Pagar a conta: manual de conduta com amigos e mulheres

Gustavo Gitti

por
em às | Cabana no PdH, Dinheiro, Listas e guias


Almocei com dois amigos, pedimos pratos e bebidas de valores equivalentes e então veio a conta. Enquanto conversávamos, vi que um deles foi até o caixa e voltou com a carteira na mão. Em vez de pagar a terça parte, ele pagou exatamente o que consumiu, acho que dois reais a menos.

Para que essa cena não se repita, resolvi escrever o que tenho como estatuto implícito dos acertos de contas informais.

Em vez de regras e exceções, meu “manual de conduta” é composto por apenas sete princípios ou postulados, dos quais se derivam todas as possíveis ações dignas de respeito.

1. Oferecer nos deixa mais felizes do que receber.

Generosidade é melhor do que mesquinhez. Não precisamos sequer raciocinar para entender isso. Portanto, após um jantar com uma mulher, por exemplo, para agir com essa lógica do presente, do oferecer, evite dividir pois aí ninguém oferece o jantar pra ninguém.

Se você vai a uma peça de teatro com um casal de amigos e está à frente na bilheteria, uma possibilidade é pagar para sua namorada e para o casal também, como uma forma de gentileza. Se a peça for boa, ela será como um presente seu para eles, desde que você recuse o acerto de contas, claro. O sorriso que vem desse simples processo é delicioso.

"Olha, botei 3 reais a mais. Vocês ficam me devendo, ok?"

2. Rachar a conta cria uma experiência de parceria.

Se você paga a conta do jantar, surge uma sutil sensação de débito que pode ser explorada sexualmente pelo casal.

Se você racha, a experiência é de parceria. Não tem nada errado, mas o mais adequado é deixar essa experiência surgir em contas maiores, como se ambos estivessem construindo uma história juntos, dividindo os custos de uma viagem para a Europa que nenhum sozinho conseguiria bancar, por exemplo.

3. Cobrar é desnecessário assim como é de bom gosto insistir em acertar o que foi oferecido.

Digamos que você peça um livro caro para um amigo trazer de outro país. De acordo com uma atitude gentil, cabe a ele lhe entregar o livro sem cobrar. E cabe a você propor o acerto, pedir a conta bancária ou oferecer a grana para quitar a dívida.

Não faz sentido ele cobrar, assim como não faz sentido você não propor o acerto. Desse modo, com uma postura que se dispõe à generosidade, ambos tem a liberdade de quitar ou de operar segundo a lógica do presente:

“Que isso, cara! O livro é seu, sem drama, você me paga em putas depois, beleza?

A exceção surge nos casos em que o devedor é um belo de um esquecido ou um pilantra, aí cabe enfrentar esse padrão e ajudá-lo a se liberar.

4. Amigos racham a conta igualmente, ignorando pequenas diferenças.

Nada mais lamentável do que uma mesa de amigos fazendo contas ao fim de uma noite num bar. Na dúvida, rache. Se houver alguém ou algum casal que consumiu um absurdo a mais de bebida e comida, aí sim cabe fazer bem as contas.

"Galera, eu só tomei suco de melancia, eles nem cobraram, to indo nessa!"

5. Contar dinheiro limita nossa experiência.

O dinheiro é um meio que encontramos para fazer as coisas se movimentarem mais facilmente no mundo. Sempre que paramos para focar nisso, estreitamos o momento, perdemos o olho naquilo que é importante.

Não precisamos de muito dinheiro para viver. Por isso, se possível, é melhor não encanar com dinheiro. Se sua amiga pede um perfume do free shop, não custa nada dar o perfume e dizer “Que isso!” quando ela vier perguntando quanto foi. Se você convidou seu amigo para um papo rápido num bar, não custa nada pagar também. Se compra um berimbau e curte o trabalho do cara, por que não pagar um pouco a mais? E assim vai…

Se for dividir os custos de uma viagem com sua mulher, evite colocar as coisas no papel. É perda de tempo. Pague o que puder, deixe outras coisas com ela, e pronto. Vamos todos morrer em breve, lembre-se.

O mundo fica mais simples quando você não fica contando moedinhas. Sem falar que as pessoas se tornam muito mais generosos e gentis com você também.

Ainda que você seja um pé rapado sem troco algum, o presente estatuto se aplica, só muda a proporção. Dá para ser generoso com pouco, assim como dá para ser bem mesquinho com muito.

6. “Pagar a conta” pode ser vivido como um jogo amoroso.

Se o homem paga por obrigação de ser fodão ou se a mulher exige, ambos perdem a liberdade de oferecer, de brincar com esses jogos sociais todos.

Se o cara sabe que a mulher pode pagar a conta, pode dirigir, pode reservar o hotel, pode comprar passagens, mas ele prefere se antecipar apenas por prazer (assim como se antecipa pra chamar o garçom ou pra puxar a cadeira), não há machismo algum pois a mulher não é reduzida ou diminuída.

Esse mesmo cara não tem essa regra do “sempre”, então ele é livre para abrir espaço para a autonomia, para o desejo e para a impetuosidade feminina também. Ambos não fazem dessas questões um dilema do tipo “Qual é o certo?” ou transformam tudo numa lista de exigências. Eles apenas brincam com esses referenciais e possibilidades.

Todas as três vezes que minha namorada pagou o jantar foi em um clima de tiração de sarro, algo do tipo: “Aqui tá filmando isso? Eu vou publicar amanhã no seu blog um relato!”. Esse é apenas o nosso jogo, há vários. O importante é o homem não se sentir diminuído quando não pagar e saber lidar com isso com um sorriso no rosto, não vinculando sua potência à grana.

"Pronto. Que mais você quer que eu faça só porque você pagou o jantar ontem?"

7. A generosidade suprema é deixar que o outro seja generoso.

Seria egoísmo querer sempre ficar na melhor posição, na mais estável e feliz, a de oferecer. Sem falar que isso custa demais e criaria um padrão, uma identidade, uma obrigação de manter alguma espécie de imagem positiva para os outros.

Estimular a generosidade do outro, ser o espaço, ativar o espírito gentil nos outros, é isso que também oferecemos. É a forma mais elevada de generosidade: não tratar as pessoas como se elas precisassem de algo nosso (material ou não), não vê-las como seres carentes de algo, mas como seres que tem muito a oferecer.

Pedir, não cobrar ou exigir, é um ato de generosidade. Fora que nos ajuda a superar o orgulho.

É de acordo com esse postulado que digo: não deixe o dinheiro ser um obstáculo. Às vezes queremos muito participar de um evento, por exemplo, e abandonamos a ideia quando vemos o preço. Conversar, oferecer algum trabalho ou até dizer “Olha, quero muito ir, mas só posso pagar isso” funciona bem mais do que imaginamos.

O estatuto é aberto… Sugestões?

A ideia é conversarmos um pouco mais, ouvirmos outras visões, experiências, e depois fecharmos um manual mesmo (em imagem ou PDF, não sei), pra você mandar para aquele amigo sem noção ou para lembrar sua mulher do quanto você é gentil e ela muitas vezes nem percebe.

Abraço!

Este post é resultado de nossas práticas, diálogos e treinamentos na Cabana PdH. Quer entrar no Dojo?
Gustavo Gitti

Quase professor de TaKeTiNa, baterista sem bateria, meditante que não medita, ex-bolsista de dança de salão, ex-estudante de filosofia e ex-solteiro. É editor do PapodeHomem, autor do Não2Não1, colunista da revista Vida Simples e caseiro da Cabana PdH. No Twitter: @gustavogitti.


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138 comentários

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  • Michell

    Eu diria que a questão de pagar a conta é simples bom senso.

    Se a diferença entre pagar o que cada um pediu ou rachar tudo for realmente pouca coisa, por exemplo, 1 real, ser o cara mesquinha que quer pagar esse 1 real a menos só vai ficar feio pro seu lado. Agora há de se ter cuidado com aquele malandro (todo mundo conhece um) que adora esses grandes grupos pra consumir coisas mais caras ou em maior quantidade, e é o primeiro a dizer ‘vamos rachar igual!’ quando chega a conta. Pior ainda, ainda pode lhe xingar se vc não quiser aceitar. Chorar por 1 real é feio, mas ninguem é trouxa pra ficar bancando os excessos dos outros.

    Já aconteceu comigo certa vez de sair num ‘double date’ com um amigo e 2 garotas num barzinho, e na hora de pagar, testemunharmos uma indiferença realmente patética das garotas. A questão não era que queríamos que elas rachassem, mas sim a simples falta de tato em oferecerem uma ajuda. Isso leva a questão fora do contexto agora, que nem vou aprofundar, mas que algumas garotas se passam por modernas e independentes, mas apenas quando lhes convém.

    Se todos tivessem realmente bom senso, a hora de pagar a conta não seria problema nem levaria a situações chatas.

    • Alexandre

      Pode crer!
      Uma vez saí com uma garota e levei ela num bar. Enquanto eu tomei todas ela só bebeu dois sucos porque ela não tomava bebidas alcoólicas. Na hora que eu pedi a conta ela se levantou e foi no banheiro para não ter que pagar.
      Eu, que nem tinha pensado em dividir a conta, fiquei muito incomodado com a atitude dela.
      Se ela tivesse ficado na mesa eu teria pago a conta inteira e teria saído com ela denovo, mas o fato dela fugir de uma conta que não chegava a R$10,00 me deixou muito puto e nunca mais saí com ela. Não pelo valor, pela atitude!

  • Lucian Cruz

    Ótimo post Gitti. Volta e meia nos deparamos com amigos sem noção.
    Têm aqueles também que gostam de usar táticas para fugir repentinamente da conta, como uma ligação urgente,reuniões,bebedeira. E várias outras.Fora aqueles caras que são tão mal-acostumados que saem sem grana de propósito para não pagar nada. Afinal ele ta sem dinheiro mesmo.São vários tipos.

  • Anônimo

    Isso é mais do que dinheiro, fala de cortesia, estratégia amorosa e sacanagem! Muito bom.

    Tava rachando a conta com os amigos uma vez, e pedi 25 centavos emprestado, pois vi que o meu amigo tinha a moeda ali na mão sobrando. Fui atendido no empréstimo, e ainda tive que ouvir: “FICA NA RESPONSA” meio que: “Eu vou lembrar disso, então é bom não esquecer de me pagar”. Sacanagem seria pouco pra descrever isso.

  • Anônimo

    Isso é mais do que dinheiro, fala de cortesia, estratégia amorosa e sacanagem! Muito bom.

    Tava rachando a conta com os amigos uma vez, e pedi 25 centavos emprestado, pois vi que o meu amigo tinha a moeda ali na mão sobrando. Fui atendido no empréstimo, e ainda tive que ouvir: “FICA NA RESPONSA” meio que: “Eu vou lembrar disso, então é bom não esquecer de me pagar”. Sacanagem seria pouco pra descrever isso.

  • http://twitter.com/czanchetta Celso Zanchetta

    Experiência própria, já fiz duas viagens grandes com amigos( Atacama e Ushuaia de carro) e apesar de ninguém fazer as contas na ponta do lápis acabávamos registrando os gastos para saber quanto de gasolina/hospedagem/cerveja havíamos gasto. No fim da viagem a diferença do que cada um tinha gasto era completamente desprezível. Coisa de menos de 10% do valor total da viagem.

    E com isso não rolou estresse de contar moedas no fim de cada noitada.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      História exemplar, Celso!

  • http://twitter.com/duna_knox Duna

    Tenho bom senso, quando amigos não estão em uma situação financeira tranquila, me avisam “ah, não posso ir porque não tenho dinheiro”, ofereço, ou mesmo mudo os planos para algo mais em conta, caso perceba que eles não vão se sentir bem. Não vou deixar de ver e me divertir com um amigo por causa de dinheiro se no dia posso pagar. Afinal, como digo para eles, um dia eles terão, e talvez eu não.

  • http://twitter.com/fabioloezer Fabio Loezer

    Muito bom Gitti.

    Especialmente o passo N° 5. Sempre pensei dessa maneira, nunca compartilhei. Sensacional !

    Abraços.

  • marina

    Quase sempre divido as coisas com o meu namorado, como não trabalho e às vezes a proposta é sair ‘para ir à praia ou dar uma volta’, levo merrecas de dinheiro, se ele muda de assunto e vamos gastar dinheiro e eu não o tenho puxo logo o: – pago com o corpo da próxima vez, tá?
    mas na boa e de brincadeira, o que pode gerar ótimas risadas depois, mas homens, na boa, tá? No pressure.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000193465218 Lucas Lacerda

    Isso aconteçe comigo direto!
    Se todos as pessoas lessem esse post, a situação desagradável iria ser diferente! Essa leitura tinha que ser obrigatoria!

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000193465218 Lucas Lacerda

    Isso aconteçe comigo direto!
    Se todos as pessoas lessem esse post, a situação desagradável iria ser diferente! Essa leitura tinha que ser obrigatoria!

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000193465218 Lucas Lacerda

    Isso aconteçe comigo direto!
    Se todos as pessoas lessem esse post, a situação desagradável iria ser diferente! Essa leitura tinha que ser obrigatoria!

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000193465218 Lucas Lacerda

    Isso aconteçe comigo direto!
    Se todos as pessoas lessem esse post, a situação desagradável iria ser diferente! Essa leitura tinha que ser obrigatoria!

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000193465218 Lucas Lacerda

    Isso aconteçe comigo direto!
    Se todos as pessoas lessem esse post, a situação desagradável iria ser diferente! Essa leitura tinha que ser obrigatoria!

  • http://twitter.com/marcoaafonso Marco Afonso

    Bom senso e amizades que valham a pena são ótimos para garantir uma noite agradável… :)

  • Braulio Langer Fernandes

    Já saí com gente que insistiu em dividir centavos. realmente fica mto feio e desgastante no final da noite ter q ficar dividindo quantias minimas. Eu entendo que todos somos estudantes e pobres, mas também nao precisa exagerar.

    porém ja aconteceu de sair com outros grupos de amigos e ocorreu totalmente o inverso. lembro de uma vez que a conta chegou à mesa nas maos do garçom e todo mundo foi jogando notas de 20$ pra pagar, e na hora que eu fui dar minha parte fiquei totalmente sem graça ao ver que todo mundo tinha pagado a conta e eu acabei nao contribuindo com nada. e a mesa era composta em sua maioria, de mulheres; ou seja, eu como homem me senti um pouco diminuido com isso.

    minha mae sempre me falava uma coisa muito certa. a gente nunca deve insistir pra pagar uma conta que alguem quer gentilmente oferecer. recusar por educação tudo bem, mas, como ela diz — e eu concordo –, ficar insistindo pode fazer a pessoa achar que vc ta menosprezando ela passando uma imagem de querer se auto afirmar mostrando que vc tem dinheiro e nao quer ‘esmolas’.

    isso me fez lembrar que eu tô devendo uma cerveja pra uma amiga da minha namorada… fiquei sem graça quando ela ofereceu, mas eu tb não ia recusar, né?!

  • Marcello

    Ótimo post, viivo do outro lado, trabalho em bar e restaurante a 10 anos, o que ja presenciei de momentos como estes…. são incontaveis. Ja vi um casal parar na frente do restaurante o rapaz falar assim: “Tem couvert, eu tenho o meu e você tem o seu?”
    Situações como essas são muito curriqueiras no dia a dia de quem trabalha com isso, outra situação muito comum que agora presencio é a seguinte: em uma mesa 4 “amigos” batendo papo, o que me deixa espantado é que cada um pede a sua cerveja e fica 3 ou 4 garrafas e cada um paga a sua. Me pergunto se estão juntos batendo papo e são “amigos” por que isso?
    Sem contar os que levam papel e caneta e anotam tudo que estão consumindo e no final ficam fazendo a conta do total do papel.
    Sou adepto do sentou sorriu dividiu, quando estamos entre amigos, quando é uma saida com uma mulher acho que o mais cortez é o homem pagar a conta toda, claro que com o passar do tempo a mulher pode pagar a conta sem problemas.

  • http://www.facebook.com/people/Rodrigo-Caparelli-Chicoli/100000583321660 Rodrigo Caparelli Chicoli

    Na minha viagem de formatura, dois anos atras, eu e meus dois amigos que foram comigo fizemos uma coisa realmente muito boa, no primeiro dia da viagem, cada um deu uma quantia (acho que 200 ou 300 reais) e colocamos tudo no cofre do quarto
    sempre quando a gente tinha que comprar alguma coisa, saia pra beber, pra balada ou qualquer outra coisa, a gente pegava o dinheiro dessa caixinha! Era como se não tivesse dono, tava ali para ser gasto! Ninguém cometeu nem um exagero de gastar muito mais que os outros, e quando queria comprar lembranças ou coisas do tipo, pegava o dinheiro que não era da nossa “vaquinha”.

    Foi uma ótima viagem, sem se preocupar em dividir as despesas no final!

    • Anônimo

      é cara,tens dois amigos e é uma quantidade enorme nos dias de hoje.

  • Awneubauer

    fazia tempo que estava faltando um texto desses. Simples, concreto e objetivo.

  • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

    Eu acho que você tem razão, a sensação que eu tenho de quando as pessoas não ficam contando centavos na mesa é muito melhor. Eu acho que todos as regras são válidas.

  • Gabriel Konzen

    Olha, posso concordar em alguns aspectos, mas pagar a conta como forma de ganhar uma vantagem sexual acho que é jogo baixo. A não ser que o casal seja muito íntimo para levar isso como uma brincadeira, mas imagino que certamente a mulher não vai apreciar uma atitude como esse. ou não?

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Gabriel,

      Sim, é jogo baixo. Falando isso abertamente (brincando) ou não, deixando o clima da coisa. Funciona de qualquer jeito, com sua esposa ou no primeiro jantar / peça / balada / filme com uma garota.

  • http://www.facebook.com/henriquepicelli Henrique Picelli

    Se o cara sabe que a mulher pode pagar a conta, pode dirigir, pode reservar o hotel, pode comprar passagens, pq elas NUNCA pagam? rsrsrs… é fato!

    • http://twitter.com/isadoramorais Isadora Morais

      Oxi, Henrique, eu pago. Sempre que posso, ofereço pra pagar ou dividir a conta quando saio com amigos e ficantes. Antes, quando eu namorava, teve uma época que eu estagiava e o meu ex não, daí eu que convidava, eu que pagava (ele não impunha isso, eu que oferecia); depois ele começou a trabalhar e a gente passou a meio que pagar as contas alternadamente (sem perceber), pra ninguém sair na desvantagem.
      Agora, já passei por uma coisa que achei ridícula. Uma vez fui pro motel com um ficante q era mais velho, já trabalhava e tals, e na hora de pagar a conta ele me pediu dinheiro, e ainda pediu pra eu pagar o jantar, isso pq quem tinha me convidado era ele. Fiquei frustrada pq na época eu tava meio ruim de grana, mas eu não ia negar.
      Enfim. Acho que existem mulheres e mulheres. Aprendi com meu pai e minha mãe a ser gentil com isso sempre que posso e é o q faço.

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        Pois é, Isadora, se o cara convida, não tem jeito, tem de pagar. Eu me fodo porque a maioria dos convites são meus, mas é legal também quando ela acha, ela convida e ela paga. Foram 3 inesquecíveis noites… hahahaha

      • http://twitter.com/isadoramorais Isadora Morais

        Pois é! No momento foi tenso e foi até um dos motivos d’eu boicotar a “relação”.
        E sobre pagar, outra coisa que eu adoro é dar presentinhos.
        Se tô andando na rua e vejo algo que me lembre alguém e que eu posso comprar, eu compro.
        Nada como um agrado inesperado (tanto para amigos como para namorado)!

  • Anônimo

    É uma questão de bom senso! Vamos fazer uma imagem disso ai Gitti :) Sou parceiro de ajudar na edição!

    []s

  • Paulo barbosa de santana

    KkKkkKkk! Galera, quem nunca passou por isso??

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Gabriel,

    Sim, é jogo baixo. Falando isso abertamente (brincando) ou não, deixando o clima da coisa. Funciona de qualquer jeito, com sua esposa ou no primeiro jantar / peça / balada / filme com uma garota.

  • Freelancer

    Sou feliz nesse ponto!
    Meus amigos não fazem do dinheiro um trauma, entre desempregados e vagabundos convictos
    todos se divertem e raramente alguém mesmo nao tendo um real fica de fora!
    excelente texto…

  • http://www.twitter.com/fbergamo Dr Fitness

    Lembro do dia que almoçamos eu, vc e o Gus e esse assunto entrou em pauta. É muito comum, principalmente aqui em SP onde os “colegas da firma” saem para almoçar ou fazer um happy hour.
    Acho que as situações devem ser vistas separadamente uma vez que nem sempre saímos somente entre amigos ou com mulher.
    “A exceção surge nos casos em que o devedor é um belo de um esquecido ou um pilantra, aí cabe enfrentar esse padrão e ajudá-lo a se liberar.” Muitas vezes esse fato passa a ser regra. Já presenciei diversas situações onde o cidadão aproveita que está toda turma junto pra tomar whisky com energético enquanto todos tomam cerveja, e quando vai em algum lugar com comanda individual toma, no máximo, 2 long necks.(item 4).
    Nos itens relacionados às mulheres concordo com vc. Fazer um joguinho de sedução e deixar que ela pague sempre a próxima ou a sobremesa é uma boa.

    ps: Gitti, me avise a próxima vez que vc for pros EUA pra eu fazer minha listinha…

  • Woldermacdowell

    Temos que elaborar esse manual o mais rápido possível, alguns amigos estão precisando.
    Mas pagar ingresso de teatro ou algo mais caro para outro casal que nos acompanha ainda vai levar algum tempo, meu salário não me deixa chegar a este ponto… ainda!

    E o motel? É muita cara de pau pedir para mulher pagar?
    Já acoteceu dela pagar, mas fiquei meio sem jeito.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Ah, cara, se você não tem grana, aproveita para tirar uma. Você pode se achar o gostosão (ela paga, faz tudo e ainda sai satisfeita), você pode dizer que paga um jantar bacanudo depois (ou qualquer merda que ela goste, um presente, sei lá) ou você pode não dizer nada. Tratar como se fosse normal.

      O que eu acho legal é não deixar isso te perturbar ou te diminuir de algum modo. Se acontece, ok, lide com isso, mas dinheiro é só um meio, não deveria ser foco de preocupação. Se ela paga, ok, é esse a situação, aproveite e faça-a esquecer do dinheiro.

      Pense: uma boa viagem, por exemplo, é aquela em que quase em nenhum momento se pensa em dinheiro. Se ela pagar e não pensar nisso, é quase como se não tivesse pagado. O problema é quando ela paga e isso vira uma questão, um foco. Já ouvi isso de mulher: “O foda é que eu ainda pagava tudo”. ;-) Mas isso só surgiu porque rolou uma insatisfação em outro nível.

      Nunca é uma questão de grana, mas grana é uma expressão de outras coisas também, sempre.

  • Victor

    “Se você paga a conta do jantar, surge uma sutil sensação de débito que pode ser explorada sexualmente pelo casal.”

    Cara, me explica essa passagem, por favor!!!

    Se tua namora/companheira/esposa ler isso interpretando da mesma forma que qualquer mortal interpretaria, vc não paga mais nada pra ela (e, pela lógica descrita, tb não a comeria)!!!

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      “Se tua namora/companheira/esposa ler isso interpretando da mesma forma que qualquer mortal interpretaria, vc não paga mais nada pra ela (e, pela lógica descrita, tb não a comeria)!!!”

      Por que você acha isso? Eu já escrevi mais longamente sobre isso no Não2Não1 (o link tá no post) e nunca ouvi reclamação. Pelo contrário, brincamos com essas coisas até hoje. A sensação de débito é super comum com qualquer outra coisa, não só com conta. Eu lembro uma vez que indiquei uma peça, fomos ver, aí depois recebi um email assim: “Agora é minha vez de indicar, prometo estar à altura…”. É uma brincadeira, um jogo, não é algo sério, que existe e é assim e bla bla blá.

      Ah, e eu sempre aproveito pra perguntar para os garçons sobre a estatística do local: se as mulheres pagam mais, se são os homens ou se o mais comum é rachar.

  • Ramon Távora

    Show de Bola o Post Gustavo,
    acho que é só pode ser infeliz aquela pessoa que nunca pagou uma cerveja pra um amigo, não tem nada mais legal do que isso. Passar no mercantil, comprar as cervas e chegar na casa do amigo sem se preocupar com quem vai beber.

    Uma vez eu saí com uma garota pela primeira vez, e ela disse “deixa eu botar no cartão, eu pago tudo!” tá certo, era um sanduiche merreca. eu nem fiz drama. Acabei ficando com ela e foi mil vezes melhor do que se eu tivesse dado uma de MACHÃO!

    Em relação a mulher é muito melhor quando a gente não se preocupa com isso, quando minha namorada quer pagar ela paga, e eu economizo pra gastar com ela depois, seja em motel, presente, ou comida mesmo de qualquer jeito eu acabo saindo no lucro!

    De regra mesmo só penso na seguinte:

    “Não negarás cerveja gelada para amigo liso, salvo quando o mesmo já estiver embriagado”

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Boa, Ramon!

    • http://twitter.com/isadoramorais Isadora Morais

      “De regra mesmo só penso na seguinte:
      “Não negarás cerveja gelada para amigo liso, salvo quando o mesmo já estiver embriagado”"

      Adorei, Ramon! Quando um amig@ ficar “fazendo doce” pra aceitar um convite meu eu vou recitar essa regra! hahaha

    • http://twitter.com/isadoramorais Isadora Morais

      “De regra mesmo só penso na seguinte:
      “Não negarás cerveja gelada para amigo liso, salvo quando o mesmo já estiver embriagado”"

      Adorei, Ramon! Quando um amig@ ficar “fazendo doce” pra aceitar um convite meu eu vou recitar essa regra! hahaha

  • Ramon Távora

    Show de Bola o Post Gustavo,
    acho que é só pode ser infeliz aquela pessoa que nunca pagou uma cerveja pra um amigo, não tem nada mais legal do que isso. Passar no mercantil, comprar as cervas e chegar na casa do amigo sem se preocupar com quem vai beber.

    Uma vez eu saí com uma garota pela primeira vez, e ela disse “deixa eu botar no cartão, eu pago tudo!” tá certo, era um sanduiche merreca. eu nem fiz drama. Acabei ficando com ela e foi mil vezes melhor do que se eu tivesse dado uma de MACHÃO!

    Em relação a mulher é muito melhor quando a gente não se preocupa com isso, quando minha namorada quer pagar ela paga, e eu economizo pra gastar com ela depois, seja em motel, presente, ou comida mesmo de qualquer jeito eu acabo saindo no lucro!

    De regra mesmo só penso na seguinte:

    “Não negarás cerveja gelada para amigo liso, salvo quando o mesmo já estiver embriagado”

  • BrMarcos

    Acho que o ideal é sempre lembrar que o programa, seja um jantar com ela, o chopp com os amigos ou o que vier daquela ideia inusitada em cima da hora, sempre vale mais que uma questão finaceira. O dinheiro é o meio que nós usamos pra conseguir o que queremos, mas sempre meio e nunca fim.

  • Victor

    Concordo com o que foi escrito sobre saída de amigos, realmente contar alguns poucos reais é loucura, deselegante e pode gerar estresses desnecessários, mas vou cair matando em todo o resto…

    Bem, vou ser claro e franco. Se a mulher lutou que nem uma louca pra conseguir o espaço dela na sociedade, sua independência, ganha tão bem ou melhor do que o namarado e depois acha obrigação do cara pagar a conta? QUE PORRA É ESSA??? Caso o casal saia, e se a relação for realmente equilibrada, as contas pertencem ao casal e ponto! Se o cara sempre paga, pra mim, é sinal claro de alguma patologia. Algumas possibilidades: O cara sabe que está com uma mulher que é areia demais pro caminhãozinho dele, então se sente na obrigação de pagar, pra ser gentil e compensar alguma coisa. Outra possibilidade, o cara está com uma tremenda vagaranha, que acha que por dar pro cara e ser gostosa, o cara tem OBRIGAÇÃO DE PAGAR a conta. Enfim, poderia enumerar vários problemas, mas estes dois são os principais.

    Pra mim é uma questão de bom senso mesmo, acho loucura o cara arcar com o ônus de todas as saídas. Se a mulher estiver num situação sensível, claro, lógico e evidente que cabe ao cara entender e pagar tudo o que puder (o que, por experiência própria, eu afirmo que é horroroso pra a mulher…). Do contrário, acho o mais saudável pra ambos dividirem a conta, deixando bem claro que os dois têm exatamente os mesmos direitos e deveres, sem ter que seguir alguma convenção social ridícula (pra mim isso nem existia mais…)

    Sobre a compra de algum produto pra um amigo e acabar presenteando a pessoa. Só faria isso se fosse sincero, alguma amigo que eu realmente quisesse presentear. Não faria disso uma norma, até porque se eu fizesse isto uma primeira vez, com certeza absoluta o meu amigo não me pediria mais este favor, por conta de achar que eu acabaria o presenteando novamente. Acho este tipo de “regrinha” uma tremenda babaquice, forçação de barra de quem faz muito esforço pra dar uma de legal o tempo todo. Só presenteio a quem quero presentear, e não pra “não ficar mal na fita”.

    And, last but not least, e falando novamente no assunto. Cara, pagar a conta da minha mulher pra imaginar algum favor sexual por conta disso? CARALHO!!! Com esta simples dica você acabou deixando bem claro o que pensa sobre pagar a conta pra alguém! Nunca, em hipótese alguma, eu me permitiria sequer aventar/cogitar esta hipótese!!! Não passa pela minha cabeça pagar alguma coisa, fazer uma gentileza, objetivando alguma vantagem futura, ainda mais COM A MINHA MULHER!!! Se for alguma peguete, alguma mulher que peguei na night no mesmo dia, vá lá, acho extremamente válido, se for uma PIRANHA declarada! Até se for uma mina maneira e razoável eu não pensaria nisso…

    E tenho dito!

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Victor, sua interpretação está incorreta.

      Preste atenção no sutil

      • Rafael Riani

        Não sei se foi eu que acabei entendendo errado, mas você e o Gitti não tocaram num ponto. O Victor interpretou errado a questão do “presente ao amigo”. A compra não passa a ser um presente. O que acontece é que ele não é cobrado, cabendo a quem fez o pedido ter o bom senso de acertar a dívida.

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        É isso, Rafael. É toda uma questão de educação.

        Se o cara pediu e você trouxe, pronto, é hora de ele acertar, se manifestar, não de você cobrá-lo. Você espera isso, não age, por puro bons modos. Agora, se o cara é um FDP ou amigão, você chega e fala: “Caralho, me paga logo essa porra”. E pronto, resolvido.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Victor,

      Não escrevi sobre regrinhas, obrigações, seriedades e mentalidade de tirar vantagem. Escrevi sobre brincar com jogos sociais (o lance de pagar a conta é um momento destacado em nosso imaginário, então dá pra brincar com ele logo de cara com qualquer mulher, pois todas tem alguma relação com esse imaginário) e escrevi sobre gentileza.

      A sensação de débito acontece sutilmente, querendo ou não, sempre que alguém paga uma coisa. Você pode ignorar isso com sua meulher, claro, mas eu deixo claro que aproveito com a minha. E isso não é feito de sacanagem, mas JUNTO com ela, pois é uma dinâmica, é algo está lá, é como se fosse uma piscina, não é uma isca ou algo que vai de você pra ela, mas algo que ambos aproveitam pra se divertir.

      Abração.

  • Bobby

    Quando a CIA. é boa eu ofereço. Se estou gostando do papo. (…) Se o cara aceita de primeira suponho que a recíproca não seja verdadeira.
    Normalmente é o cara que escolhe o lugar, o prato..a bebida. Ele é o “homem”, está conduzindo. Na hora do grand-finale …. Sei não, muito corta clima.

    PS: Salvo exceções (há muita mulher folgada sim e se você saiu como uma dessa…), mas normalmente a mulher aceita ser conduzida. Se o cara pede cerveja, ela toma um copo, se pede uma porção, ela belisca. =)

  • Bobby

    Quando a CIA. é boa eu ofereço. Se estou gostando do papo. (…) Se o cara aceita de primeira suponho que a recíproca não seja verdadeira.
    Normalmente é o cara que escolhe o lugar, o prato..a bebida. Ele é o “homem”, está conduzindo. Na hora do grand-finale …. Sei não, muito corta clima.

    PS: Salvo exceções (há muita mulher folgada sim e se você saiu como uma dessa…), mas normalmente a mulher aceita ser conduzida. Se o cara pede cerveja, ela toma um copo, se pede uma porção, ela belisca. =)

  • Victor

    Ah, só um esclarecimento, não divido a conta quando saio com alguma namorada, geralmente eu pago a conta ou ela, acabamos na verdade revezando, aleatoriamente, quem paga a conta…

  • Victor

    Ah, só um esclarecimento, não divido a conta quando saio com alguma namorada, geralmente eu pago a conta ou ela, acabamos na verdade revezando, aleatoriamente, quem paga a conta…

  • http://twitter.com/AlvaroSM Álvaro Marcus

    Excelente seu artigo Gustavo!

    Realmente ser caridoso com os amigos e namorada é bom, lógico que vai do limite de quanto se pode gastar, o que deve ser lembrado é que quem doa, uma hora ou outra recebe.

    Estou até divagando nos pensamentos de Pai Rico e Pai Pobre…

  • Celiobomfim

    Saio com minha namorada e não temos problemas com a conta.
    Qanto estou com grana e a convido pra sair normalmente (não sempre) eu pago a conta, pq soa pra mim como um oferecimento um presente, quanto estou na dureza ou com pouca grana eu falo sem frescuras, “tô sem dinheiro, vc pode pagar?” e poucas vezes deixamos de sair pq um sempre cobre o outro.
    Por vezes ela tb “assume a cabeceira” e pede a conta e paga sozinha o que me deixa feliz tb, cmo um presente recebido, uma saída oferecida por ela.

  • Celiobomfim

    Saio com minha namorada e não temos problemas com a conta.
    Qanto estou com grana e a convido pra sair normalmente (não sempre) eu pago a conta, pq soa pra mim como um oferecimento um presente, quanto estou na dureza ou com pouca grana eu falo sem frescuras, “tô sem dinheiro, vc pode pagar?” e poucas vezes deixamos de sair pq um sempre cobre o outro.
    Por vezes ela tb “assume a cabeceira” e pede a conta e paga sozinha o que me deixa feliz tb, cmo um presente recebido, uma saída oferecida por ela.

  • Reinaldo Lopes

    Bacana Gustavo! Show de bola!

    Já passei por algumas situações opostas… tanto de ter uma namorada que sempre fazia cara de paisagem na hora da conta, como ter namorada que rolavam alguns joguinhos como o descrito por vc…

    Parabéns pelo texto.

  • http://www.facebook.com/alcure Rafael Alcure

    Concordo em partes com o “estatuto”. Mas eu não sou de ficar pagando entrada de cinema para casal não, cada homem que cuide de sua dama e vice-versa. Não sou mesquinho, mas só ajudaria o meu amigo se ele fosse franco e falasse que tá sem grana.

    Eu NUNCA recuso $$$ para um amigo, exceto se essa grana for me fazer uma falta em um futuro breve. Fora isso, não tem motivo. Amigo é amigo na hora da cerveja e na hora da conta também. E sobre pagar conta para garotas, isso tudo depende.

    Eu sou do tipo que convida e arca com tudo, mas com o tempo de relacionamento e a intimidade, não vejo problemas em dividir em alguns casos. A minha dívida com minha ex namorada era paga com outra dívida por parte dela, hahaha. Nunca nos cobrávamos, apenas quando eu tinha, eu pagava e quando ela tinha, ela pagava e quando ambos tinham, ambos pagavam.

    Sem cafonice, sem cobranças, apenas curtição. Não é pq ela está sem $$$ que eu vou deixar ela em casa né? E dinheiro com a pessoa que agente gosta não é gasto, é investimento.

  • http://www.facebook.com/alcure Rafael Alcure

    Concordo em partes com o “estatuto”. Mas eu não sou de ficar pagando entrada de cinema para casal não, cada homem que cuide de sua dama e vice-versa. Não sou mesquinho, mas só ajudaria o meu amigo se ele fosse franco e falasse que tá sem grana.

    Eu NUNCA recuso $$$ para um amigo, exceto se essa grana for me fazer uma falta em um futuro breve. Fora isso, não tem motivo. Amigo é amigo na hora da cerveja e na hora da conta também. E sobre pagar conta para garotas, isso tudo depende.

    Eu sou do tipo que convida e arca com tudo, mas com o tempo de relacionamento e a intimidade, não vejo problemas em dividir em alguns casos. A minha dívida com minha ex namorada era paga com outra dívida por parte dela, hahaha. Nunca nos cobrávamos, apenas quando eu tinha, eu pagava e quando ela tinha, ela pagava e quando ambos tinham, ambos pagavam.

    Sem cafonice, sem cobranças, apenas curtição. Não é pq ela está sem $$$ que eu vou deixar ela em casa né? E dinheiro com a pessoa que agente gosta não é gasto, é investimento.

  • coelho

    post mto bom…
    realmente uma coisa perturbadora é contar moedas… fico frustrado quando o assunto “conta” toma mais que 2 minutos no bar… ja passei por situações onde um amigo estava tomando remédios e preferiu não beber cerveja e todos c ofereceram para dividir o refri dele, situações onde um cara vai pra casa só pra não pagar a conta, e até situações de gnt exigindo moedas. ja paguei 50 reais a mais na divisão com amigos numa conta que passou do esperado, e ja perdi o cartão d crédito em outra cidade onde amigos pagaram para mim… a satisfação que sinto quando no fim dakela noite perfeita o dinheiro não entra em pauta, é proporcional à frustração que sinto quando leva-se mais de 5 minutos para dividir uma conta…

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      É bem por aí, Coelho. Já passei por histórias parecidíssimas.

  • Anônimo

    A galare se revoltou com o joguinho… na boa? Não sabem como funciona a imaginação da mulher, isso é um joguinho bem sutil (como já dito) utilizado por alguns, como é caso do Gustavo, que uma vez ENTENDIDO pelo casal gera bastante excitação. Principalmente para as mulheres que dependem muito da imaginação pra isso. Não é toda mulher que vai se sentir assim nem em qualquer situação.

    Mas tudo bem, não é uma regra. Meu ex sempre pagava as coisas pra mim, porque era uma opção DELE, e quando necessário eu pagava.

    Quanto ao presente, realmente deixa um certo mal estar pois na próxima vez vc fica meio receoso de pedir e parecer que quer ganhar, principalmente se for caro. Mas se isso acontecer o jeito é retribuir com outro presente. É outro joguinho, e bem divertido que no caso de uma amizade colorida pode até ser sexual. Não é prostituição ou coisa do tipo, pois a retribuição é facultativa, neste caso apenas uma desculpa pra ” se divertir”.

  • Gbp-22

    Mt bom! Eu já usava esse manual e nunca soube. rsrsrs. Acho legal a ideia de fazer um manual, principalmente na parte de mostrar pra sua esposa por que ela não se liga o quanto você é gentil. kkk. É bem simples: bom senso. Só. Claro, o manual são os detalhes do bom senso. Mas concordo plenamente com isso. Parabéns!

  • Ere Magalhaes

    Concordo com as propostas, e acredito que esse desconforto na hora do pagamento, ainda acontece de forma desnecessária. Infelizmente existem situações (principalmente entre universitários) em que alguem tenta “dar o migué”, onde outra pessoa é obrigada a bancar uma de chato por cobrar, e outra de ser generoso da vez.
    Em todos os casos, cabe usar o bom senso, senão, indicar o PdH para esses casos perdidos. HAHAH

  • Ere Magalhaes

    Concordo com as propostas, e acredito que esse desconforto na hora do pagamento, ainda acontece de forma desnecessária. Infelizmente existem situações (principalmente entre universitários) em que alguem tenta “dar o migué”, onde outra pessoa é obrigada a bancar uma de chato por cobrar, e outra de ser generoso da vez.
    Em todos os casos, cabe usar o bom senso, senão, indicar o PdH para esses casos perdidos. HAHAH

  • http://www.facebook.com/rodrigo.cambiaghi Rodrigo DAvola Cambiaghi

    Uma vez um sábio me disse: “É mais fácil cobrar favor do que cobrar dinheiro”

  • http://www.facebook.com/rodrigo.cambiaghi Rodrigo DAvola Cambiaghi

    Uma vez um sábio me disse: “É mais fácil cobrar favor do que cobrar dinheiro”

  • Anônimo

    Então, achei muito interessante esse post. Muito mesmo.

    Agora gostaria de um conselho: Tenho um amigo que me deve uma considerável quantia de dinheiro, que foi combinado que seria um empréstimo.

    Isso já faz mais de um ano. Sempre que cobro ele (por mais que não goste de fazer isso) Ele acaba contornando o assunto, dizendo que vai me pagar e acaba enrolando.

    Algum conselho pra esse tipo de amigo mão-fechada saco-froxo?

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Se não for uma questão de vida e morte, tem um lance interessante que pode funcionar, Fabricio.

      Se ele te enrola, é meio porque sabe que você está lembrando disso e que vai seguir cobrando. Então, que tal passar a bola pra ele de vez? Sente com ele, bata um papo, veja como está a vida dele e depois pergunte se ele tem condição de pagar. Diga por que essa grana é essencial pra você, relembre o trato e veja o que é viável pra ele até chegarem num acordo.

      Uma vez acordado, deixe na mão dele, algo assim: “Olha, então é isso. Ficamos acertados que você vai me pagar desse modo, em tantas vezes. Não vou te cobrar mais. Se você não cumprir o trato, sinto muito por você, mas não vou mais perder meu tempo te cobrando”.

      Eu gosto muito da tática de soltar, em vez de tentar controlar. De deixar espaço pra ele avançar em vez de ficar pedindo uma ação e tentando movê-lo.

      E pra você, tome cuidado com empréstimos, principalmente se o propósito não for de grande valor, se for pra resolver alguma dívida pessoal e tal. Nesse caso, às vezes é melhor deixar a pessoa se foder, aprender a se virar, em vez de tentar resolver.

      Depois conte aqui pra gente como resolveu esse lance.

      Abraço.

    • Anônimo

      amigo????

  • Fernando

    Gitti concordo plenamente, principalmente nos pontos em que você diz (implicitamente) que dinheiro é só um meio…. as sensações e as ocasiões são muito mais importantes….

    na boa… na boa mesmo….

    quantas vezes não tivemos uma noite muito mais legal num boteco copo-sujo com companhias especiais (amigos ou mulheres) do que no melhor bar/restaurante da cidade com aquela turma MALA do trabalho/curso que você detesta, mas que acaba se vendo socialmente obrigado a comparecer?

    Na minha opinião isso resume tudo…

  • Fernando

    Gitti concordo plenamente, principalmente nos pontos em que você diz (implicitamente) que dinheiro é só um meio…. as sensações e as ocasiões são muito mais importantes….

    na boa… na boa mesmo….

    quantas vezes não tivemos uma noite muito mais legal num boteco copo-sujo com companhias especiais (amigos ou mulheres) do que no melhor bar/restaurante da cidade com aquela turma MALA do trabalho/curso que você detesta, mas que acaba se vendo socialmente obrigado a comparecer?

    Na minha opinião isso resume tudo…

  • http://www.facebook.com/people/Gabriel-Pombo/100001212494141 Gabriel Pombo

    Uma coisa que eu geralmente faço e geralmente é elogiado é combinar o seguinte:

    Eu pago hoje, a próxima é com vc. N importa o tamanho da conta. “Cerveja se paga com cerveja”, All that stuff.

    Assim evita todo esse blablabla da conta, ninguem tem que contar grana, ninguem tem que dividir nem sacar a carteira, é coisa de 10 segundos e o assunto vai embora em 15. Isso incentiva os outros a terem a mesma atitude eventualmente e abre espaço pra mais saidas deixando implicito que vai ter uma próxima vez.

  • http://www.facebook.com/people/Gabriel-Pombo/100001212494141 Gabriel Pombo

    Uma coisa que eu geralmente faço e geralmente é elogiado é combinar o seguinte:

    Eu pago hoje, a próxima é com vc. N importa o tamanho da conta. “Cerveja se paga com cerveja”, All that stuff.

    Assim evita todo esse blablabla da conta, ninguem tem que contar grana, ninguem tem que dividir nem sacar a carteira, é coisa de 10 segundos e o assunto vai embora em 15. Isso incentiva os outros a terem a mesma atitude eventualmente e abre espaço pra mais saidas deixando implicito que vai ter uma próxima vez.

  • http://twitter.com/gabrielvinicius Gabriel Alves

    Gostei de mais desse manual, para evitar stress desnecessário é melhor o bom senso.

  • http://twitter.com/gabrielvinicius Gabriel Alves

    Gostei de mais desse manual, para evitar stress desnecessário é melhor o bom senso.

  • Tibolla

    Verão passado passei uma semana de férias na praia com mais 4 amigos. Cada um teve o bom senso de que a cada ‘coisa’ que consumíamos era sua vez de pagar, ou rachávamos tudo e assim vai. No final, não contamos moedas e se divertimos pra caralho … sem constrangimentos!

  • Tibolla

    Verão passado passei uma semana de férias na praia com mais 4 amigos. Cada um teve o bom senso de que a cada ‘coisa’ que consumíamos era sua vez de pagar, ou rachávamos tudo e assim vai. No final, não contamos moedas e se divertimos pra caralho … sem constrangimentos!

  • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

    Gitti

    Perguntinha… e qual a norma que você sugere para a conta de motel de um primeiro encontro, considerando tudo o que está envolvido nessa situação?

    Beijo

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Deb,

      Não gosto de pensar em normas. Acho que o cara pode pagar e ser estranho, assim como a mulher pode pagar e ser tudo perfeito. A coisa sempre depende do clima, da interação, do contexto.

      Em geral, eu diria que é o cara que deve pagar. ;-) Isso não envolve ver quem tem mais ou menos dinheiro, mas quem manifesta mais o feminino, que encontra sua posição de valor na entrega, não exatamente na condução. Então a posição masculina acaba sendo a de convidar, penetrar e pagar.

      Mas nem sempre é assim… Eu já ganhei uma noite num motel de aniversário, por exemplo. Não paguei lhufas, mas tive de fazer meu trabalho bem feito, claro. hahaha

      Beijo.

      • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

        Concordo, depende do contexto. Mas de forma geral, vejo muito nas mulheres essa questão que você citou, de um simbólico do masculino x feminino. Isso está na nossa cabeça, queiramos ou não.

        Outro dia estava conversando com amigas sobre esse assunto, e rolou um “Se eu saio com um cara a primeira vez (a pri-mei-ra, veja bem), vamos para um motel e na hora de pagar ele fala em dividir… divido. Mas dificilmente vou sair com ele de novo”. E esclarecendo… essa frase veio de uma amiga super independente, que sempre divide contas com o namorado, numa boa. A questão aqui é mesmo o simbólico. Não é o quem tem mais dinheiro, não se trata de questões de companheirismo, igualdade, modernidade, justiça etc. É o símbolo em que essa ação implica.

        E, como ela bem frizou, isso vale para uma primeira vez (e de um casal que se conhece há pouco tempo). Não para namorados ou para aqueles que já eram amigos, já tinham intimidade antes de rolar alguma coisa.

        Beijos,
        Deb.

      • Bibi B

        Já paguei o motel com a justificativa “eu que estou dirigindo…” [risos]
        A “norma”, pra mim, é: faça o que achar confortável! Vale pra tudo na vida =]

        Fantástico texto Gitti, parabéns ;-)

  • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

    Gitti

    Perguntinha… e qual a norma que você sugere para a conta de motel de um primeiro encontro, considerando tudo o que está envolvido nessa situação?

    Beijo

  • Anônimo

    Faço parte de uma turma de amigos, a maioria da época da faculdade, onde rachar a conta é das coisas mais banais, ninguém se preocupa com isso. Vamos ao bar, dividimos por igual. Churras de fim de semana? cada um leva algo e pronto, só diversão.

    Só que em uma festa do meu aniversário e de mais duas pessoas da turma, convidamos muita gente e pedimos apenas para levarem o que beber, pois o churras, aluguel do lugar, musica, tudo, era por conta dos aniversariantes. Tudo ia bem até chegar uma amiga com uma latinha (isso mesmo, UMA latinha) de cerveja e uma maçã (?!), alegando que estava de dieta e que não podia abusar, só que ela comeu e bebeu o dia todo, e nem tocou na maçã!

    Fiquei mto chateado com ela, pois se ela não levasse nada, nem perceberia, mas tentar nos fazer de bobos, isso foi foda. A cada churrasco, essa história é lembrada, e não de maneira agradável.

    Ninguém falou nada a ela, mas ela deve ter percebido que os convites para eventos da turma ficaram raros.

    Concordo plenamente em deixar a questão de dinheiro em segundo plano quando está no contexto da amizade, mas temos que tomar cuidados para não ser feitos de bobos, pois mesmo entre amigos, sempre haverá um que tentará tirar vantagem.

    Só não concordo muito com o lance de encomendas do free shop ou exterior, eu acho que quem faz um pedido especifico – um livro caro ou um perfume, por exemplo – tem que dar a grana antes da viagem, hoje é super fácil saber quanto custa algo lá fora, caso quem for viajar não aceitar, ai tudo bem, mas pedir um “presente” acho estranho.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Tzinmi,

      Sobre o free shop, é aí que tá: cabe ao outro pedir e a você oferecer. E cabe ao outro fazer questão de pagar e cabe a você decidir se vai presenteá-lo ou vai aceitar a quitação da dívida. O que eu acho pouco gentil é você ficar cobrando a grana (antes ou depois) e ele não se manifestar fazendo questão de pagar (antes e depois). Sacou?

      • Anônimo

        Cobrar, antes ou depois, nunca é legal, porém um perfume de 300 reais não é uma lembrancinha, né…
        A verdade, que aceitar encomendas em viagens é sempre um porre, além da grana, tem o lance de as vezes ter que ficar procurando o produto, muito foda.

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        Tudo se torna um porre se você faz com motivação autocentrada ou se não percebe o sentido daquilo. Se é algo que a pessoa quer pra caralho e, de fato, ela pagaria mais em qualquer outro lugar, você fica feliz em ajudar, em procurar, em trazer, em fazer tudo. Você não faz por obrigação, mas por prazer.

        É essencial mudarmos nossa lógica para não ficarmos tão irritados com os movimentos da vida. As pessoas pedem, é isso que elas fazem. ;-)

        Se 300 é muito, peça a grana antes. Se não é muito, não custa deixar de cortesia. O outro vai ficar numa sensação de débito e é possível que você ganhe muito mais num outro momento.

        Eu mesmo já ganhei mil coisas só porque criei relações positivas assim. Se ficamos autocentrados, tudo o que conseguimos é por esforço próprio. Se nos movemos com generosidade, ganhamos muitas coisas, sem esforço algum.

        Abração.

  • Augusto

    mais um grande posto gitti
    penso de mesma maneira cara..principalmente com amigos ..
    mesquinharia na hora de dividir conta ate irrita ..
    vlw ai pelo estatuto

  • Pauloalexsb

    Muito bom o post !! Pessoal já tinha que nascer sabendo que generosidade e respeito são essenciais para uma vida melhor!!

  • Anônimo

    só fico impressionada de coisas assim não serem óbvias… é o tipo de coisa que deveria ser aprendido em casa.

    eu acho que na primeira vez que um homem me convida a sair ele deveria pagar, e nas seguintes podemos rachar ou revezar.
    e eu entendi essa questão de “sutil sensação de débito que pode ser explorada sexualmente pelo casal” e não achei ofensivo, como alguns comentários acima.

    “Se tua namora/companheira/esposa ler isso interpretando da mesma forma que qualquer mortal interpretaria, vc não paga mais nada pra ela (e, pela lógica descrita, tb não a comeria)!!!”

    o bom é que segundo o vitor eu sou imortal :)

    brincadeira hem, vitor ;)

  • Vinicius Tieppo

    Agora vamos criar para estágiarios! Pls

  • Isac

    Haha ótimo post, ano passado no meu aniversário minha ex fez uma surpresa pra mim no motel, no final quem pagou a conta foi eu, foi estranho.

  • http://www.papodeestudante.com Rafael Riani

    Essa história de “lugar da mulher na sociedade” é puro papo furado, bobagem e frescura.

    É nisso que acaba caindo quem pensa demais e vive de menos. Pagar uma mísera conta é puro bom senso e gentileza. Quem dá escândalo com isso o faz por simples frustração ou algo que o valha, porque é impossível conceber a ideia de alguém deixar de ganhar algo (principalmente uma gentileza do parceiro) simplesmente por “ter conseguido seu lugar na sociedade”.

    É a mesma história do cara que não sabe sequer trocar a roupa de um boneco e fica resmungando sobre relação entre pais e filhos, dizendo que pai não tem que dar mais nada depois que o filho “conseguir algo na vida”, como se a vida se resumisse a um emprego fixo ou a uma folha carimbada qualquer. Como se a partir do momento que se conseguisse “dignidade” fosse obrigação viver na total reclusão. É um pensamento doentio.

    Dou presentes pra minha afilhada, pra minha namorada, pra minha irmã, pra minha mãe e até pra alguns amigos. Quando dá na telha, sem data especial. Todos tem condições de comprar o que ganham de mim, mas qual o problema, p*rra? Que frescura e mesquinhez é essa?

    Nada me faz sentir mais relaxado do que poder comer uma boa pizza e beber um bom vinho com minha namorada sabendo que eu posso pagar tudo. Ela já comprou livros, roupas, perfumes pra mim. Também já pagou algumas contas. É assim que há anos eu ajo com ela e agirei sempre. Deixe fazer, deixe passar. Assim como agirei com amigos e meus filhos na idade que for.

    Apesar de ser interessante brincar sendo cara de pau: “To pagando a conta, amor. Qual a cor da cinta liga de hoje mesmo?”, a questão gira mesmo em torno da sutileza, principalmente quando não há muita intimidade com o parceiro ou quando se está entre amigos.

    Se não tem prazer, se não tem despreocupação, não vale a pena.

  • Rafael Riani

    Essa história de “lugar da mulher na sociedade” é puro papo furado, bobagem e frescura.

    É nisso que acaba caindo quem pensa demais e vive de menos. Pagar uma mísera conta é puro bom senso e gentileza. Quem dá escândalo com isso o faz por simples frustração ou algo que o valha, porque é impossível conceber a ideia de alguém deixar de ganhar algo (principalmente uma gentileza do parceiro) simplesmente por “ter conseguido seu lugar na sociedade”.

    É a mesma história do cara que não sabe sequer trocar a roupa de um boneco e fica resmungando sobre relação entre pais e filhos, dizendo que pai não tem que dar mais nada depois que o filho “conseguir algo na vida”, como se a vida se resumisse a um emprego fixo ou a uma folha carimbada qualquer. Como se a partir do momento que se conseguisse “dignidade” fosse obrigação viver na total reclusão. É um pensamento doentio.

    Dou presentes pra minha afilhada, pra minha namorada, pra minha irmã, pra minha mãe e até pra alguns amigos. Quando dá na telha, sem data especial. Todos tem condições de comprar o que ganham de mim, mas qual o problema, p*rra? Que frescura e mesquinhez é essa?

    Nada me faz sentir mais relaxado do que poder comer uma boa pizza e beber um bom vinho com minha namorada sabendo que eu posso pagar tudo. Ela já comprou livros, roupas, perfumes pra mim. Também já pagou algumas contas. É assim que há anos eu ajo com ela e agirei sempre. Deixe fazer, deixe passar. Assim como agirei com amigos e meus filhos na idade que for.

    Apesar de ser interessante brincar sendo cara de pau: “To pagando a conta, amor. Qual a cor da cinta liga de hoje mesmo?”, a questão gira mesmo em torno da sutileza, principalmente quando não há muita intimidade com o parceiro ou quando se está entre amigos.

    Se não tem prazer, se não tem despreocupação, não vale a pena.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Perfeito, Rafael. Perfeito.

  • Rafael Riani

    Essa história de “lugar da mulher na sociedade” é puro papo furado, bobagem e frescura.

    É nisso que acaba caindo quem pensa demais e vive de menos. Pagar uma mísera conta é puro bom senso e gentileza. Quem dá escândalo com isso o faz por simples frustração ou algo que o valha, porque é impossível conceber a ideia de alguém deixar de ganhar algo (principalmente uma gentileza do parceiro) simplesmente por “ter conseguido seu lugar na sociedade”.

    É a mesma história do cara que não sabe sequer trocar a roupa de um boneco e fica resmungando sobre relação entre pais e filhos, dizendo que pai não tem que dar mais nada depois que o filho “conseguir algo na vida”, como se a vida se resumisse a um emprego fixo ou a uma folha carimbada qualquer. Como se a partir do momento que se conseguisse “dignidade” fosse obrigação viver na total reclusão. É um pensamento doentio.

    Dou presentes pra minha afilhada, pra minha namorada, pra minha irmã, pra minha mãe e até pra alguns amigos. Quando dá na telha, sem data especial. Todos tem condições de comprar o que ganham de mim, mas qual o problema, p*rra? Que frescura e mesquinhez é essa?

    Nada me faz sentir mais relaxado do que poder comer uma boa pizza e beber um bom vinho com minha namorada sabendo que eu posso pagar tudo. Ela já comprou livros, roupas, perfumes pra mim. Também já pagou algumas contas. É assim que há anos eu ajo com ela e agirei sempre. Deixe fazer, deixe passar. Assim como agirei com amigos e meus filhos na idade que for.

    Apesar de ser interessante brincar sendo cara de pau: “To pagando a conta, amor. Qual a cor da cinta liga de hoje mesmo?”, a questão gira mesmo em torno da sutileza, principalmente quando não há muita intimidade com o parceiro ou quando se está entre amigos.

    Se não tem prazer, se não tem despreocupação, não vale a pena.

  • http://www.facebook.com/villeth Gustavo Almawi Villeth

    Bem legal o post, e como já disseram, vale o bom senso…

    Tendo um grupo de amigos na faixa dos 20 e poucos anos, é comum que as condições financeiras de cada um variem bastante de um período a outro, de forma que muitas vezes um ou dois dos amigos pode acabar pagando a conta inteira do bar, porque sabem que os outros farão o mesmo num futuro próximo. A amizade continuará, o bom senso também, pra quê complicar?

  • http://www.facebook.com/juliano.scolaro Juliano Scolaro

    A regra é clara, convidou tem que pagar.
    E no meu caso, convido mais do que sou convidado.

    Se privar de pagar a conta e perder todo o clima da sua saída.
    Será que vale a pena? Acho que não…

    É muito melhor você pagar a conta, aproveitar a noitada ou evento que está participando e até mesmo aplicar um “golpe baixo”, do que se privar da conta e ficar naquele clima chato entre a galera.

    Um ótimo exemplo é a saida com os amigos ou até mesmo uma viagem para a praia como costumamos fazer, vamos, curtimos, na volta via e-mail todos colocam seus gastos e ali mesmo colocamos as respectivas contas para depósito. Tudo acertado, sem crise.

    • Anônimo

      “A regra é clara, convidou tem que pagar.” na verdade acho que a regra é: não tem regra. tudo depende do momento e da disposição, mesmo financeira, de cada um. um convite prum chop pode vir a ser pago rachando a despesa ou só por um, tudo vai depender do momento, pois, o principal, é a convivência, o papo com um amigo “do peito”. vamos deixar as regras só para as meninas ( e mesmo assim só uma vez por mês). mas a experiência de cada um é que conta pra uma discussão saudavel e um aprendizado a cada post do pdh.

  • Rocco01

    Texto obrigatório, Gustavo.
    A pior coisa que existe é a mesquinharia. O cara sair com a galera e nunca meter a mão no bolso é foda! O pior é que eu conheço alguns que fazem isso! Tinha um camarada que andava comigo que sempre contava a triste história que esqueceu a carteira. Fez uma, duas, até que na terceira vez num show de amigos onde comemorávamos o meu aniversário, levei uma garrafa de Jack Daniels para a rapaziada. Como todos já conheciam o “Nonô Correia” e seu escorpião no bolso, rodávamos a garrafa entre nós e ela nunca chegava às mãos dele por algum motivo. O Jack só foi pra mão dele quando estava vazio e ele, cara de pau, ainda disse: “Poxa, vcs bebem pra caramba!”
    A galera caiu na gargalhada e eu não perdi a viagem, disse pra ele: Pega outra lá pra gente!
    Num instante, como num passe de mágica, o aba desapareceu na multidão! HAHAHAHAHAHA!!!
    Não compartilho nada com quem não é parceiro, afinal, quem quer rir tem que fazer rir!
    Entre meus amigos consideramos essa máxima do Ramon: “Não negarás cerveja gelada para amigo liso, salvo quando o mesmo já estiver embriagado” . Entre nós o lema é o seguinte: NINGUÉM SAI!
    Não nos furtamos da companhia do outro por dinheiro, o que importa é estar com os amigos, só se vive uma vez. Dinheiro tem que circular e é assim ganhamos mais!
    Numa relação, seja ela de amizade ou namoro, a reciprocidade é fundamental!
    Ninguém sai!!!!
    Grande abraço à todos!

  • Ricardo

    Muito bom assunto, pena que aqueles que realmente fogem das contas nao leem o papodehomem,
    sempre que convido um casal, amigo ou parente, na primeira vez faço questão de pagar a conta, gosto de demonstrar a minha satisfação em conviver com aquela pessoa . Nas outras ocasiões quando o garçom apresenta a conta, demonstro interesse em saber o valor total e os itens consumidos e rapidamente faço uma divisão e minha parte arredondo sempre para maior, lembrando que jamais vou consumir algo fora do padrão dos meus companheiros de mesa.
    Certa noite em eu e minha esposa fomos a uma casa de show e encontramos alguns amigos, optamos por sentarmos juntos, minha esposa estava com fome e pedimos alguns petiscos, quando o garçom trouxe colocou no meio da mesa, todos comeram , nao foi suficiente pedi mais, como era serviço pago atraves de comanda o prejuizo foi meu. Agora eu aprendi nessa situação eu peço lanche individual.

  • Lali

    Olha, namorei um durango kid por 2 anos.
    Ele sempre tava duro e eu sempre pagava tudo, na boa, sabe como é, a agente apaixona e fica cego, sustentando padrões negativos sem perceber. Eu tbm me afirmava com isso, provavelmente. Mas não sei em que ponto isso se tornou insuportável.
    Um dia eu resolvi fechar nosso ciclo, ele sofreu horrores, dormiu na porta da minha casa dentre outros feitos que me entristeciam e me afastavam ainda mais dele. Porém, em poucas semanas ele arrumou um emprego (!!!) e se abriu para uma nova relação antes do que eu (!!!!!!) rsrs. Logo depois ele bateu na porta de casa e disse: pintei a parede do quarto, vc quer ver? Era algo que eu sugeri muito durante nossa relação…rs Fiquei surpresa ao ver que ele tinha virado a mesa à favor de si e a gente até riu de tudo, e continuamos amigos até hoje.
    Então, o lance de não permitir que se criem padrões negativos vale tanto para a falta de gentileza qto para o “abuso”/ inércia.

    E na real, nada como pagar um vinho, um passeio, um almoço para um amigo… é muito prazeroso fazer isso… se eu pudesse faria sempre! O que tá no meu alcance é passar na padaria e levar docinhos, biscoitinhos pra minha mãe, amiga, pra depiladora.. essas coisas que eu tbm adoro receber! hehe

  • Iza Vieira

    Achei engraçado pq acordei hoje pensando nisso.
    No restaurante da faculdade eu fui oferecer dinheiro trocado pra um colega do laboratório e ele acabou pagando os dois almoços na nota grande dele. Agora eu estou aqui pensando em passar em algum lugar pra comprar um chocolate ou alguma coisinha assim pra ele. É pouco pra devolver em dinheiro sem ofender. Mas também não quero deixar de retribuir a gentileza.

  • Daniel Guichard

    Generosidade é o que há. Um casal de namorados ou mesmo uma roda de amigos é muito mais feliz quando há bom-senso e não fica se diminuindo por moedas. Concordo com tua abordagem, Gustavo. E tenho experimentado a deliciosa sensação de débito com minha namorada há um tempo – sou praticante ad infinitum dessa brincadeira.

  • Elaine

    “uma possibilidade é pagar para sua namorada e para o casal também, como uma forma de gentileza. ”

    “De acordo com uma atitude gentil, cabe a ele lhe entregar o livro sem cobrar”

    Bom texto, mas cabe uma observação pertinente no início do texto, algo do tipo “Manual de Conduta de Pessoas Financeiramente Estabelecidas”.
    Foge totalmente da realidade de estudantes que precisam economizar cada centavo de uma bolsa de pós graduação mirrada ou de casais tentando se estabelecer financeiramente a duras penas (eu, em ambos os casos).
    Na maioria das vezes a mesquinharia é uma falha (ou simplesmente característica) do caráter da pessoa. Mas em outros casos é a única forma de fazer algo – com por exemplo prestigiar o aniversário de um amigo querido, mesmo não tendo condições de fazê-lo.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Elaine,

      Como eu disse no texto, dá pra ser mesquinho com muito e dá pra ser generoso com pouco. Se você vai no aniversário do amigo e não tem grana alguma, leve uma amiga gostosíssima e fale bem dele pra ela. Pronto. ;-)

      • Elaine

        É uma boa forma de resolver a coisa =D
        Até mesmo porque é fácil reconhecer quem é folgado de quem está apertado.

  • Jota Jota

    Muito bom texto! Com relação aos amigos sempre dividimos a conta independente do que pedimos, quando alguém tá meio ruim das pernas pagamos sem problema algum, mesmo sem esperar, somos retribuidos depois.
    Tem vezes que na mesa chegam pessoas que você não tem muita afinidade e cria uma polêmica na hora da conta, prefiro eu mesmo pagar para evitar discussões. A pessoa fica super sem graça.
    Com relação as mulheres eu sempre pago quando eu convido, até quando não, mas muita das vezes elas oferecem para pagar a parte delas, sempre minhas ex faziam questão de dividir. Não vejo problema nisso. Aliás agradeço por ter condições pagar um bom jantar ou uma noitada. Você se sente bem sendo autruísta. O importante é não deixar ninguém montar nas suas costas.

  • Juliana Ricci

    concordo plenamente com o conceito da coisa. Oferecer nos deixa mais felizes do que receber. Sem dúvida alguma! Generosidade é melhor do que mesquinhez. Generosidade faz nosso coração sorrir. Só acho que faltou um negrito naquela frase “Se houver alguém ou algum casal que consumiu um absurdo a mais de bebida e comida, aí sim cabe fazer bem as contas.” porque tem muita gente que esquece essa parte. Se considerarmos que a divisão deve ser sempre igual, estaremos colocando todo mundo no mesmo lugar e na mesma posição. E as pessoas são diferentes. Realidades, bolsos, vontades, objetivos, consumo, desejo, tudo pode ser diferente, o que reflete diretamente na conta de cada um. Acho que é uma questão de respeito considerar essas diferenças dividindo a conta de forma igual. Agora, quando a diferença é pequenina, aí realmente é sinal de que todo mundo ficou mais ou menos na mesma posição, e aí não vale a pena deixar de trocar mais 5 minutos de papo pra fazer contas.

  • http://www.facebook.com/people/Murilo-Esteves/100000217740754 Murilo Esteves

    REALMENTE PARABENS PELO BLOG! Passei o dia lendo suas matérias e realmente muitas idéias parecidas! Mentes evoluidas e pessoas de bem com a vida!
    abraço!

  • http://wwww.twitter.com/twittacion Gilmara

    Amei o post, a questão de quem paga ou não a conta é muito relativa pra mim, as vezes saio com amigos e se estou sem grana eles pagam, as vezes a gente racha a conta, mas sem aquela tensão de ficar um esperando pelo outro, com meu namorado é da mesma forma, sem constrangimento algum, quando quero muito alguma coisa eu mesma me proponho a pagar. Na faculdade é a mesma coisa quando alguém paga pra alguém na hora de devolver a gente sempre fala: deixa da próxima vez você paga pra mim, por que sempre tem um dia que você precisa.

    Bjiinhos

  • Anap

    Concordo com o texto no que diz respeito aos amigos!! se todo mundo consumiu a mesma coisa divide por igual, se alguem consumiu muito a mais ele que pague a parte dele, se o amigo tá na pindaiba a gente ajuda! Agora, eu como mulher, ja fui dessas que achava que homem tinha que pagar tudo, ate que um dia um ex-xretino(quero dizer, ex namorado) numa briguinha tacou na minha cara que pagava tudo pra mim! daquele dia em diante nunca mais deixei um homem pagar a conta pra mim! hj em dia namoro um verdadeiro cavalheiro, no começo ele achava estranho eu nao querer que ele pagasse pois ele só tinha namorado sanguessugas ate entao, mas hoje em dia ele vê isso como uma grande qualidade minha!

  • Betao

    Queria que o autor do artigo fosse meu amigo. Eu economizaria fortunas.

    Por isso que só vou em grandes grupos em bares em que a comanda é individual. É a melhor coisa do mundo!!!!!

  • FabioBrasileiro

    Maravilhoso texto Gitti.
    Lamento que nem todos os leitores tenham entendido do que o texto realmente fala.
    Acho que o texto se resume a três termos específicos: Bom senso, gentileza e cavalheirismo.
    Gostaria muito que o PDH publicasse uma matéria sobre cavalheirismo.
    Pelo amor de Deus, meus amigos, o que está acontecendo com a gente?
    Vejo meus amigos rindo se abro uma porta do carro ou se puxo uma cadeira pra uma mulher.
    Estão todos se fazendo de “Os fodões” e não dão nem um telefonema no dia seguinte ao encontro.
    Oferecer um jantar é gratificante, e, segundo as teorias do Gitti (que eu concordo), muito lucrativo.
    E ainda vou mais fundo:
    Qual o problema em dar bom dia a uma senhora ou senhor que tenha mais idade ao passarem por sua porta?
    Qual o problema em dar bom dia à atendente da padaria que lhe serve, mesmo de mau humor?
    Um sorriso a uma criança.
    Vamos parar com isso meus amigos!
    Caráter, educação e bom senso são fundamentais ao um homem que quer respeito.
    Ser um homem moderno não é ser insensível ou grotesco.
    Se você convidou, pague, se ela convidou pelo menos ofereça pagar como cavalheirismo, ela insistiu, deixe.
    Fiquei solteiro aos 32 (não podia ser melhor ..rsrs) e comecei a sair mais e só ouço reclamação das mulheres referente a falta de cavalheirismo.
    Fica aí a sugestão.
    Abraço e parabéns!

  • Rafael

    Texto e comentários muito bons.

    Acho que tenho mais sorte que a maioria aqui, que até hoje só tive un desses “amigos esquecidos”, que já na segunda vez que deu o golpe foi banido. Por outro lado no meu grupo de faculdade sempre rolava disputa para ver quem ia pagar a conta , os argumentos eram sempre os mesmos “ah mas vc pagou semana passada” , “hoje fui eu que convidei”… Era engraçado, os garçons faziam piada com a situação incomum, “tem conta lá em casa também”. Claro que isso só possivel porque eramos todos mais velhos ( eu era o mais novo com 25) e já bem empregados.

    Mas mais foda ainda é quando você fala eu pago em retribuição a alguma coisa e o sujeito fala “deixa eu te ajudar” pega a conta faz alguns cálculos saca os trocos as moedas da carteira e solta “você paga x e eu y, assim ficamos quites daquela outra coisa”. Claro que tudo isso na frente do garçom e outros amigos, sendo que você insiste em pagar tudo e acertar depois, mas não o cara faz questão de que ninguém deva para ninguém, seja ele credor ou devedor, não faz diferença tem que acertar naquela hora. Um dos meus melhores amigos já fez isso duas vezes, não foi de sacanagem mas porra, eu não sei onde enfiar a cara quando ele faz essas coisas em público.

  • Anônimo

    meu caro gitti, isso é o que eu chamo de poesia concreta. excelente posto, parabéns pela sensibilidade ao abordar o assunto.

  • http://twitter.com/jmaxmuller Jason Maxmuller

    Excelente texto. Já pensava e agia assim há muito tempo. Acho engraçado que alguns amigos me chamam de rico só porque, num bar, eu não me importo de ficar fazendo contas chatas como se eu precisasse pagar exatamente o que eu gastei. Não, isso é ridículo.

    Sempre quando me perguntam o por quê de eu pagar às vezes mais, digo que a companhia prazerosa dos amigos ou da namorada é o que realmente importou e por isso não dou a mínima em desembolsar um pouco mais. Porra, estragar uma noite agradável pra ficar discutindo quem gastou o quê e não esquecer de pagar, é uma merda. Dinheiro é dinheiro, vem e vai, aliás, ele está lá exatamente pra isso, tornar a vida mais fácil.

  • http://twitter.com/jmaxmuller Jason Maxmuller

    Excelente texto. Já pensava e agia assim há muito tempo. Acho engraçado que alguns amigos me chamam de rico só porque, num bar, eu não me importo de ficar fazendo contas chatas como se eu precisasse pagar exatamente o que eu gastei. Não, isso é ridículo.

    Sempre quando me perguntam o por quê de eu pagar às vezes mais, digo que a companhia prazerosa dos amigos ou da namorada é o que realmente importou e por isso não dou a mínima em desembolsar um pouco mais. Porra, estragar uma noite agradável pra ficar discutindo quem gastou o quê e não esquecer de pagar, é uma merda. Dinheiro é dinheiro, vem e vai, aliás, ele está lá exatamente pra isso, tornar a vida mais fácil.

  • Anônimo

    Engraçado. Eu SEMPRE esqueço de pagar quando devo. Mas não é maldade, eu sempre esqueço de cobrar quando me devem. É porque realmente não encano com dinheiro, ele foi feito pra facilitar a vida e não dificultar as coisas.

    E nesse aspecto dou sorte porque meus amigos também não encamam e a gente se dá bem. Uma hora um empresta 10, depois outro empresta 5, depois 20, e assim vai.

    Por falar nisso, devo uns 40 reais pra um deles, acabei de lembrar.

  • Anônimo

    Engraçado. Eu SEMPRE esqueço de pagar quando devo. Mas não é maldade, eu sempre esqueço de cobrar quando me devem. É porque realmente não encano com dinheiro, ele foi feito pra facilitar a vida e não dificultar as coisas.

    E nesse aspecto dou sorte porque meus amigos também não encamam e a gente se dá bem. Uma hora um empresta 10, depois outro empresta 5, depois 20, e assim vai.

    Por falar nisso, devo uns 40 reais pra um deles, acabei de lembrar.

  • http://www.facebook.com/people/Jose-Mauricio-Neves-Oliveira/100000386396843 Jose Mauricio Neves Oliveira

    Gitti,

    “O mundo fica mais simples quando você não fica contando moedinhas. Sem falar que as pessoas se tornam muito mais generosos e gentis com você também.

    Ainda que você seja um pé rapado sem troco algum, o presente estatuto se aplica, só muda a proporção. Dá para ser generosidade com pouco, assim como dá para ser bem mesquinho com muito.”

    A mensagem é ótima, mesmo porque, não precisamos de dinheiro para ser generosos… podemos exercer isto em nossa atitudes e palavras…. Mas creio que no texto, você quiz dizer: “Dá para ser generoso com pouco….”

    Abç,

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Opa, vou corrigir, Jose, valeu!

  • http://www.facebook.com/people/Luana-Bezerra/100001688282717 Luana Bezerra

    A teoria é realmente válida, quando aplicada com pessoas certas. Não tenho problema nenhum em pagar a conta para amigos, mas veja bem o que já me ocorreu. Todo final de semana costumava sair uma turminha certa, e pagar a conta com essa galera era fácil, cada uma dava o seu, quando alguém não tinha dinheiro, não perdia a noitada por isso, todos se ajudavam. Afinal, uma mão lava a outra…até que…Até que uma amiga de minha amiga começou a sair conosco e NUNCA tinha grana, até ai, tudo bem. Saía, se divertia, curtia a noite numa boa. De repente um parente dessa pessoa começou a se juntar a turma, poxa a conta ficou pesada, e adupla dinâmica bebia que não prestava.
    Com pessoas assim, sinto muito. Tem grana? blz. Se não tem fica pra próxima…

    Se a pessoa já quer tirar proveito da situação e da boa vontade tem que ser banida da galera.

  • Fabianne

    Esses dias saí pra jantar com o meu digníssimo P.A. (que tá quase virando namorado). Compramos os ingressos pro cinema, ele pagou. Enquanto esperávamos a sessão, aproveitamos para jantar, tomamos um vinho…pensei em me oferecer pra dividir, como sempre faço, mas desta vez fiz diferente.

    Não me ofereci, deixei ele pagar sozinho…porém depois de alguns dias convidei para jantar na minha casa, preparei um prato especial com o pretexto de retribuir o jantar. Foi ótimo, e um motivo a mais para nos encontrarmos.

    “gentileza gera gentileza”

  • http://www.facebook.com/people/Rosennyldo-Nobrega/1651029258 Rosennyldo Nóbrega

    kkkkkkkk
    Adorei a idéia de fazer um PDF com o manual. Eu apóio essa ideia!
    Abraços

  • http://www.rafael-olah.info/ Rafael Olah

    Me lembrei de uma vez que fui ao boliche com os amigos.

    Estavamos em uns 8 amigos um deles ficou até tarde eu disse que ia comer um lanche estava com fome, ele pedio também e depois quando iamos para pista de boliche ele disse que tinha que ir embrora e saiu fora.

    Na verdade ele apenas achou que iamos cobrar a droga do lanche e a pista, fiquei com raiva do cara por que sempre que saimos alguem do grupo esta sem dinheiro então não importa a gente divide com os que tem dinheiro assim todo mundo se diverte a amizade fala mais alto.

  • http://www.facebook.com/monikornellas Monik Ornellas

    Gitti, simplesmente (…………).

    O “grande probleminha” da nossa sociedade está em estipular o valor das coisas, dos momentos e das pessoas pelo $$$ que permeia as relações e não pelos “valores que conduzem os comportamentos”.

    Muito bom mesmo!
    Obrigada, esse post não tem preço.

  • http://www.justwrappedupinbooks.wordpress.com/ João Luis Baldi Jr.

    E tá aí o Gitti nos ajudando a ser pessoas melhores, amigos.
    (e gosto sempre de ressaltar que algumas pessoas conseguem, com essas contas de final de noite, matar a graça da noitada toda)

  • Anônimo

    Nossa eu nao tenho nada a reclamar dos meus amigos, nem de ex namoradas!! Uma vez ate ia fazer uma viagem com meus amigos, so q como eu tava quebrado na epoca eles me fizeram a proposta de eu correr atras das coisas pra viagem, como onibus, acomodaçoes e outras coisas, e em “troca” pagariam a mais pra eu poder ir.. achei super bacana da parte deles e faria o mesmo se pudesse!
    E em relaçao a mulheres, sempre tive namoradas fantasticas nesse ponto, pois sempre q eu podia eu pagava a conta, mas quando as coisas apertavam elas mesmo pagavam.. teve um dia q fui pra um bar com uma namorada e quando chegou a conta ela pegou o dinheiro e passou pra mim por debaixo da mesa e disse.. “so pra nao parecer q vc nao é cavalheiro na frente dos outros”!! Abri aquele sorrizao e dei o dinheiro pro garçon!! hahahaah

  • Xistianne

    Rapazes….saí com um possível “abate” uma vez (e olha que ele era amigo de anos!!!!) para bebermos umas cervas de garrafa na Urca. A conta deu 8,40. A coisa mais frustrante que já vi na vida, foi presenciar o sujeito metendo a mão nos bolsos e puxando 2 notas de 2 reais e 20 centavos… Isso foi decisivo para um “não-beijo”, “não-passa a mão” e “me bota no táxi que eu tou com dor de barriga”! Mas antes eu fiz questão de puxar uma nota de dez contos e dizer: Olha, sei que a vida de músico é complicada, deixa essa e a do garçom por minha conta!
    Sei que existem muitas meninas que tiram os caras de otário, mas poxa, ele me conhecia bem e sabia que não é o meu caso…acho que se recusar a pagar uma conta de menos de 10 reais é de uma mesquinhez sem precedentes históricos!
    Preferia que ele tivesse feito o seguinte:
    - Gata, tava a fim de ficar sozinho com vc…vamos lá p casa que eu te preparo uma comidinha e a gente bebe uma cervejota….
    - Bonita, tou super a fim de ficar com vc à sós e te mostrar o último CD que gravei…
    - Minha amiga, eu tou louco p sair com vc, mas tou numa dureza absurda e se gastar 10 contos hoje, eu não tenho passagem pra semana toda! Topa ir lá p casa?
    Mulher de verdade (eu odeio essa expressão, pois fica parecendo que somos divididas em sub categorias: as de verdade e as com inteligência artificial, mas vá lá!) não esquenta MESMO de pagar conta! Aliás GENTE de verdade é generosa! Claro que muitas pessoas se aproveitam e vêem nisso uma otarice embutida e ficam tramando mil golpes p tomar sua grana.
    Sempre preferi a liberdade. Acho que ser refém de dinheiro, deve ser algo terrível! Como dar preferência a algo que te afasta de muitos prazeres, incluindo a companhia dos seus preciosos amigos? Quem é mesquinho, faz isso até com dinheiro de Banco Imobiliário! E pensar que alguns pedacinhos de papel coloridos com menos de 20 cm movem o mundo e as emoções dessa forma…depois perguntam por que mulher fica doida quando vê um cara com 23 cm! Há-Há!!!!

  • Stupid

    E quando rola o medo da “obrigação”? As vezes você sai com uma mulher, com ou sem interesse, mas ela fique com medo de que ao pagar a conta, ela se sinta “obrigada” a “ficar” com você para retribuir e ou algo do tipo. Será que as mulheres tem realmente esse pensamento?

  • http://marcoafonso.com.br Marco Afonso

    É isso aí. O bom senso é um ótimo conselheiro… ;)

  • http://www.kuro-obi.com.br Alberto Brandão

    Muito Bom!

  • Alexandre

    Esqueceu do 6o mandamento…
    Quando saem dois casais, os homens dividem a conta!
    Ponto…

  • Xistianne

    Pois é Stupid, ainda tem isso! O lado obscuro que os homens geralmente não comentam… Por que tem muita mulher que é ultra-gentil (não faz isso pra se aproveitar não, tenho várias amigas assim!) que quando sai com um cara que paga tudo e no final ele cobra o beijinho (óbvio se o cara for bacana e não um calhordinha, né?), mesmo sem ter interesse, ela acaba dando….o que leva a um segundo encopntro com uma tremenda má-vontade e a um terceiro pior ainda! Eu acho que dinheiro, quando é gasto sem interesse, apenas por gentileza e vontade de viver o momento, tem sua percepção estampada rapidamente! Ainda bem…. :)

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Pode crer. Esqueci desse.

  • http://twitter.com/ksalsemvergonha Casal Sem Vergonha

    Fala Gitti!

    Ótimo post, sempre pensei sobre isso e nunca tinha visto alguém colocar no papel.

    Acho super desagradável essa história de contar centavos na hora de dividir a conta. Lembro até hoje (e olha que faz alguns anos) de uma vez que um cara que eu ficava me convidou pra beber alguma coisa. No final, veio a conta e ele deu a entender que queria que dividíssemos. Depois, descobri que eles estavam sem sistema para o meu cartão e ele soltou a frase mais desnecessária que podia ter soltado: “Você não tem dinheiro ou outro cartão aí não?”. Brochei na hora e nunca mais saí com ele. Não por ser homem e por eu achar que ele tivesse que pagar, mas por ter demostrado ser tão pão duro.
    Triste isso.

    Ser generoso traz fartura. O universo devolve isso pra gente.

    Achei óteeema a ideia do manual, vai ser super útil!

    Beijos,

    Jaque.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Pois é, Jaque. O problema, pra mim, é colocar o dinheiro EM FOCO. Quando o cara paga a conta (ou mesmo quando a mulher paga tirando sarro), o foco fica no casal, não há seriedade em volta do dinheiro.

    Não colocar o dinheiro em foco é justamente a lógica de trocar presentes. O foco fica na generosidade e nos presentes, não importa quanto um pagou, quanto o outro pagou, quanto devem um ao outro, etc. Isso sequer surge. Quanto mais pudermos replicar essa lógica na vida cotidiana, melhor.

    Beijo.

  • Thais Mendes

    Eu sou a favor da liberdade e principalmente da sinceridade. Com 17, 18, não trabalhava e ainda assim gostava de dividir as contas. Agora com 28, não abro de mão de pagar, caso meu companheiro não tenha, porque não vou deixar de curtir 3 horas de uma ótima transa ou um fim-de-semana no litoral ou mesmo um happy hour, porque naquele momento ele não tem grana. Não estou levantando nenhuma bandeira, crítica ou algo parecido, mas lutei para ter minha liberdade, minha independência, então porque não posso dividir uma conta de um motel, um cinema ou umas cervejas, só porque fomos culturalmente impelidas a pensar: “o homem é que paga a conta”!!! Eu quero mais é pagar e ser feliz… E cobrar, em quatro paredes, que tenho certeza que sempre será muito bem pago… 

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