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O que é um homem? O que é uma mulher?

Jeanne Callegari

por
em às | Artigos e ensaios, Ladies Room


Ei, você aí. Você, com um pênis no meio das pernas. Você é homem, certo?

Certo?

Eu gostaria de te perguntar: de onde vem essa certeza? O que faz de um homem um homem? E o que faz de uma mulher uma mulher?

A primeira resposta costuma ser: o equipamento. O tal pinto. No meio das pernas. Ou a ausência dele, no caso das mulheres. Os médicos e os pais olham o bebê, veem certo penduricalho, marcam um “M” na ficha da criança. Se não tiver penduricalho, marcam “F”. Hoje dá até pra ver os aparatos antes do nascimento, por meio do ultrassom.

Mas, se for assim, que fazer com os transexuais? Por exemplo, João Nery, que fez a primeira cirurgia de troca de sexo para se tornar um homem do Brasil, em 1977. João nasceu Joana, com uma vagina. Mas não se sentia à vontade no próprio corpo. Odiava a menstruação, os seios. Na cirurgia experimental, João teve útero e mamas retiradas e passou a receber tratamento hormonal. Ele não ganhou um pênis: é muito raro para um transhomem ganhar um. Dependendo da técnica, a prótese pode não ter sensibilidade, e a pessoa pode perder a capacidade de sentir orgasmo. Ele contou sua história no livro Erro de Pessoa, de 1985, e no recente Viagem Solitária, de 2011.

Há também o caso inverso, o das transmulheres. Pessoas que nascem com pênis, mas não se sentem homens. Como Léa T., a top model transexual filha do ex-jogador de futebol Toninho Cerezo. Léa, que nasceu Leandro, ainda não fez a cirurgia, mas pretende.

Podemos pensar: OK, essas pessoas nasceram com o corpo errado; elas têm um “distúrbio”, que pode ser corrigido com cirurgia. Mas, se é esse o caso, o que fazer com Buck Angel? Buck nasceu Susan, há 43 anos, nos Estados Unidos. Aos poucos, porém, Susan começou a se transformar em Buck, um transexual FtM (female-to-male, que mudou de mulher para homem, ou, simplesmente, transhomem). Buck nunca fez a cirurgia de troca de sexo. Ele se sente confortável com sua vagina, gosta de usá-la. Buck é um bem-sucedido ator pornô e é um cowboy – poderíamos chamar de “másculo”, na falta de termo melhor. Com uma vagina no meio das pernas.

Buck Angel já foi Susan. H ou M?

Um Y a mais, um Y a menos

Outras explicações do que faz um homem ou uma mulher também são biológicas: são os cromossomos, os tais XY. As mulheres têm XX. Diferença de uma letra, coisa à toa. Mas tudo que foi dito acima, sobre transexuais, se aplica aqui também.

Há ainda outros casos. Por exemplo, o dos intersexuais, pessoas que nascem com os dois aparelhos sexuais. Antigamente, eram chamados de hermafroditas. Uma pessoa com cromossomos XX, por exemplo, mas que tem tanto aparelho reprodutor masculino como feminino. Ou pessoa com cromossomos XY, mas que não teve os órgãos externos totalmente desenvolvidos. Pessoas de sexo ambíguo.

E aí tem a explicação hormonal. Homem que é homem tem mais testosterona. Mulher que é mulher tem mais estrógeno e progesterona. Os hormônios são os mesmos – o que varia é a quantidade. Mas é claro que isso também é individual. Uma mulher atleta, por exemplo, pode ter mais testosterona que um homem que não pratica esporte.

Ser homem, então, não está ligado a ter um pinto. Ou próstata. Ou cromossomos XY. Ou mais testosterona. A que está ligado, então?

Roupa de menina

Talvez homem seja aquele que gosta de se vestir como homem. Para as mulheres, a mesma coisa. Mas aí temos os – e as – travestis, e essa ideia também cai por terra.

O que a gente veste, afinal, muda com o tempo. Calça comprida já foi considerada inapropriada para mulheres. Saia ainda é considerada estranha para homens – mas na Escócia existem os kilts, que são parte da tradição do país. E o que aconteceria com um homem que se veste de mulher no Carnaval? Ele torna-se mulher? A mulher que veste terno é homem? E o modelo Andrej Pejic, tão andrógino que desfila tanto para marcas masculinas quanto para marcas femininas?


Link YouTube | Andrej Pejic: eu pegava!

Laerte, @ cartunista, por exemplo, veste-se como mulher. No início, considerava-se crossdresser, travesti. Hoje, essa percepção mudou, e Laerte se identifica, de fato, como mulher. Em geral. De vez em quando vai ao banheiro masculino, de vez em quando ao feminino. Isso cria um problema para quem vai escrever sobre ele/ela: devemos colocar “o” Laerte ou “a” Laerte? (Uma opção é usar linguagem inclusiva, como “@” ou “x” no lugar de “a” ou “o”). Obviamente, não é Laerte que está errad@. É a língua que está.

Homos, héteros, bis, as

Mais uma hipótese: homens são aqueles que gostam de transar com mulheres; mulheres, aquelas que gostam de transar com homens. Você já sabe aonde vou chegar, né? Na homossexualidade. Homens que gostam de homens, mulheres que gostam de mulheres. Não é questão de gênero. A pessoa pode mudar de sexo para se tornar um homem gay, por exemplo. Foi o caso de Adrian Dalton, modelo que nasceu Katherine, com vagina, era lésbica, fez a cirurgia para se tornar homem e hoje se sente atraído por homens.

Claro, ser gay ou hétero não são as únicas opções possíveis. Algumas pessoas são bissexuais. Outras são assexuais (sim, não gostam ou querem saber de sexo, e não tem nada de errado nisso). Outras se recusam a ser chamadas de uma ou outra forma, pois chamar-se de “bissexual” significaria admitir gostar de pessoas dos dois sexos – o que implicaria em concordar com a ideia de que gênero e sexo são binários e ignorar os casos de intersexo, transexualidade etc. E, claro, já vimos que a coisa não é assim tão simples.

Nem mesmo entre as outras espécies é tão simples. Em sua obra Evolution’s Rainbow, a bióloga Joan Roughgarden – que nasceu John – mostra que diversas espécies desafiam a ideia de que, na natureza, a divisão em dois sexos é a única possível.


Link YouTube |

Existe muito mais diversidade sexual na natureza do que a gente aprendeu nas aulas de biologia. “A divisão do sexo entre fêmea ou macho não é estável nem exclusiva”, diz ela. Muitos peixes, por exemplo, possuem os dois sexos ao mesmo tempo, enquanto outros passam de machos a fêmeas – ou vice-versa – ao longo da vida. Algumas espécies de pássaros têm mais de um tipo de macho, cada um com comportamento diferente.

Caixinhas

Complexo? Pois é. Ninguém disse que era fácil. Estamos falando de gente, afinal.

Nossa sociedade decidiu, em algum momento, dividir as pessoas em dois tipos: homens e mulheres. São caixinhas. A divisão podia ser entre seres altos e baixos, sardentos e lisos, pessoas com manchinha de nascença no joelho e pessoas sem manchinha. A sexualidade seria definida entre quem gosta de pessoas com manchinha e pessoas que não gostam, por exemplo. Em algumas sociedades, a coisa é mais fluida: existem as categorias de “masculino” e “feminino”, mas elas não são fixas. As pessoas podem passar de uma a outra ao longo da vida. Isso foi descrito por vários antropólogos, como Gregory Bateson, que, em sua obra Naven, narra as cerimônias rituais em que membros de uma tribo trocam de gênero. Ou Pierre Clastres, que, em A Sociedade Contra o Estado, fala da tribo brasileira dos guayaki, em que pode-se mudar de gênero ao se trocar o arco, típico dos homens, por um cesto, típico das mulheres. Lá também é possível cair em uma maldição e deixar de ser homem, sem, no entanto, virar mulher. (Os guayaki também são exemplo de tribo poliândrica, em que as mulheres podem ter mais de um marido ou parceiro, mas essa é outra história).

Na nossa sociedade, as caixinhas são mais ou menos fixas. A criança nasce e já se decide qual gênero ela deverá ocupar. E a partir desse gênero, que comportamento deverá assumir. Rosa para elas, azul para eles. Algumas crianças se identificam com a caixinha a que foram destinadas. Como uma mulher que nasce com vagina, sente-se mulher, e gosta de transar com homens. Ou homem que nasce com pinto, sente-se homem, gosta de transar com mulheres. Muitas pessoas, porém, não cabem nessas prateleiras. As pessoas vêm com diversos “equipamentos”, os quais não significam que serão de determinado gênero, e o gênero não significa que ela gostará dessas ou daquelas pessoas. É tudo independente.

Laerte pensando "fora da caixinha"

Energia masculina e feminina

Ouço falar muito, por exemplo, em “energia masculina” e “energia feminina”. A primeira seria assertiva, ágil, ativa. A segunda seria passiva, generosa, receptiva. Ora, essa é uma perspectiva binária. Sim, existem impulsos mais ativos e mais passivos, mas eu não chamaria isso de “masculino” ou de “feminino”. Desde crianças, as meninas aprendem a refrear sua energia ativa. Os meninos, a brecar sua energia passiva. Qualquer desvio da norma é punido com apelidos e tiração de sarro. A menina que quer subir em árvore é logo ensinada a comportar-se e ficar quieta desenhando, enquanto o irmão é incentivado a correr e aprender a ser menino.

Claro que isso gera conflitos, mesmo entre quem não é gay ou trans. Eu, por exemplo, nasci mulher, com aparelho reprodutor feminino, e me identifico como mulher. Até o momento, sou predominantemente hétero. Mas de vez em quando sinto alguns desconfortos. Quando alguém diz: “mulheres são mais delicadas” – me lembro dos meus estabacos pela casa, desastrada. “Mulheres são suaves” – sempre fui mais assertiva. Mulheres isso, mulheres aquilo. Se ser mulher é ter que caber dentro dessas definições, danou-se, não sou uma.

Azul para eles, rosa para elas

Por sorte, Margaret Mead vem em meu auxílio. Em 1935, a antropóloga escreveu o clássico Sexo e Temperamento, em que descreve três tribos da Nova Guiné, nas quais os comportamentos das mulheres e dos homens não equivaliam ao que se pensava ser o “essencial” de cada gênero. Havia uma tribo com mulheres agressivas, chefes do lar; outra em que tanto homens quanto mulheres eram agressivos; e uma em que ambos eram delicados, passivos. Ou seja: o que significa ser homem ou mulher é uma construção histórica, social. E muda com o tempo.

Não existe o “essencial” feminino ou masculino. Existe o que é feminino ou masculino conforme o contexto, a sociedade.

Simone de Beauvoir, um dos ícones do feminismo, escreveu:

“Não se nasce mulher; torna-se.”

O mesmo pode ser dito dos homens. A pessoa que nasce com vagina aprende a andar como mulher, a falar como mulher, a se vestir como mulher. Com sorte, quando crescemos, podemos quebrar tudo isso, descobrir o que nos serve, o que não nos serve. Vou fazer unha porque acho divertido, não porque é “coisa de mulher”. O homem tascará um “foda-se” para a sociedade e irá trabalhar meio período para ficar com as crianças.

O papo de cada um

E assim, no fim das contas, não dá pra dizer o que é ser mulher e o que é ser homem. O que vale é a forma como a pessoa se identifica: homem, mulher, gênero indefinido, terceiro gênero. No fundo, novos termos como transgênero ou assexual continuam sendo formas de colocar as pessoas em caixinhas. Aumenta-se o número de caixinhas – não são mais apenas duas -, mas não se elimina a necessidade delas.

Até porque não dá mesmo pra acabar com elas de repente. Como diz uma amiga socióloga, só porque as coisas são culturais não significa que sejam fáceis de mudar. E, enquanto categorias como homem/mulher/gay/hétero existirem, as pessoas continuarão a ser tratadas conforme o lugar onde elas se encaixam. O que faz com que a luta pelos direitos das mulheres, dos gays, dos transgêneros seja fundamental, mesmo que a gente saiba que essas divisões não servem para explicar o comportamento humano.

Talvez, no futuro, não seja preciso colocar seres humanos em caixinhas. Não sei como as pessoas formariam sua identidade sem essas categorias, como elas passariam a enxergar a si próprias se não houvesse essa separação de gênero. Mas, por enquanto, se elas pararem de achar que existe um “papo de homem” e um “papo de mulher”, já estaria de bom tamanho.

Jeanne Callegari

Jornalista e escritora, publicou o livro Caio Fernando Abreu: inventário de um escritor irremediável, uma pequena biografia do autor gaúcho. Arrisca poemas e anda de bicicleta, muitas vezes com suas colegas das Pedalinas. Também escreve para o site Blogueiras Feministas. Discussões filosóficas e existenciais podem ser encaminhadas ao Facebook, esse enorme comedor de tempo, e ao Twitter.


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  • Hugo Monteiro

    Simples: A pessoa é o que o penduricalho mostra. Depois pode ter algum disturbio de personalidade ou outra opção sexual, mas seu genero é aquele de nascença. Não há o que discutir

    • Fernando

      “Olha como eu sou foda! Eu consigo rapidamente, em duas linhas, responder de maneira final a questionamentos extremamente complexos, levantados periodicamente durante toda a história da humanidade. Tudo é tão simples, os outros é q são burros de não verem…”

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=702891262 Jeanne Callegari

         Hehehe, eu acho que eu disse o contrário. Que o assunto é extremamente complexo, e não é fácil de entender. Mas OK…

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=702891262 Jeanne Callegari

         Ahhhhhhhh, agora entendi. Leitura transversal, sacumequié.

      • http://www.facebook.com/guilherme.billig Guilherme Billig

        Não se trata de ser fácil ou não de responder e sim uma questão de opinião, pois é fácil criticar mas difícil entender 

    • http://twitter.com/lucasscharf Aleatório

      E se ela tiver os dois?
      Ou não tiver nenhum?
      E se ela tiver duas vaginas?

      Como fica?

      • Lucas Abduch

         E se tiver corpo de mulher e cromossomos XY?

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=702891262 Jeanne Callegari

         Pois é, como fica?

    • http://www.facebook.com/profile.php?id=702891262 Jeanne Callegari

       Hugo, a luta dos transgêneros é pela despatologização. Porque não se identificar com o “penduricalho” não é doença.
      Ah, e não se diz “opção sexual”, tá? É orientação sexual. Porque não é uma escolha, coisa e tal.

      • Nadia

        Gostei muito do texto, mas se diz opção sexual sim, ou escolha de objeto. A Psicanálise entende que é uma escolha inconsciente. Se a sexualidade é socialmente construída, como seu próprio texto afirma, então não entendo a dificuldade de se entender a sexualidade como escolha. Amar um homem ou uma mulher, se identificar com homens ou mulheres é escolha da mesma forma que amar um homem e não outro, ou uma mulher e não outra. Amor, atração são biológicos, genéticos? Não né? Se não é opção então seu texto não faz sentido, não há nada de social, mas sim puramente biológico. Mas eu acredito que a sexualidade é socialmente construída e é uma opção inconsciente.

      • Jairoqueiroz

         Orientação sexual também é um termo meio controverso… eu jamais orientaria um filho/a a ser homossexual (podem vir com as pedras), mas aceitaria se ele/a o fosse, e então ele/a seria optante, ainda que inconsciente, ou orientado/a? Acho que estes termos tem que ser melhores analisados, pois senão a sociedade fica num círculo infinito, sem chegar-se a nenhuma conclusão.

      • lucas

        acho que a forma mais certa não é opção sexual muito menos orientação e sim condição sexual.creio por experiencia propria que ninguém que ser homossexual ou transgênero num mundo como esse cheio de preconceitos.

  • Andre Kaminski

    Achei o texto longo e um pouco cansativo, mas vou me ater aos trechos mais controversos:

    “Nossa sociedade decidiu, em algum momento, dividir as pessoas em dois tipos: homens e mulheres.São caixinhas. A divisão podia ser entre seres altos e baixos, sardentos e lisos, pessoas com manchinha de nascença no joelho e pessoas sem manchinha. A sexualidade seria definida entre quem gosta de pessoas com manchinha e pessoas que não gostam, por exemplo.”

    Possuímos um sistema onde temos RG, CPF, certidão de nascimento, etc. É simplesmente impossível e contra-produtivo esperar a pessoa “se decidir” por qual sexo/gênero ela se identifica. Temos leis e uma realidade a aplicar.

    “Na nossa sociedade, as caixinhas são mais ou menos fixas. A criança nasce e já se decide qual gênero ela deverá ocupar. E a partir desse gênero, que comportamento deverá assumir. ”

    Ao que eu entendi, o texto faz uma crítica ao conceito “caixinha” 

    Outra coisa contra-produtiva. Tenho um filho menino e devo comprar tudo de cor neutra? Preciso necessariamente vesti-lo de rosa porque não sei se ele poderá preferir esta cor, ou pode demonstrar que é gay em algum momento da vida? Devo tratá-lo como assexuado até eu verificar qual comportamento demonstra?

    Ou eu não entendi nada do texto, ou há muitas contradições e situações que uma realidade “comum” não me permite prever.

    “Por sorte, Margaret Mead vem em meu auxílio. Em 1935, a antropóloga escreveu o clássico Sexo e Temperamento, em que descreve três tribos da Nova Guiné, nas quais os comportamentos das mulheres e dos homens não equivaliam ao que se pensava ser o “essencial” de cada gênero. Havia uma tribo com mulheres agressivas, chefes do lar; outra em que tanto homens quanto mulheres eram agressivos; e uma em que ambos eram delicados, passivos. Ou seja: o que significa ser homem ou mulher é uma construção histórica, social. E muda com o tempo. ”

    Exceto que não e só demonstra que Margaret estava equivocada quando escreveu. A nossa biologia explica.

    Temos ainda muitos elementos químicos em nosso organismo que nos fazem tornar homens e mulheres. Muitos genes e muita biologia que explica certos comportamentos e instintos. O fato de existir gays, travestis, transexuais, crossdressers ainda não impede que hormônios direcionem corpo e mente.

    E a pesquisa da Nova Guiné só demonstra um conceito básico e simples da realidade: para tudo há exceções. Curiosamente, as outras 2418 sociedades isoladas diferentes que já existiram em nosso mundo demonstra comportamento similar de homens serem mais caçadores e terem melhor visão a distância e mulheres mais detalhistas e com melhor visão e interação a curta distância. Entre outras características semelhantes de diferenças sexuais. Como pode ver, os conceitos biológicos de sempre.

    Claro que isso não significa que a sociedade e o contexto de vivência não influencie nisso. Sim, influencia. Mas muito menos do que muitos querem colocar.

    E para finalizar:

    Mas, por enquanto, se elas pararem de achar que existe um “papo de homem” e um “papo de mulher”, já estaria de bom tamanho. 

    Eu, diferentemente de você, fico feliz que exista um papo de homem e um papo de mulher. Ter visões diferentes, possibilidades diferentes e pluralidade é sempre fascinante. Viver em um mundinho tudo igual me soa, além de utópico, plenamente enfadonho, monótono, desinteressante e estagnado. Gosto de ser homem e agir como homem. Gosto de ver mulheres agindo como mulheres. Tudo sempre respeitando as diferenças.

    • azi

      “ Ter visões diferentes, possibilidades diferentes e pluralidade é sempre fascinante. Viver em um mundinho tudo igual me soa, além de utópico, plenamente enfadonho, monótono, desinteressante e estagnado.”ninguém é obrigado a pensar igual a ninguém. nem mesmo igual a pessoas do mesmo gênero. até pq é provável que pessoas concordem entre si em certos pontos e discordem em outros. tenho absoluta certeza que penso diferente da muitas mulheres e que homens pensam diferente de muitos outros homens. sei também que muitos homens e mulheres pensam igual, do contrário não seriam amigos. essa separação por gênero não justifica formas diferentes de pensar e agir (oq seria isso q vc chama de “agir como mulher”?), mas sim a criação diferente, limitadora de experiências.

  • http://estadodearte.wordpress.com/ Rafa

    O eterno problema dos “pacotes de TV a cabo”: quem escolhe um determinado pacote de identidade tem que levar alguns canais que detesta e jamais vai assistir. Acontece a mesma dinâmica quando se trata de religião, visão política, escolha da profissão, etc, etc, etc.

    Eu acredito que as caixinhas, por si só, não sejam o problema. O problema é o que se faz com elas. Principalmente quando são usadas para causar prejuízo e sofrimento.

  • Joca

    Adorei o texto.

    As divisões realmente existem, são culturais, e como tudo criado por nós humanos, são falhas. É o velho papo do preto e branco, mas e o cinza?
    Acho que criamos as tais “caixinhas” para agilizar nossa forma de viver, como colega lá de cima falou: para preencher RG, CPF e outras formas de controle necessárias na nossa sociedade.
    Algumas pessoas se sente confortáveis em ter um modelo para se encaixar, as vezes a “caixinha” que te colocaram é a certa. Outras pessoas preferem descobrir do que gostam, experimentar pra ver qual “caixinha” ela se encaixa pois a que deram pra ela tá um tanto desconfortável.
    Não acredito que haverá tão cedo um solução para tal problema, mas espero que pelo menos que sejam mais tolerantes com as pessoas que querem experimentar outras “caixinhas”, ou até mesmo, quem sabe, inventá-las.

  • Eduardo

    “O que faz com que a luta pelos direitos das mulheres, dos gays, dos
    transgêneros seja fundamental, mesmo que a gente saiba que essas
    divisões não servem para explicar o comportamento humano.”
    E que direitos seriam esses?

    • Lucas Almeida

      os mesmos direitos dos homens.. creio que os Direitos Humanos..

      • Eduardo

         Que direito que os homens têm que esses grupos não têm?

  • http://shotsarge.blogspot.com Marcio Sarge

    Acredito que atacar o modelo e a forma como simplificamos o mundo (as ditas caixinhas) é tão inutil quanto pregar que características genéticas atreladas aos sexos é uma invenção da sociedade (”
    Não existe o “essencial” feminino ou masculino. Existe o que é feminino ou masculino conforme o contexto, a sociedade.”)

    Como foi dito em um dos comentário acima, não podemos esperar uma criança chegar a maturidade para definirmos seu nome, que brinquedos iremos comprar, que roupas e por ai vai, para efeitos práticos, nasceu com pinto é homem, nasceu com vagina mulher.

    Ficaria chateado se acabasse com ao coisa de “papo de homem” e “papo de mulher”. 
    Gosto dessa diversificação, da diferença, muito clara, dos homens e mulheres no que tange a comportamento, gostos, conversas, visão de mundo, trejeitos, preferências, cuidados e por ai vai.
    Essas diferenças não inferioriza nem um dos lados, apenas complementa.

  • Estela

    Se alguem estiver interessado em saber sobre o macho e femea a psicologia ja explicou. Todo ser humano é dotado de animus Homem e Mulher… por questões de papeis e evolução da construção da personalidade as “animus” vão se tornando mais forte. A propria autora comenta >>
    Eu, por exemplo, nasci mulher, com aparelho reprodutor feminino, e me identifico como mulher. Até o momento, sou predominantemente hétero. Mas de vez em quando sinto alguns desconfortos. Quando alguém diz: “mulheres são mais delicadas” – me lembro dos meus estabacos pela casa, desastrada. “Mulheres são suaves” – sempre fui mais assertiva. Mulheres isso, mulheres aquilo. Se ser mulher é ter que caber dentro dessas definições, danou-se, não sou uma. 

    Recomendo a leitura dos livros:  
    Em She, Robert A. Jonhson analisa como funciona a psique da mulher, suas descobertas, seus medos, sua necessidade de amadurecimento para a vida e para o relacionamento, e a questão da feminilidade, aonde quer que ela se encontre, seja no homem, seja na mulher.

    He- O que significa ser homem? Quais são os grandes marcos ao longo do caminho que levam à maturidade masculina? O consagrado autor Robert A. Johnson aborda o universo masculino em uma de suas coleções de maior sucesso (He, She, We). Recorrendo às teorias junguianas, o autor utiliza em He, um dos mais belos mitos do Ocidente – Parsifal e a busca do Santo Graal – para tratar da psicologia masculina. 

    Acredito que quando cada pessoa realmente se observar e buscar a sua verdadeira identidade, buscar dentro de si o seu verdadeiro eu e nao o eu que esta ali abafado,oprimido por  muitos egos absolutos. Ego absoluto é um ego que pensa muito em si e ignora todo o resto, todos os demais. E quantas sao as pessoas que vivem escravizadas por egos absolutos. Sao pessoas controladas por vontades absolutas opressivas.  

    Macho e femea sao diferentes, se comportam de maneira diferente e pensam diferente. E no fim foram formados para serem um todo. Por isso a união é perfeita. 

    Se alguém realmente quer saber sobre homem e mulher é melhor ler Jung, Jacob levy Moreno (teoria dos papeis, psicologia do encontro) entre outros..

  • PahTricky

    Acredito que antes de homem/mulher/caixinha ou seja lá como está se falando no momento, existe o ser humano. Jeanne ótimo texto, gostei muito! 

  • Lucas Carvalho

    “Eu acredito que as caixinhas, por si só, não sejam o problema. O problema é o que se faz com elas. Principalmente quando são usadas para causar prejuízo e sofrimento.”

    Essa frase, do Rafa, ali em cima, é sensacional.

    Caixinhas, definições, generalizações, bem, elas existem por um motivo: a gente não é capaz, não tem tempo, nem disposição e nem boa vontade para encarar tudo e todos na complexidade que é devida. O ser humano não atingiu e nem vai atingir por muito tempo um nível de complexidade cerebral que permita que nós encaremos todos os fatos e coisas e pessoas em sua mais diversa gama de detalhes e nuances. Mesmo a pessoa mais empática, solidária e não-preconceituosa do mundo tem as suas caixinhas, as suas definições prontas, as suas padronizações de informação. Assim como num banco de dados, na nossa mente funciona da mesma forma: sem padronização não há informação. É claro que tudo isso é um belo de um achismo, já que eu não estudo neurociência nem nada disso. Mas sendo portador de um cérebro e conhecendo muito bem portadores de outros cérebros, acho que eu já tenho dados empíricos suficientes pra falar a respeito.

    Não acho justo cobrar da sociedade toda essa gama de complexidade sexual e de gênero -  não agora, pelo menos. É claro que há de se falar a respeito e ir introduzindo o assunto aos poucos, mas eu sempre acho o movimento pró liberdade de gênero desnecessariamente agressivo. É tudo muito normal, tudo muito bem aceito, e julga-se DEMAIS aqueles que não aceitam essa normalidade de tudo. Você não pode chegar num cara de 35 anos, que a vida toda foi criado na definição binária de gênero, casado, com dois filhinhos, e dizer que não, não, essa coisa de ser homem e mulher é tudo invenção da sociedade, é tudo cultural, imagine, ser homem, que absurdo. O discurso não é esse, mas vai entrar na cabeça do cara exatamente assim. Isso é agressivo, quase desrespeitoso. É como alguém acreditar em deus a vida toda e tu chegar na voadora nas costas dizendo: é tudo palhaçada, tudo historinha. Você pode florear isso o quanto for, mas o cerne do discuros é esse e é isso que vai ficar na cabeça do cara.

    Até porque, por mais que eu entenda e aceite a complexidade sexual, tenha amigos (amigos mesmo, brothers) transsexuais e militantes pra cacete, não há COMO NEGAR que, meu deus, há algo projetado nos nossos corpos que é sim muito binário. Homens e mulheres são muito diferentes fisicamente falando, são belezas completamente distintas. Você não pode dizer que a a noção binária de gênero é completamente zua da sossiedad preconsseituoza, ela tem sentido e a nudez é a própria prova de que há algo que não é só cultural. Por mais que uma pessoa possa se sentir homem e mulher na mesma vida, ela raramente vai se sentir alguma coisa, em um determinado momento, que não é uma das duas coisas ou que é as duas ao mesmo tempo.

    É isso: além da obrigação de respeitar quem ainda tem a noção binária de gênero (ou algo muito semelhante), o discurso tem que ser lento. Eu, que já me considero bem cabeça aberta pra tudo isso, fico tenso e confuso com um texto que já vem na cara me falando de todas as sexualidades e gêneros possíveis e variações de tudo isso duma só vez. Assexualidade, por exemplo, é um negócio que eu ainda não engulo e não aceito como normal. Talvez a vivência com alguém assim mudasse isso (a vivência pessoal com o diferente é o maior ganho que alguém pode ter pra abrir a cabeça), mas por enquanto não, não conheci ninguém nem próximo disso. Mas eu não deixo essa minha caixinha ter algum efeito prejudicial na vida de ninguém: o que alguém faz ou deixa de fazer com as suas genitálias é foro íntimo, pessoal, intransferível. E se meter na intimidade dos outros é canalhice e falta de caráter.

    As grey areas existem, nada é preto e branco. Mas até nas grey areas há alguns tons pré-definidos de cinza. Você não pode deixar tudo tão em aberto, porque isso é a própria definição de caos, e ninguém lida bem com o caos. Pra mim, a melhor definição de gênero é a auto-imagem. Pergunte pra alguém: o que você é e gosta de ser? Independentemente do corpo, da genitália, do comportamento, pra mim, a resposta da pessoa a essa pergunta define exatamente o gênero a qual ela pertence. Buck angel é homem, mas gosta de ter buceta. Ariadna era mulher, nunca foi um homem. Eu sou um homem, gosto do meu pinto, gosto de ser homem e tenho a minha própria definição de hombridade e masculinidade. Você, escritora, é mulher, mas tem as suas próprias definições de feminilidade. Acabamos sendo todos um pouco caixinhas.

  • http://www.facebook.com/viictor7 Victor Alexandre

    Texto bem complexo pra mim. Mas, acredito que ser homem ou mulher, não depende de nascer com um penduricalho ou não, e sim, daquilo que se é por dentro. Daquilo que se quer ser.

    Não há como prever que orientação sexual irá escolher um recém nascido. Porém, de acordo com o sexo, dar a educação conforme nossa culturas. E se nascer com os dois? Complicado né? É! Mas, acredito que se possa educar uma criança assim normalmente. No desenvolvimento dela(e com um acompanhamento bacana), já é possível saber que rumo ela quer seguir.

    Não acredito em Horóscopo, pelo mesmo fato que rejeito preceitos de que homem tem que ser assim e mulher tem que ser desse jeito. Independente da sexualidade escolhida, cada um tem um jeito próprio de ser, que de longe, acaba com essa ideia do que seja H ou M.

    Look:
    Eu gosto de futebol, adoro amizades femininas, uso branco em qualquer ocasião, vejo novela, rock é tudo na minha vida, leio PdH, odeio BBB, tenho algumas habilidades domésticas, uso um chaveiro rosa e meu melhor amigo se diz ser homosexual.

    E aí ? É H ou M ?

    Quebre conceitos. Respeite as diferenças. E sou eu no exemplo.

  • Parabéns pelo texto! Abarcou as diversas complexidades e vou ler mais sobre a assexualidade, que é realmente um assunto desconhecido por mim.

  • Dora_Delano

    Acho que a reflexão é pq comprar bonecas que fazem inúmeras coisas para mulheres e carrinhos para homens? Pq não ao contrário? Quem define que o homem é incapaz do cuidado? Não é dizer ele é homem, olha o pênis! E ela é mulher, a vagina! Mas é tudo que vem decorrente disso.

    Exemplo prático e real: foram meus pais durante a adolescência entenderem que eu tinha que lavar a louça enquanto meu irmão assistia tv. “é pq vc é mulher”. E lá se foram brigas e discussões e castigos [pra mim].

    E assim vem sendo durante o tempo todo na história na humanidade. As mulheres lutando para demonstrar que o seu sexo não as limita a certas atividades. E nem os homens! Pq homem também sofre com isso “homem não chora, homem não dança balé”.

    E se segue… gays são escandalosos.

    estereótipos, saca?

  • netiinho88

    Excelente. Simples e abrangente, rompeu os questionamentos tradicionais e mostrou de fato o lado humano da situação, coisa rara.

  • http://www.facebook.com/people/Reysi-Pegorini/1398276764 Reysi Pegorini

    Excelente texto, principalmente a parte biológica que foi muito bem escrita. Lembrei desse filme quando comecei a ler o texto. rs
    http://www.youtube.com/watch?v=6w5ew9ntq9o

  • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

    Sinceramente, por falta de definições melhores, gosto de seguir a abordagem biológica que diz que existem homens, mulheres e…anomalias dos mais variados tipos -mas que jamais serão o “comum”.

    Dai nego me diz “você é um preconceituoso se considera todos que não se enquadram nas caixinhas como anomalias”.

    Não, meus caros, isto não é preconceito. Até porque, sejamos francos, mesmo que gays, trans, bis e etcs sejam considerados como anomalias, o que há de errado nisso? Aliás, há algo que seja intrinsecamente errado? Acho que não, mas não vamos entrar no mérito maniqueista por hora.

    Sou homem, sou hétero e me enquadro quase que perfeitamente no arquétipo masculino comum, mas sabe que as vezes tenho inveja dos gays e bis, por exemplo?

    Conheço alguns que são pessoas realmente formidáveis. Eu não os entendo, mas eles me entendem. É como se tivessem algo que eu não tenho. Eles compreendem o meu mundo, por ser comum, palpável a qualquer ser humano que se enquadre nos padrões, mas tem um mundo deles, totalmente a parte. Tem capacidade para agir nas sombras de formas que mal posso imaginar e ainda assim agir de maneira aceitável para quem não aceita sua condição. Porra, se isso não é uma coisa MUITO FODA, eu não sei o que é.

    E não vejo isso somente em gays, mas em qualquer pessoa que se desvia dos padrões por qualquer razão. Talvez, sem os famigerados padrões estas pessoas jamais consguiriam explorar tanto seu potencial.

    E não, não estou “defendendo as caixinhas”, estou apenas dizendo que acho útil e confortável usá-las para facilitar meu entendimento do mundo e reflexões a respeito do mesmo. Estou dizendo que talvez elas não sejam tão ruims quanto pensamos e que todo e qualquer questionamento a respeito é válido. Só isso =)

    • Aldo

      Nunca pensei que o Sandro Guedes tivesse uma visão tão livre sobre esse assunto..

      Vc me surpreendeu!!

    • Aldo

      Nunca pensei que o Sandro Guedes tivesse uma visão tão livre sobre esse assunto..

      Vc me surpreendeu!!

    • Aldo

      Só não concordo com a tal de ”anomalia”, nós não somos monstros e nem defeituosos…

  • Andre Kaminski

    Exceto que na nossa sociedade ocidental, sim, cor tem sexo e por enquanto, é assim que funciona. Querer negar isso é bobagem das grandes. Não encontro camisetas do Naruto na cor rosa e nem encontro vestidos das Princesas da Disney na cor marrom.

    E eu acredito que eu, como homem ocidental e capitalista, ainda prefiro agir como uma pessoa comum e comprar roupas apropriadas de acordo com o sexo de nascença do meu filho/filha para identificá-lo como tal, sem criar polêmicas bobas e desnecessárias. Pelo menos até onde ele tiver a capacidade de decidir qual gênero pertencer, e aí sim, vista-se e comporte-se de acordo com a sua preferência e identidade que acha que faz parte.

    • Luciana Fujii

       E aí eu me pergunto, porque só menino gostaria de Naruto. Vá lá, não vou falar que meninos vão querer se vestir de princesA, mas tem princesa de desenho animado que veste azul, lembra da branca de neve? Pois é, a Disney vestiu ela de azul em 1937 e eu já vi várias fantasias dela por aí azuis. Nem o super clichê princesa da Disney segue uma divisão de cor pra masculino ou feminino. Eu acho uma tremenda bobagem falar que uma cor é de menino e outra de menina.
      Infelizmente a indústria tenta vender essa divisão de cor. Deve ser para agradar os pais como você. Eu prefiro comprar o que eu gosto e pronto, e de preferência não incentivar um guarda-roupa monocromático pra ninguém. Fala sério, você só usa azul e as tais cores neutras?

      • André Kaminski

         ”E aí eu me pergunto, porque só menino gostaria de Naruto.”
        Porque ele é um mangá shonen (direcionado ao público masculino) . Assim como Sailor Moon é um mangá shojo (direcionado ao público feminino). Entretanto, nada impede que meninas gostem de Naruto e meninos gostem de Sailor Moon. Só que a maioria dos meninos vai preferir Naruto e a maioria das meninas vai preferir Sailor Moon devido as características presentes em ambos os desenhos.

        “Vá lá, não vou falar que meninos vão querer se vestir de princesA, mas tem princesa de desenho animado que veste azul, lembra da branca de neve?Pois é, a Disney vestiu ela de azul em 1937 e eu já vi várias fantasias dela por aí azuis. Nem o super clichê princesa da Disney segue uma divisão de cor pra masculino ou feminino. Eu acho uma tremenda bobagem falar que uma cor é de menino e outra de menina.
        Infelizmente a indústria tenta vender essa divisão de cor. Deve ser para agradar os pais como você. Eu prefiro comprar o que eu gosto e pronto, e de preferência não incentivar um guarda-roupa monocromático pra ninguém. Fala sério, você só usa azul e as tais cores neutras? ”

        Não são só cores que influenciam, mas detalhes também e o azul com amarelo da Branca de Neve em nada lembra algo masculino. Mas como pode ver, nenhuma das princesas usa vestidos que lembre uma farda de camuflagem militar. A tal camuflagem lembra guerra e violência, e isso não combina com nenhuma princesa clássica da Disney que queira transparecer feminilidade. Diferente de um Comandos em Ação onde não haveria sentido algum em um desenho focado nos meninos com os soldados vestidos de cor rosa.

        E eu sinceramente acho que é dar um poder exagerado a indústria dizer que eles estabeleceram isso porque querem. Quanto a mim, não que eu use somente as cores neutras e azul, mas homens em geral preferem estas cores ao rosa. Mas existem camisas masculinas na cor rosa. Mas elas nem de longe são as mais vendidas e populares entre os homens.

        E para finalizar, o que eu quero chamar a atenção aqui é que meninos e meninas tem preferências distintas e não é porque eu ou a sociedade queremos, mas sim porque a maioria se identifica com o gênero que melhor identifica as suas características. Por essa razão, a maior parte meninos vão continuar a odiar se insistirem em querer vestir eles como princesas mesmo com um motivo de uma suposta “igualdade de gêneros”.

      • azi

        e o cara ainda fala em “por enquanto é assim que funciona”. ora, as mudanças na sociedade só cabem a nós, a sociedade. enquanto as pessoas continuarem criando seus filhos diferente de suas filhas, esse binarismo limitador continuará existindo.

  • Freelancer

    O núcleo do texto é: “ser homem ou mulher é uma construção histórica, social. E muda com o tempo”

    Mexer com os discursos é sempre tenso Jeanne! rsrs

    Francamente gosto da convivencia. Existe a “divisão biológica” (pois de fato homens são diferentes de mulheres, né?), mas também existe a “construção social e cultural de identidade” (os homens brasileiros são diferentes dos homens da Suécia ou da Rússia).

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

    excelente. texto DO ANO do pdh.

  • Andre Kaminski

    Primeiramente, eu estou surpreendido com esse comentário porque ele difere muito das suas palavras utilizadas no texto, que dão uma ideia muito diferenciada do seu pensamento.
    “Andre, é impossível na nossa sociedade, com as normas que temos. Mas, mesmo em nossa sociedade, é possível flexibilizá-las. Hoje, é possível trocar de RG, CPF, mas não é possível validar outros documentos. O João Nery, que citei, perdeu o diploma de Psicologia quando trocou de nome, perdeu o direito de clinicar. Ele perdeu o conhecimento adquirido? Não. Mas a lei é rígida demais.”
    Por sinal, eu concordo com você que as leis são rígidas e poderiam ser amenizadas e o que foi feito ao João Nery foi errado. Sim, podem ser amenizadas, mas isso deve ser feito aos poucos. É caminhar junto a conscientização para mudá-las.

    “Não posso te dizer como criar seu filho. Mas perceba se, em crianças da mesma idade, certos comportamentos não são mais incentivados em meninos ou meninas: não acha que a eles é permitido correr mais, gastar mais energia, subir mais nas coisas? E delas é exigido um pouco mais de “decoro”?”

    Quanto ao decoro, eu acredito que não seja necessárias polêmicas. Importante é ensinar valores, mas de acordo com a sociedade, fica muito mais fácil e útil criar uma criança para torná-la mais próxima dos seus iguais.

    É uma situação interessante: crianças sempre querem ser iguais umas as outras. Se várias crianças tem o carrinho da moda, as outras que não tem querem. Elas ainda não possuem um senso de identidade própria ainda. O que difere muito da adolescência, onde é o período onde os jovens querem se diferenciar uns dos outros, e aí pintam o cabelo, agem diferente, buscam roupas diferentes, etc.

    No meio disso tudo, acredito ser o recomendado seguir como as pessoas comuns, até a criança verificar a qual gênero, estilo, etc, pertença. 

    “Por fim, não é o caso de negar a biologia. Mas se você assistiu ao vídeo da Joan Roughgarden, perceba que o senso comum precisa evoluir muito a respeito da biologia, perceber que nem na natureza existem apenas duas possibilidades.Ao contrário de você, acredito que o contexto influencia muito, sim. Gostamos de naturalizar diferenças pra justificar comportamentos, ou então ficamos perdidos, sem saber o que fazer da nossa identidade. Mas não precisa ser assim.”Respeito a sua posição, embora eu acredite que os aspectos naturais e biológicos exerçam mais influência do que muitos acreditam, ao verificar que eles possuem mais evidências lógicas e explicações que alguns ramos da sociologia e antropologia. Entretanto, jamais negarei a sociedade exerça influência no indivíduo, mas nos aspectos relacionados a instintos, essas influências seriam bem menores.”Finalmente, o que você define como “papo de homem” e como “papo de mulher”? Pode dar exemplos?”As diferenças de pensamentos de cada um dos gêneros. Querendo ou não, homens e mulheres tem anseios, experiências, comportamentos e gostos diferentes baseados tanto na própria biologia quanto na própria sociedade. E eu prefiro que continue assim.Basicamente, o próprio exemplo deste site em seu início. Um site feito por homens cujo objetivo é fazer homens melhores. Entretanto, como já critiquei algumas vezes e os editores sabem disso, o site deixou um pouco de lado os textos voltados ao homem. Talvez por uma mudança de de linha editorial dos redatores ou querer abranger um público maior, mas é fato que os textos atuais estão menos focados no homem e mais focados no ser humano. Talvez para cobrir um nicho que está em falta (sim, deveria existir um Papo de Mulher) ou por própria decisão dos autores. Ou mesmo talvez os autores nem tenham percebido essa mudança, mas independente disso, respeito a posição.Para ilustrar este exemplo de “papo de homem/mulher” você me inspirou a escrever outro texto aqui. Se ele for aprovado (o último que mandei não foi aprovado), verá mais claramente essa diferença.Fim da parede de texto. 

    • Ser Humano

      André, já parou para pensar que promover homens melhores, é uma meta bem ínfima perto de promover seres humanos melhores?

      E que uma coisa passa necessaria e obrigatoriamente pela outra?

    • André Kaminski

      Resposta para o Ser Humano:

      Não que isso seja ruim ou mesmo ínfimo, mas o assunto homem ainda está longe de estar esgotado para tentar abranger ou cobrir outros nichos. Fazendo uma analogia bem simplória, o Rock in Rio que após algumas edições, tem de “Rock” uma minoria. Além disso, é mais uma alfinetada que eu dou para um grupo de mulheres tentar criar um “Papo de Mulher”.

      Opinião minha, é claro. 

  • Flá

    Já pode mandar seu texto pra todo mundo que vier perguntar o que eu penso desse assunto? Sério,muito bem escrito,muito bem explicado, sem frescuras e pedantismo e MUITO lavou a minha alma! Um dos melhores textos que já li aqui! 

  • Ps

    Eu só queria entender, por qual motivo, exatamente no dia Internacional das mulheres, onde dois autores femininos se enrolam para falar sobre mulher, isso é vergonha de ser fêmea?
    Não é apenas sobre esse texto, mas é que li o anterior sobre amizades femininoas e depois este e fiquei decepcionada…
    http://papodehomem.com.br/o-desafio-da-amizade-feminina

  • Airthon do Nascimento

    Texto peca por desconsiderar o fator biológico. Que existe, mas não define tudo. O fato de existirem sociedades em que as ideias tradicionais sobre os gêneros são invertidas não quer dizer, necessariamente, que não exista uma TENDÊNCIA forte, originada na genética, de que certas condutas sejam mais comuns em homens do que em mulheres e vice-versa. Basta ver o que acontece na grande maioria das sociedades, desde séculos.

  • http://euterpe.blog.br/ Leonardo

    Só um tipo? Talvez pela confusão entre gênero biológico e cultural muitas pessoas se sintam desafiadas a conciliá-los, mas, na prática, homem tem que gostar de futebol e de cerveja? Só se for na opinião do butequeiro: o mundo é plural e ninguém pode se dizer desavisado, os espaços diferentes existem pra cada um se encontrar.

    • Dora_Delano

      na verdade, eu não expressei uma opinião, eu narrei um fato. Há uma expectativa para o que se deveria ser homem e uma para mulher. E é só ler os comentários que confirmar isso.

      O comportamente desviante é imediatamente taxado: aquela mulher é masculinizada, aquele homem é feminino.

      E pq não, simplesmente, homens e mulheres?

    • Dora_Delano

      retificando: “é só ler os comentários PARA confirmar isso”

    • http://www.facebook.com/profile.php?id=702891262 Jeanne Callegari

       Leonardo, é claro que as pessoas desafiam os tipos impostos. Mas isso não quer dizer que seja sem retaliações: mesmo Laerte, ao passar a se vestir de mulher, teve problemas ao usar o banheiro. Outras pessoas são espancadas, sofrem preconceito, são ridicularizadas. O fato desse tipo de coisa ainda acontecer significa que nem tudo ainda é aceito na maior normalidade.

  • http://euterpe.blog.br/ Leonardo

    Não é preciso cirurgia, sem dúvida, só quis acrescentar que além de tudo ela existe como possibilidade pra embaralhar ainda mais qualquer critério cultural dualista, como você também explorou no post.

    Usei “anomalia” por falta de palavra melhor, que é como ainda se chama tecnicamente a “má formação” da fisionomia sexual.

  • Guest

     E foi isso que tentei dizer, so que de forma mais abrangente…

  • Schimou
  • ciceroaj

    Gostei muito do texto, mas eu acho que as mulheres são tão complicadas que as vezes nem eu e nem deus pode explicar algumas ações, deve ser por isso que elas preferem ser homens, pois ser homem é tudo de bom, não tem meio termo só isso pra mim já vale uma nota preta.
    Antes de tudo eu sei que existem mulheres de atitude e não é querendo as menospreza-las, mas o problema é que esse tipo de mulher é raro nessa terra.
    já no caso dos caras que mudam de sexo eu só tenho a dizer uma coisa, vocês não sabem o que estão deixando de ser, pois loga mais a frente irá se arrepender amargamente.
    esse é meu ponto de vista.

  • Michel Colombo

    Sei lá, mas acho que o grande problema da homossexualidade ou ausência de sexualidade é a aceitação da sociedade (todo mundo sabe disso). Calma, não é tão obvio.

    O lance perfeito seria se todos vivessem em harmonia, aceitação mútua, paz, amor e blá blá blá. 
    Mas… não teríamos que entender de onde vem a diferença? Digo diferença de sexualidades, não de valores!!!

    Isso não é intrínseco na inteligencia humana? Descobrir, estudar, saber!  Mas jamais um estudo cientifico seria aceito como algo ético.
    Por isso digo que o problema é a sociedade, pois, acho eu, que a  maciça maioria homossexual se ofenderia, e essa maioria faz parte da sociedade. 

    Claro, saber de onde vem e pra onde vai não mudaria nada, bom, TALVEZ não, mas já seria um grande argumento para os intolerantes ouvirem e quem sabe, colocarem o rabo entre as pernas.

  • Dora_Delano

    Alooin, deixa eu me expressar melhor, entao, pq eu não acho que meu discurso tenha nada de politicamente correto.

    Eu simplesmente defendo a questão de que homens e mulheres são construções sociais e se hoje damos bonecas às mulheres e carrinhos aos homens não é à toa.

    • Alooin

      E os macaquinhos contradizem tudo isso que você defende.

      • Dora_Delano

        e por isso o ser humano é um ser social que se diferencia dos animais…com capacidade de teleologia e tudo!

      • Macacóloga

        E um único menino que queira brincar com uma boneca (já conheci vários!) contradiz o seu raciocínio.
        Existem muitas espécies de macaquinhos com comportamentos muito diferentes entre si, e até grupos de macaquinhos com comportamentos diferentes (que alguns biólogos ousam chamar de cultura, para horror de alguns sociólogos!), e variações de comportamentos e gostos entre indivíduos (“personalidades”).
        E nós seres humanos somos animais com imensa flexibilidade comportamental, além de termos uma maior capacidade de aprendizagem e de abstração.
        E um mesmo indivíduo pode brincar em um momento de carrinho, em outro de boneca, em outro de subir em árvores, em outro com videogames…
        Felizmente, o comportamento humano e animal é cheio de surpresas e exceções à regra e muito mais interessante do que você imagina.

  • Dora_Delano

    pois eu acho que não preferem. Acho que são condicionadas para tal.

    E eu não acho que vc não deva comprar coisas rosas. Compre coisas rosas. Mas não se sinta mal em comprar azuis. Não se sinta mal em coloca-la no futebol.

  • Dora_Delano

    tae a questão principal, André. Pq eu gostar de futebol e de esportes e de brincadeiras desse tipo me faz uma menina masculinizada e não uma menina que gosta de futebol e de esportes SOMENTE?

  • Dora_Delano

    metrossexuais estão ai que não nos deixam mentir…

  • gilmarsouzafilho

    E quem garante para o homem que outro homem que mija ao lado não vai te estuprar? Ou vai negar que isso é uma possibilidade real?

  • André Kaminski

    Olá Janaína
    Só para ilustrar, o texto que escrevi não trata exatamente deste assunto, mas sim de um legítimo “papo de homem” sobre um determinado ambiente bastante frequentado por homens. Ele basicamente representa uma temática da qual eu sinto um pouco de falta aqui, de análises e visões sobre um prisma masculino. Eu geralmente tenho uma produção lenta, mas quando algo me inspira, o texto rápido como os outros dois que escrevi aqui, e no geral, um texto demora poucas horas para ser escrito por mim. Já o enviei aos redatores e se for aprovado, verá o sentido e a temática que vejo abordada aqui. E torço para que um grupo de mulheres faça o mesmo criando um “Papo de Mulher”.

    Abraços do Kaminski

  • http://www.facebook.com/dessaserena Andressa Serena

    Jeanne, que texto maravilhoso! Assim como a Flá comento acima, estou “realizada” com o conteúdo, com as fontes citadas e com a maneira deliciosa de como você abordou esse assunto!

    Eu posso dizer que concordo com tudo isso que você disse, SIM!
    No ano passado saiu uma matéria muito interessante na revista Super Interessante em que eles fizeram também essa discussão de sexo/gênero (segue o link da reportagem: http://super.abril.com.br/cotidiano/homens-x-mulheres-eles-estao-ficando-632124.shtml)O que mais me chamou atenção na reportagem da Super foi o seguinte paragrafo:

    “(…) “Ela não queria que seus filhos crescessem achando que eram diferentes. Por isso, educou o menino e a menina da mesma maneira: vestiu-os com roupas iguais, deu bonecas para o filho e carrinhos para a filha. Certo dia ela entrou no quarto da menina de 3 anos e a flagrou brincando. No colo estava um caminhãozinho de brinquedo que a menina ninava de um lado para o outro dizendo: ‘Não chore, carrinho. Vai ficar tudo bem’.” A história é de uma paciente de Louann Brizendine, neurobióloga de Harvard. E serve para deixar bem claro: sempre há alguma diferença entre os sexos. Infelizmente nem todas as distinções são tão óbvias quanto carrinhos e bonecas. A maioria delas envolve genética, comportamento e expectativas sociais – tudo misturado. [...]”

    …Eu fiquei sem saber exatamente o que pensar depois que li esse trecho. Mas aí levantei hipóteses que não foram ditas na matéria: Embora dentro de casa essas crianças sejam educadas de uma maneira onde não existe diferenciação, não há como ela garantir que essa diferenciação não exista da porta para fora de suas casas. Ela vai existir. Na creche, na hora das brincadeiras, a “tia” pode dizer “ai que feio, fulana, você já é uma mocinha, não pode ficar andando por aí sem camiseta!” ou quem sabe “nossa, uma menina tão bonita falando palavrão… que feio!” e até mesmo “mas ele é menino, você não, você é uma mocinha!” (por que será que essas frases não nos soam tão estranhas?!)…

    É difícil mudar uma cultura, é sim. Mas isso não quer dizer que você não possa dar aos seus filhos desde pequenos a orientação necessária para que “descubram” o que são, o que querem e, obviamente o mais importante, mostrar que NÃO EXISTE RESPOSTA CERTA OU ERRADA! No fim, é como você mesmo disse em seu maravilhoso texto:  ”As pessoas podem passar de uma a outra ao longo da vida”.

    Um beijo!

    • http://www.facebook.com/people/Mariana-Springer-Almeida/100000457724871 Mariana Springer Almeida

      Flor,

      Eu já pensei muito do o porquê das diferenças de homens e mulheres, e, para mim, a questão não é só: “fora de casa ela tem influências”, mas também “o cérebro dela tem a influência de milhares de anos neste contexto social”.

      Sabe-se que o cultural determina o biológico. Há estudos baseados em ressonâncias
      magnéticas que demonstram as diferenças na utilização dos cérebros de homens e mulheres.
       
      A questão de as mulheres se comunicarem de forma melhor e os homens terem melhor
      noção de espaço são em decorrência, segundo estudos, do desenvolvimento destas áreas
      ao longo dos milhares de anos, devido a questões culturais, como o homem ter que sair para
      caçar e a mulher ser a responsável pelo “social” do grupo. (Lembrando que estes
      resultados se deram na maioria, há homens e mulheres que fogem destes padrões).

      Os pesquisados, nestes estudos, foram indivíduos da nossa cultura ocidental. Então
      parece-me óbvio que, se uma tribo de 10.000 anos atrás tiver mulheres que caçam
      e homens que cuidam dos filhos, os resultados serão inversos. E se, na sociedade
      estudada, não houvesse divisão de gênero (mulher faz isto, homem faz aquilo), talvez
      os resultados das ressonâncias fossem iguais, apesar dos tão comentados hormônios.

      Estou só pensando na hipótese da aplicação da teoria evolucionista nesta questão. 

      Já acho que algumas diferenças são sim, de fato, culturais. Eu gosto de futebol
      e cerveja por um fator cultural (minha mãe sempre gostou, e me levava aos jogos de pequena). Da mesma forma que vejo homens gostando de futebol porque seus pais gostam.

      E concordo com você, de fato, não existe resposta certa ou errada.

      Beijos.

  • http://www.facebook.com/people/Gabriel-Moraes/100001748526976 Gabriel Moraes

    Conheço tudo que falou ai, só não onde quis chegar.

  • Alooin

    gilmarsouzafilho, não seja um escravo do politicamente correto. Ou vai dizer que a chance de você ser estuprado por um cara na rua é a mesma que a da sua vizinha? Diferenças de força, predominância de certas preferências sexuais, enfim, não preciso nem explicar né.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=702891262 Jeanne Callegari

     Eduardo, imagino que você ganhe bem, possa andar de mãos dadas na rua com sua companheira, que ninguém te recrimine por dar uma abraço nela em público. Imagino que possa ir ao banheiro em paz. E que nunca tenha apanhado na rua por conta da sua orientação sexual. Mas mesmo com tudo isso, não consigo entender a sua falta de empatia. Porque é claro que a lei diz que temos o direito de fazer essas coisas. Só que na prática não é isso que acontece. gays são espancados na rua. Héteros não. Então, nesse caso, o direito é privilégio.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=702891262 Jeanne Callegari

     Claro que a sociedade deve abarcar todos os gostos, Andre. Mas talvez você só vá entender isso se forem os SEUS gostos que estejam na berlinda. Sei lá, se um dia homens assistindo futebol passar a ser considerado pouco másculo, inapropriado (nos EUA, por exemplo, é coisa de mulher).

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=702891262 Jeanne Callegari

     Platão é o maior essencialista de todos. Foi com ele que a merda começou. :)

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=702891262 Jeanne Callegari

     Alooin, mas essa variação já mostra que houve mudanças. Mas, OK, vamos supor que o padrão ampulheta seja o padrão. Isso não quer dizer que algumas pessoas não fugissem ao padrão, em todas as épocas, e gostassem de pessoas diferentes das “ampulhetas”. Tem gente que tem tara e fetiche em outros tipos de corpo.

    E sim, tudo reflete a cultura. Mas em nenhum momento quero dizer que isso seja artificial! A cultura é nosso ambiente, é tudo que temos. Não dá pra destruir tudo, jogar no lixo. O que nem sempre é fácil, pois tudo fica tão arraigado que parece natural, biológico. Então, o que dá pra fazer é dar valor ao que quisermos, construir as narrativas que quisermos, aproveitar o que serve. Mas sem achar que tem algo biológico que impeça a gente de mudar, se for o caso.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=702891262 Jeanne Callegari

     Alloin, acho que somos um pouco mais complexos que os macacos.

    E muitas meninas preferem brincar com carrinhos, sim. E relatam que não podiam.

    Ontem mesmo uma colega de trabalho passou esmalte para criança nas unhas da filha de 3 anos. A menina adorou. Ocorre que a menina tem um irmão gêmeo, e ele também queria brincar de pintar a mão. Entende? Pra criança ainda não tem diferença.

    • alooin

      Não somos assim tão diferentes dos macacos.

      De qualquer forma, não estou dizendo que é algo sem escapatória. O que estou defendendo é que essa ideia de que para a criança “tanto faz” não é verdadeira. Os macaquinhos dão indícios disso, de que há algo na diferença hormonal, cerebral, sei-lá-o-quê entre homens e mulheres que condiciona determinados comportamentos. A predominância de determinados gostos e atitudes entre meninos e meninas, ainda que levemos em conta a cultura, também. A importância dos macaquinhos está no fato de que é um tipo de estudo extremamente objetivo. O menino pode querer brincar de casinha ou o que quer que seja, mas

      Aliás, é algo que acho engraçado nos progressistinhas politicamente corretos. Geralmente são os primeiros a abraçar a crença de que a homossexualidade, um gosto/preferência sexual, tem bases genéticas e, no entanto, não conseguem aceitar a ideia muito mais óbvia de que a diferença, por exemplo, nos níveis de testoterona entre homens e mulheres pode determinar certos comportamentos e, por tabela, preferências/gostos. Insistem que, nesse caso, é tudo cultural. Pura coincidência e cultura que os meninos sejam muito mais propensos a sair na porrada, gostar de lutas, atividades físicas – nada a ver com esse hormônio que deixa os bodybuilders bombadões mega alterados e agressivos.É muito compromisso com política e pouco compromisso com a verdade, isso sim.

  • Dora_Delano

    Então, Marcio, é nesse ponto que discordamos. O fato de eu gostar de futebol, de correr, pular e subir em árvore, não me faz uma mulher masculinizada. Me faz uma MULHER que gosta disso e ponto.

  • Lilla

         Olha, Jeanne, eu me considero uma simpatizante atuante contra o preconceito de gênero, porém não acho válida a forma como o debate dessa causa vem se conduzindo para o rompimento com padrões psíquicos que mais são benéficos do que prejudiciais. O cerne da questão deveria se dar em relação ao preconceito no uso das “caixinhas” e não se desejar a extinção das mesmas.

        Qualquer psiquiatra ou psicólogo sabe da importância que a supressão equilibrada da vontade infantil, seja ela de ordem cultural ou sexual, seja a forma adequada para desenvolver e ordenar o cérebro deflagrando os processos neurais específicos que cada ordenamento exterior envolve. Alguém que convive com crianças pode observar que se não houver interferência externa, elas seriam cruéis e desprovidas de qualquer empatia. Os limites na infância, são imprescindíveis para que o ser humano saiba como se comportar em sociedade de maneira RACIONAL. E a figura masculina e feminina, obviamente sem cargas extremamentes preconceituosas, está como um dos pilares centrais nessa organização.

        Chega a ser de uma superficialidade incrível alguém supor que a melhor maneira de criar uma criança seria privá-la da identificação de gênero. E a biologia por si só já mostra isso, caracteres internos (XX ou XY) representam formas anatômicas distintas para que a espécie se reproduza naturalmente. O real problema está nas significações extremadas que se dá às “caixinhas”, como as questões de meninas brincarem predominantemente de bonecas e meninos de carrinho; meninos não poderem fazer balé e meninas não poderem subir em árvores; ou ainda no tocante à sexualidade, dizer errado aqueles que não se enquadram nos padrões masculino e feminino. As crianças, na mais tenra idade, já vão se deparar com a imensa paleta de cores na questão de gêneros e aí, nesse ponto crucial, vai ser dada à forma como ela lidar com a orientação alheia e com a sua própria sem preconceitos, lidando com empatia com e respeito com os amiguinhos, sejam eles rosa, azul, branco, preto ou verde.

        Há que se entender que a construção cultural que respeite as mais variadas formas não necessariamente tem que estar alinhada com o padrão biológico. Mesmo considerado “anomalia” ou “patologia” sob o aspecto biológico, esse pressuposto não deveria ser entrave ao respeito e à dignidade que todos devemos exercer, pois antes de mais nada, somos seres humanos. Esta abordagem atemporal, livre de identidade de gênero, deveria nortear as discussões a fim de diluir os preconceitos. Ora, eu diria ainda, se despatologização de cunho biológico for a saída, então o preconceito aos portadores de Síndrome de Down (anomalia cromossômica) vai se perpetuar ad eternum.

    “Com sorte, quando crescemos, podemos quebrar tudo isso, descobrir o que nos serve, o que não nos serve.” . Essa afirmação é o um dos pilares da psicologia atual, desconstruir o sistema (caixinhas) que nos foi dado na infância, se ele nos causar algum desconforto. Já de antemão, informo que não há como passar incólume à frustração na infância, seja de ordem sexual, física ou social. Por exemplo, alguma vez em que uma criança veja um adulto fumando, ela vai desejar copiar a atitude, e vai se sentir frustrada ao ser censurada (por que o adulto pode e eu não?) e ainda mais se a mãe e o pai tiverem repulsa por cigarro. A frustração, desde que não originada de um trauma, é um elemento fundamental no crescimento. Portanto, as caixinhas são muito úteis, desde que usadas no foco certo.

  • Lilla

    E você quer dizer que acha saudável o que a mamãe citada pela Super fez? Saudável seria ela fornecer às duas crianças, independente de gênero, tanto carrinhos quanto bonecas.
    E as suas hipóteses poderiam ser  a resposta, como não poderiam. Há muito mais comportamento de genética envolvido aí. Se sob o prisma da própria ciência, há muitos cinetistas  afirmamdo que um homossexual já nasce homossexual, então um hetero já nasce hetero e privar uma criança de se identificar com isso não é saudável na medida que o preconceito também não é saudável.

  • Lilla

     E qual é o problema das mulheres que não gostam de esmalte, cabelo e moda em relação às caixinhas na infância? Elas são menos felizes hoje por que não alimentaram as expectativas dos pais?
    Elas são tão mulheres quanto eu ou você. Nesse aspecto, eu não vejo o porque reclamar.

  • André Kaminski

    Respondendo a de baixo:

    Pela mesma razão que um menino que prefira bonecas é considerado afeminado. Não necessariamente isso vai garantir que em um futuro, tais crianças serão homossexuais, mas é apenas um indicativo de que há essa possibilidade (grande por sinal). Sei que para muitos (principalmente feministas) odeiam essas classificações de “brincadeira de menino” e “brincadeira de menina”, mas isso é atribuído ao fato de que no geral, meninos preferem jogos e brincadeiras agressivas e meninas preferem jogos e brincadeiras menos agressivas.

    Sinceramente, não vejo nada de ruim nisso. O preconceito e a parte ruim da história seria condenar a menina que joga bola e o menino que prefira bonecas.

    Mas se for para te dar alguns dados, não é coincidência o fato de que dou aulas em colégios e metade do time feminino de futsal do ensino fundamental se declarou lésbica. Curiosamente, isso não ocorre tanto com os times de vôlei, que costumam ser mais praticados pelas meninas no Brasil, embora a safra masculina sempre foi mais vencedora. Lembre-se, é um indicativo de homossexualidade, não necessariamente significa que a menina que joga o esporte predominantemente masculino (no mundo todo e os Estados Unidos são uma exceção) será lésbica.

    • Dora_Delano

      mas então você reforça o estereótipo do gay afeminado e nem todos são.

  • André Kaminski

    Abarcar todos os gostos é só uma utopia sua, Jeanne. A partir do momento em que agrada os meus, desagrada os seus, e assim sempre haverá aquele sentimento de que eu sou beneficiado e outros não. Isso acontece em todas as sociedades, não importa qual.

    E meus gostos estão na berlinda. Todos temos gostos que estão na berlinda, seja por uma característica ou outra. Sou um homem de cabelos compridos. Penei durante muitos anos por não conseguir emprego, devido ao fato de exigirem que cortasse o meu cabelo, ou sequer me davam qualquer chance (maioria das vezes). Ao invés de chorar ou culpar as empresas, fiz a opção de partir para áreas onde meus cabelos me davam vantagens. Poderia ser músico, tatuador. Mas escolhi a área da educação. 

    Adaptei-me ao mundo e faço a minha parte demonstrando que não preciso de cabelos curtos para ser considerado um bom profissional. Assim, se eu quero mudanças na sociedade, eu ajo demonstrando minhas qualidades para aqueles a minha volta, que verão que estavam errados quando me julgavam.

    E o meu problema do “cabelo comprido” é tão importante quanto qualquer outro problema de preconceito. Assim como a menina feia, o rapaz gordo e o moleque baixinho. Pois a sociedade no geral beneficia as meninas bonitas, os rapazes magros e os moleques altos.

    E novamente o exemplo do futebol, para acabar de vez com o exemplo ruim, o homem americano gosta de pontuações altas. Não gosta de surpresas ou de zebras. Para ele, um time de qualidade deve vencer e pontuações altas diminuem as chances de termos uma zebra. Juntando ao fato do futebol ter sido comparado ao futebol americano, considerado mais forte e violento conforme o Márcio destacou muito bem, o futebol normal encontrou público nas mulheres. Logo, nos Estados Unidos isso virou uma exceção, porque na maior parte do resto do mundo, o futebol é mais praticado pelos homens.

    Espero que eu tenha sido claro e, por favor, não faça pré-julgamentos contra a minha pessoa me colocando pensamentos e adjetivos que em nenhum momento expus. Dizer que só me interesso pelos meus gostos nada mais é do que uma falácia argumentativa.

  • Lilla

     Eu entendo a questão  como dois extremos de um mesmo dilema: o exemplo do Marcio personifica o preconceito e o machismo que as crianças refletem da maneira como ele foi transmitido pelos adultos (crianças por si próprias não fariam piadinhas contra outra criança de comportamento fora do “padrão” comum, se antes não tivessem sido condicionadas a tratarem como “erro” esse exceção ao comum). De outro lado, tem o exemplo da Dora que demonstra a liberdade de escolha sobre qual brincadeira traz mais diversão à criança. Aí que entra a questão, não é a caixinha que está errada, mas o uso prejudicial dela. Onde o primeiro exemplo define o enfoque prejudicial e o segundo o enfoque benéfico.

     O preconceito não está na construção de um modelo masculino e feminino, como produtos biológicos, mas na questão de considerar ERRADO não ter todas as características sociais do padrão, caso do preconceito dos meninos com o garoto sensível. A Dora teve identificação com as brincadeiras que demandavam mais atividades físicas, sem interferir na orientação sexual. No entanto acredito que isso tenha sido fruto da escolha das possibilidades a ela ofertadas.  Defendo essa ideia, de poder escolher se quer brincar de carrinho ou de bonecas. Sem privações quanto a gênero. Agora, isso é totalmente diferente de suprimir as bonecas e só dar carrinhos às meninas. Ou suprimir os carrinhos e só dar bonecas aos meninos. Cadê a liberdade de escolha?

    • Dora_Delano

      nada de supressão! Deixa a criança brincar com o que ela achar mais interessante, mais curioso, mais inventivo. Mas se ela só vir bonecas…

  • http://www.facebook.com/guilherme.billig Guilherme Billig

    Quanto ao fato da lei ela não é rígida e sim burra demais pois ladroes e pessoas corruptas não são devidamente punidas. OBS: isso é só um () ao assunto  

  • Eduardo

    Não fez nenhum contra-argumento e se baseou em tentar me denegrir, supondo que eu sou isso e sou aquilo. A parte da empatia se aplica melhor a você, que não se põe no lugar do empresário (grande ou pequeno), não sabe que efeito tem as imposições que vocês jogam em cima deles (essa última lei atual de igualar o salário das mulheres com o dos homens vai na verdade causar desemprego e não equivalência), querem mandar até nos banheiros de seus restaurantes (isso eu acho improvável de acontecer, mas se começarem a criar normas e multas para o “correto” funcionamento de banheiros não venham reclamar depois se vários restaurantes fecharem e os preços aumentarem). “Mas gays são espancados…” Mas o espancador tem que ser punido porque ele bateu em alguém ou porque ele era gay? “Então, nesse caso, o direito é privilégio”.

  • alooin

    Então eu explico:

    Quis dizer que essas “teorias psicodinâmicas de personalidade” são extremamente questionáveis na medida em que, à luz dos desenvolvimentos recentes na psicologia intercultural, representam “modelos mentais” de um grupo demográfico extremamente restrito, o dos americanos e europeus brancos, enquanto novos estudos vêm mostrando que, em outras culturas, muitos dos modelos da nossa psicologia não se sustentam. Até o jeito de pensar problemas e de ver uma figura, por exemplo, muda entre brancos americanos e asian-americans.

    Aliás, a mania dos pesquisadores de usar estudantes universitários como amostra acaba piorando ainda mais o viés em alguns casos.

  • alooin

    A ironia é o refúgio do covarde.

    De qualquer forma, fico lisonjeado.

  • André Kaminski

    Dora, a maior parte dos gays são afeminados e das lésbicas são masculinizadas (embora em menor proporção aos gays) e isso só aumenta se incluir os travestis de qualquer gênero. Mas isso não é demérito algum.

  • Eder

    Tudo depende do contexto! Por isso temos definições de sexo genético, gonadal, hormonal, fenotípico, psicológico/comportamental e assim por diante. Para responder o que é ser homem é primeiro preciso definir o contexto. Creio que num contexto social/cultural o fator mais importante é o fenótipo; quando existe discordância entre este e o “esperado” (comportamental, aparência, vestuário, orientação sexual) surgem termos para descreve-los.

  • http://twitter.com/_betow _betow

    Gostei do texto e da forma que você encaixou tão bem os exemplos. Muitos textos desse tipo perdem por não conseguir ilustrar pras pessoas que não se fala de teorias, e sim de um mundo real, onde as possibilidades estão aí, e não se importam com os seus conceitos heteronormativos…

    adicionaria esse exemplo, só pra confundir mais as pessoas hahahaha: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1529567-5602,00.html

  • http://profile.yahoo.com/BARYYMZVNNGYBUKRJHOTFQJQ2M Jp

    Já existiu um caso de um garoto cujos pais quizeram circuncizá-lo e ele perdeu o pênis na cirurgia. Os pais o criaram como uma garota mas ele nunca se identificou com elas e sempre queria brincar com os meninos…
    Enfim, os pais contaram sobre o que aconteceu para ele quando ele já era mais velho e alguns anos depois ele cometeu suicídio.

    Não ser a favor de dizer “ahh isso é coisa de menino e isso é coisa de menina” é uma coisa. Dizer que apenas a sociedade determina que uma criança tenha comportamento de menino ou menina é sinal de que a pessoa não sabe a diferença entre homens e mulheres no DNA e hormônios.

    É claro que você pode ter uma sociedade na Nova Guiné cheia de mulheres donas da casa, mas isso depende não só das condições da sociedade mas também do entorno. Se eles dependessem de caçar animais para sobreviver eu gostaria de ver essa sociedade ser exatamente desse jeito quando a dona da casa estiver grávida, incapaz de correr e o esposo o dia inteiro correndo atrás de carne.

    • Alice

      Mas é justamente isso! Esse menino se identificou com o mundo dos meninos, sendo obrigado a fazer parte do mundo das meninas por não ter um pinto! Veja como é cruel. Da mesma forma, mulheres se identificam com atividades consideradas masculinas e homens com atividades consideradas femininas e sofrem preconceitos por causa disso (essa identificação nada tem que ver com orientação sexual, veja bem). O que tentamos dizer é: porque obrigar alguém a ser aquilo que não quer ser? Se um homem (XY) quer se vestir como mulher e se relacionar com homens, qual é o problema? Se uma mulher (XX) quer se vestir como homem e se relacionar com homens (ops! pois é…) qual é o problema? Por que isso parece uma ameaça ao ‘normal’ (homens se vestindo como homens e se relacionando com mulheres)? Será porque a possibilidade de ser quem se quer realmente ser é muito mais interessante do que ser ‘previamente definido’ por alguém?

  • http://profile.yahoo.com/BARYYMZVNNGYBUKRJHOTFQJQ2M Jp

    Já existiu um caso de um garoto cujos pais quizeram circuncizá-lo e ele perdeu o pênis na cirurgia. Os pais o criaram como uma garota mas ele nunca se identificou com elas e sempre queria brincar com os meninos…
    Enfim, os pais contaram sobre o que aconteceu para ele quando ele já era mais velho e alguns anos depois ele cometeu suicídio.

    Não ser a favor de dizer “ahh isso é coisa de menino e isso é coisa de menina” é uma coisa. Dizer que apenas a sociedade determina que uma criança tenha comportamento de menino ou menina é sinal de que a pessoa não sabe a diferença entre homens e mulheres no DNA e hormônios.

    É claro que você pode ter uma sociedade na Nova Guiné cheia de mulheres donas da casa, mas isso depende não só das condições da sociedade mas também do entorno. Se eles dependessem de caçar animais para sobreviver eu gostaria de ver essa sociedade ser exatamente desse jeito quando a dona da casa estiver grávida, incapaz de correr e o esposo o dia inteiro correndo atrás de carne.

  • http://www.facebook.com/people/Breno-Caíque/100001043598134 Breno Caíque

    Se com essas “caixinhas” passamos a vida inteira procurando um sentido de nossa efêmera existência, imagina um mundo sem convenções sociais? Anarquia? creio que não, mas o ser humano – na minha humilde concepção – precisa de referências para seguir um caminho, daí surge pessoas que lideram as outras e ditam as regras do jogo… Até uma outra vir e mudar essas regras e o ciclo continua. Ah essas perguntas existenciais me tiram do sério, me acho um simples títere de um ser que nos controla. Daí acordo e penso que tenho que estudar e trabalhar… Ótimo texto para reflexão.

  • http://www.facebook.com/people/Mariana-Alves/100001241130693 Mariana Alves

    Pq afinal a gente tem q se identificar como qualquer coisa? não podemos só ser..?!! e se surgir este questionamento de qualquer forma, somos o q nos identificamos! vc escolhe…vivemos em um mudo diferente e temos que nos adaptar a certas coisas…generos diferentes combinam com mentes abertas.

  • Lilla

    (respondendo ao último comentário)

        Exatamente nesse aspecto de não suprimir o acesso NEM a carrinhos NEM a bonecas que eu considero fundamental. No entanto, a forma que o texto usou e o tom de muitos comentários  tem sido a favor de uma possível supressão de bonecas para meninas, vide a ênfase da Andressa logo abaixo concordando com a mãe que invertou os papéis deliberadamente, concedendo apenas carrinhos à menina e bonecas ao menino. Isso é o ponto de desequilíbrio da causa. Pense bem, essa atitude também é uma puta de uma interferência na liberdade.
       
        Simplesmente não entendo porque não dá para equacionar uma mente sem preconceitos a uma idenficação de cunho psíquico ao masculino ou feminino. Masculino e feminino são arquétipos, que de um modo ou outro se refletem nas formas, a questão do machismo é uma questão de poder, muito mais do que diferenciação de gênero. Não dá para refutar essa conceituação, enquanto produto arquetípico, mas é possível desvincular o padrão de vontade de poder (lembra Nietzche) de um sobre o outro ou outros. Alguém falou que as pesquisas de comportamento feitas e divulgadas são preferencialmente sobre indivíduos ocidentais, no entanto mesmo sem entrar nesse aspecto, podemos observar que na cultura oriental temos um modelo que identifica uma energia masculina e uma energia feminina, o princípio Yin e Yang, onde o movimento ativo está para o masculino como o movimento passivo está para o feminino. Os pontinhos de um e outro representam esse equilíbrio que deve existir entre os componentes psíquicos, do mesmo modo que o ativo precisa se equilibrar com o passivo, o passivo precisa se equilibrar buscando dentro de si o componente ativo. Bem, isso é uma visão grosso modo.

       Sou hetero, tenho uma filhinha. Na minha infância, joguei muita bola, brinquei de bolinha de gude, (até estilingue e arco e flecha feitos de bambu eu tinha), andei em carrinho de rolimã, subi em muitas árvores, da mesma forma como brinquei de mãezinha das minhas bonecas, de desfile de moda com as roupas e maquiagens da minha mãe e de cozinhar para minhas bonequinhase fazer muita casinha. Nunca ouvi do meu pai ou da minha mãe que uma brincadeira fosse de menino ou menina, mesmo  meu pai sendo um machista inveterado. Para mim, talvez por ser criada no interior, essa cultura de brincadeira de menino ou menina não teve importância porque era o modo natural das cidades interioranas (exceto a questão de menino não poder brincar de boneca) criar seus filhos e filhas brincando juntos paritlhando das mesmas brincadeiras. A diferença que eles aludiam apenas era de comportamento sexual na acepção da palavra em si, onde meninas devem ter bons modos, não mostrar as calcinhas, não sentar com as pernas abertas e se portar à mesa com mais esmero do que os meninos para mais tarde saberem que teriam menos espaço na vida sexual do que os homens. Bem, era aqui que eu ficava irritada, por que os meninos quando cresciam podiam namorar mais, ir para onde entendessem sem dar aviso e as meninas não podiam, já que na infância nós éramos iguais, nossos “poderes” eram iguais?

  • Alice

    “Eu preciso aprender a só ser.”, já dizia Gilberto Gil. Não, Gil não é nenhum pensador, mas a frase dele está no cerne do meu desconforto com este mundo de homens e mulheres. Nasci com dois cromossomos X e, por causa disso, me deram um lugar: eu deveria ficar dentro de casa, eu deveria aprender crochê, lavar, passar, cozinhar e limpar a casa, eu deveria me manter longe de meninos, eu deveria ficar quieta (não jogar bola, não subir em árvore, não correr), eu deveria aprender a me sentar, eu não podia falar alto (e, é verdade, todo mundo me olhava estranho quando eu contava piadas). Eu não podia mais um monte de coisas (e outro monte de coisas eu podia) – mas o que citei eu devia fazer ou não por ser MULHER. A questão é: por ser mulher eu não pude desenvolver as minhas disposições, entende? Eu queria sair de casa, eu queria falar alto, eu queria brincar com os meninos, eu queria ficar por aí com eles. Eu não queria aprender as coisas de mulher. Eu tive alguma sorte: me consideraram inapta para o trabalho feminino e me deixaram em paz. Era boa nos estudos e me deixaram estudar. Mas, percebem os verbos que uso? Não só por ser criança, mas por ser mulher, eu precisava do aval para fazer ou não isso ou aquilo. Meu irmão jamais diria ‘Me deixaram estudar’. Por outro lado, por ser HOMEM, meu irmão também foi impelido, pressionado a fazer coisas que não tinham que ver com sua índole. No fim das contas, não pudemos, os dois, aprender a só ser (e somos, antes que homem e mulher, seres humanos). Então, não se enganem, tanto para homens quanto para mulheres, a desigualdade de gêneros, a própria partição de gênero, é prejudicial. Precisamos aprender a só ser.

  • http://www.facebook.com/vitorpamplona.kirschner Vitor Kirschner

    A classificação em gêneros masculino ou femininos se deve as diferenças fisiológicas entre o homem e a mulher, ou seja, não é só pelas características físicas, mas pelo traço genético diferenciado entre os gêneros que, tornam suas aptidões diferentes. Temos como exemplo os hormônios produzidos.

    Em regra as habilidades são diferentes, o homem possui possui maior vigor fisico, assim, podemos constatar nas provas de atletismo, onde os recordes masculinos superam os femininos, o que não quer dizer que toda mulher corre menos que qualquer homem. No volante temos outro exemplo, as mulheres são muito mais cuidadosas e melhores motoristas que os homens (vide preço do seguro automotivo), enquanto os homens possuem maior facilidade em estacionar, sim, pois temos uma melhor noção de espaço, porém há homens que são mais cuidadosos que algumas mulheres e mulheres que estacionam melhores que alguns homens.Na divisão de tarefas, na pré-história, na maioria das tribos, a mulher ficou responsável por cuidar da prole, pois a mesma é quem gera. Desta forma, a humanidade foi evoluindo e só agora que na maioria das sociedades, as mulheres admitem funções semelhantes a dos homens, algumas integralmente, assumindo o papel de chefe de família. Porém, não podemos esquecer que suas necessidades, no mercado de trabalho, são diferentes das do homem, por exemplo, a licença maternidade. 
    Concluindo, a separação em gênero masculino e feminino é necessária, mesmo que, não seja definitiva. Devemos sempre lembrar que, cada pessoa tem sua necessidade individual, mas algumas necessidades são universais (para todos) e outras são separadas por grupos, sendo que um deles é o gênero.

  • netiinho88

    Por isso que eu disse que rompeu, falava do lado humano, nu e cru.

  • http://twitter.com/rafaelcgo Rafael Oliveira

    Detalhe…
    O Fundo da Ladies Room é rosa.

  • Suzana Martins

    A questão central pelo que se ve nos comentarios vai além do que é ser homem ou ser mulher..

    A questão parece que gira sobre o comportamento do ser humano na sua escolha e o comportamento da sociedade sobre esta escolha.

    Primeiramente é muito complexo definir com 100% de certeza se a escolha sexual do individuo vem de um comportamento biológico, social ou psicológico ou a soma de um ou de outro.

    Tenho um sobrinho e um primo que desde a infancia já era percebida a sexualidade diversa do genero e bem como tenho uma parente que escolheu viver com outra mulher quando já tinha vivido casada por mais de 20 anos com o marido e já possuia 2 filhas.

    Seja qual o motivo da mudança de genero, esse motivo é de cunho individual, pessoal e intransferivel,

    Infelizmente nossa sociedade ainda não está preparada para aceitar o que ela define como “anormal”. Muitos utilizam de meios invisíveis para manter  longe do seu meio aquele a que chama de “diferente” como por exemplo: não contratando homosexuais.. Outros entretanto, usam da ofensa e da violencia … em um regresso histórico ao tempo das cavernas.

    Há muito que se lutar para uma sociedade aberta e sem preconceitos.

    Tomemos como exemplo os negros que lutaram e conquistaram a igualdade entre os homens, sem contar os mendigos, os indios, as prostitutas e agora os homosexuais, Em pleno ano 2012 assistimos ações racistas e preconceituosas.

    Quanto aos banheiros, sem contar a questão de logistica, pois, quem não possui pinduricalho não pode urinar em miquitório masculino, pois, as mulheres não conseguem urinar em pé, só haverá uma mudança nesta questão se houver uma ordem legal, pois, os costumes fazem regra legal, e o costume “ainda” é haver banheiros para H “homens” ou possuidores de pinduricalhos e M “mulheres” possuidoras de vagina.

    Devemos destacar que muita coisa mudou desde os primordios da lei da abolição. A sociedade se modificou tanto no que se refere ao racismo quanto em relação as escolhas diversas do genero biológico, mas, é necessário muita luta … muita coragem.. muita paciencia e acima de tudo muita fé em si mesmo.

    O legal é haver espaço para discutir a questão.. e o melhor ainda é ver esta discussão aqui neste espaço “papo de homem”

    Suzan Martins

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  • Antonio Alexandre Maia Fernand

    Primeira vez que leio o texto da Jeanne e achei excelente. Formidável como trata de temas complexos de maneira leve e clara. Aqui vai minha contribuição, não teórica, mas minha experiência pessoal.
    Quando eu tinha por volta de 9 anos, Tinha uma prima de 13( no auge do tesão) com a qual fazia brincadeiras íntimas. Eu me lembro com clareza do tesão que sentia por ela, em sua vagina colocava os dedos e adorava. Teve um dia que ela me “comeu” rs, me levou para um canto e eu tentei penetrá-la, mas como meu pênis ainda não era desenvolvido e muito pequeno para aquela vagina formada, foi uma tentativa meio frustante.
     
    Aos 13 anos aprendi a me masturbar com um grupo de coleguinhas e não sentia nada por homens nessa época. Já aos 17 me percebi identificado completamente com a forma masculina e passei a sentir forte atração por homens e nunca mais senti nada por mulheres (hoje tenho 30). 

    Assim, pela vivência pessoal, concluí que o desenvolvimento sexual do ser humano atende a toda complexidade explicada no texto, mas dou bastante peso ao componente sociológico, onde apenas um fator pode desviar do padrão mais provável da manifestação sexual.

    Antes que alguém comente, não me acho frustrado sexualmente, que procurou homens como forma de compensação pela má experiência passada, mas considero esse pequeno abuso fator decisivo para uma mudança de trajetória de uma provável condição ” hétero”. 

    Também acho pouco provável que volte a sentir desejo por mulheres. Nada me atrai, a forma, o cheiro, o jeito. Acredito que haja uma fase no desenvolvimento humano em que a orientação sexual se assenta e de acordo com o indivíduo e por simples comodidade, nos mantemos nessa linha.

    (Abs)

  • Euller Souza

    Meu povo, muito bom o texto e os comentários! Quero participar…

    Consideremos um período na história em que quando o homem (ser humano) ainda era nômade, aonde não se dominava a cultura de plantar e colher, e a sobrevivência da tribo dependia da caça. As tribos se deslocavam atrás de alimento, e toda a tribo participava da caçada, homens mulheres e até as crianças. Não havia conceito de família, e sim de bando, assim não havia casal mulher e homem, a fêmea era do bando e consequentemente o filho também era do bando. As tarefas eram comuns, homem e mulher caçavam e homem e mulher cuidavam da cria.

    Acontece que a caçada era perigosa e causava muitas mortes no bando (tanto de homens, mulheres e crianças) e as tribos desenvolveram métodos e comportamentos para sobreviverem. As tribos que foram mais bem sucedidas e conseguiram sobreviver, foram aquelas que perceberam que as crianças morriam mais que os adultos, e que a única forma de preservarem sua espécie era preservando as crianças. Outra  percepção foi de que as mulheres grávidas eram mais vulneráveis na caçada e as mulheres que ainda amamentavam ainda expunham a cria em lactação. Daí a decisão que as mulheres não mais iriam participar da caça, que teriam a tarefa de cuidar da cria e amamentá-la.

    Esta atitude foi determinante para a sobrevivência do bando, pois os bandos que não tiveram esta percepção foram dizimados, contudo trouxe como consequência a separação de gêneros.

    Talvez possamos dizer que só existimos hoje porque algum dia nossos ancestrais resolveu nos dividir entre homens e mulheres, mostrando que somos diferentes, que temos habilidades diferentes, que nenhum é melhor que o outro e que dependemos um do outro para sobreviver.

  • Cristine Severo

    Sobre as caixinhas, é aquela velha questão: como toda classificação, é didática, e como toda classificação, é burra.

    Li os comentários, e o que pude perceber é que aqueles que foram contra a indistinção entre gêneros, ou seja, aqueles que disseram coisas como: é bom que o mundo seja dividido em homem ou mulher, eu prefiro que seja assim, ou não há como a sociedade abarcar todas as distinções, etc, foram homens brancos, provavelmente heterrossexuais, ou seja, o sujeito padrão. Sinto informar, mas vcs são sim o padrão, e sendo assim, vcs tem privilegios que aqueles que nao pertencem ao padrao nao possuem. Entao, é muito simples pra vcs virem aqui e dizer que acham natural a distinção binária entre generos e que isso deve se manter assim, é claro, as consequencias dessa distinção nao atinjem a VOCÊS!! Vcs só vao repensar esses conceitos qdo aceitarem que possuem privilegios, além dos direitos basicos do cidadao. Alguem falou sobre espancar homossexual. Se aquele homem nao fosse homossexual, ele nao seria espancado. Entao vc tem sim um privilegio por ser hetero. Vc tem um privilegio por ser homem tbm, qdo pode sair na rua a qualquer hr sem se preocupar em ser visto como presa sexual e possivel objeto de saciedade do desejo do outro. Ou entao, qdo nao precisa trabalhar 3 vezes mais pra provar que vc eh capaz de assumir um cargo de chefia. Ou entao qdo nao precisa se contentar com salario mais baixo oferecido pra vc. Ou entao qdo nao tem sua sexualidade reprimida ao longo de sua vida. Vc ainda tem um privilegio por ser branco, e aqui nem preciso de exemplos.

    Entao antes de virem aqui, coloquem-se no lugar do outro, imaginem como será o mundo pra uma filhA de vcs, por exemplo. Vcs vao querer que seja normal ela ganhar menos que o colega dela, que faz o mesmo trabalho e que estudou a mesma coisa?

    Enfim, pra finalizar, nao estou dizendo aqui que agora nao havera mais homem/mulher, todos serao iguais, mulheres masculinizem-se e vice versa. Nao, nao prego que mulher deva usar terno e homem vestido (a menos que queiram). O que defendo é que agnt nao seja escravo de comportamentos de genero impostos, de forma exclusiva, culturalmente. Eu nao daria pra minha filha, por exemplo, somente coisas que remetam a tarefas domésticas, como um jogo de fogao e panelinhas, ou pro meu filho somente brinquedos que remetam a luta, guerra ou corrida, pq nao quero demrarcar os generos nessa dicotomia simplificadora de mulher pertence ao local privado e homem ao local publico. Eles vao aprender naturalmente a se comportar como homem e mulher, e é importante que eles tenham todas as opções que precisarem para sua vida. Um homem pode querer ser mais cuidadoso com o lar, enqto a mulher pode querer ser mais empreendedora.

    Escrevi demais, como sempre.. sorry!

    • Bruno

      Me desculpa, mas esse argumento burro de que a mulher ganha menos que o homem que exerce a mesma função é a coisa mais idiota e hipócrita do mundo. Preste atenção nesta frase: “SÓ É JUSTO EXIGIR OS MESMOS DIREITOS QUANDO SE TEM O MESMOS DEVERES”. Você fala ai como se o fato dos homens ganharem mais fosse uma injustiça obvia mais não é. Antes de soltar essa perola da ignorância popular você se lembrou de considerar o fato de que o homem é obrigado a trabalhar 5 anos a mais que uma mulher para ter os mesmos diretos de aposentadoria, mesmo os homens vivendo em média 7 anos a menos? De fato agente trabalha pra que VOCÊS desfrutem melhor a velhice. Parou pra pensar que quando uma empresa contrata um homem e ele se torna pai ele tira “férias” de 15 dias enquanto a mulher tira 6 meses. Já parou pra pensar que se uma mulher trabalhar durante 5 anos na mesma empresa e nesse período tiver 2 filhos no fim das contas a empresa é brigada a pagar um salario durante um ano para alguém que produziu porra nenhuma? Você também não deve ter esquecido que em geral a mulher fica emocionalmente mais instável e bem menos produtiva que o habitual em “certos dias” todos os meses e que isso representa uma queda significativa no rendimento da empresa. Ah… e nem me venha falar que a mulher enfrenta uma tripa jornal de trabalho por cuidar da casa e dois por dois motivos: 1- A sua vida pessoa não interessa para a empresa você recebe pelo que produz no seu campo de trabalho. 2- Essa super mulher que faz varias coisas ao mesmo tempo não existe na vida real. Em geral as mulheres que são bem sucedidas no trabalho são mães omissas que transferem a responsabilidade da criação dos filhos para a Babá ou para as creches e são esposas relapsas ,pois de fato o quadro mais comum é ver mulheres bem sucedidas profissionalmente que tem 35 anos e são solteironas ou divorciadas. Você também não deve esquecer que em processo de separação onde há crianças o homem sempre é forçado a pagar pensão mesmo quando a mulher trabalha e tem renda própria. Isso, além de perder a casa, que muitas vezes, ele já possuía antes do casamento, porém é muito difícil ocorrer o mesmo em situação inversa.

  • Ravell

    A questão de Homem vs. Mulher, XY vs. XX só é confusa por que se recusam a entender que gênero, identidade sexual e orientação sexual são coisas diferentes. Hj estou destripando o “Papo de Homem” e o texto Bagunçaram meu Sexo (http://papodehomem.com.br/baguncaram-o-meu-sexo/) é um ótimo complemento ao seu e vice versa. Um homossexual(orientação) pode ou não ter um conflito com seu gênero e identidade. Um homem(gênero) que mude de sexo para virar mulher, pode se descobrir uma mulher lésbica(orientação). A sexualidade é algo plural e complexo, como a psiquê e as relações humanas.

  • Josue

    Queria questionar algo. Se a genética não define o “sexo” e o comportamento também não? que tipo de identidade uma pessoa pode desenvolver? como posso classificar como distúrbio um ser que nasce com os dois órgãos sexuais possiveis? até onde sei, existem 2 órgãos possíveis então, embora exista a troca de um pra outro e outro pra um, ainda existirão os dois órgãos apenas(ou ausência total deles) … dessa forma, a escolha, orientada ou não, implicará no modo de pensar e agir do indivíduo classificando-o em um dos gêneros, ou não?

  • http://www.facebook.com/dennymarcels Denny Marcel

    Fico chocado quando vejo que tem gente que visita o Papo de Homem esperando que ele venha alimentar justamente sua visão conservadora de o que é ser Homem…

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