Português, uma língua global

Alex Castro

por
em às | Cultura


O português é falado por 260 milhões de pessoas (sendo que 210 milhões como primeira língua) e é o idioma oficial de 10 países, em todos os continentes. Em vários países da África e Ásia, é usado como língua-franca, possibilitando o contato entre tribos e etnias de raízes as mais diversas.

Em regiões de presença portuguesa historicamente forte, a língua ainda é amplamente falada: Goa, Diu, Málaca, Zanzibar, Sri Lanka, Andorra, Luxemburgo, Namíbia, Paraguai e, por que não?, Boston e Newark. (No Path, trem urbano entre New Jersey e Nova Iorque, escuta-se mais português do que inglês, em grande parte aliás pelo volume.)

Além disso, em países como Zâmbia, Uruguai e Argentina, o ensino de português é obrigatório nas escolas.

O Messi aprendeu português na escola. Que será que ele disse pro Cristiano Ronaldo na vitória do barça?

A escolha do português no Timor-Leste

No Timor Leste, por exemplo, colônia portuguesa por 400 anos, o idioma português foi proscrito pelo conquistador indonésio por 30 anos. Era proibido até mesmo possuir livros em português. Duas gerações de timorenses cresceram sem falar português.

Ainda assim, quando o país finalmente tornou-se independente e seu novo Congresso, democraticamente eleito, decidiu qual seria a língua oficial do novo país, o português foi escolhido. O lobby dos Estados Unidos e da Austrália (vizinho e principal parceiro comercial) em prol do inglês foi forte. Afinal, as duas gerações que cresceram proibidas de falar português se educaram falando parcialmente inglês. O lobby pelo tétum, a mais falada das línguas nativas à ilha, também foi forte. Afinal, não era uma língua européia, imperialista, imposta. Mas e todas as outras etnias e línguas locais?

Finalmente, decidiu-se pelo português, não só por ter sido a língua histórica do país pelos últimos séculos, por ter sido a língua da resistência à Indonésia mas também, muito importante, por ser uma língua global, consolidada, com tradição científica, que poderia ser usada tanto para escrever uma constituição nacional quanto um manual de engenharia química.

Minha ex-esposa foi mandada pela CAPES ao Timor Leste em 2005, para ajudar na transição do país para uma nação de língua portuguesa e, depois de duas missões, se apaixonou pelo país. Hoje, ela trabalha para a ONU, alocada no equivalente timorense ao Tribunal Superior Eleitoral, ajudando a organizar as eleições locais.

Sincretismo luso-africano

As duas principais nações africanas de língua portuguesa, Angola e Moçambique, com um total de 40 milhões falantes, estão em momento cultural exuberante, produzindo excelente literatura pela pena de gente como Mia CoutoAgualusaPepetela.


Link YouTube | Trailer de Terra Sonâmbula, um dos livros de Mia Couto. Uma história triste, contada do jeito mais doce possível

Quarenta anos depois de suas independências, agora finalmente livres do ranço imperialista colonial português, essas nações podem, ao mesmo tempo, abraçar sua herança cultural lusitana e, também, mesclá-la livremente à rica cultura local tradicional milenar africana, produzindo assim uma literatura nova, própria, única.

Mia Couto, especificamente, está fazendo acrobacias com a língua portuguesa que seriam impensáveis algumas décadas atrás.

Portugal se volta para a Europa

Portugal também vive um excelente momento. Depois da Revolução dos Cravos, de perder as colônias africanas e das difíceis décadas de setenta e oitenta, os portugueses estão vivendo literalmente uma renascença.

Por um lado, a distância temporal está permitindo que a literatura finalmente revise criticamente e faça as pazes com a presença portuguesa em África – basta citar alguns excelentes livros de Lobo Antunes, como “As Naus” e “Esplendor de Portugal“.

Por outro, finalmente livres do seu império e da sua heróica vocação marítima, e agora membros da União Européia, a cultura portuguesa está, talvez pela primeira vez desde que Henrique o Navegador tomou Ceuta em 1415 e deu início aos Grandes Descobrimentos, se voltando para dentro, explorando sua vocação européia, discutindo afinal o que existe de europeu no Portugal.

Saramago, apesar de uma figura humana algo chata, produzia literatura de primeira. Lobo Antunes (que em minha opinião deveria ter ganho o Nobel de Saramago), além de seus experimentos estilísticos que estão levando a língua portuguesa para além de onde a levou Clarice Lispector, também tem agido como a consciência de Portugal para questões como a guerra de Angola (“Os Cus de Judas“), a ditadura salazarista (“Manual dos Inquisidores“) e a difícil integração dos africanos negros à sociedade portuguesa (“Meu Nome É Legião“).

Lusitanos! Agora vai!

Para não falar, claro, de toda uma novíssima geração explorando não apenas esses temas mas também a crescente europeização de Portugal.

O mercado consumidor brasileiro

Já o Brasil, por seu lado, não tem nenhum escritor da estatura de Mia Couto ou Lobo Antunes, levando a língua portuguesa ao seu limite. A cultura brasileira, já consolidada e estável, não está passando por nenhuma dessas dramáticas eras históricas que deram origem à exuberante produção contemporânea em Portugal e nos países africanos de língua portuguesa.

Nossa revolução é outra: somos 80% dos falantes de português, em um país estável, consolidado, de economia forte, de mercador consumidor gigantesco. Apesar das cassandras que desde sempre clamam a morte do mercado editorial brasileiro, esse mesmo mercado só faz crescer, consistentemente, há décadas. Dados de 2010 mostram que os brasileiros estão lendo mais do que nunca: 4,7 livros por habitante, sendo 8,3 por habitante com formação superior.

Os 40 milhões de brasileiros que saíram da miséria nos últimos anos (um pouco menos do que a população conjunta de TODOS os outros países falantes de português juntos) não estão consumindo somente carne, mas também cultura. Somos nós que, ao comprá-la e lê-la, vamos viabilizar a nova produção literária em língua portuguesa: a melhor receita para estimular a nascente literatura moçambicana é colocá-la nas estantes dos brasileiros.

O mercado consumidor da língua portuguesa somos nós.

Os gringos querem aprender português

Morei nos EUA por seis anos. Estudei e trabalhei no Departamento de Espanhol & Português considerado o segundo mais produtivo do país. A biblioteca da minha universidade tinha o segundo maior acervo de latino-americana dos Estados Unidos.

Nas minhas aulas, ensinadas em português, alunos americanos (mas não somente) leram, no original, autores como José de Alencar, Machado de Assis, Lima Barreto, Rubem Fonseca, Clarice Lispector, Gilberto Freyre, Dias Gomes, Ariano Suassuna, Nelson Rodrigues, entre outros.

Nelson Rodrigues, com suas ótimas putarias escritas em bom português, conquistou também os gringos

Apaixonados pela língua e pela cultura brasileira, meus alunos não eram somente estudantes de literatura voltados para uma carreira acadêmica. Ensinei médicos de doenças tropicais, advogados se especializando em direito internacional, empreendedores querendo fazer negócios com o Brasil, ativistas buscando trabalhos em ONGs brasileiras.

Meus alunos viam o Brasil como uma economia pujante e uma cultura exuberante. Eles achavam que o Brasil iria longe e queriam fazer parte disso. Consideravam que, no futuro, onde quer que estivessem, falar português e entender o Brasil iria lhes trazer oportunidades pessoais e profissionais.

A língua é uma escolha

Antes de sair do Brasil, eu também não via nada disso. No exterior, aos poucos, comecei a perceber.

Eu estudava e trabalhava ao lado de colegas de todos os países da América Latina. Por falta de oportunidades em seus países, iam ficando, ficando e, quando percebiam, tinha feito a vida e a carreira nos Estados Unidos.

Quanto mais ouvia as histórias de terror e penúria dos colegas, mais valor eu ia dando ao Brasil. Um dos colegas era um homossexual nicaraguense com uma tese brilhante sobre o discurso machista e as imagens fálicas nas eleições latino-americanas. Ele gostaria muito de voltar para a Nicarágua – mas pra fazer o quê? Nos EUA, ele em breve seria um professor universitário merecidamente bem pago. Na Nicarágua, além de sofrer forte preconceito, suas perspectivas profissionais eram minúsculas – e ainda menores por sua orientação sexual.

Eu trabalhava cercado por latino-americanos que, apesar de estudar a América Latina e morrer de saudades de seus países, simplesmente se resignaram de que a única maneira de terem vidas dignas como acadêmicos era morando nos Estados Unidos.

Minha experiência com meus colegas me fez ver que eu, como brasileiro, ao contrário deles, tinha escolha sim. Somente entre 2003 e 2009, foram criados 110 novos campi de universidades federais em 27 estados brasileiros – isso pra não falar da explosão de universidades particulares que, apesar de não terem pesquisa de primeira, oferecem centenas de milhares de empregos para professores universitários.

Professores latinos querendo dar aulas nos Estados Unidos

Então, eu tinha a escolha. Como tantos colegas, poderia fazer a escolha perfeitamente válida de ficar nos Estados Unidos e construir ali uma carreira. Mas, ao contrário da maioria deles, eu tinha a escolha de voltar para um país com um campo universitário amplo, livre e bem-pago, onde poderia desenvolver as mesmas pesquisas que desenvolveria nos Estados Unidos, onde também poderia construir uma carreira próspera.

Esse mês agora, julho de 2011, fiz a escolha fatídica e voltei definitivamente para o Brasil.

A língua portuguesa é

Nós, brasileiros, precisamos nos dar conta de duas coisas: uma para levantar nosso ego e outra pra abaixar nossa bola.

Em primeiro lugar, temos que botar na cabeça que o português não é uma língua coitadinha,  não está na defensiva, não está decadente, não está morrendo, não precisa ser salva, não precisa ser defendida.

Ela não tem o monopólio de palavras (nem mesmo de saudade) e não é mais rica nem mais pobre, mais linda nem mais feia que nenhuma outra língua (isso não quer dizer nada), mas está sim presente em todos os continentes, é a sexta língua mais falada do mundo e a terceira do ocidente.

A língua portuguesa é. E isso basta.

Uma língua que assim, na largada, produziu O Auto da Índia e O Auto da Barca do Inferno, não precisa que ninguém a defenda. Gil Vicente sozinho defende e justifica nossa língua. Com Camões por um lado e Fernão Mendes Pinto pelo outro (ficando só no século XVI!), não precisamos de mais ninguém. É nosso dream team. O Brasil contribui com Machado de AssisGuimarães RosaGilberto Freyre e Clarice Lispector. E, para não dizer que fico somente no passado, dois dos maiores autores vivos em qualquer país escrevem em português: Lobo Antunes e Mia Couto.

Em segundo lugar, temos que tirar a cabeça da areia e olhar para o mundo em volta. Português não é sinônimo de Brasil. Podemos ser a maioria dos falantes mas a língua não nos pertence. Existem diversas sociedades que também tomam o português para si. Que vivem, amam, morrem, guerreiam, sonham em português. E é uma vergonha não consumirmos praticamente nenhuma cultura desses países.


Link Youtube | Entrevista com o diretor do documentário “Língua: Vidas em português”

Quantos livros angolanos você já leu? Quantos filmes portugueses você já assistiu? Quantas músicas cabo-verdianas você já ouviu?

O Festival de Teatro da Língua Portuguesa (Festlip)

Bem, agora é a sua chance de conhecer um pouco mais do mundo lusófono – pelo menos, no teatro.

Entre os dias 21 e 30 de julho de 2011, acontece  no Rio de Janeiro o Festival de Teatro da Língua Portuguesa, ou Festlip. São treze espetáculos com quarenta apresentações em seis teatros pela cidade ao longo de dois fins de semana. Grupos teatrais de Portugal, Angola, Cabo Verde e Moçambique que jamais teríamos oportunidade de assistir no Brasil. Tudo com entrada franca. (Por isso, recomendo chegar bem cedo, as senhas se esgotam rápido!)

Em 2011, pela primeira vez, teremos um grupo de língua não portuguesa, mas quase: o ABRAPALABRA, da Galícia, interpretando em galego – a língua mais próxima que existe ao nosso português.

A programação completa também inclui mostras culinárias, exposições de fotos, oficinas teatrais e palestras.

Esse não é um publieditorial. Não recebemos nem entrada de graça porque os espetáculos já são gratuitos. É um serviço de utilidade pública do Papo de Homem aos nossos leitores, tentando mostrar que a língua portuguesa é muito mais do que imaginamos.

Eu, Alex, vou tentar ir ao máximo de peças que puder no primeiro fim-de-semana e, depois disso, faço um texto resenhando e indicando as melhores peças pra vocês.

Se estão no Rio de Janeiro, ou perto, e gostam de teatro, não deixem de ir ao Festlip.

Programação completa da mostra teatral.

Tânia Pires, organizadora do Festlip, subitamente lembra que esqueceu o bolo no forno.

Tânia Pires, organizadora do Festlip, subitamente lembra que esqueceu o bolo no forno.

Alex Castro

alex castro é. por enquanto. em breve, nem isso. até lá, leia.


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108 comentários

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  • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

    “Em primeiro lugar, temos que botar na cabeça que o português não é uma língua coitadinha,  não está na defensiva, não está decadente, não está morrendo, não precisa ser salva, não precisa ser defendida.”

    Isso diz tudo. Espero mesmo que possamos formar escritores que levem a língua a seus limites.

    • http://www.facebook.com/cristianosvieira Cristiano Vieira

      A língua portuguesa é bela. Dá pra se fazer textos maravilhosos com ela. Conquistar amores, empregos, viver a vida e ainda dar-lhe sotaques regionalistas. Seja falando ela de forma lenta ou rápida, seja puxando um x ou escancarando o r. Enfim, é uma língua de multiculturas, multipovos, mas uma coisa é certa: A danada é complicada!

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Não para falantes nativos. Acho que alguém que fala inglês tem problemas para falar Português, mas a gente que entende desde o terceiro dia e que fala desde os dois anos? Não.

        Aliás, Cristiano, essa visão de que donos da língua são os gramáticos e não os falantes, na minha opinião contribui muito para que “não a levemos a seus limites” como escritores. Uma educação linguística que prende, não liberta e nem empodera. E, para escrever bem, tem de ser dono da língua, né?

        Imagina que o Houaiss (ou a equipe que faz o dicionário) insiste em dizer que muçarela é com cedilha. Agora acha que eu vou pagar um mico desses se tiver uma padaria? Hehehe

      • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

        Rosana… a gramática do português é bem complicada sim, para todos. Nada comparado com o russo ou o alemão, mas bem complicada. Sempre lembro de uma professora de russo que tive (não, não aprendi…rsss desisti depois de 3 meses… mas acho uma língua linda), que falava 6 idiomas, e dizia: “Inglês é língua de preguiçoso”. Concordo com ela… perto do inglês, português é incrivelmente difícil. Daí a dificuldade que os falantes de inglês têm de aprender português… e a facilidade que alemães, chineses, russos têm de aprender qualquer outra língua…rss

        Quanto a gramáticos x literatura… concordo. Aí acho que algumas regras deveriam ser abolidas para que se ganhe liberdade na escrita. Mas como, num país em que os editores estão sendo obrigados a revisar todos os livros de acordo com as novas regras? Será que vão revisar Machado de Assis também? E quem sabe Guimarães Rosa????

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Mas Deb qualquer falante do português domina aos cinco anos a gramática de sua língua perfeitamente, foi isso que eu disse. Língua é viva, não é gramática normativa (que tem sim seu valor, que a meu ver, não pode se sobrepor ao valor do falante).

        Se eu falo português, para mim, é a língua mais fácil do mundo, uai. Na minha opinião, a escola e o terrorismo dos professores de português, invertem as coisas, aí não tem como dominar a língua apenas se calar.

        Quanto à revisão é só ortográfica, não? Eu sempre fico em cima do muro com isso, a França não faz revisão e a fala e escrita são tão distantes, que não sei. Às vezes penso que os problemas de alfabetização que eles vêm enfrentando tem relação com isso, mas aí penso que a escrita do japonês é muito mais distante da fala e o analfabetismo é beeem menor (apesar de eu não fazer ideia de como anda isso por lá de fato). Agora essa nossa revisão foi muito mais política que linguística e foi um ganho para o Português brasileiro, não?

        Meus alunos estão Machado… é engraçado como é distante para eles hehe. Mas acho que as novas edições serão revisadas sim, você acha que isso intefere no estilo?

      • Dr Health

        Tô estudando alemão desde janeiro, de forma intensiva (Vou pra Oktober de Munique e pegar as alemãs em inglês é para os fracos, eu quero pegar em alemão mesmo!!!). 

        3 gêneros… Vários casos tipo dativo, genitivo, acusativo… Pronúncia de sons guturais… É dose pra mamute!!

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        huaauahau, sempre precisa de um objetivo não boiolesco para suas empreitadas, Maurício. Eu to analfa até em inglês… nem filminho de desenho dou conta mais…

      • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

        Hmmm… não sei, Rosana. Também tenho uma visão confusa a respeito dessas coisas. Por um lado, vejo adultos que não dominam a gramática. Muitos. E acho isso triste. Por outro, também me questiono sobre os valores disso tudo, gramática normativa, usos da linguagem, padrões cultosxlíngua viva… Realmente não sei. Mas tendo a achar que para quem se dedica a escrever, é preciso primeiro dominar completamente a norma, para depois deixar para trás o que quiser, com propriedade.

        Revisões podem interferir levemente no estilo sim… Mas mesmo que sejam só questões ortográficas… não acho que se devesse alterar. A forma como foi escrito é registro de uma época. E será adulterado com a revisão…

        Particularmente, sou contra a reforma. Mas isso é uma discussão sem fim, e me dá preguiça…rsss.

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Acredito que não dominem a gramática justamente por ela ser proposta como algo estrangeiro. Ensina-se Português (isso ainda bem q vem mudando muito) como se fosse língua estrangeira. Não relacionam uma coisa à outra, fora que toda vez que querem desqualificar alguém erros ortográficos ou de gramaticais como “recurso” como se isso tivesse relação direta com a inteligência ou competência da pessoa.

        Quanto à revisão, acho que você tem razão mesmo. Feio mudar… só colocar um apêndice como fizeram com os livros do Lobato, né? Coloca um texto introdutório explicando e pronto.

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Acredito que não dominem a gramática justamente por ela ser proposta como algo estrangeiro. Ensina-se Português (isso ainda bem q vem mudando muito) como se fosse língua estrangeira. Não relacionam uma coisa à outra, fora que toda vez que querem desqualificar alguém erros ortográficos ou de gramaticais como “recurso” como se isso tivesse relação direta com a inteligência ou competência da pessoa.

        Quanto à revisão, acho que você tem razão mesmo. Feio mudar… só colocar um apêndice como fizeram com os livros do Lobato, né? Coloca um texto introdutório explicando e pronto.

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Acredito que não dominem a gramática justamente por ela ser proposta como algo estrangeiro. Ensina-se Português (isso ainda bem q vem mudando muito) como se fosse língua estrangeira. Não relacionam uma coisa à outra, fora que toda vez que querem desqualificar alguém erros ortográficos ou de gramaticais como “recurso” como se isso tivesse relação direta com a inteligência ou competência da pessoa.

        Quanto à revisão, acho que você tem razão mesmo. Feio mudar… só colocar um apêndice como fizeram com os livros do Lobato, né? Coloca um texto introdutório explicando e pronto.

      • http://www.facebook.com/vitor.e.lourenco Vitor Emanuel Lourenço

        Só uma nota, a escrita japonesa é muito semelhante à forma falada, tanto no alfabeto Hiragana quanto no Katakana. Os Kanjis, aqueles desenhos complicados, podem ter
        diferentes maneiras de leitura e esses sim são os vilões na hora de
        aprender japonês.
        Vou  botar um link aqui do google translate, quem quiser clique ali em ler fonéticamente pra ver a escrita no nosso alfabeto e depois clique em ouvir.
        http://translate.google.com/#pt|ja|Voc%C3%AA%20%20Voc%C3%AA%20%20Voc%C3%AA%20Voc%C3%AA%20Voc%C3%AA
        ps: acho que os japoneses preferem um tipo de funk mais pesado…

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Veleu, Vitor, eu sabia apenas que tinha diferentes escritas e possibilidades de leitura, mas acho que com três sistemas deveria ser beeem mais complacado Japonês, né?

      • http://www.facebook.com/people/Clara-Andrade/1301551499 Clara Andrade

        Concordo quando a Deb diz que se deve ter conhecimento da norma para abandoná-la mantendo a coerência. Porém também lembro das minhas aulas de português do ensino médio e de como pareciam tabuada pra decorar tanta oração coordenada subjuntiva descritiva adjetiva etc etc etc… o ensino mais preso ao conceito do que ao seu entendimento. Acho que o Português, bem como outras línguas, tem um raciocínio muito lógico quando se passa a entender o uso dos seus recursos, acentos e pontuações. 
        A diferença é que, por exemplo, alguns tem mais facilidade com línguas e outros com números. Prova que eu fui pra humanas e meu irmão pra exatas e chega a ser cômico o desgosto que um tem com a área do outro, mas isso não o impediu de se esforçar a escrever bem, nem de me forçar a exercitar algum tipo de raciocíno lógico numérico (embora minha aptidão pra coisa seja lamentável).

        Quanto à reforma, também não me agradou muito. Nos mandaram vomitar uma ecorrotas ao mesmo tempo em que cortaram o pobre acento do voo. E revisar Guimarães Rosa, Machado de Assis é assassinar a tipografia sem dó. Como fica o acervo histórico nesse caso? Eu acho importante manter a simplicidade, diminuir os ruídos na educação, mas que isso seja feito de uma forma consciente, que se dê opção de escolha antes e diga aos alunos “olha, antes era escrito assim, a regra normativa é essa, é importante vocês conhecerem pra saber escolher o que vão querer usar e de que forma.” 

        Agora, o MEC adotar livros com erros gramaticais apoiando o argumento em cultura popular já não vejo sentido…. mas aí entra outra discussão pautada mais em política do que em ensino, que no nosso caso estão mais pra primos brigados que pra irmãos.

      • http://www.facebook.com/people/Clara-Andrade/1301551499 Clara Andrade

        Concordo quando a Deb diz que se deve ter conhecimento da norma para abandoná-la mantendo a coerência. Porém também lembro das minhas aulas de português do ensino médio e de como pareciam tabuada pra decorar tanta oração coordenada subjuntiva descritiva adjetiva etc etc etc… o ensino mais preso ao conceito do que ao seu entendimento. Acho que o Português, bem como outras línguas, tem um raciocínio muito lógico quando se passa a entender o uso dos seus recursos, acentos e pontuações. 
        A diferença é que, por exemplo, alguns tem mais facilidade com línguas e outros com números. Prova que eu fui pra humanas e meu irmão pra exatas e chega a ser cômico o desgosto que um tem com a área do outro, mas isso não o impediu de se esforçar a escrever bem, nem de me forçar a exercitar algum tipo de raciocíno lógico numérico (embora minha aptidão pra coisa seja lamentável).

        Quanto à reforma, também não me agradou muito. Nos mandaram vomitar uma ecorrotas ao mesmo tempo em que cortaram o pobre acento do voo. E revisar Guimarães Rosa, Machado de Assis é assassinar a tipografia sem dó. Como fica o acervo histórico nesse caso? Eu acho importante manter a simplicidade, diminuir os ruídos na educação, mas que isso seja feito de uma forma consciente, que se dê opção de escolha antes e diga aos alunos “olha, antes era escrito assim, a regra normativa é essa, é importante vocês conhecerem pra saber escolher o que vão querer usar e de que forma.” 

        Agora, o MEC adotar livros com erros gramaticais apoiando o argumento em cultura popular já não vejo sentido…. mas aí entra outra discussão pautada mais em política do que em ensino, que no nosso caso estão mais pra primos brigados que pra irmãos.

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Oi, Clara, o MEC não fez isso não. Difícil com a imprensa toda falando tanto absurdo, mas veja, o livro é ótimo e toda a proposta é visando o domínio da norma culta.

        Escrevi aqui http://docenciainloco.com/?p=184 e aqui http://docenciainloco.com/?p=201 sobre isso. E indicar um livro não é aprovar, quem escolhe é o professor na sala de aula, nem sei porque em momento algum se disse isso, aliás acho que o PNLD é muito desconhecido da imprensa. Será que é pq é um dos maiores e mais eficientes do mundo? Provavelment, né? Afinal só desgraça merece capa de jornal.

        Se você fora ali para a discussão sobre machismo vai ver que o fato de você ter optado por humanas e seu irmão por exatas pode ter relação com gênero também hehe

        As aulas de Português tem de mudar com urgência e a lógica está lá mesmo, tanto que a linguística usa algoritmos para a linguagem… nem sei como se revisa Guimarães, a língua dele é só dele mesmo, né? hehe

      • http://www.facebook.com/people/Clara-Andrade/1301551499 Clara Andrade

        Oi Rosana, que bom saber disso. A imprensa pintou tão forte essa notícia que, pra quem não é da área, fica a impressão de que o livro já está até sendo usado. E talvez o erro também esteja do lado de cá, em não buscar mais a fundo as informações. valeu pelo esclarecimento!

        Também acredito que a escolha da área pode ter alguma relação com gênero, mas sinceramente… quem veio antes? Não sei se há algum fator biológico ou somente social. Eu noto isso pelos meus sobrinhos, sempre compro livros para eles e meu sobrinho não se interessa muito, mesmo com todo mundo incentivando. Já minha sobrinha, com 4 anos, não pode ver um livro de histórias que os olhinhos brilham! É bem curioso isso.

        Guimarães está dando boas-vindas às tremas, acentos e hífens por lá… 

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Pois é, Clara,
         fica a impressão que está sendo usado, que o Brasil todo usa um livro só, que o livro é para crianças, que foi algum tipo de dominação, difícil acreditar que não foi de má fé isso, né?

  • http://www.facebook.com/vitor.e.lourenco Vitor Emanuel Lourenço

    Curti o texto, Alex.

  • http://www.facebook.com/vitor.e.lourenco Vitor Emanuel Lourenço

    Curti o texto, Alex.

  • http://www.facebook.com/vitor.e.lourenco Vitor Emanuel Lourenço

    Curti o texto, Alex.

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    O momento é bom para professores de português no exterior. Um conhecido na Rússia diz que estão pagando uma fortuna para aprenderem português, devido a Copa e.t.c.

    Sobre essa parte do “português nosso” existe uma mentalidade de que a língua pertence ao Brasil, produzindo situações hilárias na web.

    Já vi sujeito pagando o mico de citar o código penal brasileiro para o blogue de um amigo português, o portuga mandou o cara enfiar a lei naquele lugar, a mania de censura via intimidação com uso da lei quebrou a cara.

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    O momento é bom para professores de português no exterior. Um conhecido na Rússia diz que estão pagando uma fortuna para aprenderem português, devido a Copa e.t.c.

    Sobre essa parte do “português nosso” existe uma mentalidade de que a língua pertence ao Brasil, produzindo situações hilárias na web.

    Já vi sujeito pagando o mico de citar o código penal brasileiro para o blogue de um amigo português, o portuga mandou o cara enfiar a lei naquele lugar, a mania de censura via intimidação com uso da lei quebrou a cara.

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    O momento é bom para professores de português no exterior. Um conhecido na Rússia diz que estão pagando uma fortuna para aprenderem português, devido a Copa e.t.c.

    Sobre essa parte do “português nosso” existe uma mentalidade de que a língua pertence ao Brasil, produzindo situações hilárias na web.

    Já vi sujeito pagando o mico de citar o código penal brasileiro para o blogue de um amigo português, o portuga mandou o cara enfiar a lei naquele lugar, a mania de censura via intimidação com uso da lei quebrou a cara.

  • http://twitter.com/Lauro_Valente Lauro Wolff Valente

    Cara, ao ler o texto me senti em um teatro assistindo a uma palestra.

    Ao finalizar o texto, levantei-me e fui um dos que ovacionei o que foi apresentado.

    Puta merda.

  • Dr Health

    Só uma observação, o tetum também é língua oficial do Timor Leste, junto com o português. O texto dá a impressão que não.

    Apesar de ser uma das linguas oficiais, menos da metade da população timoresa é proficiente em português. O tetum predomina.

    • Dr Health

      Outra coisa, sobre a legenda do Messi: 

      Tá dando a impressão que todos os estudantes argentinos aprendem o português, o que é errado. Os estabelecimentos de ensino secundário são obrigados a oferecer ensino em português, porém a matéria é optativa para os alunos, que escolhem entre este e o inglês (e provavelmente optam pelo inglês). 

      E nas províncias fronteiriças com o Brasil (Misiones e Corrientes, se não me engano), essa opção inclui o ensino primário.

      • Dr Health

        Esqueci de postar o link: http://portal.educ.ar/noticias/educacion-y-sociedad/el-portugues-sera-materia-obli.php

    • http://www.facebook.com/profile.php?id=697743219 Alex Castro

      Oi Dr. Passei um bom tempo lá no Timor, estudando especificamente essas questões. Segundo dados de lá e segundo minha experiência na rua, eu diria que 5% dos timorenses falam portugues como primeira língua e só 20% falam português com qualquer proeficiência. Não é 50% nem a pau. Basta andar pela rua. Você pode até 20 pessoas e nenhuma fala português nem arranhado.

  • http://profiles.yahoo.com/u/Y5YX4CZJVPLQMJVSXO4KXXCZNM Felipe

    Eu não tenho muito talento pra escrever mas tenho muito vontade de fazer uma historia em conjunto com algum português.
    O EUA sabe fazer isso muito bem com a inglaterra prq não o Brasil não poderia fazer com Portugal?

  • http://www.facebook.com/danielbenderr Daniel Bender

    Detalhe da globalização do português: atendentes de shopping CHINESES em Dongguan aprendem português para atender aos brasileiros que vivem por lá.

    “olá amiga, quanto tempo? tá muito balato, tem que complar agola”

    • http://www.facebook.com/cristianosvieira Cristiano Vieira

      Imaginei a cena. Deve ser muito engraçado!

  • Diego

    Não conheço Lobo Antunes (irei reparar esse erro o mais breve possível), mas Mia Couto é um gênio das palavras.

  • http://www.facebook.com/cristianosvieira Cristiano Vieira

    Tem um amigo meu que sempre diz: Se Renato Russo fosse europeu ou americano e cantasse em inglês seria considerado o maior gênio da música mundial. Não pode chegar a tanto, mas com certeza seria mais valorizado.
    Leio uma quantidade de livros por ano que é até razoável e sei que tem muita coisa escrita em português (não traduzida para o) que são excelentes e dão show no Dan Brown (que depois de lidos dois livros, os outros ficam chatos ao extremo).
    Algumas iniciativas me fascinam, como Laurentino Gomes trazendo a história do Brasil de uma forma menos maquiada, trazendo ainda trechos de textos em português versão 1800. Me sinto vagando no passado e louco pra conversar com D. Pedro I.

    • http://www.facebook.com/profile.php?id=697743219 Alex Castro

      oi. esse comentario do renato russo (tem gente que diz o mesmo do machado) é tipico da mentalidade inferiorizada que acha q o portugues é uma lingua coitadinha, desprezada, ó vida ó azar, etc.

      • Dr Health

        Talvez pelo número elevado de países que falam árabe, importância estratégica de boa parte destes (petróleo) e porque o número de pessoas que falam árabe é bem maior que o do português (450 milhões contra 280 milhões), Marcio.

        Muito disto tem a ver com o fato que o Alcorão é estudado em árabe mesmo, raramente traduzido. Por isso enorme parte dos muçulmanos acaba falando árabe de alguma forma.

      • Dr Health

        Talvez pelo número elevado de países que falam árabe, importância estratégica de boa parte destes (petróleo) e porque o número de pessoas que falam árabe é bem maior que o do português (450 milhões contra 280 milhões), Marcio.

        Muito disto tem a ver com o fato que o Alcorão é estudado em árabe mesmo, raramente traduzido. Por isso enorme parte dos muçulmanos acaba falando árabe de alguma forma.

      • Dr Health

        Talvez pelo número elevado de países que falam árabe, importância estratégica de boa parte destes (petróleo) e porque o número de pessoas que falam árabe é bem maior que o do português (450 milhões contra 280 milhões), Marcio.

        Muito disto tem a ver com o fato que o Alcorão é estudado em árabe mesmo, raramente traduzido. Por isso enorme parte dos muçulmanos acaba falando árabe de alguma forma.

      • Dr Health

        Talvez pelo número elevado de países que falam árabe, importância estratégica de boa parte destes (petróleo) e porque o número de pessoas que falam árabe é bem maior que o do português (450 milhões contra 280 milhões), Marcio.

        Muito disto tem a ver com o fato que o Alcorão é estudado em árabe mesmo, raramente traduzido. Por isso enorme parte dos muçulmanos acaba falando árabe de alguma forma.

      • Dr Health

        Talvez pelo número elevado de países que falam árabe, importância estratégica de boa parte destes (petróleo) e porque o número de pessoas que falam árabe é bem maior que o do português (450 milhões contra 280 milhões), Marcio.

        Muito disto tem a ver com o fato que o Alcorão é estudado em árabe mesmo, raramente traduzido. Por isso enorme parte dos muçulmanos acaba falando árabe de alguma forma.

      • Dr Health

        Talvez pelo número elevado de países que falam árabe, importância estratégica de boa parte destes (petróleo) e porque o número de pessoas que falam árabe é bem maior que o do português (450 milhões contra 280 milhões), Marcio.

        Muito disto tem a ver com o fato que o Alcorão é estudado em árabe mesmo, raramente traduzido. Por isso enorme parte dos muçulmanos acaba falando árabe de alguma forma.

    • http://twitter.com/ManuelCarreiro J. Manuel Carreiro

      O lance é que os europeus já têm o seu Renato Russo, que está ativo há décadas e era abertamente influência da Legião Urbana: Morissey/The Smiths. Realmente é passado o tempo de superar essa síndrome de coitadinhos de nós, falantes do português.

  • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

    A literatura angolana é mesmo maravilhosa. “A geração da utopia”, do Pepetela, é um dos melhores livros que já li.  Aliás, devia ser leitura obrigatória para todos que se dizem “de esquerda” no Brasil. E hoje, pode gerar uma reflexão bem amarga.

    Mas lembro que quando li esse livro (e outros angolanos), em uma disciplina optativa na faculdade, via colegas reclamando fortemente da dificuldade de entender aquele português tão diferente do nosso… Isso me irrita, pra falar a verdade. Acho que é a mesma turma que prefere ver filme dublado para não ter de fazer o enorme esforço de ler legenda. Povinho preguiçoso….

    • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

      Vc acabou de aumentar minha lista imensa de livros a ler… pânicooo

      Cadê a Isabela Ianelli? PAREM DE ESCREVER!! QUEREMOS LER!!

      • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

        hahaha, exato, Rosana. 

      • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

        hahaha, exato, Rosana. 

    • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

      Vc acabou de aumentar minha lista imensa de livros a ler… pânicooo

      Cadê a Isabela Ianelli? PAREM DE ESCREVER!! QUEREMOS LER!!

  • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

    A literatura angolana é mesmo maravilhosa. “A geração da utopia”, do Pepetela, é um dos melhores livros que já li.  Aliás, devia ser leitura obrigatória para todos que se dizem “de esquerda” no Brasil. E hoje, pode gerar uma reflexão bem amarga.

    Mas lembro que quando li esse livro (e outros angolanos), em uma disciplina optativa na faculdade, via colegas reclamando fortemente da dificuldade de entender aquele português tão diferente do nosso… Isso me irrita, pra falar a verdade. Acho que é a mesma turma que prefere ver filme dublado para não ter de fazer o enorme esforço de ler legenda. Povinho preguiçoso….

  • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

    Adorei o texto, Alex! Olha só: lendo aqui e pensando sobre como não somos coitadinhos, como nossa língua não precisa ser salva e é VIVA, lembrei do livro do Marcos Bagno, “Preconceito Linguístico”, que sei que você também adora e que foi um tremendo divisor de águas na minha maneira de pensar sobre o português.

    E além destes autores que eu adoro (em especial Nelson Rodrigues, hein? Amo muito), quero dizer que eu amo a poesia de Manoel de Barros, o jeito de dizer do Adoniran Barbosa, que eu adoro ouvir o Cordel do Fogo Encantado recitando “Ai se sesse” e até O Teatro Mágico cantando “Zaluzejo”. Me dá uma nítida sensação de língua viva, me dá vontade de inventar palavras novas.

    • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

      O mito que mais adoooro. Usar língua padrão é sinônimo de ascensão social. Que o digam todos os professores de português e jogadores de futebol.

      ps: não quero dizer que não se deva ensinar língua padrão na escola, POR FAVOR!

    • Danilo Freire

      Sei lá.

      Guimarães Rosa “inovou” largamente e ainda assim escrevia num português de dar inveja.

      A língua é viva. Isto é certo. Daí não se segue, contudo, que toda e qualquer metamorfose seja conveniente ou desejável. Da mesma forma que o signo é abitrário, pero no mucho.

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Ah! Danilo, mas e todos os neologismos? Tiveram de fazer um dicionário para ler o cara. E a pontuação?? Só “perde” nesse quesito para o Saramago. Muitas e muitas regras quebradas. Fazer literatura é isso, não?

        Diferente de um texto informativo, de um bate papo entre amigos…

      • Danilo Freire

        Não entendi direito se você concordou comigo, se discordou ou se só fez uma intervenção.

        Quando eu disse que ele inovou, sem, contudo, fazer tabula rasa da gramática normativa, quis significar o que você disse.

        Penso que a língua é muito, infinitamente mais “viva”, produtiva e, por que não?, livre, quando cultivada por aqueles que a conhecem bem.

        O que seria português de dar inveja? O português de quem conhece bem a língua (incluídos aí os falares) e sabe, por isso mesmo, colocá-la a seu serviço simplesmente porque assim deseja, não porque alguém disse ou porque é a única forma que percebe.

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Poxa, nem sei se eu concordei ou discordei, acho que eu só queria mesmo saber o que seria o “português de dar inveja”. Acho legal esse imaginário que a gente cria em torno da língua e como eu vivo muito em meio a linguistas fico distante do imaginário de outras pessoas que lidam com comunicação tem da língua.

        E dentro do contexto do que a Isabela tinha dito parecia que você considerava que as peculiaridades que ela citou fossem “português ruim” Acho que o pessoal faz consciente mesmo aquelas modificações, mas não tenho certeza.

  • Danilo Freire

    Caramba, que texto matador.

    Mandou muito bem, bro.

  • Victor

    Texto foda Alex, parabéns! Realmente, sua chegada no PdH só aumentou o nível dos textos e das idéias daqui.

    Também acho o português uma língua foda: bonita, elegante, sofisticada, e via de regra muito mal falada. Cada vez mais percebo as pessoas com menos vergonha de falar corretamente. Parece engraçado, mas isso existe aos montes, gente que sabe a forma correta mas não a usa por medo de parecer pedante (“levei ela no ponto de ônibus” ao invés de “levei-a ao ponto de ônibus”). 

    Cara, você não tocou num ponto crucial pra mim: a nova gramática! Achei uma putaria nossos políticos terem decidido que por conta da universalização do português nossas regras deveriam mudar. Como assim? Se somos 80% dos falantes de português do planeta, os outros que deveriam se adaptar às nossas regras, não? Soa meio imperialista, mas não faz o menor sentido 100% dos falantes se adaptarem à novas regras, ao invês de 20%!!! E mais,  a língua pertence ao povo, não aos burocratas. Pra mim deveria ter rolado um plebiscito sobre o assunto, aposto como a grande maioria iria votar pelo “NÃO”. Sinceramente, detestei essa mudança, pra mim o resto do mundo é que deveria ter se adaptado às nossas regras, ou então cada um que falasse o seu português.

    • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

      Não, Victor, foi isso que aconteceu, para Portugal mudou muito mais que para nós. Eles perderam todas as consoantes mudas deles como em “acto” por exemplo.

      Eu levo todo mundo no ponto de ônibus mesmo, mas não por medo de parecer pedante, mas pelo fato de essa ter sido a variante linguística que aprendi com meus pais, esse é o meu Português.

      Muito importante conversar sobre isso, grandes escritores usam regências populares hehe

      E, me parece, o Alex me corrija se eu estiver enganada, foi muito de nossa dominação sobre Portugal mesmo que conseguiu que eles ratificassem um acordo que vinha se arrastando há muito tempo. Eles não queriam, mas o Brasil emprestou uma grana preta para eles.

      • Victor

        Bem, não sabia que o acordo ortográfico será mais traumático pra eles do que pra gente, mas não acho lógico fazer com que 100% dos falantes de uma língua se adaptem às novas regras, quando fazer apenas 20% seria muito mais lógico, entendeu? Claro que o Brasil jogou duro pra ver este acordo aprovado, é uma forma de brigar pela “dominação cultural” do Brasil sobre os outros países (questionável, não vou entrar neste mérito), mas mesmo assim acho que cedemos mais do que deveríamos…

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Então, se pensarmos numa identidade lusófona, o legal é todos com a mesma ortografia, impede, por exemplo, de que se cometa o absurdo de ter de traduzir textos de um país que fala Português para um outro que também fala Português. Acho que o Saramago que encrencava com isso e não deixava traduzir… hehehe

        Mas se pensarmos numa identidade brasileira, conservar nossa ortografia seria importante, mas sempre fomos adeptos de reformas. Há quem defenda uma língua brasileira. Eu não sei. Sei que para nós na escola não faz qualquer diferença, os meninos já saiam sem o trema mesmo… afff

        Essa de dominação cultural é foda, pq quem não domina acaba sendo dominado e nós temos dificuldade em dominar, né? O legal seria cooperar, só… quem sabe, um dia…

    • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

      Em Portugal a coisa enfrenta muita resistência e apoio eles.

      Aliás só sendo muito analfabeto funcional no sentido mais restrito da palavra, para não conseguir entender o português de Portugal. Eles não devem se adaptar a burrice brasileira.

    • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

      Em Portugal a coisa enfrenta muita resistência e apoio eles.

      Aliás só sendo muito analfabeto funcional no sentido mais restrito da palavra, para não conseguir entender o português de Portugal. Eles não devem se adaptar a burrice brasileira.

  • Anônimo

    Participei ativamente por quase três anos como colaborador da pt.wikipedia.org, só parei de colaborar por falta de tempo e um pouco de descontentamento com a politicagem do projeto, e somente lá eu consegui dimensionar e aprender o quão grande é a língua portuguesa, as semelhanças e diferenças dos seus falantes, dos mais diversos lugares – e os problemas que essa diversidade trás.

    Falar que se Renato Russo ou Machado de Assis tivessem nascido em Londres ou Nova Iorque, eles seriam celebridades mundiais é pura balela, como se eles tivessem o devido reconhecimento por aqui, duvido que 30% das pessoas que leram Machado de Assis o fizeram de vontade própria, ou só para fazer uma prova, e que as pessoas com menos de 25 anos ouçam e entendam o que as músicas do Renato Russo significam para uma geração. Se fossemos pensar assim, ainda bem que o Pelé e Garrincha não nasceram nos EUA, senão seriam mais um negro em um subemprego e um deficiente alcoólatra vivendo nas custas da mulher, tudo por eles falarem inglês. Genialidade independe da nacionalidade ou da língua mãe.

    • Anônimo

      Mas a genialidade deles de fato não é anulada pela pátria e tão pouco pela lingua, mas fica limitada dada ao nosso próprio preconceito e a de certa parte do mundo pra quem parece que só existe o inglês, não quero dizer que a criatividade deles é limitada, mas o alcance que ela pode ter.
      Ja ouvi muita gente dizer que rock cantado em português não tem graça. Muita gente torce o nariz para as letras pobres do funck carioca, mas pira a cabeça quando ouve 50′s cent, dá pra entender isso?

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Sabe, Márcio, eu tenho uma teoria. Essa síndrome do coitadismo é geral no Brasil. Veja todas as vezes que eu falo aqui sobre os programas do MEC ou mesmo muitos comentários do texto do Alex falando sobre as melhorias no país.

        As pessoas brigam, pedem por desgraça, não aceitam que as coisas estão melhorando. Todos os meus amigos que mora fora falam como o Brasil está sendo bem visto pelo mundo. MAs o brasileiro, penso eu que em grande parte pela influencia de uma mídia sensacionalista que presta um enorme desserviço à população, ignora isso e só sabe falar, esse país num vai pra frente. Quantas vezes você lê isso?

        E a gente tá indo, inventando um jeito novo, e totalmente nosso de ser, a gente divide a marmita, divide o som do celular no busão, a gente é um povo muito muito humano e estamos ofuscado por essa mania de derrota, mas vamos trabalhando… teremos ótimas surpresas hehe

      • Anônimo

        Acho que isso acontece porque as matérias jornalisticas sempre compara nosso modo de vida com a nata da Europa, sabe, fica complicado mesmo porque em alguns aspectos mesmo que o Brasil venha melhorando em muita coisa a diferença é gritante, não que não aja problemas lá fora, mas eles sempre mostram o melhor.
        Esses dias mesmo estavam passando uma matéria sobre a vida na Suíça, mostrando como o povo era organizado, o transporte publico era sempre pontual e funcional, as ruas eram limpas, o baixíssimo índice de criminalidade e por ai vai, a vontade que me deu foi de fazer as malas e pegar o primeiro avião pra lá :)

      • Anônimo

        Acho que isso acontece porque as matérias jornalisticas sempre compara nosso modo de vida com a nata da Europa, sabe, fica complicado mesmo porque em alguns aspectos mesmo que o Brasil venha melhorando em muita coisa a diferença é gritante, não que não aja problemas lá fora, mas eles sempre mostram o melhor.
        Esses dias mesmo estavam passando uma matéria sobre a vida na Suíça, mostrando como o povo era organizado, o transporte publico era sempre pontual e funcional, as ruas eram limpas, o baixíssimo índice de criminalidade e por ai vai, a vontade que me deu foi de fazer as malas e pegar o primeiro avião pra lá :)

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Estranho, Leonardo, tenho amigos na Itália, na Espanha, Inglaterra e EUA e todos falam muito bem de como o Brasil está sendo visto. Minha amiga foi fazer doutorado em Portugal e disse que eles tipo endeusam o Brasil, principalmente pela ajuda econômica.

        Mas eu não me envergonho pelo samba, pelas belas mulheres e pelo futebol não (tá pelo futebol eu forcei um pouco dados os últimos resultados), tudo é riqueza, temos isso e muito mais que isso, muito mais. Todos esses meus amigos estão recebendo dinheiro de outros países para desenvolver pesquisas, ou seja temos muitos cérebros.

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Estranho, Leonardo, tenho amigos na Itália, na Espanha, Inglaterra e EUA e todos falam muito bem de como o Brasil está sendo visto. Minha amiga foi fazer doutorado em Portugal e disse que eles tipo endeusam o Brasil, principalmente pela ajuda econômica.

        Mas eu não me envergonho pelo samba, pelas belas mulheres e pelo futebol não (tá pelo futebol eu forcei um pouco dados os últimos resultados), tudo é riqueza, temos isso e muito mais que isso, muito mais. Todos esses meus amigos estão recebendo dinheiro de outros países para desenvolver pesquisas, ou seja temos muitos cérebros.

    • http://twitter.com/rodriguesigor Igor Rodrigues

      As vezes acontece. Um exemplo contemporâneo é o filme “Cidade de Deus”. Não foi nem indicado para, melhor filme em lígua estrangeira, mas a versão dublada em Inglês foi indicada a 4 prêmios de grande visibilidade incluindo melhor Diretor. O filme era melhor que “O Retorno do Rei” em 2 dos 4 prêmios (fotografia e edição), mas contra SdA não há Zé Pequeno que aguente.

      Muitos cineastas mundo afora, americanos inclusive, consideram CDD revolucionários em termos de narrativa e edição. Desculpa BOPE, mas esse é o melhor filme que já saiu desse país.

      Ok, mas já foi alguma coisa, correto? Não muito. 8 anos mais tarde “Slumdog Millionaire” chega aos cinemas sendo filmado originalmente em Inglês com a mesma temática, fotografia e estilo de edição. Aliás alguns shots são chupados de CDD (a clássica cena do Dadinho empunhando a arma e rindo). Até a trilha sonora tem a mesma pegada, mas voltada pra música indiana. Resultado: 9 Oscars! Não é ufanismo, mas não dá pra não achar que o fato de ser um filme em uma língua estrangeira (pra eles) não influenciou. Muito crítico também acha.

      Ano passado fiz um teste, coloquei amigos de 6 países diferentes pra fazer uma sessão cine-favela, CDD e SDM em sequência. Quando SDM tava nos primeiros 30 minutos alguém falou “caramba, esse filme é igual ao outro” e todo mundo concordou. ao fim um longo debate e eu fui revelar a história por trás das 2 produções.

      Sim, o país (e a língua) faz diferença no impacto internacional. :)

  • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

    Ai, Márcio, eu tenho aversão a escolas particulares, nenhuma é BOA, principalmente em relação a custo benefício. Mas nós, na escola pública não temos oferecido nada melhor, então, a ilusão da segurança, as apostilas, tudo limpinho dá a sensação que tá tudo certo. Mas eles jogam muito sujo, viu!! Só para desabafar.

    O internetês, como é chamado, é apenas uma outra forma de expressão da língua portuguesa. Só isso. Ele varia de acordo com faixa etária (principalmente) grau de escolaridade e região do país. Só isso.

    Acontece que a escola ainda tateia nisso de considerar e trabalhar com a língua viva. Abre parênteses: Aliás, a escola num consegue fazer muita coisa mesmo. Destroi a criatividade, destroi gênios (aliás to escrevendo um texto sobre superdotados)… bem. Fecha parênteses.

    Temos uma educação centrada em uma única forma de falar escrever: o certo e o errado. Como para um adolescente faz muito pouca diferença isso, ele quer ser aceito pelo grupo e escreve como todos os seus amigos (uso social). A escola quer fazer uma queda de braços e, é obvio, perde feio. Pior, assim todos perdem.

    O que eu sugiro? Vamos trazer essa linguagem para a escola? Vamos usar essa língua para comparar com aquela socialmente prestigiada? Vamos entender que tudo é Língua Portuguesa? Que quanto mais melhor e não o contrário? Achar que o aluno confunde é bobeira, ele simplesmente ignora o que a escola fala para ele, afinal, um dia alguém vai dizer que era tudo mentira mesmo. E a gente sabe que vai, né?

    A gente não consegue mentir e enganar os alunos, chega a ser ridículo, vergonhoso o que a escola faz. Fato real: uma aluna que escreve web novelas no orkut e tem público fiel que morre se ela não posta os capítulos ia ser reprovada em Português. O que essa menina vai dizer para a escola? Vá se f*

    O negócio é rever o papel da escola mesmo, assim como da língua, mas estamos caminhando viu, a passos largos, até mesmo porque os alunos vão matar os professores se isso não mudar logo. Fora que precisamos de mão de obra qualificada urgente, o investimento tá sendo pesadíssimo.

  • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

    Ai, Márcio, eu tenho aversão a escolas particulares, nenhuma é BOA, principalmente em relação a custo benefício. Mas nós, na escola pública não temos oferecido nada melhor, então, a ilusão da segurança, as apostilas, tudo limpinho dá a sensação que tá tudo certo. Mas eles jogam muito sujo, viu!! Só para desabafar.

    O internetês, como é chamado, é apenas uma outra forma de expressão da língua portuguesa. Só isso. Ele varia de acordo com faixa etária (principalmente) grau de escolaridade e região do país. Só isso.

    Acontece que a escola ainda tateia nisso de considerar e trabalhar com a língua viva. Abre parênteses: Aliás, a escola num consegue fazer muita coisa mesmo. Destroi a criatividade, destroi gênios (aliás to escrevendo um texto sobre superdotados)… bem. Fecha parênteses.

    Temos uma educação centrada em uma única forma de falar escrever: o certo e o errado. Como para um adolescente faz muito pouca diferença isso, ele quer ser aceito pelo grupo e escreve como todos os seus amigos (uso social). A escola quer fazer uma queda de braços e, é obvio, perde feio. Pior, assim todos perdem.

    O que eu sugiro? Vamos trazer essa linguagem para a escola? Vamos usar essa língua para comparar com aquela socialmente prestigiada? Vamos entender que tudo é Língua Portuguesa? Que quanto mais melhor e não o contrário? Achar que o aluno confunde é bobeira, ele simplesmente ignora o que a escola fala para ele, afinal, um dia alguém vai dizer que era tudo mentira mesmo. E a gente sabe que vai, né?

    A gente não consegue mentir e enganar os alunos, chega a ser ridículo, vergonhoso o que a escola faz. Fato real: uma aluna que escreve web novelas no orkut e tem público fiel que morre se ela não posta os capítulos ia ser reprovada em Português. O que essa menina vai dizer para a escola? Vá se f*

    O negócio é rever o papel da escola mesmo, assim como da língua, mas estamos caminhando viu, a passos largos, até mesmo porque os alunos vão matar os professores se isso não mudar logo. Fora que precisamos de mão de obra qualificada urgente, o investimento tá sendo pesadíssimo.

  • http://twitter.com/MarcoBarbosa Marco Barbosa

    Quase bati palmas enquanto lia esse texto.

    A língua portuguesa é FODA. 

    Sempre falo para os meus amigos a imagem que o Brasil e a língua portuguesa tem fora do país é muito maior e melhor do que eles pensam.

    É só abrir a boca que várias(os) gringos se derretem com a língua (muito mais que espanhol, na minha humilde opinião).

    E tem leitura melhor que um bom livro escrito em um bom português?

  • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

    Só para dizer sobre o que você falou sobre escrever Português culto. Isso é problema do nosso sistema de ensino, não da língua. A língua tem nada a ver com isso, né?

  • Dr Health

    Tem uma pastelaria do lado da minha clínica só de chineses.
    Eles se esforçam bem pra aprender o português, é muito “englaçado”, mas só falam entre si em mandarim.

    • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

      Isso ri, quero ver as alemãs rindo dos seus fonemas guturais algo… digamos… fino??  Heheh, acho o máximo como o que não tem valor distintivo em nossa língua materna demora a ser aperfeiçoado…

    • Dr Health

      Certeza que elas vão achar uma graça, e saberão me recompensar de forma adequada!!!

      Mas eu tô indo bem nos auch, hoch, noch e afins…

    • http://www.facebook.com/Lucasbeccon Lucas Beccon

      um dos meus sonhos é aprender a falar alemão e ir pra Oktober de lá
      algo que certamente vai me ajudar é que sou viciado em “Neue Deutsche Härte”
      graças as músicas já sei contar até dez, sei significado de algumas palavras e até a pronúncia correta

    • Dr Health

      Não sei que nível de alemão estarei falando até setembro, Lucas, mas esse ano eu vou à duas Oktoberfests.

      29/9 a 2/10 em Munique, e 19 a 23/10 em Blumenau (no intervalo entre uma e outra, estarei na Eslováquia). Depois disso já posso morrer feliz!! 

  • Leonardo Fratini

    Aos americanos que querem vir ao Brasil:
    “Coitados, eles não sabem o que dizem.”

    Sai do Brasil faz um tempo. E apesar das dificuldades, foi a melhor coisa que já fiz.
    Saudade dessa terra? Apenas da família e dos amigos. De resto nada mais.

    E qual a utilidade do português? Sinto dizer, mas não vejo nenhuma. As nações que falam português mal conseguem se manter em pe. Seria melhor que falássemos espanhol, inglês, francês.

    Falar português só fez eu ter a necessidade de ser poliglota ao invés de ser trilingüe.

    • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

      Nossa!! Que bom que saiu, né?

      Difícil viver num lugar que não se identifica. Bom pra quem vai e pra quem fica.

      • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

        Credo, Rosana… desculpa, mas tua resposta me lembrou o bordão da ditadura: “Brasil, ame-o ou deixe-o”… O cara pode ter exagerado, mas parte do que ele diz infelizmente é real.

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Sériio?? Putz, q feio!! Nem pensei nisso, pensei que é triste viver onde não se identifica, só isso. E é sempre bom estar onde se identifica, não?

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Sériio?? Putz, q feio!! Nem pensei nisso, pensei que é triste viver onde não se identifica, só isso. E é sempre bom estar onde se identifica, não?

      • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

        Credo, Rosana… desculpa, mas tua resposta me lembrou o bordão da ditadura: “Brasil, ame-o ou deixe-o”… O cara pode ter exagerado, mas parte do que ele diz infelizmente é real.

  • Luiz Fernando

    Poxa vida, Alex só arrebenta nos textos né?!

    Sou apaixonado pela língua portuguesa. Mas confesso, que nunca tive contato com nenhuma cultura que não fosse a brasileira (exceto pelo livro do Saramago – Ensaio sobre a cegueira).

    Só discordo quando dizes que a língua portuguesa não é mais bonita que outra, etc, etc. Acho sim que a nossa língua é muito mais bonita, mais classuda, sofisticada, que outras – principalmente o inglês.

    Agora, vou me contradizer: sou apaixonado pelo inglês e não morro sem aprender primeiro! Hehe

    Queria poder participar de outras discussões acima, mas esse sistema de comentários restringe a quantidade de respostas:

    Sou completamente contra o “internetês” como citou a Rosana. Sou contra no sentido de trazê-lo para sala de aula, de estimular essa mutação linguistica. Além de ter muitas variações (exemplo: a palavra “alguém” pode ser “algm” – “agm” – “agém”, enquanto “contigo” pode ser “cntg” – “ctgo” – “cntgo”, etc.), o internetês transparece ser uma escrita preguiçosa, infantil. Vivo corrigindo meus amigos íntimos por isso. Apenas eles, pois me conhecem. Se eu for falar com outra pessoa, aceito na boa, ainda que descontente.

    E o internetês só vem pra atrapalhar profissionalmente. Já conheci muita gente que perdeu o emprego logo na seleção, pois teve de fazer um texto e escreveu todo errado, influenciado pela internet.

    Curiosamente, participei de uma entrevista em uma renomada escola de línguas da região para trabalhar a noite. Passaram um vídeo em que o professor dava um depoimento e soltou “lidar com os alunos” e a legenda saiu um “lhe dar com os alunos”. Esses pequenos vícios, em uma empresa, acho irritantes. Lógico que não deixei passar e ao fim da entrevista falei com a psicóloga a respeito.

    E sobre a reforma da língua, acho que muita coisa veio pra ajudar sim. No começo fui relutante, achava incompreensível, impensável, intolerável, escrever “ideia” sem acento. Não dava pra mim! Mas, depois fui me acostumando, entendi que tudo era da cultura, que, provavelmente, anos a frente irão rir das “idéias” soltas por aí… hehe

    Mas essa reforma poderia ter sido melhorzinha não? É muito hífen, cedilha, dois esses (ss), zês (z) e agás (h) pra confundir… hehehe

    Será que depois de escrever essa “bíblia”, vou conseguir postar o comentário!? hehehe

    • http://www.facebook.com/lzenon Leonard Zenon

      Como linguiça frequentemente. :(

    • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

      Oi, Luiz, tá bravinho com os comentários, né?

      Fiquei confusa se você considera que eu sou contra o internetês, aí só vou esclarecer, tá? Eu não sou não e uso muito mesmo. Veja, se eu já tenho conhecimento de que toda variante linguística se presta a seu papel – no caso do internetês a comunicação rápida pela internet, principalmente dos jovens – se eu sei que todas tem seu papel social e não degradam a língua, (por isso eu destaquei a fala do Alex, a língua não está morrendo) todo juízo de valor que se faça em função disso é social.

      E veja como isso pode prejudicar as relações, a empresa perdeu o seu amigo, que poderia ser (não sei se é, mas se é seu amigo… tem um votinho meu) um ótimo funcionário por puro preconceito. A escola perde a chance de ensinar todos os dias porque não ouve seus alunos, não se comunica com eles. Quando eu vejo um erro, eu aviso, só isso. Aqui mesmo a gente faz isso na boa… hehe

      Quanto ao comentário, sabe o que eu faço? Quando eu escrevo muito (ou seja, sempre), antes de postar eu copio tudo, se dá erro eu tenho o texto todinho de novo hehe

    • Eduardo Marques

      Cara, deixa de ser chato. Abreviar as palavras ñ é sinal d q a pessoa é menos inteligente ou escreve errado. São só, hã, abreviações. Tire esse ódio do coração.

  • http://www.facebook.com/lzenon Leonard Zenon

    “Eu trabalhava cercado por latino-americanos que, apesar de estudar a América Latina e morrer de saudades de seus países, simplesmente se resignaram de que a única maneira de terem vidas dignas como acadêmicos era morando nos Estados Unidos.”

  • Anônimo

    Triste pra ti, Leonardo.

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    Cara por outro lado, observando Portugueses que gostam de “aportuguesar tudo”, tem coisas que ficam esquisitas demais.

    Procura no youtube um vídeo de algum técnico Português ensinando a mecher com Hardware e vai sentir na pele o que estou falando hehehe.

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    Cara por outro lado, observando Portugueses que gostam de “aportuguesar tudo”, tem coisas que ficam esquisitas demais.

    Procura no youtube um vídeo de algum técnico Português ensinando a mecher com Hardware e vai sentir na pele o que estou falando hehehe.

    • Danilo Freire

      É de chorar sangue ter que viajar para Francoforte ou ler O Capital, do Carlos Marques (se bem que no original também tem esse efeito hahaha).

  • Aldo

    uou, adorei o texto. Olha só, eu gosto do português, mas confesso, que não morro de amores por ela, entretanto, quando estou estudando a, sempre me dá a sensação de que há uma riqueza e profundidade românica surpreendente. Se bem que eu gosto de todas os idiomas..Eu, como sou um aspirante a ”pesquisador”, procuro tudo sobre línguas, desde as latinas até as extintas. 

    O problema é que aqui, muita gente, não dá valor a história do nosso país – por mais que tenha sido do jeito que foi – a língua é parte desta história, é herança e isso o povo não sabe. Eu só discordo de uma coisa o Português ainda não é uma língua global, (pode ser em número de falantes), mas não em importância, pois o Brasil ainda não é um país desenvolvido, se estamos caminhando pra isso, que bom!! mas acho que ainda falta uns caminhos a trilhar. 

    Ouvir dizer que a moda agora é aprender a falar chinês!!!

    abraço, gostei muito do texto, viu !!! 

    Alex, descobri ontem o seu blogue, e gostei muito,também!!

    até!

  • http://www.facebook.com/people/Sonny-Allan/1222975106 Sonny Allan

    Parabéns pelo texta cara. Gostei muito.

    Não sou pesquisador da lingua, não tenho tanta vocação linguistica, mas sou comunicologo e fascinado por cultura. O Brasil, ao meu ver, é uma grandiosa mina cultural e a lingua portuguesa e sua variação brasileira é um dos fundamentos culturais desta mina.

    Possuo uma grande vontade de estudar os sotaques e a variação linguistica, expressões regionais e diferenças na comunicação corporal e não falada/escrita, encontradas no nordeste de nosso país. E ai sair deste sonho e observar nossa cultura, ainda mais depois desse belissimo artigo do Alex, vejo o quanto esta lingua e suas variações são importantes, como representação cultural e objeto de estudo, principalmente para a comunicação social, enquanto campo cientifico.

    E vou correr atrás de alguns livros estrangeiros escritos em português. Obrigado por me dar trabalho Alex  haha xD

    E eu ia até me meter na peleja intelectual aê sobre lingua culta x lingua viva, reforma gramatical, internetês, mas não da não… ces tão demais galera xD

  • Johncker

    Portugues no paraguai?

  • Luiz Fernando

    @facebook-100000284466237:disqus  , eu também copio. Mas , ás vezes, rola um erro que, mesmo eu fechando tudo e abrindo, não consigo postar. Acho que tem alguma coisa me tirando… hahhaa

    Sobre a língua, de fato, a empresa perdeu um ótimo colaborador. Mas, pensando pelo lado empresarial, eu não teria segurança em pedir para esse meu amigo escrever um e-mail ao cliente, Central, forncedor, enfim. Porque, veja bem, se na seleção ele já utilizou “maneirismos” da internet, o que me garante que na rotina do emprego também não saia um “ksa”? Hehe

    É isso que acho preocupante. Não condeno quem utilize o internetês, mas que utilize nos meios e locais corretos.

    Beijo!

    PS.: não respondi ali em cima por causa dessa droga que não deu… Aff.

    • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

      É que eu acho beeem mais fácil dizer ao funcionário: “fulano este é o word, word este é fulano, fulano tudo que tiver um risquinho vermelho ou verde deve ser conferido em um dicionário ou gramática.”, do que conseguir um bom funcionário.

      É quase mítica a relação que as pessoas tem com a língua, como se fosse algo fora do alcance, sagrado. Mandam textos para eu corrigir sem nem ter olhado essas coisinhas simples no word, não entendo. E se eu perguntar algo do texto se justificam como se tivessem cometido um pecado.

      Acho que isso é culpa dos professores de Português que querem ser deuses e passam o tempo da aula humilhando o jeito que o aluno fala ou escreve, aí as pessoas levam esse comportamento para a vida, como se a língua tivesse como único objetivo desqualificar o usuário. Quem consegue exerce pressão sobre os demais, quem não consegue (a maioria) se cala.

      Com certeza se essa de o lugar de usar fosse mais difundido teríamos menos problemas.
       
      Acho que vão arrumar o sistema de comentários…
      beijo!

    • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

      O problema é que quem está crescendo já no meio desse internetês tem mais dificuldade em deixá-lo de lado quando é preciso. Acabam muitas vezes assimilando como a sua linguagem padrão. E com certeza terão problemas com isso… Vejo amigos na faixa dos 20 anos, inteligentes, estudando em boas escolas, escrevendo MUITO mal por conta disso. (Aliado ao fato de a internet ter muitas vezes substituído a leitura, que sempre ajuda a fixar na nossa cabeça a língua escrita “correta”.)

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Num conheço nenhum estudo sobre isso, Deb, vc tem? Pode passar??

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Num conheço nenhum estudo sobre isso, Deb, vc tem? Pode passar??

      • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

        Também não conheço não. Não sou dessa área, e sempre tive mais interesse por literatura que por gramática e linguística. Estava falando apenas do que constato na minha experiência pessoal, no contato com amigos que já cresceram nessa linguagem internética. Eles dizem saber a diferença, mas na prática quando vejo o que escrevem fora da internet observo, por exemplo, problemas sérios na acentuação de palavras e na pontuação. Algumas coisas a gente assimila na prática… e se o povo não pratica, porque está sempre no internetês, onde acentos são abolidos e a pontuação é deficiente, vai fixar como?

  • http://www.facebook.com/people/Sonny-Allan/1222975106 Sonny Allan

    Talvez seja mal representado por que tem gente que prefere esculhambar a propria nação. São estes que quando ganham poder, não fazem nada pelo povo e pelo país.

    Como disse a Rosana. Ainda bem que foi né, bom pra quem ta aqui e não se envergonha da propria cultura, que é sim linda, e pra você que ta feliz. ^^

    Parabéns pela sua conquista …..

  • http://www.facebook.com/people/Sonny-Allan/1222975106 Sonny Allan

    Talvez seja mal representado por que tem gente que prefere esculhambar a propria nação. São estes que quando ganham poder, não fazem nada pelo povo e pelo país.

    Como disse a Rosana. Ainda bem que foi né, bom pra quem ta aqui e não se envergonha da propria cultura, que é sim linda, e pra você que ta feliz. ^^

    Parabéns pela sua conquista …..

  • Yolanda Costa

    Amei o texto. Sou angolana e como tal o português é a minha língua oficial. Não posso falar sobre a realidade brasileira com precisão, mas acho que há alguns que pensam que a língua é vossa sim. No ano passado fui para São Paulo e em uma loja perto da Avenida Paulista havia cinco moças e só uma delas sabia que se fala português em Angola. Uma chegou a confessar que pensava que o português era só dos brasileiros e portugueses. Mas aqui é diferente. As pessoas consomem muito os produtos brasileiros (roupas, programas de tv, etc) e todo mundo sabe que os “zucas” falam o mesmo que nós. 

    Um ponto interessante no texto é o de procurarmos o português em outros territórios. Eu amo ler e ouvir música, por isso procuro sempre livros e músicas de outras nacionalidades, mas em português. O Paulo Coelho é o escritor que eu mais li na minha vida (acho que uns oito ou nove livros). Tenho muitos cantores brasileiros no meu iPod. Assim, como cabo-verdianos e portugueses, e apenas um moçambicano. Descobri apenas recentemente o Mia Couto e estou a ler agora um livro dele.

    Recomendo a todos lerem “outras formas” do português. Eu acho muito fixe (legal).

    P.S: Para os interessados em literatura angolana aconselho: Pepetela, Ondjaki e José Eduado Agualusa. Se preferir ir pela música: Paulo Flores, Puto Português, Yola Semedo, Anselmo Ralph…são muitos!

  • http://twitter.com/brenorb Breno Brito

    Na verdade saudade não tem só no português. Mas cafuné é só no português. E veio do Brasil.

    Não existe cafuné em outras línguas.

  • http://twitter.com/MisterRibah Ribamar Bezerra

    Artigo muito bom, realmente o português não é mais o mesmo. Que bom que está sendo valorizado, e que o Brasil está mudando de perspectiva, ainda falta muito, nossa educação por exemplo, deixa muito a desejar. Eu sou professor de língua estrangeira e procuro falar o melhor português que eu posso, já que sou brasileiro e aqui resido, que faça bom uso do idioma local. Mas preciso ser sincero, não tenho grande apreço pela língua portuguesa, nem pelas culturas lusófonas como tenho pelas anglófonas e francófonas, simples assim. Me identifico com elas, fazer o que? Nada cantado em português me emociona tanto quanto as canções em francês ou inglês que marcaram minha vida. Perdão pela sinceridade, mais é a mais pura verdade. O português é bonito sim, admito, mas definitivamente não ocupa o lugar do francês por exemplo no meu coração. Lido muito bem com isso. Deixo claro que não sou averso ao idioma, torço para que a imagem do português melhore, mas não sou um soldado na luta pela manutenção do mesmo e pelas culturas que representa. Não tenho pela língua vernácula o mesmo sentimento que a maioria, apenas nasci em país lusófono e sou brasileiro, minhas raízes, minha imagem, sempre me denunciarão, é a vida. Não me sinto inferior por ser brasileiro, gostaria sim de ter tido uma existência no Canadá, ou França, mas a vida não é justa, então… o que resta é dominar as línguas alheias o melhor que posso, e beneficiar-me com isso.

  • http://www.facebook.com/nunosancha Nuno Sancha

    Só faltou falar mais de países Africanos além de Angola e Moçambique, tipo o meu país tb, mas isso não interessa tb, curti muito o texto, apesar de achar que aqui a língua oficial deveria deixar de ser o português para passar a ser a “língua materna” mas reconheço que o Português tem os seus encantos e sim, tá espalhado pelo mundo, impressionante a quantidade de países onde se fala o Português mesmo não sendo a língua oficial, prova disso é que os jogos da CPLP de vez em quando aparecem como convidados países que eu nunca desconfiaria que falassem Português mesmo que de uma maneira mais “restrita”. Mia Couto e Pepetela simplesmente génios da escrita e o Mia Couto tem uma maneira de escrever muito interessante, “Africanizando” o Português e essas cenas, vale muito a pena. =)

    Abraços!

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