Poligâmicos vivem mais que monógamos. E daí?

O portal G1 publicou uma notícia bem curiosa. Como toda manchete é chamativa e provocadora, essa não poderia ser diferente: “Homens polígamos vivem mais que monógamos, diz estudo”. 99,8% dos homens que leu essa notícia pensaram: “Vou mostrar isso pra minha mulher e vamos para uma festa de swing!”.
Mas o meu pensamento não foi bem este.
Muitos pensam que a poligamia é vadiagem o dia todo, muitas mulheres para se divertir, nunca cair numa rotina e etc. Em partes isso pode acontecer, mas raramente. Se você é casado ou observa bem a vida de muitos casados deve estar me entendendo. Vivemos em um país onde a poligamia é proibida, a monogamia é a única opção por causa de nossa raíz religiosa em nossas leis. Por termos essa distância obrigatória dos poligâmicos não entendemos bem como tudo funciona, mas basta observar os países que são para entender.
Do grego, poligamia quer dizer vários matrimônios. É a relação sexual com mais de um parceiro em seu período de reprodução. No Nepal também existe a poliandria, que consiste na união de uma mulher com dois ou mais maridos. Não se pode confundir poligamia com bigamia. A prática da bigamia acontece quando o homem se casa ilegalmente com outra mulher, ou seja, quando ainda não concluiu o seu pedido de divórcio. Não satisfeitos por inventar coisas diferentes, os seres humanos ainda criaram o poliamor. Nesse caso é quando uma pessoa está apaixonado por mais de uma ao mesmo tempo. Elas podem formar famílias, criar filhos e praticar sexo casualmente, mas não firmam um casamento dentro das leis regentes.

Tem certeza?
No islamismo, o Corão permite que o homem tenha até 4 mulheres, mas desde que ele tenha poder aquisitivo suficiente para tratá-las com igualdade. Mas como a maioria dos casamentos são arranjados, você não pode ter 4 ‘namoradas’ por exemplo. Existe também o que chamam de swing, que é a troca de casais para fazer sexo casual em festas, não chega a ser considerado poligamia pois não se trata de um casamento, mas é uma prática poligâmica. Muitos ocidentais se divorciaram tantas vezes que praticamente viveram em poligamia, só não são considerados como tal pois se separaram antes de casar com outro parceiro..
Eu sou adepto da monogamia por opção, pois não conseguiria dar atenção e carinho suficiente para todas. Se já é difícil um convívio com apenas uma mulher, agora imagina ter que conviver com quatro? Esquecendo um pouco o lado sexual da coisa, tendo quatro mulheres você terá que aturar quatro vezes mais filhos, quatro vezes mais cobranças, quatro vezes mais insatisfação e quatro vezes mais TPM’s!
Haja coração.
Dorly Neto, 17 anos, já foi católico, budista, protestante, tem os livros na estante mas não encontra a explicação. Acha que é blogueiro, acha que vai ser jornalista e acredita em um mundo com pessoas melhores.
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