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	<title>Papo de Homem - Lifestyle Magazine &#187; Ladies Room</title>
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		<title>Transparência na política é irreal</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 02:01:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana Fratini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Debates]]></category>
		<category><![CDATA[Ladies Room]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>A demanda por transparência na política parece irreversível. Governantes e demais agentes públicos são cobrados, cada vez mais, a prestar contas de suas ações.  A transparência, afinal, é um procedimento que pressupõe a existência de ética, uma suposta conduta republicana que dispensa contestações. E quando não há transparência, a leitura que normalmente se faz a [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A demanda por transparência na política parece irreversível. Governantes e demais agentes públicos são cobrados, cada vez mais, a prestar contas de suas ações.  A transparência, afinal, é um procedimento que pressupõe a existência de ética, uma suposta conduta republicana que dispensa contestações. E quando não há transparência, a leitura que normalmente se faz a este respeito é maniqueísta: de um lado há o sujeito &#8220;bom&#8221; e, de outro, o &#8220;mau&#8221;.<span id="more-53147"></span></p>
<p>Mas o que haveria de novo numa abordagem deste tipo? Terminaria em mais uma dessas críticas sobre a má ou boa conduta de um governante, o que, talvez, tenha-se convencionado fazer de uma maneira que, em vez de lançar luz sobre os acontecimentos que envolvam a falta de transparência, nos leva a somente fazer julgamentos binários – <strong>o que empobrece o debate</strong>.</p>
<div id="attachment_53152" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-53152" title="Transparência na política é irreal" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/02/53b6960b99a8bf9e34ef3ed36a53e6384e464382.jpg?95884c" alt="" width="620" height="389" /><p class="wp-caption-text">&quot;O político é bom&quot; ou &quot;o político é mau&quot;: maniqueísmo que enfraquece o diálogo</p></div>
<p>O tema é mais complexo: na prática, aqueles que detêm poder (a competência para decidir sobre interesses coletivos) jamais devem expor, de maneira rigorosa, as falhas de sua própria ação/gestão se assim quiserem se manter no poder. Deste modo, políticos podem ser até transparentes em alguns aspectos, mas dificilmente serão em todos.</p>
<p><strong>Política, como se sabe, não se faz apenas com vistas para a realização de interesses coletivos, mas também com vistas para a manutenção do poder.</strong> Seja em primeira ou última análise (o que depende apenas de um ponto de vista), a manutenção do poder é essencial para  garantir a legitimidade (ainda que forçada) de determinado sujeito político enquanto político (investido na função pública). Encaremos os fatos: não ser transparente (ou ser discreto, reativo, omisso) sobre determinados assuntos para não se prejudicar politicamente, ou frente à opinião pública, é uma escolha possível.</p>
<p>Conjunturas políticas mudam, e a depender de um contexto que não favoreça o detentor de poder, este poderá mudar sua ação e comunicação; ou seja, <strong>ação e comunicação poderão ser realizadas nos bastidores como uma estratégia de preservação</strong>. Políticos precavidos não são, contudo, desonestos ou antiéticos; estão fazendo uso de alguma esperteza (isto sim necessário) para evitar situações de crise – tanto de seus postos quanto de governos, o que poderia gerar situações caóticas.</p>
<p>Portanto, numa situação em que o político (detentor do poder) entenda que é preciso agir com cautela – seja para garantir um programa de governo, para garantir a sua posição, ou a sustentação de um governo –, o mais provável é que ele não aja com absoluta transparência.</p>
<p><strong>Para os governantes, prestar ou não contas sobre a conduta é algo que geralmente acontece por uma questão estratégica</strong>, embora a sociedade clame por total transparência. Uma maneira de ver a questão é que na dimensão da <em>politics</em> (do jogo político na busca pela obtenção ou manutenção poder) o maquiavelismo (a ideia de manter o poder quase que a qualquer custo) nunca estará apartada da vida de um homem público, pelo simples fato de que <strong>ele depende do poder para se manter no jogo</strong>. E manter-se no jogo é uma obrigação que o político possui em relação aos eleitores que representa – o que, nesta linha, a omissão chega a ser justificada.</p>
<h3>Os limites da transparência</h3>
<p>A transparência não é, contudo, impossível. <strong>Ocorre que ela possui limitações – e não por falta de ética, mas pela necessidade que os políticos têm de serem bons estrategistas.</strong> Ainda que seja possível os políticos melhorarem a sua comunicação, sendo claros em relação a algumas de suas atividades e prestando contas a respeito de questões mais objetivas (como a divulgação de estágios de projetos, orçamento, despesas, ações que pretendem realizar etc.), jamais divulgarão quaisquer informações que lhes coloquem em situação de vulnerabilidade.</p>
<div id="attachment_53149" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-53149" title="Transparência na política é irreal" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/02/transparencia_politica.jpg?95884c" alt="" width="620" height="465" /><p class="wp-caption-text">Transparência plena pode ser prejudicial à governabilidade</p></div>
<p>Informações que possam comprometer o poder de um político serão sempre divulgadas por um terceiro, seja este a imprensa, uma instituição fiscalizadora, um opositor, um ativista, alguém que descobriu algo que não gostou ou alguém que se achou “injustiçado” por não receber o que merecia por “estar guardando um segredo”.</p>
<p>Alguns destes “terceiros”, capacitados a apontar falhas na gestão ou na conduta do homem público, tentarão derrubá-lo por possuírem o compromisso com a verdade e esclarecimento de fatos; outros, por discordarem de seus métodos de atuação; outros farão isso porque desejam assumir o seu lugar; outros, porque fazem parte de uma oposição que deseja desestabilizar o governo; outros, porque não concordam com a maneira em como a política muitas vezes funciona&#8230; Haverá inúmeras razões para um político ser questionado sobre as suas ações, ainda que ele não tenha praticado nenhuma atividade que se configure ilícita.</p>
<p>É claro que não se pode eliminar a existência de normas que regulam a conduta de homens públicos; entretanto, é sabido que muitas delas possuem brechas para manobras, e que certamente serão utilizadas quando uma (possível) situação de crise acontecer. A lei, afinal, possui margens para diversas interpretações, e também é assim que são criadas novas jurisprudências para casos outrora inexistentes ou sem solução imediata.</p>
<p><strong>Mas exigir transparência absoluta de um político é algo irreal</strong> e, talvez, o questionamento mais pertinente a ser feito é do por que em determinadas circunstâncias existe tanta pressão social por transparência quando, na realidade, está posto que a discrição e a omissão são condutas esperadas de um homem público e ferramentas necessárias para a sua própria sobrevivência enquanto governante.</p>
<p>Decerto algumas pessoas podem dizer que, investidos em cargos públicos e sob o <em>status</em> de representantes do povo, os políticos têm a obrigação de serem totalmente transparentes. Não seria uma afirmação errada; apenas ideal. Do mesmo modo, tampouco seria errado assumir que o “esconde-esconde”, para um político, também faz parte da defesa de interesses sociais, haja vista que os políticos são, conforme mencionado, justamente os representantes do povo – povo este que está longe de ser formado por pessoas com o mesmo interesse. <strong>É preciso sempre levar em conta que a política é uma arena, e esconder agora pode significar melhores barganhas no futuro. </strong></p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>[18+] Guia ilustrado do sexo oral em meninas</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 02:01:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lasciva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ladies Room]]></category>
		<category><![CDATA[Listas e guias]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Mulheres são enigmáticas. Nem nós mesmas conseguimos desvendar todos os segredos desse buraco que levamos entre as pernas. Uma vida inteira de sexo, carnaval e perversão talvez ainda não seja suficiente para encontrar cada detalhes de pontos escondidos de prazer de uma mulher. Chega a ser meio sombrio em alguns momentos, né? Mas não em todos. [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mulheres são enigmáticas. Nem nós mesmas conseguimos desvendar todos os segredos desse buraco que levamos entre as pernas. Uma vida inteira de sexo, carnaval e perversão talvez ainda não seja suficiente para encontrar cada detalhes de pontos escondidos de prazer de uma mulher. Chega a ser meio sombrio em alguns momentos, né? Mas não em todos.<span id="more-50785"></span></p>
<p>O bom desse mistério todo é a capacidade de aguçar a curiosidade do outro. Solucionar os enigmas femininos demanda um tempo bom de dedicação. Antes de mais nada, o texto que vem a seguir sugere uma troca de experiências e solicita, claro, as opiniões interessantes lá embaixo (ui), nos comentários. Isso se deve porque, geralmente, os textos &#8220;aprenda a foder&#8221; soam quase como uma afronta a alguns leitores, no sentido de &#8220;olha aqui, babaca, você não sabe foder e eu vou te ensinar&#8221;. Mas esse artigo passa longe dessa proposta.</p>
<p>Para dar prazer a uma mulher, é preciso sagacidade. Observar e perceber suas reações. Prestar atenção aos detalhes dos seus gestos vai fazer muita diferença. Acho melhor você não ter nada agendado para logo mais, porque vai precisar de tempo. Depois de conhecer todo o &#8220;<a href="http://papodehomem.com.br/sexo-oral-dicas-mulheres-sensacional-leitura-para-homens-desatentos/" target="_blank">S.O.S &#8211;  Sexo Oral Sensacional</a>&#8221; que já foi publicado aqui no PapodeHomem e de ter visto o &#8220;<a href="http://viceland.com/br/blog/?p=4249#more-4249" target="_blank">Guia Vice para chupar Xotota</a>&#8221; da <em>Vice Magazine</em>, vem ver comigo aqui embaixo (ui, de novo) um pouco sobre as delícias do sexo oral em uma mulher.</p>
<p>Afinal, rapaz, <a href="http://papodehomem.com.br/18-deep-throat-em-7-passos/" target="_blank">a gente já falou aqui</a> como você deve ser chupado, né.</p>
<h3>Admire</h3>
<p>Nada é tão excitante quanto perceber o olhar de desejo de um homem enquanto contempla a garota totalmente nua. Como se todo o tesão do momento, para ele, consistisse em apreciar o seu corpo e fazê-lo se retorcer de tanto prazer. Olhe nos olhos, repare em cada belo pedacinho da mulher que você vai comer.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-52964" title="Guia ilustrado do sexo oral em meninas" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/cena-1-620x620.jpg?95884c" alt="" width="620" height="620" /></p>
<h3>Domine</h3>
<p>A posição deitada é, geralmente, a mais confortável para receber um oral, pois ela (a mulher) pode relaxar totalmente. Mostrar quem está no controle da situação também é um artifício bem válido para deixá-la mais a vontade, imaginando que tudo está nas tuas mãos (e boca. E língua. E&#8230;)</p>
<p>Ao colocar a garota deitada sobre a cama ou sofá, segure seus punhos por um tempo enquanto beija o pescoço, as orelhas, desce até os seios e cuida bem dos mamilos. Deixe suas mãos brincarem com o corpo dela, percorrendo as curvas, deslizando pela cintura e, aí sim, toque de leve entre suas pernas.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-52965" title="Guia ilustrado do sexo oral em meninas" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/cena-2-620x620.jpg?95884c" alt="" width="620" height="620" /></p>
<h3>Esquente</h3>
<p>Faça o seu caminho próprio com os lábios na direção do púbis. Esse é o momento de deixá-la louca de vontade de te ver em ação. Enrole um pouco em vez de começar a chupá-la de uma vez. Solte uns sopros quentes ao redor da pélvis. Desça a língua em direção ao períneo. Dê um beijo grego.  Sinta a lubrificação da sua garota. Com o clitóris mais inchado pela estimulação, vai facilitar o contato da sua língua.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-52966" title="Guia ilustrado do sexo oral em meninas" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/cena-3-620x620.jpg?95884c" alt="" width="620" height="620" /></p>
<h3>Encontre o clitóris</h3>
<p>Certifique-se que você sabe a localização exata do clitóris. Seja preciso. Ao tê-lo como alvo, brinque de leve com a sua língua sobre ele. A gata provalmente vai emitir um gemido mais alto quando você chegar lá. Preste atenção! Errar um milímetro , por mais bobo que pareça ser, é o suficiente para fazer da brincadeira, uma coisa totalmente inócua e até mesmo entediante.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-52967" title="Guia ilustrado do sexo oral em meninas" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/cena-4-nova-620x620.jpg?95884c" alt="" width="620" height="620" /></p>
<h3>Estimule</h3>
<p>Mais uma vez, tenha a perspicácia de interpretar como a garota mais gosta de ser chupada. Não deixe a língua dura demais. Algumas garotas preferem sentir um pouco de pressão sobre o clitóris. Para outras, o mero toque é o bastante. Deixe a língua vibrar sem parar. Aumente o ritmo gradualmente. Em algum momento, você pode sugar de leve o clitóris para dentro da sua boca. Continue acariciando os seios, apertando-os levemente. Mostre que você não tem frescura nenhuma e lambuze seu rosto, faça uma deliciosa sujeira em você e nela (isso é muito excitante).</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-52968" title="Guia ilustrado do sexo oral em meninas" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/cena-5-nova-620x620.jpg?95884c" alt="" width="620" height="620" /></p>
<h3>Não pare</h3>
<p>Difícil explicar qual o momento exato que rola um estalinho. O prazer aumenta tanto, que você só deseja que aquilo continue. Não é sempre que rola de chegar ao orgasmo por via oral. Vai depender de você acertar a pressão e a velocidade adequadas para a sua garota. Por isso, no momento em que achar o ponto, melhor não interromper o que está fazendo. Não faça paradas bruscas, para não quebrar o clima. Se ela estiver bem animada, tente não mudar a língua de lugar ou diminuir o ritmo.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-52969" title="Guia ilustrado do sexo oral em meninas" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/cena-6-620x620.jpg?95884c" alt="" width="620" height="620" /></p>
<h3>Penetre</h3>
<p>Introduza o dedo na sua vagina e mexa-o fazendo sinal de “vem cá”, para tocar seu ponto G. Continue os movimentos com a língua. Não tenha pressa, acompanhe a excitação da gata. Seja pelos gritos ou pela tremedeira, você vai perceber quando ela chegar ao orgasmo. Se possível, vá para cima dela logo em seguida. A gata estará enlouquecida para sentir o seu pau.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-52970" title="Guia ilustrado do sexo oral em meninas" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/cena-7-nova-620x620.jpg?95884c" alt="" width="620" height="620" /></p>
<h3>Varie</h3>
<p>Experimente deixá-la dominar, para descobrir como a gata sente prazer. Uma boa posição para dar total poder de controle à mulher é o <em>facessitting</em>, a sentada na cara. Seus quadris ficam livres para rebolar.  Assim você fica ligado na intensidade e o ritmo que ela mais gosta.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-52971" title="Guia ilustrado do sexo oral em meninas" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/02/cena-8-620x620.jpg?95884c" alt="" width="620" height="620" /></p>
<p>Agora vai lá, desliga esse computadorzinho e dê uma bela chupada na sua pequena. Já fez isso? Então conta aqui embaixo como foi.</p>
<p><strong>Crédito:</strong> <em>Arte foda feita exclusivamente pelo <a href="http://www.ilustrativa.com.br/">Santiago Mourão | Ilustrativa</a> <em>para o PdH.</em></em></p>
<p><em><br />
</em></p>
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		<title>O dia que eu tirei o cabaço de um editor do PdH</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/o-dia-que-eu-tirei-o-cabaco-de-um-editor-do-pdh/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 11:49:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leitora Anônima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ladies Room]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Virgindade. O eterno fetiche masculino de ver uma moça se contrair de tesão por meio de toques que percorrem um corpo jamais provocado. O experimento inicial resume-se no mais puro e explicito sentimento machista: orgulho. Pois não é lá tão complicado fazer uma virgem sentir tesão. A recompensa recebida com gemidos, apertos e olhares é [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Virgindade. O eterno fetiche masculino de ver uma moça se contrair de tesão por meio de toques que percorrem um corpo jamais provocado. O experimento inicial resume-se no mais puro e explicito sentimento machista: orgulho.</p>
<p><span id="more-52481"></span></p>
<p>Pois não é lá tão complicado fazer uma virgem sentir tesão. A recompensa recebida com gemidos, apertos e olhares é valiosa.<strong> É muito por pouco trabalho</strong>. O grande esforço, claro, está em todo o ato estratégico e teórico de levar uma mulher para a cama. Especialmente ela sendo uma virgem.</p>
<p>Grande esforço para vocês, homens. É muito mais fácil para uma mulher arranjar sexo. Especialmente com um blogueiro virgem.</p>
<p>Não que seja um fetiche. Mas naquela noite foi.</p>
<p>A noite que eu tirei o cabaço de um editor do PdH.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img title="O dia que eu tirei o cabaço de um editor do PdH" src="http://www.quemmatouatangerina.blogger.com.br/pdh-001.jpg" alt="" width="620" height="377" /><p class="wp-caption-text">Como descobrir se o cara é um canalha: ele não mente</p></div>
<p>Se tem uma coisa que pessoas inteligentes conseguem aprender logo cedo é que os defeitos geralmente não vem pendurados em plaquinhas visíveis. Os canalhas, por exemplo, não vêm selados e autenticados como tais. O conhecimento da causa vem, até mesmo, da infância. Se fosse tão simples, o Lobo Mau não fingiria de vovozinha. Atacaria como Mau, logo de cara. O editor cabaço, no caso, vem a ser deste tipo. Não trato do tipo “pessoas inteligentes”. Esse, qualquer um que já leu mais de um texto dele saberia falar. Eu falo do tipo canalha, mesmo.</p>
<p>Curto esse tipo canalha. Coisa que ele sempre pareceu ser.</p>
<p>Foi assim que nos conhecemos. No aniversário de uma amiga em comum. Se apresentou e puxou papo, como um bom canalha. Demorou pouco para encontrar em minha personalidade uma fofa segurança que o permitisse contar tudo, absolutamente tudo sobre a vida. Eu gostei, pois era fã do seu texto. Então ele falou muito sobre o blog, das preocupações, da vida e dos relacionamentos. E disse, entre um goles de vodca, o principal:</p>
<blockquote><p>Tive um namoro longo. Mas sem sexo. Sou virgem.</p></blockquote>
<p>Aquilo não podia ser verdade. O tempo anda muito rápido para um sujeito bonitinho como ele e com uma lábia aparentemente encantadora ser virgem. Então, questionei por que ele jamais havia transado.</p>
<blockquote><p>Nunca tive oportunidade.</p></blockquote>
<p>Hm.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img title="O dia que eu tirei o cabaço de um editor do PdH" src="http://www.quemmatouatangerina.blogger.com.br/pdh-002.jpg" alt="" width="620" height="386" /><p class="wp-caption-text">Escolha o seu editor favorito</p></div>
<p>Ok. Ele não passava de um blogueiro virgem e medroso. Que treme da cabeça aos pés pensando que no próximo segundo você, leitor, ou a pessoa do lado, vai perceber que tudo é uma grande farsa. Era preferível que eu, que vocês não conhecem, fosse conferir até onde ia esse medo. É claro que houve oportunidades para ele até aquela noite. O que não existiu foi perspicácia dele para observá-las.</p>
<p>Eu me joguei, mas não houve reação da parte dele. Apenas um pedido para entender como essas oportunidades surgem. Tolo. Fiz questão de citar aquele momento. Confessei o tesão causado pela confissão da virgindade. Somei esse relevante detalhe com o fato de conversar com alguém que admirava. Assim, eu o testava. E o testei durante toda a noite. Até o momento que ele foi embora sem tomar qualquer atitude.</p>
<p>Não cabiam mais dúvidas. Eu estive a noite inteira diante de um virgem. E gostoso.</p>
<p>Isso me excitou. Mas ele não ia fazer porra nenhuma. Afinal, era um blogueiro virgem.</p>
<p>E você sabe como são os blogueiros virgens.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img title="O dia que eu tirei o cabaço de um editor do PdH" src="http://www.quemmatouatangerina.blogger.com.br/pdh-003.jpg" alt="" width="620" height="260" /><p class="wp-caption-text">Clichê, mas ainda diz tudo</p></div>
<p>Consegui seu telefone. Na noite seguinte fiz o singelo convite: um bar qualquer da cidade.</p>
<p>Descobri um lado cínico. Aquela complacência sem fim de alguém que prefere fingir que não percebe, que não quer. Que deixa as próprias oportunidades passarem, para não dar o braço a torcer ou para não deixar que a parte medrosa sobressaia. Assim, é óbvio que ele recusou o convite. Agradeceu, mas recusou.</p>
<p>Então bebi. Bebi muito. Derrotada, humilhada, rejeitada. O tempo passava e eu só imaginava o que era melhor que estar com uma mulher que praticamente estava beijando seu pau. Um pau virgem, meninas. Desgraçadamente virgem.</p>
<p>Continuei bebendo.</p>
<p>Óbvio que beber resultaria em algo. Se ele não havia entendido o que era observar oportunidades até então, fiz com que ela batesse em sua porta. De verdade. Fui até a casa dele, liguei no celular e comuniquei minha localização. Ele abriu o portão com um sorriso, claro, cínico.</p>
<p>Me deu um abraço mole e me chamou para entrar. Não vou dizer que foi bom. Transamos como um virgem transa. Mas foi uma conquista canalha. Me senti como um homem que ostenta medalhas de virgens abatidas. Eu havia vencido. Foi como tirar um piano das costas, mas sabendo que o alívio dele ainda era maior. Ensinei tudo o que sabia. Passamos o dia seguinte inteiro na cama.</p>
<p>Naquela noite um blogueiro perdeu o cabaço.</p>
<p>Um blogueiro que virou editor do PdH.</p>
<p>E você, leitora, achando o máximo quando um deles te aceita como amigo no Facebook.</p>
<p>Menos, vai.</p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Só transo com caras ricos&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 02:01:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana C.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ladies Room]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Eu tenho uma amiga cujo tesão é transar com negros. Ela é adepta fervorosa da máxima &#8220;once you go black, you never go back&#8221;. Não vale mulato, pardo, nada – tem que ser negão. É seu fetiche. Ela sai às quintas-feiras para um pagode no Capão Redondo e lá se acaba. Não a julgo pela sua [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Eu tenho uma amiga cujo tesão é transar com negros.</strong> Ela é adepta fervorosa da máxima &#8220;once you go black, you never go back&#8221;. Não vale mulato, pardo, nada – tem que ser negão. É seu fetiche. Ela sai às quintas-feiras para um pagode no Capão Redondo e lá se acaba. Não a julgo pela sua tara.</p>
<p>Mas recentemente ela criticou uma menina da faculdade porque &#8220;Fulana namora Beltrano só porque o pai dele tem dinheiro&#8221;. Como se se envolver com um herdeiro de sobrenome tradicional fosse um pecado.<span id="more-52311"></span></p>
<p>Caralho, quer coisa mais afrodisíaca que uma conta bancária polpuda? Que cabeças de gado em Mato Grosso? Que um carinha com um carrão bacana, um cangote cheirosinho e que te pague o jantar?</p>
<div id="attachment_52317" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-52317" title="&quot;Só transo com caras ricos&quot;" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/01/aeaeaea.gif?95884c" alt="" width="500" height="270" /><p class="wp-caption-text">&quot;Fodam-se os pobres; fodam-me os ricos&quot;</p></div>
<p><strong>Faz uns três anos que decidi só fazer sexo com caras ricos.</strong> Nada de contar caraminguás para pagar motel chinfrim. Nada de ouvir que &#8220;não vamos sair hoje porque ainda não caiu o salário&#8221;. Não. Hoje, quando mais grana no banco, mais molhada eu fico.</p>
<p>Eu nasci de bons genes. Tenho um corpo do qual me orgulho, um cabelo sempre hidratado, não tenho odores e meus dentes estão sempre brancos. E a vida me ensinou a foder bem. Por que não usar isso, essa minha sorte de ter bons genes e essa experiência sexual, da forma que eu achar melhor? Resolvi juntar isso tudo ao meu gosto por coisas caras.</p>
<p><strong>É uma puta hipocrisia criticar quem escolhe pessoas ricas para se relacionar.</strong> Já ouvi muito as pessoas apontarem o dedo para as atrizes globais que namoram empresários, para as Neymarzetes, para as loiras de farmácia que ficam no pé dos pagodeiros e sertanejos. Eu adoraria perguntar para as recalcadas que criticam esse comportamento:</p>
<blockquote><p>&#8220;Você namoraria alguém que ganhasse um salário mínimo se tivesse a oportunidade de namorar alguém que nem faz ideia de quanta grana tem?&#8221;</p></blockquote>
<p>Ou então:</p>
<blockquote><p>&#8220;Você prefere que seu marido te busque no trabalho com uma Mercedes ou com um Fusca?&#8221;</p></blockquote>
<p>Ou ainda:</p>
<blockquote><p>&#8220;Você não trocaria o picadinho da birosc onde você janta pelo Fasano?&#8221;</p></blockquote>
<div id="attachment_52315" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-52315" title="&quot;Só transo com caras ricos&quot;" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/01/tumblr_lyczdoDOau1r83vg9o1_500.gif?95884c" alt="" width="500" height="246" /><p class="wp-caption-text">Você prefere rasgar uma camiseta da marca &quot;25 de Março&quot; ou da marca Tommy Hilfiger?</p></div>
<p>Talvez você pense que eu me sinto melhor que você, que sou metida. Eu não me sinto superior por gostar de caras ricos, mas sim porque não sou hipócrita. Porque tenho pés no chão para saber que, se eu me apaixonar por um cara pobre e a gente desenvolver um relacionamento, a vida será mais difícil. Será como antes.</p>
<h3>A vida já foi mais difícil</h3>
<p>Eu tive dois namoros sérios até hoje. Os dois com homens pobres.</p>
<p>Um foi no fim do colegial, com o cara que tirou minha virgindade. Ficamos juntos três anos, do segundo colegial ao primeiro ano de faculdade. Ele não trabalhava e sempre era um sufoco sair para um cinema ou uma festa. Passei muito fim de semana no sofá da casa da mãe dele vendo filmes da TV aberta. Isso é um inferno!</p>
<p>O segundo namoro sério surgiu na faculdade. Eu estava no terceiro ano de Fisioterapia e ele, no quarto. Ele trabalhava, mas na clínica do pai. Imaginem que, para a família dele, ele estava cuidando do lugar que seria seu no futuro, o que significa que não ganhava nada além do mínimo. Ele era meio escravo do pai e eu, junto dele, era arrastada à senzala: sempre sem grana para sair, para um presente mais surpreendente&#8230;</p>
<p>Nos dois casos eu pensava:</p>
<blockquote><p>&#8220;O que vale é a beleza interior. É a riqueza de espírito.&#8221;</p></blockquote>
<p>Realmente, os dois sempre foram muito bons para mim. Não posso reclamar deles como pessoas, como homens. Mas rola uma pequena mágoa cada vez que você deseja fazer algo diferente, sair da rotina e o cara não é parceiro.</p>
<p><strong>Não quero passar por isso de novo. </strong></p>
<p>Além disso, hoje em dia, eu considero a &#8220;riqueza de espírito&#8221; também, mas tento enxergá-lo nos homens ricos. Não é porque um cara tem muita grana que ele é um escroto.</p>
<h3>&#8220;Não sou puta&#8221;</h3>
<p>Não que todo homem deve me pagar algo. Não sou puta. Muito pelo contrário, muitos homens não me pagam jantares ou dão presentes. Mas apenas o fato de eu estar numa cama com um lençol de trocentos mil fios, num ofurô que eu sei não conter bichos na água ou mordendo uma bundinha que eu sei que foi cuidada a talco importado, já fico feliz.</p>
<div id="attachment_52316" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-52316" title="&quot;Só transo com caras ricos&quot;" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/01/tumblr_lv880tX8Sy1qakmcn.gif?95884c" alt="" width="500" height="300" /><p class="wp-caption-text">Quem precisa de mojo quando tem em mãos uma moedinha da sorte?</p></div>
<p>Por isso gosto tanto de judeus. Eles fodem relativamente bem (não com muita força a ponto de me machucar, não com muita paixão a ponto de eu pegar nojo). E são circuncidados, o que deixa o pau com uma aparência bonita. <strong>É um pau aristocrático, quase.</strong> Mas não faço questão de dar apenas para judeus. Em sexo, sou ecumênica.</p>
<p>Anote aí: <strong>se o Tio Patinhas fosse um homem de carne, osso e pau, eu daria pra ele</strong>. Se o Riquinho esbarrasse em mim na academia, eu daria pra&#8230; Bem, seria pedofilia, mas eu daria pra ele. E daria a noite toda.</p>
<p><strong>NOTA DO EDITOR [dia 26/01, às 14:07]:</strong> <em>Alguns leitores nos alertaram para o fato de que a foto usada pela autora estava na internet, em um site gringo. Para não colocar em xeque a credibilidade do PdH, fomos atrás da autora para que ela se explicasse. Copio a resposta dela na íntegra:</em></p>
<p>2012/1/26 Ana C.</p>
<blockquote><p>Queridooo!!!</p>
<p>A foto não é minha. É bem parecida comigo mas não sou eu. Eu achei na Internet. Tá louco que eu vou usar uma foto pessoal né? kkkk Por que? É problema isso?<br />
Eu tenho clínica até18hrs. Não tenho tempo de entrar agora no site. Depois eu entro no Papo de Homem e respondo comentários tá bom???Bjs,</p></blockquote>
<p><strong>NOTA DO EDITOR 2, A MISSÃO [dia 26/01, às 21:00]:</strong> <em>Como a autora admitiu não ser dela a foto enviada, decidimos excluir o retrato da &#8220;anônima&#8221; e usar uma imagem meramente ilustrativa.</em></p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>A evolução do bat-uniforme</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 16:51:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ellen Tabarkiewicz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estilo]]></category>
		<category><![CDATA[Ladies Room]]></category>
		<category><![CDATA[PdH Shots]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>O cinto de utilidades do Batman é um tipo de item mitológico dos heróis. Robusto, versátil e bastante funcional, o acessório pode e deve ser considerada a maior arma e diferencial do homem morcego. Mas nem sempre ele foi tão maneiro assim. O uniforme do Batman evoluiu muito com o passar dos tempos. Desde os [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O cinto de utilidades do Batman é um tipo de item mitológico dos heróis. Robusto, versátil e bastante funcional, o acessório pode e deve ser considerada a maior arma e diferencial do homem morcego.</p>
<p>Mas nem sempre ele foi tão maneiro assim.</p>
<p><span id="more-52226"></span></p>
<p>O uniforme do Batman evoluiu muito com o passar dos tempos. Desde os baixos orçamentos da série, que exigiam muita criatividade, até a tecnologia milionária desse século, o Batman, acredite ou não, andou e evoluiu com a moda. Seu cinto e uniforme sempre seguiram tendências e referências da época, como o tom preto sobre o cinza dos anos 40.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=d8hseG1C5AU" target="_blank">Foi assim na primeira aparição do Cavaleiro das Trevas na TV</a>. As roupas do nosso queridão eram um tanto quanto folgadas, bem simples, com capuzes mal ajeitados e direito a vilões de terno e chapéu.</p>
<p>Justo.</p>
<div id="attachment_52229" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-52229" title="" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/01/1940.jpg?95884c" alt="" width="620" height="492" /><p class="wp-caption-text">Uniforme feito em casa</p></div>
<p>O primeiro filme do Batman gera bastante confusão entre os fãs.<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Batman_Dracula" target="_blank"> Em 1964 rolou um experimental feito por ninguém menos que Andy Warhol</a> chamado Batman/Drácula. Muitos duvidam da origem desse filme, mas recentemente alguns trechos dessa raridade foram divulgadas em um documentários.</p>
<p>As filmagens ocorreram em julho de 1964 e duraram duas longas semanas</p>
<div id="attachment_52230" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-52230" title="" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/01/1964.jpg?95884c" alt="" width="620" height="336" /><p class="wp-caption-text">Batman tipo raridade: cult</p></div>
<p>Em <a href="http://www.youtube.com/watch?v=RLZQ3OLEJWE" target="_blank">1966 estreava na TV americana o famoso seriado do Batman</a> (primeira versão a cores) que marcou uma geração com muitos <em>POW</em>, <em>KAPOW</em> e <em>ZAP</em>. O Batman de Adam West era mais cômico e mostrava roupas simples e divertidas. Desta série também saiu o filme com os mesmos atores e no mesmo estilo. Foi nessa época que aconteceu o “boom” do morcego, iniciando a comercialização de canecas, lancheiras e fantasias do herói.</p>
<div id="attachment_52231" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-52231" title="" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/01/1966.jpg?95884c" alt="" width="620" height="492" /><p class="wp-caption-text">Santo colorido, Batman!</p></div>
<p>Eis que surgiu Tim Burton e mudou a coisa toda.</p>
<p><a href="http://www.imdb.com/title/tt0096895/" target="_blank">O filme de 1989 recebeu excelentes críticas</a>. Batman já utilizava um uniforme mais moderno e completamente preto, com a proposta de deixar o visual sombrio. O amarelo destacava o símbolo do herói no peito, assim como o tradicional cinco de utilidades.</p>
<p>Não tem como não gostar do Michael Keaton.</p>
<div id="attachment_52234" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-52234" title="" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/01/19891.jpg?95884c" alt="" width="620" height="493" /><p class="wp-caption-text">Vestígios do amarelinho básico dos quadrinhos</p></div>
<p><a href="http://www.imdb.com/title/tt0112462/" target="_blank">Mudanças reais rolaram em 1995 com o lançamento de Batman Forever</a>. Nesse filme, agora com Tim Burton no papel de produtor, a direção ficou com Joel Schumacher.</p>
<p>O longa teve uma boa mudança no enredo e ficou mais familiar, já que o anterior não teve tanto sucesso de bilheteria devido a a violência e tons dark. A bat-roupa também apresentou enormes alterações, mostrando mais detalhes, menos cores e utilização de materiais mais sintéticos.</p>
<p>Mais coladinho, sabe?</p>
<p>Mais Joel Schumacher.</p>
<div id="attachment_52238" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-52238" title="" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/01/1995.jpg?95884c" alt="" width="620" height="465" /><p class="wp-caption-text">O Batman brilhante e bombado de Schumacher</p></div>
<p><a href="http://www.imdb.com/title/tt0118688/" target="_blank">Em 1997, George Clooney recebeu um uniforme com várias mudanças</a>. A bat-roupa ganhou ar mais futurista. Eles fizeram cerca de cinquenta máscaras e cinqüenta roupas para este longa, tudo por que Schumacher era extremamente detalhista.</p>
<p>Os tons prateados deixaram o uniforme bizarro (leia-se: anos 90).</p>
<p>O filme é considerado um dos piores da série.</p>
<div id="attachment_52240" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-52240" title="" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/01/1997.jpg?95884c" alt="" width="620" height="496" /><p class="wp-caption-text">Meio exagerado, não?</p></div>
<p><a href="http://www.imdb.com/title/tt0372784/" target="_blank">Batman Begins traz muitas mudanças positivas para os longas</a>, tanto nas roupas quanto na personalidade do herói. Aqui ele volta às suas origens misteriosas e sombrias. Temos um Batman mais maduro e realista. As roupas são de gadgets e produzida de neoprene para dar mais flexibilidade. A capa é em nylon de paraquedas para realizar movimentos mais suaves como os das HQs.</p>
<div id="attachment_52241" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-52241" title="" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/01/2000.jpg?95884c" alt="" width="620" height="465" /><p class="wp-caption-text">É disso que eu to falando</p></div>
<p>O tempo foi bom com a moda em Gotham City.</p>
<p>Sorte do Batman.</p>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 12:14:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabella Ianelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e ensaios]]></category>
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		<category><![CDATA[Ladies Room]]></category>
		<category><![CDATA[PdH Shots]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=51798</guid>
		<description><![CDATA[<p>Quem mora em uma grande cidade, conhece bem a cena: você encontra um lugar para parar na rua. Suspira aliviado, sabendo que está prestes a economizar a facada do estacionamento. É aí que ele chega, sempre de surpresa. Malandro, moleque, às vezes bêbado, outras muito profissional. O flanelinha. Te chama de chefia, amigão, bonita, parceiro, [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem mora em uma grande cidade, conhece bem a cena: você encontra um lugar para parar na rua. Suspira aliviado, sabendo que está prestes a economizar a facada do estacionamento. É aí que ele chega, sempre de surpresa. Malandro, moleque, às vezes bêbado, outras muito profissional. O flanelinha.<span id="more-51798"></span></p>
<p>Te chama de chefia, amigão, bonita, parceiro, e pede aquela colaboração ligeira – que pode ser em forma de esmola ou pode soar ameaçadora e te fazer cogitar seriamente tirar o carro de lá. Pelo menos em um estacionamento você lê a frase &#8220;com seguro&#8221;, acima do &#8220;R$15,00&#8243;.</p>
<p>A notícia que corre pelo Facebook é verdade: a cidade de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, <a href="http://noticias.r7.com/cidades/noticias/nova-hamburgo-rs-cria-lei-que-proibe-flanelinhas-20111225.html">sancionou uma lei que proíbe a ação dos flanelinhas</a>. Nada mais justo. Para quem nunca passou pelo ocorrido, pode soar estranho e uma medida exagerada, mas não é.</p>
<p>Se você decide parar em uma rua de São Paulo controlada por alguns que se intitulam donos, tem que pagar o estipulado ou tirar o carro de lá, sob o risco de voltar e encontrá-lo todo riscado. Não há polícia que detenha os flanelinhas, que em alguns lugares já atuam de maneira muito &#8220;profissional&#8221;, cobrando dos motoristas por hora e ressaltando há quanto tempo estão na área e demonstrando um grande esquema de trabalho.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/-aEUOWZcsb4?rel=0" frameborder="0" width="620" height="450"></iframe><br />
<em><a href="http://youtu.be/-aEUOWZcsb4">Link YouTube</a> | &#8220;Dez reais é caro? Então tem que falar com o rapaz lá de baixo, que é da administração&#8230;&#8221;</em></p>
<p>Não faz muito tempo, decidi ir à Pinacoteca do Estado de carro e fui abordada por um flanelinha de esquema profissional. Narrei o episódio <a href="http://www.isabellices.com/segundo-turno-e-flanelinha/">neste texto</a>. Ele me pediu um absurdo, e eu fechei a cara, falei um monte e tirei o carro de lá. Parei em um posto policial do outro lado da rua, a cerca de 100 metros do lugar. Expliquei a situação, enquanto os policiais nem me olhavam, distraídos com qualquer coisa que não fosse a minha história.</p>
<p>Disseram que não há o que fazer. Que eu poderia ir a uma delegacia fazer um Boletim de Ocorrência, que eles chamariam o indivíduo, que negaria tudo, seria solto e continuaria a agir.</p>
<p>Sem uma medida específica para o caso, nós, as vítimas, somos duplamente prejudicadas: quando nas ruas, pela ação deles, e perante a polícia, para quem devemos provar que fomos extorquidas. Temos que esperar a polícia, prestar queixa e aguardar para que o sujeito volte a ter sua ação no mesmo local em menos de 24 horas.</p>
<p>Não é certo que se apropriem do espaço público, que cobrem por um local que é tão nosso quanto deles. Não é correto que a polícia não possa nos defender com queixas anônimas, que tenhamos de pegar nossos carros como fugitivos, para não pagarmos o que foi exigido por quem nada pode exigir. Ora, é preciso menos de dez minutos no local para saber se há algum dono da rua no pedaço. Algum com colete fluorescente, com o informe segurança particular ou apenas olhar malandro e pilha de notas no bolso. Basta encostar a viatura e esperar para que eles tragam o preço da hora no quarteirão.</p>
<p>Isso não é certo. Mas só em Novo Hamburgo há uma lei dizendo que é errado. O resto do país aguarda.</p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O que é a USP</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/usp-2/</link>
		<comments>http://papodehomem.com.br/usp-2/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 07 Jan 2012 11:54:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marília Moschkovich</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Debates]]></category>
		<category><![CDATA[Ladies Room]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>A USP está em voga, a USP está em pauta. A USP é responsável sozinha por grande parte do desenvolvimento de tecnologia e pesquisa do Brasil. A USP é historicamente um dos mais importantes centros de produção intelectual e científica da América Latina. Precisamos, pelo papel social que ela desempenha, discuti-la. A segurança no campus [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A USP está em voga, a USP está em pauta.</p>
<p>A USP é responsável sozinha por grande parte do desenvolvimento de tecnologia e pesquisa do Brasil. A USP é historicamente um dos mais importantes centros de produção intelectual e científica da América Latina. Precisamos, pelo papel social que ela desempenha, discuti-la.<span id="more-50925"></span></p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-51094" title="" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/1-a-1-usp-faixas-de-alunos-620x322.png?95884c" alt="" width="620" height="322" /></p>
<p>A segurança no campus do Butantã (e imagino, em outros campi que não receberam ainda 400 PMs armados com fuzis, gás lacrimogêneo, helicópteros e a cavalaria numa mesma manhã) tem sido um assunto muito comentado. A partir deste estopim, uma enxurrada de opiniões e reflexões tomou a internet.</p>
<p>Arquitetos e urbanistas criticaram <a href="http://raquelrolnik.wordpress.com/2011/11/04/muito-alem-da-polemica-sobre-a-presenca-ou-nao-da-pm-no-campus-da-usp" target="_blank">o modelo de cidade</a> que exclui e que segrega, o modelo de urbanização mais comum no Brasil, e a integração do campus Butantã com a cidade. Jornalistas e professores <a href="http://blogs.estadao.com.br/marcelo-rubens-paiva/geracao-mascarada" target="_blank">expuseram suas opiniões</a> criticando a <a href="http://www.viomundo.com.br/politica/pablo-ortellado-a-cortina-de-fumaca-da-seguranca-na-usp.html" target="_blank">abordagem da polícia</a> no campus e a cobertura dada pela mídia. Um músico interessado em descobrir através de muitas fontes o que é que <a href="http://bloglog.globo.com/blog/blog.do?act=loadSite&amp;id=288&amp;postId=28701&amp;permalink=true" target="_blank">estava em jogo</a> no tal episódio fez uma coletânea bem completa de textos.</p>
<p>Fora dos holofotes, porém, a história era outra. No Facebook e nos comentários de portais das maiores empresas de mídia de massa (como o UOL), nem a elegância de disfarçar preconceitos os leitores tiveram. Todo este debate perde o sentido, porém, se não fizermos a seguinte pergunta:</p>
<p><strong>O que é a USP?</strong></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-51095" title="" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/pol_usp_protesto_4_2009_06_18_jai_600_400.jpg?95884c" alt="" width="600" height="400" /></p>
<p>Começo explicando a importância que a USP tem, desde sua criação nos anos 30, na formação da ideia nacional brasileira. Sim, não sei se já pararam pra pensar mas é a partir desse debate intelectual que se estabeleceu o que é Brasil, essa ideia tão recente e que nos parece tão antiga, tão natural, tão nossa já (se ficou em dúvida sugiro ir com calma lá no Sérgio Buarque de Holanda e suas Raízes do Brasil, por exemplo). A USP e a antiga Universidade do Brasil (posteriormente convertida em UFRJ) são as universidades mais antigas do nosso querido e amado país (ou melhor, meu querido e amado país, vocês não sei, talvez alguns prefiram morar nos EUA e na Europa com a crença falaciosa de que são países tão mais “desenvolvidos”).</p>
<p>Ambas USP e UB nasceram de faculdades de direito, engenharia e medicina que já existiam. As faculdades foram unidas mas só isso não era suficiente para que se criasse uma universidade, que precisaria ter centros de pesquisa e desenvolvimento de pensamento para além da formação de profissionais. Criam-se então, em cada uma delas uma Faculdade de Filosofia e Ciências. Vejam vocês, uma universidade não é universidade sem um curso de filosofia. Curioso? Nem tanto. O propósito de fundar universidades no Brasil era justamente produzir um pensamento intelectual e uma visão política próprio da nossa “nação” para que se pudesse inclusive disputar e definir o que ela viria a ser.</p>
<p>Mas no início do século XX a educação não era como é hoje. A educação pública era um recurso muito pouco distribuído e, sim, elitizado. Sabe quando as pessoas bradam pelos ares que a educação pública era melhor antigamente, etc? Bem, é importante ter em mente que ela podia ser muito melhor mas era muito mais restrita. Foi só nos anos noventa que alcançamos a escolarização mais democrática no Brasil, durante o governo FHC (por mais que eu veja enormes problemas na forma adotada por ele ao governar em seus dois mandatos, este foi um movimento importante). O acesso à escola, sabemos bem, não garante educação de qualidade. Essa é nossa batalha atual. Mas divago. Quero chamar a atenção para o seguinte: quem é que ocupava as vagas na universidades no início da USP?</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-51091" title="" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/1-a-1-usp-aluno-entrega-flor-a-pm-620x319.png?95884c" alt="" width="620" height="319" /></p>
<p>Primeiro de tudo, quem tinha estudado até o final do ensino médio, ou seja, filhos das elites, praticamente em sua totalidade brancos. Em segundo lugar, aqueles para quem era aceitável se tornar médico, advogado, engenheiro, intelectual, cientista: homens. O acesso das mulheres à USP se deu mais tarde quando estabeleceu-se que o curso normal seria aceito para entrada nas universidades brasileiras. Até então, somente com o curso médio (que por sua vez era ensinado apenas em escolas exclusivamente masculinas) era possível entrar. Essas mulheres precisaram ainda enfrentar uma série de barreiras e preconceitos sociais em suas próprias famílias para chegarem a ocupar este espaço.</p>
<p>A USP (e a universidade como um todo) é um espaço elitizado desde sempre. Restrito, excludente. O vestibular nada mais é do que uma máscara de meritocracia, já que o acesso das elites à preparação para o exame também é muito maior.</p>
<p>(Nem vou falar aqui de outros aspectos mais específicos do nosso sistema educacional que servem para perpetuar a desigualdade na distribuição de recursos intelectuais e capital cultural. Para quem quiser saber mais, convido a me escrever ou <a title="Mulher Alternativa" href="http://www.mulheralternativa.net" target="_blank">visitar meu blog</a>, onde dou umas dicas de textos interessantes sobre educação, desigualdade e outras questões que afligem a humanidade).</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-51092" title="" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/pm_na_usp.jpg?95884c" alt="" width="620" height="465" /></p>
<p>O diploma superior não é o mesmo para o mercado de trabalho ou para a banca de seleção de mestrado e doutorado se possuir o logotipo da USP ou do Mackenzie. Um não é necessariamente melhor ou pior do que o outro (ainda mais quando se trata de duas universidades tradicionais da elite como é o caso) mas representam coisas diferentes na cabeça das pessoas, logo, no mercado ou na academia. A diferença cresce a toma proporção ainda mais elitizada quando comparados os diplomas da USP com universidades mais populares como a UNIP.</p>
<p>Seria talvez um ganho social que a USP, e a universidade pública em geral no Brasil, fosse um espaço menos elitizado. Infelizmente, parece que o governador Alckmin e do reitor Rodas não querem. Por isso, não aumentam vagas, não contratam professores para todos os cursos, entre outras medidas mais. Os problemas que a USP enfrenta vêm mais da falta de boa vontade política do Estado do que do dinheiro propriamente dito — vide as federais que com menos dinheiro andam transformando muito mais e trazendo mais e mais gente pra dentro.</p>
<p>Mas suponhamos que a USP fosse um espaço cheio de gente, bem maior, menos elitizado. Ainda assim, ela jamais pode ser comparada, para efeito de análise política (sobre truculência policial ou não), a um bairro residencial seja ele a Rocinha ou os Jardins. A USP não é um bairro. A USP é uma instituição pública considerada autárquica na lei. Isso que dizer que, como as outras universidades públicas, a USP se auto-regula, embora responda à Constituição Federal.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-51093" title="" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/pm-na-usp8-620x434.gif?95884c" alt="" width="620" height="434" /></p>
<p>A USP é, além disso, um dos maiores pólos de produção científica e intelectual da América Latina, seja na genética, na física ou na sociologia. A USP é uma instituição que serve e serviu de muitas formas ao povo brasileiro. A USP não é dos estudantes da USP. A USP é nossa, do Brasil.</p>
<p>Os recursos mobilizados pela polícia de Alckmin foram, sim, desproporcionais. Nem a metade destes recursos é ou foi jamais utilizado no Estado de SP pra conter rebeliões como aquela do PCC há poucos anos. Nem no massacre do Carandiru, onde eram pouco mais de cem policiais. Nem mesmo para desmontar o tráfico de drogas em nosso estado (e se você acha que o usuário é responsável pelo tráfico então sugiro parar de pedir pizza porque, né, pela mesma lógica você é responsável pela morte de noventa motoboys por dia em Sampa). Qual sentido então de mobilizar tantos policiais para “conter” setenta estudantes dormindo? Sem deixar os jornalistas cobrirem a ação? Com policiais não-identificados (e aí está uma infração perigosa da lei)?</p>
<p>O que está em questão na USP, e também no debate sobre segurança no campus, é o que a USP significa, o que vem se tornando, e como está estruturada em termos administrativos e políticos.</p>
<p>E esse, meus caros, não é um assunto a ser resolvido com polícia.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-51090" title="" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/1-a-1-usp-pare-e-pense-620x324.png?95884c" alt="" width="620" height="324" /></p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>[18+] De mulheres comuns e safadas: putaria para poucos</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/18-de-mulheres-comuns-e-safadas-putaria-para-poucos/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 05:15:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Ladies Room]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Você está num bar, na casa de amigo, na balada ou numa festinha aleatória e conhece uma menina muito gata, muito gente boa. Ela é maneira, engraçada, dá um mole fodido para você e a conversa flui como se vocês se conhecessem há 10 mil anos. A tensão sexual é nítida, mas não chegaremos ao [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você está num bar, na casa de amigo, na balada ou numa festinha aleatória e conhece uma menina muito gata, muito gente boa. Ela é maneira, engraçada, dá um mole fodido para você e a conversa flui como se vocês se conhecessem há 10 mil anos. A tensão sexual é nítida, mas não chegaremos ao bem-bom: foquemo-nos na interação. As <strong>preliminares sociais</strong>, por assim dizer.<span id="more-51103"></span></p>
<div id="attachment_51109" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-51109" title="[18+] De mulheres comuns e safadas: putaria para poucos" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/tumblr_lqjbg3cIeO1qb4k8vo1_500.gif?95884c" alt="" width="500" height="282" /><p class="wp-caption-text">Não, amigão, não é assim que você trata uma menina que acabou de conhecer</p></div>
<h3>Preliminares sociais</h3>
<p>Por mais que ela seja linda e esteja dando mole, você vai apertar a bunda dela e fazer uma piadinha a respeito? Talvez sim, dependendo da brecha do momento, mas é bem improvável. Assim como é pouco provável que você fale daquela broxada antes do primeiro sexo anal com sua ex. Pode ser que vocês conversem tudo isso e mais um pouco, mas convenhamos, é raro. Para que tal intimidade aconteça, é necessário que vocês se identifiquem como unha-e-carne, jiló-e-talo, castanha-e-caju em poucos instantes. Não é impossível, apenas bem raro. O normal é que tais intimidades surjam com o tempo.</p>
<p>O mesmo se aplica ao sexo propriamente dito, como apontei no <a href="http://papodehomem.com.br/de-mulheres-comuns-e-safadas/" target="_blank">meu texto passado sobre mulheres, intimidade, safadeza e sexo</a>. Muitos leitores questionaram:</p>
<blockquote><p><strong>Ser &#8220;puta&#8221; ou &#8220;não puta&#8221; depende agora não mais de transar ou não de primeira, mas sim do que a menina libera logo de primeira.</strong></p></blockquote>
<p>Tsc tsc, por favor&#8230; Liberar &#8220;tudo&#8221; – seja se entregar psicologicamente ou sexualmente – exige certo grau de conforto um com o outro. Intimidade e carinho fomentam a entrega mútua total, a vontade de se mostrar para o outro como não se mostra para ninguém. Confiar totalmente em qualquer um é uma ingenuidade que normalmente não tem bons resultados.</p>
<p>Vejamos a visão da mulher:</p>
<blockquote><p>“Ah, e se eu quiser dar o cu e levar esporro na cara logo de primeira? Significa que sou puta?”</p></blockquote>
<p>É claro que não.  E mesmo que ela faça de tudo, não significa que ela seja nada além de uma mulher com fantasias peculiares. Veja bem o caso da <a href="http://www.lascivacontatudo.com/" target="_blank">Lasciva</a>, por exemplo, que inclusive publicou no PdH o manual &#8220;<a href="http://papodehomem.com.br/18-deep-throat-em-7-passos/" target="_blank">Deep throat em 7 passos</a>&#8220;.  Uma mulher inteligente e bem decidida que não apenas faz de tudo na primeira vez, mas gosta disso e ainda conta tudo pra gente na internet! É algo reprovável? Jamais, de forma alguma&#8230; Pelo contrário, sou fã e leitora assídua. Mas quantas mulheres assim existem?</p>
<p><div id="attachment_51106" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-51106" title="[18+] De mulheres comuns e safadas: putaria para poucos" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/tumblr_lks607NMj31qasfhmo1_500.gif?95884c" alt="" width="500" height="275" /><p class="wp-caption-text">Se a mulher quiser cavalgar um cara no primeiro encontro, quem pode condená-la?</p></div>&nbsp;</p>
<p>Realizar suas fantasias é um direito seu, mas a impressão que passa é que você faz de tudo com qualquer um que te dê tesão. Como diz a <a href="http://testosterona.blog.br/2011/12/16/mulheres-aprendam-a-ser-boa-de-cama-com-a-stoya/" target="_blank">sábia Stoya</a>, &#8220;homens não gostam de pensar que todo mundo já esteve ali&#8221;. Passa-se a impressão de que ela é um brinquedo a mercê da vontade do outro, que qualquer coisa que qualquer homem peça você faz. Como citei anteriormente, isso é coisa de mulher que tem fetiches específicos.</p>
<p>Da mesma forma que não conto tudo para todos, na primeira vez que faço sexo com um cara sou tachada de &#8220;meiguinha&#8221;. Só depois é que os adjetivos vão se intensificando: sedenta, devassa, minha gostosa, minha safada etc. Eu nunca fui do tipo que precisa da aprovação das outras pessoas (se assim fosse, não escrevia sobre sexo na internet pra todo mundo ver minha cara, né?), mas existem certas coisas que eu simplesmente não faço de primeira. Por “vergonha”? Será que este é o termo certo?</p>
<p>E nem me refiro às coisas cabulosas. Até mesmo alguns atos simples, como por exemplo <strong>fazer e receber sexo oral com contato visual.</strong> Tendo-se um relacionamento mais íntimo, tal ato torna-se padrão, mas qual não foi minha surpresa quando algumas amigas minhas me confessaram que nunca olharam nos olhos de seus namorados durante o oral. Elas disfarçam dando uma de &#8220;sensual&#8221; e jogando os cabelos no rosto por pura vergonha, o que já julgo ser um pudor demasiado e desnecessário.</p>
<p><div id="attachment_51107" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-51107" title="[18+] De mulheres comuns e safadas: putaria para poucos" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/tumblr_lvkga1CTOY1r03hi8o1_500.gif?95884c" alt="" width="500" height="278" /><p class="wp-caption-text">Olhar requer intimidade?</p></div>&nbsp;</p>
<p>De qualquer forma, retornamos à questão que pus no primeiro post: a puta safada existe, mas eu preciso de um mínimo de intimidade para deixar a bruxa à solta, e isso pouco tem a ver com a sua beleza, charme ou performance. É simplesmente uma questão de intimidade.</p>
<h3>De coisas belas, sujas e gostosas</h3>
<p>Ah, mas como eu era saidinha e porra-louca quando mais nova! Selvagem no auge dos meus 20 e poucos anos, saía, dançava, era desejada e escolhia o rapaz mais legal – nunca o mais bonito, por ironia do destino – para flertar mais seriamente. O tempo passou e meus dias de sexo leviano e descompromissado foram trocados por relacionamentos firmes e íntimos. Tal mudança me fez perceber que eu não sabia nada sobre sexo! Você aprende muito sobre <strong>homens </strong>quando foca mais em quantidade do que em qualidade, mas você aprende muito mais sobre <strong>pessoas</strong> – especialmente sobre si mesmo – quando se aventura na intimidade mais insólita de uma pessoa só.</p>
<p>Por exemplo, o tal do olhar nos olhos. Por mais rotineiro que seja, é algo que exige muita intimidade pra mim. Eu simplesmente não vou fazer um oral com carinha de safada em qualquer um, de forma alguma. É uma entrega que demanda intimidade, carinho, uma conexão além da física.</p>
<p>Tal conexão também é necessária, por exemplo, para o <strong>sexo anal</strong>, ainda tabu para muita gente. Sei que existem mulheres que adoram e que só atingem o clímax dessa forma mas, na minha visão, é um ato de submissão completa, de total entrega ao parceiro. Precisa-se de um conforto extremo um com o outro, assim como o <strong>meia-nove</strong>. Não tem nada demais: é apenas um sexo oral mútuo. Mas acho que se torna muito mais gostoso e promíscuo quando o casal tem uma cumplicidade plena para se lambuzar sem restrições um no outro. Fazer por fazer não vale à pena.</p>
<p>Outra coisa que é furada fazer de forma leviana são os <strong>swings, ménages e surubas</strong>. Terreno perigosíssimo, posto que é necessário uma parceria e intimidade nível bróder para colocar outras pessoas no relacionamento. É muito fácil a garota aceitar um ménage só para agradar o parceiro e ficar se roendo de ciúmes depois. Para tal assunto surgir em pauta também é necessário aceitar totalmente o desejo do outro. Uma vez, o tema &#8220;ménage a trois&#8221; surgiu com um ex-namorado e eu disse que dependia muito de encontrar a garota certa. Pra minha completa surpresa, a resposta dele foi:</p>
<p>&#8220;Garota? Eu tava pensando em um outro homem.&#8221;</p>
<p><div id="attachment_51108" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-51108" title="[18+] De mulheres comuns e safadas: putaria para poucos" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/sonhadores-menage-a-trois.jpg?95884c" alt="" width="620" height="410" /><p class="wp-caption-text">Dividir sua namorada pode ser divertido</p></div>&nbsp;</p>
<p>Isso só mostra que, por mais liberal que você seja, existem coisas que ainda surpreendem e testam/ultrapassam seus limites. Na época eu não topei o ménage, e acho que dificilmente toparia. O tempo passou e graças aos céus agora eu tenho um namorado, digamos, “normal”. (Sem preconceitos, mas acho que a maioria dos rapazes preferem duas moças, certo?)</p>
<p>Falando em normalidades, outra coisa que é bem comum mas exige intimidade é o tal do <strong>dirty talking</strong>. Eu tenho o terrível mal da verborragia, e com gemidos a coisa não é diferente. Já me zoaram muito porque eu gemo de prazer até mesmo quando devoro alguma refeição muito deliciosa. Imagina a barulheira em outras situações tão ou mais prazerosas&#8230; Pode tampar minha boca, me sufocar ou me dar uma fronha pra morder: controlar vocalizações pra mim é difícil. Ainda assim, tem um naipe de baixarias que apenas o namorado está destinado a ouvir. Em fodas levianas fala-se o leviano, mas as putarias mais íntimas e deliciosas&#8230; há de se chegar até lá.</p>
<h3>Freud explica por que alguns homens têm tesão em gozar no rosto das mulheres?</h3>
<p>Uma vez  levei uma amiga minha recém-casada na sex shop. E ela estava bolada porque o marido começou a pedir pra gozar na cara dela, e ela com mil minhocas na cabeça.</p>
<p>&#8220;Será que ele está me desvalorizando? Será que ele está perdendo o tesão em mim? Por que ele está fazendo isso agora?&#8221;</p>
<p>Tranquilizei a moça com o seguinte pensamento: ele sempre teve esse tesão em ser dominador, mas só agora se sentiu confortável para submeter a esposa a isso. Abraça o papel de putinha, amiga! Ele é seu macho, uai. Se ele sente tesão nisso, e se receber uma porrinha ocasionalmente não te incomoda, vai na fé e dá corda pra fantasia dele! Isso só vai fortalecer a relação.</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/25262556?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<em><a href="http://vimeo.com/25262556" target="_blank">Link Vimeo</a> | Quem não curte?</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Aliás, é interessante que homens que curtem essa parada de gozar na cara da mulher geralmente curtem também o tal do <strong>tapinha</strong>. Essa é clichezíssima! Tal manobra, creio eu, contém muito mais receio do homem do que dá mulher, afinal, não dá para o cara saber a reação da moça que leva um. Entretanto, da mesma forma que <a href="http://papodehomem.com.br/a-nova-geracao-de-homens-mimados/" target="_blank">eu desconfio da performance sexual de um homem que não come de tudo</a>, <a href="http://papodehomem.com.br/quem-manda-nessa-bunda/" target="_blank">desconfio da capacidade de ser safadinha de uma menina que reclama de uns tapas</a>. <strong>Um belo tapa na bunda de uma mulher é um &#8220;puta merda, como você é gostosa!&#8221;.</strong> Assim como um belo apertão na bochecha de um nenê é um &#8220;puta merda, como você é fofinho!&#8221;. É saudável e recomendável não apenas receber um belo de um tapa com um gemido de prazer, mas também pedir por isso, provocar isso com esfregadas e gemidos estratégicos.  Opa, mas que papo quente, hein? Acho que já deu por aqui.</p>
<p>Para concluir rapidamente – de repente surgiram coisas melhor pra fazer, if you know what I mean –, não precisamos julgar ninguém: nem porque fez-se sexo de primeira, nem porque fez-se um sexo clichê, ou selvagem ou na beira de um penhasco com uma plateia olhando. Estamos falando do que “normalmente” acontece, e “normalmente” os primeiros sexos num terreno novo são rascunhos. Quanto mais se pratica, mais próximo se chega de uma obra-prima.</p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Questões políticas de 2011</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 09:08:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana Fratini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Ladies Room]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Viver em sociedade significa existir, simultaneamente, em esfera pública e privada, além de ter direitos e deveres para com estas categorias. Fazer uso aleatório, sem qualquer regulamentação, destas esferas (ou do que faz parte delas) causa danos a diversos arranjos que asseguram o bom funcionamento da vida individual e coletiva, além de danos à confiança [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Viver em sociedade significa existir, simultaneamente, em esfera pública e privada, além de ter direitos e deveres para com estas categorias. Fazer uso aleatório, sem qualquer regulamentação, destas esferas (ou do que faz parte delas) causa danos a diversos arranjos que asseguram o bom funcionamento da vida individual e coletiva, além de danos à confiança nas instituições que existem para regulá-las.<span id="more-50508"></span></p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/JoZ75LehJho?rel=0" frameborder="0" width="619" height="315"></iframe><br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=JoZ75LehJho" target="_blank">Link YouTube</a></em> |</p>
<p>A apropriação do que é público para fins privados foi, no entanto, um dos principais temas políticos e sociais do ano. Por um lado, por causa dos escândalos protagonizados por homens públicos e, por outro, por causa das inúmeras manifestações sociais contra práticas consideradas corruptas ou amorais – isto é: <strong>nem tudo que é amoral pode ser considerado corrupto ou ilegal, segundo a lei</strong>.</p>
<p>Desta vez, vamos mudar o foco: desviemos o olhar de indignação dos chamados malfeitos do primeiro mandato do governo Dilma e dos sujeitos que protagonizaram os escândalos – os ministros –, para a arquitetura dos sistemas político e econômico e o comportamento social a fim de ampliar o entendimento de como é que estas coisas, de um modo geral, operaram. As considerações são ensaísticas e longe de serem exaustivas ou totalizantes.</p>
<h3>Separando o joio do trigo: a arquitetura dos sistemas</h3>
<p>Sobre a arquitetura dos sistemas, consideremos, em primeiro lugar, que a política possui três dimensões interdependentes:</p>
<ul>
<li>a<em> polity </em>(regras do jogo político)<em>,</em></li>
<li>a<em> politics </em>(a competição política; o próprio jogo),<em> </em>e</li>
<li>a<em> policy </em>(políticas públicas; o resultado do jogo).</li>
</ul>
<p>Portanto, boa parte do que se pensa sobre política precisa passar por este filtro classificatório. Atores políticos se comportam de maneira bastante diferente quando enquadrados em cada uma destas dimensões e, muitas vezes pela falta de esclarecimento a respeito da parte que não opera corretamente, corre-se o risco de se fazer avaliações equivocadas sobre os fatos.</p>
<p>Vamos utilizar o caso do primeiro ministro a cair, <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/06/110607_paloccirenuncia_jf.shtml" target="_blank">Antonio Palocci</a> (Casa Civil, em junho), e o último “na linha de tiro”, <a href="http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE7BE09H20111215" target="_blank">Fernando Pimentel</a> (Desenvolvimento, em dezembro). Os dois políticos foram criticados por exercerem, supostamente de maneira irregular, a atividade de consultor. &#8220;Irregular&#8221; aqui quer dizer que teriam realizado tráfico de influência, além do fato de não terem exibido os contratos feitos com as empresas para as quais prestaram serviço. <strong>Ora, a lei é clara: eles não poderiam realizar este tipo de trabalho apenas se estivessem exercendo função pública durante a execução do serviço</strong> – se estivessem, o caso seria de improbidade administrativa. Por não estarem exercendo cargo público, não há nada que configure o trabalho de consultor como crime, mesmo que estes homens tenham atuado politicamente antes ou depois da realização das consultorias.</p>
<div id="attachment_50744" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-50744" title="Questões políticas de 2011" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/PALOCCI.jpg?95884c" alt="" width="620" height="394" /><p class="wp-caption-text">Antonio Palocci: prestígio em favor do interesse particular não é crime</p></div>
<p>O conhecimento, prestígio e networking que estes homens acumularam durante o exercício de atividades públicas contribuem com a realização de atividades privadas. O mesmo ocorre com profissionais de outras áreas de atuação. <strong>Qualquer profissional pode utilizar o prestígio adquirido no exercício de uma função para realizar outra de interesse particular.</strong> O mercado captura prestígio e não faz distinção de categoria profissional. Segundo as regras de mercado, isto não se configura tráfico de influência. Deste modo, se os ministros não estavam exercendo função pública no momento da realização das consultorias, logo, o caso deve ser averiguado segundo a ótica do mercado, e não da ótica política. Quando a ótica é política, o assunto passa a operar no campo da <em>politics</em> (da competição), com adversários fazendo uso de recursos diversos, de maneira estratégica, para derrubar quem detém o poder – a estratégia é legítima, mas o argumento incorreto.</p>
<p>A pergunta que não quer calar, afinal, é a seguinte: se um empresário/consultor dotado de muito prestígio pode se tornar político, por que um (ex-) político, quando do não exercício de função pública, não pode se tornar um empresário/consultor?</p>
<p>Nesta linha, o problema não é, especificamente, a atuação de (ex-) políticos enquanto empresários/consultores, mas sim um problema de normatização – de regra. Se não é possível que (ex-) políticos realizem atividades empresariais/consultoria, então torna-se necessário regulamentar as atividades que estes (ex-) homens públicos podem e de que maneira devem realizar. Do contrário, casos como o de Palocci e Pimentel tendem a acontecer novamente. <strong>Mudar os políticos, contudo, parece mais fácil e conveniente do que mudar a regra (do ponto de vista político)</strong>, uma vez que isto implicaria na diminuição dos direitos civis de (ex-) homens públicos.</p>
<p>Tampouco existem regras de mercado que obriguem a declaração pública de conteúdo produzido por consultorias. No entanto, há lei que obrigue a declaração de recursos obtidos por meio da execução de qualquer trabalho, mais especificamente a respeito do montante e o meio – o que também vale para qualquer profissional. E isto é impossível saber quando não há contratação de serviços pelas vias legais, ou em outras palavras, quando o trabalho é realizado de maneira informal.</p>
<p>Na prática, quando contratados e contratantes não informam pelas vias legais as transações realizadas, se colocam a margem da lei. E (ex-) políticos consultores envolvidos em transações privadas a margem da lei, que envolvam muito dinheiro, por meio do uso do prestígio que acumularam no exercício de cargos públicos, não podem esperar outra coisa da imprensa, da oposição, da opinião pública, além de profunda retaliação.</p>
<div id="attachment_50745" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-50745" title="Questões políticas de 2011" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/ferpi.jpg?95884c" alt="" width="620" height="394" /><p class="wp-caption-text">Fernando Pimentel: na linha de tiro</p></div>
<p>Seguindo esta linha de raciocínio, uma maneira de ver a questão é a seguinte: Palocci e Pimentel se complicaram não porque fizeram o uso de bens públicos para fins privados (neste sentido não foram corruptos), não porque praticaram (sobre as consultorias) tráfico de influência; <strong>se complicaram porque se colocaram acima da lei quando na defesa de interesses privados</strong>. Atuaram na ilegalidade e não fizeram o que qualquer outro profissional deveria ter feito: informar as transações realizadas. A conduta demonstra um sinal de desrespeito à <em>polity</em>, isto é, às regras do jogo, em relação aos direitos fundamentais operacionais, e também porque é dever dos governantes prestar contas à população.</p>
<p>Quanto aos demais ministros que deixaram seus postos, <a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/939827-alfredo-nascimento-deixa-ministerio-dos-transportes-apos-acusacoes.shtml" target="_blank">Alfredo Nascimento</a> (Transportes), <a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/961307-wagner-rossi-pede-demissao-do-ministerio-da-agricultura.shtml" target="_blank">Wagner Rossi</a> (Agricultura), <a href="http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/pedro-novais-o-quinto-ministro-de-dilma-a-deixar-o-cargo" target="_blank">Pedro Novais</a> (Turismo), <a href="http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/10/orlando-silva-deixa-o-ministerio-do-esporte.html" target="_blank">Orlando Silva</a> (Esportes) e <a href="http://oglobo.globo.com/pais/carlos-lupi-pede-demissao-do-ministerio-do-trabalho-3382364" target="_blank">Carlos Lupi</a> (Trabalho), estiveram envolvidos em confusões relacionadas à suposta apropriação de recursos públicos para fins privados ou para favorecimento partidário – fatos estritamente relacionados a práticas de corrupção – também ferindo as regras do jogo e, de certo modo, a competição. <a href="http://noticias.uol.com.br/politica/2011/08/04/apos-polemicas-nelson-jobim-deixa-o-ministerio-da-defesa-celso-amorim-e-confirmado.jhtm" target="_blank">Nelson Jobim</a> (Defesa), por sua vez, saiu após críticas feitas às ministras Ideli Salvatti e Gleisi Hoffmann.</p>
<h3>Ninguém está acima da lei: a questão da confiança</h3>
<p>No Estado Democrático de Direito, nenhum indivíduo pode estar acima da lei. No entanto, já dizia Marshall que, embora os homens sejam iguais em <em>status</em> – direitos e deveres –, jamais serão em poder. Este poder a que ele se refere é o propiciado pelo mérito, a ascensão social por meio do trabalho num contexto de livre mercado.</p>
<p>Mas uma coisa é a arregimentação de poder por meio de vias legais, outra é a arregimentação de poder por meio de conduta e práticas espúrias, o que acende discussões normativas e a respeito da manutenção de princípios éticos na política. Num contexto em que existe um relaxamento da responsabilização e das punições para aqueles que cometem infrações contra a ordem pública, seja no aspecto normativo ou moral, a política e suas instituições acabam por ficar desmoralizadas e desacreditadas.</p>
<p>Exemplos de fatos ocorridos durante o ano que contribuíram negativamente com o descrédito das instituições foram:</p>
<ul>
<li>a desmoralização, pelo próprio governo, da Comissão de Ética Pública, que sugeriu a saída de Carlos Lupi do Ministério do Trabalho, mas não foi considerada;</li>
<li>a não cassação, pelo Parlamento, do mandato de Jaqueline Roriz, que recebeu dinheiro de Durval Barbosa. Jaqueline pediu a rejeição do parecer do Conselho de Ética sob o argumento que não exercia nenhum mandato quando o fato foi consumado; e</li>
<li>a não validação do Ficha Limpa.</li>
</ul>
<p>Afirmar que a sociedade não se esforça para “não demonizar a política” seria um erro, posto que os cidadãos procuram, ao menos, aceitá-la como é – considerando as imperfeições das instituições e a realidade da arquitetura do sistema político, também uma arena em que vale “quase tudo” para se manter no poder ou difamar, sem um argumento verdadeiramente producente, aqueles que estão no poder.</p>
<div id="attachment_50523" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-50523" title="Questões políticas de 2011" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/impunidade.jpg?95884c" alt="" width="620" height="414" /><p class="wp-caption-text">A sociedade quer ver punição</p></div>
<p><strong>O que a sociedade não aceita é ausência de responsabilização daqueles que ferem princípios democráticos e republicados, permanecendo sem qualquer punição.</strong> Os mais politizados se perguntam ainda, entre outras coisas, por que a “faxina ética” precisa ser realizada pela imprensa e por que a atuação do governo é reativa e não ostensiva contra o próprio mal que lhe corrói. A impressão que se tem é que os comandantes dos altos postos administrativos deste país alienaram seu compromisso com a transparência e com as punições.</p>
<p>Afora as considerações acima, pesquisas realizadas pelo cientista políticos José Alvaro Moisés (USP) apontam que o grau de confiança em pessoas do núcleo privado é muito maior do que em relações interpessoais do núcleo público, bem como em diversas instituições representativas do regime democrático. Apesar de os dados corresponderem ao ano de 2006, são válidos para a reflexão da conjuntura porque apontam para uma tendência do comportamento social.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-50509" title="Questões políticas de 2011" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/quadro.jpg?95884c" alt="" width="620" height="589" /></p>
<p>Neste ano, em resposta à conduta dos homens públicos e o funcionamento das instituições públicas, foram realizados inúmeros protestos que levantaram a bandeira contra a corrupção e a impunidade, e que reclamaram um melhor funcionamento ou a extinção de determinadas instituições. Os grupos – muito deles organizados na internet –, supostamente sem qualquer vinculação partidária, reuniram-se em diversas regiões, ora com um grande número de participantes, ora com baixíssimo número.</p>
<p>Apesar das boas iniciativas, as manifestações ocorreram mais de maneira espasmódica. <strong>Em um novo modelo de organização, carente de lideranças bem definidas, os grupos apareceram um tanto dispersos</strong>, muitos deles sem uma plataforma de atuação ou projeto mais bem estruturado.  Em suma, apareceram com uma força muito menor do que aquela que originou a Primavera Árabe – a mobilização social iniciada na internet que desencadeou uma série de reformas políticas em países do Oriente Médio e da África.</p>
<p>Que venha 2012.</p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>O mundo por trás das nossas lentes</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 15:07:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jana Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Ladies Room]]></category>
		<category><![CDATA[PdH Shots]]></category>
		<category><![CDATA[Relatos]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Eu uso óculos e usei óculos a vida toda. Tenho 7 graus de miopia e 3 de astigmatismo, além de algum desvio na visão que eu não sou capaz de explicar bem. O mundo que eu vejo sem óculos é todo borrado, desfocado, pálido e desfigurado. Ele sempre foi assim meio modernista. À noite as [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu uso óculos e usei óculos a vida toda. Tenho 7 graus de miopia e 3 de astigmatismo, além de algum desvio na visão que eu não sou capaz de explicar bem. O mundo que eu vejo sem óculos é todo borrado, desfocado, pálido e desfigurado. Ele sempre foi assim meio modernista. À noite as luzes são grandes bolas coloridas cheias de raios de luz dentro, difícil de explicar. É horrível, parece uma bad trip de alguma droga bizarra.<span id="more-50111"></span></p>
<p>O mundo é feio para mim e sempre foi.</p>
<p>Eu era bem novinha quando descobri que precisava de óculos. Quando usei óculos pela primeira vez foi como se eu estivesse vendo colorido um filme que sempre foi preto e branco. E como era lindo esse mundo novo! O óculos me deixava feia, mas eu precisava dele para enxergar melhor a vida.</p>
<div id="attachment_50132" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-50132" title="O mundo por trás das nossas lentes" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/loiradeoculos.jpg?95884c" alt="" width="620" height="398" /><p class="wp-caption-text">&quot;É pra te ver melhor...&quot;</p></div>
<p>O mundo que eu vejo de verdade sempre foi por trás das minhas lentes dos óculos, esses pedacinhos mágicos de vidro que deixam tudo mais nítido e colorido. Você já experimentou ver uma paisagem por trás de uma janela e depois abri-la? As cores são diferentes. Totalmente diferentes. Com os óculos eu sei que eu não vejo o mundo como ele é, mas sim uma edição dele, com um enquadramento novo, com um filtro de cor. É como se fosse aquela edição que é feita depois de todas as cenas de um filme terem sido gravadas.</p>
<p>Sair sem óculos é algo que eu sequer consigo conceber. Eu durmo com eles, tomo banho com eles, transo com eles. Quase literalmente posso dizer que não vivo sem eles. Sem os óculos eu me sinto nua – e não é uma nudez natural, é um sentimento de nudez como naquele típico pesadelo de se descobrir sem roupa em um ambiente público.</p>
<p>Até que um dia eu resolvi usar lentes de contato. E a sensação foi&#8230; absurdamente ruim. Tão ruim quanto não enxergar nada.</p>
<p>O mundo todo que eu via por trás das lentes, por trás da minha armação, era o mundo que eu conhecia. Sem o enquadramento dos óculos, tudo parecia grande demais e eu não sabia mais para onde olhar, não sabia qual era o meu foco. Era como se antes eu visse o mundo tamanho 3&#215;4 e repentinamente ele virou uma foto panorâmica. A sensação me acompanhou por todo tempo que usei lentes. Passei a me achar feia <em>sem</em> os óculos, e costumava dizer que não sabia mais me maquiar. Sentia que ficava com aquele olhar de míope, meio perdido, meio estrábico. Na verdade era eu que não sabia ver o mundo como ele realmente era – ou perto disso. Eu havia me acostumado a ver o mundo através de um quadrado e não sabia mais enxergar fora das bordas. E desisti das lentes de contato.</p>
<p>Eu precisava da minha tela, do meu quadradinho. Da limitação.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-50138" title="O mundo por trás das nossas lentes" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/enquadramento.jpg?95884c" alt="" width="620" height="465" /></p>
<h3>SmartÓculos</h3>
<p>Você pode estar vendo uma das paisagens mais maravilhosas e inebriantes que já viu. Sentado ali na areia macia e aconchegante, o pôr-do-sol começa, lindo, lindo, e a primeira coisa que você faz é sacar o smartphone, tirar uma foto, colocar um filtro do Instagram e compartilhar em todas as suas redes. Esse é o seu quadradinho, essa é a sua tela e o seu mundinho limitado, como é o meu com os óculos.</p>
<p>Em qualquer lugar que você vá, não importa quão legal seja a festa ou quão deliciosa seja a comida ou quão maravilhosa seja a companhia, sempre tem alguém que vai tirar uma foto, comentar, ficar tuitando sobre. Eu já fiz isso, você provavelmente já fez também. Todas essas novas tecnologias, aplicativos e gadgets dão a sensação que tudo na vida precisa ser compartilhado, filtrado, editado.</p>
<p>Não basta ver, temos que fotografar. Não basta estar lá, temos que dizer que estamos lá. Não basta assistir a um show, temos que filmar e jogar no YouTube. <strong>Não basta amar, temos que atualizar o status de relacionamento.</strong> E essa vida de aparências e anúncios faz com que o mundo todo que você vê seja uma luz de tela em um dispositivo eletrônico. A vida por si só é tão bonita&#8230; ela não precisa de filtros, nem cortes, nem edições. Você não precisa dirigir o filme da sua vida, só precisa atuar com a sua melhor técnica de improviso.</p>
<div id="attachment_50133" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-50133" title="O mundo por trás das nossas lentes" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/celularemshow.jpg?95884c" alt="" width="620" height="413" /><p class="wp-caption-text">Não precisa.</p></div>
<p>Como diria o filósofo de comunicação Marshal Mcluhan, todos esses dispositivos eletrônicos e tecnologias novas são extensões de nós mesmos. A câmera digital é a extensão dos nossos olhos, a filmadora é a extensão da nossa memória visual, o smartphone é a extensão da nossa voz ou do nosso cérebro. Mas precisamos mesmo de todas essas extensões e braços mecânicos? Será que nossos olhos não são capazes de registrar adequadamente o mundo que vemos? Será que precisamos de um smartphone para contar para as nossas centenas seguidores no Twitter algo que talvez pudéssemos contar muito melhor para uma ou duas ou três pessoas tomando um café?</p>
<p>As tecnologias nos dão poderes e possibilidades que antes eram apenas imaginadas na ficção científica. Mas também atrofiam, assim como meus óculos também estão atrofiando meus olhos. Já parou para pensar há quanto tempo você não decora um número de telefone simplesmente porque tem a todo momento sua agenda do celular com você? Ou ainda muito pior: há quanto tempo você não conhece alguém puxando papo na rua em vez de sair adicionando nas redes e pesquisando todas as informações da vida da pessoa?</p>
<p>Estamos atrofiando as nossas reais capacidades, nossa memória, nosso olhar, nossa capacidade de observar, porque a tecnologia parece fazer melhor por nós, parece deixar tudo mais bonito, parece filtrar a parte feia da vida, parece se limitar a tudo aquilo que é bom, que devemos ver. Queremos ser o Homem Aranha, quando na verdade precisaríamos passar mais tempo sendo Peter Parker.</p>
<p>Sair de casa sem os nossos super poderes, sem o smartphone, sem os amigos no bolso, sem os milhões de aplicativos úteis, dá uma sensação muito parecida com a que eu tenho quando fico sem óculos. Parece que falta algo que você precisa, do qual você depende; você se sente correndo pelado no corredor do ensino médio logo quando a sua paixonite te nota.</p>
<p>Da mesma forma que o mundo que eu vejo sem óculos é um mundo que eu não consigo entender porque eu me condicionei a ver limitado, o mundo por trás das telas também é um mundo que aos poucos estamos deixando de entender porque gostamos da limitação, da luz das telas, da edição. Aos poucos estamos ficando cegos para ver a beleza. E há tanta beleza no mundo.</p>
<p>Vamos ficar juntos e apenas respirar?</p>
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