Se você passou mais de 10 anos na escola e agora pretende ser ou já é pai/mãe, esse vídeo e esse encontro é para você →
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O método do Sr. Miyagi

Gustavo Gitti

por
em às | Artigos e ensaios, Cabana no PdH, Mente e atitude


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Enquanto pintava uma cerca, polia o chão e encerava o carro, Daniel San aprendeu golpes de caratê. E pelo caratê aprendeu um pouco mais de tudo.

O método indireto do Sr. Miyagi não funciona romanticamente assim nas artes marciais, mas talvez possamos experimentar um processo parecido na vida. Se todos os microatos mais cotidianos (como escovar os dentes) expressam o estado de nossa mente, será que podemos estimular uma causalidade inversa, usando ações simples (como lavar um carro) para nos transformar?

"Não parece, mas você também está aprendendo a controlar a ejaculação – só depois isso fará sentido, Daniel San, agora respire de novo"

Bagunça de sapatos no templo zen

Assim que comecei a cursar filosofia, com 18 anos, encontrei Mente zen, mente de principiante perdido na biblioteca da USP. Pirei e logo liguei para o templo Busshinji perguntando pelo horário dos iniciantes.

Entrei na sala de prática junto com outros novatos, todos nós ansiosos por receber instruções de zazen, com medo de não aguentar os 45 minutos de imobilidade. Antes de qualquer coisa, a professora apontou para a porta, onde havíamos tirado nossos sapatos no piloto automático, e disse: “É assim que deve estar a mente de vocês. É assim que deve estar a vida de vocês”.

Ansiedade ao avançar um vídeo no YouTube

Alguém recomenda uma longa entrevista com David Foster Wallace e você clica para ver qual é. No primeiro de nove vídeos ele começa citando Wittgenstein e você passa alguns milissegundos ponderando entre duas escolhas: 1) realmente parar tudo e ouvir com interesse; 2) clicar na barrinha, pular para 2:30, 4:58, avançar até o fim em busca de algo extraordinário que em poucos segundos capture sua atenção, sirva como entretenimento e o faça divulgar no Facebook como “foda” ou “genial”.

Ora, isso que esperamos encontrar pulando para o meio do vídeo, essa coisa incrível, isso não existe. Vamos morrer frustrados em modo forward.

Se fazemos isso com vários vídeos todo dia, como essa mesma mente está lidando com projetos, relacionamentos, viagens, grandes coisas? Provavelmente com a mesma ansiedade, com a mesma dependência de estímulos, olhando tudo como entretenimento, sem nunca se satisfazer, sempre querendo checar se vale a pena ou se tem coisa melhor na outra aba, sem conseguir parar e viver com interesse.


Link YouTube | Todas as lições do Mr. Miyagi. Você consegue assistir ao vídeo mais incrível do mundo sem clicar na barra de navegação?

Desânimo ao escovar os dentes

Quando minha vida começa a ficar zoneada ou o sentido das coisas se embaça, a primeira coisa que muda é o modo como escovo os dentes. Eu estou longe de me deprimir ou surtar, mas já começo a colocar a pasta de modo mais displicente e esfrego a escova sem tanto vigor, sem me dedicar nos ângulos mais profissionais, como se eu não confiasse mais no propósito da limpeza. Os dentes parecem mais amarelos, irreversivelmente sujos.

Ali, no micromundo do espelho do banheiro, acontece o que em breve acontecerá com todos os âmbitos da minha realidade. Ali eu posso observar minha mente começando a se perder, meu corpo começando a entortar. E ali mesmo eu posso redirecionar tudo com a escova. Aumento o vigor, corto a ilusão, sorrio. Se tivesse deixado a confusão crescer para além da boca, seria bem mais difícil encontrar algum objeto xamânico para retomar a sobriedade.

Indisponibilidade com a caixa de almofadas

Ano passado Fábio Rodrigues chegou no QG com uma caixa cheia de almofadas de meditação: “Gitti, dá uma olhada”. Eu abri por cima: “Legal”.

Ele se aproximou nervoso: “Abre direito, porra, assim ó”. Tirou as almofadas, me jogou algumas na mão. “É bem assim que você está vivendo, cara”. Eu concordei. Sempre com pressa, ocupado, tratando qualquer evento como interrupção, como se tudo e todos estivessem me atrapalhando. As coisas e pessoas e situações que surgiam eu não abria, só olhava por cima, sem adentrar, sem pegar na mão.

Até hoje, especialmente no QG, eu vivo meio de lado, passando, como se eu não quisesse parar a qualquer momento, conversar, entrar. Faço já indo fazer outra coisa. Sofro de indisponibilidade.

Karate Kid - Sr. Miyagi

O método xamânico do Sr. Miyagi

Alguns microprocessos servem apenas para nos ajudar a detectar travas e aflições, não para trabalhar com elas. Inviável se iluminar escovando os dentes, alinhando sapatos, abrindo malas ou assistindo a vídeos sem pular. Porém, é possível usar uma infinidade de ações banais para desenvolver qualidades corporais e mentais que serão utilizadas em muitos outros contextos.

No budismo zen, por exemplo, em paralelo ao estudo e à prática formal de sentar em silêncio, todos os trabalhos manuais são encarados como extensão do treinamento: cortar alimentos, cozinhar, limpar o banheiro, cortar a grama, cuidar da horta… Mais ainda, qualquer tipo de arte ou técnica é usada como suporte e meio hábil: ikebana, cerimônia do chá (sato), bonsai, arco e flecha (kyudo), haikai, sumi-ê, bushido, kabuki.

Numa fala rasa, podemos arriscar dizer que o princípio ativo é parecido com o método do Sr. Miyagi: cortar cenouras ou atirar uma flecha são jeitos de detectar onde está a nossa mente (estou distraído ou presente, sinto cansaço, orgulho, raiva?) e também mecanismos de cultivar, exercitar, desenvolver outro funcionamento, outros hábitos.

“Todas essas coisas, o arco, a flecha, o alvo e eu estamos enredados de tal maneira que não consigo separá-las. E até o desejo de fazê-lo desapareceu. Porque, quando seguro o arco e disparo, tudo fica tão claro, tão unívoco, tão ridiculamente simples.”
–Eugen Herrigel | A arte cavalheiresca do arqueiro zen

Durante a formação de 3 anos para virar líder de TaKeTiNa, vi meu professor usar diversos instrumentos para trabalhar com as pessoas por meio do ritmo. Berimbau, caxixi, surdo, tschanggo, conga, cantos tribais… Enquanto a gente pensa que está aprendendo a usar a pedra no berimbau, na verdade estamos aprendendo a relaxar corpo e mente no meio do caos. Quando escrevo sobre isso agora, pode soar como uma metáfora ou abstração, mas é exatamente assim que acontece.

Do mesmo modo, em rodas de TaKeTiNa, as pessoas usam os pés, as mãos e a voz para explorar processos sutis que operam de modo quase invisível, pouco concreto, durante a vida cotidiana. No trabalho, ficamos estressados sem perceber. Nas relações, ficamos ciumentos, raivosos, ansiosos, sempre culpando elementos externos. Fazendo apenas ritmos crus, sem histórias e conteúdos para atrapalhar, fica mais evidente quando surgem as tensões, quais as estruturas que nos fodem. Além de nos observar, também conseguimos mexer diretamente com cada experiência, testar outros posicionamentos internos, descobrir outros jeitos de viver.

A mente só aprende pelo corpo

Artes marciais, meditação, esportes, método Feldenkrais, escrever para o PapodeHomem, qualquer trabalho ou atividade pode ser usada por alguém com essa habilidade de xamã. Quase todo xamã, aliás, adoece gravemente na infância ou adolescência e é curado por um tipo de mecanismo que depois vai usar para curar outros seres (música, ervas, toques, hipnose, palavras, rituais, qualquer coisa vira macumba).

Você pode fazer um chá e apenas fazer um chá, escrever um texto e apenas escrever um texto, dar uma palestra e apenas dar uma palestra, limpar sua casa e apenas limpar sua casa. Ou pode aproveitar cada ação para se engajar em algum treinamento, para desenvolver qualidades corporais e mentais que serão utilizadas em muitos outros contextos.

Melhor ainda se encontrar algum professor que saiba como usar alguma técnica para treiná-lo em outra coisa. Em vez de aprender a tocar somente guitarra, por exemplo, um bom professor xamazão é capaz de te ajudar a tocar sua vida inteira de outro modo. Ele vai vincular cada processo da guitarra com um desafio específico de proporção muito maior. Vai te encurralar de um modo que será necessário mudar boa parte da sua vida para conseguir fazer aquele solo, ou cortar cenoura sem hesitação, ou bater palmas no ritmo, ou produzir um sumi-ê verdadeiramente esportâneo…

Se bem usada, qualquer coisa pode servir para espelhar sua vida, como um mecanismo orgânico de biofeedback e auto-regulação. Se você relaxa, o som do berimbau sai perfeito. Se você surta, o berimbau grita isso na sua cara e para os outros. É quase como se você começasse a enxergar nitidamente alguns monstros abstratos como medo e impaciência.

O resultado técnico é o de menos. O que importa é quanto o corpo aprendeu e como ele começou a se mover por trás, em paralelo, ao redor daquele aprendizado específico. Se começamos a fazer esse processo com várias coisas, nossa vida inteira pode se transformar em um treinamento incessante. Mas esse é um ponto que precisa de outro texto para ser detalhado. Entraremos nisso em breve.

Estou curioso para saber se vocês têm mais exemplos e relatos do primeiro tipo (momentos corriqueiros que evidenciam grandes dinâmicas da sua vida) e do segundo (processos comuns que nos possibilitam treinar outra coisa). Seguimos o papo nos comentários.

Este post é resultado de nossas práticas, diálogos e treinamentos na Cabana PdH. Quer entrar no Dojo?
Gustavo Gitti

Professor de TaKeTiNa, autor do Não2Não1, colunista da revista Vida Simples e coordenador dO LUGAR (ex-Cabana). Interessado na transformação causada pelo ritmo e pelo silêncio. | www.gustavogitti.com


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  • Andrey S.

    É interessante a forma como o “mestre xamazão” se encaixa perfeitamente no perfil de meu mestre de karate, o um mês sem vê-lo, e sem a prática diária do karate(já a um mês), estão fazendo com que eu entre em colapso comigo mesmo.
    Cheguei a um nível em que para realizar alguns movimentos combinados era necessário um dia inteiro de paciência, e dedicação, em muitos âmbitos e caminhos, concordo plenamente com o tema abordado, e quanto a segunda lista, diria a prática do karate-do, ou de alguma arte oriental, pois geralmente são as que cobram certa noção de etiqueta do aprendiz.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Andrey,

      Qual o nome do seu professor?

      Você viu essa paciência desenvolvida transbordar para sua vida inteira também? Ou nem tanto?

      Pergunto porque (uma coisa que esqueci de falar no texto) existem músicos geniais com a vida fodida ou lutadores fodas que por algum motivo não aplicaram o que aprenderam para fora do tatame.

      Vejo isso rolar comigo.

      Abraço.

      • http://www.facebook.com/people/Piero-Serur/100002119001191 Piero Serur

         Gustavo, não sou o Andrey, mas posso dizer de mesma maneira na minha experiência que tive com a prática do Karatê durante alguns anos, 6 para ser mais preciso.

        Foi muito interessante a prática da arte marcial para a minha vida. Vi nesse seu texto a mim mesmo, minhas práticas e os professores que tive. Mesmo sendo novo quando iniciei na arte do Karatê, eu aos poucos trouxe para vida um pouco da disciplina, paciência e persistência necessárias na prática.

        E acredito que isso é possível de se continuar a praticar, exercitar e aperfeiçoar mesmo não estando mais praticando uma arte marcial; simplesmente com atividades simples como você mencionou.

        É realmente interessante o resultado da prática aplicada no dia-a-dia. Você vê como se torna mais concentrado nas atividades, como consegue ter paciência para não avançar num vídeo, como você consegue persistir em alguma coisa que quer.

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        Grande Piero!

        Valeu pelo relato. Pelo que vi, temos muitos leitores ligados ao karate. Alguns participaram do primeiro Cabana-Do, com o Alberto Brandão. Agora teremos o segundo, em junho.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000070511566 Alexandre Watt Longo

        Maravilhoso seu texto! Pensei em endócrinos gordos, baterista frustrado (eu mesmo) e psicólogo com crises profundas (eu mesmo também)… mas acredito que podemos refletir, exercitar e treinar em todos os momentos, seja lavando louça, tocando bateria ou clinicando (isso é o que mais acontece comigo – tudo que é para o paciente, na verdade é para mim), pois tudo está em nós e também somos nós em tudo (filosofei? rs) e seu texto caiu como uma luva (viva sincronicidade de Jung), pois muitas vezes nos tornamos cegos por desleixo ou criamos amarras imaginárias… mas temos o tempo todo a oportunidade de adquirir, treinar e praticar tudo que desejarmos!!! Saudações, parabéns mais uma vez pelo texto! P.S: avancei muito o filme… confesso!!! rs

      • Diego

        Existe um bom psicólogo sem um trauma/dilema bem grande?

  • soslaio

    Lembrei de um trecho do livro Musashi, no qual um personagem que treina o arco e flecha diz “o alvo das minhas flechas não é o adversário no campo de batalha, é o espírito”.

    Realmente, acho meio difícil fazer as coisas direito na vida enquanto meu apartamento estiver bagunçado e minhas roupas amassadas.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Então, cara, mas o texto não é exatamente só sobre feng shui e roupas amassadas. Você observa mais coisas na sua vida? Tenho BASTANTE curiosidade em ouvir outros relatos e exemplos desses processos.

  • Relri

    Gustavo,

    Muito bacana o texto cara. Expressa bem o que tudo na vida, na química, na natureza… buscam, o equilíbrio. 
    Obs: O vídeo do portal homem, ficou muito bom cara, parabéns a equipe aí. Não podemos eliminar a figura do arquetivo, do heroi. O modelo. 

    Abraço.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Relri,

      Eu te confesso que fico um pouco triste quando passo 8h expressando pontos que estão bem vivos pra mim, pergunto algo com curiosidade e ouço um “Muito bacana” ou “Parabéns à equipe aí”. Eu realmente encaro esse porra toda como um papo.

      OK você não seguir o papo, claro. Por não querer, não ter tempo, estar em outro lance hoje, sei lá. OK seu comentário, completamente válido, recebemos inúmeros assim todo dia. Mas OK também minha tristeza. E OK esse comentário meu agora. ;-)

      Normalmente eu não mando a real assim porque a galera pode achar que estou “magoado” e exigindo comentários longos ou controlando tudo ou sei lá o que interpretarem. Aí sempre fiquei calado nesses casos.

      Mas hoje achei bom contar que me dá uma certa tristeza não poder seguir com papos específicos sobre alguns pontos que levantei no texto e não ouvir (de você, ainda não li outros comentários, to falando só desse) outros exemplos, relatos, indicações.

      Abração.

      • Relri

        hahahhahahahhaha, me amarrei na espontaneidade,

        Show cara, quebra tudo. Perdão mesmo, é que tenho essas frescurites da formalidade e do pseudo erudito. Comentei o texto de forma mais tranquila, ví muito shamata nesse texto, gostei muito.

        Sou bagunceiro, sou hiperativo e realmente tudo meu, tirando o lado profissional em que visto as máscaras e o esteriótipo do excelente profissional, é sem foco. Realmente não tenho foco algum e isso causa um desequilíbrio violento em mim e nas minhas ações. 

        Mas a gente ta aí para mudar.. vamos que vamos.. Abraço!

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        Você pratica shamatha, então, Reiri?

        (Todo mundo é “hiperativo” hoje em dia, cara, mesmo aqueles que nunca se importaram em ver algum diagnóstico de TDAH)

      • Relri

        Gitti,
        Fiz um curso de shamatta com ani zamba, aqui em Vitória/ES, num templo lindo, no alto das montanhas em domingos martins (interior do estado). O lugar é quase uma dimensão paralela. Amei o curso, cheguei a praticar todos os dias, criei um hábito. Após me formar, relaxei tanto, que parei de praticar. Lembrei tanto de praticar shamatta nos momentos de tensão, provas, agonia, desespero, que quando tudo se acalmou, acalmou até demais. Parei. Não tenho disciplina alguma, eu sou o típico cara que precisa de uma sangha com urgência…kkkkkkkkkkk..Em casa visto a máscara do glutão devorador de bites e o único surfe que pratico é o virtual.

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        Meu, caralho, com a Ani Zamba?

        Eu estiver por perto dela e tive a sorte de receber alguns ensinamentos em locais improvisados durante os últimos três retiros com Alan Wallace, que é um grande amigo, parceiraço (estudaram juntos há 40 anos) e grande admirador. Ele disse que ela é uma grande ioguini, uma grande praticante.

        Eu pago um pau pra presença dela. 700% mais forte do que eu jamais conseguirei ser.

        Dois amigos meus tiveram conexão com ela e pediram para ser aluno dela, mesmo sendo bastante à distância.

        Você sabia que ela está entrando em retiro agora, né?Pretende fazer mais retiros com ela, cara?Abraço.

      • Relri

        Cara, a presença dela é incrível além da história de vida, que é sem noção. Meu limitado inglês que me travou de conversar com ela. Sim, soube desse retiro, me parece que ela ficará lá durante uns 2 anos, incomunicável. Sempre ela manda mensagem naquela rede social que ela criou.

        De qualquer forma vc tem a grande sorte, também, de receber os ensinamentos do Lama Padma Santem, vejo os vídeos dele são bacanas demais. Ele é de uma inteligência incrível.

      • Relri

        Cara, sorte deles, ela é foda. Ela fala meditando, kkkkkk, ela é o exemplo de agir, falar, ouvir, meditando.
        Quando tiver outra oportunidade irei com certeza.

      • FIDEGA

        Foi essa mensagem que eu retirei do post WTF.
        Estou certo?

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        Que mensagem?

      • David

        Gustavo, não sei se você vai achar que isso tem muito a ver com o que está sendo abordado, mas eu li uma reportagem na Superinteressante que traduz muito bem alguns pontos da minha vida… a coisa de “parar o tempo”, como um sinônimo daquilo que te faz realmente feliz. No meu caso, encontrei isso com programação e com a minha profissão (sou professor de inglês). Aquilo de não existir mais nada no mundo além do que o que você está fazendo, como se o tempo literalmente parasse. Não consigo imaginar isso sendo transportado pra cada aspecto da minha vida, mas realmente é muito bom pensar que seja possível…

  • http://www.facebook.com/viictor7 Víctor Alexandre

    Considerando ouvir música um processo comum, esse é o momento onde posso pensar na vida, agir de forma mais tranquila diante dos problemas diários e com as pessoas com quem convivo casa/trabalho/amigos.

    Trocar o barulho que o dia-a-dia produz por algo que eu quero ouvir naquele momento, me faz ver o estresse de perto e pensar em maneiras de mudar meu comportamento e o modo de enxergar esse dinâmico processo da vida.

    Seize the day or die regretting the time you lost.
    http://www.youtube.com/watch?v=jUkoL9RE72o

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Victor,

      Desconfio um pouco desses métodos sem professor. Você acha que ouvir música sozinho pode realmente impactar sua vida a la Mr. Miyagi? 

      Essa é uma questão bem viva pra mim. Te pergunto pra ver como encara isso.Abraço.

      • http://www.facebook.com/viictor7 Víctor Alexandre

        Bem, Gitti.

        Ouvir música e só claro que não tem o mesmo impacto que um professor teria. O problema é que na minha cidade não dispomos de professores que ensinem pra vida e sim pro money. Também não dispomos de escolas de artes marciais. 

        Tive apenas uns dois/três professores de facul que me fizeram ver algo além das aulas. Que diferentes dos demais, foram mais parceiros e mostraram que a sala de aula também uma ‘casa’ de vários aprendizados.
        A música sozinha tem muitos benefícios, tu sabes bem disso.

        Sempre ao final do dia me pergunto: O que aprendi de novo hoje? Isso foi bom pra mim e para as pessoas com quem convivo? E, quando não obtenho essas respostas e/ou não são favoráveis, tento fazer do amanhã um dia melhor.

        Por mais bobo que pareça, me sinto bem em ajudar o próximo, em ser reconhecido no que faço ou em simplesmente ver a cara de satisfação do meu avô depois que lhe faço a barba.

        Na falta de professores, adoto uma professora de ensinamentos únicos e sem regras. A vida.

  • Sátiro

    Ótimo texto! Creio que o maior desafio é a auto-percepção. É perceber o que está acontecendo e como estamos agindo e reagindo. Estamos cada vez mais desatentos e impacientes. A impressão que tenho é que encharcados de informações, dados, imagens e mensagens e não nos conectamos com nossa essência.

    A chance de mudança passa pela intervenção do outro (mestre, coach, xamã, namorada, etc.). Mudei muito depois que fui demitido há muitos anos atrás no meu primeiro emprego, mudei depois do casamento, do nascimento das minhas filhas. Mudei para melhor eu acho…mas as vezes vejo gente mudando para pior. Ficando mais chato, mais intransigente, mais arrogante…

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Sátiro,

      Como exatamente se deu essa mudança? Em que pontos e por quais processos? Houve a presença de algum professor (de qualquer tipo) ou não?

      Pergunto com grande curiosidade, cara. Acho até bobo dizer isso, mas enfim, to querendo deixar claro.

      Abraço.

  • Vinicius

     Realmente, nunca prestei atenção que ao praticar uma coisa, também pode-se praticar outra, tudo ao mesmo tempo. Uma experiência que tenho é a de tocar violão. Tocar com ansiedade atrapalha e muito o desempenho na música, as horas que saíam coisas melhores eram aqueles momentos onde me encontrava “relaxado”.Ótimo post, sempre que estiver a fazer algo, estarei a aprender no intelectual.
     Abraço;

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Vinicius, você sente essa experiência com o violão transbordando para outros pontos da sua vida?

      E tem algum professor de violão? O método dele usa algum elemento mais xamânico a la Mr. Miyagi?

      Por xamanismo aqui, esqueci de dizer isso no texto, eu quero dizer apenas a manipulação de objetos e processos de modo mágico, com uma habilidade de ensinar X ao fazer seus dedos e sua mente focar em Y. É como um cara tentando te ensinar a escrever melhor só que com trilhas pela mata.

  • mczanetti

    No ensino médio tinha um professor excepcional, ele é o tipo de cara que fazia valer a pena passar 3 horas numa aula chata só pelos 10 minutos finais da conversa “off topic” que tinha com a turma. Era ano de vestibular, então todo mundo andava estressado o dia inteiro. As palavras que ouvi naquele semestre moldaram meu caráter.
    Muito obrigado, prof. Dorival

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Que palavras? Lembra do quê?

      (Eu tive um Dorival também, um crânio de matemática. Opa, não, era Lourival.)

      • mczanetti

        Ele não era do tipo que soltava frases prontas, que causavam uma boa impressão. Parece que ele sentia quando alguém estava num mal momento. Lembro de particularmente quando foi diretamente pra mim que ele falou. Eu estava muito focado em rendimento pro vest-ITA e acabei cortando saídas com amigos e coisas do tipo. Lembro que ele me disse pra aproveitar o momento e uma frase foi marcante: “A felicidade não é o que você vai encontrar final da vida, mas como você reage às pessoas durante ela “. Outra coisa que ele sempre falava era a respeito do tratamento com as pessoas, como as relações humanas estão tão subvalorizadas.

  • Cleyton

    Gitti,

    No final do texto você diz “…nossa vida inteira pode se transformar em um treinamento incessante”.

    Quando penso sobre a palavra “treinamento”, penso sobre treinar para alguma coisa: Por exemplo, treinar para um campeonato, treinar para uma entrevista, treinar para isso ou para aquilo.

    E aí, surge um questionamento: Quando se pensa em “transformar a vida num treinamento” com essa mentalidade de estar treinando para algum evento, para alguma coisa específica, não acaba fodendo com tudo ? Estou treinando, treinando,treinando mas para o quê? 

    Para pegar uma mulher mais bonita, para conseguir um emprego melhor ? O que seria esse evento para o qual se treina ?

    Acredito que quando penso em estar levando a vida com um treinamento para algo específico acabo ferrando com tudo, pois acredito que nunca vou encontrar isso.

    • http://twitter.com/becoldasice Alexandre Wiechers Vaz

      Cleyton,

      Eu particularmente entendi que se treina para a vida. Você vai treinar a sua capacidade de seguir a vida com leveza, de se preparar para os obstáculos que ela irá te apresentar. Faz sentido pra você?

      Abração

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Cleyton,

      Você já vive para alguma coisa. Trabalha para ganhar dinheiro, namora para tentar se sentir satisfeito, viaja para tentar ser feliz e assim vai.

      Viver como treinamento é justamente um grande remédio a isso tudo.

      Eu farei um texto sobre essa abordagem, mas a visão de treinamento não inclui a abordagem de treinar para outra coisa e sim para viver aquilo mesmo melhor, enquanto vive, não depois. Por exemplo, se eu me relacionar com mais generosidade (e fizer de uma relação uma prática de generosidade), a minha relação muda na hora, não depois.

      É a diferença entre apenas tomar chá e fazer do ritual do chá um momento para treinar precisão, por exemplo. Você treina justamente algo que faz aquele momento valer a pena, ser rico, satisfatório, completo, belo. Não exatamente para o futuro, ainda que o futuro mude também, claro.

      Faz sentido, velho?

      • Cleyton

        Alexandre e Gitti,

        Faz sentido sim. Tento cada vez mais prestar atenção em minhas ações, reações, aflições, etc, no momento presente.

        Algumas vezes penso sobre o que comentei e acabo caindo nessa conclusão/ideia/pensamento: “viver o treinamento, onde se pratica com presença o momento atual”. 

        Fora outras coisas que vou mudando e pensando conforme vou vivendo …rs

  • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

    Um exemplo de um ato simples que revelou algo relvante é a minha relação com as lentes de contato.

    Durante muito tempo não conseguia ter a calma necessária para manter o olho aberto enquanto aproximava a lente para colocá-la. Ficava ansioso, pois sem a lente não enxergo nada e não posso conduzir atividade alguma. Ao invés de relaxar e concentrar em colocar a lente, minha mente já estava em outro lugar, no lugar em que eu deveria estar daí a pouco, no qual não estava ainda justamente pela falta da lente. E o ato de colocar a lente se arrastava justamente por causa disso.

    ___

    Gitti, sobre “a mente só aprende pelo corpo”, lembro de outras referências:

    * das instruções de Aristóteles sobre como ser virtuoso (basta agir de forma virtuosa);
    * do compromisso judeu do na’aseh v’nishma ou “Faremos e [então] entenderemos”; 
    * e do virile agitur “the manly thing is being done”

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Hum, muito maluco isso da lente. Vira um jeito de percebermos os problemas mais diretamente, né?

      Não conhecia esse compromisso judeu e o “virile agitur”.

      To pirando ultimamente em abordagens que vão do corpo pra mente, como técnica Alexander e afins. Sempre fui do caminho mente –> corpo, mas a TaKeTiNa me fodeu, agora to vendo como é rico o caminho pelo corpo, desde que não pare no corpo e faça o caminho mesmo. Por isso, acho essencial a presença de um professor com qualidades de xamã, pra poder ensinar e transmitir outras coisas junto com o aprendizado técnico mais usual. São raros.

  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    Empresa Dojo.

    Empresa Xamã.

    Textaço, Gitti. Fo-da. 

  • Eduardo Amuri

    “Alguém recomenda uma longa entrevista com David Foster Wallace e você clica para ver qual é. No primeiro de nove vídeos ele começa citando Wittgenstein e você passa alguns milissegundos ponderando entre duas escolhas: 1) realmente parar tudo e ouvir com interesse; 2) clicar na barrinha, pular para 2:30, 4:58, avançar até o fim em busca de algo extraordinário que em poucos segundos capture sua atenção, sirva como entretenimento e o faça divulgar no Facebook como “foda” ou “genial”.”

    Busted, Amuri.

    • http://twitter.com/becoldasice Alexandre Wiechers Vaz

      A essencia do “Flagre-se” auhauhaauhuah

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Eu dei esse exemplo porque fiz ambos.

      Fiquei clicando e depois cansei, desisti: “Vamos lá, Gustavo, você quer parar, você tem interesse, vamos lá, calma, relaxe”. E me agradeci depois por isso. Puta entrevista!

      • Eduardo Amuri

        Faço isso quando coloco para tocar uma playlist que gosto muito. Fico ansioso pela próxima faixa, geralmente pulo na metade, saio correndo para chegar nas que mais agradam. Quando chega, vou para a próxima.

        Me flagro direto. Vou enfiar uma capa de plástico bloqueando o forward do rádio. ;)

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Busted PRA CARALHO. 

  • http://www.facebook.com/people/Pedro-Theml/100000335982826 Pedro Theml

    Eu já vinha pensando nisso à algum tempo, um processo que evidencia algo da minha vida e de como eu sou, mas sempre fui relaxado e não me importava muito com isso, portanto, não fazia nada pra mudar. Mas então, meu primo advogado, teve uma conversa comigo sobre a mesma coisa que eu pensava. A nossa caligrafia reflete muito o que nós somos e o modo como seguramos a caneta reflete na nossa caligrafia. Sempre segurei a caneta de um modo em que a coloco muita pressão no papel e, com isso, sai muita tinta. Além disso, minha letra continua a mesma desde que aprendi a escrever, pois o modo como aprendi a segurar a caneta não deixa espaço pra caneta deslizar sobre o papel. Mas vejo isso mais como um impendimento pra alguma prova que eu venha a fazer algum dia, como prova escrita de segunda fase de algum concurso de alto nível como o de juiz. Se isso mostra um pouco da minha personalidade, aí já não sei e não estou conseguindo achar o adjetivo ideal agora. 

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Cara, tem uma (pseudo) ciência inteira sobre isso, sabia? Grafologia.

      http://pt.wikipedia.org/wiki/Grafologia

      Eu apresentei uma palestra sobre grafologia na quarta ou quinta série, dentro do congresso anual do jovem cientista, no colégio Monsenhor, em Mauá. Aprendi a analisar (de modo raso, claro), vi como a galera fazia, dei vários exemplos, foi bem legal.

      Mas eu acho dois pulos pra coisas assim serem aproveitadas por picaretas. Porém, um professor meio xamã, realmente interessado em te transformar, que tivesse uma habilidade com grafologia, certeza que ia tocar o terror só por aí.

      E tem também o caminho da caligrafia como parte do treinamento da mente. Olha só: 

      http://www.youtube.com/watch?v=dhAbNlMuVvI

      http://www.youtube.com/watch?v=7UXBdwfdaVw

      • http://www.facebook.com/people/Pedro-Theml/100000335982826 Pedro Theml

        As letras são uma convenção que nós criamos pra evoluir dos desenhos nas cavernas, que eram um meio de comunicação. Convenhamos seria difícil e nem todos tem o talento pra desenhar o rosto de uma pessoa, ao invés de juntar as letras que formam o nome dessa pessoa. Um professor xamã de Caligrafia seria muito bom mesmo, grafologia eu já não sei o que pensar, acho que pode dizer se o cara está ansioso e como controlar essa ansiedade, como os mestres ali do vídeo. Nessa correria do dia-a-dia perceber essa ansiedade e tentar consertar isso pra que mais tarde ela não te ataque é a melhor coisa. Agora eu já me policio quando estou segurando errado a caneta, tento desenhar as letras. Repara na letra de um juiz, acho que a prática leva a perfeição e pra chegar à uma posição como a que eu almejo, tenho que ser como eles, antes de entrar pro grupinho. Vejo isso como algo mais prático, um meio pra se chegar ao resultado. 

        Mas realmente, tudo na vida que você faz com calma e dedicação o resultado é melhor.

      • http://www.facebook.com/people/Pedro-Theml/100000335982826 Pedro Theml

        A uma coisa que meu professor/primo me alertou: quando a gente está comendo e colocamos o garfo com a comida na boca e começamos a mastigar, você já está com o garfo cheio de novo, pronto, pra quando você terminar de mastigar, incompletamente a comida que está na sua boca, já colocar outra garfada. 

        Outra coisa: Eu não espero o sinal dos carros fechar e o de pedestres ficar verde. Sempre tento atravessar quando aparece a oportunidade.

        Estamos sempre a 200km/h, e são nessas pequenas coisas que nós podemos mudar e viver mais plenamente. Pelo menos é o que eu acho.

        Uma coisa que eu nunca fiz mas tenho vontade de fazer é um dia sentar num banco do Campo de santana, do lado da minha faculdade, e ficar vendo a vida passar, o sol iluminando as folhas e o céu azul de outono com aquele vento friozinho. Pra mim, uma das coisas mais zen.

    • http://www.facebook.com/arthur.s.mendonca Arthur Silva Mendonça

      eu já reparei na minha caligrafia. Quando eu chego à aula atrasado, querendo copiar tudo que o professor já passou, minha letra sai um garrancho. 
      Mas quando eu escrevo com calma, os traços saem bonitos, redondos, respeitando a linha horizontal. A caligrafia reflete totalmente sua ansiedade.

      Eu reparei também a caligrafia dos meus amigos. Uns amigos que eram mais desleixados, não estudava muito, tinham uma letra feia, desorganizada, difícil de entender. Já aquelas meninas que copiam tudo e todo mundo pega o caderno delas pra tirar cópia, a letra delas é quase perfeita, vc não precisa fazer esforço pra entender, e elas são organizadas. 

      • http://www.facebook.com/people/Pedro-Theml/100000335982826 Pedro Theml

        Cara, não só de ser desleixado, na maioria das vezes nós não tivemos um professor xamã pra ensinar a gente direito como pegar na caneta, meu caso, e aí você leva isso pra sua vida inteira. A caneta não desliza no papel e quando você escreve demais sua mão começa a doer. Isso num concurso é fundamental, só tendo 5 horas pra fazer 10 questões que cada uma tem uma página de resposta. No final você só quer sair dali e sai tudo de qualquer jeito. Um professor faz falta, tenho que agradecer muito meu primo por estar sendo meu professor da vida. Mas dessa vista mais objetiva da escrita, pra visão subjetiva de quem a pessoa é eu não tenho certeza. Claro que não dá pra dizer tudo sobre a pessoa, mas algumas coisas acho que da pra saber sim.

      • http://www.facebook.com/arthur.s.mendonca Arthur Silva Mendonça

        nao que a escrita possa definir a pessoa em si, mas ela dá pistas sobre o comportamento. também não tem nada de empírico nessas constatações, são coisas que eu percebi e fizeram, pra mim, algum sentido

  • http://www.facebook.com/people/Pedro-Theml/100000335982826 Pedro Theml

    Lembrei de outra coisa que eu fazia sem perceber e sem razão, que meu primo me alertou. Toda vez que eu comia feijão e tinha aquela casca meio saindo ou já separada do feijão, eu não comia. A beirada do meu prato quando tinha feijão era “resto” da casca dos feijões. Eu não sei pq fazia aquilo, mas fazia. Às vezes precisamos de alguém de fora pra nos alertar sobre algo, irracional, que a gente tem o hábito de fazer. Hoje em dia eu já como tudo sem ter ficar separando as cascas. LOL

  • http://www.facebook.com/lailataleite Laila Leite

    Achei sensaional este texto. Vivo num eterno empurra barra do youtube. Um eterno procura lead. Meu primeiro exercício foi ler pausadamente o texto sem pular frases, palavras, parágrafos, procurando apenas as informações pessoais. E acho que isso se aplica a vida, vivemos procurando coisas “excitantes” ignorando as pequenas, mas extremamente importantes. Uma professora minha uma vez sugeriu que procurassemos experimentar novas emoções, ela por exemplo, era fissurada por novelas e passava um tempo razoável assistindo-as. Resolveu ficar 1 ano sem novelas e percebeu quantas novas possibilidades e novas emoções o mundo ainda tem.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Esse texto eu não negritei por isso.

      É um outro jeito de falar: “Leia tudo ou nada, não vou facilitar”. 

  • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

    O exemplo de escovar os dentes é um dos melhores. Eu tenho obsessão em passar fio dental, compro todos, atualmente estou usando 4 tipos diferentes, é uma mania meio bizarra até.

    ***

    No Japão as casas tem um sapateira na entrada. Esse fato eu observei: as casas com as sapateiras mais arrumadas eram das pessoas mais tranquilas e calmas, casas boas de ficar, dava pra sentir. Ao contrário de outras que era uma puta bagunça cheia de tênis e havainas jogadas, tudo empilhado e chulé, normalmente o(s) morador(es) era acelerado, ansioso, etc…

    ***

    Já ouvi que se você estiver em um bom estado de mente é impossível chorar ao cortar uma cebola.

    ***

    Empresa Dojo e Empresa Xamã. Ao observar no texto – Biofeedback me veio na cabeça essa refêrencia. O livro é de 1996.

    http://www.clementenobrega.com.br/pdf/ebeq2008.pdf

    Se já não conhecem, vão gostar.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Meu, eu sou IGUAL em relação a fio dental. Sou quase maníaco.

      Treinar observar famílias por meio de sapateiras é treinar uma habilidade meio Mr. Miyagi. Considero essencial desenvolver isso hoje em dia. Comecei a ver a importância disso só recentemente. Em geral, nunca prestava atenção em mim e nos outros por meio desses detalhes.

      A da cebola eu não sei. Eu já cortei bem feliz e nada. ;-)…

      Valeu pelo livro. Baixando.

    • Danilo Ruiz

      Cara, o exemplo da cebola eu já reparei. Eu gosto muito de preparar um “rango” e quando estou com pressa, com algo no forro para mexer ou coisa e tal e tenho que cortar a cebola bem depressa meus olhos sempre saem lágrimas. Agora se estou com tempo e fazendo a comida mais tranquilamente não saem lágimas quando corto a cebola.

    • Danilo Ruiz

      Cara, o exemplo da cebola eu já reparei. Eu gosto muito de preparar um “rango” e quando estou com pressa, com algo no forro para mexer ou coisa e tal e tenho que cortar a cebola bem depressa meus olhos sempre saem lágrimas. Agora se estou com tempo e fazendo a comida mais tranquilamente não saem lágimas quando corto a cebola.

  • http://www.facebook.com/DouglasTeiixeira Douglas Teixeira

    Percebo isso quando minha vida pessoal por um acaso desanda, a minha mesa e local de trabalho começam a desandar também

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Pois é, Douglas. Mas transformar a vida só arrumando a mesa não rola, certo?

      O que usa pra transformar a vida?

  • Rodrigo Lafaete

    Acredito que o altoconhecimento nos traz a percepção necessária para que possamos identificar esses microprocessos/atitudes que alertam nossos sentimentos, a arte-marcial é um meio muito interessante de atingir o autoconhecimento, desde que a mentalidade espiritual e filosófica seja devidamente trabalhada.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Rodrigo,

      Você pratica alguma arte marcial, cara?

  • http://donluidi.wordpress.com/ don luidi

    Muito bom Gitti. Eu libero minha mente quando estou caminhando pela natureza e ‘expio’ meus ‘karmas’ escrevendo algumas coisinhas no meu blog (quem sabe um dia algum texto venha a estar aqui no PdH)

  • Danilo

    Me agradou muito a ideia do texto Gitti. Gostei mesmo. Iniciei a reflexão do assunto depois de ter assistido o filme “Peaceful Warrior e logo após ter, também, lido o livro do Dan Millman.

    Como fazia estágio em um laboratório de química e logo após ter tirando algumas lições do Dan Millman, começei a aplicar nos trabalhos repetitivos que fazia dentro do laboratório, deixando minha respiração fluir a cada movimento repetitivo que fazia. Devo contar que tudo isso teve uma causa inicial de um período depressivo e ansioso (que me perdoem os psicólogos se caso tenha cometido alguma heresia).

    Em fim, ainda faço tal pratica ao caminhar, cuidar de plantas, praticar os exercícios de bodyweight (Obrigado ao Alberto Brandão pelas primeiras dicas de treino físico dadas aqui no PdH e no blog selfimprovement), estudando e me desafiando.Grande Abraço!Danilo.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Bom saber, Danilo.

      Impressionante como qualquer ação pode ser alterada adicionando essa camada paralela de treinamento, igual você fez no laboratório.

  • http://estadodearte.wordpress.com/ Rafa

    Parte do meu trabalho é copiar marcações de arcada de instrumentos de arco (violino, viola, cello e contrabaixo), que são indicações nas partituras de quando que os arcos sobem e descem. Os chefes de naipe entregam o material pra gente e precisamos copiar manualmente para o material dos outros músicos.

    É um trabalho de monge, que tem que ser feito com cuidado e paciência. Se eu entrar na tarefa com o espírito errado, vira um trabalho mecânico chato pra cacete. Isso tem que ser feito com calma e concentração, porque arcadas erradas significam que um músico vai perder tempo de ensaio pra ajeitar uma cagada minha.

    Aproveito pra treinar foco e disciplina enquanto copio as marcações. Mas tem dias que é foda. =/

  • Breno Tiki

    Eu entendo bem essa rotina/habito, após o trabalho eu treino boxe, e é impressionante que quando se está com a cabeça cheia, nenhum golpa sai direito, a respiração fica errada (o que casa mais rápido) e esqueço a contagem e a sequencia…

    Aliás esse é o motivo que eu infernizo o vizinho com a minha tentativa de tocar bandolin,flauta doce e rabeca que além do ato de tocar o instrumento tem um que emocional envolvido que não sei explicar

    Agora me falta um habito matutino, eu sei que poderia ser o escovar de dente arrumar a cama como ato reflexivo, mas sou muito romano para tal, prefiro algo mais cerimonioso

  • http://www.facebook.com/people/Lucas-Lameira/100000120735004 Lucas Lameira

       Eu costumo ficar muito preso na minha cabeça enquanto caminho. Poucas são as vezes que consigo prestar atenção as coisas ao meu redor no trajeto para o trabalho-casa – que considero ser um trajeto mais do que conhecido.
      Uma das formas que consigo me sentir de volta ao presente é quando vez ou outra, volto a desenhar ou escrever: meu olhar se torna muito mais atento ao que está ao meu redor e começo a encontrar coisas que nunca havia visto em lugares “mais do que conhecidos” (como o meu trajeto trabalho-casa). Não penso que isso ocorra por causa do desenho ou do texto em si, mas pela atenção que a atividade me exige. Eu tenho praticamente que “me tornar um” com o que estou fazendo, eliminando as expectativas que tenho com relação a realização das minhas ideias.Se não fizer isto, não consigo prestar atenção no que fazendo. Quando fico horas planejando como deve ser feito seja lá o que for, faço errado ou não faço. Para fazer algo, eu tenho que simplesmente fazer.
       Escrevi sobre isso ano passado ( http://presentevivo.blogspot.com.br/2011/07/acao-presente-e-pretensao.html ). Cheguei a conclusão que ter consciência disso não facilita em nada o processo, mas que ele pode ser colocado em prática a qualquer momento, basta fazer aquilo que se esta fazendo.
       Nessa época começei a pensar que esse processo de “presentificação” parece ir na contramão de ter consciência disso, pois ter consciência de que se está escrevendo é somente ter consciência de que se está escrevendo e não “escrever”.  Quase surtei tentando resolver isso. Pra não surtar, resolvi não tentar resolver isso e continuar vivendo, fazendo o que devo fazer, da forma como devo fazer. :-)

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      “ter consciência de que se está escrevendo é somente ter consciência de que se está escrevendo e não “escrever”.”

      Exato. Pra mim essa questão também é essencial. E nada fácil. Um desafio.Meu professor de meditação me instrui durante um retiro fechado: “Não fique pensando sobre as instruções de prática”.

      É muito fácil a gente ouvir “Foque nisso” e ficar pensando “Foque nisso” em vez de, porra, focar nisso. Parece bobo, mas faz toda a diferença dentro de uma experiência. É como tentar fazer um prato sem nunca largar a mão do papel da receita.

      É por isso que acho que muitas abordagens new age de pensamento positivo não funcionam. Você fica adicionando pensamentos em vez de simplesmente aprender um treinamento para mexer diretamente na sua ação.

  • http://oficinaeoficio.com Fernando MDB

    Consegui ler todo o texto sem avançar parágrafos. Agora vou tentar viver a tarde sem pular direto para a noite. Antes vou escovar os dentes.

  • Esaigh

    Quando Gustavo Gitti não esta bêbado é capaz de escrever textos realmente muito bons, que valem a leitura e remetem a reflexão. Parabéns Gitti!

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      O Gitti bêbado também mata a pau, ele sai voando em seu tapete mágico com sinos e berimbaus. 

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Quando falo algo na mesa, por um pouco mais de tempo, puxando papo e ouço um “Parabéns”, fico assim: http://papodehomem.com.br/wtf/

      Eu acho que o lance do “Parabéns” surge porque não estamos acostumados a ter conversas em que ouvimos alguém por, sei lá, 15 minutos sem interromper. Pra isso rolar precisamos estar na configuração de uma “palestra”, aí sim sentamos e ouvimos, e batemos palma ao final.

      Mas e se não batermos palma? E se ao fim a coisa se abrir para nós também falarmos 15 minutos?

      Fico pensando aqui. No fim de um retiro de ensinamento sobre o treinamento da mente, mesmo depois de 2h de “palestra”, ninguém bate palma. Depois de um cara tocando um instrumento (drum opening) antes de uma roda de TaKeTiNa, ninguém bate palma.

      Por quê? Porque não houve distanciamento. Todos ainda estão na mesa. Em cheque, prontos pra falar outra coisa. Ninguém fez check out.

      Maluco essa diferença, né? Eu acho o “Parabéns” muito significativo.

      Mas é também apenas um elogio. Entendo isso.

      Abraço.

      • http://Www.fabioricardo.com Fábio Ricardo

        Achei muito interessante essa questão das palmas e do parabéns. Mesmo que ela esteja nos comentários e não no texto em si, ela é um ensinamento que devemos absorver.
        Quando um amigo seu fala algo muito inteligente na mesa do bar, nós não dizemos parabéns e não aplaudimos. Quando a mesma coisa é dita em uma palestra, tratamos como um ensinamento muito mais importante.
        É uma falha nossa, a de não darmos a devida atenção aos ensinamentos coidianos, endeusando o ensinamento que vem de fora.
        Certa vez, um amigo me disse depois de um longo papo sobre a vida em si: “Sábio Ricardo” (meu nome é Fábio Ricardo). Acredito que foi a forma dele de djzer que eu havia conseguidoelevar aquela conversa para um nível de aprendizado. Só depois de muito tempo é que eu fui perceber que na verdade quem estava me ensinando algo era ele. Me ensinava que eu deveria fazer aquilo mais vezes, deveria assumir para mim aquela visão diferenciada da vida.

      • http://www.facebook.com/valsortiz Valquíria Sampaio Ortiz

        Eu encaro o “Parabéns” como algo definitivo. Como não tenho nada a acrescentar, elogio o outro por ter uma ideia tão clara. Às vezes me irrito com isso porque quero uma conversa, não uma palestra! ;)

  • http://www.facebook.com/arthur.s.mendonca Arthur Silva Mendonça

    Eu uso a respiração como termômetro do meu estado de espírito. Num dia recheado de agressividade e ansiedade, eu nem consigo respirar direito. A respiração sai curta, rápida, qualquer coisinha tira seu foco, qualquer coisa te irrita.

    Já num dia mais calmo, é facil respirar fundo e sentir o corpo relaxar. Qualquer atividade a qual eu me proponho fica mais fácil me concentrar.

    O modo de andar também eu vejo como um indicar do estado mental. Quando eu estou com pressa, os passos saem curtos, eu nao respiro direito, quero passar por cima de todos, olho para o relogio a toda hora, ansiedade ao máximo, não se repara em nenhum detalhe interessante pelo caminho, a cabeça só pensa em coisas improdutivas.
    Mas quando eu ando devagar, respirando bem, sem pressa, é muito mais fácil reparar em tudo ao redor, às vezes coisas que vc nunca viu naquele caminho que vc faz todos os dias. 

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      A respiração é chave.

      Mas você aprendeu algum método para usar a respiração também como motor de grandes transformações (não só como termômetro e microregulador esporádico), Arthur?

      Do pouco que sei, lembro agora de pranayama ioga, técnica de renascimento (rebirthing), shamatha, breathwork… Que mais? Todos esse são bem diferentes.

      Já se engajou em algum treinamento desse tipo?

      • http://www.facebook.com/arthur.s.mendonca Arthur Silva Mendonça

        não. ( eu estava esperando justamente que vc lançasse essa luz, hehe)
        o primeiro contato que eu tive com a ideia de perceber a respiração foi na Cabana. 
        Elas requerem necessariamente um mestre/xamã ou tem alguma ”do it yourself” ?

  • http://www.facebook.com/danpmartins Daniel Martins

    Gitti,

    enquanto lia seu texto pensei na importância dos ensinamentos que meu orientador (no mestrado) vem me apresentando ao longo deste primeiro ano de convivência. Para mim cada um deles tem impactado positivamente em outros aspectos da minha vida. Um exemplo muito claro disto foi o ensinamento sobre como o cuidado com as palavras tanto proferidas quanto escritas pode nos tornar pessoas mais coerentes. Numa defesa de um projeto do mestrado de outro colega, ele comentou sobre a postura inadequada do apresentador diante da platéia. Sua explicação foi sobre como palavras comuns utilizadas de forma incorreta perdem completamente seus sentidos. Poucos dias depois percebi a importância de ter estado naquela apresentação. Eu percebi que a forma que me expressava para uma colega que estou interessado não condiziam com as características que tanto valorizo num relacionamento. Até aquele momento eu estava paquerando-a em modo automático (apressado, sem valor) e por muito pouco ela não deixou de conversar comigo. Felizmente esse ensinamento se firmou antes que eu pudesse estragar esse relacionamento. 

  • http://www.facebook.com/danpmartins Daniel Martins

    Gitti,
    enquanto lia seu texto pensei na importância dos ensinamentos que meu orientador (no mestrado) vem me apresentando ao longo deste primeiro ano de convivência. Para mim cada um deles tem impactado positivamente em outros aspectos da minha vida. Um exemplo muito claro disto foi o ensinamento sobre como o cuidado com as palavras tanto proferidas quanto escritas pode nos tornar pessoas mais coerentes. Numa defesa de um projeto do mestrado de outro colega, ele comentou sobre a postura inadequada do apresentador diante da platéia. Sua explicação foi sobre como palavras comuns utilizadas de forma incorreta perdem completamente seus sentidos. Poucos dias depois percebi a importância de ter estado naquela apresentação. Eu percebi que a forma que me expressava para uma colega que estou interessado não condiziam com as características que tanto valorizo num relacionamento. Até aquele momento eu estava paquerando-a em modo automático (apressado, sem valor) e por muito pouco ela não deixou de conversar comigo. Felizmente esse ensinamento se firmou antes que eu pudesse estragar esse relacionamento. 

  • http://twitter.com/becoldasice Alexandre Wiechers Vaz

    Eu mexo muito as pernas, MUITO mesmo, quando to agitado. Vivo mudando de abas constantemente, as vezes no meio de um texto, um pouco mais raramente faço isso sem nem terminar um parágrafo, literalmente no meio do texto. Muitas vezes mudo de aba enquanto estou escrevendo um comentário ou qualquer coisa, no meio de uma frase no MSN… Nesse exato momento, parei de escrever aqui pra responder um SMS… Eu costumo me flagrar e corrigir esse comportamento, mas ele ja é automático e vira e mexe, me pego pensando várias vezes no dia “Opa, olha só o que eu to fazendo denovo”, as vezes de 20 em 20 minutos…

    Nesses casos, o silencio me ajuda a relaxar um pouco e percebo que nos dias em que eu acordo e sento em silencio por uns minutos, isso ocorre muito menos, como se dependesse do silencio pra ficar relaxado. Como acabar com essa dependencia entre relaxamento e silencio?

  • Polygall

    Oi Gustavo, mto bom o seu texto…e isso me arremeteu a uma conversa que tive com um amigo há algumas semanas atras, dentro de um táxi no caótico tránsito de SP. Ele, que faz há 4 anos Kung Fu – Choy Ly Fa, tentava me “convencer” a mudar para esta arte marcial. Não só muito fã de exercicios, apesar de achar fundamental, mas durante um bom tempo fiz boxe feminino e atualmente faço (com pouca empolgação) musculação e esse amigo me contava as delicias do karatê e o qto poderia ser mto mais animador do que o boxe…relatava como tinha melhorado sua concentração, como tinha conseguido melhorar sua postura em situações de stress e o quanto passou a ser menos ansioso refletindo por exemplo na comida, ou seja, hoje passou a comer menor e mais devagar, saboreando mais os alimentos. Falava-me também com empolgação na percepção fisica que adquiriu nestes 4 anos e confesso que esta empolgação me deixou bastante curiosa. Hoje o seu texto me fez novamente pensar sobre esta possibilidade.

  • http://www.facebook.com/people/Clara-Andrade/1301551499 Clara Andrade

    Meu calcanhar de aquiles são os momentos de dormir e acordar e, por isso, meu principal termômetro.
    Quando funciono no modo automático, desatento, ansioso e acelerado, vou para a cama tarde, já exausta de atirar em tantas tarefas e não terminar nenhuma. Daí também demoro a acordar, enrolo, saio de casa com pressa e vou emaranhando o stress criando um ciclo diabolicamente vicioso. Ponto.
    Já quando estou mais tranquila, relaxada e organizada a mudança começa a ser vista no quarto em ordem, cumpro o que me propus e vou para a cama mais cedo para ler antes de dormir. Acordo um pouco melhor (acordar cedo pra mim sempre foi difícil), na hora, tem banho bem tomado, café da manhã demorado e visual cuidado. O dia começa com mais chances de ser frutífero.

    O ponto é fazer da segunda rodada um hábito, mas o que era pra ser um desenvolvimento linear, acaba virando do avesso, com (várias) alterações de humor e perda de foco. E aí? 

  • Nina

    Mente e Zen e Arte Cavalheiresca estão na minha lista de livros fodões.

    Pratico Yoga (com um mestre, não em academia) 

    Li Arte Cavalheiresca em 2010, ainda não tinha um mestre, reli esse ano e entendi muita coisa.
    Porque entender intelectualmente é uma coisa, vivenciar é outa completamente diferente.

    “A mente só aprende pelo corpo ”

    Pratico Yoga, mas por causa de algumas lesões foquei mais na auto observação e na meditação.
    Quando a  dor é intensa (não digo dor em relação à executar asanas, mas em atividades simples, como subir escada, carregar peso, etc.) observo pertubações mentais, questiono coisas que nem questionava mais. É engraçado observar isso. Não é à toa que dizem que corpo são, mente sã.

    Se não me engano o Suzuki diz que se você se encolhe, você se perde (ou algo do tipo). É a mais pura verdade.  

    Uma das coisas que aprendi depois de um tempo de prática é que espiritualidade não é alheia ao cotidiano, muito menos essa onda zen, colar de om, bate indiana, dizer namastê, gasshô, etc. Espiritualidade é outra coisa. O que importa são os momentos que estamos sós, que ninguém sabe. Aquele momento estressante que antes acabaria com o dia, depois de um tempo passa a não incomodar mais, e se incomoda é breve, observa e passa, tudo é simples.

    Faz um tempo disse para o meu mestre que era mais zen esfregar o chão bem esfregado e estar atento ao momento do que citar frases de impacto. Ele riu.
    :)

    • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

      “A mente só aprende pelo corpo”. A correlação é alta em minha opinião. Teorias x Praticas.

      Faz sentido que todos precisamos de “terapia”; “ter a pia” cheia de louça?

    • Guilherme Z.

      A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen é um puta livro! Pena que não seja fácil colocar em prática na vida real. Por outro lado, se fosse realmente fácil, qual seria o valor/ganho?

  • Eduardo

    Uma das figuras que eu mais venero pelo feito é o Siddhartha Gautama. Sempre tenho o objetivo de alcançar o nirvana. Mas para isso, tenho que perder  toda arrogância, apego material, ansiedade, enfim. 

    Muito ainda falta para evoluir espiritualmente, psicologicamente e até fisicamente.

  • Andrey S.

    Bom Gustavo, meu mestre se chama Edimário Ferreira(Dida), oitavo Dan de Shito-ryu karate-do, e sim, realmente percebo que com a prática, com a paciência e perseverança em manter esta prática, é como se uma nova gama de caminhos e questionamentos crescessem. Falando sobre paciência, observo que se deixas que seu espírito se abale, e não tenta mudar esse estado, você acaba em um dia ruim, atrapalhando tudo o que tinha planejado para que o dia fosse o contrário, por isso não devemos abalar nossa visão e espírito por que simplesmente nos irritamos com um motorista mal educado, ou talvez diante de alguma injustiça, as vezes simplesmente as outras pessoas estão tão ou mais confusas quanto você, e nada irá mudar isso, a não ser o tempo, ou sua própria iniciativa de deixar sentimentos ruins penetrarem em seu coração…
    É complicado dizer sobre isso em minha vida cotidiana, pois há situações em que o karate simplesmente é presente em minha vida como se fosse algo tão natural como o respirar, todos os ensinamentos por mim aprendidos, e há horas em que eu não sei sequer o que estou fazendo…
    É aquilo, olhar o outro é mais fácil do que se auto analisar e reconhecer seus defeitos, seria hipócrita dizer que o que aprendi bate a todo segundo em meu coração, pois não bate, e somos todos humanos, e sou hipócrita, mas obrigado pela curiosidade.
    Gostaria de saber se há algum motivo em especial que o tenha sentido o que aprendeu em outros caminhos de sua vida? 

  • CamilaCdSG

    Incrível o texto! (o que me faz pensar, de novo, em “Cadê a Cabana para mulheres, pelamordedeus…rs) Enfim, eu não tenho nenhum xamã/mestre específico, mas tento absorver o que vejo de bom nas pessoas ao meu redor e do que leio e fuço por aí. Já fiz karatê e tenho muita vontade de voltar, acho um exercício completo em inúmeras categorias. Mas de tudo que me chamou atenção foi a idéia de evoluir, ou tornar a vida um treinamento, por meio da mente ou do corpo…Eu não sei se fui sempre assim, mas ultimamente sou total corpo>mente e material>espiritual. Entrei na academia, aumentei o número de aulas de dança de salão, corrigo a postura o tempo todo, faço o máximo pra manter meu quarto, roupas e objetos organizados. E tudo isso eu tento fazer com a maior calma possível, estando 100% presente, curtindo o alongamento, curtindo o cuidado com as minhas coisas e comigo. E tem feito diferença, me sinto mais disposta, mais tranquila. Parei no meio desse comentário quase 487 vezes para atender o telefone da empresa (sim, lendo Pdh no meio do hr de trabalho, praticamente minha pausa para meditação…rs), mas, não me estressei, apesar de estar ligada no 220. Trabalhar o corpo tem me feito entender que uma mente hiperativa não é sinônimo de estresse. Recomendo essa “linha” de treinamento. =)

  • CamilaCdSG

    Incrível o texto! (o que me faz pensar, de novo, em “Cadê a Cabana para mulheres, pelamordedeus…rs) Enfim, eu não tenho nenhum xamã/mestre específico, mas tento absorver o que vejo de bom nas pessoas ao meu redor e do que leio e fuço por aí. Já fiz karatê e tenho muita vontade de voltar, acho um exercício completo em inúmeras categorias. Mas de tudo que me chamou atenção foi a idéia de evoluir, ou tornar a vida um treinamento, por meio da mente ou do corpo…Eu não sei se fui sempre assim, mas ultimamente sou total corpo>mente e material>espiritual. Entrei na academia, aumentei o número de aulas de dança de salão, corrigo a postura o tempo todo, faço o máximo pra manter meu quarto, roupas e objetos organizados. E tudo isso eu tento fazer com a maior calma possível, estando 100% presente, curtindo o alongamento, curtindo o cuidado com as minhas coisas e comigo. E tem feito diferença, me sinto mais disposta, mais tranquila. Parei no meio desse comentário quase 487 vezes para atender o telefone da empresa (sim, lendo Pdh no meio do hr de trabalho, praticamente minha pausa para meditação…rs), mas, não me estressei, apesar de estar ligada no 220. Trabalhar o corpo tem me feito entender que uma mente hiperativa não é sinônimo de estresse. Recomendo essa “linha” de treinamento. =)

  • http://twitter.com/ddubard Diego Dubard

    Nem curto esses esquemas, por isso vou fazer um comentário sobre o DFW.
    Brief interviews with hideous men é FUDERESO.
    E tem um texto dele sobre o sistema educacional universitário americano, lido quando ele foi paraninfo de uma turma, que é um tapa na cara.
    Depressão é foda.
    Rest in peace David.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Quero muito ler tudo leu.

      INFINITE JEST você leu, Diego?

  • Diogo Batalha

    Curioso voce postar isso assim hahahaha eu fiz uma palestra (sobre como ser redator publicitário) em que utilizo os videos do treinamento do daniel para explicar tudo. Aprendi minha profissão com o professor Miyagi. hahaha. Fez sucesso.

  • Anna

    Gustavo, eu toco violoncelo. E quando eu estou tensa por qualquer motivo, o som sai péssimo: o corpo preocupado faz com que eu segure o arco errado ou que eu erre a afinação. Para complicar, cello é um instrumento que não admite desaforo: ou você senta direito para tocar (costas retas, ombros relaxados) ou nada feito: sai *aquele* guincho que espanta gatos e faz os vizinhos chamarem a polícia.

    Com o tempo, percebi que eu me acostumei a sentar reta quando preciso me concentrar em alguma coisa, como se fosse tocar um concerto de Elgar naquele instante. Nunca pensei em associar isso a uma temática zen, mas, tá aí: o cello é minha meditação. Aprendi uma coisa nova hoje :)

  • http://www.facebook.com/julio.saraiva.9 Julio César Saraiva

    meu eu interior cada medo , cada experiencia tudo com uma visão critica de mim mesmo afim de me compreender melhor : saraivadomquixote.blogspot.com 

    curti o texto porém minha falta de conhecimento em vários aspectos fez com que talvez eu nao tenha entendido tudo que vc quis passar mesmo assim excelente texto

    sou adepto da lei da atração e mudo meu dia a dia por conta disso me traz excelentes resultados físicos, mentais e materiais.

  • Olaf Q

    Pô, gostei bastante do exemplo dos calçados bagunçados Gitti,

    Acredito que o meu maior problema (será que é um problema?) seja o “excesso de foco” muitas vezes seguido do objeto de foco.
    Exemplificando, quando fiz ninpô, a arte marcial. Eu comecei com prática três vezes por semana, como a turma era pequena consegui uma “licença” para treinar todos os dias, em seguida começaram as aulas de final de semana onde eu também participava, vendo meu interesse e de mais uns 3 alunos o Sensei começou a treinar-nos para fazermos substituição dele quando ele viajasse pra treinar e coisas afim… E lá ia eu treinar de segunda a segunda e mais de uma vez aos fins de semana. Não me lembro bem o por quê, acho que falta de dinheiro, parei o treinamento… E nunca mais voltei.Outra parte ruim é que na época eu estudava, e estudo (e todo o resto) se tornou secundário na minha vida.

    Agora estou em uma fase em que trabalho com programação e estudo programação depois do trabalho até a hora de dormir… O resto parece estar meio secundário, sinto que vou entrar no mesmo ciclo mais uma vez.Das tarefas que faço com mais presença, acho que a maior delas é lavar a louça, costumo observar bem tudo, planejar uma ordem mais adequada, prestar atenção em cada coisa que faço e agir da forma mais consciente e eficiente possível, acho que é meu momento de “lavar o carro”, como no Karatê Kid.Além disso pratico (não com muita disciplina), o silêncio de (quase) todos os dias.

  • http://www.facebook.com/people/Giovana-Camargo/1469800599 Giovana Camargo

    Penso muito sobre isso também , Gustavo. Acho muito bacana ter esse tipo de percepção no nosso cotidiano, encaramos problemas como ok são problemas e não como nossa postura diante de fatos que pedem por nossa atenção. Percebo em mim mesma que tenho super dificuldades com foco e como lidar com espaço/tempo e essa dificuldade aparece nos momentos mais “idiotas”, por exemplo quando preciso arrumar uma mala. Sou a pessoa mais improdutiva e morta quando vou arrumar uma mala, ok, to falando de arrumar mala agora, mas em várias situações me percebo querendo terminar aquilo e quando faço algo quero terminar o que to fazendo, não tenho mais presença, e logo, não tem mais nada pra ser feito. Existe uma ponta do iceberg que é o fator a ser aprendido mas o iceberg por si pode vir-a-ser qualquer coisa que simplesmente venha chamar nossa atenção pra merda da ponta do iceberg. Não importa qual ela seja!

    Ao mesmo tempo que penso nisso, não sou muito de pirar em raízes e origens de problemas e dificuldades, pedir ajuda a Freud, buscar traumas e karmas. Acho que elas podem ser curadas sem ao menos sabermos o que é, mas simplesmente tendo consciência de que ela existe e agindo. Yoga pra mim é essencial para esses processos, dança, música e outros ‘direcionamentos’ que me trazem clareza durante esses processos. 
    Cara, não sei se o que falei fez sentido pra vc. Mas ta aí. rs

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Giovana,

      Em nossa cultura atual, há uma forte tendência para encarar os problemas de modo causal, como traumas, como reflexos do passado. É como se mesmo quem nunca leu sobre psicanálise tivesse uma abordagem assim, mesmo sem querer.

      É muito comum algumas pessoas vincularem problemas atuais a momentos lá da infância como uma estratégia inconsciente de dizer: “Isso que eu vivo é sólido mesmo, surgiu quando eu era indefeso, não é fácil de mudar”.

      Por isso eu gosto muito de abordagens não-causais que atacam o problema diretamente sem buscar por causais de conteúdo, histórias, mas buscando por causas estruturais, na raiz mesmo. Por exemplo, você pode curar uma relação desfazendo algum desentendimento passado ou simplesmente começando, do nada, a se relacionar de outro modo.

      Ou pode entender que não importa o motivo da raiva, o que importa é entender que a raiva é uma aflição interna fruto de uma alucinação e pode ser desfeita. Não importa o conteúdo da alucinação, apenas o reconhecimento de que é uma alucinação. Nessa abordagem mais cortante, perdemos menos tempo.

      Pelo que vi, você está buscando algo mais assim, né?

      Abraço.

      • http://www.facebook.com/people/Giovana-Camargo/1469800599 Giovana Camargo

        Exato! “Não importa o motivo da raiva” E ai que aprendemos a reconhecer nossas sombras e acolhe-las, reconhecer que funciona assim mesmo, mais luz mais sombra e trabalhar os processos de aceitação dos monstrinhos tb!

        E como disse, tudo pode ser desfeito, podemos parar de agir com raiva, ou com distração ou com sei lá o que. Não somos nada disso, nos apropriamos disso. Né?

        Acho que a busca é essa. ;-)

        Beijo!

  • Vhtapias

    Gustavo, estava lendo os comentários iniciais até me deparar com seu relato de tristeza. Por isso venho aqui estender a conversa!

    Primeiramente, dizer que seu texto, dividido em duas partes, faz total sentido na minha vida. Apesar do texto não falar só de !”roupas amassadas”, isso, claro, é um reflexo do modo como nossa vida está. Estou vivendo fora do país e dividindo apartamento com doze pessoas, há um mês e meio! Um dos “deveres” que temos por aqui é o de tirar os sapatos logo na entrada. Quando cheguei por aqui tentei dar uma mudada no ambiente e fazer dessa bagunça dos sapatos na entrada em uma coisa ligeiramente organizada. Funcionou pelos primeiros 3 ou 4 dias, mas logo voltou a ser a bagunca que era. Inclusive arrumei a sala e dei uma boa limpada nas geladeiras e no meu quarto. 

    Nesse tempo passei de empregado casual para empregado full-time. Ah, continuo com aulas também, ou seja, pouco tempo pra casa, pouco tempo pra mim. Vejo que praticamente desisti de tentar mudar alguma coisa, e enxergo nisso um grande defeito meu…..não dar sequencia em uma coisa que sei que será produtiva….talvez só pelo fato de não querer incomodar ngm.

    Logo,também, vejo que minhas roupas não estão mais dobradas, meus sapatos não estão mais organizados, minha parte da geladeira não está mais limpa como antes….e….e….tenho usado mais o computador nas horas livres. Esse é o principal ponto em que observo quando sei que alguma coisa está errada, quando estou com saudade de casa, dos amigos, etc. 

    Sendo assim, gostaria de agradecer a publicação do texto, porque ele realmente me ajudou a parar e repensar nisso. Vou desligar o pc agora e tentar passar as próximas horas ou dias sem utilizá-lo.
    É isso ai, espero ter cooperado para o papo!

  • http://mude.nu/ Walmar Andrade

    Parabéns, Gitti! Uma salva de palmas! Viva!

    hehehe

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      hahaha

      Parabéns a você também, Walmar. 

      Clap, clap, clap. hahaha

  • http://www.facebook.com/people/Antonia-Ferreira/100000018631182 Antonia Ferreira

    Muito bom para lembrar. Vivo ansiosa, sempre achando que deveria estar fazendo outra coisa, e não o que estou fazendo no momento. Este texto me fez lembrar que n]ao tenho tido paz nem pra ouvir uma música, preciso aprender a relaxar e aproveitar o momento.

  • http://www.facebook.com/dalmok Dalmo Kawauchi

    Ando percebendo muito o quanto estou atento e presente através da forma como eu cumprimento as pessoas. O contato, o aperto de mão, o olho no olho. Com a mente dispersa, você nem olha direito pra pessoa e seu aperto de mão não tem nenhuma precisão. O abraço nem chega a envolver. Parece até um certo receio de ter contato demais!

  • Luan Gabriel

    Venho notando a relação que a frase “a mente só aprende pelo corpo” tem na minha vida. Desde o ensino médio sempre me dediquei muito aos estudos, mas a ideia de querer praticar algum esporte, arte macial, qualquer coisa que usas”se mais o físico como foco, mas minha personalidade foi se modelando apenas ao espírito de um aluno de cursinho: aula de manhã e de tarde,janta,facebook, revisão,cama. Nos domingos, quase que trocava a primeira parte por “estudando em ksa”, e a ultima por festas/namorada. Isso só foi se estendendo e acabei entrando aqui no ita, onde sempre quis estar, mas depois disso essa necessidade de cultivar o corpo só está crescendo, à medida que me é cobrado na facu cada vez mais trabalho,estudo,dedicação, e estou me sentindo muito desorganizado mental e fisicamente para superar esses desafios. Por isso, ainda antes de ler esse post  incrível, alterando certos atos simples do cotidiano, e um deles foi parar de dormir em algumas aulas (tendo que revisar de véspera, n sobra tempo). Comecei a enxergar que dormir em aula era como estar na sala de aula apenas por estar lá,como se fosse apenas um obstáculo inúltil que atrapalha o horário do almoço. Então, agora vejo a aula como uma forma de desenvolver muitos aspectos que não estão na esfera do ensino em sala, mas outros como o respeito pelos outros,visto que na maioria das vezes o professor está tendo uma vida pior que a minha e tá segurando barra.Outro aspecto é a paciência: dormimos em sala porque queremos,literalmente,abrir os olhos e escutar a sirene tocar, e sair correndo para o almoço. Comecei a tratar a aula como um exercício de paciência, sempre lutando com a ressaca de ter virado metade da noite. Um terceiro aspecto disso seria o mais óbvio: o aprendizado, o qual já é o propósito fundamental da aula. Pretendo,ainda, começar a praticar alguma luta, que possa servir não como uma válvula aliviadora,mas como um local onde posso desenvolver minha disciplina, mas o tempo me aperta.

  • http://twitter.com/ArthurM_V Arthur Marques

    Essa consciência de que cada evento na sua vida, sem bem observado e bem utilizado pode ser tornar enriquecedor é algo muito interessante. Lembro que li aqui a algum tempo sobre Unwelt e a relação das experiências que você vivencia para com o seu mundo. 
    Amo desenhar e de certa forma, ao dar mais energia e importância para essa atividade, fui percebendo a minha ansiedade, falta de paciência e desprezo as detalhes das coisas que me rodeiam, desenhar não se tornou “só  desenhar”, agora é algo próximo de uma meditação, abrindo meus horizontes e lapidando o meu jeito de ser.
    Passar essa sensação, essa responsabilidade de aprendizado para todas as áreas da minha vida pode ser uma experiência fantástica, difícil é, mas não custa tentar.

    Parabéns pelo texto Gitti! O PdH e principalmente, os seus textos estão mudando esse moleque aqui!

  • Renan Castro

    Grande
    Gitti!

    Espero
    que meu comentário não fique excessivamente grande, mas você pediu =P

     

    Já tive
    muitas discussões filosóficas a respeito de ter um mestre para te instruir nos
    caminhos da vida e quando mais novo desejava encontrar um grande mentor para ser
    meu guia. Com o tempo fui vendo que o aprendiz influencia muito mais que o
    mestre. Não importa se você tem a oportunidade de conversar com ícones como
    Gandhi, Buda, Jesus ou quem quer que seja, se você (o aprendiz) não está aberto
    e disposto a adquirir conhecimento e experiência daquela situação, de nada
    adianta.

     

    Nós, como
    eternos aprendizes, podemos ver um mestre em qualquer um e em qualquer lugar.
    Desde uma avó tricotando com extrema paciência, um amigo bêbado filosofando
    ideias mirabolantes, uma abelha trabalhando perfeitamente em grupo, um músico
    praticando seu instrumento ou simplesmente alguém ficando quieto durante uma
    discussão fervorosa. A cada segundo, em cada ação, cada situação, tudo pode ser
    uma ótima oportunidade para evoluir, basta que você se disponha à isso.

     

    Claro que
    um mestre que nos indique o caminho certo ajuda, e muito! Mas assim como um
    mentor pode te instruir ao relaxamento de corpo e mente através do berimbau,
    você pode, por si só, chegar a mesma conclusão simplesmente tentando vivenciar
    aquele momento, observar a reação do seu corpo e mente a cada instante e tentar
    melhorar a cada nova prática.

     

    O que eu
    tento levar como “método Miyagi“ durante a vida é exatamente vivenciar a
    situação, estar presente e concentrado em cada momento e dedicar minha energia
    aquilo que estou fazendo. Abraçar alguém e realmente abraçar, sentir a troca de
    energia. Conversar com alguém e se colocar no lugar da pessoa, tentar ver a
    situação com os mesmos olhos, sentir as mesmas experiências. Ver algo acontecendo
    no dia a dia e refletir sobre aquilo, se colocar no lugar, imaginar como você
    se comportaria e por que se portaria dessa maneira. Lavar prato e se concentrar
    na lavação, brincar de inventar técnicas de como “lavar melhor“ e outras coisas
    que te façam se concentrar na tarefa.

     

    Dentre os
    diversos mestres que tive oportunidade de conhecer e aprender, como Pierre
    Weil, Roberto Crema, Felipe Ormonde, vou destacar o mestre de AMI-jitsu Antônio
    Tibery. Ele desenvolveu essa nova arte marcial oficialmente aberta ao público
    em 1989 (http://www.ami-jitsu.com.br/oami/comosurgiu)
    e que pratiquei por uns 6 anos. Com certeza influenciou muito na minha forma de
    ver e enfrentar a vida ;) 

  • http://www.facebook.com/maio101 Lucas Maio

    Tenho a sensação, quase todos os dias, de que se não me levanto no exato instante em que acordo, se me permito permanecer na cama por mais 30 minutos, essa covardia de viver vai impregnar toda minha rotina, meus afazeres, a dinâmica com as pessoas, o trabalho.. É meio bizarro, mas sinto uma sonolência, um cansaço, mesmo quando tive uma longa noite de sono.
    Tive que cavucar bastante pra responder a segunda (a respeito dos processos), por que quando eu leio um livro ou quando elevo uma discussão até as últimas instâncias, tá meio na cara que existem ganhos alternativos. Então, aí vai um menos óbvio: a relação do homem com sua cerveja e e amigos não aprimora nosso jeito de se relacionar com as pessoas? Acho que sim.

    Abraços, 

  • Arildo Dias

    Ultimamente tenho tido uma enorme ânsia de ficar olhando o email e facebook várias vezes ao dia, já saquei que isso é ansiedade e uma espécie de válvula de escape ao contrário. Ou seja, para deixar de fazer o que realmente tenho de fazer, que é trabalhar.
    Estou buscando utilizar outros meios como forma de treinar, com esse intuito começei a aprender percussão. Mas aprender a partir do corpo acho que seria um outro caminho bem interessante.

  • Hilton

    Getti,
    Achei que esse tópico seria um tanto óbvio.Me enganei. Comecei a ler o texto e só consigui para no fim. Tirando minha família e analisando bem, tive poucas pessoas que me ajudassem  a que rumo seguir ou a utilizar uma nova função para determinada coisa que já sabia. Ou seja, um “mestre” A verdadeira forma que consigui evoluir como pessoa acredito que foi lendo mesmo. Vários livros. Para superar a timidez que possuia, em parte da adolecência( que era notável),  mudar meu jeito de me expressar, modificar a linguagem corporal,  ser mais engraçado na situações cotidianas e adquirir novos gostos. Um deles foi tocar um instrumento músical, o violão. Indiretamente tive ajuda de pessoas e histórias que me motivavam a superar alguns desafios pela própria internet. Nada muito ao vivo.

  • Clovis

    Gitti,
    Atualmente estou em uma fase em que me percebo atuando mais consciente do entorno e da realidade. A mudança que ocorreu foi um divorcio. E estava realmente em uma fase frenética e desatenta.
    Meu ritual xamanico tem sido a corrida de rua, na qual tenho que respeitar os limites do meu corpo, manter-me concentrado no exercício e ter paciência para cumprir todo o trajeto. Chego a esquecer quem eu sou, me torno algo tipo apenas o desejo de continuar correndo.
    Como reflexo em minha vida, noto uma maior aceitação dos limites que a realidade me impõe, maior imersão nos atos que faço, respeito ao tempo. E assim como na corrida, sei que nem todo dia terei meu melhor desempenho, mas que é importante o exercício, o treino.
    No momento corro 10km, solitario e sem rotinas, esforço suficiente para que eu me lembre que corri durante umas 12h. Mas a satisfação é tal que quando paro, estou planejando a próxima.
    Acredito que cada um tenha seu próprio rito, descoberto ou a descobrir. Mas, sem duvida, necessário.
    Obs: no momento sem mestres, apenas a reflexão.

  • Victormooraes

     Boa noite Gustavo, grande parte da minha vida eu dediquei a treinos de karate posso compartilhar que o esporte mudou alguns pontos negativos e melhorou outros positivos, com dedicação vc sente entrar tomando físico e psicológico o comportamento de respeito por si próprio nos faz respirar mais aliviado, e a cada repetição em busca da perfeição algo fortalece.. essa idéia de ser humano é algo extraordinário a maioria das pessoas desistem sem nem ter chegado a metade de algum conhecimento e ai conseguem criticar de forma errônea o que o espírito precisa. O texto é fabuloso, toca dentro da alma de quem vive em busca de equilíbrio.

  • http://www.facebook.com/FelipeAita Felipe Aita Sabot

    Caralho, que texto foda!! Se encaixa muito bem no que sinto ultimamente. A correria diária de faculdade, amigos, trabalhos, baladas, provas, namorada e sonos cada vez mais curtos nos faz entrar no automático. Isso nos leva a querer comidas/papos/relações/experiências cada vez mais rápidas, passageiras. Começo a ver matérias na internet e, quando estou na metade, já pulo para outras. A mídia tende a nos levar a isso. Não gostamos de “perder” tempo (precisamos rever o que realmente é perda de tempo). Também percebo que quando não estou em paz, começo a escovar os dentes sem motivos, não com aquele objetivo de deixar tudo limpo.. mas como uma obrigação. Outra coisa: tomo banho sem motivação (geralmente é a última coisa que faço no dia), deixo o quarto ficar desorganizado, trabalhos pra última hora… Do contrário, quando estou bem, procuro sempre deixar tudo organizado, fazer com antecedência, vou à academia regularmente, faço refeições e cozinho com entusiasmo – com um bom motivo para cortar e temperar a carne do strogonoff . Acabo aproveitando melhor cada momento e o dia como um todo. Uma das coisas que me faz realmente entrar nos eixos é lavar louça, hahahaha. Um processo simples, que não exige concentração nenhuma. Me faz tomar um tempo pra mim e relembrar o que me é importante, o que devo fazer.
    Já li algumas coisas relacionadas a meditação aqui no Pdh e acho muito interessante. Pretendo conhecer mais sobre a técnica. Bom, acho que esse é o segundo ou terceiro comentário que faço aqui. Então… Excelente site! Gosto muito dos textos e das abordagens, me identifico e me sinto a vontade lendo-os. Abraços

  • Pingback: Uma mente treinada na arte da distração | mude.nu

  • http://www.facebook.com/valsortiz Valquíria Sampaio Ortiz

    Então Gustavo, eu percebo essa relação com a música, o quanto ela pode me aprisionar e libertar. Acredito que já comentastes em um artigo no Não2não1 a respeito, mas o meu caso fica mais complicado, porque em vista da deficiência auditiva, quando escuto música, só escuto a música e mais nada. Tem dias que dependendo da música, passo fechada no meu mundo, no piloto automático. Quando  percebi essa relação, comecei a procurar músicas que me abram, não me fechem. Resultado: os dias que começo ouvindo esse tipo de música, tenho a tendência de ficar mais disposta, a olhar mais pra rua, admirar as nuances das cores e a paisagem. Consequentemente, comecei a me abrir mais pra minha vida e ser muito mais lúcida em relação a ela.
    Fico imaginando que se sem nenhum tipo de guia já é assim, imagina com…

  • Paula Dias

    Nossa, lendo esse seu texto parei pra pensar nas pequenas situações. Por exemplo: TODA vez que eu tenho que fazer faxina ou limpar algo, sinto raiva. Impressionante. Posso estar fazendo aquilo simplesmente porque senti necessidade de sentir aquele cheirinho de casa limpa, mas sinto raiva só pelo fato de estar fazendo aquilo sozinha. Surge aquele pensamento “Porra, nem pra Fulano me ajudar”. Mas na maioria das vezes fulano nem sabe que estou ali. Ou nem pedi a ajuda de fulano.
    E nessas eu penso que as vezes ouvimos o professor/guru/xamã esperando que ele nos ensine fórmulas super complexas…e na verdade, o treinamento tá ali….dentro do balde junto com o Veja, o Perfex e o Sapólio…rsrsrs

  • http://www.facebook.com/ezeqfg Ezequiel Guimarães

    Um relativamente simples e que você talvez se lembre do seu tempo de monitoria é a dança de salão, Gitti. Em época de prova, de algum tipo de pressão, eu não consigo me concentrar no que minha aluna precisa. Esqueço passos, fico inquieto, danço me preocupando somente com o ritmo e não com a música e no final saio cansado do esforço mental. Num dia tranquilo eu me empolgo, quero ensinar o que puder, saio e quero dançar mais 4 horas. 

  • Carlos Fabio

    Sensacional, seu texto me fez lembrar a trilogia “A Profecia
    Celestina” de James Redfield.

    Essa falta de atenção, conexão ao fazer coisas simples que
    acabam por se replicar na vida como um todo, pode ser explicado, acredito eu,
    pelo fato do ser humano hoje se sentir quase como um Deus (se não se sentir o próprio)
    e pensar e agir como se todo o universo estivesse a sua disposição.

    Todo ser vivo, menos o homem, se conecta com o “todo” de
    alguma forma, lembra que antes do tsunami na indonésia os animais se agitaram e
    foram todos para a parte mais alta da ilha?

    Tornamo-nos maquinas e nada mais existe além do nosso umbigo,
    no dia em que entendermos e aceitarmos o fato que fazemos parte de algo maior e
    que não somos autossuficientes, ai sim, vamos cortar uma cenoura sabendo que a
    cenoura é que esta nos concedendo o que ela tem de mais valioso, sua energia.

    É um tema digno de um fim de semana inteiro de devaneios.

  • Bia

    Gustavo,

    Eu sempre piro nos seus textos porque eles “quase” me ajudam. Sempre rola uma conscientização que eu sinto que pode me dar o start da transformação. ;-)

    Eu ja lia os seus textos, antes de participar das rodas de Taketina, das unicas duas vezes que fui.
    Bom, a primeira roda foi em 2010, a dois anos atraz.

    Gitti, eu achei aquilo um Pórre. Serio! Sai de lá frustrada. Eu diria que foi quase uma tortura, sem exagerar. Foi dificil, e quase no final eu ja estava exausta dos esforços de concentração para fazer os passos, e perder  o foco e ter que retomar toda a coisa de novo, de minuto em minuto.

    Esse texto me fez refletir sobre essa experiencia e sobre o quanto eu estava bem indisponível na vida, e sem foco, sem presença mesmo. Eu sempre cortei cenouras achando o maior desperdicio de tempo e energia!

    Eu sinto que eu mudei bastante. O microato de cortar legumes é o melhor no meu caso, percebo muito como eu cortava cebola com raiva, e chorava muito. Hoje ainda choro, mas feliz!

    A sua segunda roda de taketina, eu sai em outro estado. Teve alguns momentos que eu me perdia, claro, mas sem sofrimento ou aflição. Pelo contrário, foi uma delicia!

    Ainda tenho muito muito a transformar. Quanto mais leio sobre as suas experiencias com meditação e budismo mais sinto que esse é o caminho.

    Obrigada..

    Bia

     

  • Relri

    Caramba Gitti, 

    Não encontrei teu email. Enfim, vou pedir por aqui. Cara, quais as outras referencias musicais na área instrumental você conhece, no estilo de Megadrums (muiiito dificil encontrar músicas e show deles. Ainda existe o grupo?).

    Abraço

  • http://twitter.com/rafaelcgo Rafael Oliveira

    Gitti,

    Valeu pelo texto.

  • http://www.facebook.com/paz.rodrigopaz Rodrigo Paz

    Ótimo artigo, Gustavo. Bem reflexivo e com certeza ajudará muitas pessoas a melhorarem ao menos um pouco suas vidas. Um exemplo que engloba as duas situações que você mencionou seria, para mim, qualquer ato artístico como fotografar, desenhar ou tocar um instrumento. Não só as nossas emoções podem ser passadas nesses processos como também eles podem induzir alguma pequena transformação em nosso espírito, seja ela construtiva ou não. Se estou alegre ou entusiasmado, fico horas observando uma imagem e passando minha interpretação para o papel. Em contrapartida, se eu conscientemente emprego paciência e amor no que estou desenhando, isso passa automaticamente uma boa energia para as outras áreas da minha vida. Isso vale para as outras ações.

  • Betina

    diria que além das artes maciais, a dança em geral, seja ballet, dança de salao, hip hop, enfim, qualquer tipo de dança, tem muito a ver com autocontrole, superação, se relaciona bastante com isso de “sair do piloto automático”, tornar-se dono de si mesmo.

  • Iceman

    Essa filosofia se aplica a tudo.
    Aprendi com a musculação, meu professor foi o ferro, pois o ferro nunca mente para você…
    Não me enxerguem como um mero marombeiro inchado e usuário de esteróides anabolizantes, não estou nem perto disto, meu treino é totalmente voltado à funcionalidade corporal e não tem estética como foco.
    Hoje, depois de dar muito murro em ponta de faca, aprendi muito com o ferro.
    Mas a lição mais importante que o ferro me ensinou é que ninguém entra na academia levantando 100kg.
    A pessoa entra na academia e consegue levantar 10kg ou até menos, mas com dedicação, esforço, trabalho árduo, paciência e, principalmente, perseverança, ela progride aumentando um quilo de cada vez até chegar aos almejados 100, ou ultrapassá-lo.
    Interessante foi quando passei a aplicar o mesmo raciocínio aos demais campos da vida e entendi que o processo é o mesmo, pois tinha muita dificuldade para estudar e ler, lia poucas páginas e dormia sobre o livro; me distraia constantemente; qdo chegava ao final da página não lembrava do que tinha lido no início; era impossível manter a concentração por mais de 5 minutos.
    Então a lembrança do ferro aflorou e entendi que pretender, da noite para o dia, estudar 10 hrs diárias era o mesmo que querer entrar em uma academia pela 1ª vez e levantar 100kg…
    Outro mestre que tive foi uma mariposa, por incrível que pareça.
    Estava na estrada e a mariposa ficou presa à palheta do carro.
    Logo que vi pensei: “essa já era, é morte certa, vai ficar presa ali até morrer”.
    Ledo engano, a mariposa não desistiu, lutou, lutou, lutou, não ficou imóvel uma fração de segundo sequer.
    Lutou tanto que eu já estava quase parando o carro para tirá-la de lá, qdo ela conseguiu se desprender e saiu voando.
    Foi uma lição de vida, aprendida numa tarde qualquer, de um dia qualquer, jamais permitir que a desistência se torne uma opção.

  • Thomaz

    Acho que li algo parecido num livro do Augusto Cury, quando fala em SPA-Síndrome do pensamento acelerado. Mas não li o livro todo. Acho que estou melhorando pois consegui ler este texto até o fim (e todos os comentários).

  • Brenno

    Encontrei no seu texto a resposta pra uma velha pergunta há muito tempo me assombrava. Obrigado, cara! Sem mais…

    • Brenno

      que há muito tempo*

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  • http://www.facebook.com/dannyvillani Dani Villani

    Bacana demais seu texto.
    Paralelamente temos a Terapia Ocupacional definida como:
    “análise e aplicação de atividades, especificamente atividades de auto manutenção, produtividade e lazer, através do processo de avaliação, interpretação e tratamento de problemas que interferem no desempenho funcional ou adaptativo em pessoas cuja atividades estão prejudicadas por doenças, incapacidades físicas problemas emocionais, incapacidade congênita ou de desenvolvimento, ou pelo processo de envelhecimento, com o objetivo de capacitar a pessoa a alcançar desempenho funcional e adaptativo; prevenir o comprometimento funcional e promover a saúde”.
    É assim mesmo… atividade meio e / ou atividade fim.

  • http://www.facebook.com/danivcmonteiro Dan Valle

    Genial! Fantástico. Minha vida é um forward. Casa, trabalho, filhos, marido. Nos últimos meses tenho levado tudo na base do avançar. E o resultado disso tudo é um caos absoluto. Hoje fugiu do controle, por mais tempo que eu tenha não consigo mais organizar nada. E como não há rewind, o que eu perdi com essa ansiedade de fazer tudo ao mesmo se perdeu.
    Ainda não posso ter um mestre xamazão fudidex rs… mas vou começar pelas lições do Sr Miyagi por enquanto!

  • http://www.facebook.com/lara.paes.10 Lara Paes

    Nossa, me identifiquei pra valer. Fui a um curso de meditação meio de paraquedas e acreditei que seria boa pra mim a prática. O problema é o que já suspeitava: acho chato demais ficar parada quieta 15 minutos todos os dias, minha mente acha que está perdendo tempo e não me deixa em paz. Agora não sei bem como persistir, porque mesmo concordando com o que todos dizem sobre os benefícios que a prática deve apresentar, é difícil demais me motivar a meditar :/

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  • Allex J. B. de Sousa

    Li tudo gostei muito, muuuito da hora. Já havia imaginado as coisas que aprendo tipo tocar um instrumento como uma extensão do que eu sou ou serei. Mas confesso, a escova de dentes é novidade para mim.
    Agora acho que vc devia comentar sobre a ansiedade em função do tempo (pouco tempo). Por exemplo eu sou uma pessoa que acho que consigo aprender tudo mas o tempo nunca é suficiente uma boa dica seria por onde devo começar.
    E outro assunto talvez até para uma outra pauta tipo: como distribuir bem o tempo(eu, família, amigos, etc).
    E obrigado, por revelar segredos secretos tão bem guardados e entesourados em suas mentes.

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  • http://www.facebook.com/limorges Rafael Borges

    Às vezes almoço e escovo os dentes com a mão não habitual. É um excelente aprendizado.

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