Se você passou mais de 10 anos na escola e agora pretende ser ou já é pai/mãe, esse vídeo e esse encontro é para você →
​​​​​

O que você vai fazer em 2012 para ter um ano fodão antes do mundo acabar? | Parte 3

Fabio Bracht

por
em às | Mente e atitude, PdH Shots, QG, Relatos


A Guerra dos Tronos está acontecendo!

Reúna seus amigos e acompanhe as tramas ardilosas da terceira temporada de Game of Thrones.
Novos episódios todos os domingos às 22:00hrs, só na HBO.

Assine já pela SKY:
discando 4004 2884 ou clicando aqui.

O mundo não vai acabar em dezembro, fique tranquilo. Mas, só por via das dúvidas, decidimos que tornaríamos 2012 o período mais foda das nossas vidas de qualquer maneira. Vai que?

Já tivemos a parte 1, comigo e Jader Pires, e a parte 2, com Rodrigo Cambiaghi e Felipe Ramos. Nesta terceira parte, quem puxa as mangas é o trio Fred Fagundes, Roberto del Grande e Julia Ropero.

1. Fred Fagundes e a vontade de mudar o mundo

Em fevereiro faz um ano que perdi meu melhor amigo para um acidente estúpido de carro. Desde aquele fatídico 18 de fevereiro de 2010, tenho entrado de cabeça em projetos voluntários, ações sociais e eventos beneficentes. Tenho visto sentido e razão em auxiliar qualquer construção gigantesca, mesmo que com um único tijolo. Me faz bem lembrar que fazer o que deve ser feito, um dos mantras dos editores do PdH, tem pautado a minha vida como um todo.

Mas é pouco.

Desejo ser mais útil, especialmente na região onde morei tanto tempo. Não sei se volto para Cuiabá (MT) esse ano. Mas tenho certeza que conseguirei iniciar uma movimentação mesmo à distância. Um grupo de amigos já me ouviu, aconselhou e topou entrar nessa. Trata-se de uma iniciativa que vai trabalhar com algumas instituições que necessitam de ajuda. Em breve, com o lançamento do grupo, mais detalhes.

A ideia é salvar o mundo.

Sim. Aquele exagerado e batido “quero salvar o mundo”.

Mas tudo bem, eu nunca tive nada contra clichês.

Um ano de boas ideias. E o principal: executá-las.


Link Vimeo

2. Roberto Del Grande e a família

Sempre fui apegado à minha família, passei 25 anos da minha vida perto deles. Porém, após o nascimento do Gabriel, filho que tive aos 18 anos, o desejo de crescimento e de evolução passou a me consumir. Desde então, não parei mais.

Porém, crescer na minha cidade não era o que eu buscava. Era pouco, eu queria mais. Queria experiências, novos horizontes, amplitudes, e os desejos que possuía não eram pequenos. Sabia que a minha cidade não me proporcionaria tamanhas vontades.

E fui. Em 2008 rumava para Porto Alegre, onde fiquei por um ano. Conseguia ver a minha família com facilidade, pois estava apenas a 320km de distância. Bastava três horas de viagem de ônibus para estar em casa novamente. Meu laço afetivo era maior.

Sou o de terno azul-claro.

Porém, no ano seguinte, um novo crescimento surgia: vim morar em São Paulo. No primeiro ano, não devo ter conseguido ver a minha família nem cinco vezes. Ganhava muito pouco e precisava fazer minha vida aqui. O dinheiro não me dava o luxo de viajar seguidamente.

Conseguia vê-los mais em feriados longos, como o de final de ano. E só. No final do ano passado, 2011 para 2012, meu pai adoeceu e estremeceu a família toda. Percebi, final e concretamente, que os meus pais estavam envelhecendo.

“Preciso estar mais próximo.”

Este ano, o que vou fazer antes do mundo acabar é aproveitar este presente que me foi dado, de ter uma família unida, que se ama. Vou estar junto e presente dentro desta união em mais vezes, em mais oportunidades. Este é o meu desejo para 2012.

3. Julia Ropero e a autodisciplina

Sempre fui gastona com dinheiro e relaxada com meu corpo.

No ano de 2012 eu tenho vontade de morar em outra cidade e conhecer novas pessoas e lugares. Para isso, terei que deixar de ser gastona para alcançar minha independência financeira e realizar meu sonho tão desejado; sair da casa dos meus pais e morar em outra cidade. Tenho fechado um dedo de cada vez para que essa mão se feche e o dinheiro renda.

A busca por um horizonte novo.

É difícil para uma pessoa consumista como eu, mas tenho me esforçado. Ao passar em frente a lojas eu prefiro nem olhar pra correr o risco de ver algo por que eu me apaixone. Cancelar o cartão de crédito, nesse momento, é um passo importante.

Sempre tive sorte de ser magra, e a genética me ajuda – mas agora, beirando os 27 anos, as coisas vão mudando. Passei de magra para “falsa magra”, e isso não tem me agradado. Tenho preguiça de exercícios, mas sinto que tem me feito falta – não só esteticamente como algo que poderia ocupar minha cabeça.

Não gosto de puxar ferro, me interesso por luta. Mas, por ter um problema no punho esquerdo, achei uma boa ideia a dança. Sempre gostei de dançar. Estou em busca da batida perfeita.

Use o espaço abaixo para comentar os planos da nossa equipe, assim como nos contar os seus. O importante é se comprometer a fazer alguma coisa.

Fabio Bracht

Toca guitarra e bateria, respira música, já mochilou pela Europa, conhece todos os memes, idolatra Jack White. Segue sendo um aprendiz de cara legal. [Facebook | Twitter]


Outros artigos escritos por

Somos entusiastas do embate saudável

O texto acima não representa a opinião do PapodeHomem. Somos um espaço plural, aberto a visões contraditórias. Conheça nossa visão e a essência do que fazemos. Você pode comentar abaixo ou ainda nos enviar um artigo para publicação.


EXPLODA SEU EMAIL

Enviamos um único email por dia, com nossos textos. Cuidado, ele é radioativo.


TEXTOS RELACIONADOS

Queremos uma discussão de alto nível, sem frescuras e bem humorada. Portanto, leia nossa porra de Política de Comentários.


  • http://donluidi.wordpress.com/ don luidi

    Caralho, me identifiquei com os relatos do Fred Fagundes e do Roberto. Já fui até auxiliar de palhaço em plena rua XV curitibana (uma experiência que indico para todos fazerem uma vez na vida, conseguir arrancar um sorriso de criança não tem preço), na faculdade participava de projetos sociais (quem sabe um dia eu conte aqui, ótimas lições de vida). Vim para cidade grande para procurar novos horizontes e oportunidades de trabalho, a cada quinzena visito meus pilares que ajudam a sustentar a minha vida (minha família).

  • Geraldo Franca

    Acho que ficar perto dos pais é sim e gastar menos dinheiro é no sentindo de ser menos consumista e não o de guardar dinheiro por guardar.

  • http://estadodearte.wordpress.com/ Rafa

    Fred, boa sorte salvando o mundo. É raro ver alguém vingando a morte dos outros do jeito certo. Onde quer que seu amigo esteja, ele deve estar sentindo um puta orgulho de você. 

    Roberto, que ao final do ano você e sua família fiquem juntos finalmente, que nem final feliz de filme. Boa sorte.

    Julia, boa sorte cultivando autodisciplina. Que você termine 2012 mais magra e mais rica! =D

  • http://www.baixinhoinvocado.blogspot.com Wagner Villa Verde

    Fred … algumas perdas mostram o quão simples é a vida. Como sempre disse meu sábio avô … para morrer basta estar vivo. Assim como vc eu perdi um grande amigo … e por muitos anos venho procurando uma forma de escrever essa história e talvez assim me perdoar por não tê-lo agradecido por tudo o que ele me fez. Assim como vc eu transformei toda minha tristeza e angústia por essa perda num projeto de vida … e acho que seria bom fortalecer esse vínculo do ano de 2012. Então … prometo aos leitores do Pdh um novo texto … bem mais visceral e com uma dedicatória, para expurgar de vez toda essa tristeza que ainda carrego no peito.

  • http://www.facebook.com/people/Roberto-Del-Grande/100000615908491 Roberto Del Grande

    Victor,

    ficar perto dos pais é sim uma meta de fim do mundo, pelo menos para quem passa tão longe de pessoas que querem tanto teu bem. Pessoas que tu de olho fechado, confiaria. Mas foi o que comentei: nem todos tem esta sorte de ter uma família assim. Tem pessoas que não tem pai e nem mãe, mesmo que os mesmos existam. Quando começamos a estar mais longe, é que começamos a dar este valor para eles. Abraço!

    • Geraldo Franca

      Concordo Roberto foi o que tentei dizer lá em cima para o Victor.

      Vivo longe da minha família, vejo eles 2 vezes por ano e com certeza uma das metas para 2012 é aumentar a frequência, o que consequentemente passará pela necessidade de uma melhor gestão do $$$ visto que precisarei economizar para poder viajar mais.

  • Mulherde30

    estou sempre tentando mudar e fazer coisas novas ainda que velhas mas que sejam feitas de formas diferente, aparentemente dá no mesmo, os resultados não são os melhores, agora voltei pra minha cidade natal a morar com minha mãe e meu irmão mais velho. eu sabia que isso era a ultima coisa que eu faria na vida, mas fiz para tentar algo novo, um caminho melhor, uma vida mais ampla e de certa forma perto de minha mãe que já está com idade avançada e muitos problemas de saúde mas super lúcida e brigona…rs… mas estou péssima já que sempre vive longe e em outra cidade, sempre muito independente e só. Agora tem todo mundo. Estou lutando por emprego , pra continuar estudando e nada ainda. Ah… as paqueras os homens casados que sempre aparecem… credo! só compartilhando, mas deve ter alguma coisa boa nisso tudo!!! 

  • http://www.facebook.com/people/Alberto-Mazzo/1091424737 Alberto Mazzo

    Pode parecer clichê demais mas eu me identifico com os três relatos acima, parece que foram ordenados em um mesmo texto. Há três anos eu deixei a casa dos meus pais, morei dois anos no interior do estado de SP onde fiz meu curso a fim de exercer minha atual profissão. Concursado, estabilizado mas não menos consumista. Voltei pra mesma cidade dos meus pais mas os visito muito pouco e sou bastante cobrado por isso. Acho realmente feio da minha parte mas estou me esforçando pra ser mais responsável e mais apegado (minha maior contribuição à família é com grana). 

    Nesse tempo que passei fora também perdi amigos: uns casaram, outros mudaram de estado, algumas brigas… e desde que li a história do garoto Ryan Hreljac que eu sinto que posso fazer diferente e eu quero deixar de ser mais um na multidão.

    Fred, eu moro em Cuiabá (MT) estava atrás alguma ONG ou coisa do gênero mas nem sei por onde começar, me sinto jovem e cheio de vontade de ajudar. Acho que seria um crescimento e tanto, talvez eu deixasse um pouco pra trás essa rigidez sentimental que eu adquiri no quartel. Então, podemos trocar informações, contatos, acho que eu posso te ajudar a salvar esse mundão. 
    Abraço!

Papo de homem recomenda

Assine o Papo de homem

Curta o PdH no Facebook
  • 4328 artigos
  • 585420 comentários
  • leitores online

Lifestyle Magazine