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O risco de Roberto Dinamite

Publicado por Glauco Faria em 18.7.2008 às 19:55

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O novo presidente do Vasco, Roberto Dinamite, protagonizou uma das cenas mais importantes do ano no último domingo.

Assistiu à partida entre Flamengo e Vasco nas tribunas do Maracanã, junto com o presidente do Flamengo, Márcio Braga. A mensagem de rivalidade, mas não de guerra, estava evidente para todos aqueles que viram, das arquibancadas e pela televisão.

O gesto também é um esforço de Dinamite para se diferenciar ainda mais de seu antecessor, o beligerante Eurico Miranda. O ex-presidente vascaíno vivia às turras com dirigentes dos rivais cariocas e não se dava também com muitos outros cartolas de clubes grandes Brasil afora. Polêmico, sempre envolto em suspeitas, Miranda construiu sua carreira dentro do clube que diz amar na base da cotovelada.

roberto-dinamite

Eu prometooo formar um time de futebol decente! Nos dois sentidos da palavra! (para os leigos, Sérgio Cabral à esquerda, governador do Rio, e Roberto Dinamite na direita)

Afastou e isolou opositores e expulsou o próprio Roberto Dinamite da tribuna de honra de São Januário em 2002. Tudo porque o maior artilheiro da história cruzmaltina se posicionou contra a aposentadoria da camisa 11, um afago de Miranda em seu “amigo” Romário.

Como “presente”, o atual presidente vascaíno herdou uma dívida ainda não calculada, mas estimada em R$ 250 milhões. E, em campo, um time fraco que deu mostras que não irá longe no Brasileirão. E aí mora o perigo para Dinamite.

Enquanto o Vasco vivia sua fase áurea, com títulos e elencos estelares, que valeram a conquista do Brasileiro de 1997, Carioca e Libertadores de 1998, Brasileiro de 2000, o torcedor (e os associados) faziam vista grossa para os desmandos e arroubos autoritários de Miranda. Só na fase magra que o movimento contra ele pôde se fortalecer. Agora, Dinamite assume com a “herança maldita” do euriquismo.

O grupo que mandou no clube por mais de década perdeu as eleições, mas está longe de estar morto. E a cada resultado negativo, irá atacar Dinamite. A habilidade do ex-quase-dono do clube em articular nos bastidores sempre foi alvo de admiração. Afinal, como o futebol não é lugar para donzelas, ele sabia como lidar com seus pares de outros times. Ou julgava saber.

O economista e dirigente palmeirense Luiz Gonzaga Belluzzo, disse em entrevista como Eurico barrou a tentativa de negociação para que o Clube dos Treze conseguisse mais pelos direitos de transmissão de TV. Aliás, a posição do Vasco nesse aspecto é invejável. Ganha o mesmo que o Flamengo e o trio de ferro paulista, mesmo sem bons índices de audiência e sem retorno como os demais, já que não monta grandes times há anos. Tudo, ao que se sabe, conquistado à fórceps. Quase como na máfia.

Fica a dúvida se Dinamite conseguirá negociar no mesmo nível (baixíssimo, diga-se). Por isso ele tenta se aproximar de dirigentes rivais. O estilo é outro, talvez os resultados sejam até melhores a médio prazo. Mas , em caso de derrocada do Vasco para segunda divisão, por exemplo, a negociação para direitos de TV, por exemplo, será dura. E os euriquistas vão gritar.

Muitos torcedores, a qualquer erro de arbitragem contra o Vasco, vão dizer: “no tempo do Eurico isso não acontecia.”

eurico-miranda

“I´ll be back, fuckers!”

Ética não é um valor para o torcedor, infelizmente. O que vale para ele é o resultado, é não ser azucrinado pelo rival no dia seguinte a um jogo. E isso, à vezes, mata qualquer possibilidade de transição, até porque esse mesmo fã de bola não consegue ver como uma má gerência no presente pode gerar um futuro pouco promissor, como mostrou o passado da gestão Miranda. E aí Dinamite pode balançar, para Eurico se aproveitar. E o que parecia um capítulo enterrado na história de um dos maiores times do Brasil, pode voltar.

Por isso, hoje o Vasco passa a ser também o time de todos os brasileiros que gostam de futebol, mas rejeitam cartolas como Eurico Miranda, que estão presentes em vários outros clubes pelo país. Que a ética prevaleça, pelo bem do futebol.

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Glauco Faria é filho de peixe. Santista e jornalista, tem birra do Luxemburgo e escreve para o Futepoca.

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17 comentários

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  1. Imagem do comentarista

    VOLTA EURICOOOOOOOOOO !!!

    Melhor presidente da história do Vasco !!!

    Deu muitos títulos…. para o Mengão !!!

  2. Imagem do comentarista
    Ricardo

    uhasuhsahusa
    esse Dr. é uma coméédia.
    sou Paulista,e torço pelo unico tri campeão mundial brasileiro..mais quero q o vasco seja grande como foi
    pra ter no minimo um carioca a nivel dos paulistas

  3. Imagem do comentarista
    markinhu

    Sou assinante do feed e quase nunca comento, mas gostaria de deixar aqui o meu relato sobre o assunto, já que sou torcedor ativo do clube e inteiramente ligado na política do mesmo.

    Na entrevista do dirigente Palmeirense, ele disse que um dos trunfos do São Paulo é ter uma oposição atuante mas que tem grande capacidade de dar continuidade ao trabalho anterior. Isso é essencial…

    A oposição Corinthiana, por exemplo, fazia forte pressão sobre o Dualib, mas no momento em que a coisa ficou preta, esteve ao lado do clube para tentar evitar a queda.

    No Vasco tem sido diferente a pelo menos 10 anos, antes mesmo de Eurico se tornar o inimigo nacional número um.

    Em 1998/1999 surgia o grupo de oposição, denominado MUV (Movimento Unido Vascaíno). De lá pra cá o clube só tomou paulada desse grupo, que nunca teve a menor intenção de ‘trabalhar junto’ do clube…

    Foram processos e mais processos em cima do clube (o novo vice-presidente de finanças tem 500 mil pra receber na justiça, o vice-presidente de marketing recebeu 40 mil, e por aí vai), alianças com pessoas/grupos na tentativa de inviabilizar o clube (denúncias no TCU para impedir obras do ‘novo’ CT do Vasco, aliança com deputados que impediram clássicos em São Januário, entre outros) e mais dezenas de outras atitudes que caracterizaram o MUV como uma oposição destrutiva e não construtiva, que é o mínimo que se esperava…

    Um dos principais nomes do MUV, por exemplo, era o de Carlos Roberto Osório… Secretário-geral do comitê organizador do pan RIO-07 e que escapou de uma CPI graças às articulações de Carlos Caiado, vereador que arrancou do Vasco o direito de realizar clássicos em seu estádio.

    Por conta disso e de outras coisas, o grupo que hoje comanda o clube tem um alto índice de rejeição na parte politizada da torcida. Pode-se dizer que Dinamite carregou nas costas dezenas de pessoas que nada representam para o Vasco, blindando-os com sua aura de ídolo.

    É bom frisar que o Dinamite, com certeza, não tem essa rejeição…

    Enfim, onde quero chegar?

    A questão é que hoje a cobrança é enorme por culpa deles (nova adm) próprios.

    Além de não terem a melhor imagem do mundo, prometeram fila de investidores (investidor não é o mesmo que patrocinador, logo a MRV não atrapalha em nada na honra dessa promessa), prometeram 2 jogadores já fechados antes de assumir (mesmo sabendo da fragilidade financeira do clube), prometeram profissionalismo, dignidade, transparência e toda aquela conversa de político.

    Mas nesse primeiro mês de gestão, o que se viu foi um leilão de cargos no clube para ‘os amigos’, demissão de pessoas competentes que nem eram ‘partidários’, e atitudes amadoras como dirigente esculachando o próprio elenco na rádio (isso motiva?), lançando nota para avisar que não vai contratar ninguém de nível (anti-marketing), nota para dizer que deve até o pescoço (anti-marketing novamente) e uma falação total, uma verdadeira torre de babel onde um fala algo e outro dirigente desmente, para depois ser desmentido (Basta ver o ‘caso Felipe’)…

    Enfim, a cobrança em cima da nova administração não é apenas em relação ao desempenho em campo, mas grande parte pela imensa incoerência entre o discurso adotado meses atrás e o novo discurso adotado. Além, é claro, de todo o histórico de desconfiança gerado nesses 10 anos de ‘guerra’.

    É bom deixar claro que toda essa expectativa por mudanças, investimentos, etc e tal foi criada por eles próprios e não a torcida que se ‘iludiu’. Isso pode ser comprovado com uma rápida passada no site do MUV, onde há o plano de gestão e que fala de dezenas de medidas IMEDIATAS…

    O que o torcedor, politizado ou não, quer, é ter certeza que seus dirigentes estão trabalhando. Mas nesse primeiro mês o que se viu foi choro e mais choro, com pouquíssima ação (a não ser a volta da camisa 11)…

    A princípio, como torcedor do clube, eu lhe digo que toda a cobrança e impaciência está sendo justificada, apesar de isso não ser aparente no sorriso largo de nosso ídolo.

    Quanto ao Dr. Health, é bom lembra-lo que na “Era Eurico” foram 120 jogos contra o Flamengo, sendo 46 vitórias do Vasco, 45 do Flamengo e 29 empates… Além de 3 títulos brasileiros, 1 libertadores, 1 mercosul, 1 bi e 1 tri estadual, 2 Ramon de Carranza, 1 Rio-São Paulo, 2 participações em mundiais e mais uma enxurrada de títulos nos esportes amadores, como o sulamericano de basquete (que o Flamengo foi vice neste ano)…

    Enfim, rivalidades e pensamentos políticos a parte, mando um grande abraço a todos que fazem esse blog e parabenizo pela qualidade…

    Saudações Vascaínas.

  4. Imagem do comentarista

    O Vasco é minha maior fonte de alegrias !!! Pode ter ganho o que for, mas o bi-vice mundial é inesquecível !!! Sem contar que o Mengão não perde decisão pro Vasco (taça GB ou Rio não conta) desde 1988.

    Eu amo o Vasco !!! Aqui no Rio eu só odeio o Fluminense !!!

  5. Imagem do comentarista

    Markinhu, vc analisou muito bem o histórico político do clube. A rejeição da nova administração também se deve ao golpe que eles aplicaram para chegar ao poder, uma verdadeira intervenção externa, manipulndo os 4 poderes desse país de merda (Executivo, Legislativo, Judiciário e Mídia). Realizaram uma eleição vergonhosa, conduzida por laranjas apontados como neutro pelos desembargadores amigos (Alberto Moutinho, Vice-Presidente da Assembléia Geral, e seu filho Manoel Moutinho, que agora foi recompensado com a Vice-Presidência Médica e saiu demitindo vários funcionários por revanchismo), rasgando o estatuto do clube. Que vitória democrática foi aquela em que se conseguiu menos de 900 votos (nem 15% do número de sócios aptos a votar)??? Cagaram para a vontade do sócio do clube. E agora, a quem vamos recorrer, se o Judiciário (estadual e federal) foi engessado por ordens do Governador e contatos em Brasília?

    Infelizmente o post original é um papo moralóide do início ao fim. Pareceu até o discurso do MUV: Competência, Credibilidade e Transparência. Palavras vazias!

  6. Imagem do comentarista
    markinhu

    Quanto à legalidade do pleito, eu nem ouso debater mais sobre esse assunto pois, além de ser passado, só provoca intriga…

    Eu sempre defendi o Eurico em diversos fóruns, mas o fato incontestável é o de que Eurico, apesar de ser um dos maiores dirigentes do futebol brasileiro, ‘parou no tempo’. Fechou os olhos para diversas mudanças ocorridas no futebol do país e isso muito prejudicou o clube. Sendo assim, era necessário que ele ‘desse um tempo’…

    Quanto ao post original, eu não acho que são palavras vazias ou um papo moralóide. Acho que é a visão de um cara que curte futebol, mas que aparentemente não teve conhecimento de todos os fatos que construíram a complexidade desse caso…

    Ao fim do texto, tive a impressão de que a nova administração pode ser ‘injustiçada’ por conta apenas da cobrança no futebol, e que sua ética não seria levada em conta, já que não é um valor cobrado pelo torcedor.

    E na verdade não é assim. A nova administração não goza de tanto prestígio justamente por questões que nada tem a ver com futebol, mas com a tal ética… Sacou?

    Minha intenção, ao postar aqui, não é descredenciar o texto. Mas sim dar um ‘plus’ para que possam entender melhor a questão.

    Até porque o texto é bom e o autor inteligente. Falou moçada?

    Dr. Health, odiar o florminense é sintoma de apequenamento. Cuidado. Sou Vascaíno CHATO, mas o único clube no RJ que respeito é o Flamengo. Justamente por não ser esse poço de insignificância que é o florminense e o bostafogo. Hehehe

    Novamente deixo resgistrado que, independente de rivalidades e questões políticas, esse blog é um dos melhores, quiçá o melhor, da minha lista de feeds… Parabéns ao Dr. Health por suas interessantes colunas e para os todos os outros responsáveis.

    Abraços.

  7. Imagem do comentarista

    O Markinhus fez uma avaliação interessante da disputa política dentro do Vasco, feito a partir um posicionamento claro ao atribuir à oposição parte das mazelas do Vasco. Mas, o que não se pode omitir, é que os resultados de hoje são fruto de uma longa administração do grupo de Miranda, que tinha o poder de fato e usou e abusou da truculência durante todo esse tempo, obstruindo a justiça, impedindo veículos de comunicação de informarem os vascaínos, ofendendo ídolos históricos do clube, se envolvendo em negociações nada transparentes etc etc etc.

    Dinastias longas como essa não resultam em nada que seja construtivo e isso não é exclusividade do Vasco, mas um modus operandi que se instalou no futebol brasileiro e levou à derrocada times tradicionais como Corinthians e Palmeiras, por exemplo, e agora faz com que o Santos vá pelo mesmo caminho.

    O que quis dizer no artigo é que a cobrança por resultados será rápida e não se constrói outro caminho de imediato. E quem vai cobrar Dinamite não são apenas os sócios que vivem o dia-a-dia do Vasco, mas a sua grande torcida e parte da imprensa. Ele acabará sendo culpado pelos erros que vier a cometer e também por aqueles que não cometeu.

    Quanto ao Roberto Santos, se você identificou um aspecto “moralóide” no texto, talvez porque a tentativa foi justamente inserir a discussão da sucessão no Vasco dentro do pouco profissionalismo dos cartolas brasileiros, nada acostumados a dar satisfação de seus atos à sociedade em geral e mesmo aos associados do clube. E é inevitável falar de moral quando se trata de uma pessoa que tem processos na Justiça, condenação criminal e tantos fatos, no mínimo, controversos no currículo.

  8. Imagem do comentarista
    markinhu

    Glauco, na verdade a maior parte das mazelas do clube é distribuída entre Eurico Miranda, Antônio Calçada, Alberto Pires e Agarthyno Gomes. Todos esses presidentes têm culpa no cartório… Seria irresponsabilidade minha imputar nossos males ao MUV, tanto é que disse que o Eurico deveria mesmo dar um tempo.

    Minha defesa ao Eurico sempre estará abaixo da minha defesa ao Vasco.

    O que quis deixar claro é que a cobrança em cima da nova diretoria não se fará apenas em cima dos resultados imediatos, mas também em cima de tudo que eles construíram (ou destruíram) nesses 10 anos.

    E esse papo de ‘herança maldita’, que alguns sites ligados ao MUV divulgam, é uma bela de uma desculpa já preparada para se isentar da culpa de qualquer fracasso.

    E isso muito me preocupa.

    A herança existe? Existe, óbvio. Mas eles estavam cientes disso, então se está na chuva é pra se molhar.

    Pegaram o clube com apenas 7 rodadas do campeonato e antes da abertura da janela de transferências. Ser rebaixado será inaceitável, com herança ou sem herança.

    Quanto às longas dinastias, nada a acrescentar. Seu pensamento é perfeito, meu caro amigo.

    Abraços.

  9. Imagem do comentarista

    Apequenamento é o que acontece com o Vasco. Digo isso porque 10 em cada 10 rubro-negros odiavam o Vasco lá pela década de 90, e agora, canalizaram isso em direção ao Fluminense, por este incomodar mais. Isso é sintoma de apequenamento sim… Do Vasco.

    Eu não comprei uma camisa do Barcelona de Guayaquil. Mas a minha da LDU, número 19 e escrito “Guerron” nas costas tá guardadinha aqui em casa.

  10. Imagem do comentarista
    markinhu

    Dr. Health,

    Florminense, assim como bostafogo, jamais me incomodarão em algo.

    Eu também comprei uma camisa do Boca, na esperança que esse desse uma sacolada no florminense. E não tenho a do América-MEX ou do Defensor…

    Nem por isso o flor me ‘incomoda’ mais.

    Mas é um direito seu escolher o clube que considera mais rival, claro.

    Abraços.

  11. Imagem do comentarista

    ó, de certa forma concordo com o markinhu, na era Eurico o vasco ganhou os maiores títulos da sua história…

    mas toda ditadura é maléfica, assim como a do Dualib no corinthians.. ele ganhou 3 brasileiros, o mundial, sei lá o que mais… mas o final foi a segundona. o final do eurico seria o mesmo.

    Torço pelo Dinamite, sei que ele tem boas intenções!

  12. Imagem do comentarista

    Eu não comprei uma camisa do Barcelona de Guayaquil. Mas a minha da LDU, número 19 e escrito “Guerron” nas costas tá guardadinha aqui em casa.

    Caraca, lembro lá na loja virtual do flamengo, compramos 6 camisas da LDU, acabaram em 1 dia. auiehauiaehaeuiaheuiaehruiaehaeiua

    os flamenguistas são mesmo fogo!

  13. Imagem do comentarista
    markinhu

    Thiago,

    De fato era hora do Eurico sair. Toda renovação é boa…

    Abraços.

  14. Imagem do comentarista

    A saída do Eurico foi uma vitória do futebol brasileiro.
    Nosso futebol ainda está longe de poder ser considerado realmente profissional, mas é coisa que só vamos conseguir com o fim da cartolagem.

    Até times bem administrados e com dinheiro sobrando em caixa (como Inter e São Paulo) ainda possuem a figura do todo poderoso presidente do clube.

    Não vejo a hora dos times brasileiros virarem reais empresas e se tornarem de capital aberto.

  15. Imagem do comentarista
    markinhu

    Rafael, essa não é a saída.

    O Bahia foi o primeiro time do Brasil a se tornar empresa e já foi até a terceirona.

    Se tornou Bahia S.A., assinando um acordo com o grupo Opportunity (Daniel Dantas) de 12 milhões de reais.

    Com o fracasso da empreitada, decidiram quebrar o contrato. Sabe qual a punição para tal medida?

    Dar uma porcentagem das vendas dos jogadores ao Opportunity até o ano de 2023. Caso não o façam, perdem o controle do Bahia S.A. para o banco.

    Clube-empresa no Brasil não rola. Na Inglaterra é muito fácil pois lá eles são puro e simplesmente times de futebol…

    Vai convencer o torcedor do Flamengo a jogar o remo (sua fundação) no lixo, vai tentar fazer o mesmo no Vasco.

    Aqui a palavra CLUBE é levada no sentido literal.

    Fora que, o Flamengo sendo de capital aberto, eu, Vascaíno, posso comprar ações da mesma e, tendo controle acionário, decretar o fim do clube. E aí, como fica? Eu, com meu dinheiro, vou lá e apago do futebol brasileiro a grande paixão do Dr. Health, ou o contrário também?

    A solução, para o Brasil, é uma só:

    Dirigentes responsáveis, transparentes e éticos.

    Como conseguir isso? PROFISSIONALIZAÇÃO dos mesmos… Assim como é no São Paulo.

    A partir do momento que você é um profissional e recebe para exercer tal função, a cobrança e a fiscalização em cima de seu trabalho aumenta.

    Agora, clube-empresa?

    Deus me livre… No meu Vasco não.

  16. Imagem do comentarista
    bil

    como já disse outras vezes, muito bom ver aqui no pdh posts desse nível, e com ótima temática, que deveria estar mais presente (vai aí uma sugestão de um fiel leitor).

    o melhor é que não fica restrito só ao post, nos comentários rola um debate muito interessante.

    agora markinhu, te parabenizar pelo comentário acima e, principalmente, por ser o vascaíno mais consciente que já vi. só conhecia os fanáticos que não tinham noção da realidade do clube e só falavam besteira e os que achavam que eram mais vascaínos que outros por ‘gritar fora eurico’ indo na onda de quem quer que fosse. (mas vascaíno é vascaíno e nenhum vale nada)

    e concordo contigo. o fluminense é apenas um time simpático, assim como o botafogo, que sinto como se fosse um time do interior do estado, ou como o América (mas nem com 10% da empatia do Mecão). são duas instituições pequenas, ou TIMINHO, como gostamos de gritar no Maraca. o rival do meu Mengão é o Vascú. esse é o vice que nós amamos odiar. os outros dois são café-com-leite.

    e parabéns também ao glauco pelo bom post.

  17. Imagem do comentarista

    O clube ter oposição não é ruim, é bom. Se a oposição, ao assumir, não conseguir ver o que tem de bom, claro que quem sofre é o clube. Mas sem oposição, os erros da diretoria passam despercebidos.

    Embora eu não conheça os detalhes da ação do MUV, apelar para a Justiça e outras instâncias extra-clube podem ser formas de fazer oposição se, dentro do clube, não houver esse espaço.

    Acho que o Markinhu dá detalhes importantes sobre os efeitos disso dentro do clube, que também podem complicar a vida do Vasco.

    Agora, no São Paulo, a oposição não tem força. Nunca. E, até hoje, os caras souberam trocar de presidente de tempos em tempos. Nos últimos anos, têm aumentado os custos internos e aumentado a dependência de jogadores negociados. Claro que isso funciona qdo tem jogador pra negociar, mas se der errado em algum ano, capaz de pintar déficit.

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