Profissão: Gerente de Projetos

Roberto Del Grande

por
em às | Trabalho e negócios


A minha profissão é às vezes um pouco intimidadora. Tem quem se assuste, quem não quer que eu passe nem perto. Mas boa parte dessas pessoas apenas não sabe exatamente o que eu faço ou para que serve um gerente de projetos.

Enquanto elaborava um material de estudo para ensinar sobre a minha profissão a um grupo de amigos que se interessou e pediu esclarecimento, veio a ideia de transformar em um texto para cá.

Breve histórico: já exerci esse cargo em algumas agências conhecidas no mercado publicitário brasileiro, como CUBOCC, Garage e BorghiErh/Lowe (onde passei 1 ano e meio como diretor de operações), e hoje sou diretor de operações, projetos e tecnologia do PapodeHomem.

O meu objetivo quando entro em um local novo é sempre o mesmo: gerir. Mudam as ferramentas, as pessoas e a cultura organizacional, mas a minha função é sempre usar o meu conhecimento para gerenciar os projetos da casa, sejam quais forem.

Uma empresa pode ter aquele cara foda, que cria ações e tem ideias matadoras, mas de nada adianta se essas ideias não saem do papel porque ele não sabe como seguir adiante. Ou uma equipe comercial sensacional, que vende muito e traz clientes importantes, mas não cumpre prazos, atrasando campanhas e atrapalhando o cronograma do cliente. Esse tipo de exemplo pode ser dado em todas as áreas de um projeto. O gerente de projetos é o cara que vai impedir que essas coisas aconteçam, e fazer com que as equipes trabalhem unidas, integradas e sem maiores incidentes.

Existem alguns métodos de gerenciamento de projetos bem conhecidos, como o PMBOK e Scrum, entre outros, e todos eles seguem a metodologia básica e primordial das 9 áreas de conhecimento de gestão de projetos. Sendo assim, não perderei o foco falando sobre métodos individuais, mas sim vou direto à fonte.

A seguir, um pouco – bem pouco mesmo, só pra você ter uma ideia – sobre cada uma das 9 áreas que formam a base do meu trabalho.

1. Gerenciamento de escopo

Escopo é uma palavra esquisita, mas ela somente significa o conjunto de informações necessárias para identificar e controlar o andamento de um projeto. Delimitar no que o projeto consiste. É pegar as informações gerais, deixá-las claras e disponíveis para todos os interessados.

Quanto maior for o detalhamento do escopo, melhor o entendimento geral para a execução e finalidade do determinado projeto.

O que só aprendi com anos de experiência? Falta de clareza ao formatar o escopo é um erro crasso. Se for iniciante, peça para um colega mais experiente ler o documento feito por você e pergunte se ele entende todo o projeto e o que será necessário para concluí-lo.

Erro comum: Tratar o escopo como algo estático após sua criação. Ele deve continuar vivo, sendo checado e atualizado constantemente pelo GP e pelos demais profissionais envolvidos.

2. Gerenciamento de tempo

Sabido o escopo do projeto, um ponto importante para que o mesmo tenha êxito é o tempo de conclusão do mesmo. O projeto pode ter várias formas de prazo: vindas de um cliente, do seu chefe, da sua equipe ou mesmo de você. Com isso surge o… cronograma!

Ele pode ser criado de várias formas, usando Excel, Google Docs ou alguma outra ferramenta online, mas o programa mais conhecido dos gerentes de projeto é o Microsoft Project. É nele que você vai colocar os pontos macros ou micros do projeto e estimar prazos de finalização para os mesmos. Importantíssimo manter o cronograma sempre atualizado.

O que só aprendi com anos de experiência? Aprendi a não confiar em estimativas. Não basta um membro da equipe me dizer que completa tarefa X em 3 horas; eu preciso ter certeza, com base em históricos, que ele realmente conseguirá fazer isso.

Erro comum: Da mesma que acontece com o escopo, um erro comum é não manter o cronograma sempre “vivo” e atualizado com todos os novos andamentos e acontecimentos que surgirem.

3. Gerenciamento de custos

Quando você estima o tempo a ser investido no projeto (tempo de criação da ideia, caso ela seja cobrada, de alocação de cada recurso, da equipe que irá trabalhar no projeto), chega a hora de cobrar.

A minha função nessa hora é levantar com a equipe todas as horas usadas e calcular o custo de produção. Depois, cabe ao dono da empresa ou responsável legal a tarefa de fechar o orçamento final, incluindo impostos e lucro a ser obtido.

O que só aprendi com anos de experiência? A saúde mora nos detalhes. Quanto mais deles eu conseguir estimar corretamente, mais improvável será de termos problemas com custos surpresa.

Erro comum: Orçar um projeto em cima de um briefing incompleto, na pressa de ganhar a conta. Se o briefing não estiver com todas as informações, a estimativa de custos jamais poderá ser correta.

4. Gerenciamento de qualidade

Garantir a qualidade na execução de um projeto atendendo aos requisitos impostos para que seja concluído com as garantias mínimas necessárias. Eu planejo, garantindo a qualidade e controlando a mesma através de processos gerenciais.

Satisfação garantida, equipe engajada e cliente satisfeito. Isso é o que eu chamo de qualidade e, sim, também é meu trabalho fazer o gerenciamento disso.

O que só aprendi com anos de experiência? A confiar, acima de tudo, no meu julgamento. Eu preciso ser capaz de argumentar mesmo com profissionais muito capacitados quando eu acreditar que algo não está no maior nível de qualidade possível.

Erro comum: Ceder a pressões de clientes ou chefes apressados e entregar tarefas ou projetos mal feitos só para se livrar de uma vez.

5. Gerenciamento de recursos humanos

Em empresas pequenas, é comum que todos os projetos tenham participação direta de todos os funcionários e sócios, mas à medida que as empresas ficam maiores, torna-se cada vez mais comum a necessidade de selecionar, dentre os vários integrantes das equipes, aqueles que participarão de um determinado projeto.

O gerenciamento de recursos humanos consiste em fazer essa seleção de modo que não sobrecarregue ninguém, e também que não subaproveite os talentos úteis de membros da equipe. Uma vez selecionados, é minha função também oferecer aos recursos um norte, um direcionamento para que o trabalho seja feito de maneira eficiente.

Existem algumas metodologias e formas de usar este tipo de gerenciamento, mas elas só serão usadas em condições específicas de dificuldade, necessidade e tempo para execução.

O que só aprendi com anos de experiência? Abundância de recursos humanos (ou seja: ter muitos funcionários à disposição) não é garantia ou mesmo indicativo de eficiência no projeto. É preciso saber escolher bem, e ter consciência de que há pessoas que não trabalham bem juntas.

Erro comum: Desconsiderar as competências específicas de um profissional na hora de alocá-lo a alguma função. Esse é um erro básico da gestão por competências.

6. Gerenciamento de comunicação

Quando uma informação chega à equipe de forma incompleta ou mal interpretada, podem acontecer duas coisas: ela seguir adiante, com um significado incorreto, ou ela simplesmente não chegar onde precisa. Se isso acontece, aspectos importantes podem não ser compartilhados, premissas do projeto podem não ser apresentadas da melhor forma e conflitos quase sempre acabam surgindo.

O gerenciamento de comunicação serve para isso: coletar e armazenar as informações mínimas e máximas do projeto, distribuindo-as aos demais integrantes dele, a fim de interligar as áreas com uma linguagem própria.

O que só aprendi com anos de experiência? Que não há informação “simples demais”, a ponto de não precisar ser armazenada adequadamente.

Erro comum: Dar margem para interpretações erradas ou incompletas. Ruídos de comunicação são o câncer de um projeto bem conduzido.

7. Gerenciamento de riscos

Riscos sempre existem, e portanto precisam ser gerenciados. O gerenciamento de riscos serve para a mitigação de todos ou quase todos os riscos que podem acontecer no projeto. Pode ser desde algo simples, como a ausência de um funcionário por motivos diversos, até algo mais complexo, como esquecer de avisar sobre a necessidade de fazer horas extras em um feriado para cumprir o prazo.

Saber gerenciar bem os riscos é um dos aspectos mais importantes da minha profissão, já que um erro neste aspecto pode acabar causando até mesmo desavenças e desconfortos entre os integrantes de um projeto.

O que só aprendi com anos de experiência? Riscos são desagradáveis, e por isso muitas vezes as equipes acabam tendo uma certa aversão a tratá-los da maneira devida. Rolam conversas onde eles são mencionados, mas é imprescindível enxergá-los friamente, como dados que são, sem medo.

Erro comum: Pura e simples negligência. Por incrível que pareça, ela é provavelmente, entre estas 9, a que menos recebe a atenção devida.

8. Gerenciamento de aquisição

Projeto pronto para ser produzido, chega a hora de estimar as aquisições. As necessidades para que ele seja realizado.

É nessa hora que eu preciso levantar tudo que for preciso. Seja algum tipo de material – cimento, areia ou tijolos para a construção de uma peça da sua casa –, seja equipamentos necessários – computador, mesa, softwares para o trabalho – ou qualquer outro tipo de coisa que seja necessário adquirir.

É sempre necessário gastar dinheiro para ganhar dinheiro. Minha função, em conjunto com o departamento financeiro, é ajudar a empresa a gastar eficientemente.

O que só aprendi com anos de experiência? Dica prática: com o tempo, cansei de listar repetidamente todas as aquisições padrão que são necessárias quando alguém é contratado. Hoje tenho uma lista à mão com isso.

Erro comum: Deixar aquisições importantes, que são necessárias para o próprio andamento do trabalho, para última hora.

9. Gerenciamento de integração

Todas as áreas prontas, projeto no gatilho. Maravilha! Mas ainda falta uma parte essencial.

Agora é hora de integrar as áreas, processos e pessoas. Transformar tudo em um fluxo funcional, gerenciando diariamente as tarefas de cada um (inclusive as minhas) e fazendo com que tudo funcione de maneira integrada.

Parece fácil, mas quando você está no meio de um caldeirão que mistura pessoas diferentes, expertises próprias e personalidades nem sempre concordantes é inevitável o surgimento de atritos e conflitos de interesse. Eu preciso ser pulso firme para que o andamento do projeto não entre em decadência, causando atrasos ou até mesmo a não-finalização.

O que só aprendi com anos de experiência? Egos existem. São poderosos. Cada profissional é uma ilha, com suas próprias preocupações, e todas são tão válidas quanto as minhas. Mesmo assim, é minha função ter a empatia necessária para entender tudo isso e chegar a um meio-termo que funcione para todos.

Erro comum: Deixar que outro profissional, guiado por sua visão naturalmente limitada, atrapalhe o fluxo funcional do projeto com demandas que não favoreçam o projeto como um todo. Ou seja, falta de pulso firme.

Agora podemos entender melhor porque o gerente de projetos é às vezes apelidado de “cara chato”, aquele que está sempre cobrando as pessoas. Ele nada mais é do que o cara mais indicado para condução de um projeto, da mesma forma que um maestro é vital para que a orquestra toque de modo harmonioso.

Na verdade, todos nós podemos ser considerados Gerentes de Projetos. Nós gerenciamos um grande projeto o tempo todo: a nossa vida. Seja ela bagunçada ou organizada, simples ou complexa, calma ou atribulada, nós precisamos gerenciar todos os aspectos dela, que frequentemente casam com esses 9 que eu citei.

Sem perceber, você acaba usando diariamente uma ou mais destas inteligências de gerenciamento, seja para adquirir um bem, conhecer uma pessoa, amigo, ir a uma festa… A questão é: você é um bom gerente do projeto da sua vida?

Roberto Del Grande

Menino selvagem, com raízes fortes e ideais inabaláveis. É o cara que tem os contatos que ninguém mais tem e que nem você mesmo sabe que precisa. Pra se contar faça chuva ou faça sol.


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  • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

    É tão mais glamuroso no papel.

  • http://www.facebook.com/people/Patricia-Marques/716341860 Patricia Marques

    Sou suspeita, AMO do Robs e quando ele escreve então…

    • Rodrigo Cambiaghi

      Oh, we have a groupie!

    • http://www.facebook.com/people/Roberto-Del-Grande/100000615908491 Roberto Del Grande

      Obrigado Patty! Fico muito feliz. Beijos!

  • Fillipe Carvalho Fádel

    Esqueceu de falar que para ser considerar projeto ele deve ser único, com prazo pre-determinado.
    Ótimo post, dá pra dar uma refletida se estamos gerindo bem nossos projetos de vida.

    • http://www.facebook.com/people/Roberto-Del-Grande/100000615908491 Roberto Del Grande

      Realmente Filipe. Todo projeto tem seu início, meio e fim. Não quis explorar muito a explicação de projetos e fui mais a fundo apenas nas 9 áreas. Valeu pelo toque.

      • Fillipe Carvalho Fádel

        Isso foi só para enriquecer o texto. Escreva mais sobre as ferramentas da administração de projetos, ex.: matriz swot ou fofa, é uma boa para o povo ver os pontos fortes e fracos deles e as ameaças e oportunidades. Isso tudo dá para aplicar em nossas vidas.
        Vlw, abraços.

      • http://www.facebook.com/people/Roberto-Del-Grande/100000615908491 Roberto Del Grande

        Força, Fraqueza, Oportunidades e Ameaças. Boa ferramenta para pensarmos sobre nossas próprias vidas certo? Precisamos nos concentrar e buscarmos forças, entendermos as nossas fraquezas para tentar mitigá-las, unhas e dentes nas oportunidades e ameaças, não preciso nem comentar. Estes 4 nomes já soam bem fortes e traduzem de certa forma, este modelo. Valeu por trazer mais um modelo de análise de negócios. São tantos, que se cada um enviar o seu, vamos fazer um belo grupo de estudos. Abraços!

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100002630545299 Yago Fagundes

    Formado em engenharia de produção Roberto?haha E é fato , passamos por esses processos em nossa vida o tempo todo , assim como pelo ciclo PDCA (plan- do – check – act) que deve ser seu conhecido.

    • http://www.facebook.com/people/Roberto-Del-Grande/100000615908491 Roberto Del Grande

      Fala Yago. Não sou formado em engenharia da produção não. Tenho alguns cursos de gerenciamento de projetos, quase formado em ciências contábeis. Muito bom teres comentado sobre a metodologia PDCA. Ela é importante para a busca da melhoria sempre. Ótimo input.

  • marcelo

    Puts, tive uma prova na pós semana passada.
    Era só eu ler este artigo e não precisaria ficar a noite estudando.
    =(

  • Anderson

    Muito bom, faço análise de sistemas e to caminhando nessa parte de projetos.

  • Arthur Franco Ferreira

    Muito bom o texto. Eu sou desenvolvedor e tão cedo quero ser gerente. Eu prefiro a programação, a criação do que a gerência. Não tenho muita paciência para lidar com clientes rs. O Scrum foi implementado recentemente aqui na empresa. Muito legal a proposta, mas os gerentes não estão sabendo implementar direito a metodologia. Cismam em dar uma “adaptada”.

    • http://twitter.com/fabianofranz Fabiano Franz

      *Ou* você tem Scrum *ou* você tem gerentes. Pq o Scrum não é propriamente uma metodologia de gerenciamento, mas de desenvolvimento coletivo.
      Discordo do artigo ao dizer que o Scrum segue “a metodologia básica e primordial das 9 áreas”, simplesmente porque foca muito menos no processo e muito mais na interação entre as pessoas.

      • http://www.facebook.com/people/Roberto-Del-Grande/100000615908491 Roberto Del Grande

        Fabiano, o Scrum usa sim as 9 áreas, mas de forma coletiva, como você mesmo disse. O que difere, é a dinâmica e os nomes. Sprint, backlog e daily scrum são exatamente processos usando tempo, escopo, riscos, comunicação, integração, recursos humanos e por aí vai. Além disso, temos o scrum master, que nada mais é do que um gerente de projetos.

        O processo segue existindo, em caráter coletivo.

      • hcorra

        Roberto,

        Primeiramente, parabéns pelo texto! Entretanto divergimos em alguns pontos:
        1. PMBoK não é método de gerenciamento de projetos, e sim um guia.
        2. Me parece que você tentou encaixar o Scrum dentro das áreas de conhecimento do PMBoK, mas desconheço de que maneira o Scrum aborda áreas como a de RH e Aquisição.
        3. Scrum master é responsável por garantir o uso correto do Scrum e não das entregas do projeto. Se você quer igualar alguém do Scrum a um gerente de projetos, que seja o Product Owner, esse sim desempenha trabalhos que estão mais relacionados com os de um GP.

      • http://www.facebook.com/people/Roberto-Del-Grande/100000615908491 Roberto Del Grande

        Olá, que bom que gostou do texto e ótimo ter compartilhado tuas divergências.

        1 – Sim, o PMBOK é um guia, um conjunto de práticas, um conjunto de processos. Se você segui-lo, está formando uma metodologia de gestão em projetos.
        2 – Não sei em qual parte de RH você se refere, mas o gerenciamento de recursos humanos estende-se no mapeamento e análise de competências. Aquisição tem um amplitude tão grande que encaixa-se em qualquer modelo de negócios.
        3 – Scrum Master é responsável pela garantia dos processos. Ele funciona como um gerente de projetos sim. Product Owner tem uma visão do negócio. As vezes pode ser até o mesmo o próprio cliente. Outras vezes, pode ser um gerente de tecnologia, por exemplo.

      • hcorra

        Roberto,

        1. OK, estamos em acordo.
        2, 3. Scrum é algo muito simples, e justamente por essa simplicadade ocorrem algumas divergencias. Como o próprio autor do Scrum disse uma vez, “se você segue scrum como está no guia, OK, você está utilizando scrum, mas se você não segue conforme está no guia, chame de qualquer coisa, menos de scrum.”. Alguns chamavam isso de Scrum But, e mais recentemente fiquei sabendo que criaram um outro termo, chamado Scrum And.

      • Arthur Franco Ferreira

        Eu também havia aprendido que o Scrum Master não é o gerente de projeto. Ele pode até ser, nada impede, mas não é obrigatório que seja. O papel do Scrum Master é de auxiliar à equipe e garantir que os processos e a metodologia estejam sendo aplicados corretamente. Aqui na empresa, o Scrum Master é o coordenador da equipe e não o gerente.

  • http://www.queropensar.com.br/ Cleyton Bruno

    Passaria uma semana aí no PdH fácil, chupinhando todo esse conhecimento teu e vendo como é na prática.

    • Jeffeson Mello

      Cara pensei a mesma coisa. Bem que o pessoal do PDH poderia lançar um “aprendiz por uma semana”, sorteando alguns leitores. Séria foda.

      • Jeffeson Mello

        Seria sem acento..hehe

      • http://www.facebook.com/people/Roberto-Del-Grande/100000615908491 Roberto Del Grande

        Cleyton e Jeffeson, ótimas idéias. O QG está sempre de portas abertas.

      • http://www.facebook.com/people/Fernando-Gouveia/1770199954 Fernando Gouveia

        Opa, então, sou mais um candidato.

  • Luciana_Marques

    E a certeza continua: existem mais profissões no mundo do que sonha nosso vão direito trabalhista. kkkk

    Sério: aprendi bastante! ;)

  • http://www.facebook.com/thiago.figueredo Thiago Figueredo Cardoso

    Me levou diretamente às aulas de gerenciamento de projetos da faculdade, eram quase que exatamente esses pontos! Na época achava muito sacal embora reconhecesse a importância e hoje fico agoniado quando não há alguma estrutura de gerência num projeto.

    O problema que enxergo na forma como aprendi e o que faz muito desenvolvedor odiar a gerência (ou o gerente) é quando o processo é inserido de forma não natural, de cima para baixo, sem avaliar as reais necessidades da equipe ou da empresa, o que pode gerar muitas atividades que servem apenas para cumprir tabela sem trazer benefício real. Me interessei mais pelos aspectos da gerência em uma empresa que trabalhei, em que iniciou-se com Scrum e aos poucos mesclaram com Kanban, transformando-se em algo próprio do local, bem orgânico.

  • http://www.facebook.com/douglas.studzinskidesouza Douglas Studzinski de Souza

    Texto bem bacana, bem esclarecedor. Gostaria de saber quais foram as competências que vc teve que desenvolver para chegar esse caminho profissional.

    Outro detalhe que considero importante, é que na maioria das vezes, “idéias” vertem. Conheço pessoas com boas idéias de projetos e modelos de negócio, mas que patinam no momento de operacionalizar.

    Não é tão simples tirar as idéias da mente e por no papel, ou melhor, por em prática…

    • http://www.facebook.com/people/Roberto-Del-Grande/100000615908491 Roberto Del Grande

      Fala Douglas. A maior competência que tive que desenvolver foi a maturidade, o próprio desenvolvimento profissional. A teoria é fácil. Você estuda, aprende. A prática é bem mais complicada. Tu lidas diariamente com pessoas. Se tu não tiveres pulso firme ou mostrar capacidade, passam por cima de ti. Acabas te tornando desrespeitado e fora do ciclo.

    • http://www.facebook.com/profile.php?id=1705812045 Thiago Atanazio

      colocar a teoria no papel para apresentar o projeto eh facil, como sempre o mais dificil eh lidar com o fator humano, no caso de um gestor de projetos eh aprender a lidar com as pessoas, conhecer a tarefa que esta lidando e a capacidade da pessoa, alem de sempre estar cobrando

  • Caio

    Gostei muito do texto, esclareceu algumas dúvidas minhas! Obrigado!

    • http://www.facebook.com/people/Roberto-Del-Grande/100000615908491 Roberto Del Grande

      Valeu Caio. Caso tenha mais dúvidas, pode enviar que terei o prazer em te ajudar. Abraço!

  • Luís

    Gostei da explicação eu estudo Administração e já tenho alguma experiência adquirida em uma empresa de Call Center e agora numa operadora de saúde da área de qualidade. Isso sempre me chamou a atenção e sempre estou envolvido em planejamentos de melhoria continua. Essa matéria abriu minha mente.

    • http://www.facebook.com/people/Roberto-Del-Grande/100000615908491 Roberto Del Grande

      Fico feliz que este artigo tenha lhe trazido algo de importante Luís.

  • Jairo Luiz de Souza

    Sou Eng. Civil gosto bastante de Planejamento e controle de produção sei da importancia de se ter bons projetos bem planejados para se obter sucesso na execução e consequentemente maiores lucros, seja no corte de despesas seja no aumento das vendas.
    Mas, quem é e entende um pouquinho, sabe o quanto é foda “Implantar e Manter” esse palnejamento…
    É lindo no papel, mas na prática, até agora não vi, nem conheci ninguém que tenha fechado o ciclo completo de gerenciamente de projetos na construção civil.
    Gosto da metodolia da “Lean Construction” mas ainda assim é foda fazer isso acontecer… sempre começo e concluo minhas obras, agora, meus planejamentos…

  • Pingback: Profissão: Gerente de Projetos | Mugango

  • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

    Sou Consultor de Negócios, já fiz parte de vários projetos e gerenciei alguns. Tem muito Gerente de Projeto se escondendo atrás dessa alcunha. Se o Gerente tiver competências fortes em liderança e comunicação e uma boa equipe, as coisas andam bem.

    ****
    E quando entrevistam aquelas “celebridades” modelo, atriz etc:

    -E ai, o que anda fazendo?
    - Ah estou com vários Projetos!

    • http://www.facebook.com/people/Roberto-Del-Grande/100000615908491 Roberto Del Grande

      Pois é André. Não adianta teres várias qualidades, ser um cara capacitado, mas ter medo de dar a cara pra bater. Uma das coisas mais importantes que o Gerente de Projetos deve ter além do conhecimento, é iniciativa. Ser o famoso “desbravador”.

  • http://profiles.google.com/netinho.silveira Silveira Neto

    Nossa deu até saudades das minhas aulas de gerencia de projetos quando fazia faculdade de T.I excelente texto parabéns.

  • LuizZamboni

    Enfim, vc é chamam de “Gerente”

  • Felipe Araujo

    é… eu tenho uma prova que fiz aos 17 anos que eu tirei 9.9(????) sobre Gerencia de Projetos com PMBOK. muito foda essa disciplina o problema é que eu me achava novo pra ser “respeitado”…

  • Everton Rodrigues

    Eu vejo alguns dos meus valiosos dias passarem perdidos por não saber fazer isso direito. Tem que ver isso aí.

  • http://www.facebook.com/people/Roberto-Del-Grande/100000615908491 Roberto Del Grande

    Comentário importante: não basta ser um gerente de projetos, bom na teoria e razoável na prática, ou vice-versa. Tu tens que ser um líder! E este atributo deve vir dos outros, das pessoas que estão ao teu redor. Não adianta ter um cara que manda e não é obedecido. Tem que existir liderança, mas uma liderança coerente, onde as pessoas te darão valor. Humildade acima de tudo, mas liderança precisa existir.

  • http://www.facebook.com/people/Fernando-Gouveia/1770199954 Fernando Gouveia

    Gostei bastante do texto, consegui enxergar muito do seu texto no meu dia-a-dia, no trabalho dos meus colegas e no meu.
    Sou Analista de Negócios em um consultoria que trabalha com ECM/BPM, e cada dia que a empresa cresce eu tenho novas responsabiliodades e chego mais perto de gerenciar um projeto, ainda não consigo ter a visão do todo com essa clareza, mas já consigo identificar em quais dos 9 pontos estou colaborando mais.
    (Que diabos é ECM/BPM? http://www.digitalbrasil.inf.br)

  • http://www.facebook.com/ricardo.piazera Ricardo Piazera

    Costumo dizer que o gerente (ou gestor) de projetos nasce e não se forma, tal qual um lider, é importante que tenha conhecimento, sem duvidas, mas é essencial que saiba lidar com as informações e principalmente com as pessoas. E, sim, esta é a tarefa mais ardua, pessoas são complicadas… Conquistar seu respeito idem, e mante-lo então… Um dom!

  • http://www.facebook.com/rpontes3 Rafael Pontes

    Roberto, ótimo texto!! Atualmente estudo Administração, já tive a matéria de gestão de projetos, mas com conteúdos muitos vagos. Penso em terminar a faculdade e me especializar. Gostaria de saber quais foram os cursos (ou pós-graduação) que voce se especializou para ter essa profissão.Abraço

    • http://www.facebook.com/people/Roberto-Del-Grande/100000615908491 Roberto Del Grande

      Olá Rafael. Fiz um curso muito bom no Compromisso TI. Se tu moras em SP, aconselho a procurar. Eles tem vários cursos e dependendo do teu conhecimento, eles te indicam para o melhor curso. Abraços!

    • http://www.facebook.com/profile.php?id=1705812045 Thiago Atanazio

      FGV tem pos/mba em gerenciamento de progetos pmbok, eh um passo

  • http://www.facebook.com/igor.botelho Ígor Botelho

    Talvez essa seja uma das funções mais importante de uma empresa, ou melhor, nossas vidas devem ser conduzidas como um grande projeto, onde devemos ter objetivos claros do que queremos (escopo, ex.: viver uma vida com Integridade, Lealdade e Coragem Moral), temos um tempo médio de vida para realizá-los, temos um custo (financeiro ou não, ex.: restaurante ou fazer a comida em casa), verificar a qualidade do que está sendo feito, gerir os riscos (ficar doente, acontecer um acidente de carro, etc), RH (filhos, esposa, amigos, colegas, etc), comunicação (teatro da vida) controlar as aquisições (custo/beneficio), e integrar tudo isso para se obter o melhor resultado (o mais dificil).

    Tive essa matéria na faculdade e estou buscando agregar isso no meu dia, está sendo um grande desafio.

  • http://www.facebook.com/pedromiotto Pedro Miotto Federico

    Roberto, muito legal você abrir essa discussão aqui no PdH. É muito evidente pra mim que todas essas coisas que aprendemos na Administração são úteis pra todas as áreas da vida. Muito bom você ter jogado a idéia aqui no PdH, onde tem gente de tudo quanto é área – um dos principais motivos de eu gostar daqui, as coisas se completam :) E é situação win-win, né? Quem não manja, aprende. Quem já manja algo, ou quem já faz a parada na prática como você, também aprende.

    Fiquei curioso, como rolam os projetos aí no PdH? Quantos costumam rolar em paralelo? Abração!

  • http://www.facebook.com/pedromiotto Pedro Miotto Federico

    Ah, e outra coisa: ilustrações fodas (de novo). Ninguém comenta isso, Felipe. Mas é porque gostam de você, não querem te ver de ego inflado, se preocupa não! hahahah

    Curto muito seu estilo de ilustração, cara! Parabéns!
    Abração!

  • http://visoeslunaticas.blogspot.com.br/ Luciano Sampaio

    Acho que uma descrição da profissão de gerente de projetos está bem explicada no resumo do Roberto.
    Esse cara é muito mais um líder do que alguém que conhece ferramentas técnicas.

  • Leonardo Teixeira

    Faço Adm Pública na UDESC de Balneário Camboriú. Temos uma matéria que é de suma importância para o curso: Projetos no Setor Público. Creio ser uma das principais disciplinas que norteiam a nossa grade curricular. Esse texto resumiu um semestre inteiro de conteúdo. Muito bom para aqueles que gostariam de ter uma noção de atuação e dos assuntos tratados quanto a área. Gostaria de futuramente, assim que concluir meu curso superior, ingressar nesse ramo e seguir carreira. Admiro quem o faça e desejo isso para mim. Mais uma vez, excelente texto.

  • Luiz

    Muito lindo na teoria… trabalho a 10 anos com TI, e TODOS os gerentes de projeto que infelizmente trabalhei, SEM EXCEÇÃO, eram contratados para ser nada mais que spammers e “empurradores de pica”.
    Qualquer coisa que não soubessem, empurravam pros outros; SLA só existia para cobrar dos outros, eles nunca tinham para eles mesmo; Qualquer coisa que cobrassem a eles, automaticamente botavam a culpa do atraso nos outros, mesmo quando abriam demandas sexta a noite as 19 horas sem ninguem para receber. Quando você voltava um problema para eles, eles sumiam, fingiam esquecer e voltavam alguns dias depois empurrando o mesmo problema de volta…etc, etc etc.

    Acho uma área que seria MUITO útil, se usassem pelo menos 20% da sua teoria.
    Obviamente falo isso como experiência da área de TI, mas não foram 4, 5 gerentes de projeto que me envolvi, posso dizer facilmente que passaram de 50.

    Abs

    • joao da penha

      Mano que triste sua história. Pq não denunciou? Tipo eu nunca trabalharia num lugar que tivesse que fazer sexo anal com mais de 50 caras e na sexta a noite ainda.

      ‘empurradores de pica’

      ‘sexta a noite as 19 horas sem ninguem’

      ‘mas não foram 4, 5 gerentes de projeto que me envolvi, posso dizer facilmente que passaram de 50′

  • Paulo Roberto Barbosa Jr

    Boa explicação! Só faltou abordar um pouco da dificuldade de lidar com stakeholders, devido ao baixo nível de maturidade da gestão de projetos nas empresas brasileiras (mesmo as maiores).

  • Eduardo

    O texto já começa com um grande equívoco… Gerente de Projetos não é profissão, é cargo ou função, permanente ou temporário dentro de uma organização. Outro grande – e inaceitável – equívoco é dizer que o Guia PMBOK é uma metodologia (ou método). Quem leu o Guia, sabe que não é, aliás, o próprio Guia se coloca desta forma, afirmando não ser uma matodologia, mas sim um conjunto de boas práticas. Resumindo… o texto é fraco e demonstra pouco conhecimento da área.

    • Samyr Abdo

      Acho q vc está um pouco equivocado Eduardo. Gerente de projetos pode ser sim uma profissão, a partir do momento em que necessita-se de um especialista para lhe dar com projetos complexos. Vou utilizar a analogia feita por Ricardo Vargas para ficar mais claro: Fazer ginástica para a maioria é função, mas para a Daiane dos Santos é profissão. ;)
      Com relação a metodologia concordo plenamente com vc, o PMBOK é um guia e não metodologia.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=1181154240 Camila Carvalho

    Ótimo post! Muito bom você ter falado dos erros comuns, pois eles estão sempre na espreita esperando a gente dar bobeira!

  • Luís Felipe

    Gostei muito da discussão, trabalho com TI e tenho estudado o SCRUM. Existe alguma ferramenta que vocês recomendam pra utilizar a metodologia?

  • Marcos

    Qual curso na faculdade devo escolher para me profissionalizar com gerenciamento de projetos?

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