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Por que leio quadrinhos tanto quanto leio livros

Ian Leite

por
em às | Artigos e ensaios, Cultura e arte, PdH Shots


É comum vermos crianças se alfabetizando com Turma da Mônica. A leitura é fácil, a junção de imagens e palavras se torna uma experiência lúdica e ajuda no desenvolvimento intelectual da garotada. Porém, à medida em que crescemos, os quadrinhos vão se acumulando nas pilhas de revistas do banheiro enquanto as estantes vão se enchendo de livros. Comigo foi parecido.

Colecionava quadrinhos até os 15 anos e parei. Não lembro se por algum tipo de pressão social ou por achar que estaria sendo mais maduro por causa disso. Comecei a me dedicar mais aos livros e acabei deixando a coleção de lado.

Quando vim para São Paulo fazer faculdade, morei com meu irmão que já estudava aqui. Percebi que ele não tinha parado de ler quadrinhos. Em suas estantes vi publicações em capa dura, encadernadas, de bom gosto. Algo feito com tanto esmero merecia atenção. Foi quando li meu primeiro quadrinho adulto – e quanto digo adulto não é de putaria. Comecei a devorar tudo que me indicavam, tudo que aparecia pela frente.

Comic store: programa dos bróders

Com a cabeça um pouco mais madura me vi cercado de novas oportunidades narrativas. Era impressionante como o autor manipulava a noção de tempo e espaço apenas posicionando quadros e desenhos, como cada personagem poderia ser interpretado apenas pela tipografia dos balões. E o mais importante, como as histórias poderiam ser tão ou mais profundas como qualquer livro ou filme.

Um pouco de história

Até pouco tempo atrás as livrarias não tinham interesse em vender quadrinhos adultos, limitando os títulos apenas às bancas e lojas especializadas. Uma realidade bem diferente de países como Estados Unidos e França, onde seções inteiras são dedicados à nona arte.

Isso deve -se ao fato de que, na trajetória dos quadrinhos, consolidou-se uma falsa impressão de que as publicações eram voltadas apenas para o público infanto-juvenil. O uso de personagens antropomorfizados e as situações fantásticas presentes em algumas publicações contribuíam para esse tipo de pensamento.

Outro fator foi a censura que as próprias editoras americanas impuseram-se na década de 50, depois que um psiquiatra publicou o livro Seduction of the Innocent, uma tese sobre a má influência que os quadrinhos causavam nos jovens. Isso fez com que o conteúdo das revistas fossem infantilizados, banindo cenas de violência, alusão à drogas, sexo, etc.

Na década de 60, o americano Robert Crumb foi um dos precursores de um movimento que mudou esse cenário, os comix (com x de x-rated). Uma de suas maiores criações foi Fritz, The Cat, um gato boêmio, hedonista e com grande apetite sexual, que comia todas as gatinhas – literalmente – que via pela frente.

Infantil? Olhe de novo.

Autopublicando-se e fazendo enorme sucesso no meio underground, Crumb ajudou a abrir as portas de uma revolução nos quadrinhos.

Will Eisner, por uma via menos escrachada e underground, também ajudou a mudar esse paradigma, criando o termo graphic novel e publicando histórias mais sérias e com conteúdo mais denso. Eisner é tido como um dos artistas mais importantes dos quadrinhos, tendo emprestado seu nome para o “oscar” do gênero, o Eisner Awards.

Acredito que a influência desses dois artistas foi extremamente importante para toda a produção subsequente, dando credibilidade e desmistificando velhos padrões. Hoje podemos ver uma grande diversidade de temas abordados em quadrinhos, desde biografias até filosofia e sexo. Tem para todo o gosto.

Quadrinhos como arte

Em tempos de reprodutibilidade técnica, onde uma impressão da Mona Lisa pode ser encontrada a cada esquina, a arte adquire valores diferentes do que tinha há dois séculos atrás. É claro que na maioria dos casos, o quadrinho tem o propósito de atingir um público alvo, de vender. Mas isso não o exclui – assim como o cinema e a literatura – de serem analisados sob uma ótica artística.

Se formos nos ater a detalhes, percebemos o quão minucioso é o trabalho dos quadrinistas. Anatomia, sombra, enquadramento, roteiro, técnicas com nanquim e pena, aquarela, tudo pode ser envolvido em um trabalho.

Arte sequencial feita por... Pablo Picasso

Quando se trata de quadrinhos autorais, isso ainda é mais evidente. Do mesmo jeito que reconhecemos o estilo que Truffaut e Saramago contam suas histórias, podemos identificar marcas autorais no trabalho dos brasileiros Fábio Moon e Gabriel Bá, por exemplo.

Recentemente, Rafael Coutinho, filho do cartunista Laerte, criou o projeto Gazzara. Pediu para diversos artistas criarem histórias de 4 páginas, que ao invés de serem publicadas no formato de livro/revista seriam impressos como pôsteres. A premissa é que lugar de quadrinho é na parede, como uma pintura. Porque não?

Hoje em dia leio quadrinhos tanto quanto leio literatura. Me emociono, me identifico, me apaixono pelas narrativas. Meu olhar se adaptou a outros tipos de referência, me sinto mais completo intelectualmente. É uma plataforma que exige outro tipo de percepção, não é melhor nem pior do que qualquer outra forma de expressão.

Portanto, na hora que a gatinha intelectual perguntar o que tem feito, não tenha vergonha de dizer: estou lendo quadrinhos.

Para começar

Para ler online

Ian Leite

Sócio da Monstro Filmes. É amante de quadrinhos, cinema, e de artes em geral.


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  • http://twitter.com/sillastg Sillas Teixeira

    Faltou V de Vingança do mestre Alan Moore.

  • http://www.facebook.com/ramafelipe Felipe Rama

    Faltou Watchmen nessa lista final. Já li algumas vezes e não me canso, por enquanto melhor história em quadrinhos.. Preciso ler o Daytripper que falam tão bem!

    • Kaluã Leite

      Acho que o Ian não incluiu, Watchmen ou V por estes quadrinhos serem praticamente comentários políticos a respeito dos quadrinhos de heroi. E pra alguém que está começando a ler quadrinhos mais “adultos”, estes possam parecer próximos demais dos quadrinhos infantojuvenis.
      Os quadrinhos que ele indicou são quadrinhos que quebram um pouco com a ideia convencional que se faz dos quadrinhos.

      • Nélio Oliveira

        V definitivamente NÃO É um “comentário político a respeito dos quadrinhos de herói”.

        E a complexidade da concepção de Watchmen (as incontáveis referências, autorreferências – para alguns a verdadeira história é a Contos do Cargueiro Negro -, a edição inteiramente espelhada – a do Rorschach, enfim…) a colocam acima de qualquer outra obra do gênero. Do mesmo autor, Do Inferno também é construída de maneira muito complexa. Ambas estão longe de ser “mainstream”.

      • Luiza

        Acho que em momento nenhum os quadrinhos sobre heróis são desmerecidos no texto. Pelo contrário, Watchmen e V de Vingança são quadrinhos sensacionais. O que acho legal é que o texto mostra algo além disso. A lista mostra diferentes construções de narrativa e linguagem que podem interessar muitos leitores iniciantes que não se interessariam por quadrinhos de heróis como Batman, por exemplo. Eu comecei com Retalhos e adorei. Descobri que é um meio abrangente pra caralho.

      • Nélio Oliveira

        Empatamos então, porque eu, em nenhum momento, afirmei que os quadrinhos sobre heróis foram desmerecidos.

        A propósito, você acha que V de Vingança é um quadrinho sobre heróis?

      • Kaluã Leite

        Nélio,

        Se você considerar que em V um “heroi” mascarado e com capa, luta contra vilões que fazem a população de um pais inteiro sofrer, usando como metodo assassinatos politicos, terrorismo e tortura. Acho que da pra fazer uma leitura um pouco política com relação ao conceito de heroi na mitologia dos quadrinhos não?
        E em momento algum eu quis afirmar que essas obras não são complexas e brilhantes ou que não sejam dignas de nota. O que eu disse é que elas pertencem, a pesar de serem subverções, ao universo dos quadrinhos de herói. E como já havia dito, acho que a ideia do texto era mostrar que existe uma gama enorme de temáticas nos quadrinhos.

      • Nélio Oliveira

        Olha, deve ser a “meta-subverSão” mais genial essa de dizer que “V foi um herói mascarado e com capa que lutava contra vilões que fazem a população de um país inteiro sofrer”.

        Tão genial que eu não alcanço. Mas tudo bem, não tenho a pretenSão de entender tudo mesmo…

  • João Araújo

    Agora sempre que eu vejo alguem falando de quadrinhos lembro logo de The big bang theory…

  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    Ian, do caraleo te ver escrevendo por aqui, cara.

    Viu que a Marvel liberou mais de 200 HQs pra ler online?

    http://catracalivre.folha.uol.com.br/2012/05/marvel-disponibiliza-268-hqs-gratuitamente-online/

    Achei beeem foda.

    • http://www.facebook.com/ianleite Ian Leite Pimentel

      Eu vi isso Guilherme, bem foda mesmo! O que não falta é quadrinhos pra se ler online, é só procurar no Issuu.com que dá para encontrar várias por lá.

      E obrigado pelo espaço, espero contribuir mais.

  • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

    Gostei do artigo e gostei muito da lista, achei boa a ideia do Ian de fugir daquela tradição dos quadrinhos de super-heróis e abordar as hqs enquanto mídia, com toda a variedade de temas e estilos que elas podem ter (e incluiria aí na lista “Fracasso de Público”, do Alex Robinson, que é clássica também)

  • Vitor

    Deadpool sempre estará no topo da minha lista… Sarcasmo, ação, suspense, muito humor e super poderes! huahua

  • Santiago Queiroz

    Robert Crumb, Joe Sacco, Milo Manara, Alan Moore, Neil Gailman, Frank Miller, Art Spiegelman…
    Artistas, gênios, atemporais…

    Gosto muito de quadrinhos e recentemente comecei uma coleção.
    Estou priorizando as edições definitivas, especiais ou histórias que não durem 200 revistas, como os super-heróis. Mas isso pela facilidade de aquisição…
    “Palestina” do Sacco e “Maus” do Spiegelman são exemplos de uma abordagem política, filosófica e estigante de problemos mundiais sérios…

    Aprendi a ler e a me apaixonar por leitura com Turma da Mônica, Quadrinhos Disney e etc… À estes, reservo espaço especial nas minhas memórias e espero poder levar o mesmo para meus futuros filhos…

    Devo citar também “Buda” de Osamu Tezuka (“Astroboy”). É um mangá que me fez ver com outros olhos a minha própria espiritualidade ainda que o autor deixe bem claro que não era essa a intenção da obra, mas sim apenas apresentar, de uma maneira romanceada, a história do Siddhartha Gautama e o que ele representou para o Budismo.

    Os Quadrinhos (e também os mangás) são publicações que merecem o mesmo respeito de qualquer outra obra de arte.

    Ótimo texto, é bom se sentir em sintonia com os demais leitores do Papo de Homem.

    • http://www.facebook.com/ianleite Ian Leite Pimentel

      Boa dica Santiago, vou colocar Buda na minha lista de leituras. Valeu!

    • http://www.facebook.com/bdebigode Bruno Garcia

      Bacana a lista, Maus é um dos meus favoritos de todos os tempos!

      Tenhos duas recomendações/ sugestões:

      “Gen – Pés descalços” que é uma mangá sobre um menino que estava em Hiroshima quando cai a bomba.

      E Corto Maltese, qualquer album.

      Vale muito a pena

  • ﻊThiago Antonio

    Faltou leituras como os classicos Watchmen ou Sandman, um almanaque da abril dos anos 80, “As várias faces de Batman”, Umbrella Academy
    essa listagem esta muito superficial e puxa para desenhistas nacionais e mesmo assim não cita uma obra como Necronauta ou Bando de Dois do Danilo Beyruth, esse ultimo abordando o cangaço
    parece que foi feita uma pesquisa no google trazendo apenas o que tiveram mais cobertura da midia ou eh considerado cult

    • http://www.facebook.com/lucianoandolini Luciano Andolini

      Thiago,

      Pelo que eu senti, essas leituras o Ian indicou para quem está se iniciando nos quadrinhos. Eu mesmo conheço poucas dessas. Sou do tipo que leu exatamente Sandman, Watchman e afins. Pra mim esta lista foi muito boa.

      Agora, falando das suas, Bando de Dois está na fila. Parece ser coisa boa.

      Abração

    • http://www.facebook.com/ianleite Ian Leite Pimentel

      Tiago, vou repetir mais ou menos o que eu falei para outro leitor. Querendo ou não, quadrinhos de herói são considerados leituras infanto-juvenis pelas pessoas que não são habituadas a esse tipo de trabalho. Através dessa lista eu quis mostrar obras que fugissem dessa temática, por isso não coloquei Batman, Watchmen, etc. E quanto as escolhas da lista, realmente, faltaram um MONTE de títulos, mas se eu colocasse tudo que gosto ela seria enorme. E concordo contigo, coloquei algumas delas por serem mais conhecidas mesmo, mas não quer dizer que eu procurei no Google e coloquei as primeiras que eu achei. Eu li cada uma delas. Se elas estão ali é porque, na minha opinião, elas são boas por algum motivo.

      • http://www.facebook.com/peri.spider Pe Oliveira

        Justamente pelas pessoas considerarem super heróis leituras infanto-juvenis como diz não seria interessante apresentar obras desse gênero que tenha um conteúdo dito mais “adulto” e mesmo diversificado dentro do gênero como o citado Watchmen, Entre a Foice e o Martelo (do Superman), Supremos do Mark Millar (que tem bastante contexto político), para ampliar a visão desse gênero que as pessoas têm?

  • Eduardo

    Um quadrinho bem punk também é o Ranxerox do Liberatore.

  • http://www.facebook.com/leonardo.souzaalves Leonardo Souza Alves

    Se alguém duvida que HQ é arte, só digitar “Alex Ross” no google imagens.

  • WESLEY CHAVES

    otimo texto, tambem vejo quadrinhos como arte

  • David Alexandre

    Alguém já leu ‘Hitman’? É muito foda.

  • Ricardo Tavares

    Baita, baita texto…. aprendi a ler com o cebolinha heheheh… (lembro do meu irmão tentando me ensinar aos 5 anos com os gibis da turma da monica ). Lembro que meu irmão tinha uma estante com tudo da marvel (caralho… ele tinha a coleção inteira do Moebius, ensacados em plástico zip, pra não deteriorar!!!!!)…. Com o tempo fui descobrindo meus caminhos… e cheguei no Crumb, Mutarelli, bills sienkievicz (eléctra)… e como não citar o mestre Frank Miller… e como não citar o Allan moore… tudo muito foda….. baita texto

    • Ricardo Tavares

      Em tempo… PQP!!!!! Esqueci do mestre Angeli… porra, principalmenta a Rê bordosa que é pra cag…. (piiii) de rir durante um século…heheh…

      • http://www.facebook.com/ianleite Ian Leite Pimentel

        Caramba, agora que você comentou, faltou Mutarelli na lista! Angeli, Laerte e o Glauco são bons demais…

      • Ricardo Tavares

        Heheheh… então Ian, tem um clássico do Laerte, cara… não sei se vc leu, mas deixo um link aqui…. muito bom… e o Laerte desenha pacas…. vou deixar aqui o link pra o pessoal…. essa história é imperdível…
        http://www.slideshare.net/henrychinaglia/a-insustentvel-levezadoser

      • http://www.facebook.com/ianleite Ian Leite Pimentel

        Genial!

  • Geraldo

    Faltou “Asterix, o gaulês” …

  • Nélio Oliveira

    Eu leio quadrinhos desde 1986, e pessoalmente não acho que essa lista sugerida seja adequada pra quem quer COMEÇAR nessa vida.

    Sugerir uma obra como Asterios Polyp é, pra mim, a mesma coisa que sugerir começar por Kandinsky um estudo sobre pintura. Menos hipster e mais útil seria sugerir Batman: Ano Um, por exemplo, do mesmo autor. (aqui um review da obra, de minha autoria: http://www.universohq.com/quadrinhos/review_batman_ano_um.cfm)

    Se o iniciante pega uma obra hermética ou visualmente desagradável pra ter seu primeiro contato, provavelmente este será o seu último.

    • http://www.facebook.com/ianleite Ian Leite Pimentel

      Nélio, acho que você não entendeu muito a proposta do texto. Querendo ou não, quadrinhos de herói são considerados leituras infanto-juvenis pelas pessoas que não são habituadas a esse tipo de trabalho. Através dessa lista eu quis mostrar obras que fugissem dessa temática, que mostrassem uma pluralidade de assuntos. Na lista tem um pouco de tudo: putaria, crônicas visuais, filosofia, romance, ação, biografia, experimentalismo, etc. Concordo com você que algumas dessas obras utilizam linguagens menos convencionais, mas ai é apenas a minha opinião, pois eu mesmo comecei com algumas delas.

      • Nélio Oliveira

        Olá! Eu entendi a proposta do texto sim. É apenas uma minha opinião também a que eu expus sobre as suas sugestões. Abraços!

  • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

    eu leio esporadicamente alguns quadrinhos. e os que li, gosto! tenho um apreço maior pelo Batman e Wolverine, mas leio qualquer coisa que me indicarem.

    e eu tenho o filme do Fritz, the Cat no HD! coisa viajandona mesmo!!

  • Lucas Augusto

    Acho legal comentar que não há arte apenas nas histórias autorais como as citadas, mas também há muita coisa legal nas histórias de super-heróis vide Batman: ano um e o cavaleiro das trevas do Frank Miller, crise final e homem-animal do Grant Morrison e tantas outras.

  • http://www.facebook.com/pedroturambar Pedro Américo

    Achei sensacional você falar disso por aqui. Texto perfeito cara.

    A minha tragetória é idêntica a sua. Turma da Mônica, quadrinhos em geral, livros, livros, livros, até a volta dos quadrinhos. Depois que eu comprei o iPad, voltei a ler quadrinhos de forma viciante, uma tablet é a plataforma perfeita para ler. Não deixei de lado os encadernados porém, e mesmo ainda faço aquela comprinha descompromissada de algum título mensal nas bancas (apesar de detestar o “Modo” Panini de distribuição).

    Sobre os quadrinhos adultos, só senti falta de você falar sobre as HQ’s de Super-Herói que são para adultos também. Bem, não sei se são realmente para “adultos”, mas tem uma levada muito madura. Watchmen pode entrar nessa lista, além é claro do eterno Cavaleiro das Trevas do Frank Miller, Elektra Assassina do FM também..

    Só sei que é um mundo maravilhoso que nem tanta gente assim desfruta, as obras que você indicou são verdadeiras obras de arte. Só incluiria aí Liga Extraordinária do Alan Moore e Avenida Dropsie do Eisner… V de Vingança com certeza. =)

    • http://www.facebook.com/ianleite Ian Leite Pimentel

      Obrigado pelo elogio, Pedro! Quanto ao texto, eu quis fugir um pouco do universo dos heróis, por eles serem considerados (erroneamente) leitura infanto-juvenil, mas concordo com você, poderia ter falado desse viés que também é bastante rico. Suas dicas são muito boas, Alan Moore, Frank Miller e Will Eisner são clássicos.

      • pedroturambar

        Cara, o texto é perfeito.. eu é que sou fanboy chato mesmo. Ahahaha.

        Seria ótimo ver mais coisas do tipo por aqui.

  • http://www.facebook.com/people/Gustavo-Henrique-Gordo/100000230207408 Gustavo Henrique Gordo

    Acho que sou um pouco tapado. Gosto e queria ler hq’s mas puta merda, eu me perco. Enrolo as falas e não consigo prestar atenção nas imagens e no texto. Acho que tenho déficit de atenção e nem to sabendo.

    • http://www.facebook.com/ianleite Ian Leite Pimentel

      Gustavo, tem uma coletânea chamada 1000-1, da editora Barba Negra, que reúne várias histórias que não utilizam linguagem verbal. Pode ser uma boa para começar!

  • http://www.facebook.com/alcides.neto Alcides Renofio Neto

    Aquela pilha de lindas edições coloridas naquele quarto bagunçado é mesmo instigante, entendo como começou seu gosto pela coisa.
    Posso dizer que só estou atrás de comprar meu primeiro quadrinho adulto, o unânime Watchmen, por não ter tido coragem de mexer no seu! haha

  • LuizZamboni

    Bom eu tambem lia quadrinhos, parei e recomecei, parei por decepçao com a arte americana dos quadrinhos nos anos 90, que tinha como Jim Lee um dos seus paiores expoentes, nunca vi a menor graça nos seus desenhos , voltei pela arte de alguns mangas que na minha opiniao possuem uma narrativa muito mais `cinetica` e tambem pelas Graphic Novels da Marvel e Dc, que pra mim e oo que vale a pena.

  • Edson Santos

    Comecei a ler HQ desde cedo, colecionava formatinhos, compra mais de 3 por semana, e hoje sou orgulhoso disso, tenho dois quartos de meu apartamento cheios com eles, não vendo nem troco, eles me completam, não preciso de mais nada em vida, obrigado Ian pelo ótimo texto!

  • Cauê Rebouças

    ”Maus” é muito bom ! Tanto pela história intrigante e emocionante quanto pelo o que tem por trás, uma análise profunda sobre todas as ”estrelas” da segunda guerra mundial. Para quem gosta de história, política e filosofia do seculo XX esse HQ não pode deixar de ser lido !

  • http://twitter.com/iannic666 Nick

    Recomendo:
    Scott Pilgrim
    O incrível cabeça de parafuso (li recentemente)
    Kick-Ass
    Os Leões de Bagdá
    Nova-York (do Will Eisner)
    Xampu: Lovely Losers do Roger Cruz (quadrinista Brazuca)
    Wilson do Daniel Clowes
    Mondo Urbano (mateus santolouco/eduardo medeiros/rafael albuquerque)
    e QUASE tudo do selo Vertigo da DC.

    …fora os óbvios que todo mundo sempre cita: Watchmen,V de Vingança, Batman do F. Miller, Sandman,Transmetropolitan do Ellis, e pra não faltar um mangá, recomendo o Monster do Naoki Urasawa(começou a ser republicado pela panini recentemente). É Isso!

    • http://www.facebook.com/people/Lucas-Freitas/1406823492 Lucas Freitas

      Monster é um absurdo de bom.
      20th Century Boys tb ñ pode faltar

    • http://www.facebook.com/ianleite Ian Leite Pimentel

      Boa indicações Nick, alguns eu não conhecia, vou procurar!

  • Lucscream

    Muito superficial. Provavelmente você deva ser um hipster que agora diz gostar de HQs desde criança etc etc. Li tudo e não entendi o motivo por que você lê quadrinhos, que deveria ser o motivo do post, não uma masturbação mental pra nos mostrar o qual cool você é.

    • http://www.facebook.com/ianleite Ian Leite Pimentel

      Então leia novamente. E se precisar leia de novo até entender.

  • http://www.facebook.com/anamorfa Beatriz Lopes

    Poxa, faltou falar do Clowes.

    • http://www.facebook.com/ianleite Ian Leite Pimentel

      Faltou falar de um monte de gente, na verdade. Esse é um texto de introdução para quem não conhece muito sobre quadrinhos, se alguém se aventurar por esses caminhos vai esbarrar com o Clowes uma hora ou outra!

  • http://www.facebook.com/lucasdonizete.silvaribeiro Lucas Donizete Silva Ribeiro

    Naoki Urasawa… Leiam a seguinte obra 20th Century Boys. De fácil um mangá japonês consegue exprimir uma baita complexidade e simplismente fantástico o enredo!

  • Marco Aurélio K. Moreira

    Esse post me fez lembrar de um site:
    http://zenpencils.com/
    Ali, o autor pega frases, poesias etc de pessoas notáveis e os transforma em quadrinhos. Vale a pena dar uma olhada, tem muita coisa interessante e inspiradora.

  • Anna O

    Para os iniciantes recomendo também a premiada graphic novel de Bastien Vives
    ” O gosto do Cloro”, extremamente sensível e gostoso de ler.

    Anna O.

    • http://www.facebook.com/ianleite Ian Leite Pimentel

      Boa!

  • Rodrigo

    Li Daytrippers esses dias e ja estou pensando em comprar esse “Mesmo Delivery”. Minha coleção de quadrinhos encadernados está lá com orgulho ao lado dos meus livros favoritos

  • Melo

    Um quadrinho muito bom que li recentemente foi “7 Vidas” de André Diniz e Antonio Eder.

    “Area de segurança Gorazde” do Joe Sacco foi um quadrinho intenso que li no ano passado, e é uma excelente reportagem sobre os massacres que ocorreram nos Balcãs na década de 90, só lendo para entender o quão absurdo e surreal foi aquilo.

    E cara, o que me mata de raiva é quando eu estou lendo algum quadrinho, e a pessoa solta “ah, revistinha…”
    PQP! Revistinha???

    Quadrinhos definitivamente não sao SÓ para crianças. São uma forma de arte muito particular, e que para mim, podem valer tanto quanto um Crime e Castigo ou um filme do Sergio Leone para contar uma historia, entreter, instigar, mudar uma pessoa.

  • http://www.facebook.com/crisluisa Cristiane Luisa

    Adorei o texto! Recomendo “Gen Pés Descalços”, o primeiro mangá que li.

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