O que podemos aprender com Bayern, Borussia e o futebol alemão

Fred Fagundes

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Quando Pep Guardiola saiu do Barcelona e anunciou o Bayern de Munique como novo destino, centenas de jornalistas e torcedores fizeram cara feia. Afinal, por que o treinador mais respeitado da década preteriu Chelsea, Internazionale e a aposentadoria de 3 gerações da família no mundo árabe em troca dos bavários?

A resposta é simples — e Guardiola, antes de muita gente, percebeu –: o futebol alemão é o único da atualidade que evolui a passos largos. Herança paciente de uma Copa do Mundo realizada com sucesso e que poderia muito bem servir de exemplo para o Brasil.

Campeonato Alemão: média superior a 45mil pessoas por jogo

Campeonato Alemão: média superior a 45mil pessoas por jogo

O sucesso do Bayern de Munique na Champios League 11/12 foi a primeira amostra de resultado. Mesmo tendo perdido a final para o Chelsea, o campanha do clube foi brilhante e alcançou a maior média de torcida nos jogos realizados em casa (68,5 mil torcedores. Capacidade da Allianz Arena: 71 mil torcedores).

Casa cheia, aliás, que é um dos grandes baratos da Bundesliga. De acordo com pesquisa divulgada pela Pluri Consultoria, a Alemanha possui o campeonato nacional com maior presença de público do mundo. Na temporada 2011/2012, os 306 jogos da Bundesliga tiveram público total de 13,8 milhões de torcedores, com média de 45,1 mil por jogo e ocupação média de 93% dos estádios.

Paul Breitner, ex-jogador do Bayern e hoje dirigente do clube, destacou esse trunfo dos alemães em entrevista ao programa Bola da Vez da ESPN Brasil.

“Não basta ter uma casa bonita se você não fornecer experiência. A experiência precisa ser completa: desde a compra do ingresso, passando pela entrada na Arena até o consumo do jogo.”

Isso além de considerar os estádios da Itália ultrapassados, um dos pontos cruciais para o afastamento do torcedor e enfraquecimento do futebol local.

Breitner é um excelente exemplo de nova mentalidade na direção de futebol. Um perfil de passagem pela seleção que soube levar a experiência da cancha para o escritório. “É preciso alterar na raiz quando não está dando certo. Não basta mudar de treinador ou jogadores. É preciso, acima de tudo, mudar a mentalidade”, ponderou, talvez até de maneira intencional, um bom começo para a virada do futebol brasileiro.

"Não basta ter uma casa bonita se você não fornecer experiência", Paul Breitner

“Não basta ter uma casa bonita se você não fornecer experiência”, Paul Breitner

Os reflexos da Copa do Mundo de 2006 podem ser vistos principalmente no equilíbrio alcançado pelos clubes. O mercado alemão já não perde os seus principais jogadores para a Espanha, Inglaterra ou Itália. É possível manter um time com 12 ou 15 grandes jogadores sem precisar vender uma estrela pra fazer cofre.

Em janeiro deste ano a Bundesliga anunciou o balanço financeiro da competição na temporada 2010/2011: pelo sétimo ano consecutivo, a liga quebrou o recorde de receitas. Ao todo, foram € 2,23 bilhões. Segundo blog de torcedores do Borussia no Brasil, os clubes das duas principais divisões do país venderam, no total, 17,3 milhões de ingressos. Na elite, a média de público foi de 42 mil pessoas.

Os números positivos usam a Copa do Mundo como argumento. Mas é óbvio que eles não surgiram sozinhos. Após 2006, houve um movimento otimista no ambiente econômico do futebol. Surgiram novas empresas interessadas em investir nos clubes, cotas de patrocínio valorizadas e consumo de produtos licenciados cada vez maior. Além disso, como citou Paul Breitner, a experiência em dia de jogo nas fantásticas arenas multiuso trouxe cada vez mais pessoas para o estádio.

E até um jogo ruim fica bom quando as arquibancadas estão cheias.

Média de público dos Campeonatos Nacionais (Fontes: Pluri Consultoria e blog 3toques)

Média de público dos Campeonatos Nacionais (Fontes: Pluri Consultoria e blog 3toques)

Apesar desse cenário promissor, uma das grandes preocupações da Federação Alemã de Futebol é evitar que um case Itália se repita. Pra quem não se recorda, nos anos 90/00, com estrelas defendendo Milan, Inter, Roma e Juventus, foi deixada de lado a formação de novos atletas. Essa estratégia falha causou fatos assustadores, como as temporadas em que a Inter jogava com nenhum italiano no time titular, prejudicando a manutenção do clube e seleções.

Na Alemanha, o trabalho de base é recompensado seguindo o pensamento coletivo de crescimento. É simples”

  • Seleção competitiva significa clubes e campeonatos nacionais mais fortes;
  • Valorizar os jovens talentos e aumentam a visibilidade para os estádios da Alemanha;
  • E, cada vez mais, estrelas que antes desdenhavam esse país cogitam futuras transferências.

Atitudes assim estão ligadas ao novo modo de administração de futebol executado graças ao eficaz trabalho de experiência em campo de dirigentes como Paul Breitner, Franz Beckenbauer e Oliver Bierhoff. Na convivência dos clubes, eles transformam o pensamento imediatista de títulos e lucro em planejamento de execução. Na linguagem popular, eles trocaram o pneu do carro andando. Mas trocaram.

A maior prova está na nossa cara: após apontado como uma surpresa na final da Champions League de 2012, o Bayern volta a semifinal e traz um co-irmão: o Borussia Dortmund.

Ozil, Muller e Gotze: até o ano passado, integrantes do sub-23 alemão

Ozil, Muller e Gotze: até o ano passado, integrantes do sub-23 alemão

Após quase fechar as portas em 2004, quando afundou num prejuízo de 29,7 milhões de euros, o Borussia se reergueu e despontou em 2013 como uma promissora força do futebol europeu. Sucesso esse comprovado além das 4 linhas: o clube possui a maior média de público de todo continente – e um dos ingressos mais baratos.

O Signal Iduna Park é o maior estádio da Alemanha com capacidade para 80.720 torcedores. A média de torcedores, ainda com informações do Brasil BVB, é assustadora: 80.488 por jogo, uma ocupação de 99,71% dos lugares. O mais impressionante é que a cidade de Dortmund tem algo em torno de 581 mil habitantes. Ou seja, em dias de jogos do Dortmund, quase 14% dos moradores da cidade vão para as arquibancadas.

Talvez — e eu tenho quase certeza disso — 2013 ainda não seja o ano certo para o Borussia segurar seu posto entre os grandes da Europa. Mas surge, entre os alemães, a primeira força puxada pelo sucesso do Bayern nos últimos anos. O alcance da semifinal da Champions League está longe de ser um acaso. Mas sim, a concretização do primeiro passo rumo ao reencontro com o título que não vem desde 1997, quando venceu a Juventus na final.

Eles, os dirigentes do Borussia — aí eu tenho certeza — sabem disso. Logo, apenas aguardam e seguem executando o proposto há cinco anos, quando o clube se reergueu da crise que quase fechou suas portas em 2004.

O incrível mosaico da torcida do Borussia contra o Málaga

O incrível mosaico da torcida do Borussia contra o Málaga

Os jogos semifinais da Champions League apresentam um choque de formatos. Enquanto na Espanha há o domínio amplo de Real Madrid e Barcelona, clubes que negociam as cotas de televisão separadamente e recebem valores absurdamente maiores que times do interior, na Alemanha o Fair Play Financeiro faz-se presente para manter o equilíbrio e qualidade do campeonato.

Em campo os espanhóis saem na frente e são favoritos. O Real pela camisa, o Barça por ter o melhor time. A decisão não deve ser analisada como uma prova de fogo ao conceito alemão de administrar futebol. Mas tratada como um novo passo concluido no mais promissor modo de fazer futebol da atualidade.

Que, independente do resultado, aparentemente seguirá no rumo certo. Basta segui-lo.

Mecenas: Heineken

Que tal assistir a grande final da Champions League no estádio de Wembley em Londres  dia 25 de maio?


Link YouTube | Missão: Chegar em Londres

A Heineken, patrocinadora oficial da Champions League, vai escolher 6 sortudos para ganhar esse presentão.

Pra participar, responda a pergunta: “O que você deixaria de fazer para levar a taça da UEFA Champions League de volta?” aqui no site da Heineken. Uma banca julgadora vai selecionar as 6 respostas mais criativa que levarão o prêmio

O concurso cultural vai até 30 de abril!

Valendo!

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Fred Fagundes

Fred Fagundes é gremista, gaúcho e bagual reprodutor. Já foi office boy, operador de CPD e diagramador de jornal. Considera futebol cultura. É maragato, jornalista e dono das melhores vagas em estacionamentos. Autor do "Top10Basf". Twitter: @fagundes.


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  • j

    jj

    • megan fox

      zillion

  • http://twitter.com/edegar EDEGAR NEUMANN

    Este texto (bem como muitos outros aqui do PdH publicados nos últimos tempos) está precisando de uma edição mais cuidadosa. Como da última vez que dei pitaco neste assunto fui execrado por outros leitores, não vou citar os erros, mas eles incomodam.

  • http://www.facebook.com/pedrosilva91 Pedro Paulo Silva

    Que texto foda! Só reforcei minha tese que o futebol brasileiro tende ao fracasso cada vez mais.
    “Após quase fechar as portas em 2004, quando afundou num prejuízo de 29,7
    milhões de euros, o Borussia se reergueu e despontou em 2013 como uma
    promissora força do futebol europeu.”
    Olha essa parte da dívida do Borussia. Olha a dívida dos times brasileiros com dívidas cada vez mais astronômicas e o governo não toma nenhuma atitude e nenhum dirigente preocupado com isso. Se o governo pegar pesado contra os times perde votos.
    Conclusão que estamos anos-luz atrás do futebol alemão, que é um dos grandes favoritos da Copa. E não podemos cair no comodismo de achar que somos foda por ter 5 copas.

    • Pedro

      vemos cada vez mais um futebol brasileiro organizado. cada vez mais jogadores ficam em nosso país. vemos no brasil hoje jogadores como neymar, pato, fred, luis fabiano, ganso,… vemos os times se profissionalizando e facilmente se destacando na libertadore! quase sempre todos os brasileiros se classificam para a segunda fase. como o futebol brasileiro tende ao fracasso?

      • http://jckronbauer.blogspot.com Julio Cezar Kronbauer

        Neymar ainda não foi embora porque ele ainda ganha dinheiro aqui.

        Pato,
        Fred e Luís Fabiano já foram para a Europa e não servem mais para os
        times de lá. Na Europa, jogadores de 30 anos já são considerados
        veteranos.

        Ganso, como todos sabem, possui uma lesão incurável, e
        ninguém de lá quer arriscar comprar um jogador que, daqui a pouco, pode
        não jogar mais.

      • http://twitter.com/caviegas Carlos Viegas

        Muito pelo contrário, Júlio. O Brasil é que tem mania de aposentar os
        jogadores que beiram os 30 anos de idade. Na Europa, a média de idade dos times é muito superior a média de idade do Brasil.

        O futebol brasileiro talvez não tenha alcançado os resultados financeiros da Bundesliga por falta de união entre os clubes, por má administração da CBF e até mesmo pela má qualidade dos estádios. Mas essa realidade está mudando. Uma equipe da primeira divisão brasileira já consegue pagar tanto quanto uma de primeira linha do futebol europeu. Equipes como o Corínthians, por exemplo, já conseguem alcançar faturamentos tão vistosos quanto os do próprio Bayern e, com a modernização dos estádios no país, os públicos também devem experimentar um salto nos próximos anos.

        O futebol alemão é rico em bons exemplos, mas considerar-mos um caso perdido e jogar o futebol brasileiro em um poço escuro seria ignorar os fatos e admitir uma tremenda síndrome de vira-lata.

      • http://www.facebook.com/pedrosilva91 Pedro Paulo Silva

        “Equipes como o Corínthians, por exemplo, já conseguem alcançar faturamentos tão vistosos quanto os do próprio Bayern”

        Equipes como o Corinthians no Brasil que recebem uma cota desleal de televisão muito acima dos concorrentes. Olha o faturamento do Bayern e do Corinthians na temporada 11-12

        Bayern: O resultado foi divulgado pelo clube no balanço referente ao ano fiscal encerrado em junho de 2012. A equipe alemã teve 11,1 milhões de euros de lucro, com faturamento de R$ 996,6 milhões.

        Corinthians: O clube termina a temporada com R$ 340 milhões de arrecadação.

        Divida do Corinthians: R$ 178 milhões
        Bayern: As finanças, seguindo as rigorosas REGRAS IMPOSTAS pela federação alemã,
        estão completamente em dia.

      • http://www.facebook.com/pedrosilva91 Pedro Paulo Silva

        O @jckronbauer:disqus falou bem. Eles não jogam nada lá e voltam. O fato é que vemos cada vez menos média de público no campeonato, times endividados cada vez mais, seleção brasileira cada vez pior, corrupção descarada em todo futebol.
        Cara a situação do Neymar é muito cômoda, o cara ganha pra caralho e aqui ele é o melhor, você iria embora para ser mais um?
        Pato? Não precisa nem falar. Ganso? …
        Facilmente se destacando na Libertadores? O futebol Sul-americano está tão ruim, países como Argentina em situações financeiras tão complicadas, não conseguem pagar bons salários, etc, e a tendência é perder para um futebol mais ou menos organizado.

      • http://twitter.com/himurator Rodrigo Furman

        Vocês estão loucos. Pato tem 23 anos e era xodó no Milan, só saiu porque pagaram o valor integral dos direitos dele. Não se pode esquecer que a Europa tá numa crise ferrada, e uma proposta com grana assim dificilmente pintaria de novo em anos.

        Argentina ruim? Deve ser por isso que todos babam o saco dela e do Messi nos jogos dela.

        Corrupção no futebol internacional? Não vou nem falar do Sepp Blatter, nem dos árabes e russos lavando dinheiro na cara de todo mundo (GAZPROM patrocinando UCL!!!), nem vou citar a Itália…

        Cara, quer criticar, critique certo. A UEFA é uma Conmebol com muito dinheiro. A FIFA é uma UEFA com muito mais dinheiro. A corrupção existe em todas elas; dava pra fazer uma enciclopédia com todos os escândalos dos poderosos do futebol. A coisa aqui não é tão ruim e lá fora não tão perfeito como você pinta. Critique as nebulosas movimentações de Ricardo Teixeira na CBF, Marin como manda-chuva, Eurico Miranda, a cabeça retrógrada da maioria de nossos treinadores, a cultura de “jogar pra empatar” pra não perder o cargo, o amadorismo da gestão de vários grandes clubes, a Parreirização do futebol, o Muricybol…

        Dar uma de vira-latas não funciona no mundo do futebol, porque o Brasil é ainda o maior celeiro de talentos do mundo – mesmo que nossos técnicos de base gostem de destruí-los com aquela história de “jogador moderno”, ou seja, um cara alto e forte que quebra um galho em algumas posições mas não é virtuoso em nenhuma delas.

        Não é bem por aí que a banda toca.

      • http://jckronbauer.blogspot.com Julio Cezar Kronbauer

        Pato era xodó no Milan até começar a namorar a filha do chefe, sofrer lesões, começar a jogar mal, ir para o banco e ser questionado pela torcida. Nem o Milan aguentou.

        É como @facebook-100002262540023:disqus falou antes: Aqui, Neymar, Fred, Pato e cia são reis. Lá, seriam jogadores medianos.

        Agora, sobre corrupção, não é necessário enumerar nada quando existe uma confederação como a Conmebol, que é conivente com cenas como as que vimos após o jogo Huachipato X Grêmio, que vende vagas a clubes de outras confederações que não se classificaram para os campeonatos que disputam lá, e por aí vai.

      • Artur Varejao

        Essa é a tal da síndrome do vira lata. Se fomos llevar para o lado da corrupção, o proprio futebol alemão teve uma crise absurda a alguns anos atrás. Os maiores escândalos estão no velho continente com as casas e sites de apostas.
        Temos que separar as coisas. Quando um jogador do calibre do seedorf vem jogar no botafogo, e um sinal que as coisas estão mudando. Vc acha que o Ronaldinho com a bola que está jogando não jogaria la?

        Vcs falam que estes jogadores não jogariam la fora? Fred titular da seleção brasilera tem lugar em qualquer time. Porem isso e subjetivo, e questão de opinião em discussão de mesa de bar.

        Vejo o futebol brasileiro indo no caminho certo. Faz 10 anos que o brasileirao tem o mesmo regulamento. Cada ano mais emocionante. Os times se organizando. Olha o corinthians, Santos, cruzeiro, inter, ate o galo.

        Acho que sua visao de futebol parou nos anos 90. Espero que a copa possa nos deixar estadios mais seguros confortáveis. Ai sim o público voltará aos campos. ..

      • http://jckronbauer.blogspot.com Julio Cezar Kronbauer

        Minha visão sobre o futebol não parou nos anos 90. Ela começou lá.

        Estádios mais seguros e confortáveis não são feitos com câmeras de segurança e cadeiras ergonômicas, mas sim com o que, por exemplo, a Inglaterra fez, ao expulsar quem só queria estragar tudo.

        Sobre as casas e sites de apostas, jogador se corrompe se quiser. Se fosse esse o motivo, Ronaldinho, Fred e cia. não tinham sequer saído do Brasil.

      • Expedito Paz

        A Alemanha tem um mérito maior que a Inglaterra nesse lance dos estádios cheios: na Alemanha, o futebol não foi elitizado. Certa vez vi uma comparação: um ingresso no setor mais caro do estádio do Arsenal comprava um carnê de temporada completo na Allianz Arena, o estádio do Bayern…

      • Artur Varejão

        Julio, a Inglaterra higienizou o futebol, agora as brigas não acontecem mais em estádios, mas sim nos PUBs. Os hooligans ainda existem, eles só não vão mais aos estádios.. o que é um avanço.

        Jogador de qualquer lugar pode se corromper, porém a itália é um exemplo de como a corrupção pode corromper não só os jogadores mas as entidades, arbitros, federações. o que não vejo acontecer no Brasil ainda nessa escala.

        Não falei que os jogadores não iam para lá por causa de corrupção. Eles iam pela grana mesmo e hoje se ve que alguns times conseguem manter bons jogadores. Jogadores de ponta do brasil ohje só saem para jogar em times de ponta lá fora, ao contrário de antigamente. Já vi mto jogador de ponta do Brasil sair para jogar em time da segunda divisão da Inglaterra. Lembra do Juninho Paulista?? Hoje isso não acontece mais.

      • http://jckronbauer.blogspot.com Julio Cezar Kronbauer

        A “higienização” será uma tendência no Brasil também.

        A corrupção não acontece no Brasil ainda na mesma escala da Itália? E o Brasileirão de 2005? Não te lembra nada?

        Juninho Paulista saiu do Brasil para o Middlesbrough. Confere?

      • Artur Varejão

        Depende da atitude.. .vejo a higienização mais no comportamento de alguns timex que outros.. .o Corinthians que se diz time do povo tem os ingressos mais caros de SP.
        Corrupção no Brasil teve e sempre vai ter, porém não sei se na escala da Itália, e 2005, não foi nessa escala.

        Sim, foi para o middlesbrough, que não é um time de primeira linha.

      • Expedito Paz

        Mesmo antes de namorar a filha do Berlusconi, Pato já tinha um histórico de lesões. O Corinthians sabe muito bem o que comprou… pior: nas poucas partidas que fez pelo time, Pato foi muito bem.

      • http://www.facebook.com/pedrosilva91 Pedro Paulo Silva

        Todos babam na argentina é no futebol do Messi.

        Você falar que o Brasil hoje em dia é AINDA o MAIOR celeiro de talentos do mundo, é um tanto quanto questionável.

        Vamos lá: Neuer, Hummels, Schmelzer, Götze, Gündogan, Kroos, Müller, Özil, Reus, Schürrle…
        Olha a base da seleção da Alemanha. Abaixo de 25-26 anos. Alguns ai com 18-19.
        Seleção do Brasil: Lucas, Damião, Neymar, Pato, Fernando, Ramirez.

        Alemanha revelou mais TALENTOS que o Brasil. Não considere as eternas promessas brasileiras pois aqueles alemães ali fazem a diferença nos times que jogam.

        Você sabia que para jogar o campeonato alemão o time não pode dever certa quantidade de dinheiro? O time que você torce aqui no Brasil deve quanto? Quanto essa dívida aumenta a cada ano?

        Não falei que lá fora é perfeito. Lá é melhor sim e temos que nós espelhar nesse futebol e modelo de gestão.

        A Europa está ruim das pernas, mas o futebol lá pelo menos corre dinheiro e muito desse dinheiro é estrangeiro.

  • http://jckronbauer.blogspot.com Julio Cezar Kronbauer

    OK. Texto muito bonito, patrocinado e tudo mais.

    Mas futebol é resultado. Se Bayern e Borussia não estivessem na semifinal da Libertadores da Europa, ninguém estaria falando deles.

    O investimento não adianta em nada se o placar no final do jogo não é favorável. Assim, nenhuma empresa, marca, ninguém quererá investir.

    Sobre mudar a mentalidade brasileira, isso nunca vai acontecer enquanto existirem clubes que jogam o estadual durante quatro meses com a verba da televisão e param até o outro ano começar.

    • Gustavo Esquive

      Concordo que o futebol é resultado, mas há resultados e resultados. Uma coisa é planejar e obter o resultado de forma consistente, que as vezes até demora mais para vir mas é duradouro. Outra coisa é fazer um Palmeiras/Parmalat, Grêmio/ISL, Corinthians/MSI, uma aventura que traz uma terra devastada depois.

    • http://www.portalhomem.com.br Fred Fagundes

      Sem dúvida, Julio. Mas os números existem para análise. O Borussia, creio, não será um Once Caldas que chegará a final de 50 a 50 anos. O investimento solitário, como encher o PSG ou o Galatasaray de dinheiro, é tapar o sol com peneira. Um time grande time não sobrevive sem uma liga forte.

      O que mais me encanta no futebol alemão é esse corporativismo que transformou a Bundesliga. A execução da velha teoria do “trabalhando para o próprio bem e bem do grupo, todos saem ganhando no futuro”.

      E sobre mudar a mentalidade brasileira, isso nunca vai acontecer se a mídia continuar tomando conta da organização do nosso futebol. O grande problema hoje, por mais clichê que possa parecer, segue sendo a Rede Globo e o rabo preso de nossos dirigentes.

      • http://jckronbauer.blogspot.com Julio Cezar Kronbauer

        Claro, pois alguns clubes já recebem as cotas do campeonato do ano que vem… por isso que não há ninguém se queixando.

        Bem, só a imprensa, que não entendo por que reclama que há jogos às 21 horas de sábado, se, há 20 anos, havia jogos às 16, 18 e 22 horas. Tem horário melhor? Bem, esse já é outro assunto…

      • http://www.portalhomem.com.br Fred Fagundes

        Pior de tudo, cara, é a imprensa da própria casa (SportTV) ter a CARA DE PAU de nem citar a falta de qualidade e competitividade dos times menores. E ainda vende o campeonato estadual, horrível em todo o Brasil.

        A ESPN Brasil é a única emissora que faz um trabalho correto de denúncia. Pena que quase ninguém vê.

  • Gustavo Esquive

    É impressionante como o cenário da década de 90/00 ainda domina as conversas sobre futebol europeu. Talvez culpa até dos nossos jogos de videogame, onde sempre escolhemos jogar ou com os grandes espanhóis, ingleses ou italianos, mesmo que estes últimos não formem um grande escrete há ao menos três ou quatro temporadas (exceção feita a Juve, que tem um time equilibrado, mas sem o brilho de outros tempos).

    No início da Champions, em conversa com um amigo, cravei que o Borussia iria ao menos até as quartas, e dali pra frente dependia de um pouco de sorte com os cruzamentos, e ele me chamou de louco. Tenho assistido a alguns jogos do Alemãozão, e a qualidade deste time é realmente impressionante. Basta lembrar que o time aurinegro era o atual bi campeão alemão.

    Apesar de o meu “time europeu” ser o Madrid, nutro uma simpatia pelo time do Dortmund por dois motivos: o primeiro é meio que aquela coisa de Davi x Golias; apesar de não ser um time pequeno, quando comparado os outros três semi finalistas, o Borussia é o “menos grande”; o segundo motivo é a sua torcida. Tive a felicidade de assistir os 15 minutos finais do jogo contra o Málaga, e o extase das arquibancadas foi algo indescritível, totalmente merecedor daquela virada épica.

    Também impressiona a capacidade de revelarem/contratarem jogadores desconhecidos que passam a ser cobiçados. Até algum tempo, ninguém sabia quem era M. Reus, Gotze, e todo mundo achava que Lewandowski era o ministro do STF. E para quem não se lembra, um dos destaques do time, autor do gol salvador nas quartas de final, era zagueiro do Figueirense, fazia dupla com o Chicão, e nenhum time brasileiro foi capaz de notar ali o grande potencial do rapaz.

    Talvez não venha neste ano o título, mas ainda ouviremos falar muito deste Borussia Dortmund.

    • Eduardo Schrödinger

      Teve também o Kagawa, anônimo que começou a ter sucesso internacional quando foi para o Borussia, mas infelizmente acabou sendo vendido ao Manchester United. Outras revelações do time de Dortmund, que continuam lá, são o Hummels e o Gündogan, ambos jogadores de seleção.

  • http://www.facebook.com/people/Diogo-Cordeiro-da-Silva/100001288867438 Diogo Cordeiro da Silva

    A Bundesliga é mais organizada financeiramente do que a economia de muitos países.

    E um ponto fundamental no fortalecimento do campeonato, que não vi ser tocado, é a não dependência das cotas televisivas. Aqui no Brasil os maiores clubes (Corinthians e Flamengo) tem mais que a metade de sua receita proveniente da principal emissora do pais. Lá, os maiores clubes são sustentados em grande parte por sua torcida. O que lhes dá uma boa margem de manobra financeira.

    A copa do mundo foi fundamental nisso, pois com as transformação e modernização dos estádios os clubes puderam adotar novas políticas de vendas de ingressos e de sócios. E diferentemente da Premier League, ingresso é um pouco mais barato na Alemanha, o que faz a Bundesliga segregar menos financeiramente, mas ainda longe do ideal.

    Quanto a competitividade, o alemão de futebol já mostra sinais de cansaço, Borussia, graças ao comando brilhante da era Klopp e Bayern graças a organização incrível de sua diretoria, estão despontando na liderança todos os anos. E outros clubes como Schalke 04, Monchengladbach e Hamburgo por exemplo, parecem não ter forças para reagir. Se isso não acontecer logo, vai sim acontecer na Alemanha a tão temida semelhança com o campeonato espanhol.

    E isso parece ser ainda o único ponto positivo do Campeonato Brasileiro e do Holandês por exemplo. Mesmo com todos os defeitos, são os únicos torneiros do mundo onde tem ao menos 4 candidatos ao título todos os anos. De resto, a Alemanha dá um banho em todos os torneios. E Guardiola inteligente como é, fez a escolha certa.

    • http://www.portalhomem.com.br Fred Fagundes

      Concordo, Diogo. Mas confesso ter esperanças no crescimento do Hamburgo e do outro Bayern (especialmente). Esse ano a hegemonia foi da dupla que chegou a semifinal da Champions. Acredito que essa boa campanha vá puxar um crescimento e competitividade maiores aos outros clubes para a temporada que vem.

      Precisamos analisar o futebol além de jogo. Isso mudou. Mudou há muito tempo. E olha que sou eu admitindo, o mais saudosista e chato torcedor da América do Sul. Daqueles que vibra quando o policial vai até a bandeirinha de escanteio proteger o cobrador. Acontece que, com as referência que possuímos com mais facilidade, queremos sempre o melhor. E atitudes como essa, que colocam em risco o torcedor, estão nos afastando cada vez mais dos estádios.

      • http://www.facebook.com/people/Diogo-Cordeiro-da-Silva/100001288867438 Diogo Cordeiro da Silva

        Pecado meu esquecer o Leverkusen Fred. Torço muito pela Bundesliga, que seja a cada dia mais disputada, pois em organização não falta. Já nós, temos muito o que trabalhar…

        E o Alemão seria um belo de um espelho.

    • Angelo

      Só que essa “competitividade” que se apresenta o campeonato holandês e brasileiro se dá mais pela incompetência generalizada do que qualquer outra coisa,ou seja,todos os times cometem erros graves em suas administrações e por isso torna-se imprevisível quem vai ganhar.E eu tenho certeza que se o Schalke 04 ou o Hamburgo,com o time que cada um costuma ter todo ano,com certeza iam disputar o título do Brasileirão todo ano…

      • http://www.facebook.com/people/Diogo-Cordeiro-da-Silva/100001288867438 Diogo Cordeiro da Silva

        Concordo também Angelo. Acho que é nivelado por baixo.

  • http://www.facebook.com/nabucopedro Pedro Nabuco

    Discordo quando diz que os espanhois são favoritos. Pra mim o grande favorito a conquista da Champions é o Bayern, e é muito favorito.

    O Barça perdeu sua mistica e confiança ao ser eliminado pelo Chealsea .

    O Real tem muita tradição e eliminou um grande adversario – Man. United -, porém não está no nível do Bayern

    O Borrussia é de certa forma uma surpresa, porém pode sim chegar ao titulo, mas não tem toda a rodagem do Bayern.

    De resto ótimo texto, realmente o futebol alemão só cresce , ao contrario de outros cénarios, vide: Italia.
    Contudo o futebol Alemão é forte há muito tempo, e outro ponto que discordo do texto é quando o autor diz que o Bayern foi surpresa na final da ultima Champions League .

    Como se na temporada 2009/2010 ele também estava na final ?
    Ou seja 2 finais em 3 anos, isso já mostrava a força do Bayern .

    E outro detalhe importanto , como citado no texto é que os alemães estão segurando suas revelações. Gotze o “messi alemão” foi sondado por diversos clubes mas o Borrussia o segurou e ainda comprou outra revelação – Marcos Reus – pra jogar ao seu lado.

    • http://www.portalhomem.com.br Fred Fagundes

      Dá pena ver a situação do futebol italiano, né, cara. Além de toda a merda, envolvido em escândalos de envolvimento da máfia e corrupção na arbitragem.

      • http://www.facebook.com/nabucopedro Pedro Nabuco

        Verdade … É um futebol que tem uma ‘marca’. Se hoje todos falam do “toque de bola espanhol”, sempre se falará da raça e marcação italiana. Sem contar os inúmeros craques: Maldini, Baresi, Baggio, Totti e um dos meus maiores idolos Andrea Pirlo – gênio – .

        Além do mau momento economico do pais – e da europa como um todo – , isso também pesa, parece que todo italiano é mafioso.

      • http://www.facebook.com/nabucopedro Pedro Nabuco

        Como eu disse o Bayern já mostrou seu cartão de visita ao Barça !

      • http://www.portalhomem.com.br Fred Fagundes

        E que baile!

      • http://www.facebook.com/nabucopedro Pedro Nabuco

        Como eu falei … Bayern favorito e Borrusia uma “quase surpresa” na final …

    • Expedito Paz

      Götze vai pro Bayern na próxima temporada. Ele não quis renovar com o Borussia, e como ainda tinha um ano de contrato, a multa recisória dele ficou relativamente baixa (37 milhões de euros). O Bayern pagou e vai levar o garoto.

      • http://www.facebook.com/nabucopedro Pedro Nabuco

        Pois é Expedito, queimou minha lingua … Grande jogada do Bayern, Gotze é um craque !

  • http://gutojardim.tumblr.com/ Gutojardim

    Ouvi falar que na Bundesliga a renda por direitos de imagem dos clubes é dividida igualmente entre todos os clubes da divisão, assim como é na Premier League e na Eredivise! Procede? Sei que o Campeonato Brasileiro adota um sistema parecido com o Italiano, pagando os clubes de acordo com sua “grandesa”, já o Espanhol está destruindo lentamente os demais clubes em prol da bipolaridade hegemônica de Barcelona e Real Madrid que negociam cotas de transmissão a parte dos demais clubes!

    • http://www.portalhomem.com.br Fred Fagundes

      A divisão é feita igualmente, Guto. Porém, não é um formato congelado. Caso exista a necessidade de reerguer um clube que passa por alguma crise, a comissão formada pelos clubes decide qual atitude será tomada. Entre elas, uma parcela maior de verba.

      • http://gutojardim.tumblr.com/ Gutojardim

        Valeu Fred! Ótimo texto! E ontem vendo o chocolate bávaro sobre o melhor time do mundo da última semana, eu lembrei do seu texto! Talvez não só o Brasil mas o mundo poderá tirar algumas lições com o futebol alemão!!

      • http://www.portalhomem.com.br Fred Fagundes

        Que baile, amigo.

  • Tiago

    Bem, para os que gostam tanto de babar ovo do futebol europeu, podem ficar tranquilos que daqui pra frente cada vez mais o Brasil vai estar parecido, com a disparidade cada vez maior entre as finanças de cada clube. Flamengo e Corinthians vão se tornar os espanhois tupiniquins.

    • Renan

      Eu não teria tanta certeza quanto ao Flamengo, visto a dificuldade em que o clube se encontra. Tentando amortizar as dívidas e com um time digno de 2ª divisão.

  • Bruno Longo

    E o Brasil tem sorte de ser um celeiro de bons jogadores (um dia já foi de craques) porque o investimento da CBF na estrutura do futebol e no investimento nas categorias de base é nula, senão fosse a preocupação de alguns clubes e a mudança de mentalidade de alguns clubes (Corinthians, São Paulo, Santos, Inter, etc) focando em uma gestão mais profissional a seleção estaria em situação ainda pior. Precisamos estruturar o futebol aqui com seriedade, levando em conta os casos da Inglaterra em infraestrutura, liga e contenção de violência nos estádios, a própria Alemanha pelos exemplos citados no texto e até ao cuidado que o Uruguai tem com suas categorias de base até aí torcer pra seleção vai ser sofrer.

    • http://www.portalhomem.com.br Fred Fagundes

      Sim! E obrigado por citar o Uruguai, hehe.

  • Ernesto

    Na Alemanha, com certeza, não ficam fazendo de tudo para que a sua maior estrela vá para outro país, como estão fazendo por aqui, com o Neymar.

    É o novo complexo que tomou conta do Brasil, não, não é o de vira-latas (Nelson Rodrigues) que voltou, é um novo, o complexo de gabiru (Xico Sá), que funciona assim: É craque? Tem que ir embora, não pode ficar por aqui.

  • http://twitter.com/eduardokjardim Eduardo Jardim

    Me lembrei que além do Borussia e do Bayern, se não me engano em 2011 o Schalke 04 chegou a semi da Champions, jogando um bom futebol, Fico pensando se também é reflexo desse momento do futebol alemão.

    Esse modelo de gestão alemão mostra o quanto nosso futebol ainda é atrasado como modelo de negócio. Você vê times com milhões de torcedores e a maioria tem um receita muito baixa com venda de artigos do clube, mensalidades, etc., sendo a principal renda as cotas de televisão. Aqui parece que não há o pensamento em transformar o jogo de futebol em um espetáculo como é em alguns países da Europa.

    Não sei como é o modelo de gestão dos clubes na Alemanha, se é gerido por presidentes, ou por proprietários mesmo, mas aqui no Brasil não há uma continuidade de trabalho e pensamento a longo prazo, pois a cada troca de presidente nos clubes muda toda uma filosofia de pensamento, trocam-se diretorias e alteram diretrizes, e isso parece ser um problema em se tratando de resultados a longo prazo e aumento de receitas não oriundas apenas da televisão.

    Só recentemente o Corinthians conseguiu atingir esse potencial de faturamento de acordo com seus número de torcedores, reflexo de um trabalho a longo prazo que foi pensado, e talvez outros clubes devessem seguir o exemplo. Isso que eles nem tem estádio próprio ainda.

    • ZeBuscape

      Na Alemanha os clubes são clubes mesmo, geridos por presidentes. Existem exceções, como o Bayer Leverkusen que é da Bayer, mas são raras pois uma empresa só pode assumir um clube após muitos anos de investimento no esporte.

      • Expedito Paz

        Outras exceções são o Wolfsburg, que pertence à Volkswagen, e o Hoffenheim, que é da SAP.

  • M.

    Mas ai vc tem que ver

  • Robério de Ogum

    Vou cravar agora o Campeao do mundo em 2014, depois podem voltar aqui e dizer que eu estava certo: Alemanha!

  • M.

    Nossa, comentario errado.

    -

    Fugindo um pouco do tema central do texto, que fala em questões Administrativas, uma coisa que ajudou muito o estilo de jogo dos grandes times da Alemanha e sua seleção, foi quando a dupla(à epoca) Klinsmann-Low assumiram a seleção principal. Nesse momento, houve uma integração muito grande entre os clubes(e suas divisoes de base) e a seleção, e integração entre a seleção principal e a seleção sub-21 o que repercutiu em seu estilo de jogo e no estilo de jogo das equipes locais. Diferente da seleção brasileira, que tem convocações/ escolha de jogadores baseados em criterios obscuros/falta de criterio, a seleção Alemã é um exemplo de gestão.

    O proprio Klinsmann explicou como funcionou isso, em um texto que ele escreveu para a BBC em 2010:

    “…Every club coach will have their own philosophy but I tried to work with those in the Bundesliga to build something together.”

    “When Jogi and I took over the German side, we made our plans very public and made it clear that we were trying to rebuild from the bottom up.

    The German Football Association (DFB) helped us by putting a lot of pressure on all the first and second division teams in the Bundesliga to build academy programmes and ensure talented young players were coming through but we still had to decide on our playing style.

    To do that, we quizzed everyone we could.

    We held workshops with German coaches and players, asking them to write down on flip charts three things: how they wanted to play, how they wanted to be seen to be playing by the rest of the world and how the German public wanted to see us playing.”

  • Angelo

    Para o futebol brasileiro evoluir basta combater a corrupção,que é enorme e destrói o times pequenos e médios,e existir uma genuína competitividade financeira entre os clubes,ou seja,os clubes tem que ter mais ou menos a mesma grana pra gastar no time.Jogadores bons e público ávido por futebol nós temos de sobra,basta nos esforçamos pra aproveitar isso.

  • http://www.facebook.com/adrnmuller Mauro Adriano Müller

    Parabéns pelo post, sensacional! Sempre gostei do Bayern, mas nem por isso deixo de torcer pelo Dortmund, são dois grandes representantes do futebol alemão. Um ponto forte do futebol de lá, é que os times fortes são balanceados, e tem base… É bem como tu citou no post!

  • http://www.facebook.com/rafael.cormack Rafael Cormack

    Pra mim, o time do Bayern é o mais equilibrado do mundo hoje.

  • Alan

    Gostaria de fazer um comentário sobre o Guardiola,quem quiser estou pronto para debate, mas pra mim ele nao passa de um oportunista, qualquer pessoa que entende o mínimo de futebol saberia escalar o Barcelona nas condições que ele pegou, bem como o agora o baYer que é unanimidade na Alemanha com seu time de estrelas, o único com condições de tentar algo em cima do baYer e o borussia que nem faz tanto medo assim, ele nao tem nao tem condições de treinar um chelsea, internazionale pois teria concorrentes a altura e melhores, ele só quer moleza e sair com o nome lá em cima, os times que ele treinou jogam sozinhos…

  • DANILO ALEKSANDER

    Excelente post. Aliás, isto não é um post, ou um simples texto, é uma verdadeira reportagem! É incrível a maneira como Vc conduz o texto. É nítida a sensação de início meio e fim. Não sei qual é o seu objetivo, ou até onde Vc quer chegar, mas com certeza está no caminho certo! Parabéns!
    Quanto ao futebol brasileiro…
    O futebol brasileiro segue o grande exemplo dado pelos vossos – visto que nenhum daqueles senhores(as) me representa – representantes do poder público. Mas nada que uma ou duas bombas atômicas, mais algumas toneladas de dinamite, não resolvam .

  • Bruno Pimenta

    Excelente, texto, Fred Fagundes. Já tem uns dois anos que venho acompanhando da forma que posso esse “novo” futebol alemão e o impressionante crescimento e ressurgimento do Borussia. É realmente muito animador ver um futebol que diziam estar falido/atrasado dar a volta por cima e mostrar para o resto do mundo como administrar. Vi essa entrevista do Breitner.

    No ano passado só quem achou a chegada do Bayern na final uma surpresa, uma zebra, é que não acompanha mesmo o futebol alemão e quem é bitolado demais em Espanha e Itália. E vale lembrar que o FCB só não foi campeão por um mero detalhe, um gol salvador do Drogba no finalzinho. Na justiça, pelo que jogou, aquela taça era do FCB, mas futebol se resolve dentro de campo.

    Aqui no Brasil há o problema da má administração, é fato, mas acho que o maior problema é a torcida. Vou tomar como exemplo o meu time, o Flamengo. A nova diretoria está mudando o que nós tínhamos visto até hoje no que diz respeito a administração. Está quase certa a valorização da camisa do Flamengo para 90 milhões, a mais valiosa do Brasil, mas isso só aconteceu e está acontecendo porque há uma nova mentalidade dentro do clube de saneamento das finanças. Entendimento das dívidas do Flamengo, tanto que foi contratada uma empresa externa para fazer a auditoria, que constatou uma dívida de mais de 700 milhões de rais, que seria, convertendo, mais de 900% superior à dívida que quase fez o Borussia fechar as portas. Mesmo assim, meio a esse caos financeiro todo, já vi alguns torcedores falando para parar com essa palhaçada de pagar dívida e contratar jogador caro, fazer mais dívida mesmo. Um absurdo.

    E o que não ajuda em nada é essa história do governo querer “perdoar” as dívidas que o futebol tem com ele. Ridículo!

  • http://www.facebook.com/people/Ricardo-Azevedo/100000524248798 Ricardo Azevedo

    Não entendi o que você quis dizer na legenda da foto em que fala que até ano passado eles estavam na seleção alemã sub-23.

    O Ozil e o Muller já estão na seleção principal desde a Copa de 2010 ou um pouco antes, e o Gotze já é convocado pra mesma desde 2011 mais ou menos.

    • http://www.portalhomem.com.br Fred Fagundes

      Sim! Foi só pra exemplificar o poderio do time mesmo com jogadores tão jovens.

  • http://www.facebook.com/rafaelbtavares Rafael Tavares

    Muito bom o texto. Acredito que seja esse o caminho que o futebol “moderno” deveria tomar.

  • http://www.facebook.com/people/José-Guilherme-Pessoa-Trindade/100002064904942 José Guilherme Pessoa Trindade

    Renovação, essa é a palavra.

  • Marco Aurelio Vicente

    O futebol alemão é impressionante nos últimos anos com certeza, mas o Brasil não está tão longe de ser como lá. Potencial tem de sobra. São 4 divisões, 27 campeonatos estaduais principais e outros infinitos abaixo desses, algumas copas nacionais e regionais e destaque em Libertadores e Sulamericana (vale lembrar que, neste ano 2013, temos 6 times brasileiros nas oitavas da Libertadores, sendo que todos classificados em primeiro no grupo exceto os grupos que tinham 2 times brasileiros).

    Aquela lista mais acima do público em estádios poderia ser ordenada pelo total de público e não por média. O Brasil ganha 5 posições em total de público. Existem dois motivos muito fortes por não ser melhor: o primeiro é a enorme agenda de compromissos dos times. Alguns poderão chegar a 80 jogos apenas neste ano. Isso equivale a seis campeonatos, e uma partida a cada 4 dias. Não tem elenco que resista a tantas partidas e não tem bolso de torcedor com dinheiro, nem tempo, para lotar o estádio em todos os jogos. Deveriam limitadar a umas 50 partidas por ano, daria uma média maior de público. O outro motivo é o investimento $$$$ financeiro. Sem investimento não se chega ao crescimento do futebol. Apenas com money como investimento pode-se “trocar a roda do carro andando”.

  • Victor

    Só não concordo com uma coisa: “na Alemanha o Fair Play Financeiro faz-se presente para manter o equilíbrio e qualidade do campeonato.”
    O Bayern foi campeão com não sei quantas rodadas de antecedência nesse Alemão. Um recorde noticiado no mundo todo. Tá tão igual, ou pior, que o Espanhol.

  • http://www.facebook.com/rnt89 Renato Ribeiro

    Falando mais sobre a parte futebolística (modo de jogar, revelações): escuto essa história de “futebol alemão e suas revelações” há uns 13 anos e o final da história é sempre o mesmo: a seleção alemã principal SEMPRE pipoca nos momentos decisivos e não ganha absolutamente nada revelante há um belo tempo.
    Foi humilhada pelo Brasil em 2002, Itália em 2006 e Espanha em 2010.

    Até semana passada, a referência mundial no jeito de jogar e tal era totalmente atrelada ao futebol espanhol (o que também sempre achei questionável).

    Resumindo: é tudo questão de fase: se fosse um time grego, já haveria milhares de notícias enaltecendo o feito e até mesmo afirmando coisas ao estilo “o futebol grego revoluciona no jeito de jogar trazendo Zeus de volta ao planeta”.

    Não quero tirar os méritos do Bayer, Dortmundo e/ou do futebol alemão em geral, mas, esse blá blá blá todo já foi usado antes com o futebol espanhol, inglês, italiano etc.

    Como eu disse: é questão de fase, momento

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