por
em às | Frentes
Reúna seus amigos e acompanhe as tramas ardilosas da terceira temporada de Game of Thrones.
Novos episódios todos os domingos às 22:00hrs, só na HBO.
Assine já pela SKY:
discando 4004 2884 ou clicando aqui.
Um doente estafado de uma cavalgada que cruzou grande parte do território escocês foi medicado com uma droga anestésica na primeira metade do século 15.
Os monges celtas que o tratavam, já haviam utilizado este medicamento mais de uma centena de vezes. Devido à crença que esses religiosos depositavam na bebida que aliviava a dor daqueles que portavam graves enfermidades, batizaram-na de aquavitae, ou água da vida.

Esse registro (historicamente não confirmado) levanta a suposição que a arte de destilação da aquavitae já era conhecida na Irlanda, onde operava a Igreja Celta. Essa droga que os monges produziam era baseada em uma mistura de maltes especiais destilados. Quando a droga popularizou-se na Escócia, a palavra aquavitae foi traduzida para o gaélico escocês como uisge beatha e, posteriormente, usquebah (cuja pronúncia se parece com uísque).
Entretanto, mesmo que os monges já destilassem em toda Europa o malte que entraria para a história, foi na escócia que eles encontraram o mais formidável de todos os terroirs.
Para o leitor que não está familiarizado com a expressão, terroir significa uma reunião de todas as características climáticas e geológicas de uma determinada região que, quando juntas influenciando a produção de uma determinada iguaria, a tornam única e diferenciada de outra produzida em uma região de terroir diferente.
Em 1845 o Frade John Cor publicou o famoso pedido de compra de oito bolls (1300L) da bebida, em nome do rei da Escócia. Esse foi o primeiro registro de uma transação de Whisky conhecida na história. Em 1850, burgueses escoceses como John Walker, George Ballantine, James Chivas, John Dewar e Matthew Gloag começaram a produzir blends com grãos leves. Desde então o Whisky escocês vêm liderando as vendas em relação aos produzidos em qualquer outro lugar do planeta.
A produção de Whisky foi se diversificando e tornando-se mais complexa na medida em que as principais destilarias escocesas cresciam. Entretanto os Whiskys que realmente vendiam eram os Malt Whisky que podem ser formados por um único malte, por um malte puro de uma só destilaria, ou por um blend deles, e o Grain Whisky que pode ser destilado a partir de grãos de milho ou de trigo.
Em uma garrafa de Scotch Whisky existem cerca de 800 compostos químicos dos quais 44 vêm do carvalho do barril. Não existem 2 scotch whiskies iguais, embora algumas vezes duas ou mais destilarias pertençam ao mesmo dono, usem a mesma cevada, água, barril, etc. Elas sempre produzirão produtos finais diferentes. Uma vez engarrafado a bebida torna-se complexa através de seu envelhecimento.
Um Whisky pode ser feito 100% com cereais maltados, provenientes de uma única destilação e, por isso mesmo, pode apresentar sabores diversos de acordo com cada processo. Esse tipo de Scotch é chamado de Puro Malte. Os “Puro Malte” podem ser engarrafados como “Single Malt” no qual apenas uma destilação é utilizada ou como “Vated” no qual várias destilações “single malt” são misturadas para se conseguir o profuto final. Entre os apreciadores é comum afirmar que o “single malt” é um músico solista se apresentando, enquanto o “vated” é toda a orquestra tocando junta.
Essa bebida é envelhecida por no mínimo 6 anos. Um Scotch tradicional, por no mínimo 8. Considerando que um blender especialista cuja formação de toda uma vida o tornou capacitado para preparar essa ilustre iguaria por 12, 15, 18, 21 anos ou mais, você não acha que seria uma pouco de desrespeito da sua parte misturar guaraná, soda ou energético com seu Whisky?
Amanhã, na continuação da matéria, você irá conhecer alguns dos melhores scotchs do mundo e os “Whiskys” fabricados em outras regiões, tais como Estados Unidos e Irlanda do Norte.
Engenheiro, apaixonado pela vida e por qualquer coisa com um motor potente, nostálgico entusiasta de muitas daquelas boas coisas que já não mais se fazem como antigamente.
O texto acima não representa a opinião do PapodeHomem. Somos um espaço plural, aberto a visões contraditórias. Conheça nossa visão e a essência do que fazemos. Você pode comentar abaixo ou ainda nos enviar um artigo para publicação.
Enviamos um único email por dia, com nossos textos. Cuidado, ele é radioativo.
Queremos uma discussão de alto nível, sem frescuras e bem humorada. Portanto, leia nossa porra de Política de Comentários.
Lifestyle Magazine
Pingback: PapodeHomem :: Lifestyle Magazine » O melhor da Escócia
Pingback: Abóbrinhas e Legumes em Geral - Onde se fala Abóbrinha sem discriminar os outros legumes… » Senta que lá vem história…
Pingback: PapodeHomem :: Lifestyle Magazine - A única revista que os homens lêem todos os dias » 8 acessórios para impressionar transpirando masculinidade - Parte I
Pingback: » Bêbado sim! Ignorante? Nem tanto… - Abobrinhas e Legumes em Geral
Pingback: Pai d’égua
Pingback: Cultura inútil « Pai d’égua
Pingback: Scotch, por favor. Sem gelo. | Papo de Bêbado. Sua revista oficial sobre Bebidas Alcoólicas.
Pingback: Johnnie Walker Blue Label. Meu relato. — A Revista Papo de Homem - Lifestyle Magazine
Pingback: Rodrigo Castilhos » PapodeBebado » Scotch, por favor. Sem gelo.
Pingback: Rodrigo Castilhos » PapodeHomem » O melhor da Escócia
Pingback: News PdH: 5000 no RSS, Prêmio Ibest e Supositório Entrevista | Revista Papo de Homem - Lifestyle Magazine
Pingback: Scotch, por favor. Sem gelo. | Rodrigo Castilhos
Pingback: Síndrome do Pânico: você já teve a sensação que ia morrer? | Papo de Homem – Lifestyle Magazine