Se você passou mais de 10 anos na escola e agora pretende ser ou já é pai/mãe, esse vídeo e esse encontro é para você →
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Porradaria e aprendizado no 2º Cabana-Do

Fábio Rodrigues

por
em às | Aventuras e celebrações, Cabana no PdH, Esportes, Eventos


Em fevereiro deste ano Alberto Brandão bolou e conduziu o que chamamos de “1º Cabana-Do“. Um encontro de um dia inteiro pra explorarmos e aprendermos exercícios com o peso do corpo, parkour e defesa pessoal básica. Estava se desdobrando o primeiro evento dedicado à frente “Corpo são” da Cabana PdH.

Ações como essa fazem parte de um espírito que queremos cultivar cada vez mais, que seja o coração do PdH – avançando como um espaço exploratório do masculino.

O encontro foi surpreendentemente proveitoso, e não teve como não tratarmos logo de organizar o segundo e seguir experimentando. Logo em junho trinta homens se encontraram novamente na Academia Tracer, desta vez por dois dias, com dois instrutores e uma programação mais ampla – aprofundamos as práticas de Parkour e Submission Wrestling conduzidos pelo Alberto Brandão, e Wing Chun e Eskrima conduzidos pelo Dai Si-Hing Gil Eanes Vivekananda.

A Luiza de Castro esteve por lá, captou toneladas de imagem e nos brindou com fotos, um teaser de 30 segundos e este belo vídeo que agora compartilhamos com vocês:


Link Vimeo | Link YouTube

Já temos o 3º Cabana-Do em vista, seguimos com as ações que já estão rolando e planejamos outras dedicadas a todas as áreas de exploração da Cabana PdH e do PapodeHomem.

Se você não participa da Cabana, mas tem interesse em acompanhar essas movimentações, criamos um canal da Cabana aqui no portal e também em www.facebook.com/cabanapdh

Caso você queira participar da Cabana, entre aqui. Agora a entrada é imediata, sem espera por uma convocação mensal.

Este post é resultado de nossas práticas, diálogos e treinamentos na Cabana PdH. Quer entrar no Dojo?
Fábio Rodrigues

Designer, desenhista, professor de estética, guitarrista e baixista na banda Vacine, coordenador no CEBB Joinville e na Cabana PdH. Facebook e Instagram.


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  • http://www.facebook.com/people/Gracco-Guimarães/100000804749163 Gracco Guimarães

    FODA! Foi uma experiência incrível, com pessoas que amam o que fazem, aconselho para qualquer que nunca lutou nada e tem vontade ou mesmo curiosidade e pessoas que já lutaram algum estilo. Que venha o 3° Cabana-DO!

    ps.: Eu sou o de camisa do homem aranha HAHAH.

    • http://twitter.com/becoldasice Alexandre Wiechers Vaz

      Que venha o 3º. HO!

  • Bruno Cavalcanti

    Aí sim, um verdadeiro artigo com a cara PdH.

    Parabéns, “mother’s”!

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Também acho, Bruno.

  • http://www.facebook.com/samuel.vellasco Samuel Vellasco

    Foda! Parece ser muito bom participar disso! O vídeo ficou show. Parabéns!

  • http://twitter.com/Edubds Eduardo Baiano

    Bem bacanas as reuniões da Cabana! Acho incrível a construção de aprendizado e novos valores através das experiências de outros caras, é impossível que o homem viva sozinho, sem parceiros.

  • Bruno Longo

    No próximo Cabana-Do eu vou com certeza, mesmo porque agora eu tô mais em “forma” do que quando rolou o primeiro.

    • Lucas Carvalho

      Vai sem forma, mesmo.

      • Bruno Longo

        Eu estava fora de forma física e financeira, ambas as formas foram recuperadas!! Hahaha!!

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Eventos, encontros, treinos, conteúdo gerado a partir de explorações reais, presenciais, expressando o que nós mesmos estamos vivendo, pensando, discutindo, fazendo, descobrindo.

    É isso que vamos começar a fazer, mais e mais.

    Caso contrário, é muito fácil nos distrairmos em conteúdo de entretenimento (mesmo que pareça profundo, pois mesmo a mais alta filosofia vira entretenimento se não impacta e transforma nossa relação com a vida), mil visõeszinhas da nossa cabecinha, coisas que lemos e vemos por aí, tudo solto, abstrato, aéreo, passageiro. Distração. Aí o resultado é isso: as pessoas vêm aqui e se distraem.

    Maior felicidade ver um vídeo desse.

  • Lucas Carvalho

    Ainda não vi o vídeo porque tá rolando uns problemas com o vimeo nos meus gadgets, mas quero dizer que ir ao Cabana-Do foi uma das experiências mais legais que eu tive em todo esse ano. Explico o porquê.

    Primeiramente, só o fato de me dispor a sair de casa para passar o final de semana quase inteiro fazendo exercícios (coisa que eu -nunca- faço) já foi algo absolutamente novo na minha vida. Pra completar, eu teria que me relacionar socialmente com um monte de gente quase que absolutamente desconhecida, o que nunca é muito fácil pra mim.

    Quando eu acordei (atrasado) no primeiro dia, a primeira coisa que eu pensei é “putz, pra que porras eu me comprometi a ir nisso?”. Comecei a encanar que não era coisa pra mim, que seriam muitas horas e que eu iria passar muita vergonha porque, além de gordo e extremamente mal-condicionado fisicamente, eu sou fumante e tenho o fôlego de uma lesma. Mas eu tinha me comprometido comigo mesmo a ir, e eu já sabia que iria rolar muita auto-sabotagem no dia.

    Após a introdução do Gil que deixou bem claro que “essa porra aqui é séria”, começamos com a eskrima, eu acho. Não demorou muito pra eu ficar encanado, me achar extremamente desengonçado, com uma péssima consciência corporal e o cacete. Aí, quando começou o aquecimento do Brandão, eu tive a certeza de que eu era um merda e a pessoa com o pior condicionamento físico numa roda com MUITOS caras. Eu não consigo fazer NENHUMA flexão de braço decente e, pra vocês terem noção, eu venho tentando fazer ao menos UMA em casa desde então e eu ainda não consegui. Não sei se meus braços são muito fracos ou se eu sou muito pesado (ou ambos). Enfim, essa sensação, de ser o pior, começou a me deixar muito mal, porque eu sou muito orgulhoso. E esse foi, no final das contas, o maior aprendizado do primeiro dia: engolir e aceitar o fato de que eu era um bosta ali, e que provavelmente eu serei um bosta em infinitas coisas na vida (em basicamente todas as coisas em que eu estiver começando). Foi um soco na cara da minha arrogância, no final das contas. E isso é mais violento que tomar umas espadadas de macarrão de piscina na cara hahahaha

    Fora isso, eu também fiquei terrivelmente mal por ter desistido do Parkour na metade (logo justo depois do submission, que me deixou alegrinho justamente por eu não ser tão horrivelmente ruim nele). Mas eu não fiquei muito encanado porque eu tava bem além dos meus limites físicos (o sparring de submission fodeu o meu joelho, eu não tinha nem 1 segundo de fôlego e, não adianta, nem que eu queira muito eu vou pular aquelas paradas no primeiro dia) e psicológicos (eu tenho PÂNICO de altura e, porra, eu subi numa parada de 3m e pulei lá de cima, isso me deixou muito nervoso e desestabilizado). E também porque eu acho que eu nem gosto de Parkour mesmo.
    Mas enfim, ser o único a desistir nunca é legal. Mas eu já tava absolutamente sem orgulho, mesmo.

    Voltei pra casa, tomei 500 litros de água, alonguei e acordei como se tivesse sido atropelado, mal conseguindo me mexer. Não tinha NADA que não doía muito. Tomei 2 dorflex e fui pro segundo dia surpreendentemente mais tranquilo do que no primeiro, mesmo que o primeiro tenha sido meio que um mindfuck psicológico. E o segundo dia foi muito, muito foda. Eu não me sentia mais um completo imbecil (o sentimento foi tanto no primeiro dia que acabou), eu fiquei muito interessado no wing chun e, não tem como não parabenizar o Gil, que é um professor DO CARALHO (tanto em técnica quanto em didática) e, como eu disse pra um amigo meu, ‘um cara que mataria todo mundo que tava lá no braço, se quisesse’. Além disso, eu consegui ser um pouco mais versado socialmente e conversei com uns caras (que eu não lembro o nome, mas que eram gente fina). E sai do evento com uma puta sensação de que algo de novo e de importante foi feito comigo mesmo, e que eu podia sim fazer uma luta se quisesse (que é o que eu pretendo fazer ano que vem, quando eu terminar a pós) porque, por mais gordo e bunda mole que eu seja, dá pra superar um limite ou outro. E que ser um imbecil no começo é normal e que dá pra conviver com isso (sempre tive muito problema com ser iniciante em qualquer coisa).

    Outra coisa: eu nem SABIA que existia em mim um ímpeto violento e os sparrings fizeram eu sentir algo que eu nunca tinha sentido: coragem pra entrar em conflito corpóreo. Óbvio que era um ambiente amigável e controlado e isso ajuda muito nisso da coragem, mas de qualquer forma eu não achei nem que seria capaz de ir lá pro meio me expor a uma lutinha amadora. Foi bem foda e eu me senti bem vivo, até no sparring em que eu claramente apanhei feito um cachorro (o de wing chun) hahaha. E eu ferrei o meu joelho no sparring de submission e manquei quase um mês, mas já passou.

    Resumindo: foi legal porque foi intenso em várias instâncias.
    Vocês devem ter noção disso, mas importante ressaltar: a experiência de um cabana-do vai além do aprendizado físico e acho que isso fica ainda mais forte pra caras como eu, com 0 de experiência em atividades físicas. É uma experiência com um pouquinho de um fator transformador.

    Enfim, obrigado a Cabana, aos professores, ao Fabio, por ter me dado a chance, e aos caras que dividiram essa experiência comigo.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Belo relato, Lucas.

      Acho importante pois há vários caras aqui com esses mesmíssimos obstáculos internos. Eu, por exemplo. ;-)

    • http://www.facebook.com/iodris Fabio Rodrigues

      Lucas, sérião… você não pode imaginar a alegria que é pra gente saber disso.
      Lembro de você desanimado e cansado na hora do Parkour, e lembro que fiquei muito feliz e impressionado de ver você de volta no dia seguinte.

      Meus olhos quase suaram de forma máscula agora. Sem brincadeira ;-)

      GRANDE abraço, cara.

    • http://twitter.com/becoldasice Alexandre Wiechers Vaz

      Lucas, compartilho com o sentimento do Fábio, com relação a ter voltado no segundo dia, também me surpreendeu.

      Mas sinceramente, nem eu sei o pq de ter ficado surpreso em te ver no segundo dia, pq o que mais me surpreendeu de tudo foi o parkour. Você tava claramente cansado logo no começo, e CONTINUOU. Eu não imaginava que você fosse aguentar até a hora de nós subirmos na parada lá. Por mais que não tenha feito tudo, cara, você fez MUITA coisa. Você chegou muito mais longe do que eu imaginei que chegaria! E eu sei como estava difícil, eu também não conseguia fazer flexões direito e também tava morrendo de dor. Não sou gordo e já pratiquei artes marciais e malhei por bastante tempo. Adiciono você a lista de pessoas que tomo como exemplo para praticar exercícios. Você tem força de vontade e pode ter certeza, se persistir nisso, vai LONGE.

      Abração cara, espero que nos encontremos mais vezes ;)

    • Bruno Longo

      Li tudo o que você escreveu, e achei sensacional, principalmente por você continuar tentando as flexões, por exemplo e com certeza deve ter sido um empurrão inicial para muitas transformações.
      Em relação a se sentir vivo durante o sparring, me lembrou quando eu fiz boxe no passado (também já fiz Kung-Fu, agora tô no primeiro mês de Muay-Thai), era a primeira luta que eu fazia e era a primeira vez que eu ia fazer uma “luvinha” com alguém, a minha agressividade foi liberada ao primeiro jab que o professor me deu, e mesmo quando eu “apanho” em algum treino, a sensação é sempre ótima, depois do Boxe nunca mais consegui me sentir bem sem treinar alguma luta/arte marcial.
      Seu relato me deu mais vontade de participar do próximo.

      P.s.: Também tenho uma puta dificuldade com flexões, e também treino em casa.

    • http://www.facebook.com/victor.farinella Victor Farinella

      Parabéns cara! treinei wing chun contigo no segundo dia, e realmente não parecia nada deslocado do contexto, aliás acho que ninguém ficou!

      Continue o treino de alguma arte marcial/esporte, é algo MUITO bom, para mente e corpo.

    • LucianaGauchinha

      Da série: “Comentários que merecem virar Artigos”

  • esaigh

    Isso foi um negócio legal! Uma energia bacana e ensinamentos úteis.
    Pena que luxei o pé no primeiro dia!

  • http://www.facebook.com/people/Bruno-Frota/100003377437111 Bruno Frota

    Pessoal, tem esquema de rolar um desse aqui no interior? Sou de Sorocaba/SP pratico jiujitsu e acho que o pessoal da academia iria adorar trazer uma Cabana-Do para ca. Tem muita gente que acompanha vcs daqui?

    Abraço.

    • Rafael Peron

      Princípio fundamental na Cabana: ação.
      Sua primeira luta deve ser pra sair do comodismo ;)

      O próximo Cabana-Do poderia sim é ser na praia, treinando ao barulho das ondas.

  • http://www.facebook.com/IsaFerreiraO Isabela Ferreira de Oliveira

    E mulheres, rola lá ?

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Mulher só tinha uma. Filmando. A Luiza.

      Não entra mulher na Cabana.

  • PC

    Vocês precisam fazer isso aqui no Rio!!! URGENTE

  • AlexandreS

    Lucas, bato palmas pra vc. De verdade.
    Essas limitações fazem com que eu deixe de fazer algo, ir a lugares, passar por experiências devido a vergonha, medo e etc. O Cabana-Do foi um exemplo.
    MUITO OBRIGADO POR ESSE SOCO NA CARA!
    Vivendo, aprendendo e mudando!

  • http://www.estrategistas.com/ Paulo R. Ribeiro

    ANIMAL.

  • http://profiles.google.com/reccanello.waldir Waldir F. Reccanello

    Uma dessas mais próximo de casa (em Curitiba, por exemplo), e eu vou!!!

  • http://www.facebook.com/marcionomads Márcio Ribeiro

    Os comentários já dizem tudo…sem mais…foi uma experiência transformadora! o/

  • Pingback: O que estamos fazendo? [Julho/2012] | PapodeHomem

  • http://www.facebook.com/luane.souza Luane Souza

    Muito interessante, não pude deixar de sentir um pouquinho inveja kkkk
    Saudades do Wing Chun!
    (Rola uns carinhas simpáticos ;))

  • http://twitter.com/alanado Alan A. D’Avila O.

    Muito bom, tanto a matéria quanto a ação – Cabana-Do. Espero que continuem a realizar esses eventos, me interessei bastante, mas no momento não há a possibilidade de eu participar.

  • Pingback: Mari Graciolli, calcinha bege e Mario Balotelli: julho foi foda | PapodeHomem

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