Papo de Homem

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[PdH Porn] Comentários sobre o debate “Is Internet for Porn?” (Campus Party 2010)


Publicado por Victor Lee em 02.2.2010 às 13:05 em Mundo e Sociedade, Sexo e Relacionamentos

Aconteceu em São Paulo a Campus Party, considerado o maior evento de inovação tecnológica, Internet e entretenimento eletrônico em rede no mundo, realizado desde 1997, com apoio da Telefonica e do governo brasileiro em níveis municipal, estadual e federal.

Na sexta passada, Gustavo Gitti moderou as discussões do painel “Is Internet for Porn?”. Na mesa, estavam Fausto @botecosujo, @AleFelix, @Castrezana e @Lini.

Participantes do papo “Is Internet for Porn?”

cparty
Créditos: senomoto

Fausto Salvadori se descreve como um “jornalista maldoso, marrom e violento”. Escreve no excelente Boteco Sujo sobre pornografia, prostituição e o mundo underground.

Gustavo Gitti é nosso “mestre zen” que dispensa maiores comentários.

Alê Félix é a autora do antigo Amarula com Sucrilhos, da Editora Gênese, “obcecada por boas histórias e todo tipo de liberdade”, como se descreve no Twitter. Está para lançar o @naonaopara, site dedicado à discussão de sexo e pornografia de uma perspectiva feminina. Dois nomes já estão confirmados para a equipe: Bruna Surfistina e Syang.

Rodolfo Castrezana todo mundo conhece: é o criador do OMEdI e do OmediCast.

Aline se descreve como “uma pessoa que só pensa em sexo”. Essa conhece tudo da putaria na Internet, desde o RedTube padrão atual até as profundezas da sala de bate papo UOL e ICQ.

Para quem é produzido o pornô?

A discussão começou bem, com as moças reclamando da qualidade dos filmes pornôs. Foi dito que um dos problemas da indústria pornográfica é que ela é maciçamente criada por homens, para homens, e portanto não leva em consideração as preferências do público feminino. Concordo em parte.

chichi
Não finja que não conhece, você provavelmente já viu algum filme dela

Empresas grandes como a Vivid Entertainment possuem em sua equipe produtores como Chi Chi LaRue, que é uma drag queen! Exatamente, um homossexual que cuida de detalhes como o estilo do salto alto combinando com a maquiagem e a minissaia da menina. Chi Chi é apenas um exemplo, mas as produtoras grandes sabem que existem nichos de mercado onde um casal quer ter a experiência de assistir a um filme que deve agradar a ambos parceiros. Outro exemplo é o de Suze Randall, que é uma das fotógrafas de maior sucesso na indústria.

No mundo prático, porém, esses reforços nos times de produção ainda não parecem equilibrar a qualidade do pornô para as consumidoras. Para gente como a @alefelix, a experiência de ir a uma locadora pegar filmes pornográficos é péssima.

Em primeiro lugar, hoje em dia houve uma reestruturação no modelo geral de locadoras, que raramente disponibilizam títulos em DVD pornô junto aos filmes de Hollywood. Um dos motivos, que não foi mencionado na Campus Party, é justamente a disponibilidade de filmes online, afetando a demanda desse mercado e a necessidade de adaptação dos modelos de negócio de locadoras (algo que será em breve tema da série PdH Porn).

Mas não bastasse isso, frequentemente os funcionários de locadoras não estão preparados para dar recomendações às clientes que desejam algo voltado ao público feminino. Assim, a mulher acaba tendo que escolher pela capa e sorte. A @alefelix diz que achou péssimo tudo o que ela encontrou, assim como o que está disponível em RedTube.

Houve um consenso geral de que as mulheres querem algo que tenha mais sedução, um contexto antes da foda, um pouco de fantasia. A impressão que ficou no painel é que o homem é mais direto, quer colocar o pau pra fora e sair metendo. E quanto menos a mulher falar, melhor.

Na plateia, o sentimento foi o mesmo. As moças participantes reclamaram dizendo que tem que procurar pelo menos dez vídeos dentro do RedTube para achar um que as excitasse. O silêncio dos homens representados deu a entender que nós, machos, batemos punheta para qualquer vídeo que aparece na rede, enquanto as meninas é que têm uma exigência maior. Como é que é?

Questão de achar o que se procura

partybabes
Party Babes (2007): trilha sonora excelente, dá até para deixar o filme rolando durante uma home party

Não sei qual é a impressão geral dos leitores da Papo de Homem. Mas eu digo que no meu caso, eu devo vasculhar uns 200 filmes para encontrar um que valha a pena. Uma moça com sotaque gaúcho se lamuriava em não encontrar roteiros inusitados, tais como os criativos hentais.

Desculpem, meninas, esse comentário não é pessoal, mas vocês não estão fazendo o dever de casa como consumidoras.

Principalmente dentro do grupo de entusiastas da pornografia, existem vários elementos que são analisados para ver se o filme excita ou não. Vejam por exemplo as discussões do fórum Adult DVD Talk, que tem mais de dezoito mil membros ativos. A Private também possui uma comunidade dedicada ao debate de seus filmes, atrizes e diretores.

Esses punheteiros profissionais discutem cada mínimo detalhe da carreira profissional das atrizes e inclusive diretores. Quando um DVD não sai com a qualidade esperada, o povo mete o pau.

Como a competição é grande, existem diferentes filmes, com abordagens distintas. E a cada espectador cumpre fazer a busca para encontrar o que agrada e excita mais. No meu caso, o que eu mais aprecio é a beleza estética feminina. Sou do grupo que gosta de filmes em alta resolução, iluminação perfeita, boa fotografia, ângulos, edição e sobretudo mulheres impecavelmente belas e bem produzidas.

Alguns filmes aleatórios que me vêm à mente são Party Babes, do Alex Winterthur (Private, 2007), e Teachers, do Robby D (Digital Playground, 2009). Mulherada tão gata e siliconada que merece o rótulo dado pelo @castrezana: é como “ficção científica”.

Enfim, essas são as minhas preferências. Filmes com beleza visual. Não ligo muito para o roteiro ou até mesmo para as coreografias com posições bizarras. Não me importo se o filme tem dupla penetração, ass-to-mouth, bukkake ou a novidade do momento. O que eu quero é olhar mulher bonita transando, igual quem passeia por um museu contemplando arte.

Sei que outras pessoas têm outros desejos, e é para isso que existem as comunidades especializadas, revistas da área e outros espaços para refinar a sua busca de acordo com a técnica, tema, atriz, diretor ou companhia. Fica aqui o meu rebate à crítica de que no RedTube “apenas um entre dez” filmes agrada a mulherada: o motivo é que a plataforma buscada não é a que possui o conteúdo ideal.

teachers
Teachers (2009): Você tem como desculpa dizer que está fazendo uma pesquisa em como o pornô evoluiu com roteiros, atuação, cenário, figurino e fotografia. Assista e vire o próximo Bertolucci.

Onde está o dinheiro?

Até a turma do Sedentário & Hiperativo estava na sessão e comentou que o problema do RedTube é relacionado à largura de banda e armazenamento. Como os recursos são caros e limitados, não convém a empresa fazer upload do filme inteiro – assim, apenas os clipes onde está rolando a verdadeira ação estão disponíveis, dando a impressão às mulheres de que os filmes são ruins e diretos demais.

O @botecosujo retrucou com o exemplo do BangBus, que é um pornô com temática. Mas por ser um exemplo onde o acesso é pago, diferente do RedTube, foi deixado de lado na discussão.

Eu acrescentaria ao que foi dito que existe mais um elemento na história. Os produtores de vídeo, que detém os direitos comerciais dos filmes, ficam putos da vida com os donos de “vídeos tube” da vida, que muitas vezes ignoram as regras de boa convivência e carregam (ou consentem) vídeos inteiros, infringindo direitos autorais.

Para as empresas que possuem os direitos comerciais dos vídeos, é possível fazer acordos onde apenas um pequeno pedaço do vídeo seja disponibilizado, funcionando como mecanismo de captura de possíveis clientes. É o caso dos vários vídeos curtos da Brazzers. Mas quando o vídeo está na íntegra, é briga certa entre os players.

Como o pornô afetou a sociedade?

Já iniciamos isso na série PdH Porn, com ênfase no lado negro da pornografia e como o mundo era diferente vinte anos atrás. O Rodolfo Castrezana fez um comentário com o qual assino embaixo: o sexo ficou banalizado.

Nos primórdios da Internet, o que se buscava era Star Trek (talvez pelo fato de haver pouca pornografia online). Com a popularização da web, o sexo ficou em primeiro lugar nas buscas. E, hoje, Castrezana conta que quem lidera a audiência é a rede social. Estamos mais preocupados em saber de fofocas e da vida social do que baixar sexo explícito. O apelo se perdeu.

Fausto tem uma bagagem de conhecimento sem igual na história da pornografia. Conta ele que, por conversas com o pessoal das antigas, o sexo era muito mais restrito. Em obras de Jorge Amado, havia referência às prostitutas francesas que faziam… “boquete”! Uau! E isso não é apenas na ficção: em entrevistas com quem ia atrás de putas nos anos 50, era raridade encontrar uma meretriz que se rebaixasse ao vil ato do cunnilinigus. Dizia a lenda que tinha “uma italiana que chupava” no prédio do 69, o puteiro vertical da Rua dos Andradas.

Era uma época em que a esposa nunca faria sexo oral no marido – esse tinha que se virar para encontrar uma prostituta que topasse, pois não era a prática comum.

Hoje, a hierarquia do boquete foi reconfigurada. É comum fazer um amasso com uma menina no carro ou dentro do banheiro da balada, com direito a leitinho na boquinha… Mas ela pode achar que é cedo para o sexo vaginal. Seria uma influência da cultura de Hollywood e do Porn Valley? Provavelmente.

Prostituição e Internet

bitchmaps
Mapa da putaria em Sampa (não nos responsabilizamos pelas consequencias de sua navegação)

O painel teve a nobre presença, na platéia, do Chester, criador do BitchMaps, que é um criativo da plataforma Google Maps com a base de dados (salvo engano) do GPGuia, que é uma comunidade de Internet semelhante aos fóruns dos entusiastas que discutem filmes pornô em DVD. A diferença é que o GPGuia discute a qualidade dos serviços prestados pelas garotas de programa.

Chester perguntou aos palestrantes o que eles achavam do efeito da Internet facilitando o acesso não apenas à pornografia, mas também à prostituição.

Existem milhares de desdobramentos que podem ser comentados nesse cruzamento entre Internet e prostituição. Um deles, mencionado pelo @botecosujo e @alefelix é que, da mesma forma que a Internet matou intermediários como editoras e gravadoras, os cafetões perderam a vez. A possibilidade de anúncios online e fóruns de discussão sobre serviços de acompanhantes facilitou a explosão da puta freelancer que tinha resultados pífios com anúncios de jornal e frequentemente dependia do cafetão. Hoje, ela pode embolsar toda a renda.

Gostei muito das observações da @alefelix e recomendo quem tem interesse no assunto a ficar de olho no futuro @naonaopara. Ela reconhece que existem pessoas que podem ter uma necessidade mais intensa de sexo e que, se podem pagar por uma relação, a prostituição serve como um mecanismo adequado para suprir essa tensão acumulada e talvez proteger a sociedade de possíveis problemas que o cliente do sexo poderia causar.

Enquanto eu concordo com essa possibilidade, o que vejo em fóruns como o GPGuia, GPSportClub, GPForum e semelhantes é que existe uma demanda não apenas de sexo, mecânico e frio. Por mais que um website que lista acompanhantes pareça ser um menu de restaurante ilustrado, um fenômeno interessante é que as notas dadas pelos serviços dependem muito da relação humana estabelecida entre a garota de programa e o cliente.

O termo “namoradinha” é usado na linguagem da comunidade para a referência a essa maior intimidade. Também lemos em diferentes relatos elogios quando a GP não olha o relógio (elas cobram por sessões de meia ou uma hora). Isso parece indicar que muitos dos membros da comunidade da putaria estão, de fato, buscando uma conexão humana.

Sexo virtual: será mesmo que todo mundo já fez?


Link Ustream | Debate na íntegra, cortesia do @castrezana

Um dos pontos mais divertidos da discussão foi sobre cybersex. Os painelistas perguntaram à plateia quem já tinha feito sexo virtual: três gatos pingados levantaram a mão. Ficou um ar cínico de que tinha gente mentindo… E eu confesso que fiquei puto com essa presunção.

Na boa, eu, que sou usuário da Internet desde a época do ICQ e bate-papo UOL, como a @lini, nunca fiz o tal do sexo virtual. Podem me chamar de coxinha, de brocha digital ou de mentiroso. Mas o fato é que eu sempre achei isso meio besta.

Houve uma época que uma amiga de ICQ propôs de fazermos cyber e eu topei para ver como era. Depois de umas quatro mensagens trocadas, eu disse que aquilo era muito chato e marcamos de nos encontrar num Fran’s Café. Foi muito melhor.

Enfim, não sei se eu é que sou realmente minoria ou se de fato o padrão é que todo mundo tenha feito cyber mas não admita de forma alguma. Mas desconfio não estar sozinho. O @castrezana também disse que prefere o sexo real, sendo que a Internet serve mesmo é para matar a curiosidade das pessoas. Para ele, “sexo virtual é punheta interativa”, não é sexo. Concordo.

A @alefelix, sempre refletindo bastante antes de falar, confessou que tem interesse na vida das pessoas. E que parece que hoje as pessoas têm medo de estabelecer vínculos, de modo que o sexo se torna instrumental, um atalho.

Já a entusiasmada @lini não tem o menor problema em dizer que é veterana de cybersex e hoje o Twitter é um grande banco de picas. Acho interessante que nessa conversa ela se abriu dizendo que não é chegada em baladas. Ao mesmo tempo, já conheceu as casas de swing e de masoquismo. Ela me lembrou algumas meninas que conheci mais de uma década atrás pelo ICQ. De fato, existe uma quantidade grande de gente que prefere formas alternativas de interação do que a vida das baladas. Fica aqui a dica para quem pensa em investir nos canais online: o mar tem peixe!

E por fim o o @GustavoGitti apontou que, em seu blog de relacionamentos, o texto sobre orgasmo vaginal e clitoriano é de longe o mais popular. Seguindo a brecha dada pela Alê, o Gitti repara que a conversa sobre sexo é o primeiro passo. As pessoas vão se abrindo e no diálogo nota-se que o tema principal não é o sexo em si, mas outros que a ele estão ligados. Sem dúvida! E por isso estamos dando continuidade à série PdH Porn.

Duas dicas extras

webcam
“Eu vou mostrar, só não estrague tudo com um erro de português”

A Alê Félix revelou um segredo que até agora eu guardava apenas para mim, pois é muito eficiente. Uma das (várias) fantasias femininas é mostrar o peito. Por questões anatômicas, é a parte mais prática para ser exibida, sendo que “pagar peitinho” é um equivalente a “colocar o pau pra fora”.

Assim, ao conversar de temas sexuais e escalar a tensão sexual com uma menina, um coringa a ser utilizado é tocar nessa fantasia e dar corda. Se ela pagar peitinho com pouco esforço, é sinal verde para prosseguir. Eu fiz várias vezes e confirmo a eficiência do método.

A segunda dica, para encerrar o post, é que as mulheres de modo geral se ressentem em não poder falar abertamente de sexo. Quando elas começam a falar de putaria, o feedback que elas recebem é muito negativo. Isso me pareceu unânime entre todas as presentes no painel. No Brasil, a mulher que fala de sexo é taxada como puta. Eis aqui mais uma simples dica de tema para continuar conversas sexuais com uma mulher – certamente ela terá muita coisa interessante para contar.

Aliás, mulherada leitora da Papo de Homem, o que vocês acham? Se sentem confortáveis para falar sobre sexo em uma roda de amigos com homens em volta?

P.S.: Como moro na Europa, não compareci fisicamente à Campus Party, mas acompanhei tudo pelo streaming organizado pelo @castrezana. Indico também a cobertura feita pela B., no A Vida Secreta.

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Foto do autor

Victor Lee é o embaixador europeu da Papo de Homem e está sempre de malas prontas para ir onde tem mulher bonita. É autor do From Victor With Love - Diário.

Outros artigos escritos por Victor Lee

  • Joao
    Não sei se alguém ainda vai visitar esse post, mas li um comic que me lembrou dessa discussão:
    http://xkcd.com/714/
    hehehe
  • Taisi afirma que sua busca por prazer interfere até, na sua vida profissional:

    "Nunca comecei cursos ou empregos novos verdadeiramente, motivada pelos desafios, ou sai SÓ para dançar, ou SÓ para jantar, para curtir com as amigas."

    Sai com as amigas. Chega ao local e a primeira atitude é girar 360º a procura de um corpo:
    "O que sempre me impulsionou era a pergunta: aqui tem um bom número de homens para quem eu daria? Não? Ah, então não vale a pena."
    "Um bom número de homens", significa, mais de dois. No mínimo.

    E quer nos fazer acreditar que só teve relações com dois homens?
    "Não que eu fosse dar para todos. No final das contas, apesar de eu adorar a minha personagem que vende o oposto, até hoje, só dei pra dois."
    "É apenas a natureza. Putaria é a melhor coisa da vida e ponto final."

    Sua ideia de natureza é forçada. Acredito que seja uma adolescente inexperiente tentando chamar a atenção ou um homem, tentando polemizar o post, chamando as mulheres para a discussão. O que é desnecessário.

    Quanto ao post: Excelente!
  • L.
    "Gostei muito das observações da @alefelix e recomendo quem tem interesse no assunto a ficar de olho no futuro @naonaopara. Ela reconhece que existem pessoas que podem ter uma necessidade mais intensa de sexo e que, se podem pagar por uma relação, a prostituição serve como um mecanismo adequado para suprir essa tensão acumulada e talvez proteger a sociedade de possíveis problemas que o cliente do sexo poderia causar."

    Achei este comentário meio na fora de mão. Quer dizer que a prostituação e as prostitutas propriamente ditas não fazem parte da sociedade, sendo estas criação da sociedade (já que pelo fato delas servirem como um mecanismo)? Quer dizer então que pessoas com problemas na área sexual não precisam mais procurar por ajuda médica? Basta procurar uma prostitua e pronto! Se este cara for violento, por exemplo, e estrupar, espancar e coisas piores com uma prostituta, tudo bem. Ela não é parte da sociedade (mesmo sendo criação dela) e muito menos é problema, não é a minha vagina. E sabe, ela é uma vagina qualquer, ela é uma prostituta (apesar de ser um mecanismo de suma importância para evitar problemas para a sociedade).
    As coisas sempre tem duas faces, se formos começar a pensar assim, ninguem mais precisa se curar nada, basta jogar o problema para aquilo que esta fora da sociedade e fora dos padrões (a velha história de "o que os olhos não veem o coração não sente").
  • rainers
    concordo com o Victor quando ele diz que não é adepto ao sexo virtual, isso pra mim tb é mais um termo idiota e insano que criaram, quase que baitolagem, hehe. a internet tá aí pra facilitar os encontros não pra distanciá-los.
  • Pinto Virgem
    Victor diz:
    "se vc tiver algum link para compartilhar com a galera, é só mandar!",compartilho com muito prazer!!!
    http://www.contoerotico.com.br/v2/index.asp
    E pronto, já podem satisfazer a vossa ânsia de cultura erótica!!!
    Mas lembrem-se, se quero bater uma grande punheta, primeiro pesquiso sobre o assunto e depois é só esgalhar o pessegueiro!!!
  • #42 - Vitor

    Não não, era algo mais pro sexo mesmo. Tipo quem disse que transou onde ou algo parecido. Não vou lembrar.. mas era algo como descrevi.

    Sei que não ajuda muito, hahaha. Devo ter lido em matéria bem corrida, de relance. Por isso a lembrança de tal programinha não tá na ponta da língua.

    Mas agradecida pela tentativa. :)
  • #35 - Carol Souza,

    obrigado por entrar para a conversa. Você mencionou que as revistas femininas geralmente fazem uma abordagem rasa.

    Como eu sou bastante curioso e estou sempre pesquisando, eu costumo folhear de tudo quando estou em aeroporto ou livraria. Eu vejo que os títulos das matérias de capa são muito chamativos, mas de fato o conteúdo deixa a desejar muitas vezes.

    Tem sugestões de temas específicos que você gostaria que a gente desse um pontapé inicial? Estamos de ouvidos abertos!

    #39 - Pinto Virgem,

    ao ler seu comentário, na parte dos contos, me lembrei do Fórum Ele & Ela, que era uma revistinha safada, de papel jornal (estilo MAD), onde leitores mandavam contos. Eu achava muito legal, mas já faz muito tempo que não leio nada do tipo... se vc tiver algum link para compartilhar com a galera, é só mandar!
  • #33 - Marte,

    comentário perfeito, cara. Obrigado!

    É complicado generalizar colocando homens em uma bacia e mulheres noutra, mas eu acho que em geral é o que vc falou. O pornô para o "homem médio" é uma commodity funcional, enquanto a "mulher média" parece querer mais valor agregado.

    Vou retomar a esse tema em breve na série PdH Porn.

    #34 - Helga Maria,

    será que vc não está pensando no mapa de contágio de sífilis em Baltimore do John Zenilman, que é narrado no Tipping Point do Malcolm Gladwell?
  • #31 Hérica Rocha - obrigado por se juntar à conversa aqui. Cada vez mais eu vejo que a história do preconceito depende de dois grandes fatores: o foco de atenção que se dá ao feedback recebido dos amigos... e o círculo social onde a conversa acontece.

    Deu pra imaginar direitinho a cena onde vc e os outros colegas na sala de informática falando "naquilo"!!

    ;-P

    #32 O legal de escrever no PdH é que eu posso trocar idéia com o "GilzaoFolador" hehehe.

    Compartilha aqui com a moçada alguns títulos de filme que vc curte, man!

    Abraço!
  • Pinto Virgem
    Pois é garela,a mulherada conversa de sexo,tanto para homens como para mulheres.Mas a reacções são diversas,há mulheres que olham como "A puta que só se interessa por sexo!!!" e há mulheres que olham como "Voçê é muito avançada,olhe que eu tambem penso assim como voçê e tenho medo de ser taxada de puta!!!" e há homens que olham como "Porra,alta tesão que voçê esta-me dado!!!" e há homens que olham como "Admiro-a muito.Voçê sabe ter qualquer conversa seja ela sobre sexo ou não,queria ser igualinho a si!!!".Eu como homem prefiro essas mulheres que falam de sexo,como fossem homens a falar "Caras ontem da balada fodi um cara que não conseguia pensar da ex dele!!!".Mais eu quando tenho uma conversa sobre tematica sexual com os meus amigos,eles sabem o que a minha mente vai dar,mesmo aparecendo uma gatinha intrometendo da conversa eu continuo com a minha linha de pensamento e mais ninguem a tira.

    A relação do sexo virtual,tambem concordo consigo Victor,pegar virtualmente uma gata só porque ela escreveu do MSN que está só com uma meias de licra?!!!Não dá,até podemos comer virtualmente uma grande gostozonha,mas da verdade estamos comendo o resto de uma gorda qualquer.O sexo têm que ser real,ver a gata ao vivo,não usar nem a web cam,nem o celular para nos satisfazer!!!Antes da pegada temos que respeitar o nosso parceiro durante a pegada,falando abertamente "Não gosto desta posição!!!Porque fico desconfortavel,fico com as costa a doer!!!",e não o que mais destesto das mulheres,que estar desconfortaveis numa posição,que lá porque o cara está a gozar tanto,tenho que continuar desta posição.

    Os filmes porno,sacados da net.Pois é,só para os homens que não tem cultura erotica suficiente para verem um filme porno completo.Só ficando satisfeitos com os videos amadores,onde a mulher,até pode saber que está sendo filmada enquanto está fodendo,mas continua como não soube que mais tarde um milhão de webespectadores vão ver e comentar a sua performace sexual.Não gosto desse tipo filme porno,porque vimos de tudo,desde o cara que filma a gata numa praia de nudismo e têm aqueles ataques de riso,de homofobia "Se a puta está ali,toda nua é porque quer ser comida ali mesmo!!!",e então o respeito pela o corpo femino onde entra do meio disto tudo?!!!Passando pelos aqueles show,festivais,festinhas de Miss T-shirt molhada,ect...que o unico intuito é taxar a mulherada que participa como puta e gozando a sua custa.Ainda temos aqueles maravilhosos videos pornos apanhados,onde a imagem de marca é apanhar uma mulher,ridicualizar-a perante o olhar prevetido do webespectador,automaticamente taxando-a como puta e do final chega o produtor e diz uma babuceira qualquer e goza em cima dela.E mais uma para acabar,aqueles videos que são simplesmente moleque a comerem-se,batendo uma punheta,a excebiem-se perante a web-cam!!!Pois é,se esses moleques descobriram que ponhem ser fantasticos da cama,não quer dizer que têm que correr ligar a web-cam e continuando a comerem-se!!!

    A relação aos sites de contos eroticos.Eu prefiro mais esses,porque há uma vasta de variedades de tematicas que podemos explorar as nossas criatividades sem a preocupação de rotulos,como por exemplo a putaria.Temos contos eroticos de variados temas que vão desde a heterossexualidade,a homossexualidade(gays,lesbicas,drang-queen,ect...),fantasias e fetiches sexuais,sadomasoquismo(soft ou hardcore),a mastrubação e excebuccismo,etc...ai podemos brincar com o nosso conceito de sexo e criar ou ler situação reais ou ficrticionadas,só com o intuito de abrir mais a nossa mente para a cultura erotica,sem ser sempre a mesma fantasia sexual,homem comendo duas mulheres.E até podemos criar uma personagem especifica para esses sites.
  • Bom debate.
  • joao
    Otimo artigo. So nao entendi a falta do link pro gpguia, que considero o melhor forum sobre gps do brasil...
  • putz, falar de sexo sem ser 'A' safada ou 'A' puta da galera é meio difícil, sempre somos as mais fáceis e lálálá, mas seria muuuito interessante conversar sobre sexo, numa roda de homens, sem ser classificada de nada, além de uma mulher interessada num determinado assunto.

    pior ainda é escrever sobre isso, ter blog de sexo é muito complicado, a gente precisa se fechar e ser um tanto 'rude' para não misturarem as coisas, pq todo mundo quer adicionar no msn achando q o sexo virtual é fácil e garantido.

    enfim, muito bom o post, assim como o d'A Vida Secreta.

    bjs
  • Carol Souza
    #29 - Victor,

    Li o artigo, achei excelente!

    Engraçado é que é um paradoxo o fato da mulherada ser mais articulada para expôr sentimentos (inclusive em relação ao sexo) mas usar muito pouco essa "articulação" sem estímulos...

    Assim... vejo que o papo entre mulheres é muito mais detalhado, mais estenso é até mais frequente do que entre homens, mas se não tiver um estímulo (como um post desse tipo) o papo costuma ficar no "básico". Tanto que a maior parte das publicações voltadas para o público feminino (revistas e sites) é BEM rasa de conteúdo bom sobre o assunto... As que fogem desse perfil acabam caindo em sites "Papo de Homem" e comprando "Men's Health"...
  • Converso com amigas ou amigos, tanto faz. O que varia é meu grau de intimidade pro assunto e a probabilidade de eu receber um olhar reprovador ou não. Quanto mais o assunto vai evoluindo (e o feedback vai melhorando) melhor fica.

    Filmes pornôs tem roteiros ridículos. Mas estes aí nunca assisti, terei de averiguar melhor. Gostei da dica do Gitti para o filme a se ver a dois.

    Não sou adepta a pagação de peitinho com desconhecidos. Ok, confesso: é que isso não me apetece.

    Bom, como este aqui é mais um papo de mulher acho que certos homens nem devem ler este post, ou estou só observando o movimento, ou dificilmente achariam que tem algo a acrescentar. Afinal, como foi dito o foco foi mais as mulheres e a opinião delas. Acho que por isso a participação ostensiva também. Não palpito em todos os posts pela redundância de opiniões (eu não acrescentaria), falta de interesse no tópico ou pressa em ler meu Reader.

    Voltando ao sexo: sobre o mapa do google colocado no post: isso me lembra um outro mapa relacionado a sexo. Alguém se lembra? Deu branco agora.
  • Marte
    Quem já viu "O crime do Padre Amaro"? Um belo pornô, com portuguesas sem bigode e de quebra um livro a menos da Fuvest para ler. Isso que eu chamo de incentivo à leitura: veja o filme antes: Se for uma merda, nem leia o livro, se não for, a leitura é mais tragável.

    ------------//------------//------------

    O fato da participação masculina ser menor nesse tópico é por que o assunto é meio batido: homens e mulheres tem sexualidades diferentes, e a expressam de maneiras diferentes. Homem quer, e precisa, de algo mais prático, pois tem uma necessidade física para saciar.

    Numa analogia tosca mas efetiva, a apreciação das mulheres pelo contexto, pela história, pelas cenas bonitas do filme (pornô, sensual, sexy, caliente, romântico) equevaleria à apreciação pelo design, beleza, conforto, e tipo de cerâmica utilizada de um vaso sanitário, enquanto os homens só presam sua funcionalidade prática (Posso utiliza-la? Tem discarga? Tá ótimo. Nem precisa de asento.).

    Simples assim, filme pornô é um mero instrumento para o homem fazer suas necessidades, ele se vira muito bem sem ele, aliás, sem nada. Se estiver no meio do mato, e precisar fazer o número 2, ele dará um jeito sem o instrumento "vaso sanitário"; e se estiver no mato e por algum motivo se empolgar, sexualmente falando, vai se virar muito bem sem o instrumento "filme pornô".

    Filme pornô não chega à ser uma arte para o homem - apesar de muitos filmes contarem com produção e artistas profissionais (não faço idéia das estatísticas atuais sobre filmes com produção e sem produção!).

    Esse é o motivo da existência de tantos filmes sem roteiro e com closes de foda, porque é o que interessa ao homem e é lucrativo.

    Vejam esses tubes como a App Store da Apple que você baixa só a música que deseja e que saciará seu prazer naquele momento, sem precisar de outras 12 músicas dum CD inteiro. Ou como o Wall Mart que monitora a demanda de cada produto exposto na loja e só oferece os que vendem muito bem, com a melhor lucratividade. Pouco interessa (para os acionistas) que não sejam a loja mais completa e com maior variedade de produtos, eles disponibilizam oque vende muito bem e que gera US$ 1 bilhão por dia, simples e efetivo assim.

    Em nota:

    Necessidade sexual masculina, expressa da forma "masturbação" + Indústria pornô voltada para segmento masculino + Filme pornô transgênico (otimizado de acordo com as vontades dos clientes) + Insatisfação feminina com o conteúdo pobre produzido = Homens reclamando das abas do absorvente íntimo feminino que não fecham direito na cueca.
  • GilzaoFolador
    Droga, escrevi um monte la no trabalho e caiu a internet na hora de enviar e perdi tudo >.> Mas vamos lá,

    Respondendo a Pergunta do Post, sim, para mim Internet é Porn total. Alem de filmes e seriados :P

    Adoro, aprecio, e passo mal quando nao vejo pelo menos um Porn por semana. Tenho meu pequeno acervo de fotos e videos (um HD dedicado no computador de 1TB de espaço) somete para Porno!

    Os Videos do meu acervo são selecionados um por um, se encaixando nos meus próprios critérios de gosto, geralmente começa na melhor cavalgada, enrrabada, e por ae vai...

    Sempre fujo de Filmes da Jesse Jane, apesar de ser uma puta gostosa eu nao acho graça nos filmes. Pra mim é filme para mulher.

    Lembro que antigamente era complicado achar uma buceta na internet. Demorava pelo menos 1 dia para achar algo decente. Hoje em 10min ja se faz a festa...

    Enfim, my2cents.
  • Hérica Rocha
    Victor, texto excelente!
    Respondendo a tua pergunta final:
    (Aliás, mulherada leitora da Papo de Homem, o que vocês acham? Se sentem confortáveis para falar sobre sexo em uma roda de amigos com homens em volta?)
    Falar sobre sexo com homens em volta sempre foi fácil pra mim, primeiro por que eu sempre trabalhei com homens, sou técnica em informática, já cheguei a trabalhar em uma sala com sete homens e apenas eu de mulher, segundo por que adoro ouvir as histórias que os homens contam. Costumo dizer que coleciono esses personagens, que me inspiram muito, pois sou estudante de jornalismo e gosto de escrever, inclusive contos eróticos, aí já viu, haja história pra tanta imaginação.
    O que percebo, pelo menos a minha volta com meus amigos, é que o mundo masculino esta abrindo espaço para que nós mulheres possamos falar sobre sexo mais abertamente sem sermos vistas como vulgares. Claro que não atribuo isso a cem por cento dos homens, mas a coisa tem tido uma certa melhora.
    Vejo também que, o que falta para as mulheres falarem mais abertamente sobre sexo com homens por perto, é sentirem-se mais seguras de que não receberão um rótulo pejorativo só por que gostam de falar sobre o tema, pois embora hoje muitos homens achem natural e legal mulheres compartilharem falas sobre sexo, tantos outros homens acham que não é coisa de "mulher descente".
    Achei excelente o papo na Campus Party. Não pude estar lá, mas vi pela web. O que me fez ter mais orgulho de ser leitora do PdH, pois aqui nós mulheres temos espaço cativo e o que é ainda melhor, temos ouvintes atenciosos e que não nos rotulam.
    Mais uma vez, excelente texto, parabéns, e obrigada a todos do PdH por nos darem espaço e liberdade para falarmos abertamente.
    Um forte abraço.
  • Diego: para filme "não-explícito", siga a recomendação do Gitti.

    Se quiser um filme PORNÔ mesmo, um coringa é o The Masseusse (A Massagista), da Jenna Jameson. Ganhou praticamente todos os prêmios da indústria.

    Só no AVN Awards de 2005, faturou melhor filme, melhor ator, melhor atriz, melhor cena hetero, melhor cena lésbica, melhor edição e melhor diretor.

    O bom do filme é que tem cenas de sexo no trabalho, um sadomaso fetichista, papai-mamãe romântico, o boquete mais perfeito que vi a Jenna fazer e ainda por cima uma historinha que dá para aguentar.
  • Outra observação geral que tou achando interessante no nosso debate: a mulherada tá dando de 10 a 0 na participação aqui nos comentários.

    Claro que o texto pegou bastante nas temáticas de "público feminino" e os tabus da "mulher que fala de sexo". Mas levando em conta que aqui é o Papo de Homem alguém poderia estranhar a participação masculina muito mais tacanha.

    Isso reforça meu achismo: a mulher é muito mais articulada para discutir temas de sexo, já que nós homens estamos nos perdendo em revistinhas de curiosidades, moda, gadgets e porn softcore (Maxim, GQ, Stuff etc)

    Uma coisa que eu acho boa, mas em geral sou minoria, é na opinião sobre o crescente fenômeno das Comunidades de Sedução. Muitos torcem o nariz pois o que fica mais evidente são os caras bizarros tentando fazer comandos hipnóticos ou usando pantufas e chapéu florido na balada para chamar atenção.

    Um tempo atrás eu escrevi um texto contra uma prática comum dessa comunidade, que é dar notas entre 0 a 10 para as mulheres - http://fromvictorwithlove.com/diario/2009/como-...

    A coisa boa é que nessa mesma comunidade existem caras que vão mais além e começam a explorar a sexualidade com a determinação do nerd mais talentoso possível.

    Cada vez mais existem grupos que discutem com seriedade pontos de dinâmica social, psicologia comportamental, orgasmo feminino e muito mais. Estamos progredindo...
  • Helô
    Seguinte..1° Realmente mais facil e divertido conversar com homens sobre sexo, as mulheres ,nao sei de modo geral nem poderia, nao falam nao dão opiniao, e pelo menos minhas amigas acham muitas coisas absurdas e rola mesmo aquele olhar de julgamento, até quando duvido que nao pensem o mesmo, mas nao tem coragem de falar, e os homens tem, e nao sou fã de filmes pornos, justamente porque muitos ou todos q dei o azar de assistir, era simplesmente o homem colocar o pau pra fora e meter...desse jeito estupido mesmo...isso nao gosto mesmo...mas cada um com seu cada qual.....
    bjos a todos
  • Carol Souza
    Bom... Já falamos disso por aqui de um jeito mais "light". É o mesmo caso do "ficar". Os 'homens' falam que querem uma porção de coisas, e quando encontram uma menina que fica 'fácil' e/ou 'dá' na primeira noite, saem chamando de galinha, prostituta, fácil, etc etc etc. E as mulheres dizem que são modernas e independentes, mas só toleram esse comportamento da melhor amiga. Caso contrário falam tão mal (ou pior) quanto os homens.

    Falar sobre sexo é a mesma coisa... Tanto que o povo daqui (que teoricamente sofre muito menos julgamentos do que em outros lugares) se esconde atrás de pseudônimos/ anônimos/ nomes comuns sem sobrenome, e obviamente sem os sites vinculados.

    Na prática isso significa que é muito mais complicado do que a média das pessoas está fazendo parecer. Analisando com um pouco mais de realidade e menos de romantismo, falar de sexo com alguém do sexo oposto é complicado porque o outro lado pode entender como um "convite". Ainda com alguém do sexo oposto, ou mesmo com pessoas do mesmo sexo, há o medo de julgamentos ou pelo menos a preservação da vida privada de maiores encheções de saco. A maior parte das pessoas que conhecemos é preconceituosa de alguma forma, julga antes de conhecer ou imputa seus valores como sendo os únicos corretos.

    Tanto que "ficar fácil" e "vestidinhos curtos" já são motivos de grandes discussões sobre o caráter de quem o faz (ou o usa). Gente verdadeiramente "elevada" é difícil de achar... rs
  • Cadu
    Que bom se tivessemos conversas (post/campus party) todos os dias nos ambientes que vivemos (trabalho/facul/academia).

    Varias opniões interessantes e um puta conteúdo no debate.

    Awesome.
  • Publiquei um vídeo que gravei da palestra, tem uns 25 minutos, vale dar uma olhada.

    http://videolog.uol.com.br/video?515413

    Só achei que caiu meio num rumo que não era da discussão no debate, mas foi bacana.
  • Diego
    Ae Galera, aproveitando a ideia do Jonas, alguém conhece mais filmes Picantes para se assistir com a namorada?
    Vlw!
  • Luisa
    então, até concordo que alguns sites por aí não são o melhor pra procurar e com o restante do artigo, mas creio que eu, assim como muitas mulheres, não tem saco ou interesse diário de ficar procurando numa comunidade de 30 mil membros sobre cinema pornô.

    Quer dizer, se temos de pesquisar entre mil filmes para achar um e mesmo assim temos de contar com a indicação alheia, é porque o mercado é escasso SIM.
  • Eu mesma
    Sempre gostei de falar de sexo com homens e mulheres, mas faz tempo que não entro numa sessão forte, detalhada e tal. Só qdo so feeling aponta que a roda é empática mesmo.

    Nunca fiz sexo virtual. Tentei e achei mto chato tbm...

    Um dia dei meu tel pra um cara da net com quem apenas falava superficialmente de sexo.
    Atendi o cara já gemendo, gemendo e pedindo pra eu ajudá-lo a gozar. Nem deu tempo de dizer que não ia rolar, ele começou a gemer forte e gozou... ele só queria que eu o ouvisse gozando! aff
    Não sei pq, mas isso me incomodou tanto, mas tanto! Eu sei que vacilei dando o número e depois atendendo ao celular, que poderia ter desligado na cara.. mas na hora não desliguei.
    Os gemidos do cara ressoaram dias na memória e isso não me excitava, garanto.

    Li tbm a matéria que a #5 - Mari Hauer citou. Vi o da Erika Lust, "Cinco histórias para ela" e me excitei bastante, gostei mto.

    O que me excita num pornô são ângulos abertos, a possibilidade de ver a relação e o todo, os corpos por inteiro.
    Closes pra mim brocham total! São repetitivos, demorados e limitados.
  • Bruno Cavalcanti
    #12 - Gustavo Gitti

    Eu não conhecia esse filme. Valeu pela dica!

    #16 - Taisi

    Vamos aproveitar a dica do Gitti? ;)
  • Caracoles!! Taisi, você é igual eu... só que mulher! Hahaha. Concordo que o sexo é uma motivação e tanto. Mas tem também diferentes fases da vida. É assim que eu vejo acontecendo comigo, onde as novas paixões vão aparecendo conforme são praticadas.

    Ei Isabella! Você não deixa as coisas passarem batidas hein! Para termos uma boa qualidade aqui no PdH existe um grupo editorial que revisa os posts antes de serem publicados.

    Como escrevi o post às cinco da madrugada, encaminhei e pedi para a equipe editar, e acho que o resultado final ficou muito melhor. A foto dos peitinhos não é do meu acervo pessoal, mas entrou na edição e eu gostei muito. Afinal de contas, da época do ICQ eu devia ter uma boa coleção de fotos que as meninas mandavam (só conversando "de boa", sem cyber) rsss
  • Detonator
    Gabriela Jardim: Namora comigo.
  • Taisi
    Sou viciada em filme pornô, nunca paguei peitinho, nem fiz sexo virtual. Talvez, por falta de oportunidade. E tenho que admitir, penso em putaria o tempo todo.

    Cresci ouvindo que mulher que só pensa em sexo não é coisa boa. Tantas receitas pra fazer, tantos livros pra ler, tanta tristeza e violência no mundo, tanta coisa séria para pensar… Oh, sinto muito. Mesmo.

    Sabe, fiz uma recapitulação da minha vida e descobri que, apesar de tudo, desde que conheci, não passei um segundo da minha existência pensando em outra coisa. Pois não há nada melhor do que estar em um ambiente onde isso poderia acontecer.

    Nunca comecei cursos ou empregos novos , verdadeiramente motivada pelos desafios, ou sai só para dançar, ou só para jantar, para ''curtir'' com as amigas. O que sempre me impulsionou era a pergunta: aqui tem um bom número de homens para quem eu daria? Não? Ahh, então não vale a pena. Não que eu fosse dar para todos. No final das contas, apesar de eu adorar a minha personagem que vende o oposto, até hoje, só dei pra dois.

    Mas, enfim, que atire a primeira pedra o ser humano que não pensa assim. Juro que não é promiscuidade, é apenas a natureza. Putaria é a melhor coisa da vida e ponto final.
  • Ahm, entendi qual é a do Vítor...

    Nunca fez sexo virtual, mas coleciona peitcheenhos na web cam...

    Aham...
  • O Mundo de Léo
    vou colocar aqui o link de uma matéria que fala sobre pornografia para mulheres:

    http://revistamarieclaire.globo.com/Revista/Com...

    essa matéria fala das produtoras que fazem filme adulto direcionado pras mulheres.

    uma vez num site falava sobre a produtora Erika Lust e tinha uma link pra assitir uma filme dela gratuito " The Good Girl".

    Baixei e gostei , fala de uma menina recatada que tem fantasias com o entregador de pizza , tem história, um filme diferente.
    só não sei qual é o link mais .
  • Felipe
    A ultima foto é dos peitos da Jaime Hammer, eu conheço esses! Para mim ela disparada a melhor atriz porno de todos os tempos! HAHAAHAHAHAHAA

    E confesso que não consumidor de filmes pornos, só vejo fotos e videos mesmo. O único filme que parei para ver, a história foi ridícula. Foi basicamente 3 caras que foram em um museu com temática egípcia e começaram a imaginar como seria comer as mulheres lá da época de Cleópatra...putz, enredo muito ruim! ahahahah
  • Paulo Brener
    Gabriela Jardim,

    Concordo completamente com você. ;)
    Eu admiro bastante uma mulher que conversa sobre sexo, que tem suas próprias idéias e não tem vergonha de conversar sobre isso, como algumas meninas o fazem e, que dão a entender que têm nojo de sexo.
    E ainda acho ridículo que existam homens que não namoram uma mulher porque ela faz sexo com ele no primeiro encontro. Se rolou uma química forte de ambos os lados, pra que resistir? Deixa rolar e sejam felizes.
    E o pior, muitas vezes quando um cara sai com uma mulher e transa com ela na primeira noite, ele sai contando pros amigos que aquela mulher é uma puta e vai degradando a imagem da mulher. Isso acaba que faz com que as mulheres se sintam cada vez mais fechadas pra fazer tal coisa, faz com que elas se sintam cada vez mais envergonhadas de fazer isso pra não serem taxadas de "putas". Eu, particularmente, acho ridículo esse tipo de preconceito por parte dos homens. ;)
  • Jonas
    Aproveitando o assunto, alguém poderia sugerir um filme "picante" para ver com a namorada? Que tenha um contexto, e tudo mais... e de preferência nada explícito.
  • Jonas, o filme que mais me deixou maluco na vida junto com uma mulher (assisti 2x com 2 mulheres diferentes e o resultado foi idêntico) é o seguinte: PINTAR OU FAZER AMOR.

    Filme francês, tem algumas cenas de sexo, nada demais. Mas a atmosfera dele é sensacional, pelo menos pra mim e pras 2 com quem assisti. O filme acaba e você não tem como não continuá-lo.

    Abração!
  • César
    Olá!!!

    Puta texto! Excelente cobertura.

    Muitíssimo obrigado... foi muito interessante a abordagem e tirarei tempo para ver na íntegra.

    Abraços!
  • Pessoal, vejam que interessantes os relatos da Gabriela Jardim, Thaty e Mari Hauer: uma fonte percebida do preconceito sobre mulher falando de sexo vem das próprias... mulheres!!!

    Isso tem milhões de desdobramentos e possibilidades. Eu gosto muito do que um canadense chamado Erving Goffman fala sobre as máscaras sociais, persona.

    http://en.wikipedia.org/wiki/Erving_Goffman

    A minha percepção é que em ambientes controlados a mulher gosta e sabe se comunicar melhor sobre sexo do que o homem. Veja por exemplo as revistas femininas Cosmopolitan, Nova e seriados como Sex and the City e o Papo Calcinha mencionado pelo Político Honesto.

    Em certos grupos de amigas minhas, o papo de sexo rola solto e é rotina. Não existe nada que assuste.

    PORÉM, essas mesmíssimas amigas, quando estão em rodas onde existem outras pessoas que não fazem parte de nosso círculo social mais próximo acabam se comportando de modo diferente. Elas modulam a projeção de sua máscara social (ou persona) de modo a se adequarem à situação, ao contexto.

    Acho que usar as idéias do Goffman ajudam muito para entender esses diferentes relatos de quando o comentário sobre sexo não é bem recebido dentro do grupo.

    Mas alguém que gosta de simplicidade poderia dizer que na verdade é a arte do equilíbrio entre "simancol" e "autenticidade".

    Nem sempre dá para falar tudo o que temos vontade... pois é necessário o simancol para nos controlarmos ao que o ambiente social espera de nós.

    ... ao mesmo tempo, peca na falta de autenticidade quem sempre fica se restringindo e dando sorrisos amarelos e fazendo comentários acacianos. Eu acho esse tipo de gente uma bela duma merdinha.
  • Marte
    Sempre pensei que filme "comédia romântica"¹ era pornô para mulher!

    Pra falar a verdade minha namorada me apalpa mais durante um filme com altas doses de romantismos do que num cine prive. Pra falar a verdade se tiver cine prive ela não está mais na sala, e eu me apalpo sozinho.

    ¹Antes falavam em filmes românticos, mas parece que inserir comédia no filme atrai um pouco o público masculino. Tem uma baita lógica comercial!
  • Cannibal
    Esse papo de pai e filha aqui em cima tá parecendo filme de ficção científica!!! rssss
    mas tá valendo... boa.
  • Francisco
    Respondendo a #1
    eu imagino que a razão para os homens terem medo de uma mulher que fale abertamente sobre sexo, de a entender que tem experiência e já teve vários parceiros, que dá no primeiro encontro, vem exatamente do que tu sugeriu: exigência.

    todo homem tem as suas inseguranças, e muitos tem muitas delas, como alguém já abordou aqui no pdh, num post sobre o açougueiro da mamãe moderna. E por mais que eles gostem de se encontrar com uma mulher safada, experiente, ficam com medo de não conseguir manter o nível de exigência da mulher. Pelo dar na primeira, eles intuem que a menina vai logo arranjar substitutos sem muitos pudores caso ele realmente "não dê conta".

    No meu ponto de vista, eu pagaria pra ver, poderia ser um ótimo tempo, mesmo que não desse certo.
    mas tá cheio de caras por aí com um medo de ter que assumir esse "não dar conta" frente aos amigos, perder a pose de machão pra se tornar o corno do grupo. Tipo de cara que fica pensando muito no que os amigos vão pensar das mulheres que ele pega. me parece atitude bem padrão de caras inseguros e/ou que se importam mais com o score pros amigos do que com a mulher na frente deles
  • Oi Victor,

    Sobre porno para mulher, li esses dias uma reportagem interessante na Marie Claire falando sobre produtoras que estão se preocupando cada vez mais sobre esse nicho de mercado e sobre a qualidade de filmes pornos. Já está no site e o link é esse aqui: http://migre.me/iyak

    Eu sou super aberta para falar sobre sexo mas a sua pergunta no final do texto me lembrou meu primeiro semestre na faculdade, a algum bom tempo atrás. Era horário de almoço e devia ter umas 12 meninas juntas, conversando sobre tudo na mesa e o assunto foi pro sexo. A maioria na época namorava e claro que a maioria transava com bastante regularidade. Aí, abri a boca e comentei algo mais explícito, nem lembro o que era e todas ficaram me olhando com cara de "nossa, que puta!" Eu achei a cena super engraçada e, depois, conversando com os meninos que eu era amiga percebi o quanto existia de falso moralismo naquela roda de meninas! Todo mundo fazia e ficava bem quieta e ainda olhava com cara de nojo!

    Voltando a sua pergunta, eu converso numa boa com os meus amigos (e até os não tão amigos assim!) e não tenho problema nenhum em falar sobre o que me excita, sobre o que eu curto, sobre o que eu já fiz, sobre o que me deixou constrangida e nem sobre coisas engraçadas que já aconteceram entre quatro paredes, seja com um namorado, um ficante ou com o cara que eu conheci a 10 minutos atrás. Acho que a vulgaridade vem muito mais da forma que você fala e da ocasião do que o assunto em si. E, indo um pouco além, da forma com que você mesma encara o assunto. Se vc fala de forma natural, sem intenção de chocar ou pra mostrar o quanto vc é boa de cama e entendida no assunto ou ainda pra tentar se afirmar num determinado grupo, dificilmente as pessoas vão te julgar. Com o tempo, se saísse uma piadinha, um olhar de reprovação ou alguém agindo comigo como se eu desse pra qualquer um, aprendi a dar limite. Sem gritar, sem espernear e sem dar uma de feminista revoltada!

    Eu ainda prefiro conversar sobre sexo com homens. Acho que a conversa flui melhor e acho que geralmente eles são mais diretos e falam de uma forma mais natural do assunto. Mas é só a minha experiência!

    Adorei toda a série de posts até agora!
  • Dr.Thg
    Me desculpa se isso soar como ignorância mas na minha opinião os filmes pornôs desagradam as mulheres pq para a maioria delas o sexo se constrói como algo que necessariamente precisa passar por envolvimento afetivo ... Muito disso por que um número gigantesco de mulheres aceita e acaba internalizando as babaquices masculinas, exemplo: mulher que dá na primeira vez ou é ou vai ser vista como puta". No dia que as mulheres conseguirem realmente internalizar o seu direito ao sexo da msm maneira que os homens o fazem, elas vão conseguir lidar melhor com o "sexo pelo sexo" e consequentemente questões como sensualidade, romantismo, contexto sexual . . . ficaram relegadas a atividades sexuais plenas pois masturbação com estimulo visual na internet tem que ser mais direta msm!

    Espero estar vivo pra que um dia as conversas entre pai e filha possam se dar da seguinte forma:

    P: Oi filha tudo bem?
    F: Tudo sim!
    P: E ae como foi na festa ontem?
    F: Pow foi maneira demais, fiquei de papo com as meninas dancei e coisa e tal depois acabei conhecendo um cara e dormi na casa dele essa noite.
    P: Toma cuidado hein filha, você sabe que tem que usar camisinha e tb toma cuidado pra não confundir as coisas pq pode ser que ele só queira sexo msm
    F: É eu sei, mas tô tqla ele é gato mas é meio burrinho só queria me aproveitar dele tb rsrsrs
    P: ahuahuahuahuahua olha a cobra que eu criei
    F: Pai vou pro meu quarto descansar amanhã tenho a prova do mestrado fora o relatório pra entregar lá na empresa.
    P: Blz vai lá, mas aqui só mais uma coisa vc tem pilha pra me emprestar?
    F: Tenho sim, pq?
    P: É que a pilha do vibrador da sua mãe acabou e ela pediu pra eu comprar, só que eu fui ao mercado mas acabei esquecendo .
    F: Mas a cerveja e o salame pra ver o jogo aposto que vc lembrou! rsrs
    P: Lembrei msm, é o mais importante! Mas tudo bem antes dela voltar do salão eu desço na padaria e compro ... Hj vai ser foda mengo Hexa campeão e eu Hexa Comedor! ahauhauhauhau
    F: Aff poupe-me dos detalhes sórdidos HAUAHUAHUAHA Fui.
  • Thaty
    A maioria das minhas conversas sobre sexo foram com amigos meus... Com mulher, mesmo sendo uma amiga mais próxima, parece que fica aquele ar de julgamento...

    Mas engraçado que, mesmo assim, eu sinto que os próprios homens, numa rodinha com mulheres junto, ficam com receio de falar sobre sexo, como se nós não conversassemos sobre isso...

    Só eu penso assim?!
  • "No Brasil, a mulher que fala de sexo é taxada como puta. "
    Ow ninguém conheçe o papo calcinha?
    http://multishow.globo.com/Papo-Calcinha/Fotos/...
  • Gabriela Jardim
    Em roda de amigos homens, é até divertido falar abertamente de sexo. Porque homem não tem pudor, fala tudo e mais um pouco. Adoro e me divirto! Por isso, para mim, falar de sexo com homens em volta é mais tranquilo do que com mulheres, por incrível que pareça.

    Hoje você ter uma turma de AMIGAS que você pode falar, como mulher solteira, de suas experiências sexuais sem ter que mentir detalhes e até número de parceiros, é que está cada dia mais difícil e complicado! Nestas rodinhas, prevalece a visão de que mulher tem que ter um parceiro só e se tem mais gente rolando (não falo em menáge, mas vários parceiros paralelos), a mulher já é taxada como puta e da pior maneira possível: através de olhares discriminantes e fofoca!

    Agora, quando tem homens na roda e caso a mulher queira ficar com algum deles, pelo menos assim funciona comigo, não rola falar abertamente de sexo. São poucos os caras hoje que assumem que namorariam mulheres que dão de primeira (pelo menos aqui em Minas Gerais é assim), imagina aquelas que falam abertamente de sexo?

    Só porque uma mulher tem uma vida de solteira normal, conhecendo e curtindo as pessoas, não pode ser uma boa namorada, com uma boa experiência sexual (o que talvez implique mais exigência na cama, mas me pergunto, que homem não quer isso?) e ser aquele tipo de mulher pra casar??? Será que ser este tipo de mulher espanta os homens ou cai numa questão de maturidade masculina aceitar isso?

    Enfim... juro que me irrita essa polidez cobrada das mulheres quando o assunto é sexo!!
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