Os 10 trotes mais tradicionais (e escrotos) dos universitários brasileiros

Danilo Scorzoni Ré

por
em às | Debates, Mundo


Depois de escrever sobre a vitória no desafio de baterias do InterUNESP, em Araraquara, uma notícia me deixou com vergonha de ser aluno da universidade.

Como muitos de vocês devem ter acompanhado, houve a denúncia de um tal de Rodeio das Gordas, que ocorreu durante o InterUNESP desse ano. Trata-se de uma “brincadeira” na qual rapazes chegavam perto das garotas e as agarravam, tentando ficar o maior tempo possível para ganhar a disputa, como se a mulher fosse um cavalo.

Confesso que não vi isso ocorrendo lá, mas o InterUNESP é um evento grande, com participação de mais de 15 mil pessoas. Além disso, os eventos ocorriam em diversos ginásios e locais esportivos, além da tenda onde rolavam festas e jogos “alternativos”. Não duvido da capacidade de alguns universitários brasileiros que acham que possuem o rei na barriga.


Link YouTube | Ninguém faria isso sozinho, mas em grupo fica mais fácil, né?

Começou, então, a polêmica de chamar essa coisa toda de bullying. Vejamos a definição da Wikipedia:

Bullying é um termo em inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender.”

Acho que a grande polêmica está na afirmação “incapazes de se defender”. Será que todo mundo é capaz de se defender de um ato de violência psicológica, por exemplo? Complexo.

Se formos generalizar um pouco as coisas, acredito que o trote, que ocorre na entrada dos calouros na universidade, também poderia ser considerado bullying. De qualquer forma, acho esse termo uma mera modinha. O fato é bem antigo em nossas universidades. Pensei, pois, em escrever esse texto para mostrar a quem nunca passou por um trote que a coisa pode ser bem pior do que esse Rodeio das Gordas.

Aqui vai a lista dos 10 trotes mais tradicionais e escrotos da universidade brasileira.

10º Apelidos carinhosos

A provável origem dessa tradição está na época da ditadura militar. Os estudantes procuravam produzir textos a favor da resistência, mas não se identificavam diretamente para não serem pegos pelas autoridades.

Depois que a ditadura acabou, os apelidos continuaram e foram tomando significados bem pejorativos, dependendo da pessoa, passando por apelidos preconceituosos relacionados à etnia (Negão, Preto, Tiziu, Macacão, Albino) ou com direta referência sexual (Clitoruda, Dá-o-Rabo, Vem-me-comê).

9º Corte de cabelo da moda

Para não passar de coitadinho, basta dizer que mudou de religião e começar a ouvir músicas estranhas para contextualizar o corte.

Esse dispensa qualquer explicação. Em algumas universidades, os calouros são obrigados a manter o corte de cabelo até a “data de libertação dos bixos”, que ocorre depois de uns três meses do ingresso na universidade.

8º Passar o palitinho

O desafio: passar um palitinho de boca em boca numa fila. Existem versões com duas filas para homens e mulheres, o que aumenta a dificuldade. Se alguém deixa o palitinho cair, ele é quebrado pela metade. Entendeu o drama, né?


Link YouTube

7º Elefantinho

Esse é um dos mais tradicionais. Dá uma puta dor nas costas, depois de uns 15 minutos andando desse jeito, que vocês não têm ideia. E vem com um bônus: você pode dar a sorte de ficar de cara com a bunda de alguém com dor de barriga e sentir os gases nobres antes que todo mundo.


Link YouTube

6º Cuecão

Esse é bem tradicional também. Faz os calouros desistirem de usar cueca até a data de sua “libertação”. Caso contrário, podem ter a incrível oportunidade de sentir suas bolas na garganta. Pode ser que a pessoa goste também, veja como o cara do vídeo abaixo fica dando risada. Tem gosto pra tudo.


Link YouTube

5º Creolina

Até agora a coisa estava engraçada. Ninguém pegou pesado. Alguns estudantes em Barretos acharam divertido jogar creolina nos calouros e ver a pele deles queimar.

Ah, vai, para de ser chato, é só uma brincadeira de integração!

4º Combustível

Você abastece seu carro com pinga? Não? Então por que dar álcool combustível para o calouro?

3º Ficar pelado

Degradante, a não ser que você seja muito extrovertido. É incentivado por veteranos com problemas íntimos com sua própria sexualidade. Obrigam os calouros a ficarem pelados no meio de grandes aglomerações de pessoas, sobretudo nas festas da faculdade.


Link YouTube | Acho que entendi o significado da palavra “pelada” pra futebol.

2º Mastiguinha

O veterano pega um alimento, por exemplo uma linguiça servida no churrasco da faculdade, mastiga algumas vezes e cospe na mão de um calouro, que é obrigado a comer. Também existem variações, como na forma de fila. Começa com o veterano, passa para o primeiro calouro que mastiga, cospe na mão do próximo calouro, que mastiga e vai passando até chegar no último, que tem de engolir.

No final deve estar bem pior que isso.

1º Abuso psicológico

O veterano lança mão de toda a sua autoridade (atribuída por quem mesmo?) e ordena o que desejar ao calouro. Aqui entram todos os outros trotes degradantes, personalizados, que somente cada veterano pode planejar. Pode causar, inclusive, a morte de pessoas, como aconteceu com um estudante de medicina da USP, em 1999.

Algumas outras situações comuns são ordens aos calouros para pular na piscina (na temperatura ambiente de menos de 10ºC), tomar bebida alcoólica até passar mal, ajoelhar no chão contendo cacos de vidro, comer cebola, alho e folhas de guaco, tomar reforço (uma mistura de catchup, mostarda, ovo cru, cerveja e o que mais tiver na área)… Não há limite para a criatividade maligna. Entram aqui também os gritos no ouvido e a humilhação verbal perante as demais pessoas do recinto.

Qual o limite da brincadeira saudável?

A questão do trote sempre foi muito polêmica. Nunca tive uma opinião definida. Conversando com pedagogos e psicólogos, muitos já me falaram que o simples fato de um calouro receber um apelido carinhoso já pode deixar traços marcantes em sua personalidade, dependendo do significado do apelido e do modo como é recebido internamente.

Perder sangue, não cabelo, não dignidade. | UFRGS e UNISC 2010.

No entanto, não me sai da cabeça também que algumas brincadeiras foram muito importantes, na minha fase de calouro, para a integração com os demais estudantes, inclusive meus colegas de sala que se enrascavam comigo. Na fase de veterano, provocar brincadeiras saudáveis também abriu a comunicação com os calouros que eu ainda não conhecia.

Quanto aos trotes solidários, não acredito que funcionem muito bem. Não satisfazem a vontade do veterano em dar trote, em se sentir superior. Portanto, por mais que ache válida a iniciativa, não acho que seja solução para o problema.

É também difícil definir limites para o trote. Como podemos permitir o corte de cabelo se uma tesoura pode machucar, mesmo que não intencionalmente, a orelha de um calouro? Portanto, a iniciativa que as autoridades tem tomado é proibir totalmente o trote na universidade, para evitar abuso. Fora da universidade, o calouro que tomar trote e se sentir lesado, pode procurar a polícia e fazer uma denúncia contra o agressor.

Pintar muros de escolas em vez de perder tempo com tarefas sem sentido.

E você, caro leitor, o que acha do trote nas universidades? Tirando as ações bizarras que causaram sofrimento e até morte, claro. Comente também sobre o que acha do “Rodeio das Gordas”. Se ele ocorresse com qualquer tipo de menina ou com meninos, seria também um problema?

Danilo Scorzoni Ré

Engenheiro Florestal, amante da natureza e de ecoturismo. Apesar de ambientalista, não gosta de eco-chato e ainda acredita na capacidade do ser humano em promover um futuro melhor. É @dscorzoni no Twitter.


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  • Victor Cavalcanti

    Acho a coisa mais imbecil da face da terra. Baseado em que você acha tem o direito de humilhar os outros? Veterano quer dar pinta de gostosão pra humilhar os mais novos. Entrei na faculdade esse ano e rolou muito esse mito de trote, aqui em pernambuco está proibido e não rola faz muito tempo, mas falo sem a menor duvida que se nenguinho viesse pra cima com essas brincadeiras de filhos da puta iria dar de cara com a minha mão.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Victor, eu também acho, cara.

      Eu não entendo como as pessoas SE SUBMETEM a isso.

      Na USP até rolou algo do tipo na época, mas eu simplesmente saí dali, não aceitei, fechei a cara, fui embora, fiquei ligado para não ser humilhado.

      Muitos desses trotes estúpidos não aconteceriam se os calouros fosse mais duros e não ficassem aceitando brincadeirinha. Uma vez que se abre o espaço brota o espírito do carrasco. Eu lembro bem quando humilhava alguns amigos da 5ª a 8ª série. Xingava, botava pra baixo, só não batia, mas havia todo um terror psicológico.

      • Leon

        Concordo completamente! Acho que essas pessoas participam dessas “brincadeiras” pra serem aceitas pelos grupos, coisa de gente com problemas de auto-estima. Acho trote babaquice e achei o Rodeio de Gordas repugnante.

      • Mikael Mhr

        e o pior é quem tem gente que ainda paga para participar desse tipo de coisas. Como se a faculdade fosse bani-los por não terem se deixado reprimir e humilhar. Acho babaquice de ambas as partes!

      • Leon

        Concordo completamente! Acho que essas pessoas participam dessas “brincadeiras” pra serem aceitas pelos grupos, coisa de gente com problemas de auto-estima. Acho trote babaquice e achei o Rodeio de Gordas repugnante.

      • Felipe Salum

        Exatamente, no meu caso em universidade particular, entrei na UNIP Alphaville e depois na FASP, tentaram ter essas pegadinhas e eu simplesmente sai fora e nao aceitei. Acho que se os calouros fossem mais duros os trotes acabariam.

        Onde ja se viu se sujeitar a algo do tipo, do jeito que eu sou esquentado com certeza iria sair na mao com todo mundo se me forcassem a algo :)

      • Felipe Salum

        Exatamente, no meu caso em universidade particular, entrei na UNIP Alphaville e depois na FASP, tentaram ter essas pegadinhas e eu simplesmente sai fora e nao aceitei. Acho que se os calouros fossem mais duros os trotes acabariam.

        Onde ja se viu se sujeitar a algo do tipo, do jeito que eu sou esquentado com certeza iria sair na mao com todo mundo se me forcassem a algo :)

  • Marco Antônio

    Tenho um exemplo muito mais saudavel do que os expostos ae:

    Pegamos um cara da minha sala mais velho (pra poder se passar por professor), e ele entrou na sala dos calouros no 1º dia de aula. Os calouros se sentaram achando que o professor novo tiinha chegado, e o nosso amigo se apresenta como tal e já diz que para a emissão da carteirinha da estudante da faculdade, precisariamos de 10 reais e uma foto 3×4 de todos da sala. Dito isto, no outro dia era grana e fotos na mão. Inadimplencia zero! ahah

    Eis que na 2ª feira seguinte surge o cartaz no corredor com letras garrafais “OBRIGADO AOS CALOUROS DE DIREITO QUE BANCARAM O NOSSO CHURRASCO” e junto com a mensagem de gratidão , vem aquele monte de foto linda 3×4 exposta na faculdade.

    Acho que é um trote conhecido mas nunca perde o charme ueheuheuhe

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Ótimo isso, Marco. Esse, sim, acho genial.

      Outro que pago um pau acontecia na FFLCH (não sei como está hoje). Um veterano mais velho começava a dar uma aula magna como se fosse professor. Aí ele falava UM MONTE de besteira e todos os calouros anotavam, ouviam, perguntavam. Hilário.

      • Marco Antônio

        Massa este do professor também.

        Tirando os trotes sádicos, eu acho bacana a ideia de zuar o bicho e tals principalmente pro pessoal se conhecer nas Calouradas. Mas tudo dentro do bom convivio, pois eu acho estupido um cara se gabar e achar que goza de alguma autoridade por estar na faucldade há alguns periodos a mais.

      • Marco Antônio

        Massa este do professor também.

        Tirando os trotes sádicos, eu acho bacana a ideia de zuar o bicho e tals principalmente pro pessoal se conhecer nas Calouradas. Mas tudo dentro do bom convivio, pois eu acho estupido um cara se gabar e achar que goza de alguma autoridade por estar na faucldade há alguns periodos a mais.

      • Nati

        Este trote teve na minha sala quando entrei na faculdade. O cara deu aula, passou tarefa, trabalho e depois agradeceu a atenção e zuou da gente. Eu também não participei de nada, nem das festas dos bixos, nem do sinaleiro (arrecadar dinheiro todo sujo na rua para a festa debaixo do sol quente) e não tive nenhum prejuizo com isso.

        As pessoas que vão nas primeiras aulas e participam dos trotes incentivam que isso continue ocorrendo, e a idéia que é passada que a pessoa será excluida e blá blá blá é pura balela.

        Brincadeiras de integração são diferentes de humilhação e vexame, ninguém se socializa passando vergonha.

        É triste ver pessoas que se alegram em fazer isso.

      • Borracha

        Na Poli tb rola essa aula trote, é genial ver a bixarada desesperada com o que o “professor” fala.

        Em relação ao trote, acho que tb cabe aos bixos manterem a coisa dentro do controle. Caso alguém se sinta desrespeitado, saia de perto, vá embora, ligue para o disque-trote, etc. Banho de lama, de tinta, cortar o cabelo são coisas toleráveis, pelo menos para mim. Falando da Poli, os pais são convidados a participarem do trote e alguns ainda pedem para que o filho seja pintado e tal.

        Mas eu confesso que fui um bixo um pouco frustrado, uma vez que perdi o 1º dia da matrícula e a festa do trote. Os veteranos ficaram com dó de mim e me mandaram limpo de volta para casa hahaha

        PS: Borracha foi apelido dado por veterano rs

      • bom, eu nao acho que tirar dinheiro de calouro seja tao melhor quanto os outros tipos de trote que voce desprovou ali em cima.Talvez seja so minha opinião…:P

      • http://www.facebook.com/people/Felippe-Alencar/100001141622064 Felippe Alencar

        Esse ai eu levei. E ainda pediram dinheiro pra uma apostila, e apesar de ter sido avisado de que era aula trote dei dinheiro. Típico desespero bixesco.

    • Ederaps

      Se passar por professor para pegar dinheiro de terceiros prometendo uma coisa a fim de utilizar para vantagem própria? Isso é charmoso? Isso é crime, e o “professor” deveria ser autuado.
      Aliás, pra mim, todo e qualquer aluno que se se sentisse lesado com qualquer tipo de bullying, (nem precisa ser durante a prática deplorável do trote) deveria dar parte na polícia, a qual deveria sim levar a sério esse tipo de crime, pois assédio moral é algo que pode acabar com a vida de uma pessoa.

    • Ederaps

      Se passar por professor para pegar dinheiro de terceiros prometendo uma coisa a fim de utilizar para vantagem própria? Isso é charmoso? Isso é crime, e o “professor” deveria ser autuado.
      Aliás, pra mim, todo e qualquer aluno que se se sentisse lesado com qualquer tipo de bullying, (nem precisa ser durante a prática deplorável do trote) deveria dar parte na polícia, a qual deveria sim levar a sério esse tipo de crime, pois assédio moral é algo que pode acabar com a vida de uma pessoa.

      • Marco Antônio

        Não é “charmoso”, é estelionato, capitulado como crime ecônomico (vide Título II, Capítulo VI, Artigo 171), leia-se “obter para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento.”

        Porém promotor Ederaps, os alunos não se sentiram lesados, pois eles sabem que é uma ideia boa p praticar nos proximos periodos numa forma, repito, saudavel de passar um trote.

      • LN

        Saudável?? Desde quando crime é saudável? Tbm não consegui visualizar em que esse trote é menos pior do que os outros…

      • LN

        Saudável?? Desde quando crime é saudável? Tbm não consegui visualizar em que esse trote é menos pior do que os outros…

      • Ramon Junior

        Simplesmente porque não nenhuma agressão fisica, muito menos verbal.
        De boa, eu olho para essas coisas e vejo uma cambada de bebês chorões que nunca tiveram infância e viveram a vida de baixo da saia da mamãe…
        Trote, não tem que ser afim de denegrir a imagem alheia, mas sim um modo de fazer com que os calouros se integrem. Não há necessidade de fugir da humanidade, mas se ainda hoje existe é porque os outros o fazem, ou seja, reproduzem o que foi feito com eles, sendo assim, as pessoas nunca deixaram de praticá-lo, a não ser que seja um crime onde ao indagar quaisquer que seja mostre Título, Capítulo e Artigo, caso contrário, cale-se, pois evitará o que hoje virou doce na boca das pessoas, ou seja, bullying.

      • LN

        Saudável?? Desde quando crime é saudável? Tbm não consegui visualizar em que esse trote é menos pior do que os outros…

    • http://twitter.com/rommoreira Roberto M. Moreira

      A pergunta é: Os calouros que pagaram tb foram convidados pro churrasco? Ou só bancaram?

  • http://twitter.com/JonatasROF Jônatas Oliveira

    Acho que a parte do trote muda pra cada faculdade, Pois sou Calouro..e posso dizer.. q o meu trote..não teve nada demais..os veteranos deixaram a galera bem a vontade, e Respeitaram o pessoal que não participou..

    Aceitei na boa ficar sujo de tinta, pedir dinheiro. o Elefantinho não participei e ninguem disse nada…
    Acho q isso varia de curso, de faculdades…e dos proprios veteranos.

    Tanto q depois do trote tivemos trote solidario, a onde doamos sangue, e uma boa parte da galera compareceu.

  • Maicon

    Trotes são as maiores babaquices. São totalmente contra. Ritual de iniciação o caramba. Não existe justificativa por mais antropológica que queira ser para essa atitudes. Quase sempre haverá abuso por parte dos veteranos. É um ciclo de poder-humilhação sem fim.

  • Dgdgdg

    Na UFPR já fizemos isso, foi um colega dar aula para os calouros…Proibindo uso de celular, laptop, se alguem tivesse q ir ao banheiro tinha que erguer a mao e perguntar…hilário…hahaha

  • Dgdgdg

    Na UFPR já fizemos isso, foi um colega dar aula para os calouros…Proibindo uso de celular, laptop, se alguem tivesse q ir ao banheiro tinha que erguer a mao e perguntar…hilário…hahaha

    • Rodrigo

      Se os trotes do brasil fossem assim de zoação não haveria problema.
      Mas acham graça é humilhar, pintar, jogar merda, fazer comer porcaria.

  • Dgdgdg

    Na UFPR já fizemos isso, foi um colega dar aula para os calouros…Proibindo uso de celular, laptop, se alguem tivesse q ir ao banheiro tinha que erguer a mao e perguntar…hilário…hahaha

  • Arthur Mendonça

    sinceramente, trote maldoso é válvula de escape pra veterano frustrado da vida. aquele cara gordinho que sempre ganhava apelidos carinhosos na escola vê no trote a chance perfeita pra descontar anos e anos de humilhação. aí o cara se acha o rei da cocada preta. só pra citar um exemplo que teve na minha faculdade em Juiz de Fora (esse cara gordinho existe mesmo). um cara normal, sadio, nao faria umas brincadeiras degradantes contra aqueles que vão ser seus futuros colegas de profissão. é mta criancice

  • Marco Antônio

    Pois é Jonatas, na faculdade particular que eu estudo, a cultura do trote é qse nula.
    Em compensação, na faculdade federal da minha cidade tem todos o respeito dos calouros. Os melhores lugares na republica, vesitr de mulher pro Miss Bicho, etc, etc. De fato muda sim de facul p facul.

  • Alex

    Integração você faz se deseja e com quem você deseja e não é o trote que vai promover isto. Já é difícil para a pessoa ser aprovada na seleção e quando vence este obstáculo é recepcionada com as mais imbecis idéias de sujeitos precisando de auto-afirmação por causa de complexo de mandioca pequena? É um culto ao mito dos “fodões” e a maioria vai na onda.

    Sobre os trotes solidários também sou contra. Ninguém pode obrigar uma pessoa a fazer algo que ela não deseja fazer. Mesmo que seja por “uma boa causa”. O inferno está cheio de boas intenções.

    É bem simples, se a pessoa não quer participar ponto final. Respeita a vontade do individuo e mostra que chegou a universidade pra fazer a diferença entre os poucos seres pensantes da humanidade. Se existisse bom senso não existira trote.

  • Anônimo

    Trote tem que ser no máximo esse lance da aula magna: faz piada, dá uma assustada e depois convida prum churrascão, bate uma bola, pronto, cabou. Violência gera violência, assim como gentileza gera gentileza…

    • Rodrigo

      Isso é o trote mais raro, tão raro que parece que não existe.
      Trote bom é brincadeira, zoação, enganar, se passar por professor, zuar.
      Humilhação não é divertido.

  • Felix

    Politicamente correto, nos vemos por aqui. Óbvio que as 5 primeiras são ridículas, pois afetam a integridade física, mas as 5 últimas vsf, são pra fazer amizade, integrar todo mundo. Como sinto saudade do meu primeiro ano na USP Ribeirão Preto.

  • http://twitter.com/anaspol Ana Spoladore

    Onde não existe bom senso, sobram leis. Como os veteranos não sabem entrosar de forma saudável, vem uma lei que proíbe os trotes e pronto.
    Eu sempre achei idiota o fato de excluir alguém por não querer participar do trote. E não gosto da humilhação, também.
    Existem brincadeiras mais saudáveis. O que falta ao pessoal é criatividade, achando que, pra ter graça, tem que ser agressivo, abusivo, humilhante.
    Fossem mais inteligentes e seguros, achariam novas formas hilárias e divertidas de receber os calouros.

  • Dr Health

    Ih rapá. Fui pintado de guache, tive que levar rodo e balde, disputamos “Olimpíadas dos calouros” (o mais engraçado foi uma prova que 3 calouras tiveram que esvaziar camisinhas penduradas com leite condensado dentro, com a boca – e a vencedora foi uma que eu vim a namorar depois, imagina o que eu não ouvi, hehehehe), andei no campus com a cueca por cima da calça, e teve o trote do tarado (um cara da turma era obrigado a seduzir uma árvore na frente de todos), do pirú (uma encenação de um piru entrando numa vagina e indo e voltando, com alguns calouros em diversos papéis – piru (esse ainda é chamado de Piru hoje em dia), dois calouros bolas, grandes lábios, excitadora do piru, caloura útero), matar formiga a grito, etc…

    Pessoal da turma se diverte lembrando das brincadeiras até hoje. Porque realmente o espírito era esse!! Não houve humilhação alguma.

    Mas infelizmente quando foi a vez da minha turma dar trote, botaram uns manés na comissão de trote que pegaram pesado. Ovada, farinha, e a tal da mastiguinha foi feita com uma língua de boi besuntada de banha e catchup que era passada de boca em boca dos calouros. PQP.

    Se eu não me engano, ainda havia pressão de umas turmas acima para que se pegasse pesado no trote, caso contrário, a galera que já estava em períodos mais avançados descia e aplicava o famoso trotão, onde quase saía porrada. Depois disso, a UFRJ proibiu o trote em seu campus.

    • Bom, nao sei em que ano voce se formou mas o trote nao é proibido não… Pelo menos no meu teve teatrinho que nem voce falou, apresentação e afins… hehe :P

    • http://www.facebook.com/people/Vicente-Lo-Duca/100000327132630 Vicente Lo Duca

      Dr Health,
      A UFRJ não proibiu o Trote não. Entrei em 2009.1 em Economia lá e tive trote no campus da PV, e dei o trote no período seguinte. E a única coisa ruim é a falta de criatividade dos veteranos, que sempre fazem as mesmas coisas…

      Mas voltando à proibição, atualmente alguns cursos proibiram, por exemplo o meu. E Aí a saída é acabar dando em outros locais, como na Praia. Mas de verdade, o trote é um saco.

  • http://twitter.com/isadoramorais Isadora Morais

    Na minha faculdade tem esse trote do professor, o professor carrasco.
    A gente coloca alguém fingindo que é professor pra dar uma aula, dai ele cita livros em francês, que não tem tradução pro português, diz várias coisas que o aluno não pode falar e fazer (tipo, atender celular, usar computador, escrever a lápis) e tal. No fim das contas tem gente que sai da sala pra trancar a matéria, ou começa a chorar, dai, é claro, que os outros veteranos ficam fora pra explicar. No final a gente discute a questão do trote violento, a função do professor, entre outras coisas que os calouros ainda vão ver muito no curso de Pedagogia.
    E eu não acho que o termo bullying seja modinha. O problema é que quem não sofre não entende como é. Sofri bullying na terceira série, sorte da minha colega que eu era uma pessoa normal se não me vingaria lindamente! hahaha
    Enfim, entre outras coisas que fazemos é um sarau com a participação dos calouros e dos veterenos e uma gincana com aquelas brincadeiras bestas, porém divertidas tipo: ovo na colher, corrida de saco e tal.
    Uma postura que adotamos foi a de fazer o trote tradicional (com farinha, ovo, tinta, pedir dinheiro no sinal) SE o calouro quiser. No final das contas muitos poucos querem e a maioria se diverte com o trote alternativo.
    E eu acredito que os trotes solidários funcionem sim. Pq veterano tem q ser melhor q calouro? Tem muito calouro meu que tem muito mais bagagem q eu. A única sacanagem que eu fazia com meus calouros era ir roubar o lanche deles numa matérias que eles fazem chamada “Oficina Vivencial” (bem coisa de pedagogo mesmo). hahahaha

    Enfim.

  • http://twitter.com/Doutor_Victor Victor

    Minha família toda passou por trote, desde meu pai, meus irmãos e até meu avô dizia que quando foi pra faculdade: “…tiveram umas brincadeiras idiotas feitas pelos estudantes mais antigos q moravam na pensão…” No meu ver tudo é um rito de passagem e quem esta de fora acha um absurdo, uma bestialização. Imagino os pais daquele adolescente criado em apartamento, que não sabe nem o que é dor de dente, sentem vendo a barbárie dos veteranos pra cima do querido filhinho deles criado a leite e açúcar. Uma sensação muito parecida quando nós, seres civilizados assistimos pela tv confortavelmente um rito de passagem indígena em que podre indiozinho sofre flagelos físicos e psicológicos.
    Quando você passa em um vestibular muito concorrido, todos estão ” sentindo-se o máximo” ai vem o trote e BOOM!E num exercício tênue de humildade extremada todos tem uma regressão e está então garantida a integração, você anda pelos corredores e sabe que até seus professores, aqueles caras que mais admira passaram pelo mesmo ritual.
    Agora pegando um bordão muito usado na Pdh, homem que é homem aguenta o trote, apesar do meu ter sido muito pesado, o terror psicológico e físico sofrido para entrar na faculdade na época do vestibular foi muito maior, o que é então um trotezinho? Agora se você passou a sua vida toda com medo de desafios, com certeza você vai ir correndo pra sai da sua mãe quando ver um veterano aproximar-se no primeiro dia de aula.
    Na minha época o trote era voluntário, só o recebia se assinasse um termo autorizando o trote, todos na minha turma participaram, e recentemente conversando com um aluno do segundo ano ele disse ” 100% de calouros participantes”.

    • Dr Health

      Se a moda pega, Victor, em breve pedirão para o BOPE pegar mais leve em seu curso de formação, hehehehehhe

    • http://www.facebook.com/people/Vicente-Lo-Duca/100000327132630 Vicente Lo Duca

      Pela vestimenta,” Doutor” Victor,

      “No meu ver tudo é um rito de passagem e quem esta de fora acha um absurdo, uma bestialização. Imagino os pais daquele adolescente criado em apartamento, que não sabe nem o que é dor de dente, sentem vendo a barbárie dos veteranos pra cima do querido filhinho deles criado a leite e açúcar” –
      ” que é então um trotezinho? Agora se você passou a sua vida toda com medo de desafios, com certeza você vai ir correndo pra sai da sua mãe quando ver um veterano aproximar-se no primeiro dia de aula.”.

      “Doutor”, a seu ver quem não participa do trote é filhinho da mamãe?

      Há de se respeitar quem não quer participar da brincadeira, quem se sente coagido, quem acha que é sem graça, ou quem acha que é uma cultura tipicamente ridícula. E Santa Inteligência perdoai-o, comparar medo de desafios com medo de trote é a coisa mais sem correlação que já foi dita sobre o tema.
      Um exemplo Empírico, no meu trote o veterano chamdo Hulk ( 1,90 m, Tipo Armário, Lutador) comandou o meu trote, caralho eu fui o calouro que mais gritou e cantou 9 a nosss música), além de ter participado de várias atividades e ter me recusado a participar de outras ( como levar uma pedra de 5 kg pra casa). E cara hoje em dia no 4º período eu tenho minhas dúvidas quanto a que estágio pegar, que matéria cursar… Ou seja, uma coisa não tem nada a ver com outra. Sua posição diante do trote não define quem você é.

    • Hueber

      uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu

      Fodão!

  • http://twitter.com/Doutor_Victor Victor

    Minha família toda passou por trote, desde meu pai, meus irmãos e até meu avô dizia que quando foi pra faculdade: “…tiveram umas brincadeiras idiotas feitas pelos estudantes mais antigos q moravam na pensão…” No meu ver tudo é um rito de passagem e quem esta de fora acha um absurdo, uma bestialização. Imagino os pais daquele adolescente criado em apartamento, que não sabe nem o que é dor de dente, sentem vendo a barbárie dos veteranos pra cima do querido filhinho deles criado a leite e açúcar. Uma sensação muito parecida quando nós, seres civilizados assistimos pela tv confortavelmente um rito de passagem indígena em que podre indiozinho sofre flagelos físicos e psicológicos.
    Quando você passa em um vestibular muito concorrido, todos estão ” sentindo-se o máximo” ai vem o trote e BOOM!E num exercício tênue de humildade extremada todos tem uma regressão e está então garantida a integração, você anda pelos corredores e sabe que até seus professores, aqueles caras que mais admira passaram pelo mesmo ritual.
    Agora pegando um bordão muito usado na Pdh, homem que é homem aguenta o trote, apesar do meu ter sido muito pesado, o terror psicológico e físico sofrido para entrar na faculdade na época do vestibular foi muito maior, o que é então um trotezinho? Agora se você passou a sua vida toda com medo de desafios, com certeza você vai ir correndo pra sai da sua mãe quando ver um veterano aproximar-se no primeiro dia de aula.
    Na minha época o trote era voluntário, só o recebia se assinasse um termo autorizando o trote, todos na minha turma participaram, e recentemente conversando com um aluno do segundo ano ele disse ” 100% de calouros participantes”.

  • http://twitter.com/pauloeliasjr Paulo Elias Jr.

    Minha faculdade (Centro Univ. Senac) promove esses tipos de ação solidária e desestimula práticas violentas e que causem transtornos psicológicos nos calouros. Acho que a responsabilidade sobre as açoes de uma instituição devem ser repartidas na proporção 25% – Instituição | 75% – Aluno. De nada adianta a ação da instituição se os alunos são irresponsáveis e não tem pensamento social. Muita gente entra na faculdade ainda tem aquela mentalidade de oitava série (meninos e meninas de prédio).

    Sou adepto ao pensamento de que o trote é um ritual de passagem da vida no Ens. Médio para um vida com mais responsabilidades, na faculdade. Porém, fazer as pessoas se sentirem um lixo no primeiro dia de aula não contribui muito pra isso.

    Passei pelo trote. Na época, eu não conhecia nada da minha universidade. Cortaram meu cabelo, fui de elefantinho, fui pra casa todo sujo, enfim. Mas eu tenho cabeça forte (com toda a humildade do mundo). Alguém que tenha a mente mais fraca pode não fazer a mesma interpretação sobre o tema do que eu, vai levar pro lado pessoal e acabar sofrendo psicologicamente com isso.

  • http://twitter.com/autoramajj Jonas Jeske

    Alguns pontos a comentar:

    1. “Será que todo mundo é capaz de se defender de um ato de violência psicológica, por exemplo?”
    Não. Ninguém é. Veja o maior exemplo disso, que é a Prisão de Stanford. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Experimento_de_aprisionamento_de_Stanford)

    2. Até o ponto número 5 considero todas as brincadeiras de integração saudáveis e normais.
    Explico: Quando o homem ainda vivia de maneira tribal, sempre havia alguma prova que era dada ao menino para se tornar homem. Por exemplo: caçar um animal, passar uma noite na floresta, etc. (temos vários filmes sobre isso no cinema).
    Esse comportamento do ser humano macho NÃO MUDOU !! Hoje, esse ritual de transformar o menino em homem ficou a cargo das universidades ou a cargo do glorioso Exército Brasileiro. Quando o menino completa 18 e quer virar homem.

    • http://twitter.com/saviski Marcelo Saviski

      Se não tiver trote fica faltando alguma coisa, é como não ter formatura, Tem que ter o ritual do começo e o do fim.

      Tirando os exageros, sempre tem as exceções que devem ser ignoradas, o trote é muito legal.
      Só quem não teve a oportunidade de participar de um trote, de ser o calouro e ser zoado que reclama, fica de mimimi. Todo mundo que participou encara com bom humor.

      trote tem que ter sujeira, aqui fazem os calouros quebrar ovo uns nos outros, pedir dinheiro no sinal e depois a tem cervejada! Fácil, todo mundo se conhece e fica amigo.

    • http://twitter.com/saviski Marcelo Saviski

      Se não tiver trote fica faltando alguma coisa, é como não ter formatura, Tem que ter o ritual do começo e o do fim.

      Tirando os exageros, sempre tem as exceções que devem ser ignoradas, o trote é muito legal.
      Só quem não teve a oportunidade de participar de um trote, de ser o calouro e ser zoado que reclama, fica de mimimi. Todo mundo que participou encara com bom humor.

      trote tem que ter sujeira, aqui fazem os calouros quebrar ovo uns nos outros, pedir dinheiro no sinal e depois a tem cervejada! Fácil, todo mundo se conhece e fica amigo.

  • http://twitter.com/gabrielvinicius Gabriel Alves

    Trote é humilhação pessoas que se sujeitam a Corte de cabelo da moda,Passar o palitinho,Elefantinho e etc. Podem evitar essas humilhações evitando de ir na faculdade quando esses trotes estão rolando, caso os responsáveis pelos trotes os veteranos metidos a machões vierem com alguma represália, medidas legais podem ser tomadas. Na minha opinião esse negócio de trote servir para integração de calouros é babaquice. Trotes em faculdades poderiam ser mais leves e/ou solidários, porém sempre haverão idiotas por puro sadismo querendo humilhar os outros e o mais engraçado é que eles reclamam quando encontram algum calouro que reage através da violência contra esse tipo de idiotice, não é deixando de participar de um trote que a pessoa vai deixar ou não de ser preparada para os desafios da vida.

    Abraços

  • Anônimo

    este é bom, aconteceu comigo. meu trote foi pagar o jantar da turma do segundo ano de direito, mas eu jantei no ano seguinte. acho trote uma besteira, a melhor maneira de um veterano se firmar com os calouros seria mostrando o caminho das pedras e ajudando ao neófito a entender o longo e espinhoso caminho do aprendizado na universidade. rodeio das gordas? isso é necrófilo. porque a gurizada não se junta assim pra protestar por coisas necessárias e contra os absurdos dos poderes da república, caras pintadas para aparecer e não esconder a identidade. excelente matéria. abraço.

  • Daniel

    Só para lembrar, a primeira morte em trote no Brasil foi na Universidade de Olinda, em 1831.

    Tem uma matéria interessante do G1 a respeito dos trotes:

    http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL999773-5604,00-RASPAR+CABELOS+E+CHAMAR+CALOURO+DE+BICHO+NO+TROTE+E+TRADICAO+DA+ERA+MEDIEVA.html

  • http://twitter.com/tplayer Francis Rosário

    Os trotes são a prova de como só tem gente babaca nas universidades Brasileiras.

    Esse povo se preocupa mais em sacanear os novatos do que aprender uma profissão.

    • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

      Francis, não dá pra generalizar também…

    • http://twitter.com/rommoreira Roberto M. Moreira

      Falou pouco, mas falou BONITO!

    • http://twitter.com/rommoreira Roberto M. Moreira

      E tem mais, vc pode generalizar sem nenhum TRAUMA!

  • http://twitter.com/Victorbusnello Victor Busnello

    Bom, lendo os comentários vi que muita gente é totalmente contra o trote, eu acho que o problema não está no trote, mas sim nos limites, eu já passei por dois trotes (ambos na UFSM), e não considero nenhum deles violentos, tive colegas que não quiseram participar, e não foram excluídos de nada.

    Claro que sempre rola aquela pressão dos veteranos, mas a ideia é que “quanto mais gente melhor”, os veteranos sempre insistiam pra todos participarem, mas não com ameaças de exclusão ou algo do gênero (até pq independente de quem participou ou não do trote, na festa de integração pós-trote todos foram convidados), mas eles insistiam dizendo “é legal, quem não fizer vai se arrepender” ou “as brincadeiras ajudam os bixos a se entrosarem melhor”. E nisso eu posso dizer que concordo.

    Eu não passei por nenhuma brincadeira violenta, ou que tenha considerado humilhante, e mesmo que alguém se sentisse humilhado, podia simplesmente sair da brincadeira, e voltar nas próximas, sem nenhum tipo de retaliação.

    Pra finalizar sobre o trote, eu acho importante, e não me arrependo em nada de ter participado, e tenho certeza que meus bixos também não se arrependem de terem participado do dele. Eu acho que o problema não é o trote, mas quem aplica e quem recebe.

    Quanto ao rodeio de gordas, quando vi a noticia pela primeira vez, confesso que até ri, achando que era uma noticia fake, porque convenhamos, ela é extremamente absurda, mas depois de ver que realmente era serio o negócio, eu realmente acho que eles deveriam ser expulsos da universidade, mas confesso que acho que não vai dar em nada.

    • http://www.myspace.com/bluesy_marcos Matsuura Junichiro

      Rodeio das gordas é babaquice pura. Só seria legal se fossem elas, as gordas, montando em cima dos babacas.

    • Rodrigo

      O problema acontece porque muita gente participa sem gostar porque tem essa ideia infantil de ser excluído socialmente. Se todos tivessem liberdade de recusar a mídia não falaria mal do trote.
      Fato que tem muitos que vão sem gostar.

  • Pedro Savastano

    Eu gosto do meu apelido, gostava do meu cabelo, nao aguento mais mastiguinha (vomito de primeira) e quando bebado acabo correndo pelado com os bixos. E não há nada como um trote psicológico… o melhor pra dar nos bixos.

    Abraços

  • Anônimo

    Acho uma puta frescura falar disso qdo tá na moda falar disso..

    Isso sempre aconteceu, e sempre as pessoas superaram, cresceram e se tornaram ótimos profissionais, cidadãos, pais.

    Agora tudo é bullying, tudo está previsto em lei e todo mundo é mimadinho.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      AC_Gomes, eu também acho complicado ficar tentando evitar qualquer conflito sob o rótulo de “bullying” (e acho que isso que o Scorzoni quis dizer no começo) e gosto muito da dinâmica de poder que rola na adolescência. Eu, pelo menos, aprendi muito com isso.

      Ao mesmo tempo, acho completamente sem sentido a coisa chegar no ponto de matar alguém ou causar cicatrizes no rosto. Isso não é algo que deveríamos aceitar, que deveríamos achar natural. Esse cara que morreu em 1999 deveria ser sempre lembrado. E os responsáveis não foram presos, por incrível que pareça.

      Abraço.

      • Anônimo

        Desculpe a demora para responde Gitti,

        Então, o problema é que o trote não pode ser livre a ponto de se tornar um crime. Algumas atitudes são crimes previstos em lei e devem ser tratadas como tal.

        Mas acho besteira essa nova vertente da sociedade que começou essa patifaria anti-bullying. Hoje em dia a sociedade não pode dar um tapa mais forte na cara de algum sujeitinho de classe média que começa a frescura.

        em resumo em letras garrafais.

        Bullying parece ser só os ataques contra o gordinho que vive a enfiar BigMac’s pelo c#.

        O garoto pobre e favelado, sem oportunidades, sofre bullying da sociedade como um todo, mas para ele, não tem serginho groisman falando merda.

        Em resumo, puta frescura de classe média, mais uma para chegarmos aos pés dos americanos, como classe média mais otária do mundo.

        Ao invés de aprendermos com a vida, vamos chorar para nossos pais.

      • Lucas P

        Cara, sempre que o assunto do trote entra em discussão, todo mundo vem descendo o cacete na Medicina (aliás, qualquer coisa é motivo pra isso).

        Quase tudo que se fala é pura birra com os “cuzões da medicina”, que por algum motivo obscuro são odiados pelo resto da universidade. Ninguém que não estivesse lá no dia pode falar qualquer coisa sobre o que aconteceu.

        Entrei na FMUSP quando a turma desse rapaz estava no sexto ano. O que ouvi de todas as pessoas que presenciaram o ocorrido é que TODO MUNDO entrava na piscina, era uma FESTA, como qualquer outra. Como os calouros foram pintados com guache (não vejo nada demais nisso), a água estava turva e por isso ninguém viu o cara quando ele afundou. De FATOS, só temos isso. NÃO sabemos se ele foi “obrigado” a entrar ou entrou porque quis, pra se afirmar, se ele bateu a cabeça, se estava bêbado, sei lá.

        O que eu tenho CERTEZA é que ninguém da faculdade quis pô-lo em risco ou machucá-lo, Por mais que se apregoe que os alunos da Pinheiros são “arrogantes”, “malucos”, “drogados” e outras coisas piores, ninguém é idiota ali. A intenção sempre foi divertir-se e integrar-se, disso eu posso falar. Duvido que haja uma recepção aos calouros tão acolhedora, integradora e divertida quanto a nossa. Em nenhum momento desses vários anos me senti coagido, coagi alguém, ou vi alguém ser coagido a fazer qualquer coisa. A diferença é que hoje é expressamente proibido entrar na piscina durante o churrasco na Atlética….

        Quanto aos “responsáveis”, os caras que foram acusados eram os diretores da Atlética na época. Os caras que organizaram a festa. Isso faz algum sentido? Culpá-los por algo que não sabemos nem se foi “causado” por alguém? Todos os presentes eram adultos e reponsáveis por si próprios. Se eu fizer um churrasco na minha casa e alguém se machucar, ou duas pessoas brigarem, por acaso eu tenho alguma culpa nisso? Claro que não.

        Na FMUSP tudo sempre foi feito deixando claro que estamos entre AMIGOS. A grande maioria abomina completamente contra qualquer tipo de bullying, humilhação, etc. E ninguém é obrigado a estar presente nos eventos ou participar das brincadeiras, que, aliás, não são NADA ofensivas (água, farinha, um elefantinho de 2 min – 2 min mesmo, de verdade, da entrada da facul até a Dr. Arnaldo). De resto, é tudo festa, “vamos beber”, “parabéns”, “vamo pra Atlética treinar pra caralho”, o sexto ano e a bateria reunidos ensinando todas as músicas e hinos pros calouro. É uma semana de festas do caralho, com todas as instituições/associações acadêmicas contribuindo.

        De verdade, esse negócio de “mataram o japonês”, “pinheiros assassina” e etc é das coisas mais rasas e infantis que se pode falar a respeito de trotes.

      • Ronaldo

        É o seguinte, nunca cai nessa merda de trote, no dia que entrei pra UFES, vieram uns babacas e simplesmente disse… é o seguinte, vcs tem plano de saúde? vcs vão precisar , sou do morro da Penha , favela que bota terror em Vitória, todo mundo vazou… não sei porque …kkkkkkkkkkkk

    • Sapo Cururu

      Só sei que vc é um cuzão pra caralho, só isso que tenho pra dizer.

  • http://twitter.com/patcerq Patricia Cerqueira

    Covardia virou atitude natural e uma verdadeira praga ! Diversão e senso de humor tornaram-se sadismo em massa e é impressionante como as pessoas que mais aceitam , incentivam e participam destas manifestações de humilhação são as que receberam educação, portando suponha-se que sejam mais esclarecidas. Infelizmente, a realidade é bem elitista , hipócrita e diferente. O investimento e anos de estudo vão para o ralo em segundos sem a menor vergonha. O pior , são os futuros profissionais (médicos, psicólogos, engenheiros e etc..) que prestarão seus serviços para vc . Mundo bizarro …

  • http://www.facebook.com/people/Edson-Maruyama-Diniz/100000197168023 Edson Maruyama Diniz

    Fiz enfermagem na UFSCar. Inocentemente, fui para a matrícula achando que não haveria trote. Leda ilusão. Levei trote do povo da Enf e não dos outros cursos. Cortaram meu cabelo, tomei um banho de tinta, o famoso cotonete que é uma droga pra tirar a tinta do ouvido. Fiz pedágio, elefantinho, fotos vergonhosas e tudo mais. Participei da gincana dos bixos, que é uma parada sensacional na federal (ou ao menos era). Lembro de tudo com humor, foram bons dias. Pelo menos no meu curso a parada foi suave, na primeira semana que era “Calourada” era o bixão. depois disso, nem uma menção a nada, nem um idiota ou veterana tosca achando que eu “devia alguma coisa pra elas”. Nunca pegaram no meu pé, nem da Enf e nem ninguém de outro curso, de nenhuma das engenharias ou exatas, cursos com público predominantemente masculino. Alguns amigos tiveram algo diferente, uns ficaram no pedágio na chuva, sem um tennis pegando dinheiro pros veteranos que ali mesmo a tarde, já estavam fazendo um esquenta para a cervejada da noite. Na cervejada, tiveram que beber uma pinga batizada com quiabo ou algo não identificável. Mas nunca vi abuso do tipo, um veterano exercendo autoridade sobre um bixo só pq um entrou antes na faculdade. Em Sao Carlos, não havia essa viadagem.
    Essa relação de subordinação foi mostrada naquela novela Coração de Estudante, que mostrava as republicas em Ouro Preto, se não me engano. Pelo que ouço falar, lá sim há esse sentimento de vassalagem como se vc precisasse ser aceito pelo grupo, até pra poder morar nas casas e participar das festas. Creio que isso vai muito da pessoa, se ela aceita esse tipo de comportamento, se é isso que ela quer. Quando vc é bixo, não precisa partir pra ignorância com qualquer brincadeira, mas tem que se impor, mostrar que tem limites, dar-se o respeito. Se não, os veteranos acham que vc é o “escravo” ou “brinquedo” deles e, levados pelo álcool ou qualquer outro motivo, vão fazer o diabo com vc, talvez simplesmente porquÊ eles acham que podem.
    Um abraço,
    EZ!

  • Nando Zapelini

    Confesso que fico assustado quando vejo notícias parecidas na televisão.
    Talvez por morar no interior de SC e não encontrar muito disso.
    Acho deprimente esses tipos de brincadeiras e se viessem pra cima de mim também não iria receber na boa!

    Na minha faculdade, quando entrei, tivemos que sair pelo bairro, batendo de porta em porta pedindo alimentos para uma ONG da cidade que estava passando necessidades. Super legal e nos deixa bem.

    Quando eu e meus amigos já éramos veteranos o suficiente pra bolar trotes, fizemos o mesmo esquema do professor. O mais velho da turma entrou na sala se passando pelo professor, falou um monte de besteiras e disse que daria trabalho valendo nota. Enquanto isso a sala atrasava o professor no corredor. Meia hora de aula e tudo foi descoberto, mas foi hilário!

    No ano seguinte fizemos novamente o plano do professor, mas envolvemos dinheiro. Pedimos dinheiro para pagar as apostilas e depois fizemos um cartaz agradecendo pelo churrasco.

    E no último ano os calouros tiveram que ir no trânsito pedir contribuição para a APAE. A turma que trouxesse menos dinheiro deveria pagar um churrasco para nós e professores. No final, todas as turmas ajudaram e foi um baita de festão!

    Acho que estes tipos de trotes são bem mais válidos, contribuem para o envolvimento da turma, novas amizades e não prejudica ninguém.

    Gostei do post, além de reviver momentos da minha história, instigou a galera.

    Abç.

  • http://twitter.com/corramary Marina

    Ótimo post. Lembro do meu trote na faculdade. Foi sensacional, todo mundo se divertiu e riu. Foi o que fez os calouros se conhecerem e conhecerem o resto da faculdade também.
    Trotes deveriam ser um momento bom de aproximação e confraternização, não esses absurdos de machurar, ferir e até matar calouro.

    • Anônimo

      Hehehe, algumas pessoas podem contar que jamais serão recepcionadas de forma negativa em algum lugar.

  • Daniel Felipe

    Mas, por que diabos a pessoa aceita o trote? Isso que nunca entendi.
    Cara vem de babaquice, manda uma “Vai se Foder” e segue a vida…

    • Rodrigo

      Porque ficam com medo de serem excluídos socialmente.

      • Leônidas Prado

        Isso pra mim é falta de confiança em si mesmo. Eu não quis me integrar com babacas que dão trote. Não preciso me integrar com ninguém pra sobreviver. E mesmo assim conheci pessoas legais. Dizem que não vão te dar as provas e listas de exercício resolvidos… pois bem, eu me garanto. No fim nada importou. Me formei, fiz meus amigos e nunca precisei me integrar com a turma “maneira” que dá trote.

  • http://www.facebook.com/clovisaugusto Clovis Augusto

    Aiai. É só ver que no trote, participa apenas quem quer. O que eu vejo é uma grande número de moralistas querendo generalizar tudo, =/.

    • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

      Acho que é por isso que não consegui definir minha opinião sobre o trote ainda.

      • Sutikram

        É o carvalho, cara.

        Trote é coisa de bichinha incubada, de mulherzinha, que fica querendo tirar onda de machão escroto, e acaba fazendo merda.

        Rodeio das gordas é pura babaquice. Seria divertido se fossem ELAS montando nos babacas.

    • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

      Acho que é por isso que não consegui definir minha opinião sobre o trote ainda.

    • oi

      O pessoal tem medo de ser excluído socialmente se recusar.
      Por isso participam obrigados.

  • http://www.facebook.com/people/Vivian-Frenchel/100000506612309 Vivian Frenchel

    adorei a matéria! uma coisa é brincadeira…do tipo, jogar ovo, farinha e etc…outra coisa é machucar e acabar com a dignidade de alguém…
    quem raios inventou esse tipo de coisa? õ_o

    • Matsuura Junichiro

      Isso é coisa de algum Zé Ruela sem-noção, que queria tirar uma onda de machão, e inventou essa palhaçada de trote.

    • http://twitter.com/rommoreira Roberto M. Moreira

      Vivian, se me permite… Jogar ovo, farinha, etc. etc… também não é brincadeira que se faça! Especialmente num país como o nosso, onde ainda existem pessoas que não tem o que comer.

  • http://www.facebook.com/people/Vivian-Frenchel/100000506612309 Vivian Frenchel

    adorei a matéria! uma coisa é brincadeira…do tipo, jogar ovo, farinha e etc…outra coisa é machucar e acabar com a dignidade de alguém…
    quem raios inventou esse tipo de coisa? õ_o

  • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

    Como o Vitor Cavalcanti falou lá no começo até que aqui em pernambuco não rola essa tradição dos trotes e as lendas (eu nunca presenciei um) dos trotes que existem são tipo aluno vetereno se passar por professor e copiar um monte de matéria que não existe ou supostamente recolher fotos e dinheiro dos calouros para carteira de estudante e depois colar cartaz agradecendo pelo dinheiro da cerveja, no entanto eu nunca presenciei nenhuma delas mesmo tento estudado na Federal e na Estadual. Se eu bem me lembro o diretório acadêmico até faz uma recepção com os feras e o pessoal é super bem tratado. Eu acho que o trote enquanto um brincadeira inocente é até válido, mas eu acho que quando parte para humilhação e violência demonstra falta de caráter das pessoas que organizaram.

    Ah eu acho que na faculdade da minha irmã fizeram um desses trotes solidários para arrecadar doações, aí eu achei válido.

  • Robson

    Prática de fracassados psicológicos, sofrem toda as pressões sociais possíveis não convivem bem com isso como gente “normal”, e usam essa “tradição” como escape. Putz, nunca passei por isso, mas mesmo hoje, velho, vejo o quão patético é.

  • Rudison

    Pessoal, sinceramente, sejamos sensatos. O cara tá entrando na faculdade e, por mais que não pareça muita coisa pra alguns, pode ser um avanço tremendo na vida de outros. A primeira reação de muitos, que eu arriscaria chamar de maioria, pelo menos em todas as universidades públicas em que mantive contato com os alunos, é de querer comemorar da forma mais extravagante possível. E isso não compromete de maneira alguma o futuro profissional de ninguém… Simplesmente não interfere. Depois daquele período de trotes, o estudante vai ter 5 ou 6 longos anos para formar um comportamento profissional, e isso não precisa ser o reflexo do comportamento dele dentro da universidade. Basta sabermos separar as coisas. O fato de eu organizar uma competição entre calouras pra selecionar a que coloca camisinha em um pepino, com a boca, mais rapidamente, não quer dizer que vou me portar de maneira semelhante em uma empresa, ou que estou deixando de estudar e me tornando um mal profissional por isso.

    Além disso, devemos lembrar que o clima na faculdade engloba muito amizade e amizade muitas vezes engloba brincadeiras feitas… SÓ PRA SACANEAR, mesmo. Faz parte, é engraçado. Quem nunca pendurou uma faixa de luto na porta da casa de um amigo, ou não acharia engraçado se fizessem com você… que atire a primeira pedra! Quem sabe… colocar um pinto de borracha na mochila dele? Percebam que eu não estou falando das práticas violentas e irresponsáveis. Estou falando de pintar um futuro amigo, cortar o cabelo e jogar alguma coisa fedorenta nele, o que pode tornar as analogias perfeitamente válidas!

    E outra: levei trote dos meus amigos de longa data e encarei como uma mera continuidade do relacionamento descompromissado e bem-humorado que tenho com eles. Seria muita mesquinharia se, chegando na faculdade, rejeitasse o trote dos veteranos somente pelo fato de serem veteranos, não é mesmo? Por mais que não os conhecesse… fiquei conhecendo!

    Abraços a todos.

    • Rodrigo

      Se você tem dificuldade em se relacionar ou fazer amigo, não é se humilhando no trote que vai mudar isso.
      Amizades se formam por afinidade, não por um evento forçado. Quem fala que trote é bom provavelmente não gostou quando levou e quer ver outro se fuder igual ele se fudeu quando entrou.

  • Leoo

    Sou suspeito pra falar de trote, participei como calouro e participo enquanto veterano, nunca presenciei qualquer tipo de violência em nenhum deles. Hoje, boa parte do meu círculo de amizades é formada por calouros que tomaram trote, todos ele têm boas lembranças dos apelidos e brincadeiras que ocorreram.
    O que percebo algumas vezes são os excessos (principalmente alcoolicos) cometidos pelos próprios calouros. O perfil quase sempre é o mesmo (saiu da sua cidade natal e passou a morar sozinho(a) ou dividir apto. com outros bichos sem ter o mínimo de maturidade para cuidar do próprio nariz) daí, faz merda e paga mico por conta da própria burrice/ingenuidade e acaba virando motivo de gozação por parte dos outros calouros na semana seguinte.

  • http://pulse.yahoo.com/_2T3XBJ5ESWWWQCXHS5CC6Y3LVQ Daniel A

    Recebi trote na faculdade e não acrescentou em nada. Os veteranos tiveram pouco contato com poucos calouros depois disso. Os trotes seguintes só serviam pros veteranos tomarem dinheiro dos calouros.

    Na faculdade da minha namorada as alunas brigam há meses pelos R$180,00 arrecadados no trote.

    Acho que isso é só um jeito dos alunos se vingarem do que passaram no ano anterior, de uma forma pior, até culminar num incidente mais grave.

  • Gustavotomasi

    esse negócio de trote eh mto complicado…
    eu sou contra qualquer tipo de trote violento, seja ele psicológico ou físico, entretanto, o trote é essencial para a entrada da facul…
    quando eu entrei na facul fizeram a do elefantinho, a do palitinho, me pintaram de tinta “guáche”(?) e aquela d entregar o tenis, tinha que pagar 10 reais para retirar o tenis, caso contrário, ia pro balde d agua…
    sem extresse nenhum, todo mundo gostou… depois foi pegado o dinheiro do tenis e foi todo mundo pro bar beber… ficou todo mundo pintado, bem louco… eh a integração… huaeuheauhea
    abraçoo

  • Gustavotomasi

    Ahhh quase q eu esqueco…
    o pessoal q nao quis participar do trote na minha sala, ateh hj nao tem uma integração tao grande quanto a nossa na universidade…
    abraçoo

    • Rodrigo

      Não existe isso. Se você for social, fará amigos. Se você tem problemas sociais não adianta passar por humilhação.

  • Casey

    Nos ônibus de estudante daqui de Orlândia (região de Ribeirão Preto), tem um trote que eles chamam de “Xére Cu”.
    O veterano faz questão de ir ao banheiro fazer o número 2 e não se limpar e depois esfrega aquela bundona suja na cara do bicho … imaginem o perfume que fica na cara do cara.

  • Bruno Tamanaka

    Acho horrível essas brincadeiras, muita infantilidade! Sou a favor do trote, porém o trote deve ser feito com respeito. Festa, bebida e PUTARIA seria o trote perfeito, não essa necessidade de mostrar-se superior.

    Quando entrei na faculdade houve o trote e só participaram aqueles que queriam. Foi tudo na brincadeira, pintaram os calouros com guache apenas e não forçaram ninguém a fazer nada, apenas brincadeiras e piadas, mas nada ofencivo… muito menos físico!

    Quanto ao Rodeio das Gordas, é completamente bullying e DEVE punir aqueles que participaram! Além do maltrato psicológico há também o maltrato físico, pois numa brincadeira dessa a menina pode acabar caindo e se machucar.

    As universidades estão construindo babacas, prolongado a adolescência!

  • Daniel Souki

    Em vez de trotes tipo, arrecadar dinheiro para gastar com bebidas depois, ou pintar o corpo ou cortar o cabelo ou humilhar e tals..Deviam é fazer os calouros pegarem dinheiro e doarem para alguma instituição de caridade (estipulando o valor minimo que todos deviam arrecadar) ou doar sangue ou ajudar as pessoas, ou até doar alimentos na favela.

    Alguem duvida que o Brasil não iria melhorar demais?
    E de quebra as pessoas iriam valorizar a união, a ajuda ao proximo?

    Pensa Brasil
    PENSA…

  • http://www.facebook.com/people/Lucas-Neto/100001393534145 Lucas Neto

    Acho que em QUALQUER tipo de brincadeira existe um limite implícito que precisa ser respeitado, que você mostra pra todos quando diz “não”. Não gostou? Não quer continuar? Diz não, senta ali no cantinho e pronto, a brincadeira continua com quem quiser participar.

    Participei e dei trote. Sempre respeitei esse limite e me diverti demais. Acontecia alguma coisa com alguém, seja machucado ou discussão, tudo para, vemos o que aconteceu e vamos resolver o que fazer. No meu caso, tudo foi sempre encarado como “um grupo de amigos brincando entre si” então todos respeitavam os limites de cada um e sabiam quem deixava ter mais liberdade, mas nunca querendo machucar ou fazer o cara passar por um humilhação maior do que gostaria.

    Foram dias divertidos. Muitas brincadeiras, muita risada e… bem… a integração com as bixetes era sempre uma vantagem a parte.

  • Mauricio

    Sinceramente, o trote de faculdade é como se fosse uma tradição.
    Passei recentemente por isso como calouro e como veterano. Em ambas as situações, foi muito dvertido, e ajudou a enturmar.
    Porém tiveram limites.
    Quando fui “pego”‘ e quando fui “pegar” houve uma grande semelhança: Algum veterano dizendo: “Galera, aqui no Mackenzie não é obrigatório. Mas é divertido. A gente não vai abusar de ninguém, nem humilhar ninguém. Vocês vão sim se sujar e se fuder, mas nada pesado”
    De fato, isso foi respeitado. Cortaram meu cabelo, me jogaram um monte de tinta, ovo, farinha e afins. Me encheram de pinga e andei de elefantinho. Mas em momento algum senti que faziam isso pelo prazer de humilhar alguem.
    O grnade problema nos trotes, são os veteranos escrotos, que tem pinto pequeno e precisam compensar isso humilhando os outros.
    Fora isso, sou a favor do trote.

  • Gbp-22

    Acho a coisa mais idiota do mundo! Um bando de gente que deveriam ser “maduros” fazendo umas idiotices dessas. Quando tentaram comigo no ensino médio, (onde, dependendo de alguns colégios, e até mesmo no local onde ele fica, podem ser feios também os trotes) rolou pancadaria. Raspar sobrancelha, cabeça, e o resto do corpo não me pareceu legal. A porrada comeu solta parceiro…

  • Gbp-22

    Acho a coisa mais idiota do mundo! Um bando de gente que deveriam ser “maduros” fazendo umas idiotices dessas. Quando tentaram comigo no ensino médio, (onde, dependendo de alguns colégios, e até mesmo no local onde ele fica, podem ser feios também os trotes) rolou pancadaria. Raspar sobrancelha, cabeça, e o resto do corpo não me pareceu legal. A porrada comeu solta parceiro…

  • http://www.facebook.com/people/Thiago-Lucena-Fagundes/100000063920466 Thiago Lucena Fagundes

    Acho que o trote é valido, quando é um momento de descontração, de brincadeira. Só complica as coisas quando levam a parte da violência muito a sério.

    Lembro de um trote do pessoal de biomedicina daqui:

    Montaram uma “sala de vacinação” fechando um corredor, de forma a ninguém conseguir ver o que se passava do outro lado do corredor, juntaram os bichos e avisaram que teriam que ser vacinados por causa dos materias que iriam trabalhar no curso. No primeiro dia de aula, tá aquela fila enorme em frente a sala de vacinação, entrando um calouro por vêz. Quem entrava via logo uma seringa imensa, uma cadeira e três veteranos (fortes) com a cara mais sádica do mundo. Passado o susto, ganhavam uma latinha de cerveja, eram convencidos a gritar como se tivessem sentindo dor e saiam do outro lado, para que o pessoal que não foi “vacinado” não os visse.

    A cara do pessoal na fila era impagável…

    • http://twitter.com/imbruno Bruno Mendes

      Rachei aqui desse trote!

      É desse tipo de brincadeira que estamos falando!

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Gênios.

      • http://www.facebook.com/people/Thiago-Lucena-Fagundes/100000063920466 Thiago Lucena Fagundes

        Esse tipo de trote que eu gosto. É uma brincadeira para entrosar o pessoal. E garanto que o os calouros ficaram empolgados pra fazer algo parecido com o ano seguinte…

    • Rodrigo

      Isso é trote de verdade, brincadeira e zoação.
      Humilhar os outros é foda.

  • http://www.facebook.com/people/Thiago-Lucena-Fagundes/100000063920466 Thiago Lucena Fagundes

    Acho que o trote é valido, quando é um momento de descontração, de brincadeira. Só complica as coisas quando levam a parte da violência muito a sério.

    Lembro de um trote do pessoal de biomedicina daqui:

    Montaram uma “sala de vacinação” fechando um corredor, de forma a ninguém conseguir ver o que se passava do outro lado do corredor, juntaram os bichos e avisaram que teriam que ser vacinados por causa dos materias que iriam trabalhar no curso. No primeiro dia de aula, tá aquela fila enorme em frente a sala de vacinação, entrando um calouro por vêz. Quem entrava via logo uma seringa imensa, uma cadeira e três veteranos (fortes) com a cara mais sádica do mundo. Passado o susto, ganhavam uma latinha de cerveja, eram convencidos a gritar como se tivessem sentindo dor e saiam do outro lado, para que o pessoal que não foi “vacinado” não os visse.

    A cara do pessoal na fila era impagável…

  • Gelson

    Sinceramente, trote só não é bacana, quando o veterano tem sérios problemas pessoais.
    Levei trote, e também dei trote, mas em ABSOLUTAMENTE TODAS as brincadeira nós SEMPRE (fizeram igual conosco) deixamos claro que era opcional, quem quer faz, brinca, se diverte, quem não quer vá estudar, sei lá.
    Claro, tinham brincadeiras do palitinho, elefantinho, xingar outros cursos, utilizar cantadas vergonhosas e tal. E ninguém perdeu um braço, estao todos amigos pelo campus.

    Sou totalmente contra brincadeiras de agressão física, óbvio, mas “agressão psicológica” que muitos chamam de botar medo, só faz parte, e não faz mal a ninguém.
    Faculdade é uma vez só na vida. Essa é a idade de diversão. Merdas irão acontecer (desde que não envolva terceiros) você só terá boas recordações.

    • Thiago Ribeiro

      Faço psicologia, e Sinto discordar mas “Botar Medo” pode sim fazer mal, talvez para você não tenha efeito algum, mas para outros pode ser motivo para entrar em Depressão. Claro Depende da Formação da Personalidade e etc..

  • Therideofdreams

    Pessoal, outra característica muito importante do trote… o calouro já vai ter uma puta oportunidade de ver quem são os “mais escrotos” e manter distância desses caras.

    Pessoalmente sou favorável ao trote, enquanto brincadeira. E pra brincar, as duas partes tem que estar de acordo.

  • Daniel Guichard

    Fui bixo duas vezes, uma na UFRGS, em 2009; outra na Universidade Federal do Pampa, esse ano.

    Na primeira vez, participei do trote, que foi sujeira, elefantinho e pseudomendicância (ou arrecadação na sinaleira por pessoas que não precisavam daquele dinheiro, se preferirem). Fui, convencido pela suposta tradicionalidade da experiência e por um entusiasmo bastante babaca.

    Só percebi de fato o quão estúpido era aquilo tudo quando um senhor, vestido de palhaço, pediu gentilmente para que o meu grupo deixasse a sinaleira. Era ali que, com os seus malabares, ele conseguia o ganha-pão da sua família diariamente.

    Baita ironia: éramos nós os palhaços.

    Esse ano, na Unipampa, só participei do trote solidário. Doei sangue pela primeira vez, e pretendo fazer disso um hábito. Me recusei a participar da sujeira e da submissão, mesmo que isso tenha me custado certa antipatia dos veteranos.

    Usemos essa empolgação dos calouros para causas mais produtivas. Sejamos nós, universitários, honrados frente àquilo que é a nossa suposta Educação Superior.

    • Thiago Ribeiro

      Correto Seria “TODOS” terem essa Educação Superior que você fala, Solidariedade Deveria ser algo natural na Sociedade, mas infelizmente ainda temos ou Pessoas Racionais demais ou Ignorantes. Equilibrio é tudo, Ser Santo não resolve nada.

  • http://www.facebook.com/people/Alan-Bonner/1250961687 Alan Bonner

    “Quanto aos trotes solidários, não acredito que funcionem muito bem. Não satisfazem a vontade do veterano em dar trote, em se sentir superior. Portanto, por mais que ache válida a iniciativa, não acho que seja solução para o problema”

    PORRA! Quer dizer que os veteranos tem uma necessidade de ver o calouro humilhado? Que tipo de gente as faculdades estão aceitando? Animais?

    Enfim, esse tipo de matéria é que fode com a vida de quem rala pra caralho durante as férias pra organizar um trote legal pros seus calouros, que, ao ver esse tipo de relato, acham que em todo lugar é assim e simplesmente boicotam o trote, sem ter a mínima idéia do que programamos a eles. É possível fazer um trote divertido para todos sim, conciliando brincadeiras com limite e ações solidárias. Basta querer. Mas primeiro, precisa deixar de ser acéfalo, o que é bem mais difícil…

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Alan,

      Eu também discordo do Scorzoni nesse ponto. Acho o trote solidário uma puta ideia. E acho que dá pra fazer mil coisas a la ImprovEverywhere (conhece?).

      Abraço.

      • http://www.facebook.com/people/Alan-Bonner/1250961687 Alan Bonner

        Gitti,

        ainda não tinha me ligado no ImprovEverywhere. A parte solidária do nosso trote (Biologia-UFF) é realizado em parte junto à reitoria da universidade e consiste em atividades ‘normais’, como a doação de sangue citada no texto, além de visita e doação de alimentos a lares carentes e asilos, limpeza da Praia de Icaraí, em Niterói, ações junto ao Greenpeace, entre outras. Mas vou dar uma navegada no ImprovEverywhere com os colegas no planejamento do trote do ano que vem, pra tentar tirar alguma coisa.

        Valeu pela dica, abraço.

      • http://www.facebook.com/people/Alan-Bonner/1250961687 Alan Bonner

        Dei uma olhada no site aqui e me liguei que já tinha visto o vídeo do Star Wars no metrô. Genial, diga-se de passagem. E a ‘vacinação’ que o amigo lá de cima descreveu… desculpa, mas vamos plagiar :)

      • http://www.facebook.com/people/Thiago-Lucena-Fagundes/100000063920466 Thiago Lucena Fagundes

        Fique a vontade para plagiar! Garanto que vai ser divertido.

        Curso da área de saúde dá para pregar boas peças… Uma outra que “ví” é colocar alguém como professor de anatomia, levar o pessoal pro laboratório e falar algo das peças e tal, levando em direção a uma mesa, onde alguém vai estar deitado, coberto. no meio da explicação é só o “corpo” discretamente pegar em alguém que tiver do lado.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Alan,

      Eu também discordo do Scorzoni nesse ponto. Acho o trote solidário uma puta ideia. E acho que dá pra fazer mil coisas a la ImprovEverywhere (conhece?).

      Abraço.

    • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

      Alan, acredito que, infelizmente, a permanência do trote nas universidades (principalmente públicas) está justamente nessa sensação de poder que o veterano acha que tem. Se a proibição não coibe o trote nas faculdade mais tradicionais, você acha que o trote solidário irá fazer diferente? Aqui em Botucatu, por exemplo, também tem trote solidário, limpeza do Campus, doação de sangue, etc. Acho que são iniciativas muito boas, sobretudo na construção do caráter dos calouros que chegam na universidade bem crus. Mas, realmente, não acho que o trote solidário dará solução ao problema.
      Abraço.

      • http://www.facebook.com/people/Thiago-Lucena-Fagundes/100000063920466 Thiago Lucena Fagundes

        Penso que a melhor maneira de acabar com essa violência de alguns trotes seja com a quebra do ciclo, alguns que sofrem agora no trote certamente vão querer fazer o mesmo aos proximos calouros. Acho que tem que se ter um controle maior na organização do trote, ter gente disposta a “fiscalizar” a brincadeira (entre os próprios veteranos mesmo) pra ninguém se exceder.

        Pode ser um pouco de inocência minha mas acho que proibir não é uma política muito eficaz para evitar algo.

      • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

        Thiago, concordo plenamente que proibir nuna é política eficaz para evitar algo, mas é uma das poucas coisas que as instituições podem fazer a respeito.

        Sobre a quebra de ciclo, vou te contar uma coisa curiosa… existem alguns veteranos que não tomaram trote na época de calouros pq eram “fujões”, digamos assim. Fugiam do trote como o diabo foge da cruz. Hoje em dia, como veteranos, dão trote pra caramba… E tenho certeza que, enquanto calouros, eles deviam achar o trote uma babaquice e tudo mais. E mais uma coisa: veterano fiscalizar veterano é a mesma coisa que professor fiscalizar professor, estão todos entre amigos. Acho difícil algo nesse sentido funcionar.

      • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

        Thiago, concordo plenamente que proibir nuna é política eficaz para evitar algo, mas é uma das poucas coisas que as instituições podem fazer a respeito.

        Sobre a quebra de ciclo, vou te contar uma coisa curiosa… existem alguns veteranos que não tomaram trote na época de calouros pq eram “fujões”, digamos assim. Fugiam do trote como o diabo foge da cruz. Hoje em dia, como veteranos, dão trote pra caramba… E tenho certeza que, enquanto calouros, eles deviam achar o trote uma babaquice e tudo mais. E mais uma coisa: veterano fiscalizar veterano é a mesma coisa que professor fiscalizar professor, estão todos entre amigos. Acho difícil algo nesse sentido funcionar.

  • http://www.facebook.com/people/Alan-Bonner/1250961687 Alan Bonner

    “Quanto aos trotes solidários, não acredito que funcionem muito bem. Não satisfazem a vontade do veterano em dar trote, em se sentir superior. Portanto, por mais que ache válida a iniciativa, não acho que seja solução para o problema”

    PORRA! Quer dizer que os veteranos tem uma necessidade de ver o calouro humilhado? Que tipo de gente as faculdades estão aceitando? Animais?

    Enfim, esse tipo de matéria é que fode com a vida de quem rala pra caralho durante as férias pra organizar um trote legal pros seus calouros, que, ao ver esse tipo de relato, acham que em todo lugar é assim e simplesmente boicotam o trote, sem ter a mínima idéia do que programamos a eles. É possível fazer um trote divertido para todos sim, conciliando brincadeiras com limite e ações solidárias. Basta querer. Mas primeiro, precisa deixar de ser acéfalo, o que é bem mais difícil…

  • Marco Antônio

    Esta é totalmente ridicula!

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    Ao Danilo:

    “Se formos generalizar um pouco as coisas, acredito que o trote, que ocorre na entrada dos calouros na universidade, também poderia ser considerado bullying. De qualquer forma, acho esse termo uma mera modinha.”

    Também acho, na minha época de escola nunca ouvi falar dessa palavra, e até os de perfil “gordinho nerd” sabiam se defender.

    O que quero dizer: brincadeiras de mau gosto sempre foi algo corriqueiro, o que acontece é que as pessoas de hoje parecem que não sabem se defender.

    Contudo, acho que o fenômeno “bullying” é curioso e merecia atenção dos estudiosos, pena que estou ocupado com outros temas.

    • Thiago Ribeiro

      Shámtia você tem razão. Esse historia de Bullying já esta se tornando algo Chato, pessoas se deixam ser Humilhadas, e nem sequer tem uma atitude. Baixissima Auto-Estima? Não sei.. Mas se fosse em outro momento historico, certamente pessoas assim pereceriam

  • Carolina Reis

    O meu trote foi bem divertido – e essa opinião é compartilhada por todos os que participaram. Foi só tinta, água e bebida (pra quem bebe). A diferença é que, desde o início, sempre que iam arrecadar dinheiro e no próprio dia do trote, eles deram a liberdade de que quem não quisesse participar, se sentisse livre pra ir embora e nada aconteceria. Simples.

  • Eduardo Marques

    Eu só acho isso um absurdo. Esses vagabundos deviam é ser punidos devidamente.

  • Cleyton

    Trote é integração entre calouros e veteranos…

    O problema são os abusos….Qdo entrei na faculdade levei trote e conheci um monte de gente…

    Assim como dei trote e conheci toda a galera que estava entrando…

    O único problema são algumas pessoas que levam ao extremo…

    Falar de trote apenas de forma negativa é falta de conhecimento do que pode ajudar na integração entre o povo da universidade

  • http://www.facebook.com/people/Bruno-Mengatti/1313130755 Bruno Mengatti

    Trote precisa da participação de veterano consciente e de uma organização compromissada. Na faculdade a galera dá trote todo ano, banho de lama, guerra de rasgar cueca, tinta, enfim, mas não rola nada sério porque sempre tem gente prestando atenção.

    O atual diretor fica todo ano na frente da porta da matrícula dizendo que trote não é obrigatório e entregando um panfleto, mas não é muito efetivo, a foto do panfleto é de uma galera se divertindo. Ainda bem que não é efetivo. O que faz tudo lá funcionar é o cuidado das entidades estudantis que tão ali. Atlética, Grêmio e centros acadêmicos cuidam pra que a festa seja muito boa e tranquila pra galera, porque é o nome deles (judicialmente até, todos esses órgãos tem CNPJ lá) na reta, além da imagem dessas entidades, que precisam dos bixos pra continuarem vivas.

    Uma vez que tem gente em cima, só acontecem pequenos acidentes com mergulhos na lama.

    O que colabora muito é a cultura do trote. Via de regra na USP o pessoal todo passou por um trote parecido, e provavelmente pegou alguém bacana passando trote nele, tal. Quando ele vai dar o trote, não tá preocupado em ferir, humilhar ou se sobrepor ao bixo, mas em fazer a festa com ele. A grande maioria dos veteranos lá conversa bem com os bixos, tira dúvidas e, dependendo de como for, até oferece uma carona de volta pra casa pós pedágio. Claro que tem clássicos trotes como vender passe de circular (gratuito), mas a galera é vacinada pelos veteranos mais gente finas.

    Mas vá lá, a USP tem o estigma do chinês da Medicina. Mas o que disse anteriormente vale, exagerou, POLÍCIA NELES, DATENA. Sem pestanejar.

    Agora, por que acho o trote tão legal? Porque eu gosto de ritos e rituais, e acredito que o trote, na entrada da universidade, é a cereja no bolo de um ritual extenso pra maioria das pessoas, que é a dedicação, de maneira geral, pra entrar na universidade. O ano de vestibular, pra maioria das pessoas, exige sacrifício, responsabilidade, mudança na rotina pra atingir um objetivo, entre outras coisas. Muitas vezes exige mais de um ano dessa disciplina. Isso costuma ser uma quebra pra grande maioria da galera que está prestando vestibular da primeira vez. Por si só é um sinal de passagem pra “vida adulta”, ou pra um período de transição turbulento pra esta.

    O trote chega exatamente pra coroar esse esforço todo dizendo o seguinte: parabéns, você agora precisar ralar muito mais até realmente ser alguém. Duvido que alguém aqui não tenha conhecido algum desses soberbos de colégio / cursinho que se achavam a última bolacha do pacote, os sabichões, que achavam que fazer 90% dos simulados e ter boas notas era a prova de que ele era O ESCOLHIDO PROFETA SUPERIOR.

    Não questiono quem fica feliz, satisfeito, com tais resultados enquanto no colégio, visto que é, geralmente, o tipo de resultado que você tem que buscar, mesmo. Falo de quem ficava absolutamente orgulhoso e cheio de si, e parecia achar que estava contribuindo com o mundo só por existir e tirar 10 em redação. Esses camaradas são os que, se tiverem um lampejo de razão, mais aproveitam o trote. Mas, de maneira geral, todos tem uma grande oportunidade de sair do microcosmo do colégio / cursinho que a maioria, geralmente, se encontra, pra perceber a dimensão que é escolher uma carreira, trilhar um caminho já trilhado e ainda assim tentar se fazer valer no meio de muita gente com, pelo menos, a mesma capacidade intelectual que a sua. Você é bem zerado mesmo, no trote.

    Muita gente não precisaria passar pelo trote pra ver isso, mas arrisco dizer que a maioria precisa de alguma coisa sim. Muitas vezes não é o trote (ou os babacas acabam em alguma faculdade?), mas acredito que ele ajuda bastante.

    • Thiago Ribeiro

      Concordo com você Bruno, Como tudo na vida tem que ter Equilibrio, o trote não é 100% ruim.
      Eu mesmo já tive o meu e foi bem divertido, uma brincadeira que ajudou a conhecer o pessoal e os veteranos. Óbvio que foram brincadeiras leves, como jogar tinta e coisa do tipo..
      O que quero dizer é que condenar 100% é errado, existe trotes “Corretos”. :D

  • Dr Health

    Que eu me lembre, lá no CCS, no Fundão, onde era a minha fac, foi proibido sim.

    Se voltaram depois, eu não sei. Já tava formado.

    • Bom, eu entrei em medicina em 2005 e teve trote com todos os comemorativos que voce falou e mais… E depois demos trote tambem… Ou seja, deve ter voltado depois que voce se formou.:p

    • Bom, eu entrei em medicina em 2005 e teve trote com todos os comemorativos que voce falou e mais… E depois demos trote tambem… Ou seja, deve ter voltado depois que voce se formou.:p

    • Bom, eu entrei em medicina em 2005 e teve trote com todos os comemorativos que voce falou e mais… E depois demos trote tambem… Ou seja, deve ter voltado depois que voce se formou.:p

    • Ariana Mendonça

      Certamente voltou, entrei agora pra medicina no segundo semestre e tomei trote :)

  • http://www.facebook.com/resteves2 Rodrigo Esteves

    Todos temos escolhas, ninguém é obrigado a fazer o que não quer, minha escolha foi não participar do troque em meu primeiro ano de faculdade, e depois a de não aplicar trote quando estava no segundo ano, não tive problemas de integração, e nunca ví ninguém que tenha aplicado um trote que tenha ganhado algo mais na vida do que meia dúzia de cervejas, essas pessoas são infelizes, mais são alimentadas por outras pessoas que fazem escolhas erradas.

    http://www.inversao.desventuras.com.br

  • Camila Alvarenga

    Sou contra a proibição dos trotes nas faculdades. Pra alguns calouros, não têm a menor importância mesmo. Já pra outros, é um momento de curtição, de comemorar com os novos/futuros amigos a conquista de todos. Só que a coisa tem que acontecer em clima de brincadeira.
    Quando era caloura, rolou um trote bem tradicional, desses com tinta, ovos, farinha e pedir dinheiro no sinal. Foi divertidíssimo e vou me lembrar sempre com muito carinho desse dia. O diferencial é que só participou quem quis. Muita gente não tava afim e esses puderam ir embora numa boa, sem que ninguém fizesse pressão.

  • jeh

    Não pude deixar de rir e pular diretamente para os comentários após ver, no primeiro vídeo, a parte que indica “garotas mostrando partes íntimas”¹ e “simulação de ato sexual”².
    QUE PORRA EH ESSA?? aushuahsa Nem eu, que sou evangélica me escandalizei!
    1- dá pra ver que as meninas estava de calcinha. Ninguém abaixou a calça delas. Elas que quiseram. Não me venham de papo moralista, brasileiros do Carnaval!
    2- Desde quando simulação de ato sexual é uma porra de uma garota no colo do cara recebendo um bjinho no peito (?) ?!?!?!
    AAAh, galera… nem li o resto dos comentários, mas uma crítica aos trotes que começa com um hipócrita ataque moralista desses não é digno de ser levado em consideração.
    Faz um favor: quem n quiser participar da porra do trote, NÃO VAI, caralho!

    • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

      Hahaha, essa reportagem ficou uma bosta… ela foi colocada no post só pra polemizar mesmo, pq esses programas sensacionalistas da TV são um pé no saco… acho engraçado que o que a reportagem mostra são apenas vídeos do youtube sobre o bundão de franca… e nenhum deles mostra o tal rodeio das gordas que dizem que aconteceu… Falar que aquele lance entre o cara e a menina era simulação de ato sexual foi um chute no saco… huahuahuahua. Parabéns pela observação.

    • http://twitter.com/rommoreira Roberto M. Moreira

      “Faz um favor: quem n quiser participar da porra do trote, NÃO VAI, caralho!”

      Jesus te ama, irmã!

    • Alexandre Soares

      Ótimo exemplo de cristão você está dando, IRMÃ! ;)

      #sóquenão!

      Que Jesus tenha misericórdia de ti!
      Ah, a propósito, eu ‘também’ sou evangélico e acho que pelo jeito que analisa uma situação dessa e fala do jeito que você falou, estás precisando voltar de novo pra Jesus, hein? Porque tenho certeza que muitos dos que comentaram aqui nem em Cristo acreditam e se mostraram com muito mais amor, caráter, ética e VERGONHA NA CARA do que você!

      Pensa nisso querida, você é (ou pelo menos deveria ser) sal da terra e luz do mundo!

      Bom dia, abraços ;)

      • Alexandre Soares

        CRISTÃ*

  • jeh

    “Perder sangue, não cabelo, não dignidade”
    Meu Pai… Quanto drama!
    Quanto viado
    Quanta gente hipócrita…

  • http://www.facebook.com/people/Diego-Froes/1401156007 Diego Froes

    Qual o problema do autor com trotes solidários?

  • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

    Diego, não tenho problema nenhum com os trotes solidários, já falei mais de uma vez, no texto e nos comentários, que acho a iniciativa válida na formação do caráter do calouro. Mas não acho que o trote solidário resolve o problema do veterano, da vontade que ele tem em se sentir superior. Por isso que eu digo que não é solução para o trote.

  • MMSS

    Chega a ser engraçado ouvir que “cortar o cabelo é absurdo” quando você já passou pelo 1 ano de medicina. Mas como dizem (e eu concordo), medicina é um mundo a parte, Dr. Health que me corrobore :)

  • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

    MMSS, sem defender a causa vai… qualquer curso é um mundo à parte. São mundos diferentes. Minha profissão, por exemplo, é dentro da floresta. Mas mesmo que fosse dentro do escritório, também seria um mundo à parte.

  • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

    MMSS, sem defender a causa vai… qualquer curso é um mundo à parte. São mundos diferentes. Minha profissão, por exemplo, é dentro da floresta. Mas mesmo que fosse dentro do escritório, também seria um mundo à parte.

  • Anônimo

    Desculpe a demora para responde Gitti,

    Então, o problema é que o trote não pode ser livre a ponto de se tornar um crime. Algumas atitudes são crimes previstos em lei e devem ser tratadas como tal.

    Mas acho besteira essa nova vertente da sociedade que começou essa patifaria anti-bullying. Hoje em dia a sociedade não pode dar um tapa mais forte na cara de algum sujeitinho de classe média que começa a frescura.

    em resumo em letras garrafais.

    BULLYING PRATICADO PELA SOCIEDADE COMO UM TODO CONTRA ALGUM FAVELADO, É NORMAL.
    BULLYING DO AMIGUINHO DA ESCOLA QUE ZOA O GORDINHO QUE VIVE A ENFIAR BIG MAC’S PELO C#, AE NÃO PODE, E VOCE PODE CONTAR COM O APOIO DO SERGINHO GROISMAN!

  • Dr Health

    Bom, no meu trote, não cortaram o cabelo. Não entendi onde você quis chegar.

    Cara, não é pra me gabar, mas eu já trabalhei em emergência do SUS e servi o Exército por 2 anos. Nego reclamando de trote e comparando a bullying… Na boa, é fichinha perto das merdas que eu vivi nesses lugares.

  • http://www.facebook.com/people/Andreas-Werner-Hahmann-Figge/621264388 Andreas Werner Hahmann Figge

    eu acho que quem não participa de trote não sabe o que tá perdendo e depois fica falando mal sem ao menos saber o que acontece… ouvir coisas todo mundo ouve, e fica pensando que vai ser torturado, humilhado e sei lá mais o que, e depois vem discutir e dizer que é uma barbárie, que devia ser proibido, que quem participa é trouxa… eu tenho dó desse tipo de pessoa que sai falando mal de algo que não entende…

    eu participei do meu trote e digo pra quem quiser ouvir que os meus melhores amigos da faculdade, que eu ainda hoje encontro de vez em quando pra beber, são aqueles que fizeram o trote comigo. os meus veteranos até hoje lembram de mim, e quando a gente se encontra pra beber só dá risada dos tempos que passaram, assim como acontece com os meus bixos, que até hoje me cumprimentam e vem pedir conselhos quando precisam de alguma coisa…

    em primeiro lugar, participa do trote quem quer, ninguém está lá sendo obrigado a fazer alguma coisa contra a vontade, é tudo uma grande brincadeira.

    em segundo lugar, não tem nada de errado em ter o cabelo cortado, levar tinta e sair pedindo dinheiro na rua, é tudo uma questão de integração, de saber participar. no fim da noite todo mundo vai beber e rir como igual (a diferença é que alguns vão estar cheios de tinta hehe).

    é claro que sempre tem aqueles que não sabem brincar e que gostam de humilhar os outros, que passam do ponto, como basicamente em todo lugar e todas as situações que você vai passar na vida. como eu disse, ninguém é obrigado a fazer o que dizem, e se você passou por isso me desculpe, passou porque deixou abusarem de você… e quer saber de uma coisa? quem passa do ponto são sempre os manés que fugiram do trote quando eram bixos, e não sabem o que é um trote de verdade…

    finalizando, o trote nada mais é do que um ritual de passagem, e quem não levou um, não viveu de verdade a experiência de uma faculdade, a melhor época da vida, e eu só tenho que lamentar isso…

  • http://www.trsnegocios.com.br Renato

    Idiotice total! pior é que quando somos jovens não entendemos certas consequências.

  • http://www.facebook.com/marcus.v.lagana Marcus Vinicius Laganá

    ABSURDO!!!
    Confesso que não deu tempo de ler todos os comentários…
    COMO assim os bixos tem que dar o limite do trote???? Eles acabaram de entra na faculdade, não sabem de nada!! Tem algum bixo lendo essa matéria??? Só nós veteranos temos acesso à informação de como são os trotes, de qual a “tradição” do trote na nossa faculdade…
    E é daí que vem o problema… TRADIÇÃO!!! Você leva trote hoje, acha engraçado porque você levou e dá novamente ano que vem!! ALGUÉM tem que fazer algo pra isso acabar e esse alguém SOMOS NÒS!!!
    Achar engraçado rodeio das gordas, cortar cabelo, elefantinho, pintar, xingar e dar apelido só faz continuar a maldita TRADIÇÃO que vem da IDADE MÉDIA!! Será que o homem não evoluiu esse tempo todo?

    Acho que brincadeiras são válidas, mas tudo tem seu limite, se você não sabe qual é não brinque e se você acha engraçado te fazerem de idiota procure um psicólogo.

    Acho super válida a idéia dos trotes solidários, para se criar uma nova tradição, onde as pessoas se conectam fazendo um serviço social, ou mesmo ambiental. A única coisa que falta pro trote violento acabar é as pessoas tomarem consciência das suas ações e QUEBRAREM o ciclo, alternativas não faltam. Faço parte de um projeto na UNICAMP que engobla 37 dos 39 cursos da faculdade, se chama Trote da Cidadania Pelo Consumo Consciente, recebe apoio da reitoria e de todas as diretorias dos institutos da universidade. Óbvio que cada instituto ainda dá o seu trote, do jeito que acha que tem que ser, mas acredito no exemplo… acredito que esses 2.200 calouros que participam todos os anos podem mudar isso dentro de cada instituto e acabar com essas TRADIÇÕES idiotas!!

    A mais bestas que eu já vi foi o almoço do pessoal do sexto ano de medicina com os bixos… eles tem que comer frango com areia.

    Mais informações: http://www.unicamp.br/tci ou no meu e-mail: marcus.lagana@gmail.com

  • Freelancer

    Bully? indefesos?
    Ta legal, crianças mal preparadas podem acabar sendo vítimas de colegas agressivos….
    Mas a faculdade ja tem gente grandinha demais para ter esse tipo de reclamação.
    Acredito que seja escolha pela submissão mesmo!
    Quando teve a parte das brincadeiras idiotas, eu simplesmente fui embora!
    Muito bom o texto, tema relevante…

  • Cazzobrasilia

    eu ja dei aula de latim pros calouros.. rs…

  • Matsuura Junichiro

    E como você define integração????

    Uma porção de babacas de merda fazendo merda com você, e depois, jogar na sua cara a merda que fez???? Ficar falando merda a seu respeito???? Fala sério!!!!

  • Felipe

    Quando eu passei na Estadual de GO eu sofri trote, foi um trote saudável até.. depois eu achei chato eles querem q eu pagasse lanche(salgado e suco) entao eu resolvi me juntar a eles. Juntei com mais uns 4 “bixos” e fizemos um preparado de Suco de Pessego com Laxante. Foi batata. Depois que fui descoberto eu era o único bixo a participar das festas dos veteras e consequetemente levei outros comigo. A integraçao foi maior. Acho que eles perceberam que nao eram intocáveis por estarem a mais tempo lá.

  • Andre

    Será que os “trotes” não descendem da “Praxe” portuguesa? (http://pt.wikipedia.org/wiki/Praxe)
    Parece-me que no Brasil os “trotes” são mais duros, mas não tão institucionalizados. Por cá também fazemos brincadeiras com os caloiros, no entanto existe o limite do bom senso, e tudo o que atente contra a integridade física ou psicológica de forma grave pode significar uma expulsão da praxe e processo civil. Há sempre que evitar práticas com conotação sexual, discriminatória ou trotes individuais, para não dar azo a abusos.
    Achei curioso que por aí têm também o “cavalo” e a “aula fantasma”. O pessoal de Física do Porto faz sempre uma, e é provavelmente a aula mais concorrida do ano, porque ninguém quer perder a cara dos caloiros quando vão a uma aula de apresentação de mecânica e apanham com um quinto anista disfarçado de professor antipático a ensinar mecânica avançada cheia de hamiltonianos (:
    Talvez por aí devessem criar um certo padrão que deve ser seguido para o que é aceitável e o que é passível de ser punido. Por cá a praxe é quase uma instituição, quase uma seita. Usamos traje académico tradicional (com raizes na indumentaria medieval), e temos um grande conjunto de regras e tradições para além dos trotes aos caloiros, como as serenatas, a latada, o cortejo e a queima das fitas. Apenas posso dizer que adorei o meu ano de caloiro, rastejei imenso, sujei-me imenso, levei com muita porcaria na cara, mas posso dizer que valeu a pena. Como 2º anista ainda sou praxado, embora de forma diferente, e não tenciono desistir. Se encarado da forma correcta, pode realmente ser uma boa integração e produzir muito boas memórias.

  • http://www.facebook.com/people/Ricardo-Lima-Pinheiro/100000144698101 Ricardo Lima Pinheiro

    Mas idiota do que quem faz isso, é quem aceita.
    Puta falta de respeito consigo mesmo…

  • cleiton

    Aff…a maioria dos trotes são exagerados, o povo não tem bom senso!!
    Lembro que no meu, jogaram óleo usado e groselha..e nos fizeram caminhar no sol..nossa…foi mto ruim..
    Gente, vamos parar com essas idiotices…fala sério. Se quiserem fazer alguma brincadeira, que seja saudável, sem machucar as pessoas.
    ;-)

  • Musculoide07

    Você é um coitado

  • DMN

    Patifaria anti-bullying? Só alguém que não sofreu bullying falaria uma merda dessas.

    Se o que te incomoda é o termo americano adotado no Brasil, então você não passa de um recalcado.

    Sobre “O garoto pobre e favelado, sem oportunidades”. Engraçado, mas acredito profundamente que você não deve estar fazendo nada para ajudar esse garoto né. O que te incomoda é o Serginho Groisman falando merda? Vai lá falar então coisas inteligentes.

    Aprender com a vida? O trote é um aprendizado? Tô até agora procurando os frutos.

  • Usuário

    Trote é terror psicológico porque falam que se recusar será excluído socialmente. Quando não falam isso, passam sensação. Não existe isso. Se você for social, fará amigos. Se você tem problemas sociais não adianta passar por humilhação. Não gostarão de você. Recusei a fazer trote, mas virei amigo de todos veteranos muito mais do que aqueles que foram pra trote e não duraram 6 meses e desistiram.
    A menos que você seja mulher gostosa, veterano geralmente não vai ligar muito para você, até porque quanto maior o período, menos tempo à toa o cara tem. Veteranos não influenciarão em nada na sua formação; Veterano não manda na faculdade, curso ou sala. Mandam na república e a única influência deles é em festas, baladas, organização, etc., mas tudo fora da faculdade. Não fique pensando que veterano vai te ajudar com cálculo 1.
    É pior você ir no trote e recusar. Melhor mesmo é nem ir, aí já evita olharem estranho a recusa.
    Amizades se formam por afinidade, não por um evento forçado. Quem fala que trote é bom provavelmente não gostou quando levou e quer ver outro se fuder igual ele se fudeu quando entrou.

  • Sandro Santos

    eu sofri trote na UFBA Bach, em Geografia!! os miseráveis dos veteranos levou a galera toda e jogou numa mata fechada!! todos de olhos vendados!! quase ninguém queria! mas fomos coagidos!! intimidados por dizerem q iria nos ferrar durante os nossos 5 anos!!! foi horrível!! chegamos as 9h da manhã nessa mata que nem sei o nome e conseguimos sair as 4h45min da tarde!! foi horrível!! prestamos queixa e nosso ano letivo foi pior ainda por causa disso!! sei que não vale a pena! mas não passe por isso!! vou cursar outro curso agora! e já estou sabendo q vai ter trote então só vou na segunda semana! ou terceira!! vou pegar matérias atrasadas mas prefiro isso do que ter futuras complicações!!

  • Putao

    Mais pau no cu e quem se submete a isso. Falta de prato pra lavar e cueca pra sujar, rebanho de imbecis.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=1419900905 Mariana Alvim

    Tomei trote, não me senti humihada, não fui obrigada a nada, até me diverti. Cantei umas musiquinhas, me fizeram algumas perguntas sobre mim, me sujaram, sujei meus colegas e fui pedir dinheiro porque eu quiz. Mas nenhum veterano nos obrigou. No meu curso a gente paga um valor para poder participar de todas festas até o final do curso sem pagar por cada uma. Algumas pessoas pagaram do próprio bolso, outras pegaram no sinal, apenas pela tradição. Acho que tem como o trote ser algo legal sim, é só alguns aprenderem a brincar e outros a parar de reclamar.

  • EU

    é por essas e outras que estou pensando em NÃO PARTICIPAR do trote, posso me socializar com as pessoas nas festas, não preciso do trote para fazer isso.

  • marcelo

    mano eu tive a maior puta sorte do mundo, ja entrei no 2 de adm, mesmo assim no busão da facu queriam dar o trote, na sexta tinha 3 aulas a professora combinou de dar 4 aulas e liberar um dia, ufa, foi nesse dia o trote, fala serio se o cara vier com trote babaca eu processo ele nos termos da lei humilhação e crime, pararam os calouro e pediram pra beijar um tatu que encontraram no meio da estrada proximo ao semiterio, recolheram 50 contos pra compra pizza e mesmo assim aplicaram o golpe. acha mesmo que eu vou sustenta cu de marmanjo e ruim eim, mas não recebi por isso não me sinto avontade pra aplicar kkkk

  • http://twitter.com/leonardoceuazul s2 ke$ha

    isso é uma idiotice , fazer brincadeiras ok mas humilhar ou machucar ja passa a ser crime,isso deveria ser banido

  • Mayaraa

    Eu acho a ideia do trote muito divertida. Integrar os calouros em novas amizades é uma forma de dizer “Bem vindos”. Eu não conheço maneira melhor de tirar essa tensão do primeiro dia de aula. É claro que isso só é válido se a brincadeira for saudável, tipo a pintura com guache ou o dinheiro no sinal. Contando que não machuque e nem prejudique ninguém… Ta valendo! ;)

  • ze doido

    Vou pra faculdade e o primeiro q chegar de graça vou comer na porrada. Posso até ser juntado depois, mas pelo menos um eu quebro. E ainda sou de menor, vou sair processando todo mundo

  • vo te matar

    Me aguarde que ano que vem estarei ai. Vou sapecar vcs veteranos todos na porrada

  • Laiali

    eu gostei mesmo desse post, parabéns!
    Bjoss
    http://www.laialisafa.com

  • laura

    tive meu trote e achei super legal, foram bacanas com a gente, pintaram, zuaram da nossa cara, deram bebida pra gente, mas nada passou do limite, toda hora queriam saber se a gente tava bem, tiveram varias brincadeiras engraçadas tbm, mas sempre respeitando o espaço do outro, e é isso que faz um trote legal.

  • Li

    Levando em consideração que o objetivo do ensino superior é formar profissionais capazes de interagir com a atualidade, buscando maneiras de evolução profissional concomitantemente respeitando a natureza e o próximo, conclui-se que o trote universitário é a maneira ideal dos veteranos estacionarem no caminho dessa evolução acima citada. Os iniciantes do ensino superior não são menos do que eles e tão pouco merecedores de tamanha falta de maturidade em relação de certas atitudes que atingem a moral de um ser humano. Alguns veteranos deveriam entender que faculdade não deve ter relação com bebidas, sexo, drogas, humilhações, violências e desrespeito com os iniciantes e sim, uma maneira de aprofundar os conhecimentos adquiridos e adquirir novos para um possível desenvolvimento pessoal, profissional e familiar.
    Muitos iniciantes tem objetivos importantíssimos para serem alcançados no futuro e essas pessoas devem ser respeitadas levando em consideração que todos nós temos direitos iguais e obrigações para com as pessoas ao nosso redor. Antes de realizarmos algum mal ou humilhação para alguém devemos pensar se gostaríamos que esse ato fosse realizado com nós e devemos observar até que ponto nossa consciência de ser humano está sendo entendida como deve ser. Veteranos não se esqueçam que vocês já foram iniciantes e que nesse momento das suas vidas não poder se achar melhores ou piores que ninguém, por que somos todos iguais e temos os mesmos direitos perante a sociedade, então respeitem o ser humano e façam apenas o que eles permitiram, e não os forçam e fazerem coisas para rebaixarem suas morais a ponto de serem tratados como “bixos”, pois nem eles merecem alguns tratamentos que vocês aplicam a tais pessoas. Sejam humanos e acima de tudo respeitem o próximo só assim nosso país terá profissionais maduros e adultos, por que do contrário continuará como está: Universidades repletam de alguns veteranos com atitudes e pensamentos infantis!

  • Jean Marinuchi

    Ano que vem na faculdade se tiver essas vacilações eu vou levar um TEASER e queimar filho da puta que chegar perto na outra mão um soco ingles e se vier de gangue eu apanho mais mato uns 2 :D vão c foder filhos da puta

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