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	<title>Papo de Homem &#187; Ladies Room</title>
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		<title>Bagunçaram o meu sexo</title>
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		<pubDate>Tue, 22 May 2012 13:10:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nayara Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ladies Room]]></category>
		<category><![CDATA[PdH Shots]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>A ordem natural foi alterada, apesar de teimarmos em manter sua construção intacta para que nossos alicerces de certezas não sejam implodidos. Hoje em dia, colocam um pau num corpo de mulher. Ou colocam uma mulher num pau sem corpo. Ou colocam peitos em um corpo de homem que tinha um pau e virou mulher&#8230; Isso é [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A ordem natural foi alterada, apesar de teimarmos em manter sua construção intacta para que nossos alicerces de certezas não sejam implodidos. Hoje em dia, colocam um pau num corpo de mulher. Ou colocam uma mulher num pau sem corpo. Ou colocam peitos em um corpo de homem que tinha um pau e virou mulher&#8230; Isso é confuso demais para o sistema binário que nos ensinaram. Ou é homem ou é mulher e pronto. Não há lugar para mais um, para o concomitante, para a ambivalência.</p>
<p><span id="more-58125"></span></p>
<p>Aprendemos assim a amar os dualismos que explicam tudo de forma tão calma e suficiente. Ninguém passa a fronteira do outro e estamos assim entendidos, certo?</p>
<p>Não.</p>
<p><object width="526" height="374" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="bgColor" value="#ffffff" /><param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talk/stream/2011X/Blank/AliceDreger_2011X-320k.mp4&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/AliceDreger-2011X.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=512&amp;vh=288&amp;ap=0&amp;ti=1166&amp;lang=pt-br&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=alice_dreger_is_anatomy_destiny;year=2010;theme=unconventional_explanations;event=TEDxNorthwesternU;tag=culture;tag=gender;tag=politics;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" /><param name="src" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" /><param name="pluginspace" value="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed width="526" height="374" type="application/x-shockwave-flash" src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always" wmode="transparent" bgColor="#ffffff" flashvars="vu=http://video.ted.com/talk/stream/2011X/Blank/AliceDreger_2011X-320k.mp4&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/AliceDreger-2011X.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=512&amp;vh=288&amp;ap=0&amp;ti=1166&amp;lang=pt-br&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=alice_dreger_is_anatomy_destiny;year=2010;theme=unconventional_explanations;event=TEDxNorthwesternU;tag=culture;tag=gender;tag=politics;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" /></object><br />
<a href="http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/alice_dreger_is_anatomy_destiny.html" target="_blank">Link TED</a> | <em>No seu trabalho, a médica e pesquisadora Alice Dreger observa que a linha entre os gêneros é difusa. Então, por que nós deixamos nossa anatomia determinar o nosso destino?</em></p>
<p>Felizmente, tudo foi borrado e a vida se espalhou, trêmula e líquida, por milhares de arenas, de embates tortos entre sexos, de inquietudes, de transtornos e incertezas. Precisamos desconstruir, ampliar, desnaturalizar, pois o que é tido como dado nos acomete sem nem notarmos, e aí, quando vamos ver, estamos lá, repetindo que &#8220;isso tudo existe desde sempre&#8221;, &#8220;nasceu assim&#8221;, &#8220;é da natureza&#8221; e &#8220;é pra ser assim&#8221;.</p>
<p>Bem e mal definidos de maneira maniqueísta. Homem e mulher. Feminino e masculino. Tudo separado.</p>
<h3>Tudo separado?</h3>
<p>Afinal, o que são gênero, orientação sexual e identidade? O psicólogo e autor do PdH <a href="http://www.sobreavida.com.br/" target="_blank">Fred Mattos</a> sugere os significados:</p>
<ul>
<li><strong>Gênero:</strong> refere-se ao órgão sexual predominante (ou seja, nasceu com pau é masculino; nasceu com vagina é mulher).</li>
<li><strong>Orientação:</strong> onde o seu desejo transita (isto é, se gosta de meninas, de meninos, de ambos&#8230;).</li>
<li><strong>Identidade:</strong> como você se identifica (você pode ser gay, mas um mais masculinizado e outro efeminado, por exemplo).</li>
</ul>
<p>Uma aula ministrada pela acadêmica <a href="http://marilynroxie.com/" target="_blank">Marilyn Roxie</a> sobre <a href="http://genderqueerid.com/gq-terms" target="_blank">História LGBT Norte-Americana</a> põe em xeque alguns conceitos. Um extenso glossário aponta para as mais variadas terminologias para definir orientação e identidade sexuais (o que ficou cunhado como <strong>genderqueer</strong>). Seguem alguns que nos fazem ponderar: definir alguém exclusivamente com os termos atuais não é reducionismo demais?</p>
<ul>
<li><strong>Bigender:</strong> aqueles que se identificam com ambos os sexos, ou que se movem entre comportamentos de ambos os sexos dependendo do contexto, expressando distintas personas masculina e feminina.</li>
<li><strong>Crossdresser: </strong>pessoa que, ainda sem motivação, veste roupas e usa adornos que são considerados culturalmente apropriados ao gênero oposto. O comportamento de não-conformidade não deve ser confundido com homossexualidade, pois muitos crossdressers são heterossexuais.</li>
<li><strong>Semimulher (demigirl): </strong>termo usado para descrever alguém identificado como mulher no nascimento mas que não sente qualquer associação com tal indicação, embora não sinta dissociação significante para criar desconforto físico ou disforia; ou alguém indicado no nascimento como masculino, mas sem identificação total com o sistema binário homem-mulher, que se sente mais associado ao feminino que ao masculino tanto socialmente quando fisicamente.</li>
<li><strong>Semi-homem (demiguy): </strong>o mesmo que &#8220;semimulher&#8221;, mas com identificação ao masculino.</li>
<li><strong>Epiceno (epicene): </strong>o termo em si significa &#8220;comum a ambos os gêneros&#8221;. Refere-se a indivíduos que têm características de ambos os gêneros ou a alguém que não pode ser classificado como &#8220;masculino&#8221; ou &#8220;feminino&#8221;, simplesmente.</li>
<li><strong>Girlfag:</strong> mulher atraída por homens gays ou bissexuais. Ela pode ou não sentir-se um &#8220;homem gay no corpo de uma mulher&#8221;.</li>
<li><strong>Guydyke: </strong>homem atraído por mulheres lésbicas ou bissexuais. Ele pode ou não sentir-se uma &#8220;mulher lésbica no corpo de um homem&#8221;.</li>
<li><strong>Intergênero (intergender):</strong> uma pessoa cuja identidade sexual permeia ou está no meio dos gêneros.</li>
<li><strong>Neutro (neutrois):</strong> identidade usada por indivíduos que se sentem fora do contexto de gênero binário. Muitos acreditam que neutro é um terceiro gênero.</li>
<li><strong>Pangênero (pangender):</strong> uma pessoa cuja identidade sexual consiste em expressões de vários outros gêneros.</li>
<li><strong>Trigênero (trigender):</strong> pessoas que sentem que não são masculinas e nem femininas, tampouco andróginas, e criam seus próprios gêneros.</li>
</ul>
<p>Se fosse um gráfico, ficariam assim:</p>
<div id="attachment_58608" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-58608" title="Bagunçaram o meu sexo" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Untitled-2.jpg?95884c" alt="Bagunçaram o meu sexo" width="620" height="600" /><p class="wp-caption-text">Gráfico extraído de genderqueer.tumblr.com</p></div>
<p>Leia mais terminologias <a href="http://genderqueerid.com/gq-terms" target="_blank">aqui</a> e <a href="http://genderqueercoalition.org/terms" target="_blank">aqui</a>. Acredite, elas são fascinantes e expandem o conceito binário.</p>
<p>E para ler mais sobre genderqueer, acesse <a href="http://artoftransliness.tumblr.com/" target="_blank">Art of Transliness</a> e <a href="http://genderqueer.tumblr.com/" target="_blank">Genderqueers: beyond the binaries</a>.</p>
<h3>Queremos a mesma coisa?</h3>
<p>Somos matéria e construímos realidades. A realidade só existe enquanto produção de sentido – se não existe um sentido para o signo, ele não é signo e a realidade nada mais é que morta. Assim, <strong>demos um sentido ao biológico, criamos os gêneros e tudo passou a ser natural</strong>, advindo da mais pura essência, com a mais tênue naturalidade.</p>
<p>Devemos ser civilizados e ter gêneros muito bem separados. Mas e a civilização sempre existiu? Não. Ela é datada e, no seu íntimo de ser calma, com seus mecanismos de controle, ainda assim ela transtorna. Depois dela, pudemos, como indivíduos, nos projetar. Não estávamos mais presos à introdireção, nos tornamos sujeitos alterdirigidos e a partir daí, pudemos mudar muita coisa. Abrimos as portas de nossas casas, nossa vida, buscamos incessantemente afirmação, identificação. Precisamos ser, desesperadamente.</p>
<p>Mas quem somos? O que somos? Aí então, alegremente, mudamos e misturamos os sexos, os gêneros.</p>
<p>Saímos às ruas e precisamos identificar as pessoas. Nos incomodamos quando não conseguimos dizer se é “ele” ou “ela”. Vestimos nossas filhas de rosa e nossos filhos de azul na esperança de que a realidade se construa para eles, assim, num mundo dicromático simples e fácil de se entender e aceitar. Então, posso dizer que nascemos biologicamente diferentes e definidos? O resto deu-se na construção: feminino e masculino. O que diferencia dois bebês nus? O sexo ou o gênero? São duas coisas completamente diferentes.</p>
<p>Hoje, o dicotômico, o híbrido, o sistema binário transtornado e desfeito, o ambíguo, o ambivalente, todos esses tomaram nossas cidades e nossas ruas. Carnavalizaram o lugar da saturação no cotidiano. <strong>Bagunçaram o nosso sexo.</strong></p>
<h3>Se não é homem e nem mulher, não dá!</h3>
<p>E por isso, “tudo que é sólido se desmancha no ar” ainda hoje, num outro patamar, numa outra esfera, numa outra lógica, num correlato de realidade líquida contemporânea. O que define uma mulher, biologicamente falando, por exemplo? Ter uma vagina? Então por que muitos transexuais não são considerados mulheres? Ah, preciso então <strong>nascer</strong> com uma vagina, mas o que seria do mundo se não vivêssemos de transmutações, evoluções, transformações, construções e desconstruções, seja pelo meio que for?</p>
<div id="attachment_58126" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-58126" title="Bagunçaram o meu sexo" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/laerte.jpg?95884c" alt="Bagunçaram o meu sexo" width="620" height="186" /><p class="wp-caption-text">Tirinha de Laerte</p></div>
<p>Por que o homem não pode ousar mudar a sua natureza? Se assim o fizer, ele encontrará uma legião para expurgá-lo de suas realidades e de suas vidas calmas e binárias. Se não é homem e nem mulher, então não é nada!</p>
<p>A ideia do sistema binário foi explorada aqui no PdH por <a href="http://papodehomem.com.br/author/jeannecallegari/" target="_blank">Jeanne Callegari</a>, no artigo &#8220;<a href="http://papodehomem.com.br/o-que-e-um-homem-o-que-e-uma-mulher/" target="_blank">O que é um homem? O que é uma mulher?</a>&#8220;:</p>
<blockquote><p>Nossa sociedade decidiu, em algum momento, dividir as pessoas em dois tipos: homens e mulheres. <strong>São caixinhas.</strong> A divisão podia ser entre seres altos e baixos, sardentos e lisos, pessoas com manchinha de nascença no joelho e pessoas sem manchinha. A sexualidade seria definida entre quem gosta de pessoas com manchinha e pessoas que não gostam, por exemplo.</p></blockquote>
<p>Precisamos negar e criar algo. Mas insistimos em cantar em coro um mundo onde se vive sem se misturar, onde não há a subversão da ordem para carnavalizar o banal, não há a mistura de híbrido para atormentar. Assim, não conseguimos encarar as idiossincrasias e a alteridade do outro e nos trancamos.</p>
<p>Fechamo-nos na natureza segura que, por repetição, já entendemos e sabemos de cor e salteado. Memória e hábito que insistem em se atualizarem iguais todos os dias. Não percebemos; logo, não agimos. <strong>A nossa falta de percepção se configura numa não-ação possível sobre o mundo que não queremos mudar.</strong> Um mundo onde tudo é naturalizado, porque fica mais fácil. Assim, pronto, estamos seguros, nada muda e não há o caos. Mas não. Eu, você, nós não queremos isso.</p>
<p>Precisamos de mais do que isso. Não podemos e não queremos aceitar o binarismo. Queremos confundir, transtornar, enlouquecer, contradizer, instaurar o caos, a bagunça, a incerteza e o mal estar. A angústia boa dos questionamentos contínuos.</p>
<p>Somos tudo ao mesmo tempo, misturado, aglutinado, não sei onde começa um e nem onde termina outro. Somos nada intrínsecos. Somos a confusão visceral na plena alteração da ordem.</p>
<h2 class="page_title froxo">LEIA TAMBÉM...</h2>
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	</ol>
<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Nem toda Barbie prefere um Ken (Que tal um G.I. Joe?)</title>
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		<pubDate>Sun, 06 May 2012 03:12:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Eugenia Ciconello</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ladies Room]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Desde criança sou fanática por Barbies e sempre tive o privilégio de ganhar muitas. Eu tinha a Barbie negra (importada, que vinha com um cachorrinho de borracha), tinha também o Corvette rosa, o cavalo branco, o quarto da Barbie, a casa da Barbie e todos os móveis da boneca. Tinha todas as roupas, todos os [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde criança sou fanática por <a href="http://www.barbie.com/" target="_blank">Barbies</a> e sempre tive o privilégio de ganhar muitas. Eu tinha a Barbie negra (importada, que vinha com um cachorrinho de borracha), tinha também o Corvette rosa, o cavalo branco, o quarto da Barbie, a casa da Barbie e todos os móveis da boneca. Tinha todas as roupas, todos os sapatos diversos e as vidas das minhas Barbies eram bem agitadas. Só tinham um ponto negativo: <strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ken_(doll)" target="_blank">o Ken</a></strong>.<span id="more-57701"></span></p>
<div id="attachment_57708" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/nem-toda-barbie-prefere-um-ken-que-tal-um-g-i-joe/ken_1024/" rel="attachment wp-att-57708"><img class="size-large wp-image-57708" title="Nem toda Barbie prefere um Ken (Que tal um G.I. Joe?)" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/ken_1024-620x465.jpg?95884c" alt="" width="620" height="465" /></a><p class="wp-caption-text">Limpinho, roupas combinando, cinto dourado e um tédio sem igual</p></div>
<p>Eu não gostava do Ken. Incomodava-me o fato dele ter cabelo de plástico e ter poucas versões com cabelos e olhos escuros. Também o achava extremamente afeminado, que nenhum deles combinavam com as minhas Barbies. Elas eram mulheres que trabalhavam em bons empregos, eram independentes, lindas, seguras e <em>fashion</em>.</p>
<p>Para mim, <strong>o Ken tinha uma imagem delicada demais</strong>. Mas como eu não tinha outra opção de namorado para a Barbie, tinha que ser ele mesmo. Até o dia em que fui na casa dos meus primos e vi dois bonecos <em>G.I.Joe</em>, os nossos <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/G.I._Joe" target="_blank">Comandos em Ação</a></em>, que tinham quase o tamanho de uma régua de trinta centímetros:  <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Duke_(G.I._Joe)" target="_blank">Duke</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Stalker_(G.I._Joe)" target="_blank">Stalker</a>. Esses sim tinham cara de que poderiam cuidar das coisas.</p>
<p>Duke é o “all american boy”, loiro, forte, alto e bonitão, com uma cicatriz no rosto para dar aquele charme. Ele parecia ser o cara ideal para namorar as minhas Barbies de vinte e poucos anos. Stalker é o negro fortão, com cara de bravo e ousado, mais velho que era o marido ideal para as Barbies que na minha cabeça tinham passado dos trinta anos.</p>
<p>Como os bonecos não eram meus, sempre dava um jeito de levar minhas Barbies quando ia na casa dos meus primos (que não gostavam nem um pouco quando viam os bonecos machões agarrados com Barbies peruas).  Esqueci a existência do Ken. <strong>Ele virou um consolo para a Barbie</strong>, quando não tinha um G.I. Joe por perto.</p>
<p>Conforme fui ficando mais velha, percebi que esse estilo de homem mais machão, com vaidade quase zero e que transmitia segurança e poder, sem ter cara de mocinho bobo, era também o tipo de homem que me atraia. Nunca fui muito convencional em relação a homens. Sempre gostei dos homens com cara de bravo, que jogam os vilões de penhascos antes de dar um beijo na mocinha. Mas se caso a mocinha fosse sem graça, eu torcia para que o herói desse um fora sensacional nela.</p>
<p>Esses homens geralmente me atraem e me fascinam ao ponto de eu ficar fã do ator só por ter feito aquele personagem.  Meus ídolos são G.I. Joes de carne e osso.  Lembro bem de quando descobri a existência de três deles: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean-Claude_Van_Damme" target="_blank">Jean-Claude Van Damme</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dolph_Lundgren" target="_blank">Dolph Lundgren</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vin_Diesel" target="_blank">Vin Diesel</a>. Considero os dois primeiros péssimos atores, mas não consigo evitar assistir a um filme deles quando passa na televisão.  Se eles forem os vilões então, esqueço-me do mundo durante o tempo do filme.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/LKOhZsr5LDk" frameborder="0" width="620" height="345"></iframe><br />
<em><a href="http://youtu.be/LKOhZsr5LDk" target="_blank">Link YouTube</a> | O Vin Diesel protege o amigo, defende a Barbie e livra até a cara do próprio Ken, que não consegue nem se denfender</em></p>
<p>O Van Damme, em <em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0092675/" target="_blank">O Último Dragão Branco</a></em>, é o mais influente personagem para a minha concepção de homem ideal, não fisicamente, mas pela coragem de entrar em um torneio de lutas clandestinas para honrar o seu mentor. Já o Dolph Lundgren é um cara que divide opiniões, principalmente as femininas: ele pode ser feio ou bonito, dependendo do ângulo que é visto. Alguns acham ele um astro de ação e, para outros, é só mais um fracasso que atua em filmes B. O que mais me atrai é que ele foge de estereótipos. É um cara versátil, que dirige, atua, escreve roteiros (ruins, mas pelo menos tenta), que dizem ter um Q.I. alto, campeão de karatê e que fala várias línguas. E nunca usa maquiagem em seus filmes.</p>
<p>O terceiro ator, o Vin Diesel, é o que consolidou o meu gosto por homens másculos e anti-heróis. Eu fiquei doida por aquele careca quando vi o <em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0232500/" target="_blank">Velozes e Furiosos</a></em>. Quando o filme estreou, a expectativa era que lançasse ao estrelato o loiro sem graça <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Walker" target="_blank">Paul Walker</a>.  Muitas adolescentes da minha idade ficaram morrendo de amores por ele, que tinha um rostinho perfeito, cabelos claros e olhos azuis. Mulheres com mais de vinte e poucos anos sabem a sensação que a dupla Diesel-Walker causou há alguns anos: as certinhas queriam um Paul Walker e as mais doidinhas, o Vin Diesel.</p>
<h3>Anos fugindo dos “coxinhas”</h3>
<p>Passei os últimos dez anos da minha vida fugindo dos homens que possuem o &#8220;estilo do Ken&#8221;. O garoto bonitinho e popular do colégio não tinha jeito comigo, não me atraía em nada.  Mas se o cara que jogava rugby no time da escola viesse falar comigo com a cara toda arrebentada, minhas pernas ficavam bambas.</p>
<p>Esse tipo de cara geralmente era tão seguro e autoconfiante que nem se importava em estar todo machucado ao chegar em uma garota, assim como os personagens de filmes de ação sempre fizeram: beijavam apaixonadamente as mocinhas nos momentos em que estavam mais arrebentados. Não interessava a beleza estética, mas sim as ações de macho que os deixavam muito mais bonitos que qualquer coxinha de suéter nas costas.</p>
<p>Alguns homens devia deixar os cuidados com a pele e mirar naqueles brucutus : O <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Predator_characters#Dutch" target="_blank">Dutch</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/John_Rambo" target="_blank">John Rambo</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Marv_(Sin_City)" target="_blank">Marv</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/John_McClane" target="_blank">John McCLane</a>. Nem tanto pelo físico, apesar de ser, claro, parte integrante do tesão. Mas o que eu quero dizer mesmo é sobre o espírito de macho e fortão, mas trazidos pra vida real.</p>
<div id="attachment_57714" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/nem-toda-barbie-prefere-um-ken-que-tal-um-g-i-joe/untitled-1-47/" rel="attachment wp-att-57714"><img class="size-large wp-image-57714" title="Nem toda Barbie prefere um Ken (Que tal um G.I. Joe?)" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Untitled-1-620x496.jpg?95884c" alt="" width="620" height="496" /></a><p class="wp-caption-text">Um G.I Joe se preocupa em fazer o que deve ser feito, e não se o seu uniforme tá bem passado ou se o cabelo desarrumou</p></div>
<p><strong>Um homem confiante, que resolve problemas, que faz o que tem que ser feito</strong>. Assim como os G.I. Joes faziam com as minhas Barbies, sempre lindas, inteligentes e precisadas de um homem que esteja ali para resolver as coisas, enquanto os Kens ficavam de canto, admirando os cabelos uns dos outros, com sorrisos extremamente brancos e uma completa incapacidade de sujar as mãos, de carregar peso, de cuidar das minhas bonecas como elas deveriam ser cuidadas.</p>
<p>Homens feios e durões levam um estigma de determinados e com personalidade forte enquanto os &#8220;Kens&#8221; de verdade passam a vida emanando uma preguiça de conversar, um cansaço de olhar aquela aparente perfeição toda. Minhas Barbies sempre souberam que <strong>o</strong> <strong>Ken  tem toda aquela pinta de galã mas, na verdade, nem pinto ele tinha</strong>.</p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Eu sei o que esperar de homens com guarda-chuva</title>
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		<pubDate>Wed, 02 May 2012 16:42:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabella Ianelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atitude]]></category>
		<category><![CDATA[Ladies Room]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Todos têm cismas. Homens e mulheres. Quem nunca viu “Seinfeld” e morreu de rir com as bobagens repudiantes que George Costanza descobria a cada namorada nova? Nariz grande demais, risada estranha, dedos tortos: destas pequenas exigências cotidianas eu acho graça; apenas vejo tolice ingênua nestas requisições todas. Em todas, exceto em uma. Você pode ser [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos têm cismas. Homens e mulheres. Quem nunca viu “Seinfeld” e morreu de rir com as bobagens repudiantes que <a href="http://www.youtube.com/results?search_query=george+costanza+legendado&amp;oq=George+Costanza+&amp;aq=1&amp;aqi=g2&amp;aql=&amp;gs_l=youtube-psuggest-reduced.3.1.0l2.54013.54564.0.56636.2.2.0.0.0.0.162.314.0j2.2.0.">George Costanza</a> descobria a cada namorada nova? Nariz grande demais, risada estranha, dedos tortos: destas pequenas exigências cotidianas eu acho graça; apenas vejo tolice ingênua nestas requisições todas. Em todas, exceto em uma.<span id="more-57448"></span></p>
<p>Você pode ser baixo. Você pode ser quieto. Você pode ter dentes esquisitos. Nada me abala mais do que a ideia de você, como meu possível pretendente, ter um guarda-chuva.</p>
<p>Eu sei que choveu em boa parte do Brasil neste feriado. Eu sei que para sair de casa você teve que se munir deste escudo do tempo instável. No entanto, minha teoria é a de que <strong>não há nada mais inofensivo do que um homem com guarda-chuva</strong>.</p>
<p>Num encontro, você pode aparecer com flores, bombons, um canivete ou um guarda-chuva. Flores a gente acha fofo, bombom a gente come, canivete mostra que você pode ter tendência a esquisitices. Mas o guarda-chuva demonstra uma coisa bem específica: que você pensou em quando vai voltar pra casa. Já vislumbrou que o encontro não vai durar <em>ad infinitum</em> e que nada de muito especial pode acontecer naquela noite. Você não vai levar a menina para Bora Bora assim, de repente, carregando uma sombrinha, certo?</p>
<div id="attachment_57449" class="wp-caption alignnone" style="width: 348px"><img class="size-full wp-image-57449" title="Homens com guarda-chuvas: inofensivos" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/04/TTIUD00Z.jpg?95884c" alt="" width="338" height="450" /><p class="wp-caption-text">Só chove se você carregar um</p></div>
<p>Um homem com guarda-chuva é um homem previsível. Não vai te convencer a fazer qualquer coisa inusitada, se já planejou o que pode acontecer até mesmo com o clima. Não vai te assaltar porque não há fúria num homem que tem paciência para carregar um guarda-chuva. Assim como ninguém assalta segurando uma sombrinha, ninguém tem medo de quem caminha segurando-a.</p>
<p>É este homem um precavido, tranquilo, previsível, que tem seu dinheiro aplicado na caderneta de poupança, que ainda usa o suéter vinho que a avó bordou em seu aniversário de 17 anos, que é tido como conservador pelas estatísticas do banco e pelas Isabellas preconceituosas que cruzam seu caminho em dias instáveis.</p>
<p>Homem com guarda-chuva tem medo de se molhar. E, ah, meu santo deus!, que coisa mais triste essa. Não para o homem, não para a mulher, mas para a tensão do primeiro encontro, do descabido, do desproposital, da possibilidade daquele ser te levar para perto de um momento <a href="http://papodehomem.com.br/wtf/">WTF</a>.</p>
<p>Sei que faço aqui um bem para a integridade masculina. Imaginem só, meus caros, quantos de vocês não sabiam desta aversão que tantas podem ter por aí? E saibam, pois, que são muitos os que já perceberam: suponho que cada vez que um homem compra um carro, sua real intenção é a de se livrar de vez dos guarda-chuvas, das sombrinhas, da amostra evidente de sua fragilidade perante a vida.</p>
<p><em>PS: Informo que este Gustavo Gitti que às vezes lhes escreve foi munido de um guarda-chuva em nosso primeiro encontro, há três anos. Confesso que foi um baque, mas superei. Seria isto amor verdadeiro ou a exceção que confirma a regra?</em></p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Então ninguém tem pau, nem grelo, nem tara e ninguém goza?</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Apr 2012 03:05:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nayara Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Debates]]></category>
		<category><![CDATA[Ladies Room]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Link YouTube &#124; Mr. Catra com Vanessa Popozuda: &#8220;Mama. Pega no meu grelo e mama. Me chama de piranha na cama. Minha xota quer gozar, quero dar, quero te dar&#8221; No pensamento da sociedade ocidental, o sexo é tabu faz séculos. Vale lembrar que a scientia sexualis (salve Foucault) nos ensinou, em uma pedagogia bastante [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span id="more-57058"></span></p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/xlroAaQaVdA" frameborder="0" width="620" height="345"></iframe><br />
<em><a href="http://youtu.be/xlroAaQaVdA" target="_blank">Link YouTube</a> | Mr. Catra com Vanessa Popozuda: &#8220;Mama. Pega no meu grelo e mama. Me chama de piranha na cama. Minha xota quer gozar, quero dar, quero te dar&#8221;</em></p>
<p>No pensamento da sociedade ocidental, o sexo é tabu faz séculos. Vale lembrar que a <em>scientia sexualis </em>(salve <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Michel_Foucault" target="_blank">Foucault</a>) nos ensinou, em uma pedagogia bastante eficaz, que<strong> falar de sexo era proibido</strong>, visando assegurar um vigor físico e uma pureza moral. Isso, para mulher, se instaurou de maneira muito mais marcante ainda no século XIX. Esse “tabu”, o entrave em relação à livre falácia sobre os prazeres sexuais foi construído culturalmente, bem como tudo que envolve produção de sentido em um dado estrato social.</p>
<p>Sabe aquele dado de que &#8220;a história é contada pelos que venceram&#8221;? Pois é, poderíamos dizer que a &#8220;alta cultura&#8221; venceu e, junto com ela, diversos preceitos morais advindos do projeto de modernidade, que ainda povoam, e muito, o juízo de valor feito pelo senso comum? A arte criou ares e lugares de distinção, discriminação.</p>
<p>Juntando a proibição de se falar de sexo (o que data do século XIX, meu amigo) com a cultura da periferia (dos funkeiros), mais a opressão que a mulher viveu durante muito tempo em relação ao seu corpo e sua própria sexualidade, vemos um massacre “culturocêntrico” e moralista que parece não precisar de argumento algum para fazer sentido. Simplesmente é feio falar de sexo explicitamente e isso corromperá profundamente nossos filhos. Sexo? Corromper? Ah, claro, o grande problema é a promiscuidade.</p>
<p>Os pais se perguntam, &#8220;que será dessa geração que tem tudo tão explícito, tão solto, tão líquido e fugaz? Não seria um correlato meio torto da geração que aprendeu que a masturbação era doença e falar de sexo era proibido?&#8221;. A grande questão é que também foi essa construção histórica que nos ensinou que existia o público e o privado e alguns assuntos não deveriam ser tratados assim, à vista de todos. Para isso, existiam os lugares adequados. No entanto, hoje, as fronteiras estão borradas entre essas duas instâncias, mas o julgamento continua o mesmo.</p>
<p>O sexo: fazemos, falamos (com grande dificuldade) e, no entanto, não podemos ousar colocá-lo em um lugar de produção de sentido e conformador da cultura. Aí ele é categorizado como perversão. E a liberdade de expressão esbarra no sexo, numa realidade onde ofender e bradar aos quatro ventos o seu preconceito contra homossexuais e negros é defendido por muitos como “direito de livre expressão”, contraditoriamente, falar de sexo explicitamente é motivo de “pouca vergonha” e, claro, se for mulher, é puta e não se dá valor.</p>
<p>No entanto, todos esses lugares comuns que insistem em <strong>manter a mulher como um ser inócuo e manter o assunto sexo entre quatro paredes</strong> (ou dentro de um consultório médico, assim como no século XIX), não se renovam para compreender que o movimento de empoderamento do corpo (e toda a problematização que esse conceito traz) é um dado muito mais complexo que uma moral pré estabelecida possa explicar ou definir.</p>
<p>Então, dá licença, prazer, sou mulher e, sim, eu tenho um grelo.</p>
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		<pubDate>Tue, 10 Apr 2012 03:08:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leitora Anônima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ladies Room]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Relatos]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>A gente tinha acabado de se conhecer e eu sabia que um convite para um filmezinho na minha sala não seria uma boa ideia. Mas não estaríamos sós. Como nos conhecemos juntos, os quatro, ficamos num encontro de casais, inocente, enquanto o resto da casa adormecia. Mas era impossível permanecer ingênua, deitada no chão, coberta por um [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A gente tinha acabado de se conhecer</strong> e eu sabia que um convite para um filmezinho na minha sala não seria uma boa ideia. Mas não estaríamos sós. Como nos conhecemos juntos, os quatro, ficamos num encontro de casais, inocente, enquanto o resto da casa adormecia.</p>
<p><span id="more-55982"></span>Mas era impossível permanecer ingênua, deitada no chão, coberta por um edredom. E eu ainda estava de vestido. Tolinha. Eu já queria aquilo, queria a mão dele tirando minha calcinha, que ele me masturbasse, queria colocar a mão por baixo do short dele e encontrar aquele pau duro delicioso me querendo.</p>
<div id="attachment_55986" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/18-sexo-juvenil-e-meninas-sapequinhas/tumblr_lto8ofqzqd1qz7lxdo1_500/" rel="attachment wp-att-55986"><img class="size-full wp-image-55986" title="[+18] Sexo juvenil e meninas sapequinhas" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/04/tumblr_lto8ofqzqD1qz7lxdo1_500.jpg?95884c" alt="" width="620" height="929" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Tem que ser agora. Tem que ser rápido. Tem que ser delicioso&quot;</p></div>
<p>Quando éramos mais novos, com os hormônios descontrolados e por falta de opção ou grana, acabávamos satisfazendo nossos desejos em qualquer oportunidade que surgia. Masturbação por baixo da mesa, uma mamada gostosa numa sessão de cinema à tarde, uma trepada no carro, num estacionamento deserto, ou nem tão deserto assim. Tínhamos sempre a sensação de que a oportunidade não podia ser perdida, ainda que o tempo estivesse à nosso favor. <strong>Jovens não esperam, tentam sempre extrair o máximo de cada momento.</strong></p>
<p>Mas aí a gente cresce, as condições adversas vão desaparecendo e acabamos aprendendo a esperar. Esperar que a casa fique vazia, que o salário chegue pra irmos ao motel e a urgência vai ficando pra trás, dando lugar a um desejo mais contido, aprisionado.</p>
<p>Mas por que perder aquela delícia do sexo juvenil, urgente, desesperado e até desastrado, como se não houvesse outro momento para ser aproveitado? Como se não importasse quem pode ver, ouvir os gemidos ou os móveis trepidando.</p>
<p>Eu parei de resistir e ficamos nos masturbando, até que ele me virou de lado, de costas pra ele e roçou aquela rola na minha bunda, nua por baixo do edredom. Virei a cabeça apenas para sussurrar: &#8220;não tô aguentando&#8221;. Ele começou a me comer, ali, enquanto<br />
minha amiga e o carinha dela viam o filme. Eu devia ter parado, mas a vontade de continuar era muito maior que qualquer pudor ou preocupação.</p>
<p>Desconcertada, descabelada e tomada por aquele tesão imenso, abaixei o vestido e pedi pra irmos à outra parte da sala, daquelas com dois ambientes, que dava toda a possibilidade de que o outro casal visse nós dois, mas nada importava, o que eu queria mesmo era ser fodida. E com urgência.</p>
<div id="attachment_56003" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/18-sexo-juvenil-e-meninas-sapequinhas/stoya/" rel="attachment wp-att-56003"><img class="size-full wp-image-56003" title="[+18] Sexo juvenil e meninas sapequinhas" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/04/stoya.gif?95884c" alt="" width="620" height="345" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Ahhh... é isso!&quot;</p></div>
<p>A experiência de vida nos faz mais prudentes. Aprendemos a esperar e, muitas vezes, perdemos essa naturalidade que dá lugar a um sexo mais pleno, mais planejado, que também é uma delícia. Mas realizar essas fantasias joviais nos tiram de qualquer engessamento que a maturidade pode nos trazer.</p>
<p>E nem sempre o sexo na juventude era só maravilhas. Saber dosar a entrega com a experiência é a chave para se aproveitar mais e mais das delícias disponíveis e que acabamos deixando passar.</p>
<p>Já no outro lado da sala, com um pouco mais de liberdade, enquanto ele sentava no sofá já com a bermuda abaixada, me ajoelhei no chão, na frente dele. A excitação dele com o pau melado só me dava mais tesão ainda. &#8220;Ser discreta pra que?&#8221;. Minha amiga devia estar ocupada demais para prestar atenção no que acontecia do outro lado da sala. Eu alternava entre lambidas e chupadas, até que não aguentei mais e sentei nele. Subia e descia naquele pau, enquanto ele me segurava pelos quadris, lambia meus peitos, puxava meus cabelos e me deixava enlouquecida.</p>
<p>Olhei para o outro lado da sala e vi que minha amiga estava concentrada&#8230; no macho dela. O que estavam fazendo também não importava, mas, ainda assim, pedi pra irmos ao banheiro, pelo menos eu poderia soltar os gemidos que eu estava reprimindo tanto.</p>
<p>Essas situações mais arriscadas apimentam e aquecem qualquer rotina. Uma rapidinha enquanto a família está jantando, encontros rápidos no horário de almoço, aproveitar as escadas de um prédio pouco movimentadas. Quer seja por fantasia, um pouco de <a href="http://papodehomem.com.br/o-voyeurismo-e-suas-delicias/" target="_blank">voyeurismo</a> ou desejo latente, puro e simples, <strong>uma boa foda nunca deve ser desperdiçada</strong> e nos mantém com a juventude em dia.</p>
<div id="attachment_56002" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/18-sexo-juvenil-e-meninas-sapequinhas/img_0266/" rel="attachment wp-att-56002"><img class="size-large wp-image-56002" title="[+18] Sexo juvenil e meninas sapequinhas" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/04/IMG_0266-620x412.jpg?95884c" alt="" width="620" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Me encontra lá no banheiro&quot;</p></div>
<p>Agora era minha vez de ser chupada, de pé mesmo. Ah&#8230; como é bom gozar quando o tesão vai culminando pouco a pouco, com a adrenalina muito acima do normal, com certo medo de acordar alguém. Ele levantou e me virou de costas, apoiei as mãos na pia e empinei a bunda o máximo que conseguia. Terminamos deitados no chão frio, ele gozando e espalhando tudo na minha barriga.</p>
<p>Voltamos pra sala com uma cara lavada e sorriso maroto no rosto, já com os créditos subindo na tela da TV. Mas quem é que estava assistindo filme mesmo? Assim que eles foram embora, minha amiga e eu trocamos saborosas informações sobre a noite. Ela se contentou com uma punheta bem feita.</p>
<p>Então, sempre que o tesão está desse jeito, quando eu me sinto toda molhada, com um pau pulsando na mão, com uma vontade imensa de ser comida ali, naquele instante, nada parece importar. Eu instigo, atiço, me entrego com gosto. Afinal, é bom pra mim e, como já se é sabido, que homem nesse mundo não adora foder uma menina toda sapequinha?</p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>[18+] Fantasias sexuais: a foda começa na sua mente</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Mar 2012 03:01:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lasciva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Ladies Room]]></category>
		<category><![CDATA[Mecenas]]></category>
		<category><![CDATA[Prudence]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Fotos de André Carvalho (@andreestaonline) Afinal, de onde surge o tesão? A visão de garotas seminuas trocando carícias, o odor de fluidos corporais repletos de hormônios, sons de gemidos ou palavras sujas sendo sussurradas, sabores afrodisíacos, toques em zonas erógenas – estímulos sensoriais despertam desejo sexual, na medida em que provocam o imaginário erótico. São as [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Fotos de André Carvalho (<a href="https://twitter.com/#!/andreestaonline" target="_blank">@andreestaonline</a>)</em></p>
<p>Afinal, de onde surge o tesão? A visão de garotas seminuas trocando carícias, o odor de fluidos corporais repletos de hormônios, sons de gemidos ou palavras sujas sendo sussurradas, sabores afrodisíacos, toques em zonas erógenas – estímulos sensoriais despertam desejo sexual, na medida em que provocam o imaginário erótico. São as fantasias.<span id="more-55131"></span></p>
<p>Todo mundo se imagina em alguma situação excitante no momento de se dar prazer. <strong>Isso é a fantasia: um trabalho mental que naturalmente incita a atividade sexual. </strong>Enquanto a fantasia existe apenas no plano ideal – é uma projeção mental –, o fetiche permite sua materialização no mundo real. Aquele detalhe específico que as faz tão excitantes. Uma parte do corpo, uma situação, uma veste, um lugar.</p>
<p>Detesto reprimir minha imaginação ou frear minhas vontades. Por isso, às vezes, um gesto tão banal quanto me deitar na praia, ao lado de uma gata – o calor na superfície da minha pele, o toque dos raios de sol aquecendo o biquíni – basta para despertar minhas volições e provocar meus instintos. <strong>E levar meus desejos às últimas consequências não é apenas uma forma de solucionar o tesão, mas um exercício de autodescoberta – minha própria investigação da sexualidade.</strong></p>
<div id="attachment_55132" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-55132" title="[18+] Fantasias sexuais: a foda começa na sua mente" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/03/l1.jpg?95884c" alt="" width="620" height="930" /><p class="wp-caption-text">Se estou com vontade, reprimir pra quê?</p></div>
<h3>Em público</h3>
<blockquote><p><strong></strong>Era outubro. Aquela praia de Florianópolis estava meio vazia. Sozinha, tomando sol, sinto meu ventre esquentar. Pelos arrepiam, músculos se contraem. Discretamente, sentada sobre a canga, passo a mão por baixo do quadril, afasto o biquíni e começo a me tocar. Sempre que passava alguém, eu fechava as pernas e interrompia os movimentos.</p></blockquote>
<p><strong>Tenho fetiche em me masturbar em lugares públicos.</strong> Excita-me a ideia de atiçar estranhos observadores no meio da rua – apesar de geralmente esconder o gesto, com medo de ofender os outros.</p>
<blockquote><p>Um vendedor de cangas qualquer para em minha frente, sem notar o que estou fazendo. Decido deixá-lo participar da travessura. Abro as pernas em sua direção, encaro-o brevemente. Boca entreaberta, lascividade no olhar. Volto a me bolinar enquanto aquele homem me fita, compenetrado. Mantinha uma cara de dissimulada, mascando chicletes, fingindo que nada estava acontecendo. Fazia que ia ajeitar o biquíni, para tocar meus seios. Deixo um mamilo aparecer, de relance. Ele não parava de observar.</p>
<p>O prazer está em provocá-lo com minha libido, exibir meu corpo, sem que o cara pudesse me pegar. Disfarço, finjo ler um livro e continuo a me insinuar. Detenho o que estou fazendo toda a vez que vejo alguma pessoa se aproximar. O homem me encara, mostra-me o volume do seu pau sob a bermuda. O tempo passa. Continuo a me estimular, de leve, ainda ali, na areia da praia. De tantas interrupções, é quase impossível atingir o clímax naquela situação. Decido entrar no mar, pegar umas ondas e nadar para longe, onde ele não pudesse mais me ver. Vou para o meio do mato, alcanço um orgasmo sozinha e volto para buscar minha canga e meu livro, torcendo para que aquele vendedor não estivesse mais ali.</p></blockquote>
<div id="attachment_55134" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-55134" title="[18+] Fantasias sexuais: a foda começa na sua mente" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/03/l2.jpg?95884c" alt="" width="620" height="930" /><p class="wp-caption-text">Mesmo ao me bolinar em lugares públicos, escondo-me dos outros, com medo de represálias</p></div>
<h3>Dilemas morais</h3>
<p><strong></strong>Os instintos se aquietam quando o prazer se vai. Imediatamente, o cérebro aciona o mecanismo da culpa, que rejeita a perversão. Consigo perceber que a fantasia vai muito além da realidade – de tão inviável, chega a ser indesejável. Tenho tantos fetiches, que não consigo enumerar. Tara por negros fortes, exibicionismo em lugares públicos, um tipo de submissão e masoquismo. Penso que isso tudo de alguma forma se relaciona a <strong>uma fantasia de infância: ser estuprada</strong>.</p>
<p>É, criança também se masturba. Algumas conseguem até gozar. Para os pequenos, explorar o próprio corpo é tão natural quanto desbravar o mundo. Parâmetros da moralidade não estão bem definidos na sua cabecinha – um dos motivos pelo qual preservar a ingenuidade deles é tão fundamental. Crianças também têm fantasias, mesmo sem saber o que é sexo. Muitas de nossas idealizações e traumas decorrem de experiências infantis. Podemos encontrar nas brincadeiras sexuais e perversões pueris a origem de alguns de nossos fetiches.</p>
<p>Na minha infância, o seriado <em>A Vida Como Ela É&#8230;</em> passava no horário nobre da TV Globo. Bem cedo, o erotismo de Nelson Rodrigues veio habitar meu imaginário. Enquanto me masturbava, comecei a fantasiar que, assim como as personagens rodriguianas, eu era molestada por homens mais velhos. Mais tarde, quando aprendi o que era sexo e dei conta da minha depravação, o trauma foi tal que precisei reaprender a ter orgasmos – tão fáceis quando era menina; inalcançáveis em parte da minha adolescência.</p>
<h3>Putaria sem limites</h3>
<p><strong></strong>Aos 16 anos, um namorado dedicado encontrou a fórmula para me fazer gozar durante o sexo. Superei o trauma, resolvi dentro de mim os conflitos morais. Era a época da popularização da internet, quando tive acesso irrestrito à pornografia – principal fonte de fantasias da sociedade contemporânea. A indústria de conteúdo adulto e a volumosa produção amadora fornecem recursos audiovisuais que materializam o imaginário sexual. Assistir àquelas cenas hardcore se desenrolarem diante dos nossos olhos causava a impressão de que tudo é possível. <strong>Passei a querer protagonizar meu próprio pornô.</strong></p>
<p>Prefiro acreditar que posso realizar todas as minhas volições. Aquelas boazudas siliconadas, tomadas de sensualidade e volúpia, frequentemente servem de inspiração para minha performance sexual. <strong>Não tenho o corpo da Sylvia Saint, mas sou capaz de foder como ela, se eu quiser.</strong> Ou participar de uma experiência tão improvável quanto um gangbang com dez homens (na verdade, acho que meia dúzia seria mais do que suficiente, mas na minha fantasia há sempre tantos caras ao meu redor que nem consigo contar). Neste caso, não teria graça se fosse um evento armado, com inscrição e distribuição de senhas. Em minha criação fantasiosa, vejo-me encurralada por rapazes que me provocam enorme tesão. Sufocada de tanta testosterona ao meu redor. Sem saída, permito que me usem como quiserem, por horas a fio.</p>
<p><div id="attachment_55135" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-55135" title="[18+] Fantasias sexuais: a foda começa na sua mente" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/03/l3.jpg?95884c" alt="" width="620" height="930" /><p class="wp-caption-text">Se você quiser, posso até te deixar espiar</p></div>&nbsp;</p>
<p><strong>A materialização da fantasia nunca é a fiel reprodução da sua projeção ideal. </strong>Pode ser até melhor, ou pode ser um verdadeiro fiasco.</p>
<blockquote><p>Sonhava em ser açoitada, e por isso participei da minha primeira sessão sadomasoquista. Um belo dominador me pôs aos seus pés e me obrigou a andar de joelhos, puxando-me pelos cabelos. Fez minha pele arder de tanto que me bateu com o açoite e a chibata. Prendeu-me com shibari – técnica de amarração japonesa. Pingou cera quente pelo meu corpo. Foram situações pitorescas e até excitantes. Porém, em momento algum senti prazer de fato. Pensava: “Quando isso vai ficar bom? E quando eu gozo?”. Constatei, definitivamente, que sou baunilha – como os praticantes de BDSM chamam quem é de fora do meio, sugerindo ser algo insosso.</p></blockquote>
<p>A descoberta e realização dos meus próprios fetiches é, para mim, tão excitante quanto a satisfação das vontades do meu parceiro. Gosto de me fazer de gueixa, ao bel-prazer de quem atendo. <strong>Ser sua puta particular, sua empregadinha</strong> – desempenhar qualquer papel de sua preferência. Servir. Atiçar a imaginação e elevar o tesão ao máximo, diante da consumação de seus desejos. Sempre na expectativa de ser recompensada com gratidão e admiração.</p>
<h3>Vivenciando uma fantasia</h3>
<p>A realização de uma fantasia não exige sua prática literal. Da mesma forma que transferi a ideia de estupro para outros fetiches correlacionados, posso ser puta sem precisar vender meu corpo, escravizada sem espancamento. É possível consumar desejos com o que esteja ao nosso alcance. A indústria fetichista fornece um enorme arsenal de produtos e serviços para toda e qualquer perversão sexual. O homem aficionado por meninas novas pode, então, encontrar uma adulta infantilista – que vai se vestir e se comportar como uma menina. O fetichismo o permite, portanto, pôr em prática suas fantasias sem cometer crimes.</p>
<p>Em busca de conhecer e compreender os fetiches que mexem comigo, fiz meu <a href="http://sweetlicious.net/colunas/fetiche-colunas/sexmap-mapa-da-sexualidade-humana-3-17794" target="_blank">sexmap</a> – mapa da sexualidade humana. Uma plataforma on-line desenvolvida pelo escritor Franklin Veaux, que consiste em um grande mapa, com diversas práticas sexuais. Ali você pode delimitar tudo aquilo que gosta, tem vontade experimentar ou fez e não curtiu. Um exercício instigante. Mesmo sabendo que possivelmente alguns deles nunca se concretizem, é estimulante arquitetar cada um dos meus desejos sexuais.</p>
<h3>Mecenas: <a href="http://bit.ly/wCf0XZ" target="_blank">Prudence</a></h3>
<p><a href="http://bit.ly/wCf0XZ" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-55136" title="Prudence" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/03/prudence1.jpg?95884c" alt="" width="620" height="355" /></a></p>
<p><em>Fantasias sexuais são universais. Todos têm uma, duas ou cem. E para realizar todas elas, haja saco – literalmente. Mas a coisa toda fica mais tranquila quando uma marca foda apoia a sua foda. A <a href="http://bit.ly/wCf0XZ" target="_blank">Prudence</a> vai escolher 100 sortudos ou sortudas para serem os embaixadores da marca. Está aberta a quarta temporada do concurso “Testadores de Camisinhas Prudence”.</em></p>
<p><em>Os 100 bons de cama farão parte de um mapa erótico com as histórias mais lascivas e serão premiados com um ano de camisinhas, sextoys, géis lubrificantes, certificado de Testador Oficial e o direito de escrever para o Blog dos Testadores de Camisinhas Prudence. Além disso, receberão camisetas, adesivos, cartão de visitas e poderão ter entrada livre em eventos que a Prudence participa.</em></p>
<p><em><a href="http://bit.ly/wCf0XZ" target="_blank">Acesse a geografia erótica da Prudence</a>.</em></p>
<p><a href="http://bit.ly/wCf0XZ" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-55137" title="Prudence" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/03/prudence2.jpg?95884c" alt="" width="620" height="472" /></a></p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Aprenda sinuca com uma mulher</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 17:42:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriana "Adi" Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Ladies Room]]></category>
		<category><![CDATA[Listas e guias]]></category>
		<category><![CDATA[PdH Shots]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Todos os anos, o bilhar atrai muitos adeptos em suas diversas modalidades. Mesmo com a popularidade do esporte no Brasil, a maioria dos iniciantes – e até mesmo muitos veteranos “lá do barzinho” – não têm uma instrução adequada. O que acontece? Eles jogam errado, com procedimentos incorretos, e isso limita o seu progresso e [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos os anos, o bilhar atrai muitos adeptos em suas diversas modalidades. Mesmo com a popularidade do esporte no Brasil, a maioria dos iniciantes – e até mesmo muitos veteranos “lá do barzinho” – não têm uma instrução adequada. O que acontece? Eles jogam errado, com procedimentos incorretos, e isso limita o seu progresso e inviabiliza possíveis técnicas mais profissionais. Vamos aprender a jogar direito, homens?<span id="more-54880"></span></p>
<p>A ideia desse primeiro artigo (pretendo escrever outros) é ajudar os praticantes do bilhar na parte mais básica do aprendizado: a postura correta para a prática do esporte.</p>
<p>Esta, meus alunos, é a postura correta para uma tacada 100% eficiente, com explicações abaixo:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-55152" title="Aprenda sinuca" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/03/sinuca-texto.jpg?95884c" alt="" width="620" height="477" /><br />
<em>Ilustração: Felipe Franco / PapodeHomem | <a style="font-family: sans-serif; text-decoration: none;" href="http://www.curatorscode.org" target="_blank">↬</a> <a href="http://www.sinucams.com.br/dicas-de-sinuca/dicas-basicas-de-sinuca" target="_blank">SinucaMS.com.br</a></em></p>
<h3>A: Ponte</h3>
<p>A ponte é o que você faz com a mão que encosta na mesa e que serve de apoio para o taco. Vários tipos de ponte podem ser utilizados, dependendo da posição da bola branca (cujo nome correto é &#8220;tacadeira&#8221;) no decorrer da partida. A ponte mais usada é formada pela mão espalmada e desencostada da mesa, formando um “V”, e polegar sobreposto ao dedo indicador.</p>
<p>Independente do tipo de ponte adotado, <strong>o grande lance é que ela seja estável</strong>.</p>
<h3>B: Empunhadura</h3>
<p>A empunhadura deve ser feita de modo que a mão fique tão próximo quanto possível do final do taco, segurando-o de forma leve. Jamais deve-se apertar a mão ao redor do taco porque esse ato faz com que a pessoa force a musculatura do antebraço e, com isso, prejudique o desempenho da tacada.</p>
<p>O antebraço e o punho devem funcionar <strong>como um pêndulo</strong>, de forma que o taco fique exatamente abaixo do cotovelo.</p>
<p>Claro que, obviamente, em algumas situações durante uma partida – como no caso de bolas “acavaladas” ou no caso de a tacadeira se encontrar muito próxima à tabela – pode ser necessário levantar a parte posterior do taco. Mas essas jogadas são exceções. Fora delas, o meu conselho é manter o mais paralelo possível da mesa.</p>
<h3>C: Cabeça</h3>
<p>No momento da tacada, a cabeça do atleta deve permanecer fixa, reta e <strong>com o queixo colado ao taco</strong> até que a tacadeira corra, viaje e atinja a bola da vez.</p>
<p>Mesmo sendo a posição mais usual, alguns jogadores preferem adotar uma outra: manter a cabeça levemente inclinada e, assim, colocar o taco exatamente abaixo de um dos seus olhos.</p>
<h3>D: Olhos</h3>
<p>É importante saber que um dos olhos possui maior capacidade de mira do que o outro, sendo então denominado “olho dominante”.</p>
<p>Para descobrir o olho dominante:</p>
<ul>
<li>Pegue uma folha de papel (folha de ofício, papel cartão, guardanapo, etc);</li>
<li>Faça uma pequena abertura circular no centro do papel, com diâmetro de aproximadamente 1,5 cm;</li>
<li>Fixe algum objeto na parede (ou desenhe algo em um quadro ou folha) com a dimensão de uma tampinha de garrafa;</li>
<li>Afaste-se aproximadamente 5 metros da parede e, com os braços esticados, segure a folha furada em frente aos olhos;</li>
<li>Posicione a folha furada de forma que, pelo orifício, com os dois olhos abertos, você enxergue o objeto (ou a marca) na parede;</li>
<li>Com a folha furada estática na sua frente, olhe primeiro apenas com o olho esquerdo, depois apenas com o olho direito.</li>
</ul>
<p>Perceba que, ao fechar um dos seus olhos, o objeto da parede desapareceu, e, com o outro olho aberto, o objeto continuou visível. O olho que te permitiu enxergar o objeto através do orifício é o seu olho dominante e, portanto, é o olho ao qual você deve confiar a sua mira.</p>
<h3>E: Pernas e Pés</h3>
<p>Basicamente, os iniciantes devem saber que as pernas devem ficar levemente afastadas. Uma delas completamente esticada, atrás, e outra flexionada, à frente. Para o destro, a perna esquerda deve ficar na frente. Para o canhoto, o contrário.</p>
<p>Quantos aos pés, é interessante que ambos fiquem ligeiramente virados para fora, o que tende a auxiliar no equilíbrio do corpo na hora da tacada.</p>
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		<title>Uma delícia! Uma menina aprendiz de longboard</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Mar 2012 13:34:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nathany Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Ladies Room]]></category>
		<category><![CDATA[Relatos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Eu já estava cansada de olhar meus amigos com aquela boca aberta e o pensamento lá longe, sobre como seria a sensação de estar sobre diferentes quatro rodas. &#8220;Eles deslizam com uma aparente facilidade&#8221;, pensava eu. &#8220;Que tipo de seres humanos são esses? Parecem até mutantes! Será que é um tipo de &#8216;gene radical&#8217; que [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu já estava cansada de olhar meus amigos com aquela boca aberta e o pensamento lá longe, sobre como seria a sensação de estar sobre diferentes quatro rodas.<span id="more-54885"></span></p>
<p>&#8220;Eles deslizam com uma aparente facilidade&#8221;, pensava eu. &#8220;Que tipo de seres humanos são esses? Parecem até mutantes! Será que é um tipo de &#8216;gene radical&#8217; que uma força maior dá só para aqueles raros felizardos? Ou será o gene do &#8216;desengonçadismo&#8217; que atinge alguns meros mortais, inclusive eu? (E meu deus, por que justo eu?)</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/0OfSuldsCoY" frameborder="0" width="620" height="345"></iframe><br />
<em><a href="http://youtu.be/0OfSuldsCoY" target="_blank">Link YouTube</a> | Se elas fazem, por que não eu?</em></p>
<p>Sempre tive muitos amigos que andavam de skate, mais especificamente de longboard. Sempre foi um verdadeiro fascínio observá-los andando. Manobras suaves chamadas de “carveadas” cortavam ruas e ladeiras em um ziguezague quase mágico para os espectadores.</p>
<p>Um pouco diferente da modalidade “street” do skate tradicional, que na maior parte do tempo é repleta de manobras e saltos, observar a prática do longboarding me passava uma sensação diferente de diversão. De pura curtição do ventinho no rosto.</p>
<p><strong>Cresci sob o olhar pessimista de um pai</strong> que tem certeza até hoje, que a qualquer momento vou fazer merda. “Você?”, com aquela ironia absurda, foi o questionamento que escutei durante toda a minha vida ao contar alguma peripécia nova.</p>
<div id="attachment_55086" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/uma-delicia-uma-menina-aprendiz-de-longboard/tumblr_lwlf73lav31qdu0sdo1_500/" rel="attachment wp-att-55086"><img class="size-full wp-image-55086" title="Uma delícia! Uma menina aprendiz de longboard" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/03/tumblr_lwlf73Lav31qdu0sdo1_500.jpg?95884c" alt="" width="620" height="465" /></a><p class="wp-caption-text">Não tentem essa brincadeira sem equipamentos de segurança, ladies!</p></div>
<p>Aconteceu quando quis andar de bicicleta, fazer uma tatuagem, e até umas meras aulinhas de dança.</p>
<p>Foi então que, numa tarde das últimas férias de julho, um estalo de falta de noção temporária (porque, em sã consciência, talvez eu nunca tivesse tentado), me fez cansar de ser encarada como a &#8220;loirinha desengonçadinha&#8221; e pensei:</p>
<blockquote><p>Quer saber, por que diabos não tentar?</p></blockquote>
<p>Antes de abordar a primeira experiência, é importante ressaltar que. além da minha inicial falta de jeito, um dos fatores psicológicos determinantes em ter medo de tentar foi o pré-conceito que uma mulher sofre quando começa a pensar em tentar algo como se jogar num skate. Parece clichê, eu sei, mas a sociedade está repleta de julgamentos estereotipados e muitos deles se aplicam a uma mulher que, além de tudo, passou a vida escutando que tem cara de fresca.</p>
<p>Toda vez que cogitei essa vontade em voz alta, sofri uma repreensão mesmo que indireta de todos os lados. <strong>Cheguei a ouvir que estava velha para aprender</strong> (isso por que ainda vivo o auge dos meus 22 anos). Nessas horas eu me questionava se não era melhor encontrar outro hobby para ocupar meu tempo, como uma aula de spinning. Só que não.</p>
<p>O primeiro e mais óbvio julgamento da massa oposicionista, ou melhor, da massa mal informada, é de que eu viraria mais uma mulher-macho. Que largaria minhas roupas pelas calças “largas, deixaria de lado o meu melhor amigo rímel e que começaria a atender pelo apelido de <em>Nat-João</em>. A mulher não precisa (e nem deve) abdicar de nada de sua feminilidade para praticar um esporte. E podia ser boxe, tênis, futebol. Que diferença faria?</p>
<blockquote><p>Nenhuma</p></blockquote>
<p>Felizmente, em meio à repreensão, houve um grande amigo que com toda a paciência do universo apoiou minha ideia e emprestou um de seus boards pra que eu finalmente quebrasse as minhas amarras físicas e, principalmente, psicológicas, para então conhecer o “verdadeiro sentimento que o skate traz pra gente”, como ele me disse uma vez.</p>
<p>A sensação era realmente tão extasiante quanto aparentava, e mais inexplicável do que eu poderia imaginar. Era um misto de tensão e relaxamento, uma euforia estabilizadora, um medo e uma coragem, se é que isso expressa algo pra vocês.</p>
<p>Mas é claro que essa história não ia ser feita apenas dos momentos felizes em que tudo que levei pra casa depois do rolê fora um corpo cansado e uma mente satisfeita. Na tarefa de aprender, eu caí, levantei, caí, levantei e&#8230;bem, caí de novo.</p>
<div id="attachment_54899" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/uma-delicia-uma-menina-aprendiz-de-longboard/420393_245290345550578_209334765812803_552798_644751696_n/" rel="attachment wp-att-54899"><img class="size-full wp-image-54899" title="Uma delícia! Uma menina aprendiz de longboard" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/03/420393_245290345550578_209334765812803_552798_644751696_n.jpg?95884c" alt="" width="620" height="348" /></a><p class="wp-caption-text">Vocês pensam &quot;ouch!&quot;. Eu penso &quot;fuck yeah!&quot;</p></div>
<p>Hoje já coleciono três cicatrizes, além de algumas pequenas marcas roxas, pro delírio da minha mãe que recentemente começou a se arrepender de não ter me colocado pra fazer balé quando pequena, sonhando que isso pudesse influenciar em algo hoje.</p>
<p>Para vocês que assim como eu sempre tiveram vontade de aprender, mas que não tem coragem, eu digo: Não adianta ter medo de se machucar. Esqueça o medo, esqueça a vergonha. As quedas sempre vão existir, mas elas não são absolutamente nada comparadas a sensação de total liberdade que você vai experimentar.</p>
<div id="attachment_54900" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://papodehomem.com.br/uma-delicia-uma-menina-aprendiz-de-longboard/407079_10150695188704553_2044117123_n/" rel="attachment wp-att-54900"><img class="size-large wp-image-54900" title="Uma delícia! Uma menina aprendiz de longboard" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/03/407079_10150695188704553_2044117123_n-620x465.jpg?95884c" alt="" width="620" height="465" /></a><p class="wp-caption-text">Eu vou continuar experimentando. Por muito tempo</p></div>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Minha mãe tinha um câncer no cérebro</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 17:14:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lili Dans</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atitude]]></category>
		<category><![CDATA[Ladies Room]]></category>
		<category><![CDATA[PdH Shots]]></category>
		<category><![CDATA[Relatos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Descobrimos que minha mãe tinha um câncer maligno no cérebro. Daqueles que só de falar parece já ser uma sentença de morte. Vem um médico e diz: &#8220;ela tem três meses de vida.&#8221;  Isso aconteceu há três anos. O doutor se recusou a falar isso na frente dela e deixa a bomba para a gente. [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Descobrimos que minha mãe tinha um câncer maligno no cérebro.</p>
<p>Daqueles que só de falar parece já ser uma sentença de morte.</p>
<p>Vem um médico e diz: &#8220;ela tem três meses de vida.&#8221;  Isso aconteceu há três anos. O doutor se recusou a falar isso na frente dela e deixa a bomba para a gente. Não sabendo que podia viver mais do que a previsão, minha mãe hoje leva uma vida normal.<span id="more-54661"></span></p>
<div id="attachment_54686" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-54686" title="Minha mãe tinha um câncer no cérebro" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/03/68359_157342964306540_100000925113355_278776_5087161_n1.jpg?95884c" alt="" width="620" height="413" /><p class="wp-caption-text">Eu, minha mãe e minha irmã</p></div>
<p>Ela sempre foi uma pessoa muito ativa e independente. Trabalhou desde os 16 anos de idade como professora e assim continuou até seus 52 anos, quando se aposentou. Finalmente ela teve a oportunidade de cuidar de si e foi sempre uma pessoa preocupada em ajudar os outros. Cuidava da minha avó, de mim e da minha irmã, da casa, participava da Pastoral da Criança; enfim, dedicou sua vida ao próximo. Católica fervorosa, ir à missa era seu maior prazer.</p>
<p>A vida seguia como tinha que ser. Minha avó faleceu e, com muita dor, continuamos o nosso caminho. Em julho de 2009, começamos a perceber uns comportamentos estranhos da minha mãe. Ela parecia estar em um outro mundo, longe. Eu perguntava algumas coisas e, às vezes, ela respondia algo sem nexo. No meu aniversário, no final de agosto, a gente começou a realmente se preocupar por ela passar a ter dificuldades para se movimentar. Em duas semanas, ela sofria para se levantar da cama, caía quando tentava pegar algo do chão e não conseguia se segurar até ir ao banheiro. Foi aí que decidimos levá-la a um neurologista, achando que ela estava com algum tipo de depressão profunda em decorrência da morte da minha avó.</p>
<p>O médico olhou os exames e soltou a bomba. Era um tumor malígno conhecido como Gliobastoma Multiforme e que não havia muito o que fazer. Ela só tinha três meses de vida pela frente.</p>
<p>Não foi fácil. Eu morava em outra cidade, estava para terminar a faculdade e só faltava a entrega do TCC quando minha irmã me ligou chorando, pedindo para eu voltar para casa, pois <strong>tínhamos que curtir os últimos momentos da minha mãe</strong>. Aí o seu chão some, você culpa Deus e até se revolta contra Ele ou seja lá quem for a força divina que perambula pelo mundo. Liguei para o meu pai, que estava super abalado e pedi pra falar com ela. <strong>Pela primeira vez eu disse “eu te amo”</strong>. Não me joguem pedras, não é que eu não a amava. Nunca tive liberdade ou coragem de falar. No outro dia fui para a cidade onde meus pais moravam e, como é um lugar pequeno no interior do Paraná, a notícia correu rápido. Aparecia gente desconhecida, gente conhecida e uma mulher que até fez praticamente uma unção de enfermo terminal. <strong>Nessa hora apareceu até deputado querendo mostrar compaixão.</strong></p>
<p>Fomos buscar uma segunda opinião. O médico disse que era necessária uma cirurgia para avaliar o tipo das células para iniciar um tratamento. Como se não bastasse, o plano de saúde se negou a cobrir o procedimento, mas nada como um bom advogado para dar um jeito nisso. Duas semana depois, cirurgia feita, sucesso total e nem foi preciso cortar o cabelinho dela.</p>
<p>(Mas o cabelo não resistiu às sessões de radioterapia e também, depois, as de quimioterapia. Mas não tinha importância: mandamos fazer uma peruca super estilosa e ela ficava “toda toda” quando alguém desconhecido perguntava onde ela pintava o cabelo. E como a gente se divertia colocando a peruca e tirando fotos. Mas ela deu várias gargalhadas gostosas. Ah, se deu&#8230;)</p>
<p>Foram muitos quiilômetros percorridos entre Jandaia do Sul, nossa cidade natal, e Curitiba. Muitas horas de espera nas sessões de quimio, nos exames de rotina e e nas consultas. Eu me dediquei totalmente a ela, mas não me orgulho de dizer isso, pois era o mínimo que eu devia e devo fazer. Tentamos três tipos de quimioterapia e as duas últimas surtiram um efeito quase que milagroso. Seu tumor praticamente sumiu, mas toda a ingestão de remédios custou sua perda de memória recente. Ela perde as chaves todos os dias, não se lembra o que comeu no almoço, repete várias vezes um determinado assunto&#8230; Mas o que é isso em comparação de não tê-la mais por perto?</p>
<p>Espero poder realizar uma das vontades que ela me disse ter quando eu deitei ao seu lado na cama do  hospital, no pós-operatório. “Eu ainda quero te ver brilhar”, disse. Pode ser uma frase até comum de se ouvir da sua mãe, mas não no meu caso. Meu pai sempre foi mais passional que ela. Minha mãe ficava sempre na retaguarda, fazendo eu ver o mundo de frente e me virar com os meus problemas. Nunca foi aquela mãe coruja que defende a cria a qualquer custo. Não fui mimada e, hoje, agradeço muito ela por isso.</p>
<p>Eu não acredito mais nessas sentenças de morte. É esta a lição que tiro. Somos um nada e não sabemos absolutamente nada sobre a vida. Claro, a medicina é fundamental, mas ao mesmo tempo que ela acerta, ela também erra. E erra feio. <strong>O primeiro médico acreditou, por um momento, ser Deus e dar um prazo de vida a ela</strong>. Mas o que ela fez e vai continuar fazendo é provar que não temos direito de determinar coisa alguma nesta vida. A gente pode andar na rua amanhã e ser atingido por uma bola metálica que caiu do céu de alguma sonda espacial. Improvável? Não diria. Foi a sua hora. Vai chegar a hora da minha mãe. A da sua mãe. A minha. A de todos. Mas quem a gente é pra saber quando isso vai acontecer?</p>
<p><strong>Passei a não ter medo da morte quando percebi a nossa fragilidade.</strong> Aprendi a olhar as coisas que antes eram insignificantes e não dar mais valor ao que eu achava importante. Como o dinheiro que, aliás, é o “câncer do mundo”. Pode soar piegas, mas é verdade: a saúde é o bem mais precioso que a gente tem. O negócio é viver um dia após o outro e parar de reclamar à toa. Para o mundo, podemos ser um nada; para algumas poucas pessoas, somos tudo. A única coisa que vai ficar neste mundo quando você dele partir será o que você foi para elas. Valorize-as. Valorize os momentos. O resto não vai fazer a mínima importância.</p>
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		<title>O desafio da amizade feminina</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 12:59:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabella Ianelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atitude]]></category>
		<category><![CDATA[Ladies Room]]></category>
		<category><![CDATA[PdH Shots]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Se Freud dizia que as mulheres invejam dos homens o falo, eu humildemente digo mais: digo que invejamos de vocês o jeito descolado, prático e leve em algumas ocasiões. Como, por exemplo, na amizade masculina. Link YouTube &#124; Bróder não &#8220;gasta&#8221; tempo com outro bróder. eles simplesmente aproveitam o tempo juntos Vocês podem ainda não [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se Freud dizia que as mulheres invejam dos homens o falo, eu humildemente digo mais: digo que invejamos de vocês o jeito descolado, prático e leve em algumas ocasiões. Como, por exemplo, na amizade masculina.<span id="more-54672"></span></p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/knU9gRUWCno" frameborder="0" width="620" height="450"></iframe><br />
<em><a href="http://youtu.be/knU9gRUWCno" target="_blank">Link YouTube</a> | Bróder não &#8220;gasta&#8221; tempo com outro bróder. eles simplesmente aproveitam o tempo juntos</em></p>
<p>Vocês podem ainda não saber atender ao telefone enquanto digitam um email, ser firmes porém sensíveis, comprar presentes ou qualquer outra coisa. Mas certamente vocês foram compensados com o dom de manter elos duradouros, sinceros e profundos com seres do mesmo sexo. É bonito de ver uma amizade masculina.</p>
<p>É essa sinceridade com o amigo, esse jeito de dizer o que bem pensa sem que ele possa se ofender com melindres que me agrada. Que delícia poder dizer assim, na lata: &#8220;Vai casar mesmo, amiga? Será que não é só carência?&#8221; e então poder passar a noite falando sobre algo que não o relacionamento do casal. Porque em alguns casos, nós, mulheres, nos podamos tanto que, quando vemos, passamos uma noite supostamente divertida contando sobre como são ou deveriam ser nossos casos, nossos casamentos, nossos filhos. <strong>E por vezes nos podamos tanto na vida que o nos resta é falar sobre apenas isso mesmo. Triste.</strong></p>
<p>Essa amizade feminina construída em uma base de areia fofa hora ou outra desaba. São poucas que se salvam. Amizade feminina exige mais tempo, mais ligações, mais explicações. Algo que não acontece na parceria dos homens. Porque, ora, são parceiros! Já está nas entrelinhas da amizade que ninguém ali quer o mal de ninguém, que se não ligou foi porque não quis, não deu, achou melhor assim e fim de papo. Descolados, leves e práticos.</p>
<p>Não entendo exatamente porque não conseguimos reproduzir essa parceria entre nós. Será inveja? Desconfiança? Recalque da relação mãe e filha? Quem explica: a psicologia ou a cultura? Será que ainda estamos reproduzindo a vida das nossas tataravós, colocando pais, irmãos, maridos em primeiro lugar, em detrimento da solidariedade feminina?</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/fdpFREAS73A" frameborder="0" width="620" height="345"></iframe><br />
<em><a href="http://youtu.be/fdpFREAS73A" target="_blank">Link YouTube</a> | Vamos pegar o exemplo dos homens e, com isso, sermos mais mulheres, mais unidas, mais amigas</em></p>
<p>Não tenho paciência para melindres femininos, cansei de dar satisfações e por vezes vejo amizades escoando pelo ralo. Não por falta de história nossa, por falta de papo ou de afinidade, mas pelo simples fato de não conseguir acreditar numa amizade que se baseia em pequenices cotidianas. <strong>Quero gente para agregar.</strong> Cultivo as relações saudáveis, quero mulheres de uma futura “Cabana PapodeMulher”. Interessadas, interessantes, parceiras no crescimento (não é isso que vocês fazem por lá, garotos?).</p>
<p>Por uma amizade que possa beber cerveja e ver futebol, que possa sair correndo pelo parque, por um amiga com quem a gente possa conversar sem cobranças: &#8220;Sumiu, não ligou no meu aniversário, tô chateada, pensei até que você não fazia mais parte do grupo&#8221;. Aliás, por uma amizade sem grupinhos, panelas fechadas, clubes da luluzinha e estas maneiras todas que não agregam.</p>
<p>Aqui neste espaço tão masculino, endosso este movimento por uma maior <a href="http://www.supremas.com.br/pela-solidariedade-feminina/" target="_blank">solidariedade feminina</a>. Por amizades leves, práticas, duradouras, por solidariedade além do nosso seleto grupo de amigas.</p>
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