Palmadas, chineladas e porradas da educação ausente

Isabella Ianelli

por
em às | Ladies Room, Mundo


O governo federal enviou dia desses o projeto de lei 2654/03, que proíbe pais de utilizarem castigos corporais na educação de seus filhos. Ainda não aprovada, a medida já é conhecida como “lei antipalmada” porque proibirá até aquele (dito) inocente e pedagógico tapinha.

Certamente você se assustou, pois já deve ter levado umas palmadas quando criança e acha o método educativo, válido. Talvez nunca tenha nem pensado que isto pode ser considerado violência. E é?

Por supostamente ferir o livre-arbítrio, interferindo dentro de casa, são muitos os comentários negativos que reagem à decisão do governo. Tem quem ache que as palmadas são educativas e necessárias (como o Marcel) , tem quem se incomode com o fato do governo estar entrando na sua casa e colocando ordem à sua maneira (como a Eliane Brum e o Hélio Viana). Afinal, o filho é seu e você faz o que quiser, não parecia? E agora, como educar sem bater? Como lidar com aquele pequeno ser amedrontador: a criança?


Link YouTube | “Woman, feed me!”, cena do filme Onde vivem os monstros

Quem lida com crianças frequentemente, ou já se aproximou de uma num raio de cinco metros, deve ter percebido que é necessário muito faro para lidar com a questão: elas são implacáveis.

Também já deve ter passado por você uma certa vergonha alheia, seguida de muita pena, daqueles pais que, no meio do shopping, tentam controlar os berros do filho que quer chamar atenção. A criança quer sorvete, bolo, ficar no chão, andar pulando… e os pais não sabem como reagir. Logo, a palmada acaba sendo vista como uma medida válida e certeira. Basta se utilizar dela para ver algum resultado instantâneo.

Apesar de parecer inocente, a palmada não é vista deste modo por muitos especialistas. A campanha “Não bata. Eduque” , por exemplo, chama a atenção dos pais para as desvantagens da “escolha” da palmada como método. O movimento visa famílias cujas crianças são alvo de grandes violências domésticas: que são maltratadas, humilhadas e que sofrem traumas por conta destes abusos. No entanto, é ressaltado que o abuso começa antes. Na simples chinelada.

A antropóloga Gilda de Castro escreveu incorformada com essa “intervenção absurda do Estado na instituição que alicerça a sociedade”. Segundo ela, “os pais têm serenidade para exigir a disciplina desejada” de seus filhos, desde que o Estado garanta suas condições básicas de sobrevivência: saúde, educação, moradia. O que a autora esquece é que a violência acontece em todas as camadas da sociedade e que muitos pais não têm serenidade na hora de educar seus filhos. A palmada não é uma simples questão de escolha. É uma saída impulsiva, uma explosão raivosa, algo momentâneo de resultado imediato.

Uma educação baseada no diálogo, para a promoção de uma cultura de não-violência na nossa sociedade, seria a base deste projeto de lei. Não bater não é sinônimo de ser permissivo e ausente, pelo contrário, é uma forma de dialogar, entender, de se apropriar da educação daquele ser ali na sua frente.

“O que queremos é apenas dizer que é possível fazer as coisas de forma diferenciada”, justifica o presidente Lula, para mostrar que a lei seria o primeiro passo para uma cultura de não-violência. O fato é que, por meio dela, o governo tenta dizer o que é certo para as pessoas, mas sem (justamente) educá-las. É uma palmada nos pais que, sem este recurso, não sabem como agir. Pois não basta não bater: não colocar limites também é muito nocivo para a criança.

Será que estamos perdendo tempo discutindo uma lei? E se estivermos errando o foco, o alvo?

É interessante notar como as pessoas ainda associam imposição de limites e respeito com o fato de bater. Nas discussões sobre esta nova lei, o medo é grande da falta da palmada tornar a educação dentro de casa desmoralizada. No entanto, quando partimos para a agressão com uma criança (por menor que seja o tapa, o beliscão e até o grito) estamos informando a ela que não sabemos lidar com a situação como “gente grande” e por isso temos que recorrer às mesmas armas que ela tem em mãos. Como somos maiores, mais fortes e gritamos mais alto, ganhamos.

Muitas vezes, os pais que recorrem aos castigos físicos são os mesmos que, justamente, não colocaram limites e criaram uma criança excessivamente mimada. É preciso entender que educar é mais do que um diálogo, uma ação, um momento, um fim. É um processo que acontece dentro de casa, mas que engloba, sim, a sociedade. Não é novidade alguma que os pais criam os filhos para o mundo e não por vaidade ou carência. Ou, ao menos, deveria ser assim.

Uma educação sem qualquer tipo de violência e com regras, limites e moral é totalmente possível e muito eficiente. O cerne deste problema é que queremos que os pais tenham estabilidade emocional, saibam educar e transmitam seus valores. No entanto, isto não acontece com a simples criação de mais uma lei. É preciso que esta cultura da não-violência se instaure e seja entendida e abraçada por todos. Precisamos primeiro educar os pais, para que eles possam educar seus filhos.

Pois se ainda não conseguimos defender seriamente as crianças vítimas de grandes abusos domésticos, como vamos controlar cada palmada dentro de casa?

Isabella Ianelli

Pedagoga interessada em arte e educação. Escreve no blog Isabellices e responde por @isabellaianelli no Twitter.


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  • http://twitter.com/gmcoow Bruce – OOW Blog

    Olá, bom dia!

    Eu nunca fiz qualquer comentário aqui no PDH, mas esse assunto, assim como tantos outros, é daqueles que eu não posso deixar de expressar o que sinto.

    Não vou me prolongar e, em decorrência disso, vou resumir o que penso: ESSA LEI É UMA GRANDE PALHAÇADA E QUALQUER UM QUE A DEFENDA É UM HIPÓCRITA UTÓPICO.

    Querer aprovar leis que interferem diretamente no trato familiar com a falha desculpa de que “muitos pais não têm serenidade na hora de educar seus filhos” é burrice.

    O Brasil vem, já há algum tempo, aprovando leis que, analogamente, apesar de não serem de cunho penal, PASSAM A DESCONSIDERAR A PREMISSA “TODOS SÃO INOCENTES ATÉ QUE SE PROVE O CONTRÁRIO”.

    Ora, se o objetivo da lei é exatamente porque os pais não sabem quando parar e aí aparecem os “excessos”, que isso então seja punido. Que leis e penas em relação à violência doméstica sejam endurecidas e efetivamente aplicadas, e não que todos sejam considerados violentadores.

    Isso é uma preguiça estatal. Em vez de coagir a violência com leis que garantam a punição e elas sejam cumpridas por um poder atuante, aprovam-se leis que parte do princípio que todos estão errados.

    Essa nova lei, em miúdos, assemelha-se à tolerância zero do trânsito. A bebida age de formas diferentes em cada organismo, dependendo do tamanho, disposição genética, etc, ou até mesmo nos testes são localizados sinais de acordo com medicação que foi ingerida. MAS NADA DISSO É LEVADO EM CONTA. São todos errados, autuados, multados e que se virem depois para se defender.

    Se tivéssemos um estado que simplesmente trabalhasse, quem se envolvesse em acidentes por estar embreagado ou ainda, in casu, fosse pego por violência doméstica, teriam penas tão duras e bem aplicadas que elas por si só serviriam como forma de coação para que outros não incorressem nos mesmos erros.

    Eu apanhei, mereci. Se meu filho merecer, vou bater. Estou cansado desse Estado de merda que só interfere em nossas vidas por preguiça, sempre escolhendo o caminho mais fácil e nunca aplicando em nosso favor o que nos é de direito.

    Esse artigo é uma utopia ridícula, hipocrisia pura, de quem, posso estar errado, NÃO TEM FILHOS, vive de educar o filho dos outros.

    Isso é tão viajante quando essa conversa furada de RESSOCIALIZAÇÃO de presos. Sabe quem é que pensa isso? Quem nunca teve um filho assassinado, uma mãe, irmã, estuprada. Como diria aquele bom delegado, BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO. Cada uma faz as escolhas que quer. Quer ser vagabundo? Arque com as consequências que poderão surgir. Meu pai foi pobre, passou fome e aqui estou.

    Informalmente, “cada um no seu quadradro”. Que o governo vá trabalhar em questões que realmente importem, como a redução dessa carga tributária cachorra, criação da pena de morte, estradas, saúde, e deixem as pessoas educarem seus filhos como quiserem, punindo os excessos.

    PS: Não fui nada sucinto. =)

    • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

      Bruce,

      Se seu filho fizer uma “vingancinha” contra você te denunciando, sinto lhe informar que você já o educou errado. E o erro foi bem anterior à palmada.

      Sim, vivo de educar o filho dos outros. E nunca dei um tapinha sequer ou gritei em sala de aula.

      Se a palmada é válida, você a defende na escola também, para os professores?

      • Babi_barletta

        Oi Isa querida!

        Antes de comentar algo, vou contar uma historinha. Um aluno da Escola na qual trabalho falou para a vó, que o criou desde pequeno: “Vó, você não pode mais me bater! É lei! Passou na televisão!”.

        Fiquei orgulhosa! =) De uma certa forma, estamos cumprindo nosso papel de educador, formando cidadãos cada vez mais conscientes e críticos. Este aluno possui apenas 7 anos, apresenta um ótimo rendimento escolar e sim, está na lista de encaminhamento para a psicóloga escolar por apresentar “problemas emocionais”. Aí alguns podem perguntar: “-Mas ele apresenta problemas emocionais por levar umas palmadinhas?”. Aí eu respondo: “-Não só, mas sim, as “palmadinhas” contribuem”.

        A questão está “atrás” e “depois” das palmadinhas. Se você bate no seu filho para ele parar de fazer algo que não pode, sem manter UM DIÁLOGO CLARO, sim, é isso que seu filho irá oferecer para a sociedade por um tempo, até que ele leve “outra palmada da vida”. Um exemplo, trabalhar com pré escola é o máximo! As crianças estão aprendendo a conhecendo as regras sociais. Essas crianças saem de um ambiente familiar para um escolar. Mas a personalidade de cada uma já está alí. Crianças que agridem com frequência os “coleguinhas” GERALMENTE reproduzem um modelo advindo da casa. Como diz o Zagalo : “aí tem!”. Crianças que apanham por tudo de errado que fazem, acabam reproduzindo tais estereótipos. Com o passar dos anos escolares, elas vão vendo que se ela bater nos colegas, ou manifestar qualquer forma de agressão, terá uma sucessão de suspensões, podendo ser até expulso. Nossa, olha onde esta conversa está me levando….

        O fato é que na Escola temos os “COMBINADOS”, lembram? Hã, hã? O principal é: “não brigar com os coleguinhas” ou “respeitar o próximo”. Aí, o que acontece? As crianças brigam! Novidade!….E quando um encrenqueiro apanha, os pais vão “ferver na Escola”. Quem educa, a sociedade, os pais a Escola? Ou melhor, quem “deseduca”?

        Nossa, poderia contar várias histórias….

        Mas por via das dúvidas, não BATA, CONVERSE com as crianças. Tirem televisão, passeios, bolachas Trakinas, o que for; mas mantenham sempre o DIÁLOGO! Diálogo com firmeza, com autoridade (diferente de autoritarismo) Por favor, facilitem o nossa trabalho.

        Nós, educadores conscientes, defendemos esta causa! e agradecemos também para quem tem o dom de ouvir e educar.

      • Bruno

        Parabéns, vc transparece ser boa educadora.

        Pra reforçar a idéia: http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2010/07/bata-no-seu-filho-e-perpetue-burrice.html

        Acho q quem defende a porrada infantil como forma de educar é pq não sabe educar uma criança de forma decente. Aliás, educar é tarefa muito difícil e boa parte das pessoas não tem capacidade para tal (por isso recorrem à violência).

        “Não há o DIREITO de punir, o q há é o PODER de punir!”

      • cris souza

        Fico feliz em ver pessoas sensatas! Ufa!

      • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

        Orgulhosa? Na União Soviética chegavam ao ponto grotesco dos filhos denunciarem os pais, quando os pais davam sinais de desobediência ao “camarada” Stálin.

        Esse projeto não é nada novo, sempre foi um fetiche comunista alienar as crianças, para torna-las leais ao “partidão”.

      • cris souza

        hahahahhaha!!! Nossa, você sim é engraçado!

      • Babi_barletta

        Orgulhosa no sentido da criança ter uma opinião acerca do assunto abordado. É claro, a minha preocupação é uma criança interpretar mal e achar que pode fazer “tudo”, pois não vai levar palmada! Entendeu?!? Pois até então, isso foi ensinado pra ela. Se uma criança manifestou uma opinião, cabe aos responsáveis repensarem no que estão fazendo. Se estão batendo demais, conversando de menos. Na Escola, dependendo do profissional, conseguimos controlar perfeitamente uma sala de aula. Mesmo com alunos muito difíceis. Não é FÁCIL, aliás, é MUITO DIFÍCIL, mas é possível. Sem qualquer forma de agressão. Apenas através das ações, da firmeza e do diálogo.

        O problema não é a PALMADA em si, mas onde ela pode chegar. Quem trabalha em escolas, hospitais, conselhos tutelares, abrigos, ONG´s sabem muito bem….Se tiver alguma dúvida, pode conversar com qualquer profissional da área. Infelizmente, ainda há muita agressão contra crianças, moralmente e fisicamente. Você já parou para pensar quantos psiquiatras, médicos, psicólogos, psicopedagogos há hoje em dia? E sim, há falta AINDA destes profissionais.

        Quando uma criança entrar na sua sala e chorar dizendo que apanhou de mangueira, não sei se você iria se sentir confortável…. Pois é, eu não me sinto.

      • cris souza

        Sou professora e nunca bati nas crianças, nem gritei com elas, nunca precisei disso. Acho que devemos aprender formas diferentes de resolver conflitos, se em casa elas aprendem a resolver problemas gritando e batendo, pelo menos na escola elas vêem que existe outra forma e então podem escolher futuramente. Eu não precisaria ter essa preocupação se os pais colaborassem em casa e parassem de transpor suas frustrações e problemas de autoridade na criança. Pais, aprendam a serem pais!

      • Babi_barletta

        Oi Isa querida!

        Antes de comentar algo, vou contar uma historinha. Um aluno da Escola na qual trabalho falou para a vó, que o criou desde pequeno: “Vó, você não pode mais me bater! É lei! Passou na televisão!”.

        Fiquei orgulhosa! =) De uma certa forma, estamos cumprindo nosso papel de educador, formando cidadãos cada vez mais conscientes e críticos. Este aluno possui apenas 7 anos, apresenta um ótimo rendimento escolar e sim, está na lista de encaminhamento para a psicóloga escolar por apresentar “problemas emocionais”. Aí alguns podem perguntar: “-Mas ele apresenta problemas emocionais por levar umas palmadinhas?”. Aí eu respondo: “-Não só, mas sim, as “palmadinhas” contribuem”.

        A questão está “atrás” e “depois” das palmadinhas. Se você bate no seu filho para ele parar de fazer algo que não pode, sem manter UM DIÁLOGO CLARO, sim, é isso que seu filho irá oferecer para a sociedade por um tempo, até que ele leve “outra palmada da vida”. Um exemplo, trabalhar com pré escola é o máximo! As crianças estão aprendendo a conhecendo as regras sociais. Essas crianças saem de um ambiente familiar para um escolar. Mas a personalidade de cada uma já está alí. Crianças que agridem com frequência os “coleguinhas” GERALMENTE reproduzem um modelo advindo da casa. Como diz o Zagalo : “aí tem!”. Crianças que apanham por tudo de errado que fazem, acabam reproduzindo tais estereótipos. Com o passar dos anos escolares, elas vão vendo que se ela bater nos colegas, ou manifestar qualquer forma de agressão, terá uma sucessão de suspensões, podendo ser até expulso. Nossa, olha onde esta conversa está me levando….

        O fato é que na Escola temos os “COMBINADOS”, lembram? Hã, hã? O principal é: “não brigar com os coleguinhas” ou “respeitar o próximo”. Aí, o que acontece? As crianças brigam! Novidade!….E quando um encrenqueiro apanha, os pais vão “ferver na Escola”. Quem educa, a sociedade, os pais a Escola? Ou melhor, quem “deseduca”?

        Nossa, poderia contar várias histórias….

        Mas por via das dúvidas, não BATA, CONVERSE com as crianças. Tirem televisão, passeios, bolachas Trakinas, o que for; mas mantenham sempre o DIÁLOGO! Diálogo com firmeza, com autoridade (diferente de autoritarismo) Por favor, facilitem o nossa trabalho.

        Nós, educadores conscientes, defendemos esta causa! e agradecemos também para quem tem o dom de ouvir e educar.

      • cris souza

        Boa pergunta!!

    • Guest

    • cris souza

      O que dizer do seu desabafo? VÁ LER E ESTUDAR HISTÓRIA E SOCIOLOGIA! Tenho preguiça de pessoas como você que dão opinião sem conhecer realmente do que se trata. É tão absurda sua fala que nem sei se vale a pena argumentar com tamanha burrice…acho que vc apanhou de mais e estudou de menos amigo. Se for ouvir com atenção, os comentários mais mal educados, agressivos e absurdos são de pessoas que agradecem aos pais por terem apanhado. Por favor, estude antes de emitir opinião. Dou até uma dica, estude a partir do século XIX, quando o Estado entra firmando Leis, as quais vivemos sob muitas delas até hoje e você sequer percebe isso. É um apelo, bata menos e estude mais!

  • http://twitter.com/gmcoow Bruce – OOW Blog

    Esqueci de comentar algo que já falaram aqui: vão punir só quem estiver nas ruas. Dentro de casa? Se alguém denunciar. E quando é denunciado? Quando há excesso. ¬¬

    Burrice do caralho.

    Isso abre até espaço para palhaçadas e “vingancinhas” de filhos da puta denunciando qualquer um por dar tapas em filhos.

    Aff.

  • Gabriel

    Realmente, concordo com você!

    Não sou adepto dessa lei, ainda acho que é “perca de tempo” e dinheiro dos congressistas ter que aprovar uma lei que não vai dar em nada. Porem, a palmada não vai precisar ser uma ferramenta de educação se você educar seu filho antes…

    Gosto sempre de analisar contextos historicos, por mais que sejam outros momentos, outro ambiente enfim. Mas como nossos avós conseguiram educar bem dezenas de filhos sem muito dinheiro, sem muito luxo?

    É muito comum nós termos 5, 6 tios. Como os mais velhos faziam isso? Minha sogra teve 17 irmãos!!!! Que trabalhão danado eim!

    O que eu quero dizer é que, seu filho só vai ser mimado e escandaloso, se você não impor limites! Hoje em dia a media é de 2 filhos por casal e os pais estão cada vez mais loucos pois não sabem agir como pais!

    Está faltando um pouco de raciocinio das pessoas!

    Educar seus filhos nunca foi um tarefa dificil, muito pelo contrario, era gratificante ter filhos educados e de boa indole. Quanto mais, melhor!

    Hoje estamos em um mundo cheio de frescurites com as crianças, e isso me deixa puto! Pois sempre que eu falo que o meu objetivo é ter 5 filhos, as pessoas vem e me falam, “Ah, você não sabe de nada como criar uma criança….”

    É mesmo? Pois eu digo que meu avó não era nenhum milhonario, muito pelo contrario, e conseguiu criar 6 filhos sem deixar faltar nada na mesa! Falam de tempos dificeis.. Dificeis é? Sei… Nem você e nem eu sabemos o que foram tempos dificeis…

    Ou seja, se não sabe criar o seu filho, ou é por ignorancia, ou por preguiça mesmo!

    • Anônimo

      Gabriel,
      nem sempre as birras e escândalos são culpa dos pais. Crianças podem fazer birra por estarem angustiadas com suas próprias limitações e com o processo de crescimento, em deixar de ser bebê para se tornar criança por exemplo, enfim, há inúmeras possibilidades. Inclusive as mais comuns, essas sim de responsabilidades dos pais: fome, sono e excesso de estímulo (birras em locais agitados e públicos são tão comuns né?).
      Também não concordo que educar os filhos nunca foi difícil. Na sua família pode naõ ter sido, mas não se pode generalizar. Na minha existiram dificuldades e não falo em questão econômica.
      E também acho que os tempos mudaram SIM e isso se liga diretamente aos conflitos na educação. Sem dúvida que se criar um filho hoje em dia não é tarefa fácil – pelo menos para quem está de verdade comprometido com isso.
      Minha avó mesmo, viiiive me chamando para reforçar suas opiniões sobre a educação da minha filha, como ela mesma diz: “o mundo está sem chão, filha!”

      abraço

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    Apesar de parecer inocente, a palmada não é vista deste modo por muitos especialistas. A campanha “Não bata. Eduque” , por exemplo, chama a atenção dos pais para as desvantagens da “escolha” da palmada como métodoNada mais gnóstico, uma plêiade de iluminados auto-intitulados “especialistas”, querem impor sua masturbação intelectual contra anos de evolução moral da humanidade.O senso-comum cumpre uma grande e importante função para a humanidade que é impedir que o homem perca tempo reinventando a roda. A diferença essencial de um conservador para um liberal é essa: o liberal acredita que o mundo pode ser reinventado e recomeçar do ano 0.Essa história levada a sério vai nos transformar numa Suécia que é uma beleza de porcaria de país.

    • Marcão, macho-alpha++

      Shâmtia está mais uma vez certo.

      É muito fácil achar meia dúzia de especialistas pra justificar qualquer ponto de vista. E é muito fácil escolher passivamente qual especialista vamos ouvir. Da minha parte, eu odeio os homens de branco (exceto os das emergências de hospitais :-D)

      O conhecimento empírico mostra que o problema da decadência moral e ética da sociedade não é excesso de palmadas, ou tapas ou gritos. É certo que o uso incorreto do castigo físico contribui pra uma sociedade que acredita na “lei do mais forte” e “do manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

      Vou contar a história de papai. Antes de aplicar qualquer castigo físico, ele conversava com o filho (eu ou meus irmãos) sobre o comportamento errado, porque estava errado e o que era o comportamento certo. Fazia isso várias vezes. Por fim, aplicava um castigo físico, mas explicando antes porque. Nunca com raiva, nunca numa explosão de ira. Sempre com força, porém com calma. Assim, nós entendíamos que aquele caminho não ia levar a nenhum lugar bom.

      Att

      Marcão, macho-alpha++

      • Bruno

        A atitude do seu pai não é o tipo de atitude q deve ser combatida. Há de convir que seu pai é exceção! Sabia muito bem o que estava fazendo.

      • Guest

    • Guest

  • Daniel Felipe

    Tópico dificil…Sou contra a lei por achar que ninguem deve mandar em minha casa.
    Porem nao sei se bateria em um filho meu.

    Nunca apanhei em minha vida. Nunca levei um tapa, beliscão…Mal mal gritaram comigo. Cresci uma pessoa “boa”. Fiz uma grande merda em minha adolescencia (e essa merda envolveu policia, e nem nessa vez eu apanhei de verdade).

    Agora veja meu primo, que cresceu na base da chinelada, cintada, tapas e gritos. Tambem é uma pessoa boa. Sabe-se la o que aconteceu com ele, era um porra louca e agora é quase um filantropo, de tao bom que é com as pessoas.
    Sempre achei um absurdo como minha tia batia nele quando ele fazia merda, mas olha só, cresceu tambem uma pessoa “boa”.

    Nao acho que bater nos filhos seja errado, desde que feito da forma certa. Enxer a mão nos filhos pq chega bebado e puto em casa é um exemplo da forma errada de criar um filho…

    No final, nao sei se eu conseguiria bater num filho meu.
    Quando eu tinha 17 anos, numa briga com minha irmã de 9, enfiei a mão na cara dela. Eu tava puto e ela provocando. Isso é uma das unicas coisas que eu me arrependo em toda minha vida. Só de lembrar me vem agua nos olhos de pensar no que eu fiz com ela. Foi errado e carrego isso ate hoje.

    • Bruno

      Vc é contra a lei pq ninguém deve mandar na sua casa?
      Então vc defende tb a violência doméstica contra a esposa, já q está tudo em casa?
      Não se trata de um direito de vc bater no seu filho, até pq ele nunca existiu. Trata-se do direito do seu filho não ser agredido.
      Vc acha mesmo q um adulto tem direito de espancar o filho quando bem lhe convier? E esse filho não deve ter nenhum direito à proteção?

  • Lilla

    Isabella, você foi direto ao ponto. Ótimo texto e grandes reflexões.
    Tenho uma filhinha de 3 anos e procuro educá-la de uma maneira que ela tenha liberdade, seja feliz e principalmente, se torne uma pessoa que contribua positivamente com o mundo ao redor dela. Como os meios adequados para se educar são complexos e relativos a cada contexto, procuro sempre o auxílio de uma psicóloga para ampliar as perspectivas da minha visão. Frequento todas as reuniões de pais da escola e converso com as professoras sobre o comportamento e desenvolvimento dela. Menina, ainda assim, é complicado educar! Poxa, é uma estrutura altamente sensível…se você conter demais acaba reduzindo o campo de ação da criança. Por exemplo,sempre a orientei para que desenvolvesse uma atitude de não violência, mas não esperava que mais tarde devido a isso ela não soubesse se defender das agressividades dos coleguinhas (que batiam nela), tanto que a professora me chamou para conversar e disse que a minha filhinha precisava desenvolver auto-defesa e se impor para que os outros a respeitassem. Fiquei chocada. Lá fui eu correndo para a psicóloga desfiar todas as minhas filosofias. Depois de uma hora de conversa, cheguei à conclusão de que nos moldes em que se encontra hoje, a escola é uma instituição falida. E as famílias e a educação também. E não falo da família de uma forma moral, não. Não estou mais junto com o pai da minha filha, mas nós mantemos uma amizade e respeito. Embora ele não seja um pai participativo, não interfere negativamente nas orientações que dou a ela e as vezes até contribui. Também não interfiro na relação deles dois e ainda estímulo para que ela tenha a imagem do pai bem definida e presente mesmo à distância.

  • http://lucashungaro.github.com/ Lucas Hungaro

    Olha, todos os pais que conheço que são contra as “palmadas” (tô falando de uma coisa bem leve, que sequer dói, é só pra “dar um susto”), acabam criando bostões mimados que controlam os pais e, quando crescem, não sabem lidar com dificuldades. Vejo que essa é uma tendência: hoje praticamente só vejo pais que ficam totalmente impotentes frente à crianças que os controlam completamente e eles sequer reagem.

    Diálogo? Sim, quando a criança tiver idade pra entender diálogo. Vai tentar dialogar com uma criança de 4 a 8 anos…

  • http://twitter.com/duna_knox Duna

    Eu sei de uma coisa, crianças são cruéis e manipuladoras, e conheço várias, de menos de 6 anos que, cada vez que os pais negam alguma coisa, mesmo que nunca tenham levantado a mão, gritam dizendo que vão chamar a polícia para falar que está apanhando. Juro, mesmo. Ver essa cena, ou ouvir falar dela, várias vezes, me faz ter medo de ter filhos. Ao invés de educar os pais, criar uma lei, não vai atar mais as mãos da família e não irá tornar mais difícil a educação dentro de casa?
    Não sou a favor da palmada, mas também não sou a favor de proibí-la. Por mim todo mundo para ter filhos teria, por lei, que fazer um curso de pelo menos um ano e passar por provas de aptidão e avaliações psicológicas, mas isso sim que é utopia.
    Este texto me lembrou a primeira coisa que me veio à cabeça quando soube dessa lei, a lei do divórcio fácil. O argumento para eliminar o tempo de separação antes do divório foi justamente que o estado não deve se meter na vida familiar dos cidadãos, e, ao mesmo tempo, lançam uma lei que faz justamente o oposto. Tô confusa.

    • Dr Health

      Num dos links citados no texto, um comentarista falou sobre situação parecida que aconteceu com um conhecido, de a criança chamar a polícia.

      “Me lembro de uma vez, quando bem criança, ter visto na TV uma matéria num jornal, onde um filho denunciou a mãe por maus tratos. Virei pra minha mãe e disse: “Se você me bater de novo, eu ligo pra polícia!”. Ela me deu a maior surra da minha vida e disse: “Ligue para a polícia agora. Quero ver quem vai te sustentar, e cuidar de você enquanto eu estiver presa.” Pedi perdão de joelhos na hora.”

      • Bruno

        Tá, e vc acha isso o máximo? Comportamento exemplar da sua mãe? Exemplo a ser seguido?

      • Dr Health

        Achei.

        E você com isso? Te conheço?

  • Leonmrs

    O engraçado é que os filhos desse pessoal que não soube de impor de forma “tão violenta”, vão acabar levando porrada da policia na rua.

    • http://www.myspace.com/bluesy_marcos Matsuura Junichiro

      Se não levarem um tiro…

  • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

    Eu acho que a palmada tem um pouco a ver com a cultura fast-food da nossa sociedade. Assim como um hamburger com fritas resolve a fome, mas que não nutre de verdade, a palmada faz a criança cessar o aquele ato de indisciplina sem, no entanto, levar a uma reflexão a respeito da atitude. Eu acredito que seja possível educar uma criança sem usar esses recursos violentos, porém sem sombra de dúvidas deve demandar mais atenção e dedicação dos pais.

    • Dell Sales

      Leonardo, o problema todo está ai: uma educação não-violenta é perfeitamente possível, mas demanda tempo, dedicação e muita paciência, características básicas que muitas familias hoje preferem ignorar. É mais fácil bater e achar que está educando. É mais fácil “empurrar com a barriga” do que ter um pouco de trabalho.
      As pessoas estão associando a educação sem agressão à libertinagem. Não, gente. Não se trata de se render às vontades das crianças, mas sim pensarmos em formas humanas e civilizadas(Não somos nós os animais racionais?) de repassar os valores morais aos nossos filhos. Ou vocês acham que todas as crianças mimadas ou adultos transgressores de hoje não foram vítimas da “educação” padrão brasileira?
      Eu também fui educada com algumas palmadinhas e, como muitos, não fui traumatizada. Mas, também não aprendi nada com as palmadas.

      • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

        Dell, eu acho que este seus pontos de vistas são todos válidos e concordo com eles e principalmente no que diz que a cultura de empurrar com a barriga. Eu acho que essa cultura é presente não só na educação das crianças como em diversos outros problemas como educação pública, violência urbana, etc. Eu não estou dizendo que é certo, mas que, de certa forma, muitas pessoas agem assim, infelizmente.

      • cris souza

        Também sou contra a violência e gostei da metáfora fast-food, contudo, sou historiadora e a violência como forma de “educar” existe desde a colonização, pautada na religião, que acreditava que a purificação da alma teria que ser acompanhada da dor física. São séculos de introjeção da cultura da violência, mas um dia temos que começar a mudar. Comecemos agora!

    • Dell Sales

      Leonardo, o problema todo está ai: uma educação não-violenta é perfeitamente possível, mas demanda tempo, dedicação e muita paciência, características básicas que muitas familias hoje preferem ignorar. É mais fácil bater e achar que está educando. É mais fácil “empurrar com a barriga” do que ter um pouco de trabalho.
      As pessoas estão associando a educação sem agressão à libertinagem. Não, gente. Não se trata de se render às vontades das crianças, mas sim pensarmos em formas humanas e civilizadas(Não somos nós os animais racionais?) de repassar os valores morais aos nossos filhos. Ou vocês acham que todas as crianças mimadas ou adultos transgressores de hoje não foram vítimas da “educação” padrão brasileira?
      Eu também fui educada com algumas palmadinhas e, como muitos, não fui traumatizada. Mas, também não aprendi nada com as palmadas.

  • Thiago

    Acho que a modos e modos de dar palmadas em uma criança.

    Esses dias vi um pai dando um puta tapa no meio das costas do filho. Aquilo nao é modo de educar. E como foi dito no texto, isso aconteceu no momento de raiva do pai, explodiu e deu o tapa. Mas se o cara fez uma babaquice desse em publico (no meio do corredor do shopping), o que sera que ele nao faz em casa com esse menino quando explode?E dentro de casa, quem vai ver e denunciar? Provavelmente ninguem.

    Tambem ja vi crianças que nunca levaram um tapa, mas são a personificação do capeta quando resolvem aprontar.

    Concordo com o que foi dito: mais importante que uma lei que diga o que fazer, é melhor mostrar aos pais primeiro opções para educar os filhos. Porque, se voce tirar essa “opção” de um cidadão que foi educado assim e agora tem que educar seus filhos, voce tira o unico modo que ele conhece de educar. E o que fica pior: uma criança que nunca levou um tapa ou uma que nunca foi educar ??

  • http://twitter.com/Natacha_O Natacha Orestes

    Eu não entendo a revolta de algumas pessoas contra uma lei tão JUSTA. Compreendo que a lei não acabará com as palmadas, justamente porque o problema é bastante profundo e envolve a (falta de) educação GERAL. Mas criminalizar a violência doméstico-infantil é trazer, pelo menos, o problema à tona, para ser discutido, como estamos fazendo aqui.

    Pode ser o início de uma conscientização, meio forçada, claro. Mas necessária. Eu apanhava quando era menor, e nem aprontava tanto assim. Não culpo meus pais, eles me educaram como puderam, tiveram uma educação sofrível e, apesar de todos os erros e violências injustas, souberam cuidar muito bem de mim.

    Sim, eu me considero uma cidadã do bem. Mas ser apenas uma cidadã do bem não é suficiente. Preferia ser uma cidadã do bem sem tantas recordações ruins (que não alteram em nada meu amor pelos meus pais, mas que não deixam de interferir nos meus conflitos internos até hoje).

    O que sente uma criança quando é agredida? Eu tenho a sensação muito nítida até hoje, bem real. Uma criança quando apanha se sente desamada, inferiorizada, injustiçada, pequena, burra, incapaz. E depois de um tempo isso vai se transformando numa raiva que a faz se sentir feia e má, por querer revidar. Sinceramente, não é esse tipo de sentimento que quero gerar nos meus filhos (quando os tiver).

    Se eu tenho a consciência de que a violência pode causar danos psicológicos tão reais, eu não vou querer passá-la adiante. A violência chegou em mim e parou. Bater é pura preguiça da parte dos pais. É o meio mais fácil para se conseguir o que se quer a curto prazo. Porque é muito mais difícil conversar. É muito mais difícil continuar passando uma vergonhinha no meio do shopping. Abrir o diálogo é muito mais difícil porque é aprender junto com o filho. Aprender a ser pai e mãe diferente do que se aprendeu com o pai e mãe.

    Mas pode ter certeza de uma coisa. Se você decide aprender junto com o seu filho a ser pai ou mãe, aquela vergonhinha que você sentiu em algumas ocasiões por não ter o controle momentâneo da situação, no futuro pode virar motivo de muito orgulho. É nisso que eu acredito.

    • cris souza

      Concordo com você, só corrijo uma coisa: a Lei não torna a palmada crime.

    • http://www.facebook.com/giselledmuller Giselle Muller Guarani-Kaiowá

      “Uma criança quando apanha se sente desamada, inferiorizada, injustiçada, pequena, burra, incapaz. E depois de um tempo isso vai se transformando numa raiva que a faz se sentir feia e má, por querer revidar. Sinceramente, não é esse tipo de sentimento que quero gerar nos meus filhos (quando os tiver).” Concordo com você, eu também sei o que é isso. Mas um tapinha, (não sou a favor de espancar) um castigo (não uma tortura) ajudam sim. É que muitos pais tiveram uma educação em que se espancar e humilhar era a regra e os filhos obedeciam os pais por medo, não por respeito. E não sei como não tinham rancor. Eu aprendi a tabuada com minha mãe me marcando régua. Aprendi a tabuada mas até hoje sou péssima em matemática. Mas pega uma criança pequena berrando no meio da rodoviária e fazendo o maior auê, se jogando no chão e td como minha irmã já fez? Como fazer ela parar? Meu pai tentou conversar e não bateu. Foi parar na delegacia e td pq acharam que ele estava maltradando ou sequestrando a guria. E se ele tivesse pegado ela pelo braço e falasse: para agora ou senão em casa ficar de castigo! Ou dava uns tapas na bunda pra chamar a atenção dela e falava: “se continuar, vai ficar sem biscoito, moça bonita não faz pirraça. Olha a moça ali, não ta fazendo pirraça.” Acho que ia resolver, comigo exemplos bastavam… Agora, humilhação, tapa na carra, porrada, isso só geram revolta, rancor e baixa auto estima, atesto.

  • Henrique Giacomitti

    Como se tem um diálogo racional com uma criança que mal sabe falar? É impossível – pelo menos para crianças normais.
    A palmada educa, mas tem que saber bater. Existe limite entre educação e violência, da mesma forma que uma pílula de remédio cura e 50 matam, a palmada tem que ser medida pelo bom senso, não interferida por (mais) uma lei que não tem sentido nem ficalização.

  • http://www.facebook.com/verossimil Erico Verissimo

    Quantos dos aqui “comentaristas” têm filhos?

    Não resisto a esse tipo de provocação. Afinal, descobri da pior e da melhor maneira que SER filho (e filhos somos todos, ou quase todos) não prepara ninguém pra TER filho.

    Embora a discussão tenda ao infinito, é meio como (difícil estabelecer uma metáfora decente para uma situação dessas) comparar o conhecimento específico de uma sexóloga virgem, e de uma quenga da Vila Mimosa.

    Válidas quaisquer opiniões, especialmente tendo origem na pedagogia, no educacional, especialmente vindas de uma @isabelaianelli, mas defendo a importância do embasamento PRÁTICO para a argumentação. Tipo “been there, done that”.

    De minha parte, evito agressões de qualquer tipo. Mas, já dei um ou outro tapa? Já gritei? Castiguei? Ameacei? Fiz chorar? Tudo isso. Sou pai, sou gente, “cerumano”, imperfeito e falível, muito falível.

  • http://twitter.com/andrelkiko André Luiz

    Eu gostei bastante dessa parte:
    “…para mostrar que a lei seria o primeiro passo para uma cultura de não-violência. O fato é que, por meio dela, o governo tenta dizer o que é certo para as pessoas, mas sem (justamente) educá-las.”

    Parece um pouco simples, mas indo um pouco mais adiante da situação, enxergamos a falta de educação-formação-cultura como o problema em si. Enquanto não formos lá, só veremos as palmadas e quem apanhou ou não quando pequeno. O item 9 do Gitti, faz muito sentido.

  • http://twitter.com/Natacha_O Natacha Orestes

    Ah, esqueci de falar uma coisa. Concordo muito com o Gitti, o texto é foda porque ao invés de ser binário, é dialético.

    Aponta pós e contras, e deixa aos leitores a decisão (ou a não-decisão) final.

    Parabéns, Isabella! :)

  • Marcão, macho-alpha++

    Esqueci de comentar algo:

    parabéns Isabela, por fazer um artigo no Ladies Room que valha a pena ser lido e bem escrito. A grande maioria é de mulheres com pouco cérebro e baixa auto-estima tentando se igualar aos homens na sexualidade, gerando artigos que defendem um machismo às avessas, Esses artigos são frankesteins de frases (e idéias) soltas, sem nexo e mal-escritas.

    Claro que a lei é irrelevante. A existência e cumprimento de uma lei está sujeita a vontade do povo, que pode fazê-la cair na obsolência. O provável é acontecer como disse um coleguinha: ser usado por vizinhos para vinganças pessoais, invocando Conselhos Tutelares e denúncias anônimas. Até cair no esquecimento.

    Att

    Marcão, macho-alpha++

    • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

      Obrigada, Marcão. Te acompanho aqui nos comentários dos textos e sei que você aparece sempre para polemizar. O que é ótimo. :)

  • Bru1

    “Pois se ainda não conseguimos defender seriamente as crianças vítimas de grandes abusos domésticos, como vamos controlar cada palmada dentro de casa?”

    Esta pergunta matutou na minha cabeça desde que começou o burburinho sobre esta lei.

    E concordo que para haver mudança deve-se ir a raiz do problema. A raiz neste caso é: “Precisamos primeiro educar os pais, para que eles possam educar seus filhos”. E isso exige investimento, seriedade, planejamento do governo e o resultado vem a longo prazo. Educação é básico, mas no Brasil há muito que se fazer ainda.. muito..

    E neste contexto, proibir e exigir através de uma lei pode surtir efeito assim como a lei seca.
    Mas para isso é necessário fiscalizar.
    E neste caso, como fiscalizar a violência doméstica?? Esta é a questão.

    Nós cidadãos comuns não seríamos os maiores fiscalizadores e denunciadores?? Em nossas próprias famílias não ocorrem abusos?? Com nossos vizinhos, amigos??

    E além da “falta” de educação, desvios de caráter e personalidade também não são responsáveis por muitos casos de abuso contra as crianças??

  • Fada_sininho_1

    Assunto polêmico…faz as pessoas pensarem em seus atos.
    Acredito q recursos físicos (palmadas e etc) são utilizados por quem não tem o dom da palavra, por quem não possui autoridade.

    Meus pais nunca enconstaram um dedo em mim, e nem por isso deixava de obedecê-los. Minha mãe falava “vou contar até três”e pronto, nem esperavamos chegar no 2,5, rss. E nem era por medo, mas sim por sabermos que perderiamos a confiança deles.
    Meus pais eram seguros de si, nem precisavam gritar: qnd estavamos no quintal alheio e era hora de ir para casa, minha mãe nem se esgoelava com “vem pra casa, hora de almoçar, etc”, bastava assobiar. Paravamos a brincadeira e corriamos para casa.
    Vejo minha cunhada gritar, bater, beliscar e os filhos nem ligam, ainda respondem “nem doeu”, “não quero mais ser seu filho, eu não tem amo…”. Fora os tais vexames fora de casa. Qnd meus sobrinhos estão comigo, converso e aviso a cartilha do pode/não pode (incluindo o porquê) e não tenho dor de cabeça com eles. Respeito de ambos os lados.
    É superficial alegar que não deixa sequelas, quem garante? Será que não existem sequelas inconscientes? Coisas quem nem a própria vítima perceba em seu comportamento?
    Portanto, sou contra a palmada e qualquer tipo de agressão (física/verbal/intelectual).
    Limites sim, palmadas não. Maturidade ao pais e respeito às crianças!

    Quanto à lei: perda de tempo, se bem que como disse antes, coloca o assunto na berlinda, faz com que as pessoas pensem.

  • Rodrigosmc_

    Lembro de uma história, de uma criança de 7 anos, alguns dias antes de seu primeiro dia de aula onde ele chorava o tempo todo pois não queria ir para a escola. Os pais falavam que não tinha jeito, ele tinha que ir – não tinha outro jeito de ser.

    Mas o que fazer ? – Levar o garoto na marra até a escola e falar que tudo vai ficar bem ? Bater nele e dizer que ele não pode ficar sem estudar ?

    Até que o pai da criança pensou – “o que as crianças fazem na escola que meu filho pode fazer também ?” – Foi ai que ele comprou tintas para pintar, lápis de cor para desenhar e juntou toda família na sala, mas não chamou o garotinho que não queria ir para escola.

    Então todos começaram a pintar os dedos da mão e prensar na folha, desenhavam casas, o sol, a família, pintavam – enfim, se divertiam.

    O garotinho com um brilho no olhar vendo todos se divertindo perguntou – “posso brincar com vocês também ?”

    O pai respondeu – “apenas se você for na escola, afinal, lá você vai aprender a pintar com guache, brincar, desenhar, etc.”

    Adivinha como o garoto estava no seu primeiro dia de aula ? – Totalmente satisfeito em ir pra escola, pois a visão que seus pais colocaram sobre a escola foi totalmente diferente daquele que ele tinha em mente.
    ____

    Já li alguns livros que realmente prezam por outros métodos pra se lidar com qualquer pessoa sem usar da violência, xingamento, palmadinhas, etc – e são métodos que funcionam 1000x melhor que qualque tapinha da bunda pra aprender.

    E eu pergunto, com as palmanhas você realmente aprendeu ou se tornou um idiota que faz exatamento o mesmo com o próximo ?

  • Rodrigosmc_

    Esqueci de falar, a históra que citei e lembrei eu li no livro do Dale Carnegie.
    Um cara que começou ganhando 2 centavos a hora e morreu ganhando milhões apenas porque sabia como lidar com as pessoas, nada mais simples, dizia ele

  • http://www.facebook.com/renato.toso Renato Gonçalves Toso

    O problema de tirar as palmadas é que conversa não funciona em todos os casos. Comigo, tapa nunca resolveu. Nem de pai nem de mãe. Mas se eu aprendi a me portar não foi por conta de alguém dizendo “isso não pode” ou “isso é feio. Tive, a duras penas, que entender que fazer algumas coisas fariam mal pra mim mesmo. Só que aí mesmo está o detalhe: eu ter aprendido não significa que todos aprenderão.
    Acho que educação sem punição (seja ela psicológica, física ou qualquer outra) funciona tanto quanto estado sem lei… ainda que um ou outro não faça coisas erradas porque sabe que é o melhor, a grande maioria vai acabar querendo se dar melhor pela ausência de punição e vai tocar o puteiro.
    Daí vem o fato: a punição será basicamente física. Eu tenho novidades: tudo que não te machuca você aprende a ignorar, sejam eles castigos, sentimentos de culpa, obrigações… tudo. Daí só tem dois caminhos, ou você aprende quebrando a cara, como eu aprendi; ou você não aprende.

  • Anônimo

    Sou contra palmadas, porque acredito MUITO na eficiência da conversa, dos olhares, das expressões faciais e corporais, da negociação (Nem tudo pode ser negociado. Sou ditadora em algumas questões sem a menor culpa).
    O que me preocupa é perceber que muitos pais ainda tem filhos para brincarem de casinha ou para aumentar a família ou seguir um roteiro cultural. Não tratam a criação de um filho como um projeto importante MESMO, não buscam informações, não tentam se aperfeiçoar nesse intento, não encaram o lance como um aprendizado de mão dupla.
    Essa história de que a mãe e o pai saberão SEMPRE como agir, é balela!
    A gente não sabe não, choramos no banheiro, temos medo de fazer uma grande merda a longo prazo, sentimos raiva dos nossos filhos (perigo iminente de agressão séria) e, muitas vezes, não inserimos de VERDADE aquele ser em nosso contexto de vida.

    Pegando o exemplo que a Isabella colocou sobre birra em shopping: se a criança faz uma birra homérica no shopping, o ideal, para mim, seria: Esgotadas as tentativas de negociação e conversa, encerrar o passeio NA HORA, (não importa se você não comprou o que pretendia, se o marido não comeu o que esperava, se o passeio foi frustado) e, sem muito blá blá blá, mostrar para a criança que as atitudes dela tem reflexo no grupo, na familia e que ela não está isolada em seu universo egoísta. Muitos pais lascariam a mão na criança e não aceitariam que “um pirralho acabasse com o passeio”. Muitos diriam: acabar com o passeio seria como ser comandado pela criança. Não, não seria e não é. Ser comandado pela criança seria perder o controle, bater, gritar ou seja, fazer birra de adulto, porque o passeio foi frustado.

    Enfim, sou a favor da intervenção do Estado nessa questão e espero que todo o alvoroço em torno da palmada, abras as portas e as mentes para novos olhares sobre a educação.

  • http://twitter.com/jonathassampaio jonathas sampaio

    Acho que tem crianças que podem crescer tranquilamente sem apanhar, mas o sentido de bater as vezes é a forma de mostrar limites.

    Meu pai ja me bateu mto quando era criança, mas nunca me bateu no rosto, nunca me humilhou e depois que sabia que tava errado, num precisava nem bater, era olhar e mais nada.

    O problema são os pais desequilibrados, que não sabem o que é mostrar limites.

    Pq quando a criança cresce sem limites, é isso que falou “não colocar limites também é muito nocivo para a criança.”

    Eu tenho certeza absoluta que se eu não tivesse apanhado qnd precisava não seria o que sou hj, e tenho mto orgulho disso, uma pessoa que não aceita qlqr coisa imposta e sei o que eu quero.

    Go Vegetarian :D e meu pai eh carnivoro, pai te amo! :D

    • Andreborgesbh

      Acho que essa lei ignora certos fatos, como o fato de que, por mais que se queira fugir do fato, o ser-humano ainda é um animal, e como tal tem na força física uma forma de linguagem. Linguagem não é só o diálogo, a escrita, etc. Linguagem também pode ser uma expressão, uma atitude, a própria força. Ora, existem forças e forças: uma adequada socialmente, outra abusiva; uma que de fato pode dar à pessoa (hoje criança, amanhã adulta – como eu) uma noção de limite.

      Acho que essa PL é só um dos aspectos dessa cultura de uma falsa existência antisséptica. Busca-se evitar todo contato com a violência, mas ela cerca a vida da criança. Limita-se a imposição de limites, criando uma verdadeira geração que não tem a noção de causa e consequência.

      Qualquer dia, essa falta de contato com o mundo vai causar uma alergia à realidade. Espero que não. =

  • http://rodrigosantiago.wordpress.com Rodrigo Santiago

    Se até cachorro você consegue educar sem bater, por que não com uma criança? O problema não é a criança apanhar ou não, é o pai estabelecer sua autoridade sem bater. O problema são os pais que não conseguem estabelecer uma autoridade sem o uso da força.

    Como a maioria aqui, apanhei tb quando criança e sou um adulto aparentemente normal, porém, se não tivesse apanhado teria menos medo do meu pai que (ainda hoje) tenho.

    Outra questão, acho válido sim o estado se intrometer em certas questões privadas. Até porque o hábito de educar uma criança não é um ato puramente privado. Você educa seu filho para viver em sociedade e, se você faz errado, seu filho pode se tornar um problema social e do estado.

  • Aislan Adi

    O grande problema desta lei é: o que oferecer em troca das palmadas? Países como a Noruega, Suécia ou Finlândia não possuem essas leis reguladoras, o que ocorre é um desenvolvimento natural da educação do povo refletindo em uma melhor educação, que não está conectada em dar ou não palmadas e castigos.

    Imagine o caboclinho que tem meia dúzia de filhos, nenhuma instrução, zero de paciência, uma havaiana e muito álcool no sangue? O que ele pode oferecer aos filhos que não seja a educação temerária? “Se comporte senão vai para o inferno”, “Cala a boca, senão apanha mais”, etc.

    Para algumas pessoas com um bom nível de instrução é possível sim educar utilizando um mínimo de castigos físicos ou ameaças, mas para algumas pessoas sem nenhuma instrução, famílias desestruturadas e educadas anteriormente pelos temores, a palmada cumpre uma grande função social: evitar a formação de delinquentes, marginais e bandidos.

    Se o presidente Lula quer colaborar para a propagação de uma nova maneira de educar, beleza, esse deveria ter sido um dos seus planos de governo. O que não se pode fazer é retirar uma das muletas da educação deste país sem colocar nada no lugar. Resta ao presidente perceber que será necessária muitos anos e um verdadeiro PAC para que isto ocorra.

    Ainda rio da frase dele no lançamento: “Se palmada e chicotada resolvesse alguma coisa, não haveria tanta corrupção neste país”. Praticamente ele disse: Nós apanhamos para burro e continuamos roubando, vamos tentar agora um outro jeito.

    E por fim, me faz recordar daquela famosa frase sobre sustentabilidade e responsabilidade social: “Não se preocupe diretamente em deixar um mundo melhor para seus filhos, preocupe-se em deixar filhos melhores para o mundo”.

  • Ramon Távora

    Concordo com todo mundo que diz que é perca de tempo, a lei está aí só para não fazerem o que realmente é necessário. O post tá ótimo! Mas tenho de dizer que não dá pra não observar que os meios da educação estão constantemente mudando, e ainda não se encontrou uma nova tradição. A geração que veio a pouco tempo e vem agora não está caminhando pra formar cidadões exemplares. Pense em uma criança que você conhece e diga se ela não é mimada, indisciplinada, e cheia de mordomias. Acho que mais do que palmadas, ensinar as crianças sobre causa e consequência valeria mais para a educação. Valeria mais fazê-las batalhar pelo que elas desejam. Como foi dito, os Pais não tem discernimento e capacidade de agir com diálogo e sem violência. Então a palmada se torna a única forma de “tentar” educar.

  • Dr Health

    Apanhei pra caceta quando criança, de palmada, chinelo e beliscão, justamente porque mereci. E me tornei um cidadão de bem e responsável.

    Às vezes quando atendo criança e preciso fazer um procedimento, ela fica de birra, não me deixa atuar e tem mãe/pai que só fica “calma filhinho… bla bla bla filhinho”, e não me ajuda, que ódio do caralho!! Nessa hora eu lembro do puta beliscão que minha mãe me dava, dizendo : “Cala a boca e fica quieto senão apanha mais”. Eu era o paciente perfeito, e muito por conta disso não tenho um terço das frescuras dessa geração emo de hoje em dia.

    Aliás, ela não precisou bater no meu irmão uma vez. Ele começou a fazer birra no supermercado porque queria um biscoito, e ela disse que não ia comprar. Então ele se jogou no chão e começou a espernear. O que ela fez? SAIU DE FININHO e se escondeu. Quando o moleque percebeu que ela tinha sumido, abriu o berreiro, hahahahhahaha. Depois que juntou a aglomeração em volta, ela voltou, pegou ele pelo braço e foi embora. Nunca mais o moleque esperneou!!!

    Obrigado, mãe!!!! Só lamento ela não ter me sentado a porrada quando aos nove anos eu fiquei de frufrufru e resolvi sair do judô porque eu era grande e o professor só me botava pra lutar com os mais velhos, e eu sempre perdia. Merecia era ter apanhado pra deixar de viadagem!!!

    • Jeffersonmsbueno

      mandou bem pra caralho DR.. Uns tapas educa sim, fora que macho vira macho sendo tratado como tal. Acho que o governo tem coisa mais importante pra cuidar, e deixa que meu filho eu me viro, afinal não é isso que faz uma sociedade mais ou menos violenta

      • cris souza

        JESUS!!! Dizer oq ue de mais um que acha que só torna-se homem com violência física…mais um que comete violência contra mulher e filhos, mas sai correndo quando precisa enfrentar uma situação de verdade…Pessoas como vc não deveriam ter filhos…coitada dessa criança…

    • Anônimo

      Dr. Health : espalhando a necessidade das artes marciais pelo mundo !

      • Dr Health

        Só para deixar registrado, eu NUNCA me envolvi em agressão física fora de casa nos meus 34 anos de vida.

      • cris souza

        KKKKKK!!!! Fora de casa! Dentro de casa deve ser o Rambo!!! Típico dos bullers, só têm coragem de bater naqueles sob seu poder e autoridade…34 anos? Tão novo para uma cabeça residente nos anos 1920.

      • http://www.facebook.com/giselledmuller Giselle Muller Guarani-Kaiowá

        Ei acho que ele se referiu à brigar com os irmãos ou apanhar dos pais quando criança. Nada a ver o que você disse. Isso sim foi violência verbal de graça.

      • James Sawyer

        Palmadas Educam!!!

    • Waldemar

      Concordo com o Dr. Health.
      Tomando conhecimento da Lei, e lendo esse texto, me lembro da reportagem sobre o Clint Eastwood aqui nesse mesmo site. Sobre como as pessoas tem frescura hoje em dia. Antigamente se uma pessoa caia de um lugar alto por não ter cerca, era visto como burra. Hoje em dia, dá-lhe processo… e foi se criando uma sociedade colorida, frufrufru, onde daqui a alguns dias não poderá nem se soltar um peido público, que choverão processos por incomodo oftalmológico, falta de vergonha, danos nasais e podridão alheia.
      Estou esperando as Leis que me ensinem a respirar, andar, correr, comer, cagar, porque as outras lacunas estão indevidamente preenchidas…

      • cris souza

        Não achei engraçado seu texto…mas, vá lá…Tenho minhas dúvidas sobre o fato do Sr. ter lido o texto da Lei…se realmente tivesse lido (como suponho que não o fez), sua opinião seria diferente…Mas, criticar é mole mole né? Pena que não consigamos criticar a nós mesmos…Vejo que vc deve ser mais um que agradece os tapas…afff

    • Guest

    • http://www.facebook.com/people/Rafael-Lustosa/100000255168680 Rafael Lustosa

      Sinceramente, não acredito que bater eduque alguém. Vc pode condicionar a criança, o que, na minha opinião, não é a mesma coisa de educar. Apanhei bastante da minha mãe. E sempre continuei fazendo as mesmas coisas. Ela só me parou de bater no dia que viu que eu não chorava mais e não tinha efeito nenhum. Meu pai nunca me bateu. E bastava olhar diferente ou falar qualquer coisa que eu já parava na hora. Muitas pessoas acham que são pessoas de bem pq apanharam, mas se esquecem que muitas outras vezes os pais conversaram, mostraram com exemplos e atitudes como se faz um cidadão de bem. A pessoa aprende, mas acha que é pq apanhou. Eu sou contra a intervenção do governo. Assim como o artigo fala, boa parte dos pais simplesmente não estão preparados para serem pais. Não acho que palmadas e castigos físicos resolvam. Existe outras maneiras de impor limites e educar uma criança, de forma mais eficiente. Tenho sobrinhos que nunca apanharam e são uns anjos. Extremamente educados. Outros sobrinhos, de uma outra irmã minha, apanham o tempo todo, e são uns capetas. Então, acho que as palmadas influenciam pouco. Eu me lembro das palmadas, mas me lembro bem pouco o que elas representavam.

      • CRIS SOUZA

        Concordo. Mas tem 2 cosias que eu queria abordar: a intromissão do Estado ocorre desde longa data, há séculos na verdade. Pense sobre o fato do seu filho ir à escola, isso se chama intromissão do Estado, porque se não fosse ele no século XIX a exigir que todas as crianças fossem para a escola, seus filhos não teriam ido. Quando o Estado interveio, foi uma briga enorme, com alegações similares as usadas hoje. Então, o Estado intervém a todo momento. Pensemos nisso. Quanto a “não sabermos ser pais”, não vejo isso como desculpa, pois o que tem de livros e profissionais especializados hoje em dia é algo absurdo, porque não fazer uso destas possibilidades? Preferimos ficar sentados reclamando do governo e – muitos- batendo nos filhos e justificando não saber fazer diferente. Ora, até para fazer café tivemos que aprender, agora, para educar um ser humano não vamos atrás para aprendermos? No mais concordo com a questão da palmada, sou pró EDUCAR SEM VIOLÊNCIA!

      • Thaís Nogueira

        Concordo plenamente, as pessoas associam o fato de terem apanhado e serem boas pessoas como algo interligado, mas (pra mim) não estão, é como eu dizer “eu visto calça e meu cabelo é muito bonito“ apesar de serem duas verdades não tem nenhuma relação. Como você disse não aprendi porque apanhei e sim por exemplo e conversa, o castigo físico fez no máximo com que eu ficasse mais esperta e tomasse cuidado para não ser descoberta, mas continuei a fazer. O que levo comigo e não faço pq aprendi que é errado, são coisas que hoje percebo que também estão no comportamento dos meus pais.
        Obs.: No fim só deixamos de fazer algo por convicção quando entendemos o porque algo é errado(o que vem através de diálogo) e não quando somos adestrados(através de palmadas).

    • Fátima

       Eu sou uma pessoa de bem, mas não graças a palmadas ou beliscões. No entanto, a atitude q sua mãe tomou de ignorar sua “malcriação”, essa sim, concordo e sei q dá certo, digo por experiência própria. Como Isabella diz”a palmada não é uma simples questão de escolha, é uma saída impulsiva , uma explosão raivosa” . Acho q foi legal vc ter deixado o judô, vc o praticava apenas p ganhar, isso significa q vc não aprendeu a perder, e perder, meu caro,  faz parte do processo de crescimento como ser. Violência só gera violência, a criança q apanhou poderá ser o adulto q bateu na namorada só porque foi rejeitado ou o q bate em sua família só p se auto afirmar.

      • CRIS SOUZA

        APLAUSOS!

    • Cris Souza

      Dr. O Sr. é o exemplo PERFEITO de que a “palmada” gera pessoas como o sr: mal-educadas, utilizadoras de um vocabulário chulo, sem um pingo de respeito pelos seus pacientes e sem um pingo de estudo sobre as consequências da hospitalização na criança e na família. Sujeito que dá pena. Realmente, continue a agradecer a senhora sua mãe por mais uma pessoa como você pelo mundo…Deus me livre! Só lamento! Vergonha de criatura!

      • pam

        to vendo a pessoa mal educada..

      • Carlos Dornelles

        a boa dona Cris.. Vai lavar um tanque de roupas e uma pia de louças que você melhora rapidinho…. Intelectualóide de merda…

  • Lele

    Eu ainda não tenho uma opinião formada sobre essa lei.
    Fui educada na chinelada, e isso me fez bem, porque minha mãe sempre soube o limite a hora certa de bater. Mas conheço pessoas que a chinelada prejudicou e muito.
    Mas é aquela história quanto mais lei mais vontade de fugir dela.
    Concordo com o penúltimo parágrafo precisamos educar os pais primeiro.

  • Breno Araujo

    O último parágrafo para mim é o ponto ideal – “No entanto, isto não acontece com a simples criação de mais uma lei. É preciso que esta cultura da não-violência se instaure e seja entendida e abraçada por todos.” Não podemos apenas jogar uma lei e dizer que estamos fazendo nossa parte, se houvesse educação de maneira certa a lei nem precisaria existir.

    Quanto mais uma sociedade precisa de leis e vigilância para pensar e agir, mais ignorante e menos eficaz essa sociedade é. Educação, para idosos, adultos, criança, é fundamental

  • http://twitter.com/rayssagon rayssa gon

    concordo plenamente. acho que a maioria das pessoas que não concordam com a proibição da “palmada” se sentem ansiosas por não saber o que fazer diante do desafio de educar uma criança sem o uso da força fisica.

    sem contar aqueles que realmente acreditam que, com isso, as crianças não poderão (deverão) ser disciplinas e , sim, punidas quando necessario.

  • http://www.hynd.com.br/ Jorge Maluf

    É… Chega a ser ridículo esse tipo de lei porque eles só vão ter controle dela quando a “palmada” for em público. Dentro de casa não tem o governo controlar seus atos. A única coisa que isso vai mudar, ao meu ver, é que em ambientes públicos as pessoas fiquem mais atentas e atentas para os próprios atos, e para os atos das outras pessoas (pois todo mundo gosta de meter o dedo onde não é chamado, ainda mais quando envolve criança).

    Em relação a educação. Assim: eu acho totalmente contra bater. Mesmo uma palmadinha pode traumatizar uma criança, pois não é a intensidade da porrada, mas sim a porrada em si. Agora, como eu não tenho filho, eu fico 100% nulo em dizer como é criar uma criança e como é ter / segurar uma vontade de dar aquela palmada que, creio eu, os pais têm de vez em quando.

    Mas é verdade: filhos com boa educação sem palmadas, chineladas e porradas = pais com um bom senso e controle da situação.

    Abraços! ^^

  • Williamlememachado

    Eu defendo o uso de palmadas na educação dos filhos, mas na minha opinião essas palmadas devem ter limites de frequencia e força.

  • Jefferson

    Discutindo o texto, estão perdendo um foco que a autora mesmo colocou:

    “Será que estamos perdendo tempo discutindo uma lei? E se estivermos errando o foco, o alvo?”

    Gente, não importa em que direção está o texto. Mais importante é tomar a sua própria opinião pelo critério que quiser e então argumentar essa posição, não ficar discutindo quem falou o quê.

    ————————————-

    Quanto a mim, não tenho como dar opinião, meu contato com crianças é zerado, e cresci (Muito bem) sem nunca ter apanhado. Vai ver existem tantos a favor porque a primeira imagem que a pessoa tem é de uma criança completamente rebelde “que simplesmente é assim”, quando, numa grande maioria dos casos, ela é rebelde por erros dos próprios pais.

  • Jack Holland

    Gitti, quando eu disse que ela falou, falou, falou e não disse nada, eu quis dizer que pra mim ela só explicou a lei pro povo, e dando a opinião dela sobre isso, e SÓ.

    Ela estando a favor ou contra a lei, o texto é inútil.

    Você mesmo disse mais acima que a autora não assumiu lado algum (não se posicionou contra e nem a favor). Logo, está INDIFERENTE e em cima do muro. Mas nos comentários tem dezenas de pessoas dizendo “concordo com a Isabella”. Mas concordo com o que? Com a explicação sobre a lei? Me responda: pra que serve uma legião de pessoas que “concordam” e se engajam com o grande objetivo de… também serem indiferentes e ficar em cima do muro? Onde está a objetividade nisso?

    Por outro lado, pra mim e para boa parte do pessoal aqui, ela é visivelmente a favor da lei. Prega que ela é a salvação das crianças espancadas pelos pais brutos, que é perfeitamente possível criar um filho na base do “diálogo” e que finalmente então viveremos num mundo cor-de-rosa lindo, maravilhoso e justo.

    Certo.

    O texto diz isso tudo, promete mil maravilhas, mas não diz como efetivamente os pais farão isso.

    Ou seja, aquele pai “opressor, mau e cruel” que entrar aqui esperando informações, dicas de como criar os filhos só na base da conversa, vai se deparar com um monte de blá-blã-blá e sair do mesmo jeito que entrou. Sem nada de novo, nenhuma conduta positiva a ser adotada, orientações, nada. Só um amontoado de pseudo-reflexões politicamente corretas.

    Tenho medo do que o mundo está se tornando.

  • Norberto

    Se na minha infância eu só levasse algumas palmadas e chineladas “educativas”, seria muito mais feliz hoje.

    O que acontece dentro das casas é muito diferente, na minha infância eu apanhava de cabo de vassoura, cinto, vara ou qualquer objeto que a minha mãe encontrasse pelo caminho. E depois dessa sessão ainda tinha que ouvir que tudo isso para o meu bem.rss

    Não me aprofundei sobre a “lei antipalmada”, seria algo como bater não pode, mas humilhar, torturar psicologicamente tá liberado?

  • C. Henrique

    Isabella;

    Eu, particularmente, sou contra a palmada por princípio. Por mais incrível que possa parecer (quem me conhece se assusta quando digo essas coisas) defendo a possibilidade de uma sociedade composta por indivíduos que resolvem seus problemas sem o uso do tacape.

    O grande problema com a lei em questão são os argumentos utilizados para defendê-la: aquele que diz que “palmada gera um adulto violento”, o que, convenhamos, é uma grande balela. A violência é inerente ao processo histórico, de uma forma ou de outra (aliás, existem formas de violência muito mais nocivas… e pouco se fala sobre elas). E a prova do meu primeiro argumento é que nossa geração inteira (ou ao menos a de nossos pais) foi criada com o uso da palmada (e antigamente da palmatória nas escolas) e não somos um bando de neanderthais (ao menos a maioria de nós).

    Por outro lado, o principal argumento contra a lei foi muito bem colocado. O Estado se estabeleceu na nossa sociedade pseudo-libertária e pseudo-moderna como uma instituição com fins específicos… e com poderes que, ao menos em tese, deveria limitar-lhe o poder – principalmente no que toca à intromissão no espaço particular e na vida privada dos cidadãos. E essa lei fere sim o tal “livre-arbítrio do cidadão” (palavra muito mal empregada, mas vá lá).

    Bem, só expus os argumentos. Uns são melhores que outros, e é isso que será analisado quando a discussão chegar em um tribunal… nosso sistema legal enfim abriu os olhos para a possibilidade de argumentação, e abandonamos a ditadura da lei, interpretada cegamente. Em suma, sou contra a palmada por princípio, por pensar em uma sociedade que abra mão completamente de todo e qualquer tipo de violência. Mas esse abandono não pode, nunca, ser uma imposição estatal. Essa mudança só poderá acontecer sob a égide de uma transformação na mentalidade das pessoas. Mais vale uma campanha publicitária que uma lei, nesse caso.

    Em hora: só eu percebi o aumento do número de pessoas que abriram mão das palmadas de uns anos pra cá, quando a campanha contra palmadas se intensificou??

    Abraços,
    Henrique

    p.s.: Em bom vocabulário jurídico, uma lei que não visa o bem comum não é lei e o cidadão não só não é obrigado a seguí-la como é de desafiá-la.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Bruce,

    Bom seu comentário, mas lembre que o texto da Isabella não é a favor da lei. É só ler bem pra ver que ela soube como ir além do simples “tomar partido”, ser contra ou a favor.

    Na verdade, pensamos que liberdade é escolher entre 2 opções: você é contra ou a favor da lei? Se escolhemos, nos achamos livres, achamos que temos a nossa opinião. Mas liberdade mesmo é CRIAR opções, mudar a pergunta. E é um pouco isso que a Isabella tentou fazer.

    Abraço.

    • http://twitter.com/gmcoow Bruce – OOW Blog

      Gustavo, discordo. Mesmo que ela não tenha levantado uma bandeira e gritado o que eu disse, o texto é sim tendencioso a favor da lei. E isso por si só já me chateou. Acho incrível como pessoas inteligentes têm pensamentos inocentes como esse.

      Abração!

      • cris souza

        Sou profunda estudiosa do assunto e sou a favor desta Lei. Não sou ingênua e nem burra. Me diga, o quanto você leu sobre o assunto? Tanto a construção do projeto (todos os motivos que levaram a tal, os países que já aprovaram, a situação da Suécia, etc) até hoje, com a criação do texto e tudo o que ele diz…pois é…criticar e chamar de ingênuo é fácil, estudar é outra coisa né?

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Esse é o primeiro texto sobre o assunto que não assume uma posição: contra ou a favor. Ponto pra você, Isabella.

    Eis o que penso, em tópicos:

    1. É muito triste a sociedade só se mobilizar e criar discussões quando alguém (o presidente nesse caso, mas isso acontece direto com outros) chega e propõe alguma mudança na lei. Por que não somos pró-ativos e autônomos, criando debates e mudanças de dentro pra fora da sociedade?

    2. Esse projeto de lei é uma tentativa de fazer a lei atual funcionar. Nada precisaria ser mudado. Sugiro a leitura do seguinte artigo: http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_not

    3. Palmada pode ser um recurso benéfico em algumas situações? Sim. É possível educar sem nunca dar sequer um beliscão? Sim. Não faz sentido focar na palmada. Se queremos uma educação benéfica, focamos nisso.

    4. É possível humilhar e ser violento sem agressão corporal? Sim. De novo: se a violência e o verdadeiro problema não está na palmada, não faz sentido discutir a palmada.

    5. Na minha visão, o maior desserviço que os pais atuais fazem aos filhos é congelá-los no papel de dependentes pra que os pais se sintam felizes em prover a felicidade de alguém, já que muitos não conseguiram isso pra si mesmos.

    Os pais mimam, aceitam que o filho não coma agrião e rúcula, aceitam que ele decide muitas coisas que deveriam ser decididas pelos pais. Acham que a criança já é adulta e tem liberdade, mas ela é refém de impulsos, e seria livre justamente passando por um processo de castração, que muitas vezes é descartado pelos pais.

    6. Nós perdemos tempo, somos distraídos por PERGUNTAS ERRADAS e deixamos de focar coletivamente no que realmente importa.

    7. Eu sou favorável à intromissão do Estado na educação, sim. Os filhos não são propriedade dos pais! Essa noção de família fechada só fodeu com nossa educação. Os filhos são filhos da comunidade, da sociedade, do mundo, não dos pais.

    8. Se fazemos curso para aprender a dirigir, pois dirigir um carro é um ato social e pode prejudicar os outros, então realmente sou a favor da criança de um curso para pais, pois educar um filho é um ato igualmente social.

    9. Existe pré-natal, não existe? É um processo de preparação do corpo para o nascimento do filho. E para a preparação da mente? Cadê o curso?

    10. Fazer um teste psicológico e dar a um psicólogo o poder de negar uma gravidez, isso sim é uma imbecilidade. Mas oferecer um CURSO DE FORMAÇÃO DE PAIS, bem, isso é a coisa mais inteligente que poderíamos fazer. Se funcionaria 100%? É claro que não. Nada funciona assim. Mas melhoraria a situação, com certeza.

    11. A razão para não termos um curso desses é nossa confiança ilusória na maternidade e na família. Achamos que pais e mães são naturalmente bons, que é um espírito sagrado que baixa na mão e no pai. Bah, mãe e pai tem de nascer e às vezes não nascem, mesmo anos depois do nascimento do filho.

    Abraços.

    • Lilla

      Excelentes apontamentos, Gitti. Concordo com todos. Mas, cadê a Isabella?

  • http://lucashungaro.github.com/ Lucas Hungaro

    Totalmente sem intenção de “ser troll” ou botar fogo, pra mim pareceu que ela tomou partido e defendeu a lei sim.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Lucas, cite trechos. Tem trocentos trechos que mostram uma posição crítica à lei, com a última frase.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Pois é, eu não achei o texto tendencioso a favor da lei. EM alguns momentos, ela parece ser a favor, outros contra. É que nós tendemos a ler assim, esperando que a pessoa diga enfim: “Sou contra” ou “Sou a favor”.

    Mas a boa discussão não se faz assim.

    Eu, por exemplo, não sou contra nem a favor. Eu descarto a pergunta. Acho uma questão errada.

    Abraço.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Exato, Duna, concordo com a ideia do curso, mas eu não aplicaria provas. A psicologia não é uma ciência segura, não dá pra ninguém dizer se uma pessoa é ou não capaz de ser um bom pai. Grandes assassinos e pedófilos passariam em testes psicológicos, por exemplo. O Estado deveria oferecer o curso, e só, sem reprovação. Já seria maravilhoso pra muitos pais!

    Em relação ao divórcio, penso que são coisas diferentes. O Estado deve, sim, encarar a educação como um processo social, não fechado dentro de casa. Mas isso não faz sentido quando aplicado a uma relação amorosa, cuja intervenção deve acontecer somente em casos extremos, como violência. Decidir se separar é algo que não diz respeito à sociedade, mas ao indivíduo. Educar sempre diz respeito à sociedade, não acha?

    Abraço.

    • Vi

      Tenho dois filhos e acredito que se o Sr. Presidente quer ser correto que comece com sua casa em Brasília onde seus “filhinhos” fazem o que querem e bem entende e aquilo lá anda um antro de maus elementos. No país do “se ninguém viu tudo bem” o pior exemplo de mau caráter quer se meter na forma como cuidamos da nossa casa? Tenha dó, só o bom exemplo já serviria, Sr. Presidente.

    • http://twitter.com/duna_knox Duna

      Talvez sim, deva ser um curso com aprovação garantida (como escolas públicas e algumas unesquinas particulares) ou sem provas (como a Escola da Vila, lugar fantástico), mas se não dá para ninguém decidir se alguém será ou não bom pai, quem ensinará nesse curso? Confio muito mais na minha mãe e outras mães que eu conheço (algumas até aprovam palmadas) que criaram filhos que viraram pessoas maravilhosas do que psicólogos do tipo em-casa-de-ferreiro-espeto-é-de-pau. Digo não à demagogia!
      Quanto ao fim da separação, eu acho que foi uma idéia fantástica, inclusive acho que o número de novos casamentos e felizes irá aumentar, e de divorciados mais felizes ainda também, e é disso que falei, o fim da interferência do estado na família terá conseqüências positivas em sua maioria. É isso que achei engraçado, que a concepção de “família” e seu valor para o Estado estão mudando, o foco saiu do casamento como principal instituição familiar para a maternidade e paternidade, foi essa a relação que eu achei entre as duas leis. O que me perturbou foi: a imposição da separação e do diálogo entre marido e mulher pelo Estado não ajudou o casamento, no que a imposição de diálogo entre pais e filhos irá ajudar?
      Educar, sim, diz respeito à sociedade. Criamos nossos filhos para o mundo, como diz o clichê, e guardar nossos filhos em casa sem contato com o exterior também é prejudicial. No fim, não há controle. Nossas crianças sempre entrarão em contato com outras crianças que ensinarão coisas tão reprováveis quanto uma palmada. E nem falo das drogas, falo de comportamento, falo de reações extremas, de chantagem emocional, de desrespeito.
      Até que ponto é responsabilidade dos pais? Até que ponto é responsabilidade do Estado? Até que ponto é responsabilidade de todos?
      Os pais deveriam ser, para a criança, seres imortais, poderosos, capazes de tudo, e isso a faz se sentir protegida e guiada, a faz respeitar, confiar, ouvir e obedecer. Essa lei mostra para as crianças que elas podem mais que eles, que elas tem mais poder, tira o adulto do controle. Não bater deveria ser bom senso, não lei, ou vira uma bagunça. O adulto perde a voz, mas tem a obrigação de educar? Como? Já tentou dialogar com uma criança de 10 ou 12 anos que resolve te bater porque você não deu dinheiro para ela ir ao shopping com os amigos? Cadê a sociedade para ajudar? Onde está a Brigada Infantil para prender crianças descontroladas? Ah, não, os pais que se virem, e no diálogo! Ou a culpa é deles que não a educaram direito antes! (Tem certeza? A criança nasce uma caixa vazia em que os pais e somente eles colocam o que quiserem lá dentro? Certeza absoluta?)
      O Estado paga mal os professores, os educadores, justo a ponte entre ele e as crianças, e não disponibiliza meios de ajudar nessa educação, e atando as mãos de pessoas que, se motivadas, cumpririam sua função, e ainda ata as mãos dos pais, que juntos com os “agentes do estado”, deveriam fazer esse trabalho. Será que, antes de amarrar as mãos dos pais, não deveriam desatar a mãos dos professores fornecendo recursos para eles desempenharem seu papel?
      Se a educação é dever da sociedade, nós, como integrantes dela, mesmo sem filhos, não deveríamos passar a informação, a mensagem de “respeite os seus pais” aos pequenos? E cadê a nossa parte? Ou deve ficar tudo para o estado que proíbe e não paga e para os pais que têm o que merecem, afinal escolheram isso?
      Sempre dizem que a educação começa em casa, não discordo, mas termina na rua, não é?

      Duna, ex-madrasta do menino mais adorável de todos do mundo, não tive trabalho algum enquanto ele morou comigo. Mas que morro de medo de conviver com crianças, morro. Foi na época dos Nardoni, e eu ficava apavorada a cada passo que ele dava, afinal, tudo sempre é culpa da madrasta má.
      P.S.: Me empolguei, desculpe o tamanho do texto.

  • http://twitter.com/teresa3a Teresa Augusto

    “'Lei antipalmada: contra ou a favor?'. Será que essa discussão não é PERDA DE TEMPO?”

    Quem escreveu essa chamada talvez tenha percebido, de relance, o grande defeito dessa lei. As pessoas podem discutir infinitamente os benefícios e os malefícios da educação via palmadas, e até concluir q realmente não é a melhor maneira de se educar (eu pessoalmente acho q apanhei bem mais do que merecia, hahah, pretendo evitar com meus futuros filhos).

    Mas pra que, PRA QUE criminalizar essa situação? Pra banalizar o direito penal? Alguém acha que seus respectivos pais merecem a pecha de bandidos, tal como quem comete furto, roubo? Qual o bem jurídico protegido? Alguém realmente pensa que castigos que não signifiquem espancamentos causam dano psíquico grave/permanente numa criança normal? Isso tudo além da possibilidade futura de se criarem mais distúrbios familiares com a aprovação dessa lei.

    Isso me lembra clássicos exemplos de lei absurdas, como o crime de “molestar cetáceos”… vamos então aprovar milhões de leis pq é bonitinho e esperar que sejamos todos felizes por decreto.

  • http://twitter.com/prof_diose diose

    olá a todos.

    Sou professor de creche, vivo de educar os filhos dos outros. Minha maior alegria e ver meus pequenos tornando-se crianças felizes e que sabem o que deve e o que não deve ser feito, e onde. Ensino que para cada ação tem uma reação.
    Como professor, nunca bati e nunca baterei em nenhuma criança, justamente porque não vejo sentido nisso. Não consigo (e creio que muitas crianças também não ) estabelecer a relação entre a violência sofrida e o que ela fez/disse. Já recebi criança roxa na sala de aula e quando perguntei porque, o que ouvi foi um 'não sei'.
    Isto acontece porque é mais fácil dar palmada. é um limite físico, claro, que estabelece duas coisas: “eu mando em você” e “você fez algo que não gostei”. Fica claro para a criança que algo errado aconteceu,embora, reafirmo, talvez ela não entenda o porquê.
    Quem tem filhos e/ou trabalha com crianças sabe: educar é um exercício de paciência. Falamos duas, três cinco, dez vezes a mesma coisa, temos que explicar detalhes, nuances e adaptar a compreensão delas, coisa que muitos pais não fazem ou não querem fazer.
    Por isto a reação tão brutal à lei das palmadas: tira dos pais direito de falar, de ficar em silêncio e apenas bater. Complica o que já é complicado, a relação entre pais e filhos. Com a lei, os pais (teoricamente) terão que conversar com os filhos, explicar o certo e o errado. E numa sociedade acostumada a não pensar sobre o que faz da vida, não ter opinião ou se esquivar sempre de ter uma posição de certo-errado, uma lei destas atrapalha.
    Apanhou e cresceu? muito bem, palmas pra você. Apanhou, guardou mágoas e odeia seus pais? bem também, o mundo não é perfeito, mas agora há a chance de fazer diferente.
    Eu vejo todos os dias crianças carentes. Em todos os lugares, nos shoppings, nas escolas, na rua. Carentes de afeto, de atenção, meninos e meninas quem não tem em quem confiar, com quem aprender sobre o mundo que os cerca. E isto tem acontecido porque pais e mães não sabem o que é ser pai e ser mãe. Não tive pai presente, mas estou aprendendo a ser pai com as necessidades do meu menino. E nunca precisei bater nele para qualquer traquinagem feita. Bastou conversar, de verdade.
    Faço coro com você Gustavo, sobre o curso de pais. Acredito que muitos estejam perdidos com seus pequenos em casa. Não faria nada mal dar um apoio aos pais, fazê-los compreender o qão complexa e fantástica é a tarefa de educar uma criança.
    Se a lei é legal ou não? tá aí o supremo pra dizer.

    • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

      Estamos no mesmo emprego também.

      Engraçado é que os pais querem o direito à palmada. Mas, se ela é tão eficiente assim, por que os professores também não podem se utilizar dela?

      Trabalho com crianças de três anos de idade e nunca (claro) dei palmadas. É um exercício de paciência, como você disse, mas muito válido.

      • Celiaqroo

        Isabella
        Certamente muitos pais nao dariam aos professores o direito que consideram ter : bater nos seus filhos.
        Eu já me topei com um que me autorizou .Na minha frente , deu um tapa no menino e disse que eu poderia fazer a mesma coisa quando nao fosse obedecida. Tranquei os dentes e perguntei :
        - E eu posso bater no senhor ?
        Resposta do individuo :
        - Experimente.

      • James Sawyer

        Se os pais educarem corretamente seus filhos professores não precisam educar, como dizem educação vem de casa, e ja que o governo quer se intrometer nas casas, pq tbm não se resposabilizam pelo atos dos menores que cometem algum tipo de infração, pelos pais de familia desempregados, por uma educação decente nas escolas publicas, proibir os outros é facil, pq não proibem todos os roubos do governo???

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Henrique, há outros meios de se colocar com firmeza, sem necessidade de bater (e, veja, não estou dizendo que há problema na palmada).

    O problema é que a maioria dos pais, é só observar por aí, não tem esses meios hábeis do corpo, não sabe falar de modo firme, não tem precisão e estabilidade na própria vida, se irrita, teme a criança.

    Meu pai, por exemplo, nunca me bateu e me educou só com a presença, com o olhar. Eu o temia! Minha mãe me batia com mão, chinelo e cinto, mas não adiantava, eu não a temia, não a respeitava. É uma questão de postura.

    É por isso que acho que o debate não deveria ser sobre a palmada, mas sobre o modo como os pais educam os filhos. Como os pais não tem muitos meios hábeis, a palmada acaba sendo uma opção pra uns e a violência acaba sendo a saída pra outros, uma resposta à irritação que sentem crescer dentro, assim como acontece naquelas cenas de empregadas batendo em crianças que todo mundo já viu.

    Se queremos evitar as palmadas “negativas”, então vamos ensinar os pais. O argumento de que isso não funciona não é válido pois nenhuma iniciativa funciona 100%, nem mesmo os 12 anos de educação formal, imagine 9 meses de formação para ser pai e mãe. Mas já é um começo.

    Abraço.

    • Fabio

      Falando em postura acabei me lembrando de um professor que dava aula numa escola que eu estudava. O cara nunca aumentou o tom de voz e mesmo assim tinha MUITA moral na sala de aula e assim conseguia ensinar de forma sem igual. Enquanto isso a maioria dos outros professores ficava gritando alucinadamente e mesmo assim não tinham NENHUMA moral com os alunos, o que tornava a aula um lixo.

      Agora um link do blog da Suzana Herculano-Houzel uma neurocientista que tinha um quadro no Fantástico chamado “NeuroLÓGICA!”:

      http://www.suzanaherculanohouzel.com/journal/2010/7/27/palmadas-vergonha-nacional.html

      Trecho muito interessante do texto:

      “Resultado: a criança que apanha da mãe tem medo da punição, mas não acha que a mãe é má, ruim, ou está errada; vira um adulto que acha que apanhou “porque mereceu”; acha que dar palmadas é certo, porque se achar errado, a implicação é que a mãe estava errada; e, portanto, segue o exemplo e bate em seus próprios filhos, perpetuando o ciclo vicioso. E ainda exige que o estado lhe assegure o “direito” de bater em suas crianças – “necessário”, porque esse adulto acha que falar, conversar, dialogar, dá trabalho demais. É vil, vil, vil. Envergonhem-se, 54% da população. Usem seu córtex pré-frontal e revejam sua opinião.”

      • Dr Health

        “E ainda exige que o estado lhe assegure o “direito” de bater em suas crianças – “necessário”, porque esse adulto acha que falar, conversar, dialogar, dá trabalho demais. É vil, vil, vil. Envergonhem-se, 54% da população. Usem seu córtex pré-frontal e revejam sua opinião.”"

        Ela forçou a barra pra caceta aqui, apelo sentimentalóide e tosco, e ainda pressupõe burrice alheia. Generalizou que os 54% da população acham que falar, conversar, dialogar dá trabalho demais. Como se qualquer merdinha se resolvesse na palmada, quando, no meu entender, é a exceção da exceção, esgotadas todas as possibilidades. Presunçosa pra caralho.

        Assim como eu poderia generalizar em minha opinião pessoal que neurocientistas são as mal-comidas da turma, por isso só lhes resta estudar, né??

    • http://www.facebook.com/people/Rafael-Lustosa/100000255168680 Rafael Lustosa

      A mesma coisa aconteceu aqui em casa. Minha mãe me batia por qualquer coisa. Eu ia lá e fazia de novo. Não aprendi nada com as palmadas. Mesmo pq sei que muitas vezes apanhei injustamente. Meu pai nunca me bateu. Mas até depois de adolescente, era só ele falar e eu começava a chorar. Respeitava demais e temia demais decepcioná-lo. Não acho que porradas resolvam, por exemplo próprio. Me lembro das muitas vezes que meus pais conversavam comigo. Mas não me lembro nem um pouco pq apanhei. Só me lembro das palmadas. Do aprendizado não.
      Pra mim, bater não educa, mas apenas condiciona, assim como se adestra um animal. Resolve o problema, mas não desenvolve o senso crítico na criança. Atitudes, exemplos e posturas dos pais é o que mais influencia, na minha opinião.

  • http://twitter.com/alankelon Alan Kelon

    A sociedade está muito fresca!

    Os pais não podem mais dar corretivos nos filhos, mas eles podem apanhar dos amigos na escola ou podem bater nos pais e está tudo OK. Tudo errado! Tudo errado!

    Quase todas as pessoas que dão opinião sobre o assunto não são pais. No melhor caso, são pais de crianças menores de 3, 4 anos. Até esta fase, é tudo lindo. Quero ver é esse pessoal com filhos entre 5 e 15 anos. Se as crianças já crescem cheias de vontade hoje e os pais muito frouxos, imaginem no futuro. Bem provável que seja assim: http://bichinhosdejardim.com/palmadinha/

    • http://hcalves.tumblr.com Henrique

      “Os pais não podem mais dar corretivos nos filhos, mas eles podem apanhar dos amigos na escola ou podem bater nos pais e está tudo OK. ”

      Cara, da onde você tirou isso que crianças podem apanhar de amigos da escola ou bater nos pais, que eu quero ler essa lei.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Muito bom, Erico. É por isso que acho que o debate não deveria focar na palmada. Pai bom existe com e sem palmada. E pai ruim vai continuar existindo com lei e sem lei. Vamos focar na palmada e na lei ou vamos focar no “ruim”, nos pais?

    Acho essencial a opinião de uma educadora que trabalha diariamente com crianças, mas acho excelente a opinião de um pai, “been there, done that”, isso aí.

    Abraço.

    • Marcão, macho-alpha++

      Gitti,

      em todo post você realmente tem que ficar tentando manipular o debate? É pra tentar ofuscar o autor ou pra tentar controlar o caos?

      Just asking.

      Att

      Marcão, macho-alpha++

      • Marcão, macho-alpha++

        Gitti,

        “No caso aqui, eu acho que o debate é muito mais produtivo se ampliarmos as questões e se não lermos o texto da Isabella só pensando “ela é contra” ou “ela é a favor”.”
        >>O orgulho realmente é terrível…. Afinal, se você acha que o debate sugerido pela autora é limitado, porque publicou? Você é o editor. Mais ainda: se publicou, acha que só tem idiotas frequentando o PdH e ninguém estenderia o alcance do debate?

        Na maioria dos casos, acho que sua intromissão ofusca o objetivo do autor e é negativa. O fato de agradecerem é irrelevante. Dependendo do meio social e minha posição nele, certamente agradeceria um intrometido, apenas pra manipular a percepção dele sobre mim e sobre ele mesmo. Já cansei de dar “corda” pra outros orgulhosos (me incluo) pra depois eu mesmo enforcar.

        Att

        Marcão, macho-alpha++

      • Marcão, macho-alpha++

        Gitti,

        “Marcão, se eu publicar um texto aqui e tiver alguém que “ofusque meu objetivo” nos comentários, bem, parabéns para essa pessoa, que sabe expor sua visão e mudar o foco das pessoas para longe do meu texto.”
        >>Então o fato de você estar acostumado não quer dizer que TODOS gostem disso. Ou quer? Ou todos deveriam gostar de isso acontecer em TODOS os textos?

        “No entanto, eu não acho que alguém consiga ofuscar o outro e não penso nesses termos.”
        >>Simplista e ingênuo. Possivelmente auto-engano.

        “Pelo contrário, o debate sugerido pela Isabella não é limitado, tanto que ela mesmo deu argumentos contra e a favor da lei. Eu apenas enfatizei isso e aproveitei para deixar minha visão também, como faço em todos os posts aqui, como leitor, não editor.”
        >>Sua frase: “É por isso que acho que o debate não deveria focar na palmada.” Mais contraditório que isso impossível.

        “Na minha visão, quem está tirando o foco do texto é você (e não vejo problema algum nisso), ao levantar uma questão sobre mim, não sobre o conteúdo do debate.”
        >>Continuo discordando, afinal, essa discussão tem a ver com educação, respeito e humildade. E isso se aprende em casa com exemplo, instrução e talvez umas palmadas. Mas faça o que você quiser: “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

        Att

        Marcão, macho-alpha++

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    A Isabella está no interior. Volta amanhã e certamente vai responder a galera.

    Enquanto isso eu aproveito pra tocar zona por aqui.

    • Lilla

      Beleza. Mande um abraço para a primeira-dama do PdH (enquanto o Guilherme não tiver uma esposa também!). Sou fã dos textos dela.

  • http://lucashungaro.github.com/ Lucas Hungaro

    Bom, ela não toma uma posição declarada ao estilo “Sou a favor da lei!”, mas de formas sutis critica a educação pela palmada ao longo de todo o texto. Sim, lista algumas críticas à lei mas, no geral, para mim ficou a impressão de defesa da mesma.

    Pode muito bem ser minha tendência de, ao não gostar desse projeto, ver pessoas neutras como defensoras. Não dá pra descartar isso.

    Alguns trechos que achei tendenciosos:

    “a medida já é conhecida como “lei antipalmada” porque proibirá até aquele (dito) inocente e pedagógico tapinha.”

    “Logo, a palmada acaba sendo vista como uma medida válida e certeira. Basta se utilizar dela para ver algum resultado instantâneo.”

    ” palmada não é uma simples questão de escolha. É uma saída impulsiva, uma explosão raivosa, algo momentâneo de resultado imediato.”

    ” Não bater não é sinônimo de ser permissivo e ausente, pelo contrário, é uma forma de dialogar, entender, de se apropriar da educação daquele ser ali na sua frente.”

    “No entanto, quando partimos para a agressão com uma criança (por menor que seja o tapa, o beliscão e até o grito) estamos informando a ela que não sabemos lidar com a situação como “gente grande” e por isso temos que recorrer às mesmas armas que ela tem em mãos. Como somos maiores, mais fortes e gritamos mais alto, ganhamos.”

    “Muitas vezes, os pais que recorrem aos castigos físicos são os mesmos que, justamente, não colocaram limites e criaram uma criança excessivamente mimada.”

    Então, ela não disse ser a favor da aprovação da lei como única medida de educação dos pais. Mas à mim parece que pensa ser válida.

    Também acho que é completamente possível educar sem palmadas, mas também sei que a violência não é apenas física: muitas crianças sofrem gravíssima violência psicológica todos os dias. Leis contra agressão e humilhação já temos, essa é apenas uma perda de tempo.

  • http://daftm.wordpress.com/ Daniel

    Muito bom, Isabella. Coragem incluir o PdH nesse debate. Bonito ver seus toques aqui.

    Além de sugerir apenas dois posts abaixo, tenho alguns comentários.
    http://www.suzanaherculanohouzel.com/journal/20
    http://psiquiatriaesociedade.wordpress.com/2010

    O Projeto de Lei enviado esse mês, o PL 7672/2010 (que certamente vai encampar a tramitação do PL 2654/2003), é apenas mais um passo no debate legal que acontece há decadas aqui no Brasil (junto com o debate internacional sobre Direitos da Criança e Adolescentes).

    Os textos de ambos projetos de lei pretendem vedar o “castigo corporal ou de tratamento cruel ou degradante”.
    Por que especificar isso apesar de ser possível entender desta forma o Código Penal e o próprio ECA? Simplesmente porque a aplicação da lei pelo Ministério Público, Polícia e Justiça não é evidente nos casos concretos. Utilizando a educação de crianças como exemplo, você pode dizer pro seu filho: “seja um bom menino” ou “não faça bagunça”, mas é bem provável que chegue um momento que precise dizer algo como “não chute a mesa”. E sim, com adultos precisamos colocar regras claras do que não é permitido fazer muitas vezes também.

    Como a Isabella bem disse “as pessoas ainda associam imposição de limites e respeito com o fato de bater”. O projeto de lei não vai contra colocar limite ou respeito dos filhos aos pais.
    A diferença entre o PL de 2003 e esse de 2010 é o foco. O primeiro começa:
    “A criança e o adolescente têm direito a não serem submetidos a qualquer forma de punição corporal”
    o recente:
    “A criança e o adolescente têm o direito de serem educados e cuidados pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar, tratar, educar ou vigiar, sem o uso de castigo corporal ou de tratamento cruel ou degradante”

    O foco é a educação e o cuidado.

    E exatamente por não confundir “bater” com educação o projeto de lei propôe forma de limite à atuação dos adultos, não só os pais. Apresenta punições possíveis, da mesma forma que os pais também vão continuar podendo punir seus filhos.

    E, finalmente, o projeto de lei contempla “promoção e a realização de campanhas educativas” e “prevenção de todas as formas de violência contra a criança e o adolescente”. Ou seja, não é apenas proposição de novas formas de punir os pais, muito menos de “bater” nos pais. Nenhuma lei tem pretenção de controlar todas situações da Sociedade. Mas, elas têm sim um caráter educativo e de intervenção na cultura.

  • Chico

    Ótimo texto.

    Quando criança apanhei bastante, sempre foi uma criança de “opinião forte”. Apanhava principalmente de minha mãe e nunca do meu pai. Mas por “incrível que pareça” respeitava muito mais meu pai. A violência nunca me ajudou a ter mais repeito por minha mãe. Acho que apanhar não é a solução para os “maus feitos”, se fosse assim poderíamos apenas dá um surra quando alguém cometer algum crime. Porque liberar a surra para as crianças que estão em processo de aprendizado, entendendo o que é certo e errado, e proibir para uns marmanjos que comentem crimes.

    Não sei se essa lei é certa ou errada, tenho que pensar, mas se é para punir com agressão alguém por cometer algo que desagrade a sociedade que sejam como todos não só com as crianças.

    Por fim, na minha opinião é melhor educar todos. Agressão, a história já mostrou que não é uma boa coisa.

    • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

      Chico, isso acontece muito. São muitas as vezes que meus alunos me respeitam mais do que respeitam o pai ou a mãe. Por quê? Porque na escola ele tem regras, ele sabe até onde pode ir, tudo é muito claro e nunca acontece agressão – mas o respeito é exigido. Ele “paga” de outras maneiras pelo que comete, reconhecendo o erro etc.

  • Lilla

    Duna, as crianças são manipuladoras sim. No entanto, cabem aos pais não se transformarem em reféns dos próprios filhos. Desde bebezinho eles ficam nos testando para ver se o limite que estabelecemos está claro. Uma vez que você estabeleça algo, qualquer atitude que te faça declinar da decisão inicial pode impactar negativamente neste aspecto, ela perceberá que o limite pode ser rompido e cada vez mais tentará romper outros tantos que você impor. Por outro lado, essa atitude questionadora das crianças é uma forma de aprendizado e ajuda na formação da persona e suas relações com o mundo. Quando converso com as professoras da minha filhinha fico pasma em saber que as maiores queixas dos pais em relação à escola se dá em torno do fato dos pais não aceitarem a exigência de um comportamento adequado dos filhos (respeito aos limites), nem mesmo a cobrança da realização completa das tarefinhas escolares (eles tem 3 aninhos). É muito grande o contigente de pais que nem ao menos chama a atenção do filho malcriado que bate nos coleguinhas e pior de tudo, não toleram que as professoras também o façam. Eu fico decepcionada.
    Agora essas crianças que você comentou que ameaçam em chamar a polícia para dizer que os pais estão batendo, acredito sinceramente, que é um comportamento imitado. Criança é perita em observação e imitar comportamentos. Alguém na escola, ou em alguma residência de familiar, ou na própria TV tenham demonstrado esta forma de atitude. Algo tão específico assim não se delineou na cabecinha da criança sem uma visualização prévia. No entanto, o pior neste caso é os pais ficarem com medo da ameaça.

    • http://twitter.com/duna_knox Duna

      E como fazer para elas não imitarem esse tipo de coisa, Lilla? Como faz para elas não aprenderem mais fora de casa do que dentro? É aí que eu me perco. Quando estava com o meu ex e seu filho maravilhoso, ele já chegou com 3 anos e a mãe já o tinha criado de uma forma que ou vou contratá-la para babá dos meus filhos ou ele já nasceu iluminado, o processo de chegar até esse ponto de criança bem educada e feliz que eu ainda não entendi e quero aprender. E estou começando a ficar com medo, porque quero ter filhos em um futuro próximo. Acredito em diálogo sim, e sei que dá para conversar e se impor para a criança sem gritar e sem bater, mas acho que é a falta de experiência que me deixa em pânico.
      Concordo com você que “faça o que eu falo, mas não o que eu faço” não funciona, e que não deixar os professores cumprirem sua função de educadores é decepcionante, os que fazem isso são pais sem noção de realidade, egoístas e ciumentos, com medo de perder sua autoridade por completo para outros adultos, porém não percebem que já perderam a autoridade faz tempo, e essa criança vai ser descontrolada.
      O meu receio é de perder a noção da realidade, por outro lado, minha mãe sempre me aconselha: “Esse medo é bom, faz você ficar sempre atenta. Toda mãe tem isso, quem não tem não é boa mãe, porque você não pode se descuidar um segundo”… Ótimo, sem pressão

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Perfeito! Como diz o Lama Samten, os adultos ensinam PELAS COSTAS. E muitas vezes ensinam merda, sem saber, mesmo falando o contrário. ;-)

    É o que acontece com um pai ansioso que não aguenta a ansiedade da filha.

    • http://www.facebook.com/people/Jose-Mauricio-Neves-Oliveira/100000386396843 Jose Mauricio Neves Oliveira

      Gitti,
      Acho bacana essa visão idealista, mas se a vida fosse resolvida apenas com as leis estaríamos no paraíso.
      Por lei, o governo deveria dar educação, saúde e segurança pra toda a população, mas não é o que acontece.
      A lei para deter a violência doméstica já é velha, mas o dificil é fazê-la ser cumprida.
      Lembro-me de presenciar uma situação de violência doméstica de uma mãe para com seu filho recem nascido e pensei em denunciá-la, porém se seguisse este caminho, provavelmente colocaria a criança em situação bem pior: “sua mãe iria pra cadeia e ela iria pra FEBEM”.
      Pela lei, a FEBEM é um paraíso “Fundação do bem estar do menor”….na prática, todos sabem o que acontece por lá…

  • Bel Lauretti

    Isa,

    gostei muito do texto. Soube introduzir aspectos interessantes da discussão e basicamente tá muito bem escrito! Ele esbarra no que pra mim é a questão central (e isso graças a Leandro de Lajonquière, claro): batemos porque nos sentimos impotentes diante da insatisfação incurável do infantil. Ô castração que não larga do nosso pé! E agora a partir dessa introdução a gente podia partir pra definições em relação às questões que você levantou: afinal, o Estado pode ou não pode se meter na vida privada? E aí essa questão de educar os pais é outra coisa tão complicada! Como se educa um pai? Como se desperta a consciência no outro (nós, que muitas vezes não conseguimos despertar nem a própria consciência!)?

    Não sei se acho que tudo que deveria ser prática deveria estar na lei, mas acho muito positivo o projeto de lei existir porque, caso contrário, nem estaríamos debatendo o tema! Que bom que alguém propôs uma lei e outros alguéns deram palpite sobre essa lei. Assim que nossa consciência se amplia e vamos formulando uma opinião pública sobre o tema.

    Beijos,
    Bel.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Pois é, eu tenho esse condicionamento de controlar, manipular, algo que vem do orgulho.

    Esse padrão ganha ainda mais amplitude na identidade profissional que assumo aqui no PdH, ou seja, de oferecer conteúdo e movimentar mentes. Para isso, aproveito as questões levantadas pelos autores para apontar outras coisas. Às vezes isso enriquece o debate, às vezes tira o foco do texto. Ou seja, erro direto justamente porque faço isso todo dia, não eventualmente.

    No caso aqui, eu acho que o debate é muito mais produtivo se ampliarmos as questões e se não lermos o texto da Isabella só pensando “ela é contra” ou “ela é a favor”.

    E, sim, em vários textos eu direciono a leitura, até mesmo antes, na edição, no título, nas imagens, nas legendas, na chamada do Twitter. Não temos opção: ou direcionamos com consciência ou vamos direcionar sem saber. Prefiro saber e fazer sabendo que estou fazendo.

    E isso não é negativo. Muitas vezes esse direcionamento aumenta a ênfase em alguns pontos do texto que passariam batidos. Alguns autores até me agradeceram por isso. Às vezes é um negrito que colocamos, ou uma legenda, e pronto, a pessoa lê o texto dando mais crédito ou com uma visão mais ampla, favorecendo o autor.

    E muitas vezes faço isso indo contra a minha própria visão sobre o assunto.

    Nesse texto, por exemplo, a Isabella não deu título. E as legendas são minhas. Escolhi imagem e vídeo do WHERE THE WILD THINGS ARE porque ela pira nesse filme. Então ela vai gostar da surpresa.

    Abraço.

  • Henrique Giacomitti

    Fui educado numa “palmada consciente”, quando fazia algo errado meus pais também me intimavam, quando não adiantava levava uma palmada básica.

    Já levei uma surra fodida da minha mãe. Muito bem justificada, já que o pequeno Henrique deu um soco na cara da coitada – tirando esta situação sempre foi regrado com bom-senso.
    O problema que vejo com a lei é a intromissão em casos pontuais como o meu, em que a educação num todo é excelente, mas que em um momento perdeu o controle.

    “Se existesse bom-senso não existiriam leis”, e é verdade, uma imposição do estado não muda o comportamento de uma pessoa formada. O abuso da força pode e deve ser punido, mas não todo o ato ser proibido. Um torcedor recentemente morreu na saída de uma partida de futebol, não é por causa disso que o esporte vai ser proibido. Apesar das proporções o conceito é o mesmo. Lei pune, não remedia. Sou a favor da campanha Não Bata, Eduque, pois envolve conscientização, e não legislação.

  • Henrique Giacomitti

    Gostei do texto Érico, é essa senstez que me atrai. Bater, gritar e todo o resto é humano, e não é uma lei que ignora isso.

    Marcão, aqui é um debate em que todos dão a própria opinião. Todo mundo tenta de alguma forma convencer o outro que está certo.

  • http://profiles.yahoo.com/u/QR77AQKEXIVCIN43EOAU3TAOPU Leonora

    Vou comentar aqui sobre uma experiência pela qual passei. Ano passado fui professora mediadora de uma criança autista de uma escola da minha cidade. Independente do seu transtorno, era uma criança como qualquer outra: que esperneava, chorava, até mesmo batia e mordia, caso não tivesse seus desejos imediatamente atendidos, ou escutasse um simples “agora não pode”. No começo eu surtava, chamava a atenção aumentando meu tom de voz, e era algo que nem poderia fazer, já que estava tomando conta de uma criança que não era minha, ainda mais dentro de uma escola. Não estou aqui para dizer como educar uma criança, até porque só passava o período da tarde com a criança, e somente 3 dias na semana, e não possuo filhos. Mas minha forma de lidar com aquela criança só teve uma melhora eficaz, quando vi que os surtos não adiantavam, pelo contrário: quanto mais eu me demonstrava frustrada ou irritada, mais ele me batia, gritava, etc. Manter-se firme perante as atitudes de uma criança, não é algo fácil, mas foi o que aprendi a fazer, e posso dizer que nunca mais ele me bateu, e mesmo quando começava uma birra ou manha, só de olhar para ele, já parava. Para mim, manter-me firme e calma perante as diversas situações que apareciam com aquela criança, foi muito mais eficaz do que como a Isabella disse, utilizar das mesmas armas dele (falando das frustrações, irritações, gritos). Não acho que o texto dela tenha sido tendencioso, apenas mostrou outras formas que vão além da lei. Lei que aliás, pode ser muito falha, pois nada impede de por exemplo: um menino se joga no chão, grita e chora pela mãe não ter lhe comprado um brinquedo na loja. A mãe calmamente o apanha, leva-o para casa e uma vez dentro dela, lhe desfere uma surra, onde ninguém pode ver e denunciar, a menos que esta criança um dia cresça, desenvolva um espírito vingativo, e decida denunciar a mãe por maus tratos, ou não. Ou mesmo um vizinho irritado com o outro, mesmo que não seja verdade, faz uma denúncia de maus tratos. Mesmo que se prove que aquele pai não agrediu sua criança, imagine o desgaste em ser acusado, provar que não bateu, ir a delegacia, e por aí vai. Conheço muitas pessoas da geração de meus pais que apanharam, levaram cintada, etc, e que hoje em dia não possuem problema algum com isto, ao passo que outros, se recordam com rancor de quando levavam uma surra (não palmada) dos pais. No final, vai de como cada um busca educar seus filhos, seja na base da palmada, seja na base do diálogo.

  • http://twitter.com/duna_knox Duna

    Nunca bati na minha cachorra, mas ela sabe sim o que pode ou não fazer.
    E olha que ela é uma Bull Terrier, mais teimosa que qualquer criança, muito mais forte, e mesmo que eu batesse provavelmente ela nem sentiria, dadas as porradas que ela dá com a cabeça na mesa e nem sente.
    Espero que os meus filhos sejam mais racionais que a minha cachorra.

    Mas concordo que a fiscalização será difícil, se bem que gente se metendo na educação que você dá para seus filhos não falta na rua (o que tira mais do que a lei a autoridade dos pais), e acho que os recursos dessa fiscalização deveriam ser intestidos nas escolas, e que essa gente chata que olha feio quando você fala não para o seu filho deveriam se voluntariar para fazer algo útil e ajudar crianças.

    • Henrique Giacomitti

      Investir na educação social é uma saída muito melhor, realmente. E depois que tentam implantar aulas de sociologia tem gente que ainda reclama .Não que essa seja a solução para todos os problemas, mas com certeza é uma alternativa boa de se considerar.

  • Marsoasilva

    Perfeito Dr.!!!
    Obtive a mesma educação e garanto que ajuda na formação do caráter.
    Abraço!

    • Cris Souza

      Só se for mal caráter amigo!Olha o nosso colega acima!

  • Jack Holland

    Se tem uma coisa que eu não gosto é esse tipo de texto sem conclusão, sem fechamento. Que fala, fala, fala, mas não diz nada… tipicamente feminino.

    Por mim, que se dane. Não terei filho mesmo.

    Compartilho totalmente da opinião do Dr. Health e do Bruce.

    O que esse pessoal não entende é que é simplesmente impossível “dialogar racionalmente” com criança pequena. Eles não entendem da mesma forma que um adulto. Tem que ser na base da terapia de choque sim. Pode até ser possível criar um filho sem encostar a mão a vida toda sem que ele se torne um mimado egocêntrico birrento e controlador, mas esses casos são raríssimas exceções, e fazer da exceção uma regra é idiotice. Eu nunca vi isso.

    A criação à moda antiga funcionou por milhares de anos e nesse tempo a sociedade só avançou a passos largos em todos os sentidos. Agora querem dizer que esse jeito é errado e não funciona…

    Será que alguém é capaz de garantir que o mundo sobreviverá por mais 5 mil anos sendo regido por esse liberalismo todo?

    É como disseram mais ali em cima, todo pai a favor dessa lei tem grandes tendências a ser um bananão submisso criando capetinhas sem limites que mandam nos pais e podem tudo.

    E assim a sociedade vai caminhando para a destruição total. Parabéns.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Marcão, se eu publicar um texto aqui e tiver alguém que “ofusque meu objetivo” nos comentários, bem, parabéns para essa pessoa, que sabe expor sua visão e mudar o foco das pessoas para longe do meu texto.

    No entanto, eu não acho que alguém consiga ofuscar o outro e não penso nesses termos.

    Pelo contrário, o debate sugerido pela Isabella não é limitado, tanto que ela mesmo deu argumentos contra e a favor da lei. Eu apenas enfatizei isso e aproveitei para deixar minha visão também, como faço em todos os posts aqui, como leitor, não editor.

    Na minha visão, quem está tirando o foco do texto é você (e não vejo problema algum nisso), ao levantar uma questão sobre mim, não sobre o conteúdo do debate.

    Abraço.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Jack,

    “Que fala, fala, fala, mas não diz nada… tipicamente feminino.”

    Eu conheço muito mais homem que faz isso do que mulher. Sério.

    Os argumentos da Isabella são bem precisos. Se você espera certezas absolutas, esse mundo não é pra você.

  • Bruno

    Acredito que esse tema leva a tantas ramificações quanto se possa imaginar.

    Esse excesso de psicologia está levando as crianças a serem tratadas como seres unicamente racionais e a meu ver é o motivo de tanta criança e adolescente depressivo. Elas podem respeitar o ambiente familiar, mas são as mesmas que vão provocar bullying nos colégios e crescerem como adultos infantis e sem noção de limite.

    Tudo isso é fruto de uma sociedade que cada vez mais é pautada pelos valores matriarcais. Pessoas que de um modo geral não se atritam fisicamente, porém causam verdadeiras devastações psicológicas, típico do comportamento feminino. Entendam que essa não é uma observação machista, muito pelo contrário, valorizo e acredito que muitas caracteristicas inerentes às mulheres foram e são muito importante para a evolução da nossa civilização. Ajudaram a reduzir o excesso de violência de gerações passadas, tipicamente machistas. Entretanto acredito que tudo deve ser dozado corretamente. O ser humano não é um ser estritamente racional, tem sem dúvida manifestações físicas naturais, e querer tolhê-las completamente é um engano tão grande quanto querer agir unicamente como um animal indomável não dotado de inteligência.

    É impressionante a quantidade de pessoas com mais de vinte anos, que estão até no mercado de trabalho, porém se comportam como eternos adolescentes irresponsáveis e inconsequentes. São crianças que sofrem uma sobrecarga de “educação” e assistência pscicológica, “amadurecem” e tornam-se adolescentes cedo demais, porém as brincadeiras e traquinagens de infância são tolhidas pelo excesso dessa educação.

    Se as crianças nada podem fazer, jamais darão motivos de serem castigadas, ponto para os educadores e psicólogos de plantão. Quando tornam-se adultos e donos do seu nariz, terão que compensar sua falta de infância, agindo como crianças mimadas, com um pequeno diferencial. São ADULTOS, e portanto fisicamente e psicologicamente mais fortes e suas “traquinagens” podem dar origem a conseguências devastadoras.

    Esse é um comentário de alguém que brincou e pertubou bastante na infância e apanhou não menos que isso. Que ama e respeita seus pais mais que qualquer coisa e nunca viu numa palmada deles um ato de violência. Jamais viu-se sendo injustiçado por estar apanhando desmerecidamente, por padrão eu merecia apanhar e reconhecia isso ainda quando criança. Atualmente me vejo como alguém que respeita e valoriza cada vez mais o respeito mútuo.

    Acredito piamente que atribuir violência à palmada dos pais é como realizar experimentos acadêmicos isolando todo o conjunto infinito de fatores do mundo real, atribuindo um efeito a uma variável que se deseja manipular.

    Por favor, deixem que as crinaças brinquem, sejam livres e façam suas periécias de criança. Que sejam castigadas, com ou sem palmada de acordo com a necessidade. Pais serão bons educadores se conseguirem demonstrar em cada ato que apenas têm amor e carinho para com seus rebentos. Ocupem-se de penalisar espancadores, não pais que jamais fariam mau a seus filhos.

    • http://hcalves.tumblr.com Henrique

      “É impressionante a quantidade de pessoas com mais de vinte anos, que estão até no mercado de trabalho, porém se comportam como eternos adolescentes irresponsáveis e inconsequentes. São crianças que sofrem uma sobrecarga de “educação” e assistência pscicológica, “amadurecem” e tornam-se adolescentes cedo demais, porém as brincadeiras e traquinagens de infância são tolhidas pelo excesso dessa educação.

      Se as crianças nada podem fazer, jamais darão motivos de serem castigadas, ponto para os educadores e psicólogos de plantão. Quando tornam-se adultos e donos do seu nariz, terão que compensar sua falta de infância, agindo como crianças mimadas, com um pequeno diferencial. São ADULTOS, e portanto fisicamente e psicologicamente mais fortes e suas “traquinagens” podem dar origem a conseguências devastadoras.”

      Me permita adicionar uma coisa aqui: não acho que as pessoas amadureçam cedo demais, e percam a infância. Acho justamente o contrário: a adolescência é que ficou longa demais. Os adultos de hoje não são infantis; são temperamentais e irresponsáveis como adolescentes. Isso pra mim não é fruto de erro na educação enquanto criança, e sim falta de “largar os filhos pro mundo” logo que entram na adolescência. Quantos em quantos estão na casa dos 14-16, saem pra noite, bebem, transam – ainda sim, o pai leva de carro pra porta da escola, faz birra dentro de casa pra conseguir o que quer, etc. E muitos levam essa vida adulta-carente para seus 18, 19, 20 e poucos anos. Lógico, é a vida que todo mundo pediu a Deus! Curte tudo de bom da vida adulta, com a segurança da barra da saia da mãe.

      O que falta nas últimas gerações é sair das asas dos pais, creio eu. A vida sabe bater muito melhor e mais fundo do que qualquer chinelada.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Bruno, assino embaixo em relação ao excesso de psicologização, que faz com que pensemos que crianças já são adultos e podem tomar decisões. É muito comum o pai perguntar pro filho de 4 anos: “O que você quer comer no almoço?”. Porra! Na minha época isso não existia.

    Essa mitificação da figura da mãe é outro grande problema, como você bem explicou.

    Além disso, eu gosto da ideia do embate físico. Não acho que uma sociedade livre de beliscões seja uma sociedade melhor. As pessoas tendem a uma esterilização de tudo, como se não pudesse houver obscuridade em lugar nenhum, nada sujo, nada violento de modo algum.

    Mas ninguém se dispõe a fazer essa limpeza na própria mente, é tudo feito via repressão, aí não tem jeito, a coisa estoura em algum lugar.

    • http://www.twitter.com/brunocartaxo Bruno Cartaxo

      Gustavo, concordo plenamente com você, e admiro a forma como expõe suas opniões. Gostaria apenas de deixar uma ressalva no que diz respeito a “ninguém se dispõe a fazer limpeza na própria mente”.Acredito que você, eu e muitas outras pessoas se dispõe, sim, a fazer uma limpeza na mente e o fazem diariamente, refletindo acerca de cada atitude que tomam.Casos de agressão levados a justiça devem ser tratados por juízes. Que deveriam ser pessoas de extrema capacidade de avaliação e não regidos por leis rígidas. Não querendo estender a discussão para críticas ao sistema judiciário e penal, mas já estendendo um pouco. O que se precisa é de pessoas capacitadas para avaliar se uma criança está tendo ou não seu bem-estar abalado pelas atitudes de seus pais.Todos temos uma interface física com o mundo, e assim como nosso intelecto deve amadurecer e sofrer “abrasões” desse mundo. Cultivar uma idéia utópica que toda educação deve ser feita unicamente de palavras é ser conduzido por um pensamento vigente da sociedade atual, é ter preguiça de se interpelar sobre seus efeitos e nadar no sentindo da correnteza, é sempre fácil.Internalizem um pouco mais e acredito que verão que radicalismos do tipo, “é proibido dar palmadas no seu filho” nunca fazem sentindo. Caso contrario discordem e cairemos em uma discussão frutífera, sempre bem vinda =)

  • Gabriela

    Concerteza a educacao diz respeito a sociedade, porque os atos que atingirem esse individual irao retornar de alguma forma a sociedade. O que andam fazendo, depois dessa lei antitapinha, eh colocar no mesmo saco o espancamento, a humilhacao e o tapinha, o que pra mim eh errado. Sao diferentes e nao existe um certo e um errado, porque somos diferentes, apanhei quando crianca e nem por isso sou traumatizada ou ruim por isso. Se eu tivesse um filho e precisasse bater nele, eu bateria sem sombras de duvidas, mas eu, como um ser adulto e pensante, que posso compreender o porque das minhas acoes e o porque das acoes do meu filho, caberia somente a mim, decidir em bater ou nao.
    Um outro disse que existe criancas manipuladoras, que com menos de 6 anos dizem que vao denunciar os pais, sim, elas existem. Ser humano por si mesmo eh uma coisa dificil de entender e de saber como vai reagir e o que pensa, existe pessoas com boa indole e pessoas com ma indole, e isso aparece desde pequeno. Nem toda crianca eh um anjo e nem todo adulto um demonio.
    Deve existir bom senso, educacao, porque ignorancia eh opcional. Um adulto, como disse, tem a capacidade de entender as coisas, e de nao agir por impulso, mas sabemos que nao eh assim qe funciona. Educacao eh a base de tudo, seje por meio de escolas, livros, pela vida, por tapinhas ( nao tapaS abusivos), ou pela conversa. Tem que haver educacao dos pais e educacao dos filhos, o brasil carece de educacao, nao sao todos que tem a sua disposicao um bom entendimento, muitas vezes essas pessoas tem que se preocupar mais em trabalhar e por dentro de casa a comida que vai sustentar as criancas, sejam pequenos monstrinhos ou nao.

  • alexmamed

    O tema é realmente complexo.

    Eu peguei minhas palmadas (e não foram poucas, poie eu era danado) e nem por isso me tornei frustrado, estressado, e outros “ados” da vida!

    Penso que as leis existentes já são mais que suficiente para coibir os abusos. E olha que elas são bem severas. O que falta mesmo é competencia e pacidade do governo em fiscalizar. Que os digam os serviços de asistencia social e os conselhos tutelares Brasil afora.

    O que vejo de mais perigoso nessa história toda é a incrível capacidade do Governo querer se intrometer naquilo que não é da sua conta (claro, dentro dos limites já existentes para o exercicio do poder familiar).

    Lembrem-se que já tentou, ora de forma direta, ora por via transversa, escolher nossa programação televisisa, de cinema, amordaçar a imprensa, ou seja, dizer pra mim e minha família o que é apropriado ou não, o que ele (Governo) acha melhor ou prejudicial! Uma estultice sem limites.

    Sou meio radical: quem for podre que se quebre! O Governo deve ir cuidar da sua vida e daquilo que delegamos: segurança, educação, saúde, economia etc…

    Como disse o Ministro Marco Aurélio: o preço que pagamos por viver em democracia é ínfimo. Há abusos contra crianças? Sem dúvida! Há exageros? Claro! Há incompetencia do Governo em coibir tais práticas? Também.

    Simplesmente proibir o exercício do poder familiar é como aquela estória de tirar o sofá da sala pra evitar a traição. A culpa é do sofá! Pronto. Proiba-se a palmada e todos os problemas da infância e juventude estarão resolvidos.

    Volto a questionar: vivem me dizendo que devemos deixar um mundo melhor para nossos filhos! Ok… concordo. mas eu pergunto: e quando vamos deixar filhos melhores para o mundo?

  • Prietto

    Há uma série de incoerências na proposição dessa lei que, de pronto, classifico como absurda. É de uma pretensão autoritária o Estado propor uma lei que interfira na intimidade da família e que se quer infrigir como cartilha, destinada a nos dizer como criar nossos filhos.
    Lembra-me as cartilhas de países como a Itália fascista do Duce Mussoline, a Alemanha nazista do Fürher, a URSS comunista de Stalin, a China de Mao Tsé-Tung e mesmo o Brasil nazi-fascista de Vargas.
    É sabido que as crianças na primeira infância tendem a usar todos os recursos de que dispõe para conquistar seus intentos, o que inclui birras, choreiro, gritaria e outras pirraças, tornando-se cruéis e manipuladores. Há pais que se tornam verdadeiros reféns dos monstrengos anti-sociais que foram criados por eles próprios, nos casos em que não foram apresentados os limites primários da vida em sociedade. Educação é socialização!
    É sabido também que, apesar de possuirem capacidade cognitiva de processar algumas informações e entenderem determinadas mensagens dadas pelos adultos, que o corpo e ou a materialidade ainda é uma referência ou limite importante para elas. O choque de uma palmada ou chinelada – desde que aplicados com o cuidado devido em locais como as nádegas ou as pernas, sem a intenção de machucar, aleijar ou deformar – é um aliado potente na hora de demonstrar a elas que estão passando dos limites.
    Todavia, as pessoas andam a confundir dois conceitos que não se equivalem: agressividade e violência. Pior ainda, andam a confundir correção com agressão. Uma palmada em benefício da boa correção com vistas à promoção da socialização da criança não pode ser criminalizada a exemplo do que deve ser feito com a agressão. Equivocam-se ainda em afirmar que por ser corrigida com o uso de palmadas se tornarão pessoas agressivas. Não se tornarão agressivas e muito menos violentas por isso. Aliás, a agressividade é um pressuposto importante na constituição da identidade do ser humano. A pessoa sem um mínimo de agressividade pode tornar-se uma pessoa tímida, incapaz de competir em qualquer esfera da vida. Por outro lado, dar vazão incontida à agressividade é que a tornará uma pessoa violenta, incapaz de entender que existem limites na sua relação com os outros. A falta de limites – que podem começar a ser impostos às crianças a partir de uma boa palmada, por exemplo – tem maior chance de tornar uma pessoa violenta. Não se pode deixar de aceitar que a pirraça e os escândalos com os quais convivemos em Shoppings e outros locais públicos é que se constituem em verdadeiras violências contra nossos olhos e ouvidos e contra a sociedade em geral.
    É preciso frisar, todavia, que há pais (?) e (ir)responsáveis que excedem e não investem em correção e sim castigos e agressões físicas inaceitáveis. Além disso, há pessoas e pessoas. A índole de cada um e o exemplo que têm dos pais e irmãos, além de outras pessoas do trato pessoal da família dizem muito a respeito da maneira como a criança irá se comportar.
    Do meu ponto de vista, as crianças até por volta dos 3, 4 anos, precisam mesmo do choque das palmadas para, às vezes, voltarem a sí e serem capazes de entender que alí existe um limite a ser considerado.

  • tvbarao

    O que ninguém entendeu é que…

    O texto da lei não é contra PALMADAS e algo assim mas contra a violência infantil. Você não será autuado por dar uma chinelada no seu filho que não para de gritar. Será autuado se espancá-lo.

    Melhor texto que li sobre o assunto:
    http://oleododiabo.blogspot.com/2010/07/lei-das

    entendam direito a lei antes de reclamarem. Essa discussão toda é que é uma palhaçada.

  • tvbarao

    Ela foi a favor da lei??

    “O fato é que, por meio dela, o governo tenta dizer o que é certo para as pessoas, mas sem (justamente) educá-las.”

    “Pois não basta não bater: não colocar limites também é muito nocivo para a criança.”

    “Muitas vezes, os pais que recorrem aos castigos físicos são os mesmos que, justamente, não colocaram limites e criaram uma criança excessivamente mimada.”

    E esse último acho que quebra qualquer argumento seu:

    “No entanto, isto não acontece com a simples criação de mais uma lei. É preciso que esta cultura da não-violência se instaure e seja entendida e abraçada por todos.”

    Ela não foi tendenciosa. Escreveu muito bem sem tomar partido a favor e nem contra. Como disse o Gustavo, a gente sempre lê buscando uma opinião do autor “sou contra” ou “sou a favor”. O que nem sempre acontece

    Abração!

  • tvbarao

    Rapaz ela falou, falou, falou e disse muita coisa.

    Ela só não disse se era a favor ou contra. O que não mudaria nada. Ela deu os argumentos e você toma suas conclusões. Textos que são contra ou a favor de algo geralmente são feitos para formar opinião.

    O que não gosto é do fato de a maioria das pessoas terem preguiça de formar sua opinião e quererem textos para formá-la a partir deles. O que não é o seu caso.

    abraço

  • gilberto87

    Concordo com a Isabella!

    Como o Estado quer que os pais eduquem os seus filhos, se a própria lei é uma “palmada da justiça” para quem desobedecê-la? Instaurar uma lei do dia para a noite não irá mudar a atitude de ninguém.

    A educação e conscientização que os pais devem receber virá de onde, de uma decisão judiciária?

    Não incentivo a violência, mas creio que se a lei for aprovada, será a mais pura invasão à instituição família e um ato de censura para a educação infantil.

    Depois do projeto de lei que proíbe o ato de xingar nos campos de futebol, temos agora mais uma dessas…

  • tvbarao

    Sou a favor da lei. Leiam o texto da lei e interpretem-no corretamente e verão que ela não tem nada de errado.

    Se vocês acham que proibir o espancamento é ruim, o problema é de vocês. Pra mim espancar crianças está errado.

    O termo “espancamento” parece muito forte? Bom, se vocês minimizam pra “palmada” eu posso aumentar pra “espancamento” né?

    melhor texto (de muitos, mais de 10) que li sobre a lei:
    http://oleododiabo.blogspot.com/2010/07/lei-das

    Abraços

    Grato.

  • RevTiki

    Olha ser contra e a favor é uma questão de exemplos.

    O que sempre complica é o COMO… pois até agora eu não vi um bom exemplo ou método que substitua a dupla palmada/castigo.

    O que fazer quando a criança está claramente testando o limite (atraves de birra, mal criação etc…)? O que fazer quando á criança esta tomando as piores escolhas, ou aos poucos criando traços psicológicos que vc sabe que será prejudicial a ela (ex…timidez, medrosa), sem utilizar métodos enérgicos?

    Fora que eu já vi essa história de dialogar ter suas disfunções

    • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

      Porque só na escola dialogamos? Em muitas, é comum gritar e ameaçar, na em que eu trabalho (ainda bem!), não.

      É difícil? É! Seria mais fácil dar um tapinha na mão do seu filho? Sim! Mas se é possível na escola, um ambiente novo, cheio de regras, com muitas outras crianças por que não levar este pensamento para casa?

      Não tenho filhos, só estou propondo porque nunca vivi isso na pele. Quem sabe daqui a uns anos eu volto e digo como isso funciona na minha casa…? hehehe…

  • Prosa Fiada

    Gitti,

    Não acho que exista texto neutro. E não acho que o da Isabella o seja.

    Mesmo quem só expõe argumentos a favor e contra algo não consegue ser neutro, asséptico, olímpico. E mesmo que o peso dado para cada lado seja equivalente, isto não configura neutralidade, simplesmente porque não existe neutralidade. As pessoas se posicionam e têm de ter a clareza de que estão fazendo isto.

    Quem fala ou escreve sempre se posiciona em determinado ponto bem específico dentro contínuo entre ser radicalmente contra e ser radicalmente a favor de algo. Não dá para olhar este contínuo como se estivéssemos fora dele; nós estamos dentro dele.

    Usando um exemplo extremo e absurdo para me explicar, se eu escrevesse sobre o sacrifício de crianças em rituais satânicos, expondo os motivos dos satanistas e os motivos das crianças e dos pais, pesando prós e contras e não revelando claramente uma posição, eu estaria sendo neutro? Ou estaria sim assumindo uma posição bem específica, pró-satanista com relação ao senso comum?

    Todo mundo acha que detém o bom senso, o senso de justiça, a visão sem viés. Quem está em um ponto diferente da Isabella, para lá ou para cá, acha que ela está puxando brasa para uma ou outra sardinha.

    Eu acho que a Isabella coloca a brasa em um ponto específico entre as duas sardinhas. E acho que este ponto é mais para o lado da aprovação da lei do que a maioria das pessoas, eu incluído, colocariam.

    Acho que se evitamos a ilusão de que olhamos as coisas de fora (e de cima) e admitimos que estamos assumindo posições, as coisas ficam mais claras.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Sim, por isso não falei em neutralidade, mas em assumir posições mais amplas. E isso incluir integrar visões, criticar visões restritas, argumentar pra ambos os lados e não cair em posicionamentos simplistas. Acho que a Isabella conseguiu isso.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Lembrando que essa lei contra a palmada não deu muito certo na Nova Zelândia: http://www.estadao.com.br/noticias/internaciona

    Mas isso não significa nada. Talvez signifique só que os pais são teimosos e não souberam se virar sem bater.

  • larissacampanholi

    Apertei o “gostei” no seu comentário por equívoco. Era pra ser no de baixo.
    Não concordo com a sua visão em nenhum aspecto, nenhum.

    “O que fazer quando á criança esta tomando as piores escolhas, ou aos poucos criando traços psicológicos que vc sabe que será prejudicial a ela (ex…timidez, medrosa), sem utilizar métodos enérgicos? “

    Você realmente acha que um método enérgico (seja lá o que vc entende por isso, mas imagino que seja algo agressivo), “resolveria” a timidez de uma criança?
    Vc acha que timidez é sempre um problema? Já pensou na possibilidade de ser, apenas, um traço?

  • Henrique Giacomitti

    Seguindo esse pensamento deve-se criar uma lei para proibir o abraço. Afinal de contas, se pode minimizar para “abraço” eu posso aumentar para “estupro”.

    Espancar é uma coisa totalmente diferente, totalmente brutal, e deve ser punida. Diferente de uma palmada na bunda da criança, um soquinho no braço do amigo ou um abraço de surpresa em alguém.

    É questão de educação pessoal e saber como interagir com outras pessoas, não uma imposição do governo. Educar a população com programas sociais é muito melhor aplicar uma lei impositiva, punitiva e sem sentido.

  • http://twitter.com/duna_knox Duna

    Te admiro, mesmo, por ter a paciência te lidar todos os dias com crianças. Uma, acho lindo, duas, até consigo conter, mais do que isso fico em choque hehehehe

  • http://lucashungaro.github.com/ Lucas Hungaro

    Da mesma maneira que procuramos defesa ou agressão, também é bem comum do ser humano, mesmo querendo conscientemente (aka racionalmente) tomar uma posição neutra, acabar defendendo uma posição.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Concordo com tudo o que disse, Bruno.

    E bem disso isso:

    “Cultivar uma idéia utópica que toda educação deve ser feita unicamente de palavras é ser conduzido por um pensamento vigente da sociedade atual, é ter preguiça de se interpelar sobre seus efeitos e nadar no sentindo da correnteza, é sempre fácil.”

  • tvbarao

    Não se faça de tonto, rapagão

    Abraço é abraço, estupro é estupro. São duas coisas definidas, sem margem pra interpretações.

    A lei não cita palmada, cita “castigos corporais”. Palmada é diminuir essa definição. Assim como espancar é aumentá-la. O texto da lei dá margem para que seja interpretado como todos quiserem.

    Ela foi feita para proibir espancamentos e não palmadas que os pais deem uma vez ou outra nos filhos. E, com todo o respeito (a crítica a seguir não é pra você), mas só um imbecil não percebe isso e faz caso. O Estado (e não governo) não está tirando liberdade dos pais, e sim ampliando a liberdade das crianças.

    abraço.

  • tvbarao

    Verdade seja dita:

    -A MAIORIA AQUI apanhou quando era criança e quer ter o direito de fazer o mesmo com os filhos (com ou sem justiça).

    E fim de papo.

    Estamos perdendo tempo discutindo uma lei que terá o mesmo fim da lei seca: não será cumprida.

  • Lilla

    Eu também me perco um pouco, Duna. Mas não existe fórmula mágica. Quando a minha filha tem um comportamento de imitação procuro fazê-la identificar junto comigo de onde surgiu aquele comportamento e desidentificá-lo logo em seguida, fazê-la compreender que aquela atitude não é certa e não vem dela. Não é tarefa fácil, porém possível. Depois eu desvio o foco dela para o que é positivo, então aos poucos ela vai se desvinculando. O importante é nunca entrar nas tentativas de domínio que eles criam. Cara, eu aprendo mais do que imaginava, educação é um processo construtivo, todo dia tem algo novo a ser visto, entendido, trabalhado. Requer tempo e dedicação como ao se desenvolver um projeto de trabalho.
    Não acredito que você tão articulada e coerente perderá a noção de realidade quando tiver filhos. E quando bate aquele medo, é sempre bom ampliar as perspectivas recorrendo a um olhar externo, seja de uma professora, da psicopedagoga, ou de uma psicóloga, ou até mesmo de outras mães. Não significa seguir conselhos, mas ampliar o campo de visão para se tomar atitudes coerentes e equilibradas.

  • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

    Lucas,

    Você trouxe um aspecto interessante: o de acharmos que a palmada é o único meio de colocar limite. Pelo contrário: como disse no texto, muitas vezes os pais que “dão uma palmadinha” são os mesmos que mimam excessivamente e não colocam limites. O tapa vira o limite.

    Meus alunos têm três anos de idade. E levo todos na base do diálogo.

    Quero saber, então, se você acha que a palmada seria válida na escola, para professores que não encontram outra saída, que estão “completamente impotentes”?

    • http://twitter.com/jonathassampaio jonathas sampaio

      A diferença entre pais e professores é a educação, professores fazem curso de como agir, se todos os pais soubessem impor limites isso não seria nem discutido.

      Com o modelo atual de ensino, uma criança não sai da escola sendo um cidadão. Não sei porque dar mais prioriadade nas escolas para algumas materias e não para uma formação psiquica e emocional das crianças.

  • Dr Health

    Nesse caso a lei é redundante, porque “espancamento” de qualquer ser humano SEMPRE foi crime. Pra que mais uma lei, se era só cumprir a vigente?

    Cito o exemplo da Síndrome da Criança espancada, “patologia” caracterizada pela presença de fraturas em estágios diversos de consolidação, indicando momentos diferentes de vários traumas, e que autoriza nós médicos a notificar o caso às autoridades policiais, pois trata-se de crime. E isso eu aprendi beeeeem antes dessa nova lei.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Pois é, Doc, a lei está sendo feita porque a atual não dá conta. Então não é bem um problema em relação à lei que temos, não é verdade? Direcionar a atenção à lei não é bem inteligente, pois nosso problema é outro – outros, melhor dizendo, com bem aponta o texto.

    Com lei ou sem lei temos algo a resolver.

    • http://daftm.wordpress.com/ Daniel

      Diria isso para caso de lei que não está funcionando muito bem pra casos de assassinatos de mulheres? “Vamos mudar a cultura do machismo.. não vamos fazer leis pra lidar com isso?”
      Nem pra crimes de racismo ou homofobia… porque outras leis genéricas poderiam ser aplicadas, não é?

      Eu não. Considero a legislação e as formas de efetivá-las como importantes áreas de nossa atuação. As leis são formas de expressão do que uma nação quer e apresenta formas de efetivar isso, com intervenções na cultura.

  • http://lucashungaro.github.com/ Lucas Hungaro

    Pra professores a questão é delicada pois pode incomodar muitos pais. Nesse caso… cada caso é um caso. ;)

    E, melhorando meu comentário, não acho que seja o único meio de impor limite. Se fizer parte da postura firme (e, porque não, de liderança) dos pais, acho que é um recurso válido (claro, sem dano ou humilhação). Se não precisarem, tudo bem. Acho possível educar sem bater. Eu apanhei muito pouco, talvez quatro ou cinco vezes. Meu irmão apanhava todo dia, tomava surras homéricas e… até hoje é um “porra louca”. :P

    Dessas vezes que apanhei achei merecido e creio que me ajudou. Em todas eu já sabia que estava fazendo algo bem errado (pois meus pais tinham uma postura bem firme, aquela da famosa “bronca só de olhar”) e também sabia das consequências.

    Também concordo que pode ser uma medida desesperada de pais que não conseguem controlar os filhos. Mais uma vez, depende de cada caso, cada família e da personalidade dos envolvidos. Como agressão já é crime, acho desnecessária mais uma lei, basta que se cumpram as atuais. Fora isso é o que vem sido dito por vocês mesmo: educar os pais para educar os filhos.

    Já vi muitos pais que perdem o controle e não fazem nada, aceitam a “deseducação” do filho. Outros perdem o controle e saem descendo a porrada nas crianças (o que não adianta nada, claro). Alguns são firmes e colocam limites somente com postura e outros com postura e palmadas. Desde que não machuque e crie traumas, não vejo problema.

    Em suma, concordo com muitos dos seus pontos, discordo da necessidade dessa lei e acho que a palmada é sim um recurso válido quando vem junto de postura e controle.

  • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

    Bruno,

    Achei excelente sua colocação. Dizer o que é certo e o que é errado aos pais é muito perigoso. Por isso não entro de cabeça nessa ideia de “curso para pais”, que tem uma galera defendendo aqui nos comentários. Um professor meu de psicanálise costumava dizer que “quando você tiver um filho, não importa o que você faça, fará errado”.

    Não temos manual. O que dá certo aqui, não dá lá. Concordo com a ideia de sociedade pacífica. Queremos um mundo sem violência? Vamos alertar aos pais que é possível educar sem chineladas. Vamos oferecer caminhos, opções, atalhos.

    No entanto, uma lei não vai garantir nada. Só vai gerar revolta. O ideal seria uma conscientização de que é necessário educar (com palmada, sem palmada mas com limites!)… Hummm, pensando bem, quem sabe um curso para pais, ahm? hahaha :D

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Pois é! ;-)

    “Vamos alertar aos pais que é possível educar sem chineladas. Vamos oferecer caminhos, opções, atalhos.”

    Como você pensa em fazer isso sem ser por um curso? Não me fala em campanha porque isso serve pra informar data de vacinação, mas não pra formar alguma cultura.

    Eu sou meio ditador em relação a essas questões. Um curso pra pais seria uma ótima, por que não? Temos escola, um puta elefante que anda mal pacas. Por que não teríamos uma escola pra pais? Aliás, digo mais, a própria escola pode ser ampliada e acolher os pais.

    Algumas escolas já fazem isso, aliás, como a do ICM, em Viamão.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Eu também, Daniel. E por isso sou a favor da lei, lembrando de todas as observações que fiz aqui. Acho que nem deveríamos discutir isso, só aprovar e discutir o que é, de fato, essencial.

  • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

    “Acho que mais do que palmadas, ensinar as crianças sobre causa e consequência valeria mais para a educação.”

    Concordo, Ramon. Palmada não é garantia de limites, é preciso que a gente entenda. A criança precisa entender que fez errado e isso a gente faz através de ações, diálogos, exemplos etc. Palmada é a solução mais simples.

  • tvbarao

    “Espancamento”, agressão corporal, etc, etc etc já são leis, mas nessa lei os casos e as punições previstas são diferentes.

  • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

    Jack, te convido a passar um dia comigo e meus alunos de três anos de idade. Ou com qualquer outra professora de educação infantil. Quero ver você voltar e dizer aqui que é sim possível dialogar racionalmente com uma criança pequena.

  • Patrícia

    Bem, também fui educada assim… e por consequência óbvia, odiava minha mãe. Ela não queria saber o que eu pensava ou deixava de pensar. Sou a mais nova, dois irmãos mais velhos que obtinham toda atenção dela por serem ruins na escola, assim eu me afastava e quando fazia algo errado, ou meio errado que conversa resolvia ela só batia mesmo… Bem, isso só mudou quando tive meus 14 anos e ela começou a me ouvir, assim vi a pessoa linda que ela é e a compreendi.
    Na aula de legislação esse tema caiu em debate, dividiu opiniões, mas o resultado de todos foi:
    Todos tiveram a mesma educação, mas concordavam que a mudança está na educação dos pais para serem pais.
    Não adianta parar de bater se você não sabe o que fazer com a liberdade que aquela criança está ganhando, não é?

  • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

    E você acha que é possível “formar cultura” num curso para pais?

    Se, muitas vezes, não conseguimos NEM formar professores decentes em cursos de graduação, você acha mesmo que um curso de pais formaria este pensamento?

    Temos que pensar em outras soluções. Esta é só mais uma burocracia que fará mais esquemas de corrupção continuarem pelo país… É só ver os cursos para tirar carteira de habilitação! Um esquema por baixo do pano atrás do outro…

  • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

    É chocante MESMO. O primeiro mês é de querer se jogar na cama e dormir o dia todo.

    Mas, quando você vê a coisa funcionando… É genial!

  • http://daftm.wordpress.com/ Daniel

    Estou achando ótimo mesmo o papo aqui!

    Aliás, um dos efeitos da proposição de leis assim é esse. Há pessoas no Brasil todo debatendo educação exatamente por causa desse PL. Escolas e famílias que nunca utilizaram punição corporal nas últimas décadas apontando experiências de como funcionam e como os adultos que foram educados assim são adultos responsáveis e nada mimados. :)

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Pois é. Acho uma beleza e uma tristeza.

    A gente critica o governo e a mídia, mas nossos pensamentos ainda são comandados por esses monstros sem face. Poucos são os grandes debates que surgem por si só, sem precisar de um projeto de lei.

    Existem, claro, mas ficam mais reduzidos a alguns grupos pensantes.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    E que tal se os próprios educadores e professores se unissem, sem precisar de nada oficial, pra formar pais? Acha viável isso?

  • http://daftm.wordpress.com/ Daniel

    Como o comentário acima, também acho que curso de pais não seria muito eficaz não.

    Estive pensando na aprovação da Lei que proibe touradas na Catalúnia aprovada outro dia. A partir de 2012, uma região da Espanha, onde a tourada é um forte elemento cultural não será mais permitida pelo poder público.
    Quanto tempo de debate foi necessário para o Parlamento de lá aprovar isso? Quanto tempo ainda vai levar pra ser efetivado?

    O exemplo e contato próximo com experiências de educação assim que está paulatinamente (rs) mudando nossa cultura.

  • http://www.twitter.com/brunocartaxo Bruno Cartaxo

    Legal Isabella,

    O que eu queria transmitir era exatamente isso. O que deve-se combater é a violência contra a criança (e todos os demais). Afinal a violência pode-se manifestar de várias formas, física ou psicologicamente. Uma palmada pode ser educativa e uma repressão não física pode ser violenta e covarde. O inverso também é totalmente factível. Complicado é associar educação a conversa e palmada a violência.

    Fico assustado apenas quando questões como essa, que são importantes de serem discutidas, são levadas para tons de consciência coletiva (como em alguns comentários, que não é o caso do seu post), podendo nos conduzir a perder a liberdade em nome da defesa de uma causa errônea.

    Imagina se meu pai e minha mãe não pudessem ter me EDUCADO (e faço questão de salientar essa palavra) com umas palmadas, com medo de uma lei dessas. Talvez eu não fosse o mesmo. Eu tenho convicção que merecia ter levado as pequenas sovas, me lembro como naturalmente eu tinha uma predileção especial em tirá-los do sério heheheh. Toda criança (por ser uma pessoa) pode ser deliberadamente maldosa, a questão é que eles não conseguem medir os efeitos de seus atos. Mas devem por meio dos pais tomar conhecimento dessas dimensões.

    Sinceramente não sei se darei palmadas nos meus filhos, caso os tenha. Mas não gosto nenhum pouco da idéia de ter confiscado esse direito. Até porque jamais seria violento ou exporia eles a situações de humilhação e violência.

    O combate deve ser à violência =)

  • L. Leite

    Já diria o Sábio: “Filho é igual a peido. você só aguenta o seu.”

    Minhas opiniões quanto à trechos da autora:

    “Pois se ainda não conseguimos defender seriamente as crianças vítimas de grandes abusos domésticos, como vamos controlar cada palmada dentro de casa?”

    > Há uma falha lógica aí, pois o controle das palmadas dentro de casa independe de uma suposta necessidade de defender as crianças vítimas de grandes abusos domésticos.
    Ou seja: o sr. Carlos, que bate, mas dialoga, não tem como impedir que o sr. João, o sr. Francisco e o sr. Raimundo espanquem seus filhos.

    “Se seu filho fizer uma “vingancinha” contra você te denunciando, sinto lhe informar que você já o educou errado. E o erro foi bem anterior à palmada.”

    > Discordo. Você ignora que existe todo um contexto social de onde a criança pode aprender alguma coisa – inclusive dissimulação e o conceito de vingança. A menos, é claro, que a senhorita defenda a criação de crianças em ambientes isolados.

    “Meus alunos têm três anos de idade. E levo todos na base do diálogo.”

    > Acha que seu modelo funcionaria numa FEBEM da vida? A pergunta é séria e eu adoraria ver você tomando uma atitude proativa e encarando esta situação. :)

    No mais, só uma pergunta refletirmos: Se nossos avós batiam em seus filhos, então por que (a maioria de) nossos pais não são complexados ou possuem sequelas?

    E fica a sugestão: Vamos todos virar adeptos do VHEMT (www.vhemt.org) não ter filhos, e fazer um favor à Mãe Terra? :)

    • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

      1) Não há falha lógica: quero saber como o governo aplicaria a lei. Como vou saber se o sr. Carlos dá umas palmadinhas se não consigo nem punir o sr. Francisco, o Raimundo etc?

      2) Claro que existe o contexto social! Mas seu filho não estará sozinho no mundo. Meus alunos me desafiam todos os dias em pequenos atos. Tiram o tênis. Não pode, mas testam. Tentam sair da sala, gritar, desobedecer regras… E sempre tem o caso do aluno que diz que a professora brigou, que é brava… Fala para os pais, inventa histórias… E o nosso papel? Espiralar nisso tudo? Brigar? Tratá-los como adultos, que ainda não são? Ou orientar?

      3) Como disse, meus alunos têm três anos de idade, levo todos no diálogo. Não tenho experiências na antiga FEBEM, mas agora gostaria de saber se, para você, a palmada é permitida por lá também… É?

      4) Eu levei palmadas sim, não sou frustrada, mas lembro de não saber muito bem porque apanhei. Lembro que apanhava porque eles perdiam a paciência e, nessas horas, sabia que só cabia a mim chorar e me encolher. Lembro que entendia perfeitamente a situação, o momento, a hora em que eles perdiam a paciência… Não apanhei muito, logo meus pais passaram a usar o diálogo mesmo… Mas é o que disse: se queremos uma sociedade livre da violência, esse é o primeiro passo. Não concordo que fazer a lei vá mudar alguma coisa, acho que pode até causar um espanto e uma revolta nas pessoas… Mas acho este diálogo válido, um primeiro passo para que mostremos que é possível sim! Que tal?

  • http://daftm.wordpress.com/ Daniel

    O governo só (re-)lançou esse projeto agora porque foi (e muito) cobrado por grupos que trabalham com educação e direitos.
    Esse debate surgiu foi por si só mesmo… há uns 20-30 anos… :)

  • http://www.twitter.com/brunocartaxo Bruno Cartaxo

    O curso para pais já existe =) são os pais e a escola. Uma criança um dia será pai ou mãe. A educação que lhe foi dada, quando criança, será suficiente para ser um bom pai ou mãe. O que acham?

  • http://www.facebook.com/willrosa Will Rosa

    é simples: se você, seja num ambiente corporativo ou familiar, erra – como uma ação respeitavelmente normal – gostaria de levar uma correção pela punição física ? e mesmo que isso aconteça, a primeira reação seria a de não ficar calado e/ou reagir. é como a criança vai reagir. não hoje, mas talvez amanhã. não da mesma maneira, mas de uma forma que, após o discernimento necessário, faça da sua 'criação' o exemplo de futuras ações nas relações humanas.

  • http://dedentrodefora.blogspot.com/ MarianaMSDias

    Isa, beleza de texto!

    O ponto principal, sem duvida é: precisamos educar os pais!

    Indo em reuniões de pais e mestres, entendi que o grande problemas das crianças, sem a menor sombra de dúvida, são os pais. Pais imaturos, pais despreparados, pais que se julgam pessoas melhores do que o resto dos mortais ao seu redor.

    Crianças tão somente refletem aquilo que em suas casas ocorre. Vez ou outra elas experimentam uma conduta que vem de um amiguinho, de um parente. Mas o que fica, e se fixa, é o exemplo do lar.

    Apanhei muito em criança, sim. De cinta. Nunca sem saber porque. E mais que as surras, ficou gravado em mim a coerência que sempre houve em minha casa: meu padrasto (sim, devo a ele a educação primorosa que tive e que me tornou quem sou hoje) jamais nos falou para que não fizessemos algo que ele fazia. Em casa, a regra era a mesma para todos. E eles sempre se respeitaram muito entre si.

    Homem que não respeita sua mulher, e vice-versa, não pode ensinar a um filho a respeitar o mundo ao seu redor. Pais que não se amam não conseguem ensinar seus filhos a amarem seus companheiros.

    Quando mal sabemos cuidar de nós mesmos, como podemos cuidar de crianças?

    Já dei palmadas no meu filho, quando bem pequeno. Hoje, aos 8 anos, sei que isso jamais será necessário novamente. Não me vejo fazendo isso. Conversamos, nos respeitamos, e sabemos cada um qual é o seu papel. O meu de mãe (não de amiga) e o dele de filho. Respeito o seu espaço e ele o meu.

    O grande problema da intervenção do Estado na questão da educação é justamente a falta de educação da população. Educação básica mesmo. Basta olharmos como se tratam homens e mulheres, como se tratam os diferentes. Voltamos ao início: como educar crianças se seus pais não são educados?

    Só penso que o pior de tudo não é a palmada, é o nada. A criança sem limite é o delinqüente de amanhã. E esse é o maior mal que se pode legar a um filho: uma criação sem limites.

    Quando a criança se torna aquele serzinho absolutamente abominável, ela na verdade está gritando: por favor, me dêem limites.

    Escutemos.

    Beijos

    • Anônimo

      Mariana, foi exatamente esse momento de “reuniões de pais” que me veio em mente quando pensava sobre um possivel “Curso para pais”. Conheço pais que acham um saco ir nessas reuniões. Como pode?? É imprescindível conhecer e ter contato com a equipe da creche e me ASSUSTA perceber que muitos pais não se engajam, não tem esse mínimo bom senso.
      Talvez, sejam esse mesmos pais os que se ofendem mortalmente com a Lei antipalmada. São pessoas que não admitem qualquer troca, interferência e se imaginam reis da sabedoria e da educação.
      Sobre o curso de pais, quem sabe se o governo lançasee Campanhas sobre educação gerais (como a Children see, childrem do) pra ir abrindo um pouco a mente da massa e, depois de um tempo, as escolas passassem a oferecer grupos de apoio? Acho que pode dar certo. Cada escola teria autonomia pra aderir ou não. Assim, bons ambientes fariam bons projetos. Incentivos salariais aos professores que fizessem parte desses grupos seria importante também. Idéias..

  • Mero

    Essa é uma daquelas questões dificeis e muita discussão ainda vai “rolar” eu até comentei com a Isabella que tenho momentos que sou a favor da lei e em outros sou contra. Levei uns tapinhas desses “pedagógicos” quando criança e nunca deixei de amar meus pais ou ficar traumatizado por isso. Mas por outro lado e as crianças que são espancadas? E quando a força(sempre desproporcional) do tapa se torna algo marcante, sem trocadilho, para a criança?
    O que falta aos pais é saber dizer não, colocar limites e ensinar o até onde ir. Essa lei corre o risco de ser interpretada mal, acho que já é, o que será uma pena!

  • http://fromvictorwithlove.com/diario Victor Lee

    Beleza, Isabella?

    Só um comentário rapidinho: lembrei do livro What the Dog Saw, do Malcolm Gladwell (ou será que foi um vídeo Ted Talks? não tenho certeza).

    Mesmo sem efetivo controle sobre se o pai vai dar palmada entre quatro paredes ou não, a simples lei (no caso da Inglaterra anos atrás) modifica o comportamento das pessoas.

    O segundo comentário é que eu acho que com palmada ou sem, é importante que os pais aprendam a educar os filhos. Uma coisa não tem a ver com a outra.

  • http://twitter.com/prof_diose diose

    por isto defendo mais ainda o curso para pais. nós sabemos o quão complicado é manter um ambiente tranquilo na sala de aula, quantas vezes a paciência se esvai e a a temperatura sobe…

    mas nunca batemos. e você concorda comigo que dificilmente precisaríamos bater? aprendemos a explicar exatamente porque é certo e porque é errado.

    por quê é tão difícil para os pais aprender também?

  • Celio Bomfim

    Voltemos a máxiima “O problema é o excesso”
    Apanhei várias vezes quando pequeno por minha mãe
    Apanhei depois de ouvir várias vezes minha mãe falar que não ia comprar algo e eu continuava insistindo
    Apanhei depois de me comportar mal em lugares mesmo depois de inúmeras recomendações sobre o meu comportamento
    Nunca fui espancado, nunca sofri abusos mas apanhei quando acredito (hoje) ter sido necessário
    Um caso interessante que só hoje percebo é a questão de materiais escolares emprestados, sabe-se lá quantas palmadas tomei por perder minha borracha e tomar a do colega emprestado, ou caneta, minha mãe olhava minha mochila TODOS OS DIAS pra saber se tinha algo que não era meu lá, e ai de mim se aparecesse “algo estranho” lá
    Fora os inúmeros castigos, dias sem poder sair pra jogar bola, dias sem assistir desenho animado, dias sem video-game e por aí vai
    E muuuuuuita conversa para que eu percebesse que eu era o culpado por aquele castigo, que se eu estava passando aquele perrengue era pq eu fiz algo errado, sabendo que era errado.
    Talvez, se assim fosse em todas as casas, a realidade dos jovens brasileiros seria bem diferente.

  • Heriqueserejo

    Nunca apanheie, não soumimado e sou um exemplo de filho. A minha educação foi como diz no artigo:

    “Uma educação sem qualquer tipo de violência e com regras, limites e moral é totalmente possível e muito eficiente.”

    Ps: Meu pai e minha mãe são professores de criança, então eles aprenderam na pratica a educar sem usar a violencia, caso contrário, seriam despedidos…rsrs….

  • http://hcalves.tumblr.com Henrique

    Não precisa nem de muito blábláblá pra falar do projeto de lei. É simples, e resumido em um princípio: isonomia. Todas as pessoas são iguais perante a Lei.

    Você não pode bater em um adulto, então porque diabos deveria ser aceito bater em uma criança?

    Para quem diz que é o Estado se intrometendo na vida “particular”: amigo, se você não cuidar do seu filho direito, você perde a guarda e ela vai pro Estado. Isso JÁ acontece, porque o objetivo do Estado é garantir o bem estar da sociedade, e para isso, ele interfere “dentro de casa” sim, conforme necessário.

    Da mesma maneira, há quem ache que bater na mulher, desde que “dentro de casa”, seja normal, e que o Estado não tem nada que se intrometer. Vamos largar de ignorância vai…

    Ficar dizendo “eu levei muita palmada” com esse orgulho besta também não diz nada. “Você” apanhou e (aparentemente) não tem traumas com relação a isso, mas muita gente tem. Então desvia o olhar do seu umbigo um pouco antes de dizer que não tem problema algum.

    O trabalho dos pais não é só retransmitir a criação que receberam sem nenhum filtro. Se fosse assim, estuprar as filhas seria parte da educação até hoje – como você ainda pode conferir em lugares onde a civilização e o poder do Estado não chegam, tipo interior do Acre.

    Lógico que nenhum pai vai preso toda vez que bater no filho. O Estado não é Big Brother pra ficar te vigiando o dia inteiro. Mas o objetivo do projeto de lei é justamente *forçar* os pais a repensar a educação e desestimular o uso da violência, diminuindo o nosso “nível de conforto” ao ver uma criança sendo agredida.

  • http://twitter.com/is_adorable Isadora

    Isa, aprendi realmente na pele que respeito é MUITO diferente de medo. E concordo plenamente com você. É óbvio que é muito mais fácil estabelecer limites na base da violência: assusta, impede a repetição – quando o cachorro não obedece ao “não”, a gente dá com o jornal no focinho, não é? Pra mim, é a mesma coisa… Esses e outros métodos que não me agradam em nada – tipo pimenta no dedo pra parar de roer unha. Repito: medo não é respeito. E a última coisa que eu gostaria, como mãe, um dia, era que meu filho tivesse medo de mim. Porque aí a coisa extrapola o campo do “não brigue com seu irmão” e vira medo da conversa, medo da convivência…
    Nós que trabalhamos com crianças, sabemos o quanto elas são impossíveis. E sabemos também que, cada vez mais, a responsabilidade da educação se volta para outras pessoas que não os pais – que deveriam ser quase que exclusivamente responsáveis. E a gente também sabe que nada se resolve na base da violência, por menor que ela seja – imagine só se resolvêssemos voltar pras palmatórias! Obediência? Não acho. Continuo achando que vira medo e muito, mas muito sentimento reprimido.
    Já tomei muita palmada, e minha relação familiar foi construída na base do medo, infelizmente. Como não há espaço pra diálogo, não sei, se numa outra família, essa é a melhor alternativa. Mas, como quem conviveu com crianças, adolescentes e suas famílias – e são as famílias dos mais “problemáticos” que vão ás reuniões de pais, claro – sei, com certeza, de uma coisa: cada vez mais os pais sabem menos como educar. A responsabilidade, como eu disse, é jogada de um lado pro outro, a ausência cria lacunas preenchidas pelas coisas mais bizarras, e cada vez mais cedo, a infância volta a ser esquecida – não trocada por grandes responsabilidades, como na época dos nossos pais (ou avós, acho mais certo). Mas, trocada por um mundo que só os instiga a ser cada vez mais adultos, sem mesmo saber o que isso significa ao certo.

  • Csouza Edson

    Bella,achei seu texto bem bacana…eu particularmente sou contra essa lei.
    Talvez seja pelo fato de que eu tenha dois irmãos que”tocam o terror” e muitas vezes é necessário esta ´palmadinha´ para que eles venham a entender que já estão passando dos limites e que já está na hora de parar. Apesar de sempre tentar resolver da melhor forma, ou seja, sem a ´palmadinha´, eles não dão a mínima então é necessário medidas de força maior.
    Eu sou um grande admirador do trabalho dos pedagogos, parabéns por ser uma dessas pessoas e parabéns pela paciência.

  • Guilherme

    Nem li as respostas do Gitti mas certo que ele deve concordar com a lei (Brincadeira irmão haha).

    Sobre essa lei, antigamente a religião determinava a lei e ordem moral; hoje em dia são os “psicólogos”.
    Qual das alternativas foi a mais eficiente?

    Governo Lula e o PT querem implantar o comunismo no Brasil, isso só um cego não vê. A lei é absurda e não vai vingar (minha opinião); e a maioria dos pais criam “reizinhos” e não filhos hoje em dia.

    Apesar de uma mulher escrever no Papo de Homem, gostei do texto; muito bem escrito!

    Um beijão para a autora!

  • Radamanto

    “Uma educação baseada no diálogo, para a promoção de uma cultura de não-violência na nossa sociedade, seria a base deste projeto de lei.”

    Você vive no mundo real?

    • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

      Eu e todos os decentes professores deste Brasil varonil, prazer.

  • Radamanto

    Acho que esse fenômeno de os legisladores normatizarem os aspectos mais íntimos da vida do cidadão deveria ser melhor estudado pelos psiquiatras, ou ninguém percebe que daqui há algum tempo o sujeito para ir ao banheiro precisará peticionar isso?

    Chamar bicha de bicha, negro de negro ou puxar a orelha de uma criança sarna hoje é delito. Com o Estatuto do Torcedor virou crime uma torcida xingar a outra. Esses pais é de um boiolismo marxista ridículo, com apoio generalizado da massa pseudo de intelectuais doutrinados ideologicamente. Por isso não me admiro com textos assim.

    • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

      E não sou politicamente correta. Mas gosto do diálogo antes da palmadinha. Se seu filho estivesse na minha sala de aula, tudo bem se eu desse uns puxões de orelha nele?

  • Dalton

    Hmmmm…
    Acho que a maioria do pessoal que tanto fala a favor é que trabalha com crianças, ou seja, seu horario de estresse/relaxamento está com as crianças.
    Diferente dos pais, que tem que se estressar no trabalho e AINDA cuidar de suas crianças.
    Como o colega lá em cima disse: quantos que aqui comentam são pais pra poderem dizer alguma coisa?

    Essa lei é uma coisa falha que só servirá pro governo tirar ainda mais dinheiro do povo.

    Triste…

  • alexmamed

    Debatendo o tema com colegas do trabalho (todos da área jurídica, Promotores de Justiça inclusos), teve um que saiu-se com essa pérolo:

    “A distãncia entre a palma da minha mão e a bunda do meu filho manda eu! Não vai ser governo algum que irá se meter nisso”!

    A discussão pegou fogo, tal qual por aqui, mas o fundamento tem sentido: a Constituição assegura a inviolabilidade da intimidade e da vida privada.

    Não se trata de afirmar que nossos filhos são objetos ou coisas. Reconhece-se que são pessoas, e como tais, também tem direitos assegurados, inclusive já disse aqui que as punições na atual legislação são mais que severas para os pais que cometem abusos.

    Como pai, sou CONTRA A LEI. Penso que o Governo trouxe o assunto a tona apenas como factóide pois a sucessão presidencial está polarizada entre a candidata da situação e a oposição, e que focalizar os temas mais importantes do país traria prejuízos ao Governo.

    Um exemplo: o modo enviesado do Governo desviar dinheiro do Tesouro Nacional, via BNDES, para emprestar a frigoríficos e empresas telefonicas, descumprindo a Lei de Responsabilidade Fiscal, e sem autorização do Congresso Nacional, pois tais emprestimos não constam do Orçamento da União.

    Juro que não quero trazer o debate político pra essa espaço. Mas é que há questões tão mais graves e onerosas para o país, que o governo “inventa” de reapersentar um projeto sabidamente que já mofa nas gavetas da Câmara dos Deputados. Além disso, veja as enrascadas que o governo brasileiro vem se metendo em nossa política externa!

    Esse projeto da palmada é igual ao aborto, ao porte de armas etc. Há teses e argumentos para ambos os lados e quando se traz temas dessa envergadura, certamente é porque estão tentando desviar o foco de algum rolo grande!

    • Marcão, macho-alpha++

      Prezado,

      você sim, se aproveitou do assunto pra trazer debate político para esse espaço. E muito mal! Ou você acha que o governo inventou essa lei ontem? Ou você acha que ele pagou pros jornais, portais, etc para darem destaque? Ou ele pagou pros deputados e senadores votarem nessa semana? O governo não trouxe nada como factóide. Se alguém fez isso, foi a mídia golpista que você se alimento que inventou. Esse assunto é tão irrelevante que só um blogzinho chulé como o PdH pra se importar.

      Tu entrou pra criticar, sem trazer nada além de regurgitação midiática, o governo. Uma paulada no BNDES e outra na política externa. Chamamos isso de mão-de-gato. Diga-se de passagem, a política externa deste governo é moderna, independente e ousada.

      Quer criticar alguma coisa do governo Lula, critique a omissão e covardia na política econômica de enriquecer banqueiros e dar migalhas pras questões sociais.

      Att

      Marcão, macho-alpha++

  • alexandre zamboni

    bater em criança? seja uma palmadinha ou um monte de porrada é tortura!!! e lugar de torturador é na cadeia. Geralmente a criança não sabe o por quê de apanhar, a visão de mundo dos pequenos é completamente diferente da de um adulto. Segundo os Índios Guaranis, que jamais batem em seus filhos, o mundo é das crianças, o trabalho é dos adultos e a história (ou estória) é dos velhos. Penso que é uma boa filosofia. Para quem se interessa sobre este assunto, violencia e disciplina, vai uma sugestão; leiam Vigiar e Punir, de Michel Foucault. Aposto que muitas barbaridades (de barbarie) que foram ditas acima serão repensadas!!!
    bom find a todos e todas

    alexandre

  • http://profiles.yahoo.com/u/T32ACTQRNJRGJO73D2VJ3S43PA felipe augusto

    A palmada é uma solução tão paliativa quanto esta lei. É como se fosse uma “palmadinha” na bunda dos pais.

    Não importa se o filho não come brócolis ou toma umas palmadas de vez em quando. A questão é como devemos ensinar valores como dignidade, respeito e humildade.

  • http://www.twitter.com/brunocartaxo Bruno Cartaxo

    Exato Henrique,

    Quando falei que as pessoas amadureciam muito rápido era exatamente sobre esse aspecto que você citou. As crianças amadurecem para se tornarem adolescentes cedo demais e prolongam essa fase para a idade adulta. Por isso tem uma parte que disse “É impressionante a quantidade de pessoas com mais de vinte anos, que estão até no mercado de trabalho, porém se comportam como eternos adolescentes irresponsáveis e inconsequentes.”.

    Acredito que o problema esteja na educação como um todo, não uma fase em específico. Como a infância é a primeira fase da vida de alguém, os problemas começam desde já, e vão se estendendo no decorrer da vida. Como se amadurece (vira-se adolescente) cedo demais, as crianças perdem muito rapidamente essa fase e mais tarde terão que compensar, na forma de adultos temperamentais e egoístas como você bem falou.

  • Ramon Távora

    Meu comentário nem saiu… :( nem a resposta da Isabella…

  • http://dedentrodefora.blogspot.com/ MarianaMSDias

    Larissa, o mais engraçado é que são justamente esses pais que não querem se engajar que legam à escola o “serviço sujo” de educar seus filhos! Eles acham que a escola tem a obrigação de passar um ensino de qualidade, que a criança tem que aprender, e que tudo o que dá errado nunca é culpa deles!

    Me impressiona como alguns simplesmente 'lavam as mãos' quando tudo dá errado. A culpa é, geralmente da professora (a primeira algoz) e depois da escola, dos colegas, do outro… qualquer que ele seja!

    E temos crianças sem responsabilidade pelos seus atos, sem limites, sem escolha…

    Eu acho que a educação dos pai, já vem tarde… Me impressionam comentários como o do Dalton: “Diferente dos pais, que tem que se estressar no trabalho e AINDA cuidar de suas crianças.” Oi? Como assim? AINDA cuidar das crianças? Quem quis filhos? De quem é a obrigação? AINDA? Isso é o principal, amigos!

    Ou deixaremos pequenos monstros para as gerações futuras?

  • Pablo Fernandes

    Ramon,

    Qual foi o comentário que você fez?

  • Lilla

    Respondendo a tua pergunta: eu. Meus comentários estão na primeira página. Sou mãe de uma menina de 3 anos e posso garantir que o tapa não é uma opção adequada de educação. Nas duas ocasiões em que perdi o controle, eles não foram eficientes. É muito mais fácil bater. Você não precisa pensar em nada, se questionar de onde vem a atitude que a criança está demonstrando, é só encher a mão e despejar o estresse, as frustrações e ainda contar com uma muleta moral: estou educando. É mais cômodo também já que não é necessário você se trabalhar também. Pois além de imitar comportamentos, a criança tem uma percepção apurada e se você não estiver legal ela percebe (mas não entende) e reage tentando chamar a atenção.
    Diga-me, quantas crianças de 3 anos que você conheça comem brócolis, couve-flor, cenoura, beterraba, couve em folhas, cebola e abóbora e sente prazer nesses alimentos? A minha filha come. E não precisei de tapa, agressão ou ameaça para isso. Com criatividade, conversas e dedicação (exemplos – os adultos também precisam apreciar) isso é possível. É amigo, educar com consciência dá muito mais trabalho.

    P.S: agora ela mesma brinca (antes de comer) com os pedaços de brócolis e couve-flor dizendo que está comendo a floresta do lobo onde ele se esconde da Chapeuzinho Vermelho.

  • alexmamed

    “Chamamos isso de mão-de-gato. Diga-se de passagem, a política externa deste governo é moderna, independente e ousada.”

    Ousada mesmo a politica externa: PERDEU EM TODOS OS FORUNS INTERNACIONAIS!!! ahuehauehuahea. A busca insana por uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU levou o país a perder o respeito na diplomacia internacional. É motivo de piada!

    E tem uma coisa: essa balela de que Lula é respeitado no mundo, não passa de outro FACTOIDE. O mundo respeita mesmo é o Brasil, enquanto potencia democrática e econômica!

    Você parece machão-alfa esconido!!! Aposto que é da PTrulha que fica o dia inteiro vasculhando a net em busca de quem ousa discordar de sua santidade o Lula!!

    Se o PDH é “blogzinho chulé” como vc diz, o que tu anda fazendo por aqui? vai ti catar,e aproveitar seus ultimos dias de pulha grudado no serviço público!

  • alexmamed

    Até pedi desculpas por trazer o debate político. Não foi minha intenção.

    Dou o assunto por encerrado, reservando-me o direito de manifestar minhas opiniões no espaço apropriado!

  • http://twitter.com/danilopingado Danilo Freire

    Então depois de 1 dia e 161 comentários, apareço.

    Eu confesso que não tenho opinião formada sobre o assunto, mas posso dizer uma coisa: nunca fui convencido de que o castigo físico é maléfico e/ou contraproducente.

    Há pessoas que apanharam na infância e cresceram normalmente, sem quaisquer problemas psicológicos para além das neuroses que todo humano tem e nem se tornaram pessoas violentas etc e tal. On the other hand, há pessoas que não apanharam e se tornaram adolescentes/adultos extremamente problemáticos.

    Eu, assim como o Dr. Health e outras pessoas que aqui postaram, apanhei quando criança; levei tapa, chinelada (e a variante chinelada voadora, técnica ninja rs), cintada, e acho que de vara também, mas não tenho certeza. Falando assim parece que apanhei bagarai, hehehe, mas não, foram apenas algumas vezes em que eu acredito ter merecido. O ponto é: amo meus pais, não sou violento etc. e tal.

    Não existe nada efetivamente conclusivo que aponte o castigo físico como causador direto e determinante de certas disposições psíquicas (é claro que me refiro a coisas moderadas, seja lá o que isso significar, e não a espancamentos gratuitos).

    Seja como for, acho a medida estranha. Aqui no Brasil (e acho que é uma tendência mundial) para tudo é preciso uma lei; essa inflação legislativa me preocupa sobremaneira, principalmente quando se trata de ingerência estatal no âmbito das relações privadas.

    A ver no que dá.

  • Pablo Fernandes

    Só aceitei mais esse comentário para pedir aos dois que foquem a discussão no tema do post. Assim evitamos qualquer tipo de conversinha e ficamos realmente focados no que interessa nesse post.

  • Pablo Fernandes

    Alexandre,

    Não vou aceitar o seu outro comentário. Não estou fazendo censura ou qualquer coisa do tipo. Quero apenas que não há mais bate boca desnecessário nesse post.

    A discussão de vocês não estava acrescentando em nada ao tema do artigo. Peço que se forem discutir, que seja sobre o assunto. ;)

    Marcão, você está enganado. Deixamos de ser blog há muito tempo, meu caro. Somos um portal agora.

  • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

    Parabéns, Lilla. Li todos seus comentários por aqui, adorei.

    Certamente uma palmadinha seria mais simples, mas você escolheu o caminho mais difícil… E o melhor, convenhamos. Afinal, dar palmadinha todo almoço para que a criança coma deve ser perturbador… Para ambos!

  • Marcão, macho-alpha++

    Pablo,

    pra mim tanto faz, pode cortar/censurar/bloquear quem você quiser. Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Gente desvirtuando/manipulando/definindo os rumos do “debate” (se que existe algum) já tem aos montes, inclusive à revelia da autora.

    Att

    Marcão, macho-alpha++

    • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

      Marcão, uma beija!

  • http://twitter.com/danilopingado Danilo Freire

    Um adendo:

    Eu não discordo da lei, na sua essência; discordo é da forma, penso que essa é uma decisão que cabe aos pais. A legislação já dá conta dos casos descontrolados.

    A minha dúvida quanto à validade ou perniciosidade, isto é, se é um método pedagógico eficaz ou se é algo ruim e contraproducente, permanece e é sincera. Particularmente, na dúvida, decido em favor do réu (deus, preciso me desdireitizar): não usar castigos físicos; e se um dia eu tiver filhos é assim que pretendo proceder, até porque, válido ou não, apanhar nem era gostoso! rs

    Quanto ao texto, agradou-me, está muito bem escrito. ^^

  • Edson

    Bella, eu ão concordo com a lei, pois as vezes é necessário que sejam tomadas medidas mais “drásticas” com as crianças, pois elas muitas vezes nos tiram do sério, concorda?
    E eu admiro os pedagogos e a paciências que eles têm com as crianças, tudo bem que nem todos tem muita paciência mas a maioia sim.
    Parabéns pelo texto.

  • http://profiles.yahoo.com/u/GKFMTD3TXJGM4KSDM4RN4HP444 Osmar

    Foi difícil ler o texto todo, muito repetitivo. Considero uma discussão totalmente acadêmica, uma palmada dos pais é importante sim no momento certo. Como é importante a criança saber que os pais estão no comando.

    Quem defende a tese antipalmada nunca deve ter criado um filho.

  • Pablo Fernandes

    Ok.

    Bom final de semana, velho. ;)

  • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

    Sugiro que você procure nos comentários as mães que por aqui passaram e disseram não bater para educar. E pergunte se o mundo delas é cor de rosa.

  • Ramon Távora

    Isabella Ianelli wrote, in response to Ramon Távora:

    “Acho que mais do que palmadas, ensinar as crianças sobre causa e consequência valeria mais para a educação.”

    Concordo, Ramon. Palmada não é garantia de limites, é preciso que a gente entenda. A criança precisa entender que fez errado e isso a gente faz através de ações, diálogos, exemplos etc. Palmada é a solução mais simples.

    Link to comment: http://disq.us/iukrk

    Ramon Távora wrote:

    Concordo com todo mundo que diz que é perca de tempo, a lei está aí só para não fazerem o que realmente é necessário. O post tá ótimo! Mas tenho de dizer que não dá pra não observar que os meios da educação estão constantemente mudando, e ainda não se encontrou uma nova tradição. A geração que veio a pouco tempo e vem agora não está caminhando pra formar cidadões exemplares. Pense em uma criança que você conhece e diga se ela não é mimada, indisciplinada, e cheia de mordomias. Acho que mais do que palmadas, ensinar as crianças sobre causa e consequência valeria mais para a educação. Valeria mais fazê-las batalhar pelo que elas desejam. Como foi dito, os Pais não tem discernimento e capacidade de agir com diálogo e sem violência. Então a palmada se torna a única forma de “tentar” educar.

  • Matheus Farage

    [E importante lembrar que criança não é burra. É muito mais inteligente do que muita gente. Eles usam de chantagem pra todo lado. Com essa lei eu não vou me impressionar quando alguma criança falar pro pai depois que fizer alguma merda: "você não pode me bater! É lei!".

    Acredito que a maioria aqui já leu aquele VEEEEELHO texto sobre mães 'más'. Bom, é o que falta hoje em dia, e com essa lei vai faltar mais ainda. Criança não sabe dialogar. Pode parecer pejorativo mas não é: criança é que nem um cachorro, você impõe limites e se ele passa disso, você puni. O fato é, não vai espancar o moleque se não é idiotisse mesmo. Conforme a criança vai crescendo as punições vão sendo alteradas também, lógico.

    Eu entendi o foco dessa lei. Não é pra atuar em famílias felizes, onde crianças felizes vivem com pais felizes e todo mundo é feliz. O real foco dela é em casas onde o pai espanca a criança, bate na mulher, enche a cara todo dia e volta a repetir. Crianças que brigam na escola porque pais batem exageradamente nos filhos, esses papos assim. Apoio a lei nesse sentido, mas ela se faz inútil pois ja existem leis que cuidem disso.

    Minha vida toda fui criado a porrada, mas conforme cresci isso diminuiu muito. Todas os meus amigos que não foram criados assim, que era sempre no diálogo são mimados e acham que tem liberdade e “maturidade” suficiente pra fazer merda. Mas quando aperta pro lado deles voltam a ser criancinhas.

    Bom, não sou a favor dessa lei pois um tapa educativo cria limites e educa sim!
    Abraço

  • Leonam Silva

    O governo está completamente errado. Antes de questionar COMO estamos criando os nossos filhos, eles deviam se preocupar com QUEM estão tendo filhos.
    Como o Jack Holland acabou de dizer, esse liberalismo está nos levando ao fim dos tempos.

    Essa criação moderna – do diálogo aberto – funciona muito bem nas entrevistas de psicólogos e sociólogos. Mas sabemos muito bem que na prática, é impossível você impor autoridade e respeito ao seu filho apenas sorrindo e passando a mão na cabeça dele toda vez que faz uma tolice.

    Os valores estão invertidos. Esses mesmos filhos mimados são aqueles que constituem família cedo sem nenhuma condição de criar os filhos e vão morar na casa dos pais. Não possuem responsabilidade porque nunca foram cobrados, e se acomodam.
    O papel do governo deveria ser de criar campanhas para o Planejamento Familiar e Profissional dos cidadãos. “Tenham famílias somente quando alcançarem estabilidade e responsabilidade”.

  • http://twitter.com/j7ndm Jessé Nunes

    O que eu ia falar o Jack já falou, só acrescento que discordo que o bater seja uma forma de respos “não-adulta”. Acredito que seja uma válvula de escape para que o adulto faça ser entendido pela criança, já que é um padrão mais natural e simples.
    É claro que não sou a favor de em tudo dar uma surra na criança, mas uma palmada bem moderada pode dar algum freio.

  • bizareli

    Concordo contigo em vários pontos, Isabella, e parabéns pelo texto. (não é comentário puxa-saco, relaxa! rs)
    Lá em casa, sempre fui disciplinado quando pequeno, mas meus pais faziam questão de me explicar o que estava acontecendo, porque eu estava sendo disciplinado e como isso seria feito. E foi assim que eu cresci, me formei enquanto pessoa e tenho certeza de que recebi a melhor criação possível. Por isso, mesmo que tenha recebido algumas palmadas, não guardo rancor nenhum; pelo contrário, os amo muito, me preocupo mais com eles que comigo mesmo.
    E tenho certeza de que não erraram agindo assim comigo. Exatamente porque a disciplina não era dada a esmo, e sim acompanhada de explicação e apenas em último caso.

  • http://hcalves.tumblr.com Henrique

    Dr. Health,

    Sim, violência contra QUALQUER pessoa é crime. Acontece que, culturalmente, a violência contra a criança em específico é interpretada de maneira diferente pelo senso comum.

    Ao colocar que é proibido o castigo corporal por extenso na Lei, você não abre espaço para interpretações. A moral e os costumes, a própria sociedade cria e altera com o passar do tempo, a Lei é só uma ferramenta de “tirar uma foto” do pensamento da sociedade e colocar isso por escrito.

  • http://hcalves.tumblr.com Henrique

    “Se o presidente Lula quer colaborar para a propagação de uma nova maneira de educar, beleza, esse deveria ter sido um dos seus planos de governo. O que não se pode fazer é retirar uma das muletas da educação deste país sem colocar nada no lugar. Resta ao presidente perceber que será necessária muitos anos e um verdadeiro PAC para que isto ocorra.”

    Cara, porque todo assunto polêmico, automaticamente, envolve falar do Lula (ou qualquer que for o presidente no momento)?

    Será que o povo sabe que não é o Presidente quem propõe, redige ou altera os textos das Leis?

  • http://hcalves.tumblr.com Henrique

    “A discussão pegou fogo, tal qual por aqui, mas o fundamento tem sentido: a Constituição assegura a inviolabilidade da intimidade e da vida privada.”

    Bixo… assim, essa história de “vida privada” eu já ouvi pra justificar marido batendo em mulher também. Hoje em dia já não existe mais aquele moralismo militar de que “a família é sagrada” e de que o homem, por ser o único provedor de recursos dentro do lar, pode fazer o que quiser sem ser denunciado.

    Achar que bater ou não no filho é uma decisão que só diz respeito ao ambiente do lar tá dentro da mesma mentalidade defasada. Antes de ser seu filho, aquela pessoa é um cidadão. O lar não é um pequeno feudo onde você reescreve o que é aceitável ou não. Há um contrato implícito quando você vive sob as asas do Estado, e isso inclui sua família e sua casa.

  • Vitor Lourenco

    Eu costumava trabalhar em uma casa de festas infantis. Fiz isso por cerca de 5 anos e quando leio o argumento “o filho é meu e eu faço o que quiser” começo a pensar “e se o filho não fosse seu?”. Sim, pois nesses 5 anos lidei com mais de 30 crianças por festa e as vezes mais de 100 por dia e nenhuma delas era filho meu.
    Nesse tempo trabalhei com crianças sem parentesco algum comigo e é claro que eu não tinha permissão para bater nelas. Então ao invés de bater, eu e meus colegas precisávamos resolver os problemas de outra maneira. Da maneira mais difícil, fazendo a criança pensar.
    É interessante fazer com que a criança entenda o motivo de estar errada e não simplesmente a faça pensar “levei tapa então estou errada”. Mas isso é muito trabalhoso, cansativo e não é simplesmente porque uma pessoa nasceu com órgãos genitais que ela tem vocação para educar uma criança.
    Aqueles que desenvolveram a capacidade de educar sem bater foram muitas vezes educados desta maneira. E é essa a intenção da lei, criar uma geração que saiba educar sem bater.
    Fui educado sem apanhar dos meus pais e não por isso me tornei mimado. Trabalho desde os 14 anos por vontade própria, assim como minhas duas irmãs. Mas sou contra à lei pois a considero muito subjetiva.
    O que é uma palmada criminosa? Como diferenciar uma palmada criminosa de uma qualquer? E um beliscão? Como fiscalizar? E a minha privacidade? E quem irá ensinar aos pais dessas crianças como educa-las?…
    Essa lei vai acabar não dando em nada.

  • Guilherme

    Sim, como nosso Estado super poderoso que supre nossas deficiências em todas as áreas; principalmente a do SUS por exemplo… nem preciso dizer que fui irônico.

  • Guilherme

    Você se preocupa com o filho dos outros? os sustenta? dá educação a eles? fica com eles quando estão doentes?

    Há vários contratos que o Governo não cumpre (por exemplo o primeiro artigo da constituição), por que eu deveria cumprir? Só um alienado que nunca foi para Brasília para achar que qualquer governo se preocupa com a população, hahaha desculpe mas só rindo mesmo.

  • Bruno Eduardo

    Apanhei quando era criança,mas porque aprontava muito.Pois atravez de nossos pais,começamos a perceber que quando fazemos algo de errado,tera suas consequência.Tenho um amigo que seus pais o criaram sem palmadas,somente na falando “não pode isso e aquilo” ,quando eles não o que ele quer ,se tranforma querendo quebar as coisas.Ou acham bonito um filho dar um tapa na cara do pai ou mãe.Acredito que muito pais querem deixar pra escola ensinar a educação para o filhos,a escola não vai fazer este papel cabe aos pais.De uma olhada ao redor e veja como são essas “crianças” de hoje,sou da epoca que crianças não se entrometiam em conversa de adultos.Tenho 25 anos,se não fosse meu pai que tivesse me dado uns corretivos,estaria perdido.Lembra quando o pai só da uma olhada ou dizia aquela frase “Em casa agente Conversa”.

  • larissacampanholi

    Guilherme, entendo seu ponto vista.
    Bom, eu não espero um Estado super poderoso. Acho até que o nosso Estado é razoavelmente paternalista, sabe? Infelizmente, esse paternalismo não é lá uma coisa mto interessante quando está alicerçado no mais puro e conveniente assistencialismo e pouca promoção do ser humano (muita dependência do Estado).
    De qualquer forma, talvez deva ser assim até que o povo tenha força pra andar mais com suas próprias pernas, para se organizar mais.
    Que o Sus precisa urgentemente de uma revisão profunda, não há dúvidas. O problema é mais adminstrativo do que econômico- acredito.
    Mas não é por isso que novas questões sociais (sim, educação não é um tema muito social) não possam nascer e serem postas em pauta.
    A Lei, como outros comentários aqui mto bem disseram, é mais para lançar um olhar sobre a questão da educação sem uso da violência.
    Acredito muito que, sabendo que não podem bater em seus filhos, os pais buscarão outras formas de educar. E tudo isso pode trazer para o assunto EDUCAÇÃO a atenção que ele merece, não só do Estado, mas de cada pai, mãe e cada cidadão.

  • http://hcalves.tumblr.com Henrique

    “Você se preocupa com o filho dos outros? os sustenta? dá educação a eles? fica com eles quando estão doentes?”

    Com certeza. Os impostos que eu pago custeiam a merenda na creche deles, a escola deles, o atendimento médico deles…

    “Há vários contratos que o Governo não cumpre (por exemplo o primeiro artigo da constituição), por que eu deveria cumprir? Só um alienado que nunca foi para Brasília para achar que qualquer governo se preocupa com a população, hahaha desculpe mas só rindo mesmo.”

    Você pode argumentar quanto a eficiência do que cumpre o Estado, mas isso não muda a teoria de como funciona o Estado de bem-estar social que vem tentando ser implantado desde a nova constituição.

    Se você acha tudo isso, deveria estar cobrando ao invés de lavar as mãos. Pra mim, o alienado é você.

  • heloisafr

    Não pude deixar de repetir isso: “Precisamos primeiro educar os pais, para que eles possam educar seus filhos” .. nosso governo, como sempre, ataca o problema e não a causa.. lamentavel

  • Luara

    O interessante da lei é que ela também determina que o governo crie programas de educação aos pais. Tanto que a puniçao ( como toda punição) é educativa, não envolvendo a princípio a privação de liberdade. Logo a lei tem por objetivo também educar os pais inegavelmente.
    Ainda não tenho opinião formada sobre o assunto, apanhei bastante, e já maior de idade ainda ganho palmadas. Tenho muito respeito pela minha mãe e plena noção do que é certo ou errado.
    Nunca fui humilhada nem nada do gênero por conta das surras.
    Porém, acho complicado distinguir a violência moderada da imoderada. Até que ponto pode bater? Até quando é educativo e não traz danos?
    Poderiamos deixar a cargo dos pais, que teoricamente deveriam ter consciência desse limite… mas não é o que acontece, uma infinidade de pais ultrapassam esse limite.
    Se deixassemos “no óbvio” o que é leve e o que é “violento” , não seriam precisas leis como a maria da penha, afinal o óbvio é que um marido não deve bater na sua esposa, não há nada educativo nisto.
    A lei toca nos valores morais consolidados socialmentes, logo sempre trará polêmica.
    ACHO que todos concordam que o abuso de poder por meio da violência grave deve sim ser punido, mas como sempre, pode-se mensurar este abuso? Já que a proibição total e muito menos a HIPOTÉTICA liberação total não parecem capazes de atingir os objetivos traçados.

  • AC_Gomes

    Essa lei tira os pais da confortável zona de exigir as coisas pela força, descendo o cacete caso alguem contrarie sua opinião/vontade e os obriga a pensar em modos de educar os filhos.

    Parabéns ao governo por propor uma mudança tão importante na defesa dos direitos dos mais fracos.

  • http://www.facebook.com/guilherme.augusto.sg Guilherme Augusto

    Parece não estar clara à maioria a distinção entre disciplina e abuso. Novamente, alguns casos isolados de abuso levam à proibição de qualquer prática de disciplina mais “severa”. Certa vez eu comprei numa quitanda uns tomates que tavam estragados. A única solução racional deve ser a proibição da comercialização de tomates! Lamentável a freqüência com que isso acontece.

  • alexmamed

    Meu caro, a questão não se cinge ao contrato social.

    Inclusive faz parte do contrato social (COnstituição) que o governo deve respeitar os limites da intimidade e da vida privada ( Tá lá no art. 5º, inciso X), o que não é pouca coisa.

    Não estou a defender a intimidade como forma de acobertar condutas criminosas. O ques não aceito é a forma que o governo procura se intrometer na vida da gente. Sou pai de tres filhos e dou sim palmada,e já se vão, 17, 14 e 10 anos bem saudáveis e felizes. Também peguei minhas palmadas e nem por isso carrego essas frescuras que psicologos costumam atribuir à palmada.

    É minha opinião, e voce não precisa concordar, que a palmada é pedagógica sim para impor limites. Quem não quiser que não dê palmadas em seus filhos. O que não aceito e virem dizer como criar os meus.

    Partindo do princípio que voce defende, o governo terá direito de dizer o que vou comer no almoço (a fim de que eu goze de boa saúde); quantas vezes poderei transar, quais ambientes posso frequentar, o que posso ler (a fim de que eu goze de boa saúde mental), o que posso assistir na TV etc etc etc. É aí que mora o perigo. Eu não abri mão da minha prerrogativa de cidadão (direito natural que contrato social algum pode suprimir) de levar minha vida da forma que melhor me convir!

    Minha defesa intransigente é exatamente de que o governo tem o DEVER de cuidar daquilo que lhe delegamos: saúde, educação, segurança, etc que, apesar de pagar elevados impostos, somos obrigados a pagar tudo novamente: plano de saúde, escola particular, segurança privada.

    Escrevi anteriormente que a legislação atual já é extremamente severa para coibir os abusos e condutas criminosas contra crianças. tentar coibir a palmada é desviar o foco de assuntos mais urgentes do país! Lembra-se do desarmamento? pois é… esse tipo de coisa não é o governo quem deve decidir.. é a sociedade!

    Da minha família, cuidamos eu e minha mulher! Não há nada de retrogrado em defender a familia. Se voce defende tanto o contrato social, deveria lembrar do art. 226 da Constituição.

  • Valdomiro Ribeiro

    Simplesmente o ato de “bater para educar”, muitas vezes é necessário pela falta dos pais ao educar a criança.
    Eu fui um dos muitos aqui que apanhou quando criança e nem por isso me tornei algum adolescente rebelde ou sequer prejudicou a minha maturidade.
    Porém também tenho amigos que nunca sequer levaram um tapinha e do mesmo jeito são bem sucedidos.
    A maternidade/paternidade exige muito dos pais e por isso tem que ser uma fase MUITO bem planejada nas nossas vidas.
    Se houver dedicação na educação dos filhos não precisará nenhuma lei que nos ensine a criar a nossa prole.
    A educação através do medo já foi a muito tempo, precisamos ensinar às nossas crianças o verdadeiro valor do respeito.

    Ótimo post,

    Abraço

  • http://twitter.com/TabaCruzFilho Tabaquara Cruz Filho

    Talvez a Isabella não leia meu comentário por já terem se passado 200 deles, mas eu queria dar os parabéns pra ela pelo texto! De verdade!

    Agora, como aluno de Direito, eu penso que a lei é um meio desproporcional do governo tentar controlar a violência física (grande como surras humilhantes ou pequena como palmadinhas ou pequenos beliscões) dentro das residências brasileiras. Por que? Porque nós aceitamos, como sociedade, palmadas e afins. Uma lei dificilmente muda uma sociedade assim sem mais nem menos.

    Na minha opinião, uma campanha pública como a que se faz com o uso da camisinha seria bem melhor para o governo passar a mudar o comportamento das pessoas.

    Ah, e eu fui criado com palmadas sim. Me ajudou, mas não só porque eu apanhava, mas porque meus pais me pegavam pela mão e me ensinavam o que é certo e errado. Mas admito que eu sei dar “peitaço” em muita gente abusada que acha que pode tudo por ai porque já tomei palmadas, e sei que precisa muito mais que isso pra me dobrar. Enfim, palmada NÃO é limite, mas não acho que seja a pior coisa do mundo. Apenas acho que é muito melhor os pais sentarem e conversarem todos os dias e participarem da vida dos filhos!

  • ROBERVALARRUDA

    Bruce TROLL!

  • Rick Maciel

    Tenho minha opinião formada sobre esse assunto, acho errada esta lei.
    Claro, tem pais que não só batem como espancam e humilham.
    Eu apanhei, mas nunca fui humilhado. Meus pais conversavam bem mais do que batiam, mas as vezes eu confesso que nem eu mesmo me aguentaria, as vezes eu merecia.
    Agora, o que deveria ser de fato implantado é uma educação diferente para todos, porque o filho não tem culpa de apanhar de um pai bêbado, por exemplo, mas o pai que apanhou as vezes também não tem culpa de ter um filho que sempre desrespeira e fala mal com os pais.
    Enfim, acho errada a lei, mas é um bom tópico para discussões e o texto está ótimo.

  • Caio Cobra

    “Pois se ainda não conseguimos defender seriamente as crianças vítimas de grandes abusos domésticos, como vamos controlar cada palmada dentro de casa?” – Esse seu último argumento foi o mais inteligente que já vi sobre o assunto, Isabella. Nem sei se você vai responder, mas eu fiquei com umas coisas entaladas pra dizer à respeito das crianças.

    Quem já sequer trabalhou com crianças sabe de uma coisa: elas são perversas, implicam de propósito, não sentem culpa das coisas que fazem. E pra disciplinar uma criança assim, muitas vezes a mamãezada recorre a um tapa. Efetivedade alta, aceitabilidade baixa.
    Você falou que dialogar é a saída. Nesse método (falando em âmbito nacional) eu acredito MENOS ainda. Você deve saber, Isabella, que dialogar e argumentar com uma criança malcriada é absurdamente difícil, porque tendemos a ser racionais nos nossos argumentos, e as crianças não. Vão reclamar em cima dos próprios valores delas, sobre o mundo que elas vêem que em nada se parece com o nosso. A criança não vai querer saber que é cheio de vitaminas e ferro e faz bem pra saúde dela; brócolis é ruim e ela não vai querer comer. E se ela tiver que gritar e espernear e jogar os talheres no chão pra não comer, pra ela tudo bem. Conversar não vai adiantar.

    Não estou dizendo que não dá pra fazer, porque dá. Só não é uma possibilidade viável pra todos os pais, principalmente os mais humildes, de vida difícil, analfabetos funcionais e etc. Se alguns adultos não conseguem nem conversar com outro adulto, como vão conversar com crianças, difícil do jeito que é? Dialogar tem aceitabilidade alta, mas efetividade desprezível.

    “É preciso que esta cultura da não-violência se instaure e seja entendida e abraçada por todos. Precisamos primeiro educar os pais, para que eles possam educar seus filhos.” Ponto pra você.

    Pra finalizar, tem uma coisa que funciona bem, pelo menos costumava funcionar. O castigo inteligente. A chantagem, a privação. “Se você não fizer isso, não vai ter aquilo”. Acho que esse é o mais equilibrado dos dois. Porque aí, como pais, poderíamos impor nosso poder, fazer a criança pensar por si própria, sem precisar tentar discutir nem bater.
    “Porque não” é resposta, sim.

  • Scr1pt

    Bom, quando criança apanhei bastante da minha mãe mas nem por isso cresci um cara problemático, certo que eu e minha mãe dpois dos meus 18 anos tínhamos desentendimentos mas cada fase é fase, ela me educou e deixou que a vida me educasse tb, não a considero uma megera e não tenho menos respeito por ela só pelo motivo de ter me batido quando eu cometia maus atos . Depois que psicologos e pessoas de opiniões passaram a falar como educar as crianças sinceramente não vi melhora, qualquer coisa a criança agora é taxada com problemas psicológicos e etc … Uma vez ao estar na casa de um familiar meu, eu peguei um pote de nescau do meu sobrinho para fazer um pouco para eu beber , a criança viu, me criticou alegando que o pote de nescau era seu e todos me taxaram como o errado , pensei “se fosse na época que eu era criança, minha mãe me faria comer todos os potes de nescau que haveria dentro de casa só por eu não querer compartilhar” . Hoje com todas essas viadagens as crianças crescem mimadas e mentalmente fudidas .

  • luka

    Acho legal chamar a atenção para alguns pontos: como eles pretendem fiscalizar essa lei? Hoje, crianças que sofrem de violencia continuam sob tutela de pais agressivos, pois o estado não tem meios de, como deveria, tomar conta das crianças.

    Como as penas serão aplicadas?

    Outra muito importante, citada, é que as pessoas confundem palmada com limite. Eu observo muitos pais que simplesmente fazem tudo o que seus filhos querem, até chegarem a seu limite de tolerancia. Eu vejo que por parte de alguns é medo de serem tiranos e não amados, outros parece até preguiça de lidar com o pequeno (sim, porque educar é um trabalho gigante, mimar não). Alias, as pessoas confudem também firmeza com rispidez ou maus tratos.

  • Lilla

    Eu também adorei o seu texto. Você sabe expressar um olhar crítico de uma maneira equilibrada, leve, dinâmica, bem fundamentada, tão contundente em chamar o pessoal à reflexão que por si só já instiga uma mudança de postura. Não dá pra ler esse texto e ficar parada. Eu tentei dar a minha contribuição narrando a prática desta ideia de estimular outras alternativas ao método de educação arcaico que herdamos de nossos pais. Não que esse método estivesse errado, de certo modo era o que havia no tempo deles e provavelmente o que melhor se enquadrava para aquele momento. Contudo, os tempos mudaram desde a época em que nossos pais tinham vinte ou trinta anos para a época atual. Eu diria que a ciência e a tecnologia deram um salto quântico de lá para cá (internet, celular, redes de comunicação velozes e abrangentes, globalização, inclusão digital, redes sociais, células-tronco, mapeamento do DNA, clonagem, reciclagem…). Mudanças estruturais na sociedade aconteceram, até mesmo a história do Brasil à época da Colônia e Império está sendo revista (aquilo que aprendi sobre Plantation não servirá para minha filha) da mesma forma não poderia ser diferente com nossas relações. O mundo mudou (ponto).

  • Eric

    Antes de comentar sobre o artigo, decidi ler o projeto de lei.Claro que está embasado em estudos, reflete a tendência de países civilizados; se alguém ler, vai pelos menos ter que admitir que tem lógica.
    Uma das passagens do texto, dentre outras obviedades, é “(…) Exigir, sem o uso de força física, moderada ou imoderada, que lhes prestem
    obediência, respeito e os serviços próprios de sua idade e condição”.
    De fato, acho que é consenso que todo pai ou mãe equilibrado usa o castigo físico como último recurso para conseguir respeito.Digo, bater é algo que vem após o aviso, a atenção chamada.
    Quando o projeto de lei incita uma coisa bem óbvia para dizer a todos, fica subentendido que alguém do poder legislativo está condenando um costume amplamente difundido na sociedade, e quer enquadrá-lo numa lei que o regule.Mas, ao mesmo tempo, insulta nossa inteligência, como a dizer que quase sempre se mete a mão na boca da criança ,numa adversidade, que não há diálogo, não há acordo entre pai e filho para se definir o que é certo ou errado.
    Por causa de pais relapsos, incapazes de prover educação no lar (talvez porque lhes falte miolos para tanto), toda a sociedade escuta de cabeça baixa um sermão de quem deveria se preocupar com problemas maiores, com as verdadeiras atrocidades contra as quais as famílias conscientes tentam alertar seus filhos.
    Por outro lado, a lei parece ser tão inofensiva, de cunho excepcionalmente psicológico, queparecer ter mais poder moral do que de punição.E isso é de certa forma bom, porque onde houver um lar equilibrado e provido de educação, a lei nunca será empecilho, mas pode ser que surta efeito onde os pais são inseguros,fracos(questionável, mas é preciso esperar pelos resultados).A lei acusa estoicamente a promoção de violência de qualquer tipo, talvez como forma de se eximir do encargo de explicar quais os níveis de violência intoleráveis.Falar alto, segurar a criança pelo braço, não vale?Então o que é certo, a retórica mansa de um adulto perante uma criança mimada e , pior, ciente da “impunidade”?
    Isso é papo de quem adere às idéias radicais, como “violência é ruim” e “paz é bom”.É fácil achar algo intolerável, degradante, e querer cortar o mal pela raiz como forma ignorante de resolver problemas sem ao menos raciocinar no que está sendo feito.Contudo, para os adeptos dessas concepções ultracorretas, falta lucidez e discernimento pra entender que tudo deve ser adequado à ocasião.
    Manter o respeito na casa, por meio de diálogo e ,se necessário, o uso indesejado da força é muito mais compatível com a realidade do que um lar onde reina o pacifismo, ou melhor, a passividade de pais que não controlam os filhos, e nutrem um sentimento não mais de dever em educar sua cria, mas o desejo de se manterem omissos.A obrigação de transmitir amor, zelo e noção de realidade se transforma em fardo, principalmente porque quem está no comando da situação são indivíduos que não respondem pelo que fazem e cuja experiência ainda não lhes mostrou que há muito pior por aí.Ignoram os pretensos defensores dos oprimidos que uma generosa parcela de estupidez, delinqüência e corrupção no mundo está atrelada a indivíduos que tiveram uma péssima educação de berço, e reagem à sociedade ora com violência gratuita e irracional, ora com ações impensadas que se repercutem na vida de pessoas de boa moral e conduta.

    Essa lei nos fazer reponder pelos “outros”, pelos que falham na educação dos filhos.A aprovação da lei é um atestado que os políticos envolvidos dão de que nosso país não tem competência para discriminar, dentre sua população, quem são os infratores verdadeiros; antes prefere destacar que todos temos parte nisso.E no entanto, não define a culpa, só se ocupa de radicalismos :”qualquer castigo”, “conquistar respeito sem uso da força”, expressões que soam bem para ouvidos incautos, mas em verdade revelam a incapacidade de se informar o real problema que se quer combater, que é a violência gratuita, sem aviso prévio, acionadas por homens e mulheres desequilibrados e que não têm competência de impor limites por meio de diálogo.

  • Camila

    Bater não é sinônimo de educar. Acredito que isso tenha sido um consenso por aqui.

    Porém, algumas pessoas pensam que a palmada pode ser UM DOS instrumentos usados na educação dos filhos. Eu sou uma delas. Não sou mãe, mas posso dizer que ajudei a criar alguns primos mais novos e sou professora.
    O que percebi na minha experiência, é que algumas crianças e adolescentes conseguem entender e respeitar limites apenas a partir de uma conversa, com a explicação da situação e das possíveis consequências de seus atos. Porém, outras crianças não conseguem: precisam que os adultos estabeleçam limites mais rígidos, com algumas punições, como algum “castigo” – por exemplo: ficar sem assistir TV, sem computador, sem brincar por um determinado tempo.
    Para um terceiro grupo de crianças, no entanto, nenhuma das alternativas citadas acima são efetivas. São necessários outros meios para mostrá-las de que estão no caminho errado. Um deles pode ser a palmada. Não o espacamento. Óbvio!!! Às vezes, é uma forma até de chamar a atenção da criança, em euforia (como no caso da pirraça no shopping, como foi citado), para que preste atenção em você e te ouça.
    Por outro lado, sabemos também que nem sempre a palmada funciona, pois, nesses casos, os pais apesar de baterem, não impõem limites, não definem regras e, principalmente, ameaçam outras formas de castigo, mas não cumprem o que dizem. Assim, a criança entende que os limites podem ser rompidos…
    Portanto, acredito que uma educação efetiva se dá quando os limites e as regras são bem definidos e os pais (ou educadores) não voltam atrás em sua decisão de alguma punição; ensinando realmente aos filhos que tudo na vida tem limite e que há consequências para todos os atos. Nesse caso, a palmada pode ser um recurso muito pouco – ou nada – utilizado. Mas eu, particularmente, não a descartaria como um último recurso na educação de meus filhos.

  • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

    Caio,

    Concordo com o que escreveu: sem bater é mais difícil, nem todos têm paciência etc. Crianças são implacáveis… Mas acho que vale a tentativa. Aprender a lidar com a manha, a birra, privá-la de certas coisas, fazê-la “pagar” pelo que cometeu… Fazer com que suas ações tenham consequências e por aí vai mais mil métodos no estilo do programa “Supernanny”… hahaha.

    E, para mim, “porque não” também é resposta. Tem que ter diálogo em tudo, mas a criança tem que entender que a palavra final é do pai e da mãe.

  • Nay Ped

    A Orestes resumiu bem o texto, ele é dialético, e tudo tende a alguma coisa. Ela tem direito de opinar, e nós de divergir. Sou estagiária de pedagogia, trabalho com crianças de seis anos e confesso ser um trabalho como qualquer trabalho que se preze, dá trabalho, afinal este é o fim com que eu acordo todos os dias pra trabalhar e estudar, enfim a Isabella já acendeu a luz no fim do túnel, é preciso paciência, acredito que as pessoas estão acostumadas com tudo tão instantâneo que desacostumaram a dialogar pacientemente, e não existe violência mais ou menos maléfica que a outra, todas deixam traumas, e não agir mal porque foi travado numa infância remota é agir bem sem um fim humano sadio,e eu ainda acredito na sinceridade dos sentimentos e dos atos. Muitos justificam a violência porque : “eu apanhei e sou cidadão de bem hoje, e conheço muita gente com a mesma história” e as pessoas que apanharam e que não tem a mesma história mas você não conhece, elas não contam?. O bom é que aqui possamos discutir não a opinião da autora acerca do tema, mas que nós discutamos o tem, isso é bem mais saudável.Obrigado pelo espaço que vocês dão, é bom que tenham lugares onde podemos pensar e discutir todos os assuntos que constituem a vida humana.

  • Renata

    O que significa que você, enquanto criança, dependia de uma porrada pra entender alguma coisa.
    Estranho isso né?
    Eu só precisava de explicação mesmo…

  • http://www.facebook.com/naninha Ariana Mendonca

    Nossa, há quanto tempo não comentava por aqui, minha vida de vestibulanda de medicina acabou detonando minha vida de leitora de blogs, rs…

    Booom, eu sou mãe, então achoq ue tenho algum embasamento para poder opinar sobre o assunto.

    Como criança, não apanhei, não vou dizer nunca, mas em raras ocasiões, tipo merda muito grande, ou bater nos meus pais… conto nos dedos as vezes.. e me considero uma pessoa correta, honesta e de bom caráter, na maior parte do tempo, rs, afinal, sou apenas humana…

    E como mãe, opto por não bater… utilizo métodos de castigo, cadeira do pensamento e muuuuuuuuuita conversa e acho eficientes… claro que minha filha tem muitos pontos a serem corrigidos, mas é como a Isabella citou, é um exercício diário de paciência… quando ela era menor (hoje ela tem 3 anos), era muito mais difícil… imagine-se falando NÃO para um bebê de menos de um ano mais de 1000 vezes, toda vez que ele fazia algo que não deveria… mas… depois das 1000, ela parava de fazer, simples assim! Hoje eu mesma fico impressionada com o poder do diálogo, ainda que o efeito não seja imediato, ainda que ela esbraveje ou faça um pouco de birra, depois ela assimila e vira pra mim e fala: não precisa chorar, né mãe, é só pedir por favor… rs (sorry, ams acho minha pequena incrível, hehe)

    Mas o engraçado nisso tudo é o seguinte: eu meio que criei meu irmão mais novo, que hoje tem 12 anos, eu tenho 24.. e bati nele… atualmente ele anda numa fase pré-adolescência terrível demais,como estamos morando com nossa mãe agora, pela primeira vez na vida pra mim, pelo menos, a situação está ainda pior, pois ela é completamente omissa nos comportamentos dele e não corrige nada, não pune, talvez por querer se redimir por não ter morado com ele durante alguns anos… e hoje mesmo eu quis jogar uma panela na cabeça dele, rs, mas ainda assim, tenho provas anteriores de que a conversa vai bem mais longe que uma palmada…

    Daqui a 20 anos conto como minha filha se desenvolveu, rs.. pois infelizmente não há como garantir resultado algum, com qq um dos métodos.. só acho importante, qualquer seja o meio que se use para educar crianças, que tudo sej muito bem explicado, como já dito aqui, que as vias do diálogo sempre estejam abertas, pois prefiro que minha filha sinta que pode sempre conversar comigo sobre tudo, do que ser uma menina super educada, nunca desobedecer ninguém, mas super fechada, daqueles tipos que tem praticamente uma vida dupla,e os pais são totalmente alheios à isso…

    Abçs :)

  • http://twitter.com/Amanajeh André

    Saraivada de aplausos pra autora do texto. Achei impecável =]

  • http://twitter.com/Amanajeh André

    Saraivada de aplausos pra autora do texto. Achei impecável =]

  • Convidado

    Quando cria-se alguém com rédea solta demais, no futuro esse algo tem MAIORES chances de fazer merda.
    Olha a quantia de piá de merda fazendo besteira por aí!
    Aposto que umas chineladas na idade certa teriam corrigido.

  • ademar

    quem disse que palmadas na bunda é crime?então isto não é disciplinar?então vamos ter que pensar muitas vezes antes de colocar uma criança no mundo,ter filho nessas condições,nem pensar.aliás pensando assim filho é =cadeia.

  • Mallu

    Não sou a favor de bater,mas,umas palmadas de vez em qdo resolve sim.Levei muitas chineladas e varadas,mas,aprendi a ser uma pessoa honesta ,correta e respeitadora de meus pais.hoje tenho 4 filhos adultos ,de bem com a vida,descentes e responsáveis,os quais ñ neguei umas palmadas qdo precisaram.Eles concordam tb.,apesar de ser amorosos com meus netos.

  • cristal

    corcodo com essa lei codo era pequeno meu pai nunca me bateu minha mae me partia demais eu fica com odeio dela tanto que esta indo para psicologo hj eu ainda eu sinto odeio por ela poquinho mas pais faz isso filho vai criar mas odeio do pais poder ter peder amor por eles .

  • Tsubaki

    Essa lei deveria ser mais conhecida, eu apanho constantemente e sou humilhada pela minha própria mãe!

  • James Sawyer

    Como um governo movido a CPI’s quer falar algo sobre educação familiar???

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