Professora cala a boca de deputados no RN

Gustavo Gitti

por
em às | Cultura, Mundo, PdH Shots


Sem comentários, apenas citações e um vídeo para ela falar a todos nós também.


Link YouTube | Amanda Gurgel fala em audiência pública sobre o cenário atual da edução no Rio Grande do Norte (10/05/2011)

“Em nenhum governo, em nenhum momento que nós tivemos na nossa cidade, no nosso Estado, no nosso país, a educação foi uma prioridade.”

“Estamos aceitando a condição precária da educação como uma fatalidade. Estão me colocando dentro de uma sala de aula com um giz e um quadro para salvar o Brasil? [...] Sou eu a redentora do país?”

“A secretária disse ainda que não podemos ser imediatistas e que precisamos pensar a longo prazo, mas a minha necessidade alimentação é imediata, a minha necessidade de transporte é imediata.”

“Parem de associar qualidade de educação com professor dentro da sala de aula.”

“Eu não me sinto constrangida em apresentar meu contracheque nem a aluno, nem a professor, nem a de nenhum dos senhores aqui, porque eu penso que o constrangimento deve vir de vocês. Sinto muito, eu lamento, mas deveriam todos estar constrangidos.”

* Agradeço ao Thiago Kiwi e à Isabella Ianelli pela indicação.

Gustavo Gitti

Quase professor de TaKeTiNa, baterista sem bateria, meditante que não medita, ex-bolsista de dança de salão, ex-estudante de filosofia e ex-solteiro. É editor do PapodeHomem, autor do Não2Não1, colunista da revista Vida Simples e caseiro da Cabana PdH. No Twitter: @gustavogitti.


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90 comentários

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  • http://papodehomem.com.br/ Gus Fune

     Alguém filmou a reação dos parlamentares? Queria ver a cara de pau dos indivíduos ao ouvir isso.

    • http://www.twitter.com/RaptorHawk Hawk

      Se foi na segunda ou na sexta-feira, faltaram ao plenário.
      Se foi nos outros dias, ou estavam falando no celular, conversando com alguém ao lado ou tirando um cochilo.

    • Rodrigo

       Imagino que tenham ficado atordoados. Mas de boa, chegaram em casa e tomaram um Anador. A dor de cabeça passou, e eles foram em frente.

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        hahaha

        Genial.

      • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

         Acho que os parlamentares devem até caçoar da mulher entre eles… já estão acostumadíssimos com essas coisas.

      • Lucas

        Concordo, infelizmente é assim, ou você acha que eles vão botar a mão na cabeça e repensar o que fizeram ?

        Há algum tempo aqui na minha cidade os professores resolveram fazer uma passeata para melhorar a educação, chamaram todos os pais, os que apareceram dava para contar na mão.

  • http://www.facebook.com/people/Cristian-Sandrin-Teixeira/100001104115494 Cristian Sandrin Teixeira

    A maneira como a educação no Brasil é tratada é simplesmente deprimente.
    Já deveria estar acostumado, mas não consigo.Talvez com o Tiririca na Comissão de Educação e Cultura a coisa melhore.

  • http://twitter.com/AquilesMeusCoco Aquiles

     Dukaraio

  • Anônimo

    Fazer propaganda bonita dizendo em 8 línguas diferentes que o professor é o profissional mais importante para o desenvolvimento de um país é fácil. Quero ver alguma medida real que afirme isso.

    Alguém sabe se é possível uma lei para padronizar o salário dos funcionários públicos por nível federal , estadual e municipal em vez de ser por cargo?  Assim o prefeito ganha o mesmo que o professor que ganha o mesmo que a merendeira que ganha o mesmo que o vereador. Afinal , trabalhar para o estado é importante em todos os níveis , não só nos altos.

    • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

       Na prefeitura onde trabalho tem professor que empata com o prefeito, só não ganha mais pelo fato de ser proibido, mas creio que ninguém vai aceitar isso. Afinal cada profissão se julga sempre mais importante que a outra não é mesmo?

      • Jefferson

        Sem falar que cada uma tem níveis de trabalho e responsabilidades diferentes. O trabalho é encarado como um meio de ganhar dinheiro e sobreviver, não como uma paixão em que o salário é só um detalhe.

      • Jefferson

        Sem falar que cada uma tem níveis de trabalho e responsabilidades diferentes. O trabalho é encarado como um meio de ganhar dinheiro e sobreviver, não como uma paixão em que o salário é só um detalhe.

      • Jefferson

        Sem falar que cada uma tem níveis de trabalho e responsabilidades diferentes. O trabalho é encarado como um meio de ganhar dinheiro e sobreviver, não como uma paixão em que o salário é só um detalhe.

  • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

    Então, acho muito válida a posição dela, principalmente pelo fato de não ter caído em clichês educacionais e ter se colocado muito bem.

    Mas ainda mantenho a posição de que nunca houve tanto investimento em educação pública, estou há 11 anos na educação, nunca vi tanto dinheiro (direto na escola, que muitos diretores devolvem por não saberem prestar contas) e meu contra-cheque é muito melhor que o dela e dos três turnos que ela diz que o pessoal acumula juntos.

    As posições do governo federal, criando o FUNDEF (FHC) e FUNDEB (Lula) deram a ela esse contra cheque, que há menos de dois anos devia ser menos da metade (considerando o estado em que ela mora). Hoje pelo menos há um piso, que não está sendo respeitado pelo empregador dela R$ 1.197,00 por um turno.

    Há muito a ser feito, muito mesmo, mas dizer que não se faz nada é demais. Falo isso porque acompanho muito de perto e vejo boicote de tantas iniciativas, que seria vergonhoso para a minha profissão comentar aqui. Não se muda a história de um dia para o outro, isso é ilusão.

    Vimos ontem mesmo um espisódio lamentável envolvendo livros didáticos, e hoje envolvendo a educação voltada à sexualidade. A sociedade, também, quer que a educação continue do mesmo jeito. Aliás todo mundo sabe mais de educação que educador e de Língua mais que linguista, né?

    • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

      De um dia para o outro não, mas acho que já seria um bom começo apresentar à sociedade um plano CONCRETO e COM PRAZOS. Algo parecido com o que saiu nos jornais esses dias sobre o aumento salarial dos professores, porém englobando todas as camadas do sistema educacional -não apenas salários.

      A meu ver, a coisa precisa ser completamente reelaborada. Tá tudo errado e o Brasil continua com um padrão de educação ridículo, contrastando diretamente com o gigante que se mostra na economia global.

      Você ganha bem como professora, ok. Conheço vários professores que provavelmente ganham até melhor do que você. Cada um dando seu “jeitinho” para tornar isto possível. Não vem ao caso, pois vocês não são maioria. A maioria é gente como ela, a professora do video, que ganha um valor próximo ou até inferior ao piso estabelecido. Em resumo: A maioria está na merda.

      O descaso com a educação, apesar de não ser completo, é gritante. Dizer que nunca antes na história deste país se viu tantos investimentos em educação não necessariamente significa que se esteja investindo o suficiente. Sair do 1 pro 10, quando na verdade precisamos do 1000, não adianta nada. O investimento aumentou N vezes? Pois bem, eu digo que este precisa ser aumentado N.10²³ vezes para que se tenha um resultado visível, palpável.

      Acho que o ponto da professora não foi simplesmente comparar salários ou propor uma mudança imediata. Ao menos não foi assim que entendi sua posição. Me parece mais um “puxão de orelha” mesmo, para que todas as camadas da política se mobilizem a favor de inúmeras melhoras em nosso sistema educacional.

      No mais, com objetividade e transparência fica bem mais fácil conseguir apoio da sociedade e até mesmo de iniciativas privadas. E tenho dito.

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

         Oi, Sandro,
        Plano nacional de educação http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/pne.pdf, que foi bem discutido, inclusive participei de algumas dessas discussões.

        Eu não dei um jeitinho não viu. Apenas passei num concurso numa prefeitura que repassa parte do que recebe do mec (na verdade o mec regula o dinheiro do município e repassa devolta, apenas regulamenta os 25% que tem de ser repassado à educação, quando o município não atinge um mínimo o governo federal complementa, isso é o FUNDEB, grosso modo). Repassa parte pq se repassasse tudo o salário seria bem maior. Não faltam recursos. O problema não é falta de dinheiro, não mesmo.

        Como eu disse no início do comentário, gostei muito da forma como ela se posicionou, só não concordo com tudo. Estamos trabalhando e reelaborando as coisas há alguns anos, dizer que nada é feito é muito complicado, cobrar medidas é válido e necessário, mas as questões tem de ser analisadas mais a fundo do que esse coisa sensacionalista. Não estou acusando a professora de sensacionalismo, ela apenas foi chamada a falar e falou.

        Na sala dos professores é só isso que se comenta, que tudo é ruim e num sei que lá, mas é difícil o professor que se vê como profissional, que tem consciência de que deve apresentar um resultado mínimo para a sociedade. Tudo é desculpa para não trabalhar, não se atualizar, não melhorar. Se for ver tem muito,mas muito professor que nem deveria receber salário… (mas isso é outra história, né?)

        Em relação à transparência, o FUNDEB conta com um conselho que deve regular a aplicação do dinheiro, 60% desse dinheiro obrigatoriamente deve ser para pagar professores. Adivinha se não tem prefeitura que devolve o dinheiro, mas não aumenta o salário, assim como diretores que devolvem os recursos para não ter de prestar contas. A educação brasileira está passando por uma transformação muito grande, temos ações pontuais sim, grandes investimentos financeiros, bem como de capacitação profissional http://www.capes.gov.br/servicos/sala-de-imprensa/36-noticias/4460-professores-receberao-bolsas-capes-para-cursar-mestrado-profissional-a-distancia-. Acontece que só vira notícia, só faz barulho quando é para criticar, para dizer que tá ruim, que tudo é péssimo.

        E concordo contigo, acho que ela não quis apenas reclamar e não fazia ideia da repercussão das suas palavras. Acredito fortemente que estamos caminhando para a melhoria do sistema educacional, não estamos parados.

      • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

        Rosana, acho que não me fiz entender com algumas coisas. Confesso, nunca fui satisfeito com o sistema educacional brasileiro e no post acima essa insatisfação falou mais alto. Desde que fiz um intercâmbio de estudos ao Canadá o meu desprezo pela educação que temos aqui só piorou e passei a me informar cada vez mais sobre tudo isso.

        Eu nunca disse que estamos parados. Disse apenas que o ritmo desse progresso é muito lento. Foi isso que quis dizer com “subir ao 10 quando precisamos do 1000″.

        No mais, quando falei de jeitinhos não quis insinuar nada. Me referia, por exemplo, à situação de professores que trabalham simultaneamente em vários turnos ou instituições para multiplicar seu salário, prestando serviço mediano em todas -quando deveriam ser bem pagos por uma e prestar serviço ótimo.

        Concordo também que alguns simplesmente não merecem nem salário, mas cada caso é um caso, né? Isso ai acho que já é responsabilidade do mec e das instituições de estabelecer novas formas de avaliar o desempenho dos professores -e recompensá-los de acordo.

        E sim, o problema não é apenas falta de dinheiro, o buraco é mais em baixo. Péssima gestão dos recursos, por exemplo, serve bem para desestimular maiores investimentos em educação.

        Estamos caminhando para uma melhoria do sistema educacional, é verdade. O
        problema é que o mundo inteiro também está, e nessa corrida o Brasil já
        é retardatário.

        Aliás, sobre o Fundeb, gostaria de saber se há como você, que aparentemente atua na area, me esclarecer uma coisa: É cabível pensar que transparência envolve acesso facilitado às informações sobre o que está sendo feito com toda essa bolada. Sendo assim, o que você me diz do desempenho do tal conselho que regula a aplicação do dinheiro? Gostaria de saber mais sobre o assunto.

      • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

        Rosana, acho que não me fiz entender com algumas coisas. Confesso, nunca fui satisfeito com o sistema educacional brasileiro e no post acima essa insatisfação falou mais alto. Desde que fiz um intercâmbio de estudos ao Canadá o meu desprezo pela educação que temos aqui só piorou e passei a me informar cada vez mais sobre tudo isso.

        Eu nunca disse que estamos parados. Disse apenas que o ritmo desse progresso é muito lento. Foi isso que quis dizer com “subir ao 10 quando precisamos do 1000″.

        No mais, quando falei de jeitinhos não quis insinuar nada. Me referia, por exemplo, à situação de professores que trabalham simultaneamente em vários turnos ou instituições para multiplicar seu salário, prestando serviço mediano em todas -quando deveriam ser bem pagos por uma e prestar serviço ótimo.

        Concordo também que alguns simplesmente não merecem nem salário, mas cada caso é um caso, né? Isso ai acho que já é responsabilidade do mec e das instituições de estabelecer novas formas de avaliar o desempenho dos professores -e recompensá-los de acordo.

        E sim, o problema não é apenas falta de dinheiro, o buraco é mais em baixo. Péssima gestão dos recursos, por exemplo, serve bem para desestimular maiores investimentos em educação.

        Estamos caminhando para uma melhoria do sistema educacional, é verdade. O
        problema é que o mundo inteiro também está, e nessa corrida o Brasil já
        é retardatário.

        Aliás, sobre o Fundeb, gostaria de saber se há como você, que aparentemente atua na area, me esclarecer uma coisa: É cabível pensar que transparência envolve acesso facilitado às informações sobre o que está sendo feito com toda essa bolada. Sendo assim, o que você me diz do desempenho do tal conselho que regula a aplicação do dinheiro? Gostaria de saber mais sobre o assunto.

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Sandro,
         Vou responder aqui para mim, pq pra vc já não dá mais. O problema com o FUNDEB, assim como uma caracterísca que o torna muito positivo também, é a descentralização. Se por um lado temos a oportunidade de gestão democrática e da regionalização da educação – o que abre espaço para a volorização dos costumes e necessidades locais, além do atendimento mais imediato (desburocratizado) das necessidades dos municípios e das escolas – temos uma diferença gritante entre os diferentes municípios.

        Pelas regras, todos os municípios brasileiros teriam condições de pagar muito mais que o piso e oferecer um plano de carreira decente (como o que tem na prefeitura que trabalho, p. ex.). Você começa com um salário de 1600,00 (nível médio) e vai se aposentar com cerca de 8000,00 ou mais. Com especializações vc tem outros benefícios. Enfim, considero um bom salário para o serviço público no país, considerando uma carga de 35 horas que me permite trabalhar apenas meio período. Lembro que ainda sobra dinheiro na minha prefeitura, dava para pagar mais, além dos recursos tecnológicos e recursos em dinheiro direto na escola (por isso afirmo que dinheiro tem e muito).

        Os municípios não recebem o mesmo tanto, pois depende de arrecadação, mas existe um valor mínimo (por aluno) que faz o governo federal complementar o dinheiro para os municípios. E quando da aprovação do piso uma das ressalvas era que piso não é teto, portanto não há desculpas para não se pagar o piso.

        A sua pergunta era sobre fiscalização. O que acontece é que alguns municípios, os que tem os profissionais com melhor formação e mais politizados, têm melhor fiscalizada a aplicação dos recursos. Qualquer professor pode fazer parte do conselho (mas a maioria só que por a culpa de tudo no aluno e pronto, num quer se mexer, não), e tem cargos para os demais segmentos da sociedade também.

         Agora o coronelismo ainda impera muito no Brasil, os profissionais de educação ainda são muito mal formados, mas acesso aos dados qualquer um tem. Posso requerer esse acesso ao conselho a qualquer momento e já vi prefeitos serem “depostos” por desvio desse dinheiro, no caso só não usou os 60% que tem de ser para professor, reformou escola, ou seja, existe fiscalização, mas depende do município.

        Sem comentários sobre o que acontece no Estado de São Paulo (o mais rico da federação???) que trata tão mal a educação e os professores de seu quadro de magistério.

    • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

      De um dia para o outro não, mas acho que já seria um bom começo apresentar à sociedade um plano CONCRETO e COM PRAZOS. Algo parecido com o que saiu nos jornais esses dias sobre o aumento salarial dos professores, porém englobando todas as camadas do sistema educacional -não apenas salários.

      A meu ver, a coisa precisa ser completamente reelaborada. Tá tudo errado e o Brasil continua com um padrão de educação ridículo, contrastando diretamente com o gigante que se mostra na economia global.

      Você ganha bem como professora, ok. Conheço vários professores que provavelmente ganham até melhor do que você. Cada um dando seu “jeitinho” para tornar isto possível. Não vem ao caso, pois vocês não são maioria. A maioria é gente como ela, a professora do video, que ganha um valor próximo ou até inferior ao piso estabelecido. Em resumo: A maioria está na merda.

      O descaso com a educação, apesar de não ser completo, é gritante. Dizer que nunca antes na história deste país se viu tantos investimentos em educação não necessariamente significa que se esteja investindo o suficiente. Sair do 1 pro 10, quando na verdade precisamos do 1000, não adianta nada. O investimento aumentou N vezes? Pois bem, eu digo que este precisa ser aumentado N.10²³ vezes para que se tenha um resultado visível, palpável.

      Acho que o ponto da professora não foi simplesmente comparar salários ou propor uma mudança imediata. Ao menos não foi assim que entendi sua posição. Me parece mais um “puxão de orelha” mesmo, para que todas as camadas da política se mobilizem a favor de inúmeras melhoras em nosso sistema educacional.

      No mais, com objetividade e transparência fica bem mais fácil conseguir apoio da sociedade e até mesmo de iniciativas privadas. E tenho dito.

    • http://www.facebook.com/people/Edegar-Neumann/100000367644831 Edegar Neumann

       A sociedade quer que a educação continue do mesmo jeito? Que sociedade é esta?

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

         Öi, Edegar,
        a mesma que reclama quando se consegue algum avanço no ensino de língua materna, como vimos recentemente no caso de livros didáticos.
        A mesma que reclama quando se busca uma educação voltada à tolerância com opção sexual, vide polêmica com os kits gays. A mesma que quer que valores da idade média ainda imperem na educação.

        Os pais querem que os filhos aprendam o mesmo que eles aprenderam na escola, não importa o quanto a ciência tenha mostrado o equívoco de pensamentos. Todos querem reclamar e reclamar, mas quando se tem ações efetivas, não querem que seja implementada.

        Talvez eu tenha dito errado, a sociedade quer que a educação seja a mesma que já fracassou  há muito anos no Brasil, dizem que antigamente era bom. A educação brasileira nunca foi boa.

      • http://www.facebook.com/people/Edegar-Neumann/100000367644831 Edegar Neumann

        Entendo seu ponto quando você diz que (parte d’) a sociedade (ou seja, sem generalizar, certo?!) quer que tudo continue como era antes. Assim faz sentido a posição defendida.
        Mas agora um outro sinal vermelho levantou aqui: você está dizendo que defende os livros didáticos que falam que é certo falar errado? Isso é simplesmente uma das coisas mais ridículas que já ouvi em se tratando de livros didáticos. Só concorre com aquela história de livros norte-americanos indicando que a Amazônia seria um território pertencente ao planeta e não parte do Brasil. Não vejo nenhum fundamento pra se dizer que falar errado é certo. Tem que falar certo. E ponto! Como se pode exigir de uma criança, um jovem, que ele escreva certo, se ele fala tudo errado? A tendência é sempre o aluno escrever como fala, inclusive usando gírias, linhas de raciocínio desconexas e tudo o mais. Uma coisa está intimamente ligada à outra, e poucas vezes vi um real distanciamento entre a fala e a escrita. Quem fala corretamente tem grande possibilidade de escrever da mesma forma e vice-versa.
        Já com relação aos ‘kits gays’, meu pensamento é no sentido de que está faltando transparência e por isso está tendo mais repercussão. Não entendo por que precisa ser um pacote anti-homofobia ao invés de um ensino consistente na direção da tolerância com as diferenças, seja de preferência, sexo, cor, religião ou posses. Acho muito cedo (07 a 10 anos) pra se falar sobre sexualidade, de qualquer forma. E se não for um material bem feito, pode ter efeito inverso, e incentivar à homofobia, ou até conduzir uma criança à homosexualidade ou homoafetividade, nem que seja por curiosidade, ao invés da pessoa encontrar seu próprio caminho.

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Bem, talvez eu tenha me esquecido de relativizar: parte (muito grande) da sociedade não quer que nada mude.

        Em relação ao que você disse sobre a língua só posso lamentar tanta falta de conhecimento linguístico. Como eu disse, e você comprovou no seu discurso, todo mundo (acha que) sabe mais de língua do que linguista. E não existe certo e errado em se tratando de língua, isso já foi cientificamente comprovado há muitas décadas e nenhuma (NENHUMA) vertente da linguística coloca isso em discussão http://marcosbagno.com.br/site/?page_id=745. Agora se quer mentir para o aluno, ou divulgar conhecimentos não validados por comunidade científica, paciência. A sociedade (maior parte dela) não quer que nada mude mesmo.

        O material sobre homofobia foi desenvolvido por pessoas capacitadas para tal, não sei se houve falta de transparência, os materiais desenvolvidos pelo mec sempre são disponibilizados no portal, todos têm acesso. Acho que o que acontece é o fato de a maioria se ligar ao sensacionalismo da imprensa e não buscar as fontes. O Seiiti tratou com muita propriedade disso aqui http://www.arataacademy.com/port/email-diminui-seu-qi-mais-do-que-fumar-maconha-sera/

         Eu gostei muito do material, e ele é para o EM, não crianças com a idade que vc citou, o que eu, como educadora, considero uma falha. Você acha que é cedo, mas na creche onde trabalhava havia muitas crianças filhas de meninas de dez anos. Ano passado, uma aluna do quarto ano transava com o amigo de sala (ela tinha 9 e ele 10). Ah!! e na pré-escola é muito, mas muito comum, os meninos fazerem troca-troca no banheiro, mas tem de fingir que não viu, né?  Mas como eu disse: todo mundo (sem generalizar, claro!) entende mais de educação do que educador.

      • http://www.facebook.com/people/Edegar-Neumann/100000367644831 Edegar Neumann

        Oi Rosana, Não consigo vir todo dia aqui, queria manter o debate acalorado, mas enfim podemos concordar em pelo menos uma coisa: podemos discordar.
        Acho que você está transformando anos de ‘evolução’ de uma língua, que corrobora o que você defende, que não há certo ou errado, (ok não sou linguista, mas é minha opinião, posso defendê-la?, por favor?) em algo imposto pelo MEC (minha visão sobre dizer que falar errado está certo). É lógico que a língua muda com o decorrer do tempo. Muda muito. Mas isso não quer dizer que uma aberração dessas tenha que ser aceita. Mas não sou linguísta, certo, só sou um pai e um cidadão que adora falar e escrever corretamente. As opiniões contrárias às dos linguístas não contam.
        Voltando ao kit, continuei pesquisando o assunto e pouca coisa a mais consegui encontrar, a não ser os vídeos que estão circulando e a confirmação do que você mesma me esclareceu, a respeito da idade alvo. Continuo achando falta de transparência. Os demais pontos, como já disse no início do texto, vamos continuar discordando, mas entendo seu ponto de vista. E simplesmente não aceito, como pai e educador. Se isso significa que faço parte da parcela da sociedade que quer que tudo continue como está, segundo o que você falou, vamos continuar discordando.

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Oi, de novo hehe… podemos discordar sim, viu! Aliás só crescemos quando podemos mudar de ideia em função de uma discussão, ou decidirmos que nossa ideia é legal e ainda válida para nós, não é mesmo?

        Os kits foram vetados numa manobra vergonhosa. Enfim… muito triste o que ocorreu, estou realmente envergonhada e bem indignada com o ocorrido e um tanto preocupada com esse conservadorismo beirando a fanatismo religioso, além da estratégia do governo também, claro!.

        Quanto aos livros sugiro ler http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/jornalistas-com-deficit-de-letramento, talvez entenda do que se trata. O MEC não tem nada a ver com isso, é uma proposta linguística, que não tem início no Brasil, ver pessoas dizendo que é uma manobra para ensinar falar como o Lula é simplesmente patético.

        Escrevi também aqui http://docenciainloco.com/?p=184, leia os comentários que tem uma complementaçãozinha (se quiser, claro!!).

        Quanto às opiniões contrárias à dos linguistas, sugiro ler o capítulo do livro primeiro http://www.acaoeducativa.org.br/downloads/V6Cap1.pdf, talvez entenda qual a nossa posição, antes de criticar, baseado em uma imprensa que deveria se retratar publicamente pelo “desserviço” prestado à educação. Depois sugiro refletir um instante, você diria a um biólogo ou a qualquer outro cientista (a respeito de um consenso na área, não em situações em que haja divergências, certo?) que ele está enganado? Diria que a escola deve ignorar essa informação científica e mentir (sim MENTIR!!) aos alunos?? Sério mesmo?

        Nunca, nenhum linguista, nem o livro, nem ninguém da área da linguagem ou da educação pretendeu ensinar nada errado a ninguém!!! O respeito à variedade do aluno é fundamental para o processo de aprendizagem e o domínio dos diferentes gêneros discursivos a proposta (não efetivamente implementada por N motivos, inclusive pela falta de responsabilidade de muitos profissionais) de ensino de Língua Materna no Brasil e no mundo há muito MUITOS anos. Em cada situação de comunicação faz-se necessário um discurso e uma língua diferente, não existe isso de língua correta.

        Estou tentanto escrever um texto mais completo sobre isso… principalmente um “o que se ensina quando a noção de ‘erro’ não faz sentido”, apesar de muitas pessoas já terem escrito sobre… quando conseguir voltar continuamos o acalorado debate rs

    • Renato

      Rosana infelizmente tem alguns professores como você que quer mascarar e suavizar a situação educacional, tentando minimizar os problemas que enfrentamos, talvez você receba demais ou se beneficia de tal situação Se você se contenta com migalhas então fique calada. porque esse espaço é para pessoas que compartilham da mesma indignação e não aceito você vir com o papo de deputado ladrão querendo suavizar as coisas!!!

  • josé

     educação não é prioridade no nosso país, concordo quando ela disse que queremos OBJETIVIDADE… queremos metas claras a serem atingidas e não essa enrolação contínua que não leva a nada…

    • Dado Teles

      José, só complementando: nada que sirva ao povo é prioridade em nosso país.

      • Jefferson

        Me leva a perguntar: Quais são as prioridades do país no momento?

  • http://twitter.com/al0021 Al Mota

    Com todo respeito e sem desmerecer o discurso da professora, já vi esse filme antes. Minha mãe (também professora, por sinal) me contava desde sempre a história de um antigo líder dos caras-pintadas no início dos anos 90, outro desses herois que surgem espontaneamente da multidão. O nome dele era Lindberg Farias – hoje ele é senador, mas já foi vereador, prefeito e deputado e não se mostrou nem um pouco diferente de nenhum político “tradicional”. Só enquanto prefeito em Nova Iguaçu ele acumulou mais acusações de corrupção que dias de mandato.

    Não estou dizendo que a professora é um novo Lindberg, nem que ela vai se candidatar a vereadora nas próximas eleições (embora não duvide). Só estou dizendo que a empolgação virtual das milhares de pessoas que veem o vídeo no youtube e correm pro twitter pra “xingar muito” vale tanto para os deputados quanto o discurso da pobre professora: porra nenhuma. Eles estão cagando, pode ter certeza. Cagando como a grande maioria dos políticos no país inteiro, políticos nos quais votamos.

    Seja um delegado Protógenes (alguém lembra dele? Pois deveria, ele agora é deputado federal), seja um Lindberg, ou outros que se aproveitam dos 15 minutos de fama pra ganhar mandato e dinheiro com nosso voto, a gente não devia esquecer que eles não estão fazendo nada demais. Nada que cada um de nós não devesse fazer, que é simplesmente estar a par da merda que acontece a cada dia ao nosso redor, denunciar quando possível e não ficar choramingando. Tem professores que sofrem mais que ela, aqui no Rio ou em São Paulo mesmo, e não têm oportunidade pra falar.

    Ela está de parabéns por ter feito sua obrigação, que é defender a classe. Mas quem entre nós faz a sua obrigação, que é não votar em políticos de merda e acompanhar o que eles fazem durante os 4 anos de mandato? Quem entre nós procura se informar de verdade ao invés de “dar uma passadinha no Jornal Nacional”?

    Exemplo claro do que estou falando: http://www.paraondefoiomeudinheiro.com.br/node/1

    • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

      Só uma pergunta: Você faz tudo o que está propondo?

      Se faz, está de parabens.

      Eu admito, por outro lado, que não vou tão longe. Mas não sou um exemplo a ser seguido e nem desejo ser. Se a sociedade, como um todo, seguir a mesma linha de pensamento que eu, aí sim estaremos todos extremamente F-O-D-I-D-O-S. Com areia e vidro.

      Faça o que eu digo, mas não o que eu faço. Diga lá, eu daria um bom deputado, né? =)

  • Gogoulart

    Hahahaha, dois problemas: salários baixos e um bando de vagabundos acostumados em fazer NADA.
    Na minha opinião tem que aumentar o salário e gradualmente tirar esses acomodados professores das salas de aula.
    Criar concursos decentes e melhorar o sistema de Processo de Seleção Simplificada. Novos professores, cheios de vontade de entrar em sala de aula não conseguem fácil acesso aos colégios públicos que ainda preferem manter professores arcaicos e acomodados, pois são “experientes” (experiência de aula no estado por mais de 2 anos conta mais pontos para a seleção do que DOUTORADO, ridículo), sendo assim vão para as instituições privadas.

    Salários maiores criaria maior competitividade pela profissão, competição cria melhores professores, melhores professores criam melhores alunos e melhores alunos criam pessoas mais conscientes e capazes de empreender, criar, profissionalizar e, muito importante, VOTAR!

  • http://www.facebook.com/hugo.foro Hugo Foro

     E do jeito que está, fica cada vez mais dificil o alunado escolher a “profissão professor”, não avistam como uma boa profissão. QUase mais ninguem vê.
    Pra ser professor hoje, é necessario, além de vocação, força de vontade!Força de vontade porque tens consciencia do quanto irá ganhar e será pouco, consciencia porque sabes que, dependendo da escola em que se está lotado, você está inseguro, pois há alunos que, se entenderem errado e acharem que você o ofendeu, irá tirar satisfações depois (e nao é uma conversa).
    Além disso, força de vontade porque seus companheiros ficam, a cada intervalo, conversa e reuniao, falando que estão estressados, que nao suportam os alunos, que nao deviam estar lá e por aí vai….
    E digo isso porque é a profissão que escolhi e ainda tenho essa força de vontade e paixão pela profissao e, alguem que espera que essa força nao acabe.

  • http://about.me/thiagosouza Thiago de Souza

    Eu sempre digo que “a educação é a única coisa que vai salvar o Brasil”.

    E por isso o Brasil está longe de ser um país de primeiro mundo. Só água, carisma e mulher gostosa não vão fazer do Brasil uma potência.

    Alguém sabe por que será que não investem mais em educação?

    * Essa semana investiram em 51 carros Jetta de 70 mil reais cada
    ** Só a reforma do Maracanã para a copa vai custar R$ 956,8 milhões
    *** Governo aprovou a verba de R$ 1,9 milhão para a cantora Bebel Gilberto
    **** Governo aprovou a verba de R$ 1,35 milhão para o blog “O Mundo precisa de poesia”

  • http://www.facebook.com/people/William-Honorio/100000215688343 William Honorio

    A grande verdade é que o brasileiro tá acostumado a falar muito de política, mas não faz nada. A iniciativa da professora é muito positiva; o seu discurso faz com que cada deputado engula cada uma de suas palavras de forma quadrada a primeiro momento, no entanto não havendo uma mobilização geral isso é apenas um episódio, infelizmente, inútil, porque muito se fala mas o cidadão brasileiro acaba por ser conivente com os políticos pois ninguem toma uma providencia efetiva para resolver não só o problema (tapar o sol com a peneira) lá dos professores em RN, mas sim no Brasil, como um todo.

  • http://www.facebook.com/people/João-Marcelo/100001458073692 João Marcelo

    essa sim destruiu essa cambada… Queria ver ela rasgar o verbo em Brasilia…

  • http://www.facebook.com/people/Francisco-De-Assis-Rosa/568548135 Francisco De Assis Rosa

    Bem, concordo em muitos pontos da fala dela, e em outros tantos discordo totalmente.
    Por pontos:

    - Salário de professor não é tão ruim quanto fazem parecer. Em minha cidade (Santa Cruz Cabrália-BA), um professor que tenha apenas o magistério – equivalete ao ensino médio – recebe R$1557,00 por 2 turnos. O plano de cargos e carreiras permite que um professor que estude bem, se aposente com os vencimentos em torno de R$7000,00. A maioria das outras profissões de ensino superior – salvo direito, engenharias e medicina – tem salário inicial em torno de R$ até 2500,00.
    - Nunca houve grande preocupação pela Educação nesse país. Quando escutei o depoimento pela manhã, fiquei tentando me lembrar de algum presidente que realmente tenha tentado mudar esse quadro. Não me veio ninguem na cabeça. Quando falo de mudança de quadro, não é falar apenas em valorização do professor, salários maiores e bla bla bla que o povo gosta de escutar. não lembro de ninguem apontar o quanto a grade curricular esta cada vez mais na merda. Chegou ao ponto do MEC aprovar livros que ensinam que não é errado falar errado(?)!!! http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2011/05/14/mec-distribui-livro-que-aceita-erros-de-portugues-924464625.asp#ixzz1Mij90xqq.
    - Estrutura de escola municipal é uma merda. Entopem uma sala de alunos alunos para ganhar mais verba. maqueiam os desempenhos das escolas para ganhar mais verba. Mesmo as avaliações de desempenho federal diminuem o critério ano após ano. Criando uma ilusão de que tá tudo indo bem.
    - Hoje a politica e a cultura nacional é de quantidade, não de qualidade. melhor formar 1000 médicos mais ou menos que 300 de ponta. melhor formar 1000 professores malacabados do que 200 preparados para uma sala de aula.

    Cansei da mesmisse de todo ano greve pra aumentar salário. de defender só o que é o meu. quero ver quando vão parar pra exigir que todo sistema educacional do país seja revisto.

    • Júlio

      Cara, R$ 1557,00 para um professor com magistério só se for aí na sua cidade, pois aqui no RN minha mãe é professora do estado, com nível superior, e ganha pouco mais de R$ 1000,00.
      E outra, pra quem exerce uma função de educador, ganhar R$ 1500 pra trabalhar dois turnos é no mínimo uma palhaçada…

      • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

        Júlio.

        No Nordeste os salários são baixos em quaisquer setores. Não dá para comparar o piso do RN com São Paulo. Sendo que aqui no Nordeste temos uma das comidas mais baratas do país e um custo de vida incrivelmente baixo comparado com São Paulo. Isso sem entrar no aluguéis e.t.c.

        Lembro que na época do Salário minimo de R$ 300,00 os auxiliares de escritório em SP ganhavam 800 mais ou menos. E os alugueis de casas bem toscas eram R$ 400,00. Lá tudo é muito caro.

        Por isso não voltei para lá, mesmo com emprego publico garantido na prefeitura.

      • Júlio

        Eu sei que aqui os salários são mais baixos e que o custo de vida também é. O fato é que o piso é lei e como tal deve ser cumprida, independentemente do estado. Concordo que um estado como SP pode e deve pagar mais que o piso nacional para os seus profissionais, mas o piso, como o próprio nome diz, é o mínimo que se deve pagar.

        O primeiro passo para se ter uma educação digna é fazer cumprir a lei, se eles não cumprem a lei já começa tudo errado. Pagar pouco mais de R$ 1000,00 para um professor e ficar pedindo calma é uma palhaçada.

        Mas o fato é que o RN se encontra em um caos total; saúde, polícia civil e professores já estão em greve; várias outras categorias também ameaçam parar… até as gratificações ela cortou dos servidores do detran. Também pelo fato dela descumprir uma lei estadual que após anos implementou um PCCS para os servidores do estado.

        E a governadora insiste em dizer que o estado se encontra no limite da LRF enquanto todos os dias nomeia dezenas de apadrinhados em cargos comissionados com salários altíssimos.

        Hoje, em uma entrevista a um jornal local, o secretário-chefe da Casa Civil, quando questionado se um estado não vai cumprir uma lei que via de regra deve ser cumprida, disse “A lei só pode ser cumprida quando é possível.”… brincadeira, hein? Enquanto isso os alunos ficam sem aulas, os doentes sem médicos e os marginais livres para cometer delitos.

        Desculpem o desabafo, mas essa é a realidade do estado no qual a professora mora…

  • http://twitter.com/NTGuimaraes Natalia Guimarães

     Sou de Natal RN e posso dizer que esse vídeo é um viral na cidade. A professora Amanda Gurgel deu voz a professores da rede pública de todo estado que estão enfrentando uma administração municipal e estadual CAÓTICA, especialmente na área da educação. Gostei de ver essa nota aqui no Papo de Homem.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Ótimo saber que a coisa está se movimentando por aí, Natalia!

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    “quero ver quando vão parar pra exigir que todo sistema educacional do país seja revisto.”

    E não é isso que ela está dizendo, cara?

    • http://www.facebook.com/people/Francisco-De-Assis-Rosa/568548135 Francisco De Assis Rosa

      Ela toca em alguns pontos, mas basicamente se queixa de salário e de excesso de alunos numa sala. concordo no segundo ponto.

      Mas quando eu falo de rever toda estrutura de educação é ir mais além dessas queixas de sempre.

      Não quero tirar o mérito das queixas dela, talvez me expressei mal nas colocações pela pressa ao digitar.
      Mas, ao menos por aqui, a unica coisa que eu vejo a classe reenvindicar em greves, passeatas, etc,  é salário e menor periodo em sala de aula.

      Em minha visão, salário é o menor dos problemas.

      • B.

        Menor do problemas?!

        Querido, vá viver e sustentar sua família com cerca de R$900,00 então…
        Depois você volta aqui e dá seu depoimento, beleza?

  • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

     Ai, não. Olha esse livro não tem problema algum, quem tem problema é que não sabe nada de linguística e dá pitaco no que não conhece… http://marcosbagno.com.br/site/?page_id=745

    Fico abismada em ver a falta de respeito com que a Linguítica e os conhecimentos linguísticos são tratados pela imprensa no Brasil, como se essa CIÊNCIA (sim, a linguistica é uma ciência e seu conhecimento é validado por comunidade científica num é achismo ridículo de jornalista). Por que não contestaram quando mudaram os livros didáticos dizendo que o sistema solar tem oito planetas e não nove? Sinceramente não entendo.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Francisco,

    A crítica é justamente sobre esse pensamento de olhar para os problemas “de sempre” como se isso fosse um motivo para ignorá-los. Se são problemas “de sempre”, é um sinal grave que precisamos olhar para eles mais ainda, não menos.

    Se o salário é o menor dos problemas, por que raios não resolvemos logo? Ela deixa isso claro também. Não tem como focarmos em outros problemas sem isso. É uma questão quase de sobrevivência.

    Sugiro observarmos como a posição do professor é inferiorizada por nós mesmos, não só por políticos. Nós mesmos não achamos que o professor deva ganhar bem. Eu fiz pedagogia, então vivi esse preconceito de perto, ainda que nunca tenha trabalhado como professor.

    Abração.

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

     Quem meche com contabilidade pública, sabe que a educação é um dos setores que mais recebem dinheiro, fico na dúvida se perde para a saúde.

    O problema da educação no Brasil, é o mesmo da saúde, apenas má-administração que suga todos os recursos.

    A maioria das entidades públicas do Brasil são a anti-tese de uma boa empresa.

    Antes de pensarem em dinheiro, deveria-se primeiro pensar em como demitir de forma mais fácil os maus funcionários públicos, coisa que não existe.

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    Aqui um artigo sobre o ensino no Brasil

    Fábrica de maus professores

    “Uma das maiores especialistas em ensino superior brasileiro, a antropóloga não tem dúvida: os cursos de pedagogia perpetuam o péssimo ensino nas escolas.

    Quais os efeitos
    disso na escola?

    Quando chegam às escolas para ensinar, muitos
    dos novatos apenas repetem esses bordões. Eles não
    sabem nem como começar a executar suas tarefas mais
    básicas. A situação se agrava com o fato
    de os professores, de modo geral, não admitirem o óbvio:
    o ensino no Brasil é ainda tão ruim, em parte,
    porque eles próprios não estão preparados
    para desempenhar a função
    .
    Por que os professores
    são tão pouco autocríticos?

    Eles são corporativistas ao extremo. Podem até
    estar cientes do baixo nível do ensino no país,
    mas costumam atribuir o fiasco a fatores externos, como o
    fato de o governo não lhes prover a formação
    necessária e de eles ganharem pouco. É um cenário
    preocupante. Os professores se eximem da culpa pelo mau ensino
    – e, conseqüentemente, da responsabilidade
    . Nos
    sindicatos, todo esse corporativismo se exacerba.”

  • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

    Concurso aberto São José do Rio Preto, R$ 1600,00 incial para nível médio 35horas, apenas um turno. http://www.vunesp.com.br/pmrp1101/EDITAL_PMRP1101_27_4_2011.pdf
    mais plano de carreira, que prevê muitos benefícios.

  • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

    Concurso aberto São José do Rio Preto, R$ 1600,00 incial para nível médio 35horas, apenas um turno. http://www.vunesp.com.br/pmrp1101/EDITAL_PMRP1101_27_4_2011.pdf
    mais plano de carreira, que prevê muitos benefícios.

    • Júlio

       É como eu disse… a realidade do RN é diferente dos outros estados… não duvido que alguns estados paguem isso, mas aqui é diferente… a governadora insiste em não pagar o piso, que é lei! Falo isso porque já vi um contracheque dela, não foi ninguém que me disse.
      E mesmo pagando R$ 1600,00, eu ainda acho um salário muito baixo quando comparado à importância de um professor. Mas claro, falo em relação a um professor de verdade, não estou fazendo aqui uma análise quanto ao mérito dos profissionais. Mas como disse, é a minha opinião… professor vale muito mais.

    • B.

      Filha, e você acha que da pra viver com dignidade com R$1600,00 ?!

      Pelo amor de deus…. Estamos falando de um dos profissionais mais importantes na formação da cultura e aprendizado de um estudante…
      Sinceramente, acho muito desvalorizado.

    • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

       filha B. qual a parte do meio per’íodo e exigência de Ensino médio e plano de carreira vc não entendeu???

    • http://www.facebook.com/people/Francisco-De-Assis-Rosa/568548135 Francisco De Assis Rosa

      Assino embaixo Rosana.
      Não conheço nenhum profissional q tenha como remuneração inicial R$1600 (próximo ao valor de minha cidade)

      Pro amigo que pediu pra eu viver com esse salário, esse É o meu salário. eu trabalho na parte administrativa da Educação e meu salário é atrelado ao dos professores. a diferença que eles recebem uma gratificação por estar em sala de aula.

      E salário de professor não são apenas R$900,00.
      R$900,00 (o daqui tá qse 1200) é salário base. sobre isso incede uma série de graficações.
      só pra citar algumas pelo nosso estatuto
      - 30% por regencia de classe
      - 10% dedicação exclusiva
      - 10% bolsa de estudo
      - 20% zona de difícil acesso.

      Se algum professor recebe REALMENTE R$900,00; deve procurar os meios legais contra o município, pois esse ano o piso salárial a nivel nácional foi definido em 1

      Salário de professor 36h com nivel superior aqui está um pouco maior que R$2000,00, mas alguns chegam a R$ 2.600,00

      Num país em que o mínimo é de R$545,00 e a maioria dos e profissionais que estão iniciando com curso superior recebem por volta de R$ 1800,00 a 2200,00; não é nem de longe um salário tão ruim

  • http://twitter.com/_Shi Shi

    São Paulo tá a mesma coisa no ensino público, sempre converso com uns professores em meio as aulas…

  • http://twitter.com/_Shi Shi

    São Paulo tá a mesma coisa no ensino público, sempre converso com uns professores em meio as aulas…

  • http://www.facebook.com/people/Alexandre-Araujo/100002242566238 Alexandre Araujo

     Digno de ser divulgado um retrato nacional que vai deixar político de qualquer parte do país sem graça e ainda me recuperou da intempestividade e falta de propósito do “Quem puxou o gatilho?”. Eu pergunto quem de vocês aí acima trabalharia nas condições que os professores trabalham hoje em dia por esse salário? Que melhora global a educação pode proporcionar, quando quem tem qualidade pra ser educador  acaba tendo que optar por outra atividade melhor remunerada e ao alcance da sua capacidade?

  • http://www.facebook.com/people/Alexandre-Araujo/100002242566238 Alexandre Araujo

     Digno de ser divulgado um retrato nacional que vai deixar político de qualquer parte do país sem graça e ainda me recuperou da intempestividade e falta de propósito do “Quem puxou o gatilho?”. Eu pergunto quem de vocês aí acima trabalharia nas condições que os professores trabalham hoje em dia por esse salário? Que melhora global a educação pode proporcionar, quando quem tem qualidade pra ser educador  acaba tendo que optar por outra atividade melhor remunerada e ao alcance da sua capacidade?

  • http://muitapimenta.com Francis Rosário

     Ela só esqueceu de tocar em um ponto, o aluno.

    Todo mundo sabe que um dos maiores problemas da educação no Brasil são os alunos, a nossa cultura acabou por considerar esperto aquele aluno que apenas passa de ano, mesmo que sem mérito próprio. Isso ficou ainda mais acentuado desde que o governo criou as metas de aprovação e as escolas foram obrigadas a aprovar muitos alunos só para atingir a estatística desejada.

    Enquanto isso o aluno que realmente está lá para aprender é tratado como o errado, principalmente pelos próprios alunos, afinal ele está fazendo tudo da maneira mais difícil.

    E não me venham falar que a questão do aluno é apenas em escola pública ou no nível fundamental, isso fica ainda mais evidente nas faculdades onde grande parte sequer faz seu próprio TCC. Para o ensino superior de nosso país uma dica do gênio Frank Zappa é muito útil: ”Se você quer trepar, vá à faculdade. Mas se você quer aprender alguma coisa, vá à biblioteca.” 

    Esse é minha visão do assunto, claro que não me aprofundei nem um pouco no assunto porque ficaria chato um comentário quilométrico (apesar de mesmo assim ter ficado extenso).

    • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

      Genial. É o chamado império dos números.

    • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

      Genial. É o chamado império dos números.

    • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

       Oi, Francis,

      Ela cita o aluno, cita a Jéssica, que está sem aula naquele momento. Aliás foi um dos pontos que julguei mais importante no discurso dela, uma preocupação real com o aluno e, pelo que ela tem dito no twitter, ela cultiva uma relação muito boa com seu alunos, sem precisar ameaçá-los com reprovação.

      • http://muitapimenta.com Francis Rosário

        Eu me referia da no sentido do aluno mesmo não ter interesse. Isso ela não citou. ;) 

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

         Pois é, ela não deve acreditar nisso, como eu também não, isso é mito, viu! Com uma escola desestimulante, aluno não tem interesse mesmo, mas pelo que vi da Amanda (parece que um aluno fez um twitter pra ela), ela é do time de professores que tem algo a acrescentar ao aluno. Sei que não é tão simples assim, mas é mais ou menos isso q penso.

  • http://profiles.google.com/rogeriomcastro Rogério Castro

     sem palavras, mas não como os Srs. deputados, mas por escutar a mais pura verdade uma classe essencial e injustiçada. 

  • Aldo

    Não é só isso.. mas começa por aí!!

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001683998983 Ana Ribeiro

     Claro que há muito investimento em educação… mas vai comparar o valor que dão à educação em relação à copa do mundo e olimpíadas?
    E quando falo investimento, não é só injetar dinheiro… Falta estratégia de ensino, falta organização e falta interesse no assunto. 

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001683998983 Ana Ribeiro

     Claro que há muito investimento em educação… mas vai comparar o valor que dão à educação em relação à copa do mundo e olimpíadas?
    E quando falo investimento, não é só injetar dinheiro… Falta estratégia de ensino, falta organização e falta interesse no assunto. 

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001683998983 Ana Ribeiro

     Claro que há muito investimento em educação… mas vai comparar o valor que dão à educação em relação à copa do mundo e olimpíadas?
    E quando falo investimento, não é só injetar dinheiro… Falta estratégia de ensino, falta organização e falta interesse no assunto. 

  • http://twitter.com/johnnyschulte João Vitor Schulte

    O Brasil precisa de mais pessoas assim que tenham coragem de dizer os verdadeiros problemas bem na cara de quem deveria estar resolvendo! 

  • Lucas Carvalho

    Pra mim, um vídeo e um discurso que, por mais que você seja daquela turma que adora ser sempre contrária a absolutamente tudo que vira concordância geral, não vai conseguir ser do contra. mas nem que se matute muito a respeito, não há muita passível de discórdia.

    Pra mim, se prender a pequenos errinhos e equívocos é pura imbecilidade: ela tinha um tempo limitado pra falar e provavelmente estava nervosa também, afinal, falar pra tão ~distintos senhores~ deve dar um cagaço em todo mundo que não está acostumado a tal. E mesmo assim falou bonito e, pra melhorar mais, com educação, polidez e um tanto de espontaneidade. Claro que faltou muita coisa, muita profundidade mas, porra, foram só 8 minutos! 

    E, pra quem está extrapolando a visão dela para todo o Brasil e refutando ao dizer salários em outros estados, LEMBREM-SE que em momento algum ela generaliza a opinião dela para todo o país – fica bem claro que ela se refere a realidade dela enquanto potiguar.

    • Rosana Rogeri

      Oi, Lucas, se vc leu os comentários mesmo viu que essas ressalvas sobre “ela foi chamada a falar e falou” (com todas as implicações disso) está presente nos meus comentários. Sim, eu vesti a carapuça e imaginei que o imbecil aí foi para mim.

       Apenas segui um padrão de comentários que não se limitam apenas a dizer: “Oh! que texto legal, muito bom!”, mas agrega maior valor ao texto inicial. Esse é o padrão que vejo em todo post do pdh e o que me faz voltar aqui todos os dias e participar das disucssões, sempre aprendo demais e se posso dar alguma informação que julto relevante, me sinto na obrigação de fazê-lo.

      O piso do magistério não é algo de outros estados, é para o Brasil, certo? E trouxe sim a informação sobre os salários, bem como plano de carreira, bem como o plano nacional de educação, pois acho necessário ver que existe muita coisa sendo feita.

      Levanto todos os dias e vou para a escola, procurando melhorar a qualidade da educação pública neste país e detesto quando me olham feito coitada, como se eu tivesse passando fome. A generalização para o país não foi feita por ela e eu não disse isso em momento algum, apenas segui o padrão dos comentários que são feitos neste site.

      E sou professora, de escola pública da periferia, ganho um bom salário, trabalho meio período, tenho férias duas vezes por ano, 6 abonadas de ponto anuais, licença prêmio de 3 meses a cada cinco anos. Não conheço profissão com tantas regalias, você conhece? Principalmente apresentando um resultado sofrível como apresentamos todos os anos ao povo brasileiro.

      • Lucas Carvalho

        Em primeiro lugar, não precisa vestir a carapuça porque não foi pra você – aliás, não foi pra ninguém daqui porque eu simplesmente não li os comentários deste post em específico. Comentei baseado na repercussão que assisti via Facebook, já que metade da minha timeline postou esse vídeo de terça pra cá. E, embora a palavra “imbecil” seja um pouco forte demais, eu mantenho a minha posição de que é, no mínimo bastante desnecessário ficar apontando pequenos problemas no que ela disse pelo motivo que eu já descrevi: 8 minutos, nervosismo e tudo mais. Além do que, acho que os méritos do discurso dela ultrapassam um pouco a noção de uma opinião sensata sobre educação e tem mais a ver com coragem, guts, colhões. E a consciência de que se trata de um assunto em que não há mais espaço pra enrolação, pra discurso furado.

        Até onde eu sei há diferenças salariais sim entre um estado e outro, por mais que exista um piso nacional. Ou então os professores que eu conheço mentem pra mim, porque conheço gente com jornadas iguais que em estados diferentes possuem salários diferentes. Ou então eu não entendo merda nenhuma do que eu tô dizendo – o que é verdade, por sinal – mas isso não me impede de achar 900 e poucos reais (múltiplicado por 3) pra quem trabalha o dia inteiro (inteiro de verdade, manhã, tarde e noite, o que dá muitas, muitas horas por mês) bastante pouco. 2,7k não é um salário indigno, não é um salário de fome e dá pra sustentar uma família assim – meu pai sustentou com menos – mas, ao meu ver, soa extremamente pouco visto o sacrifício da vida pessoal que implica trabalhar essa quantidade de horas e, pior que isso, em salas de aulas, lidando com muito mais gente e conflitos do que eu lido aqui no meu confortável escritório.
        Sobre a generalização para o resto do país, de fato você não fez, e justamente não te acusei de nada porque não estava me referindo a você, aliás, nem tinha te visto por aqui. Prazer, Lucas.

        Sobre isso de avançar a discussão nos comentários e não se ater a comentários de youtube (oh, que ótimo, AMANDA PRA PRESIDENTE), acho correto, acho ótimo e isso me agrada muito aqui também. Suas informações sobre o que já é feito na educação são de grande valia: eu mesmo não sabia que professores poderiam ter tantas regalias, e que bom que tem. Eu não sou uma dessas pessoas que acha que está tudo uma completa merda, que nada está sendo feito e que todos os governantes do país são crápulas horríveis que não repassam nada além de migalhas para a educação. Isso, pra mim, é a famosa atitude de xingar muito no twitter, e nunca passou pela minha cabeça achar que está tudo uma hecatombe – tampouco os meus elogios ao que a professora diz tem algo a ver com isso.
        Meu comentário diz respeito àquele tipo de pessoa que precisa apontar contradições e problemas numa fala tão inspiradora, tão bacana. Falo disso com conhecimento de causa porque eu já fui assim, aquele cara do contra que precisa discordar de algo só pra ser o anti-hype. Aprendi a trabalhar essa pedância extrema, mas tem gente que ainda não aprendeu.

        Volto a falar sobre a contextualização do vídeo na realidade do RN e, se a realidade dela é como ela diz (alguém dúvida da completa viabilidade de que realmente seja?), o discurso dela é, sim, impecável, mesmo com os seus excessos. Se a sua realidade é diferente, fico contente por você. Eu mesmo conheço professores em diferentes realidades, então não acho que nem a sua e nem a condição dela não existam.

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

         hahah, prazer, Rosana

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

         hahah, prazer, Rosana

  • Vivi_zinha

    O difícil e olhar para todos nós e tomarmos consciência dos valores que deixamos para trás. Não somente melhores salários mais o amor ao próximo e o respeito. Nossa sociedade não tem mais apego e saber os limites que cada um realmente merece, pois a ambição sempre falará mais alto.  Aos administradores e politicos de plantão, quanto seria uma remuneração digna a você!

  • Suzanna Louzada

     Concordo com o João Vitor: o Brasil precisa de mais pessoas assim que tenham coragem de dizer os verdadeiros problemas bem na cara de quem deveria estar resolvendo e não tem vergonha na cara de falar asneira. 

  • Edrodriguez86

     Eu sou da bancada dos que acredta no projeto de lei do Cristovão Buarque..

    pra mim a escola teria um salto de qualidade significativo no dia em que filhos de Deputados, Senadores, ou qualquer cargo público fossem obrigados a estudar em escolas públicas.

    Não sou do tipo xiita. Sei que deve isso deve ser feito de uma forma a ser justa com todos, inclusive com os “funcionários” públicos, no entanto essa medida a longo prazo somaria MUITO, tanto em investimento nas infraestruturas como em investimento em qualidade e, no pior dos casos, a redução do numero de candidatos imbecis a cada eleição…já que entrar com o rabo preso ninguem quer!!!

    enfim…

  • Leonardo Araújo

     Boa Noite.

    Vivemos com a necessidade de explicação para os fenômenos bem como os julgamos livremente, no entanto, aos poucos, perdemos a capacidade de ao menos compreendê-los em suas dimensões. De acordo com Leonardo Boff “um ponto de vista é a vista de um ponto”, ou seja, para entendermos a complexidade de algo é indispensável considerar ou ter diferentes visões, é imprescindível um pensamento complexo como teoriza Edgar Morin.

    Dessa forma, situar a educação brasileira, potiguar e natalense em uma conjuntura multifacetada torna a problemática mais compreensível e passível de solução, entretanto demanda um pouco mais de dedicação racional. A desigualdade em nossa nação atinge não somente os animais que a cada dia perdem dignidade em função de uma cultura capitalista/consumista, mas também muitas classes trabalhistas, inclusive os professores. 

    Precisamos ser ético, isto não pode ser encarado como utopia. Para ser ético basta a competência de se imaginar na posição do outro. Paulo Freire dizia: “ninguém é sujeito da autonomia de ninguém”. Assim sendo, visto que influenciamos o sistema do qual fazemos parte e somos por ele influenciado, devemos propor modificações ao sistema educacional, sim.

    Um bom ponto de partida é a teoria de Edgar Morin de “a cabeça bem-feita”, cujo fundamento é a frase de Montaigne: “mais vale uma cabeça bem-feita do que uma cabeça cheia”. Em sua obra, Morin propõe que repensemos a reforma educacional para reformar o pensamento. E lhes digo: reformulemos o congresso nacional e toda a sua tribo para reformar nossa educação.

    Estamos vivos na Era em que está reinando a pandemia da síndrome da paralisia cega, na qual os afetados não vêem o problema estampado em sua frente, sabem da sua existência e não acreditam, e permanece estagnado balbuciando críticas.

    Deixando a reflexão de lado:
    Sou Potiguar, moro em Natal e concordo em número, gênero e grau com a professora Amanda.

    Admiro a mesma pela coragem de por a boca no trombone diante dos “coronéis”. Essa merecia fazer parte do bando de Lampião.

    Att, Leonardo

  • Czrabelo

    A escola é um problema principalmente porque existe. Se escola fosse boa para a sociedade não seria obrigatório, seria proibido. É melhor extinguir esse método atroz de homogeinização mental e substituir por formas de socialização e transmissão de conhecimento comunitárias, pela família, pela vizinhança e em intercâmbio regional. Procedimentos locais em larga escala geram uma dinâmica global transformadora. A escola já morreu! Resta o processo de adestramento para o ambiente corporativo e a utilidade creche para a classe trabalhodora.

  • Manoel Garcia

    Na minha época de estudante na rede pública durante uma greve de professores o Governador(Mario Covas/PSBD) do meu Estado (SP) mandou que alvejassem os “baderneiros” com balas de borracha, e a pouco tempo o Sr. José Serra (PSDB) ordenou a policia os reprimissem com gás pimenta.
    Hoje, não sou mais aluno, sou pai de aluno, ocupo um lugar de destaque na sociedade, graças a professores que como a Sra. Amanda Gurgel, acreditaram nos alunos e assumiram sua condição de educadores, ocupo um lugar de destaque na sociedade.
    Obrigado queridos professores, aos Senhores(as) devo a minha condição social hoje.
    PROFESSORA AMANDA GURGEL… infelizmente os heróis do país são tratados com descaso, mas suas palavras ecoaram e ecoarão, assim como calaram, calarão governantes burgueses, egocentristas que acreditam que boa educação e bons salários são apenas para seus filhos e aos educadores destes, pois buscam perpetuar seu poder  as custa da ignorância do povo.
    PARABENS PRFª  AMANDA GURGEL pela sua coragem e dedicação
    .

  • Julio Soares

    Pois é… Eu gostei da postura da professora Amanda. Um tapa de pelica, principalmente  na secretária de educação do RN, senão me engano (Me fugiu o cargo da pessoa que vive pedindo paciência). 
    Mas fato é que professoras(es) como ela é raridade. Ela mesmo se referiu aos colegas que “pacientemente” esperam a 20 anos alguma mudança e necas, tudo fica na mesma.

    Para os pacientes de tamanha espera, tenho uma outra visão.

    Aqui em São Paulo, conheci uns bocados de Professores, até porque sempre estudei em escola pública. Marcaram minha vida 3, de mais de 40 que tive. Se juntar os outros 37, não dá um professor meia boca.

    Conheci até uma, que dava aula de educação física. Ela tinha apenas uma lição em sua disciplina: Liberar bola de futebol para a mulecada e uma de volei para as garotas.

    Outro, de matemática, ficou 6 meses para terminar o ensino da famosa equação do segundo grau. Tinha a alcunha de bêbado.

    Uma sensacional foi uma de inglês, que lecionava as mesmas matérias para as sextas, sétimas e oitavas séries…

    Não vejo professores correndo atrás de uma linguagem que o jovem da chamada “gente diferenciada”, alcunha eternizada pela nossa querida moradora de Higienópolis, entenda. Tampouco vejo empenho da classe em melhorar sua comunicação com os pais, não vejo a procura de um investimento próprio em um conhecimento sobre cidadania que possa ser compartilhado com a garotada. Pior de tudo, não os vejo querendo ser exemplo… 

    O que vejo são as reclamações do contra-cheque e das condições de trabalho. Se os professores fossem realmente bons, parte importante, quantitativamente, de quem eles educam (ou iludem que educam), estariam ao lado deles nas manifestações ou greves, e que são de direito, exigindo tanto as melhores condições, mas também reconhecendo o valor do professor. O que vejo nessas ocasiões são levantes políticos… um taca um ovo, sai na imprensa e quem se lasca no final são os alunos.

    Educadores como a Professora Amanda, infelizmente, são raridades. Merecia melhor remuneração assim como melhores condições de passar sua forma cidadã de ser, e que diga-se de passagem,é louvável.

    Agora, pagar R$ 4000 para uma professora buscar duas bolas, uma para os garotos e para as garotas, acho no mínimo um escárnio.

    • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

       Conheço uma que ganha R$ 9000,00 e cada aluno tá copiando um capítulo do livro didático, é a professora mais fácil de substituir. Os alunos tão cada um num capítulo. A disciplina?? HISTÓRIA! (numconsigodeixardefalar!!)

      Também achei a postura dela (da Amanda) a de uma grande educadora!!

    • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

       Conheço uma que ganha R$ 9000,00 e cada aluno tá copiando um capítulo do livro didático, é a professora mais fácil de substituir. Os alunos tão cada um num capítulo. A disciplina?? HISTÓRIA! (numconsigodeixardefalar!!)

      Também achei a postura dela (da Amanda) a de uma grande educadora!!

  • Vivi_zinha

     Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.
    A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.
    (Paulo Freire).

  • Pablorocha Ad

     Faça a sua parte, repasse esse vídeo.
    Se fosse uma piadinha engraçadinha você já tinha até montado o mail corrente.

  • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

     Oi, Renato, então você virou dono do espaço agora é?? Que coisa!!!

    Deputado é ladrão e professor que falta mais que trabalha é o que? Professor que não sabe nem onde tá o nariz?? Que bate, ofende e humilha aluno o tempo todo?? Ah!! Professores são santos, muito santos!! http://educaforum.blogspot.com/

    A educação é uma bosta, mas os profissionais são ótimos!! É culpa de todo mundo menos de quem deveria, no mínimo, fazer o que lhes pagam pra fazer, né??

    E eu não me contento com migalhas, sou boa profissional, capaz de passar num concurso público que me garante um ótimo salário, sim!! Meu plano de carreira me proporciona juros compostos adicionados ao meu salário… e eu SOU MUITO FELIZ com meu trabalho, se vc é professor e não é, faça um favor à educação, caia fora!!! 

  • http://www.facebook.com/people/Flávio-Matos/1626263017 Flávio Matos

    Isso é a pura realidade dos professores em todo brasil

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