Papo de Homem

Somos um grupo de caras espalhados pelo Brasil, com gosto por tudo o que a vida oferece de melhor. Relatamos aqui eventos, produtos, ideias e o que mais a imaginação alcançar. Lifestyle Magazine.

Por que muitos homens são reféns das mulheres?


Publicado por Gustavo Gitti em 31.10.2009 às 16:02 em Patrocinador, Sexo e Relacionamentos

Os homens dependem excessivamente do olhar feminino para agir ou ser alguém. Mas isso não precisa ser assim.

Em dois artigos recentes (“Sobre mulheres imperfeitas e tangíveis” e “A nova revista da velha mulher”), falamos sobre como muitas mulheres se preocupam com o olhar masculino e se guiam por visões que não são delas, gerando sofrimento e insatisfação.

A situação é tão grave que – como bem mostra o documentário italiano O Corpo das Mulheres – até mesmo os comerciais de produtos femininos, direcionados às mulheres, são feitos para os olhos dos homens. Ou seja, a mulher compra o produto para receber o mesmo olhar que a gostosa do comercial captura. A empresária, a produtora, a atriz e a consumidora, todas veem o comercial com um olho que não é delas.

Ambos os artigos receberam excelentes críticas nos comentários, das quais destaco a seguinte, do leitor Paulo de Tarso:

“Eu sempre fui contra a ter ‘papo de mulher’ neste site, e já me posicionei várias vezes quanto a isso. E não é porque sou machista, ou porque quero um clube do bolinha, e sim porque gera essa necessidade de receber aplausos femininos, de agradar esse público, e acaba por desvirtuar o site como um todo.”

O ponto principal não é definir papeis e clubes (o que é ou não é papo de homem) ou se fechar às visões do sexo oposto, mas a perda de nossa autonomia e de nosso direcionamento, equívoco comum a homens e mulheres.

Como já abordamos o assunto para elas, agora é hora de falar para homens que se preocupam com aplausos e agem cegamente de acordo com as demandas e necessidades de outros em geral, não só de suas mulheres.

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“Mulheres mandam, homens servem”

Onde perdemos nossos olhos

Oscar Filho é o cara com quem mais me identifico no CQC. Pra mim, é o mais transparente, o menos cheio de pose e o mais engraçado deles. Essa semana, ele contou em seu blog que negou tirar fotos com alguns fãs e foi repudiado e criticado por isso, chegando ao ponto de ouvir “Sandálias da humildade pra você!”.

O problema não está em tais situações, mas no fato de que isso nitidamente o perturbou, criou algum grau de aflição e frustração. Aponto isso de modo impessoal porque todos nós somos celebridades em nosso mini palco, com nosso microfone invisível e nossa micro plateia de amigos, família e seguidores no Twitter.

Assim como o Oscar Filho, todos nós queremos manter uma imagem admirada por todos, sem críticas, sem repúdios ou aversão. Uma imagem completamente aceita e elogiada por todos, não é mesmo?

Adivinhe… isso é impossível. Porém, embora saibamos disso, somos fisgados pela alegria dos elogios (quem nunca se extasiou ao ouvir “Você é viciante!”?) sem prever sua outra face (”Você é um merda”). O modo como outros nos veem passa a ser nossa fonte de felicidade e é assim que perdemos nossos olhos.

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O que você não faria para fisgar esses olhos? | Olivia Wilde (homenagem ao Pedro Jansen)

Como um refém aceita tal condição?

Em um livro com um dos melhores títulos que já vi, Discurso da Servidão Voluntária, o filósofo Étienne de La Boétie, bem antes de Darwin e Freud, se pergunta algo assim: se os homens são naturalmente livres, por que se submeteriam à servidão? No âmbito social, a pergunta seria: como pode um homem controlar uma multidão que poderia matá-lo a qualquer momento?

Uma das respostas é: o indivíduo aceita a pirâmide de poder na esperança de um dia chegar ao topo, ou seja, ele obedece porque deseja dominar. Outra resposta é dada por Marilena Chauí ao comentar o texto: “Nem coragem e força do tirano, nem covardia e falta de fibra dos tiranizados engendram a servidão voluntária, mas apenas o esquecimento da liberdade”. Eu busco me tornar livre por meio do poder apenas porque me esqueci de minha liberdade original.

Nos relacionamentos amorosos, isso é simples de se observar. Como nossa felicidade depende dos olhares externos, queremos controlar a imagem que está sendo projetada. Para tanto, obedecemos aos movimento desses olhares. Mimamos o outro para recebermos sua aceitação e para que se preserve a imagem positiva de nós que ele detém. Chega a ser um processo de sobrevivência, uma forma de se sentir vivo.

É por isso que todo homem daria tudo para saber, em definitivo, o que as mulheres querem… Nada menos que sua felicidade e o sentido de sua vida que está em jogo – ou melhor, na mão delas. E não estou exagerando: há homens que se matam e outros que quase explodem quando são abandonados ou traídos por suas mulheres (só na última semana, recebi dois emails com relatos assim).

O que as mulheres querem

Algumas revistas masculinas sabem: barriga “tanquinho”, ombros largos, um bom peitoral (com pelos para algumas, sem pelos para outras), inteligência, senso de humor, presença, profundidade, dinheiro, poder…

Quando perguntamos para elas, a resposta vem parecida, mas sem tantas exigências: “Respeito, carinho, atenção, ambição, fidelidade, inteligência e não precisa muito de beleza, não”.

Veja um exemplo:


Link YouTube | A bela Lívia, durante o evento de lançamento do BIC Comfort 3

E então um bando de homens vai atrás disso e se frustra quando dá errado: “Poxa, eu tinha tudo e mesmo assim ela ficou insatisfeita”.

Imagine se o Google fizesse uma pesquisa entre seus usuários antes de lançar o Google Wave ou se Biz Stone e seus parceiros tivessem perguntado a várias pessoas “O que você mais quer na Internet?” antes de criar o Twitter. Não, eles não olharam com nossos olhos. Eles usaram os próprios olhos para antecipar nosso próprio comportamento futuro ou, mais ainda, para construi-lo.

As mulheres – e os homens também – não sabem o que querem. A humanidade como um todo é cega para aquilo que mais poderia beneficiá-la (caso contrário, não haveria tantas guerras e injustiças). Portanto, o desejo do outro é sempre uma péssima referência para balizar nossa ação.

Aflições e obstáculos: nossos guias preferidos

Às vezes nos comportamos como um cara que está fazendo sexo anal em sua namorada e perguntando a cada 2 minutos:

“Está doendo? Eu posso parar, se quiser… Está bom pra você? O último tapa foi forte demais?”

Ora, sua mulher é um ser livre! Se ela não estiver gostando, ela vai sair. Da cama ou da relação. É isso que nos assusta. E por isso fazemos checagens. Num esforço para ignorar a liberdade do outro (que pode ser cruel), tentamos aprisioná-lo com nossos mimos: “Se sempre for bom pra você, então você não me abandonará, né?”.

Quando surge o ciúme, você faz reverência e deixa que ele comande sua situação (”OK, querida, eu nunca mais vou ligar pra minha melhor amiga”). A raiva aparece e você abaixa a cabeça (”Você tem razão em estar nervosa”). Assim que a carência a invade, você reage aumentando os mimos.

Quem comandou suas ações? A quem você fez prostração? Quem foi seu líder?

O ciúme, a raiva, a carência. Aflições, emoções perturbadores, venenos mentais, obstáculos do outros. Inimigos, você foi guiado por inimigos que fazem mal para você, para a relação e principalmente para o outro, seja ele seu chefe ou sua esposa.

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O outro lado da deliciosa frase “Eu sou sua”.

Onde então está nossa autonomia?

Imagine duas histórias…

Na primeira, seu amigo passa um mês na sua casa, não reclama da louça suja, não critica quando você acorda tarde, não liga para suas bebedeiras e apenas se diverte com você.

Na segunda, seu professor japonês de meditação passa um ano com você. Na primeira semana, ele joga um balde de água fria diariamente às 5h40 e ainda faz você colocar o colchão para secar ao Sol, o que não dá muito certo. Na segunda semana, você se cansa de dormir no colchão molhado e passa a levantar cedo. Por repetidas vezes, o professor coloca sua louça imunda na frente do computador, então você, irritado, nunca mais deixa um copo sequer de bobeira sujo na pia. E assim ele faz com todos os seus obstáculos, metralhando um a um. Fora as 4 horas de meditação diárias…

Entre o amigo ou professor de meditação, qual mais ganhou sua admiração e confiança? Qual relação foi mais benéfica e transformadora? Qual você gostaria de continuar?

Nesse exemplo caricato, fica claro que somos mais benéficos aos outros quando não reagimos aos seus condicionamentos, quando não mimamos seus desejos, quando não perguntamos “O que você quer?”. Em vez disso, podemos usar nossa visão ampla para construir relações que realmente beneficie a todos, mais até do que os outros podem imaginar.

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Se ela quiser todos, você vai comprar?

Abdicamos de nossa liberdade, perdemos nossos olhos, deixamos nossa autonomia dormindo em casa apenas porque encontramos energia, felicidade e satisfação em outro processo. E não soubemos fazer diferente. Não são as mulheres ou as situações que nos aprisionam, mas nossa própria falta de direcionamento, estabilidade e lucidez.

Assim que encontrarmos uma uma fonte de satisfação, energia e felicidade que independa de imagens e olhares, assim que percebermos que agir com direcionamento e autonomia nos deixa mais vivos, despertos e potentes, vamos inverter o jogo.

Em vez de mimar as aflições do outro, na esperança de que ele também se esqueça de sua liberdade (de ficar ou partir), em vez de fazer prostração aos desejos autocentrados dos outros em troca da satisfação dos nosso mesmíssimo autocentramento, vamos sair do salão de espelhos, vamos acabar com o jogo de imagens e propor brincadeiras mais interessantes, nas quais ambos andem com seus próprios pés, sem ligar para as caras fechadas e birras manhosas que surgirem no meio do caminho.

E, claro, isso vale para homens e mulheres, sem distinção.

Como se faz um homem

Brincando com a imagem de um “homem bem-feito”, a BIC está propondo essa discussão. Minha opinião foi dada: um homem se faz de modo autônomo, de dentro pra fora, caso contrário ele é arrastado por olhares alheios que não lhe garantem estabilidade alguma.

Para entrar no papo e concorrer a vários prêmios (Wii, Nokia N97, iPods e camarotes para jogos do Brasileirão), assine o Twitter @homembemfeito e entre no site oficial da campanha.

Fica a dica.

artigo-patrocinado

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Gustavo Gitti é baterista sem bateria, meditante que não medita, ex-bolsista de dança de salão, ex-estudante de filosofia e ex-solteiro. É autor do Não2Não1 e coordena a Cabana PapodeHomem.

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99 comentários ↓


  • #1 - Tweets that mention Por que muitos homens são reféns das mulheres? | Revista Papo de Homem – Lifestyle Magazine -- Topsy.com em 31.10.09 at 4:16 pm
  • [...] This post was mentioned on Twitter by Frank Hermes and Barbearia Clube, Gustavo Gitti. Gustavo Gitti said: Por que muitos homens são REFÉNS das mulheres? Meu texto hoje no @papodehomem: http://migre.me/apWu [...]


  • #2 - Reinaldo em 31.10.09 at 4:26 pm
  • Eu tinha dessa de me guiar pelo olhar dos outros. Graças ao blog e a Cabana me libertei. Lí o texto sem desconforto de possíveis erros.

    Grande Gitti!


  • #3 - Victor Guimarães em 31.10.09 at 4:39 pm
  • Concordo com o Gitti, todos têm que se libertar.
    Mas muitos não sabem como, e às vezes nem sabem que têm.

    A maioria dos homens vive como se estivesse em uma peça de teatro, esquecendo de fazer o que gosta, apenas se entregando ao comodismo do roteiro dos outros.

    Não é fácil viver para si mesmo, muito menos quando se vive em sociedade.


  • #4 - Ricardo em 31.10.09 at 5:10 pm
  • Ótimo texto,

    Uma das coisas que mais me frustam em relacionamentos e essa eterna ansia de parecer algo aos olhos dos outros.

    Hoje em dia poucas pessoas vivem ou constroem um relacionamento do jeito que querem, sempre existe aqueles dogmas básicos que os casais modernos devem serguir, que foram impostos não se sabe por quem e não se sabe quando.

    Mas ambos tanto homens quanto mulheres, sempre procuram inspiração nos relacionamentos alheios, e quando começamos a achar ou comparar que nosso relacionamento tem que ser como o do amigo ou da amiga, começam a surgir os problemas.

    Existem mulheres que gostam de discutir e bricar sem motivo algum apenas para que a relação dela não passe despercebida na roda de conversas com as amgas, e homens que continuam bancando os machões para provar para os amigos que eles que mandam, que estão no comando do relacionamento, comportamentos mais primitivos impossiveis, mas infelizmente ainda são muito corriqueiros.

    Hoje em dia encemos nossos relacionamentos para os outros esperando agrada-los, e receber elogios e aplausos pelo mesmo e esquecendo o que cada um realmente espera disso.

    Eu acho que a verdade deve ser dita acima de tudo em um relacionamento mentir com o medo do que o outro pensaria sobre a verdade é ruim e leva o relacionamento para um abismo sem saida e cheio de depressões num futuro proximo.

    Mas é isso ai, temos que ser sinceros e verdadeiros uns com os outros que as coisas boas começam a acontecer naturalmente.


  • #5 - Mister M em 31.10.09 at 5:35 pm
  • Melhor texto de todos os tempos do PDH. Palmas e mais palmas!

    Um exemplo do texo: Eu era um cara tímido, excluído na época do colégio. Colégio de patis e playboys, vivia pelos olhos dos outros, ser feliz pra mim era ser reconhecido por eles, seria ser respeitado por eles, não ser zoado (bulling) etc. Vivia preso nesse mundo, infeliz e deprimido. A mudança pra faculdade me abriu os olhos, fiquei mais independente, conheci pessoas de cidades e estados diferentes, até de outros países, viajei mais, comecei a me conhecer melhor, me formei e sou outra pessoa. E vi que realmente, a nossa existência, a nossa independência, e caráter, nós fazemos, nós que temos que dar o passo, pense o que pensarem, imaginem o que imaginarem e falem o que falarem.

    Parabéns Gustavo!


  • #6 - DiGãoO em 31.10.09 at 5:39 pm
  • Gostei do vídeo…

    a Lívia mandou bem 8)


  • #7 - Renan em 31.10.09 at 5:39 pm
  • Que texto primoroso Gitti. Parabens.
    Aprecio muito esse tipo de texto aqui e acho que esse é a cara do blog…nao esses textinhos fracos que tem saido. mas essa é a minha opiniao


  • #8 - Thyago Ferreira em 31.10.09 at 5:42 pm
  • Muito bom texto. Realmente essa relação de subserviência que o homem assume em alguns relacionamentos são problemas para alguns. Eu mesmo já vivi isso nos meus primeiros relacionamentos e vejo diversos amigos nessa situação… Acho que o bom senso e o equilíbrio são fundamentais em uma relação.

    Parabéns pelo texto!!!!


  • #9 - Leonardo em 31.10.09 at 5:54 pm
  • Eu acho isso uma questão delicada! Eu acho que tanto em relaciomentos quanto na vida como um todo, você sempre precisa de uma opinião alheia. Qual o cara que não quer agradar a sua namorada/ficante/esposa ? Agora eu acho imprescindível que as pessoas não abram mão da sua personalidade pra isso. Fazer uma concessão ali e outra acolá faz parte do jogo, mas se sua namorada quer regular, sua barba, cabelos, roupa, o lugar que você vai e com que amigos você sai, a coisa complica.


  • #10 - Thiago Vieira em 31.10.09 at 6:08 pm
  • Concordo com cada linha, Gitti. Liberdade verdadeira só existe quando ninguém depende em nada de ninguém.

    Quando os homens escolhem seguir referenciais impostos por outros, referenciais que nem sabem o significado, dá nessa merda: homens que não saberm o que fazer quando algo novo aparece em sua frente. E como não sabem, seguem alguém que tenha alguma noção. O que resulta em submissão.

    Isso é algo difícil até de perceber (o subimisso não entende quais suas alternativas, só as alternativas ditadas), mas depois de percebido só se resolve com muita experiencia de vida, tapas na cara e vontade de aprender.

    Quantos caras vcs conhecem que tem essa disposição?


  • #11 - James Snorkel Julius em 31.10.09 at 6:32 pm
  • Muito bom o texto. Concordo plenamente com tudo mas, por experiência própria, as vezes é necessário apanhar muito com a falta de liberdade para começar a desejá-la e buscá-la e só aí perceber que ser livre é muito mais fácil que se pensa. Tem que vir de dentro.

    Obs.: Poderiam colocar a imagem de texto patrocinado no início do post ao invés do fim ?? Fica mais sincero (mais do que ja é =D ) e vocês demonstram (mais) respeito à minha LIBERDADE de não ler textos patrocinados.


  • #12 - Fabio em 31.10.09 at 6:55 pm
  • mandou bem pra caramba, Gustavo.

    excelente texto.


  • #13 - Fábio Rossi em 31.10.09 at 7:25 pm
  • Aí é que tá.

    Primeiro, parabéns Gustavo. Texto muito instigante.

    Mas se eu bem entendi, você não está propondo que nós deveríamos ser totalmente independentes, certo? Você está apenas explicando os porquês, não é?

    Afina, é uma grande utopia achar que nós podemos ser independente. Estamos o tempo todo cercados por pessoas de todos os tipos, em todos os ambientes. E as nossas atitudes refletem diretamente na nossa aceitação perante essas pessoas. E, ora, quem aqui não quer ser aceito?

    Mas concordo que deve haver um bom senso nesse ponto. Eu acredito sim que devemos nos subordinar à vontade de outras pessoas, e saber que existem pessoas subordinadas a nós. Mas pra tudo há de se ter um limite.

    É assim que se vive em sociedade.

    É isso.


  • #14 - Gabriel em 31.10.09 at 8:18 pm
  • Excelente texto. Gostaria de ter lido esse texto há uns 3 meses, mas agora, já me fudi e já fui invadido por essa carência…


  • #15 - Leitura interessante (ou como arruinar uma relação) « Autoajuda Sentimental em 31.10.09 at 8:45 pm
  • [...] de ler um post sensacional num blog que eu costumo visitar, o Papo de Homem. O título do post, Por que muitos homens são reféns das mulheres?, já diz muito: passamos uma vida lutando pra sustentar um relacionamento, pra cumprir com todas as [...]


  • #16 - John - BH em 31.10.09 at 9:29 pm
  • Ninguém é mais escravo do que aquele que se considera livre sem o ser.
    (Goethe)

    Não existe autonomia(kant) sem o conhecimento, o exercício de conhecer a si mesmo….

    Devemos ampliar os domínios da consciência, ampliar o conhecimento, é o que faz o ser mais livre. – ic Pecotche.

    >>> Quase todos os homens são escravos pelo mesmo motivo a que os Espartanos atribuíam a servidão dos Persas: a não saberem pronunciar a palavra “não”.
    (Chamfort) – E é isso o que muitos homens e mulheres ainda não o fazem.


  • #17 - John - BH em 31.10.09 at 9:31 pm
  • E realmente passou da hora de sair dos salões dos espelhos….ou melhor sair dos salões ….e entrar em um lugar sem porta, entrar…no mundo!

    ” Sinceramente, alguem tinha que ser do contra, afinal o que mais precisamos são das mulheres MODELO, da mulher “onda perfeita”, pra preencher esse vazio existencial e o desejo por ser “o cara” a referência, afinal isso não é o que todo cara quer? ser o top of mind pra todos os outros…. aliás não são só os homens que pensam assim atualmente….é um pensamento uniforme entre os sexos….
    Que pena, porque no final das contas acabamos descobrindo que o top of mind se existe é porque voce acabou se esquecendo de olhar pra propria vida e passou um bom tempo fazendo bico como “espelho”…. e qual é o futuro do espelho???… afinal quando não se tem nimguem pra ser reflexo vc é oq???”
    (post #70 – http://papodehomem.com.br/sobre-mulheres-imperfeitas-e-tangiveis/)


  • #18 - alpha em 31.10.09 at 9:38 pm
  • eu jah tinah chegado à essa conclusão depois de ler Nessahan Alita. procurem material dele no 4shared que tem uns livros. pua forever!


  • #19 - Truthspeaker em 31.10.09 at 10:05 pm
  • Mandou bem, só não concordei com essa parte:

    “todo homem daria tudo para saber, em definitivo, o que as mulheres querem… Nada menos que sua felicidade e o sentido de sua vida que está em jogo”

    Realmente muitos são assim como você disse, alguns até matam a mulher depois que elas terminam o namoro: como o entregador de pizza Lindenberg Alves; ou o Editor-chefe do estadão, Pimenta neves.
    Mas eu acredito que só os homens fracos são assim, se nenhuma mulher me quiser, f***-se, azar o delas. Acho que na vida existe mais do que só sexo, nem todo homem depende das mulheres. Da Vinci nunca teve nem uma amiga sequer, talvez seja por isso que ele foi o mais inteligente da história.


  • #20 - rafael em 31.10.09 at 11:14 pm
  • “Obs.: Poderiam colocar a imagem de texto patrocinado no início do post ao invés do fim ?? Fica mais sincero (mais do que ja é =D ) e vocês demonstram (mais) respeito à minha LIBERDADE de não ler textos patrocinados.”

    Concordo plenamente com o comentário.

    Depois que vi que o artigo era patrocinado, de certa forma a credibilidade do texto foi pro saco.
    Não sou contra artigos patrocinados, que fique bem claro.


  • #21 - henriquezrx em 31.10.09 at 11:33 pm
  • Desculpe fazer essa crítica, mas concordo com o James Snorkel Juliuis. Os dois últimos artigos patrocinados que vocês publicaram estavam excelentes dentre todos, porém, é muito chato um texto nos prender. Acho que se vocês realmente querem demonstrar transparência não coloquem no final. Foi só um crítica e uma opinião própria. Os editores, escritos são vocês, porém, nós somos leitores ;]


  • #22 - Guilherme Nascimento Valadares em 31.10.09 at 11:53 pm
  • #11 – James Snorkel Julius,

    #20 – rafael,

    #21 – henriquezrx,

    já fazemos o duplo aviso.

    Artigos patrocinados sempre estão na categoria “Patrocinador”.

    E, ao final, temos o selo gráfico que nós mesmos passamos a usar desde a criação da Campanha pela Transparência Online em 29 de Novembro de 2007.

    É recorrente que novos leitores nos questionem à respeito e tenho tranquilidade para prestar tais esclarecimentos.

    A credibilidade de nosso conteúdo não é minimamente afetada. Ao contrário, investimos ainda mais tempo e atenção ao produzir textos que sejam vinculados a marcas que apoiam o PapodeHomem. Supor tal relação é uma hipótese válida para outros sites, mas não aqui.

    Indo além, é um prazer ver os elogios recebidos pelo texto do Gitti. Buscamos liderar pelo exemplo. A Campanha pela Transparência foi a primeira de uma série de iniciativas que temos conduzido rumo a uma publicidade de qualidade na web.

    Abraço a todos, meus caros.


  • #23 - Gabriel Almeida em 01.11.09 at 1:11 am
  • Texto esclarecedor, muito bacana!


  • #24 - Gabriel Almeida em 01.11.09 at 1:15 am
  • Sinto uma certa influência budista em algumas que você escreveu no meio do texto – não que isso seja o importante, mas pela primeira vez vejo alguém utilizar alguns “conceitos” com exemplos práticos. Isso foi proposital, Gitti, ou é impressão minha?


  • #25 - Rodrigo Garcia em 01.11.09 at 3:19 am
  • Vim algumas vezes aqui nesse blog;não fique espantado Gustavo,conheci a mais ou menos uns 2 meses o PdH, se eu não me engano.
    Acho que deixei uns comentários nuns textos relacionados ao tema futebol,nada mais que isso.

    Pensei que aqui fosse um bando de playbozinhos mimados brincando de escrever.Reconheço que estava errado e peço desculpas por isso,principalmente para você.Pelo menos no que escreve,tá me saindo uma “cabra da peste”,como se diz aqui em São Luis,e não um playboy mimado..rsrs.
    Li algumas coisas suas lá no (não 2, não 1),por sinal bastante interessante .

    Tem algumas coisas bem legais aqui(PdH) e outras que eu não curto muito também.Por exemplo,eu escrevo sobre futebol,mandei até uma sugestão aí para vocês aprofundarem mais o tema diariamente e não colocar essas coisas vazias pouco atraente,como algumas que eu vi por aqui.Como é fácil criticar hein Gustavo ? Para falar de uma coisa,tem que pegar na ferida de verdade como você faz,e ter domínio na matéria;e não senti essa propriedade com quem fala neste assunto(futebol) aqui.E para falar de futebol é bem simples a linguagem,não precisa de muito trelêlê não,a coisa é bem popular mesmo e o assunto rende apesar dos clichês do dia dia futebolístico.Mas tudo bem,vamos deixar esse assunto para lá.Até porque acho que o perfil daqui é outro mesmo.

    Agora,voltando ao que tu escreveste primorosamente.
    Achei sensacional os exemplos que deu do amigo e do professor japonês.
    Esse outro trecho aqui foi incrível “fica claro que somos mais benéficos aos outros quando não reagimos aos seus condicionamentos” 100 % VERDADE

    ESSE TRECHO FOI FILÉ DEMAIS
    somos fisgados pela alegria dos elogios (quem nunca se extasiou ao ouvir “Você é viciante!”?
    GOSTEI PRA CACETE.MAS AÍ É O SEGUINTE,ISSO ACONTECE MUITO COM OS INSEGUROS,TEM GENTE QUE DEPENDE DE ELOGIO PARA VIVER,SE NÃO FICA COM A AUTOESTIMA MENOS ZERO AO QUADRADO,E POR MAIS QUE SOE FALSO,E A PESSOA PERCEBA ISSO,NÃO TEM COMO NÃO SE DERRETER como uma manteiga,SOMOS VULNERÁVEIS A ISSO,E O NEGÓCIO É INVOLUNTÁRIO mesmo.EU RECOMENDO LIVROS DE AUTO AJUDA E MEDITAÇÃO,ACHO QUE VAI SER DE GRANDE AUXÍLIO.

    Eu passei para letras maiúsculas porque já tinha cansado a vista.

    Outro trecho

    Esta falta de direcionamento,estabilidade e lucidez que tu fala,eu acrescentaria por incrível que pareça,um falta de percepção que temos de algumas coisas,e para buscar essa tal autonomia que tu disseste é tão fácil,não sei porque tanto martírio.Como eu sempre digo,o certo é sempre fazer o jogo aberto.

    Eu poderia ficar falando horas e horas aqui sobre esse texto,mas…..

    É Gustavo,é difícil ser autosuficiente em meu caro ?

    Macho velho,vou ficando por aqui,já falei até demais.

    O que dizer de você,dos seus textos e deste texto aí ?
    Sinceramente eu não sei ?!
    Eu não curto ficar elogiando as pessoas pela internet,até porque eu não te conheço,mas,você escrevendo, entra realmente nas profundezas da alma humana.As idéias e os exemplos que você coloca no texto foram perfeitos.

    Sou bem preguiçoso para comentar,você deveria me mandar uma carta me agradecendo.
    Cara,vou te falar uma coisa,foi um privilégio ter lido esse texto,aprendi muito.É por isso que eu gosto dessa porcaria de internet..rsr.E,o mais bacana é que não paguei nada.
    Acho que daria umas 3 pratas para comprar esse texto numa banca.O que você acha ?
    Valeu irmãozinho.


  • #26 - zzh em 01.11.09 at 9:09 am
  • Artigos patrocinados podem até estar na categoria patrocinado, mas eu leio pelo feed e não tenho acesso a essa separação


  • #27 - Fred em 01.11.09 at 9:19 am
  • Cara,esse papo das pessoas viverem para as outras tem tudo a ver com a invasão da mídia no mundo delas e na formação familiar que nos dar o caráter.Não acredito que exista alguém que não seja atingido por uma concepção dos conceitos sociais.Aliás,todos nós vivemos sob a égide dos conceitos e preconceitos trazidos pelos ensinamentos que nos passam.

    O difícil é mostrar para um cara que vive na extrema pobreza que é feio e ilegal roubar,enquanto,sua barriga pede por comida e a mídia enche sua cabeça de coisas bonitas e inatingíveis;a moça que vive um sonho de ser uma “Top Model” e de ter todos os gatões da TV e quando se acorda desse sonho é uma gata borralheira chora de infelicidade.Até o inseguro que vive no afã de um sorriso,de um aplauso ou de um incentivo,também é movido por essas características dos conceitos e preconceitos sociais.

    É claro que todo mundo adora um “Você é viciante” e,realmente isso nos incentiva,mas,daí a chegar a ser um Zé Mané sem objetivos claros e viver unica e exclusivamente em detrimento de uma pessoa,essa pessoa tem que tomar uma atitude de procurar um profissional na área da psicologia,porque,há alguma coisa errada nela.O que deve existir no relacionamento é a cumplicidade e a honestidade.Sem isso,não existe relacionamento.

    Parabéns pelo belo texto!

    Fred.


  • #28 - Mari em 01.11.09 at 9:24 am
  • Lendo o início do texto, lembrei daquela propaganda da Skol, em que o cara tá trabalhando e chega um e diz: “nossa, vc está ficando careca”. E o cara vai e aparece com uma peruca. Depois outro: “nossa, vc está pálido”. E ele aparece com bronzeamento artificial. Até que chega uma mulher que diz: “ai, eu detesto homem peludo!” E ele vai encarar a depilação. E a propaganda acaba com o famoso “o importante é rir da vida”.
    Acho que esta propaganda mostra exatamente um cara que é escravo dos olhares alheios e esquece o que é realmente importante.

    Lendo o texto até o final, você fala de relações que beneficie a todos, que por carência homens mimam suas mulheres e se submetem ao que eles acham que elas querem para não perdê-las. Nossa, e como acontece, né? E acho que acontece muito com mulheres também. Eu tive um namorado que estava sempre “tudo muito bom”. Tudo que eu fazia, tudo que eu queria, ele ia e fazia. Até no dia que eu me peguei fazendo coisas que tentavam cutucá-lo, dar um banho de água fria, faze-lo reagir pensando nele, no que ele queria, no que era importante pra ele, e não pra mim. Me senti malvada e cruel, mas mesmo assim tive forças para terminar com ele. Foi péssimo, ele falava que eu nunca encontraria alguém assim que fizesse tudo por mim. Mas no fundo, eu não queria. Eu só queria que ele conseguisse se manter ao meu lado, rindo dos meus chiliques e me chacoalhando se eu começasse a passar dos limites.

    Mas ainda acho que mulher é especialista em mimar e querer cuidar de quem não quer cuidado. Muitas mulheres falam e falam que são independentes, que levam as suas vidas numa boa, que só querem mesmo entrar num relacionamento com uma pessoa que valha a pena… Pf… Eu tenho muitos amigos homens que dizem: “eu mando, quer ver?” Pegam o telefone, ligam pra uma guria que ele já está “enrolando” a uns 4 meses, e fala: vem aqui em tal lugar que eu já estou aqui”. O cara não convidou direito, o horário não era adequado, o cara JÁ estava lá e adivinhem? Ela vai. E chega toda linda, com um sorriso no rosto.

    Não o critico. Porque isso é escolha dela. Eu já fui assim também e ainda to aprendendo como ser diferente. Nunca acaba.

    Gitti, mais uma vez obrigada pelo texto. Eles me ajudam muito a parar e pensar na minha vida, a pensar no que já passou, como eu me comportei, e deixar que muitas coisas, enfim, passem.


  • #29 - Guilherme Nascimento Valadares em 01.11.09 at 12:18 pm
  • ps.: essa homenagem ao Pedro Jansen – a Olivia Wilde – é uma delícia. vai ser sexy assim lá na pqp.


  • #30 - Cigano em 01.11.09 at 12:19 pm
  • …dependemos dos outros sempre, desde nosso nascimento até nossa morte.

    O que não pode é ”os outros” virarem prioridade.

    Sempre fazer uma balança, uma comparação do eu e o outro.

    Dependemos do outro para ser quem somos? os outros dependem de mim para ser o que são? somos uma redoma unica e exlcusivamente fechada para o mundo lá fora?

    Enfim, questões filosóficas complicadas…talvez o Sartre nos ajude nessa questão :)


  • #31 - Luna em 01.11.09 at 2:43 pm
  • Olá Gitti, muito bom o seu texto…
    se me permite, vou recomendar um livro muito interessante, que fala exatamente sobre isso.
    QUEM ME ROUBOM DE MIM? O SEQUESTRO DA SUBJETIVIDADE E O DESAFIO DE SER PESSOA
    Fabio de Melo, Ed. Canção Nova.

    um trecho do livro para vcs:

    “…RELAÇÕES SAUDÁVEIS SÃO RELAÇÕES QUE NOS DEVOLVEM A NÓS MESMOS, E, O MELHOR, DEVOLVEM-NOS MELHORADOS… O AMOR TALVEZ SEJA ISSO. ENCONTROS DE PARTES QUE SE COMPLEMENTAM, PORQUE SE RESPEITAM. e, NO ATO DE SE RESPEITAREM, AMPLIAM O MUNDO DO OUTRO. O AMOR NÃO DIMINUI, MULTIPLICA… AMAR NÃO É FAZER DO OUTRO NOSSA PROPRIEDADE. NINGUÉM É TÃO COMPLETO QUE SEJA CAPAZ DE PREENCHER TOTALMENTE AS NECESSIDADES DO OUTRO… AMAR ANTES DE TUDO É CONHECER. SÓ QUEM AMA TEM DISPOSIÇÃO DE IR ALÉM DA SUPERFICIE… SÓ QUEM É DONO DE SI PODE OFERECER-SE AOS OUTROS SEM TANTOS RISCOS DE SE PERDER NO OUTRO…”

    PEDIDO
    Eu não quero que vc seja eu, Eu ja tenho a mim.
    O que quero é que vc chegue, com seu poder de chegar e de me devolver pra mim.
    Que vc chegue com seu dom de também me fazer chegar perto de mim…
    Pra me fazer ver o que sou e que só vc viu.
    Pra eu ser capaz também de amar, o que só vc amou.
    Eu não quero que vc seja igual a mim…
    Eu ja tenho a mim!
    Não quero construir uma casa de espelhos que multiplique minha imagem por todos os cantos.
    Quero apenas que vc me reflita melhor do que julgo ser.

    EGOÍSMO
    Sinto falta de vc
    Mas o que sinto falta é de tudo o que é seu e que me falta.
    Sinto falta de minhas faltas que em vc não faltam.
    Sinto falta do que eu gostaria de ser e que vc ja é.
    Estranho jeito de carecer, de parecer amor.
    Hoje neste ímpeto de honestidade que me faz dizer, eu descobri minhas carencias inconfessáveis e que insisto em manter veladas.
    Acessei o baú de minhas razões inconscientes e descobri um motivo para não continuar mentindo.
    Hoje quero lhe confessar o meu não amor, mesmo que pareça ser.
    Eu não tenho o direito de adentrar o seu territorio com o objetivo de lhe roubar a escritura.
    Amor só vale a pena se for para ampliar o que já temos.
    Vc era melhor antes de mim, e só agora posso ver.
    Nessa vida de fachadas tão atraentes e fascinantes;
    Nestes tempos de retirados e retirantes, sequestrados e sequestradores, a gente corre o risco de não saber exatamente quem somos.
    Mas o tempo de saber ja chegou.
    Não quero mais conviver com meu lado obscuro, e, por isso, ouso direcionar meus braços na direção da dose de honestidade que hoje me cabe.
    Hoje quero lhe confessar meu egoísmo.
    Quem sabe assim eu possa, ainda que por um instante, amar vc de verdade.
    Perdoe-me se meu amor chegou tarde demais, se meu querer bem é inoportuno e em hora errada.
    É que hoje eu quero lhe confessar meu desatino, meu segredo tão desconcertante:
    AO DIZER QUE SINTO FALTA DE VC, EU SINTO FALTA É DE MIM MESMO.

    me desculpem se fui longa, mas o assunto é bom… parabéns Gitti, cada dia aprecio mais os seus textos!


  • #32 - john em 01.11.09 at 2:57 pm
  • …isso que eu chamo de texto phoda!


  • #33 - Dr. Firmino Sabe Quase Tudo da Silva em 01.11.09 at 6:15 pm
  • esclareceu tudo o que eu já sabia, perdi tempo, obrigado!

    ps.: você encubado no seu pequeno reality show, tome cuidado ao sair do mundo das vaidades e dos convenientes “a seu favor”,encarar o mundo sendo você mesmo é pedreira! a maioria volta pra o que era antes, viu?


  • #34 - Edu em 01.11.09 at 8:32 pm
  • engracado, acabei de me lembrar de algo parecido

    quando estive em sao paulo em 2007, fui naquele museu da lingua portuguesa (acho q era isso) e quem tava fazendo uma reportagem era Sabrina Parlatori (ou seja lah como se escreve), que eu conhecia por ter trabalhado na mtv (e sempre achei uma das mulheres mais interessantes da tv)

    ai eu falei com minha mae sobre isso e ela perguntou pq eu nao iria tentar tirar uma foto com ela

    eu como n tenho esse negocio de ficar atras de artistas, desconversei nao somente por esse motivo, mas pq a moca estava altamente concentrada filmando varios takes que iriam para seu programa na tve (eu acho q era essa)

    a mesma coisa do oscar filho, tava trabalhando e eu entenderia completamente se ela disse nao para um possivel pedido meu


  • #35 - Gustavo Miranda em 01.11.09 at 10:27 pm
  • Parabéns, eu penso desse jeito também, há um ano aprendi que me guiar pelos olhos dos outros só me fazia infeliz, os poucos momentos de orgulho e ego lustrado era destruído pela inveja ou antipatia de gente da qual eu nem tinha relação alguma.

    Certo que foi preciso alguns acontecimentos desagradáveis e conjunção de vários idi… pessoas de atitudes diferenciadas para que eu despertasse. Vou lutando, mas hoje estou mais forte, apesar de ficar de cara com a minha atitude anterior e de como as pessoas ignoram isso tudo que você citou. Esqueceram de ser livres.

    Certamente, doravante fica difícil de conviver em alguns meios, hehehe… mas vale a pena, a evolução é o fator primordial e único de estarmos aqui.

    Mais uma vez, parabéns pelo texto.


  • #36 - Brau em 01.11.09 at 11:32 pm
  • “Abdicamos de nossa liberdade, perdemos nossos olhos, deixamos nossa autonomia dormindo em casa apenas porque encontramos energia, felicidade e satisfação em outro processo. E não soubemos fazer diferente. Não são as mulheres ou as situações que nos aprisionam, mas nossa própria falta de direcionamento, estabilidade e lucidez.” – é ISSO MESMO. Independentemente de ser homem ou mulher. Falou muito bem. Parabéns.


  • #37 - Alexandra em 02.11.09 at 5:56 am
  • o Gitti é o Gitti rsrss
    parabéns!!!


  • #38 - Alexandre Ribas em 02.11.09 at 11:58 am
  • Em minha opinião um dos melhores textos “Gittianos” já publicados. Por conta de trabalhos deste calibre que acompanho a Papo de homem a anos. Parabéns Gustavo. Continue nos brindando com estas pérolas. Abraço.


  • #39 - Pedro Nascimento em 02.11.09 at 1:50 pm
  • Caraca… isso é que é post patrocinado!

    Muito bom o texto Gitti.


  • #40 - Jazz @brabul em 02.11.09 at 2:58 pm
  • Nossa, eu já até sei, mesmo sem ver o autor, que o texto é do Gitti.

    Sensacional!

    Já divulguei!

    Todo mundo merece ler essas coisas… não só ler, mas absorver e passar adiante.


  • #41 - Fencas em 02.11.09 at 8:24 pm
  • Geralmente gosto do que o Gitti escreve, mas esse, em especial, não me empolgou tanto. Talvez pelo viés idealista, sempre presente em suas palavras, superar em muito o realismo dos relacionamentos sociais (coisa que, pelo menos eu, não lembro ter acontecido antes em seus textos); talvez por ter discordado de sua lógica argumentativa ultra-liberal ou talvez por não conseguir enxergar essa pretensa liberdade que se afirma no final.

    Ou porque eu seja chato, mesmo. Não descarto.

    Mas aguardo os próximos textos, obviamente.

    Grande abraço!


  • #42 - Thiago Costa em 02.11.09 at 9:06 pm
  • Realmente quando comecei a ler o texto tive a impressão que era do Gitti, no final era mesmo.

    Esse texto é uma luz no fim do túnel, embora não seja fácil nos livrarmos do vício de agradar, a tendência é tão forte que até hoje vemos filhos-adultos que ainda querem agradar as expectativas dos pais.

    No meu caso depois que praticamente parei de agradar as pessoas, a felicidade foi lá em cima a sensação de liberdade é cogente assim como o claro é escuro. Não que me tornei um egoísta na verdade beira a um quase-egoísta.


  • #43 - Giovanna em 02.11.09 at 9:18 pm
  • O txt tá excelente… palmas ao gitti novamente. A única coisa que tenho a dizer é que pelos comentários me parece que as pessoas não captaram a idéia por completo e se focaram muito nos relacionamentos amorosos.

    Diariamente ficamos incomodados com certas coisas, como o caso do Oscar Filho, e é essa crítica a estar condicionados a visão dos outros que me veio como mais importante e vital do txt. Me fez pensar muito sobre mim e sobre as coisas q permito me incomodar, e que não valem a pena tanto assim, pq, guess what, you can’t please them all.

    Ótimo txt. O patrocínio honestamente não importa ;) o conteúdo é o que vale.


  • #44 - Gustavo Gitti (Autor) em 02.11.09 at 9:34 pm
  • #11 – James Snorkel Julius,

    #20 – rafael,

    #21 – henriquezrx,

    Sobre o fato do artigo ser patrocinado, alguns pontos importantes pra lembrarmos:

    • A maioria dos publieditoriais não passam por uma leitura prévia do cliente, ou seja, eles CONFIAM em nosso trabalho. Mesmo quando pedem para ler antes, nunca houve um caso em que pediram alteração.

    • As empresas confiam em nosso trabalho justamente porque sabem que também recebemos tal confiança de nossos leitores.

    • Ao divulgar um produto ou serviço, sempre nos certificamos de sua qualidade (até mesmo para uma promoção, a gente vai lá, preenche tudo, vê se aquilo faz sentido, se não tem sacanagem). Vocês não fazem ideia de quantas propostas são rejeitadas apenas por falta de qualidade ou por ser algo inadequado ao nosso público.

    • Os textos não são produzidos para vender um produto ou serviço. Eles surgem da mesma motivação com que fazemos posts não patrocinados. A diferença é que nestes casos uma empresa está apoiando o conteúdo produzido naturalmente pelo PdH e, em contrapartida, ganhando visibilidade de nossos leitores, após passar por nosso crivo inicial. Neste post em específico, qualquer pessoa que já leu algo meu sabe bem que não fiz com nenhuma empresa em mente, que teria publicado de modo idêntico, sem patrocínio, com exceção do último trecho, claro.

    • Em resumo, nenhuma empresa compra nossa opinião ou enfia um discurso comercial em nossa fala. Elas buscam um relacionamento com nossos leitores e por isso apoiam o conteúdo que já produzimos naturalmente. E é por isso que dá certo: a empresa aparece junto a um conteúdo de qualidade, nós ganhamos para produzir conteúdo com mais dedicação e vocês, leitores, recebem o conteúdo, como sempre acontece, com ou sem patrocínio.

    • Se isso não for valorizado pelos leitores, se os textos não forem lidos só porque são patrocinados, tudo se quebra: as empresas deixam de confiar nesse modelo e voltam para modelos nos quais nada de conteúdo é oferecido aos leitores, ou seja, algo totalmente contraproducente.

    Sobre os outros comentários, fico muito feliz em ouvi-los. O caminho para essa liberdade não é fácil, mas é algo que todos nós devemos percorrer – além de ajudar, como der, quem estiver ao lado.

    Grande abraço!


  • #45 - marianinha^^ em 02.11.09 at 10:21 pm
  • nossaa!!!

    Provavelmente vc nem lerá esse comentário..são tantos….
    Mas poxa, vc sempre descreve tudo aquilo que eu preciso sabe??
    passo horas lendo seus textos, refletindo, imaginando, mostrando algumas coisas pra amiga….
    Estou apaixonada pelo seu modo de ver a vida menino, até pq eu moro numa cidade onde as pessoas precisam muito de “abrir” a cabeça, eu sei q é assim em todos os lugares, mas aqui é imoral, cidade com um porte até grande, mas putz..sem condições aqui, com a tal geração de homens e de mulheres mimadas tb, inclusive eu um pouco!!
    Enfim… esse seu texto então foi um dos que mais se enquadraram com minha situação, meu ultimo relacionamento entava completamente baseado nesse padrão que você descreveu…
    antes eu não tinha neura alguma, achava que cada um deveria ter sua liberdade e tudo mais, só que o meu ex começou a invadir a minha vida demais.
    .exemplo: se eu ia ao shoppingh com uma amiga, ele passava “ocasionalmente” e ficava lá no meio me vigiando, um saco!!! começou a aparecer direto na minha casa e eu fui deixando sem saber onde ia dar…..
    resultado: fiquei igual a ele e começei a ser uma refém de tudo q vc disse e tb de fazÊ-lo de refem do qual ele já era do resto da sociedade e agora d mim, não d proposito, mas pq eu tinha criado mtas “porcarias” na cabeça que ele havia imposto e eu absorvido feito uma esponja lesa, tornando a vida dos dois depende , infeliz, afastada do mundo!!!!!!

    Olha a merda que eu fiz e que não tem perdão, eu sei, foi que eu trai ele com um imbecil num dia em q tive a chance d ficar “livre” na csa de uma amiga, sem ele, pq eu disse q a mae dela estava lá enquanto q nao estava!!
    Desde esse dia fui traindo ele sempre q me fazia muita raiva e era influenciada por bebida e amigas(que hje sabem q tb não me influenciaram corretamente), pq eu não queria sair por baixo!!!
    Parece até filme leso:As pessoas tinham uma imagem de mim, de mulher linda, que só ficava ou namorava caras lindos, ricos, poderosos e porress..aquela formula magica….e o meu ex que eu amoo(sem a parte doente da historia)ainda não era o tipo de padrao de beleza exigido, magrelo, com entradas de careca, branco q dói, não bebia e tinha uma familia com um padrao de vida muito baixo, muito mesmo além de tocar pagode que antes eu nao curtia muito..enfim…as pessoas falavam, comentavam que deveria haver algum interesse da minha parte pq ele era inteligente e eu qria passar no vestibular as custas dele me ensinar…nada a ver da porraa!!!

    eu só ficava mtu irritada pq ele sempre pensou demais no que os outros diziam, se importava demais, conhecia gente demais e dava satisfacao pra todo mundo, putz, considerava gnti que nao merecia, eu ficava puta com esse povo e com ele, apesar d trai-lo eu o amava demais, nao qria seu mal!!! enfim..to começando a desabafar coisa nda a ver..dexa pra lá…só parabéns pelo texto e desculpa ae…..nao to bebada

    só qria dizer mesmo q isso q vc disse eh mtu pertinente!!parabéns


  • #46 - Gustavo Gitti (Autor) em 03.11.09 at 12:33 am
  • Gabriel (#24),

    Todas as tradições espirituais autênticas (não só o Budismo) tem esse foco: pegar aquela “filosofia bonitinha” e aplicar no cotidiano, no meio da confusão, em todas as relações, com todos os seus hábitos, condicionamentos, emoções e obstáculos.

    A mídia prefere divulgar abordagens “The Secret” e tratar religião em seus aspectos místicos, como se fosse uma curiosidade qualquer, mas há práticas específicas para transformar nossas vidas, pra desenvolver uma mente mais estável, livre, criativa e lúdica.

    Entre mantras e meditação contra a parede, eles preferem falar de mantras, estátuas, pinturas e vestimentas. ;-)

    Há métodos para ajudar os outros, há práticas bem específicas, instruções detalhadas sobre o que fazer dentro do silêncio da meditação e como isso nos ajuda a melhorar as relações.

    Eu não conheço outras tradições a fundo, mas encontrei muito disso em professores qualificados dentro da tradição budista, como Lama Padma Samten, monja Coen e Alan Wallace.

    Abração!


  • #47 - Natalí Garcia em 03.11.09 at 3:06 am
  • “As mulheres – e os homens também – não sabem o que querem.”

    Acho que tudo se resume nesta simples frase… Ninguém sabe direito o que quer… se você perguntar para alguém que tipo de parceiro ele deseja, provavelmente ele vá fazer uma descrição bastante próxima de suas últimas paixões e diferente do próximo que irá de fato fisgá-lo…

    E por não saber o que querem as pessoas acabam sempre desejando o que não tem… Aquilo que está adiante, ainda não completamente conhecido e dominado – feito uma cenoura balançando a dois metros do nosso nariz….
    no entanto, faz com que caminhemos…

    Embora vivamos num mundo baseado em sistemas de trocas, acho que o melhor seria fazer as coisas o mais desinteressadamente possível… Fazer algo bom porque nos faz bem e não somente para receber um bem em troca, isso é o que gera expectativa e frustração…. Elimine todo o mimo e teremos pouco apetite pro mundo dos relacionamentos.


  • #48 - Renato T em 03.11.09 at 8:10 am
  • Sim, concordo com a maior parte desse texto — se não com todo ele — e é esse o verdadeiro ponto chave: “ambos andem com seus próprios pés”. Liberdade para agir e vontade própria para tal, sem cerceamento do outro, sem podar ou domesticar o outro — e aqui se encaixa com La Boétie –; simplesmente ser você mesmo e não ter de se fazer agradável para conseguir o que se quer, mas conseguir o que se quer sem ter de ‘tornar-se’ agradável, pois é nesse ‘tornar-se’ que se perde tudo que se é.

    Gitti, parabéns pelos seus textos: consegue sempre falar sobre o que todos já falam e falaram, de um modo e com uma perspectiva que nunca foi dita antes. É difícil encontrar algo assim, seja sobre qual tema for.


  • #49 - Renan_nas em 03.11.09 at 8:41 am
  • Sensacional esse texto.

    Gosto dessa visão do Gitti e procuro aplicar ela sempre, o máximo que conseguir.
    No fundo está completo de razão. O guiamento pelo querer do próximo é caminho perdido. Para se tornar uma pessoa admirável, é necessário saber quem és e o que quer.

    Continua assim Gitti
    abraço!


  • #50 - Adriane em 03.11.09 at 10:59 am
  • Adorei o texto Gustavo…
    E como vc mesmo disse, serve para homens e mulheres…
    A vida é uma troca, às vezes um cede, às vezes o outro é quem tem que ceder, mas ninguém tem que ser escravo de ninguém, nem de nada… nem ter medo de perder alguém por nada, principalmente se for uma pessoa mimada… a gente tem que respeitar nossa personalidade, nosso espaço,nossos gostos, nossas características e nossa liberdade, e se fazer respeitar pelo outro, se não for assim nem um dos lados vai estar inteiro e ninguém vai estar feliz… relação falida, esse é o nome.


  • #51 - Marcão, machoa-alpha++ em 03.11.09 at 11:09 am
  • Lendo o texto, lembrei de uma posição minha sobre amizade: as pessoas supervalorizam o significado da palavra amizade e o que é ser amigo.
    Amigos deveriam falar a verdade para o outro e não apenas procurar aceitação, conforto e condescendência. Por isso prefiro meus inimigos: eles falam a verdade dura na cara. Com o objetivo de ofender, mas são mais verdadeiros que a MAIORIA dos “amigos”. Então, quem ajuda mais?
    Por isso eu acumulo inimigos e não amigos :D
    Outra coisa: eu sempre disse que a maioria dos frequentadores da PdH são playboizinhos mimados e desacerebrados. O texto acima é o lado técnico do texto “Nova Geração de Homens Mimados”. E agora elogiam :D Analfabetismo funcional é uma merda…
    Pensando nisso, arrumei uma laje numa favela do RJ pra levar esse monte de frouxos pra construir um caráter lá.

    Att

    Marcão, macho-alpha++


  • #52 - Mateus Rodrigues em 03.11.09 at 11:18 am
  • SENSACIONAL! É a melhor palavra pra resumir esse artigo.

    Também já me guiei pelos outro e procuro sempre estar no ‘padrão’(corpo malhado)…Com o tempo descobri que é melhor ir à academia pensando na saúde e bem-estar do que preocupar se o físico do corpo continua sempre mudando para melhor. Tenho um corpo, modéstia a parte, definido hoje mas quando vou para academia não me preocupo mais tanto com o físico. Só de saber que mantenho minha saúde fico feliz.
    Tenho um relacionamento faz 2 anos e já brigamos várias vezes por coisas bobas. Hoje em dia adoto um jeito muito melhor de lidar com o relacionamento e tem melhorado tdo significativamente. Até propus que ela saísse para o Axé sozinha já que não gosto de jeito nenhum dessa mer**…o foda é que ela ainda não acostumou com a idéia e preferiu não ir.
    Não compensa ser tão dependente.

    #45 – marianinha^^

    Parabéns pelo desabafo. Se poderia te aconselhar a melhor saída neste seu caso seria a conversa com ele. Traindo ele, um dia, vc querendo ou não, ele vai descobrir. Então converse e tente mudar a rotina e o modo de agir. Caso contrário, não era pra ser.

    ;)


  • #53 - Mauricio em 03.11.09 at 12:34 pm
  • #2 – Reinaldo
    agora tu te guia pelo olhar da cabana e do blog u.u


  • #54 - Lilla em 03.11.09 at 1:06 pm
  • Gitti, você sempre escreve incrivelmente, mas hoje você foi além. Mesmo sabendo que para um budista o elogio não tem o mesmo foco que para os demais, não poderia deixar passar sem um comentário a respeito. Menino, eu admiro a tua persistência em escrever textos que tratam de assuntos comuns sob um novo/velho olhar(digo velho, por se tratar de releitura de obras clássicas como a citação da filosofia e a aplicação da visão budista que é tão visceral em teus textos) e instigam a discussão e por que não, à mudanças de paradigmas.
    Eu também posso fazer uma pergunta? Gitti, o que é que te motiva a escrever?


  • #55 - Arthur.RJ em 03.11.09 at 1:09 pm
  • Amigo, eu visualizei a minha psicologa falando, deu até medo.


  • #56 - Gustavo Gitti (Autor) em 03.11.09 at 1:30 pm
  • Lilla, eu escrevo basicamente porque todos nós temos algum tipo de perturbação, insatisfação, aflição e confusão. O ponto não é teorizar, mas descobrir meios hábeis para que possamos nos liberar dessas pequenas prisões.

    Uso a internet pra isso, vou me formar numa técnica que usa o ritmo pra isso (Taketina), gosto das práticas budistas que usam o silêncio e a imobilidade do corpo pra isso, gosto dos ensinamentos de coragem que usam as relações, os desejos, o sexo e a própria confusão pra desenvolver estabilidade, liberdade e ludicidade.

    E o que me dá o gás diário são minhas próprias perturbações e o sofrimento que vejo nos outros, seja por email, depois de uma meditação em grupo numa manhã de domingo no CEBB ou num papo de boteco.

    Tem muita gente confusa, patinando e desejando mais estabilidade e direcionamento em suas vidas. É só abrir os olhos. É isso que me dá o gás.

    Faz alguns anos que ficou nítido: se eu apenas viver uma vida bacana, algo vai ficar faltando. E esse algo é a felicidade insuperável de movimentar os outros em direções positivas, ativando uma liberdade que todos já tem, mas muitos se esqueceram.

    Quando os outros começam a agir assim, eles também ficam felizes de um modo não condicionado, ou seja, eles percebem que isso é melhor do que se refugiar em castelos de areia e esperar que eles sejam eternos (casamento, trabalho, moradia, tudo aquilo que rezamos todo dia pra não desabar).

    Se cada um de nós puder fazer isso com os outros ao redor, caralho, isso seria uma revolução sem igual.

    Abração, Lillla.


  • #57 - Lilla em 03.11.09 at 2:08 pm
  • Eu não esperava outra resposta, Gitti. Magistral. Isso é um Homem-bem-feito, com todas as letras. Aos demais eu digo, inspirem-se nele.


  • #58 - Eduardo Assis em 03.11.09 at 2:09 pm
  • meu sonho (nao um de vida) é ter uma coluna aqui no papo de homem, mas vc escreve tao bem que penso comigo mesmo: ah! era a minha coluna, mas eu nunca conseguiria igual a esse cara.
    Parabens.


  • #59 - Jimbow em 03.11.09 at 3:17 pm
  • Parabéns pelo texto. Mando muito, muito bem. Traduziu a psicanálise da projeção, relacionamento com o desejo do outro, de maneira clara e sintética. Não é fácil.

    Saudações!


  • #60 - Armando em 03.11.09 at 4:44 pm
  • O SATORI DE TAO-HSIN

    Tao-hsin, em busca de sabedoria, procurou um velho mestre, Seng-ts’an.

    - Qual é o caminho da libertação ? – perguntou Tao-hsin.

    - Quem o prende ? – replicou o mestre.

    - Ninguém me prende – disse o discípulo.

    - Por que, então, você vai procurar o caminho da libertação ? – concluiu Seng-ts’an. Tao-hsin teve, então, o seu ’satori’.

    (Extraído de Negócio Seguinte, de Luiz Carlos Maciel, Ed. Codecri).


  • #61 - J@de em 03.11.09 at 5:17 pm
  • Ótimo texto Gustavo, acho que para sermos bem feitos (homem ou mulher) a primeira coisa que temos que fazer é uma auto-análise constante

    Só vou discordar de uma coisa: Na minha opinião: “Respeito, carinho, atenção, ambição, fidelidade, inteligência” não são desejos simples, são exigências, porque ficar bonito é muito fácil, ainda mais com tanta tecnologia, difícil é respeitar, ser carinhoso, atencioso e fiel com o próximo … é difícil, só se for um homem ou uma mulher muito bem feitos!!

    Beijos!!


  • #62 - Rafael Finotti em 03.11.09 at 7:02 pm
  • Homem refém de mulher é homem duro.

    Dinheiro no bolso garante um cativeiro lotado de playmates

    Sem grana estás liquidado. Fato.

    abs


  • #63 - afonso em 04.11.09 at 8:47 am
  • Primeiro parabens pelo texto, sensacional. Segundo, quando vc gosta muito de uma pessoa vc sempre vai ceder as circunstancias seja por ciume, raiva ou principalmente insegurança, pelo simples motivo de q vc não quer perder aquela passoa por gostar muito dela ou achar q ela é a pessoa q vc sempre sonhou.

    Até q um dia vc acorda e ve q tá tudo errado q não é assim q funciona um relacionamento, ai vc ve q afastou dos seus amigos e parou de fazer as coisas q gosta e q não fazia pra não gerar disconfiança da outra parte.

    A base de um relacionamento acima de tudo e a confiança de ambos na pessoa com quem esta se relacionando, a sinceridade e principalmente haver muita conversa entre os dois e sempre falar aquilo q sente e q tem vontade de falar, sem de forma alguma hesitar em falar pra não chatiar a outra pessoa pq isso vai se tornando cada dia um suplicio, pq vc sempre vai pensar em poupar a outra pessoa e vai adiando cada dia mais.


  • #64 - Charlie em 04.11.09 at 10:00 am
  • Os elogios são importantes e as críticas também. Sabendo utilizá-los da forma correta, sem rancor para as críticas e sem acomodação para os elogios podemos ser “livres”, para os padrões modernos.


  • #65 - Vinicius em 04.11.09 at 6:33 pm
  • Texto perfeito brother , com certeza me ajudou muito.


  • #66 - Marina em 04.11.09 at 8:09 pm
  • Ótima crítica viu!? Ela é sem dúvida verdadeira para todos nós. O fato é que o homem é um ”homem para a sociedade” tudo o que a gente faz é pensando o espelho que é o ”outro”. A gente quer saber como o ”outro” nos vê, e isso ocorre, inevitavelmente, na relação entre homem e mulher. Na verdade sair disso por completo é pura utopia, porque eu sempre vou ser alguem, mesmo que uma parte de mim, por causa do meio [ namorado, amigos, parentes,contatos do twitter...]. O ruim é o vício, a exacerbação, a perda completa da subjetividade. Uma coisa é verdade, todo mundo que tenta ser autônomo, sem dever nada a ninguém, tem que aguentar a repressão a ”tirania do meio”. Uma pena.


  • #67 - susie em 05.11.09 at 11:17 am
  • Ola homensssss ,,mas é tao gostoso um mimo,,,carinhosinho , putzzzzzzzzz nao deixem de fazer e nunca , deixem que nos conduzimos vcs , pq na verdade vcs gostam e muitos de vcs , ficam perdidos se nos nao ‘fizermos !!!!!!!!!meu marido é um deles….fica meio bravo , mas qdo nao dou minha opniao , pergunta , liga…fica perdido msm,,,ahh continuem assim….revoluçao feminina viu , mas so pra alguns aspectos,,, ex: dividir a conta nao gosto rsrsrsrssr bjs


  • #68 - Roberto em 05.11.09 at 11:36 am
  • Escrito na primeira semana de Janeiro de 2009:

    Os últimos 20 dias foram o verdadeiro inferno. Teria terminado da pior maneira possível. Foram várias discussões desde o meu aniversário. Começando pela véspera, quando eu descobri que ela havia se esquecido. E só consegui arrancar isso dela quando às 10 para a meia-noite eu ainda não tinha falado nada sobre nos encontrarmos no sábado. Ela não iria trabalhar de manhã, eu iria p/ academia, seria um dia normal, depois eu voltaria, iria para a feira e ela iria trabalhar a tarde. Fiquei chateado quando soube que ela não se lembrava do aniversário. Imagine se fosse o contrário, se eu esquecesse uma data… e ela sempre usou o argumento de que não era boa com datas. Obviamente eu não podia usar o argumento de que eu esquecia coisas corriqueiras tão quanto ela esquecia datas. No dia do aniversário dela, eu tinha aula a noite, então as 7 da manhã já estava na porta da casa dela, tomei café com ela, saí voando e cheguei 2 horas atrasado no serviço… isso pq era sexta… imagina se fosse sábado… ela definitivamente n podia fazer a msm coisa. Me ligou a tarde perguntando meu tamanho de camisa, pois iria comprar alguma coisa para mim, dizendo que independente da questão do aniversário ela já pretendia comprar algo. Como ela trabalharia no domingo e teria que esperar mais uma semana até vê-la novamente, combinamos que eu passaria na casa dela domingo pela manhã para que eu buscasse as camisas. Ela tem bom gosto para roupas, muito mais refinado do que o meu, dificilmente eu compraria alguma coisa com aquela qualidade. Mas a questão não era o que ela comprava, mas o que eu já tinha e gostava de usar.

    Com isso caíamos várias e várias vezes na questão de que eu deveria me desfazer de algumas roupas que “davam a impressão de que eu fosse um velho” e fosse trocando por coisas mais modernas, mais atuais. Ela queria a todo custo que eu me desfizesse de coisas que ela considerava broxante – no caráter sexual mesmo, inclusive – mas obviamente, ela não iria se desfazer de roupas que eu não gostaria que ela usasse, com o argumento de que ela tinha corpo para usar aquelas peças, o meu argumento de que eu me sentia à vontade com as roupas de velho nunca serviria. Passei definitivamente o 26º aniversário em branco. Pouquíssimos amigos da igreja e uma do escritório me telefonaram, nem meus avós, minha irmã, minhas primas, ninguém mais lembrou, mandou email, telefonou, nem nada. É até normal já que eu deixei passar em branco o aniversário de praticamente todo mundo. Me restringi a ficar em casa, meus pais viajaram e o único momento de tranqüilidade foi dividir uma pizza com o meu irmão. Meu outro temor nesses dias era a proximidade das minhas férias.

    Eu trabalharia até a quarta-feira daquela semana, mas por uma “infelicidade” tive uma carga de trabalho tão grande que precisei pedir mais dois dias de trabalho, movendo minhas férias até o começo de janeiro. Trabalhei até o dia 19. Estava exausto e mesmo sabendo que a R.P. estaria trabalhando todos os dias menos o dia de Natal, de Ano Novo, um domingo e ainda teria um ou 2 dias de folga durante o meu período de férias pretendia passar nem que fosse 2 ou 3 dias na praia. Dia 21, o domingo seguinte do meu aniversário também era um dia importante. Minha avó completara 85 anos, fiz questão de passar na casa dela porque sabia que minha família passaria lá à tarde, mas como era dia de folga da R.P. , preferi falar com minha avó logo cedo e passar o resto do dia com ela. Nesse dia, nós teríamos uma conversa definitiva sobre o nosso relacionamento, onde mais uma vez eu cedi em tudo o que ela me falava, concordei em doar as roupas, mudar algumas atitudes que ela já me pedira outras vezes, enfim, não sabia dizer não. Aproveitei esse dia para dar-lhe um presente de Natal, pois não sabia ao certo quando a veria novamente. Comprei um kit com perfume e desodorante extremamente suave com a Ana, mas ela achou forte, disse que passaria para a mãe dela. Fiquei frustrado, porque mais uma vez tinha falhado.

    Ela sempre me dizia o quanto gostava de receber surpresas. E quando eu fazia, ou era na hora imprópria ou era com a coisa errada. Nunca estava bom, nunca seria bom pelo visto. Dia 23 era a única chance de ensaiar para a missa de Natal que seria no dia seguinte. Naquele dia eu passei num mercado antes de ir para a Igreja e comprei outra coisa para ela. Entrei numa livraria e comprei um livro sobre um seriado que ela gosta e também comprei um livro para mim de um filme que adoro “Uma mente brilhante”. Dei-lhe o livro no dia seguinte… como? Simples… Ela trabalharia no dia 24 das 10 às 6 da tarde. Ou seja, segundo ela eu não poderia passar na casa dela logo cedo pois ficaria muito corrido, concordei em não tocar na missa à noite, pela primeira vez desde 96, assim eu poderia ficar com ela, e voltaria a tempo de passar o Natal em casa. Contei nesse dia sobre a possibilidade de eu passar uns dias na praia para descansar. O dia de folga dela seria dia 28, ela já havia me pedido que a ajudasse com o estudos de inglês dela nesse dia. Cogitei ir no dia seguinte do Natal, iria dia 26 e voltaria dia 27. Não podia, pois dia 26 era nosso aniversário de namoro, até então eu não havia me importado tanto com isso, pois ela trabalharia nesse dia e achava difícil nos vermos. Não para ela, então eu não tinha mais essa opção. Também não arriscaria ir dia 29 e voltar dia 30 ou 31, mas pretendia ir no fim de semana do Ano Novo, entre os dias 2 e 4, mas dia 4 era o domingo de folga dela, então também não poderia, além de ser nossa outra data de comemoração. Ela sugeriu que eu fosse dia 5 e voltasse dia 6. Eu voltaria a trabalhar dia 7. Recusei, preferi não viajar. Tirei férias inutilmente e senti que se pudesse vender os 30 dias eu teria vendido. Lá pelas 9 da noite no dia 24 caiu uma tempestade muito forte em Santa Rita do Passa Quatro (bairro fictício).

    Fiquei preocupado pois achava que poderia não passar o Natal em casa. Quando ela cogitou que eu poderia ficar lá eu demonstrei minha preocupação com os meus pais, mas para ela eu fechei a cara dando a impressão de que seria o fim do mundo se eu passasse lá com eles. Principalmente porque eu nunca passei o Natal sem eles. Isso foi suficiente para acabar com o Natal. Peguei uma carona com o Christian até o terminal. Estava sem luz. Peguei o primeiro ônibus que vi pela frente, a avenida principal do corredor de ônibus estava interditada por causa de um acidente, o motorista pegou um atalho e entrou numa rua onde uma árvore havia caído, realmente foi uma tempestade. Cheguei em casa às 11 da noite. Ainda falei com ela ao telefone e era mais do que visível a chateação dela comigo por ter feito isso. Resultado, não tive Natal. Dia 25 almocei com a minha família e passei a tarde na casa dela.

    O clima já não estava tão bom e conversamos sobre as mesmas coisas novamente. No dia seguinte fui novamente a casa dela, pois era nosso aniversário de namoro. 1 ano e 5 meses, fui lá na parte da manhã, tomaria café da manhã com ela, mas estava extremamente indisposto para comer e disse que a acompanharia na mesa não queria comer nada. Ela ficou ofendida novamente. Disse que não acreditava que depois de 2 dias seguidos dando mancada eu ainda viria com isso. Levantei na hora peguei um prato, uma faca, sentei-me a mesa novamente e comi lentamente um pêssego, quase passando mal. Acredito que nossos últimos dias de paz foram nos dias 28 e 29. Ela trabalhou até a tarde do domingo e teria a segunda de folga. Dormi lá, tivemos uma longa conversa novamente, onde refiz meus votos de mudança. Nunca foram convincentes e da maneira como eram impostos eu sabia que não teria condições de ir tão longe. Quando ela chegou no domingo logo disse que o chefe dela pedira para trocar sua folga de segunda para quarta. Ou seja, não teria necessidade de dormir lá, mas era um gosto dela que eu fazia.

    Na manhã da segunda, por um momento achei que as coisas ficariam bem, mas foi a última vez que tive essa sensação. Dia 31 era algo realmente preocupante. Ela não queria comemorar o Ano Novo por ser o primeiro sem a avó, mas por outro lado não concordava em passar na minha casa já que não queria estar no clima de comemoração, família etc. Concordei em passar a noite com ela. Saí de casa a tarde e minha mãe pediu que eu voltasse para o almoço no dia primeiro. Daí para o final da história uma sucessão de fatos que me custou dias de dor de cabeça. Eu não queria chegar de mãos vazias, compre um pote de sorvete. Ao chegar na casa dela, a primeira coisa que fiz foi contar sobre esse pedido da minha mãe, ela não precisaria vir junto se não quisesse, e eu já sabia que ela não iria. Meu ano terminou naquela hora. Ela me pressionou a decidir, se eu ficasse lá, teria que almoçar lá no dia seguinte, senão, passaria em casa e o dia seguinte também. Decidi ir para casa, ela tirou o pote de sorvete da geladeira e me devolveu, saí de lá transtornado. Dei o sorvete a dois mendigos que estavam no terminal, e logo que cheguei no ponto de ônibus a mãe dela me ligou, ficou conversando comigo por 15 minutos, tentando me acalmar e demonstrando uma irritação incomum com a atitude da filha. Pedi desculpas insistentemente por recusar o convite dela para que eu voltasse, afinal, ela havia me convidado. Preferi finalizar essa história daquele jeito, não havia mais clima, não havia mais o que comemorar. Fui para casa, entrei como se nada tivesse acontecido, expliquei a situação aos meus pais, que ficaram do meu lado, e ainda recebi uma ligação dela 2 horas mais tarde com mais críticas.

    Ela queria saber o que eu havia conversado com a mãe dela e com a minha, pois pelo visto eu havia deturpado a imagem da R.P. para com elas, que agora a consideravam o demônio em pessoa, a pessoa sem-coração, enfim, eu não conseguia absorver nada mais do que ela falava. Até que depois de um longo silêncio, eu disse tchau… ela questionou se era um tchau de nunca mais nos falarmos. Passou um caminhão de coisas na minha cabeça… ora, eu tentei agradar ambas as partes, fiz o que a minha consciência mandou, escolhi minha família pois não seria justo com eles que eu me ausentasse de vez se houvesse a possibilidade de estar perto. Não era como no ano passado, nós havíamos viajado, estávamos há vários quilômetros de casa. Era outra situação. Mas não para ela. Ou seja, ela me tirou da casa dela, me devolveu o sorvete, disse que devolveria minha roupas que estavam na casa dela e ainda queria saber se era um tchau de “para sempre”? Depois de outro longo silêncio disse a seguinte frase… “Eu não quero mais…”

    Feliz ano novo para ninguém.

    (quem mais ganhou com o meu ano novo foram 2 mendigos que ficaram com o sorvete que eu levei p/ eles :p bom, o que aconteceu depois disso é bizarro, segui a recomendação da irmã dela, esperei ela vir atrás, levou 24 horas p/ ela me ligar, e ainda ligou outras vezes, me ligou a 1 da manhã p/ dizer q me ama, eu cheguei a pirar esses dias pq n sabia o que estava acontecendo, achava que ela n tinha entendido q eu n queria, até que eu fiz a besteira de perguntar se ela ainda queria conversar… bom… conversamos e ela disse que entende que tem que relevar certas coisas p/ me aceitar do jeito q eu sou, desde q eu a aceite tb (como se eu tivesse feito diferente). espero n me arrepender disso, mas uma coisa é certa, eu já mais do que passei meu limite, qq coisa agora vai ser motivo p/ eu pular fora… )

    ***************

    isso sim é ser refém… =(


  • #69 - fabio em 05.11.09 at 12:06 pm
  • po finalmente esse cara escreveu algo q eu concordo!


  • #70 - Léo em 05.11.09 at 12:51 pm
  • Po, 1° post desse cara que eu gostei.

    ta de parabéns brother.


  • #71 - Sá_ RJ em 05.11.09 at 3:05 pm
  • #68 – Roberto,

    Li seu testamento, digo, testemunho, todinho… hehe

    Concordo plenamente com uma coisa que eu li neste site, salvo engano escrita pelo Dr. Love: via de regra quem dedica mais tempo e energia na relacao, torna-se o elo fraco e, consequentemente, é a pessoa que está mais sucetível a sair machucado qdo algo dá errado.

    Na boa… vou ficar na torcida pelo seu “felizes para sempre” com a sua princesa encantada que, ao que parece, nao é essa moca nao. Mas isso vc já deve ter percebido tb… ;)

    Gitti, mais um texto brilhante. Fica até difícil comentar… parabéns!


  • #72 - Sá_ RJ em 05.11.09 at 3:50 pm
  • suscetível* :-s


  • #73 - J@de (Gossip Girl) em 05.11.09 at 4:06 pm
  • Eu li o comentário do Roberto todinho e fiquei curiosa!!

    Já é quase janeiro de 2010… que fim essa situação teve, já que ele disse que “uma coisa é certa, eu já mais do que passei do meu limite” mas parece que continuou??

    Esperando, tá??


  • #74 - Pedro F. em 05.11.09 at 7:51 pm
  • Tudo o que precisava ler hoje.
    Parabéns pelo artigo, um mais trabalhados que já vi aqui.


  • #75 - *Mirela em 05.11.09 at 9:01 pm
  • Robertoo,

    Eu já fiz o papel da menina mimada com o meu ex….
    igual sua namorada faz com vc!

    Era igualzinho…eu amava muito ele…
    não fazia para machucá-lo….mas ele havia me acostumado e eu não conseguia parar de agir assim com ele, afinal ele fazia muitas promessas de mudança de atitudes assim como vc e falta de atitude de homem irrita muito uma mulher!!

    Acontece que por incrivel que pareça a culpa é SUA dela agir assim. Aliás vc promete muitas coisas pra ela e não cumpre, vc não age deixando-a segura sabe?? como gitt já disse em seus textos vc tem que ser o guia da relação, tem que saber pra onde os dois caminham, enquanto a mulher é a energia de tudo, não que vc mande, mas aja em vez de só concordar, tem que ceder 1 pouquinho, mas tenha atitude!!

    dica:Avalie bem se vocÊs dois se amam, mas tem que ser algo bastante forte mesmo..
    se for, pense na possibilidade de acabar com ela (e não voltar atrás por hipótese alguma), suma, não demonstre que a ama, apenas faça com que ela lembre de vc as vzes….é muito duro, eu que o diga, não fale se ama ou não ela, se ela perguntar mude o assunto…se ela ligar converse pouco, poucas palavras e por pouco tempo!!
    Enfim, se ela te amar mesmo, vai querer ligar, vai sentir muito sua falta, vai chorar, vai ver o quanto era bom ter vc por perto,vai se livrar de barreiras que escondem os bons sentimentos dela, de preferencia vÊ um jeito dela ler esse blog que me ajudou bastante a ser menos mimada….
    E avalie qual seria o momento mais propício pra vocês reatarem, pelo – uns 4 meses já que v6 qse não se encontram pra dar uma impressao de falta nela, segure-se……..

    se v6 se amarem mesmo, garanto que vale a pena!!

    ó: e qndo voltar nada de promessas falsas, se ela pedir pra voltar antes dos 4 meses não volte mesmo que ela diga q eh pra sempre(eu disse isso pra o meu ex, estou namorando com outro pra fingir que não ligo até, mas se ele pedir eu volto pra ele na hra ou faço um doce antes, mas volto rapidinho), escolha vc mesmo o lugar pra sair a noite, sugira a bebida em vez de perguntar : -qual dessas vc quer??..pergunte: posso pedir o drink ou vinho tal pra vc??, mostre que vc a ama do mesmo jeito e tem a mesma personalidade, mas mudou o jeito de pensar sobre algumas coisas no relacionamento…isso aos poucos, não prometa nda, apenas tente fazer!!
    Tudo que ela quer é o cara que ela ama(vocÊ) do jeito que é só que com atitude de homem(inclusive na cama, isso é um dos elos que levanta ou destroi a relação de qualquer um)

    Quero só que dÊ tudo certo pra vc e vai dar pq vc parece ser um cara legal demais e tem qualidades como as que vc falou da data que são..putz…essenciais..não as perca….
    eu ainda tinha tanta coisa pra te dizer..eu tenho a visao da sua namorada…se vc quiser depois passa teu msn ou faz um falso que a gente conversa muito..^^

    bjaooooo a todoss e força roberto!!


  • #76 - John em 06.11.09 at 10:20 am
  • Um dos melhores textos que já li aqui. Parabéns, realmente ficou perfeito. Obrigado, aprendi coisas novas hoje.


  • #77 - Roberto em 06.11.09 at 3:54 pm
  • #71 – Sá_ RJ, #75 – *Mirela e #73 – J@de (Gossip Girl)

    depois desse dia eu decidi que não queria mais, mas ela insistiu para q nos encontrassemos e decidi dar uma chance. (na verdade ela nem ligou para o meu “não quero mais”)

    mesmo assim as coisas não melhoraram muito. hj eu posso dizer que a gente não briga pelo simples fato de eu me desdobrar em fazer o que ela manda.

    as vezes que se soubesse como seria um namoro antes eu teria me castrado, virado eunuco ou só padre… mas nunca me relacionaria com alguém…

    delírios a parte, ainda estamos juntos (2 anos e 4 meses) e fazendo planos e pequenas realizações para o futuro… arranjar um lugar, casar daqui a uns tempos etc etc…

    resumindo, ou as coisas melhorarão ou cavarei minha própria cova :) (mas como diz meu amigo Zé, sempre há uma luz no fim do relacionamento… então faço minha parte de não me preocupar com isso, e fazer o possível para dar certo)


  • #78 - Links da net; « Quebra Canela – QC em 06.11.09 at 4:10 pm
  • [...] Tech/News: Alunos podem usar internet durante provas na Dinamarca!   PdH:Por que muitos homens são reféns das mulheres?                                       Não basta sem bom tem [...]


  • #79 - Veja como naturalidade e surpresa pode salvar sua vida sexual | Tribos Online em 06.11.09 at 5:58 pm
  • [...] estiver tomando banho pela manhã. Ele nunca vai vê-la chegando, quando ele notar sua presença garanto que mil idéia vai passar pela cabeça dele e pronto o gato tá excitado. Eu sei, isso leva um pouco de planejamento de sua parte, mas a [...]


  • #80 - J@de em 06.11.09 at 6:11 pm
  • Roberto eu sinceramente sinto muito por você… mas parece que você gosta que as coisas sejam assim… sei lá, cada um com seu cada um né?

    Ninguém nunca muda, a não ser que a própria pessoa esteja incomodada, como não é o caso… espero que você esteja tão conformado quanto parece, porque nunca sua mulher vai mudar.

    Desejo que você consiga sair dessa situação, porque pra mim não existe prisão maior do que a emocional…

    Boa sorte!


  • #81 - guilherme 'guigas' em 09.11.09 at 2:14 pm
  • caramba.. esse texto ta encaixado com o que estou passando na minha vida. muito bom gitti.


  • #82 - John -BH em 09.11.09 at 7:46 pm
  • Putz, Roberto…

    Que situation ein cara….

    Velho o conselho que te dou é procurar os meios de conhcer a si mesmo, confiar em si mesmo, acreditar em si mesmo ….


  • #83 - A evolução do cafajeste (2): Por que os homens é que chegam nas mulheres e não o inverso? | Papo de Homem – Lifestyle Magazine em 10.11.09 at 5:22 am
  • [...] deixando de lado a dependência de aprovação, é bem comum o homem chegar na mulher e esperar que ela diga sim ou não. Com o tempo e a [...]


  • #84 - morphew em 10.11.09 at 2:37 pm
  • otimo artigo!
    É uma das coisa q me deixa pensativo …


  • #85 - A evolução do cafajeste (2): Por que os homens é que chegam nas mulheres e não o inverso? « HostBlogs em 10.11.09 at 9:09 pm
  • [...] deixando de lado a dependência de aprovação, é bem comum o homem chegar na mulher e esperar que ela diga sim ou não. Com o tempo e a [...]


  • #86 - Juan em 11.11.09 at 8:46 am
  • Muito bom o artigo!!
    Temos que olhar mais para nós mesmos, sermos nós mesmos e não oq os outros querem, nem oq elas querem…Fazendo tudo e as agradando achamos que vamos te-las para sempre, bom já sabemos que isso não é verdade, pelo contrario um dia ela se irrita e te larga sem dó!!!Por isso vamos tomar as rédias da situação sendo nós mesmos e impondo nossas opiniões e posicionamentos!!


  • #87 - wilson gocalves de araujo em 11.11.09 at 11:22 am
  • eu prefiro fazer de conta que elas estao no dominio ai entao eu as surpreendo, pois sou homem e macho; e como todo macho de quase todas as especies sao o que há…
    entao amigos sejamos machos, dominio nao.
    esperamos que elas sejam pelos menos fêmias e mais fêmeas


  • #88 - romulo barreto em 21.11.09 at 7:22 pm
  • Alô, vcs !! Já perceberam que muitas mulheres (na verdade, a maioria) sempre dizem que querem um homem AMBICIOSO ?? Em qual sentido ? Em nossa sociedade, o que é ambição e por que é tão motivada ?? Até que ponto a ambição é “benéfica” ? Sugiro aos leitores que procurem pessoas SÉRIAS e COMPROMETIDAS no estudo dos relacionamentos humanos (o psiquiatra Flávio Gikovate é um bom exemplo…) e não aventureiros inautênticos e neurolinguistas como o “filósofo budista” Gustavo Gitti…

    VLW !!


  • #89 - Dani Ferreira em 21.11.09 at 8:29 pm
  • Oi Gustavo,
    Achei sensancional o modo como relatou esse tema. Eu como mulher quero deixar aqui meu depoimento de como a gente pode andar de bem com o outro lado da coisa. Diariamente vejo essa guerrinha idiota homens x mulheres em vez da galera achar pontos pra ter uma boa convivência. Meu, mulher não vive sem homem e vice versa.
    Vamos nos entender!
    Admito que quando vi o nome do seu blog fui preconceituosa e entrei só pra confirmar minha teoria que um blog que se chama Papo de Homem só teria mulher pelada. E pô, achei de uma inteligéncia como vc explora os comportamentos e situações masculinas, vc aborda temas masculinos com o feminino em volta, GENIAL.
    Já coloquei no meu Reader pra acompanhar sempre. Adoreiiiiiiiiii
    Parabéns.


  • #90 - Dinheiro, beleza, inteligência… O que atrai as mulheres em um homem? | Não Dois, Não Um: Um blog sobre relacionamentos lúcidos em 24.11.09 at 5:06 pm
  • [...] A discussão acima nasceu de um convite da BIC para responder a pergunta “O que é um homem bem-feito?”, mote da campanha de lançamento do barbeador BIC Comfort 3, que já tinha rendido um texto aqui no Não2Não1 e outro longo no Papo de Homem: “Por que muitos homens são reféns das mulheres?”. [...]


  • #91 - Lecci em 24.11.09 at 10:50 pm
  • Faço das palavras de Paulo de Tarso as minhas, sem tirar nem por. Mas entendo o lado dos autores, incluindo o Gitti, autor dessa coluna, uma bela “redenção”. Talvez acreditem que as ideias apresentadas nessa coluna sejam óbvias para todos ou que já estejam explícitas na ideia de ser homem, conceito para mim muito subjetivo.
    Além do mais, o que há de errado em uma auto-promoção básica de vez em quando? Leiam as colunas com olhares críticos e extraiam delas aquilo que lhes serve…


  • #92 - Rosária em 29.11.09 19h em 29.11.09 at 6:49 pm
  • Parabéns Gustavo, como sempre mandou bem.

    Entendi muito bem o artigo: pessoas devem dar importância ao olhares alheios, porém, devem olhar-se primeiro. Na verdae não há pessoas que vivam sem o olhar alheio somos vitimas da sociedade e do sistema, queremos ser elogiados e bem vistos, é fato.
    Tenho um amigo que traiu a esposa por encontrar alguém que, aos seus olhos, era a mulher perfeita por te ouvir e massagear seu “EGO”, ela o estudou vendo suas carências e acabou conseguindo manter um relacionamento com ele. Ele era fiel a esposa,porém, esse reacionamento destruiu sua vida conjugal porquê foi descoberto.Caiu em si e viu que não valeu a pena o qu fez pois, sua mulher era fiel , amiga, e companheira. Perdeu o respeito de seus filhos e amigos. Um homem tão inteligente caiu nessa!!!!!!!!!!!!!!! Pelo simples fato de terem olhado para ele com um olhar aparentement perfeito, tudo que ele queria.
    Hoje sua família mfoi destruida e ele se sente infeliz.
    È Homesns, cuidados com os olhares enganosos eles podem destruir suas vidas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Devemos respeitar e sermos fieis um ao outro, pois quando respeitamos aceitamos opiniões, porém, sem sermos dominados pelos olhos alheios ou falsos olhares.
    Sejamos firmes no que queremos ser, se é o melhor pra nós, não importa os olhares.
    Um grande abraço Galera!


  • #93 - Midiamorfose » Blog Archive » Preconceito e homofobia em propaganda da BIC em 29.11.09 at 9:35 pm
  • [...] EXPLÍCITA, fiquei chocada ao ver que a campanha tem o apoio de diversos blogs, como o Brogui, o Papo de Homem, o Pergunte ao Urso, e até mesmo da “Barbie Girl” brasileira, a Just Lia. Ou seja, [...]


  • #94 - arquimedes jose de oliveira em 30.11.09 at 10:39 am
  • “O homem depende excessivamente do olhar feminino para agir ou ser alguém, mas isso não precisa ser assim.” Tem alguem que vive se a mulher? Eu gostaria que indicasse algum que não gosta de ter uma mulher com ele.


  • #95 - Top 50 características do sexo feminino! | Tribos Online em 01.12.09 at 4:19 pm
  • [...] Jogam com o nosso medo de entristecê-las e [...]


  • #96 - Leão em 02.12.09 at 9:44 am
  • “Não entendo uma pessoa querer viver o sonho da outra, este é pra mim o primeiro ponto onde não admito que as pessoas com quem me relacione invadam, afinal, meus sonhos fazem parte do que me alimenta a alma e assim como quero que respeitem meus planos respeitarei do meu próximo. Aqui trato de companheirismo e não de egoismo, quero parceiros em minha vida, não quero donos da minha vida. Saber que o amor é incondicional nos trás a certeza de que mesmo que não nos olhem com admiração, as pessoas que nos amam nos olharam com amor e respeito, tolerância.”


  • #97 - mafalda em 15.12.09 at 10:03 pm
  • Incrível!
    Amo o Gustavo. ë impressionante o quanto os textos nos tocam a alma. Discordar é possível, concordar, o óbvio. O olhar aos outros partindo da nossa perspectiva de como olhamos o mundo e como nos vemos.


  • #98 - Cris Linardi em 09.01.10 at 5:25 pm
  • Esse é o ponto chave da liberdade: não tomar decisões baseado em reações alheias. A gente tem platéia, isso foi bem colocado pelo Gustavo (sou sua fã), a gente tem o nosso mundo, nosso perímetro, até onde nossa influência chega. Acho que seguindo este prisma, o importante a partir daí é o ‘como’ se exerce essa liberdade, porque pessoas inteligentes avaliam a forma de preservar sua opinião sem agredir os outros.
    Eu tenho vida própria, faço minhas escolhas e assumo todas as consequências dos meus atos, é incrível como isso é assustador para os outros. Imagino que pensem que não poder me controlar ou prever minhas ações seja perturbador. O outro sempre quer ter poder sobre você, no máximo te conceder uma liberdade condicional.
    Relacionamentos saudáveis, digo, onde cada um é um indivíduo pensante, com opinião própria e livre para ir e vir, são maravilhosos e assustadores. Acredito que a pessoa para poder ter um relacionamento assim, deve alcançar um degrauzinho mental mais elevado e aceitar o fato de que nada prende o outro se ele não quiser.
    É isso, é a verdade nua e crua. Se o outro quiser ir embora, ele irá. Não adiantarão os mimos, os presentes e as juras de amor eterno, o importante é saber onde se está errando no processo e não quando já se chegou ao fim.
    Por isso, meus caros, a temível DR é importantíssima, não adianta fugir. Fuja agora e não entenderá porque a mulher da tua vida simplesmente pegou a mala e disse que você não lhe dá a atençaõ devida.
    Há anos atrás, quando tive ‘a revelação’ de que nós, mulheres, afetamos tanto os homens a ponto de ‘os colocarmos em risco de morte’, entendi o poder que nos foi dado. E para homens como aquele primeiro leitor que o Gustavo mencionou, que parecem ter medo de que nós saibamos tanta coisa que vocês falam e pensam deixo um recado: mulheres inteligentes não se valem desse ‘poder’ para maltratar os homens, elas o utilizam em seu próprio benefício, trabalhando para uma relação mais madura e, consequentemente, mais duradoura.
    Hum, foi só pra constar…


  • #99 - Everton em 21.01.10 at 11:45 pm
  • Olá!!

    Bom, é a primeira vez que passo por aqui, acabei de “conhecer” o blog.

    Eu resumiria esse seu artigo e toda essa parafernália de “nos” guiarmos pelo olhar do outro, através da frase de uma médica-pediatra (Maud Mannoni), que se transformou em psicanalista, que diz o seguinte:
    ” O maior desejo, o desejo mais profundo do humano é ser desejado pelo outro”.

    E como isso é verídico, não é ?
    Academias, fama, clínicas de estética, BBB, tatuagens…

    Parabéns pelo Bolg!

    Um abraço!


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