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Um post muito louco…

Publicado por Jones Rossi em 15.10.2008 às 16:11

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Um dos grandes indícios de esnobismo cultural e também claro sinal de babaquice mesmo são aquelas pessoas que defendem que os títulos dos filmes americanos sejam simplesmente traduzidos para o português, sem passar por nenhuma adaptação.

Fazem isso para mostrar que sabem outra língua (na real, geralmente não sabem) ou, novamente repito, por serem babacas mesmo. Desprezam uma longa tradição nacional de títulos geralmente melhorados pelos nossos competentes tradutores.

Por causa causa desta mentalidade besta de tradução quase literal, já começam a aparecer aberrações do naipe “Superbad”, com o ridículo subtítulo “é hoje”. Vejamos. O filme é sobre três amigos que querem perder a virgindade. Não dá para levantar a bola melhor que isso. E daí me vêm com “Superbad, é hoje”? Vão se fuder. Coloca aí: “Um trio muito louco”, “Loucuras na universidade” ou “Os últimos americanos virgens”. Superbad é a porra do título que mantiveram aqui no Brasil.

Crássico.

Para princípio de conversa, se o título é realmente bom ele não precisa ser traduzido.

Robocop, por exemplo. Tipo, o filme é sobre um robô que é policial. Não dá para ser melhor e mais claro que isso. Talvez eu mudasse para “Robô do futuro”, mas, mesmo pro populacho, é perfeitamente entendível. Já Ghostbusters é um caso especial. É preciso traduzir, mas não mudar o título. Foi o que fizeram e se deram bem.

Agora, leitor, veja que destino cruel teriam certas obras-primas do cinema sem a devida adaptação. “Um tira da pesada”, se já não se bastasse por ser uma excelente película com Eddie Murphy, tem um dos melhores títulos adaptados de toda a história do universo. Deixa claro que Axl Foley, o personagem de Murphy, não é, apesar da aparência indolente e desleixada, um tira qualquer. Ele é um tira “da pesada”, pronto para resolver os crimes mais cabeludos. Do autor do título, merecedor do Oscar dos títulos adaptados, pouco posso dizer além da palavra “gênio”. Imaginem este filme com o título original: “Beverly Hills Cop”. Não daria nem pro cheiro.

Outro caso de semelhante sapiência na hora de adaptar o título original em inglês para o português é Loucademia de Polícia. Atentem para a síntese, simplesmente ausente do excessivamente didático título americano “Police Academy”. Em um brilhante neologismo, “Loucademia”, o autor resumiu o espírito do filme: a academia de polícia é composta por oficiais não muito ortodoxos, que se meterão em situações exageradas e hilariantes. Bingo. E, sem medo de gastar a palavra, “gênio”. Adjetivo que não se aplica Stanley Kubrick. “Full metal jacket” é uma bosta de título. Compare com “Nascido para matar” e veja quem é o real mestre: Kubrick ou o cara que fez o título em português? A resposta é óbvia…

Os bons títulos adaptados podem ser um atalho para o sucesso. Filmes de arte como O Poderoso Chefão e Psicose não foram bem nas bilheterias à toa. Além de conterem doses saudáveis da velha ultraviolência, ambos possuem títulos que já mostram serviço. Quem deixaria de assistir um filme chamado “Psicose”? A menos que “A hora do pesadelo” esteja no cinema vizinho, ninguém.

Veja por exemplo Ingmar Bergman. Foi prejudicado no Brasil pelo título “O sétimo selo”. O mais apropriado seria algo como “Uma partida de xadrez do além” ou “Jogando com a morte”, ou, ao estilo Van Damme, “Jogo mortal”. Seria um sucesso. “Apocalipse now” é um bom título. Aliás, não existem títulos ruins com as palavras “Apocalipse”, “Morte”, “Maldito”, “Futuro”, “Robô” (mesmo que não existam robôs no filme), “Inferno” ou alguma variação de “Louco”. É só usar a imaginação.

Os tradutores de “Um morto muito louco” - olhe que título original pequeno-burguês: “Weekend at Bernie’s” - realizaram o melhor título de todos os tempos. Não é à toa que fizeram a continuação “Um morto muito louco 2″ e surgiu um funk com o mesmo título.

Assim, espero ter ajudado a debelar esta terrível mania esnobe de quer títulos em português iguais aos em inglês, tolhendo a criatividade de nossos tradutores. E aproveito para sugerir títulos para filmes clássicos com títulos manés:

Morangos silvestres” = “Robôs assassinos do futuro”

Tudo sobre minha mãe” = “Apocalipse maldito”

Cidadão Kane” = “Um magnata muito louco”

A festa de Babete” = “Uma festa do barulho”

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59 comentários

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  1. Concordo com você, não vejo necessidade de uma tradução ao pé da letra do título dos filmes.

    Por exemplo, Nem que a Vaca Tussa, em inglês é “Home on the Range”, nada a ver, e que se tivesse seguido o original não teria feito o mesmo sucesso que fez.

  2. Sou obrigado a discordar.

    A maioria dos tradutores de títulos normalmente CAGAM nas traduções. Sou da opinião de que os títulos não deveriam ser traduzidos. Sei inglês, obrigado, mas não é por isso.

    O fato é que a obra foi lançada em inglês. O título tem que ser em inglês, do contrário a tradução tem que ser fiel sim.

    Você fala de fazerem um funk com o nome do filme. Você acha mesmo que isso é bom???

    Agora vê a super tradução para “3000 milhas para o inferno”. O nome original do filme, se não me engano é “3000 miles to Graceland”. No final do filme mostra o barco cujo nome é Graceland, que era o barco que eles tinham que alcançar.

    Mas, cada um é cada um.

  3. Hahahaha, muito boa a ironia. Também acho estes títulos brasileiros muito ridículos, geralmente tentando direcionar o filme a um determinado público alvo. Veja-se os filmes do Woody Allen, por exemplo: Annie Hall vira “Noivo neurótico, noiva nervosa”.

    E também acho ridículo quando o título original é mantido e adicionam um subtítulo idiota. Ninguém merece.

    Curioso porque só no cinema e na literatura que se traduzem e adaptam-se os títulos, você não vê adaptação de títulos nas artes plásticas ou em música, por exemplo.

  4. Pedro

    huahuahuauhahuauhua

    excelente!!

  5. Nota: “Full metal jacket” é um título muito mais da hora do que “Nascido para matar”. Se eles aprendem a matar na primeira parte do filme, por que diabos “nascido”? Melhor seria “Treinado para matar” então.

  6. Rodrigo Almeida

    Rodrigo,

    concordo plenamente. Full metal Jacket é uma analogia genial! Para bom entendedor, uma sigla basta (projéteis FMJ servem para quê?).

  7. Donnie Darko

    Leio o PH há um bom tempo, mas nunca havia comentado antes.
    Muito bom esse post, Jones! Parabéns!
    Quanto aos títulos traduzidos/adaptados, vejo que há erros e acertos. Mais acertos do que erros, ainda bem.

  8. Aline ;D

    Gostei de tudo, até chegar ao final, às suas sujestões pra nomes de filme.
    Voce conseguiu trnsformar todos os filmes citados em possiveis candidatos à sessão da tarde =/

    prefiro nome indiretos do que uma possivel popularização extrema, o que chega a ser broxante.

  9. 378911523 bjsmeliga

    isso porque voce não viu as traducoes bizarras…
    pesquise.

  10. 378911523 bjsmeliga
  11. VC SO PODE ESTAR SENDO IRONICO NESSE POST. EU DISCORDO TOTALMENTE DE MUDAR OS TITULOS, SALVO ALGUMAS VEZES QUE O TITULO EM INGLES É UMA BOSTA.

  12. cara, esse é o post mais cretino que eu já li na blogosfera.
    hoje vcs não acertaram a mão.

  13. Fábio Valgas

    Cara, o melhor post da PdH. Sério, to falando sério.

    Bicho, quase chorei de rir com o título do Sétimo Selo e concordo plenamente, nunca tinha pensado em quão legais são os títulos em português.

    Porra, nunca comento, mas fiz questão pois você matou a pau nesse post!

    Abraço!

  14. Nem 8 nem 80…
    Tem filme que os caras acertam, mas tem filme que eles cagam no pal…

    Vocês já viram a versão (português pro inglês) de alguns filmes nacionais?!

    “O Que É Isso, Companheiro?” - Four Days in September
    “Central do Brasil” -Central Station

    depois eu lembro de mais..

  15. Guilherme Nascimento Valadares

    Comparem o comment do Fábio Ricardo com o do Fábio Valgas.

    A ironia é fina.

    Donnie Darko, Fábio Valgas, é bom contar com leitores como vocês.

  16. eu ainda prefiro traduções mais literais do que grandes invencionices.

    mas as vezes o pessoal acerta e, além desses que o Jones citou, vale lembrar:

    Lost in Translation - Encontros e Desencontros
    Little Children - Pecados Íntimos

    grandes títulos para bons filmes.

    p.s.: se eu não me engano, no méxico traduziram lost in translation como perdidos em toquio! inacreditável…

  17. Fábio Sanchez

    Concordo que quando o título em inglês é ruim seja feita a tradução desde que haja concordância entre o título e o filme e não apele para os “… muito louco” ou “do barulho” da vida, pois eu acho muita falta de criatividade.

  18. Pedro Melo

    Jones, falou besteira, e falou bonito…
    Cara, eu concordo com você que algumas coisas devem mesmo ser traduzidas, para agradar a grande parte da população… agora, me chamar de babaca por que eu entendo inglês, ou qualquer outra língua, já é demais né meu rapaz?
    O legal dos nomes dos filmes (além de serem os originais, ou seja, não há distorção entre a idéia que o autor, o cara que concebeu o negócio, está querendo passar) originais, é que eles não entregam o filme… por exemplo:
    Saw = Jogos Mortais

    Uhm… vejamos, eu passo na frente do cinema, e leio: “Saw” (sabendo falar inglês, óbvio) eu penso ( I saw something…) pouco provável, eu penso (Saw, serra) ok, parece interessante… agora, eu passo na frente do cinema e leio: Jogos Mortais… pronto, sem nem entrar no cinema, o título já me entregou o filme inteiro…

    Cara, o título faz parte da proposta do filme, do mesmo jeito que o título faz parte da proposta do quadro… ou você prefere que, nas exposições do Picasso no Brasil, ao invés de “Guernica” escrevam “A Guerra Espanhola” ou “Cavalo da língua cônica” só por que a maioria dos brasileiros não tem cultura pra saber o que aconteceu em Guernica?

    Agora, só pra terminar esse post com chave de ouro, vou mandar mais dez filmes com os títulos originais dando uma surra nos traduzidos, pra você refletir sobre a bobagem que você falou, ok?

    Ferris Buller’s day off - “Curtindo a vida adoidado”
    The Godfather - “Poderoso Chefão”
    Supersize me - “A dieta do palhaço” (Quando eu fui assistir, perguntaram se era comédia)
    Conduta de Risco - Michael Clayton (esse é um dos melhores títulos que eu já vi, no original, não fala nada do filme, mas torna o nome “Michael Clayton” uma referência)
    O Nome do Jogo - Get Shorty
    O Outro nome de Jogo - Be Cool (mania que brasileiro tem de fazer título e depois continuação, só por que tem as mesmas personagens… depois fica aquela merda, igual, Clerks, Clerks II, Dogma e Jay and Silent Bob strikes back que por sinal, no Brasil foi traduzido como…)
    O Império do Besteirol contra-ataca - J. and Silent Bob strikes back
    Scary Movie - Todo mundo em pânico (esse caso é triste, tirou completamente a graça do título, que, afinal, é uma sátira de “scary movies” e não apenas do Pânico)
    Silence of the Lambs - Silêncio dos Inocentes (Lambs são cordeiros, em alusão a bíblia… nem todo cordeiro é inocente, eles apenas são pessoas “influenciadas”)
    O Justiceiro - The Punisher (Punir não necessáriamente condiz com fazer justiça)

    Enfim, já tá bom né?

    Abraços

  19. Priscila

    Post nostálgico esse. Acho que o autor viu/anda vendo muita Sessão da Tarde… =P

  20. Godoy

    Já falaram bastante, então vou apenas engrossar uma parte do coro: Que post ridículo. Coisa de fã da sessão da tarde.
    Eu acho as adaptações uma falta de respeito com a película, os subtítulos são piores ainda.
    Acho que, ou traduz, ou deixa como está. O próximo 007, quantum of solace, é algo meio que intraduzível (algo como a quantia do desespero, não sei ao certo), então simplesmente deixaram assim. Agora, ter que aguentar “Nascido para matar” é o fim, bem como qualquer coisa “muito louco”, “do barulho” e qualquer outra combinação acéfala dessas.

  21. Pedro Melo

    Nossaa velho… to me sentindo um idiota… hahahaha
    Pô, me chamou de babaca, já fui meter o pau… depois que eu fui ler o resto..
    Tá de parabéns velho, isso que é irônia bem usada…
    hahaha
    abraços

  22. Guilherme

    Cacete, nada a ver. Vc só citou também as exceções. 90% das traduções são fodidas.
    Se pelo menos todos os tradutores fossem gênios.

    E esse negócio de louco no nome do filme é uma merda, logo se vê que o sem cultura aqui é vc.

  23. Cigano

    …ja tinha reparado nisso das traduções sem noção dos filmes aqui

    auhuhauha

    realmente, esse foi um post muito louco.

  24. luiz young

    Falou merda.

  25. MagoCego

    Mas não podemos negar que existem alguns títulos que foram mudados e ficaram extremamente toscos. Porém, como você disse no post, muitos filmes tiverem títulos em português BEM melhores que os originais.

  26. Gustavo Alencastro

    Tem uma comédia que o título original é “Who’s the Man”, aqui no Brasil virou Tiras por acaso, que é perfeito porque o filme justamente trata desse assunto, dois caras que cortam cabelos e acabam alistados na força policial do Harlen. o Filme é engraçado, vale à pena assitir. Ano da película 1993

    Voltando ao post, foi interessante essa abordagem porque existem vários filmes que ficam com um título muito ridículo quando traduzidos e ou adaptados e outros ficam perfeitos e em harmonia com o conteúdo proposto.

    Valeu Ro$$i

  27. Sandro

    Me diverti tanto com o texto quanto com os comentários. Ironia me parece uma arte perdida, assim como a tradução dos nomes de filmes. Ferris Buller day’s off tá aí pra nao me deixar mentir.

  28. @Sandro

    Ironia? Não peça demais. Já costuma ser difícil que entendam o sentido literal…

    Aliás, gostei do texto, mas sou obrigada a dizer que praticamente todo blog de variedades já postou em algum momento a respeito das traduções toscas dos títulos de filme. Pensando bem, o PdH não poderia ser exceção…

  29. IVegAN

    Hahahahaha Que montagem tosca da capa do Um Tira da Pesada!!! Colaram no paintbush o Ed em cima do carro!! hahahaha
    O melhor do post!

  30. Victor

    Tsc, odeio quando algum zé “inteligente” vê alguma ironia. Ele TEM que falar “Há! Ironia é uma coisa linda”…

    Como se ninguém percebesse!!!

    Sério, o que esse tipo de gente espera? Que alguém leia seu comentário e pense “Olha só que espertão, devia ganhar um prêmio Nobel!”? Ou “Nossa, como ele percebeu? Muito inteligente!”?

    Babacas ao máximo, é isso que são!
    ____

    E “Uma festa do barulho” é um ótimo título!

  31. @Victor,

    Leia os comentários anteriores e você vai perceber por que estamos falando da ironia. Já que a turma não percebeu, é bom avisar, né?

  32. maiquel

    sessao da tarde total!
    imagno um bando de abobados inventando traducao pra filmes classicos!
    q tosquera!

  33. Macho

    Jones,

    Vai arranjar um serviço e para de falar merda!!!

    Aliás, aproveita e vai tomar no cú!!!

    Sinceramente,

    SeuMacho

  34. Felipe

    É uma piada forçada esse texto.
    Comparações ridículas, digna de alguém que não sabe nada sobre cinema ou sobre inglês (esse sim tenta “mostrar” que sabe outra língua).
    Vá escrever sobre algo mais adequado ao seu nível de ignorância e nos poupe dessa idiotice.

  35. Marshal

    Putz , cara não concordo muito com o que vc falou não, acho q na hora da tradução deve-se ter bom senso!

    No Brasil não sabem traduzir nomes de filmes, é de uma imcopetencia incrivel(com algumas excessões, muito poucas por sinal).

    Mudam o nome de tal forma que prejudica ate um pouco o entendimento do filme, por exemplo:

    No Country for Old Men (americano)
    Onde os fracos não tem vez (brasil)
    Este país não é para velhos (portugal)
    Que viu esse filme(que não é filme mastigado como a maioria) esse nome atrapalha um pouco o sentido da história.
    Em portugal ficou melhor a tradução(as traduções portuguesas são bem feitas, ate as legendas de portugal tambem).

    Outro exemplo é o Enemy at the Gates circulo de fogo no Brasil e Inimigo às portas em portugal

    Ou talvez o mais classico de todos, pump fiction / tempo de violencia (Brasil)!

    Existe muitos outros , Putz esses caras so acertam nome bacana com filme blockbuster

  36. Pedro

    e eles insistem em não entender o texto…

  37. Pois é, Pedro.

    Pra ser sincera, já estou começando a achar os comentários mais divertidos que o próprio texto.

  38. Armando

    Colocar título numa obra, seja uma musica, poema, livro ou filme, é sempre complicado. Já ouvi autores dizerem, por exemplo, que colocam o título depois da obra estar acabada.

    Concordo com quem disse que o título não pode “entregar”, ser explícito, como se fosse o resumo do conteúdo em poucas palavras, mas tem que sugerir sutilmente, insinuar, dar o clima, pegar o “espírito da coisa”, digamos.

    Traduzir um título, então, é ainda mais complicado. Li ou ouvi em algum lugar que ‘tradução’ vem da mesma origem etimológica de ‘traição’. Ou seja, difícilmente uma tradução será literal: ainda que se encontre uma palavra que corresponda ao mesmo significado de outra num idioma diferente, uma expressão, uma frase em seu conjunto é mais difícil.

    Na verdade, o que se traduz mesmo é uma idéia, e aí entra muito a subjetividade. E a cultura, tanto do tradutor quanto do idioma de origem e daquele para o qual está se traduzindo.

    Claro que tem o lado comercial também, já que o tradutor trabalha para a distribuidora do filme, que pensa no público que quer atingir.

    A Hard’s Days Nigth, o primeiro filme dos Beatles, no Brasil recebeu o título de Os Reis do Iê Iê Iê … que até funcionou, apesar de ser babaca. No entanto, os portugueses, que nós gostamos tanto de sacanear, deram ao filme um título absolutamente genial: Os Quatro Cabeleiras do Após-Calypso.

  39. Hteemeele

    Cinderella Man = Luta pela Esperança
    Children Of Men = Filhos da Esperança

    Goodbye Bafana = Mandela: Luta pela liberdade
    La Mome = Piaf: Um Hino ao Amor

    Shaun of the dead = Todo mundo quase morto

    Os títulos seguem sempre esse padrão de locutor da sessão da tarde. Isso é ser gênio? Alguns filmes - em geral comédias bestas - até se encaixam nesse padrão, mas em outros casos fica ridículo.

  40. Hteemeele

    E não, eu não entendo ironia quando ela é escrita. A ‘arte’ (vá lá) de ser irônico é fácil de conseguir quando você está FALANDO, pois é o tom de voz que causa o efeito. Isso é para atores e bons locutores. Conseguir o efeito de ironia num texto ESCRITO é uma tarefa para bons ESCRITORES.
    No seu caso (e de todos os que estão te achando genial) o texto precisa vir com uma tarja preta na frente: ATENÇÃO: CONTÉM IRONIA.

    Não vá começar a se achar um gênio incompreendido por causa disso.

  41. Sandro

    @ Deborah

    Eu te disse, eu te disse, eu te disse!!!!

    Se essa serie de comentarios fossem um filme, aqui no brasil chamaria

    Comentaristas Muito Loucos!

  42. Sandro

    fosse um filme…

    odeio quando escrevo errado…

  43. Nadal

    Tradutore, traditore, galera!

    O tradutor é um traidor, como dizem nossos amigos latinos (do lácio, não os mexicanos e portorriquenos).

  44. Fernando

    Concordo em partes. Um tira da pesada ficou perfeito. E gostei do nome que vc deu pro Cidadão Kane.

  45. Fernando

    Imaginem se Amores Perros fosse traduzido literalmente.

  46. Jam

    Acho que as traduções para filmes estrangeiros ficam na maioria ruins.

    Os tradutores brasileiros tem a mania de colocar em suas traduções uma gama infinita de: “da pesada”, “muito louco”, “do barulho”.

    Péssimo isso!

    Mas, como tudo na vida, existem exceções e o autor foi muito feliz em citar algumas delas.

  47. Armando

    @Fernando:

    No último exemplo que vc deu me permito discordar.

    Bastava trazer pro singular, como fizeram os portugueses (de novo, eles): “Amor Cão”, no meu modo de ver, ficou melhor que Amores Brutos, título dado no Brasil, até porque tem um cachorro que é personagem na história. E que soa até meio aviadado … (risos) … Brincadeira, mas mais apelativo é, com certeza.

    Mas é interessante: na leitura que eu faço, no Brasil se retirou o atributo do sentimento ‘amor’ para colocá-lo nos amantes … isso deve dizer algo da nossa cultura … ou será que eu estou divagando … ?

  48. JuManhã

    Passei o texto inteiro me perguntando se o cara tava falando sério ou não! Hahaha!

  49. @Fernando: “Imaginem se Amores Perros fosse traduzido literalmente.”

    Certamente um filme de zoofilia!

  50. Marshal

    Havia um rei que queria a todo custo impressionar seu povo, ao notar isso, dois espertos ladrões se ofereceram para criar uma roupa jamais vista em nenhum outro reino, o Rei ávido por aprovação patrocinou a confecção de tal vestimenta, financiados pelo Rei, os aproveitadores pediram fios de Ouro, pedras de diamante e abusaram da riqueza real. A Roupa ficou pronta, mas na hora de vestir o Rei não a enxergava, desconfiado perguntou aos dois alfaiates o que estava acontecendo, eis que os espertalhões justificaram: - Nobre Rei, esta é uma roupa mágica! Apenas os Intelectuais e Nobres conseguem vê-la!!

    O Rei não queria se passar por idiota e fingiu que estava enxergando-a - já que quem era inteligente podia notá-la - então criou coragem e desfilou sob os olhos de seu povo no dia do Baile Real!!! O espanto de seu povo era enorme ao presenciar o Rei nú, mas sob a justificativa de que apenas os nobres e intelectuais enxergavam aquela roupa mágica, ninguém ousou dizer o contrário. Podiam ouvir-se os comentários: “Nossa, que roupa maravilhosa!” “Que Elegância!!!” O delírio foi total e o Rei sentiu-se recompensado por todo tempo e investimento feito naquele traje….até o momento em que um garoto gritou: Mamãe!!! O REI ESTÁ NÚ!!!! O grito foi ouvido por todos que acabaram caindo em gargalhadas coletivas!!!!! Logo todo salão ecoava risadas por todo lado!!!

    Envergonhado, o Rei recolheu-se e mandou prender os dois ladrões que se passaram por alfaiates, entretanto estes já estavam à milhas de distância dividindo todo Ouro, Jóias e Diamantes frutos da empenhada.

    Isso é esse post, algo com pouca base, de alguem que não conhece nada de cinema e resolveu dar palpite, e como pelo visto ele é “famoso”, muitos pelam saco dele mesmo sendo um dos piores assuntos falados nessa revista!
    Existem titulos muito criativos para alguns filmes blockbusters , mais a grande maioria dos filmes é prejudicados por nomes toscos q são dados por esses “genias” tradutores.

  51. Marshal

    Eu não conheço os textos desse rapaz responsavel pelo topico , mas essa rasgação de seda dos leitores comentando se ele falou sério,brincando, zoando, sacaneando e etc, é uma grande pela sacagem, pois ele apenas falou besteira, algem que não entende nada sobre o asunto que resolveu se meter e alguns outros reslveram “ver” qualidade onde não tem!

  52. Hteemeele

    Galera: O cara está sendo sarcástico no texto inteiro.

  53. Marshal

    Ele ta sendo babaca, isso sim. e infelismente ele conta com apoio d egente que não entende o que Lê! e acaba recebendo apoio

    OBS: o sarcasmo dele é obvio, é a ideia do texo dele que é mediocre!

  54. Lyla

    Esse post me lembrou um título ótimo para um filme também muito bom: “Fome de viver”, com Catherine Deneuve David Bowie e Susan Sarandon. No original era The Hunger.

    Tradução é uma coisa complicada. Há títulos que são expressões idiomáticas, gírias e coisas próprias da língua e o resultado acaba em uma expressão sem sentido.

    Deixar os dois títulos é melhor. Uma boa parcela da população não sabe nada de inglês, então deixa lá em português, não faz mal.

    Pra mim, o que mata são as dublagens. Matam a interpretação dos atores, na maioria das vezes. Agora os canais de tv a cabo estão com esta mania de dublagens sem opção para o som original. Você põe na tecla sap e o som não existe!

  55. Hungry Fellow

    Concordo contigo Lyla.

    Pois é, eu estaria no paraíso se não tentassem me empurrar filmes dublados. Mas como o Brasil é um mercado muito grande para deixar de adaptar filmes, duvido que irão pensar “ei, vamos deixar os títulos originais, assim o povo já encara mais o ambiente de outras línguas”

    Fazer o quê!

  56. Acho que há casos e casos… algmas adaptações ficaram legais, outras nem tanto. Há casos do título original ser uma expressão idiomática, que não aceita tradução literal, aí se faz preciso de alguma adaptação, em outros casos a “simples” tradução basta…

    Full metal Jacket é beeeem melhor que “Nascido pra matar”

  57. Eu gosto muito de filmes e na maioria das vezes o título não tem nada a ver, porque não deixa como ingles mesmo?? Sex in the city ficou, heroes e assim vai… Nós não somos mais tão leigos em inglês como antes eles não podem marcar hehehhehe

  58. rodrigo

    Pessoal eu pensava muito como a maioria de vocês, de que o título não pode sofrer “traduções” desse jeito. Mas conversando com um amigo que é tradutor (não de filmes) entendi o sentido da coisa.

    Deixo uma pergunta pra vocês: Qual o sentido do título, vender ou ter contexto?

  59. Miriam Petersen

    k6nvr65s5apval74

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