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em às | Mente e atitude, O que estamos fazendo, PdH Shots
Nas últimas sextas-feiras, focamos nas nossas preferências atuais de cultura consumível: coisas para assistir, ler e ouvir. Fontes de inspiração. Hoje faremos algo parecido, mas essencialmente diferente: partiremos para a ação. O que estamos fazendo?
Perguntei à nossa equipe o que estavam fazendo da vida, além das coisas rotineiras. Comer, beber, dormir, trabalhar, trepar. Essas coisas todo mundo faz. O que está nos movendo para além? Quais as paixões que inspiram nossas ações no mundo, e que ações são essas? O que nos dá tesão de voltar para casa depois do trabalho, ou de acordar cedo num fim de semana? Coisas assim – mas não necessariamente só isso.
É uma das questões mais abertas a se perguntar para alguém, por isso mesmo você pode esperar as mais diversas respostas sempre que falarmos sobre isso. Da mesma forma, nós esperamos nos surpreender com os seus comentários.
Nunca publiquei livro algum e costumo dizer que “gosto muito de literatura para enfeiá-la com minha escrita”. Eu não daria um bom escritor, acho. Não tenho disciplina: qualquer convite para cerveja ou episódio novo da série The Office me tira da frente do computador. E convenhamos, talvez me falte talento. Mas isso não me impede de reconhecer autores de qualidade.
Recentemente, descobri um carvão que, com um pouco de esmero, se tornaria um belo diamante. Trata-se de uma menina que é apaixonada por Drummond e que me mostrou alguns de seus textos publicados em sites distintos – ela tem um blog escondido, sem nome, sem assinatura, por mera vergonha. São textos muito bons, do jeito que eu gosto: sem ego.
Não me acho o cânone da literatura, mas tenho alguns conhecimentos acumulados nos anos de experiência em editoras e publicações. Assim, nos últimos dias, tenho trabalhado com ela alguns exercícios de escrita criativa, ensinado alguma teoria, proposto desafios e dialogado muito para que, em algum tempo, ela se torne este diamante que eu vislumbro. Para que ela consiga ir da poesia à crônica sem pestanejar, do conto ao romance sem muito esforço. Para que ela seja uma escritora completa.

Então, o que estou fazendo? Estou acreditando no talento de alguém.
Tenho, hoje, o Santa Maloca Hostel pra cuidar. Dá um baita trabalho deixar tudo limpo e organizado. Sai hóspede, entra outro depois de uma hora, e, nesse meio tempo, tudo tem de estar em seu devido lugar.
Mas todo trabalho é assim e não é assim que quero manter meu discurso. Ter um hostel é das coisas mais fascinantes que eu poderia viver. Lidar com pessoas do mundo todo, aprender línguas, descobrir culturas. Graças à minha curiosidade jornalística, consigo tirar muita coisa das pessoas que se hospedam lá. Suas vidas, seus anseios. É demais ver uma pessoa se abrindo de forma que não se abriria em seu cotidiano. São muitas histórias interessantes; muitas tristes, e várias boas e engraçadas. Estou lidando com pessoas.
No final das contas, estou lidando com o contato humano em potencial. Nada nessa vida substitui isso.
ᔥ Soundcloud | Sou eu cantando
Há um bom tempo tenho vontade de aprender a tocar gaita harmônica.
Ganhei uma de uma amiga no meu aniversário e sempre que tenho algum tempo livre procuro vídeos de caras fodas de gaita e blues em geral.
Além disso, estou mergulhando em muito material sobre arte urbana e quadrinhos, para um projeto pessoal.
Tenho me focado em aprender fotografia.
Na verdade não estou tão focado assim, é apenas um hobby ao qual dedico menos tempo do que poderia, mas eu realmente queria começar com esse trocadilho.
Não é de hoje que me interesso pela coisa de desenvolver o olhar de fotógrafo, de enxergar uma coisa mundana e procurar um ângulo, uma condição de iluminação ou um enquadramento em que a imagem daquilo passe a se parecer com arte. Tive acesso recente a uma câmera um pouco melhorzinha (ainda não é uma DSLR, mas uma hora chego lá) e comecei a experimentar as possibilidades.
Fiz uma conta no site de fotografia 500px e já joguei as primeiras tentativas por lá. Nada sensacional por enquanto, claro, mas a gente tem que começar de algum lugar, né?

Se você parar pra pensar, Diablo III é um jogo bem ruim.
A interação é repetitiva, os gráficos não são lá aquelas coisas, não tem modo single player, o servidor fica lento para quem joga no Brasil, você recebe mensagens o tempo todo de chineses querendo te vender itens, gold e ajuda para subir de nível…
Isso sem contar o fato do jogo ir exigindo cada vez mais que o jogador tenha itens bons em vez de habilidade – ou seja, o melhor player é quem joga mais tempo e não o mais habilidoso.
Matei monstros por quatro horas seguidas para conseguir juntar dinheiro suficiente para trocar uma espada. Provavelmente terei que jogar mais algumas para trocar a armadura, e depois ainda vai faltar fazer upgrade no capacete, escudo, bota, anéis, luvas…
Um cara já morreu de tanto jogar, vários namoros já devem ter terminado, crianças devem estar indo mal no colégio, e eu tenho plena consciência de que ter um Bárbaro lvl60 não significa mais Reais na minha conta, resolução dos meus problemas e muito menos uma vida mais saudável.
Minha namorada ontem me mandou a seguinte imagem:

Mesmo assim, adivinha o que eu vou fazer hoje a noite?
Morra, Blizzard.
P.S.: Jogar Diablo não é exatamente o mais virtuoso dos usos de tempo nesse mundo, por isso queria dizer que também tenho nutrido um fascínio cada vez maior por motociclismo, velocidade em duas rodas. Dia desses passei um fim de semana com uma sensacional BMW 800R. Caralho, que moto! Aguardem um texto relacionado a isso em breve por aqui. ;-)
Agora é com você. O que você está fazendo com a vida?
Toca guitarra e bateria, respira música, já mochilou pela Europa, conhece todos os memes, idolatra Jack White. Segue sendo um aprendiz de cara legal. [Facebook | Twitter]
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