O seu estilo de vida já foi projetado

David Cain

por
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Estou de volta ao mundo do trabalho. Acabei em um trampo de engenharia com salário bem legal, e a vida parece que finalmente está voltando ao normal depois de nove meses viajando.

Por eu viver um estilo de vida bastante diferente enquanto estive fora, esta súbita transição à existência de trabalho “das 9-às-5“ tornou claro algo sobre ela que eu nunca tinha percebido.

Desde o momento em que o emprego foi oferecido a mim, eu fiquei notavelmente mais descuidado com o meu dinheiro. Não burro, só pensando um pouco menos na hora de puxar a carteira. Pequeno exemplo: estava comprando cafés caros de novo, apesar deles não serem minimamente tão bons quanto os excepcionais cafés brancos comuns da Nova Zelândia, e de eu não poder apreciá-los no pátio ensolarado de um café. Quando estava viajando, estas compras eram menos descuidadas, e eu as aproveitava melhor.

Não estou falando de compras grandes e extravagantes. Estou falando de gastos casuais, promíscuos, de pequena escala, em coisas que não acrescentam muito na minha vida. E olha que eu só vou receber daqui a duas semanas.

Em retrospecto, eu acho que sempre fiz nas épocas em que estive bem empregado — gastar alegremente nas épocas de “vacas gordas“. Ter passado nove meses vivendo como um mochileiro sem renda, eu não consigo não ficar mais atento a este fenômeno, agora que vejo ele acontecendo.

Eu acho que faço isso porque sinto ter readquirido uma certa estatura agora que sou novamente um profissional amplamente remunerado, o que parece me dar direito a um certo nível de esbanjamento. Há uma curiosa sensação de poder quando você coloca no balcão duas notas de 50 sem um traço de pensamento crítico. É gostoso poder exercer o poder do dinheiro quando você sabe que ele vai “crescer de novo“ bem rápido na sua horta.

O que eu estou fazendo não é nada diferente. Todo mundo parece fazer isso. De fato, eu acredito que apenas retornei à mentalidade consumidora normal depois de passar algum tempo longe dela.

Uma das descobertas mais surpreendentes que fiz durante a minha viagem foi que eu gasto muito menos por mês viajando por países estrangeiros (incluindo países mais caros do que o Canadá, onde moro) do que eu gastava quando tinha moradia e trabalho fixos. Eu tinha muito mais tempo livre, estava visitando alguns dos lugares mais bonitos do mundo, conhecendo gente nova a torto e a direito, estava calmo, em paz e tendo momentos inesquecíveis, e de alguma forma isso me custava muito menos do que o meu humilde estilo de vida e trabalho 9-às-5 em uma das cidades menos caras do Canadá.

Parece que o meu dinheiro rendia muito mais quando eu estava viajando. Por quê?

Uma cultura de desnecessários

Aqui no ocidente, uma cultura de gastos desnecessários foi propositalmente cultivada e mantida em público pelos grandes negócios. Empresas de todos os tipos de setores apostam alto na tendência do público de ser descuidado com o seu dinheiro. Elas tentam encorajar o hábito público de cometer gastos casuais ou desnecessários da forma que puderem.

No documentário The Corporation, uma psicóloga de marketing discutiu um dos métodos que ela usava para aumentar as vendas. A equipe dela conduziu um estudo sobre o efeito que os pedidos insistentes das crianças tinham sobre a probabilidade dos pais comprarem um brinquedo para elas. Descobriram que 20% a 40% das compras de brinquedos não teriam ocorrido se as crianças não tivessem enchido o saco dos pais. Uma a cada quatro visitas a parques de diversão não teria acontecido. Eles usaram estes estudos para direcionar o marketing dos seus produtos diretamente às crianças, incentivando-as a insistir aos seus pais que comprem.

Esta campanha de marketing sozinha representa milhões de dólares gastos graças a uma demanda que foi completamente fabricada.

“Você pode manipular os seus clientes a querer, e portanto comprar, os seus produtos. É um jogo.“ —Lucy Hughes

Este é somente um pequeno exemplo de algo que vem acontecendo há muito, muito tempo. As grandes empresas não ganharam seus milhões promovendo honestamente as qualidades dos seus produtos, elas ganharam ao criar uma cultura de centenas de milhões de pessoas que compram bem mais do que precisam e tentam afastar insatisfação com dinheiro.

Nós compramos coisas para nos alegrar, para não ter a sensação de ficar para trás em relação aos nossos semelhantes, para concretizar a visão infantil do que a nossa vida adulta seria, para comunicar o nosso status ao mundo, e por diversas outras razões psicológicas que têm muito pouco a ver com o fato do produto ser útil ou não. Quanta tralha você tem em casa e que não usa há mais de um ano?

O real motivo da jornada de trabalho de oito horas

A ferramenta definitiva das empresas para sustentar esse tipo de cultura é desenvolver as 40 horas de trabalho por semana como o estilo de vida normal. Com essas condições de trabalho, as pessoas precisam “viver“ à noite e nos fins de semana. Esta configuração nos deixa naturalmente mais propensos a gastar muito com entretenimento e conveniências, já que o nosso tempo livre é tão escasso.

Faz poucos dias que eu voltei ao trabalho, e já percebi que as atividades mais integrais estão rapidamente sumindo da minha vida: caminhar, me exercitar, ler, meditar e escrever.

A similaridade evidente entre estas atividades é que elas custam muito pouco ou nenhum dinheiro, mas exigem tempo.

Pausa contemplativa durante o dia? Não

Subitamente, eu tenho bem mais dinheiro e bem menos tempo, o que significa que eu tenho muito mais em comum com o trabalhador norte-americano típico do que tinha há poucos meses. Enquanto estava fora, eu não pensaria duas vezes antes de decidir passar o dia explorando um parque nacional ou parar por algumas horas para ler um livro na praia. Agora esse tipo de coisa está fora de questão. Fazer qualquer uma dessas coisas me tomaria um dia inteirinho do meu precioso fim de semana!

A última coisa que eu quero fazer quando chego em casa é me exercitar. Também é a última coisa que eu quero fazer depois do jantar ou antes de dormir ou assim que eu acordo, e esses seriam os únicos momentos possíveis para fazer isso num dia de semana.

Esse parece ser um problema simples com uma solução simples: trabalhar menos para ter mais tempo livre. Eu já provei para mim mesmo que posso ter um estilo de vida que me preenche com menos dinheiro do que eu ganho hoje. Infelizmente, isso é praticamente impossível na minha indústria, e em muitas outras. Ou você trabalha as suas oito horas por dia, ou não trabalha. Meus clientes e colaboradores estão todos firmemente fixados na cultura do horário de trabalho padrão, então não é praticável pedir para que ninguém me peça nada depois do almoço, mesmo que eu conseguisse milagrosamente convencer o meu próprio empregador a me dar esse horário.

O dia de trabalho de oito horas foi desenvolvido durante a revolução industrial na Europa do século 19, como uma trégua para os trabalhadores de fábricas que estavam sendo explorados com jornadas de trabalho de 14 ou até 16 horas por dia.

Com o avanço de tecnologias e métodos, os trabalhadores de todas as indústrias se tornaram capazes de produzir muito mais valor em menos tempo. Seria de se imaginar que isso nos levaria a uma diminuição das horas trabalhadas.

Mas o dia de trabalho com oito horas é muito lucrativo para grandes empresas, não graças à quantidade de trabalho realizada nessas oito horas (o trabalhador médio de escritório trabalha de fato por menos de três dessas oito horas), mas porque faz com as pessoas se tornem mais propensas a comprar. Fazer com que as pessoas tenham pouco tempo livre significa que elas vão pagar bem mais por conveniência, gratificação e qualquer outro alívio que possam comprar. Faz com que elas continuem assistindo televisão, e os seus comerciais. As mantém pouco ambiciosas fora do trabalho.

Fomos conduzidos a uma cultura projetada para nos deixar cansados, famintos por indulgência, dispostos a pagar muito por conveniência e entretenimento e, mais importante, vagamente insatisfeitos com as nossas vidas, a ponto de continuar querendo coisas que não temos. Nós compramos tanto porque sempre parece que tem alguma coisa faltando na nossa vida.

As economias ocidentais, particularmente a dos Estados Unidos, foram meticulosamente construídas com os preceitos da gratificação, vício e gasto desnecessário. Nós gastamos para nos alegrar, para nos recompensar, para comemorar, para resolver problemas, para aumentar nosso status e para afastar o tédio.

Você consegue imaginar o que aconteceria se todos os americanos parassem de comprar tantas paradas desnecessárias que não trazem muito valor duradouro para as suas vidas?

A economia entraria em colapso e nunca se recuperaria

Todos os problemas de conhecimento público da América, incluindo obesidade, depressão, poluição e corrupção, são o preço a se pagar pela criação e sustentação de uma economia de trilhões de dólares. Para a economia estar “saudável“, as pessoas não podem estar. Pessoas saudáveis e felizes não sentem que precisam de muita coisa que já não tenham, e isso significa que elas não compram um monte de porcarias, não precisam de tanto entretenimento e acabam não assistindo a tantos comerciais.

A cultura da jornada de trabalho de oito horas é a ferramenta mais poderosa para manter as pessoas neste mesmo estado de insatisfação na qual a resposta para qualquer problema é comprar alguma coisa.

Talvez você já tenha ouvido falar da Lei de Parkinson. Ela é geralmente usada em referência ao uso do tempo: quanto mais tempo você tem para fazer algo, mais tempo você vai levar para fazer aquilo. É incrível quanta coisa você consegue fazer em 20 minutos se 20 minutos é todo o tempo que você tem. Se você tem toda a tarde, provavelmente vai demorar bem mais para fazer a mesma coisa.

A maioria de nós trata o dinheiro da mesma forma. Quanto mais a gente ganha, mais a gente gasta. Não é que subitamente a gente precise comprar mais só porque estamos ganhando mais, é só que a gente pode, então a gente faz. De fato, é muito difícil para nós não aumentar o nosso padrão de vida (ou ao menos o ritmo de gastos) a cada vez que recebemos um aumento.

Eu não acho que seja necessário afastar-se de todo esse sistema feio e ir viver na floresta fingindo ser um surdo-mudo, como Holden Caulfield fantasiava. Mas com certeza seria bom que a gente percebesse o que o grande comércio realmente deseja que nós sejamos. Eles vêm trabalho por décadas para criar milhões de consumidores ideais, e eles conseguiram. A não ser que você seja uma verdadeira anomalia, o seu estilo de vida foi previamente projetado.

O consumidor perfeito está insatisfeito (mas esperançoso), desinteressado em desenvolvimento pessoal sério, altamente habituado à televisão, trabalhando em período integral, ganhando minimamente bem, abusando em seu tempo livre e, de alguma forma, apenas se virando com o que tem.

Acabei de te descrever?

Duas semanas atrás eu teria dito não, esse cara de jeito nenhum sou eu, mas se todas as minhas semanas passarem a ser como a última… eu posso estar me enganando.

Nota do editor: Este texto foi originalmente publicado no Raptitude.com e traduzido por nós com autorização do autor.

David Cain

David Cain escreve no Raptitude, um blog que oferece um olhar sobre a experiência humana.


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  • Manuel J

    Verdadeiramente incrível. Faz me lembrar a política da governação no 1984 em que guerra é paz. Ele descrevia exactamente o efeito geral criado pelas politicas bélicas exageradas do estado que não passavam de propaganda, como forma de manipular e entorpecer as pessoas que sem saberem alinhavam num propósito subentendido em todo o sistema.. Belo artigo, é mais um abridor de mentes do papo-de-homem..

    • ygorcanute

      1984 é sensacional! e vc acabou de descrever a atual situação da Coreia do Norte.

  • http://rsantos.me/ Rodrigo Santos

    Ótimo texto… Descreve exatamente o que acontece no mundo, dá uma visão de crítica, descreve o que passei quando desempregado e agora empregado de 8 horas.

    Quando tinha as 8 horas livre eu podia andar de bicicleta a vontade. Agora só posso considerar a noite… e ainda tenho que dividir meu tempo com as pessoas que gosto e minha namorada.

    Essa cultura realmente nos entorpece, de verdade. Talvez diminuindo a jornada pra 6 horas resolva alguma coisa, pois há jornadas de 6 horas das 10 as 17 por exemplo (eu já trabalhei nesse horário). Você trabalhando das 7 as 14… já seria ótimo pois aí sobraria um tempinho a tarde. Ainda assim, acho que nós nos sentiríamos sem tempo por que nem todo mundo trabalha nesse horário e já que nós continuariamos na cultura do dinheiro e talvez gastasse ainda mais dinheiro para buscar a sede por entretenimento e teríamos mais tempo para ver comerciais… Ou para relaxar num parque.

    Parabéns ao autor do texto.

  • http://www.facebook.com/people/Diogo-Cordeiro-da-Silva/100001288867438 Diogo Cordeiro da Silva

    Dizer o que mais…

  • Gustavo C.

    Dica de livro: “Ser Feliz”, de Will Ferguson. Narra uma história cômica
    na qual vemos o que aconteceria se todos ficassem realmente felizes: um
    colapso da sociedade.

    • http://twitter.com/GustavoRPS Gustavo Rocha

      Valeu pela indicação, já foi para minha lista de leitura!

    • Thomas Martini

      Fiquei interessado no livro. Com certeza vou ler. Obrigado pela indicação!

  • http://parapensaremsexo.tumblr.com/ Francesinha

    Muito bom! Gostei bastante do texto e do blog dele, proposta interessante. Mas o nome dele é “David Cain” e não “Caine”. O segundo link para o blog Raptitude, na assinatura, não está funcionando.

    • Luciano Andolini

      Nossa, que mancada feia.

      Obrigado pelos toques, Francesinha.

      • Godinho

        Vocês viram que ainda continua Caine na assinatura, né?

      • Luciano Andolini

        Aqui já está tudo ok, Godinho.

      • Godinho

        errr, a hora que eu escrevi não estava. O nome em caixa alta, acima da explicação de quem é, ainda estava grafado como Caine.
        Agora sim.

  • Elaine

    Excelente texto!

  • Ancobe

    Ótima frase!
    “Para a economia estar ‘saudável’, as pessoas não podem estar. Pessoas saudáveis e felizes não sentem que precisam de muita coisa que já não tenham, e isso significa que elas não compram um monte de porcarias, não precisam de tanto entretenimento e acabam não assistindo a tantos comerciais.”

  • Taciane

    Exatamente! e por todas essas razões eu preferi trabalhar por conta e flexibilizar o meu horário de trabalho. Prefiro trabalhar menos e viver mais, e outra por conta ganho até mais do que assalariada e aproveitando o tempo de forma mais útil.

  • http://www.facebook.com/people/Duda-Bolibeira/100003568224225 Vinicius Barboza

    kkkkkkkk adorei a nota.

  • Bruno Cartaxo

    Excelente texto.

    Muito bom isso: “Eu não acho que seja necessário afastar-se de todo esse sistema feio e ir viver na floresta fingindo ser um surdo-mudo, como Holden Caulfield fantasiava. Mas com certeza seria bom que a gente percebesse o que o grande comércio realmente deseja que nós sejamos.”

    Só não gosto muito dessa pegada de apontar “eles” como causadores dos nosso problemas: “Eles vêm trabalho por décadas para criar milhões de consumidores ideais, e eles conseguiram.”

    Como se existissem essas pessoas que, em escala global, se reúnem uma vez por ano para definir as diretrizes do mundo e fazem 7 bilhões de pessoas serem conduzidas por esse caminho predefinido, enquanto ficam soltando risadas malévolas à la vilões de novela da globo e por isso precisamos combatê-los, para só assim nos libertar.

    Acho que estamos todos, sem exceção, delirando e nos enroscando juntos. Talvez seja melhor, no meio dessa confusão toda, oferecer um pouco de liberdade quando tivermos uma pequena experiência dela,

    • Abel

      Gostei. Acho que “eles” só se aproveitam de sentimentos natos que nós temos (egoísmo, vaidade, competitividade…) e muitas vezes não temos tempo (na verdade não nos permitimos ter esse tempo) para refletir e perceber que são tão nocivos

      • Pedro

        Na verdade, “eles” estão no mesmo barco que a gente. Só que uma dezena de níveis acima. Alguns se permitem fazer qualquer coisa para satisfazer seu consumo, e manter seus hábitos, seu status.

        Concordo totalmente, apontar que foi obra de alguém, acho errado, porém acredito que tenha sido obra de um consciente coletivo.

      • Abel

        Boa observação (:

      • http://www.mente-supernova.net/ Julliano Lobão

        É a tal “mão invisível” que Adam Smith falou séculos atrás…

      • Bruno Cartaxo

        não conheço quase nada do trabalho de Adam Smith, mas a famosa “mão invisível” gera uma porrada de interpretações aparentemente equivocadas e conflitantes.

        se a “mão” invisível for como diz a wikipedia for algo como ” … a interação dos indivíduos parece resultar numa determinada ordem, como se houvesse uma “mão invisível” que os orientasse” acho que faz sentido.
        Já dizer que essa mão invisível pertence a “eles” e “eles” são pessoas ou grupos em particular, aí bagunça tudo. =)

        abraço

      • http://www.mente-supernova.net/ Julliano Lobão

        Na verdade só existe um tipo de interpretação para a “mão invisível” de Adam Smith e é aquela que ele se refere em seu livro A Riqueza das Nações – que aliás vc já colocou em seu comentário – que seria uma série de interações, causadas pela concorrência econômica, que acabariam por autorregular o próprio mercado, fazendo com que se chegasse a um ponto de equilíbrio (ponto este que não seria necessariamente estático, mas que automaticamente, segundo Smith, se ajustaria às novas variáveis). O que não for interpretado como isto é simplesmente uma adaptação do conceito de Smith para outra aplicação/finalidade – o que nem sempre pode ser feito de forma correta. Interpretar esta teoria de outra forma, ou utilizá-la para explicar outro fenômeno acabaria por cair no mesmo erro que inúmeras pessoas fazem com outras teorias famosas como a Lei de Ação de Reação de Newton ou a Teoria da Seleção Natural de Darwin – onde ambos estavam tratando de assuntos bem específicos e que uma multidão de pessoas tentam dar outras interpretações/aplicações diferentes das originais e que por isso mesmo, acabam, por vezes, fazendo uma grande merda e chegando a conclusões ridículas.
        Creio que o “eles” do texto é realmente essa força que leva a sociedade/mercado a buscar as soluções para sustentar seu modelo, sendo um aumento no consumo ou da produção, ou mesmo um estímulo à ostentação de riqueza ou a busca por ela.

      • Bruno Cartaxo

        Acho que é bem isso: “Na verdade, “eles” estão no mesmo barco que a gente” e isso “obra de um consciente coletivo”.

        Por outro lado, sem querer planificar o mundo e dizer que tudo é igual a tudo, mas quando pensamos “Só que uma dezena de níveis acima.” acho bom tentar olhar um pouco mais longe e ver sob que referência estamos analisando a coisa.

        É claro que um Obama ou um Bill Gates estão vários níveis acima de nós, mas somente dentro de um contexto e uma visão específica. Sob o ponto de vista de angústias e felicidades eles com certeza estão no mesmo barco que eu, você ou um mendigo da rua. Um sujeito de classe média brasileira pode sofrer verdadeiramente porque tem um Gol, mas não consegue comprar um Corolla igual ao daquele colega de trabalho que ele tanto secretamente (e as vezes nem tanto) vive competindo. O sofrimento é real. Não é nem pelo carro, mas ele com certeza reduz o problema a isso. Um mendigo de rua sofre porque tem que manter uma determinada região sob sua tutela e por isso precisa travar brigas com os demais mendigos, do contrário perde o monopólio das esmolas. Obama tem uma porrada de opositores e as suas filhas com certeza devem eventualmente passar na sua cara que ele não tem tempo para família e o pobre Obama lembra como passou por poucas e boas pra conseguir chegar onde chegou. Como precisou abrir o peito e enfrentar o mundo, quem sabe até talvez romper com o conceito e imagem de pai que o seu pai lhe transmitiu. Ao viver com a agenda cheia e pleiteando questões “maiores” ele de vez em quando, mesmo tendo certeza que fez o que tinha que ser feito, ainda é tomado pela imagem do pai ou do avô, ou da sociedade inteira que construiu uma imagem de pai que ele deveria ser. Tudo isso é igualmente sofrido, para os três.

        Achar que dentro desse aspecto há níveis só complica as coisas. Dá a impressão que tem gente que é mais feliz ou sofre mais que a gente. Parece que sofremos crônicamente de uma espécie de ilusão de foco. Quando olhamos para pessoas e situações específicas, só conseguimos observar determinadas características que nos saltam aos olhos, focamos somente aquilo, deixando de verificar um contexto absurdo ao redor. É muito comum querer ser famoso e mais comum ainda observar os famosos reclamando de tal status. Além do óbvio assédio de fãs, paparazzis e exposição da vida privada, o que mais pesa na vida de um famoso? Isso pode virar um rio de possibilidades, por isso acho que é mais saudável nem tentar construir essa parafernalha toda pra justificar que em última instância somos todos iguais. O ideal seria a gente já partir desse ponto, sem precisar procurar essas explicações. Tá todo mundo na merda, como posso me mover sem gerar mais confusão?

        Depois de partir do princípio que tá todo mundo fodido e perguntar como posso me mover sem gerar confusão, daí sim acho que criar mecanismos e olhar pra frente torna-se útil.

        abraço!

      • Franceis

        Perfeito. Tenho exatamente a mesma visão de mundo. Estamos todos na MESMA.

      • owasldo

        caralho namoral meu mano. MAXIMO RESPEITO A VOCE mas tu nunca morrou na rua não sabe porra nenhuma do que tu ta falando… criado a leite ninho…..kkkkkkkkkk a rua é de verdade parceiro ninguem precisa ser chamado de mendigo e ninguem briga com ninguem pra conseguir monopolio de esmola n ta viajando muito na tua cabecinha de TV

      • Bruno Cartaxo

        ” “eles” só se aproveitam de sentimentos natos que nós temos (egoísmo, vaidade, competitividade…)” acho que é um pouco puraí, só precisamos substituir a terceira pessoa pela primeira, daí as coisas começam a fazer um pouco mais de sentido.

      • Cinzzini

        “Eles” se perpetuam de geração em geração, porque os ‘dominados’ (nós) não conseguem enxergar além do seu próprio quarteirão… Eu sei que existe toda essa manipulação, mas também não consigo sair do ‘esquema’ , eu me detesto por isso… Livro interessante sobre o assunto: A Doutrina do Choque – A Ascensão do Capitalismo do Desastre, da excelente escritora Naomi Klein, também tem excelente vídeo no Vimeo ou youtube. Ela explica que eles encontram as manobras quase por acaso, depois vira estratégia e se propaga como rastilho de pólvora… O autor do texto foi muito feliz nas suas colocações.

      • Alexsander

        Outra excelente leitura sobre o tema “Ismael” de Daniel Quin. Uma análise antropológica sobre nossa inserção em um sistema que surge junto com a ideia de propriedade privada.

      • edson ferro

        Abel é isso mesmo . Precisamos refletir mais “gastar¨” melhor o nosso tempo. E o tempo passa rápido , não é?

        Esee texto foi muito bom para refletirmos. O cara mandou bem…

      • Márcio Lino

        Cuidado, Abel, quando for falar sobre sentimentos natos. Ninguém nasce egoísta, vaidoso nem competitivo. Nós aprendemos a ser assim porque nossa cultura prega isso.

    • Ruan

      Um amigo do meu irmão diz que os Iluminati fazem isso, e, segundo ele, não são os do Dan Brown não, são os de verdade, umas 5 famílias que controlam o mundo…

      • Renato

        o amigo do seu irmão esta certissimo, inclusive existe um documentário sobre estas familias. que sim controlam o mundo e a todos nos.

      • Felipe

        Uma delas chama-se Corleone

      • Andre

        Incrivel a criatividade das pessoas de buscar culpados externos. A culpa é sua é só sua.

      • Tatiana

        Exato! E “eles”, ou seja, os donos das lojas e empresários do marketing, são humanos também e quase fatalmente sofrem o mesmo mal, com algumas exceções que comprovam a regra.

      • murilo

        Existem sim as 5 familias. E este “estilo de vida” foi projetado por eles. Controlam a mídia, a indústria, o entretenimento e o que você come.

      • Cinzzini

        Rothschild… fala baixinho… rss

    • Frederico Papa

      Bruno, sabe quem são Eles? Diria que são os educados, mas esta palavra não é muito adequada. Eu os chamaria de verdadeiramente educados, mas ainda assim não seria bom. Quem sabe os “esclarecidos”? Quem sabe…
      não, eles não são Iluminati, tão pouco fizeram Harvard ou são presidentes de nações. Sim, os poderosos tem maior potencial de serem esclarecidos, mas infelizmente sabemos que esta combinação não funciona muito bem. Os esclarecidos não fazem parte de um grupo dominante ou sequer decidem sobre a sua vida.
      Essas toscas reflexões saem deste ser incompleto, carente da real educação que este mundo poderia nos oferecer… Ao menos ganhei uma coisa muito boa quando vim para este mundinho: curiosidade! Nunca me satisfiz com onde estamos, o que somos, o que fazemos e por isso sempre busquei entender os porquês e tirar alguma moral de tudo que vivi.
      Sendo direto, ninguém manda na gente, apenas a ignorância! Cada um é o que é por duas razões: desconhecimento ou ignorância àquilo que já foi exposto. A própria palavra já diz: ignorância é o ato de ignorar.
      A cada dia temos dezenas de novas experiências ou repetições daquelas em que podemos agir no mínimo ligeiramente diferente da vez anterior.
      Se alguém criou uma “agenda” para a humanidade, então ela acabou de ser desvendada pelo autor acima! E agora? O que de fato vamos fazer a respeito?? Dizer que é difícil qualquer coisa é apenas o início da desculpa para não agir, seja no mínimo buscando mais informações.
      Procuro medir o meu sucesso nesta busca da seguinte maneira: se me tirassem todos os bens materiais que possuo e batalhei, quão feliz eu ainda ficaria?
      Atenção: se ainda não está feliz, nem que um pouco do jeito atual, cuidado, é hora de revisar o plano da sua vida.
      “Eles” somos nós mesmos. O topo da pirâmide é apenas uma representação em menor escala e em muito mais poder do que somos aqui embaixo.
      O movimento evolutivo é de dentro para fora, e isso só com a verdadeira educação!
      Se ao invés de estudar química no primeiro grau você ganhasse o direito de visitar um país de primeiro mundo e depois um país miserável aos 20 anos, quanto isto te traria de educação? Você consegueria descrever o que viu e aprendeu?
      Pense em quantas coisas mais importantes podemos chamar de educação.
      Até…

      • Katia

        Gostei do que li aqui…o sistema já está ai…e Nós somos os culpados! Nos sujeitamos a ele, pois achamos que precisamos de coisas, precisamos estar no nivel … Cabe a cada um romper o ciclo, se quiser!

      • Júlio

        Acredito que haja uma industria que se empenha em não deixar com que pensemos de forma crítica quanto a isso tudo, por isso temos tanta gente insatisfeita, porém conformadas

      • Meteorodapaixao

        A economia hoje é o centro da humanidade, e infelizmente as diretrizes dela são muito bem manipuladas (pelas mais altas instituições) pra provocar um efeito cascata desse que chega até os consumidores como nós. Durante anos nós vemos que isso só está dando mais certo, mas já vemos muitas pessoas querendo mudar de postura.

      • Bruno De Abreu Soares

        Pra mim hoje a maior religião que existe é o trabalho, e o grande deus é o dinheiro…
        Pq antes as pessoas trabalhavam, iam para casa assistiam tv jantavam e iam dormir…
        Porém hj com a terceirização da mão de obra, o individuo chega em casa e continua trabalhando, ou vai estudar pra conseguir um aumento. Ou seja ele vive em um fanatismo, pelo trabalho e pelo dinheiro assim como um extremista talibã…
        Pq desde quando ele tinha 7 anos, ele foi colocado na escola, e fez vários cursos de inglês informatica, etc ao longo de sua vida… Para q no futuro fosse um grande trabalhador bem remunerado…

        E quando ele ganha seu suado dinheiro o q ele faz?

        Usa o seu dinheiro para ganhar mais dinheiro… Por exemplo fazendo investimentos em ações, fundos, imóveis etc.
        Isso se torna um ciclo vicioso… Dorme e acorda pensando no trabalho e pensando como vai ser o mercado amanhã, a bolsa, ou qual será o novo incentivo econômico do governo no ramo q você atua…

    • Thiago

      Pela primeira vez leio os comentários de uma matéria e concordo, parabéns pelo comentário, acrescentou ao texto muito bem pensado.

    • Joel Figueredo

      Muito bom Bruno. O seu comentário gera pano para manga em outra discussão: “a incrível capacidade do homem de culpar o próximo para fatos ruins e até mesmo para fatos bons que ocorrem em vida e as vezes em morte”.

    • Vitor Soares

      Na verdade, existe sim. Não deve ser tão terrível quanto os “eles” do texto, mas de certa forma “eles” decidem muita coisa. Procure por Clube de Bilderberg.

    • Joel Pinho

      “Eles”= Capitalismo.

      • Julio Mello

        Melhor definição para o “eles”. Todos trabalham para manter o “Sistema”.

      • http://profiles.google.com/edsonalima Edson Lima

        Então, na China, Coréia do Norte, Cuba, comunistas, não existe “eles”? A agenda dos que estão no poder lá é qual, incentivar as liberdades individuais?

      • Ele

        Eles = Nós

    • Lucas Landim

      Realmente não existe um “eles” no sentido de encontro, uma cúpula que se reúne mas os ensinamentos são transmitidos através de cursos como os de publicidade, design que contém disciplinas sobre comportamento humano, heurísticas conhecidas sobre, por exemplo, cores que nos provoca sensações. Cada empresa faz a sua jogada para conseguir um consumidor e a união delas mudam ou determinam o nosso comportamento desde a infância.

    • thiago

      bruno, mais q pareca teoria da conspiracao ou um daqueles caras nos eua segurando uma placa dizenndo q o fim esta proximo, existem um “eles” sim, se vc pesquisar e tirar os 90% de idiotice cospiratoria vc encontra um padrao sim, olha esse video da ministra da saude da finlandia falando sobra a vacina da h1n1 e depois faca uma pesquisa sobre a taxa de mortalidade antes da vacina e da gripe comum e veja qts elas matam, de que faixa etaria, e social.

      tirando (ou nao) as gargalhadas malevolas existem um eles sim

    • Raphael

      Cara, realmente uma parece delirante teoria da conspiração, mas, desculpe por ser portador das más notícias, eles existem. Os cartéis do Petróleo, Industria Farmacêutica, Química, CIA, têm controlado mercados, governos e a agenda setting há pelo menos um século. The truth is out there.

    • Anónimo

      Presumes portanto que o dono de uma tabaqueira seja um gajo bem porreiro e preocupado com a saude alheia…

    • Alexsander

      O mercado é maior que os governos, quando se fala em Eles, se fala nos detentores dos meios de produção, que manipulam o mercado. Temos que romper com a lógica deles (do mercado).

    • Marcos Silva

      Bruno, “eles” existem, sim. Basta ver que as regras da sociedade (capitalismo) são tão impostas que não admitem que ninguém use umfórmula diferente. Veja, na história recente, o que aconteceu com líderes que “não se enquadraram” (Zelaya-Honduras, Lugo-Paraguai, Chavez-Venezuela, etc.).

    • http://www.facebook.com/samuelsalezio Samuel Salezio Dos Santos

      Se considerarmos o Clube de Bilderberg, é possível que “eles” sejam “pessoas que, em escala global, se reúnem uma vez por ano para definir as diretrizes do mundo e fazem 7 Bilhões de pessoas serem conduzidas por esse caminho predefinido”… Quanto as rizadas, aí já não posso ter certeza…Rs

      Quanto ao grupo, é um grupo não oficial… Mas é possível encontrar diversos indícios de sua existência, além de existirem frequentes menções à suas reuniões anuais ultra secretas…Com integrantes, lembro de um documentário que assisti, no qual em uma das reuniões anuais,no Canadá, chegaram a rainha Beatrix, representantes da família Rockfeller, uma família de banqueiros ingleses, os Rothschild (se não me engano)…

      Bom, ao menos vale a pena conferir…

    • William Shinji

      Acredito que tem a ver com a cultura consumista e a mentalidade capitalista e materialista de ver o mundo. Por isso somos influenciados de um modo geral por esse pensamento, a economia baseado nestes principios acaba se tornando deste jeito descrito no texto, para nos prender ao consumismo. E antes que pareça estar defendendo o socialismo ou algo do tipo, eu acredito que ambas as ideologias são formas de ideologias materialistas, e talvez uma outra ideologia baseada em princípios não materiais, nos fizessem comportar de outra maneira.

    • Rafael Bonilla

      Engenheiros do Havaii – 3ª do Plural:
      “Eles querem te vender,Eles querem te comprar,
      Querem te matar (de rir),
      Querem te fazer chorar

      Quem são eles?
      Quem eles pensam que são?”

      E até esta música faz parte do “eles”.

      Eu acho que o Eles, é uma maneira de exteriorizar um comportamento que é nosso, interno, cultural, em algo fora de nós mesmos, para que possamos o demonizar, o odiar, sem odiarmos a nós mesmos.

      Foi assim que foi criado o mito dos demônios. Para colocarmos a culpa dos nossos vícios em algo externo e podermos odiá-lo e execrá-los sem fazer assumirmos conscientemente que esse demônio é nós mesmos. Seria uma “defesa do ego”, uma projeção.

    • Márcio Lino

      Concordo com o que disse, e também duvido que pessoas se reúnam para discutir o futuro do mundo. Mas isso não é necessário, porque todos trabalham visando apenas uma coisa, o lucro! Seja quem for, de trabalhadores de pés descalços à CEOs, todos trabalham para que seus ganhos aumentem e seus gastos diminuam, e isso leva ao controle social por uso da psicologia. Sendo assim, os líderes das companhias não precisam se encontrar para planejar como farão para controlar do mundo, pois eles já agem, naturalmente, com o mesmo propósito.

  • http://www.facebook.com/barrosowtf Barroso Filho

    “Talvez você já tenha ouvido falar da Lei de Parkinson. Ela é geralmente usada em referência ao uso do tempo: quanto mais tempo você tem para fazer algo, mais tempo você vai levar para fazer aquilo. É incrível quanta coisa você consegue fazer em 20 minutos se 20 minutos é todo o tempo que você tem. Se você tem toda a tarde, provavelmente vai demorar bem mais para fazer a mesma coisa.”

    Isso!!!

  • Rafael

    “é muito difícil para nós não aumentar o nosso padrão de vida” – correçã: nós não aumentarmos o nosso padrão de vida. Abraços.

  • http://www.facebook.com/mariana.castilho.35 Mariana Castilho

    Muito bom!

  • http://twitter.com/abelmonteiro Abelardo

    Ótimo texto, parabéns. É incrível observarmos que a jornada de 8h foi estabelecida desde a revolução industrial e não ouço discursão aberta sobre uma mudança. Uma vez li sobre a redução para 6 horas de trabalho e foi um texto minúsculo. Bem que poderia estar mais perto do que longe essa redução. Poderia.
    Na Europa, o governo e os bancos estão cortando os direitos sociais dos cidadãos e não há nenhum tipo de revolta em larga escala, há pessoas perdendo suas casas. Se houvesse um lugar que a jornada de trabalho pudesse reduzir, seria no velho mundo por causa das lutas sociais. O modelo de 8 horas de trabalho não só faz com que consumimos desnecessariamente, mas é um ótimo desmobilizador social, pois só queremos a chegada do final de semana para descansar e isso retroalimenta o sistema. Estou um pouco pessimista hoje :)

  • http://twitter.com/GustavoRPS Gustavo Rocha

    Já tem um tempo que percebi que eu não me dava bem na “cultura da jornada de trabalho de oito horas”, agora como freelancer estou tropeçando no meu salário e no gerenciamento do meu tempo (atual maior desafio). XD
    Pelo menos agora faço meus exercícios, leio meus livros, estudo as coisas que gosto, aproveito melhor meu dinheiro, entre outras coisas que uma jornada de jornada de trabalho de oito hora não me estimulava a fazer.

    Realmente devemos para e tempo e pensar em qual estilo de vida nós queremos e eu acho que para escolher devemos experimentar algo diferente de vez em quando.

    Abraços.

  • elis

    é mais tangível desenvolver uma atitude auto-reflexiva e ver a vida como série de escolha mais do que condicionamento do que esperar que o sistema de 8 horas de trabalho mude pra se ter uma vida melhor

  • Dudu

    Leiam textos de gilles lipovetsky, tem uma entrevista na istoé com ele mto boa, ele fala sobre isso.

  • João

    Excelente texto. Formalizou e concretizou várias idéias “conspiratórias” que eu tinha soltas na minha cabeça a respeito desse assunto!

  • Bella

    Muito Bom ! Acho que muitos se identificam com o texto! Cabe a nos, mudar e melhorar nossas rotinas e a qualidade de vida,.ultrapassar este paradoxo, no USA existem muitos trabalhos alternativos, voce pode trabalhar de casa, periodos de 6 horas etc..existem varios prismas e pontos de vista, a criatividade traz melhores opcoes de trabalho.

  • Pedro

    Belíssimo texto.

    E só o fato de abrirmos os nossos olhos para isso e falarmos abertamente sobre o assunto, já é um sinal de que esse sistema está mudando lentamente, ou pelo menos tende a mudar.
    Acho que um ponto crucial para essa melhora é a descentralização da industria e da prestação de serviços.
    O futuro nos mostra que com internet, telefones ultra modernos e impressoras 3D podemos sim ter tudo o que “queremos” ou “precisamos” sem precisar ir tão longe.
    Com idéias globais e ações locais otimizamos tempo e podemos finalmente encontrar aquela horinha tão desejada antes ou depois do almoço que todos desejam ter.

  • Igor

    Muito interessante o artigo. David há alguma referência onde podemos ler mais sobre as horas trabalhadas de fato nas empresas? Você vê diferença o comportamento de profissionais no Canadá e no Brasil em relação ao aproveitamento das horas no trabalho?

  • RGB

    Bom texto! Um sociólogo italiano chamado Domenico de Masi também defende a ideia de uma redução da jornada de trabalho de todos e apresenta argumentos muito bons. Ele escreveu um livro, cujo título é “O ócio criativo” e deu uma entrevista no Roda Viva (que se não me engano, fica disponível na internet para o público em geral) muito foda. Vale a pena.

  • Ema

    Achei o texto sensacional parabéns pelo texto.

  • http://www.facebook.com/people/Ailton-Junior/100001596649421 Ailton Junior

    Recomendo a leitura do livro “O Elogio ao Ócio”, de Bertrand Russell.

  • Lorena

    Texto excelente. Acabou de me descrever, de fato! Agora vou tentar tornar minha vida o oposto disso tudo.

  • Eduardo Schrödinger

    Se o autor do texto, que “só” trabalha suas 40hs por semana, já se sente indisposto e sem tempo para outras atividades, imagine então um jovem adulto universitário médio, que, regra geral, trabalha 44hs, assiste aula a noite e precisa encontrar tempo sabe-se lá onde para poder estudar/revisar/fazer trabalhos. E ainda encontrar tempo para lazer, namoro e descanso!

    Mesmo assim, isso não desmerece de forma alguma a crítica exposta no texto. Trocar um emprego de 40hs por um estágio de 30hs, com salário um pouco menor, foi uma das melhores atitudes que já tomei. Bom seria se houvesse mais opções de empregos de fato com carga horária de 20 ou 30 horas semanais, remunerando o valor proporcional, mas isso no Brasil parece estar quase que restrito a estágios, ou algumas áreas de atuação bem específicas.

    • http://www.facebook.com/vivi.fagundes.7 Vivi Fagundes

      Uma das melhores coisas que já fiz, foi ter menos R$ 200,00 no bolso e morar perto do estágio e faculdade. A chamada qualidade de vida. Eu era mais saudável. Não tinha que passar uma hora no trânsito para chegar em casa.

  • rafael new

    Texto incrível, valeu muito a reflexão, certamente temos muitos hábitos que se encaixam no que foi dito, e não temos este olhar crítico para alterar… iniciei minha mudança de habito esta semana! vamos ver no que vai dar.. abraços!

  • alooin

    Se por um lado o autor acerta no geral, por outro erra feio no específico. Acho que o autor se equivoca profundamente quando escreve que “Fomos conduzidos a uma cultura projetada (…)” ou ainda “As economias ocidentais (…) foram meticulosamente construídas (…)”. É como se uma camarilha secreta de super vilões corporativos gananciosos tivesse se reunido em um chalé nas montanhas para montar um plano de dominação mundial. Em outras palavras, é um pensamento pobre e infantil.

    Como contraponto, vale a pena ler um artigo da Piauí deste mês (abril de 2013, para os leitores do futuro) chamado “O Cidadão Como Consumidor”. Para resumir, o autor contrapõe duas fases do capitalismo – a primeira, até a década de 70, de satisfação das necessidades, e a segunda, desde então, de satisfação de desejos.

    Na primeira fase, o capitalismo estava no processo de atender as necessidades de uma população que continuava na construção da sociedade moderna, no êxodo rural etc. Era um capitalismo que vendia a primeira geladeira ou o primeiro carro da família que comprava a mercadoria, compra que esta realizava para satisfazer suas necessidades de armazenamento de comida, transporte, entre outras.

    Na segunda fase, com as necessidades amplamente satisfeitas por produtos cuja durabilidade impedia um ritmo de reposição suficiente para manter elevados os níveis de atividade, surge a diferenciação. Aquela necessidade atemporal humana de diferenciação e status – sobre a qual o autor também se equivoca ao atribuí-la ao capitalismo – começa a ser explorada pelas corporações. A diversificação dos modelos de carros, geladeiras, televisores e afins passa a ser a regra. Com o marketing, a compra deixa de ser um ato de satisfação de uma necessidade e passa a ser um ato de satisfação de um desejo de diferenciação. Na mesma esteira vem a obsolescência programada, a mudança nas relações de trabalho etc.

    Só meus dois centavos. No geral, concordo com o que acredito ser o posicionamento do autor diante da vida.

  • Frederico Papa

    Olá. Concordo plenamente e isso já faz anos para mim! Velhos tempos em que ainda era PJ e podia sair um pouco desta realidade (e também salvar o meu casco de sistemas falidos como o INSS). Bom, apesar de ser um escravo 100% do sistema atualmente, pergunto-lhe. Se a constatação é clara e se foi capaz de viver o “outro lado”, o que o levou a voltar à Matrix? Suponho que a fonte tenha secado, mas não custa perguntar. Abraços!

    • Ricardo

      Olá Frederico…essa sua pergunta acho que é a maior dúvida de todos..pq ele voltou pras 8hs diárias? vc recebeu resposta?
      abs
      ricardo

    • Cinzzini

      Acho que ele desejava aplicar seus conhecimentos de engenharia… Ele deveria pensar em criar sua própria empresa.

  • Fernando Furtado

    Ótimo relato. E a boa notícia é que nem todo mundo precisa fazer um mochilão de 9 meses para atingir uma percepção semelhante a deste camara.

    • Fernando Furtado

      *camarada.

    • http://www.facebook.com/people/Gustavo-Faria/1132579103 Gustavo Faria

      Precisar não precisa, mas se for possível é bem bom fazer…

  • maiana kokila

    uma chave seria de fato nos voltarmos para o desenvolvimento pessoal sério…e claro,
    desligar a tv (mas antes assitir Matrix 1 de novo…), acordar o cérebro para pensar de fato no que realmente importa e tentar ser um ser humano que tenta descobrir o que ser humano deveria estar fazendo nesse planeta (e nao está…muito embora tenhamos basicamente a mesma forma ao redor de todo o globo…algo há nessa semelhança…)

    enfim…tanto a considerar…

  • Ariel Cardeal

    O tempo é o novo dinheiro.
    As pessoas vendem ele, outras cultivam ele pra vender depois, e a isso chamamos “conhecimento”, que é o tempo dedicado a atenção em algo. Atenção é um luxo hoje, mas quando cultivado pode ser vendido por… dinheiro.

    No entanto, aí vem a internet, a simplificação das coisas e da maneira com que o conhecimento é distribuído.

    E isso de fato está mudando o mundo. Ler esse texto já vale pra se sentir parte da mudança.

  • Guest

    A cultura da jornada de trabalho de oito horas é a ferramenta mais poderosa para manter as pessoas neste mesmo estado de insatisfação na qual a resposta para qualquer problema é comprar alguma coisa.
    O consumidor perfeito está insatisfeito (mas esperançoso), desinteressado em desenvolvimento pessoal sério, altamente habituado à televisão, trabalhando em período integral, ganhando minimamente bem, abusando em seu tempo livre e, de alguma forma, apenas se virando com o que tem…. melhores trechos

  • http://www.facebook.com/yuri.ghensev Yuri Ghensev

    Conheço uma solução: marketing de rede.

  • Rafael Stocco

    Work hard, play hard!

  • http://www.facebook.com/alexoliveira.musica Alex Oliveira

    Exelente texto! de tempos em tempos acabo fazendo uma reflexão de como estou vivendo e utilizando o meu tempo e me identifiquei com muitas partes do texto e o que disseram nos comentários.

    Acredito que essa analise deveria ser feita por todos, mas talvez estamos ocupados de mais com nossos empregos e compromissos que acabamos nem percebendo a que pé anda nossas vidas e se o que estamos fazendo é o que realmente gostariamos de estar fazendo em nossas vidas. (meus 20 centavos a questão, como disse um amigo num outro comentário)

    Dica de filme “In Time” – uma ficção que coloca de fato o tempo como a moeda de troca.

  • Rafael

    Maravilhoso! Esse texto expressa tudo que eu venho percebendo há muito. Parabéns!

  • MATHEUS

    A questão não perceber o que o comércio quer com você, mas o que VOCÊ quer com o que compra! Pare pra pensar o que VOCÊ busca, que “recompensas” buscas com o que compra e que outras formas pode obter a mesma recompensa sem precisar comprar algo.

  • http://www.lucianosousa.net Luciano Sousa

    Muito sensato, mas enquanto nos sujeitarmos à essas coisas inúteis como 9-5 as pessoas ainda nos farão escravas. Dica, seja muito bom em alguma coisa e depois você pode escolher onde e como quer trabalhar. Ah, sim, não é impossível, basta desligar a TV algumas horas da sua vida que você consegue tempo para estudar. E vamos que vamos

  • Luiz Henrique

    E tem saída?
    Como faz para ter uma vida com tempo durante o dia e comer? E dar o que comer para os filhos?

    É isso cara, cada um na sua prisão, fazendo o que dá para trocar por uma melhor.
    Por outra perspectiva, isso parece choro de playboy mimado.
    Um dia eu resolvo a minha vida, faltam só 33 anos para eu me aposentar. Ae eu terei o resto dos meus dias para curtir a vida durante o dia. Com sorte sobrevivo até os 120 e poderei dizer que vivi bem os ultimos 60.

    • Humberto

      Mas não está escrito que devemos jogar nossos empregos pro alto e viver de vento. Em vez disso, temos um convite à reflexão de como muitas vezes levamos nossa vidas de maneira infeliz, no piloto automático, não questionamos se o tempo que gastamos é útil e pra quem o é, se realmente produzimos algo de relevante. Agora, se está muito feliz de viver só pra um dia poder realizar seu sonho de se aposentar e aproveitar a vida, vá em frente.

    • RGN

      A grande maioria das pessoas não tera saude nem ao chegar nos 60 . . . . E do jeito que é a economia é capaz que voce tenha que trabalhar ate os 90 anos, e os proximos ficara numa maca . . .

  • http://mulhercervejafutebol.com/ Daniel Bender

    Acho bizarro as pessoas dizerem “aqui no ocidente” como se no resto do mundo as pessoas não fossem tão ou mais consumistas

  • http://www.facebook.com/people/Gustavo-Faria/1132579103 Gustavo Faria

    Tem duas coisas que eu gasto meu dinheiro e não me arrependo depois, ir em shows e viajar, a solução e trabalhar por um tempo, juntar dinheiro, ir viajar, voltar trabalhar mais um pouco…

    • http://www.facebook.com/people/Gustavo-Faria/1132579103 Gustavo Faria

      Alguns empregadores reclamam que eu não fico muito tempo nos trabalhos, mas em compensação falo bem inglês, e estou planejando fazer meu MBA…

      • http://www.facebook.com/people/Gustavo-Faria/1132579103 Gustavo Faria

        Acho ainda que o mundo podia operar em 4 turnos de 6 horas… tudo ia ser mais fácil… todo mundo ia ter duas horas a mais por dia, o transito ia ser mais fácil e os picos de consumo de eneregia, internet..

  • Rafael Karst

    Texto muito bacana, é bom ver que tem gente abrindo os olhos por todo lugar, mesmo que ainda não sejamos parte significativa da população e quem bem provavelmente não seremos ate o final de nossas vidas, mas quem sabe nossos netos ou tataranetos consigam ser! Trabalho com software, gosto de dizer que hoje, software é um artesanato comparado a outras áreas do conhecimento cientifico humano. Muitos dos caras que criaram praticamente tudo que temos hoje ainda estão vivos, é como ser biólogo e poder trocar uma ideia com Darwin… Tinha um bom trabalho, um bom salário e pela primeira vez na minha vida, ao longo dos meus quase 10 anos de experiência profissional, fui demitido. Sem ter nenhuma explicação racional dos motivos da empresa, tive uma reação incrível. Foi a melhor coisa que podia ter me acontecido! Tenho um startup chamada ArchiveClipboard (google-it, vcs vão gostar)! Decidi que era hora de cair de cabeça, com a grana que eu tinha guardado podia me manter tranquilamente por alguns meses. Fui agraciado com uma qualidade de sono, felicidade, criatividade e produtividade gigantesca, poder andar na rua a pé, bicicleta, ótimo. Porto Alegre é uma cidade muito desordenada, mas muito arborizada, ruazinhas banais se tornaram muitas vezes meus parques, sair para andar de bicicleta no meio da tarde de uma terça-feira e tomar um tremendo temporal foi fantástico. Essa felicidade não se compra, dinheiro é importante, e muito. Vivemos num mundo capitalista, acho que o capitalismo é o mecanismo ideal de reconhecimento de esforço e recompensa. Mas como tudo na vida, seus comportamentos agregados (marketing, consumismo, falcatruas, bla bla bla) fazem dele um vilão incompreendido muitas vezes. Deixamos claro, a culpa não é do sistema, e sim quem o faz existir e se comportar a sua maneira. Gostos como, comprar um salgado na universidade, uma cafeteria, um chocolate melhor, uma cerveja mais cara, entram exatamente nesse contexto, comecei a ver que essas coisas não se justificavam e não me traziam mais a felicidade que me traziam, mesmo nunca tendo me considerado um cara consumidor, compro calça 1x a cada 2 anos e camisetas 1x por ano, conserto tudo que posso e não gosto de colecionar porcaria tecnológica, tenho 1 note(2009) e 1 celular(2010) e acabou. e assim vai continuar até que seja impossível consertar, afinal são minhas ferramentas de trabalho. Viver com o básico é qualidade, fazer a própria comida, exercitar o corpo, a alma e a mente. São tantos valores, que nos fazem muitas vezes perceber que a humanidade vai demorar pra perceber tudo isso enquanto tivermos como padrão trabalhar 8hrs por dia, comprar carro do ano e roupa da moda. Abraço a todos!

    • http://www.facebook.com/neilronico Neil Collins

      Cara! Perfeito! Moro em Porto Alegre tb e estou pensando seriamente em diminuir minha carga horária de trabalho e mudar meu estilo de vida. Tenho tendência a comprar sem controle e à acumular coisas. Está na hora de começar a me livrar do peso extra. :)

  • Grimartyr

    Abdiquei de um trabalho de escritório aonde ganhava Yx3 reais para tocar a noite em bares ganhando apenas Y. Só que 3 horas por noite, 4 vezes por semana.
    Minha vida deu um upgrade absurdo em termos de qualidade de vida e até meu humor melhorou. Quer dizer, não diria apenas que é por fazer entretenimento, mas sim porque tenho tempo para fazer tudo o que quero.

  • http://www.facebook.com/fabioeverest Fábio Nunes

    Equilíbrio! Tendo toda essa consciência do sistema socio-econômico que vivemos, basta tentar nos livrar do exagero e do vício, o que não é nada fácil. Temos que estar constantemente nos perguntando o que é de fato necessário para viver, abdicando das influências exteriores, para assim, conseguirmos dizer a verdade para nós mesmos, e a partir daí, decidirmos cada momento de nossas vidas com sensatez e sinceridade.

  • Marina M. Mendes

    Sensacional…é preciso disseminar!!! Vou compartilhar com a minha rede!

  • Jhonatas Melo

    Depois de muito já dito acima só gostaria de parabenizá-lo pelo excelente texto. Como muitos me vi contemplado em suas falas, como aquele que troca 8 horas de força laboral por umas moedas… Abraço.

  • Renata Borges

    Simplesmente demais! Tudo o que sempre quis colocar em palavras!

  • http://sardinhaabissal.blogspot.com.br/ Sardinha Abissal

    Bom texto!
    Realmente o consumismo está muito ligado com a procastinação.

    É aquele negócio, posso melhorar de vida, mas deixa eu ver o que tá passando na tv…Ou, vou estudar mas depois de ir ali no shopping. Complicado.
    Não acredito muito em colocar o “sistema”, ou empresas como as grandes vilãs.

  • Gerson

    Acho que o texto faz diversos pontos válidos. Porém também faz algumas inferências das quais discordo. As empresas e corporações não estão desvinculadas da sociedade. As pessoas que as constituem (inclusive as que criam o marketing) também tem jornadas de trabalho, desejos e aspirações. São como nós. Sendo assim, a sociedade produz para ela mesma. Não há um grande monstro malvado que nos faz trabalhar 8h por dia e consumir coisas que desejamos.

    • Marcelo Tabajara

      Gerson, algo que percebi sobre as empresas de marketing, e pelo contato com pessoas que trabalham com marketing, é que por incrível que pareça, elas acabam acreditando nas próprias mentiras. Profissionais que trabalham nessa área podem ser demonizados, e ao mesmo tempo podemos vê-los como pessoas como nós, ao mesmo tempo vítimas do sistema. A questão é que todos nós estamos trabalhando para executar o projeto de alguém ou de algum grupo, e o “bem ou o mal” dependerá da intenção, dos objetivos que permeiam esses projetos que são demandados à sociedade. Se o objetivo é meramente aumentar os lucros, expendir mercado, dessa intenção primordial é então gerado todo uma espiral de consequências, cuja benefício ou malefício serão proporcionais ao impulso (energia-investimento) dado a esse projeto. Raramente este projeto terá preocupações de caráter global ou social, relativas ao bem estar das pessoas, relativas ao meio ambiente, relativas à qualidade de vida, relativas ao indivíduo. E aí é que está a diferença fundamental: existe uma gigantesca estrutura que trabalha para determinados projetos vinculados a intenções que visam o “bem” do mercado e das corporações, pois elas dependem da continuidade deste sistema, e não interessa a estes grupos que as pessoas evoluam psicologica e por que não espiritualmente, a ponto de comecem a questinar o sistema como é, questionar a necessidade de consumir tanto, ou de questionarem as “verdades” que interessam a estes grupos. E todos sabemos que a manutenção de uma falsa “verdade” passa pela manipulação de informação, da opinião pública, cria obstáculos à verdade, ou a outras possibilidades de realidade. Quando se fala em “eles”, essa mão invisível foi sendo criada ao poucos, a medida que mais e mais interesses e intenções baseadas em ganância (o grande mal do mundo) foram juntando forças e demandando cada vez mais e mais mecanismos e projetos em prol de seus objetivos. Então, seja o marketing, seja a imprensa, sejam as universidades, aos poucos, todas as instituições paulatinamente começaram a trabalhar em prol desses projetos, seja porque são os grandes grupos econômicos que pagam as contas das agências publicitárias, seja pelas parcerias empresa-universidade, que começou a direcionar a preparação dos profissionais para dar ênfase aos perfis que interessavam mais a esses grupos, profissionais mais aptos a executar que a pensar e contestar, seja também pela permissiva influência do poder econômico junto aos nossos governantes. O grande problema do sistema não é o sistema em si, é em que ideal ele é baseado, e nosso sistema econômico é baseado na ganância, e o “desenvolvimento econômico” protege-se impedindo o desenvolvimento de muitas potencialidades humanas. Para muitos, isso não passa de um tipo de escravidão programada, porém a sofisticação do sistema passou os grilhões outrora usados externamente para dentro de nossas mentes.

    • Gil

      O sistema é autorregulado pelos nossos hábitos. Se consumirmos mais, haverá mais dinheiro em circulação e portanto mais possibilidades de investimentos e trabalho. O problema é que o consumo desnecessário não nos faz bem. E quando a gente não está bem, consumimos mais: comida, remédio, divertimento, etc. Tudo que alivie nossa dor é bem vindo. Mas será que nossa dor é real? Será que nossas necessidades são reais? Ou fomos levados a crer nisso por pura manipulação. Discordo quando dizem que não existem “eles”. Existem sim. Todos sabemos que as elites e os militares sempre detiveram um maior conhecimento em todas as disciplinas, que não temos nem ideia em que nível está, e que estamos sempre passos atrás. É só lembrar da internet, quando foi inventada e quando se tornou conhecida. O que chega pra gente de tecnologia é apenas refugo. Sendo assim existem pessoas mais esclarecidas ditando sim os rumos da humanidade. A partir do momento em que apareceu a propriedade privada, grandes extensões de terra e fortuna foram parar na mão de poucos ambiciosos que acreditavam que tinham muitas necessidades e defendiam filosofias que sustentavam suas visões egoístas da vida. Com isso, muitos que tiravam seu sustento da terra foram atraídos para os grandes centros, acreditando em em sonhos de prosperidade e progresso. Hoje estamos espremidos entre carros e edifícios, dependentes da tecnologia, sofrendo com a poluição, doenças degenerativas (físicas e espirituais), etc. Trocamos a vida simples pela vida “sofisticada” das cidades. Negar que não existe “eles” é também negar os cartéis, os crimes de colarinho branco, os latifúndios, as ditaduras e por ai vai. Quem está por trás da obsolescência programada? Quem barra invenções como o carro a água, como a lâmpada que não queima e tantas outras? Existem pessoas influentes e que estão a frente das ideologias, que tem muita responsabilidade, mas quem está em baixo também tem e está em nossas mãos aceitar ou não esse modelo! Por mim, viveria sim numa floresta, cultivando meu próprio alimento, gerando minha própria eletricidade com energia das águas ou de baterias solares, produzindo meu próprio remédio caso precisasse, próximo de meus semelhantes, compartilhando conhecimento sem interesses egoístas, enfim coexistindo de forma inteligente num verdadeiro progresso. Por que precisaria de mais? Como vai ser difícil ter acesso a um pedaço de terra, e na floresta eu ainda não tenho coragem, o que posso fazer de momento é tentar melhorar meus hábitos de consumo. Se todos começarem a fazer isso, estaremos aos poucos cortando o combustível daqueles que querem nos explorar, fazendo com que eles mudem seus hábitos também. A verdadeira evolução, a da consciência, terá que ser de baixo pra cima.

  • Graça Soare

    Muito bom! Tenho começado a fazer uma pequena mudança em relação ao consumismo. Incrível como uma ocasional falta de dinheiro me fez ver que não preciso da maioria das coisas que achava que precisava. Uma bênção! Estou muito melhor agora.

  • http://www.facebook.com/luciano.sellera Luciano Sellera

    muito bom o texto, me remeteu a um velho filme do querido ‘joão carpinteiro’, chamado “eles vivem”. o mote era “they live, we sleep”. quem não viu, confira (trailer: http://www.youtube.com/watch?v=L86AAGZ9BBg). quem já viu certamente ligou o filme ao texto assim que o leu.

  • do CONTRA

    É fantasioso dizer que tudo foi planejado… O sistema que vivenciamos atualmente não tem nada de planejado, é só a evolução natural do próprio sistema. Ninguém pensou “8 horas para eles se entreterem muito nas que sobram”, as oito horas vieram exatamente dos direitos que vagamente vão se abrindo para os trabalhadores. Todos são produto da sociedade, não tenha dúvidas… até mesmo seus 9 meses fora da “vida comum” são produtos do que a sociedade te transformaste. Meu ponto de vista é: se estão ficcionariamente felizes olhando tv e vivendo do jeito que estão, deixe-os. A felicidade é uma mentira e querer dizer como devemos viver é uma cilada.

  • Pingback: Oito horas de escravidão criativa remunerada | Newronio ESPM

  • http://www.facebook.com/Mario.Morel.pk Mario Morel

    muito boom mesmo!

  • http://twitter.com/karenbevi Karen Bevilaqua

    Pertubadora constatação do meu modo de vida e reflexo de uma rotina diária… não só minha… mas de muitos.

    Ótimo texto.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001582825858 Gabriel Queiroz

    Da pra mudar muita coisa na vida mudando um simples interruptor de posição. A maioria das pessoas pensa em estudar, pra ter um emprego, pra ter dinheiro, pra enfim ser feliz e fazer tudo que gostaria de fazer. Por que não começar a fazer as coisas que você tanto quer fazer AGORA?

    Muitos irão responder que não tem tempo, ou principalmente dinheiro. Mas isso é só uma questão de prioridades. Um curso de violão, uma aula de pintura, um grupo de dança…. É só encaixar a sua atividade preferida antes das demais e tudo se ajusta perfeitamente. As horas no trabalho/faculdade passam voando quando você fica imaginando a primeira brincadeira que fará com as crianças ao chegar em casa, ou quantas voltas você pretende dar correndo na praça perto de casa.

    Se o tempo é tão escasso assim, por que desperdiça-lo fazendo coisas que não te agregam nada?

  • Fábio Baptista

    Muito legal! Agora preciso da mágica “como faz para a gente sobreviver sem precisar trabalhar 8 horas?” :^(

    Infelizmente além de todos estes motivos expostos, as 8 horas + 1 de almoço + 1h30min de transporte (em média) = 10h30min gastos por dia, é proposital para manter o cérebro da massa inerte, e não questionar certos aspectos que poderim fazer a sociedade sucumbir.

    • RGN

      Quando descobrir, por favor me avise !

  • http://twitter.com/fma_almeida Fernando Almeida

    da série “textos que te deixam pensativo” rs muito bom.

  • http://www.facebook.com/alexandreoliveiratelles Alexandre Telles

    Massa!

  • http://profiles.google.com/pradopolo Lucas Prado Polo

    A jornada de 8 horas foi imposta pelas empresas sim, e concordamos com isso. Eu mesmo acho que é uma troca justa, pelo menos para mim e a função que eu exerço.

    Estou nessa mesma situação, onde faço as oito horas, chego em casa e não faço mais nada, não aproveito o caminho, não sinto as coisas e gasto dinheiro tentando compensar isso, mas discordo que isso que acontece seja algo imposto por uma industria (acredito que ela tire proveito disso, mas não imponha). Ter um trabalho que seja apenas isso, um trabalho, é o que torna a existência tão chata. Se você faz o que gosta, essas 8 horas não serão sentidas, serão parte do seu dia, da sua vida, não um momento isolado que quando você ficar velho não precisará mais executar.

    Alguns textos aqui mesmo, do Papo de Homem, levam a esse pensamento, de que devemos trazer para o nosso dia a dia o que nos faz bem, um exemplo:

    http://papodehomem.com.br/sabemos-aproveitar-os-feriados/

    Acho justo fazermos um movimento para quebrar essa chateação das 8 horas, tentar alinhar o que gostamos de fazer com o que fazemos. Não digo trabalhar menos que oito horas por dia, mas durante essas oito horas fazer algo que gostaríamos de fazer 24 horas por dia (no caso do Jack Bauer: pegar terroristas).

  • David Kim

    Ao ler o texto, logo veio à mente um livro que li recentemente e recomendo: “Early Retirement Extreme”, de Jacob Lund Fisker. Ele não oferece as soluções prontas e os típicos ‘sete passos para o sucesso’ como a maioria dos livros sobre o tema, mas, ao analisar a questão do dinheiro e das reais necessidades do ser humano na raiz, você mesmo é provocado a encontrar soluções para uma vida mais simples e frugal, menos consumista e mais focada nos relacionamentos e na sua missão de vida. O único ‘porém’ é que ele só está disponível em inglês.

  • Jorge Buratti

    O negócio é que “eles”, somos nós.

  • anonimo

    O líder disso tudo tem nome e é tratado como “super herói” no meio, se chama Bernays e foi sobrinho de Freud, aliás, depois que Freud morreu, ele utilizou todo seu estudo para fazer isso… pesquisem

  • Marido do Corto

    Mimimimi, vire o Tarzan e seja feliz.

  • Maicon Sobczak

    Parabéns pelo texto. Simplesmente sensacional e com material para refletir por semanas

  • http://www.facebook.com/danielspalma Daniel Sant’Anna Palma

    Fiquei bem triste de ver comprarem essa visão… acredito que quem criou e quem manteve a jornada de 8 horas nunca pensou nisso, acha mesmo que houve algum tipo de ‘conspiração do mal’ pra manter essa jornada?

    Acho que se manteve porque é o ideal por vários outros motivos.. E também, se as pessoas não gastassem tanto com porcarias a economia não entraria em colapso… o mercado tem um mecanismo simples e lógico de auto-regulação e acredito que esse cara escreveu esse texto na base do achometro.

  • Marcus Lotfi

    Como lutar contra isso? Como tomar uma postura alternativa, sem abrir mão de nossos empregos – que são aquilo que nos sustenta?

  • http://www.facebook.com/people/William-Santos/100000930321715 William Santos

    Wow! Speechless!

  • Luciana

    Ótima matéria, mas acho que a tradução poderia ter passado por um revisor/editor de textos antes de ir ao ar.

    • Luciano Andolini

      Luciana,

      Poderia me listar quais erros que viu para eu poder corrigir?

  • Leo Fonseca

    Excelente!

  • http://www.facebook.com/brunobolandini Bruno Bolandini

    Sensacional, íncrivel e descreve muito bem boa parte das últimas gerações.

    Acredito que no quarto parágrafo de baixo pra cima, na terceira linha “Eles vêm trabalho por” vocês quiseram dizer “Eles vêm trabalhando por”.

  • http://www.facebook.com/alisson.sarmento.5 Alisson Sarmento

    Gostei muito do artigo, precisamos mesmo refletir sobre a questão da gestão do tempo e consumismo. Entretanto acho o Autor bem exagerado e dono de um ponto de vista que se torna quase uma verdade absoluta para todos os seres da terra. Primeiro devemos procurar fazer o que gostamos, caso contrário 3 horas por dia seria um tédio. Não devemos esquecer da vida fora do trabalho, São Paulo por exemplo tem grandes eventos e belas coisas pra fazer em dias de semana.
    A vida de mochileiro pode ser mais barata do que viver em grandes cidades, entretanto não é assim tão confortável, higiênica e saudável. Eu sinceramente não conseguiria viver bem somando o quanto eu já gastei com cafezinho em 10 anos.
    Sobre o consumismo concordo que existe muita gente que “compra” soluções para os problemas pessoais, mas há algo errado em comprar um bela casa, um bom carro, um telefone mais rápido? Acho que não.
    Meu ponto de vista, somos livres, ninguém obriga o outro a comprar nada. Devemos fazer o que gostamos, caso contrário o trabalho sempre vai ser torturante. A gestão do tempo é primordial para a qualidade de vida. O planejamento financeiro se faz necessário em um mundo capitalista, mas isso não deve ser a principal preocupação da vida.
    Refletir faz bem! Abraço a todos.

    Alisson Sarmento

  • http://www.facebook.com/allan.sharks Allan Diniz

    Ótimo texto. Na minha interpretação, o “ELES” se refere ao capital. Não ao dinheiro em espécie ou fortunas, e sim, ao que conceituamos como “riqueza”. Os valores estão sendo definidos pelas massas que são manipuláveis (e altamente manipuladas) pela mídia que, por sua vez, é controlada por quem está no poder, por quem detém fortunas, que por sua vez é controlado pela “riqueza” (por tudo aquilo que contemplamos e valorizamos), e esse ciclo é vicioso, e infinito. Acredito, David, que em algumas passagens históricas, o “eles” referido neste magnífico post, realmente se referia a pessoas de carne-e-osso. Mas, em algum momento histórico, o próprio “eles” perdeu o controle do seu objeto de domínio, e se deixou fascinar por “ele”. E foi aí que tudo degringolou, justamente porque ninguém tem o botão de PAUSE ou STOP dessa “máquina” ou desse “jogo”, e aqueles que conseguem enxergar isso enlouquecem, aos poucos, quando se dão conta do quanto estão impotentes diante de tanta fragilidade intelectual, emocional e conceitual.
    Achei interessante que ontem assisti a reprise de um filme dos anos 80 no cinema, “They Live” (Eles Voltam) de John Carpenter, e o tema é muito parecido com o discurso de hoje.

  • Thais Bassinello

    Genial. Sem mais.

  • Vitor Joanni

    Para se aprofundar no tema, recomendo ler O Direito à Preguiça, de Paul LaFargue, escrito no final do século XIX e extremamente atual.

  • Erick

    O cara gosta de falar que ganha dinheiro viu

  • http://www.facebook.com/bmontoro1 Bruno Montoro
  • http://twitter.com/verbofeminino Verbo Feminino

    Bem, até por volta dos 30 anos eu gastava muito tempo para ter um pouco de dinheiro. Hoje gasto (ou deixo de ganhar) dinheiro para ter tempo.

    Isso significa que abri mão de uma super remuneração por metade da grana trabalhando (e rendendo bastante!) 5 horas por dia.

    Meu dinheiro rende mais (pois tenho menos necessidade de gastos supérfluos para me sentir feliz), viajo muito mais, bebo melhores vinhos, me encontro mais com as pessoas de que gosto e leio na quantidade que sempre desejei.

    Eu criei essa possibilidade e ela se concretizou sem drama. Pra começar, a empresa sabe que o que faço em 5 horas poucos fariam em 10, modéstia às favas. Porque faço com energia e foco, simples assim.

    E não, não amo meu trabalho mais do que amo todas as outras coisas da minha vida. Isso não impede que eu faça bem o meu trabalho e que não contribua para as mudanças e o crescimento da empresa.

    Apenas todas as horas em que NÃO estou trabalhando são realmente mais prazerosas – e mais importantes pra mim. Essa história de que as pessoas devem AMAR o trabalho é pura balela, mais um artifício para fazer com q

    • Marilia

      Gostei muito desta parte:
      “E não, não amo meu trabalho mais do que amo todas as outras coisas da minha vida. Isso não impede que eu faça bem o meu trabalho e que não contribua para as mudanças e o crescimento da empresa.”

    • Vic

      Concordo plenamente com você, Verbo Feminino…. há coisas muito mais importantes, que vem em primeiro lugar na nossa existência passageira.
      Com a maturidade aprendemos, as vezes a duras penas, que o tempo vale ouro, e temos que amar as pessoas, e não o dinheiro!!

  • http://www.facebook.com/LynOnMars Evelyn Luz

    Não sei o que dizer…
    é genial!

  • http://www.facebook.com/Digodk Diogo Derossi Klein

    Engenheiros do Hawaii – Terceira do Plural

  • laila souza

    Texto excelente ,merece reflexões.A chave é priorizar o que for o melhor a cada um,ter dinheiro e não ter tempo ? ou ter tempo e não ter (tanto) dinheiro ? Eis a questão.O melhor seria que optássemos por qualidade de vida,e vivêssemos somente com as coisas necessárias ,mas,não é isso que acontece.

  • Heverton Oliveira

    Agora sim, posso dizer que sou uma vítima da sociedade.

  • http://www.facebook.com/braulio.a.goulart Braulio Arantes Goulart

    Muito bom o texto! Sou daqueles que só funcionam sobre pressão e apesar de ser bastante escravo do consumismo ainda consigo achar tempo pras pequenas coisas. Todo mundo me fala que a experiência de um intercâmbio muda mesmo a nossa forma de pensar, espero ainda passar por isso!

  • http://www.facebook.com/bhatecore Bruno Mf

    muito bom … alto nível o texto realmente…
    finalmente algo que preste

  • Dudu Aram

    Totalmente. Todo ano eu trabalho árduos 9 meses para viajar sem destino mochilando pelo mundo no restante do ano. E toda vez que volto pra casa eu esvazio a casa, tiro coisas inuteis, faço doações…e me sinto feliz mais leve com menos coisas para me precoupar e carregar. Mas estranhamente durante estes 9 meses lá me vejo novamente gastando com coisas inúteis. Até que ligo disso e guardo a grana pra viajar de novo entre um intervalo de um job e outro.

  • eliane rangel

    acho que estou vivendo isso no momento, depois de uma fase dificil, estabilidade faz a gente se despreocupar com dinheiro!

  • Tayanne

    Excelente! Propõe uma boa reflexão.

  • http://www.facebook.com/cristianocleao Cristiano Leao

    Classe média sofre.

  • http://www.facebook.com/people/Willyans-Mendes-Alves/100002287166846 Willyans Mendes Alves

    Sabe quando alguém consegue organizar e verbalizar tudo que você vem pensando sobre um assunto e ainda conseguir ir bem além?
    Sabe aquele soco no estômago?
    Que te faz ver “fora da caixinha” mesmo quando você já achava que via as coisas fora da caixinha?

    Excelente texto.

  • http://www.facebook.com/yan.mesquita.142 Yan Mesquita

    Muito foda esse texto. Claro que nós identificamos com o texto, afinal de conta todos seguimos esses valores, padrões que colocam a nossa sociedade. Um dia pensando quando mais jovem que nunca seguiria esses padrões e cá estou eu dia após dia no mesmo ritmo de todos, talvez eu faço o contrario de você ganhe muito bem agora e sai por ai viajando com o que guardei ou talvez so gaste no pouco tempo que tenho, nem sei como arrumei tempo para comentar e lê toda esse texto . Abr

  • http://www.facebook.com/lucasHGomes Lucas Gomes

    Ótimo texto. Creio que se esta percepção fosse geral (e na minha opinião deveria ser), aquele colapso que você citou certamente ocorreria. Mas creio também que, neste caso, pra acontecer algo essencialmente bom para todos, este “mal” seria necessário.

  • Paulo Henrique C. Oliveros

    Vi uma entrevista do Domenico de Masi (autor do livro “O ócio criativo”) no Roda Viva recentemente e ele fala justamente sobre esse tema: o trabalho nos tempos atuais…

  • Paulo Bernardi Junior

    Esse texto é muito bom, ele mostra a cultura do consumo que foi implantada em nossa sociedade e que além de todos os problemas causados e citados pelo autor está levando à maior degradação ambiental que já existiu em nosso planeta. O consumo pelo consumo poderá ser em pouco tempo a “pá de cal” na sepultura do meio ambiente. Não sou um “eco-xiita”, apenas uma pessoa que vê seus alunos trocarem de celulares e de Tênis apenas por que houve um novo lançamento.

    Em nosso país a cultura do consumo já está estabelecida e sedimentada na mente de quem tem mais força de pressão para comprar, os jovens.

    Nas empresas da área de ensino não se gasta um centavo para melhorar o conhecimento dos jovens em relação ao que se deve chamar de “consumo consciente e ambientalmente correto”. Pobre Brasil e pobre Meio Ambiente.

  • Imaginária Pessoa

    Muito bom o texto. Realmente reflete a vida na sociedade ocidental. Tenho buscado alternativas ao meu horário de trabalho. Felizmente, no serviço público federal brasileiro é possível reduzir a carga horária de trabalho, mas com redução salarial. E o que importa, afinal? Melhor reduzir o trabalho e ter mais tempo para gastar com atividades prazerosas e que não gastam muito dinheiro. Claro, se a pessoa não tiver uma “família” para sustentar, isso é mais possível do que no caso oposto. Enfim.. Planos sendo realizados. Também vi um vídeo outro dia que dizia que um dos maiores arrependimentos dos seres humanos quando estão perto da morte é ter trabalhado demais – quando queriam ter reduzido a jornada ou a carga horária.

  • Maria Clara

    Marx disse isso, chama fetichismo de mercadoria…

  • Fernando MDB

    Me parece mais simples essa questão do ‘eles’. Por exemplo: Há uma empresa que define a cartela de cores (pantone) a ser usada em vários segmentos no mundo todo. São profissionais que estudam as cores e trabalham para uma empresa muito grande que ganha dinheiro ‘ditando’ o que é válido para aquele período, o que é ultrapassado, o que ainda não está no momento… Empresas de tintas, tecidos, carros e tal utilizam esse padrão de cores, assim a nossa ‘escolha’ foi programada entre algumas variações possíveis.
    Assim é para as cores, assim é para um monte de porcarias.
    O fato para mim está concentrado no seguinte. Muitos profissionais para ganhar seu dinheiro, abdicam da ética -no sentido mais literal dela, aquele que nos liga com a nossa suposta humanidade- e vendem suas capacidades e conhecimento para corporações com bastante influência e poder econômico. Essas instituições ferram o próprio indivíduo além da mamãe dele que está conversando com a vizinha e elogiando o filho querido que faz um sucesso danado na empresa.
    Assim temos a ligação do ‘eles’ – corporações, cinco famílias, iluminatti…- e ‘nós’ -designers, médicos que vendem receitas, advogados de deputados, gerentes de banco, agentes de empréstimo consignado, balconistas de fast food- alimentando o método que nos sufoca.

  • http://www.facebook.com/PassageirodoTempo Luiz C. O. Arantes

    Venho pensando seriamente em trabalhar no máximo 6 horas por dia, mesmo ganhando menos para ter mais tempo livre já há alguns anos. Mas o sistema vigente não oferece oportunidade de trabalho assim. Aposentar não me parece ser a melhor solução. Acho que a vida de 60 anos atrás, patriarcal, com famílias unidas, mães próximas dos seus filhos, sem esse grande consumismo de hoje, era muito mais saudável. Mesmo sem toda essa parafernália tecnológica de hoje.

  • http://www.facebook.com/people/Marcio-Diniz/100000180717236 Marcio Diniz

    Quem puder, leia Momo e o Senhor do Tempo. Michael Ende. Livro com aparente temática infantil, contudo, trata justamente deste assunto e foi escrito em 1973. É simplesmente fantástico.

  • Pingback: Rato de Biblioteca » Blog Archive » Semana do Rato

  • http://www.facebook.com/people/Viviane-Milla-Rocha/100001079639202 Viviane Milla Rocha

    Eu gostaria MUITO de não precisar trabalhar durante todas as horas claras do dia em troca de algum dinheiro pra sobreviver. Sim, sobreviver! Porque tanto do ponto de vista do autor desse texto, quanto do meu, a gente rala pra sobreviver, porque (e continuo falando por mim) viver é ter tempo de cuidar da gente, ler bastante, fazer exercícios físicos, curtir bem os amigos e familiares, passear e conhecer lugares maravilhosos, que fazem a gente arregalar os olhos ou sentir aquela calmaria no coração. Trabalhar, sim, porque trabalhar faz bem pro espírito e pra mente, mas não por motivos como comprar, comprar, comprar, pra ostentar, ostentar e ostentar; como se esse way of life nos trouxesse a real satisfação ou a saudável razão de viver.
    Assisto comerciais apenas pra me divertir com a criatividade de algumas agências de publicidade; sigo lendo 1 livro por semana, vou pra faculdade caminhando pra exercitar o corpo (não tenho tempo de frequentar academia), nos finais de semana dou uma atenção especial para minha mãe e irmã, canto num coral na igreja, durmo quanto posso… E, de fato, não preciso de muito mais pra ser feliz. E gostaria de cada vez menos!

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100005105166364 Daniel Moreira

    O “estilo de vida já projetado” definido pelo capitalismo contemporâneo é a sociedade baseada no consumo na qual vivemos e, honestamente, não parece haver nenhuma chance das pessoas saírem dessa lógica em grande escala. Como foi muito bem pontuado no texto, a economia precisa estar saudável. O círculo vicioso trabalho x consumo distorce a noção de necessidade da maioria da sociedade e pouca gente vai ter a educação, a curiosidade, a faísca de perceber que há algo de muito errado nessa dinâmica. A gente vai simplesmente reproduzindo o comportamento dominante sem refletir sobre. O ditado “o trabalho enobrece o homem” é uma máxima que convence, está no chip de quase todo mundo. A grande merda é que enquanto trabalhamos porque é preciso trabalhar, produzimos cada vez mais, fodemos o meio ambiente e vemos a grana escapar sempre para as mesmas figuras. Claro, essa produção cada vez mais personalizada gera demanda de consumo cada vez maior pro coisas inúteis que, ao contrário do que pensamos ou fomos induzidos a pensar, não nos fazem mais felizes.

  • http://www.facebook.com/mariapaula.oliveira.581 Maria Paula Oliveira

    Sera que mulher pode se meter no Papo de Homem?!
    David, otimo texto. Obrigada.
    Te escrevo direto da ilha Phi Phi, no sul da Tailandia. Eh o 27 paise que eu e meu marido exploramos em ja 9 meses de volta ao mundo. Mais 3 meses ainda de aventura. Depois aqui da Asia, vamos aos EUA, justamente para sentir o choque de culturas e costumes,
    Como profissional de marketing, estou sempre atenta aos dois lados da moeda: o poder do marketing como ferramenta economica – com beneficios e maleficios, como tudo no mundo – e o papel do consumidor nesse cenario.
    Vivendo como mochileira ha 9 meses, sei muito bem o que voce quer dizer quando fala sobre do quao pouco realmente precisamos. Mas como gostamos das indulgencias.
    No fim das contas, acho que eh importante buscar o equilibrio, estando sempre atentos aos exageros de um lado ou do outro.
    Abrs,
    Maria Paula Oliveira

  • Pingback: Indicação do colaborador | Integração

  • http://www.facebook.com/diegoblackhouse Diego Nunes

    Belíssimo texto David, meus parabéns!
    Tomei a liberdade de fazer uma citação em meu blog. Forte abraço!

  • Fernando

    Cara, primeira vez que leio o “blog”… E foi um dos textos mais significantes que li em minha vida terrestre… e na boa… eu sou um verdadeiro idiota… Como passei pelo menos 13 anos da minha vida agindo sobre influência..? Não sei… só sei que preciso rever meus conceitos de vida… ahh só pra constar assinei o feed, espero ler muito mais e levar uma vida melhor… sem exagero…

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=1670530621 Eduardo Fornaciari

    Até que enfim uma matéria que não é fútil nesse site.

  • http://www.facebook.com/felipe.franca.982 Felipe França

    Excelente texto. Muito Bom!

    Cara – você precisa virar um empreendedor – e fazer seu tempo como você quiser. vai aqui algumas inspirações:

    http://www.escapethecity.org/
    http://www.the-hub.net/
    https://www.ashoka.org/

  • http://www.facebook.com/marcelocamargofm Marcelo Marques

    Muito bom texto,reflete com que penso sobre nosso estilo de vida consumista. Escravos modernos do dinheiro e dos poderosos?Onde segunda feira e domingo são dias chatos,vivemos de fim de semana apenas.Nosso tempo fica mais pro trabalho do que pela própria vida,nossos anseios pessoais ,desejos,vontades,liberdades de ser .

  • Tatiana Toffolo Ayres

    Ótimo!!! Pelo menos não me sinto mais uma E.T. nesse mundo consumista em que vivemos. Tenho a mesma visão, mas pela ótica feminina do processo, onde além da preocupação com o custo-benefício tempo-dinheiro, entra a questão MATERNIDADE!!!! Além de perceber que levo uma vida medíocre, ainda tenho a eterna vontade de proporcionar mais qualidade de vida para os filhos. Não a qualidade de vida material, mas a espiritual, existencial. Poder passar uma tarde toda debaixo de uma árvore, fazendo um pic-nic em algum parque, lendo, andando de bicileta, sem que isso seja uma obrigação de programa de fim de semana e sim uma rotina semanal… um sonho??? Considero necessidade!

  • http://www.facebook.com/marcusrmartins Marcus Martins

    Quem são eles? Quem é esta pessoa que escreve? Acabei de te descrever? NÃO!

    O texto trabalha com inumeras informações e teorias do campo da sociologia, psicologia e antropologia. E utiliza uma pesquisa “infeliz” para descrever o comportamento de consumidores, uma tal de “psicologia de marketing”, o que esta pesquisa trata? de consumidores estadunidenses? Desta forma, utiliza do SENSO-COMUM para tratar de cultura. Ademais, tive inumeras indagações sobre o texto: o que eles chama de cultura? Ele diz “cultura” como eu digo, livro, arroz e feijão no meu dia a dia. E de tamanha ingenuidade utilizar este termo: cultura disso, cultura daquilo…sem ter teorias sociologicas, antropologicas e campo da psicologia.

    Alias, a realidade, (cultura para ele) deste autor é totalmente diferente, é um estadunidense que vive, em um tecido social diferente, e que tem uma rede de interdependência diferenciada da minha, da sua (brasileiro que está lendo este texto absurdo)

    Outro ponto é, empresas decidem sua vida? minha vida? Como assim? será que não estamos num processo de individualização, de hedonismo, desta busca desenfreada por lazer, felicidades, da falta de tempo, do repudio a preguiça e ao ocio. Isto não é NOVO, e APARECEU na sociedade atual. Isso advém de um longo processo social, que tem começo no inicio da era moderna, no século XVII, e que se desenvolve e permeia nossa estrutura social. E de tamanha ingenuidade achar que isso é NOVO, ou q as empresas FAZEM isso ou aquilo

    O autor utiliza palavras como “naturalmente”…é ao mesmo tempo diz: seu estilo de vida foi projetado. É totalmente paradoxal isso. O estilo de vida é construido socialmente, e de acordo, com sua cultura, tecido social, redes de interdependencia, emoções e as figurações que você têm em cada campo social. E ISSO, é naturalizado por nós, individuos, e não existe nada de “natural” neste processo.

    Achei este texto horrivel, não me indentifico, e sou incapaz de indentificar algum sujeito BRASILEIRO, que conviva no meu circulo, e possua tamanha ingenuidade de pensar sobre si, desta maneira.

  • Alexandre

    Para os que ainda não leram, um bom livro: Admirável Mundo Novo do Aldous Huxley. Ele aborda e diria que ilustra bem o ponto central do excelente texto postado.

  • http://www.facebook.com/camila.etgeton Camila Etgeton
  • http://www.facebook.com/artur.tavr Artur Tavares

    Brilhante! Life changing!

    Mas, agora, um contraponto:

    Tenho uma vida inversa a essa citada por você. Sou empreendedor, minha empresa funciona apenas nos finais de semana e garante meu sustento. Durante a semana, me envolvo em projetos que não me obrigam ficar 8h por dia em um escritório(pelo contrário).

    As consequências são exatamente essas que você citou, tenho mais tempo pra reflexão, pra amadurecimento e tudo mais, porém, torno-me um forte refém da lei de parkinson quando aplicada ao uso do tempo. Por ter um enorme tempo livre, minha produtividade é ridícula e chega a me envergonhar devido ao mal uso do tempo. É claro que isso faz com que eu encontre as bases da procrastinação e tudo mais, mas ainda assim é bastante entristecedor tal fato.

    Qual seria a saída? Equilíbrio? Tenho tentado agregar mais tarefas, mas isso está me levando, visivelmente, à rotina por você citada (obrigado por abrir meus olhos!).

    Ainda me questiono muito, mas acredito que é uma jornada de auto-conhecimento. =)

  • Leandro Rios Silva

    Estou aposentado mas sempre ocupado. Quando vou ao computador ou assistir TV paga é para me “distrair”, repousar…da ansiedade,do estresse moderno…A depressão nos ronda…Procuramos comprar coisas para nos alegrar…Quando estou em Minas Gerais na casa de meu irmão, perto da zona rural, junto à Natureza, não sinto o apelo do comércio e gasto só o necessário…Aqui em São Paulo, dá aquela vontade de gastar…É o sistema moderno…Estudaram a “química” dos nossos cérebros…parece que as endorfinas são liberadas ao comprarmos coisas, ao comermos coisas gostosas, ao nos “divertirmos”…As adrenalinas da tensão, da ansiedade fazem o oposto, nos tornando “cansados”, mal-humorados, infelizes…é o jogo da compensação da dor com algum prazer…A lei da oferta e procura…O comércio de comida e guloseimas estoura…

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  • Lenecarreño

    Muito interessante, as pessoas explodem literalmente neste sistema, comendo tudo que surge na frente. Alguns empresários já se deram conta e instalaram academia, sala de repouso e leitura e muitos tem o lanche saudável. As 8 horas são ridículas, e pior se estiver em uma empresa assim poderá observar a velocidade com que as pessoas trabalham. Há algum tempo trabalho em empresas com Home Office e quando vou ao escritório nas reuniões eventuais fico pasma, pois se eu trabalhasse naquela velocidade de resposta a empresa quebrava.

  • http://www.facebook.com/p.aulodavilla Paulo DÁvila

    Excelente texto!! Parabéns!

  • Otávio Cesário

    Se a pessoa gasta tanto tempo no trabalho, porque não fazer do trabalho uma atividade interessante? Invés de esperar ansiosamente pelo fim de semana. Já seria um ansiedade tirada da sua vida. Mas enquanto o trabalho for visto como uma obrigação, isso fica difícil. Imagina se você ganhasse na loteria, ia fazer o que com o seu horário vago? Bem materiais são uma delícia de adquirir, realizar os sonhos, mas ver isso como um fim nos prende, devíamos viver mais o presente, perceber que você é uma parte do Cosmos algo maior do essa coisa programada que a sociedade nos impõe a ser (falta de explicação logica rsrs). Excelente texto, e 9 meses de viagem? Que viagem.

  • Kaique

    Olá David, ótimo texto! Gostaria de deixar aqui uma reflexão intimamente relacionada ao tema abordado em seu texto:

    Ao decorrer das décadas o homem vem sendo substituído por máquinas em todos os setores da chamada “economia moderna”: Extração de recursos, produção, transporte, comércio e prestação de serviços. Logo TUDO será automatizado e não haverá mais emprego para todos (aliás, nunca houve), somente para alguns pouquíssimos engenheiros e médicos (e olhe lá heim!).

    Então, sem emprego e sem renda, dentro de um sistema econômico baseado em moeda e lucro, como teremos acesso aos produtos que necessitamos?

    Bons pensamentos. Até!

    • Ligia

      Seria um sistema baseado em recursos,a tecnologia a nosso favor,
      que o atual sistema monetário entrava. Temos o movimento global Zeitgeist que aborda isso, mas o mais dificíl é a mudança de mentalidade, ela esta começando mas é pequena. Quem quiser saber mais e fazer parte: http://www.facebook.com/mzbrasil?ref=ts&fref=ts

  • Pingback: » Você trabalha para comprar o que poderia ter de graça? Inspire

  • Fernanda Festucci

    Engraçado ler este texto ao mesmo tempo que estou relendo “Admirável Mundo Novo”, que com um pouco de exagero (ou não) faz algumas reflexões parecidas. O que o mundo se tornou com o consentimento dos indivíduos que foram condicionados a agir e a pensar de determinada maneira.

    Texto muito bom!

    Estou muito pensativa sobre meu estilo de vida agora, porque você realmente me descreveu e me expôs a mim mesma.

    Boa!

  • http://www.facebook.com/daniel.passos.528 Daniel Passos

    Isso é o princípio do capitalismo, não gostam? Mudem-se para a Coréia do Norte.

  • EDSON FERRO

    O texto é muito bom . Vale refletir sobre ele. Como estamos inceridos neste contexto? Como usamos nosso tempo? O que vale mais na nossa vida? Ter? Ser? Trabalhar? Viajar? Um pouco de tudo? Um tudo de nada? Amigos? Família? Dinheiro? Poder? Vida manipulada? Liberdade? Verdade? Mentira? Sobreviver? Guerra ? Paz? Saude? Consumir? Distribuir? É MUITA PERGUNTA PARA SER RESPONDIDA. AHAHAHAH

  • Dornellas

    Texto excepcional.

    Gostaria de aludiar os leitores do papo de homem que podemos ter mais tempo (correr, meditar, viajar e etc) constuindo ativos, colocando nosso dinheiro para trabalhar para nós.

    Para aprender mais sobre ativos, aqui vai uma sugestão:
    Leia: Pai Pobre Pai Rico Autor: Robert kiyosaki

    Amplexo!!!

  • Alexandre Meyer

    Há mais de dois anos, quando fomos para a casa nova, a TV ficou desplugada do cabo e da antena… e assim deixamos. Até hoje está conectada apenas à tomada e ao blu-ray e assim permanecerá. Está lá para ver os filmes que quero na hora que der vontade.

    Fiquei surpreso não apenas com o tempo que eu e minha namorada ganhamos para fazer coisas juntos, mas como diminuiu a sensação de ansiedade. Temos tempo de preparar o jantar com calma, usar ingredientes frescos em vez de enlatados. Temos tempo para sentar no sofá, colocar o gato no colo e pensar na vida. Tempo para recostar no colo dela e ler. Enfim, nossos momentos juntos “duram” mais.

    Uma vez visitamos uma amiga que engolia um sanduíche no sofá, olhos grudados na TV e dizendo para nós que não tinha tempo prá nada…. sabe o botão “power”, que tal apertar ?

    Para mim é mais do que óbvio que tempo para tudo nunca teremos, nosso tempo é fixo, só temos que escolher o que é importante o suficiente para coloar dentro dele.

  • Luiz

    ” o dia de trabalho com oito horas é muito lucrativo para grandes empresas, não graças à quantidade de trabalho realizada nessas oito horas (o trabalhador médio de escritório trabalha de fato por menos de três dessas oito horas), ” Essa informação tem base estatística?

  • Luiz

    Acho um pensamento extremamente simplório tratar o mercado como se fosse um monstro que consome a felicidade das pessoas. O modelo capitalista, que têm como principal base a acumulação, têm sim seus defeitos mas estes são necessários. Ninguém gosta de passar 8h em uma sala trabalhando essa é a maneira de se ter renda quando só se é dono da própria força de trabalho.

  • Alex

    Simplesmente espetacular!!!!

  • Ligia

    Gente esse video do David Icke ilustra bem o que o texto diz.

    http://www.youtube.com/watch?v=z2x379zXks8

    David muito bom o seu texto, a pequena elite que comanda as massas
    não quer que tenhamos tempo para refletirmos, para meditar por exemplo,
    e saber quem somos realmente, e o que estamos fazendo aqui.

  • Patricia Valiño

    Capitalismo para iniciantes, uma visão da realidade. =p
    Agora, apenas para quem sabe deixar cabeças pensantes devidamente confusas até atingirem quem sabe o ponto de explodir, pergunto:
    A afirmação “A economia entraria em colapso e nunca se recuperaria” é uma verdade absoluta, ou é apenas uma forma de nos assustar com um suposto “caos mundial irrecuperável” para que acreditemos que o mundo não tem como funcionar de forma diferente? ;)

  • Marcos

    Artigo que nos instiga a refletir.
    Associei a esta reflexão do Dalai Lama: “Os homens perdem a saúde para juntar
    dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem
    ansiosamente no futuro esquecem do presente de forma que acabam por não viver
    nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer … e morrem
    como se nunca tivessem vivido.”

  • Gustavo Emerick

    Muito bom o texto. Me fez lembrar do livro Walden de Thoreau. Caso não tenha lido faço a indicação da obra que existe bastante verdade da vida do qual o autor vivenciou. E realmente o menos é mais!

  • Pingback: Onde mora seu minimalismo? | PapodeHomem

  • Priscila Gava Barreto

    Amei o texto! Sempre questionei nosso estilo de vida. Atualmente trabalho 6h/dia, mas quantos empregos conhecemos em q se trabalha esse tanto de horas? Dei sorte, mas por quanto tempo? Desejo avidamente manter um estilo de vida em que tenha algumas horas por dia para me exercitar, para descansar, contemplar, ou mesmo cuidar da casa sem ter que sacrificar minhas horas de sono. Trabalhei de casa por um tempo como freelancer. Tinha menos dinheiro, mas mais conforto. Infelizmente, é o que você disse: não importa para aqueles que detém o dinheiro (empresários, CEOS, políticos e mais uma galera) que tenhamos tempo, que possamos pensar em nossas vidas, que possamos desfrutar de horas ócio. Como afirma Domenico de Masi, a criatividade vem de momentos de ócio criativo, da contemplação. E pessoas criativas no que tange suas próprias vidas não é lucrativo. A pergunta que não cala é: será mesmo possível viver fora deste sistema, por mais forte que ele seja e te engula?

  • Mariana

    Texto excelente. Eu tenho estudado as praticas e ideologias usadas pelo poder gerencialista no capitalismo contemporâneo e sim, toda a carga de trabalho, toda a burocracia, basicamente, tudo o que vemos e sentimos foi minuciosamente pensado. A cada um cabe a decisão de mudar um pouquinho que seja, de se recusar a fazer uma horinha extra, de ter direito de almoçar no horário que bem entender. É difícil mas acredito que há esperança.

  • Estefani Rangel

    O que devemos fazer? Montar uma sociedade secreta auto-suficiente escondida e esperar o fim do mundo?

  • Rodrigo

    E dai?

  • Elzo Santos

    Fantastico!

  • Jean Carlos Thomsen

    Muito bom texto.

  • Lucas Alves

    Tá !

    Tempos atras estava eu pensando :”nossa quanto tempo eu tinha quando trabalhava 8 horas, dava para fazer varias coisas. Eu conseguia sair do trabalho, ir pra casa tomar um banho e ainda curtir algum, cinema, balada ou simplesmente ficar em casa/ler.

    Agora que trabalho 12H o tempo ficou mais curto. Praticamente só quero saber de tomar banho e dormir. Mas ai é que esta o problema, não viveria, não faria meu dia valer a pena, não ficaria satisfeito apesar de ter trabalhado e conquistado o dinheiro suado.

    calculando que dormirmos 8 h me sobrariam 4 horas de tempo livre durante o dia.
    mas logico que usamos um tempo para jantar, tomar banho antes de ir dormir, calculemos mais 45 min para essa duas atividades sobram 3h e 15 min para você fazer algo realmente seu, entretanto seu corpo e principalmente sua mente já está cansada e saturada pelo dia exaustivo de trabalho.

    Ai que tu tem o dever de aprender fazer os minutos e os segundos valerem o que realmente valem; o que não é nada fácil.

    Mas ai entra um ponto que tu tocou:

    “Subitamente, eu tenho bem mais dinheiro e bem menos tempo…”

    Até quanto vale ter mais dinheiro e ter estes momentos tomados, será que uma ilusão de um futuro melhor, aposentadoria talvez venha a cabeça ?!
    Mas e se não vivermos o agora o presente e se não fomos completos agora ?
    Como poderemos no futuro ficamos tranquilos sabemos que não aproveitamos nada ?

    aquele lance: “teremos dinheiro mais não saúde, porque estávamos preocupados em conseguir dinheiro, agora usamos o dinheiro pra cuidar da saúde”.
    =/

    PS:
    Desculpe-me o sono e a preguiça de editar =/.
    muitooo sono.

  • Alexandre Aguiar de Castro

    O autor está correto e isso já foi provado por Edward Bernays. Quem já leu o livro “Propaganda” desse autor editado na década de 20 do século passado pode verificar como os mecanismos de manipulação são utilizados. Não é nada novo e vem se aprimorando ao longo do tempo.

  • Diego Bevilacqua

    Nada que Karl Marx já não tenha dito! E igualmente pertinente!
    Engraçado que muita gente concorda com tudo isso, mas se falar que é a base do socialismo/comunismo todo mundo pira!

  • Débora Dias

    Eu sei, mas não devia

    Eu sei que a gente se acostuma.

    Mas não devia.

    A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e
    a não ter outra vista que não as janelas ao redor.

    E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar
    para fora.

    E porque não olha para fora, logo se acostuma a não
    abrir de todo as cortinas.

    E porque não abre as cortinas logo se acostuma a
    acender cedo a luz.

    E à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o
    ar, esquece a amplidão.

    A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado
    porque está na hora

    A tomar o café correndo porque está atrasado.

    A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo
    da viagem.

    A comer sanduíche porque não dá para almoçar.

    A sair do trabalho porque já é noite.

    A cochilar no ônibus porque está cansado.

    A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

    A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o
    de que necessita.

    E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.

    E a pagar mais do que as coisas valem.

    E a saber que cada vez pagará mais.

    E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro,
    para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

    A gente se acostuma à poluição.

    Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de
    cigarro.

    À luz artificial de ligeiro tremor.

    Ao choque que os olhos levam na luz natural.

    Às bactérias de água potável.

    A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer.

    Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando
    uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá.

    Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e
    sua no resto do corpo.

    Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila
    e torce um pouco o pescoço.

    Se o trabalho está duro a gente se consola pensando no
    fim de semana.

    E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente
    vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

    A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para
    preservar a pele.

    Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para
    poupar o peito.

    A gente se acostuma para poupar a vida.

    Que aos poucos se gasta, e que gasta de tanto se
    acostumar, e se perde de si mesma.

    Marina Colasanti

  • marlonmarcello

    Cara, os textos do PDH são incríveis, parabéns.

  • Dann Thomas

    Obrigado.

  • Thiago Miranda

    “O consumidor perfeito está insatisfeito (mas esperançoso), desinteressado em desenvolvimento pessoal sério, altamente habituado à televisão, trabalhando em período integral, ganhando minimamente bem, abusando em seu tempo livre e, de alguma forma, apenas se virando com o que tem.”

    Frase Incrível, me fez lembrar essa outra aqui:
    “A nossa enorme economia produtiva exige que façamos do consumo a nossa forma de vida, que tornemos a compra e uso de bens em rituais, que procuremos a nossa satisfação espiritual a satisfação do nosso ego, no consumo… Precisamos que as coisas sejam consumidas, destruídas, substituídas e descartadas a um ritmo cada vez maior.”

    Pra quem se interessar, esse vídeo ilustra super bem essa frase de cima.
    https://www.youtube.com/watch?v=7qFiGMSnNjw

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  • anonimo sem criar confusao

    cara, se vc acha que 8 hrs de trabalho por dia eh muito e que nao sobra tempo pra nada com isso, alguma coisa ta errada

    • ana_souza

      Se vc tiver insonia e não dormir as 8 horas recomendadas de sono da pra fazer um monte de coisas mesmo…

  • EDEGAR NEUMANN

    “Nós compramos tanto porque sempre parece que tem alguma coisa faltando na nossa vida.” é… pegou pesado!

  • Jennifer

    Em mais um dos dias entediantes resolvi procurar na internet algo que me acalentasse….sou arquiteta e gosto da minha profissao, do meu trabalho, mas nao consigo aceitar as 8h de trabalho, justamente por nao ter tempo de fazer as coisas simples da vida…como ver o entardecer, passear na praia, pedalar, ler livros, desenhar, pintar, cozinhar, arrumar a casa…..para mim 6 horas de trabalho por dia já seriam suficientes…..é insuportável ter que ficar sentada em uma cadeira em frente ao computador o dia inteiro…..nao sei até quando a sociedade permanecerá adormecida para esse fato. quando falo com meu colegas sobre essa minha insatisfação com a carga horária me sinto um “ET” e uma preguiçosa, mas na verdade produzo muito e sempre gostei de trabalhar muito, mas em diferntes atividades e não como um robô….

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  • Pedro Ferraz Alves Filho

    A solução que adotei foi, já que não dá pra fugir das 40 horas semanais, eu fujo do “emprego anual” hehehe, ou seja, foco em ter um emprego 3 ou 4 meses a cada ano. Jogo minha vida fora naquele tempo, porém sobram 8 meses do ano para viver decentemente.

  • Pedro Felipe Fonseca

    Gostei bastante do texto, mostrando esse lado mais obscuro da vida com mais equilíbrio sem sensacionalismo. Existe sim um esquema e todos nós somos envolvidos, porém é a lei da evolução, como o texto nos prova, um dia enxergamos diferente e tudo muda. Um dia todos evoluem, os velhos costumes acabam, para que uma forma mais pura entre em cena, assim como estamos juntos no consumismo poderemos estar juntos no seu contraponto.

  • jeje

    Se ao menos se contentassem com as 8 horas…

    Agora é exigência para se fazer curso técnico, curso de idiomas, faculdade, trabalho em ONG, academia (os RH’s da vida explicitamente não gostam de gordos). No caso das mulheres, ainda precisam reservar um tempo para salão de beleza/manicure/sei-la-mais-o-quê. Sem falar o tempo no trânsito para quem mora em cidade grande.

    Colocando na ponta do lápis, o tempo de trabalho mais o tempo para reprodução do seu próprio trabalho podem passar das 12 horas fácil, fácil.

  • Vinícius Silva

    excelente texto , por este motivo faço o que faço e o que gosto, e trabalho no max 20h semanais,não me importando com o amanhã

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  • ricardo

    vejo ELES como o a publicidade, a corporocracia e os governos, os que Implantam o Medo em nos desde crianca.

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  • Luisa

    Faz todo o sentido!! Adorei.

  • Evandro Ferreira

    O que passou na mente dele foi um despertar, uma nova verdade, um novo ponto de vista.
    Diáriamente estamos vulneravéis a isso, a qualquer momento passar a questionar a politica, a sociedade, a religião e tudo mais. Porém ele pode ter descoberto a verdade dele, e cada um de nós descobrimos a nossa?
    Nínguém é igual, nínguém acha legal trabalhar 8 hs por dia, a vida é só uma não perca tempo tentando achar em que melhor vc se encaixa e sim o que melhor lhe agrada e com isso vida intensamente esse novo estilo e opinião, até o fim da sua curta vida….Só teremos 20 anos um vez, assim como só teremos uma vida….
    E outra coisa importante, não perca tempo tentando entender os outros, vc não é pago para isso.

  • Fabio Biasi Mello Rubim

    Perfeito!
    Será que o meio termo é ser empresário e dividir isso com 2, 3 sócios?!

  • Cristhian Sandes

    Só corrigindo: “Eles vêm ‘trabalhando’ por décadas para criar milhões de consumidores ideais”. Belo texto! Genial, cara!

  • Helton

    Ideia um pouco forçada. Para ter vontade de gastar basta ter dinheiro no bolso como diz o ditado “Quando vc tem grana 50 reais é ‘cinquentinha’ quando não tem é ‘cinquentão’” se vc trabalha e recebe logo vai ter dinheiro e vai querer gastar com oque gosta independente se vc trabalha 1,3,5,8,16 horas por dia. Questão de sermos bombardeados de propagandas pedindo (ou até mandando) comprar é outra história, ela ainda estaria lá agindo da mesma maneira se todo mundo só trabalhasse só 1 hora por dia.
    um cientista social norte americano (q infelizmente não consigo lembrar o nome =/) escreveu uma tese de que nossa sociedade ainda poderia se manter como é se a jornada de trabalho fosse de 4 horas. Defendendo a idéia de que se a jornada fosse menor muitas destas industrias (especialmente a de entretenimento) iriam lucrar mais as pessoas iriam ter mais tempo de gastar com cinema, no shopping, no teatro, com livros, games, viagens, jantares etc. Iriam ver mais televisão, navegar na internet, consumir mais “gordices” enquanto jogam(lol), iriam mais ao motel, gastarem com estudos e hoobies pessoais etc. Maioria das pessoas que conheço que trabalham além da conta simplesmente pararam ou diminuiram muito seus gastos com essas coisas quando começaram a trabalhar tanto (Quem nunca ouvi de um amigo a frase “Não to tendo tempo nem de jogar aquele futebol no fds).
    Idéia de que “pessoas felizes não precisam de tanto entretenimento” é justamente o oposto, pessoas com mais tempo realizam mais atividades e são felizes pq fazem oque gostam e provavelmente não seriam tão felizes se não o fizessem.

    E devo dizer que eu concordo com esse cientista ai mas no mundo que vivemos né =/

  • Marcos Lins

    parei de ler na longa introdução de “como eu sou um cara que ganha bem e minha vida está repleta de problemas de primeiro mundo”….

  • Carlos Teixeira

    Um dos melhores textos que já li na minha vida. Vou marcar um lembrete e ler todo mês.

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  • Jonathan Mendes

    Está claramente simples, todos os que leram certamente já percebiam esse fato cultural do qual fazemos parte. Vejam bem, o que está dito acima está dito, e é simplesmente verdade nesse tempo. Existe algo maior e melhor, e esse algo é O Reino de Deus que está próximo, através do arrependimento, e crer que Cristo é o Senhor, seremos feitos participantes. Não estou dizendo para abandonar essa vida moderna, mas crendo nas palavras sobre o Reino de Deus, eu sei que cada um saberá o que fazer… Sou estudante de ADM, e busco ler muito, sobre tudo, e desde sempre tive facilidade em compreender MKT, e Humanas, agora estou entrando em Fianças. E quanto mais aprendo, mais claramente vejo esses efeitos programados nas sociedades, mas todas essas coisas estão debaixo de um entendimento superior que conduz meu ser. “Tudo me é permitido”, mas nem tudo convém. “Tudo me é permitido”, mas eu não deixarei que nada domine.”1 Coríntios 6:12
    O texto extraído da bíblia tem um contexto, eu sugiro a vcs que leiam. PAZ a todos.

  • supertrampcover

    É isso ai mesmo

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  • Bruno

    O sistema só existe e é dessa forma porque a maioria se conforma e se contenta em viver, ou melhor, existir dessa forma. E a únuca forma para mudar esse quadro é uma revolução feita pela maioria, a sociedade atual é exatamente como Matrix, as pessoas estão tão imersas nessa cultura do consumismo que nem se dão conta, e o sistema deixam as pessoas alienadas através de propaganda e até educação das escolas e univercidades, que as próprias pessoas tratam quem rejeita esse estilo de vida como uma anomalia do sistema. Eu tinha esperança desse quadro mudar com a internet, mas acho que a humanidade entrou em um caminho sem volta. Outro dia pensei, que a evolução fez com que os mais fortes e inteligentes sobrevivessem, mas há muito tempo que o dinheiro e o poder tem feito com que apenas quem tem esses dois evolua, ou seja, que tipo de mundo poderiamos esperar atualmente, e a cada dia piora, e só tem a piorar, porque a internet ao mesmo tempo que dá a oportunidade de se adiquirir conhecimento que antes era escondido da gente nas escolas e nas univercidades, também acelera em dobro a alienação e o consumo desenfreado. Não trabalho pra ninguém há muito tempo, no meu último emprego me perguntei, pra quem estava fazendo aquilo? Pra que? Porque? O que ia fazer no final da minha vida com todos os bens adquiridos

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  • Bruno Vital

    Tem q mudar lá na raiz, é por isso que eu bato sempre na mesma tecla: Democracia Direta Já! Colocar a política ao nosso favor, e não a favor do capital!

  • Didi Rossi

    Adorei o texto e me identifico totalmente. Estou recusando ofertas de emprego onde tenha que me deslocar mais que 15 km mesmo que seja para ganhar menos, e ainda que tenha passado dos 40, o que já é dificulta bastante. Mas prefiro ter mais tempo para as coisas simples do que ter mais dinheiro para tentar compensar a demanda por diversão, compras, férias e outras necessidades que o stress causa. Já que a jornada de 40 horas é inevitável pelo menos ganho o tempo que ficaria no trânsito maluco de S.Paulo.

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  • Gustavo Barrancos

    Muito do que ele diz vai de encontro ao “Manifesto Contra o Trabalho” escrito em 1999 por um Coletivo de Humanas da Alemanha. Vale muito a pena ler para quem quer um aprofundamento do tópico : http://www.krisis.org/1999/manifesto-against-labour

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  • João

    Para quem ainda não assistiu, vale a pena assistir – > http://www.youtube.com/watch?v=xEdO8f2XEjA.
    O documentário do link explica como funciona nosso mundo e à escravidão a qual estamos sendo submetidos a anos.

    • joão

      OPS… A escravidão **

  • Paulo

    Fantástico. O melhor texto que já li aqui no papo de homem. Como seria interessante se mais e mais pessoas tivessem acesso a esse tipo de informação e começassem a perceber quanta alienação é gerada pela TV.
    O mais interessante é perceber o quanto as pessoas mergulham nesse tipo de sistema buscando a independência desse mesmo sistema… como uma areia movediça, onde quanto mais você se mexe, mais dificil fica sair.

  • Paulo Polidoro

    Referindo-se a “eles”, uma coisa que sempre me deixa irritado é quando falam “grandes empresários (engravatados) irão se reunir para uma grande rodada de negociações”. O termo “rodada de negociações” parece-me como se alguns, que mandam no mundo, fossem se reunir para decidir os destinos de nós, simples mortais.

    Entendo que vivemos em um sistema em que apenas uma coisa está sempre em foco: “consumo”. O mundo vive do consumo. Já notaram quantos torneios, campeonatos, encontros, mundiais com fases em vários países, existem? Só no futebol temos: Campeonatos Estaduais, Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Sub 17, Sub 20, Sub 22, Copa São Paulo de Juniores….etc…… Sabem porque tantos campeonatos e torneios?……para a máquina não parar. Os patrocinadores tem que estar sempre na vitrine……o consumo tem que estar sempre na vitrine.

    “Eles” (os mega empresários e mega empresas) querem fazer com que acreditemos que somos o que e quanto consumimos e não o que somos como seres humanos. Eles estão conseguindo atingir este objetivo.

    Vivemos a era do descartável. Porque tantos produtos, apesar de bons, tem vida tão curta? Simplesmente porque a máquina não pode parar de faturar. Se voce comprar um celular e ficar com ele por 10 anos (e eles podem durar tranquilamente) as grandes corporações irão viver de que?

    “Eles” são os grandes conglomerados. Vamos simplificar: O mundo é dominado por uns 10 conglomerados que abastecem alguns poucos milhares de mega empresas que, por sua vez, abastecem nós, o grande rebanho, mundo afora.

    Acho que é mais ou menos isso.

  • Denise Gobbo

    Sensacional. Concordo com 100% de tudo isso. E acredito que há sim uma forma da gente sair dessa roda vida: auto conhecimento. Se a gente vai buscando viver com consciência, se conhecendo de verdade, percebe as armadilhas de nossa sociedade e pode assim buscar sair dela. Não acredito que seja possível pular fora, mas sim ser crítico e não dançar conforme a música imposta. Estou fazendo uma experiência de ficar UM ANO SEM COMPRAR nada para mim. Isso já vai ter 6 meses de duração e a experiência está sendo transformadora, porque como você, que viajou e saiu da roda viva, eu parei de consumir e hoje sou uma observadora de mim mesma e da realidade consumista. Orar e vigiar: mais fácil que sair da ciranda é entrar nela de novo…

  • Pingback: Arte pela arte: ela serve pra alguma coisa? | PapodeHomem

  • Paulo Mota

    Todos nós sabemos disso e vamos continuar a agir da mesma forma, afinal com mesmo disse o autor disse, nosso estilo de vida foi previamente projetado.

  • Claudio

    David, há alguns minutos atrás eu estava ouvindo Fake Plastic Trees do Radiohead e analisando suas críticas ao falso conforto que o consumismo nos trás.Por uma bela coincidência me deparo com seu texto elucidando indagações que a música me havia despertado. Parabéns!

    http://www.youtube.com/watch?v=4B0KfEGNKDw

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  • http://www.lojaaffinita.com.br/ Alex Smith

    Veja mais textos de David Cain em Português do Brasil em braptitude.blogspot.com.br.

  • Matheus Monteiro Brito

    foi o artigo mais foda que já li aqui no pdh, até pq me identifiquei demais com ele!

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