O Ronaldinho não está tão a fim assim de você (e outros momentos da não-paixão esportiva)

João Baldi Jr.

por
em às | Artigos e ensaios, Cultura


Tanto quanto os polegares opositores, o deslocamento sobre duas patas, a comunicação escrita ou o happy hour de sexta-feira, uma das coisas que separa o ser humano dos outros animais é a capacidade de mentir pra si mesmo.

O dom de nos convencer daquilo que sabemos não ser verdade, criar histórias para nós mesmos ou acreditar em algo que é claramente negado pelos fatos ou pelo pensamento racional é um mecanismo humano básico em busca de conforto ou para evitar um choque com uma realidade que parece complexa ou dolorosa demais.

Pensamentos como “Ela não me ligou porque está ocupada”, “Mais cedo ou mais tarde as coisas se acertam”, “Ele conseguiu esse emprego na sorte” ou “Eu sou bom de cama, ela não consegue um orgasmo porque é frígida” são formas exclusivamente humanas de racionalizar um processo de proteção emocional, como nenhum castor, elefante ou panda faria (você consegue imaginar uma zebra perdendo na corrida para um leão e pensando “Ah, mas eu nem queria sobreviver mesmo, humpf”?)

"Está comigo porque me ama, claro."

E um dos ambientes em que o homem mais mente pra si mesmo, mais se engana, mais distorce a realidade em busca de conforto, tranqüilidade, paz de espírito e possibilidades de zoar aquele colega de escritório na segunda-feira de manhã não poderia ser outro que não o esporte, ou no caso do homem brasileiro, o futebol.

A verdade está lá fora das quatro linhas

As mentiras, é claro, são várias e vão mudando conforme o momento, o torcedor e a ocasião, indo desde as mais sutis até as mais complexas, das mais discretas até as mais cínicas.

Hiperdimensionamos títulos quando ganhamos e tiramos totalmente a importância deles quando perdemos (“O que é a sua Libertadores perto do meu primeiro turno do carioca, hein? hein?”), discutimos com os fatos mesmo quando eles se apresentam claros à nossa frente (“E daí que ele atacou o cara com uma picareta dentro da pequena área? Isso lá é pênalti?!”), nos escondemos no mundo sem leis da subjetividade (“Tá dizendo que eu não posso achar que o Toró joga mais do que Zidane?”) e praticamos o revisionismo histórico de uma forma que deixaria Stálin corado, sem graça e dizendo “Ok, galera, desculpa, vacilei agora, parei…”.

Tal qual aquela sua tia que se diz desiludida com os homens, prometemos que vamos parar de ver futebol, deixar de ir ao estádio, apenas para em algumas semanas estar de novo, gritando, xingando e mentalmente pensando em qual seria a forma mais dolorosa para dar cabo da vida do Val Baiano, ou mesmo, como aquele amigo do seu pai que garante que o homem nunca foi à Lua, preferimos acreditar em uma vasta conspiração envolvendo o governo francês, a Nike, João Havelange, Fidel Castro e o complexo industrial-militar ocidental, do que apenas entender que sim, perdemos a Copa de 98, Zidane jogava muita bola e é assim que é a vida.

Nada disso aconteceu, foi apenas uma alucinação coletiva, certo, Dr. Lídio?

E com toda essa polêmica envolvendo o retorno ao Brasil do Ronaldinho Gaúcho, uma dessas mentiras nas quais a gente gosta de acreditar acabou vindo à tona: a do amor pela camisa.

“Love me, love me, say that you love me, fool me, fool me, go on and fool me…”

Depois de tudo que já foi dito e repetido sobre o caso Ronaldinho, seria chover no molhado dizer que a história se transformou numa novela, seria mandar um tsunami na lagoa comentar que Assis não é o empresário mais bacana que conhecemos e seria uma revisão de encanamentos na Atlântida falar que o dentuço angariou mais antipatia do que simpatia com toda essa negociação.

Mas o que ficou patente, mais do que qualquer falta de lisura na negociação, comportamento pré-mirim das diretorias ou a fanfarronização chocante da cobertura midiática, foi a capacidade do torcedor de, clara e obviamente, mentir pra si mesmo quanto ao amor de um atleta por um clube.

A primeira vítima foi a torcida do Grêmio. Primeiro clube do atleta, contava com o peso de ter formado o jogador e ficar na cidade onde ele cresceu e onde moram seus familiares, Porto Alegre. Alimentou suas expectativas com declarações dúbias do atleta como “Se dependesse de mim eu já estaria no Grêmio”, informações desencontradas como supostas conversas do Ronaldinho para torcedores e momentos como aquele vídeo no YouTube em que ele cantava o hino do clube. O bastante para que tanto os torcedores como a diretoria dessem a contratação como certa e surgissem momentos constrangedores como o episódio das caixas de som e a entrevista do presidente Odone.

Depois da decisão de Ronaldinho, a reação de boa parte da torcida foi – ao invés de aceitar o fato de que o jogador talvez não se importe tanto com seu clube de formação e tenha tomado a decisão baseado em fatores meramente financeiros – a de considerar que ele escolheu o Flamengo “forçado” pelo irmão Assis. Dentro da lógica do torcedor é mais fácil acreditar que um jogador multimilionário de 30 anos pode ser “obrigado” pelo irmão a ir para um clube do que aceitar que, como em qualquer operação financeira, levou vantagem quem ofereceu a proposta mais alta ou melhor estruturada.

“Não assinei com o América-RJ porque fui ameaçado por lesmas fantasmas do espaço. Juro.”

Já a torcida do Flamengo, clube que saiu vencedor no leilão organizado por Assis, parece estar caindo no mesmo erro na hora de compreender a decisão do jogador de vir pro Rio de Janeiro. Ao invés de ver isso como um passo à frente em termos de negociação – é sempre impressionante ver um clube que já foi rejeitado por Cláudio Pitbull fechando com Ronaldinho Gaúcho – e um avanço em termos de se habilitar a fazer propostas financeiras que atraiam grandes jogadores, ainda que não se saiba que prejuízo futuro elas possam gerar, prefere atribuir a vinda do jogador a outras razões.

Sim, porque dá pra ler e ouvir em diversos lugares que Ronaldinho estaria vindo ao Flamengo para “realizar um sonho”, “satisfazer uma paixão antiga”, ou coisa do gênero. Não, não tem nada a ver com os quase dois milhões de reais mensais e sim com essa coisa bonita e intangível chamada amor.

Ainda que, como disse com enorme sabedoria o Grupo Molejo, nesses casos quase nunca é amor e sim cilada, cilada, cilada.

De quanta paixão você precisa?

Não, não estou dizendo que é possível viver o futebol sem paixão ou que deixar que essa paixão te cegue um pouco não é uma parte da magia de qualquer esporte, nada disso. Um futebol racional e ponderado, em que um brasileiro pudesse virar pra um argentino, dizer que o Pelé jogou mais do que o Maradona e ouvir um “Si, si, tienes razón” não teria possivelmente 10% da graça que o futebol irracional que todos nós gostamos e conhecemos tem, com todas as suas idiossincrasias e particularidades.

Ainda assim, em alguns momentos poderia ser bom, apenas pra variar, lembrar que além de ser a nossa paixão, o nosso hobby, a razão de não podermos fazer aulas na quarta à noite e nem ir a casamentos nas tardes de domingo, o futebol é um esporte profissional, motivado por essa paixão apenas no limite em que é ela que gera o dinheiro que sustenta aqueles que vivem dele.

Um jogador de futebol não é exatamente, como a gente gostaria de pensar, um devotado sacerdote da arte mágica do gol, dotado da paixão de um bardo medieval, a capacidade de sacrifício de um soldado espartano e uma identificação com o time que faz com que as hemoglobinas dele sejam no formato do escudo do clube. Talvez algum dia já tenham sido algo assim – meu pai até hoje me conta histórias sobre Rondinelli ser capaz de atuar com um maxilar quebrado, duas pernas engessadas, seis furos de bala no peito e uma pedra de 35 kg amarrada no braço – mas hoje eles são, queira você ler isso no bom ou mau sentido, profissionais.

Keep it comin' love, keep it comin' love…

Claro que, como todos os profissionais, alguns são mais animados, outros são mais dedicados, alguns estão lá apenas pelo dinheiro no final do mês, alguns ficam o dia todo no departamento médico sem razão e outros inventam seqüestros-relâmpago para não aparecer no trabalho e depois vão ter que se ver com a polícia por causa disso, mas futebol pra eles é isso, trabalho. Um trabalho mais divertido que o seu, um trabalho que impressiona mais garotas do que o meu, mas trabalho. E como em todo trabalho, o fator financeiro é sempre um fator importante na hora de decidir qual vai ser seu próximo emprego.

E possivelmente foi para isso que serviu toda essa história envolvendo o Ronaldinho, pra tornar um pouco mais complicado pra todos nós acreditar na bonita história de que jogadores ainda amam seus clubes e colocam o coração antes do bolso na hora de pensar numa transferência.

Mas claro que, como em toda mentira que se conta pra si mesmo, esse choque de realidade não vai durar pra sempre. Afinal, parece que o Adriano quer voltar no meio do ano e todo mundo sabe que ele ama mesmo é o Flamengo, certo?

João Baldi Jr.

João Baldi Jr. é jornalista, roteirista, escritor e um lateral-direito que apoia muito pouco o ataque e cruza com dificuldade. Tem um blog (www.justwrapped.interbarney.com), um Twitter (@joaoluisjr) e planeja comprar um cachorro em breve.


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45 comentários

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  • Neilor

    Falar de futebol é perda de tempo. Mas foi bom mostrar esse lance de mentirmos para nós mesmos.

  • Pingback: Tweets that mention O Ronaldinho não está tão a fim assim de você (e outros momentos da não-paixão esportiva) | Papo de Homem – Lifestyle Magazine -- Topsy.com

  • Nando Zapelini

    Ótimo texto!!!
    Concordo em gênero, número e grau.
    Mas credito a maior culpa disso tudo na mídia, que faz das negociações uma tremenda novela mexicana. É o papel deles, tá certo. Mas, sei lá… exploram as notícias e coberturas até não dar mais.

    E quando anunciam a volta ao Brasil, é porque “estão com saudades do país de origem” e tantos outros motivos esfarrapados; quando na realidade, estão jogando uma merda nos times Europeus, segundo as próprias mídias estrangeiras!

  • Pitagorasvaleriano

    Gostei da matéria, eu pessoalmente já tenho essa visão faz tempo. Os clubes estão se tornando empresas e os jogadores cada vez mais profissionais. Lamentável mais assim que é, bola pra frente e o show não pode parar.

    • Papodehomem

      “…Lamentável mais assim que é…” Nossa, eu odeio esse erro primário (de português) que ocorre com 60% da população na internet Brazuca!! Qual a diferença entre mais e mas??? Descubra e conte ao “Pitagorasvaleriano “!! rsrss

      • Alanponte

        Lamentável é você usar o nome papodehomem sem fazer parte do grupo.

  • Henrique

    Sensacional o seu texto, João!

    Sabe? Você falou a verdade da forma que não temos que lembrar o tempo inteiro, mas que cai bem em poucos momentos, como caiu agora. Futebol é exatamente isso: 90% paixão e 10% insensatez. (E como eu gosto disso!)
    Só discordo na parte de 98, realmente teve algo ali, talvez sem o complexo militar-industrial ocidental, mas ainda prefiro acreditar que alguma coisa aconteceu nos bastidores.

    • Gustavo

      Acredito que Ronaldo recebeu algum medicamento que deu errado, ele convulsionou e isso abalou o grupo como um todo. Mas não deve ter sido conspiração.

      • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

        Eu brinco muito com isso porque meu pai tinha toda uma elaborada teoria sobre essa derrota, envolvendo desde a situação política da França na época até uma troca de favores entre Conmebol e a UEFA, que ele nunca se cansou de explicar sempre que o Brasil jogava com a França.

        Acredito que o Ronaldo realmente tenha tido problemas naquele dia, como já foi explicado, mas sempre fico com um pé atrás quando a idéia atinge o campo da “conspiração” mesmo.

  • http://twitter.com/lourenzoavelar Lourenço Avelar

    Futebol é mais que um esporte, principalmente no Brasil. Veja a copa do mundo, a união dos povos no tempo do Pelé, até guerras foram interrompidas para ver o Rei jogar. Minha vó dizia que naquele tempo jogam por honra e com muita garra, as faltas em campo eram menores pq não tinha essa viadagem de ficar caindo atoa pra cavar a falta. Na minha opinião o salário de um jogador como o Ronaldinho é uma falta de respeito com ser humano, o que o Ronaldinho está fazendo pela humanidade? Conheço uma mulher que faz um trabalho voluntário com crianças carentes e ela sim merecia um salário desses.

    • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

      Já saiu um artigo aqui no PDH discutindo isso, falando sobre como as leis de mercado levaram a isso. Nunca vou dizer que o trabalho do Ronaldinho é “mais importante” do que o de ninguém, mas ele está inserido num contexto econômico em que estão dispostos a pagar pra ele valores que pra gente soam tão indecentes quanto um “hey, quer me apresentar a sua mãe, cara?”.

  • Rodrigo

    Assisto os jogos de vem em quando, na verdade até topo mais jogar do que ver um jogo (o que nao quer dizer que eu seja bom nisso) e nunca tive paciência pra discussões sobre futebol.
    Enquanto eles aproveitam os super salarios, somos nos quem sofremos quando o time perde!

  • Derek

    hAhaHAH muito bom cara!

    Defendi a mesma tese em uma cachaçaria com um bando de barrigudos beberrões e quase fui expulso da mesa!!!

    Claro, eles acreditavam na generosidade do Profissional fazer um favor ao seu clube, e decidir não ganhar tanto dinheiro, já que é um milionário e não precisa mais de tanto dinheiro, para nada….

    ¬¬

    Seria perda de tempo enviar este post a eles?

    … com certeza

  • http://www.facebook.com/people/Leandro-Klem/651400990 Leandro Klem

    Sensacional!!!!!!!!!!!!
    fazia tempo q nao lia um texto tao longo, porem, tao bom.

    Ronaldinho Gaucho nao foi pro Flamengo por dinheiro só, ele foi por causa da cidade tambem. Afinal, onde ele teria como gastar seus milhoes tao bem, com festas, eventos, e lugares, quanto no Rio de Janeiro???

    Abrços

    • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

      Dá aquela desconfiança de que ele possa começar a fazer como o Adriano, que você passava pela praia numa terça, sete da manhã e tava lá o cara com seis loiras e uma garrafa de whisky. Depois ele faltava ao treino e alegava problemas pessoais.

  • http://twitter.com/verossimil verossimil

    Fico com a impressão de que o mote dos posts do Papo de Homem em 2011 é PUNHETA.

  • http://twitter.com/gabrielvinicius Gabriel Alves

    Futebol é uma idiotice, têm gente que acredita que jogador está no time por amor a camise, dou risadas quando vejo discussões feias por causa de times e/ou jogadores. Melhor ainda é dar risadas de pessoas que chegam a perder o trampo, por causa de faltas para ir assistir jogo do corinthians em outro estado!

    Não gosto de futebol, porém, acho que outros esportes merecem mais espaço na midia.

    Ótimo post!

    Abraços

    • Daniel Felipe

      Odeio quem tem pensamentos assim como o seu…
      Nao gosto de jujuba vermelha, logo quem gosta de jujuba vermelha é idiota.

      • Mister M

        Você deve ser mais um desses fanáticos que só falam de futebol, pensam em futebol e gastam sua vida toda em prol dessa perda de tempo.

      • Dr Health

        Bom, Daniel, vc me odeia.

        Porque eu acho que quem acha a paixão dos outros uma idiotice, está sendo tão idiota quanto.

      • Daniel Felipe

        Hein? Não foi exatamente isso que eu falei???

        Eu disse que nao gosto do pensamento do cara. Ele disse que futebol é idiotice e eu falei que é idiota achar a paixão dos outros idiota…

        Acho que faltou umas aspas alí no meu coment entao…

  • Daniel

    Chega a ser até engraçado todas as discussões sobre futebol, um tentando convencer o outro o quanto seu time é melhor, e não importa o que você diga ninguém concorda a não ser que torça para o mesmo time. E que piora quando seu time perde: é dedo na cara dizendo ”se fudeeeu”, como se aquilo realmente fosse fazer alguma diferença pra mim.
    E a imprensa não fica atrás, sempre com aqueles comentaristas pseudoexperts falando merda o tempo inteiro, transformando um jogador cabeça de bagre em gênio só porque o cara fez um passe pro gol.

  • http://twitter.com/_Shi Shi

    Amor a camisa = São Marcos do Palmeiras.

  • http://www.streetsampa.com.br Felipe Salum

    O salario em geral de profissionais do esporte eh muito super-valorizado, sinceramente ganhar 2 milhoes por mes um jogador de futebol? Em que mundo estamos.

    • Daniel

      Profissionais do esporte não, do futebol.

  • http://mude.nu Toni Durden

    Dá para entender a torcida do Grêmio ou do Palmeiras ressentida.

    Mas quem aqui fica em uma empresa por “amor à empresa” quando outra está oferecendo melhores condições, melhores salários e um local de trabalho que lhe agrada mais?

  • Daniel Felipe

    Eu em algum momento falei que gosto de futebol?
    Falei que nao gosto do pensamento “quem gosta de jujuba vermalha é idiota”.
    Jujuba vermelha é uma metáfora pra qualquer coisa.
    E, nao, nao gosto de futebol…Só nao acho que a paixao de outras pessoas é uma idiotice só pq eu nao gosto dessa paixão.

  • DiGGu

    HaHA a última Parte é a Mais foda, sou Flamengo e Sei. Que a Grana Fala Mais Alto Sim!

  • http://muitapimenta.com Francis Rosário

    Ótimo ponto, mas também existe exceções como Rogério Ceni e principalmente o Marcos. O segundo recusou uma proposta muito boa do Arsenal para ficar no Palmeiras, único clube onde jogou e foi revelado.

    • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

      Existem casos de atletas que parecem realmente se identificar com clubes e tem o interesse em continuar lá (acho que Marcos e Rogério se encaixam nisso), mas desconfio que cada dia vamos ver menos disso, não sei se pela valorização meio insana do atleta no campo financeiro ou porque esses garotos já chegam da base um tanto quanto mimados (os dois fatos claramente ligados).

      Mas eu simplesmente não consigo ver nenhum desses garotos que surgem hoje em dia durando tanto tempo em algum clube brasileiro.

  • Anônimo

    Profissionalismo. Esse texto do David Coimbra fala bem sobre o caso.

    http://wp.clicrbs.com.br/davidcoimbra/2011/01/11/por-que-a-torcida-vaiou-ronaldinho/?topo=13

  • Leonardo Pires

    Muito bom o texto.

    Ele reflete muito a opinião que tenho sobre a ida do Ronaldinho Gaúcho para o Flamengo e digo mais, além dos fatores financeiros, eu incluiria também toda a logística de festas e noitadas disponível no Rio de Janeiro que vai de Lapa, Barra, Lagoa a ensaios de escolas de samba.

    Acredito muito que isso influenciou bastante sua escolha. O estilo de vida que ele está procurando viver agora. Quando ele tava jogando pra caramba, era notório o foco dele no futebol, diferente de agora em que ele era visto frequentemente nas baladas italianas. O Milan é lider do campeonato italiano no momento. Porque sair de lá? Porque dispensá-lo?

    Pra mim, definitivamente, ele não está tão afim de jogar futebol não. Uma pena pois perdemos uma grande oportunidade de ver aquelas jogadas sensacionais que ele costumava fazer.

    Achei fantástica a questão do mentir para si mesmo. Fazemos isso o tempo todo da forma que nos convém.

    Abraço

  • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

    Leonardo, realmente não dá pra dizer o quanto o futebol é uma prioridade na vida do Ronaldinho, hoje. Isso ficou claro tanto nos critérios de escolha do clube quanto na posição distante que ele tomou em relação as negociações que envolveram a vinda dele pro Brasil.

    Como torcedor o que me anima é lembrar que o Adriano, outro que também não teria a foto em nenhuma placa de funcionário do mês de nenhum clube no mundo, também veio pro Brasil numa fase meio complicada e, ainda que soltando pipa na Vila Cruzeiro e queimando o pé na lâmpada ao caminhar pelo teto, conseguiu levar um título brasileiro pra Gávea.

  • Jão

    Discordo do ponto de vista do texto. É claro que o dinheiro conta em negociações envolvendo jogadores de futebol, mas não acredito que, nesse caso em específico, tenha sido esse o motivo da novela. Ainda é lógico pensar que as três equipes que disputaram o RG tinham quase os mesmos recursos pra contratá-lo o que, num aspecto de ficar mais rico ou menos rico, não faria tanta diferença para os envolvidos. Nos esquecemos que o próprio RG é dono de uma fortuna que nem 1/5 da população brasileira conseguirá alcançar.Lembro ainda que o Palmeiras, por exemplo, levantou todos os recursos pedidos por Assis. Imaginem, que negociação é tão fácil e rentável, para uma das partes apenas, quanto esta?. Levando tais aspectos em consideração, não me sai da cabeça que tudo ocorreu por conta da “indecisão” (acredito que Assis não gostaria que ele ficasse no Rio) da dupla, mas fica meio claro que RG queria estar no Flamengo e Rio de Janeiro, local onde tudo aconteceu.
    Na ideia de mentir pra si mesmo e acreditei que você escreveria sobre isso, é a capacidade do próprio RG de querer ou cogitar estar, por exemplo, na Copa de 14. O que faz alguém ainda querer jogar, se sacrificar e achar que pode ir à Copa sem o físico que um dia o consagrou? Bom, esse é um belo caso de mentir a si mesmo. Tanto é que alguém que saiu de uma temporada e não colocou os pés no campo ainda mostra o quanto podemos esperar dele. Outro exemplo de mentir a si mesmo é a festa e o fuzuê que as diretorias protagonizaram, pois faz um bom tempo que o Ronaldinho não é o Ronaldinho que nos encantou e teve gente que comprou a ideia indo em sua apresentação, algo quase igual a uma criança acreditando em Papai Noel em Noite de Natal. Espero que o Ronaldinho volte a ser aquele jogador que nos encantou no Barça, mas com tanta mentira envolvendo sua vida é difícil acreditar que o seu futebol nos recompensará.

  • Jão

    Discordo do ponto de vista do texto. É claro que o dinheiro conta em negociações envolvendo jogadores de futebol, mas não acredito que, nesse caso em específico, tenha sido esse o motivo da novela. Ainda é lógico pensar que as três equipes que disputaram o RG tinham quase os mesmos recursos pra contratá-lo o que, num aspecto de ficar mais rico ou menos rico, não faria tanta diferença para os envolvidos. Nos esquecemos que o próprio RG é dono de uma fortuna que nem 1/5 da população brasileira conseguirá alcançar.Lembro ainda que o Palmeiras, por exemplo, levantou todos os recursos pedidos por Assis. Imaginem, que negociação é tão fácil e rentável, para uma das partes apenas, quanto esta?. Levando tais aspectos em consideração, não me sai da cabeça que tudo ocorreu por conta da “indecisão” (acredito que Assis não gostaria que ele ficasse no Rio) da dupla, mas fica meio claro que RG queria estar no Flamengo e Rio de Janeiro, local onde tudo aconteceu.
    Na ideia de mentir pra si mesmo e acreditei que você escreveria sobre isso, é a capacidade do próprio RG de querer ou cogitar estar, por exemplo, na Copa de 14. O que faz alguém ainda querer jogar, se sacrificar e achar que pode ir à Copa sem o físico que um dia o consagrou? Bom, esse é um belo caso de mentir a si mesmo. Tanto é que alguém que saiu de uma temporada e não colocou os pés no campo ainda mostra o quanto podemos esperar dele. Outro exemplo de mentir a si mesmo é a festa e o fuzuê que as diretorias protagonizaram, pois faz um bom tempo que o Ronaldinho não é o Ronaldinho que nos encantou e teve gente que comprou a ideia indo em sua apresentação, algo quase igual a uma criança acreditando em Papai Noel em Noite de Natal. Espero que o Ronaldinho volte a ser aquele jogador que nos encantou no Barça, mas com tanta mentira envolvendo sua vida é difícil acreditar que o seu futebol nos recompensará.

  • Jão

    Discordo do ponto de vista do texto. É claro que o dinheiro conta em negociações envolvendo jogadores de futebol, mas não acredito que, nesse caso em específico, tenha sido esse o motivo da novela. Ainda é lógico pensar que as três equipes que disputaram o RG tinham quase os mesmos recursos pra contratá-lo o que, num aspecto de ficar mais rico ou menos rico, não faria tanta diferença para os envolvidos. Nos esquecemos que o próprio RG é dono de uma fortuna que nem 1/5 da população brasileira conseguirá alcançar.Lembro ainda que o Palmeiras, por exemplo, levantou todos os recursos pedidos por Assis. Imaginem, que negociação é tão fácil e rentável, para uma das partes apenas, quanto esta?. Levando tais aspectos em consideração, não me sai da cabeça que tudo ocorreu por conta da “indecisão” (acredito que Assis não gostaria que ele ficasse no Rio) da dupla, mas fica meio claro que RG queria estar no Flamengo e Rio de Janeiro, local onde tudo aconteceu.
    Na ideia de mentir pra si mesmo e acreditei que você escreveria sobre isso, é a capacidade do próprio RG de querer ou cogitar estar, por exemplo, na Copa de 14. O que faz alguém ainda querer jogar, se sacrificar e achar que pode ir à Copa sem o físico que um dia o consagrou? Bom, esse é um belo caso de mentir a si mesmo. Tanto é que alguém que saiu de uma temporada e não colocou os pés no campo ainda mostra o quanto podemos esperar dele. Outro exemplo de mentir a si mesmo é a festa e o fuzuê que as diretorias protagonizaram, pois faz um bom tempo que o Ronaldinho não é o Ronaldinho que nos encantou e teve gente que comprou a ideia indo em sua apresentação, algo quase igual a uma criança acreditando em Papai Noel em Noite de Natal. Espero que o Ronaldinho volte a ser aquele jogador que nos encantou no Barça, mas com tanta mentira envolvendo sua vida é difícil acreditar que o seu futebol nos recompensará.

  • 1bertorc

    Há um ótimo livro do Eduardo Gianetti sobre o tema… O nome? Auto Engano

  • Anônimo

    ele me ama.. coelhão vai ser capeão.. não sei do q vc está falando…

    • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

      Sinceramente, não duvido que ele te ame. E quanto ao Coelhão campeão…bem…campeonato mineiro tá aí, certo? (e cuidado com o Tupi correndo por fora nas semi-finais, ok?)

      • Anônimo

        [/sarcasmo]

      • Anônimo

        [/sarcasmo]

      • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

        Duly noted, srta.

  • Pingback: Golaço de Ronaldinho Gaúcho | Papo de Homem – Lifestyle Magazine

  • http://twitter.com/johnnyschulte João Vitor Schulte

    É só mais um que vem faz uma graça rompe o contrato no meio do ano e deixa o Flamengo com mais uma dívida!

    ótimo texto!

  • http://www.myspace.com/bluesy_marcos Matsuura Junichiro

    E o mais engraçado é o povo achar que o Flamengo é o RG, e mais dez. NÃO É!!!! O Flamengo, assim como qualquer time, são onze. ONZE jogadores. Fica todo mundo deitando em cima do cara, se encostando no cara, e quando ele não joga, o time leva a pior. E até mesmo com ele. Como ontem, perdendo de 3×2 para o Avaí. Bando de deitões!!!! Bando de encostões!!!! Deviam, pelo menos, aprender a jogar futebol como homens. Em vez de ficarem se emperequetando. Cortes de cabelo bizarros, penteados escrotos, esmalte nas unhas. ESMALTE NAS UNHAS!!!! VAMOS PARAR COM ESTA PALHAÇADA!!!!

    Quanto mais eu ouço falar nas frescuras dos jogadores de futebol, mais eu prefiro as corridas de Fórmula Truck. Ou as lutas do UFC. pelo menos no UFC, a porrada é liberada.

    Aliás, vocês acham justo um mero jogador de futebol ganhar R$ 1.600.000,00, quando um bacharel em Medicina, ou um licenciado em Pedagogia não ganham sequer R$ 1.000,00????

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