quantas vezes mais do que no resto do mundo?! Enquanto não se percebe que quem fez o mundo progredir não foram burocratas e governantes progressistas, e sim empreendedores competentes (dentro de um sistema tão bom que os torna milionários por isso), continuar- se-á (!) a culpá-los pela nossa miséria, e a penalizar com impostos a classe média que era baixa algumas décadas atrás, forçando-a a ter apenas o básico: mantendo-os todos pobres, mas felizes com as migalhas que o governo distribui.</p>
<div id="attachment_45104" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-45104 " title="PdH - Piramide do Capitalismo" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/09/PdH-Piramide-do-Capitalismo.jpg?95884c" alt="" width="620" height="767" /><p class="wp-caption-text">&quot;Nesse meio tempo todos nós devemos ir às compras para consolar-nos&quot;</p></div>
<p>Apenas umas sete pessoas devem conhecer a dimensão dos problemas do país. Mas é só entrar em um bar qualquer e lá estarão todas elas. Podem culpar o “consumismo”, e achar que, através de impostos, proibir a classe média baixa de ter produtos que a classe média baixa mundial inteira tem é bom. Podem dizer que<a title="O valor das coisas e das pessoas" href="http://papodehomem.com.br/o-valor-das-coisas-e-das-pessoas/" target="_blank"> valorizamos demais as coisas, e de menos as pessoas</a>.</p>
<p>Confesso não entender esse lance de valorizar pessoas empobrecendo outras. Prefiro enriquecer pobres, não “valorizá-los”. Se é pra querer menos coisas&#8230; bem, eles já têm poucas coisas. Se manter os pobres pobres é “valorizá-los”, ao menos eu posso entender que isso, realmente, não é difícil.</p>
<p>Eu espero que os pobres enriqueçam e passem a trabalhar desenvolvendo joguinhos pra iPhone em escritórios transados e usando cortes de cabelo ridículos copiados de bandas inglesas horrorosas, não negar-lhes o consumo porque “não se deve valorizar coisas”.</p>
<p>Como afirmou Oscar Wilde, &#8220;sabemos o preço de tudo e o valor de nada”.</p>
<p>Mas o pior mesmo é quando não sabemos nem o preço.</p>
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	</ol>
<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Gente feia só se fode</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Sep 2011 14:11:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodolfo Viana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[PdH Shots]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>O belo é um conceito abstrato. Concreto mesmo é o prejuízo que as pessoas feias têm durante toda a vida. Daniel Hamermesh, professor da faculdade de Economia da Universidade do Texas, afirma que pessoas bonitas conseguem fazer mais dinheiro. Elas encontram parceiros com rendimentos maiores e conseguem fazer acordos melhores para negociar dívidas como hipoteca. [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O belo é um conceito abstrato. Concreto mesmo é o prejuízo que as pessoas feias têm durante toda a vida.</p>
<p><a href="http://www.utexas.edu/opa/experts/profile.php?id=168" target="_blank">Daniel Hamermesh</a>, professor da faculdade de Economia da Universidade do Texas, afirma que pessoas bonitas conseguem fazer mais dinheiro. <span id="more-44814"></span>Elas encontram parceiros com rendimentos maiores e conseguem fazer acordos melhores para negociar dívidas como hipoteca. Hamermesh aponta que os trabalhadores norte-americanos considerados feios chegam ao fim da vida com um &#8220;prejuízo&#8221; de 230 mil dólares em relação aos trabalhadores mais bem apessoados.</p>
<div id="attachment_44815" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-44815" title="Gente feia só se fode" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/09/ugly_y7z9t-620x413.jpg?95884c" alt="" width="620" height="413" /><p class="wp-caption-text">Se este sujeito fosse um vendedor, você compraria algo dele?</p></div>
<p>Em <a href="http://www.nytimes.com/2011/08/28/opinion/sunday/ugly-you-may-have-a-case.html" target="_blank">artigo do jornal The New York Times</a>, o economista observa que esse prejuízo é fruto do nosso preconceito:</p>
<blockquote><p>Muitos de nós, independente das atitudes que afirmamos, prefere como consumidores comprar de um vendedor de melhor aparência; como <a href="http://www.abajournal.com/news/article/study_finds_unattractive_harshness_effect_for_uglier_defendants/" target="_blank">membros de júris</a> ouvir advogados mais bonitos; como eleitores seguir políticos bem apessoados; como alunos aprender de professores mais charmosos. Não é uma questão de um empregador maligno se recusar a contratar os feios: nos nossos papéis de trabalhadores, consumidores e amantes em potencial, somos responsáveis por esses efeitos.</p></blockquote>
<p>A solução, de acordo com Hamermesh: incluir os feios no <a href="http://www.ada.gov/" target="_blank">Americans With Disabilities Act</a>, a lei americana que protege pessoas com as mais diversas deficiências. Assim, os feios poderiam ter auxílio da <a href="http://www.eeoc.gov/" target="_blank">Equal Employment Opportunity Commission</a>, agência federal que busca garantir oportunidades iguais de emprego e diminuir a discriminação no local de trabalho.</p>
<p>Mas aí surge uma questão capciosa: como determinar a feiura de alguém a fim de incluí-la na tal lei de proteção? &#8220;Para o propósito de aplicar a lei, nós seguramente poderíamos chegar ao acordo de quem é realmente feio, talvez 1% ou 2% dos menos bem apessoados da população&#8221;, responde Hamermesh.</p>
<p>A disparidade entre os ganhos de gente bonita e editores do PapodeHom&#8230; digo, e gente feia já foi constatada em outros estudos anteriores. <a href="http://www.independent.co.uk/news/science/beautiful-people-earn-12-more-than-ugly-bettys-461261.html" target="_blank">Um deles</a>, realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia, mostra que a diferença é de até 12% no rendimento. O site Business2Community não é tão exato, mas dá uma margem: <a href="http://www.business2community.com/branding/the-ugly-tax-attractive-people-earn-10-15-more-for-doing-the-same-job-054583" target="_blank">feiosos ganham entre 10% e 15% menos</a>. Eles chamam isso de &#8220;imposto de feiura&#8221;.</p>
<p>Ser feio é foda.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>O pôquer e o mercado financeiro</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Aug 2011 11:08:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Kalil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Poker&Life]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Retorno médio de investimento, lucro, buy-in médio por torneio, média percentual de zona de premiação, média de field, rake pago, percentual de rakeback&#8230; Conforme eu já disse em outros textos, o pôquer é um esporte cujo placar é o dinheiro. Avaliamos a qualidade de um jogador (ou a falta dela) por seus resultados financeiros, e [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Retorno médio de investimento, lucro, buy-in médio por torneio, média percentual de zona de premiação, média de field, rake pago, percentual de rakeback&#8230; Conforme eu já disse em <a href="http://papodehomem.com.br/tudo-o-que-aprendi-na-vida-foi-o-poker-que-me-ensinou/" target="_blank">outros textos</a>, o pôquer é um esporte cujo placar é o dinheiro. Avaliamos a qualidade de um jogador (ou a falta dela) por seus resultados financeiros, e os dados utilizados para análise de resultados são muito parecidos com os utilizados em mercado de ações. Aliás, vários operadores da bolsa de valores são jogadores de pôquer, e também vários jogadores de pôquer operam na bolsa.<span id="more-42152"></span></p>
<p>Em recentes artigos divulgados na web, diretores de empresas e trading disseram que o mercado de pôquer é extremamente competitivo, e que uma pessoa que é boa o suficiente para sobreviver no mercado de pôquer durante longo prazo provavelmente é boa o suficiente para operar na bolsa. <a href="http://articles.latimes.com/2010/may/16/business/la-fi-poker-traders-20100516" target="_blank">Uma matéria do <em>Los Angeles Times</em></a> informou que empresas que atuavam em Wall Street estavam recrutando jogadores de pôquer. Danon Robinson, um dos sócios da Toro Trading, chegou a afirmar que um operador de ações que não se interessa por pôquer lhe causa estranheza. &#8220;É como se ele não lesse o <em>Wall Street Journal</em>”.</p>
<div id="attachment_42195" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-42195" title="O pôquer e o mercado financeiro" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/08/touro.jpg?95884c" alt="" width="620" height="400" /><p class="wp-caption-text">Tem mais chances de domar este touro quem é do Texas. Melhor: do Texas Hold&#39;em</p></div>
<p>O livro <em><a href="http://www.amazon.com/Professor-Banker-Suicide-King-Richest/dp/0446577693" target="_blank">The Professor, the Banker and the Suicide King</a></em> conta com impressionante riqueza de detalhes as aventuras do banqueiro texano Andy Beal, que enfrentou os maiores nomes do pôquer mundial nas mesas em Las Vegas em diversas sessões. Andy jogava tão caro contra eles que esteve a ponto de quebrar os profissionais, que se juntaram seus bankrolls para jogar contra o banqueiro.</p>
<p>Mas quais características fazem do jogador de pôquer uma pessoa com perfil apropriado para trabalhar no mercado financeiro?</p>
<p>Em primeiro lugar,<strong> jogadores de pôquer trabalham sob pressão o tempo inteiro</strong>. Este é um jogo onde para um ganhar, o outro tem que perder, de forma que o profissional sempre deve estar atento às oportunidades. Ele não pode perder a chance de tomar o stack do adversário, pois este mesmo “inimigo” pode se voltar contra ele na mão seguinte e tomar tudo que tem à sua frente.</p>
<p>Além disso, <strong>ele desenvolve a capacidade de trabalhar com informações incompletas</strong>, já que não sabe as cartas do seu adversário, e ainda tem que mudar sua decisão a cada nova ocorrência na mesa, seja ela uma carta virada no bordo, uma aposta ou um <a href="http://papodehomem.com.br/poker-tells-sobre-expressoes-corporais-blefes-e-aquela-gata/" target="_blank">tell físico</a>. O operador de ações também trabalha com probabilidades e deve saber quando investir e quando sair de um negócio.</p>
<p>O mercado de ações e o pôquer não são meios de ganhar dinheiro rápido. Em ambos, o retorno aparece em longo prazo, o que naturalmente <strong>privilegia o bom negociador</strong>. Se um apostador ou operador se apavorar com resultados ruins em curto prazo, é melhor ele mudar de profissão.</p>
<p>E, por último, <strong>a principal ferramenta de trabalho do jogador é o dinheiro</strong>. Sem cifras, ele é obrigado a ficar fora das mesas, de forma que é essencial que ele controle quais torneios e em quais mesas de cash game pode sentar, ciente de que, se o dinheiro acabar, ele se tornará um “marceneiro sem o serrote”. Trabalhar com dinheiro dos outros, se por um lado reduz o risco, por outro diminui drasticamente o lucro da operação.</p>
<h3>O que o pôquer tem a ensinar ao mercado financeiro</h3>
<p>Uma forma importante de investimento no meio do pôquer é o <em>staking</em>, também conhecido como cavalada. A cavalada consiste um jogador vender uma parte da sua ação nas mesas a outro, seja pelo buy-in completo do torneio, seja por meio de trocas de percentuais entre dois jogadores, ou ainda por meio do pagamento de despesas relacionadas a um torneio, como viagens, alimentação e hospedagem.</p>
<p>Observe que quando um investidor está investindo em um jogador, ele deve levar em conta que, para ter lucro, seu &#8220;cavalo&#8221; terá que vencer os outros jogadores, ganhando valores acima da soma da taxa cobrada pelo organizador do torneio e o percentual que vai ficar com seu cavalo em caso de vitória. O maior caso de sucesso em cavaladas no País é o dos administradores do <a href="http://www.4bet.com.br/forum/forum.php" target="_blank">4Bet</a>. Eles investem em diversos jogadores em torneios ao vivo, on-line e em torneios sit and go, e mantêm uma casa com <strong>sete monstros do pôquer nacional</strong> que jogam sem risco algum, com todas as despesas pagas, e percentuais pré-definidos sobre os seus lucros.</p>
<div id="attachment_42196" class="wp-caption alignnone" style="width: 430px"><img class="size-full wp-image-42196" title="O pôquer e o mercado financeiro" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/08/large_StevenBegleiter_Large_.jpg?95884c" alt="" width="420" height="560" /><p class="wp-caption-text">Steven Begleiter, ex-executivo de Wall Street e atual jogador de pôquer</p></div>
<p>Em 2010, eu joguei para eles. No meu deal eles pagavam as minhas despesas em torneios (entrada, viagens e hospedagem) e ficavam com 75% do lucro final do projeto, que durou uma temporada do campeonato brasileiro, o <a href="http://www.bsop.com.br/" target="_blank">BSOP</a>. Eu fazia parte de um time de 15 jogadores que eram chamados de 4Bet Team. Ao fazer este investimento eles conseguiram atingir o longo prazo em um tempo menor, pois tinham vários players jogando por eles. O projeto terminou o ano no lucro, depois de primeira colocação em nove torneios e diversas mesas finais. Cada jogador jogava por percentuais em cima do seu lucro, não havendo trocas entre os cavalos do time.</p>
<h3>Como não quebrar no pôquer?</h3>
<p>Em primeiro lugar, caso o jogador tenha outra fonte de renda, ele deve manter o “dinheiro de pôquer” separado do seu “dinheiro de vida”. Isso vale para o mercado: há o dinheiro para investir e o dinheiro para o fluxo. Claro que de tempos em tempos é importante consolidar o lucro do pôquer para comprar algo que se queira muito ou para fazer aquela viagem sensacional com a namorada (o que facilita o <em>habeas corpus</em> quando for jogar). Jogadores profissionais que vivem do bankroll devem saber que se viverem acima de sua realidade nas mesas, <strong>eles vão quebrar quando a fase ruim vier. E ela virá.</strong></p>
<p>Em segundo lugar é essencial ter a humildade necessária para jogar mais barato quando o bankroll diminuir. O pôquer é um jogo de egos, e <strong>vários jogadores já quebraram por não reconhecer que o jogo está duro demais para eles</strong>, ou por jogar mais caro quando perdem uma porção significativa do seu dinheiro de jogo. Observe que, teoricamente, quanto mais caro se joga, maior o nível dos jogadores, de forma que a atitude citada aqui é em geral desastrosa.</p>
<p>Por último, ganhar 15 mil dólares em um torneio on-line não qualifica o jogador para encarar as feras nos cash games de 1 mil dólares de buy-in. É importante que a subida de nível seja gradual, que se tenha bankroll o suficiente para fazê-la, e que ela só seja feita quando o jogador estiver destruindo há um tempo considerável os adversários em seu nível atual.</p>
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