O lutador turco Yasin virá da Alemanha para conduzir mais um encontro em nossa jornada nas Artes Marciais. INSCRIÇÕES ABERTAS →
​​​​​

Quanto custa criar um filho?

Erico Verissimo

por
em às | Crônicas e contos, Trabalho e negócios


Tipo um liveblogging, sei lá. Experimentemos.

Eu aqui começando o questionário do site “Quanto custa um filho?”, bebê Felipe tomando mamadeira enquanto assiste VH1, princesa Juliana no quarto jogando Wii, filhão Henrique na escola comemorando o dia das mães com a dita cuja.

Middle class feelings, e de repente é disso que a coisa toda se trata: descobrir se estou muito ferrado ou ferrado além das piores expectativas possíveis quanto ao peso financeiro da creche que montei aqui em casa.

De cara, três criancinhas nitidamente bem criadas: uma futura chef, um futuro engenheiro, outro futuro médico. Cirurgião plástico, prefiro pensar: vai ter mesmo que ganhar muito dinheiro pra sustentar os filhos que um dia pretenda ter.

Nada como iniciar os filhos em uma linhagem de bons hábitos

Meus comentários enquanto respondo

Perguntas, respostas e comentários, ei-las:

“Qual a faixa de renda mensal da sua família?”. Pena, não encontrei a opção “insuficiente”.

“Sua família possui plano de saúde?”. Opção “Sim, mas pago pediatra particular”. Tentando, na verdade, me livrar dessa despesa, embora obviamente o convênio não me dê acesso ao crême de la crême. Não é decisão fácil, mas com três filhos é coisa que fere de morte o bolso: já chegam as vacinas que os postos de saúde não oferecem.

“Enquanto seu filho não tiver idade escolar obrigatória, ele:” Então, “parentes irão cuidar dele sem custo algum”. Ressalva quanto ao “sem custo algum”. Decisão nossa, aqui em casa: desonerar a patroa de ir batalhar num emprego aí fora. Assumimos esse “custo”, muito mais uma “ausência de receita”, mas que nos permite oferecer muito mais qualidade à vidinha que levamos.

“Para ir à escola, seu filho vai utilizar:” Então, “transporte público”, no caso “sola de sapato”. Morar perto do trabalho já é fodasticamente vantajoso, morar perto da escola revelou-se igualmente importante. Começo a pensar se não se é feliz no cotidiano quanto mais trechos a pé se pode fazer.

“Quando seu filho faz aniversário…”, outro dia mesmo eu cravaria a opção “procuro um buffet para não me preocupar com nada”. Hoje vou de “cuido de tudo pessoalmente e comemoro em casa mesmo”, e não por já ter feito (somados os três filhos) 10 festas em buffet: já fomos a umas 100. Enjoa. Muito. Fora o custo proibitivo da brincadeira, e que em 2011 estamos tentando reverter a uma viagem aos Estados Bonitos da Disney.

“Seu filho vai fazer cursos extra-curriculares?” Tranquilo, “Sim, mas vou procurar cursos gratuitos”. Quer dizer, “vou procurar”, não quer dizer que eu vá encontrar. Tem isso, também, de não abusar da agenda da criançada, que de outra forma estressa e entra na neurose dos pais.

“Você vai pagar a faculdade do seu filho?”. Futurologia pura, além das capacidades precognitivas da minha opaca bola de cristal. Provavelmente “Não, ele terá que trabalhar para poder arcar com essa despesa”. Justo, creio: salutar. Trabalho é aprendizado que não hei de negar aos filhos.

Trabalhar, sim, mas não vou impedir minha filha de jogar videogame

“Seu filho vai receber mesada?”. Vai. Aliás, quase já recebe, por conta da cantina da escola. Opção “Sim, até ele entrar na faculdade e começar a trabalhar”. Como poderia ser diferente? Queremos mesmo criar adultescentes parasitas que guardam pra si toda a grana que venham a ganhar, exigindo sustento paterno até um tardio e eventual enlace matrimonial?

Reflexões sobre o sentido da vida bruscamente interrompidas pelo resultado. Quanto? Quanto custa um filho?

O custo e a temperatura da piscina

R$ 671.807, até os 23 anos de idade. No meu caso, três filhos, mais de dois milhões de reais.

37% em educação, 18% em saúde, 15% em habitação e alimentação, 12% em lazer e entretenimento, 7% em vestuário, 6% em brinquedos e novas tecnologias, 5% em “reserva financeira”.

Menos mal, não se trata de despesa à vista, mas sim a perder de vista. Investimento sem retorno que não o de deixar no mundo gente pronta pra briga, pessoa humana da qual seja possível se orgulhar.

O valor assusta? Assusta. Tem um quê de medição de temperatura: olha, confesso que eu não imaginava tão gelada, a ponto de congelar, a água dessa piscina onde há quase uma década nado, e pra qual volta e meia convido a galera a entrar.

Vamos combinar? Tem custo. Mas não tem preço.

Erico Verissimo

Serial father, sistemeiro desenvolvimentista computacional, pessoa humana nas horas vagas. Ateu praticante, corintiano devoto, sempre com fé na vida. Moço casadoiro, aliança no dedo já há uma década. Antecipando a crise dos 40. Jênio incompreendido, vidraça fantasiada de estilingue. De tudo um pouco e mais um pouco em verossimil.wordpress.com ou em @verossimil.


Outros artigos escritos por

Somos entusiastas do embate saudável

O texto acima não representa a opinião do PapodeHomem. Somos um espaço plural, aberto a visões contraditórias. Conheça nossa visão e a essência do que fazemos. Você pode comentar abaixo ou ainda nos enviar um artigo para publicação.


EXPLODA SEU EMAIL

Enviamos um único email por dia, com nossos textos. Cuidado, ele é radioativo.


TEXTOS RELACIONADOS

Queremos uma discussão de alto nível, sem frescuras e bem humorada. Portanto, leia nossa porra de Política de Comentários.


  • http://profiles.yahoo.com/u/Y5YX4CZJVPLQMJVSXO4KXXCZNM Felipe

    Eu acabei de fazer esse teste, para saber quanto meu pai gasta comigo.
    Só assim pra perceber o quanto dispendioso eu sou e o quanto meu pai se esforça
    para garantir meu futuro com o pouco que ganha.

    Só fiquei revoltado numa parte: “Você vai pagar a faculdade do seu filho?”

    Só existem apenas duas opções:

    Sim

    “Não, ele terá que trabalhar para poder arcar com essa despesa”

    Cadê a opção
    “Não, meu filho vai passar numa universidade federal” ?

    • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

      Concordo Felipe, no entanto, mesmo estudando em universidade federal, o custo de se morar em outra cidade (se for o caso) se equivale aos custos de mensalidade de uma universidade particular de média qualidade. Sem falar nos livros e tudo mais… 

      • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

        Universidades federais muitas vezes têm moradia para quem é de fora, ou mora muito longe do campus. Como o Crusp, na USP. Ajuda bem quem não pode pagar. Claro que o número é sempre insuficiente, mas é uma opção. E mesmo que se vá morar em uma república… acho eu que cerca de 300 reais por mês é bem menos do que as mensalidades da maioria das universidades particulares (as médias-boas). Mas posso estar enganada.

        Quanto aos livros… eles serão sempre indicados, tanto nas particulares como nas públicas. E também sempre existirão as bibliotecas. Já usei muito, para livros que eu não podia comprar na época…

      • Mei

        Bem, morar perto da USP é um absurdo… com 300 reais você não paga nem o 1/4 do aluguel de um apartamento pequeno perto da Corifeu (av que vai sentido Osasco).

        Sem falar em alimentação, existe os “bandeijões”, que custam R$ 1,90… mas e dai, os funcionários entram em greve todo o ano (não estou exagerando).

        Realmente terrível, eu morei um ano assim (OBS: também fui assaltado 3 vezes), e desisti… preferi fazer duas viagem de quase 2 horas pegando trêm, metro e ônibus.

        Sério, se seu filho(a) entrou em alguma faculdade pública… seja um bom pai e ajude ele a bancar um carro, vai sair mais em conta e ele terá bem menos estresse.

        E quanto a livros, bem… pegue na biblioteca antes de começar as aulas, em geral da para saber quais livros serão utilizados quando se faz a matrícula. Ou compre/pegue emprestado de um veterano.

      • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

        Mei

        Eu falei REPÚBLICA… ou seja, dividir um canto com mais umas 3, 4 pessoas. Por isso os 300 reais, mais ou menos. Alugar apartamento sozinho ou dividindo com apenas mais um… é só pra quem pode. E nem todos podem, assim como nem todos os pais podem pagar um carro (e a gasolina) para seus filhos. Nada a ver com ser ou não bom pai.

        Eu morei 4 anos em uma moradia estudantil. Foi ótimo, com greves de bandejão e tudo. (Aliás, nas greves costumavam rolar altos almoços coletivos nas cozinhas comunitárias.) Convivia com gente de todos os cursos, aprendi a dividir espaço com pessoas muito diferentes de mim… e as festas eram as mais divertidas.

        Quanto a ser assaltado… bom, para isso basta morar em uma cidade grande, né? rsss Mas cada um tem a sua experiência. A sua não foi boa. A minha foi ótima. :-) Os amigos dessa época ficaram para sempre.

    • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

      Concordo Felipe, no entanto, mesmo estudando em universidade federal, o custo de se morar em outra cidade (se for o caso) se equivale aos custos de mensalidade de uma universidade particular de média qualidade. Sem falar nos livros e tudo mais… 

    • Matheus

       Eu curso uma universidade Federal e falo: custa mais que uma particular.

      • http://www.facebook.com/people/Felipe-Matos-Mendes/1559509585 Felipe Matos Mendes

         Eu estudo em uma universidade federl e falo: Nunca teria dinheiro pra pagar uma particular e muita gente faz recebendo algum tipo de auxilio de custo da universidade.

      • Jefferson

         Isso se você não mora na cidade em que a universidade federal está localizada ou se a particular for aquelas beeeem fraquinhas com curso sendo cancelado pelo MEC que custam o mesmo que um colégio no ensino médio.

      • Jefferson

         Isso se você não mora na cidade em que a universidade federal está localizada ou se a particular for aquelas beeeem fraquinhas com curso sendo cancelado pelo MEC que custam o mesmo que um colégio no ensino médio.

      • Arnaldo Rocha

         Ano passado eu fazia particular, agora passei na federal e te digo: nunca vi tanto dinheiro na minha conta (tá são só 2 centenas por mês, mas pra quem vivia no cheque especial é uma maravilha).

      • ADDF

        Matheus, eu cursei engenharia em federal e te digo.. economizei quase 300 mil reais em 5 anos se contar juros. Agora estou devolvendo à sociedade o “investimento” que ela fez na minha formação.

      • Thera

        Que conta é essa que você fez?

        Tô cursando engenharia química na UFPR. Gasto mensal na universidade: 20 almoços
        de R$1,30/dia + uns R$ 20,00 de xerox/mês.

        Na PUC-PR, só a mensalidade é
        de R$1200,00 (e subindo, conforme passam os semestres). Mais almoço ‘caro’ (não tem RU), mais xerox. Como isso pode ser mais barato??

    • Meire

      E, além de poder passar em uma Federal, também há a opção de conseguir uma bolsa integral numa universidade particular. Existem programas estaduais e municipais que oferecem concursos para distribuir vagas em universidades particulares. São raríssimas vagas, eu sei, mas são restritas aos alunos que estudaram somente em escolas públicas, por isso acho que vale muito a pena tentar. 
      Eu consegui, e espero ser capaz de ajudar meu filho a conquistar sua vaguinha também >_Ô

  • Isabella Ianelli

     Érico, sensacional!!!

  • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

    Acho que o mundo moderno complicou demais as coisas para os pais. 20 anos atrás as crianças levavam lanche para a escola. Hoje quem não compra na cantina paga mico. Antes não havia essa obrigatoriedade de fazer mil cursos extra-curriculares… hoje a ideia é que se eles não fizerem, não estarão tão bem preparados para enfrentar a vida profissional no futuro. E por aí vai… todas as atuais “obrigatoriedades”, como festas em buffets, roupas de marca, o tênis da moda, o último lançamento de games etc.

    Não sei se tem como contornar isso. Vivemos em sociedade, né? Mas de repente me vi aqui fazendo a mesma opção que meus pais – que nunca tiveram dinheiro sobrando – fizeram. O gasto forte fica para uma BOA escola (que inclusive aumenta as chances da entrada em uma universidade federal). De resto, era meio que um “sinto muito, crianças, mas não se pode ter tudo que se quer”…

    • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

      É difícil contornar, viu!! Mas não impossível. Os meninos (pelo menos os meus) são bem solidários… se os ajudarmos a serem né?? Hehehe

      Só não tenho essa preocupação toda com escola, aliás se pudesse eles passariam longe de uma. Acho que ser professora me faz achar a escola um dos piores locais do mundo… e pelo menos aqui, quanto melhor (nos conceitos da sociedade) pior (para formação humana, q é a q mais me interessa).

      • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

        Ótimos pontos de vista, Rosana. Lembrei aqui de uma amiga minha que morou um tempo nos EUA me contando do sufoco que foi escolher uma escola para o filho, na época com uns 5 anos. “Eu ia nos sites das escolas e as linhas que elas colocavam como fundamentais não eram as mesmas que acho importantes para meu filho.” As escolas falavam em criar bons competidores, e ela pensando em valores morais, companheirismo… enfim, como você disse, formação humana. Pelo visto nossas escolas estão indo pelo mesmo caminho.

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

         Estão sim, principalmente as de “elite”, quer sejam públicas, quer particulares. Incentivo à competitivade, ao individualismo, a uma briga louca por milésimos nas notas. Já trabalhei em escolas públicas e particulares, meus filhos já estudaram em escolas públicas e particulares, mas esse perfil impera.

        Um dos impecilhos que muitos colocam para a qualidade da educação é a impossibilidade de poder ameaçar o aluno com reprovação e a inclusão de alunos portadores de necessidades à rede comum. Duas características humanas que nos alçariam a um novo patamar em desenvolvimento humano. Eu não acredito que tenhamos de escolher, acho que podemos ter qualidade de educação científica profissional e também humana. No futuro… quem sabe…

      • http://twitter.com/verossimil verossimil

        Não há solução que não passe pela presença dos pais como educadores. Principais, não auxiliares. Porque há muitíssimo mais a aprender fora da escola do que dentro… 

      • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

        Ótimos pontos de vista, Rosana. Lembrei aqui de uma amiga minha que morou um tempo nos EUA me contando do sufoco que foi escolher uma escola para o filho, na época com uns 5 anos. “Eu ia nos sites das escolas e as linhas que elas colocavam como fundamentais não eram as mesmas que acho importantes para meu filho.” As escolas falavam em criar bons competidores, e ela pensando em valores morais, companheirismo… enfim, como você disse, formação humana. Pelo visto nossas escolas estão indo pelo mesmo caminho.

      • http://twitter.com/verossimil verossimil

        Uma coisa que as crianças de hoje têm menos que as de outras gerações é REFERÊNCIA. Sabe, aquilo de dar valor ao que têm? Então. Fico pensando se não é uma boa expor constantemente a criançada à realidade alheia, de quem só tem escola pública, saúde pública, transporte público… 

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Pois é, esses dias estava numa roda de amigos com minha filha de 14 anos, fui falar mal de uma amiga que nunca havia pegado ônibus quando fazíamos o magistério… tipo, eu achava um absurdo, os pais dela não a preparavam para a vida e esse blá blá blá todo.

        Minha filha me olhou e disse: “Mas, mãe, eu nunca andei de ônibus sozinha também!!” Hein?? Quem é a mãe dessa menina?? Pois é, antes tarde que nunca, combinamos um passeio de busão para ela sozinha, ehehehe

    • http://twitter.com/verossimil verossimil

      Filhão outro dia ficou HORRORIZADO em saber que fiz escola pública do primário à faculdade, passando pela escola técnica (federal).

      Quanto ao “sinto muito”, às vezes penso que seria mais fácil simplesmente não ter opção a não ser dizer “não” ao que me pedem como pseudo-obrigatoriedade. 

      • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

        Olha, não sei se isso te ajuda, mas juro que sobrevivi bem aos “não podemos”. A maioria dessas coisas que eu queria na infância/adolescência não era realmente necessária (inclusive as aulas de equitação na hípica…rsss). E hoje acho que foi bom ter aprendido desde cedo qual era a nossa  realidade… e que a minha era diferente daquela dos meus colegas de escola particular (onde, diga-se de passagem, eu tinha meia bolsa). Aprendi logo o valor das coisas, e que pais não são cofres sem fundo. E me tornei financeiramente independente aos 18 anos. Já muitos dos meus amigos, que sempre tiveram tudo que queriam, só foram chegar nesse ponto perto dos 30.

      • http://twitter.com/verossimil verossimil

         É tipo o que eu quero pra prole…

    • http://twitter.com/lucasscharf Aleatório

      Minha nobre Deb. já foi tudo “previsto” pelo livro admirável mundo novo.  É só “ter olhos e ver”. 

  • Luiz Fernando

    Achei interessante a pesquisa, embora falte muitas opções.
    Custei para meus pais média de R$ 107.050,00. Sou baratinho até né?! Haha

    Concordo com a Deb. O mundo está mais complicado, mais exigente. Praticamente tudo que era feito em casa, pelos pais ou por nós mesmo, hoje é comprado. Tem a questão da praticidade, mas encareceu demais a vida hein?

    Sempre estudei em escola pública, fraca. Tinha que buscar outros conhecimentos em casa, em livros. Por isso, na época, era o nerd. Hoje, de todos que estudei, sou o mais estabilizado. Por que será… Minha faculdade meu pai conseguiu pagar porque, graças ao meu esforço, ganhei uma bolsa do ProUni 50%. Senão, faculdade seria plano futuro distante. Plano de saúde? Não sei nem o que é isso… 

    É… sendo padrinho eu já gasto horrores, filho então…

    • http://twitter.com/verossimil verossimil

      Baratinho coisa nenhuma. Era outro o mundo, R$ 107K certamente eram dinheiro bagaray.

      O mundo está, sim, cada vez mais complicado. E inflacionado. 

  • http://www.facebook.com/vitor.e.lourenco Vitor Emanuel Lourenço

    Tempo de contribuição para receber aposentadoria: 35 anos
    Retorno do investimento : Nunca
    Tempo de contribuição para receber ajuda dos filhos: 25 anos
    Retorno do investimento : 10 anos
    25+10 = 35
    Chupa INSS!
    Quanto custa criar um filho? Muita dedicação.

    • http://twitter.com/verossimil verossimil

      Esqueça isso de “retorno do investimento”. Outra coisa: “muita dedicação” não existe, faz-se necessária TODA a dedicação e mais 10%. 

      • http://www.facebook.com/vitor.e.lourenco Vitor Emanuel Lourenço

        Não esqueço não! Eu penso nisso pelo menos uma vez por mês. Claro, o que eu disse ali em cima foi um típico argumento de bar sem fundamento nenhum e nem eu acredito nele. Mas eu pretendo sim ‘retornar o investimento’ dos meus pais.

      • rafaelriani

        No meu caso, o “retorno” vai acontecer, mas não posso garantir que isso acontecerá com meus filhos e nem me preocupo (nem poderia) com isso. Depende de vários fatores, dentre eles a situação financeira dos pais e dos filhos. Nada garante que você vai precisar qualquer retorno, muito menos que seus filhos, ante suas perspectivas de vida, poderão arcar com isso.

      • rafaelriani

        No meu caso, o “retorno” vai acontecer, mas não posso garantir que isso acontecerá com meus filhos e nem me preocupo (nem poderia) com isso. Depende de vários fatores, dentre eles a situação financeira dos pais e dos filhos. Nada garante que você vai precisar qualquer retorno, muito menos que seus filhos, ante suas perspectivas de vida, poderão arcar com isso.

  • http://www.facebook.com/vitor.e.lourenco Vitor Emanuel Lourenço

    Tempo de contribuição para receber aposentadoria: 35 anos
    Retorno do investimento : Nunca
    Tempo de contribuição para receber ajuda dos filhos: 25 anos
    Retorno do investimento : 10 anos
    25+10 = 35
    Chupa INSS!
    Quanto custa criar um filho? Muita dedicação.

  • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

    Lembrei do meu pai, eu costumava brincar quando ele estava muito resmungão que qualquer dia desses eu ia embora de casa e ele ia sentir saudades ao que ele prontamente respondia em tom de galhofa: “Você só vai embora de casa depois de pagar tudo que me deve.”

    Pelas contas do Erico, eu tou ferrado!

    • http://twitter.com/verossimil verossimil

      Então, você “tá” ferrado. Independentemente das minhas contas. 

      • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

        huahuahuauh

  • Vitor_amorim

     Estudo na Estadual Paulista, a UNESP, e entrei aqui esse ano. Passei por toda aquela coisa de mudar de cidade (saí da grande São Paulo pra vir pro interior). Posso dizer que, pra realidade do estado de São Paulo, eu estou gastando menos (não tão menos assim, mas menos) do que uma Faculdade de peso localizada na capital, como Cásper Líbero, PUC e Mackenzie.
    Muito legal o texto, to compartilhando com todo mundo da minha sala e com o pessoal da república aqui, hehe. Até pro meu pai eu mandei, frisando a parte do “Tem custo, mas não tem preço”.

  • Rafa

    Texto bacana. Vou reconsiderar pela milésima vez a possibilidade de ter filhos =P

    P.S.: não podemos nos esquecer que faculdade pública é paga com dinheiro de imposto. Não é de graça.

    P.P.S.: Boa educação custa caro pra caralho

    • http://twitter.com/verossimil verossimil

      Quem pensa não casa, que dirá ter filho. 

  • http://www.facebook.com/cristianosvieira Cristiano Vieira

    É caro e muito caro. E não espere retorno financeiro!

    • http://twitter.com/verossimil verossimil

      Como assim, “retorno financeiro”? Nem vendendo por quilo. 

  • http://www.facebook.com/cristianosvieira Cristiano Vieira

    O meu vai sair só 218.000 lá no teste do IG.  Eu acho que serei um pai muxiba!

    • http://twitter.com/verossimil verossimil

      Há coisas que o dinheiro não compra. Pra elas, existe Mastercard. 

  • Arnaldo Rocha

    Isso e muita DEDICAÇÃO. Quanto o senhor von Richthofen gastou com Suzane? Criar um moleque sem dinheiro até que vai, mas sem amor, é dinheiro jogado fora além de uma perda de tempo gigante, pois tem pai que vê os meninos como um fardo, e assim passa um par de décadas de mau-humor.

  • http://twitter.com/verossimil verossimil

    Muchas gracias. Ornou 110% a proposta do quiz, o convite do Gitti e a minha situação atual. 

  • Aldo

     Por isso que eu digo.

    ”Filhos, melhor não tê-los”
    Não sei de quem é o autor(a). Mas caberia muito pra aquelas pessoas que gostam de crianças como crianças e não como filhos!

    Gosto de criança …dos outros… pra brincar, fazer gude-gude, mas cuidar…tô fora, rapaz. ,

    , o garotinho da foto tá tomando suquinho, né?

    An ambracings.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    “O valor assusta? Assusta. Tem um quê de medição de temperatura: olha, confesso que eu não imaginava tão gelada, a ponto de congelar, a água dessa piscina onde há quase uma década nado, e pra qual volta e meia convido a galera a entrar.”

    Perfeito, Erico. Trecho perfeito.

    Gostei muito do texto. Não tenho experiência alguma, o jeito é pagar para ver.

    • http://twitter.com/verossimil verossimil

      Então, não sei exatamente em que ordem se paga e se vê, mas é mais ou menos isso aí. 

  • Erick Fonseca

    Parabéns, texto fantástico! 

  • http://www.facebook.com/people/Rafael-Salinas/100001186770841 Rafael Salinas

    Quando eu estava na sexta série, nos mudamos para cuiabá e meu pai avisou: você sempre teve as melhores condições para estudar num colégio federal, a partir da oitava série, ou vc estuda e passa no exame de seleção, ou vai pra escola estadual. Consegui entrar no antigo CEFET-MT, próximo ao fim do segundo ano no ensino médio, meu pai me chamou pra conversar outra vez e disse: o cefet é um colégio bom e te deu base pra entrar na universidade federal, ou você passa no vestibular, ou vai trabalhar pra pagar uma faculdade. Consegui também. Agradeço a ele até hoje pela “rigidez”.

    • http://twitter.com/verossimil verossimil

      Olha, o plano por aqui é mais ou menos esse. Até por conta disso estuda a criançada num colégio forte, embora católico além do que eu preferiria. 

      • http://www.facebook.com/people/Rafael-Salinas/100001186770841 Rafael Salinas

         Eles podem espernear e reclamar, mas uma hora vão comentar com alguem por aí que só foram pra frente porque o Verossimil tomou providências pra que isso acontecesse…

      • http://www.facebook.com/people/Rafael-Salinas/100001186770841 Rafael Salinas

         Eles podem espernear e reclamar, mas uma hora vão comentar com alguem por aí que só foram pra frente porque o Verossimil tomou providências pra que isso acontecesse…

    • http://www.facebook.com/people/Paulo-Magrini/100000956566651 Paulo Magrini

      E o pré vestibular ????
      kkkkk
      Putaria não ?

  • Niko

     Erico Verissimo
    Só de você ter colocado a foto do seu filho dessa idade com uma lata de cerveja na boca indica que nada que você escrever merece consideração

  • http://twitter.com/chapolaaa Fábio Chapolaaa

    Olha, eu estudei em escola pública até a minha 8ª série. Não havia o menor incentivo à cultura, esporte, desenvolvimento humano, havia e MUITO o exato oposto: aulas vagas com altíssimo frequência (éramos dispensados mais cedo pra casa), cigarro e drogas desde 10/11 anos de idade e brigas praticamente diárias na saída da escola.

    Meu primeiro maço de cigarro foi consumido com 11 anos de idade porque apesar de eu não pertencer tanto ao mundo financeiro dos meus colegas de sala, eu queria ser malandro também. Era visto como o ‘playboy’ da minha sala, definitivamente eu não era um, mas o parâmetro era sempre pelo videogame, pelo tamanho do quintal e pelo fato do pai ter um carro.

    Se hoje consigo sem um ser pensante e agir com certo critério e criatividade na minha vida, é graças à maciça formação cultural vinda da minha tia E as experiências com o lado da escola pública. Ela me presenteava com livros, enciclopédias, gibis, coleções do Wally, me pagava curso de arte, etc, eu, por conta própria lia TUDO, desenhava e depois ia ‘cantar rap’ com uma ala mais delinquente da escola.

    Acho que na vida a gente precisa conhecer quantos mundos forem possíveis de se conhecer, mas os pais têm medo que tenhamos um contato sem volta.

    A mãe da minha filha fez praticamente as mesmas coisas que eu, porém sempre em escolas caras. Hoje ela também é um ser pensante graças ao incentivo cultural da família.

    O problema é a escola ou a base familiar? O problema é o quanto gastamos com nossos filhos ou ONDE gastamos?

    Pras minhas respostas eu tenho uma certa definição, torço pra que vcs encontrem as suas próprias definições com seus pequenos.

    • http://twitter.com/verossimil verossimil

      Tuas respostas são parecidas com as que tenho a oferecer. Aparentemente te apresentaram na vida as mesmas perguntas, o que me faz crer que, se estou errando, não erro sozinho. 

      • http://twitter.com/chapolaaa Fábio Chapolaaa

        Erico, como vc lida com a competição escolar?

        Exemplifico: O pai de um dos garotos dá um playstation4 sensacional pro filhote, depois outro pai dá, depois outro, depois outro. O seu filho vai terá um play4 pra não sentir-se excluído do grupo? Sabemos que crianças também se dividem entre as que têm algo e as que não têm e em escola particular essa competição se acirra cada vez mais.

        Você acredita que a arte (música, desenho, cinema, teatro, livros) podem tornar seus filhos mais preparados pra pensar? Mas como vc cultiva a arte na vida deles (motiva eles a se interessarem) se o grupo escolar tem o pensamento focado pro futebol e pras viagens à Disney?

      • http://twitter.com/verossimil verossimil

        Então, já é algo com o que estou tentando lidar. Problema realmente muito presente.

        Exemplo pertinente, competição difícil de contornar. Pior, tenho pra mim que nesse momento escolar a coisa é até menos pior do que o que rola na chamada “vida adulta”. 

      • http://twitter.com/verossimil verossimil

        Então, já é algo com o que estou tentando lidar. Problema realmente muito presente.

        Exemplo pertinente, competição difícil de contornar. Pior, tenho pra mim que nesse momento escolar a coisa é até menos pior do que o que rola na chamada “vida adulta”. 

      • http://twitter.com/verossimil verossimil

        Então, já é algo com o que estou tentando lidar. Problema realmente muito presente.

        Exemplo pertinente, competição difícil de contornar. Pior, tenho pra mim que nesse momento escolar a coisa é até menos pior do que o que rola na chamada “vida adulta”. 

    • http://www.facebook.com/people/Alisson-Marques/100000107822960 Alisson Marques

      Boa, Fábio. Me identifiquei muito com a sua história porque a minha é muito semelhante. E tenho convicção em dizer que, para escolher o tipo de pessoa que nos tornamos, precisamos conhecer as mais variadas faces do mundo, sejam elas boas ou ruins. Contando sempre com a base sólida vinda de ‘casa’ para ter uma forte noção de escolha e decisão frente aos problemas/desafios da vida. Se vive-se só o superficial, o importante será sempre negligenciado.. 

      Ah, já estava esquecendo.. Meus parabéns, Érico!

  • http://donluidi.wordpress.com don luidi

    então, não posso deixar de contribuir com minha opinião… sou um “pai adjunto” digamos assim da minha pequena e espuleta sobrinha, já vejo o quanto se gasta com um rebento… quicá num futuro um filho oficial (rs)… como a srta Deb (beijo linda) comentou: antigamente não existiam tantas coisas “essenciais” para se educar e criar um filho, hoje em dia é uma enxurrada de coisas (de aula de futebol, ballet, curso de línguas damn)… citarei o exemplo dos meus pais que como tantos outros “heróis” brasileiros tiveram forças para criar eu e meus irmãos (4).
    Sinto o maior orgulho deles, meu pai sustentou-nos com R$600,00 (valores atuais) 4 filhos, hoje, outros tempos, gasta-se muito mais do que isto com apenas 1 filho. O X da questão é saber o que é essencial e o que é futilidade. Outra coisa: fazer seus filhos valorizarem o trabalho, nunca esqueço que meu pai me deu um machado de presente aos 7 anos de idade, e apoiou-me para cortar lenha para os vizinhos (na época vivíamos numa vila rural), mas, antes que o acusem de exploração de trabalho infantil, tudo fora do horário escolar… minha mãe (segundo ano primário), meu pai (quinto ano primário) sempre acompanharam e me incentivaram nos estudos, e hoje cá estou, forte, bonito (mentira), formado…

    O que eu quero dizer com isto: ao invés de encher seus filhos, de cursos, viagens, roupas, etc e tal; ensine-o a valorizar o trabalho e o estudo, ensine-o a opção da humildade, independente se ganha um salário mínimo ou R$50.000,00/mês, certamente formará um cidadão de bem.

    • http://twitter.com/verossimil verossimil

       Parabéns pela história, mais parabéns ainda ao teu pai “machadiano”…

  • http://profiles.google.com/danielmc1991 Daniel Martins

    Sem falar que a cada ano que passa o valor das despesas aumenta. A passagem de ônibus, a gasolina, a merenda da cantina, os livros, a mensalidade da escola…

    O valor obitido nos cálculos de despesa que você faz hoje na verdade é bem menos do que você realmente irá gastar no final por conta dessa inflação.

  • Lcatharino

    Tenho uma filha de 12 anos…tenho 30, sim, comecei cedo! rs!
    Pago um colégio que considero muito bom e bem caro, pra mim que faço isso sozinha…
    O mais incrível é perceber que parece normal e cotidiano que os coleguinhas da minha filha tenham aulas particulares por fora e que isso parece MODA entre eles! Um dia ela veio me pedir: “Mãe posso entrar pra Tia June” ( aula de reforço paga) sendo que ela tira excelentes notas, ótima aluna!!!
    Isso claro pediu uma longa conversa sobre realidades, necessidades e obrigações, e me fez refletir sobre o mal estar que me causa muitas vezes lembrar a quantidade de atividades extra-currículares que não posso oferecer a ela e a real necessidade de cada uma.

  • Rosebud

    Lendo tudo isto, quase desisto. O mundo parece cruel e caro demais pros bochechudinhos que eu vou amar de um jeito que eu ainda nem sei que consigo.
    Mas daí leio novamente a ultima frase do Veríssimo. E meu instinto materno volta a sorrir.
    “Tem custo. Mas não tem preço.”

  • Rosebud

    Lendo tudo isto, quase desisto. O mundo parece cruel e caro demais pros bochechudinhos que eu vou amar de um jeito que eu ainda nem sei que consigo.
    Mas daí leio novamente a ultima frase do Veríssimo. E meu instinto materno volta a sorrir.
    “Tem custo. Mas não tem preço.”

  • Rosebud

    Lendo tudo isto, quase desisto. O mundo parece cruel e caro demais pros bochechudinhos que eu vou amar de um jeito que eu ainda nem sei que consigo.
    Mas daí leio novamente a ultima frase do Veríssimo. E meu instinto materno volta a sorrir.
    “Tem custo. Mas não tem preço.”

  • http://www.facebook.com/people/Alisson-Marques/100000107822960 Alisson Marques

      Muito mais do que pagar escolas particulares, cursos caros, brinquedos ou videogames é ensinar ao filho como ser feliz ajudando os outros. Eu, por exemplo, me sinto muito mais efetivo e parte de ‘alguma coisa’ quando ajudo às pessoas em tarefas simples. Quando ajudo em grandes desafios então, entro num estado de euforia indescritível.. A amizade, o companheirismo, a humildade, lealdade, entre outros, valem muito mais do que todo o dinheiro do mundo.  

  • http://www.facebook.com/people/Alisson-Marques/100000107822960 Alisson Marques

      Muito mais do que pagar escolas particulares, cursos caros, brinquedos ou videogames é ensinar ao filho como ser feliz ajudando os outros. Eu, por exemplo, me sinto muito mais efetivo e parte de ‘alguma coisa’ quando ajudo às pessoas em tarefas simples. Quando ajudo em grandes desafios então, entro num estado de euforia indescritível.. A amizade, o companheirismo, a humildade, lealdade, entre outros, valem muito mais do que todo o dinheiro do mundo.  

  • MarcosMark

    Sou novo nesse “barco”, mas já estou sentindo na pele quais serão as despesas (na verdade, já estão sendo) para sustentar minha gatchenha! Mas de uma coisa tenho certeza, farei de tudo para dar do bom e do melhor…sei que para isso terei que ralar muito, mas ao fim do dia, ela é melhor coisa que já me aconteceu!

    E para aqueles que ainda não foram abençoados por essa graça…fica ai um adiantamento, Ver seu filho(a) nascer NÃO TEM PREÇO! e a partir dai, você fará de tudo pensando nele(a)!

    É caro, mas vale a pena!

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Niko, a foto não é dele, claro. No PdH usamos fotos tiradas da Internet, infelizmente ainda não temos um fotógrafo fixo na equipe.

    E infelizmente a segunda foto também não é da filha dele. Se fosse, eu infelizmente também não teria o telefone dela, então enfim, não mudaria muita coisa.

    Abração.

    • http://twitter.com/verossimil verossimil

      GEMTE, princesa Juliana tem só CINCO anos de idade…

  • http://twitter.com/verossimil verossimil

    OK, como a foto não é de nenhum dos meus três filhos devo concluir que tudo o que eu já escrevi ou porventura venha a escrever mereça irrestrita consideração.

  • Valdomiro Ribeiro

    Excelente texto, porém a questão do retorno não está bem explicitada. Pelo menos nos comments.
    Digo isto porque muito poucos revelaram a felicidade de ouvir pela primeira vez “Papai” ou “Mamãe”.
    Ninguém comentou sobre aquele sorriso irrestrito, cheio de verdade e que admira você mais do que tudo no mundo!
    Aquela felicidade sem valores que transforma qualquer dia ruim em algo maravilhoso!
    Tenho certeza de que é muito caro ter um filho, quem dirá três, mas o retorno vai muito além do financeiro!
    Orgulhar-se de transmitir valores reais a uma criança que logo fará parte do mundo adulto.
    Valores que o mundo sente falta!
    Precisamos criar pessoas melhores para o mundo!
    Consciência, verdade, respeito!
    Há muita coisa errada em nosso país e o necessário é ensinarmos os pequenos, pois os grandes se perderam.
    Abraço a todos!

  • Santiago Carlstron

    Achei incrivel essa conta, mais de meio milhão de reais para criar um filho… Nós pessoas normais nos preocupamos antes de ter um filho na hora certa, para que ele tenha conforto, educação, saude… Enquanto isso pessoas irresponsaveis acabam tendo 12, 15 filhos sem ao menos receber um salário minimo… E essas crianças crescem sem perspectiva nenhuma, sem educação, acabam entrando para o trafico ou roubando… E quando você menos espera, seu filho que você criou com todo cuidado, que entrou em uma faculdade depois de estudar toda uma vida acaba morrendo nas mãos de um “FDP” desses como aconteceu esses dias na USP…
    Nessa hora, o meio milhão que você gastou é o que menos pesa… Mas é muito injusto que pessoas que não tenham condições de ter um filho acabem gerando uma tragédia dessas porque são irresponsaveis…

  • Aldo

    Deve ser suquinho ou leitinho….

    Uma criança tomando cerveja..isso não seria um”pai” isso seria um ”assassino”.

  • http://twitter.com/Nikoos NICOLAS GATOS

    Muito correto este calculo !

  • http://www.facebook.com/naninha Ariana Mendonca

    “Vamos combinar? Tem custo. Mas não tem preço.”

    Perfeito! E eu ainda tenho MUITA sorte nessa vida… com 25 anos, separada desde os 22, resolvi prestar vestibular pra medicina, já que eu fazia engenharia e meu pai me apoiou completamente… logo, eu devo ter gerado/ainda gero altos custos para ele… e além disso, tenho uma pequena linda de quase 4 anos…

    Os custos dela só não são mais altos, pois estuda com bolsa de 100% numa escola perto de casa… e, apesar de termos uma vida confortável, pois eu moro na em cima da casa dos meus avós (tenho TOTAL apoio mesmo pra essa mudança de carreira), sempre tento passar a ela esses valores… eu cresci confortavelmente e sempre ouvi “nãos”, que por mais que fossem imcompreensíveis no momento, hoje fazem total sentido… sou quem sou graças à minha criação…

    E aos que têm dúvidas… eu sempre digo que filho altera, sim, sua vida, mas não atrapalha, jamais atrapalha! Só acrescenta… e como acrescenta! A minha é o ápice do carinho, da meiguice, da inteligência, nossa, a considero a melhor parte de mim… não há NADA que eu faça na minha vida que possa superar essa criação: Ela! E também não há hora certa… SEMPRE a vida tem empecilhos, mas a gente vai dando um jeito, vai vivendo, assim, na lata mesmo, sem parar pra pensar… se eu pensar que faço medicina, aos 25 anos, me formarei só com 30, tenho casa (mal cuidada) e filha pra criar, enlouqueço! Mas vou vivendo, ônus e bônus e garanto: os bônus superam infinitamente quaisquer contratempos!

    • http://twitter.com/verossimil verossimil

      O apoio paterno de que você fala, e felizmente possui, faz toda a diferença. Eu não tive, e até por isso faço questão de que meus filhos tenham. Nessas condições quaisquer “empecilhos” acabam sendo superáveis, mas de outra forma ter um filho e criá-lo decentemente é tarefa pra Hércules nenhum botar defeito…

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Também não tive não, hoje eu que tenho de “apoiar” minha mãe… não enlouqueço de vez, segundo meu professor, pq enlouqueço um pouco a cada dia, então a surtada passa despercebidaaaa

  • http://www.facebook.com/people/Paulo-Magrini/100000956566651 Paulo Magrini

    “Matéria kretína, meresse respostà ao caráte !!!!!”

    Com 2 milhões, investimentos, coisa e tal, final de ano, 100 mil na mão sobrando, fazia, à pau de arara, filho dar valor ao dinheiro, e, avaliar, se Disney vale realmente à pena.

    Não quero enganar ninguém, só criar, pelo menos, cidadões respeitáveis, pela/para a sociedade, que decidam ir curtir a Disney depois de conhecer – realmente – música erudita, ou pelo menos, boas peças do nosso teatro, sim, ainda existe , óoooohhhhhhh !

    Ahhh, e dá pra ganhar 200 mil por ano – somando impostos – caso tenha um espírito empreendedor (PS: e não “facudadi” ou MBA ;), expírito ok … ) …

    Custa nada, a massa que paga o salário do médico, ou a Disney do filho do médico, ganha menos que 700 mil à cada 100 anos, por trabalhador, coisa pouca, a gente véve, véve e não vê de tudo !
    Abraço PDH !

  • L Felipespereira

    Ótimo texto.

  • Zé Coxinha

    Filho meu vai de bicicleta pro colégio, leva lanche (que por acaso é o que sobra do meu lanche do trabalho: Um pão com queijo, Toddynho e barra de cereal), aprende informática usando o PC de casa e usa Livemocha- e eventualmente o 4shared – pra aprender idiomas.

    • http://twitter.com/verossimil verossimil

      Beleza, assim de “coxinha” pouco – ou nada – terão.

    • http://twitter.com/verossimil verossimil

      Beleza, assim de “coxinha” pouco – ou nada – terão.

  • http://twitter.com/verossimil verossimil

    Do que entendi, concordo.

  • http://twitter.com/verossimil verossimil

    Do que entendi, concordo.

  • http://twitter.com/verossimil verossimil

    São seus olhos.

  • http://twitter.com/verossimil verossimil

    São seus olhos.

  • Leitor

    Érico, pensar que filho “custa”, eis o preço do orgasmo. E imaginar que se criavam meia dúzia, ou mais de filhos, quanto mais  melhor diziam, “mais um pra ajudar no trabalho”. Hoje, pensasse: “um só, está bom”. O consumismo, consumiu até os filhos!

  • Anônimo

    Olá,boa tarde!
    Tenho 18 anos,sempre estudei em escola pública,e meus pais sempre ralaram para custear meus gastos e do meu irmão,bem mais os dele do que o meu.Porque?
    Meu irmão fez três cursos de informática e um técnico em segurança do trabalho,custeados pelo meu pai.
    Agora ele trabalha e paga a faculdade dele e eu fico a ver navios.
    Termino o ensino médio esse ano(reprovei um ano por falta de valorizar os estudos,e ficar fazendo bagunça admito),pra mim reprovar foi bom,pois a partir dai comecei a dar valor aos estudos e com os gastos que meus pais tiveram comigo.
    Eu chamo muito a atenção da minha mãe pra um ponto,ela diz-
    Eu faço tudo por você,pago isso pago aquilo as vezes sem poder e você ainda reclama?
    Mas o problema dela é que ela pensa muito no material,e esquece que ela tem que prestar a atenção no ser humano que ela está criando,ela não me incentiva muito,nem me dá força,parece que tem medo do mundo,invés de me por pra cima poe pra baixo.
    Enquanto a meu irmão,ele ganha bem,poderia muito bem pagar uns cursos pra mim pensando,exclusivamente que o meu pai não pode pagar mais pra mim,e que ele gostou de fazer tudo que podia fazer e agora ele deveria retribuir ajudando na minha educação.Eu aprendi,violão,canto, lírico,tudo na minha igreja de graça.
    To correndo atrás de emprego,mas moro no interior então já sabem,tá muito dificil,pior ainda que eu entenda muito mais de informática que muita gente que tem diploma,pra conseguir um emprego,eles exigem diploma,conclusão:estou lascada.
    E sim pretendo tentar uma vaguinha no nossa bolsa,ou no prouni.=
    A e concordo com a Rosana,as escolas estão mais interessadas em ter o nome em um dos primeiros colocados no enem,do que ensinar valores humanos.
     

  • http://www.facebook.com/people/Rafael-Salinas/100001186770841 Rafael Salinas

    Eu não cheguei a ir pra frente no curso, então larguei e tentei outra vaga, como eu já tava sem estudar matéria de vestibular havia dois anos, paguei 3 meses naqueles semi-extensivos, mas dinheiro meu, eu já tava trabalhando daí, pra não ir “cru” pra prova, meu pai é totalmente contra pagar 8 anos de ensino privado, garantir que vc vai entrar num colégio federal e depois ter que pagar pré-vestibular, a não ser que eu fosse tentar medicina, ou alguma coisa assim…

Papo de homem recomenda

Assine o Papo de homem

Curta o PdH no Facebook
  • 4337 artigos
  • 587774 comentários
  • leitores online

Lifestyle Magazine