Porão do Rock 2008

Esse fim de semana rolou em Brasília o festival Porão do Rock, que reuniu mais de 40 bandas. Estive lá cobrindo o evento pelo PapodeHomem, conferindo o show das bandas e ainda entrevistando alguns dos músicos, foi foda demais!
A Música
Dois dias de Rock’n’Roll é mais que um sonho pra qualquer amante da boa música, ainda mais quando durante os dois dias você não só fica por dentro do que ta rolando de novo dentro da cena indepentende do país, como também tem a chance de ouvir de tudo dentre Pop-Rock a Trash Metal. Além da chance de ver de perto outras bandas já bem conhecidas como: Matanza, Suicidal Tendencies, Pitty e MUSE.

Cair da tarde, galera ainda chegando no festival
Agora o melhor foi na coletiva da banda Elffus quando o vocalista Alberto Ramos disse: “nós temos que levar o Rock’n’Roll aonde ele não está, porque onde ele está a galera já está curtindo”. Com mais de 10 anos de estrada, a banda começou tocando seu rock pesado em feiras agropecuárias e já dividiu palco com bandas sertanejas, de axé, com o Fábio Jr., mas sempre tocando o bom e velho rock.
Vivendo do Rock
Conversando com vários dos músicos que subiram nos palcos nesses dois dias, percebi que a maior parte da galera toca apenas pelo puro prazer de tocar e se divertir. A galera do Black Drawing Chalks, uma das bandas mais novas nos contou que tocam por pura diversão e que a banda da é prejuízo ao invés de trazer grana, já que a idéia é se divertir e cada grana que entra eles torram tudo com festa.

Galera enlouquecida antes do show (vista do palco)
A galera também fala que o álcool é um perigo no show, o Denis (baixista) disse que umas tequilas a mais em um show levou o guitarrista a destruir uma guitarra no palco. Agora quem realmente foi bem mais além foi o Mozine (baixista e vocalista) do Mukeka di Rato que uma vez colocou um boi no palco em um show em Goiânia.

Dois membros das bandas Black Drawing Chalks, Elffus (direita), e dois do Mukeka di Rato (esquerda)
Fabrício do MQN resumiu a vida de uma banda em duas palavras:“sempre bêbados!” e também nos contou uns episódios inusitados como a vez em que travestis subiram no palco durante o show da banda e quando tocaram em um festival chamado “Strip Rock Tease”, que durante o show das bandas rolava strip-tease, claro que, não da banda.

Rafael Cury & The Booze Bros no palco (foto retirada do site do evento)
O pessoal do Mukeka di Rato, com mais de 10 anos de carreira consegue manter uma vida tranqüila, mas “chega fim de semana, a gente pega um avião, da um dois shows no fim de semana e segunda-feira está de volta ao trabalho”.
Rock combina com Mulheres?
Não é de hoje que existe a lenda de que quem faz rock’n’roll pega mais mulher e resolvi investigar a respeito durante o evento. O Rafael Cury do Rafael Cury & The Booze Bros falou que é a “mesma merda!”. Embora hoje casado, ele diz que não pode deixar de fazer seu papel de “dar uma olhada, flertar” só pra enlouquecer as fãs.
Já a galera do Black Drawing Chalks falou que com certeza aparece mais mulher e quem sofre mesmo são os que tem namorada. “Elas brigam mais”, mas também falaram “bixo, é bão!”.

Jimmy do Matanza: “estamos todos bêbados, bêbados de cair”
O Phú, baixista do Macakongs 2099 quando questionado sobre o assunto nem hesitou: “lógico! E muito!”. Disse que antes de começar a tocar em banda que tinha comido não mais do que umas 10 mulheres, depois, a contagem passou dos 100 fácil. “Hoje to fraco, parei, mas o começo foi bom!”. Assim como também contou o Mozine do Mukeka di Rato: “comi geral na escola, no bairro, etc”.
Agora quem resumiu tudo foi o Jimmy do Matanza: “vocês sabem o que é bom pro Matanza?”, quando um fã no meio da multidão fez um sinal, bem reconhecível, Jimmy responde “então você gosta de mulher bonita? BO-NI-TA? B-U-C-E-T-A”
Subindo no Palco com Suicidal Tendencies
Agora um dos momentos mais marcantes do festival pra mim foi o show do Suicidal Tendencies, aclamada banda de metal/hardcore americana que era a principal atração da sexta-feira.

“You can’t bring me down!”
Final do show durante a performance de “We are family”, o vocalista Mike Muir começou a chamar a galera pra subir no palco. Depois do terceiro a galera tentou invadir o palco, mas os seguranças conseguiram segurar todos.
Consegui passar por trás e me juntar a umas 15 pessoas que estavam na rodinha punk em cima do palco ao redor do vocalista que terminava a música e ao mesmo tempo ainda agitava a galera. No final, consegui enrolar a segurança de novo e ficar no fundo do palco, onde consegui algumas fotos com a banda e uma tentativa frustada de conseguir uma palheta com o guitarrista Mike Clark.
Fotos

Mais Matanza

Matanza, visto de trás do palco (foto retirada do site do evento)

Mike Clark, Suicidal Tendencies

Galera do Vai Thomaz no Acaju

Pessoal do Canastra, única banda que tinha um baixo acústico

Pitty na conferência de imprensa

E depois no palco


MUSE

Matthew Bellamy, vocalista/guitarrista/pianista do MUSE
Pra fechar, deixo aberta a discussão pra quem tem banda, toca, canta: “e ai? Aparece mais mulher ou não?”
*Todas as fotos são creditadas ao autor do post, exceto quando indicado o contrário. O fotógrafo pede que seja contactado antes de qualquer republicação das mesmas.
Gus Fune tem formação em cinema pela UnB, é publicitário, diretor de operações do PdH e amante da boa vida. Vive algo próximo de um roteiro de sitcom. Adora boa música, cerveja gelada e descobrir coisas novas. Responde por @gusfune no Twitter.
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