Qual é a cor da Turma da Mônica? (Racismo e normalidade – Parte 2)

Alex Castro

por
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É impossível falar de racismo sem falar de normalidade. O racismo nada mais é do que uma implementação radical da normalidade. Só existe um “outro” que pode ser excluído porque existe uma normalidade intolerante que o define fora dela.

Vamos ver como isso funciona na prática.

A cor do faxineiro

Estava lendo um romance americano. Um dos personagens é faxineiro de escola. As crianças fazem pouco dele. Quando criança, seu pai (que batia na mãe) massacrou toda sua família, menos ele.

Quinhentas páginas depois, sou pego de surpresa pela descrição dos cabelos ruivos de sua irmã. Percebo, de repente, para minha imensa surpresa, que passei esse tempo todo visualizando-o… negro.

Racismo é isso. É isso milhões de vezes, todos os dias, das mais repetidas maneiras, até que se transforma em um sistema de motor contínuo.

Por que os personagens de anime são sempre brancos?

Uma pergunta que já vi muita gente se fazer: por que todo mundo tem cara de ocidental (leia-se, de branco) nos desenhos animados japoneses?

A pergunta é interessantíssima. Você já se perguntou isso? Eu já.

Como sempre, a pergunta revela mais sobre nós mesmos do que a resposta revela sobre os japoneses.

A resposta é simples: para os japoneses, os personagens de anime SÃO japoneses. NÓS é que os vemos como ocidentais.

Um homem normal.

Um homem normal.

Observe o boneco palito acima. Quem é essa pessoa?

Você provavelmente pensou que era um homem branco. Afinal, esse é o ser humano normativo em nossa cultura.

Para que o boneco palito representasse outro tipo de pessoa (esse outro que só pode existir em oposição a um normal normativo), características adicionais teriam que ser mostradas: asiático, olho puxado; mulher, saia, velho, bengala; negro, um afro; índio, cocar, etc.

Na falta desses marcadores de alteridade, ou seja, de diferença, o boneco palito é naturalmente, automaticamente percebido como representando o ser humano normativo.

Assim como, ao ler um livro, achamos que todos os personagens são brancos, a não ser que sejam explicitamente descritos como não-brancos. Via de regra, o personagem só vai não ser branco se houver uma razão específica no enredo para ele não ser branco. Ou se, como no exemplo que dei acima, ele desempenhe uma função tipicamente subalterna.

(Essas observações sobre bonecos-palito, anime e Marge Simpson foram em larga medida parafraseadas do excelente artigo de Julian Abagond, “Why do the Japanese draw themselves as white?” )

Qual é a cor da Marge Simpson?

Observe a Marge Simpson. Ela é branca?

Concentre-me, leitor. Estamos aqui pra falar de racismo.

Concentre-me, leitor. Estamos aqui pra falar de racismo.

Se você é como eu, a questão com certeza nunca lhe passou pela cabeça, mas a resposta é óbvia:

“Claro, ué! O que mais ela seria?”

Só que a pele dela é amarela e seu cabelo é um afro azul. Você conhece alguma pessoa branca assim? NENHUMA das características físicas da Marge Simpson remete a uma pessoa branca.

Então, por que sempre foi óbvio e auto-evidente, tanto pra você quanto pra mim, que ela era branca?

É simples: a normatividade se define pela ausência.

Portanto, na ausência de características físicas que remetam a outras raças (nem mesmo o afro azul é suficiente pra isso), a Marge por default é enquadrada na norma, ou seja, é vista como branca.

Esse processo de enquadramento normativo é tão forte que, mesmo ela tendo um afro, mesmo ela não tendo nenhuma característica física intrinsecamente “branca”, se eu te dissesse que ela é negra, isso iria te soar imediatamente ridículo, nonsense, talvez até engraçado:

“Claro que a Marge Simpson não é negra, Alex! Não PODE ser! Não faria nenhum sentido!”

Pós-chapinha.

Pós-chapinha.

Um breve aparte tristemente necessário

Escrevo e ensino sobre raça e literatura há muitos anos. Tenho experiência: sei que, nesse exato momento, muitos leitores estão começando a se sentir atacados e defensivos. Entenderam que considerar a Marge Simpson branca é um tipo de racismo e, como sempre pensaram nela assim, estão achando que eu os chamei de racistas. Em suas mentes, já estão se armando contra o texto e justificando suas posições.

Resista a esses pensamentos, amigo leitor. Nada pode ser mais narcisista e egocêntrico do que achar que tudo é sempre com você. Eu sei que você não é assim: nem racista, nem narciso. Então, seja forte. Eu não estou te acusando de nada. Eu também sempre vi os Simpsons como brancos. Eu, você e todo mundo.

Ou pode ser que você tenha entendido meus argumentos como algum tipo de teoria da conspiração. Que estou acusando o establishment, as elites, a mídia, a equipe criadora dos Simpsons, etc etc, de serem racistas ou, pior ainda, culpados pelo racismo no mundo.

Outra vez, resista a esses pensamentos, amigo leitor. Isso é apenas seu cérebro racional buscando culpados para tudo. Mas não existem culpados. Não existe ninguém, nenhuma pessoa, nenhum grupo, que a gente possa caçar, capturar, converter, matar, e então resolver o problema.

O mundo não é assim porque alguém decidiu que seria. O mundo é assim porque ele foi se criando assim através da interação de bilhões de pessoas ao longo de incontáveis séculos.

A questão não é individual, não tem nada a ver nem comigo nem com você enquanto pessoas.

A questão é: quais são as forças culturais que nos fazem, eu e você, vermos os Simpsons assim?

O boneco-palito é o que colocamos nele

No Brasil e nos EUA, duas sociedades escravistas colonizadas por brancos europeus e sustentadas pelo trabalho de negros escravos, o branco é sempre o normativo. Se não houver uma clara marcação, vamos sempre presumir brancura. Em tudo.

No Japão, a norma é totalmente diferente, mas o raciocínio é o mesmo: na ausência de uma marcação clara do outro, a norma é sempre presumida.

Então, nós, ocidentais, não detectamos nenhuma marcação específica de alteridade nos personagens de anime (as mesmas marcações que também não detectamos na Marge Simpson), e prontamente concluímos que são tão brancos quanto ela – ou seja, nós os enquadramos na NOSSA norma, a brancura. E depois, inocentemente, ainda nos perguntamos:

“Pôxa, por que será que os japoneses desenham seus personagens sempre brancos, hein?”

Só que os japoneses olham para os MESMOS personagens e, na ausência de marcação de alteridade, os veem como a SUA norma, ou seja, como asiáticos.

(Aí você se pergunta: como então os japoneses representam brancos nos desenhos de anime? Quando querem que um personagem seja visto como branco, ele via de regra tem os cabelos loiros, olhos claros e, principalmente, narizes longos, características tradicionalmente consideradas não-asiáticas.)

É como se os personagens de anime fossem todos bonecos-palito. Nós olhamos pra eles e pensamos que são brancos. Os japoneses olham pra eles e pensam que são asiáticos.

O boneco-palito, sem marcadores, é o que a gente quer que ele seja. Ele é a puta do nosso olhar.

(Sobre bonecos-palito, confira esse artigo incrível sobre como homens e mulheres são representados nas portas dos banheiros: “Go where? Sex, gender and toilets”)

A brancura presumida

Imagine que uma amiga vive querendo te apresentar a uma colega dela que tem tudo a ver com você. Descreve a amiga em detalhes: estudou na PUC, tem mestrado em letras, também adora Star Trek, vôlei e comida tailandesa, é alta como você gosta, olhos cor-de-mel, tudo de bom.

Aí, você encontra a menina e leva um susto tremendo ao ver que ela é… negra!

Pode confessar, amigo leitor: você também não ficaria surpreso? Eu ficaria. E não é porque somos racistas, mas sim porque, em nossa sociedade, a brancura é sempre presumida.

Se nossa amiga não descrever a colega com termos como “mulata bom-bom”, “negra lindíssima”, “japinha foférrima”, etc, você pode ir ao encontro tranquilo na certeza de que a moça é branca.

Nesse ponto, algum leitor pode levantar a seguinte objeção:

“É, mas aí você já está presumindo que eu e a amiga somos brancos classe média, né? Só que nem todo mundo é assim.”

Verdade. Eu não acho que todo mundo pertence a esse grupo, mas com certeza é para esse grupo que estou falando. A lição do texto, sobre normalidade e privilégio, quem precisa aprender são os brancos classe média de Perdizes e Ipanema.

Mas posso garantir o seguinte: a sociedade é composta de vários subgrupos onde o conceito especifico de normatividade pode até ser diferente, mas o processo, em si, nunca muda.

Se cinco negros da periferia estiverem conversando sobre uma menina e se não for mencionado nenhum marcador de diferença, é presumível que ela também seja uma negra da periferia. Se fosse branquinha dos Jardins, esse detalhe seria ressaltado e enfatizado.

A turma toda – ou melhor, só os personagens importantes.

A turma toda – ou melhor, só os personagens importantes.

A cor da Turma da Mônica

Pense na Turma da Mônica. De que cor eles são?

Fácil, né: são “normais”, da cor “normal”.

E como sabemos disso?

Simples: se fossem pretos, seriam desenhados como o Jeremias; asiáticos, como o Hiro, indígenas, Papa-Capim.

O Jeremias é o peixe fora d'água ali à esquerda. Sabe qual é, o único pintado com uma cor de pele diferente.

O Jeremias é o peixe fora d’água ali à esquerda. Sabe qual é, o único pintado com uma cor de pele diferente.

Além do negro, do índio, e do nissei, também temos um mudo, uma cega, um cadeirante, até um morto. Todos com sua diferença bem marcada e muito explicitada.

Mas, se existe um personagem negro, um índio, um nissei, etc, cadê o personagem branco? Cadê o personagem que teria sua brancura tão acentuada e explicitada quando a “indianice” do Papa-Capim ou a negritude do Jeremias?

Não tem. Claro que não. Porque a brancura, por ser a norma, não é nunca um grupo de características determinantes, mas sim uma conspícua AUSÊNCIA dessas características.

Branco é o normal. Brancos são todos aqueles não-alterizados por nenhum marcador de diferença. Brancos são todos aqueles que, por não serem “o outro”, são, não por coincidência, os personagens principais: Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali, Chico Bento, Tina, Rolo e vários coadjuvantes, do Franjinha ao Xaveco.

Ou seja, apesar de existir um grande elenco de minorias, o seu status de coadjuvantes eternos só faz acentuar a normatividade do núcleo duro.

Essa ilustração, única que encontrei com todas as minorias, não é de nenhuma revista de banca, mas de um número especial encomendado pela Unicef.

Essa ilustração, única que encontrei com todas as minorias, não é de nenhuma revista de banca, mas de um número especial encomendado pela Unicef.

(Calma, amigo leitor. Sei que estou mexendo com os ícones da sua infância. Mas, assim como não acusei nem você e nem a equipe criadora dos Simpsons de racismo, também não estou acusando o pobre Maurício de Souza. A ideia aqui é somente tentar descobrir de onde vem e como é construída nossa visão de mundo. E, querendo ou não, a visão de mundo de quase todo brasileiro com menos de cinquenta anos foi construída, em parte, pela Turma da Mônica.)

Então, longe de acusar Maurício de Souza de racismo, dá pra ver um esforço consciente e consistente, ao longo das últimas décadas, de representar vários tipos diferentes de brasileiro. Hoje, praticamente qualquer criança do Brasil tem o “seu” personagem da Turma da Mônica com o qual se identificar.

Mas é essa própria diferenciação entre os personagens-outros e os personagens-normativos que enfatiza e reforça ainda mais a ideia de que HÁ uma norma. Sim, existem entre nós negros e índios, nisseis e cadeirantes, olha eles aqui ó!, mas tirando essas exceções, o normal é ser branco.

Cebolinha é salmão e Bart Simpson, amarelo, mas seria impossível para nós não vê-los sempre como brancos.

Continuamos a conversa em duas semanas, agora abordando de frente esse problemático conceito da “normalidade”. Afinal, o que é o “normal”? Isso sempre existiu? Quem criou? Pode ser desinventado? Enquanto isso, você pode conferir outros textos que escrevi sobre racismo.

Alex Castro

alex castro é. por enquanto. em breve, nem isso. // esse é um texto de ficção. // se gostou, venha aos meus encontros ou receba meus novos textos por email.


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  • http://pulse.yahoo.com/_A3LAG6UCW4J22PYZVOKFYWMXBI babilônia

    Muito bom texto Alex. 

    Acredito que o mundo é um lugar hostil ao ser humano no sentido de desconhecido.Para superar esse problema o homem busca compreender o mundo por meio do estudo. Partindo de suas conclusões,ele acaba criando generalizações, ou seja, ele busca segurança ao estabelecer uma normalidade. Por isso, tudo aquilo que destoa da regra, do conhecido, do comum, causa um estranhamento ao homem.  

    Aguardo o a continuação.   

    • Mary

      Eu acho que você deve observar algumas coisas:
      O simpsons vemos como branco porque o personagem quando é negro percebemos pela cor

      Foram os antepassados que sofreram a  escravidão, não vocês! Sim reconheço que ate hoje existe preconceito mas tem gente que acha que ta vivendo a era da escravidão e fazendo alvoroço por isso 

      O branco tambem sofre de preconceito. Sei disso porque ja sofri

      Cotas de faculdade Deveria ser de pobreza não pela cor da pessoa. Existe brancos pobres tb.

      • Rafa

        Eu sinceramente nunca parei pra pensar se Os simpsons são considerados negros ou brancos. Porém, acredito que uma pessoa não pode ser definida negra ou branca só por conta da cor da pele. Deve-se levar em consideração também outras características, como cabelos, nariz, o que eu não vejo acontecer. O branco sofre preconceito (se é que devo chamar de preconceito), mas nada que se compare ao preconceito que o negro sofre. Nunca ouvi relatos de que fulano espancou cicrano porque era branco. Não é nenhum alvoroço, o preconceito contra o negro existe, seja de forma subliminar ou explícita, mas existe! Tenho pele clara, cabelos enrolados, nariz achatado e lábios grossos. Sou considerada branca. Ninguém nunca me olhou estranho na fila do banco, ninguém nunca me bateu por conta da minha cor, ninguém enxerga minhas características físicas negras. Quanto as cotas de faculdade, não vejo como uma forma de preconceito, vejo como uma oportunidade de inserção dos negros na universidade, que são minoria, mas são maioria na classe baixa, infelizmente.

    • Adunco Córneo

      Muito bom , Alex.
      Há que se lembrar que a inferência que fazemos quanto aos simpsons, por exemplo, se faz não só pela ausência de marcadores de outros grupos – também por características que fazem-nos pensá-los como brancos. Ex: hábitos típicos do subúrbio americano, tipo de música, sotaque, conteúdo dos diálogos dos personagens. Né não?

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

    bem vindos à caixa de comentários da segunda parte da série racismo e normalidade.

    antes que comece a algazarra, eu vou citar um texto meu chamado “o assunto não é você”:

    http://www.interney.net/blogs/lll/2011/01/23/o_assunto_nao_e_voce/

    “Poucos conselhos são mais perversos e canalhas do que o popular “trate os outros como gostaria de ser tratado”. Não é verdade. Sabe por quê? Porque o outro é um outro. Porque ele
    teve outra vida, outras experiências. Porque ele tem outros traumas,
    outras necessidades. Basicamente, porque ele não é você; porque você não
    é, nem nunca vai ser, nem deve ser, a medida das coisas. Se você se usa como parâmetro para qualquer coisa, já está errado. O outro deve ser tratado não como VOCÊ gostaria de ser tratado, mas como ELE merece e precisa ser tratado. …

    Fala-se de racismo, e lá vem: “mas tenho amigos negros”, “já namorei uma negra”, “chamo meu amigo de Sombra e Grafite e ele nunca se importou”. Só que sua opinião, seus amigos, suas namoradas, tudo isso é irrelevante, entende? O racismo é maior que você,
    já existia antes, vai continuar existindo depois. Essa discussão tem
    que se dar no nível da história e da sociologia, dos indicadores
    econômicos e das injustiças contemporâneas. Quando muito, talvez, da
    experiência pessoal dos negros que sofrem a discriminação, mas mesmo
    isso é altamente subjetiva, pois o preconceito também é introjetado pela
    própria comunidade. Mas, com certeza, não da sua experiência pessoal. O assunto não é você.”

    • Duanne Mendes

      Há muito tempo venho desconstruindo o racismo através de discussões e leituras relacionadas ao tema e sempre me interessei não por ser negra, (porque não sou) mas, por sempre ser a favor de que tod@s tenham direito de ser respeitad@s. Porém seu texto me remeteu a uma reflexão que nem mesmo os textos acadêmicos quais já li sobre o assunto que seria: repensar minha branquitude!

      Seu texto me remeteu a repensar como me identifico, enquanto raça, pois sempre me vi como branca antes me parecia óbvia tal identificação. Enfim, se for de sua curiosidade saber um pouco como foi esse processo, escrevi um texto em meu blog qual cito o que o seu texto suscitou em minha identificação. http://blogdaduuu.blogspot.com.br/

      Abraços.

  • Marge

    Puxa, confesso que sempre imaginei os Simpsons como mulatos.

  • Pedro

    Assim q vi vc falar da turma da mônica, reparei q vejo o cebolinho como branco e o cascão como negro, apesar dos dois terem a mesma cor. Acho q pq.quando eu era criança me identificava mto com o cascão e eu sou negro

  • http://blog.paulovelho.com Paulo Henrique Martins

    A Marge Simpson é branca porque os personagens negros d’os Simpsons são explicitamente negros – até pra facilitar uma ou outra piada racista.

    Destaque negativo também pras fotos escolhidas pra Marge Simpson. Porque o pdh PRECISA colocar alguma coisa de conotação sexual em todo texto?

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

       ”Porque o pdh PRECISA colocar alguma coisa de conotação sexual em todo texto”

      Paulo, a questão é outra: por que não? qual é o problema com conteúdo sexual? ele te incomoda? pq vc acha que sente esse incômodo? e se, ao invés da marge em poses sensuais, fosse a marge comendo, ou dormindo, ou jogando cartas? e daí? não são todas essas coisas que as pessoas fazem? por que você está colocando o campo sexual (olha que são só poses sensuais) fora isso?

      • http://blog.paulovelho.com Paulo Henrique Martins

        Porque torna desconfortável ler pdh no trabalho.

        Nem quando tem uma foto da Marge em um texto sobre racismo eu posso passar pela página tranqüilo. E não me refiro às imagens retiradas da playboy da Marge – essas são excelentes e, melhor de tudo: oficiais.

        Sem contar que as “poses sensuais” não acrescentam nada ao texto.

      • Pierre Dechery

        Também gostei do artigo, e já conhecia o trabalho do Alex neste campo de longas datas, mas achei as fotos meio inadequadas. 

      • Raphael Turquette

        Existe uma extensão no Google Chrome(navegador) que lhe permite “esconder” as imagens da página em questão, essa extensão se chama ”
        HideShowImgs”,  eu uso no trabalho e é muito eficiente pois as vezes é mesmo desconfortável ficar lendo o PDH em ambientes formais.

      • http://www.facebook.com/miaocubo Rodolfo Andrade

        Exatamente!

      • Vmarxx

        ler no trabalho????? e como vc certamente nao é o chefe deve ter torcicolo a noite de tanto olhar por cima do ombro é ou nao é?

      • San

        As poses sensuais acrescentam muito ao texto, sim. Ilustram-no bem. Que tipo de mulher é muitíssimo mais comum nas páginas da Playboy?

        Pare de ler besteira e vá trabalhar…

      • Perseu

        ô camarada vc não deveria estar trabalhando????
        saia da internet e vá trabalhar!!

      • Gabriel Cordeiro

        Tem gente que ainda não chegou no século XXI, pelo jeito.
        Nos lugares onde trabalhei e trabalho, não há problema nenhum em usar a internet durante o trabalho.

      • Aline

        Para mim, o incômodo maior é que o sensual/sexual é quase sempre, quase exclusivamente conotado ou denotado na figura feminina. Os textos sobre o racismo que tenho acompanhado são ótimos, mas acho curioso que uma opressão tão bem identificada (aquela imposta aos não-normais) possa esconder outra na rebarba.
        São todas poses que as pessoas fazem, mas é reservada às mulheres a prerrogativa da sexualização. Quando nada mais no contexto está sexualizado, a não ser o corpo feminino, acho que a coisa começa a ficar estranha.

      • John Jr.

        Sinceramente? Colocar uma foto do Homer peladão seria BEM pior…

      • juka

        Se o cara botou imagens de uma mulher é porque ele gosta disso. Ninguém é obrigado a acompanhar o blog. É como o cara que fala mal da Globo e não perde um capítulo da novela. Pessoas são seres sexuais. Se fosse uma mulher fazendo um blog com imagens masculinas será que você reclamaria?

      • Madex

        É “Papo de homem”, né? Não que mulher não seja bem vinda, mas é o mesmo que um homem entrar num “papo de mulher” e reclamar que falam de novela rs

      • Gabriel Cordeiro

        Novela é coisa de mulher?
        Que pensamento machista, hein?
        Obs.: não gosto de novela.

      • liana

        Mulheres como decoração no post todo.
        Nada como falar de racismo e trazer machismo nas rebarbas. Parabéns, só que não.

        Alex, mulheres não precisam ler este texto sobre racismo?
        Por que visualmente está destinado somente aos homens?

        Bonito texto, mas infelizmente, não é destinado a 100% da população. Claramente foi escrito para homens e utilizando de machismo para exemplificar. Por que não escrevo também sobre machismo e utilizo de racismo para exemplificar? Seria lindo, não?

        Claro, a desculpa vai ser que o blog é para homens, e por isso a objetificação e o machismo são “desculpáveis e compreensíveis”. Isso me lembra aquela pesquisa que fizeram em que era impossível saber a diferença entre frases de estupradores das escritas em revistas masculinas.

        http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/revistas-masculinas-usam-o-mesmo-discurso-que-estupradores/

        Meus pêsames pelas imagens, sinceramente.

      • Regina

        Estas fotos não são apropriadas para uma criança. E seria interessante este debate ser levado para crianças.

      • Gabriel Cordeiro

        Foge do assunto e me parece apelativo. Até porque, do que recordo ao assistir Os Simpsons, não era algo comum de se ver no desenho.

      • liana

        E já que são somente posas sensuais, pq não acrescentar também homens em poses sensuais?

        Acabar com o racismo perpetuando machismo está erradíssimo.

      • Thaís Nogueira

        O problema não é colocar imagens sexualizadas, o problema é quando são sempre femininas. A do Naruto por exemplo está o mais simples possível e atendeu seu proposito de ilustrar um exemplo.

    • Luis Roberto Pires

      Paulo, conotações sexuais chamam mais a atenção, e isso é feito com muito bom gosto, PDH continue assim ….

    • http://danillonunes.net/ Danillo Nunes

      Eu ia comentar a mesma coisa, mas aí eu entendi que era exatamente isso que o Alex estava tentando dizer. Os personagens negros são explicitamente negros, portanto os personagens amarelos implicitamente não são negros.

      Mas o que eu mais gostei nesse texto foram os avisos que o Alex colocava a cada três parágrafos dizendo para paramos de procurar culpados, que nem os Simpsons nem a Turma da Mônica precisam se desculpar ou serem defendidos, pois ele já sabe que vai receber um monte de comentários desses. E então eu percebi que o que mais me incomoda quando vejo esse tipo de texto é que eu sei que sempre surgirão esses comentários e a discussão vai para esse lado que não muito produtivo.

    • Rafael.

       Concordo. Não havia necessidade disso, como alias boa parte das imagens colocadas nos textos do pdh são inúteis.

      • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

         E isso é um problema porque mesmo?

      • Elisa Oliveira

        Porque desvia o foco no verdadeiro assunto. Vide esta discussão

      • joselitomatao

        Na verdade, o que desviou o foco não foram as imagens, mas a mente do Paulo, que ficou mais preocupado com as imagens da Marge do que com o próprio texto, haha.

      • http://www.facebook.com/people/Reysi-Pegorini/1398276764 Reysi Pegorini

        Sou daquelas que acha que uma imagem vale mais que mil palavras. Levando em consideração que o Pdh é um portal que a grande maioria dos leitores são homens, afinal é papo de homem né, o que chama mais atenção dos homens além de mulher pelada, cerveja e futebol??? Primeiro incentiva o camarada pra depois eles discutirem racismo, pelos, política, racionalidade humana ou o caralho a quatro. 

      • liana

        Ensinar como combater um preconceito reforçando outro é um perfeito desserviço aos prejudicados. Agora machismo vai ser aceitável se for para aprendermos sobre racismo? Ah, faça-me o favor.

    • Roger Moreira

      Vc tá de sacanagem comigo. Os pentelhos azuis da Marge são impagáveis.

    • http://www.facebook.com/pdcgomes Pedro De Carvalho Gomes

       Aproveito pra fazer uma critica relacionada à imagens no PdH, mas não ao erotismo: o abuso no uso de GIFs animados. Acho a maior parte desnecessária, e atrapalham a leitura do texto.

    • Hueber

      Simpsons, Family Guy e South Park sempre tiveram a participação de pessoas reais: Bill Gates (pele  bem clara), Oscar de La Hoya (pele não tão clara), Barry white (pele mais escura). Então vc pode fazer a ligação, já que o Bill Gates tem a pele clara na vida real, logo presume-se que todos que são amarelos no desenho ou são “brancos” ou são “pardos”. Mas não se pode ter 100% de certeza. Assim como o personagem Carl deve ser “negro”  ou “indiano”.

    • Madex

      E o fato dos não-brancos serem os únicos personagens com cores reais não vai de acordo com o texto do Alex? Pois os “normais” não precisam de identificação?

    • Thaís Nogueira

      Concordo com a parte de sempre ter que hiper sexualizar as imagens femininas. Porra é um desenho, qual a necessidade?

  • Paulo Teixeira

    Alex leio seus textos e fico abismado como você é um tapado.
    Marge Simpson é branca pq todos os personagens brancos tem a mesma cor que ela. Os personagens negros possuem tom de pela negra (Apu por exemplo) ter cabelo ”’pichaim”” não significa ser negro. Você conhece pessoas brancas com cabelo crespo? Se não conhece eu te posso de mostrar várias.E reforço o Paulo Henrique: É desconfortável ler no trabalho.É uma qeustão do conteúdo esperado. Eu nao estou aqui pra ver mulher pelada, PELO MENOS NÂO SEM AVISO. Coloque um NSFW ou algo assim da próxima vez.

  • http://www.facebook.com/people/Erick-Setubal/1240951944 Erick Setubal

      Muito bom pela defesa e condução de raciocínio mas muito fraco pelos argumentos repetidos.

      Qual a cor da Marge Simpson?  Branca, pois existem personagens negros nos Simpsons e pela diferença sei que ela é branca, então imaginar que ela é branca não é racismo é lógica mas, afirmar que ela deveria ser negra por nossos olhos isso é, por falta de termo melhor, auto-estigmatização.
      Ano passado na minha universidade teve a semana da cultura negra os argumentos foram os mesmos utilizados nesse texto (exatamente os mesmos), só que lá com novelas da globo, eu inconveniente como sempre disse: não vejo de forma alguma a cultura negra e o negro em si como cultura de resistência ou estigmatizados pela sociedade e acho que essa imagem é uma auto imagem e que isso é mais confortável do que assumir que o mundo mudou, vem mudando e que agora compete-se em igualdade de possibilidades.  Pois bem vamos a realidade não ao desenho animado: o homem mais influente do mundo é negro (Barak Obama), o quinto homem mais rico do mundo é negro, Beyoncé é negra e esta muito melhor do que a Britney Spears, Will Smith é um dos maiores atores do mundo negro, Will.i.m do Black Eyed Peas é outro exemplo, etc, etc ,etc, jogue no google da para escrever um livro do tamanho da bíblia só com exemplos; vejo uma discrepância lógica entre o discurso e a prática.
      A vantagem de ver-se como estigmatizado é que em algum conflito, competição, discussão, resumindo diversas situações cotidianas, o estigmatizado tem uma vantagem natural pois pode-se dizer que a situação não foi vantajosa para ele porque ele é uma vítima natural da sociedade e merecedor de vantagem por uma herança histórica.
      Naquela situação na minha universidade fiz um desafio as pessoas lá presentes, citei 10 pratos de comidas de origem negras e pedi para que qualquer pessoa citasse 3 pratos tipicamente paulistas, bem ninguém conseguiu ir além do virado paulista, e nós estavamos em São Paulo, muitos de lá são paulistas, agora devia eu como paulista me intitular como cultura de resistência? Seria absurdo para muitos.
     Portanto dizer-se não representado em cada centímetro de cultura que existe e esperar um perfil certo do negro é algo auto-imposto não imposto e eu não aceito isso.

  • http://twitter.com/marcuspessoa Marcus Pessoa

    Essa reflexão a respeito de que os personagens de animes são orientais e não ocidentais foi chocante pra mim. Nunca tinha pensado nisso.

    Ótimo texto, pra variar.

  • http://www.facebook.com/people/Jeison-Guimaraes/100000765313300 Jeison Guimaraes

    Oi alex, gostei muito do seu artigo, mas seria bom se vc mostrasse o outro lado da moeda tbm, eu me considero branco e gosto da minha cor, porém sou contantemente bombardiado por pessoas que dizer que tenho que tomar uma “corzinha”, isso pra mim tbm é racismo, não sei se vc concorda, mas seria bom ter um artigo assim tbm. 

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

       nao, não concordo mesmo. racismo é outra coisa.

  • Sharon Caleffi

    Eu também acho chato isso, Paulo… mas acho que o pdh é “impróprio para o trabalho” por definição. É a vida.

    • Sérgio Ricardo Braga

       Que bom te ver aqui tbem, Sharon.. como esse mundo é pequeno, ashashshhas
      ;)

  • wesley

    concordo com o Pedro. não considerava o cascão como branco também. No entanto, minha visão é que ele era moreno. Muito provavelmente devido a meu contexto familiar onde só existem pessoas de cabelo liso.

  • Marcos Dias Coelho

    Alex, considero seus textos muito interessantes e articulados. Espero sempre o PdH às segundas para ler suas crônicas. Contudo, tenho duas questões tabém baseadas em seus argumentos.

    A primeira é bem simples: O cabelo do cascão é crespo!! Sendo assim, não seria este um sinal diacritico que confere uma característica explicitamente “negra” ao personagem? Tal como nós vemos a Marge Simpson branca, será que vc tá enxergando este personagem dentro da normatividade?

    A segunda é um pouco mais complicada. Quando vc afirma que o racismo existe impregnado na sociedade e que nós agimos cotidianamente alicerçados por valores racistas, como vc explica sua afirmação tranquilizadora ao leitor do PdH, branco de classe média que ele não é racista? Reforçando um pouco o questionamento, em um post seu, não lembro mais qual, há uma sugestão comportamental que enfatiza a canalhice sobre aconselhamento: “seja vc mesmo”. Ou seja, se as pessoas são muitas vezes a expressão dos valores da sua cuktura como explicar que seu leitor que fica na denfensiva não é racista?

    Abraço

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

       eu te diria, em primeiro lugar, que mesmo assim muito pouca gente vê o cascão como negro (apesar de que existem alguns, se vc buscar por aí). e, em segundo lugar, que não faz diferença quem é ou quem não é racista, não faz sentido apontar dedos. temos TODOS nós que crescemos numa sociedade racista nos preocupar em não ter atitudes racistas, em não fazer comentários racistas. ninguém está livre disso. ninguém está acima disso. dane-se quem são os tais míticos racistas.

      • Rafael Perroni

        Eu via ele como sujo… Mas acho que, o cabelo dele ser crespo, realmente me levava a relacionar sua imagem com o de um menino de rua negro ou mulato.

  • renato

    Será que em Angola ou no Zimbabwe o bonequinho do palito não é na consciência de quem o vê  automaticamente negro?

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

       claro, ué.

  • Luis Roberto Pires

    Nunca tinha atentado para esse detalhe, mas sempre imaginei os Simpsons, como uma familia negra. O que acredito, em nada invalida o texto, e, agora me pergunto: ‘Sera que imaginava isso pelos mesmos motivo? pq eles fogem da normalidade/do normativo? , intrigante. Excelente texto. 

  • http://www.facebook.com/gabii.borges Gabriella Borges

    O racismo começa
    quando ~~inveja branca~~ é inveja boa. 

    Ótimo texto, Alex.
    Inclusive, graças às associações infantis que você fez, me veio uma recordação
    da infância. Na pré-escola (há uns 15/16 anos). Se não me engano as
    sextas-feiras tínhamos aula de arte (leia-se: desenhar, pintar, fazer escultura
    de massinha), e para incentivar a socialização, íamos todos para uma enorme
    mesa e no centro dela ficavam os materiais (lápis de cor, apontador, giz de
    cera etc). Como criança tem um conhecimento ainda muito limitado, as cores que
    conhecíamos eram as básicas (vermelho, azul, verde, rosa…) e a distinção que
    fazíamos era no máximo de “me passa o azul escuro” ou “quem tem um marrom mais
    claro?”. Sendo assim, na hora de pedir o “salmão” o que a gente falava? (já que
    ninguém sabia que aquele diabo de cor tinha um nomezinho próprio). Acho que já
    dá pra saber, né? “Me passa o cor de pele”. E isso eram todas as crianças, sem
    exceção. Brancos, amarelos, pretos, coloridos… o baile todo!

    Nesse caso em
    especifico, não acredito que seja questão de preconceito (racismo), mas sim uma
    disposição cultural.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000263625120 Otávio Caetano

    Ainda não percebi o que o texto quer passar… Sempre vi o boneco de palito como um homem, nunca deixei de pensar que os personagens de um anime eram japoneses, nunca vi nenhum personagem dos Simpsons como brancos, já que são amarelos… Inconscientemente é claro que posso associá-los como os brancos do universo do desenho, já que são maioria.

    Só no exemplo da descrição da mulher que eu imaginei uma branca e gostosa… Acho que todo homem branco deve ter pensado nisso, já que é um ideal masculino.

    E a Regra 34 foi totalmente desnecessária e NSFW.

  • http://www.facebook.com/viictor7 Victor Alexandre

    Tem razão, Alex.

    Fomos educados com essa forma de normalidade: Se somos brancos, o normal e ser branco. Porém, se sou negro, logo, o normal pra mim é um personagem negro.

    Ao idealizar um encontro com alguém, se não forem citadas características, certamente irei mentalizar uma pessoa branca.

    Como citei no seu primeiro artigo, pior do que não inserir diferenças é o modo como são inseridas.

    Ex: A turma da mônica ali, digamos que das personagens todas, apenas uma é negra. Isolada. Como meio de 10%. Assim, continua o pensamento de que não seria normal a maioria de negros ao invés de brancos. Claro, não existe culpado.

    Por fim, o normal é aquilo que acreditamos ser. TODOS são normais. Diferentes, mas normais.
    Talvez documentários mostrando culturas Africanas (sem mostrar misérias) poderia começar a mudar esse pensamento. Colocar pessoas negras em comerciais principais de horário nobre…

    To Be Continued…

  • Isa Belli

    Perfeito o texto! Parabéns.. e obrigada.
    Penso que será mesmo dificil nos livrarmos desse tipo de preconceito. É uma questão de psicoadaptação ( Este  fenômeno  tão  atacado  por  Augusto  Cury  está  brevemente  explicado  aqui: http://theacidneverlies.blogspot.com/2007/10/psicoadaptao-augusto-cury.html )
    Nos adaptamos ao branco como regra, assim como nos adaptamos ao preconceito, ao racismo, mas não ao negro.
    Não parece haver saída tão fácil – é necessário desenvolver uma certa contemplação de coisas, situações e pessoas, há necessidade de esforço direcionado para combater essas atrofias emocionais que cultivamos para nos proteger de nós mesmos – do medo da nossa emoção. É preciso ressignificar, ser criativo e sentir algum prazer nisso. Nesse sentido, a sabedoria poética de Henfil:
          É preciso a certeza de que tudo vai mudar;

          É necessário ABRIR OS OLHOS

          e PERCEBER que as coisas boas estão DENTRO de nós:

          onde os sentimentos não precisam de motivos

          nem os desejos de razão.

          O importante é aproveitar o momento e

          aprender sua duração; 

          Pois A VIDA ESTÁ NOS OLHOS DE QUEM SABE VER.

          Se não houve frutos, 

          valeu a beleza das flores.

          Se não houve flores, 

          valeu a sombra das folhas.

          Se não houve folhas, 

          valeu a intenção da semente. 

        

  • Rodrigo Cambiaghi

    Me lembrei de um dilema que eu tinha sempre quando entrei na escola e acredito que alguns aqui também tiveram.

    Quando tinha que colorir desenhos nunca sabia se era melhor deixar a pele dos personagens sem pintar ou usar o lápis “cor-de-pele”, que de cor de pele não tinha nada.

    • http://www.facebook.com/profile.php?id=1066327634 Dani Stark

      Eu pintava de bege. Porque, na minha cabeça, eu sou ‘bege’… Sempre achei aquele ‘cor-de-pele’ um absurdo! Quem é daquela cor?

      • http://danillonunes.net/ Danillo Nunes

        Eu também me via como bege, mas conhecia um ou dois coleguinhas que eram claros o suficiente para eu achar que servia a ‘cor-de-pele’ (que eu insistia em chamar de rosa claro justamente por isso).

      • Um Por Aí.

        Mesmo porque o nome é rosa claro…

      • Lilla

         Eu nunca tive lápis bege, então pintava com sobreposição entre laranja e amarelo para dar um aspecto de bronzeada. Ficava estranho pra caramba,mas eu me identificava muito mais assim.

    • Raquel

      Nunca tinha parado pra pensar nisso, mas eu pintava cada um de uma cor de diferente. Quanto mais colorido ficasse, mais bonito eu achava.

    • joselitomatao

      Tem uma cor chamada ocre pele, que é a que mais e aproxima do tom da pele branca. E sim, essa cor existe em caixas de lápis de cor, isso desde os anos 80, é só não comprar xing-ling.

    • Nathália Borgo

      Eu pintava com aquele amarelo queimado… kkk.. Sei lá que cor era aquela! Acho que inventei um novo tom para os meus desenhos!

  • Anônimo

    Hey man!

    Puta assunto chato da Porra! [porém delicado]

    Não existe desenho mais ordinário na terra do que Simpsons, Cleveland Show e Family Guy….Os caras até deram uma alíviada no visual dos Simpsons, mas em compesação as frases as vezes citadas influenciaram boa parte de uma geração de opniões leviana.

    Abraço!

  • Marcelo Andrade Reviriego Cruz

    Muito bom o texto, porém, fico sempre com a dúvida. Quando precisamos descrever alguém fisicamente, obviamente deveremos dizer sua cor. Deveremos usar preto ou negro? Nos EUA usamos black e não nigger ou negro para descreve-los. Meus amigos pretos há anos atrás se chamavam de preto ou negão. E estávamos felizes. Hoje, com essa onde de idioticamente correto, vejo-os se chamando de negros, até como forma de demonstrarem que devem ser mais respeitados. Pra mim isso tudo é muito esquisito. Parece que cria um distanciamento.

  • Carlos Silva Jr

    Alex Castro, muito bom seu texto. Concordo inteiramente com isso. Mas me veio uma questão à mente? Você fala de características específicas para marcar a alteridade (cor dos olhos, tipo do cabelo, cor da pele) – o que os antropólogos chamam de “sinais diacríticos”. Mas no caso da Turma da Mônica, existe um personagem que possui essa característica que muitas vezes não é percebida (ou pior, é ignorada): o cascão. Seu cabelo, assim como de Marge Simpson, também possui cabelo afro. E aí, como fica nesse caso? Aliás, aí entra outra discussão, que nem se vale a pena discutir aqui, mas que vi em alguns comentários, ao dizer que Marge é branca porque os personagens negros dos Simpsons estão bem especificados: o que significa ser negro? Apenas ter a cor da pele escura? Se for assim, a gente tem uma problemática ainda maior. Parabéns novamente pelo texto.

  • Anabia

    Muito bom o texto, parabéns!

    Fiquei buscando minhas lembranças de infância sobre os desenhos que você apontou.

    Criança não se atenta à intenção dessas “informações sutis” sobre cor da pele em seus desenhos preferidos…
    Na Turma da Mônica, por exemplo, eu pensava em todos eles “brancos” mesmo, a não ser os que estavam pintados de marrom… Só que alguns eram mas pálidos do que outros na minha imaginação. E eu diferenciava isso pela cor dos olhos e cabelo. Os de olhos claros, eram brancos-lagartixa; os de cabelo claro, branquelos. Os de cabelos escuros, eram os tais “brancos brasileiros”, que se bronzeiam ao sol e exibem um dourado na pele que lhes retira o título de branquelo…
    Os Almanacões de Férias eram as oportunidades para concretizarmos nosso entendimento sobre o tom de pele dos personagens… De início, eu tentei pintar suas peles; misturava lápis amarelo, rosa e marrom para chegar a alguma cor que se parecesse com a minha própria pele. Depois, resolvi que todos eles não precisavam dessa pintura e todo mundo passou a ser incolor.
    Quanto ao lápis “cor de pele”, aquilo é uma uma afronta à inteligencia de qualquer criança. De pele, aquilo não tem nada. Só me servia para pintar algodão doce e coelhos.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100003124835444 Venerando Garcia

    Racismo preconceito discriminação são ações que envolve uma complexidade muito vasta de análises, vai depender muito da imaginação de quem está envolvido nestas ações, vejo sempre estas ações como um ato praticado e inciado pelas próprias pessoas envolvidas onde elas são os atores principais o restante são apenas coadjuvantes, nunca vi um branco achar ruim e muito menos se sentir vítima de racismo preconceito discriminação ao ser chamado de “branco”, me lembro a pouco tempo Lula/PT chamou determinado povo de “loiros de olhos azuis” e isto não foi classificado como racismo preconceito e discriminação… muito estranho não é mesmo… 

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=1066327634 Dani Stark

     Cara, provavelmente eu nunca parei pra pensar nisso… A não ser no caso dos animes (que pra mim sempre todos foram japoneses). Mas nunca tinha pensado isso em relação a Turma da Mônica ou aos Simpsons. 
    Mas algumas coisas já me ocorreram, mas ainda não consigo aplicar a todos os ‘campos: A gente vê que, em novelas basicamente todo mundo é branco (embora no Brasil não seja assim). As mexicanas também são dessa forma: todo mundo branco, mas a população lá é composta principalmente por indígenas e seus descendentes. Ou ainda, trazendo pra nossa realidade. Aqui em São Paulo, quando a gente vê um boliviano, imediatamente aperta a bolsa, checa o celular. Porque é normal ser brasileiro, mas boliviano é marginalizado…Tô meio enjoada agora, é normal isso?

  • http://twitter.com/Lukka_ Lucas Vinicio

    Excelente abordagem Alex. Espero ansioso pelo proximo texto.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000104077969 Guilherme Casimiro

    Isso é uma temática extremamente complicada de ser colocada em pauta.

    Cê é macho pra caralho, parabéns pelo texto, Alex!

  • Leandro
  • http://twitter.com/luizagcn Luiza

    Talvez eu esteja no estágio “negação da verdade”, acho sim que existe muito racismo nos desenhos. Mas nos animes sempre achei que eram brancos porque, veja, tem alguns personagens que tem olhos puxados, esse são de fato orientais. Já nos Simpsons raras vezes aparece um personagem de cor marrom (que corresponde ao negro), por isso sempre acreditei que a Marge fosse branca, veja, os Simpsons vem de uma época que permanente no cabelo era moda, o cabelo dela não é determinante na etnia, nem a bunda grande ou sei lá mais o que. Pode ser, como eu disse, que eu não queira ver a realidade, mas sei lá.  Creio  que o racismo esteja nos desenhos porque negros ou outras etnias quase quase não são vistas neles, nem nos comerciais, seriados e etc. Eu sempre brinco que parece que tem uma cota para negros nas mídia, pra disfarçar o racismo colocam 1 negro no comercial mas a todo o resto do pessoal é branco. Mas no meu dia-a-dia sempre dou de cara com mais afro-descendentes do que euro-descendentes, ou seja, a mídia não corresponde a realidade.

    Que nosso padrão de beleza é branco não há dúvida. Japoneses criam lentes e fazem operações para aumentar os olhos, várias pessoas usam lentes que imitam olhos claros, alisam os cabelos, na ásia fazem de tudo pra não pegarem Sol… A questão do cabelo é ainda mais curiosa quando o assunto é racismo, é  interessante  que todo mundo já tem em mente que falar da pele do outro é racismo, mas classificar o cabelo alheio como ‘ruim’ tudo bem. E que tipo de cabelo é considerado ‘ruim’? O afro. 

    O racismo ainda está muito enraizado, e a gente às vezes nem percebe.

    • http://www.facebook.com/caroline.savary Caroline Savary

      Luiza, partilho da mesma opinião que vc em relação a esse negócio de cotas nos comerciais, novelas etc. Politicamente correto, né.

    • http://historinhasdesimportantes.blogspot.com/ Paspalho atômico

      Os desenhos animados assim como os HQ com personagens ‘orientais’ o são assim por causa da categorização cultural /filosófica que afirma os olhos serem ‘o espelho da alma’. Orientais – até mesmos descendentes nisseis ou sanseis nunca olham diretamente para olho da pessoa – apenas para o lado ou para baixo. Olhar diretamente nos olhos na concepção dos japoneses, é uma invasão tão grave quanto um ‘tapinha nas costas’ (algo inconcebível na cultura japonesa, uma coisa comum entre nós) 

  • Marcos Augusto Nunes

    Um problema para ser abordado: como podemos ver, a maioria dos comentários sobre a questão “racismo” é feita por pessoas que se identificam como “normais” e, como tal, “normalmente” tergiversam sobre o assunto. São poucas as “gentes diferenciadas” que se sentem à vontade de comentar algo sobre o tema, talvez até porque não queiram se confrontar com os outros, em sua maioria, “normais”. Há qualquer dado que alude ao fato de que as pessoaas “normais” são aquelas que mais acessam à Internet? Quais sites acessam as pessoas que não são “normais”?

    É óbvio que o Mauricio levou em conta o “mercado”, segundo o qual os
    consumidores de revistinhas seriam, a princípio, “normais”, sendo os que
    “outros” se inserem nessa “normalidade” fugindo ao cogito: “Engraçado,
    sou negro/índio/mulato/etc. e vejo que, no Brasil, somos maioria, mas
    nessa revista que comprei a maioria absoluta é de gente rosada, logo
    deve ser ‘branca’. Por que é assim? Por que eu sou assim?”

    Tem um depoimento do ator Cuba Gooding Jr. (acho que o nome é isso) que, se propondo a papéis X e Y no cinema, após ler roteiros, foi corrigido algumas vezes em razão de que tais papéis pretendidos não eram destinados a negros. Ora, por que não? Não há qualquer indicação no roteiro! É claro que, não havendo indicação no roteiro, é porque o papel se destina a um branco… Está bem claro agora? Ou, na verdade, está mais escuro? Mas se o personagem for pobre, faxineiro, vítima ou agente de violência doméstica, se não estiver especificado no roteiro, ele pode ser branco, mas também negro, pois a pobreza está associada à pele escura, ou aos brancos “fracassados”. Talvez o livro citado tenha levado isso em consideração para surpreender o leitor, ou talvez o autor tenha se desligado, mas o fato dele revelar depois de muito tempo os cabelos ruivos indica boa possibilidade dele querer mostrar, ao leitor, o quanto de apriorismo há em nossa percepção do mundo, apriorismo esse ideologiacamente muito bem plantado em nossas consciências.

    Isso é matéria extensa, como prova o link a seguir;

    http://revistaforum.com.br/idelberavelar/2012/02/27/paulo-henrique-amorim-o-negro-de-alma-branca-e-os-demonios-de-cada-um-de-nos-por-ana-maria-goncalves/

    É claro que temos em mãos uma discussão que não interessa (a quem?) e que, assim “deve” ser descartada liminarmente, ou a golpes de Ali Kamel. Há argumentos “inteligentes”, segundo os quais não devemos avultar essa questão justamente para não trazer à tona algo que “não deve” existir no Brasil, como se, silenciando, o racismo, submerso, simplesmente desapareça.

    • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

      “…o quanto de apriorismo há em nossa percepção do mundo, apriorismo esse ideologiacamente muito bem plantado em nossas consciências”

      Em um nivel muito maior e praticamente global somos todos “racistas” contra os sistemas alternativos a atual sociedade de mercado (lucros infnitos, e consumo desmedido), incluindo todas as cores de pele e niveis sociais. Ou vamos tratar o racismo exclusivamente como questão de “natureza humana” e exclui-lo da questão histórica e social…

  • Thiago Bohns

    Alex, permita-me afirmar que seu texto é muito fraco e superficial.

    Perceba que o conceito de “normalidade”, ao contrário do que você afirma, não deriva de preconceito, de racismo, nem de nenhuma outra teoria da consipiração que você tenta fazer crer que exista. O conceito de “normalidade” relaciona-se apenas e simplesmente com o de “maioria”. 

    Você quase compreendeu isso na segunda parte, quando falou dos animes, que no Japão são vistos como orientais e aqui são vistos como ocidentais, mas seu texto acabou tomando outro rumo.

    Se você desenhar um boneco palito na África, as pessoas vão ver um negro, na Noruega vão ver um loiro, na Bolívia vão ver um Aymara, no Alasca vão ver um esquimó e assim por diante. Isso NÃO É racismo.

    Se você falar “John is a handsome guy” para um grupo de garotas na África do Sul, elas vão imaginar um homem NEGRO. Para que elas imaginem um homem branco bonito, você tem que especificar “John is a handsome white guy”. Isso NÃO é racismo, assim como NÃO é racismo no Brasil você dizer que o Roberto é um CARA bonito e o Simonal é um NEGÃO bonito. Trata-se simplesmente de SUPRIMIR a característica da MAIORIA, que não precisa ser destacada – justamente por ser a mais comum. Você destaca a característica MENOS comum.

    Simples assim: você não diz que o Roberto Carlos é um BRANCO BONITO porque torna-se desnecessário destacar a característica da MAIORIA. Ou você acha que os Sul-Africanos dizem que o Mandela é um “Negro Inteligente”? Negros lá são maioria, então o Mandela é apenas “inteligente”. 

    Aliás, por falar em inteligência… quais serão as profissões dominantes das pessoas que debatem aqui neste espaço? Qual será sua profissão? Qual será a minha? Será que é PRECONCEITO, ou será que “há algo errado com nossa sociedade” no fato de que imaginemos uns aos outros administradores, advogados, profissionais de TI, psicólogos, engenheiros, etc? Causa estranheza a você o fato de eu ser JOGADOR PROFISSIONAL DE FUTEBOL, não causa? Isso é preconceito? Ou simplesmente o fato de a minha profissão exigir mais do corpo do que da cabeça faz com que a maioria tenha uma inteligência mais limitada faz com que você – e todos – talvez justificadamente não espere muito de um atleta?

    Veja ainda o exemplo que você usou sobre a Marggie Simpson: Sim, eu sempre a vi como branca. Eu sou branco e vivo em um país, em um estado e em uma cidade de maioria branca. Mas será que se eu fosse negro eu a veria da mesma forma? E na África, será que as pessoas assim a vêem? Seguramente que NÃO, eles certamente a vêem bela e NEGRA, tão negra quanto eles mesmos são, e você mesmo explicou o porquê: pelo mesmo motivo que os Japoneses vêm seus personagens animes como orientais enquanto nós os vemos como ocidentais.

    Ao referir-se às características de uma pessoa, portanto, em geral se suprimem (e se presumem) as características da maioria, o que torna necessário ressaltar as características de determinada pessoa apenas se ela pertencer a alguma minoria (racial, sexual, portadora de deficiência, etc).

    E o Brasil e os EUA, que você sempre usa como exemplo, são países de maioria branca. Você faz um raciocínio indutivo, partindo deste particular para o geral, e cai em um sofisma, pois essa generalização não é válida: nem todas as realidades são de maioria branca, como seu próprio exemplo dos animes japoneses comprova. 

    Em suma, seu próprio exemplo dos animes é suficiente para provar a incoerência de seu raciocínio.

    Se existe algo de errado com a nossa sociedade (brasileira) e com a norte-americana, por imaginarmos sempre o “boneco palito” branco, então existe algo de errado com a sociedade japonesa, que o imagina amarelo, com a boliviana e peruana, que o imagina andino, com a africana, que o imagina negro, e por aí afora?

    Por favor, deixe de hipocrisia e coitadismo. Procurar chifre em cabeça de cavalo não leva a lugar nenhum, é pura masturbação intelectual. Claro que no Brasil existe racismo, e isso é lamentável e tem que ser combatido.

    Mas é no muita forçação de barra, senão estrelismo mesmo, afirmar que o branco no Brasil se sente “a regra” ou o “normativo”. Ser branco não significa fazer parte de “regra” nem de “normativo” nenhum, ser branco é apenas fazer parte da maioria.

    E isso significa sabe o quê? Absolutamente nada, assim como ser de uma das minorias de negros, índios, amarelos, mestiços, azuis ou roxos com bolinhas verdes. 

    PS. Você leu meu texto me imaginando de chuteiras chutando uma bola, e não de luvas embaixo das traves. Não por preconceito, ou por questões de “regras de normalidade”, mas simplesmente porque apenas 10% dos jogadores são goleiros, como eu. Não há nada de errado nisso, nem com você, nem com o Maurício de Souza, nem com o Futebol Brasileiro, nem com a Sociedade.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

       “Alex, permita-me afirmar que seu texto é muito fraco e superficial.”

      Permito sim.

      “O conceito de “normalidade” relaciona-se apenas e simplesmente com o de “maioria”.”

      Não é assim, não. A terceira parte da série é justamente uma história desse conceito da “normalidade”, que é muito mais recente do que podemos imaginar, que foi inventado recentemente e que também pode ser desmontado, se assim quisermos…

      “Causa estranheza a você o fato de eu ser JOGADOR PROFISSIONAL DE FUTEBOL, não causa? Isso é preconceito?”

      Não, por que causaria? Isso aqui é um fórum livre, deve ter gente de todas as profissões, com exceção apenas das mais humildes.

      “Se existe algo de errado com a nossa sociedade (brasileira) e com a
      norte-americana, por imaginarmos sempre o “boneco palito” branco, então
      existe algo de errado com a sociedade japonesa, que o imagina amarelo,
      com a boliviana e peruana, que o imagina andino, com a africana, que o
      imagina negro, e por aí afora?”

      Eu acho que você está meio confuso. Você parece que concorda com o texto quase que inteiro, mas fala como se discordasse… Quem foi que disse que existe algo de errado em brasileiros e americanos verem o boneco-palito como branco e os asiáticos, como asiático? Claro que não há nada de errado nisso… Como haveria?

      Você leu meu texto me imaginando de chuteiras chutando uma bola, e não
      de luvas embaixo das traves. Não por preconceito, ou por questões de
      “regras de normalidade”, mas simplesmente porque apenas 10% dos
      jogadores são goleiros, como eu. Não há nada de errado nisso, nem com
      você, nem com o Maurício de Souza, nem com o Futebol Brasileiro, nem com
      a Sociedade.

      Eu não formei imagem mental alguma, pq eu não sei nada sobre futebol. Descobri outro dia que existia um time chamado São Paulo.

      Mas, sim, como eu falei no texto, e repeti diversas vezes, ninguém é racista por ter visto a Marge Simpson ou a turma da Mônica sempre como brancos, e não tem nada de errado nisso, assim como não é racista, nem existe nada de errado, com o Mauricio de Souza, etc.

      Você escreveu todo esse seu longo comentário como se tivesse propositalmente ignorado a seção “Um breve aparte tristemente necessário”, que eu só escrevi porque sei, por experiência, que iriam aparecer várias vezes que iriam desler o texto, se considerar atacados ou chamados de racistas, e, então, iriam escrever o que você escreveu.

      Claramente não deu certo.

      • Gabriel

          mais um que acha que esse tipo de texto é pra acusar alguém de ser racista…

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

         as pessoas parece q são treinadas pra pensar em termos binários de mocinhos e bandidos e parecem não entender que, em textos como esses, na realidade que vivemos, as coisas são complexas demais para existirem mocinhos e bandidos….

      • Thiago Bohns

        Sim, mas eu concordo com o texto quase inteiro! 

        Eu só discordo da parte em que você fala que HÁ ALGO DE ERRADO com nossa sociedade no fato de imaginarmos o “boneco palito” sempre branco, com o fato de sua amiga achar o Roberto um CARA BONITO e o Simonal um NEGÃO BONITO, e com o fato de a Turma da Mônica ter uma MAIORIA branca e uma MINORIA composta por um negro, um japonês, um índio, um cadeirante, etc. Expus os motivos da minha discordância, pois, em meu entender, pelas razões que expus, não há nada de errado nisso.

        Como eu falei, no meu entender há uma incongruência entre o fato de você ver algo de errado nisso e o fato de você compreender que japoneses vejam animes como orientais e nós os vejamos como ocidentais.

        Quanto à sua seção “UM APARTE TRISTEMENTE NECESSÁRIO”, eu não a ignorei propositalmente, eu a li, apenas DISCORDEI dela. Não acredito que assim seja, não me senti atingido ou acusado, apenas não acho que, como disseste, TODO MUNDO veja a Marge como branca, conforme expus no meu texto. Da mesma forma que os Japoneses vêm os animes como orientais, acredito que os Africanos (por exemplo) vejam a Marge como negra. Acredito que brasileiros comuns negros de classe média possam ver a Marge como negra.

        Ademais, você já tentou ver a questão por outro ângulo? Se sua EXPERIÊNCIA lhe diz que sempre aparecem VÁRIAS pessoas que se sentem atacadas ou chamadas de racistas, será que INVOLUNTARIAMENTE seu texto não está carregando esses ataques consigo?

        Por fim, você me perguntou “quem disse que é errado ver o boneco palito branco”, ou outra pergunta semelhante – não vou voltar pra olhar as palavras exatas. A resposta está na primeira parte de seu artigo, onde você culpa à sua amiga, a mim, a você, a sociedade inteira; copio suas palavras:

        “Eu acho, isso sim, que ela, e eu, e você, crescemos em uma sociedade profundamente racista e desigual; que essa sociedade nos infectou desde cedo com seus valores e prioridades; e que essa sociedade existe através de nós e fala através de nós, uma sociedade que usa nossos corpos e mentes para se perpetuar através do tempo, e que somos seus cúmplices e possibilitadores mesmo quando discordamos dela.” 

        Quanto ao conceito de normalidade que você abordará na terceira parte do artigo, parece-me que você lida com o assunto como se fosse dono da verdade definitiva acerca do tema – assim como na seção do aparte tristemente necessário, da qual, por eu discordar, você pensou que eu tinha ignorado. Afinal, se você disse, é verdade. Se eu não segui o que está escrito, é porque ignorei: a possibilidade de o leitor discordar do que você escreveu não é considerada por você. Novamente, quanto ao conceito de normalidade, você está adotando a mesma postura.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

         Eu só discordo da parte em que você fala que HÁ ALGO DE ERRADO com nossa
        sociedade no fato de imaginarmos o “boneco palito” sempre branco, com o
        fato de sua amiga achar o Roberto um CARA BONITO e o Simonal um NEGÃO
        BONITO, e com o fato de a Turma da Mônica ter uma MAIORIA branca e uma
        MINORIA composta por um negro, um japonês, um índio, um cadeirante, etc.

        Oi. Eu acho que vc leu errado. Eu não falei nada disso. Não é errado vermos o boneco palito sempre como branco, nem há algo de errado em nossa sociedade porque vemos o boneco palito sempre branco. E nem nesses outros exemplos que vc diz acima. Eu simplesmente não falei isso.

        Eu acho, sim, que a nossa sociedade está toda errada, mas não é porque as pessoas veem o boneco palito como branco. Como eu falei no texto, diversaaas vezes, não há nada mais natural do que vermos o boneco palito sempre como branco…

        Da mesma forma que os Japoneses vêm os animes como orientais, acredito que os Africanos (por exemplo) vejam a Marge como negra.

        CLARO, ué! É exatamente disso q estou falando, ué. Cada povo projeta a SUA norma. Do que você está discordando, meu deus?

        Se sua EXPERIÊNCIA lhe diz que sempre aparecem VÁRIAS pessoas que se
        sentem atacadas ou chamadas de racistas, será que INVOLUNTARIAMENTE seu
        texto não está carregando esses ataques consigo?

        Quando eu digo minha experiencia, eu não quero dizer minha experiencia pessoal, mas minha experiência de ver, pesquisar, estudar, ensinar raça, e ver que sempre, não importa quem esteja falando, não importa quantas vezes a pessoa se repita e diga q nao está acusando ninguem, etc, não importa o quão gentil ela seja, nada disso importa. Muitas vezes sempre vestem a carapuça, acham que o assunto foi um ataque direto a elas, e ficam na defensiva. sempre. nunca falha. nem uma vez. não tem nada a ver com a qualidade ou nao do meu texto…

        Por fim, você me perguntou “quem disse que é errado ver o boneco palito
        branco”, ou outra pergunta semelhante – não vou voltar pra olhar as
        palavras exatas.

        Digo e repito. Não há nada de errado, nem eu disse que há, em brasileiros verem os Simpsons como brancos. Eu repeti isso no texto diversas e diversas vezes, justamente pros leitores não comerem o frango de desleitura que você comeu. Vou citar apenas uma:

        “muitos leitores estão começando a se sentir atacados e defensivos.
        Entenderam que considerar a Marge Simpson branca é um tipo de racismo e,
        como sempre pensaram nela assim, estão achando que eu os chamei de
        racistas. Em suas mentes, já estão se armando contra o texto e
        justificando suas posições. Resista a esses pensamentos, amigo leitor. Nada pode ser mais
        narcisista e egocêntrico do que achar que tudo é sempre com você. Eu sei
        que você não é assim: nem racista, nem narciso. Então, seja forte. Eu
        não estou te acusando de nada. Eu também sempre vi os Simpsons como
        brancos. Eu, você e todo mundo.”

        parece-me que você lida com o assunto como se fosse dono da verdade definitiva acerca do tema

        Não sou o dono, mas aluguei só por essa tarde.

        a possibilidade de o leitor discordar do que você escreveu não é considerada por você.

        Vc realmente deveria ler o texto de novo. Não só eu não des-considero a possibilidade do leitor discordar de mim, como eu já SEI de antemão que vai discordar e já construí o texto dialogando com essas discordâncias que vão surgir… Fica difícil vc me acusar de não considerar as discordâncias….

      • Vitor ife

        Ô chatice da gota. Como vocês são chatos e eu, mazoquista por ler o texto e praticamente todos os comentários com muito interessante, apesar de estar com fome. Pronto, agora me vejo obrigado a comentar para poder ir jantar, vcs são foda, hehehe.
        O Thiago Bohns é o comentaristas mais chato. Mas o título de Chato-Mor vai, naturalmente, para o autor do texto, o Alex Castro.
        Fora essa chatice agradável e desagradável ao mesmo tempo, adorei o texto e sou todo elogios.
        O autor é muito paciente (e chato) para conseguir dialogar com tantos comentaristas opositores.
        Por fim, só para lembrar o Thiago Bohns que afirmou que os brancos são maioria. Por favor, meu caro, essa doeu. Pesquisa do IBGE mostra que OS NEGROS CORRESPONDEM A MAIS DE 50% DA POPULAÇÃO. No período escravista os NEGROS também eram MAIORIA, chegando a mais de 60% da população. Agora vc é obrigado a convir que tem algo de errado aí. Não é pessoal, vei, mas é claro que há algo de errado aí!

      • http://pulse.yahoo.com/_KPBDM67FNFWEFNYIQWXUY7UDWI Helio

        Os africanos veem a Marge como branca? Duvido muito… Vendo todo o conforto e estilo de vida típico de uma família branca rica americana… Eles não a veria como negra. Eles sabem muito bem que os Simpsons não moram no Mississippi.

    • http://twitter.com/jotavic João Victor

      confesso que eu tb imaginei um jogador de futebol atacante, não um goleiro.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

         joao, sem querer ser chato, é q vc foi vitima da pegadinha. conheço goleiros e todo goleiro, apesar de serem tb jogadores de futebol, sempre se apresenta como goleiro. “oi, sou o goleiro do time tal” então, ao quebrar essa regra do costume, e se apresentar como “jogador de futebol”, a idéia era justamente te fazer visualizar um jogador de futebol sem ser goleiro. isso se o cara for goleiro mesmo, claro. mas em suma, vc visualizou isso assim por um unico motivo: pq as informaçoes que ele propositalmente te passou te fizer visualizar assim.

      • Thiago Bohns

        Ué, você conhece goleiros? Achei que você praticamente desconhecia futebol e somente ontem tinha descoberto que existia um clube chamado São Paulo.

        Mas enfim, não foi pegadinha nenhuma, foi apenas uma ilustração: Quando nos referimos a uma minoria, faz-se necessária a ressalva. Por isso os goleiros apresentam-se como tal, não apenas como “jogadores” – eu faço isso no meu dia-a-dia. Tanto não foi pegadinha que eu disse que não havia nada de errado em visualizar um jogador de linha.

    • Samuel Santos

      Cara, por tudo o que vc escreveu, parece que vc se apressou tanto em discordar que nem percebeu que seus argumentos concordam com quase tudo o que o Alex disse.

      É claro que o conceito de normalidade existe em qualquer cultura, de acordo com a raça/característica dominante em cada povo. Foi exatamente isso que ele disse.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

         pois é. o cara avançou tanto do gol naquela ânsia de discordar que acabou não lendo direito e tomou esse frango.

      • Lucas

        haha, frango? o cara destruiu o raciocínio e a conclusão do texto e tomou frango?

        olha esses trechos, eles claramente querem dizer que o normal é ser branco e ponto… acontece que o que o thiago bohns disse é a realidade, é tudo uma questão de maioria… estranho seria uma pessoa que convive com maioria branca imaginar a marge negra

        “A questão é: quais são as forças culturais que nos fazem, eu e você, vermos os Simpsons assim?”

        não é força cultural coisa nenhuma, é uma simples questão de maioria e de que com quem vc convive, e esse é o ponto do thiago

        “Mas é essa própria diferenciação entre os personagens-outros e os
        personagens-normativos que enfatiza e reforça ainda mais a ideia de que
        HÁ uma norma. Sim, existem entre nós negros e índios, nisseis e
        cadeirantes, olha eles aqui ó!, mas tirando essas exceções, o normal é ser branco.

        Cebolinha é salmão e Bart Simpson, amarelo, mas seria impossível para nós não vê-los sempre como brancos.”

      • juka

        Caramba, Lucas. A “cultura” é definida pela “maioria”. Não há contradição alguma entre as duas coisas. Cultura identifica costumes e tradições dentro de um grupo. Diferenciação desnecessária, baseada em nada.

      • Samuel Santos

        está provado que você entende um pouco de futebol, sim

        heheheh

      • Thiago Bohns

        Eu só avanço do gol na hora de cortar cruzamento fraco. E aí não tem frango não.

        Como eu disse na resposta ao seu post, Alex, eu de fato concordo com QUASE todo o seu texto. Discordo da importância que você dá a ele, discordo das RAZÕES que você expõe, discordo da superficialidade com que você aborda o tema. Mas os fatos que você aponta estão aí, concordo com quase tudo sim.

      • Thiago Bohns

        Sim, Samuel, eu disse na minha resposta ao Alex exatamente isso. Eu concordo com QUASE tudo o que ele disse.

        Abraço.

    • Marcos Dias Coelho

      Prezado Thiago
       
      Seus argumentos seriam validos se não tivesse ocorrido os processos históricos conhecidos por modernidade, expansão marítima e colonialismo. Estes fenômenos, que já duram cerca de 500 anos, possibilitaram que os modelos axiomáticos de um grupo étnico – o europeu – se sobrepusesse a muitas outras possibilidades de modelos sociais, raciais, religiosos. políticos e etc. Por razões que nem a história explica (já explicando porque os fenômenos históricos-sociais são caóticos e imprevisíveis) 20% da população mundial – a parte européia – se tornou O EXEMPLO PERFEITO  a ser imitado pela maioria dos restantes 80% da população da terra. Ainda que dentro da própria Europa seus modelos estavissem sendo constantemente quastionados. Os modelos políticos e econômicos, por exemplo, sempre foram causa de convulsão social e politica na Europa.

      Um estudioso indiano chamado Partha Chatterjee relata que quando os ingleses chegaram na Índia no século XVIII, tiveram que usar a força para submeter os povos indiano que viviam nesta região com suas próprias organizações politicas: reinos imperiais e reinos vassalos. Depois da conquista, os conquistadores ensinaram aos líderes indianos que as organizações políticas européias eram maravilhosas e que se eles quissessem manter o poder deveriam adotar o modelo ocidental. Quando ocorreu o processo de independencia (já em 1947, cerca de 200 anos depois), os próprios lideres políticos indianos acreditavam que os ingleses haviam lhes ensinado as formas mais normais de governância política. Desta forma, tais políticos optaram pela nacionalização da Índia. Ou seja, o nacionalismo foi imposto como o melhor, ou como o modelo mais normal, de organização estatal. Coisa que no Brasil não é diferente. Tem um bocado de nacionalista tupiniquim que nem sabe porque isso é assim…

      Esse exemplo específico da Índia ilustra como um valor etnocêntrico pode ser disseminado como o valor mais NORMAL! A normalidade, meu caro, nada mais é que a “radical cristalização de preconceitos”, ou seja, conceitos pré-concebidos.

      Na Grécia classica, a norma das relações sexo-afetivas, estavam alicerçadas no amor entre homens. Os caras não eram frutinhas não, eram HOMENS!! Hoje a norma mudou e é heteronormativa. O padrão de beleza no início da modernidade era da gordinha, hoje da anorexa. Da mesma forma, o padrão de modelo racial foi expandido nestes processos históricos. Se vc chegar na África do Sul e em Moçambique, vai notar um significativo numero de mulheres pondo extensões no cabelo para parecerem liso, igual ao padrão branco.

      Mas é também de Moçambique que vem uma boa sugestão. Em Maputo, Moçambique, descrever uma mulher pode ser bastante impreciso a depender da classe social onde haja essa descrição. Isso porque há muitas brancas moçambicanas nas camadas mais abastadas da sociedade. O cuidado da descrição nestas relações em Maputo é salutar para nos ensinar como nos comportar nas descrição e concepções sobre as pessoas.

      È sempre saudável descrever uma pessoa com adjetivos que elevem certas características dessa pessoa. Sabemos que no Brasil, chamar alguém de negro pode está eivado do racismo depreciativo mais agressivo, como no caso da mulher alagoana que agrediu e despachante no aeroporto quando ela perdeu o voo para lua de mel em Bariloche. Por isso quando alguém descrever: é uma mestranda da PUC, muito bonita, pense que ela pode ser negra, branca ou asiática (no caso de SP). Caso queira maiores detalhes, cabe a pergunta: ela é branca, negra ou asiática? Ou seja, problematize seus estereótipos. Não aceite aquilo que lhe impuseram como forma “normal” de pensar. Lembre-se que esse tipo de normalidade resultou em uma hecatombe humana no meado do século XX.

      PS: Os EUA tem maioria branca. O Brasil é o segundo país, incluindo os países africanos, de maior população negra no mundo. O numero de negros aqui só é menor que o da Nigéria. No Brasil, os percetuais entre negros e brancos são 50% X 50%, em estátisticas modestas. O problema é a forma de classificar quem é ou não negro neste país. Se optassemos por usar os critérios dos EUA – one drop blood – acredito que este número aumentaria uns 20 pontos. Mas aí já é outra discussão.

      Um abraço

      • Thiago Bohns

        Uma bela narrativa de fatos históricos, mas o que têm a ver com o foco do debate?

      • Eduardo

        Porque incluir os pardos como negros? Só pra “melhorar” as estatísticas?

      • Madex

        Por que o texto fala que os brancos são a norma, então os pardos, assim como os negros, são não brancos.

      • Rodrigo

        Este é um texto extremamente falacioso.O que seria estatística modesta? Será que ela varia de acordo com o freguês? O censo demográfico de 2010 aponta que são
        negros 6,3% dos brasileiros; autodeclaram-se “pardos” 43,2%; dizem-se
        brancos 49,9%; os índios são 0,4%, e os amarelos, 0,5%.De onde tiram esses dados? Se somarmos negros e pardos são 49,5%. Agora alguém me explique por que uma gota de sangue negro o torna um negro completo? Qualquer um que conheça nossas áreas litorâneas sabe que o fenótipo da maioria das pessoas miscigenadas  apresenta-se escurecido pelo simples fator da exposição ao sol e isso é valorizado e muitas vezes buscado. Mas alguns manipulam números e desejam manter uma tensão constante na sociedade. O Thiago Bohns foi muito feliz em seus argumentos e não foi refutado, apenas tergiversam.

    • http://www.facebook.com/herbert.bahia Herbert Santos

      Vivi quase toda a vida em Salvador, sou negro, em minha familia todos tem a pele escura. Todos os lugares onde estudei e morei até os 17 anos, a maioria sempre era negra. 

      Sempre imaginei Marge Simpson branca e ao ver o desenho do homem-palito sempre imagino um homem branco. Descrevo às minhas namoradas como negras lindas ou “morenas” divinas.
       Tenho orgulho da minha negritude, e ainda assim vejo o brasileiro branco como o normal. 

      • Thiago Bohns

        Talvez pelo fato de você viver em um país de maioria branca. Talvez por você viver em uma cultura predominantemente branca (e aí sim, concordo, pode haver um tanto de racismo), talvez por você eventualmente ser uma exceção à regra…

        Antropologia não é ciência exata.

      • http://www.facebook.com/caiofernandoxp Caio Xavier

        Acho que o exemplo dos simpsons não é muito bom, tendo em vista que se trata de uma familia típica americana e inclusive ter personagens de outras etnias claramente demarcados (exemplo o Abu, que é indiano ou o Carl, que é negro). Obviamente todo mundo vai ver os personagens amarelos como brancos.

    • Ana

      Maioria branca no Brasil? Vivemos no mesmo país? 

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000263625120 Otávio Caetano

        Pra um gaúcho/catarinense a maioria é branca.

    • Van.

      Brasil de maioria branca? Qual Brasil? Oi?

    • http://pulse.yahoo.com/_KPBDM67FNFWEFNYIQWXUY7UDWI Helio

      ”Mas é no muita forçação de barra, senão estrelismo mesmo, afirmar que o branco no Brasil se sente “a regra” ou o “normativo”. Ser branco não significa fazer parte de “regra” nem de “normativo” nenhum, ser branco é apenas fazer parte da maioria.” Se ser branco não é ser a regra, porque as propagandas não foge a regra? Por que as empregadas das novelas não foge a regra? O padrão é uma regra.

    • David Costa

      Ótimos argumentos, só tem um pequeno erro em seu texto, desde quando os brancos são a maioria da população brasileira ? Meu caro, pardos e negros são 51 % da população tupiniquim, não queira embranquecer o país mais africano fora da Africa, aliás no Brasil tem mais negros que vários países da Africa, então não são bem os negros a minoria no Brasil .

    • http://twitter.com/Carlitos1973 Carlitos Maldonado

      Perfeito!!! Aliás, permita-me… vindo do autor do texto mais racista que eu já li (na verdade assisti em um vídeo no youtube), “Esse Assunto Não é Sobre Você”, não se poderia esperar nada além da mesma merda racista… O único sinal de racismo, ou preconceito, vem do autor desses textos imundos, senhor Alex Castro.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        que video é esse??

    • Tom Martins

      Bravo, Thiago Bohns! Preocupa-me o rumo que as discussões sobre racismo acabam tomando. Elas nos dividem, sectarizam, criam ressentimentos. Essa estratégia é usada inclusive quando se trata de gays, ou melhor, da população LGBTTFHYZPQP. O mote são cotas, direitos especiais, políticas de afirmação. “Divida para conquistar”. Estão levando a sério a estratégia. Seu comentário, com simplicidade e elegância, colocou em panos claros essa questão, que costumava andar em negras nuvens hehehe

      • Thiago Damasceno

        “colocou em panos claros(…)”

        Pelo contrário, vocês dois estão sambando o mesmo samba do crioulo
        doido … A sectarização que você diz haver é a discussão dos temas tabus que te incomodam e que você e mais outros Bohns preferem que nunca sejam discutidos, afinal de contas, é mais fácil fingir que está tudo bem do que admitir que existem pessoas no Brasil que são consideradas cidadãos de segunda classe, pela aceitação tácita do governo e da maioria.

    • http://www.facebook.com/jurandir.pacheco Jurandir Pacheco

      Sou negro, de Salvador, a cidade com mais negros fora da África. Aqui, a população negra representa 80%, e ainda assim, eu imagino o branco como “padrão”. Mesmo aqui, os anúncios de roupas de marca, carros e até de condomínios são com pessoas ou famílias inteiramente brancas, a não ser, é claro, quando é anúncio de um conjunto habitacional do governo etc.

      Quando tem um negro, é UM negro, para “não ficar faltando”, o resto é “padrão europeu”, como pouco se vê pelas ruas daqui.

      Não é questão de maioria, meu caro. É questão de quem domina a sociedade. Na África do Sul, a maioria é negra, mas os brancos, descendentes dos europeus responsáveis pela destruição da região, dominam as riquezas, e lá, ainda assim, o padrão é o “branco”.

      Sempre estudei em colégios particulares, quando não fui o único negro fui um dos dois, no máximo três. E sempre fui obrigado a pintar meus desenhos com “cor-de-pele” (leia-se bege), e aceitar o branco como indivíduo padrão.

      Na Ásia, negros não são minorias, eles são quase inexistentes. Na China, Japão, negro não é considerado cidadão, e sim visitante, turista, ou trabalhador estrangeiro. O mesmo acontece com o branco. Por isso o normal lá é ter olho puxado, baixa estatura e cor amarela.

      Quando você parte pra uma sociedade que IGNORA sua pluralidade, isso pode ser considerado como racismo acomodado. As pessoas sabem que é uma ideologia atrasada, mas tem preguiça de mudar. Os negros no Brasil não são tão poucos assim, a diferença é de menos de 10 por cento.

      Eu sempre li Turma da Mônica, mas sempre me identifiquei com Cebolinha, aí compro uma revistinha em que aparecem personagens negros e eles se tornam minhas únicas opções num grupo de discussão entre crianças: “mas você só pode ser esses”. Esse é o tipo de coisa que me irrita.

      Para não falar na televisão. Quantos atores negros há na Globo fazendo papéis importantes? Lázaro Ramos, Taís Araújo, Milton Gonçalves e Camila Pitanga, a única mulata. 3 Negros. Sabe quantos atores a Globo tem? Sabe quantos negros assistem à Globo?

      • Wel Carvalho.

        Tbm sou de Salvador, Jurandir. Sei do que está falando e concordo plenamente.

      • Regina

        Estive na China em maio de 2013 e notei que uma grande parte dos anúncios de revistas e outdoors principalmente de marcas caras as modelos eram ocidentais e loiras.

    • http://twitter.com/Tassio_nl Tássio_Ramos

      Eu não li seu comentário inteiro, mas faz tempo que o Brasil deixou de ser de maioria Branco.

    • Leandro Benincá

      Meu querido Thiago, segura meu like aí, campeão! (Y)

      O Alex há tempos vem nesse tipo de linha textual que você chama de masturbação intelectual. “Coitadismo” não leva ao fim do racismo, só o aumenta e alimenta.

      E o seu PS foi o toque de mestre. Touché!

      Um abraço, de um desconhecido que concordou com você!

  • William

    Muito bom o texto Alex. Qtos herois negros existem nos desenhos? O racismo existe e sempre existira, ele pode estar mais camuflado hj em dia, mas continua ai em nossas vidas. Abraços.

  • Isa Belli

    Quanto tempo leva para que o comentário seja publicado?! Já escrevi 3 x e até agora nada…. rs.
    Ótimo texto, Alex, perfeito!

  • Marcos

    O exemplo dado (A cor do faxineiro) também é uma forma de preconceito, já que cabelo ruivo é associado a irlandês,  que tem “fama” mau-carater. Ou seja, o buraco lá é mais embaixo ainda.

  • FIDEGA

    O ESCURO É A AUSÊNCIA DE LUZ.

  • Sérgio Ricardo Braga

    “O mundo não é assim porque alguém decidiu que seria. O mundo é assim
    porque ele foi se criando assim através da interação de bilhões de
    pessoas ao longo de incontáveis séculos.”

    Faz um tempo que desejo resumir a luta de classes dessa maneira como fez. O máximo que consegui foi “Não é o sistema que corrompe as pessoas, mas as pessoas que corrompem o sistema”.

    Parabéns pelo texto Alex. ;)

  • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

    Eu sempre associei Os Simpsons como alguma coisa não saudável, tipo doença hepática sei lá….mas nesse caso nunca imaginei-os negros porque existem outros personagens que são negros.

    Mas esse principio não pode ser aplicado dentro do próprio exemplo??  Se você observa um desenho ou mangá com esse traços, a primeiro coisa que você vai pensar é: Desenho Japonês! Mesmo que esse desenho tenha sido feito por um brasileiro no Brasil, correto?

    Gostei do texto e acredito que esse tipo de avaliação deve ser ampliado para outros assuntos, não somente de racismo. Pois não é muito minha certeza que  ”O mundo não é assim porque alguém decidiu que seria. O mundo é assim porque ele foi se criando assim através da interação de bilhões de pessoas ao longo de incontáveis séculos.”

    A normalidade criada ao longo de incontáveis séculos tem seu grau de causalidade, mas carrega em si uma grande participação de escolhas de indivíduos ou grupos. E em minha opinião é muitíssimo comum colorirmos nossos bonecos palitos conforme a normalidade que nos pertence.
    É possível falar de qualquer outro assunto sem falar de normalidade?  

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      “E em minha opinião é muitíssimo comum colorirmos nossos bonecos palitos conforme a normalidade que nos pertence.”

      claro.

  • Vmarxx

    o Mauricio de Souza não é negroide??

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      pergunta um: como vou saber?
      pergunta dois: e daí? isso é importante p/vc? pq?

    • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

      Ele é mestiço, tal qual sua filha que inspirou a personagem que protagoniza a turma da mônica. A mulher tem exatamente as características da personagem, mas a pele é mais escura. E sim, o maurício tem uma puta cara de colombiano.

      Um fanático anti-racismo e chegado em teorias de conspiração poderia acusá-lo de racista por representar sua própria filha com outra cor, mas não poderia ser esta representação diferenciada somente uma forma de proteger a imagem de sua prole?

  • Kaleoguaraty

    Ser branco é “normal”? Não, é ser da maioria. Isso é racismo? Não, ninguém qualificou raças. Precisava de um texto pra isso? Não, só de uma frase.

  • Washington

     Texto muito interessante, juro que pensei que ia dar outro
    motivo sobre os personagens de animes serem brancos, mas vejo que se informou
    primeiro, muito bom.

     

    Como você mesmo disse, o artigo esta entrando no cerne de
    algo, que esta além todos nós. Pelo rumo que esta dando aos seus artigos, estou
    supondo que em algum momento vai nos mostras onde surgiu o conceito de
    normalidade e se é possível desconstruí-lo. Ai pergunto, vale à pena? E se vale,
    é realmente possível?

     

    Esse conceito que virou pratica foi herdado nas práticas
    médicas, judiciárias e institucionais, e é até recente se levarmos em conta a
    historia da humanidade, mais vou deixar isso para seu próximo artigo.

     

    Se o normal marca a existência de algo como ideal e nos mostra
    aqueles que estão fora da curva, o desvio deve ser ajustado. Isso vale para as
    etnias, crenças, sexo? Não deveria, mas é o que acontece.

     

    Juro que estou muito curioso em saber como vai finalizar
    essa série e qual será sua opinião, para resolver essas questões, porque minhas
    perguntas acima não são para provocar, gostaria realmente de saber.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

       já adianto que não tenho nenhuma sugestão ou opinião sobre como resolver nada.

      • Thiago Bohns

        Está vendo? Aqui mais uma vez você está deixando claro que tudo isso pra você está “errado”. 

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

         cara, eu não estou dizendo que nada está errado e, por isso, não estou oferecendo soluções para nada. estou confiando a desconfiar seriamente que você está completamente alucinado, enfiando palavras desesperadamente na minha boca. o texto deixa bem claro que ele não está apontando o dedo pra ninguém ou pra nada e dizendo “vc está errado, isso está errado”, eu já falei isso pra você com todas as letras aqui. se você continua querendo criar esse conflito/debate onde não ele existe, eu vou ser obrigado a te deixar falando sozinho. abraços.

  • http://www.facebook.com/holicsam Samanta Camilo

    A Marge é amarela =/ e tem 4 dedos….e cabelo azul o/ pelo amor dos deuses!
    Achei o post muito tendencioso meo =/ sério. Os japoneses criam seus personagens ocidentais por motivos comerciais cara =/. Achei o comentário sobre o personagem negro da turma da mônica desnecessário =/ daqui a pouco vão estabelecer cota de negro pra criações tb….racismo é uma piada de mal gosto…somos todos da mesma raça cara…respeito a diversidade =/ ela é bela em si.

    • http://www.facebook.com/people/Daniel-Bezerra/1387940478 Daniel Bezerra

      É o clássico: “Respeito a diversidade, desde que de pessoas de pele claríssima e cabelos preferencialmente lisos sejam a maioria e/ou o destaque, porque é o normal né gente, é o que vende, né?” Já parou pra pensar da onde veio esses “motivos comerciais”? 

  • http://incelencamalditadopavor.blogspot.com/ Thiago Bastos Zucarini

    Esse texto só me fez lembrar da 1ª série, quando estava pintando e vi uma cor que não conhecia (era o bege), então cheguei na professora: “Tia, que cor é essa?” “essa é a ‘cor-de-pele’, menino!”.

  • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

    Texto excepcional, masa muito fácil de ser mal interpretado -apesar da gigante ressalva em destaque.

    Interessante o questionamento sobre racismo. Uma questão polêmica e compléxa para se discorrer sobre. Infelizmente não é um tópico que me apetece. É repetido demais e 90% ou mais de quem debate sobre acaba tomando as dores do questionamento, se sentindo atacado ou ofendido ou ambos, levando a ciclos e mais ciclos de agressões improdutivas.

    Pessoalmente, não vejo nada de errado em discriminar minorias em função de maiorias. Sejam estes negros, amarelos, mulatos ou testemunhas de jeová. Da mesma forma não acho errado que as minorias se sintam atacadas por isto e tentem mudar a situação em que se encontram. É um processo perfeitamente natural, a meu ver. Não acredito em igualdade e nem em justiça propriamente ditos, mas sim em facilitação de convivência, aprendizado e amadurecimento como sociedade.

    Aliás, sempre que alguém me fala de racismo me vem àquela frase altamente difundida naqueles “perfis motivacionais” de redes sociais que segue mais ou menos assim:

    “O racismo vai acabar quando pararem de falar a respeito.”

    Não sei quem a escreveu (como todas as citações viralizadas por internet, há quem acredite que foi o Arnaldo Jabor ou a Clarice Lispector ou até mesmo Einstein, mas eu, tal qual o Lula, não sei de nada), mas acho válido. Ou não.

  • Anônimo

    Parabéns Alex, ótima visão … engraçado que personagens rotulados (o cadeirante, a deficiente visual, astronauta) são brancos também, ou seja, é como se a cor da pele (diferente da branca no caso dos ocidentais) fosse uma característica secundária equiparando-se a uma profissão ou condição física …

    Características do homem palito : cabeção, corpo feito de linhas e branco. (ponto) depois disso vem todas as outras, incluindo a cor da pele ou o time pra que torce … como se todos nascessem brancos e tivessem que ser pintados de negros pra adquirir tal característica …

    acho que pra diminuir essa diferença normativa, os ícones da cultura popular que são mais digeridos pela sociedade, deveriam sim ser negros, sem aquela apelação de Power Ranger, que colocam um Ranger Negro só pra cumprir a cota …

    Exemplo perfeito, e não sei se você conhece, é o do Afro Samurai (é, o título condena rsrs), uma produção oriental primorosa, trabalho belíssimo com enredo e uma arte visual de encher os olhos … a temática é uma mistura de Bronx com samurais da era Tokugawa, mas a parte interessante é que o cara é Fodasso, não por ser Negro, mas por ser Samurai … claro que o conceito pre-estabelecido torna essa fato um pouco mais interessante, mas o que vale mesmo é a iniciativa de valorizar o choque cultural e mostrar que no inicio trata-se apenas de pessoas …

    Produções assim tem que proliferar, de forma natural e não como ação afirmativa … racismo ao contrário.

    Ah, o Samuel L Jackson é quem fala por ele !

    http://www.youtube.com/watch?v=F24kuLsciQY  

  • Mario

    Respeito e espaço se conquista com os atos de cada um , fazendo coisas que os outros possam te admirar, não se impõe só por cor raça , ou opção sexual.

    Sou contra essa tentativa de forçarem a barra pra favorecerem mulheres , negros , indios , homossexuais… Só porque tem pouco deles na midia , nas empresas , nas revistinhas em quadrinhos…

    Você esqueceu de citar por exemplo que existe uma revistinha do Mauricio de sousa com o Ronaldinho gaucho de personagem principal e na revistinha ele é negro.

    Quando pessoas de uma raça , credo , ou opção sexual fazem coisas admiráveis aos olhos da sociedade evidentemente ela será melhor vista , será reconhecida e admirada.

    O homem branco saiu na frente por ter dominado tecnologias superiores a dos outros povos, dessa forma eles procuraram exercer domínio sobre estes povos , e evidentemente eles impuseram a cultura deles a estes povos.

    Se vermos hoje a tendencia é de que a China exerça um novo dominio cultural sobre o mundo , como ja vem ocorrendo , já que a China conquistou seu espaço e caminha para ser a maior potencia mundial.

    Porque os negros , indios , mulheres … tem problemas pra se afirmar na sociedade? É culpa dos outros?

    É claro que não , não podemos sempre usar essas justificativas , até porque ta cheio de afrodescendentes, indios e mulheres , que venceram na vida sem a piedade de ninguem e sem nenhuma lei ou forçassão de barra .

    Racismo existe ? Sim, até que o negro vá mostre seu valor e mostre que não precisa de ajuda de ninguém pra ser alguem admirável.  
     

    • Gabriel

       excelente o seu raciocínio! vamos resumí-lo em poucas palavras: o racismo existe pq os negros são incapazes! pronto, problema resolvido… o dia q eles forem capazes o racismo acaba, até lá deixemos este assunto de lado, né?!

      sinceramente alex, não sei como vc consegue continuar dps de ler comentários como esse…

    • Thiago Damasceno

      Seu raciocínio é no mínimo maquiavélico … Quer dizer que, até que um gay ou um negro mostre o seu valor (o que quer que isso signifique), é normal e desejável que eles sejam marginalizados?
      É óbvio que não, sabe porque? Porque ninguém é só branco, gay, mulher … Os avanços dos brancos europeus com certeza não significam avanços dos brancos brasileiros … Tribalismo explica bastante coisa quando a gente se comporta feito bicho, mas acho que a gente consegue ser melhor.

  • Samuel Santos

    Parabéns e obrigado, Alex.
    É muito bom ver vc aqui no PdH elevando o nível das discussões.

    Quando um personagem de desenho/história em quadrinhos é pintado de marrom escuro, fica clara a intenção do desenhista em demonstrá-lo como membro da raça negra. A mesma coisa não acontece quando outro personagem é pintado com uma cor próxima à cor de pele dos “brancos”?

    Acho que isso acontece no caso da Turma da Mônica.

    Acho que no caso dos Simpsons, o exemplo é mais forte, pois eles tem uma cor de pele muito distante de qualquer raça existente. Mas aí, pensando nesse caso, confesso que não fica clara pra mim a diferença entre os conceitos de “normalidade” e de “maioria”. A mim parece natural que imaginemos que os Simpsons são brancos, pois a maioria dos personagens tem a mesma cor de pele e eles moram nos EUA, onde sabemos que a maioria é branca (podemos até chamar de “caucasianos”). Então me parece uma conclusão lógica que adotamos de acordo com nosso conhecimento geográfico/populacional regional. Se eu soubesse que os Simpsons moram/nasceram na África, certamente imaginaria que são negros. Mas aí ficaria confuso com a existência de alguns personagens pintados de marrom escuro.

    Aguardarei a terceira parte do texto, onde você disse que explicará a diferença entre ambos os conceitos.

    abraço!

  • Feminista

    Por que todas as mulheres que você apresenta no artigo estão em poses sensualizantes, Alex? E uma matéria sobre machismo, você nunca vai fazer? Ah não né, o nome do blog é “papo de homem”, machismo é permitido.

  • Nfs539

    Alex 
    A memória do inconsciente coletivo explica.
    Quem tem experiencia de viver com outros povos e pára pra pensar sente bem isso. E é curioso notar como em países que nunca tiveram a experiencia da escravidão, determinadas coisas passam desapercebidas. Como por exemplo o fato citado do faxineiro. Tenho certeza que num país escandinavo as reações seriam bem outras porque lá as atitudes e as abordagens são outras. Ninguém é diminuído porque é faxineiro. Porque lá essas funções nunca foram exercidas por escravos negros e nem brancos.
    É simplesmente um trabalho como outro qualquer.
    Também não concordo quando vc fala que nos desenhos japoneses os personagens são japoneses. São ocidentais e brancos por que os olhos são enormes. Quando são orientais os olhos são normais, ou seja, menores. Nós tb quando desenhamos orientais tb os fazemos com os olhos onde aparece somente um traço. O inconsciente determina isso como forma de enfatizar a mensagem a ser passada.
    Os descendentes da diáspora negra por terem recebido uma lavagem cerebral acachapante nem se dão conta quando alisam o cabelo ou o pintam de louro, que estão idealizando esse “normal”. Quando o “normal” seria usarem a suas belas carapinhas como elas são:  belas e diferentes.  

  • André

    Os personagens japoneses tem pele branca, creme ou salmão, olhos não-puxados (as vezes arregalados), cabelos loiros, nariz arrebitado. Se são vistos como asiáticos então tá todo mundo doido por lá.
    Os personagens dos Simpsons que são negros tem a cor da pele alterada de amarelo para marrom, por isso a Marge que é amarela não pode ser negra.

  • marcella

    oi, alex! que texto legal!penso
    nessas situações cotidianas de descrever alguém (como vc disse na
    situação do jantar). comigo aconteceu recentemente ao descrever um amigo
    para outro. “sabe, aquele, bem alto, moreno, cabelo enrolado, usa
    óculos, super talentoso, trabalha na empresa a anos!” (e nada da pessoa
    sacar) “ele é gay” (aaah! agora sim!).a conversa acabou e fiquei
    pensando por qual adjetivo meu amigo seria identificado por um estranho
    caso ele não fosse gay (pô, eu tinha falado vários). por qual adjetivo
    eu seria reconhecida se não fosse “japonesa” apesar de ser mestiça e
    brasileira. é esse estranhamento de estar em outros aquários. numa
    balada gay, certamente meu amigo seria reconhecido por outra coisa. eu
    tb seria se estivesse andando no bairro da Liberdade em sp.na
    real, o problema da coisa toda não é o adjetivo. de fato ele é gay, eu
    tenho mãe japonesa e, nesses dois casos, são características bem óbvias e
    simples de serem entendidas. o problema é a nossa mania de preferir a
    superfície. pq é mais fácil, dá menos trabalho e a gente tem preguiça. e
    tb morremos de medo (e de orgulho) de mudar de opinião.hoje, a
    mídia no nosso país ainda é branca. daí os personagens de histórias em
    quadrinhos, a novela, os filmes nacionais… eu tenho fé que um dia as
    coisas serão mais iguais e os grandes formadores de opinião vão ter as
    mais diferentes origens. até lá a gente vai refletindo, modificando e
    lutando pra que esse medo do diferente deixe de se transformar em
    violência para se transformar em respeito, cultura e entendimento.quero a continuação! :)

  • http://www.facebook.com/people/Daniel-Bezerra/1387940478 Daniel Bezerra

    Turma da Mônica fez parte da minha infância e eu costumava ficar chateado com o fato de não ter ninguém fisicamente parecido para imitar nas brincadeiras, me sobrava sempre o Jeremias ou o Cascão por ser um dos poucos com cabelo crespo, eu acho. Essa história do lápis cor de pele eu eliminei da minha vida aos 10 anos, passei a pintar de marrom e amarelo ocre, porque eram as verdadeiras cores de pele que eu via ao meu redor. Quanto aos animes e mangá, eu gostava muito de Dragon Ball Z e achava super estranho o fato de que os heróis principais precisavam invocar o espírito guerreiro louro dos olhos azuis pra derrotar os inimigos. É difícil crescer sem referências que se pareçam com você fisicamente. Se fizessem comigo aquele teste da boneca loira e da boneca negra comigo naquela época o resultado seria o mesmo que os vídeos do youtube mostram. Felizmente já existem esses textos como esses do Alex disponíveis pra fazer as pessoas refletirem um pouco. Recomendo e sempre divido links, o que presta tem que ser compartilhado e discutido!.

    • http://www.facebook.com/caroline.savary Caroline Savary

      Pior eu, que cresci assistindo a Xuxa. O sonho de toda menina era ser paquita da Xuxa. Eu nunca pude me imaginar ali no palco porque ela sempre deixava bem claro que a garota tinha que ser loirinha. Aff!

      • Thiago Bohns

        E o povo idolatrando aquela racista idiota só porque a Globo enfia goela abaixo…

  • Eduardo

    Carl é negro, Apu é indiano, Marge é branca (Wikipedia: The Simpsons are a typical family who live in a fictional “Middle American” town of Springfield.)
    Sei que em nenhum momento do artigo tu falou que é errado associar o normal com branco, mas ao levantar essa questão, dá a entender que discorda (ou pelo menos não entende o motivo).E não há nada de errado em pensar que o normal é branco, e não é por eu ser branco. Somente uns 5% são negros no Brasil, seria como eu pensar que todos ao meu redor são ateus (também uns 5%). Eu sou ateu, mas penso nos outros como católicos (já que é o normal no Brasil). Na África do Sul 10% da população é branca, mas penso sempre em sul-africanos negros.E eu nunca vi alguém achar que personagem de anime é ocidental. Aqui até rimos sobre japonês ser complexado com os olhos puxados e sempre se desenhar com olhos “arregalados”.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

       Não, não há nada de errado em associar o normal ao branco. Eu falo isso no texto diversas vezes.

  • http://www.facebook.com/caroline.savary Caroline Savary

    Mas de onde vc tirou a idéia de que nosso país é de maioria branca????

  • http://www.facebook.com/caroline.savary Caroline Savary

     Boa!
    Percebam que no Brasil é “normal” pensar que a maioria da população é branca. Mas também não poderia ser diferente uma vez que nos canais de televisão, revistas, etc é só eles que vemos. Alguém comentou sobre o lápis “cor de pele”. Cor da pele de quem?

  • Thiago Bohns

    Alex, você disse:

    “Oi. Eu acho que vc leu errado. Eu não falei nada disso. Não é errado vermos o boneco palito sempre como branco, nem há algo de errado em nossa sociedade porque vemos o boneco palito sempre branco. E nem nesses outros exemplos que vc diz acima. Eu simplesmente não falei isso.

    Eu acho, sim, que a nossa sociedade está toda errada, mas não é porque as pessoas veem o boneco palito como branco. Como eu falei no texto, diversaaas vezes, não há nada mais natural do que vermos o boneco palito sempre como branco…”A mim me parece que, se você achasse normal, natural e correto os comentários da sua amiga sobre Roberto Carlos e Simonal, se você achasse normais as formas como vemos os bonecos palitos e a Marge Simpson sempre branca, se você achasse normal, natural e correto que a “regra” dos personagens de Maurício de Souza fosse uma Turma da Mônica branca e sadia, com os negros e os índios encontrando-se na categoria de “minorias incluídas” junto com cadeirantes, deficientes visuais, etc., enfim se você achasse que tudo isso é natural, normal e correto, parece-me que você não se daria ao trabalho de escrever TRÊS artigos sobre o assunto.Você não concorda com essa cultura na nossa sociedade, isso fica claro no seu texto – e nas entrelinhas também. Mudar de idéia e negar o que você disse, distorcendo seu próprio texto ao perceber as falhas de seu pensamento é uma postura muito, muito lamentável. Vergonha nenhuma seria defender suas idéias até a morte, ou reposicionar-se e evoluir o entendimento. Mas sabonetear e dizer “eu não quis dizer isso!” beira o ridículo.Pra quê você escreveu os artigos então, se tudo isso é tão normal assim? Se você concorda com o Maurício de Souza, com a sua amiga e com quem vê a Marge branca?

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      “Pra quê você escreveu os artigos então, se tudo isso é tão normal assim?
      Se você concorda com o Maurício de Souza, com a sua amiga e com quem vê
      a Marge branca?”

      Mas meu deus, vc nao entendeu nada mesmo. CLARO que concordo com o mauricio de souza, com minha amiga, com quem vê a Marge branca. Eu falo no texto VARIAS vezes que eu tb sempre vi os Simpsons como brancos. O que mais você quer de mim?

      Eu escrevi o texto porque essas coisas (que não são de modo algum erradas) são sintomáticas de valores e percepções culturais e entendê-las, e entender porque ocorrem, podem nos ajudar a entender melhor quem somos e de onde viemos.

      Mas é só na sua cabeça que eu, em qualquer modo, disse que elas eram “erradas”.

      Você está discordando consigo mesmo. Nada disso está no texto.

      • Thiago Bohns

        Tá bom, seu chato. :)

        Eu vou reler teus dois textos e compilar os trechos onde dizes, AINDA QUE NAS ENTRELINHAS, que achas SIM que essas situações estão erradas.

        Lembrando ainda que são nossas idéias, e não nossas pessoas, que estão em conflito aqui.

      • Thiago Bohns

        Beleza, Alex, tão aqui destacados os trechos onde VOCÊ MESMO, às vezes diretamente, às vezes indiretamente, afirmas que “essas coisas” do tipo ver a Marge branca, designar que o Simonal é um NEGÃO bonito, e etc, são sim, no SEU entender, ERRADAS. Exatamente como você diz que NÃO FEZ.

        “Estava lendo um romance americano. Um dos personagens é
        faxineiro de escola. As crianças fazem pouco dele. Quando criança, seu pai (que
        batia na mãe) massacrou toda sua família, menos ele.

        Quinhentas páginas
        depois, sou pego de surpresa pela descrição dos cabelos ruivos de sua irmã.
        Percebo, de repente, para minha imensa surpresa, que passei esse tempo todo
        visualizando-o…negro.

        Racismo é isso. É isso milhões de vezes, todos os dias,
        das mais repetidas maneiras, até que se transforma em um sistema de motor
        contínuo.”

         

        É uma auto-crítica
        sua, ao mesmo tempo que uma crítica à sociedade. Você culpa em parte a cultura
        na qual vive pelo seu ato de imaginar o faxineiro negro. Note que o autor do
        livro fez uma “pegadinha” bem parecida com a que eu fiz quando omiti ser
        goleiro.

         

        Bom, como eu acredito
        que você ache o racismo um erro, aqui está o primeiro trecho onde você
        considera um erro dar cor a um boneco palito.

         

        Outro trecho seu,
        dentro do breve aparte tristemente necessário

         

        “Não existe ninguém,
        nenhuma pessoa, nenhum grupo, que a gente possa caçar, capturar, converter,
        matar, e então resolver o problema.”

         

        Ora,
        se há PROBLEMA a ser resolvido, é porque algo está errado. Não? Há “problema
        correto” para você? O racismo, talvez? Ta bom, são perguntas retóricas.

         

        Mas
        este trecho deixa claro, nas entrelinhas, que você vê essa situação como um
        problema, TALVEZ INCONSCIENTEMENTE. Talvez seu inconsciente tenha lhe traído
        com este ato-falho. Mas o fato é que a palavra “problema” apareceu aqui.

         

        Outro
        trecho:

         

         “Ou
        seja, apesar de existir um grande elenco de minorias, o seu status de
        coadjuvantes eternos só faz acentuar a normatividade do núcleo duro” seguido
        de 
        “Mas é essa própria diferenciação entre os personagens-outros e os
        personagens-normativos que enfatiza e reforça ainda mais a ideia de que HÁ uma
        norma. Sim, existem entre nós negros e índios, nisseis e cadeirantes, olha eles
        aqui ó!, mas tirando essas exceções, o normal é ser branco.”

         

        .  Aqui a noção de “certo-errado” é sutil,
        inconsciente talvez, mas está presente. Ora, você afirma que a Turma da Mônica
        relega às minorias o status de coadjuvantes eternos e que isso só acentua a
        NORMATIVIDADE do núcleo DURO (imóvel, congelado, inflexível, conservador). São
        conceitos com os quais tenho certeza que você não concorda, ou você acha
        correto manter inexoravelmente as minorias destinadas a papéis coadjuvantes na
        sociedade? Ou você concorda que o normal é ser branco? Seu texto, ainda que nas
        entrelinhas, afirma que não.

         

        Continuando,
        na primeira parte do artigo:

         

        “enquanto nós, os brasileiros de todas as
        cores, na nossa fala cotidiana, sentirmos a necessidade de marcar, enfatizar,
        mencionar a raça do indivíduo negro, ao mesmo tempo em que NÃO sentimos a
        necessidade de marcar, enfatizar, mencionar a raça do indivíduo branco, então o
        branco continuará a ser sempre a norma, o normativo, o normal, a ideia
        paradigmática do brasileiro, enquanto o negro continuará a ser sempre um
        excluído, uma exceção, um outro.”

        A
        menos que você ache que exclusão seja uma coisa correta, você está dizendo que
        enfatizar a raça da minoria e não destacar a da maioria é errado. Ou seja, você
        está fazendo exatamente o que disse que não fez.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

         thiago, olha, eu acho que vc está querendo brigar e debater, você quer projetar em mim uma pessoa que está apontando dedos e acusando outros, e não vou mais entrar no jogo. a partir de agora, não vou mais responder a você.

        como falei várias vezes, não sou eu estou errado por imaginar o faxineiro como negro.de fato, hj, no brasil, grande parte dos faxineiros são negros mesmos. não existe certo nem errado nisso. eu não trabalho com essas categorias, nunca falo nisso, nunca entro nessa questão. Isso está na sua cabeça.

        se existe alguém errado, é o sistema racista dominante no país que faz com que a maioria dos faxineiros seja negro e a maioria dos medicos, branco.

        mas, justamente por causa disso, não é errado minha amiga chamar o simonal de negrão, ou eu achar que o faxineiro era negro, ou qualquer um achar que simpsons e turma da monica sao brancos.

        nada disso é errado. mas tb não quer dizer que seja certo. aliás, não faz nenhum sentido falar em certo ou errado nesse contextos. as pessoas sao assim e reagem assim pq a sociedade onde crescemos nos moldou assim. não cabe falar em certo ou erro.

        se vc tiver mais dúvidas, algum outro leitor te responde. abraços.

      • Thiago Bohns

        É Alex, ficou sem resposta e fugiu do debate.

        É só olhar abaixo e ver que, ao contrário do que você está dizendo, VOCÊ MESMO disse que isso tudo é errado EM SEUS PRÓPRIOS POSTS.

        Agora está dizendo que nunca falou o que realmente falou.

        Vai fazer o quê agora, voltar e editar os posts? rs.

        Muito feio.

        Agora vem com esse papinho Vanderlei Luxemburgo, “eu não acho certo, também não acho errado, muito pelo contrário”…

        Seja homem já que tua mãe não foi, rapaz, assume teu posicionamento e não tenha vergonha de mudar de idéia quando for o caso.

      • Eduardo K

         Oi Thiago, me permite entrar na conversa? Seguinte: Para de tentar julgar nesses termos de certo/errado, concordo/discordo. O que foi posto no texto é o que é. Nossa sociedade é estruturalmente racista. Ponto. Se vc não vê um problema na forma como essa sociedade se estrutura, ok, melhor pra você que não vai ficar esquentando a cabeça com isso. O que é f* é ficar nessa postura de “matar o mensageiro”… Não importa se o Alex Castro acha essa situação errada ou não (óbvio que acha no mínimo incômoda, já que ele despende horas do seu dia escrevendo sobre o tema). É até infantil querer ficar procurando nas entrelinhas onde o posicionamento do cara se denuncia (_”Ahá! Taquí onde o inconsciente dele vacilou e ele admite que isso É errado!). O importante aqui é ver o que VOCÊ vai fazer agora, sabendo que vive, sim, em uma sociedade racista

      • http://www.facebook.com/people/Kaleo-Guaraty/1777674670 Kaleo Guaraty

        “Eu escrevi o texto porque essas coisas (que não são de modo algum erradas) são sintomáticas de valores e percepções culturais e entendê-las, e entender porque ocorrem, podem nos ajudar a entender melhor quem somos e de onde viemos.”Não, não podem. Seu texto argumenta no sentido da dualidade branco-”normal” / preto-excêntrico. Essa dualidade não existe porque exclui 3/5 da população brasileira que não se declara de raça nenhuma. Além disso (como o outro cara argumentou), o “normal” que você sugere nada mais é do que a maioria. E afinal, qual a conclusão disso tudo? Até a agora os dois textos só mostraram uma visão errônea do pensamento racial, e uma abordagem conspiratória de que toda sociedade é racista. Faça um favor, pare de falar de racismo como se fosse uma doença ou uma perversão da população. Melhor ainda, pare de falar de racismo.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

         sugestão anotada.

      • Eduardo K

        “Faça um favor, pare de falar de racismo como se fosse uma doença ou uma
        perversão da população. Melhor ainda, pare de falar de racismo.”

        Por que? Qual o problema em falarmos do racismo? Quando esse tema surge, sempre tem alguém que olha pro alto, cara de cansaço, e diz: “_ Aahhh… mas isso não é assunto!” ou “Esse assunto, quanto mais mexe, mais fede…”, e ninguém se toca que ele já tá debaixo do nosso nariz, todos os dias, a todo momento. No Brasil, não discutirmos o racismo é virar a cara pra uma ferida profunda na nossa identidade, e ninguém se toca disso! É como ir em um psicólogo e dizer: “_ Falo de tudo, menos do meu relacionamento com meu pai, pq isso já tá resolvido e decidimos não nos falar mais.” Adivinha qual vai ser justamente o ponto que o psicólogo vai investigar?

        O racismo não é uma doença, não é uma perversão, mas é ESSENCIAL que essa discussão aconteça pra que outras questões possam avançar. Veja que o autor em nenhum momento falou de dualidade e sempre em normalidade. Ainda que 3/5 da população não saibam nomear a sua cor ou raça, normalidade é TODOS saberem o que é ser da cor, e por conseguinte da raça, “certa”.   

      • Thiago Bohns

        Kaleo, desista, ele nunca vai entender o que você está dizendo.

        Ele escreveu uma coisa e já está negando o que escreveu, distorcendo o próprio texto porque se deu conta que escreveu besteira. Por isso ele tá vindo agora com esse papinho de que “não conclui nada”. Isso não é verdade, ele caiu em contradição, agora que percebeu tá saboneteando.

      • Thiago Bohns

        Quem DISCORDA, discorda “de”, não discorda “com”. 

  • http://twitter.com/fps3000 Fábio Peres

    E o Cascão? Quer dizer, o Cascão não é exatamente branco, por causa do seu cabelo.

    • Aldo

      O Cascão é quase preto, pois ele não toma banho!

  • Bruno Stern

    Queria saber que maioria branca é essa que veem no Brasil.

    Segundo o último censo, mais de 50% da população se declara entre negros e pardos. Considerando que em nosso país ainda é importante ser branco, muitos de nossos negros podem ter se declarado como pardos e outros tantos dos pardos podem ter se enquadrado como brancos.

    Quando um grupo racial que engloba um parcela inferior à metade da população é visto como a “normalidade” é um assunto a ser sim estudado e debatido.

    p.s. eu tenho preconceito de que quem faz comentários muito longos em postagens(e os repete muito) tem boa chance de ser um blogueiro frustrado.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

       blogueiro frustrado não é pleonasmo?

    • http://www.facebook.com/people/Kaleo-Guaraty/1777674670 Kaleo Guaraty

      Não se trata de números, maioria é um conceito social. E tem que parar por aí esse debate mesmo, enquanto crianças lerem que os adultos estão chamando uns de “normais” e outros não, o racismo vai perdurar. O autor disse ainda que ensina sobre racismo… isso é preocupante, cara.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

         eu estou com rugas de preocupação.

  • http://www.rafael-olah.info/ Rafael Olah

     Alex acho que como você disse os japoneses se colocam como sendo eles mesmos nos personagens.

    Muito embora já tivemos personagens Afrodescendente http://download.ultradownloads.com.br/wallpaper/62170_Papel-de-Parede-Samurai-Champloo_1024x768.jpg Samurai Champloo.

    Outra mesmo quando os personagens são de outra etnia eles tem cara de japonês como Code Geass o protagonista Lelouch Vi Britannia é filho do rei http://fc08.deviantart.net/fs32/f/2008/220/2/f/lulu_wally_by_Lelouch_vi_Britannia.jpg no entanto se parece com japonês.

    Já a turma da mônica…..

  • http://www.facebook.com/Yokutxa Yolanda Marixe

    Essa série sobre o racismo e a normalidade está a ficar interessante. Acho que estou a entender a óbvia e complexa questão dessa história.

    Num dos capítulos do livro americano “Superfreakonomics”, do economista Steven D. Levitt e do jornalista e escritor Stephen J. Dubner, eles falam de nomes típicos de cada raça. Não que eles tenham inventado tudo aquilo, mas segundo as estatísticas. Assim, se assume logo que Jada e Jamal são negros, tal como se pensa que Claire e Bradley são brancos. Não que não existam Claires negras ou um Jamal branco por aí, mas porque é muito mais comum eles não serem dessas raças. O mesmo acontece com tudo o resto que o Alex falou. Se há algo de errado em achar que o Jamal é negro? Para mim não.

    Há quanto tempo existe a Disney? Quantas princesas tem a Disney? E por que que só em 2009 foi feito um filme com uma princesa negra? Aliás, por que que todas as que são brancas ( Mulan, Pocahontas, Jasmine e Tiana) só foram feitas quase 60 anos depois da primeira (Branca de Neve)? Eu não acredito que a Disney seja racista, tal como não acho que Maurício de Souza seja. Mas então, por que? Porque sim. Porque na minha cidade (em Luanda) quando se via uma pessoa branca há dez anos atrás era estranho (agora já nem tanto porque há muitos). E tal como o negro é “negão” e a negra é “mulata” aí, em Angola o branco é “pula” e “branco” (lembro que tinha um colega português e branco que era chamado de Leite, tal como ele chamava o outro de Café). Apesar de termos uma elevada taxa de pessoas mestiças e algumas até bem claras mesmo de nacionalidade angolana. Mas, o negro é a maioria, é “o normal”. Por que é que há uma África branca e uma África negra, se somos todos africanos (eu sou, vocês não)? Porque se assume que africano seja sinónimo de negro. E há que separar a parte dela onde a maioria é branca. Pois é.

    Para mim, errado não é, porque não é uma escolha nossa. É o que aprendemos (ou vimos) desde sempre. Repito, PARA MIM! Claro que se o meu pai bate a minha mãe todos os dias eu vou achar que é normal e vou bater a minha mulher um dia também. Mas aí já não se aplica a “regra da aprendizagem/convivência”. Sorry, mas não mesmo! ;)

    • Thiago Bohns

      Desde quando a POCAHONTAS é branca, querida? Pocahontas foi uma ÍNDIA da América do Norte, raça VERMELHA, não BRANCA, minha cara! Deixe de paranóia vá estudar, querida!

      • Van.

        Aparentemente a moça quis dizer “todas as que NÃO são brancas” vide os exemplos que ela deu a seguir (japa, indiana, índia e negra), mas comeu o “não”. Acontece. 

      • http://www.facebook.com/Yokutxa Yolanda Marixe

        Erro de digitação..Esqueci de colocar o NÃO antes de “são brancas”. Obrigada pela dica. :)

        Da próxima tanta ler de novo a frase para entender melhor antes de julgar. NÃO foi paranóia nenhuma. E, ah..não se preocupe com a minha educação..EU ESTUDO. ;)

  • Daniela
    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

       isso é o absurdo do absurdo

    • Gabriel

       o pior são os comentários na reportagem aí que vc postou… aliás, igualzinho aqui

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

     eu não falei de preconceito em momento algum.

    • Giovanna

      Alex, relaxe… O amigo acima estava elogiando o seu texto, e vc sequer agradeceu! Vc entendeu que o que ele quis dizer foi racismo, mas se confundiu e escreveu preconceito.

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

     eu digo q não faz diferença quem é ou quem não é racista, não faz sentido
    apontar dedos. temos TODOS nós que crescemos numa sociedade racista nos
    preocupar em não ter atitudes racistas, em não fazer comentários
    racistas. ninguém está livre disso. ninguém está acima disso. dane-se
    quem são os tais míticos racistas.

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

     Para mim existe uma diferença enorme entre ser racista e descrever uma pessoa começando com “Bem, ele é negro….”

    pra mim também. aliás, vc NUNCA vai me ver apontando o dedo e chamando ninguém de racista.

  • http://www.facebook.com/people/Diogo-Cordeiro-da-Silva/100001288867438 Diogo Cordeiro da Silva

    Quando é pra criticar critico, mas quando é pra elogiar. Que texto foda Alex, parabéns. 

    Explorou bem demais as idéias da temática a que se propôs. Enriquecedor, tô esperando o próximo ansiosamente. 

  • http://shotsarge.blogspot.com Marcio Sarge

    “A resposta é simples: para os japoneses, os personagens de anime SÃO japoneses. NÓS é que os vemos como ocidentais.”
    Muito interessante e o texto merece várias observações mas por pura falta de tempo vou só fazer uma e amanhã vou passar aqui para ler todos o comentários.

    Minha observação é sobre os mangas… sempre tive a impressão, e por isso descordo de você nesta parte, que os japoneses desenham seus personagens de forma ocidentalizada porque de certa forma é assim que gostariam de ser vistos, são características desejadas no mundo oriental. Perceba que não é só a questão dos olhos puxados, a garotas de anime e manga são do tipo gostosonas de bundão e peitões muito distante do padrão oriental, que são mais do tipo magrinhas, ou seja, eles projetam nesses personagens exatamente aquilo que você citou, o normativo.

    Perceba por exemplo em o Lobo Solitário. Mesmo nós ocidentais ao olharmos esse personagem logo de cara percebemos traços orientais e dizemos que é japonês ou também em Cry freeman, justamente porque os autores não quiseram fugir disso.

    Recentemente vi um reportagem que falava que os japoneses e chineses são campeões em cirurgias plástica que buscam deixar o rosto deles cada vez mais ocidentalizadas, até reduzem o “rasgo” dos olhos e isso deixa claro que o que buscam é se parecerem com aquilo que é visto como o belo, ou seja, branco europeu. 
    O mesmo acontecia comigo quando era criança, eu não me via como uma criança de pele escura (e não era por racismo :_)

    Por isso que descordo de você nesse ponto, Alex, que é uma questão de perspectiva, acho que eles ocidentalizam mesmo os personagens.

  • http://www.facebook.com/people/Thiago-Pianca/567035891 Thiago Pianca

    Caro Alex,

    Muito interessante o texto e tuas opiniões. Mas gostaria de lhe apontar algumas coisas, e pra isso, peça que leia o seguinte parágrafo:
    “Os Domingos de Jonathan são dias muito especiais. Nos Domingos (exceto os chuvosos), eles vão a um lugar que muitas pessoas tê arrepios só de pensar: o cemitério. Eles vão lá visitar a sua avó. Mas o motivo que torna estes dias tão especiais, para Jonathan, é outro: Suzana, a filha do coveiro.”

    Leu? Imaginou? Agora pergunto:
    1- Qual a cor da pele de Jonathan? Pergunta óbvia, pelo assunto que estamos tratando. Se assemelha a pergunta do boneco palito, pelo fato de que o leitor pode “pintar” o boneco do jeito que quiser, conforme sua imaginação, e pelo que defendeste no texto, conforme a norma cultural.
    2- Qual a religião dele? Possivelmente não teria imaginado propriamente isso, pois não é característica física e não precisa imaginá-la para “ver” a cena. Porém, não teria, também, assumido, que é católico? Ou cristão, simplesmente? Talvez fosse evangélico, ou até budista! O fato de ir ao cemitério não implica que participem de alguma religião em particular – podem ser ateus, inclusive, indo visitar a avó que trabalha lá vendendo flores… Isso implica que tens preconceito de religião?
    3 – Qual a IDADE de Jonathan? Imaginaste um jovem adolescente, talvez? Mas eu fiz uma história que poderia ter um protagonista de QUALQUER idade – exceto, talvez, idades tão altas nas quais ter pais vivos se torna improvável. Agora, isso, teres imaginado determinada idade, é determinado pela norma também?

    A questão é que o ser humano tende a projetar determinadas características em outras figuras, conforme características próprias e da figura que recebe a projeção, é um mecanismo psicológico bem conhecido e estudado pelos ramos mais próximos à psicanálise – e possivelmente o fato de projetarmos determinada cor no boneco tem mais a ver com nossas próprias características e das figuras que estamos mais habituados a ver, nossos pais e parentes e nós próprios. Pergunto: como respondem a questão do boneco os negros que vivem no Brasil, nos EUA ou na França? E os brancos que vivem na África? Aliás, não estranharia que alguém resolvesse apontar que tu não abordas essas possibilidades, como se não as considerasse – isso seria racismo, também? 

    A parte isso, acho que os grandes méritos são destacar que trata-se de racismo, sim, “decidir” que determinado personagem seja de tal cor (ou credo, nacionalidade, etc) por tais e quais características pejorativas contidas num texto. E que essa questão das minorias como coadjuvantes pode reforçar a norma do núcleo “normal”, com certeza.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

       Isso implica que tens preconceito de religião?

      não, claro que não. assim como imaginar a marge simpson branca (como eu falo repetidas vezes) não é racismo, nem errado, nem tem problema nenhum.

      A questão é que o ser humano tende a projetar determinadas
      características em outras figuras, conforme características próprias e
      da figura que recebe a projeção, é um mecanismo psicológico bem
      conhecido e estudado pelos ramos mais próximos à psicanálise -

      ai meu deus. CLARO, ué. o texto não é exatamente sobre esse mecanismo?

      Pergunto: como respondem a questão do boneco os negros que vivem no
      Brasil, nos EUA ou na França? E os brancos que vivem na África?

      essas pessoas vão reagir do mesmíssimo jeito mas de acordo com a regra normativa deles. eu não entendo porque isso seria relevante de ser mencionado. eu teria que exemplificar com todos os povos dos mundo em todos os continentes? o processo é o mesmo, sempre igual….

      • http://www.facebook.com/people/Thiago-Pianca/567035891 Thiago Pianca

        Sim, mas a questão fundamental (uma das) é: a raça normativa deles é a do local onde vivem? ou da cultura onde vivem? Ou (mais provavelmente) da qual eles pertencem?

        Sobre o mecanismo, o que eu quis apontar é que fatores internos talvez tenham mais relevância nisso que os culturais…

  • Aldo

    Bom texto Alex.

    Tudo o que é ou se torna diferente do que o individuo acredita no que é ser normal, ele sente medo, repulsa, rejeição ou em certas comunidades curiosidade. Eu acho que mais ou menos isso o que acontece com os preconceitos incluindo o racismo.

    Há eu creio, que exista preconceito entre os povos brancos, como entre russos e ucranianos, bósnios e sérvios, árabes e judeus, romanos e ciganos, entre outros, racismo gerado, por questões religiosas, e/ou politicas e até mesmo étnicas. Na África a mesma coisa, tribos inteiras se atracam por causa das mesmas questões. Inclusive na Ásia também. Os japonese são ”racistas”, mas é para preservar a raça deles, que é bastante homogênea e conservadora, entretanto eles são pessoas educadíssimas e adoráveis, segundo algumas fontes.

    Go by.!

  • Jason

    Eu sempre tive dúvida nos Simpsons. Mas os personagens só são amarelos porque não teria divisão nos cabelos do Bart, da Lisa e da Maggie. Os personagens foram desenhados em preto em branco baseados na própria família do autor, que é branco. Então alguém sugeriu pintá-los todos de amarelo e pronto. Tanto que existem personagens negros (Carl, Lou, Apu) e eles fazem parte do WASP (Brancos, Anglo-saxões e protestantes) que é a classe dominante dos EUA. Quando eventualmente aparecem personagens japoneses, eles são de outro tom de amarelo. Já da turma da Mônica, eles são salmão porque é uma cor que parece com a cor-de-pele dos brancos ao ser colocado no papel.
    Apesar de achar seu artigo bom, achei que você viajou na parte de vermos a Marge como personagem branca por preconceito. Mas a parte do livro é interessante, eu também imagino os personagens brancos em falta de descrição física. Sempre imaginei se alguém negro, asiático ou fora do “normal” da nossa sociedade ocidental imagina o personagem branco ou como semelhante.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

       Apesar de achar seu artigo bom, achei que você viajou na parte de vermos a Marge como personagem branca por preconceito.

      eu JAMAIS disse isso. não falo em preconceito em momento algum.

      • Jason

        Foi mal. Quis dizer que não achamos a Marge branca por estar dentro desse padrão de normalidade. Expressei-me mal =/

  • http://profiles.yahoo.com/u/GKFMTD3TXJGM4KSDM4RN4HP444 Osmar

    Interessante essa série de textos, mas ainda não entendi onde o autor quer chegar com: ”
    esse problemático conceito da “normalidade”.

    Em outro post ele me respondeu que essa normalidade não é normal, que ela é nova e foi inventada. Estou muito curioso para saber como fundamentar essa teoria.

    Ps.: Sempre que vejo um anime imagino asiáticos. Estou completamente surpreso de saber que alguém vê um anime e imagina que aqueles personagens são acidentais.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

       pq vc acha que quero chegar a algum lugar? sou funcionario do papodehomem, meu principal objetivo é justificar meu contracheque.

      • http://profiles.yahoo.com/u/GKFMTD3TXJGM4KSDM4RN4HP444 Osmar

        Esse é um ótimo tema para ser explorado então, vc terá emprego pelas próximas 10 gerações!

        Mas tá legal, pelo menos as pessoas estão queimando neurônio, melhor que falar sobre novela, música de funk, BBB, etc…

      • Thiago Bohns

        Ah, entendi… Produzir não é importante, importante é o hora-bunda-cadeira, preencher o espaço, dizer que fez alguma coisa e botar o dinheiro no bolso. Bem brasileiro.

      • http://pulse.yahoo.com/_KPBDM67FNFWEFNYIQWXUY7UDWI Helio

        Eu sou brasileiro e não sou assim…. Você só fala merda…

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

     eu não tenho nada a acrescentar. não tenho conclusões a oferecer. só tenho a compartilhar algumas perguntas que me ocorreram.

  • André Tamura

    Ok, desculpe se não fui claro. Eu usei a frase do seu comentário para ampliar o debate da normalidade a outros temas. Não sou um estudioso dessa questão do racismo. A intenção foi mostrar que ao classificarmos as raças fica praticamente impossível não fazermos uma ligação com questões econômicas socialmente e historicamente determinadas. (negros terem menor renda, judeus maior renda etc..)

    E o ideologicamente muito bem plantado em nossas mentes, não tem distinção de cor, o “normal” é comprar e ter mais, quanto mais eu tenho, mais eu sou. E qualquer alternativa que fuja do normal é discriminada ou descartada. Ex: “Ahh vá! Você critica as corporações mas tem um iPhone”. Em minha opinião, essa declaração teria o mesmo sentido de: “Ahh! Não sou racista, eu tenho um amigo que não liga se eu chamar ele de Grafite”.(Isso que eu entendi do texto do Alex castro: O Assunto não é você)Você pode ser preto, branco, amarelo, colorido…o normal é aumentar sempre seu nível de consumo. O preto e o branco pobre querem as mesmas coisas materiais que o preto e branco ricos. Portanto a inclusão de minorias nas sociedades será sempre limitada pela questão de quantidade de recursos disponíveis para que se pratique a igualdade e de fato não exista racismo. 

    O que ou quem limita ou define a sua normalidade? (aguardo o terceiro texto)

    De qualquer maneira, a normalidade não é a verdade que deve ser aceita.

  • F.Sousa

    Parece que quanto mais claro e direto é o Alex mais turva fica a capacidade de algumas pessoas enxergarem o óbvio. Me pergunto se é algum tipo de dissonância cognitiva ou quem sabe a simples necessidade de procurar culpados, vilões e inimigos por toda parte, céus.

    Agora nada me irrita mais do que o comportamento de Lebre Maluca de Alice no País das Maravilhas. sempre que se começa a pensar ou questionar sobre algum assunto lá está ela pra desviar o foco ou tentar desmerecer a reflexão do assunto, isso quando ela não exige respostas simples e milagrosas pra resolver problemas de séculos…

    O importante é o assunto ser discutido, gente, esse é o ponto.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

       pois é. perguntam, eu venho, explico, perguntam de novo, a mesma coisa, q está no texto, eu venho e explico de novo, e de novo. mas o problema é que querem colocar a questão em termos de certo ou errado, e aí não dá, fica impossível, não pode existir nem certo nem errado pra essas coisas.

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

     É O FIM DO PAPO DE HOMEM! SOCORRO!

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

     lindo. nao sabia.

    • http://www.facebook.com/erico.schroeder Erico Schroeder

      Uma pequena pergunta: se isso se tornar habito, não estaremos simplesmente invertendo a norma? Quer dizer, se 90% dos personagens é apresentado como sendo negro, isso quer dizer que a norma do livro é negra. O correto nesse caso não deveria ser “não seguir normas”. Compreendo a luta que existe, e também sou contra o preconceito negativo (preconceito não é algo ruin, e pode salvar sua vida, na verdade já salvou nossa vida muitas vezes, quando por exemplo não bebemos aquela água ”estranha”). Mas minha ideia aqui é: devemos buscar não criar normas, e abraçar a diversidade, não simplesmente mudar a norma… Otimo texto, por falar nisso.

      • Al Fanir

        Depende muito né. Eu não sei quem fez esse livro, mas imagino que tenha sido feito baseado na cor da pele das crianças que vão usar. A verdade é que as pessoas baseiam seu conceito de “normalidade” no contexto sócio cultural em que elas estão imersas. (Se você estivesse no Japão, assumiria que as pessoas que vai conhecer têm características típicas de lá. Chamaria a atenção ver alguém ocidental, muito branco, negro). Creio que a medida que todo mundo tiver oportunidade igual de escrever, produzir esse tipo de material, perceber tudo isso os livros vão passar a ser diversos, se adaptar a diferentes contextos e tal.

  • http://tenholaminhasduvidas.blogspot.com/ Marcelle Gália

    Não faz muito tempo q um amigo foi conferir comigo o gabarito de um concurso público:

    “o que vc respondeu na questão do negão?”. E eu não sabia que raio de questão era aquela! Dias depois fui descobrir que ele estava falando de uma questão sobre um ex-presidiário, sem qualquer descrição física no enunciado. Foi puro condicionamento. Vai entender.

    Agora…

    vou dormir lembrando da periquita da Marge Simpson, sério?

  • jao lapes

    Não tem racismo nenhum pra esse pensamento, aliás tem milhares de motivos.
    Toda a América foi colonizada por europeus, cultura européia branca, maioria da população branca, as outras raças que vieram pra cá assimilaram a cultura branca.
    Meus amigos são todos brancos, se aparecer um negro é anormal pq não é a mesma cultura, a maioria dos negros aqui é pobre/favela, totalmente diferente (não é racismo, é um fato. Eu sou pobre/cidade).
    Sudeste e Sul é assim, agora se for ver em Manaus por exemplo onde quase não tem branco, deve ser diferente o pensamento.

  • jao lapes

    Não tem racismo nenhum pra esse pensamento, aliás tem milhares de motivos.Toda a América foi colonizada por europeus, cultura européia branca, maioria da população branca, as outras raças que vieram pra cá assimilaram a cultura branca.
    Meus amigos são todos brancos, se aparecer um negro é anormal pq não é a mesma cultura, a maioria dos negros aqui é pobre/favela, totalmente diferente (não é racismo, é um fato. Eu sou pobre/cidade).
    Sudeste e Sul é assim, agora se for ver em Manaus por exemplo onde quase não tem branco, deve ser diferente o pensamento.
    E nos Simpsons achei uma filosofia vaga nesse texto. Eles são amarelos, uma cor clara próxima ao bege da nossa pele, é associada ao branco automaticamente. Se fosse azul claro seria a mesma coisa, e se fosse azul escuro a gente associaria ao negro.

  • http://www.facebook.com/people/Erick-Setubal/1240951944 Erick Setubal

    Pois tem razão devemos ampliar nossas fronteiras para o mundo todo por exemplo na Ucrânia onde as mulheres do FEMEN que saem nuas em protestos entre vários pelo direito de ser puta,  elas são loiras dos olhos azuis, sem excessão todas elas são assim.

    A miséria não escolhe raça.
    Existe ainda diferença social entre brancos e negros há de se dizer de 200 anos para agora muito mudou não é um achismo são estatísticas, números não mentem, a cultura negra é tão difundida quanto qualquer outra e até mais que muitas outras.Se você buscar cultura de resistência no google só irá achar esse tipo de movimento e o que me intriga é:Como podem intitular-se de “resistência” com o mundo em 2012 dessa maneira? ( Você pode me responder isso quero muito tirar essa dúvida)Olho para meu mundo e vejo negros, brancos, amarelos, vermelhos ocupando todas as faixas da sociedade e não acho que ninguém nem negro nem branco mereça ser tratado como estigmatizado por ser de uma determinada cor e assim vou trata-lo tal como de iguais capacidades pois aceitar-se para si e utilizar-se disso não vai leva los a lugar algum na minha opinião.Você acredita que aceitar ser inferiorizado em troca de vantagens irá levar alguém a melhorar e superar essa realidade que ele se condiciona? Caso positivo como saber quando já se é igual em capacidades e não são mais necessário as vantagens?

  • http://www.facebook.com/silvafilhode Jose Carlos Lazaro

    … Fiz um comentário que parece que não entrou …
    Mas, queria colocar três pontos ao Alex:
    1- Gostei da proposta de tentar fazer as pessoas não tomarem um interpretação pessoal do texto. Mas Alex isto é possível? A normalidade não seriaé tentar se posicionar pessoalmente?… sendo esta sempre a primeira perspectiva (mesmo sociólogos e antropólogos acabam criando suas posições… que muitas vez tem a ver com suas experiências pessoais); Vamos pensar que os universos criados nos animes, t da monica e Simpson tem muito a ver com a perspectiva pessola do criador, mais do que da sociedade …
    2 – Acho que há uma confusão sobre o que é racismo (um ISMO!). Acreditando-se que todos tem seu próprio ego e alguns “instintos naturais” (neurocientistas gostam disto, numa discussão com psicologistas sociais), é natural a necessidade social humana de pertencer a uma tribo, e ter a busca de uma situação comoda de normalidade. Assim é comum psicologicamente ver estas representações  como de sua “tribo” … Como seres desenvolvidos dentro de um conceito de humanidade plural e contemporâneo, passamos a racionalizar alguns limites “éticos”(outra construção, não pensando na visão utilitarista e sim na ética do “carinho”) para esta nossa zona de conforto. Assim vejo como racismo não o que pensamos como normal, mas sim o nosso posicionamento racionalizado sobre esta posição … num extremo, podemos acusar de racismo um gato que corre atrás de um rato? ou uma matilha de cães atacando um gato? … certo, como seres humanos estamos quilômetros na frente (esta é nossa grande diferença), mas não chegamos ainda lá, e nem todos tem toda a capacidade para “racionalizar” … Resumidamende: a normalidade não define o racismo e sim nossa atuação racional frente a normalidade.
    3 – Antes de escrever sobre turma da Mônica seria bom fazer uma bom apanhado das revistas dos ultimos anos. Com um filho de 6 anos tenho lido bastante … E aí entra outra perspectiva. Sim na raiz os personagens iniciais são os normais (com cabelo de Cebola!!!!????), mas as crianças leem isto como um  ”universo” (De que cor é o Horacio? ou o Penadinho?), é fundamental a inclusão destes personagens diferentes no universo, para que estes sejam incluidos no imaginario das crianças como normal (assim como o ocidentais nas historias japoneses). Com isto ela normaliza, mais do que nós, aos 5-6 anos, as diferenças da sociedade (o personagem preferido do meu filho é o Louco!). E … não tem como uma história criada pelo Maurício de Souza (branco, etc…) ser “autentica” na época se não trata-se do universo normal dele … Interessante seria incluir nesta análise as séries televisivas com personagens negros, criados por negros … com sucesso “multiracial”.

  • Tadeu_bb_tavares

    Não é uma questão de maioria porque, pelo menos no Brasil, a maioria não é branca…

  • beto

    se a gente for ver na maioria dos paises africanos o normal é ser negro ,então vamos parar com essa baboseira.

  • http://www.facebook.com/vfernandesgomes Victor Fernandes Pinto Gomes

    os simpsons de alguma forma são negros,,já que existem personagens negros que não são amarelos… eles simplismente são amarelos poxa pra que tentar colocar tanto moralismo!

  • http://twitter.com/PnogueiraSCCP Patrick Ferreira

     Mas esse conceito de normalidade eu penso como algo instintivo tambem, afinal pelo o menos na nossa sociedade a maioria são brancos e mulatos. Agora em uma sociedade predominantemente negra o pensamento será o mesmo ? Acho que sim, pelo exemplo dos jovens negros conversando.
    Esse conceito de predominancia de pensamento tem muito haver com referencia pelo o menos para min, afinal se pedir para qualquer pessoa pensar em  um animal que possa ter diferente cores, todos vão pensar na cor que é “padrão” para voce.

    Parabéns pelo texto muito interessante.

  • http://twitter.com/rafzan rafael zanetti

    1 – Personagens de anime pra mim sempre foram Asiáticos.
    2 – Nos simpsons, a marge é ‘clara’ porque os negros são negros e os indianos são escuros.
    3 – Quem anda nos centros pelos Brasil percebe que a miscigenação é uma coisa mais comum do que parece – e por não parecer, boto a culpa nas novelas, etc, e nos atores, com sua pele branquinha e olhos claros. Entretenimento por aqui segue um padrão meio americano, aonde há um negro(a) favelado e com fala de malandro e tomando banho de mangueira na laje só pra agradar.

    No geral, acho que é tudo uma questão de estética dura, que fica presa ao tempo. Se de um modo geral a percepção do ‘feio’ e do ‘bonito’ fosse menos contrastante e monótona, teríamos mais oportunidade de declarar o que é que a gente acha impressionante ao invés de ‘gosto’ e ‘não gosto’ baseado em aceitação social ou outras interações com o resto do mundo. 

    Dentro da minha cabeça pequena, esse switch sociológico já mudaria muita coisa, porque fere e renova diretamente a confiança e auto-estima de cada um.

  • Juliane do Carmo

    Será que vemos o boneco de palito como branco porque a folha de papel é da cor branca, ou melhor, ausente de cor? Já pensou em fazer a mesma experiência em uma folha negra? O que você veria em uma folha colorida?

     

  • Preslei

    Recomendo assistir o anime Afro Samurai,
    Na minha, MINHA, opinião, negros, amarelos e qualquer palavra semelhante são rótulos racistas e sempre serão, somos todos iguais, o que muda é o tom da pele e só. Nunca conheci ninguém negro nem branco na minha vida, e nunca irei conhecer e nem ninguém. Branco é o sal ou o açúcar refinado e negro é o carvão ou o céu a meia noite, se uma pessoa tem um tom de pele mais claro ou escuro qual é o problema? São tons de peles, claros e escuros. Falar você tem a pele branca (penso em uma pessoa andando por ai com a pele da cor da neve) e você é negro (vejo uma pessoa andando com a pele na cor de um grafite) é estranho. Claro que a pessoa pode ter características físicas de alguma sociedade diferente da nossa, digo SOCIEDADE e não RAÇA. Eu acredito, disse EU, que pessoas são diferentes de animais, não possuímos raças, somos simplesmente humanos, só humanos e que vivemos em lugares diferentes e por isso possuímos algumas características diferentes, como uma tonalidade de pele que vai do mais claro ao mais escuro. Eu também acredito que quem faz qualquer obra, faz os personagens da pele com o tom das pessoas em quem normalmente convive, ela passa para ficção aquilo em que está acostumado a ver. Se algum dia, por exemplo, um africano que vive em uma sociedade com pessoas que tem a pele na tonalidade escura, provavelmente fara os personagens assim.

  • Flávia

    Não querendo discordar, mas já discordando… eu nunca enxerguei os simpsons como brancos. Na verdade me admira que as pessoas consigam fazer isso. rs

  • Amanda

    Olha quanto a questão de existir essa maioria branca em desenhos, não se pode negar. Agora, falo como professora, as crianças não reparam isso, principalmente na turma da Mônica, elas só vão se tocar e começar a criar certo preconceito/ racismo, dps que escutam adultos/responsáveis falando e agindo de maneira racista. Lembrando que sim, as crianças, percebem a diferença, e é para elas perceberam, já que não somos “iguais”, a questão está em lembrar que somos todos humanos e não importa a diferença, merecemos respeito. Quem já fez licenciatura, talvez já tenha feito a discilplina de prática inclusiva, e lá vc ve que, o grande problema, é que essa questão da igualdade, ou seja, as pessoas, esquecem que sim existem diferenças, na inclusão deve-se lidar para que todos, com todas as suas singularidades participem de toda a vivencia na sala.

  • Éder Mendes

    “Qual a cor da Turma da Mônica?” Sei lá!! E daí?? Pra mim a Marge sempre foi amarela com cabelo azul; sinceramente nunca relacionei nenhum deles a algum perfil étnico. Os conceitos de “normalidade” apresentados não são realmente percepções de normal x anormal!!! São muito mais conceitos de comum x incomum, esperado x não esperado… Se na minha vivência idosos tricotam mais, numa descrição de alguém tricotando posso esperar que seja idoso, embora saiba que possa não ser: e daí???? Posso achar que um indivíduo barbudo e com aquele jeito típico seja judeu, mas qual o problema nisso? É lógica. E não me venha com nhem nhem nhem. Nós sempre descrevemos as pessoas por características, seja idade, cor, sexo, religião e assim por diante. O problema não é um livro descrever o cabelo do personagem ou o tamanho do pé: o problema é achar que isso valoriza ou desvaloriza a pessoa como ser humano…
    Na minha cidade aconteceu: você é branco, tirou o dobro da nota na prova que ele, mas a vaga é dele, que é negro (mesmo que ambos sejam exatamente da mesma classe social). Pra mim isso é racismo e, com preconceito!

  • Angelo Zan de Moura

    Acho que poderias acrescentar para os próximo texto também esclarecimentos do tipo:
    Precisamos parar com isso?
    Esse pensamento normativo nos prejudica, ou não faz diferença?

    Trabalhar com “o que devemos fazer com esse pensamento” seria muito bacana.

    Abraço, cara. Parabéns pelo texto.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

       angelo, quem sou eu pra dizer o que precisamos fazer ou o que nos prejudica? o que VOCE acha? abraços,

      • Angelo Zan de Moura

        Eu acho que devemos tomar cuidado com esse tipo de pensamento, para não soar ofensivo.
        Que é uma coisa normal, ficou claro.

        A forma como o meio em que você vive acaba estipulando determinadas características que associamos ao boneco palito como normais é, algumas vezes, saudável, sem maldade.
        Mas acredito que isso não pode interferir no nosso pensamento de forma que nunca estejamos aptos a abrir mais a mente, pensar nas outras pessoas que tem características distintas e também classificarmos elas como normais, pois elas são sim normais pela perspectiva de outras pessoas.
        Se ocorre o contrário, ou seja, essa ampliação de perspectiva ficar trancafiada ao conceito de que apenas o branco, ou apenas o asiático, ou apenas X é normal, acredito que estamos começando a nos prejudicar, pois estaremos criando um pensamento preconceituoso contra outras pessoas mesmo que inconsciente.

        Então acho que o que devemos fazer com esse pensamento é abrir as ideias, aceitar novos padrões, ampliar as perspectivas que imaginamos.

        Não é também como eu queira dizer a todos o que devem fazer, apenas uma opinião do que devemos ter cuidado. Num mundo hoje onde temos tantas diferenças de vários tantos outros tipos, acho que sempre devemos tentar ampliar a nossas perspectivas de modo a ver o todo.
        O normal para mim é uma coisa, mas não posso ter problemas em encarar o normal das outras pessoas., tenho que respeitar

        Abraço.

  • Leo

    Bom, eu acho que o exemplo da Turma da Mônica não funciona direito pois é preciso levar em conta  contexto no qual foi criado. Se Maurício de Sousa criasse a Turma hoje, seria mais fácil e quase natural incluir personagens negros, asiáticos etc. 

    Mas é importante lembrar também que esse tipo de expressão artística, cultural é totalmente baseada nas concepções pessoais de cada um. Quando você descreveu a moça bonita, eu pensei em uma morena, de cabelo escuro e olhos marcantes, tipo árabe, turca, armênia pois é o meu ideal de mulher bonita. Meu pai idealiza uma bela loira de pele clara, há quem imagine uma bela negra de olhos densos e lábios intensos.

    Se eu fosse Maurício de Sousa, minha “turminha” teria apenas brancos e mulatos e nenhum oriental, uma vez que onde cresci não havia orientais e meus amigos de infância eram todos brancos (em sua maioria) e mulatos. É mais natural para mim, por exemplo. É o normal que você diz. 

    E como você diz, isso não é racismo, certo? Talvez as pessoas preocupem-se demais em definir racismo, preconceitos, etnias. Se é normal, o que há de estranho? 

    Isso tá parecendo os desmiolados da MTV, que dizem que “é normal ser diferente”. Porra, se é normal, então não pode ser diferente. 

    A pré-conceituação é inevitável e natural. A gente tem contexto social e herança cultural, mas também tem cérebro para discernir o que é certo e o que é errado, e também tem o direito de gostar e desgostar, querer ou não querer. 

    Simpsons são brancos pq foi feito por um cara branco, que vive em um grupo social predominantemente branco. Eles são brancos pelo mesmo motivo que o Bart é baderneiro.

    Pelo mesmo motivo que Monteiro Lobato fez o Jeca branco e a Tia Nastácia preta. No contexto social dele, o pobre era indolente e os negros serviçais. Não seria normal a Dona Benta ser dona das terras e negra no começo do século XX. Logo não vejo razão nos argumentos do post. 

    Mas acho que não entendi o post, por que ele não tem um ponto de vista, nem é parcial, nem é conclusivo. Fala sobre racismo mas não o aponta, como se ele não estivesse em lugar algum. Fala sobre o que é normal, apontando as poucas diferenças como se elas não fossem normais. 

  • http://www.facebook.com/dianaprallon Diana Prallon

    Brother, sempre achei que os simpsons eram negros. Sempre liguei eles ao Fresh-Prince of Bel-Air. Mas nunca teria parado para pensar o porque se você não tivesse me apontado que é porque a marge tem um mega black power azul. 

    (Também sempre achei que o cascão fosse negro e o jeremias meramente mais escuro, mas mais uma vez, é o cabelo. Como a gente presta atenção em cabelo, hein? Como você disse, o racismo é maior que a gente)

  • Lulu

    Sobre os Simpsons:
    Se você pegar a história da série vai saber que a cor de pele pra qualquer personagem é o amarelo. Que quanto mais branco for o personagem,mas amarelo claro será a sua pele e quanto mais negro for,mais amarelo escuro será. 
    A Marge é descendente de franceses,isto é mostrado em inúmeros episódios.

    Sobre os animes:
    Se você pegar todos os povos asiáticos,principalmente os de olhos puxados,verá que os japoneses são os mais claros em relação ao tom da pele.(compare um japa com um indiano por exemplo).
    Quanto ao cabelo loiro,a cor loira dos cabelo é considerado rebeldia no Japão.

  • João Figueira

    Um detalhe: o nome do criador da Turma da Mônica é MAURICIO DE SOUSA (Mauricio sem acento agudo no “i”; Sousa com “s” e não com “z”).
    Mas, se isso for irrelevante, posso chamar o senhor de “Alec Kastro”?

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

       pode me chamar como você quiser, juan. abraços.

  • Michel Colombo

    Adorei o texto. Muito melhor que o primeiro (que já era muito bom)
    Tenho somente dois comentários:Um sobre o texto:Minha opinião de ideal e talvez, utópico, seria que qualquer representação da figura humana fosse em cores inexistentes dentro das “raças”. Assim como o cabelo Azul da Marge. Desta forma não haveria um sentimento de inclusão na normatização ou exclusão. Todos se identificariam. Diferente de quando fazem um gibi ou livro de inglês, como sitado a cima, com mais brancos ou mais negros. Pra mim isso é exclusão, e não facilitar o auto-entendimento. Sim, exclusão do normativo, do ausente de características, da maciva maioria rica em características ausentes. Ou somos iguais ou não somos, decidam-se!!! (péssimo exemplo carioca, odiei)E um sobre um comentário:

    “O PDH exagera nas imagens sensuais, ou sempre colocam mulheres em posições sensuais”

    Péra -lá, sem querer excluir ninguém, longe disso! Mas qual é o nome o site? O que significa a sigla PDH? 
    Sim, as mulheres acessam, eu sei! Ótimo, bem vindas!
    - “Vc está sendo machista!”  Não, não estou sendo não, papo de homem, mesmo os inteligentes (rsrsrs) tem muita mulher no meio, afinal, tem assunto melhor? Não estou querendo dizer que as trato como objetos, e sim as admiro. Vejo imagens sensuais femininas como algo lindo de se ver. Nú artístico é obra de arte!

    Agora, querer por imagem sensual de homens em um site de Papo de Homem, aí não vejo sentido.
     
    Obs: Sempre entendi o nome do site e inclusive o conteúdo como “homem” no sentido homem hétero, se me enganei esse tempo todo, peço desculpas pelo comentário equivocado acima.

    abraços

  • Rafaelv8

    Existem personagens negros, asiáticos e indianos com características muito bem definidas nos Simpsons…

  • http://twitter.com/mvpetersen Marcelo Petersen

    Isso é a mais pura verdade. Hoje fui pela primeira vez em um gastro ver um probleminha. Só o conhecia por nome. Pelo CRM, imaginei alguém de meia idade, cabelo de lado, óculos no rosto… mas quando entro no consultório, vejo um baita de um negão no estilo Michael Clarke Duncan, enorme… levei um susto!

  • Daniel

    lembrei da minha infância:
    - fulano, tem lápis cor de pele?- qual cor?- de pele!
    se referia ao rosa bebê, semelhante à pele branca. Pra tu ver como a normatização começa cedo…

  • Rebeca Sasso

    Impressão minha… Ou só eu vi eles como negros? A Marge tem cabelo cacheado, e quando ela faz chapinha, fica uma coisa tão… estranha. Eu sempre imaginei eles amarelos, mas, em relação a “Branco ou negro” eu vejo uma família mestiça. Como se explica isso? Han? Fiquei perdida agora;

  • Rebeca Sasso

    O autor do texto em questão (ou dos textos) faz uma análise Etnografrica da sociedade Brasileira em meu ponto de vista. De um olhar independente. De um padrão de análise onde se repete em várias circunstâncias.  (A etnografia (do grego έθνος, ethno – nação, povo e γράφειν, graphein – escrever) é por excelência o método utilizado pelaantropologia na recolha de dados. Baseia-se no contato inter-subjetivo entre o antropólogo e o seu objeto, seja ele uma tribo indígenaou qualquer outro grupo social sob qual o recorte analítico seja feito. Wikipédia.)”Pode confessar, amigo leitor: você também não ficaria surpreso? Eu ficaria. E não é porque somos racistas, mas sim porque, em nossa sociedade, a brancura é sempre presumida.”

    É como se fosse um olhar claro, pela sociedade, sem julgar, sem dizer o que é certo ou errado. É colocar padrões onde eles existem, é explicar como isto acontece dentro da sociedade, e como ela acontece, da onde surgiu, e por que ainda existe. 

    É simples, eu diria. Mas muitas pessoas não sabem olhar as coisas sem colocar a sua própria opinião dentro dela, sem colocar sua experiência de vida, sem colocar o seu “certo e errado”, sem colocar o seu “achismo”. É complicado conversar com uma pessoa sobre um assunto delicado, quando ela não consegue enxergar as coisas como realmente são e ponto final.Realmente, é um exercício que se deve ter todos os dias. Olhar as coisas como um olhar de criança, onde tudo se vê pela primeira vez. Se você fosse um sueco, e chegasse no Brasil, como você veria o ‘nosso’ racismo? Como interpretaria isto? Como ousaria escrever tudo isso sem ‘ofender’ ninguém?Por isso eu amo Antropologia. 

    Nisto, aconselharia a leitura do texto: 
    MINE R, Horace: “Ritos corporais entre os nacirema”.

  • Leonardo Sinedino @leosinedino

    Gostei do texto e concordo com ele quase por inteiro. No caso dos Simpsons eu
    discordo no que trata da Marge. Nos Simpsons há negros (Carl, Dr.
    Hibbert e Apu), um escocês ruivo (Willie, o zelador), portanto, existem
    os marcadores étnicos, logo a MArge é branca mesmo, até porque a família Simpson representa a típica família americana branca.

  • http://twitter.com/JuDacoregio Juliana Dacoregio

    E eu que sempre pensei que os personagens de anime e outros desenhos japoneses tivessem olhos redondos porque os próprios japoneses desenhistas não gostassem de seus olhos puxados… Nunca tinha parado pra pensar nesse paradigma da normalidade.

  • Jovete Fortunato

    WOW grande texto aprendi muito!!

  • Jovete Fortunato

    WOW grande texto aprendi muito!!

  • Jovete Fortunato

    WOW grande texto aprendi muito!!

  • http://twitter.com/prudencechan Aline Brandão

    Momento de choque: vocês chamavam o salmão de “cor de pele”? Gente, eu chamava o ocre de “cor de pele” – por mais que pra mim, que puxo muito mais pro salmão que pro ocre, aquilo não fizesse muito sentido.

    O problema é que eu só fui ter uma caixa de lápis de cor grande o bastante pra incluir salmão quando meu conhecimento de cores já era sofisticado o bastante pra chamar de “salmão” e “ocre”.

  • Andre

    Isso me lembra dos conflitos na Bósnia-Herzegóvina, na Sérvia, na Croácia e no Kosovo. Na minha infantil inocência, eu pensava: “conflitos étnicos? Mas não são todos brancos?” Assim como os embates entre hutus e tutsis, na Ruanda e na Uganda. São todos negros, afinal de contas!

  • Thiago Di Rosato

    Tu anda lendo muito Sartre, garotão…

  • Eu

    Para mim a Marge era amarela e pronto.

  • daniel

    eu acho esse negocio de preconceito um saco. o mundo podia respeitar mais a decisao das pessoas. deixar os gays para la,as lesbicas emos… afinal ninguem tem a ver com a vida de ninguem!!!!!!! pensem e se fossem vcs hein? vcs iam gostar?

  • Rodolfo

    Bem, a Turma da Mônica não é tão normal assim: o Bidu é azul e o Jotalhão é verde! =P

  • Humberto Mauro

    Sendo eu quase mulato casado com uma ruiva, não entendo como alguem perde tempo se preocupando com esse tipo de coisas. Se tivesse estudado engenharia ou medicina quimica , fisica estaria produzindo algo útil à humanidade ou salvando vidas. Isso sim importante e digno de preocupação. Por essas e outras direcionais meu filho para Ciências REAIS nunca nada etéreo

    • renato

      Falou tudo cara!

  • http://www.facebook.com/reguedes Renata Guedes Costa

    Fiquei impressionada quando fui percebendo ao longo do texto como isso é verdade! Tanto que ao ver sua “caricatura” sem cor no final te imaginei branco!

  • http://www.facebook.com/cyberpunkmark Marcus Ribeiro

    Tem uma coisa, sempre consideramos que os Simpsons são brancos pq, além da ausência de características, todo a vida que eles levam é a vida do “branco normativo”. E também existem outros personagens, desde o começo da série, que tem as características diferentes.
    Mas
    a dúvida real é outra: sou o único que sempre imaginou o Cascão moreno -
    e sim, pode ser mais preconceituoso, mas ele é o mais “pobre” da turma
    principal, ele e o pai tem cabelo crespo, e ele torce para o Corinthias.
    Meu preconceito enraizado é maior? kkkk

  • Isaac Garcez

    Meu comentário não deve conter muita informação, mas a parte em que você falou sobre os desenhos japoneses, os japoneses só fazem seus animes com brancos porque o desenho é retratado no japão, se fosse retratado na africa seriam negros, se fosse no brasil seriam, descendentes de índios, negros, europeus e vários mestiços.Veja que os japoneses gostam de colocar o povo que tem dentro do pais onde é retratado o anime, eles não vão colocar um europeu no meio de uma tribo africana, ou um negro sendo um monje oriental; a vários animes que mostram negros inclusive o próprio Naruto que você criticou.Somente a parte sobre os japoneses que eu achei de uma certa forma errada, oque você disse sobre a turma da mônica, marge e o Stickman com certeza estão certos.Obrigado por ler um comentário de um garoto de 14 anos negro.

  • http://www.facebook.com/hitigo Hitigo Balmug

    Só queria entender uma coisa:
    Se no japão todos os “bonecos palitos” são vistos como asiáticos, por que eles mantém apenas características europeias? Ok, entendi que eles são asiáticos por serem maioria lá, mas, por que não há nenhum negro? Ou por que a esmagadora maioria dos personagens têm cabelo liso?
    Pode-se responder que é pelo fato de que, no Japão, a maioria possui essas características. Mas então como funciona essa seleção de características? Pois não me lembro de nenhum japonês nascer com cabelos loiros, ou rosa, com olhos azuis e expressivos, mas posso listar um bom número de personagens que possuem essas características.
    Um outro ponto é que é meio subjetivo utilizar dessa analogia do boneco palito pelos exatos motivos que eu acabei de citar e que inclusive o texto aborda com pertinência: um boneco palito é só um boneco palito. Mas e no mangá/anime japonês? Não há personagens semelhantes, há diferenças de mulheres para homens, tamanhos, tons de cabelo, de olhos, às vezes até membros e feições. Mas não há a mudança de pele ou tipo de cabelo. Posso contar nos dedos os personagens que, de alguma forma, são representados negros aqui no ocidente. Alguns que representam, inclusive, até fazem parte dessa coisa meio ambígua: possuem olhos amarelos ou cabelo loiro, ou de alguma outra cor, formando um trope interessante (este aqui: http://tvtropes.org/pmwiki/pmwiki.php/Main/AmbiguouslyBrown). Quis levantar essa crítica porque acho muito coincidente que o Naruto seja loiro dos olhos azuis, ou que o Goku, ao virar Super Sayajin, abandone o cabelo e os olhos pretos para, também, se tornar loiro. Acho difícil que o Goku de cabelo preto seja visto de forma tão igual ao “tingir-se” de loiro. (NOTA: NÃO ESTOU ACUSANDO NINGUÉM, NEM SUBJUGANDO NINGUÉM OU CRITICANDO A CULTURA DE ALGUM PAÍS, SÓ ACHEI QUE ESSE TEMA PODIA SER MELHOR ABORDADO, pois o texto é muito interessante e esclarecedor nos outros pontos).

  • Julia

    Os Simpsons são brancos,todos brancos do desenhos são amarelos,e os negros,são negros mesmo(coloridos de marrom),achava que isso era bem obvio,logo o texto ficou sem sentido.

  • Ana

    Alex, gostei do texto, e muito bem escrito (sinto falta de textos bem escritos assim na internet), mas desculpaí, não concordei muito com o seu ponto de vista… talvez seja porque eu exercito esse discernimento há tempos e aprendi desde cedo a entrar “limpa” em uma história, a aceitar os personagens da maneira que eles se apresentam sem cobrar tanta representação da humanidade inteira em cada coisa que eu vá ler ou vá escrever. Pra falar a real isso é meio chato até, cobrar ou representar diversidade em tudo a todo o momento, tem coisa que cabe e tem coisa que não, vai da identidade que o autor quer dar pra história, do meio em que o autor viveu, etc., coisas a serem consideradas sempre que vamos começar a ler alguma coisa (pra isso servem os prefácios rs). Enfim, vc tb escreve e sabe do que eu estou falando. E a parte em que você cita os albinos é totalmente compreensível, pois essa minoria sofre tão ou mais preconceito e só quem convive com eles que nota (não sou albina, mas confesso que ser chamada de branquela azeda não é lá muito agradável).
    Talvez o problema seja mesmo a maneira como cada um de nós entra numa história – se foi esse o tom que vc quis passar no seu texto, desculpe, tive que tecer todo esse comentário pra chegar a essa conclusão rs -, mas não acredito que seja especificamente sobre racismo.

  • Nigel

    Bom texto,mas,o que ele fala da Marge é bem equivocado, os personagens negros do Simpsons tem pele escura, como o Indiano e o Carl.O Matt G pensou nela com aquele cabelo porq originalmente,no último episodio(o episodio definitivo dos Simpsons) se revelaria que ela era um personagem do “life in hell”,o melhor trabalho do Matt q nunca saiu no Brasil,ou seja ela seria um coelho. O cabelo dela seria grande pra encobertar o fato de ter orelhas de coelhos.Mas sei que o foco do texto é outro,apenas o exemplo foi infeliz.

  • http://www.facebook.com/guilherme.cunha.902 Guilherme Cunha

    Cara, você partiu de uma idéia boa – a questão de se presumir brancura, que o normal é ser branco – mas tá na cara que vc não conhece a fundo alguns dos exemplos citados e isso torna seu texto meio estranho pra quem os conhece…

    Quanto aos Simpsons vc está certo. Os personagens amarelos seriam os brancos e os negros e pardos são negros e pardos mesmo. Só ver Abu e aquele médico gordo.

    Em primeiro lugar é normal não existirem personagens negros em animes cujas histórias se passem NO JAPÃO. Obviamente ninguém vai presumir que Kenshin Himura, o Samurai X, é branco, já que ele é um samurai do japão feudal, mas era interessante pro Nohiko Watsuki mostrá-lo como RUIVO.

    Isso não significa que o público ocidenteal ou oriental o veja como branco. Só ver como o ator que o interpreta no filme é japonês. Agora, dê uma olhada em animes cujas histórias se passam FORA DO JAPÃO. O Aldebran de Touro de Cavaleiros do Zodíaco, por exemplo, é BRASILEIRO E NEGRO… aliás, os protagonistas do desenho são quase todos MESTIÇOS e isso é explícito. Seiya é japonês criado na Grécia, Saori é grega criada no Japão, Hyoga é meio japonês e meio russo, Shiryu é meio japonês e meio chinês etc.

    Em outro anime, Honey Honey, cada um dos príncipes que persegue a protagonista e sua gatinha é de uma etnia e uma raça diferente…

    Enfim, vc não pode resumir a maior fonte de animações do mundo a um caso ou outro que pode ou não – seguir o modelo dos Simpsons.

    Quanto a Turma da Mônica, Will Eisner certa vez disse que o Spirit era um herói musculoso porque isso era um clichê e, mesmo que ele não gostasse, quadrinhos são clichês. Infelizmente o clichê nos quadrinhos aponta a maioria dos personagens como brancos mesmo e até aí vc está certo…

    Acontece que o Mauricio é uma pessoa inteligente e SABE DISSO. Por isso ele cria o máximo de personagens pra se integrarem com esses. Dizer que o Jeremias por ser oficialmente o personagem negro é “um peixe fora d’água” se aplicaria tb dizer o mesmo a Dorinha porque ela é cega, ao Luca porque ele é cadeirante, ao Humberto porque ele é mudo, ao Papa-Capim porque ele é índio etc.

    E é preciso dizer duas coisas sobre o Mauricio que foram ignoradas. Em primeiro lugar, duas HQs dele já foram PROTAGONIZADAS por personagens negros, com elenco de apoio majoritariamente negro: Pelezinho e Ronaldinho Gaúcho.

    Em segundo lugar uma das melhores e mais famosas histórias da Turma da Mônica mostra a Mônica acordando num mundo onde todos os outros personagens estão com a cor da pele… AZUL!

    http://www.monica.com.br/mauricio/cronicas/images/cron123.gif

    • Thiago Damasceno

      Uau , DUAS (2) HQs foram protagonizadas por negros e você tá reclamando de quê, Alex?

      Sério, essa teimosia é falta de discussão do tema, que incomoda bastante os brasileiros … O Jeremias vive num país de maioria parda e ele é o único mais próximo do pardo ali, como isso não está errado ? Elé é um peixe fora d’água sim porque ele foi feito como elemento de diversificação dos quadrinhos, não como um personagem cotidiano, que deveria ser mais natural segundo nossa constituição racial.

      • http://www.facebook.com/guilherme.cunha.902 Guilherme Cunha

        Ou seja, a Dorinha também é um peixe fora d’água, o Luca é um peixe fora d’água, o Humberto é um peixe fora d’água, a Tikara e a Keiko são peixes fora d´água, o Alfacinha é um peixe fora d´água… Nossa! A Turma da Mônica está cheia de peixes fora d´água!

        A questão não é somente que as duas HQs são protagonizadas por negros, mas que os NEGROS SÃO O ELENCO MAJORITÁRIO das HQs. Nas Turmas do Pelezinho e do Ronaldinho Gaúcho BRANCOS SÃO MINORIA!

        Mais uma vez, a idéia de vcs é até boa, se não fosse essa total falta de conhecimento dos exemplos que estão utilizando.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=1536850865 Janaina Amaral

    Lembrei da minha infância. O lápis bege era chamado de “cor de pele”.

  • Souza

    Excelente texto!

  • Dani

    Gostei muito do texto! Ele utiliza exemplos muito claros de como reproduzimos o racismo inconscientemente. Essa discussão sobre a inviabilização do racismo tem que ser feita urgetemente no Brasil. Caímos no conto de que o povo brasileiro é povo miscigenado e colorido
    por natureza e aqui não há preconceito. Não há mesmo?? Se vc é como eu branco classe média faça o teste de
    pescoço que tanto falam por aí. Sou branca classe média e pasmem já morei em perdizes hahaha Na minha turma da faculdade dos mais de 400 alunos não tinham nem 3 negros. Não há negros nos locais onde já trabalhei. É simplesmente assutador e terrivelmente injusto. Ainda sim, o racismo é todo tempo negado. O primeiro passo para mudar isso é reconhecer seus próprios privilégios e entender que inconscientemente reproduzimos opressões. Minha única crítica ao texto é quanto as fotos sensuais das personagens femininas: o escritor é pego pelo que pretende combater, pois isso é uma reprodução inconsciente do machismo que os homens costumam negar, assim como os brancos classe média negam o racismo. Concordo com o post da Aline:”São todas poses que as pessoas fazem, mas é reservada às mulheres a
    prerrogativa da sexualização. Quando nada mais no contexto está
    sexualizado, a não ser o corpo feminino, acho que a coisa começa a ficar
    estranha”. Enfim, por isso que é legal criar espaços como esse para debater porque as coisas vão surgindo quando menos se espera, criando oportunidade de mudança hehe

  • Marco Aurélio Hoegen Martins

    Marge Simpson é obviamente branca. Tem nariz fino, boca fina e o cabelo azul nos Simpsons representa um branco de cabelo preto. Aliás, o cabelo dos filhos dela é loiro. E em vários episódios ela se diz descendente de franceses.
    Os japoneses se desenham como brancos porque eles gostam de americanos. Mas eles já estão tão acostumados que nem ligam para isso.
    Nunca vi tanto mimimi

  • sara

    Seu texto verbaliza algo que me inquieta: ” o racismo”. Não o declarado, que desse sei muito bem como me defender como negra que sou, mas o que está entranhado em nossa cultura. trabalho com crianças e mesmo nos bem pequenos é nítido o comportamento racista e discriminatório. Me perguntava sempre como uma criança de dois anos pode discriminar alguém? E hoje digo como não ser?… Uma sociedade que precisa de leis pra fazer valer o direito do ser humano de ter acesso a educação por exemplo, e não entro no mérito da questão pois sou a favor das cotas pois ante tanta desigualdade algo haveria de ser feito, continua gerando pessoas com padrões de beleza sem lugar pra diversidade.

  • Pingback: Normatividade, Transgressão e Wo-man de Hector Lima e Anderson Nascimento | Cruzador Fantasma

  • César Ricardo De Andrade

    Ronaldinho Gaúcho, Pelezinho, Neymar…

    São brancos, por acaso?

  • Jéssyca Nobre

    Eu acho que só presumem que a Marge é branca pq quando eles representam um personagem negro, ex. o amigo do Homer, ou um personagem de outra raça ele os fazem negros :D. Mas de qualquer forma eu nunca presumi isso, achei que essa galera era amarela mesmo ahuahuahuahauhauhauh

  • Roberto

    “Se cinco negros da periferia estiverem conversando sobre uma menina e se
    não for mencionado nenhum marcador de diferença, é presumível que ela
    também seja uma negra da periferia. Se fosse branquinha dos Jardins,
    esse detalhe seria ressaltado e enfatizado.”

    Esse trecho define muito bem a ideia.

  • Nathália Borgo

    Mas ser “diferente” é mais legal!
    Por isso mesmo, nós, branquelas, precisamos de maquiagens e bronzeado para mudar alguma coisa quando queremos parecer “diferentes”! Às negras, basta mudar a posição dos cabelos, e elas continuam lindas com sua melanina, totalmente natural!
    Mas quanto a enxergar um personagem, acho que enxergo mais pelas minhas preferências e referências (tipo filmes, quando leio) do que por estereótipos. Por exemplo, no caso do faxineiro, enxerguei um senhor de idade, BRANCO, bem velho e acabado fisicamente. Talvez seja muito relativo isso… Apesar de fazer todo sentido!

  • Douglas De Oliveira Coelho

    na questão da marge simpson eu não via ela negra porque o negro não é amarelo no desenho dos simpsons tendo em vista personagens com appu, dr hibbert etc…

  • Josimar Serreira

    Perfeito

  • Leandro Benincá

    Não é deslize se você não souber onde ele mora, Ribeiro. Nos estados do sul do Brasil, por exemplo, existem várias cidades com menos de 5% de população que não seja caucasiana.
    Inclusive, existem várias cidades com a população inteira de uma só etnia, como alemã ou italiana.

    • Madex

      90% das novelas são no eixo Rio-São Paulo. E até as que se passam na Bahia tem maioria branca – a não ser que a personagem tenha alguma função que “exija” outra etnia.

  • Rafael
  • DanielLemes

    A questão é: o que você vê como normal? Na cena do Jeremias na mesa, pra mim tem vários brancos e um negro (óbvio), mas não tem um grupo “normal” e um “fora do normal, tem simplesmente vários brancos e um negro.

    “Não tem. Claro que não. Porque a brancura, por ser a norma, não é nunca um grupo de características determinantes, mas sim uma conspícua AUSÊNCIA dessas características.”

    Que ausência de características? Eles têm as características. Maurício de Sousa escolheu retratar os personagens brancos com um tom de salmão (mais próximo da pele branca) e os negros num tom de marrom (mais próximo da pele negra). Fim. Enxergar que um deles é “excluído” por ser diferente vai da visão de cada um.

  • Rodrigo

    Alex Castro, o maior exemplo é a figura de Jesus como sendo de uma pessoa branca.

  • Guest

    Sei lá se enxergo mal, mas pra mim os Simpsons são amarelos, tem quatro dedos e são humanos.
    Naruto, pra mim, é japonês.
    A Turma da Mônica, em sua maioria são “brancos” porque foram inspirados nos filhos do Maurício.
    Quer dizer que se eu retratasse meu filho num desenho teria de fazê-lo de cor diferente do que é só pra pagar de não-racista?
    Por favor, né?
    Eu sofri muito preconceito na escola por ser branca e tive toda sorte de apelidos, o que me fez desistir de usar os shortinhos de educação física, camisetas cavadas, saias.
    Minhas “coleguinhas” negras e morenas não cansavam de rir de mim.
    Mas queria avisar que não morri por causa disso, viu?
    Nem processei ninguém.
    Nem usei camiseta 100% branca para afrontar os outros.
    Porque as pessoas não podem ser só pessoas?
    Porque todo mundo insiste em não ver o ser humano e sim a cor da casca?
    É tão cansativo esse assunto!
    Então serei racista se entrar pro rol das pessoas que tem amigos, namorou, convive com negros, pardos, índios, japoneses?
    Todos tem sentimentos e merecem oportunidades independente da cor do seu desenho favorito.

  • Marco Antônio

    Da mesma forma que você autor, Alex Castro, imagina que teu leitor é um homem heterossexual após mostrar as imagens de Marge (inclusive me foi peculiar mostrá-la toda sensual/sexual) e por intuir que “papo de homem” não seria para gay (ora, gay não é homem? penso que transgêneros tb existam).”Concentre-me, leitor. Estamos aqui pra falar de racismo.”
    A mim pareceu incoerência com teu discurso sobre racismo, pq o argumento que utiliza são padrões normativos. Vc se cega aos padrões que quer e esquece de outros. Veja que vc tenta induzir dizendo que Marge seria negra (ou pelo menos não branca) referindo-se ao cabelo azul afro e a representa toda sexual/animalizada como as mulheres negras são sempre normatizadas. Tsc-tsc. Ficou feio.

  • Madelleine

    Não importa se a maioria é branca ou negra. Não deveria ser normal pensar em um normal. O ideal seria não se surpreender, simplesmente não ligar para a cor. Como o texto colocou, isso ainda não acontece.

    E não adianta ser hipócrita: o nome da cor do lápis é cor de pele, como se pele só tivesse uma cor; na TV não há apresentador principal de programa negro. Protagonista de novela então, raríssimo.

    Não é racismo, é o que vemos. E vemos isso não porque a maioria aqui é branca. Mas porque devido às condições históricas de escravidão e posterior abolição na qual não conseguiam emprego, os negros foram vivendo em condições difíceis. Quantos negros na sua aula na faculdade? Quantos no seu escritório? Quantos na sua escola particular?

    Essas políticas que tantos criticam visam isso: ter mais negros ativamente na sociedade como um todo. E no futuro não haverá espanto porque o Ministro é negro. Simplesmente porque nem perceberemos mais as cores.

  • Marco Antônio

    PARABÉNS A VOCÊ ALEX POR PROMOVER O ENTENDIMENTO DA MARGE COMO NEGRA E SÓ UTILIZAR IMAGENS SENSUAIS DE CONOTAÇÃO SEXUAL DELA.

    ORA, O QUE SERIA MAIS NORMATIVO PARA UMA MULHER NEGRA DO QUE SER EMPREGADA DOMÉSTICA OU UMA OBJETO SEXUAL?

    NÃO SATISFEITO EM SER NORMATIVO NESTA QUESTÃO, A NEGRA SEXUAL/ANIMALIZADA, AINDA SOLTA UMA “Concentre-me, leitor. Estamos aqui pra falar de racismo.”. MAIS UMA VEZ PARABÉNS POR NORMATIZAR QUE TODOS OS TEUS LEITORES SÃO HOMENS HETEROSSEXUAIS.

    A ÚNICA PARTE COERENTE DO TEU DISCRUSO FOI QUANDO DIZ “Esse processo de enquadramento normativo é tão forte que” VOCÊ MESMO FOI TÃO NORMATIVO SEM PERCEBER.

    QUE BOM QUE SE PROPÕE A FALAR DE RACISMO, COM CERTEZA SABE BEM QUE A CONOTAÇÃO SEXUAL DOS NEGROS ESTÁ IMBUÍDA NESTE CONTEXTO.

  • Tato

    A Marge não é negra por um motivo simples…os personagens negros dos Simpsons, assim como o Jeremias da Turma da Mônica, apresentam a cor diferenciada. Tome como exemplo o Médico.

  • Philo–

    uma provocação (Sem um pingo de agressão): como você diz no texto, não há marcador de brancura (alvura) … não seria então possível então o seguinte raciocínio: … os personagens normativos seriam como nós, híbridos raciais, mulatos claros, ou (usando um termo loaded) pardos…. o über branco ( cito por exemplo os personagens loiros/arianos) seriam representados por carminha fru-fru e anjinho … se vc perceber, tanto mônica, cebolinha, e magali têm cabelos pretos … e cascão, eu arriscaria dizer (pelo pai e pela mãe também) que seria o mais “mulato” de todos. (CLARO que mesmo essa articulação é problematizável, mas fica a provocação e o elogio por um texto tão bem escrito que é capaz de mexer em vespeiros sem ser ofensivo ou propagandístico).

  • thales

    tema bom, teria boa!!!mas muito mal articulada e com pontos muito superficiais e que apresentam apenas um foco dentro das varias óticas possíveis para o tema!!! mas a ideia em si é muito boa e rende boas discussões!

  • Misleine Kreich

    Sabias Reflexões,
    Obrigada Alex.

  • Thiago

    Gostei do ponto de vista, em especial do exemplo do boneco palito. Realmente o “normal” é melhor aceito por não ser “o outro”.

  • Marina Paixão

    Texto muito interessante… Me fez lembrar claramente de quando criança chamar aquela cor da caixinha de lápis de cor, salmão, como você chamou, dos integrantes da turma da Mônica, de “cor da pele”. Mesmo que a cor da minha pele não seja essa! O costume de criar um padrão em todas as coisas está tão entranhado em nós que muitas vezes nem percebemos os paradoxos.

  • João

    Já repararam no nome do indiozinho? É papa-capim. Ou seja, ele é tão primitivo que come capim. ISSO é um puta racismo do Maurício.

  • Guilherme Fabrin Franco

    Alex, achei muito importante a resalta que passaste pelo teu blog. Gostaria de recomendar esse video: http://www.youtube.com/watch?v=tNEoIo3XMws

  • Marcos

    Tem várias maneiras de saber que a Marge é branca. Ela tem a mesma cor de pele que o jardineiro do colégio, que é ruivo descendente de irlandeses. Como ele é ruivo, pode-se assumir com segurança que ele é branco. Então a Marge e todos os outros personagens amarelos também são.
    Quando uma pessoa que existe na vida real e é branca aparece no desenho, ela também é retratada com a pele amarela. Logo, nos Simpsons, pele amarela = raça branca. Não existe racismo nenhum nisso. Não é porque a Marge tem cabelo crespo que ela precisa ser negra. Esse é um estereótipo que o autor do texto aplica mas que nem sempre é verdade.

  • Margot

    Vemos a Marge Simpson como branca porque, quando tem um personagem afro, a cor dele é marrom. Simples assim.

  • Ruy

    Achei interessante a discussão que você propõe. Porém, lendo seu texto, na largada discordei da sua observação sobre a Margie. Amarelo no desenho dos Simpsons é igual a branco, tanto que existem personagens negros que são representados com a cor marrom. Depois também constatei que você errou feio na observação sobre os animes (provavelmente não conversou com nenhum oriental antes de fazer sua afirmação). A raça dos personagens é uma não questão para os orientais, que simplesmente não se preocupam com isso (ao menos no caso dos animes). Daí o texto perdeu a credibilidade e parei de ler.

  • Marcello Mea

    Entao o racismo eh questão de percepsão , talves na minha ignorancia eu seja desprovido da percepsao de diferenciar raças , portanto não percebo a diferença racial no meu mundo, ou seja na minha cabeça não existe diferenças. se o mundo estivesse cego na minha ignorancia nao existiria racismo, mas o maior racista eh o que tem a percepsão aguçada de diferenciar raças e suas caracteristicas,
    como voce!!

  • Rodrigo Vieira

    Muito bom mesmo, eu sempre procuro algo relacionado a racismo e pensamento racista, mas como este texto, nunca vi igual, muito bom mesmo, parabéns. Ótimas referências e raciocínio claro e objetivo. O texto é grande, normalmente nunca leio algo desse tamanho na internet, mas esse eu não consegui parar de ler até terminar.

  • Renki

    Eu discordo em partes dessa teoria. Acho que a pessoas imagina a cor que ela é. Uma criança / pessoa negra imagina uma pessoa negra e uma branca uma branca. Eu nunca imaginei um cara, mal ou pobre nos livros negro… Acho que cada um é cada um, pensar que só porque vc imagina um personagem assim ou assado não significa racismo…

  • Sara Villas

    li achando que você era branco.

  • feeer

    eu realmente achei muito interessante sua analise, nunca tinha pensado dessa forma e de fato é o que acontece. Todavia, discordo muito do que voce falou sobre os japoneses, existe sim no desenho uma tentativa de ocidentalização, nao so pelas diferentes cores diferentes de cabelo olho mas especialmente pelo tamanho dos olhos, que tentam ser tão grandes quanto o dos japoneses são pequenos, a maior prova disso é que a cada dia as mulheres orientais estão tentando ficar com olhes ocidentalizados e inclusive é muito dificil ver uma japonesa em novelas e programas de tv que não tenha os olhos operados, os olhos ocidentais realmente virou um desejo dos orientais e isso é refletido nos desenhos

  • Thaís A.

    Você já assistiu a um filme do Jonh Travolta chamado A Cor da Fúria (http://www.adorocinema.com/filmes/filme-59062/)? É muito interessante porque todos os personagens são negros e o “bandido” é um cara branco. E o filme deixa muito claro como naturalmente colocamos o branco e o negro em determinados papéis e como a troca sacode o Status Quo.

  • Lucas

    Alex, talvez a principal razão porque vemos os personagens de animes como “brancos” seja por causa dos “olhos grandes”, já que o japonês/asiático “normativo” para nós possui olhos puxados, e nos animes praticamente não tem personagens com olhos puxados (com algumas exceções, como o Brock de Pokémon ou o Gin de Bleach), mas sim com “olhos de ocidentais”, além da pele mais clara, já que a imagem que temos dos japoneses é a pele amarelada.

  • Lucas

    Se formos considerar as pessoas de pele escura (negros e “mulatos escuros”), então no Brasil são minoria, já que nem todos os pardos são “negros de pele escura”, muitos brancos brasileiros descendem de negros africanos ou indígenas, então, deveríamos considerar um branco de pele alva como “negro” se ele tiver algum ancestral africano? Ou como “indígena” se ele tiver algum ancestral índio? e se for mestiço das três etnias, ele é “branco”, “negro” ou “indígena”? Os pardos de pele escura geralmente são considerados “negros”, enquanto os de pele clara são considerados “brancos”.

  • GuilhermeCunha

    ”A normativa se define pela ausência”.

    Só que se na Mônica não existe a ausência pelo destaque ao Jeremias, nos Simpsons muito menos já que Carl, Gengivas Sangrentas e Dr. Julius Hibbert são destacados como negros.

    Se o Papa-Capim é destacado como índio, o Apu é destacado como indiano. Então é óbvio que o Amarelo dos Simpsons são os Brancos.

    Essa comparação não tem sentido.

  • http://www.pesadelo.net Clarion de Laffalot

    Falou bobagem sobra a Marge, os personagens dos Simpsons são amarelos mas isso nem de longe é uma cor “neutra”. O Seriado tem personagens de outras etnias (como o Abu e o Dr. Julius) cuja pele é representada em tons diferentes.

  • Paulo Albuquerque

    O texto é bom, porém nos “Simpsons”, se usam outras características para as demais raças. Existem negros, índios, asiáticos, Indianos. Ou a Marge é caucasiana, ou uma nova raça, de cor amarela e cabelos azuis.

  • Rafael Jay Street

    Só pra reforçar seu magnifico texto Alex vou te contar uma historia.

    Minha namorada é negra. Ela jogava em um time de basquete, onde a maioria das colegas eram negras também. Ela sempre me descreveu como um bom namorado, mas nunca mencionou que eu era branco (porque não é necessario), quando eu fui assistir um jogo delas todas se assustaram ao me ver e ouvi a frase “ele é branco?”

  • Rosiane Santos

    especial

  • Thiago Adomaitis

    Eu sempre vi os Simpsons como… amarelos. ‘-’

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