Nuvem social, P2P e economia descentralizada

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por Rafael Pezzi
em 04/01/2010 às 6:01 | Mundo, Tecnologia


E se pudéssemos trocar não apenas arquivos, mas ideias, serviços e produtos no mundo real por meio de um sistema mais amplo de P2P?

Muito se fala de aquecimento global e catástrofes climáticas, mas ainda muito pouco é dito a respeito sobre o que e quanto é preciso mudar em nossas vidas para efetivamente amenizar a situação ambiental (e social).

Esse artigo mostra como a tecnologia da informação pode ser utilizada para facilitar a alteração no modo como nos relacionamos com os outros e com a natureza em geral.

entretenimento
Quer saber como usar o poder das redes sociais para além do entretenimento? Siga lendo…

Uma cultura disfuncional

Após 3 anos consecutivos de derretimento recorde do ártico, em 2009 as empresas de navegação alteraram suas rotas comerciais entre Japão e Europa, passando a utilizar um atalho que passou a se abrir durante o verão ao norte do Canada. Não tem mais como negar: o aquecimento global é fato incontestável.

A essa altura, quase todo mundo reconhece que as principais causas do aquecimento global são de origem antropogênica e por todo o lado brotam pessoas bem intencionadas buscando soluções de todo o tipo: desde deixar seu carro na garagem para usar transporte coletivo ou bicicletas, até os casos mais extremos de pessoas que mudam a sua alimentação em prol do meio ambiente.

Mas será que é suficiente? O que será que realmente precisa ser feito? Quão profunda precisa ser a mudança nos nossos hábitos para evitar uma catástrofe ambiental e o colapso da nossa civilização? Essas são as perguntas mais pertinentes do momento, mas também as mais difíceis de encarar.

O desastre ambiental que estamos testemunhando é o sintoma de uma cultura disfuncional, de uma cultura que tem a economia de consumo como a engrenagem central da sua organização. É baseado nessa economia que produzimos, distribuímos e utilizamos os recursos necessários para nossa sobrevivência. Um dos problemas do sistema econômico globalizado predominante de hoje é que, para ser saudável, ele precisa crescer indefinidamente.


“A história das coisas” (legendado)

O produto interno bruto deixou de ser uma simples métrica para estimar o bem estar das pessoas e passou a ter o seu crescimento indefinido como o objetivo em si, negligenciando os seus efeitos colaterais. Entretanto, o seu crescimento infinito é inviável em um planeta finito.

Olhando dessa forma, fica evidente que sua ruína é inevitável – não é difícil entender que a economia de consumo será inviável depois que se esgotarem os materiais para produção, embalagem e transporte dos produtos que consumimos, hoje profundamente baseados em recursos não renováveis.

Mas aos poucos estamos acordando. Acordando desse sonho de crescimento ilimitado.

Mas, e agora, o que fazer?

Acredito que ninguém tem a resposta para essa pergunta. Afinal o fato de nossa espécie ter dominado o planeta e estar utilizando seus recursos além dos seus limites em escala global é inédito na história documentada. Possivelmente casos parecidos já existiram ao longo dos quase 4 bilhões de anos desde que a vida surgiu na Terra.

Em uma analogia com o passado distante, é muito provável que um dia esse planeta já esteve saturado de organismos unicelulares, em crise, no limite do crescimento unicelular, até que um salto de criatividade evolutiva levou à formação de colônias de bactérias especializadas e organizadas, resultando em organismos multicelulares que passaram a evoluir de maneira mais complexa, chegando até a nossa existência.

É possível que estejamos em uma dessas etapas da evolução: estamos em crise e apenas com novas formas de interação e organização – um novo paradigma – sobreviveremos.


Documentário “Us Now” sobre nosso espírito colaborativo | Assista à versão legendada

Na natureza, o surgimento de novos meios de comunicação resulta em novas formas de organização social. Um dos exemplos mais antigos é a comunicação química entre organismos unicelulares que permitiu o surgimento de colônias que evoluíram até organismos multicelulares com células especializadas.

Mais recentemente, passamos a ter uma nova forma de nos comunicarmos: a tecnologia da informação, uma das áreas tecnológicas que mais evoluiu nas últimas décadas. Será que a tecnologia da informação pode resultar em frutos revolucionários na organização da nossa sociedade, a tempo de reverter a situação climática? Isto é, que resulte em uma organização social está que restabeleça interações humanas saudáveis e que de dependa apenas de recursos renováveis?

Eu espero que sim e acredito que o potencial revolucionário da comunicação em rede para as massas populares ainda está em fase de incubação. Da mesma maneira que se passaram anos desde a invenção da imprensa até os desdobramentos da revolução científica e da revolução francesa, que marcou o fim do feudalismo, a tecnologia da informação está esperando pelo desenvolvimento das ferramentas corretas para resultar em uma transição de fase na forma na qual as pessoas se relacionam entre si e com o resto da natureza.

Para que isso aconteça, chamo a atenção para a importância de desenvolvermos ferramentas apropriadas: é fundamental que essas ferramentas sejam baseadas em software livre para que possam ser usadas, copiadas, estudadas, modificadas e redistribuídas por todos, sem nenhuma restrição. Apenas assim teremos a liberdade para adaptar os programas para aplicações específicas em cada realidade local, como tem sido feito com GNU/Linux.

Mas por onde podemos começar para construir um novo sistema econômico, um sistema baseado em tecnologias existentes ou em desenvolvimento que fortaleça comunidades locais e atinja um grande número de indivíduos em tempo, uma economia que amenize a situação ambiental ao mesmo tempo em que aprimora o bem estar da população?

A resposta para essa questão pode estar nas pessoas que você conhece.

Seis graus de separação

social-cloud
Pessoal, quem aqui troca acesso semanal à minha horta por um corte de cabelo mensal?

Nos últimos anos o nosso conhecimento sobre redes disparou. As similaridades entre relações de proteínas em uma célula e a disseminação de doenças contagiosas foram claramente apresentadas. Notavelmente, estudos iniciais a respeito das redes de interações sociais humanas sugeriram que, na média, todas as pessoas vivas atualmente estão separadas por seis ligações sociais, ou seis graus de separação.

Como consequência desse fato, conhecido como efeito de mundo pequeno, o número de pessoas que você pode alcançar cresce exponencialmente com o número de passos que você dá na sua rede social. Assim, seguindo esse efeito e considerando que qualquer produto ou serviço necessário para a sua sobrevivência pode ser feito por alguém acessível pela sua rede social, podemos nos perguntar: por que não utilizar essa rede social já existente como a base de um novo sistema econômico?

Em outras palavras, porque não rearranjar o fluxo econômico através da correlação da produção e distribuição de bens e serviços com a rede social dos indivíduos que finalmente consomem esses produtos e serviços? Nesse sentido, a tecnologia da informação pode ser o catalisador que dinamiza a distribuição e utilização dessas informações, permitindo a emergência de um novo sistema econômico baseado nas redes sociais que, além do mais, fortalece os laços e relações humanas.

Nuvem Social

Seguindo essa análise de redes sociais e o potencial emergente da tecnologia da informação, um novo conceito para projetar serviços de redes sociais é sugerido aqui, chamado de Nuvem Social (Social Cloud).

Nesse modelo os serviços digitais não são fornecidos por provedores individuais, mas por nodos na rede, indivíduos e seus dispositivos eletrônicos (computadores, celulares), formando uma nuvem computacional (cloud computing). Só que nesse caso a nuvem computacional pertence a toda a rede social que se forma ao redor dos laços de relacionamento dos seus participantes, trocando informações diretamente entre pares (peer-to-peer ou P2P).

A proposta básica é muito similar a redes de troca de arquivos P2P, porém, além de arquivos, pessoas vão também trocar ideias, produtos e serviços no mundo físico material.

datacenter
E se nos transformássemos em servidores muito mais generosos?

Pode-se pensar em uma aplicação da nuvem social como uma combinação entre site de leilões e site de rede social, sendo essa combinação hospedada em um serviço de nuvem computacional, que por sua vez está rodando em uma rede P2P cujos nodos pertencem aos próprios usuários. É uma mistura de MercadoLivre, Orkut, e-Mule e computação em nuvem.

Uma implementação dessa ideia seria um mercado de trocas envolvendo a comparação de listas. Nesse sistema, cada participante cria e distribui uma lista de produtos e serviços oferecidos ou solicitados por ele/ela. O programa (software) é responsável pela comparação a sua lista com as listas dos demais pares conectados a sua rede social, indicando com quem você pode encontrar o que precisa. As decisões a respeito de negociações podem ser facilitadas por um sistema de reputação, onde a opinião dos seus conhecidos (e também de pessoas mais distantes da rede social) a respeito de um participante, ou um produto/serviço específico, podem ser levadas em consideração.

Então, quando alguém for às “compras” na nuvem social, essa pessoa estará navegando a sua rede social, mesmo que implicitamente. Pagamentos poderão ser feitos usando moedas alternativas locais, moedas baseadas em tempo (conceito conhecido como banco de horas), uma mistura das duas, ou até mesmo feito apenas por contribuição voluntária sem troca. Esse modelo pode catalisar a emergência e sustentação de comunidades locais resilientes. Tais interações dinâmicas permitirão às comunidades testar diferentes métricas para a sua prosperidade, convenientemente substituindo o produto interno bruto.

As vantagens de realizar negócios desse tipo são enormes. Haverá uma ligação direta entre os produtores e consumidores, que estarão atuando localmente, fortalecendo a economia local, que, sem a necessidade de transporte em larga escala, será menos dependente em combustíveis fósseis e a correspondente emissão de gases de efeito estufa.

Além disso, é aumentada a transparência na origem, processos de fabricação e condições de trabalho daqueles que produzem os produtos, uma vez que estes podem ser muito mais facilmente acessados seguindo a sua rede de relacionamentos locais.

luiz-poeira
Luiz Poeira, grande artesão e amigo do editor | Você prefere comprar um tambor genérico ou bater um papo com o criador?

Essa proposta de economia descentralizada baseada em comunicação popular em rede de larga escala representa uma mudança de paradigma profunda, uma vez que, na atualidade, os produtos que consumimos são produzidos e distribuídos de forma centralizada por redes – redes fechadas estabelecidas estrategicamente por um número relativamente pequeno de pessoas.

No modelo atual, os consumidores recorrem a essas redes centralizadoras para adquirir seus alimentos e outros produtos, os quais são deslocados por grandes distâncias até chegar ao seu destino final.

Apesar de ser uma mudança de paradigma, a proposta da nuvem social se baseia em uma mudança de comportamento simples: ao invés de recorrer a um supermercado para adquirir o que você precisa, você vai buscar fazê-lo diretamente com algum conhecido que o produziu utilizando recursos locais – a nuvem social vai apenas ajudar a mostrar que o que você realmente precisa pode ser encontrado mais próximo do que se imagina.

Para saber mais e se engajar…

Iniciativas que buscam um novo paradigma sócio/econômico e cultural estão surgindo por todo o mundo. Entre elas, cito o movimento Cidades em Transição (Transiton Towns), que está rapidamente se espalhando pelo mundo, inclusive para o Brasil, difundindo uma nova visão de mundo na qual a relação entre as pessoas e com o resto do planeta é muito mais harmoniosa.

Outra delas é o Projeto Oekonux, pelo qual seus participantes estão avaliando a possibilidade do modelo de produção colaborativa baseado em contribuições ao invés de trocas, como a utilizada para o desenvolvimento de software livre, a exemplo do GNU/Linux, ser adotado como um novo modo de produção para outros setores da economia.

Meu artigo completo, que descreve aspectos técnicos da Nuvem Social, pode ser encontrado em inglês – “P2P And The Social Cloud – The Emergence Of Peer Economic Systems” (aqui a segunda parte) – ou para download em PDF: “Information Technology Tools for a Transition Economy”.

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Rafael Pezzi

Rafael Pezzi possui doutorado em Física pela UFRGS. É especialista em análise de materiais para tecnologia de semicondutores (microeletrônica), tendo sido estagiário e pós-doutorando no centro de pesquisa da IBM em Nova York. Atualmente investiga as questões de geração, distribuição e uso de energia e seus impactos ambientais.


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  • Armando
    Recomendo um interessante artigo sobre o caráter do dinheiro e as alternativas ao seu uso:

    http://reinehr.org/sociedade/saude-da-sociedade...

    Como esse site, onde vc pode doar algo de que não esteja mais precisando e, ao mesmo tempo, receber algo que precise e alguém esteja disposto a disponibilizar:

    http://www.freecycle.org/
  • Vevila
    Rafael, muito bom seu texto. Eu estava procurando algo assim pra me dar uma luz na dissertação, e o seu deu uma senhora ajuda pra clarear minhas idéias.

    Só deixo uma discussão aberta: quando você fala que "o aquecimento global é fato incontestável", está correndo o risco de um erro um pouco grave. Tem gente contestando, e não é pouca gente. Dá uma olhada nessa entrevista do geógrafo Aziz Nacib Ab'Saber: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI...

    (Concordo com ele? Não sei, ainda preciso ler mais artigos e livros dele pra entender melhor as bases científicas, mas, já é uma discussão beeem interesasnte)
    Abraço
  • Olá a todos.

    Excelente post.

    Dá uma olhada nisso aqui:

    ntroduzir o Método C3 – Circuito de Consumo e Comércio no mercado Paranaense.

    Este método visa o desenvolvimento econômico e promove a ativação da capacidade produtiva, comercial e de consumo do mercado paranaense, através de inovadoras formas de criar liquidez.

    O método C3 - Circuito de Consumo e Comércio foi desenvolvido pela Fundação Holandesa STROhalm e adaptada à realidade brasileira pelo Instituto Strohalm de Desenvolvimento Integral – InStroDI.

    A proposta é inovadora no país, no entanto, já é estratégia consolidada em diversas partes do mundo como base para o desenvolvimento econômico de algumas regiões. Na Suíça, por exemplo, a rede WIR movimenta produtos entre empresas com um valor total de 1 bilhão de francos suíços por ano. Na Turquia, a Turkbarter oferece serviço similar, e gera transações de mercadoria com valor total de mais de 200 milhões de dólares por ano. Também nos Estados Unidos existem várias destas Redes Barter, com mais de 150.000 empresas participantes.

    Também no Rio Grande do Sul a metodologia C3 está sendo introduzida, já em fase operacional, através do Circuito CompRaS.


    Já existe algo assim em pequena escala funcionando. É fantástico!

    In a globalized world, local economies easily end up at the impoverished end of the trade/wealth spectrum. In fact, many communities have been paralyzed for years in needless economic depressions.
    Social Trade Organization (STRO) targets these communities with its innovative solutions that increase the purchasing power through new forms of money and credit and by making existing purchasing power circulate longer within a given community or region.


    Eu troquei uma idéia forte com um dos desenvolvedores desse sistema no busão pra floripa.
    Se você pira nessa idéia não tem como não admirar.

    A questão é tentar fazer isso algo real, não algo fictício, baseado em realidade e não em ideais.
  • Helo
    Excelente post!!

    Até o governo brasileiro sabe que se deve incentivar a economia local:

    http://www.fomezero.gov.br/noticias/agricultura...

    E acreditem tem funcionado :)
  • um alternativa, entretanto acho que a economia de escala ainda irá perdurar.
  • Leonardo Ferreira
    o site www.trocandolivros.com.br é um exemplo prático e real do que você está falando. Tenho cadastro lá e o esquema e logística do site é fantástico.
  • Armando
    Em Tempo:

    A propósito do tema, aproveito para recomendar um outro artigo, do cineasta e prof. Carlos Gerbase:

    http://www.casacinepoa.com.br/o-blog/carlos-ger...
  • Armando
    Brilhante o post. Um exemplo de abordagem da ciência com fundamento e numa perspectiva da sua função social. Não ficando apenas na teoria, mas apresentando propostas concretas e projetos viáveis - alguns já estão sendo aplicados na prática.

    No Brasil há mais de 50 moedas sociais em circulação, como informa o blog http://www.brasilautogestionario.org. Mas esse dado pode estar defasado, pois só em Porto Alegre, desde o primeiro Fórum Social Mundial, que deu impulso ao movimento de Economia Solidária, já foram criadas mais de dez.

    Projetos que já se articulam em rede e certamente vão evoluir para um sistema P2P ou o conceito de Nuvem Social. Digitando 'moeda própria', ou 'moeda social', etc., na busca do Google, se poderá ter uma ideia de como esse movimento cresce no planeta.

    É simplesmente absurda essa negação dos riscos iminentes provocados pelas mudanças climáticas, mas tem uma explicação: são resquícios da contra-informação propalada pela mídia americana da Era Bush, que minimizava e até desprezava o problema, causando um dano generalizado pela sua penetração no mundo todo.

    Uma pesquisa que o staff do Obama na área de meio-ambiente fez logo depois da posse informa que a situação é mesmo assustadora - o problema é mais grave e está mais presente do que se imaginava. Dois exemplos, que já citei em outro comentário: dados oficiais revelam que o mar subiu 20 cm (quem conhece sabe que não é pouco) na orla da zona sul do Rio de Janeiro - o que pode ser facilmente observado pelo fenômeno das ressacas, que crescem a olhos vistos. A Índia já construiu uma cerca de 4.100 Km na fronteira com Bangladesh - país que tem 10% do seu território numa cota de 1m acima do nível do mar - para barrar uma provável migração em massa.

    A comunidade científica séria e responsável conhece e alerta para o problema. Como o prof. Jefferson Cardia Simões, geólogo, PhD pela Universidade de Cambridge (Inglaterra), primeiro glaciologista brasileiro, coordenador do Programa Antártico Brasileiro, com mais de 15 excursões de pesquisa à Antártica, no artigo que pode ser acessado nesse link:

    http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/glacio...
  • Realmente esse assunto é muito complexo, o sistema economico que temos hoje não surgiu da noite para o dia e também não vai mudar tão rápido.

    Temos que lembrar que muitos trabalhos só existem para mater a máquina andando. O que faremos com eles como já é o problema de desemprego gerado pela mecanização, cada vez tem mais pessoas no mundo e cada vez precisa-se de menos não de obra braçal, chegaremos a um ponto que todos os trabalhos serão intelectuais.

    Não acredito nessa história de escambo/troca de horas pela dificil mensuração de produtos, muitos produtos precisam de centenas de pessoas para serem produzido e de matéria prima de várias lugares do globo e isso não é de fácil gerencia.

    Sobre o aquecimento global não tenho uma opinição formada é muita gente falando muita coisa diferente, a terra já foi mais quente e já foi mais fria, resuntado de coisas que mesmo com a tenologia atua não teriamos como evitar. A pergunta é qual é a capacidade que temos adaptação e quantos vão morrer no processo?
  • Ronaldin
    Sem dúvida é uma excelente idéia.

    só que temos 2 poréms...

    1. Quem é rico(dono mesmo do dinheiro) não vai aceitar nunca um sistema desses, mesmo sob pena de morrer no aquecimento.

    2.Garanto que em um país chamado Brasil isso não ia funcionar... o povo, não só do brasil, como de todo o mundo não vai deixar o conforto... quantos são os que realmente sabem fazer algo que contribua pra sobrevivencia do próximo?
    digo, casa e comida...
    artesãos, fazendeiros,empregados da fazenda, pedreiros, engenheiros... esse pessoal ia querer um sistema assim?
    os pedreiros talvez... os empregados da fazena idem... e os outros iam fazer o quê?
    quem trabalha na imprensa por exemplo, em um sistema assim não teria emprego... vai falar de quê?

    Talvez depois que o bixo pegasse e o mundo derretesse no aquecimento, os que sobrevivessem poderiam querer iniciar algo assim.

    hoje acho impossível, mas a idéia é boa.
  • Juliano Hofliger
    Bom texto.
    Não vou me arriscar a dizer se sua idéia é viável ou não. Acho que pode funcionar, mas existem vários obstáculos.
    Recomendo que visite o site do projeto Vênus, que contém uma proposta parecida (economia baseada em recursos ao invés de dinheiro):
    http://www.thevenusproject.com/introduction-pt-...
    Segue abaixo um trecho que resume a proposta deles:
    "Expressa de forma simples, uma economia baseada em recursos utiliza os recursos existentes em vez de dinheiro e provê um método equitativo para distribuir esses recursos da maneira mais eficiente para toda a população. É um sistema no qual todos os bens e serviços estão disponíveis sem o uso de dinheiro, cédito, escambo, ou qualquer outra forma de débito ou servidão."
    Abraço!
  • Giou
    Isso tem um nome: escambo. Parece que essas idéias se sustentam justamente em nuvens, pois nao há chao possível para elas. E se eu precisar de um netbook pra aplicar uma aula? Ou mesmo uma caneta Bic pra anotar um telefone? Quem vai me fazer, o artesao da esquina? Nossa sociedade é complexa o suficiente para retroceder ao tempo das trocas. E, além do mais, se o problema é conhecer o tiozinho do caixa, que se encontre outras maneiras de se humanizar essa relacao. Sim, temos que encontrar maneiras colaborativas para salvar a humanidade de si mesma que superem a cultura do consumo e do lucro, os modelos das redes sociais podem nos apontar métodos de se melhorar algumas coisas, mas nao se pode pensar que escrevendo programas pra Linux que se vai sair do atoleiro que estamos.
  • André
    Acho que um dos pontos mais interessantes para se mudar de paradigma, mais do que o aquecimento global, são realmente as relações humanas. Como podemos ver, em países muito mais ricos e com um IDH muito bom acaba por haver até uma taxa de suicídios mais alta, as pessoas não são necessariamente mais felizes, visto a necessidade de produção cada vez maior ter obrigado a um certo isolamento pessoal. É um caminho algo niilista, e a centralização cada vez maior dos sistemas de produção, governação e distribuição tem levado á concentração também de poder e dinheiro a um grupo restrito. Ao que parece a tendência é para isto se manter.

    Por outro lado, a utopia no seu texto talvez tenha a ver com a própria natureza humana: somos sim seres evoluídos e com necessidade de socialização, mas por outro lado somos na mesma animais com uma necessidade de competição. Falaremos talvez de um equilíbrio entre essas componentes em vez de optarmos por um caminho que privilegie uma delas. Para já trata-se de uma boa ideia para optimização do comércio, mas abandonar o dinheiro seria um passo diagonal. Por alguma razão ele foi inventado...
    Acho que a humanidade terá que atingir um certo patamar de evolução e consciência até isso se poder tornar plausível. Mas é com grandes ideias dessas que o mundo avança, e vou tratar de acompanhar o desenvolvimento dessa sua teoria ao longo da minha vida.

    Ps: Estou agora a iniciar o meu caminho no mundo da Física. Agora já entendo porquê que no outro dia um dos meus professores estava no seu gabinete a trabalhar num modelo económico... ;)
  • Rafael, quanto a questão da humanização das relações comerciais que você falou lá na resposta do Bender. Eu acho que isso funciona quando você vai num mercado de bairro ou botequim da esquina. Você vai lá comprar e fala do futebol, fala de política, de como anda a violência no bairro e tudo mais.

    É bem mais humano, em geral o pessoal já te oferece as mercadorias que você gosta e tudo mais. Mas a questão é se é possível expandir esse tipo de atendimento em larga escala e em redes? Será que é possível manter esse tipo de atendimento no hipermercado, onde há um fluxo de milhares de pessoas por dia e com funcionários trabalhando em turnos diferentes ?

    Eu acho bem interessante a idéia de medir outros fatores além do PIB, para medir o grau de satisfação e desenvolvimento de uma nação, mas isso não é algo tão novo, além do PIB costumasse medir o IDH de uma nação.

    Quanto a questão da necessidade de crescimento infinito do sistema econômico para manutenção da própria saúde, eu tenho uma pergunta. Será que isso não reflete uma das coisas mais naturais do ser humano, com a sua insatisfação natural com o meio, a necessidade crescente de busca por mais conforto? Eu acho que criar nas pessoas a consciência de que elas teriam que se satisfazer com menos conforto para alcançar a harmonia com o meio ambiente talvez seja uma tarefa realmente árdua para qualquer educador e será que isso é possível?
  • Sim... Recursos existentes no planeta são finitos! Não se pode negar isso, mas daí a TODO O MUNDO evoluir para uma prática de escambo ( de serviços ou produtos ) é um tanto quanto utópico.
    Precisamos melhorar o estrago que fizemos/estamos fazendo no planeta ? Sim!
    Quem quer dar o primeiro passo pra isso ( falo das grandes corporações ) ? Petrobrás por exemplo ? Pedir para que ela abra mão de explorar o pré-sal e faça o biodiesel em larga escala ? Ótimo! E os acionistas ? Vão querer o mesmo ? Não! Tem dim-dim na jogada e infelizmente o ser humano é sim ganancioso...
    Entre o ganhar dinheiro hoje e o salvar o planeta para os meus filhos, a primeira opção SEMPRE vai estar na cabeça das pessoas.
    Acho justo melhorar tudo... Acho o que a comunidade GNU/Linux faz é muito foda!!! Já inclusive dei minhas contribuições com alguns artigos e resoluções de problemas... [ Tá... com scripts que acessavam de forma fraudulenta, ops! gratuita alguns sites onde a mulher fica pelada se exibindo também ]
    E como o autor cita em uma resposta acima, se essa nuvem social NÃO substituir a economia em larga escala, de nada adianta... É o mesmo conceito de construção... Quanto tempo até um prédio ser erguido ? Em alguns segundos o World Trade Center foi ao chão!
    Um outro exemplo de lucro que não me lembro quando ocorreu: Há muito tempo alguns agricultores queimaram vários silos de ( acho que era ) feijão porque a saca estava muito barata... A produção nacional foi boa, tivemos chuva na hora certa, todo mundo produziu e tinha mais oferta do que demanda... Qual foi a solução que acharam ? Queima a porra toda!
    Tá... Eu acredito que se cada um fizer a sua parte, o bagulho realmente funciona! Mas lembra de um ditado que diz que "Uma andorinha só não faz verão" ?

    Abraços!
  • Hedger, Alan e Hamilton,

    Entendo que existe grande controvérsia ao redor do aquecimento global. Existem pessoas defendendo todo o tipo de posição, desde que o planeta está esfriando, até que as atividades humanas não afetam o clima. Meu argumento está em parte baseado no fato de que o geleiras estão derretendo de forma acelerada (a quantidade de gelo na Terra está diminuindo) e que a concentração de gases de feito estufa tem aumentado na atmosfera desde que se começaram as atividades industriais. Se não fosse o efeito estufa, a Terra seria 33°C mais fria na superfície do que ela é hoje, de modo que pequenas variações na concentração desses gases na atmosfera podem facilmente levar a variações de alguns graus centigrados.



    Citei no texto o derretimento do Ártico, que tornou esse oceano navegável pela primeira vez em muitos séculos. Entretanto existem dezenas de outros exemplos, como o derretimento dos picos nevados como os Alpes, Andes e os Himalaias, o encolhimento de glaciares e lagos congelados na Patagônia, até o gelo da Antártida. É muito difícil encarar esses fatos e não reconhecer que grande parte do planeta está realmente aquecendo. Quanto à outra parte estar esfriando, não é de forma a contrabalançada. Mas as alterações climáticas vão além do gelo. Existem outros efeitos como o aumento de tempestades do Atlântico Sul, a exemplo do inédito furacão Catarina em 2004 e dezenas de outros eventos climáticos de grande intensidade que tem ocorrido na região sul de Santa Catarina em municípios como Araranguá que têm declarado estado de emergência com periodicidade bem acima do normal. Também tem a expansão dos desertos ou arenização do solo em regiões como o sudoeste do Rio Grande do Sul. Ceticismo exagerado passa a ser negação.



    Pode ser que seja mais apropriado chamar de alterações climáticas ou caos climático. Mas não importa muito como chamar a situação, é importante reconhecer que o clima está mudando e que isso tem implicações para nossa sociedade (e para a economia). Dependendo de quão intensas forem as alterações, é possível que o modelo econômico dominante tenha de ser abandonado. Temos que ficar atentos sem fingir que nada está acontecendo.


    Respondendo também os comentários do Evandro e do Igor, a proposta da nuvem social não precisa necessariamente substituir a economia de escala – provavelmente não vai. A proposta é formar uma economia mais humana baseada em nossos laços sociais que segue em paralelo, principalmente para produtos de primeira necessidade como alimentos. Desse modo, instabilidades econômicas como a última crise iniciada pela implosão do mercado imobiliário dos EUA não impeça que comida chegue aos pratos de pessoas no resto do mundo. Isto é, a nuvem social pode facilitar a formação de economias locais resilientes.

    Esta é uma idéia que certamente não está pronta, mas está em processo de amadurecimento. Inclusive, para que ela possa ser implementada, é necessário que sejam desenvolvidas teorias, ferramentas e técnicas apropriadas. Para quem quiser saber mais sobre o assunto, recomendo as referências do artigo em PDF que aparece no final da matéria. Se quiser contribuir e participar, entre em contato.
  • Hamilton Luiz de Nadai
    Cada vez mais eu me convenço que o pessoal daqui cresceu dentro do aquario, comendo danoninho e usando pamper's...

    Cade o ceticismo?
  • Allan
    Ola ,
    Tambem acreditava no aqucimento global e achava um absurdo quem contestava.Mas depois de ver algumas coisas mudei de ideia.
    Muitos cientistas imporatantes(650+- )entre eles ganhadores do premio nobel assinaram um documento negando o aquecimento
    global antropogenico.
    muitos dos cientistas apontados como apoiadores dessa tese no ipcc nao concordam mas para retirar seus nomes do relatorio da ONU eh necessario processa-los.
    Recomento que assista,quem cre no AG, ao documentario que passou no canal 4 britanico chamdo(nao sei o nome original) a farsa do aquecimento global,tem no youtube
    Muitos argumentos sao incontestaveis como:
    existem geleiras que estao expandindo assim como geleiras que estao derretendo ,como sempre aconteceu em milhoes de anos
    -o que influencia o clima eh o sol e nuvems , o co2 eh praticamente irrelevante.
    etc
    quem ver vai ter um impacto ,acho que faz a pessoa ser ate mais critica,pos ve como eh facil ser enganado quando a midia se interessa.
  • Andre M
    Um belo texto, uma ideia muito interessante, recomendo voces assistirem o filme The Corporation.


    Abrcs
  • Igor Melo
    Rafael,

    Vários pontos do texto são intrigantes:
    "...ligação direta entre os produtores e consumidores, que estarão atuando localmente, fortalecendo a economia local, que, sem a necessidade de transporte em larga escala..."
    Este fortalecimento da economia local siginifica criação de novos nichos de mercado, com o surgimento de indústrias que produzam algo que antes não era produzido em determinada região?
    E se a matéria-prima necessária não existir localmente? E se a demanda pelos produtos for muito baixa para a instalação de uma indústria?

    "Pagamentos poderão ser feitos usando moedas alternativas locais, moedas baseadas em tempo (conceito conhecido como banco de horas)..."
    Quanto vale o tempo de cada pessoa? Se eu for oferecer um serviço/produto em troca de outro, como medir quanto o meu serviço produto vale menos/mais do que o meu objeto de troca?
    Se eu não tenho nada que interesse um individuo/industria/comercio para oferecer em troca de algo que quero como resolver o impasse?

    "O programa (software) é responsável pela comparação a sua lista com as listas dos demais pares conectados a sua rede social, indicando com quem você pode encontrar o que precisa."

    "...nuvem social vai apenas ajudar a mostrar que o que você realmente precisa pode ser encontrado mais próximo do que se imagina."

    O que realmente precisamos? Há muita subjetividade nessa questão.
    Muitas pessoas podem pensar que precisam justamente de uma rede centralizadora para encontrar tudo que precisam com maior comodidade.

    Achei o texto um exercício filosófico interessante, concordo que as relações comerciais devem ser fortemente afetadas pelas futuras nuvens sociais, mas acho que as redes colaborativas irão ser compostas de individuos que forneçam serviços/produtos bastante ligados entre si e que as economias locais podem eventualmente até serem prejudicadas, e não fortalecidas, pela aproximação possível entre consumidores e fornecedores separados por grandes distâncias geográficas, mas próximos no mercados virtuais.

    Um abraço
  • Vittorio
    Hedger, você talvez queira citar o motivo, então. Não?
    Assim você só polui os comentários.
  • Paulo Braga
    Gostaria de saber se você teria livros e/ou artigos para aprofundar no assunto "economia descentralizada" e soluções dentro da TI. Obrigado.
  • Pedro
    Oi Rafael,

    Gostei demais do seu texto. Sou mestrando em Computação na área de Redes Complexas, além de um entusiasta do Software livre.

    Antes de mais nada, eu vejo que a nova economia será liderada não pelo escambo em sí, mas por algo maior: o acesso irrestrito à informação. Hoje somente uma Coca-cola pode fabricar e distribuir seu refrigerante, somente a Microsoft possui as especificações do Windows, etc. Ao democratizar o acesso à informação, você naturalmente descentraliza essas "redes maiores", assim como são hoje.

    No mais, valeu pelo texto!
  • Hedger
    Parei de ler no trecho "o aquecimento global é fato incontestável".
  • É uma alternativa, mas não uma revolução. Improvável que substitua a economia de escala. Desconsiderando os demais argumentos econômicos, a consciência ecológica e a facilitação de obtenção dos produtos artesanais não é um incentivo maior que os baixos preços dos produtos industrializados, não na lógica predominante nos últimos séculos(lógica ainda não superada pelas ideologias debatidas, inclusive o socialismo que é muito mais fundamentado).
  • Excelente texto Rafael, parabéns!
  • Olá Gustavo, muito obrigado pelo seu comentário. Vai me ajudar a esclarecer alguns pontos.
    Na verdade os argumentos deste artigo estão baseados nas idéias de economistas que estão começando a ter seu trabalho reconhecido internacionalmente. Entre eles cito Herman E. Daly e Robert Costanza, que são uns dos fundadores da Economia Ecológica. O primeiro tem publicado sobre a necessidade de atingirmos uma economia estacionária desde o início da década de 70. O Costanza, mais recentemente, tem falado bastante sobre buscar uma alternativa à maximização do Produto Interno Bruto (PIB) como objetivo da nossa economia. Ele argumenta que o PIB não considera de maneira apropriada o bem estar e felicidade das pessoas. Ou seja, é muito fácil estarmos trabalhando por algo que pode nos parecer bom por estar enchendo nossas contas no banco e aumentar o PIB do nosso país, mas que, na verdade, não traz a felicidade a longo prazo e que pode até mesmo levar a situações ambientais não desejáveis.

    De certa maneira, é realmente revolucionário tentar incluir questões da subjetividade humana como bem estar e felicidade na métrica da nossa economia para nos ajudar a direcionar nossos esforços. Esse é o grande desafio dos nossos tempos, o que, aliás, não acho que seja chato de modo algum, muito pelo contrário.

    Realmente vale a pena consultar o trabalho desses caras e se familiarizar com a economia ecológica.
  • anrle
    quando eu já estava pensando em deixar de assinar no meu e-mail essa revista de merda, leio enfim um artigo muito bom.

    parece piada.

    parabéns.
  • Mister M
    Muito interessante.
  • gustavo
    optei por não ler tudo, não tenho acesso a alguns videos do trabalho. comento melhor quando chegar em casa, mas, por enquanto apenas fica a dica para estudar alguma coisa de economia, ou pedir ajuda para alguém que o tenha feito, para não soar um tanto quando panfletário pro lado dos revoluchatos, como nesse trecho:
    "O desastre ambiental que estamos testemunhando é o sintoma de uma cultura disfuncional, de uma cultura que tem a economia de consumo como a engrenagem central da sua organização."
  • Olá Bender,
    A questão não é abandonar a circulação de moeda fiduciária, mas sim reconhecer que esta não precisa ser o objetivo do nosso trabalho e a base de tudo o que consumimos. Mais do que isso, o ponto da nuvem social é otimizar a utilização de recursos locais ao mesmo tempo em que fortalece as relações humanas.

    Isso pode ser feito, por exemplo, mudando o hábito de ir ao mercado toda a semana, onde você troca dinheiro por comida e dá um rápido sorriso educado para o atendente desconhecido por fazer a mesma troca com alguém próximo à você, para quem você também vai dar um abraço apertado e saber como essa pessoa está.

    Quando isso fizer parte das nossas rotinas, confiaremos muito mais na nossa rede social e o fato da negociação ser feita por troca de dinheiro, escambo, serviço ou até por nada, será o menos importante. O importante é recuperar as relações humanas. O legal é que isso terá vantagens não só para nós, como para todo o meio ambiente.
  • Dea
    Excelente post. Destaque para o primeiro vídeo, valeu cada minuto! Ainda há muito o que se pensar e, mais ainda, muito a fazer sobre esse tema abordado, que relacionou assuntos de extrema importância de forma genial!
  • Eu acho que a criação da moeda como meio de facilitar a troca de mercadorias, me parece um passo evolutivo importante. Eu acho que se você avaliar por mais que seja uma sistema de trocas via redes sociais, também vai haver especulações em cima dos serviços e produtos mais difíceis de serem encontrados.
  • lucas Furtado
    Artigo muito bom...esses modelos de colaboração para a formação de novos software livre é genial. com isso várias pessoas teriam acesso as mesmas informações já que tudo seria unificado em um só programa.

    abs
  • William
    Como é que eu não pensei nisso antes?
  • GENIAL!
    Sempre disse que chegaria um tempo em que novamente todos seríamos artesãos, tempo em que seríamos donos de nossas próprias ferramentas de trabalho, tempo de comer os ovos das galinhas de nosso quintal, tempo em que nos tornaríamos auto-suficientes e sustentáveis. Nunca ninguém entendeu o que eu quis dizer. Agora sim! É só linkar seu texto, Rafael. Parabéns!
  • Rafael, percebo uma série de informações pertinentes e muito relevantes e uma sugestão chocante: abandonar a tecnologia de meio circulante (dinheiro) em prol do banco de horas (escambo).

    Honestamente, é ridículo. O problema não é o dinheiro, mas a forma de consumo e usar o escambo para evitar acumulação de riqueza pessoal é um tremendo canhonaço no pé.

    Agora, incentivar o consumo de bens mais duráveis, com uma história cultural e o abandono da moda (produtos sazonais) pode ser uma alternativa, apesar de eu ser cético em relação a ela.
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