Pare de escrever coisas significativas no Facebook

Alberto Brandão

por
em às | Artigos e ensaios, Debates, Mente e atitude, PdH Shots


Diariamente, quando desço minha barra de rolagem do Facebook, orgulhosamente encontro um monte de textos legais escritos pelos meus amigos. São pequenos textos sobre política, o último jogo da temporada, copa do mundo, e até mesmo algumas boas traduções.

Muitos dos meus amigos traduzem textos do inglês para o Português, assim eles podem compartilhar algum conteúdo importante com seus amigos que não falam inglês. Acho isso uma forma incrivelmente nobre de contribuir para a vida de outras pessoas.

Não existe nada errado em escrever coisas, traduzir artigos e compartilhá-los no Facebook. É realmente algo legal. O problema aparece quando a única fonte desse conteúdo se torna o Facebook.

Tudo ali, escrito diretamente na caixa de postagem.

Facebook é uma rede social, uma aplicação web que conecta seus amigos ao redor do mundo e compartilha coisas com eles. Só devemos lembrar que igual ao Facebook, existiram muitos outros serviços parecidos. Gigantes como o Orkut, MySpace e o Friendster, populares no mundo todo, e agora, praticamente extintos.

Acho apurado dizer que dentro de 2 anos estaremos nos movendo para uma rede social diferente ou algum outro serviço com propósitos similares.

Todo aquele conteúdo que você criou, todas aquelas dicas importantes que você postou, tudo: essas coisas não serão mais vistas.

Eu posso lembrar dos milhares de longos bons textos que eu escrevi em comunidades do Orkut. Você consegue imaginar quanto conteúdo bom está descansando por lá?

O argumento mais óbvio para isso é que você sempre poderá abrir o site e achar o que quer, mas você não vai. Existe uma montanha de dados inúteis que deverá transpor para encontrar alguma coisa, e assim, você acaba nunca mais voltando lá.

No caso específico do Facebook, eu nem preciso dizer o quanto é difícil para você encontrar algo que postou na sua própria timeline, o que dirá na de outras pessoas. E ainda temos o vasto conteúdo postado em grupos onde o conteúdo aumenta exponencialmente.

dylan

Minha solução para isso é bem simples, crie um blog.

Criar um blog é muito fácil e existem ferramentas para todos os gostos, todas voltadas para a melhor experiência do usuário.

Normalmente não encontramos nada muito mais trabalhoso do que registrar uma conta e começar a postar. Você não precisa nem promover seu blog ou torná-lo seu novo projeto pessoal. Mas é um lugar perfeito para você armazenar online todo o conteúdo que criou, com a possibilidade de organizar tudo para tornar uma consulta futura bem mais simples. Você pode organizar seus textos por rótulos, pastas, #hashtags e linha do tempo. E estará ali, pronto para ser compartilhado.

Depois de criado, você pode copiar e colar o texto inteiro na sua timeline ou apenas compartilhar o link do Post.

Desse jeito existe uma chance maior de impedir que seu conteúdo se perca, ganhando um bom arquivo para suas coisas. Assim, você e seus amigos podem encontrar o que precisam sempre que quiserem reler aquele bom e velho artigo.

Nota do Editor: Este texto foi originalmente publicado em inglês, pelo Alberto Brandão em seu perfil no Medium. Vai lá conferir, tem mais coisa boa.

Alberto Brandão

Também escreve sobre Parkour no Decimadomuro, conta sua jornada falando sobre empreendeorismo no QG Secreto. Treina Taekwondo, Jiu-jitsu, Parkour e MMA. Escreve sobre treinamento físico em seu blog. Recentemente largou tudo para buscar um caminho mais feliz.


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  • Nélio Oliveira

    Boa sugestão, mas o seu blog não vê atualizações desde 8 de outubro de 2012…

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      1. Já pensou que talvez eu não tenha coisas significativas para escrever naqueles blogs linkados?
      2. Já pensou que quando escrevo elas saem diretamente aqui no pdh?
      3. já pensou que eu tenha outros lugares para publicar?
      4. Já pensou que o texto não é sobre mim? (mimimi adhominem?)

      • Nélio Oliveira

        Como posso estar olhando no lugar errado se o blog está linkado junto ao seu nome, no fim do artigo, sob o nome “em seu blog”?

      • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

        mas está :)

      • Nélio Oliveira

        Já pensou em não editar matreiramente o que você escreve, especialmente depois que lhe respondem?

      • Pedrerage

        Touché!

      • romero

        Pois é, tanto ardeu que passou aquele recibo.

  • Renan

    Ou pode publicar no Medium (ah ironia). Ou diminuir o ego e perceber que seus textos não tem grande importância cultural.

    • Bernardo

      E quem és tu para dizer quem tem significância cultural ou não?
      Por causa de idiotas que nem você que perdemos pequenos pensadores para o comodismo todos os dias ^^

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        Bernardo, dá pra contradizer o argumento do Renan sem ofender o cara.

        Vocês nem se conhecem. É meio maluco essa coisa de atacarmos uma pessoa assim, de bate pronto.

        Vale pensar se diríamos a mesma coisa, no mesmo tom, cara a cara.

        A conversa fica mais civilizada e prazeirosa pra todo mundo.

      • Morcego

        “Vale pensar se diríamos a mesma coisa, no mesmo tom, cara a cara.”
        Que absurdo, como vou parecer macho, viril, destemido e radical na internet?

      • Bernardo

        Simples, basta você transparecer quem, de fato, você é pessoalmente ^^

      • Bernardo

        Concordo, Guilherme. De fato, você tem razão.
        Reconheço meu excesso e peço desculpas ao Renan.
        Porém lhe asseguro que meus diálogos tem o mesmo filtro, estando na internet ou frente a frente. Minha opinião e a forma (por vezes, como essa, erroneamente expressada) como eu a explicito é geralmente sincera e direta como essa, transparecendo muitas vezes minha emoção diante do assunto.

        Grande abraço!

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        Sem erro, Bernardo. Eu mesmo às vezes me vejo sendo ríspido com os outros vira e mexe – mais pessoalmente do que digitalmente. Vamos seguindo.

        abraço!

    • Waltenydsam Câmara

      1- Ele deu a dica pra quem publica algo que julgue relevante.
      2- No final das contas, tudo tem importância cultural.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Qual seria exatamente a ironia, Renan?

      Penso que são redes com propósitos e características bem distintas.

      abraço

      • Renan

        A ironia esta aqui: “Nota do Editor: Este texto foi originalmente publicado em inglês, pelo Alberto Brandão em seu perfil no Medium. Vai lá conferir, tem mais coisa boa.”

        Quem produz qualquer coisa, tem um grande ego.

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        “Quem produz qualquer coisa, tem um grande ego.”

        Por que exatemente, Renan? Sua afirmação não ficou clara pra mim.

        Por esse critério, todos seríamos bombas ambulantes de ego. Creio que de fato somos, diga-se de passagem. Mas não por conta de produzirmos qualquer coisa.

      • Larissa

        “Creio que de fato somos, diga-se de passagem. Mas não por conta de produzirmos qualquer coisa.” (2)

        Acho que devemos tratar do nosso ego, mas não deixar de produzir.

        A dica que o Renan deu foi boa. E note que ele até falou nem precisa você divulgar se não quiser. Pode ser uma estratégia de organização para a própria pessoa.

        Eu uso o blogger pra isso, mas vez ou outra pego os textos e deixo em word no meu pc. Fico com medo da Google resolver descontinuar o blogger como ela fez com o google reader.

        Mas fica a questão, será que mesmo tendo escrito coisas relevantes, devemos armazenar tudo? Não estaríamos muito apegados às nossas produções?

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        “Mas fica a questão, será que mesmo tendo escrito coisas relevantes, devemos armazenar tudo? Não estaríamos muito apegados às nossas produções?”

        Esse me parece ser um dos bons desdobramentos do texto do Brandão, Larissa.

        Penso que não, que a maioria do que escrevemos não vale ser armazenada. Ou sequer visto como algo valoroso, digno de reflexão futura.

        No início dos meus 20, escrevia como louco em uma comunidade online. Achava aquilo tudo lindo, “histórico”. Páginas e páginas que certamente teria prazer em reler no futuro.

        Te digo que nem sei onde aquela montanha de letrinhas está agora.

        Vejo o desapego como positivo inclusive para as ambições intelectuais ou de transformação.

        Facilita mudarmos nossa maneira de pensar ou agir termos menos compromisso com aquilo que já dizemos no passado.

        beijo

      • Larissa

        Isso! Você me entendeu :)

        E engraçado você ter usado a palavra “histórico”. Eu tenho para mim que a nossa sociedade ocidental tem esse apego por nossas próprias construções, uma dificuldade de lidar com aquilo que é passageiro. Uma espécie de narcisismo.

        bjo!

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        Vejo isso mesmo, um narcisismo tão forte que nem sequer nos damos conta do tamanho de sua influência.

        Sobre isso, acho que vai gostar desse texto:

        http://caosordenado.com/infra-herois/

        :)

        bjo

      • Larissa

        Sim, destaquei a palavra histórico e depois falei em “narcisismo” porque estudei “preservação do patrimônio cultural”. E na verdade entrei em crise, uma crise que ainda não consegui resolver, porque as ideias de desapego que venho desenvolvendo são opostas (ao menos num primeiro olhar) à ideia de preservação.

        O patrimônio (nisso pode-se incluir os registros escritos) seriam uma espécie de espelho através do qual nos enxergamos. Tem uma filosofa muito conhecida entre quem estuda patrimônio que fala sobre essa ideia do patrimonio como espelho, que nos identifica com narcisitas e nos convida a “quebrar esse espelho”, pois ela considera que o narcisismo pode ser uma fase de desenvolvimento, mas que não podemos ficar presos a ela. A autora é Françoise Choay e o livro a Alegoria do Patrimônio. O louco é que se livro é sempre citado em qualquer trabalho que defende a preservação do patrimônio cultural.

        E outra coisa que eu penso é que quando nos apegamos demais a guardar, desviamos energia da produção.

        E ainda, no texto que você me colou fala sobre identidades. Bom, o que eu aprendi é que patrimônio e identidade estão intimamente ligados, precisamos olhar para nossos produções para construir nossas identidades.

        E não vejo necessariamente um mal nisso, o problema é como eu já vi o gitti falando, quando congelamos as identidades. As nossas e as dos outros.

        Viajando nas ideias rs E falando muito, quase desisto dessa resposta mais longa.

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        ainda bem que não desistiu!

        vou atrás do livro que citou, o Alegoria do Patrimônio.

        :)

      • Sérgio Michels

        wordpress.com tá aí faz um tempão, talvez você se sinta mais segura em postar conteúdo lá!

      • Larissa

        opa sérgio. Valeu pela dica!

        Eu até tenho uma conta no wordpress e já pensei migrar pra lá. Só que eu não consegui criar um template que me agradasse… e fico pensando que posso perder meus poucos leitores se mudar de plataforma.

        Por hora eu vou ficar no blogger. Mas quem sabe um dia migro pra o wordpress.

      • Luciano Andolini

        Renan, a nota é do Editor, não do autor. No caso, fui eu que redigi, por realmente gostar e recomendar o conteúdo produzido pelo Brandão, tanto no PdH quanto nas páginas pessoais, as quais acompanho. Por que exatamente isso seria errado ou irônico?

        Também não entendi qual o problema em querer compartilhar conteúdo.

      • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

        Não acho que eu tenha esse ego todo. Mesmo que algum filósofo-aspirante venha dizer que a negação me encaminha para o oposto.

        Eu tenho imensa vergonha de tudo que escrevo, 90% não sai dos rascunhos. Mas ainda nesse caso, a nota não foi escrita por mim, o autor do texto.

    • Pedrerage

      Na veia!

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Renan,

      Na euforia de criticar você esqueceu de considerar o objetivo dos canais, como já disse em outro ponto nos comentários.

      O Medium é uma plataforma voltada para escritores, com foco em melhorar a qualidade de leitura/escrita. O texto foi escrito lá, exatamente por ser um lugar para ele. O Facebook é um mar de lixo cognitivo que, eventualmente, você encontra coisas boas circulando, mas que dificultam consultas futuras.

      Quanto ao Ego, nunca disse que os textos tem relevância cultural, mas evito retrabalho, quando existe algum assunto que acabo me envolvendo e explicando com frequência, crio um texto para facilitar essa comunicação.

      Então quando me perguntarem “Nossa o que você acha sobre a copa do mundo no Brasil?”, eu simplesmente pego o texto que já escrevi e colo “olha, escrevi aqui algumas reflexões sobre o assunto, da uma olhada”.

  • http://www.facebook.com/rafaelribeirorocha Rafael Ribeiro Rocha

    Importante lembrete, muita coisa boa está armazenada no facebook, e esse conteúdo pode ser perdido pra sempre. Só não sei se o blog seria a solução ideal. Melhor, com certeza. Mas ninguém garante quanto eles também irão durar. Até hoje, nenhuma forma de armazenamento se provou tão duradoura quanto o papel. É claro, 99% do que 99% das pessoas escrevem não tem essa necessidade de serem preservados pelo maior tempo possível. Ainda precisamos avançar muito nessas questões. Mas não entregar nossa produção intelectual pra uma empresa privada que pode acabar da noite pro dia já é um belo começo.

    • Fernando Duarte

      Você pode fazer backup do conteúdo do blog.

    • Waltenydsam Câmara

      Blog terceirizado é complicado. Mas tem como usar motores open-source que te permite instalar o blog completo em hospedagens até gratuitas. Papel é complicado de publicar, assim como textos que nao sao indexados por robos.

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Rafael,

      A preocupação não é apenas a longevidade dos posts, mas a facilidade em organizar de forma logica todo conteúdo, facilitando uma consulta futura. Nesse ponto a crítica foi direcionada ao facebook pela quantidade de ruídos extras que é gerado em meio a bons conteúdos, tornando aquele mar de informações muito difícil de navegar. Uma plataforma como wordpress ou blogger, como exemplo, tem o foco específico em manter textos e postagens por longo tempo e, mesmo que venha a acabar, vai ser feito de uma forma gradativa, que permita você fazer um backup e/ou transferir para outro ponto.

      Mas o ponto é o objetivo do canal utilizado:

      - Facebook como um canal para coisas rápidas e de pouca relevância
      - Blogs (ou alguma outra solução) armazenar e organizar textos com facilidade para consultas futuras.

  • http://twitter.com/AndreTamura André Tamura

    Mas o Papa está no Brasil e está nevando em Palhoça-SC, eu preciso dar uma opinião significativa sobre isso…hehe

    Para muitos essa afirmação significa: Pare de fazer coisas significativas na vida.

    Assisti ontem no Now da NET e recomendo: Quiet, We Live in Public – http://weliveinpublic.blog.indiepixfilms.com/

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Bom ponto, Tamura.

      Se formos mais fundo na crítica do Brandão, vamos acabar concluindo também que – além de pensar onde postar nossas opiniões – devemos falar menos, bem menos.

      ;)

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Isso Tamura!

      Faz algumas semanas eu parei de compartilhar conteúdo no facebook e no twitter. Sinto uma real necessidade de me fechar para essa superexposição. Desde então me vejo fazendo as coisas muito mais focado em como estou me sentindo em relação a elas do que em relação à “como a galera vai curtir quando eu postar”.

      Ando num momento de muitas reflexões e conflitos, me afastar de tudo isso tem sido uma grande alavanca para me encontrar.

      • http://twitter.com/AndreTamura André Tamura

        Isso é o principal mesmo, as verdadeiras motivações intrínsecas – em postar ou não.

        O Twitter me ajuda muitas vezes, já perdi as contas de quantos “Drafts” salvei sem jamais publicar.

        Parte das pessoas que atuam fortemente, publicando e compartilhando tudo, nunca experimentaram relações reais de troca de ideias e experiências, dai a necessidade incontrolável.

        E outra parte, abdicou da participação real no mundo para “viver virtualmente”.

        E vocês devem saber; existe uma meia dúzia de “gurus”, “celebridades”, que são super considerados graças ao mundo virtual, só que na realidade são grandes babacas, com sérios desvios de comportamento, pessoas podres mesmo.

        *****

  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    Fala, Brandão.

    Colocação bem interessante. Também penso ser inadequado usar o Facebook para armazenar o que produzimos de melhor.

    Lá pode ter sua utilidade como divulgação – no sentido de espalhar.

    Mas é péssimo para diálogos significativos, de real profundidade.

    E péssimo também para armazenamento.

    À medida em que a plataforma incha, com mais e mais pessoas produzindo volume absurdo de comunicação inócua(ruído), se torna cada vez mais desvalorizado o conteúdo de significado que aparece por lá. Ele tem sua glória resumida e uns poucos likes e shares, feito por pessoas que mal leram o conteúdo.

    As relações e construções de significado no facebook são ruidosas, histéricas e egocentradas.

    Já faz um ano que abdiquei de minha presença e ando satisfeito. (ref.: http://papodehomem.com.br/cometi-facebookcidio/ )

    Pensando em escrever um relato sobre esse ano. Inclusive mencionando que consideraria o retorno, mas por fins de manutenção de rede com pessoas bem específicas.

    Escrevi um pouco mais sobre taxas de sinal e ruído, faz um tempo já:

    http://papodehomem.com.br/a-internet-nao-esta-chata-e-voce/

    //

    Sobre a solução que propôs, de ter um blog. Acredito que muitas pessoas acabam não fazendo por pura preguiça ou pela falta de audiência. Ninguém gosta de escrever para o vazio.

    Por aqui, aspiramos transformar o PdH num celeiro para conversas significativas em maior escala. Mudanças chegando ainda em 2013… ;)

    Fora isso tudo, te recomendo essa página do Farmstreet, acho que vai gostar:

    http://www.farnamstreetblog.com/how-to-read-a-book/

    abração, cara!

    • Leonnardo Rabello

      “As relações e construções de significado no facebook são ruidosas, histéricas e egocentradas.”

      Não podia concordar mais com essa afirmação!

      Inúmeras vezes vejo algum tipo de conteúdo sendo compartilhado, sejam textos ou até fotos pessoais nas timelines das pessoas, e sempre vem alguém que não parece ter o menor interesse em contribuir de uma forma saudável para o debate.. Geralmente, com deboche, com a simples motivação de aparecer e se mostrar que é o cara que “zoa a galera”, pra parecer mais cool.

      Acho que se alguém realemente se interessa e faz uma crítica construtiva, mesmo que negativa, é extremamente válido. Mas o deboche que vejo por aí me irrita.

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Guilherme,

      Tenho sentido muito a pressão desse ruído todo. Faz algumas semanas que já não leio minha timeline, entro no facebook só para responder mensagens privadas.

      E olha que normalmente defendo o uso dessas redes. Mas acho que sim, estou mordendo um pouco a língua.

      // http://papodehomem.com.br/facebookcidio-e-o-caralho-as-redes-sociais-me-fazem-um-homem-melhor/

      Também entendo o modelo de incentivo gerado pelo facebook, a agonia de ver aqueles pequenos ícones vermelhos dizendo que você tem um novo like, ou comentário, que alguém está querendo falar com você ou que você fez algo bacana. Talvez por isso a quantidade de posts que chamo de “significativo” tenham aumentado por lá.

      Animal o farmstreet, vou dar uma garimpada melhor por lá.

      No mais, grande abraço.

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        E tava aqui vendo um report do Deutsche Bank, Brandão.

        Ações do Facebook sendo recomendadas para compra, fartamente.

        Aumentaram pra caralho os lucros via anúncio, em especial no mobile.

        Ou seja, podemos ter confiança de que vem BEM MAIS ruído por aí. Afinal, mais ruído, mais pessoas viciadas, mais marcas entrando, mais grana – tudo movido lindamente por algoritmos obscuros e interesses financeiros dos acionistas.

        Hip-hurra!

    • http://twitter.com/AndreTamura André Tamura

      Quero muito ver o post sobre sua ausência do Facebook. Publique; será significativo @papodehomem:disqus

  • Igor

    Minha sugestão é imprimir. Tenho um amigo estudante de jornalismo que tem o costume de compartilhar seus escritos no Facebook. Como presente de aniversário, selecionei os textos mais relevantes de 2013 e criei um fanzine com o objetivo de ser um registro e preservar esta produção do início da carreira dele. https://fbcdn-sphotos-c-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn2/977845_10201249178182489_733996613_o.jpg

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Que animal essa ideia, Igor!

      Seria pedir demais que enviasse um ao PdH?

      :)

      Achei uma bela sacada e o design da capa é ótimo.

      • Igor

        Só fiz esses aí, dei de presente pra ele, mas a versão online tá aqui http://issuu.com/igorarume/docs/pedro2

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        boa

        vou lá ver como ficou

    • Bruno

      Nossa que ótima idéia!

    • Luciano Andolini

      Pow, cara, que ideia legal!

      Um puta presente.

    • http://www.facebook.com/rafaelribeirorocha Rafael Ribeiro Rocha

      Pensando no mesmo conceito, mas algo mais simples e mais rápido que pode ser feito também:

      http://officebook.compreoffice.com.br/

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Cara, excelente!

      a partir disso até pensei numa alternativa “ecologicamente correta”. Talvez criar, nos mesmos moldes, PDF’s, agrupados bonitinhos, podendo ser armazenados em diretórios do dropbox/google drive.

      Ótima ideia.

    • Alex Nascimento

      Excelente ideia, muito bem executada!

    • Joselayne Ferreira

      Gostei muito. Que criativo!
      Acho que vou fazer também. :)

  • Mateus Luz Ruela

    eu ainda escrevo as coisas que eu acho importantes à mão, o resto pode até ser importante, mas n me importo que se perca

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Gosto muito de escrever a mão, apesar de ter a letra feia e vergonha que as pessoas vejam. Tenho um caderno onde escrevo bastante, mas nesse caso são coisas mais pessoais que não pretendo que ninguém leia mesmo.

      Não deixa de ser uma excelente solução, só acaba sendo difícil de passar a informação à diante, caso queira compartilhar um insight com um amigo.

  • Jhonathan Santos

    Tenho uma conta no Teckler chamada [ Questão de Opinião ], quando vi o potencial dos meus artigos estou criando um blogsite que vou associar as redes sociais, a ideia está bem interessante e até parceiros já tenho.

  • Felipe Lima

    Eu acho que o facebook é uma ótima ferramenta exatamente no sentido contrário. Vejo um potencial organizador e compactador dos conteúdos da internet. Uso muito o registro de atividades que mostra em uma boa ordem tudo o que você curtiu, compartilhou, recomendou e comentou. Isso cria até um perfil de personalidade traçados no decorrer do tempo, se é uma pessoa que se liga em lembrar sempre o contexto de suas lembranças. O que eu fiquei em dúvida foi em relação da exposição para outras pessoas, neste caso o blog seria uma melhor opção, realmente. Mas em critério de organização, creio que o facebook não é um problema nesse sentido. Se o receio for ele se tornar uma prateleira empoeirada futuramente, veja bem, não desperdiçaremos tanto tempo para garimpar e reajustar tudo de mais importante, pensando futuramente. Uma sugestão seria conta fake se não quiser começar a ser tão cético para evitar acumular informações cotidianas em seu registro.

  • Pedrerage

    “Pare de escrever coisas significativas no Facebook.”
    Nunca um comando foi mais inócuo!!!

  • Enderson Vasconcelos

    Uma solução possível é o IFTTT, programando para que todas as suas portagens no Facebook seja salvas no evernote. Depois é só fazer um backup regular.

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      É uma boa alternativa sim. Evernote é um ótimo lugar para organizar conteúdo. Uso bastante.

  • Thaisa

    Adorei a ideia. Uma pena que tudo que já escrevi, compartilhei, dicusti.. enfim vão parar no tempo que nem o orkut! Mas excelente ideia do blog, so de lembrar que pode ser mudado de acordo com o seu gosto e humor!

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Exatamente meu ponto!

  • Pedro

    o conteúdo que você gera pode ser deletado, saia de casa e gere conteúdo humano.

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

  • Diogo Lanna

    “Pra que estudar se eu vou morrer ?”
    Eu usava muito essa frase quando era mais novo na tentativa de não estudar hahahahahah …
    Parecido com isso é evitar de escrever coisas no facebook só pq irão se perder. ACHO que a maioria das pessoas não esta muito interessada em guardar o que escreve, montar um blog, etc. O intuito é opinar, demonstrar a visão, se mostrar …

  • Luiz Fernandes

    Eu publico minhas “Cronicas” como Nota. Assim posso postar imagens como se fosse um blog. Mas quem sabe eu não abra um?

  • Rafael Oliveira

    O próprio medium surgiu, ou começou a aparecer, esse ano… Depois de Blogger, WordPress, Tumblr, Posterous… qual será a nossa próxima plataforma de conteúdo que ninguém vai achar nossos textos?

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      O grande ponto é que no medium, tumblr ou posterous eu consigo ir até lá e localizar algum texto meu, em questão de segundos. No facebook já é bem mais complicado. A questão é o objetivo da plataforma e as facilidades que ela fornece para gerenciar o conteúdo criado.

  • Alex Nascimento

    Nunca olhei por este ponto de vista, apesar de nem todo o conteúdo que posto ser autoral, é conteúdo relevante e merece ser organizado. Nem todo blog precisa ser engessado a um tema, obrigado por esclarecer isso.

  • http://quartapessoa.blogspot.com Tarilonte

    Realmente o facebook não parece ser o melhor lugar para se manter e organizar o conteúdo que se deseja manter para a posteridade. Por outro lado, talvez não seja o desejo de todos (e certamente não é) manter um arquivo organizado de tudo que produz.

  • hadanfporfrio

    Simples e, ao mesmo tempo, genial. Seguirei seu conselho, com certeza.

  • Francis Tadeu Vaz

    Uma alternativa que é muito boa também visando ter fácil acesso, são as notas que podem ser salvas no facebook. Só iria ser ruim em relação ao facebook no futuro deixar de ser usado. Abraços e parabéns pelo trabalho de vocês!

  • professorpadillaufrgssportslaw

    Prezado Alberto Brandão: Porque não me surpreendeu, depois de ler sua magnífica postagem, ver que tua formação tem base sólida em artes marciais? Isso que referes, das coisas significativas ficarem perdidas, é um mecanismo não acidental, deliberado,dos mentores da acultura da superficialidade manipuladora, os quais eu carinhosamente denomino de sociopatolobistas. Entorpecendo e alienando para se tolerar a extorsão institucionalizada: uma disfarçada escravidão. Pois as Artes Marciais, justamente, vacinam contra isso. Em http://sindiplam.blogspot.com.br/2013/03/lutas-e-artes-marciais-tripartem-o-foco.html encontrarás um resumo do trabalho “As Artes
    Marciais no Terceiro Milênio” a apresentar, dia 26/10/2013, como um dos
    requisitos para promoção ao 6º Dan, pela CBK. Toda a palavra ou expressão
    sublinhada contém um link para informações complementares, em outra página,
    pdf ou ppt, formando uma rede de informações, em uma proposta
    transdisciplinar. Boa leitura. Abraços PADilla

  • Marcos

    Estamos falando do mesmo Facebook? Pois no meu só vejo publicações de fotos de abadás com frases do tipo #partiualgumlugardegentevazia, fotos curtidas pelos meus amigos em que aparecem novinhas fotografando no espelho do banheiro (e tenho a nítida sensação que eles acham que terão relações sexuais com as ditas cujas em troca da curtida) ou então imagens de pés com praia ao fundo.
    Incrível também como qualquer post meu falando de algo um pouco além do que eu estou comendo recebe no máximo 2 ou 3 curtidas, enquanto o #faltamXdiasparaoeventotal recebe dezenas.
    Ou o face não foi feito para coisas importantes, ou preciso de novos amigos.

  • Leandro

    Eu vejo os posts e compartilhamentos do facebook mais como uma forma de exaltação de momento, sendo até bom que isso não fique registrado por muito tempo. O que somos, fazemos, do que gostamos e como pensamos é muito importante….mais para nós mesmos do que para os outros no final das contas.

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  • Sheyna

    Alberto! Uma pergunta: Por que é que eu conheci e vim a ler suas idéias apenas hoje?! Poxa vida! Queria sentar contigo e conversar muito! Estou no segundo texto e não paro de me identificar! Isso é tão tão bom!

  • Leandro D. Costa

    Eu podia ter lido esse teu texto antes Betão, mas sempre me dei o trabalho de lockar meus textos depois. Enfim eu mesmo não me levava a sério.

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