Papo de Homem

Somos um grupo de caras espalhados pelo Brasil, com gosto por tudo o que a vida oferece de melhor. Relatamos aqui eventos, produtos, ideias e o que mais a imaginação alcançar. Lifestyle Magazine.

Rave, o aumentativo de festa – Parte 1


Publicado por Ivo Neuman em 28.11.2009 às 07:01 em Bate-Papo, Lifestyle

Como toda criança adestrada numa selva urbana com graves restrições à liberdade de ir e vir, acabei por me tornar um adolescente e um adulto propenso à esbórnia.

Logo que adquiri a maioridade civil eu já possuía um site daqueles que fazem coberturas fotográficas de eventos e um crachá que me dava acesso às melhores festas e boates da minha cidade. Nessa época, eu tinha uma câmera digital de 3 megapixels, um fígado quase intacto, tempo livre para repor o sono perdido e muita disposição.

Com a pretensão de diversificar o público do site, eu passei a fazer coberturas em churrascos, bailes funks, micaretas, pagodes, blocos de carnaval de rua e outras baladas undergrounds que apareciam noite adentro. Nossa filosofia consistia basicamente em encher a cara e passar a rede de arrasto na mulherada. Era uma época muito divertida, mas, analisando assim friamente, vejo que eu me contentava com pouco. E tinha muita paciência.

O tempo foi passando e eu fui me tornando uma pessoa tão mais exigente quanto antissocial. A botecagem ficou restrita a bares onde não eu precise disputar um garçom no tapa. Baladas tumultuadas em boates apertadas, multidões se aglomerando atrás do trio elétrico, no gargarejo dos palcos, bêbados ridículos trocando tapas e mesmo aquelas festinhas caídas onde o lado careta da Força tenta manter o clima de sobriedade, são coisas do passado.

Com a estabilidade de um relacionamento e um pouco mais de respeito ao fígado, a coisa toda perdeu um pouco do sentido.

A primeira vez a gente nunca esquece

rave1
Visão geral do Pedreira Adventures Park, em Guarapari – ES (fonte)

A contagem dos anos estava em 2005 quando eu aceitei um convite de uma produtora local para conhecer o fenômeno das festas raves, que já estava rolando no Espírito Santo e em todo o Brasil há mais de uma década.

Tudo o que eu sabia até então sobre trance, teoricamente o som que rola nessas festas, era que os DJs utilizavam os trechos mais repetitivos e monótonos das músicas de boate e colocavam em loop, afinal estariam todos drogados, dançando sem parar e adorando qualquer barulho. Meus amigos já tinham até me passado umas músicas com nomes esdrúxulos e eu podia jurar que tratavam-se todas da mesma faixa.

A minha estreia, ao vivo e a (muitas) cores, contudo, foi num daqueles cenários belíssimos, acompanhado de uma galera pra lá de escolada, pronta pra me orientar no que fosse necessário naquele novo ambiente. Paguei de novato, mas foi só essa vez.

O que eu não sabia sobre aquela noite é que aquele viria a se tornar um novo padrão de entretenimento para os próximos anos da minha vida. Os três meninos magrelos que agitaram a pista atrás das pickups eram ninguém menos que o Sesto Sento, um dos principais projetos de psytrance do mundo, diretamente de Israel (que está para a música eletrônica como a Bahia para os refrões de duplo-sentido) e o símbolo principal do flyer da festa virou uma tatuagem, a única que eu tenho até hoje.

Na época que eu fiz a tatuagem, alguns anos depois, meu irmão mais novo me questionou se eu não estaria me precipitando, como alguns fanáticos pelo movimento da Discoteca nos anos oitenta que ainda exibem seus símbolos tatuados após a completa passagem da moda pelas pistas de todo o mundo.

Essa comparação me fez refletir que eu estava no caminho certo. Se existe algum modelo de divertimento que pode oferecer o que há de mais contemporâneo para a minha geração, é nele que eu pretendo estar.

Psicodelia, passe adiante!

rave2
Minha prima embasbacada com a última edição do Festival Fora do Tempo na Ilha dos Botes – MA (acervo pessoal)

O meu programa de imersão no universo cultural que circunda a produção das raves coincidiu com um crescente número de festas comerciais, visitas de atrações internacionais mega badaladas (de Skazi a Tiesto) e, particularmente, meu amadurecimento psíquico, espiritual e financeiro.

Depois de quase ser pisoteado por uma horda de micareteiros ensandecidos atrás de um trio elétrico em Salvador, tudo o que eu queria era um lugar amistoso, onde eu pudesse passar algumas horas bebendo, dançando e interagindo com as pessoas (preferivelmente de forma menos truculenta, sem coreografias coletivas que proponham deslocamento sincronizado).

Justamente o que primeiro me chamou atenção neste novo ambiente foi uma atmosfera totalmente pacífica envolta à maioria das pessoas, por mais que estivessem presentes muitas drogas, álcool e espírito de putaria. Estamos falando de uma festa, não de um culto.

Entre uma cerveja e outra (a módicos três reais, mas no caso a preço de água), fui engolindo meus próprios preconceitos e tomando um “tapa” atrás do outro com as situações insólitas que foram se desenrolando em frente aos meus olhos, ou melhor dizendo, em frente às caixas de som.

Estava amanhecendo e eu já tinha me divertido como nunca quando uma garota muito simpática, serelepe como uma borboleta, começou a conversar com a minha amiga mais liberal e eu me perguntava se iria presenciar uma cena lésbica – obviamente cogitando a minha participação. Intuitivamente, talvez percebendo a mensagem nas minha feições, a garota vem até mim e me manda fechar os olhos. Depois de ganhar a melhor massagem da minha vida, recebi um tapinha no ombro e uma singela orientação:

“Curtiu? Passe adiante!”

Naquele mesmo instante eu já sabia que a regra valia não só para massagem, como também para respeito e gentileza.

Life is a dancefloor. God is the DJ.

rave3
O DJ holandês Tiesto, um dos mais famosos e importantes do mundo, no grande momento do trance psicodélico: o êxtase. (divulgação)

A despeito de todas as outras experiências pessoais que envolvem as pessoas em seus respectivos momentos de vida, uma coisa de fato une a todos os presentes em uma rave: a música que emana das caixas de som.

Quanto mais alta, tanto melhor: o ouvido dá lugar ao corpo todo capturando as vibrações absurdamente contagiantes que saem de uma boa estrutura. Quando o DJ entra na pilha dos malucos da pista, a tendência é só piorar a situação.

O espetáculo se completa com um show de luzes psicodélicas e uma decoração arrojada, com painéis fluorescentes e objetos não identificados no cenário. Como em qualquer apresentação, o carisma e o talento do DJ determinam a propensão do pessoal a se jogar no ritmo da música e fazer a pista pegar fogo de verdade.

Durante a madrugada, os DJs costumam acelerar os BPMs (batidas por minuto) e alguns são tão apegados ao lance da velocidade da música que chegam e estuprar os tímpanos alheios com sequências sonoras quase insuportáveis de tão rápidas e agressivas. Chamam isso de dark fullon, mas eu não recomendo a pessoas com labirintite ou refluxo.


Visão aérea do Festival Cachoeira Alta, uma reunião de malucos pirando por 4 dias em Ipoema, Minas Gerais – MG (YouTube)

Com o raiar do Sol, geralmente a frequência do som diminui, mas não o volume. Em alguns casos o que se ouve não é muito diferente do que rola nas rádios FM (as que tocam algum tipo de música eletrônica), ou apresentações de uma vertente mais contida conhecida como minimal (ou simplesmente “barulhinhos estranhos”).

Depois de algum tempo indo a raves, muita gente deixa pra acordar cedo no dia seguinte e ir curtir só esse pedaço da festa, com menos pessoas idiotas se escondendo na escuridão e um mar de nádegas, coxas e decotes irresistíveis para apreciação em plena luz do dia.

Dentre todas as atrações e momentos inesquecíveis que uma festa pode proporcionar, o mais significativo talvez seja aquele exato instante em que você entra em contato consigo mesmo, rodeado de tanto barulho e confusão, se flagra ouvindo (e dançando!) uma melodia sem sentido e se pergunta se tantas outras coisas sem sentido que nos passam pela frente não poderiam oferecer alguma magnitude a ser contemplada.

Na segunda parte, um manual de sobrevivência em raves e uma breve reflexão sobre o estilo de vida por trás dessas festas.

Blog Widget by LinkWithin

Foto do autor

Ivo Neuman, jovem carioca de 26 anos, é fundador da TRETA Corporation, adotou o Espírito Santo como segunda pátria e o Trance Psicodélico como religião. Formado em Direito pela UFES, nas horas vagas gosta de ficar sóbrio e fazer planos para dominar o mundo pela Internet.

Outros artigos escritos por Ivo Neuman

  • *anya*
    Achei otimo, as Raves são muito mal faladas principalmente quando algumas pessoas exageram de mais. Mais a verdade é que Raves são lugares em que você se solta e os outros também. Sem falsidades, roubos, politicos... Nos sentimos bem, lá, e eles tem inveja disso !!

    Vou passar esse texto NOW !!!
  • bruno
    estilo de putaria?? kkkk
  • ta
    Muito bom o texto,parabéns
  • Matheus
    isso sim é um texto sobre raves! não aquelas merdas sensacionalistas que a midia divulga, queimando o nome das festas.
    se a pessoa não gosta da festa nao tem q ficar detonando ela, deixa os que curtem na deles!
  • CRISTIANE
    A primeira foi em 1998 na xxx, a gente nunca esquece, antigamente rave é para quem realmente curtia o estilo underground, agora raves é modinha né ... fazer oq!
  • Caio
    Nããããããoooo!!!


    O que é bom, é pra poucos!!



    Quanto mais divulgarem, mais micareteros vão frequentar nossas festas!
  • Nossa, texto muito bom, me fez relembrar o meu inicio nisso tambem.
    Já comecei como fotógrafo de raves, em 2006. Realmente o espirito de união, a educação e sem falar nos milhares de outras situações que acontecem ali, não dá pra negar. É sensacional.
  • Clara Azeredo
    Td q vc falou eh a mais pura verdade.
    Rave eh td de bom!!!
    Lembro q demorei um pouco pra gostar de musica eletrônica..minha prima vivia me chamando pra ir em raves e eu achava aquilo mt louco.
    Mas ateh q um dia eu resolvi ir...
    e de lá pra cá naum parei mais!!!!
    A sensação de estar num lugar mágico, com uma musica q toca no coração com sua batida contagiante, ver o sol nascendo, pessoas q naum se conhecem curtindo a mesma sintonia...eh algo q naum dá pra explicar!!!
    Só quem vai consegue sentir!!!
  • muito bom brother.. a 1ª vez é muito foda mesmo.. e tu ja começou com Sesto Sento.. vou publicar no meu blog.. valew
  • Oberdan
    So um detalhe, Tiesto nunca tocou trance psicodelico...Tiesto toca trance europeu....mas é isso é so um detalhe....concordo com voce sobre o clima amistoso das festas! Abs...
  • abraão
    carai véi, nada mais adequado para o meu momento, minha primeira rave será sábado, dia 12/12.
    muito massa teu post
    minha curiosidade é gigante, gosto do som.
    encher a mente de alcool (que aqui onde eu moro a variedade de cachaça é enorme) e dançar pa porra...
    nao sei se estou certo, mas vou na intenção de curtir a festa em sí, diferente do que eu faço nas micaretas e nas outras festas da vida.

    P.S. sua prima é foda (com todo respeito), foto fia da pexte, como diz o matuto.
  • Que sorte que foi isso que você aprendeu em sua primeia experiência: http://en.wikipedia.org/wiki/PLUR
  • ViVi
    Nunca participei de uma rave, mas adoraria!! Someday..... Bjos pra ti, Ivo! Valeu pelo texto...nota 10!
  • Carlos
    Cara, tua história é igual a minha. Só comecei um pouco antes, aos 15/16 anos, com uma D390. Meu site cresceu e se tornou um dos maiores de minha cidade. Hoje cmo 23 anos, não tenho muito saco para alguns tipos de baladas, prefiro os bares mais tranquilos, e troquei o passar o rodo na mulherada por querer relações mais estáveis. A explicação que encontro pra isso é a de que nós condensamos muito a diversão, hahaha.

    Abraços!
  • Gostaria de apreciar o rebolation de sua prima
    (com todo o respeito).

    Apenas apreciar e viajar…
  • William Andery
    Muito fera cara!!

    Minha maquina era uma 3.0 cybershot!!!

    hahahaha

    Impressionante..

    Abrax
  • Rebeca Albuquerque
    Mas tu é um fofo escrevendo... parece que tô vendo tu falar rsrsr

    Sim, A propósito. A "ideia" é que o próximo porto cai na rede tenha mais programações noturnas... só lembrei de vocês (Ivo, Gui, Felipe e Pablo)
    Cheiro
  • Aluisio
    porra
    sdaasdjadsiodasdas
    disse tudo
    belo post...

    primeira vez que eu fui em 2005(gravação do DVD do skazi aqui em Brasília), também tinha vários preconceitos a respeito...
    porem, na hora que skazi mandou "acelera", vi que estava no lugar certoooo

    muitooo loucoooo
  • Felipe
    Não concordo muito com o post, nada contra quem curte as raves, já fui em 3 raves e a primeira q fui foi na tribe, e tenho q ser sincero em dizer q não gostei muito, eu até gosto do som mas particularmente não fui com a cara da festa, pessoal fala tanto da galera q vai bom eu só vi loko drogado e etc. Não curti o ambiente e chega uma hora q cansa as musicas, nas outras 2 q fui sai bem antes de amanhecer só fui com os amigos ficamos um pouco e viemos embora. Sou totalmente contra o uso de drogas e infelizmente é o q mais rola nessas festa.
  • Evelyn
    Nossa, tá de parabéns esse post, apesar de ser suspeita pra falar, pois amo trance. Mas mesmo assim tá de parabéns , amei.
  • Aurora
    "Dentre todas as atrações e momentos inesquecíveis que uma festa pode proporcionar, o mais significativo talvez seja aquele exato instante em que você entra em contato consigo mesmo, rodeado de tanto barulho e confusão, se flagra ouvindo (e dançando!) uma melodia sem sentido e se pergunta se tantas outras coisas sem sentido que nos passam pela frente não poderiam oferecer alguma magnitude a ser contemplada."

    Caraca!!! PERFEITO!!

    PARABENS, ADOREI!
    bjos!
  • Gostei do artigo, muito bom !
    Frequento a "mundo da musica eletrônica" desde 1996 , e ja passei por todo tipo de festa do ramo , muito bom saber que ainda existe esse espírito de igualdade , respeito e boas energias , coisa que hoje em dia , nas megaparties , pra 8 , 15mil pessoas....
    Antes a coisa era mais sintetizada , e o pessoal ia pela música , hoje a coisa deu uma descambada pro lado das drogas, mas cada um na sua sintonia .
    Musica é vida , repasse essa idéia!
  • Braulio Langer
    muito bacana o texto, curti demais.

    pena q nao teve cachoeira alta esse ano, eu tava doido pra ir.
    a primeira foto do post foi tirada na Pedreira [ES] ?? passei um reveillon la e foi sensacional !!!!

    ja vi gente dizer que nao gosta dessas raves mais famosas (xxxperience por exemplo) pois falam q só rola publico de carnaval. bom, nao sei se concordo... mas oq vc pensa a respeito? =)

    abraço, continue postando. texto otimo!!!
  • Erick
    Ah uma Rave na Pedreira!! Maravilhas Mil!

    ótimo texto!
  • Guilherme Wagner
    Realmente fiquei impressionado com o texto, nunca fui em uma Rave e realmente eu tenho essa idéia de que se eu não estiver drogado não vou curtir, pelo que estou vendo posso me divertir relativamente sobrio hehehe...
    ...Belo post!
  • Reinaldo
    "o mais significativo talvez seja aquele exato instante em que você entra em contato consigo mesmo, rodeado de tanto barulho e confusão, se flagra ouvindo (e dançando!) uma melodia sem sentido e se pergunta se tantas outras coisas sem sentido que nos passam pela frente não poderiam oferecer alguma magnitude a ser contemplada."

    falou tudo


    Rave's S2
  • Tiago-es
    Essa primeira foto mostrando a Pedreira a noite é show.. ate arrepia...
  • G
    Rava = doce

    e isso não é uma crítica.
  • Cara! Esse lugar da foto existe msm? huahuahuahuuha
    QUERO SABER ONDE È!
  • Cara... realmente me emocionou! É isso que sinto quando vou pra rave!!! é quando me sinto completo e como se nada mais pudesse me tocar... é incrivel a sensação de alma e espiritos unidos, e as pessoas ao seu redor nunca se parecem com desconhecidos... apenas uma extensão de você...
    CARALHO eu adoro isso!
  • Mateus
    Adoro musica eletronica e festas com música eletronica, mas no Brasil a maioria do "psy" que toca , ta mais para funk do que musica eletronica, não é tão comum algo com qualidade, eu praticamente nao gosto de Psy.

    Agora Trance Puro, Techno, Electro, House, ai estamos falando de coisa boa. Mas claro gosto é gosto, como tem gente que gosta de sertanejo e AXE , tem gente que gosta de Psy
  • Luiz Philipe
    Excelente post.
    Por que está custando sair um post legal no blog? Eu acessava o blog diariamente, agora umas duas vezes na semana.
  • Marcelo Raposo
    Mannn..

    Concordo com tudo que você disse..

    Minha vida foi mais ou menos assim, mas ao contrário..

    Primeiro ia nas Baladinhas, depois em Raves... agora tô na época de não querer disputar garçom a tapa com ninguem!

    Concordo mutio com o que você diz: "Se existe algum modelo de divertimento que pode oferecer o que há de mais contemporâneo para a minha geração, é nele que eu pretendo estar."
    Antes do preconceito que 90% da população têm, todos deveriam ir ao menos uma vez em uma Rave, para entender o espírito da coisa...

    E se todos tivessem a sorte de logo de primeira pegarem uma Rave comandada por Sesto Sento... não ia haver uma única alma que não se apaixonasse por Rave!

    Grande abraço!
  • Marcius M. Monteiro
    Ótimo post, gosto de ler as experiencias das pessoas ao seu primeiro contato com o mundo da e-music.
    Parem de rotular que rave só existe drogados, luxuria e outros 500 "pecados capitais" , tentem enxergar que também há cultura dentro desses festivais de e-music. Malabarismos, pirofagia, meditação e muitas outras coisas interessantes de se curtir e que logicamente não encontramos em uma micareta ou forrós da vida. (isso pra quem mora no Nordeste que nem eu (Fortaleza - Ceará)).
    Infelizmente muita gente crítica essa nova cultura, mas por ir pela cabeça dos outros (principalmente da Rede Record de Televisão) que só sabem enxergar o que há de mal dentro de festas Open Air, Indoor, não interessa, tudo é taxado como RAVE e tem a participação do DEMONHO!
    Espero que boa parte das pessoas deixem de ser hipócritas e enxerguem mais o que está por trás da baladinhas, micaretas, forrós que eles frequentam, antes de tacarem o pau em festas de música eletrônica só porque não aguenta o velho "TUNTZ TUNTZ".

    Acorda Brasil, a cultura não é só feita de Samba, Forró e Axé não!
  • Não sou fã de raves, do som que rola e tudo mais, mas confesso que as mulheres que frequentam são espetaculares, portanto vale o sacrifício :)

    Parabéns Neuman, sabia que você iria criar um post foda sobre o tema ;)
  • Vinicius
    Realmente. Como diz o começo do post, é exatamente assim que começamos, com site e uma o aSony MAVICA, aquena negação monótona pra trabalhar em bares, "nadar" em um mar de gente pulando, sem exceção para estilos musicais. Eu gosto muito de rock, ouço e tudo mais, porém ele se encaixa no estilo de gente que pula e grita e empurra. Então eu não vou muito em shows. Eu encarei por muito tempo, com a mesma estranheza do autor do post, as raves. Mas, depois desse post mostrand face desse tipo de festa, fiquei curioso de como pode ser uma noite em uma rave.
  • Raphael
    Creio q posso dizer que desde que comecei a ler pdh espero por um post desse, sem comentarios, acho que apenas dois post's não são suficientes para descrever um rave, a minha primeira foi 14/12/2008, de la pra ca te garanto que o tipo de festa que eu mais fui foram raves, moro em Goiânia do centro-oeste creio qu o lugar que mais rola trance.
    'eu não recomendo a pessoas com labirintite ou refluxo.' foi massa
    mas é isso ai procure ai depois pela playground e up music sao as de mais nome aki em gyn
    e concerteza posso te dizer que o trance muda totalmente o estilo das pessoas

    ótimo post
    abraço
  • Gi
    Pena que aqui no Rio já não existam mais festas como essas que vc descreveu. A massa invadiu, bagunçou com todo esse espírito de paz que havia e as autoridades proibiram as festas por aqui. Fico triste de ver uma coisa tão linda ser dizimada dessa maneira... Agora só pvts privadas entre amigos... mas espero um dia voltar a ver uma grande festa com o clima que havia em 2004/2005.
    Belo texto.
  • Mabach
    Ihhhh 'Manoel" ai que mora o perigo, com certeza a maioria trabalha e leva a vida numa boa. Mais a ideia de se voltar ao trabalho e esquecer que vc ainda tem vida, não me agrada muito. Hj vc pode até pensar assim, mais daqui uns anos vc vai se ver olhando para um passado distante se perguntando "PQ? vc desperdiçou sua vida numa carreira que vc nunca gostou. Se oq vc gostaria mesmo de ter feito é ter aproveitado sua vida de maneira mais (emocionante).
    EH o que faz mal e a falta de coragem para viver de um jeito mais 'livre'.
  • Dea
    EXCELENTE! Amei o Post!!

    Freqüento as festas há anos e não tenho do que reclamar. Drogas, bebidas, existem sim. Mas hoje em dia, onde é que não se encontra esse tipo de coisa? Basta querer!! Basta saber seus limites e respeitá-lo.

    Como no texto, é exatamente essa impressão que tenho das "festinhas". Já fequentei as mais famosonas, tipo Tribe e XxXPerience, mas hoje me contento mais com as Pvt's. Menos gente, galera mais conhecida, lugares maravilhosos...! O respeito anda mais preservado por lá, falando de modo geral.

    Acho bacana que mais pessoas estão conhecendo o gênero, mas por outro lado acho que acabou "banalizando" demais. Foi meio que um crescimento induzido, mas não muito planejado. Se antes o P.L.U.R. era o principal combustível para a mobilização desses eventos, hoje percebo que cada vez mais pessoas que não sabem disso vão apenas para se matar de tanta droga.

    Uma pena eu estar aqui na Suíça agora... em 7 meses fui em 2 festas daqui, que amei, mas não existem todo o fim de semana, como em Sampa.

    Alguém mencionou o fato de ser apenas "bate-estaca", mas, com todo respeito, preciso corrigir. Vertentes como Minimal, House e Electro (e outras) já tem seu espaço garantido nessas festas. Basta saber aonde procurar! Já foi o tempo em que só havia destaque para o Psy.

    Agora só me resta aguardar a segunda parte do post...!
  • Aldair
    Parabéns pelo texto Ivo.
    É bom ler/ouvir algo bom sobre as raves de vez em quando. Não só o que passa na tv: drogas, gente morrendo, etc.
    Claro que isso existe. Como em qualquer grande festa, esse tipo de coisa pode acontecer. Vai depender do que você busca ali na festa.
    Eu já fui, vou e sempre curto bastante.
  • Manoel
    Meus amigos...
    Este pessoal só pensa em festa.
    Festa é bom mas...
    "Tudo que demais faz mal"
    Vai chegar a hora desse pessoal ter que trabalhar de verdade.
    Cuidem-se.
  • Quando especialista fala são outros quinhentos. Deu saudades demais das festas viu? =/
  • Robinson
    Já tive o desprazer de ir à duas festas rave. A primeira foi uma merda, mas poderia ser só azar, e fui a mais uma, quem sabe seria melhor... Decepção, cara, uma música horrorosa (dá prá chamar aquilo de música?), idiotas descerebrados saltando hipnotizados, altíssimo consumo de drogas (talvez o menor dos problemas), e alguns se achando "descolados", "antenados", "contemporâneos", e outras babaquices do genero.
    Nada de novo, nada de moderno, nada de... nada! Festas desse tipo são a maior concentração de babacas por m² que já vi, parelho com as micaretas e torcidas organizadas paulistas/cariocas.
    Putz!!!
  • Brandon
    Nossa totalmente legal esse topico retrata um assunto q eu particularmente amo mau espero pra alcançar a "maior idade"
  • VovoKrall
    A primeira foto é da Pedreira, daqui do ES, correto?

    Curto trance, mas não curto rave.
    É muito bate estaca pro meu gosto.
  • Excelente artigo!

    Ótimo argumento para tentar mostrar pros cétigos pagodeiros o porquê de gostarmos tanto de pular até o amanhecer.
  • Christian
    Opa legal o post! Estava procurando por isso mesmo, será que não rola umas dicas de festas assim em Sampa?

    Parabéns!
  • Lorenzo
    Ótima temática, ajuda a desvenciliar a imagem da rave aos preconceitos que sofre. Temos problemas em todos os tipos de rocks, a rave é só mais uma opção. Aliás, que opção! Música eletrõnica é essencial pra você poder viajar um pouco mais. Ao contrário do que muitos pensam, o evento apresenta bastante riqueza musical e cultural.

    Se eu não me engano, essa primeira foto é da Pedreira Adventure Park, aqui no Espírito Santo, Guarapari, certo? Nunca tive a oportunidade de ir numa rave lá, mas conheço o local e é louquíssimo!
  • Evandro
    Nossa, parabéns velho pelo post, as festas raves também conhecidas por festas open air são realmente algo que trancende qualquer coisa em relação musical, comecei a freqüentar a 1 anos festas raves, depois de ter escutado e presenciado tudo que ja vi (melhores Djs do mundo) você percebe o que essa boates de musicas eletrônicas são fracas.

    Positive Vibrations e mais uma vez parabéns
    acompanho diariamente o blog =)

    Abração
  • O bacana de ter lido isso é entender a identificação imediata que você teve. Conheço casos de pessoas que tentaram evitar a completa e absurda paixão que esse sub-mundo desperta, mas sem ter como evitar.

    Sem dúvidas, o negócio é que todos aqueles que passam a frequentar raves e viver esse espírito têm a vida alterada em alguma esfera, geralmente pra melhor, e a imagem manjada de "lugar de drogados" da lugar a outras interpretações sobre o que se vê num lugar desse. E para quem tem dúvidas, o respeito sempre irá prevalecer, passe ISSO adiante. ;)
  • Rodrigo Coimbra
    Se eu disser que conheço a menina da foto e q já saí com ela várias vezes, ng vai acreditar né?!?! FODA-SE!!

    Tenho o perfil dela, msn, telefone e td o resto... é só o criador do tópico confirmar q pegou a foto dela no orkut!!

    Mto foda ver a foto dela aki!! Gata DEMAAAAAAAAAAAAAAAIS!!!
  • Cigano
    Post excelente

    As raves estão crescendo cada vez mais aqui no Brasil, espero que esse ''movimento'' se espalhe cada vez mais pelas cidades e que as pessoas curtam bastante, esplorando seus limites, claro.
  • Felipe Rodrigues
    Ainda não fui em uma RAVE, apesar de frequentar baladas eletrônicas onde tem aquela energia positiva toda a noite.

    Muito bom texto!
  • mabach
    Rulezzzz ótmo Post.
    As melhores festas com certeza são nas raves, rola um lance hipnótico quando vc esta escutando as musicas eh quando vc menos espera tá lá vc dançando como louco....Com a sensação que vc esta se divertindo de verdade pela primeira vez na vida.
  • Rickgauden
    Eu conhço uma música que descreve muito bem essa ultima parte do seu post! É meio velhinha, mas é top!

    Põe na tela!
    http://rickgauden.tumblr.com/post/255644915/mar...
  • SENSACIONAL.....

    Parece até que fui eu quem escreveu esse texto!!!! Lendo esse posto me identifiquei completamente. Desde o site que cobria festas, passando pela minha primeira máquina digital (que no caso era uma Sony de 1.3 Megapixel), a minha chatice com bares em que o atendimento é pessimo e o descobrimento das RAVES.....


    SENSACIONAL O TEXTO..... ESTOU PASSANDO ADIANTE!!!
    Grande Abraço
    Marcelo Borborema
    www.borborema.art.br
    www.flickr.com/borborema
  • zoh
    A primeira vez eh especial !! Lembro de 5:45 da manha, o sol nascendo e o tiesto tocando suburban train!

    Minha prima ia em Axe Brasil depois do Tiesto, agora ela vai mais em raves que eu :D , mudei o gosto musical dela, com mto orgulho.

    O nivel de pessoas que vao a raves eh mto melhor. Pelo menos em BH.

    http://www.youtube.com/watch?v=j5a6b-V19qY
blog comments powered by Disqus

© 2006-2010 Papo de Homem - Lifestyle Magazine . Conteúdo publicado sob Licença Creative Commons . Anuncie . Política de Acessibilidade .